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A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal marcou presença no segundo Grande Capítulo da Confraria da Marmelada de Odivelas que se realizou este sábado, 24 de Novembro, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo.

A cerimónia de entronização de novos confrades realizou-se este sábado, dia 24 de Novembro, em Odivelas, com a presença de muitas pessoas ligadas ao poder local e empresarial, bem como diversas confrarias gastronómicas vindas de todo o país, entre as quais ao do Bucho Raiano, que ali esteve representada por seis confrades.

Lição de História de Máxima Vaz da Igreja do ConventoPelas 11 horas, após a concentração dos convidados, iniciou-se uma visita ao Mosteiro de São Dinis e São Bernardo. A cicerone foi a Professora Máxima Vaz, natural da Abitureira, freguesia de Vila do Touro, Sabugal, e residente em Odivelas. Doutorada em História é uma das mais importantes individualidades odivelenses e condecorada por entidades como o Rotary Clube de Odivelas ou a Confraria da Marmelada. A Junta de Freguesia de Odivelas atribuiu-lhe o nome de uma rua e a Câmara Municipal fez o mesmo em relação a uma escola básica do concelho.
A historiadora que conhece como ninguém, ou como muito poucos, a história do Reinado de D. Dinis, cativou a audiência pela forma clarividente com que exibiu o seu extenso saber, sempre doseado com um humor bem oportuno. Começou por mostrar o átrio da Rainha Santa, a cozinha velha do mosteiro, os claustros, a sala do capítulo, tendo a aula de história e a visita acabado na igreja do Mosteiro, junto ao túmulo do Rei Dom Dinis.
Máxima Vaz explicou o papel de D. Dinis em Odivelas, onde mandou erigir o mosteiro alegando fazê-lo em resultado de uma promessa que fizera quando no momento em quue foi atacado por um urso quando andava a caçar. Admiradora da figura histórica do Rei Lavrador, explicou ainda o seu papel relevante na consolidação das fronteiras do país, no desenvolvimento da economia e a sua habilidade na política e diplomacia do reino perante os demais monarcas europeus.
Maria Máxima Vaz concluiu a sua viagem «dinisina» afirmando que «Odivelas deve a sua existência a D. Dinis porque se não tivesse sido este Rei esta Terra não teria passado da vulgaridade, não teria tido história alguma».

Confrades do Bucho Raiano em OdivelasA cerimónia de entronização dos novos confrades aconteceu na sala do capítulo do convento, que estava repleta de pessoas, entre convidados e assistentes.
Na cerimónia foram entronizados 22 novos confrades, que prestaram juramento e receberam as insígnias, entre os quais José Carlos Lages, vice-chanceler da Confraria do Bucho Raiano, que residindo em Odivelas quis pertencer à confraria local.
À cerimónia de entronização seguiu-se o almoço no refeitório do Instituto.
A representar a Confraria do Bucho Raiano estiveram, para além do vice-chanceler, o grão-mestre Joaquim Silva Leal, o chanceler Paulo Leitão Batista, o almoxarife Paulo Terras Saraiva, e ainda as confreiras Delfina Leal e Ana Paula Sousa.
plb

A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal marcou presença no segundo Grande Capítulo da Confraria da Marmelada de Odivelas que se realizou este sábado, 24 de Novembro, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo.

CONFRARIA DA MARMELADA DE ODIVELAS  – 24-11-2012
Fotos Capeia Arraiana e José Valverde  –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que no sábado, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

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Fotos de Daniel Salgueiro e José Carlos Calixto

Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que hoje, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

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Fotos de Daniel Salgueiro e José Carlos Calixto

Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que hoje, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

