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Na noite do dia 27 de Fevereiro, militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) do Destacamento Territorial da Guarda, detiveram três indivíduos, com idades compreendidas entre 19 e 47 anos, residentes em Celorico da Beira, por crime de furto numa residência, em construção, na localidade de Alvendre (Guarda).

GNR-Guarda Nacional RepublicanaSegundo o comunicado semanal da GNR da Guarda, os suspeitos foram surpreendidos no interior da residência e, apercebendo-se da presença dos guardas da GNR, abandonaram o local e as diversas ferramentas e materiais de construção civil que, entretanto tinham furtado, colocando-se em fuga. Após perseguição vieram ser detidos na localidade de Lageosa do Mondego (Celorico da Beira).
Presentes ao Tribunal Judicial da Guarda, foi-lhes aplicada como medida de coação, Termo de Identidade e Residência, ficando a aguardar o resultado do Inquérito.
Em 25 de Fevereiro, o Comando Territorial realizou uma operação de fiscalização de trânsito, com particular incidência nos veículos de transporte de mercadorias, bem como na abordagem de suspeitos da prática de crimes. Foram fiscalizados 80 veículos e condutores e elaborados 11 autos de contra-ordenação, três por infracções à legislação rodoviária e oito por infracções à legislação fiscal, resultando na apreensão de oito viaturas e de mercadorias no valor de 5.650 euros.
No âmbito do programa «Apoio 65 – Idosos em Segurança» a GNR está a desenvolver, entre 25 de Fevereiro e 25 de Março, uma campanha de segurança direccionada aos idosos que vivem sozinhos ou isolados.
O objectivo da campanha intitulada «Operação Censos Sénior», que se realiza em todo o país, é efectuar o registo de todos os idosos que vivem isolados ou sozinhos e actualizar os dados já existentes. A par do objectivo principal, os militares envolvidos promovem junto deste público acções de sensibilização de forma a esclarece-lo e incentiva-lo a adoptar comportamentos de segurança, com vista a diminuir o risco de acções criminosas. Deste registo constará a identificação de cada idoso, a idade, o contacto e a identificação dos familiares mais próximos.
plb

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Prevenção, prevenção, prevenção é a palavra de ordem para o combate aos fogos. A apresentação do plano de prevenção no Governo Civil da Guarda contou com a presença de Vasco Franco, secretário de Estado da Protecção Civil. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A Ribeira da Granja ou do Janadão é um dos maiores, senão o maior, curso de água que atravessa os limites do Soito.

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»O local chamado Janadão, onde agora está instalado um Parque de Merendas, sempre foi um local aprazível que à sombra das frondosas árvores ribeirinhas proporcionava alegres convívios.
No Janadão havia, nos anos 30 e 40 do século XX, sete moinhos a funcionar para moer o trigo e centeio para as pessoas poderem ter farinha para fabricar o pão.
Era no Janadão que os mancebos, que tinham que ir à inspecção militar, tomavam banho no dia anterior à ida “às sortes”, já que nessa época não existiam casas de banho nas casas das pessoas.
O “tocador” da concertina, contratado pelos rapazes, ia com eles para o Janadão, nesse dia, para começar a animar a festa. Sim, porque nesta época, a ida à inspecção militar era considerada uma festa.
Também era no Janadão que os amigos conviviam. Levavam garrafões de vinho, carne, batatas e pão. Faziam uma fogueira, assavam a carne e coziam as batatas e passavam o dia, normalmente o Domingo, em alegre convívio.
A fotografia que acompanha esta crónica foi tirada no Janadão, em meados da década de 1940.
Nela se podem ver os garrafões de vinho, que ainda não eram com o vidro coberto de plástico e o caldeiro das batatas.
«Memória, Memórias…», crónica de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

O antigo quartel das esquadras na zona história da Estrela do Interior foi o palco da terceira feira de coleccionismo e antiguidades e do agricultura. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

O escritor e filósofo raiano Jesué Pinharanda Gomes acedeu ao pedido dos autores do livro «Sabugal e as Invasões Francesas» para escrever o prefácio da obra, que está em fase de edição, e tem o seu lançamento agendado para o Sabugal, na tarde do dia 2 de Abril. Com a anuência do seu autor, adiantamos um pouco do que será o prefácio.

J. Pinharanda GomesQue significado tem a gesta ribacudana das Invasões Francesas, tirante o inevitável protagonismo de Almeida? E, todavia, se é verdade que a queda de Napoleão e a derrota da França imperial começaram na Península, de modo muito particular em território português (antes de terminarem nas estepes geladas da Rússia e no cenário tonitroante de Waterloo), é também verdade que o poder napoleónico sofreu a última corrida em pêlo em território português, em Riba Coa, nos espaços dos antigos concelhos de Cima Coa, com realce para o Sabugal, de modo especial.
Napoleão foi «rei de Portugal» de facto, e de Espanha, ainda que delegasse a realeza, ou imperialidade, ou em Junot, aclamado como «El-rei Junot», celebrado na gloriosa pintura da autoria de Domingos Sequeira, ou em José Napoleão, quanto a Espanha, mas Napoleão era de facto El-rei. Viu-se e atrapalhou-se perante o cenário de uma quase primitividade bélica assente, em Portugal, numa tropa que logrou brilhar nas hostes inglesas do Arthur Wellesley, duque de Wellington, e na espontânea militância de camponeses e saloios, nas esperas das guerrilhas pelos bosques da Estremadura e das Beiras. Estas são, de resto, sublinhadas em obras especializadas de, por exemplo, Rosamund Waite (Life of the Duke of Wellington), de J. Chastenet (Wellington, com tradução portuguesa de 1945), ou, com mais pormenor, em The French Campaign in Portugal, 1810-1811, de Donald Horward. Além, claro, dos cronistas franceses que registaram os nefastos dias do Coa e do Sabugal, e dos portugueses, nas crónicas da Guerra Peninsular.
A aventura ou gesta relativa às invasões, focalizando o caso específico do Sabugal, encontra-se reconstruída e descrita neste livro, cujo epílogo põe a nossos olhos o fim, sem remissão, do General Massena, incapaz de satisfazer o projecto do Imperador, e dessa atroz figura do «Maneta», o famigerado Loison. Tudo com o fim na Batalha do Sabugal, junto ao Coa, em 3 de Abril de 1811. Fim militar, ou politico-militar, porque a outra «invasão», a ideológica, a da recepção dos ideários da Revolução Francesa (frutificante entre nós a partir de uns dez anos mais tarde, 1820), achou na presença militar franco-inglesa, oportuna sementeira.
J. Pinharanda Gomes

Reelegemos recentemente o actual presidente da república para um novo mandato de cinco anos, de que tomará posse no início de Março. Porém o Professor Cavaco Silva não passará de um verbo-de-encher, ao não ter poderes que lhe permitam exercer o magistério de um verdadeiro chefe de Estado: ser o moderador da vida política nacional.

Ventura Reis - TornadoiroA teoria da separação de poderes nasceu em meados do século XVIII, com o filósofo francês Montesquieu, e assenta na ideia de que a organização politica de um estado deve garantir a independência de três poderes fundamentais: o executivo, o legislativo e o judiciário. Esse princípio presidiu à feitura da nossa actual Constituição, que dá ao governo o poder executivo, ao parlamento o poder legislativo e aos tribunais o poder judicial.
Temos porém um presidente da república que é eleito directamente pelos portugueses, resultando daí uma grande legitimidade para a sua acção politica, mas que não detém nenhum dos poderes clássicos que o Estado deve ter e deve separar. É caso para perguntar: para que serve o presidente da república eleito, se não possui autoridade para agir enquanto chefe de estado, zelando pela causa pública?
Noutro tempo, durante a monarquia parlamentar, a Carta Constitucional outorgada por D. Pedro IV instituía um quarto poder, que somava aos três já citados: o poder moderador. Esse poder moderador pertencia ao rei, e não existia noutra lei fundamental senão na portuguesa.
E no que consistia o poder moderador do rei? Traduzia-se na nomeação de pares do reino para a câmara alta, na convocação extraordinária das cortes, na sanção ou no veto dos decretos e resoluções das cortes, na dissolução da câmara dos deputados, na nomeação e demissão dos ministros do reino, na suspensão de magistrados, no perdão das penas e na amnistia.
O poder executivo estava no ministério, ou seja, no governo do reino, onde cada ministro tomava conta da sua pasta, mas o rei acompanhava de perto a acção do executivo, intervindo quando o considerasse essencial.
Hoje o chefe de estado não possui poderes importantes, embora possa dissolver a assembleia da república e convocar eleições.
Falta-lhe o poder moderador, através do qual manteria o país na linha, não deixando que certos políticos irresponsáveis entrassem em devaneios. É pois necessário, a meu ver, mexer na Constituição, e recuperar o verdadeiro e autêntico poder moderador do presidente, pelo qual se aperfeiçoa o regime e se dá que fazer a um presidente eleito pelo povo, que deve agir em vez de passar o tempo em comes e bebes, festanças, passeatas e inaugurações.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