O convidado de honra deste almoço foi o general Pina Monteiro, Chefe de Estado-Maior do Exército, que se juntou aos confrades para saborear com os conterrâneos o bom bucho.
Enquanto observavam a magnífica paisagem que o estuário do Tejo proporcionava, os convivas foram conversando e provando as farinheiras e morcelas grelhadas que serviram de entrada. Depois passou-se para o salão, onde, já nas mesas, foi servido o Dom Bucho, acompanhado, como manda a tradição, com grelos de nabo e batatas cozidas.
Após as sobremesas e os cafés, por ser véspera de S. Martinho, vieram à mesa castanhas assadas e jeropiga, tudo produto da terra, o que satisfez o apetite e o gosto dos comensais.
À mesa estiveram um chefe de cozinha e um monitor da Escola de Hotelaria da Casa Pia, que ali vieram a convite da Confraria para conhecerem o bucho e para dar seguimento a uma parceria. Os alunos terão formação acerca do que é uma confraria, tendo por modelo a Confraria do Bucho. Também estudarão e proporão novas formas de confeccionar e de apresentar o bucho. A ideia é aproveitar o sabor tradicional desta peça gastronómica para a partir dela se prepararem novas iguarias. Também se apresentarão propostas inovadoras acerca da forma como o bucho pode ser «empratado» e servido à mesa.
O almoço de Alcochete também serviu para se marcar o próximo convívio, que acontecerá em Elvas, no Alentejo, em 19 de Janeiro de 2013. Nessa data haverá almoço de bucho no Hotel Brasa, sendo anfitrião o confrade Daniel Salgueira.
plb

A Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas (FPCG) elegeu ontem os novos corpos sociais, em cuja composição passa a estar a Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, que será vice-presidente do Conselho Directivo.

A eleição aconteceu ontem, dia 26 de Outubro, em Vila Nova de Poiares, onde reuniram em congresso os representantes das confrarias federadas para votarem na única lista candidata aos órgãos directivos da FPCG.
A lista liderada pela Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal foi eleita, como era de esperar, recebendo 29 votos a favor, três abstenções e um voto contra.
Olga Cavaleiro, a agora eleita presidente da FPCG, congratulou-se pelo resultado obtido, manifestando-se disposta a liderar com êxito a agremiação das confrarias gastronómicas portuguesas. «Esta é uma equipa onde se entrevê cumplicidade, coesão e humildade», disse Olga Cavaleiro, ao agradecer os apoios recebidos. «Iremos desempenhar o mais alto cargo em prol da gastronomia e do nosso movimento confraternal. Sejamos capazes de honrar com o nosso trabalho e mobilização a nossa gastronomia e as nossas confrarias», concluiu.
Antes do acto eleitoral o V Congresso da FPCG procedeu à ratificação da proposta de exclusão de algumas Confrarias pelo facto de não pagarem as suas quotas, ainda que para isso tenham sido repetidamente alertadas.
No decurso do encontro o anfitrião das confrarias, Jaime Soares, presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, Juiz da Confraria da Chanfana e presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, relembrou o trabalho positivo realizado nestes anos pela Federação. Conseguiu-se a afirmação do movimento confrádico, que hoje tem um papel essencial da dinamização de muitas terras de norte a sul de Portugal. «As confrarias não promovem apenas a gastronomia, mas também o convívio, as tradições e a cultura», disse o autarca, que também deixou uma palavra de agradecimento para a Mordomo da Confraria da Chanfana, Madalena Carrito, que agora deixa as funções de presidente da FPCG: «Ela fez um excelente trabalho à frente da federação e assim dignificou a Confraria da Chanfana e Vila Nova de Poiares.».
A Confraria do Bucho Raiano esteve em Vila Nova de Poiares, representada pelo Grão-Mestre, Joaquim Silva Leal, e pelo Chanceler, Paulo Leitão Batista. Agora eleita para o Conselho Directivo da FPCG, a Confraria será aí representada pelo Grão-Mestre, que será um dos vice-presidentes da Federação.
A tomada de posse dos novos órgão sociais acontecerá no início de Janeiro de 2013.
plb

O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O almoço anual na região de Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está aberto a todos os sabugalenses e amigos do Sabugal que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
jcl

No passado dia 14 de Outubro cumpriu-se em Castro Daire o anunciado Primeiro Capítulo da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro. Além da confraria madrinha (Confraria do Queijo Serra da Estrela), estiveram presentes representações de outras agremiações, designadamente as confrarias Sardinhas Doces de Trancoso, Saberes e Sabores da Beira, Grão Vasco, Chanfana, Gastronómica de Santarém. A Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, marcou presença com dois representantes: os confrades Natalina Baptista Martins e José Leitão Baptista. Da lavra deste último editamos um texto que nos informa como aconteceu a entronização da nova confraria gastronómica.