As nossas freguesias vão morrendo aos poucos. Em tempos acabaram com os postos da Guarda Fiscal, mais tarde acabaram com as escolas, a GNR também parece ter os dias contados, os postos médicos funcionam como todos sabemos…

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaA nível da religião todos sabemos que a crise também está implantada. A grande maioria dos senhores sacerdotes também já são de idade bastante avançada. Em muitas situações já são os diáconos que os vão substituindo.
Agora até já se fala em extinguir algumas freguesias, e também alguns concelhos.
Será que também não nos irão encerrar mercearias, cafés ou restaurantes que ainda vão existindo em algumas localidades?
No concelho do Sabugal foram construídos cerca de trinta lares mas dentro de alguns anos entrarão também em crise e terão a mesma sorte que tiveram as escolas.
Tive também a triste notícia de que o multibanco de Vale de Espinho foi retirado ontem, dia 25 de Fevereiro.
A água do rio Côa também já nos foi roubada em grandes quantidades sem que nada nos tivessem dado em troca.
Para terminar refiro ainda as portagens que muito brevemente irão ser implantadas. Tenho amigos, dos Foios e de terras vizinhas, a quem já ouvi dizer que vão passar a vir menos vezes à terra porque os combustíveis e as portagens os levariam à ruína.
À maioria das pessoas, das nossas santas terrinhas, valeu-lhes a França, tanto no passado como no presente.
Na qualidade de Presidente de Junta sei bem quantos atestados de vida passamos aos nossos ex-emigrantes.
E também sei que a maioria destes, ex-emigrantes, usufruem de boas pensões que ainda dão para ajudar filhos e netos quando compram ou mudam de carro ou de casa. É caso para dizer: MERCI BEAUCOUP, FRANCE.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Como se diz no evangelho de S. João, «no princípio existia a palavra». Porém, para a feitura deste livro, eu preferiria dizer, no princípio havia muitas palavras, havia muitos textos. Os autores – o Coronel Manuel Veiga Mourão, o Dr. Paulo Leitão Batista e eu próprio – já tínhamos trabalhado muito sobre o tema da guerra peninsular, cada um no seu respectivo domínio.

Mas citando ainda a Bíblia, o livro da génese, poderíamos afirmar que «a terra estava ainda informe e vazia». Era portanto necessário dar um impulso à ideia de valorizar o trabalho de cada um. Para resumir, afirmaríamos, como no prefácio, que «ventos favoráveis e convergentes congregaram os autores deste livro…num intuito de recordar as invasões francesas em terras de Riba-Côa e, mais precisamente, no Sabugal».
Fazendo agora a leitura da génese do «Sabugal e as Invasões Francesas» podemos afirmar que a sua feitura assemelha-se a um conto de fadas que se pode contar assim. Era uma vez um coronel que passava os seus tempos de reformado a escrever sobre a história militar e mais particularmente sobre a participação do nosso bravo exército na chamada guerra peninsular. Os seus artigos, todos bem documentados, eram colocados gratuitamente à disposição na biblioteca digital, que alguns até desvalorizam, designada Wekipédia. Depois das minhas leituras de Charles Oman, Fortescue, Baron de Marbot, Thiers, Napier e tantos outros, voltava, de vez em quando aos artigos da Wikipédia e constatava que se encontravam ali valiosos e condensados resumos relativos a estudos que estava a realizar e, sobretudo, a batalhas travadas em terras de Riba-Côa: Sabugal, Almeida, Ponde de Almeida e cercos de Cidade Rodrigo. Era como que a repetição da matéria. Mão amiga encaminhou-me o mail do autor desses artigos e resolvi enviar-lhe os meus escritos que descreviam as mesmas épocas, em lugares coincidentes. Pela pronta resposta na volta do correio, percebi que textos destes lhe interessavam. Percebi também que estava diante de um militar que não poupava o seu sabre para cortar uma ou outra palavra, para corrigir um regimento em vez de uma divisão e, sobretudo, não consentir a despromoção de um qualquer oficial que eu não tinha colocado no seu devido posto.
A troca de mails intensificou-se e percebi que o seu saber deveria ser aproveitado para poder valorizar as gentes e as terras do Sabugal, as quais nem sequer faziam a menor ideia do valor do seu património histórico-militar. Aliando a sua generosidade e competência, o Coronel Manuel Mourão veio reconfortar-me no meu receio de não me apresentar como o profeta rejeitado da terra onde nasci ou como o santo que na sua própria terra não faz milagres. Ao meu desafio aceitou colaborar prontamente nesta aventura e trouxe-nos o seu saber técnico-militar para nos descrever a importante Batalha do Sabugal, baseada no melhor que existe actualmente sobre o assunto.
Tal como em qualquer manobra militar, o tempo é um elemento precioso muito difícil de gerir. A data das comemorações aproximava-se e apercebi-me que o escritor do Capeia Arraiana, Paulo Leitão Batista, já tinha quase um arrátel de livro escrito no seu assíduo blogue. Os dados estavam lançados. Só faltava um editor. E bati logo à porta da Orfeu, e já sabia que o Dr. Joaquim Pinto da Silva, não iria virar as costas ao Sabugal, a estas terras e a estas gentes que precisam de ser divulgadas nos seus feitos, valores e tradições. Também o grafista, Paulo Rocha, estava fiel ao seu posto. Entusiasmou-se com o manejar das armas, com os soldados que ia vestindo e revestindo para lhes colocar a devida cor das fardas da época. E até se lembrou de colocar a figura caracterizada de um soldado de cara rosada e numa posição bem british que se batia em terras portuguesas com os caçadores 3 e os Red Coat da famosa e temida Light Division.
Este trabalho escrito a três mãos foi uma verdadeira batalha ganha num tempo record. Mas, seguindo o exemplo de Lord Wellington, com tropas bem treinadas e disciplinadas pode-se manejar bem e rapidamente a escrita para ganhar ao inimigo o esquecimento, porque duzentos anos depois, é justo celebrar este acontecimento com dignidade e valor.
Além de ser um prazer para todos nós a sua escrita, este livro parece quase uma obra virtual. Por mais estranho que pareça e acredite quem quiser, nenhum dos autores se conhece pessoalmente. Nunca se viram antes. Só se conhecem por telefone e por mails. Iremos encontra-nos pela primeira vez na apresentação do livro, no auditório do Sabugal, no próximo dia 2 de Abril.
Esta é também a contribuição que os intelectuais, no bom sentido da palavra, animados num espírito cívico, pretendem ofertar às gentes e aos representantes do Sabugal, no momento em que se comemoram os duzentos anos em que o tempo de Napoleão poderia ser transformado num tempo de subserviência e subjugação perante o louco imperador que sonhou ter a Europa inteira a seus pés e que, tal como uma carraça, nunca mais largava Portugal.
Joaquim Tenreira Martins (Investigador do CAPP – ISCSP)

Está em discussão pública o Projecto de Distinções Honoríficas do Município do Sabugal, aprovado na reunião do executivo e publicado no Diário da República de 24 de Fevereiro de 2011.