A novel confraria apresenta-se com um traje de surrobeco (à primeira vista parece burel, mas as duas cores desmentem essa impressão) constituído por capa castanha comprida, lisa, de uma só peça, com tecido acinzentado no colarinho e justaposto no peitilho, em zona de abotoamento, e de corte ziguezagueado. Desse mesmo tecido surge nas costas da capa uma espiga de trigo estilizada. O chapéu é um modelo borsalino fedora, condizente com as cores do traje. A capa, no lado esquerdo do confrade, exibe o símbolo da confraria, também presente no medalhão metálico do colar suspenso de larga fita dourada.
O dia acordou com chuva, mas à hora prevista o programa iniciou-se com as boas-vindas no Centro Municipal de Cultura, onde pontuavam elementos da confraria anfitriã, designadamente o grão-mestre Adérito Pereira Ferreira, que dirigia pessoalmente palavras de apreço e agradecimento aos convidados. Um trio de acordeonistas brindou os visitantes com trechos de música regional.
Iniciada no Auditório Municipal a sessão do I Capítulo da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro, a mestre de cerimónias Lúcia Simões convidou para a mesa o confrade presidente e juiz da confraria Hélio Augusto Almeida Pinto e o presidente do município José Fernando Carneiro Pereira. No uso da palavra, o presidente e juiz fez uma breve saudação à assistência e agradeceu a todos a sua presença, o mesmo sucedendo com o orador seguinte, o presidente da Câmara Municipal.
Seguiu-se um intervalo para possibilitar a todas as pessoas presentes a primeira prova de produtos gastronómicos regionais, colocados em abundância numa mesa comprida situada no amplo recinto que servira já para recepção e boas-vindas. O bolo podre surgia como ícone de dimensões gigantescas, posando ao lado de um ramo de alecrim em lugar de honra. Na lauta mesa de iguarias, além do bolo podre tradicional, o leque de escolhas era variado: bolas de carne e de outros ingredientes, moiras, chouriças de carne e de bofes, entrecosto, chispe, iscas, presunto de cura tradicional, salpicão, torresmos, trutas de escabeche, arroz de forno com hortelã, feijão com couve galega, queijo fresco e curado, arroz-doce, compota de amoras silvestres, ananás, sortido de doçarias em miniatura, broa de milho, pão de padeira, rabanadas, folar e o típico bolo escangalhado. Para acompanhar esta miscelânea de sabores, foram servidas diversas bebidas, com destaque para o vinho rosé de Vila Franca das Naves, galardoado recentemente, e os vinhos regionais Aromática e Dois Lagares de pisa a pé.
De estômago aconchegado, a comitiva dirigiu-se de novo para o auditório, para assistir à sessão principal.
A mestre de cerimónias anunciou a constituição da mesa, desta vez formada pelo representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, pelo presidente e juiz da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro e por um representante da confraria madrinha do Queijo Serra da Estrela.
Num discurso sugestivo, o orador Adérito Pereira Ferreira, grão-mestre da nova confraria, fez uma introdução relacionada com o concelho de Castro Daire e suas 22 freguesias, repartidas pelo vale e pela serra. Fez depois o enquadramento do bolo podre como tradição que tem origem no folar de produção caseira oferecido aos afilhados em época pascal e que era acompanhado com presunto e queijo de cabra, procedimento que se manteve praticamente até ao início dos anos de 1990, época em que começou a sua comercialização como produto industrial. Os ingredientes não variaram, mantendo-se a farinha de trigo, os ovos, o azeite, a banha, a manteiga, o fermento e o sal. Recentemente surgiram algumas variações que incorporam aromas de canela, laranja ou limão, mas que a confraria recusa para manter e defender a divulgação do produto genuíno.
A diferença entre o bolo caseiro e o bolo industrial ficou patente nos dois vídeos exibidos, suficientemente elucidativos para prescindirem de quaisquer esclarecimentos complementares.
Finalizado o discurso do grão-mestre, passou-se à cerimónia da entronização com o chamamento dos confrades – primazia dada aos fundadores – e colocação das insígnias, incumbência atribuída ao representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas e ao presidente da nova confraria.
O juramento foi feito de forma coletiva, com as palavras proferidas em voz alta.
Seguiu-se a distinção dos confrades de honra, personalidades que de alguma forma contribuíram para o engrandecimento do concelho nas mais variadas vertentes.
A cerimónia prosseguiu com discurso do representante da confraria madrinha, estabelecendo uma ligação que vem de tempos antigos entre os naturais de Castro Daire e as gentes da Beira-Serra, designadamente em trabalhos nos lagares de azeite.
O discurso de encerramento coube a Manuel Leal Freire, em representação da Federação, que dissertou sobre a formação das primeiras confrarias, remontando às catacumbas, para afirmar que as colectividades com origem no passado se projectam no futuro. Como é seu timbre, e recorrendo a uma memória prodigiosa, o orador entremeou no seu discurso de improviso quadras que evidenciam a sabedoria popular.
Após a troca de prendas entre as confrarias presentes, ocorreu no auditório a sessão de fotografias de grupo, pois a chuva impossibilitou o cortejo que estava previsto para o centro da localidade, com fotografia defronte da capela dos Carrancas, a que se seguiria o almoço no piso superior do Museu Municipal.
Novamente a mesa de repasto surgiu com a abundância costumada, possibilitando um excelente almoço volante e momentos de convívio, com a animação de quatro acordeonistas.
Quando as pessoas se sentiam já satisfeitas, embora o cansaço convidasse ao descanso em lugares sentados, a confraria anfitriã anunciou então o verdadeiro almoço para um recinto contíguo onde todos foram distribuídos por várias mesas preparadas para o efeito.
Na gastronomia regional não podia faltar o cabritinho de Montemuro com batatas assadas, as trutas do rio Paiva, o vinho tinto da vizinha região do Douro, o espumante Murganheira, a aletria, o arroz-doce, o bolo podre de maçã e as célebres fritas de abóbora e de chila, imprescindíveis em momentos de festa, designadamente no Natal.
Na ponta final, enquanto se saboreava o café, a água da alquitarra e o licor de hortelã, dois fadistas acompanhados por um acordeonista cantaram de mesa em mesa, à desgarrada, improvisando versos de circunstância que perpetuam a tradição do fadinho serrano.
Na despedida, o grão-mestre obsequiou cada um dos presentes com um saco de pano com o símbolo da confraria bordado a cores e contendo dentro do mesmo o bolo podre que dá nome a esta nova confraria gastronómica.
José Leitão Baptista