Brasão Câmara Municipal SabugalDurante os próximos 30 dias os interessados podem formular por escrito sugestões, tendo por referência o projecto elaborado e publicado.
A ideia do Município é passar a «homenagear e distinguir todos aqueles cujos méritos pessoais e feitos cívicos contribuíram, ou contribuem notoriamente com as suas acções nas mais variadas vertentes, para o engrandecimento, dignificação e prestígio do Município do Sabugal». O projecto de regulamento define os termos em que as distinções honoríficas podem ter lugar e os procedimentos a respeitar para a sua atribuição.
Pretendem-se instituir cinco distinções honoríficas diferentes, cada qual para render preito em determinadas circunstâncias.
A Medalha de Ouro do Município destina-se a agraciar quem se tenha distinguido pelo seu exemplo através de actos notáveis de coragem e de abnegação que engrandeçam o concelho do Sabugal e se torne ligado à história do Município.
A Medalha de Mérito, destina-se a reconhecer os que consigam trazer benefícios assinaláveis para o concelho, nomeadamente na melhoria das condições de vida, ambiente, ciência, desporto, empreendorismo ou acção social.
Outra distinção prevista é a Medalha de Bons Serviços e dedicação, a qual se destina aos funcionários do Município que tenham actuado com zelo, competência, decisão, espírito de iniciativa e dedicação à causa pública.
A Chave do Honra do Município vai destinar-se a agraciar pessoas de alto mérito ou titulares de órgãos de soberania que estejam de visita ao concelho do Sabugal.
Está finalmente prevista a atribuição do Voto de Louvor, com o que se agraciarão pessoas em geral ou funcionários da autarquia que mereçam um reconhecimento público por parte do Município.
O projecto de regulamente contém em anexo os diversos modelos de medalhas, a chave do município e o diploma que a câmara poderá atribuir.
plb

No bicentenário da Batalha do Sabugal, vai ser lançado o livro «Sabugal e as Invasões Francesas», que dá a conhecer a real importância do Sabugal e da sua região no contexto dos movimentos militares e dos confrontos que ocorreram no decurso da Guerra Peninsular.

O livro, editado pela Orfeu, tem três autores, o que proporciona perspectivas diferentes do que foi o Sabugal no contexto das invasões napoleónicas.
Manuel Francisco Veiga Gouveia Mourão descreve em pormenor a Batalha do Sabugal, acontecida em 3 de Abril de 1811. Explica as movimentações de retirada do exército de Massena, descreve o local onde se deu a batalha e as forças em presença, decifra os planos de Wellington para o confronto e a forma como realmente a batalha ocorreu. Os textos são complementados por croquis muito elucidativos, onde se observam os movimentos planeados e as manobras que foram de facto executadas.
Joaquim Tenreira Martins escreve sobre o Sabugal no tempo de Napoleão. Explicita o contexto histórico em que aconteceram as invasões francesas, com destaque para a terceira, que foi a que mais afectou a região do Sabugal. Desenvolve uma sugestiva e interessante tese acerca das duas «tentações» de Massena em diferentes momentos do movimento de retirada. Descreve o contexto em que aconteceu a Batalha do Sabugal e pormenoriza os planos e os movimentos das tropas que se digladiaram depois em Fuentes de Oñoro.
Paulo Leitão Batista traça alguns retratos do que foram as movimentações militares, os combates e os actos colaterais, tendo por cenário Riba-Côa e em especial as terras raianas do Sabugal. Descreve episódios pouco conhecidos e traça o perfil de alguns dos famosos generais que por aqui passaram em campanha.
O prefácio do livro é da autoria do escritor e filósofo quadrazenho Pinharanda Gomes, que aceitou escrever algo acerca da oportunidade da publicação da obra.
E quem são os autores do livro, que será apresentado no Sabugal, em sessão pública, no dia 2 de Abril?
Manuel Francisco Veiga Gouveia Mourão, Coronel de Infantaria na Reserva, natural de Lisboa e residente em Torres Vedras, é especialista na área da História Militar, sendo ainda colaborador da Wikipédia no domínio da Guerra Peninsular.
Joaquim Tenreira Martins, nascido em Vale de Espinho, no concelho do Sabugal, e a residir em Bruxelas, é investigador do Instituto Superior de Ciência Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa e desde há alguns anos que tem estudado e publicado artigos sobre a temática das invasões francesas.
Paulo Leitão Batista, natural do Sabugal e a residir em Lisboa, é co-autor do blogue sabugalense Capeia Arraiana, onde tem publicado textos sobre as invasões francesas. Foram precisamente esses textos que estiveram na base do seu contributo para o livro que vai agora ser editado.
plb

O medo é um dos principais fantasmas que nos assombra, ainda que, muitas vezes, seja imaginário. Ainda hoje lembro dos tenebrosos pesadelos com bruxas de chapéus gigantes!

Medo

Carla NovoSabe-se hoje em dia que nascemos apenas com dois medos: o de cair e o do barulho. Todos os outros ganhamos ao longo da vida. Coleccionamo-los e guardamos a «caderneta» numa gaveta sem fundo – até sermos, algumas vezes, obrigados a espreitar lá para dentro e sentir aquele arrepio que nos paralisa. Há quem os tente classificar – como se o grau com que nos afectam pudesse ter uma escala – e falam em «receio». Não entendo bem a diferença. Para mim, medo é medo. Mesmo sabendo que existe em nós uma capacidade incrível de os tornar mutáveis. Raramente nos damos ao trabalho de abrir a gaveta dos medos e limpá-la. Para isso são precisas, pelo menos, duas ferramentas: motivação e coragem. Lembra-se qual foi o último medo que afastou do seu caminho? Medo de perder alguém? Medo de arriscar num negócio? Medo de não corresponder às expectativas dos outros, ou até mesmo, das suas? Medo de ficar sem dinheiro? Medo de não estar saudável? Há dias andei a arrumar a minha gaveta dos medos – confesso que tenho-me esforçado o suficiente para não deixá-la demasiado cheia e correr o risco dela não fechar! É bom mantermos uma certa disciplina, do mesmo modo como tomamos banho, limpamos a casa, sacudimos as migalhas que teimam em se meter nos botões do teclado do computador. Só assim nos livramos do que nos incomoda. Apenas desta forma nos é possível «reciclar» e não ficarmos presos a uma segurança fictícia, enquanto a vida nos passa ao lado. Lembra-se de quando tirou as rodinhas da bicicleta e teve de encontrar o ponto de equilíbrio? Da coragem que teve quando caiu e para além de sacudir as pedrinhas que se cravaram no joelho ensanguentado ainda teve de carregar a maldita bicicleta? Pois é, os nossos medos são do tamanho que lhes queiramos dar e duram o tempo que a nossa coragem deixar. Vem aí o fim-de-semana, não estará na altura de fazer limpeza da sua gaveta? Ou está com medo?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Para comemorar o lançamento de uma caixa de DVD dedicada à obra de Koji Wakamatsu, um veterano realizador japonês inédito comercialmente em Portugal, a distribuidora Medeia estreou em sala os seus dois últimos filmes.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia Arraiana«Exército Vermelho Unido», a par de «O Bom Soldado», foi um desses filmes. Os dois são filmes históricos, mas passados em períodos distintos. Neste caso «Exército Vermelho Unido decorre no final da década de 1960 e início da década seguinte. O filme relata um episódio pouco conhecido, penso eu, mas com alguns pontos de contacto com episódios semelhantes ocorridos na mesma altura noutras áreas do globo.
«Exército Vermelho Unido» começa por ser um documentário sobre as manifestações estudantis contra o aumento das propinas e os acordos entre o Governo do Japão e os EUA, que permitiam ao exército norte-americano utilizar bases em território nipónico. Estas, por sua vez, eram utilizadas para apoiar as tropas no Vietname. É neste barril de pólvora que começam a emergir facções mais radicais que defendem a violência e a revolução armada para levar ao comunismo.
Exército Vermelho UnidoKoji Wakamatsu faz um excelente retrato deste período atribulado da história do Japão recorrendo na primeira parte a imagens de arquivo, onde um narrador vai explicando o que se passou nas manifestações e apresenta as figuras chave do movimento. Numa segunda parte, já depois das manifestações, o realizador passa a ficcionar o que se passou quando estes jovens, na sua maioria com idades na casa dos 20 anos, partem para as montanhas. Nesta altura já as várias facções se tinham reunido numa só e estão nas montanhas para preparar a guerra generalizada. Só que como todas as utopias, as coisas acabam por não correr muito bem. E quando os líderes da revolução vêem que as suas ‘tropas’ não estão à altura começam a incentivá-las torturando os mais fracos. O episódio terminou na morte de alguns deles e num cerco feito pelas autoridades aos últimos quatro resistentes do grupo.
Apesar dos elementos mais documentais, este é um filme que pode bem ser visto como complemento de «O Complexo Baader Meinhof», do alemão Uli Edel, que estreou em 2008 (o filme de Koji Wakamatsu é de 2007) , pois retrata o mesmo período e os mesmos problemas, mas numa região diferente. E para quem não conhecia, não deixa de ser uma boa oportunidade para aprofundar um tema que marcou o século passado. O filme só peca por ser demasiado longo: mais de três horas. Mas compensa para quem gosta de um bom filme e de História.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa criaram o Núcleo de Intervenção Social e de Apoio ao Cidadão(NISAC), de apoio à comunidade no âmbito de uma política pró-activa de «prevenção» junto da população idosa do concelho de Lisboa.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O Núcleo pretende assim apoiar a população sénior, nomeadamente através dos sistemas de solidariedade, segurança social e de saúde existentes.
São seus objectivos, entre outros:
1. Proporcionar uma resposta imediata (24h/24h), com base numa Linha Telefónica (gratuita) de Emergência Social – «Cidadão Idoso», a situações e a necessidades sociais identificadas.
2. Elaborar diagnósticos de situação que permitam caracterizar gradualmente a população idosa da cidade.
3. Participar na elaboração de Planos de Contingência para situações de risco pontualmente existentes.
4. Em articulação com outras entidades do sector e juntas de freguesia, promover a criação de “Equipas de Proximidade” (multidisciplinares) ao cidadão idoso;
5. Alargar o leque de elementos disponíveis para a actividade, abrindo o voluntariado de todo o pessoal do RSB.
Estou consciente de que esta iniciativa tem por base a estrutura profissionalizada dos Sapadores Bombeiros, realidade bem distinta da dos Bombeiros do Sabugal e do Soito.
Mas não tenho duvidas que uma acção concertada que envolvesse a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia, a GNR, as IPSS e os Bombeiros, permitiria criar um serviço semelhante no Concelho do Sabugal, que, por certo, muito benéfico seria aos idosos sabugalenses.

Ps1. Voltando ao poema épico «Odisseia», não passou pela cabeça de Homero uma versão alternativa em que, ao apelo de Ulisses para que as sereias cantassem e o encantassem, estas se calassem e fossem embora…

Ps2. Alguns amigos meus não gostaram que dissesse bem da canção dos Deolinda, pois a mesma parecia ter como destinatário o PS e o seu Governo.
Agora que as maiores criticas que sofri fossem dos que mais atacam Sócrates e o seu Governo, ou de grupos de jovens ditos radicais, eis o que nunca me passaria pela cabeça!
Até de novo Mao Zedong querendo fazer a «revolução cultural no Sabugal me acusaram!…
Como dizia a Ivone Silva «está tudo grosso»?!…
Para terminar, duas citações de Mao:
«A auto-satisfação é inimiga do estudo. Se queremos realmente aprender alguma coisa, devemos começar por nos libertarmos disso. Em relação a nós próprios devemos ser “insaciáveis na aprendizagem” e em relação aos outros, “insaciáveis no ensino”.»
«A bosta de boi é mais útil que os dogmas; serve para fazer estrume.»

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

No ano passado foi a 1ª edição da Festa da Caça no Casteleiro. E foi um reconhecido sucesso, de acordo com a opinião generalizada de todos quantos puderam comparecer.

Mas este ano vai melhorar.
Contribuem para isso três razões:
– a experiência acumulada da Junta de Freguesia e dos vários organizadores por um lado;
– por outro, algumas das repetições – com a presença de aves das rapina que nos encantaram – e, sobretudo, a programação musical e a animação de rua;
– e, finalmente, a crescente mobilização do pessoal que já está a enviar mails uns aos outros com o programa que se vai conhecendo e com a recomendação: «Mete já na agenda».
Digo-lhe o mesmo: escreva já na sua agenda: nos dias 10, 11 e 12 de Junho, este ano, é no Casteleiro.
Para a Festa da Caça.
Não se vai arrepender – como lhe aconteceu no ano passado…
Se não, atente nas actividades previstas.
Ainda é muito cedo para estar com pormenores, mas registe:
– Há animação de rua e demonstrações com aves de rapina nos três dias.
– Logo na sexta de manhã há uma largada de perdizes para começo de função.
– Nesse primeiro dia à tarde, é a vez de os Cantares de Alpedrinha nos deliciarem e, logo depois, a Fanfarra Sacabuxa. À noite com Desertuna, é a vez da música variada.
– Cães e caçadores abrem o dia de sábado com uma prova de classificação e tudo: é a Prova de Santo Huberto, para avaliar o desempenho de cães de parar e seus donos.
– Nesse segundo dia à tarde, demonstrações de cães de parar e, para a noite, estão no programa os Virgem Suta.
– O domingo fica bem composto com dois aperitivos que já lhe quero deixar aqui: o já habitual passeio equestre logo de manhãzinha e, mais tarde, o Grupo «3Kuaz4».
… Parece-lhe um bom programa, não é?
Pois ainda há mais.
Digo-lhe tudo um dia destes, bem a tempo de marcar na agenda.
Ora diga lá se quer perder isto tudo!
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Teve lugar no passado dia 20 de Fevereiro no Estádio Universitário de Lisboa, o Campeonato Nacional de Judo, do escalão Juniores. A simples presença nesta prova, era para todos os judocas que se apuraram para estarem presentes, uma grande satisfação, pois apenas os 26 melhores do país em cada categoria de peso, poderiam participar.

O distrito da Guarda esteve presente apenas com três atletas femininas, duas em -57kg e uma em -48kg. Na categoria mais leve, Ana Rita Figueiredo ainda realizou três combates mas não conseguiu sair da pule de acesso às medalhas. Em -57kg estiveram Ana Sofia Figueiredo do SC Sabugal e Inês Cunha do Clube de Judo da Guarda. Perdendo ambas o primeiro combate, foi no entanto a judoca da Guarda que foi repescada visto a sua condição de cabeça de serie, na qualidade de Campeã Regional Norte. Inês Cunha soube aproveitar a oportunidade e ganhou o confronto da repescagem, perdendo de seguida com a mesma judoca que já tinha eliminado a sabugalense e que subiria ao pódio. A atleta do Clube de Judo da Guarda, obteve assim um 5º lugar, que talvez lhe vá permitir participar no Torneio Internacional de Portugal, a realizar em Março.
O desempenho e atitude das três judocas estiveram dentro daquilo que os treinadores esperavam para a prova, sabendo do elevado nível das judocas Nacionais e dos poucos competidores que a nossa Região possui nesta modalidade, para se poder atingir um bom nível de preparação.
David Carreira

Realizou-se no passado sábado, dia 19 do corrente mês de Fevereiro, na sala de reuniões da Câmara Municipal da Guarda, uma reunião promovida pela Comissão Distrital da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaOcuparam lugar na mesa o Sr. Governador Civil da Guarda, Dr. Santinho Pacheco, o Dr. Virgílio Bento, em representação da Câmara Municipal da Guarda, Sr. Armando Vieira, Presidente da ANAFRE e o Sr. Luís Soares delegado distrital desta estrutura.
O moderador foi o Prof. João Amaro, Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, município de Gouveia, visto ser o Presidente da Assembleia Distrital da ANAFRE. Coordenou todas as acções com a calma e competência a que já nos habituou.
O Dr. Virgílio Bento apresentou cumprimentos e deu as boas vindas aos cerca de noventa autarcas das mais diversas Juntas do nosso distrito.
De seguida usou da palavra o Sr. Governador Civil que depois de também ter saudado todos os presentes referiu-se concretamente aos cinco pontos da ordem de trabalhos e fê-lo com tal clareza e desenvoltura que surpreendeu a maioria dos assistentes.
O Sr. Governador é uma personalidade tão frontal e tão directa que não anda com rodeios nem com discursos preparados. Fala fluentemente e vai directamente aos assuntos, custe o que custar, e doa a quem doer.
Tem ideias muito claras relativamente às mexidas que o poder central pretende introduzir nas autarquias locais.
No que concerne à fusão de freguesias, quer a nível do meio urbano quer a nível do meio rural, foi claro como a água. Disse que, sobretudo o mundo rural, necessita é de uma regionalização séria e responsável, que ponha esse mesmo mundo rural a produzir porque o potencial existe.
Congratulei-me com o discurso do Sr. Governador porque também eu sou um acérrimo defensor da regionalização e até me orgulho de, aquando do referendo, o sim só ter vencido, a nível distrital, na minha freguesia. Foios.
Já nessa altura nós desejávamos a criação das regiões porque, tal como afirmávamos, para pior do que estávamos certamente não iríamos.
O tempo deu-nos razão e está provado que se, nessa altura, o sim tivesse saído vencedor o País poderia não ter chegado à situação, de desgraça, a que chegou.
Depois do Sr. Presidente da ANAFRE ter usado da palavra verificaram-se intervenções de vários autarcas distritais. A grande maioria referiu os diminutos financiamentos que vão sendo concedidos às autarquias e lamentam que o poder central se prepare para se meter com as Juntas de Freguesia quando estas apenas absorvem 0,1% do orçamento geral do estado.
Senhores Governantes. As Juntas de Freguesia não têm sido o problema deste País. Acreditamos que têm sido mais a solução do que o problema. Antes de se meterem com as Juntas de Freguesia vejam-se ao espelho. Quando pensarem nas Juntas de Freguesia que seja para as reconhecer e para as reorganizar. Para mal já basta assim!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

As freguesias são o segmento do poder que estão mais próximas dos cidadãos. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Durante muito tempo, demasiado tempo, esteve-se de acordo que as artes culinárias não tinham importância em termos de património entendido na acepção da palavra.