O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O convívio de 2012 da Confraria do Bucho Raiano está programado para num local especialmente aprazível, num salão à beira-Tejo, com vista para a baía de Alcochete.
A ementa já está elaborada e inclui entradas, com broa, manteigas, paté, azeitonas, bem como as morcelas e farinheiras raianas assadas.
Também haverá sopa de alho francês, ao que se seguirá o esperado prato de bucho acompanhado de batata, nabiças e grelos. Para beber haverá vinhos de Rio Frio e do Vale da Judia, para além de cerveja e refrigerantes.
A sobremesa inclui arroz doce e ananás, a que se seguirá o café.
Após o almoço virão à mesa castanhas assadas e geropiga de Ruivós, em homenagem a São Martinho, patrono das festas outonais.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
O almoço de bucho está aberto a todos os interessados que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Inscreva-se e vá degustar o saboroso bucho raiano, e conviver entre amigos num belo e aprazível local da margem sul do Tejo.
O restaurante é defronte ao conhecido Hotel Al Foz, de Alcochete.
Paulo Leitão Batista – Chanceler da Confraria do Bucho Raiano

Quando se aproxima o tempo das matanças e da degustação do saboroso bucho, publicamos o texto da oração de sapiência proferida pelo Professor Fernando Carvalho Rodrigues na cerimónia do Terceiro Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, sucedido no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro de 2012. O Professor fala do bucho, centrando-se em Creado, a sua terra de nascimento, que pertence à freguesia de Casal de Cinza e ao concelho da Guarda.