Armando Rodrigues - FPCGO acto de comer (era) é entendido como coisa natural, ao modo do acto de respirar. Especialistas de todos os matizes tentaram contrariar tal asserção, fazendo notar o facto de a alimentação estar associada a múltiplos factores: identitários, sociais, religiosos, económicos, simbólicos, e de comunicação, variando de grupo para grupo conforme os valores culturais que criaram e defendem. Nem depois dos formidáveis trabalhos de Levi-Strauss, as incisivas investigações de Goody, e os pertinentes estudos de Marvin Harris – o homem come de tudo, mas não come tudo – por cá a situação só se alterou um pouco a partir dos anos noventa do século passado. Muito antes o historiador Oliveira Marques teve o mérito de salientar a importância da história da alimentação em Portugal, os leitores de Fernand Braudel concediam razão ao autor da Sociedade Medieval Portuguesa, ams no essencial, para muitos o termo – artes culinárias – ressumava a pedanteria. Os serôdios e misantropos dizem que comer não passa da satisfação de uma necessidade fisiológica, e confeccioná-la está adstrita ao desempenho habilidoso das mulheres, e ao engenho dos chefes de afamados restaurantes e hotéis de luxo. Ainda agora vemos, ouvimos e lemos manifestações depreciativas do fenómeno alimentar esquecendo ou fingindo-se esquecer a importância das cozinhas – oral, escrita-histórica-cultural, local, regional, nacional, global – nas sociedades. No ano 2000, a nona arte – a gastronomia portuguesa – foi declarada património cultural. E desse acto o que resultou? Deixo a interrogação. No entanto, atrevo-me a referir a clamorosa ausência de cartas gastronómicas a nível regional, a falta de publicação dos variados léxicos culinários existentes, e dos modelos alimentares dos camponeses e operários. Os trabalhos publicados ultimamente são de natureza parcelar e nós precisamos de uma História da Alimentação de conjunto, como de pão para a boca. No mais, o que conhecemos está muito restringido aos conventos, mosteiros, casas nobres e um ou outro naviol, o que é pouco. Por último, atrevo-me também, a avivar os méritos das Confrarias Gastronómicas na defesa do património que lhes confere a matricialidade, não é um puxar da brasa à nossa sardinha, é antes realçar o seu papel, mesmo que muitas vezes apenas de representação, no alertar os poderes, todos os poderes de variados matizes, para a urgente necessidade de a todo o tempo e todo transe protegermos este preciso bem cultural, o qual está sujeito a inúmeros ataques a principiar pela cozinha oral.
Armando Fernandes
Vice-Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas

O Museu do Sabugal recebe entre os dias 5 e 23 de Março a exposição «Emoções Gastronómicas». Trajes de confrarias, insígnias, livros gastronómicos e outros utensílios recolhidos durante décadas compõem a colecção particular de Paulo Sá Machado, ilustre confrade da Confraria da Broa de Avintes, que vai ser inaugurada no sábado de Carnaval durante o II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano.

Exposição Emoções Gastronómicas

jcl

Entre os dias 23 e 27 de Fevereiro o concelho do Sabugal vai promover-se como destino turístico na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2011 integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela». A tarde de sábado vai ser dedicada ao território sabugalense com provas de queijo de cabra e bucho raiano.

BTL 2011 - Sabugal

O turismo cultural, etnográfico e gastronómico do concelho do Sabugal estará em destaque na Feira Internacional de Turismo no stand da Entidade Regional de Turismo Serra da Estrela – Pavilhão 1 da FIL – onde partilha o espaço com os municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Mêda, Seia e Trancoso.
Esta é a maior promoção de sempre da marca «Serra da Estrela» na BTL com a gastronomia a ocupar um lugar privilegiado num stand de divulgação específico onde os visitantes podem saborear os melhores sabores da Beira Serra. Na tarde de sábado, 26 de Fevereiro, terá lugar a promoção do território sabugalense com uma prova gastronómica de bucho raiano e queijo de cabra a cargo da Confraria do Bucho Raiano e da Confraria do Cão Serra da Estrela.
Pela primeira vez a BTL abrirá ao público em geral, na quarta-feira, um espaço de turismo gastronómico que ocupa 5000 metros quadrados e onde estarão representadas as regiões do Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Porte e Norte e Serra da Estrela. Os visitantes serão convidados a provar os pratos e produtos mais característicos de cada zona do País assim como da região espanhola de Castilla Y Léon.
«O destino Portugal e 10 mil milhões de quilómetros quadrados a falar português» será o lema do certame que assenta em marcas regionais que correspondem às Entidades Regionais de Turismo – Porto e Norte, Centro de Portugal, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – e aos Pólos de Desenvolvimento Turístico – Serra da Estrela, Douro, Leiria/Fátima, Oeste, Alqueva e Litoral Alentejano. A edição deste ano do certame elegeu a Tailândia como destino turístico internacional.
A 23.ª edição da Feira Internacional de Turismo decorre no Parque das Nações, em Lisboa, entre os dias 23 e 27 de Fevereiro, com o objectivo de promover o turismo de Portugal junto dos países da CPLP-Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A BTL 2011 conta com 980 expositores, 75 novas empresas e mais de 45 destinos internacionais e tem como oferta turística internacional em destaque a Tailândia no ano em que se comemoram os 500 anos de relações históricas e diplomáticas entre os dois países.

Horário da BTL para visitantes: dia 25 de Fevereiro (sexta), 18h00m-23h00m; dia 26 (sábado), 12h00m-23h00m; e dia 27 (domingo), 12h00m-20h00m.
Na zona de restauração os horários são idênticos. Na quarta e quinta-feira, apenas para profissionais, a feira encerra às 20h00m mas o público em geral pode jantar até às 23h00m sem pagar bilhete de entrada.
plb (com C.M. Sabugal)

A Entidade Regional de Turismo Serra da Estrela em colaboração com 10 municípios (Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Mêda, Sabugal, Seia e Trancoso) promove a partir do dia 23 até dia 27 de Fevereiro, a marca Serra da Estrela, na Feira Internacional de Turismo.

Turismo Serra da Estrela - BTL 2011

Visite o Sabugal na BTL 2011.
aps

O Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Matos, marcou uma sessão ordinária para sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011, às 20h15m no Auditório Municipal do Sabugal.

Assembleia Municipal do Sabugal

aps

Se um dia esquecermos o passado, a partir desse dia, todos os dias que se seguirão serão um começo. Um começo que se transformará num esforço que não nos impedirá de perder o futuro. Seremos como uma árvore sem raiz.

António EmidioJá vi alguns «mini museus», ou seja, pequenos museus particulares, onde as pessoas expõem objectos que foram do uso comum das populações deste Concelho há muitos anos atrás. Fui convidado um dia destes por um rapaz amigo para ver um desses «mini museus» que ele tem num anexo de sua casa. Adorei o que vi e, disse-lhe que assim também se prepara o futuro.
Porque dei a esta crónica o nome de equilíbrio? Por isto: Benjamin Franklin, um dos líderes da Revolução Americana, de mentalidade bem burguesa, teve esta célebre frase, «Time is Money». Este rapaz que me convidou a ver um pouco do nosso passado desmente essa máxima do senhor Franklin, porque tem os seus negócios e a sua firma, mas tem tempo para se dedicar às coisas do espírito, é alguém que não se despojou dos valores interiores e, isso foi-me perceptível na maneira como falava das suas peças que tinha no museu, falava com a alma.
Se nós nos interessarmos só por exterioridades, a sociedade a que pertencemos não passará de um reflexo da nossa maneira de ser. E creia-me querido leitor(a), a política que prevalece tem sempre a sua origem no nível moral, espiritual, cultural e humano dos habitantes de um País. E quando nós, os cidadãos comuns renunciarmos a esses valores, não podemos exigir ser governados pelos bons, ou aptos, como queiram. Com este homem vi o equilíbrio entre o material e o espiritual.
Há mais gente assim, dirá o leitor(a), claro que há! Digo eu, mas a balança nestes tempos de agora começa a inclinar-se assustadoramente para a parte material.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Realiza-se esta semana, na Guarda, o Ciclo Manuel Poppe, pelo qual a Câmara Municipal homenageia um escritor que ali viveu os verdes anos e que nunca esqueceu essa sua terra de adopção.

Exposição, colóquio, peça de teatro, recital de poesia, encontros temáticos, são algumas das actividades que integram o programa do «ciclo» em que se celebra Manuel Poppe e a sua obra literária.
As actividades do ciclo começam hoje, segunda-feira, com uma oficina pedagógica para os alunos das escolas do 1º e 2º ciclos, que se prolongará até ao dia 25. Na terça-feira é a vez de uma conversa com o homenageado, no café-concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG), onde também será apresentado o seu livro «A Acácia Vermelha».
Na quarta-feira será representada a peça de teatro «A Acácia Vermelha», baseada no livro apresentado no dia anterior. Será também inaugurada, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, uma exposição intitulada «Manuel Poppe: os trabalhos e os dias», que estará patente ao público até 18 de Março.
Outra iniciativa é um colóquio, onde dois professores universitários falarão da obra literária de Manuel Poppe. Outra actividade prevista é o recital de poesia, que acontecerá no último dia do ciclo, no café-concerto do TMG. Américo Rodrigues, Albino Bárbara, Filipa Teixeira, entre outros, declamarão poemas, cabendo a Victor Afonso a animação musical.
Manuel Poppe passou a adolescência na Guarda, cidade para onde os pais o enviaram a conselho médico, pois sofria de tuberculose. Ali estudou e fez amigos, dentre os quais o sabugalense Pinharanda Gomes, que tal como ele vivia e estudava na cidade. A Guarda ficou-lhe para sempre no coração e na memória, dedicando-lhe uma boa parte dos seus textos.
Foi conselheiro cultural em diversas embaixadas de Portugal e manteve uma permanente actividade literária, publicando livros e assinando artigos em diversos jornais e revistas.
plb

Continua a luta dos anti-políticos. Agora circula pela Internet um e-mail convocando as pessoas para uma manifestação que querem que reúna um milhão de pessoas em Lisboa, pela demissão da classe política portuguesa.

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»Já recebi várias vezes e não passei nem passarei a nenhum dos meus contactos. Tenho a certeza que quem anda a enviar estes e-mails são aqueles que se sentem arrependidos pelo seu voto nas eleições. Não é o meu caso. Nunca me arrependi de nenhuma das escolhas que fiz em eleições, logo não tenho que querer a demissão da classe política. Se essa classe política é incompetente será por culpa dos que votaram neles e não por culpa minha.
Sei, também, que estes hipotéticos protestos têm bastante eco junto dos nostálgicos do antigo regime, que gostam muito destas coisas. Ao dizer-se mal da classe política (como eles lhe chamam) está, indirectamente, a dizer-se bem do regime salazarista onde ninguém era político (segundo eles dizem). Mas aqui é bom que se diga aos nostálgicos que Salazar foi eleito deputado, no tempo da I República, pelo círculo eleitoral de Guimarães, integrado numa lista de católicos, quando ele era natural de Santa Comba Dão e estudou em Coimbra, nada tendo a ver com a cidade-berço. Disto, no entanto, eles não falam.
Aliás, eu próprio me considero um político (e faço gala de o ser), pelo que não seria lógico eu contribuir para esse «peditório». Bem sei que os que enviam estes e-mails são aqueles que se dizem não políticos e andam nos cafés a discutir a «bola». Não é, também, o meu caso. Discussões de «bola» passam-me ao lado.
Claro que aparecem logo, também, aqueles que acham que não se sentem representados pelo deputado x ou y e queriam ser eles a escolher o deputado. Não me interessa isso, interessam-me as políticas que os deputados defendem. Para mim escolher entre o deputado x ou y do PSD ou o deputado x ou y do PS era igual ao litro. Ainda esta semana os deputados do PS e os do PSD dançaram o tango na Assembleia da República, votando contra um projecto-lei do CDS sobre os vencimentos dos gestores públicos visando limitar as suas remunerações, ou seja obrigando-os a, também eles, pagarem a crise. Ou só os outros é que têm que pagar a crise? A favor só votaram o BE e o PCP, por entre acusações do «Bloco Central» de demagogia e populismo (claro!!!).
Frank Zappa, um músico norte-americano de Pop/Rock, falecido em 1993, que chegou a ter intenções de se candidatar a Presidente dos Estados Unidos, nunca negou que era um político. Chegou a incentivar os seus fãs a registarem-se para votar e, inclusivamente, colocou cabines para registo de eleitor nos seus concertos.
Não deixa de ser irónico ler o que dizia ele em 1973: «É urgente usufruir o máximo desta sociedade, baseada num governo democrático, interessado, realmente, na vontade popular. Na minha opinião, falar-se, hoje em dia, em democracia é arriscar uma resposta irónica. Porque as pessoas que afirmam governar democraticamente perderam todo o sentido com o Povo que representam. Por outro lado, aparecem várias pessoas que não compõem o Governo, que apostam na defesa de determinadas coisas vistas sob um prisma pessoal e que significam proveito próprio. Esses intrusos deviam ser afastados da [órbita] do Governo, já que o que elas pretendem nada significa para o Povo. Porém a influência dessas pessoas é notória e pesam muito nas decisões governamentais. É uma situação lamentável.»
Estas afirmações proferidas em 1973 descrevem, quanto a mim, a situação vivida em Portugal, actualmente. O que, realmente, está a mais são as pessoas que andam na órbita dos Governos, que não foram eleitas nem mandatadas por ninguém (como muito bem escreve nas suas crónicas o António Emídio) e que conseguem influenciar, sempre, em proveito próprio, as decisões governamentais.
Note-se, também, que estas afirmações de Frank Zappa foram produzidas antes da Revolução do 25 de Abril de 1974, quando o Povo português teve hipóteses de fazer História. Foi, aliás, a única vez que teve essa hipótese no século XX. Não aproveitou a oportunidade porque a primeira coisa que fez foi escolher o regime político que, agora, temos, onde os tais da órbita do Governo (digamos o poder económico) influenciam para que as políticas sejam a seu favor. Do que se queixam, afinal, esses portugueses? Não têm o que queriam?
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Na 17.ª jornada do Campeonato Distrital da Associação de Futebol da Guarda, o Sporting Clube do Sabugal recebeu e venceu o Sporting Clube de Vilar Formoso por duas bolas a uma, continuando assim imbatível no que toca a jogos em casa.

Sporting Clube SabugalOito jogos no Municipal do Sabugal corresponderam a outras tantas vitórias na presente época. A assistir à vitória deste domingo esteve nas bancadas do Municipal do Sabugal um bom número de espectadores.
No terreno de jogo o técnico do S.C. Sabugal, Marco Capela, fez alinhar o seguinte onze: Fred (1), Isidro (2), Janela (3), Carvalhinho (4), Tó Zé (5), Sérgio (6), Ricardito (7), Jorgito (8), Tiago Dias (9), Nuno (10) e Pereira (11).
Na primeira parte do encontro teve lugar um golo, para a equipa da casa. Foi o camisola 8, Jorgito, a provocar a primeira «explosão» de alegria da tarde no público. Quanto à equipa forasteira apenas chegou com algum perigo à baliza, à guarda de Fred, por duas vezes na primeira parte, através de dois livres, em que num a bola embateu na barra e no segundo obrigou Fred a uma boa defesa.
Na segunda parte, mais dois golos, um para cada das equipas. Primeiro para o Sabugal, por intermédio de Ricardito, na conversão de uma grande penalidade, e o segundo para a equipa forasteira. E assim ficou o resultado, em 2-1, o que permitiu ao SC Sabugal a permanência no segundo lugar da tabela classificativa a um ponto do primeiro classificado, o SC Meda, que venceu o ADC Soito por 4 a 0.
Nas camadas jovens, folgou a equipa de Juniores, por desistência da UD Pinhelenses, mas ainda assim continua na liderança do respectivo campeonato, à semelhança dos da equipa de Juvenis.
Após esta jornada também a equipa de Iniciados lidera o seu campeonato, ao ter vencido o conjunto da Guarda Unida, até então no primeiro lugar.
Ainda dentro das vitórias, a equipa de Infantis venceu o «derby raiano», goleando o ACDSoito.
Cláudia Janela

TIMOR LESTE – DILI –Esta semana apresentamos os Mini Bus dos transportes colectivos timorenses. São conhecidos por «Piscotas» e efectuam o transporte de pessoas e carga entre os distritos da ilha do corcodilo. (Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

A cidade da Guarda vai receber a quarta edição do «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo», espectáculo de rua que vai realizar-se na noite de 7 de Março, pelas 21h30, na Praça Velha.

O espectáculo recupera uma tradição muito antiga das terras beiroas da Guarda, que acontecia anualmente no Entrudo. Nessa quadra os foliões saíam à rua e realizavam no largo da aldeia um arremedo da vida da comunidade.
A pretexto do julgamento de um pobre galaró, a culpabilizar por todos os males, desfiavam-se, em ditos mordazes, as vivências da aldeia. Quem namorava quem, as arrelias e os conflitos entre vizinhos, os achaques físicos e psicológicos dos habitantes, as peripécias da vida, tudo vinha ao de cima na lenga-lenga própria do julgamento do Senhor Galo que irremediavelmente era declarado culpado de tudo e condenado a morrer queimado.
Trata-se de uma produção da Empresa Municipal Culturguarda, que realiza o espectáculo a pedido do Município. Actores e figurantes fazem o percurso do Jardim José de Lermos para a Praça Velha, local onde ocorrerá o julgamento do galo
Os textos do julgamento são escritos por Daniel Rocha e António Godinho. A concepção e construção do Galo está a cargo de Agostinho da Silva. À semelhança dos anteriores edições, a actividade contará com a participação das colectividades do concelho da Guarda.
plb

A Bandeira é o símbolo da Pátria, sendo estrito dever de todo o bom cidadão respeitá-la enquanto tal. Porém isso não sucede nos dias de hoje, em que a falta de civismo conduz ao desprezo pela Bandeira e ao consequente ultraje à Nação.

Ventura Reis - TornadoiroAté 1830 a Bandeira portuguesa era toda branca, com as armas reais ao centro, mas nesse ano um decreto assinado pelo Duque de Palmela determinou que de futuro a Bandeira fosse bipartida verticalmente em branco e azul, que eram as cores do escudo de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
Com a revolta republicana, em 5 de Outubro de 1910, as cores passaram a ser o verde e o escarlate, ficando o verde do lado da tralha, com a esfera armilar na junção das cores, tendo no interior o escudo das armas manuelinas, em amarelo avivado de negro.
Ao contrário de hoje, dantes havia pleno respeito pelo simbolismo da Bandeira. Aquele que fosse descortês ou faltasse ao respeito à Bandeira era condenado a pena de prisão correccional de três meses a um ano e em multa correspondente. Em caso de reincidência a pena agravava-se seriamente.
Era absolutamente proibido empregar gestos, palavras, escritos, desenhos ou actos considerados irreverentes e ultrajantes para com a Bandeira. À passagem da Bandeira ninguém podia conservar-se sentado ou de cabeça coberta. Por outro lado, não era permitido que o Pavilhão Nacional flutuasse em qualquer barraca de feira, ou se arvorasse em casas de penhores ou em leilões, embora pudesse ser içado na fachada de prédios onde estivessem sedeadas firmas, associações e outras corporações. A lei impedia igualmente «o uso ou aplicação das cores nacionais e do escudo republicano, em tabuletas, impressos, reclamos, rótulos e cartazes de natureza comercial ou particular, ou em vestiários e mobiliários».
Ora a mocidade de hoje, a quem a escola não ensinou os valores pátrios, está-se marimbando para a Bandeira e até goza os velhos portugueses de lei, como eu, que ainda se descobrem quando assistem à passagem do estandarte verde-rubro ou quando ouvem os acordes o Hino Nacional.
É moda estampar as cores nacionais em tudo o que é roupa, incluindo camisolas, bonés, cachecóis e até roupa interior. Há tempos, num programa televisivo, apareceu uma mulher quase encarrapata, cobrindo as partes púdicas com umas minúsculas cuecas e um corpete, ambos com as cores da Nação. E a moça bailava e rodopiava, em trejeitos sensuais. Uma vergonha!
Claro que não poderemos pura e simplesmente represtinar essas leis de antanho, sob pena de metermos na cadeia metade da população, tantos são os casos de desrespeito à Bandeira, intencionais ou não. Mas algo temos de fazer para recuperarmos o respeito que os símbolos da Pátria nos merecem.
Os políticos, que perdem um tempo infinito em discussões estéreis, deveriam legislar no sentido da reposição do respeito pela Bandeira, definindo regras estritas, cujo incumprimento apenas deve ser permitido em dias de manifesto regozijo nacional.
Para finalizar deixo o registo de um elucidativo acórdão proferido pela Relação do Porto, em 13 de Dezembro de 1912, quase há cem anos: «Não é qualquer bandeira alojada num canto de uma taberna (para ornamentar esta quando aprouver ao taberneiro) que representa a Bandeira Nacional, nem é nas tabernas ao lado do ramo de loureiro que uma bandeira simboliza a Pátria… Antes o é tremulando nos mastros dos nossos navios, nas fachadas dos edifícios públicos e no meio dos nossos batalhões».
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Pablo Hermoso Mendonza ao som de Paco de Lucia. O binómio homem-cavalo quando uma imagem vale mais do que mil palavras.

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Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

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As reuniões do Executivo Camarário são de quinze e quinze dias, sendo que a última de cada mês se realiza numa freguesia. Da parte da manhã reúne na Câmara e da parte da tarde dá-se continuidade numa freguesia. No passado dia 16 aconteceu em Foios.

Os elementos que fazem parte do órgão executivo, com excepção do Sr. Presidente, por se encontrar também em missão autárquica em Lisboa, chegaram, às 13h30, ao edifício da Associação de Caça e Pesca onde eram aguardados pelos elementos da Junta de Freguesia, Chefe da equipa de sapadores e Presidente da Associação de Caça e Pesca.
Após a apresentação de cumprimentos todas as pessoas tomaram lugar na mesa onde foi servido o saboroso borrego e uma canja, tipo sopa de cornos, que estava uma especialidade.
Após a refeição a comitiva tomou café, no pub e, de seguida, encaminharam-se para a sala de reuniões do Centro Cívico para se dar início à reunião.
A Vice-Presidente, Dr.ª Delfina Leal, abriu a sessão tendo, de seguida, dado a palavra ao Presidente da Junta. Este congratulou-se pelo facto de ver a democracia a funcionar em pleno e agradeceu a presença de todos.
O dia estava de autêntica invernia pelo que não deu para se visitarem alguns locais onde a Junta de Freguesia está – ou pretende – desenvolver alguns projectos. O Presidente da Junta deu conta, através de uma exposição escrita, das principais necessidades sentidas tendo incidido, sobretudo, nos aspectos relacionados com o turismo.
De realçar que o Alcalde de Navasfrias, Celso Ramos, almoçou com o grupo visto que se tinha deslocado aos Foios para entregar, ao Presidente da Junta, um DVD com o projecto da estrada Navasfrias – Foios.
A reunião terminou por volta das 17 horas e, tal como estava previsto, todas as pessoas se deslocaram para o bar do Centro Cívico onde foi servido um caldeiro de castanhas assadas, a saborosa jeropiga e um vinho parecido com o champanhe.
Pretendemos afirmar que foi um dia de trabalho e de confraternização. A democracia ficou e ficará sempre a ganhar com actos desta natureza.
Deixemo-nos de politiquices e vamos ao trabalho. O Concelho precisa, merece e agradece.
Junta de Freguesia de Foios

Sócios e amigos da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa juntaram-se hoje, dia 19 de Fevereiro, na sua sede, onde degustaram o almoço evocativo do 36.º aniversário da associação.

Eram cerca de 60 os convivas que se reuniram para saborear uma deliciosa chanfana, confeccionada pelo Hélder Neves. Foi um momento de forte confraternização e de recordação dos muitos momentos de agradável convivência que a Casa do Concelho do Sabugal tem proporcionado em Lisboa.
Em representação da Câmara Municipal do Sabugal veio até Lisboa o chefe de gabinete do Presidente, Vítor Proença, que informou que o Município está bem ciente da importância da Casa do Concelho. O presidente vai mesmo pedir um orçamento para que seja a Câmara a pagar um novo reclamo luminoso para a fachada do edifício, substituindo o que ali se encontra, que está partido e não prestigia a Casa nem o Sabugal.
O presidente da Casa, José Lucas, também usou da palavra para informar que no início de Maio haverá a já habitual Festa Campera, na herdade do ganadeiro José Dias, em Santo Estêvão de Benavente, ocasião em que se procederá á selecção dos touros para a Capeia Arraiana, que por sua vez se realizará a 4 de Junho no Campo Pequeno.
Após os discursos da praxe houve acordes de viola e de concertina, bem como fados e canções, interpretados por um grupo de bons artistas, que proporcionaram momentos de alegria contagiante. A tarde prosseguiu em tom animado, até ao momento em que o bolo de aniversário veio à mesa e se cantaram os parabéns à associação dos sabugalenses em Lisboa por mais um aniversário celebrado em plena actividade.
A Casa do Concelho do Sabugal foi fundada em 13 de Fevereiro de 1975, em Lisboa, e desde esse momento tem desenvolvido uma constante actividade em favor dos seus associados e do concelho que representa.
plb

Foi ontem, dia 18 de Fevereiro, apresentado o livro «História do Escutismo em Setúbal e na Região», da autoria de Francisco Alves Monteiro, um chefe escuteiro da cidade do Sado que nasceu na Bismula, concelho do Sabugal.

«Nunca este salão nobre reuniu tanta gente para assistir a um evento desta natureza», declarou estupefacto o representante da Câmara Municipal de Setúbal, perante as centenas de pessoas que assistiam à apresentação e lançamento do livro.
A cerimónia começou às 21 horas, com a leitura de uma mensagem do bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, que assinou o prefácio da obra e que não pode estar presente.
A apresentação do livro coube a Salvador Peres, que exaltou o valor da obra, enquanto testemunho do nascimento e desenvolvimento do movimento escutista em Portugal e na região de Setúbal, levantando o véu relativamente a algumas histórias deliciosas que o autor resolveu revelar. Enalteceu o papel de Francisco Alves Monteiro, o chefe Chico, como carinhosamente todos o chamam, que dedicou a sua vida ao escutismo em Setúbal e se empenhou na investigação acerca da história do movimento na cidade e no distrito.
O chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas, Carlos Alberto Pereira, enalteceu o valor dos escuteiros de Setúbal, que sempre foram os mais irreverentes e mais ousados, procurando estar sempre na vanguarda do movimento escutista. Falou depois do importante papel do autor do livro na dinâmica escutista, um chefe que vive a causa intensamente, sendo um exemplo para todos. De seguida condecorou Francisco Monteiro, para grande surpresa e emoção do próprio, colocando-lhe o Colar de Nuno Álvares, a maior condecoração do movimento escutista português, o que motivou uma longa e calorosa ovação.
O livro fala do nascimento do escutismo na cidade do Sado, no crescimento do movimento e na sua consolidação, mau grado as dificuldades sentidas. Revela como o escutismo se cimentou e ganhou a sua própria dinâmica, participando em eventos nacionais e internacionais, promovendo a formação dos jovens para uma verdadeira cidadania. Contém inúmeras fotos antigas e inéditas, bem como documentos históricos que lançam luz acerca da evolução do movimento.
Um grupo de escuteiros tocou e entoou canções, animando o ambiente. O grande salão nobre dos paços do concelho foi exíguo para tanta gente. Muitos ficaram mesmo à entrada, porque o espaço estava verdadeiramente «à pinha».
A última intervenção coube ao autor do livro, que, com grande humildade, agradeceu as presenças, os contributos e as ajudas, afirmando que a edição do livro era o concretizar de um sonho antigo que agora vem à luz do dia.
Franciso Alves Monteiro nasceu na Bismula há 61 anos. Aos 14 veio com os pais e os irmãos para Setúbal em busca de vida mais desafogada, como tantos outros sabugalenses daquele tempo. Em 1963, um ano após ter chegado à cidade do Sado, entra no movimento escutista, integrando a «Patrulha Falcão» do agrupamento 59. Empenhou-se na sua «carreira» de escutista, seguindo os ensinamentos de Baden-Powell, o fundador do movimento. Passa a guia, caminheiro, instrutor, chefe, integrando por diversas vezes, e em diferentes cargos, a direcção da organização regional dos escuteiros. Participa em acampamentos nacionais e internacionais, e em reuniões de alto nível, seguindo sempre o ensinamento do fundador do escutismo: procurar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou.
plb

Os municípios que integram o sistema intercamarário de fornecimento de água querem denunciar o contrato com a empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC), em reacção ao novo aumento nos preços do fornecimento de água, o que pode levar à asfixia financeira dos municípios. A Câmara Municipal do Sabugal está entre os contestatários e vai contratar os serviço de um advogado com vista a avançar com uma acção judicial.

Águas do Zêzere e CôaA posição da Câmara do Sabugal é consonante com a dos outros municípios pertencentes ao sistema, que ponderam recorrer aos tribunais para fazer face ao problema. Os custos decorrentes das novas taxas de água e de saneamento, que aumentaram 10 e 15 por cento, respectivamente, tornaram-se incomportáveis para os cofres das câmaras. A solução poderia passar por imputar esses custos aos munícipes, o que porém os municípios recusam fazer.
As câmaras reuniram em manteigas, onde decidiram deixar um ultimato: ou a empresa AZC revê a sua posição dentro de 90 dias, ou avançam para os tribunais. Entretanto os autarcas, incluindo António Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, foram a Lisboa na última terça feira, onde foram recebidos pela Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, a quem expuseram as suas preocupações.
Pelo sim pelo não, a Câmara do Sabugal avançou já com a constituição de um advogado, com a finalidade de recorrer ao tribunal. O executivo mandatou António Robalo para contratar os serviços de um causídico da Covilhã, a quem dará poderes forenses para representar o município na possível acção a interpor judicialmente contra a AZC com vista «à resolução do contrato de fornecimento de água, em alta, contrato de recolha de afluentes e contrato de valorização das infra-estruturas municipais, todos referentes ao concelho do Sabugal».
plb

O «Achas normal?» invadiu o quotidiano. Quantos de nós já não ouvimos esta pergunta em milhares de contextos?

Achas normal

Carla NovoHá dias cruzei-me com uma amiga e durante os poucos minutos que conversámos questionou-me diversas vezes com o «Achas normal?». Começou por me explicar que o namorado tinha reservado mesa num restaurante para o especial jantar de São Valentim, mas por um imprevisto de última hora causado pelo filho dele o jantar fora cancelado e aí veio disparado o primeiro «Mas achas normal?» Dei por mim a pensar se seria para responder «sim» ou «não» e caso o fizesse ela estaria à espera da respectiva justificação, se estaria a exigir de mim que tomasse posição de um lado da barricada – do tipo estás comigo ou estás contra mim? – se aquilo seria uma aprovação, um reforço, da sua indignação, seria uma condenação sem julgamento prévio ou, simplesmente, um desabafo. Ainda não consegui entender o que raio quer mesmo dizer o «Achas normal?» nem como ele entrou no discurso dos nossos dias do mesmo modo que o «prontos» chegou para fechar discursos mais conformistas. O que acho normal? Tudo. A normalidade existe na cabeça de cada um de nós e tão subjectivo quanto as divagações que lhe queiramos atribuir. E o que não fizer nexo entrará talvez no «paranormal»! Perguntamos ao outro se «acha normal a atitude que teve» quando na verdade queremos é dizer «falhaste» ou «não devias ter feito, ou ter dito…» E isto «normalmente» assusta-me. Pois se por um lado assisto à camuflagem das verdadeiras intenções, por outro lado leva-me a crer que cobramos demasiado dos outros sem dar conta, assumimos expectativas e exigimos que os outros pensem ou façam em conformidade com elas. Onde está o bom senso do «Achas normal?» Onde está a liberdade individual? Onde está o aceitarmos os outros tal qual como são? Onde está a coragem para não ceder à tentação de mudarmos quem nos rodeia mas sim a nós mesmos? Onde fica o cabide das máscaras que despimos? Por tudo isto, e mais algumas coisas, quando os olhos da minha amiga me fitaram à espera da resposta, disse-lhe que «tudo é normalmente anormal»! Será?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

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