Quando no Império era Imperador Barack Obama, Sumo Pontífice Bento XVI e na Lusitânia era Pró-Consul Cavaco Silva, foi, em Creado, Mordoma da festa de Santo Antão uma filha do José Braz casada com um rapaz de Carpinteiro filho do Fausto Raposo. Em 2013, será a Lúcia, filha de Zé Aires, e mais o marido.
Há uns milhares de anos que é assim: A Festa de Creado é no dia de Santo Antão. É a festa do Padroeiro. Em cada ano, a 17 de Janeiro, o Povo reúne-se para nomear o Mordomo do ano seguinte. Santo Antão é o Santo Padroeiro de Creado. De lá, vêm, por muitas gerações, meus antepassados. Em cada ano ter proteínas dependia um pouco de caça, mas sobretudo do marrano. E todos os anos compravam os porcos para cevar durante o ano e iam e recebiam quem vinha para pedirem a protecção de Santo Antão na capela do seu orago em Creado.
No dia seguinte da Festa, depois de celebrada a missa, oferecem um pé vindo da matança de Dezembro ao Santo para que lhe guardar o bácoro próspero e com saúde. Seguia-se animada a arrematação dos donativos. O leilão, como é público, incita vaidades. Não tem mal. Num dia, não tem mal. A vaidade deixa mais uns dinheiros porque leva o pé quem mais oferecer. Em tempos de oscilações da bolsa. O pé pode render vinte euros. Pode até, como se tem visto ultimamente, chegar aos cinquenta euros. Sim, porque os marranos da nossa Beira Alta foram classificados pelas agências de notação em triplo AAA com prospectiva positiva. Espera-se que o pé de porco salve a classificação da dívida soberana logo que a produção se intensifique. Pelo menos, a capela de Santo Antão, em Creado, beneficia. O dinheiro das arrematações, em bolsa, reverte a favor da Igreja. É que o Mordomo é quem faz as arrematações e ninguém e tem ordem para arredar pé enquanto houver ofertas para arrematar. E, para cada pedaço quem oferece o pé é o primeiro a dizer quanto vale. Que isto de deixar cair o valor em bolsa é só para os banqueiros.
Ao Santo Antão em Creado vai o povo honesto. E mais a prece pelo marrano que viverá por aquele ano até Dezembro. Viverá em um T0 com esplanada. Chamam-lhe: o cortelho. Mas é o único animal a quem se oferece um estúdio enquanto vive. Casa de granito afagado e porta de cerne de carvalho. E um dia, libertado do peso de viver, só o fará se Santo Antão o proteger. Partes, todas as partes do marrano passarão por nós, Homo Sapiens Sapiens, e todos aqueles bocados terão o privilégio de reconhecer que existem, terão a alegria de contemplar e estudar o Universo de que são parte e a parte que faz ao mundo perguntar. É este o milagre, renovado, de Santo Antão do Egipto.
Terá nascido pelo ano 251 D.C.. Inventou como ser Monge. Mas como todos aqueles que fazem trabalho solitário solta-se-lhes a imaginação, a compreensão e têm a tentação da soberba que vem da Soberania sobre os Saberes. E tentação, esta e outras, teve Santo Antão do Egipto como todos os que contemplam mistérios. A humildade de uma via simples livrou-o sempre. Mas houve quem as imortalizasse.
Chama-se Hieronymus Bosch, o espírito medieval vivido de uma forma única. Nas tentações de Santo Antão que deixou no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa . Estão as extravagâncias de monstros escarnecendo gárgulas. Sentou monstros nas cadeiras do coro. Pôs demónios olhando de soslaio para as margens dos manuscritos. Distorceu, horrivelmente, humanos lançados com forquilhas para o inferno. São o esconjuro pela arte. Pela pintura. Com Bosch sente-se o cerco diabólico a Santo Antão. Representa o mundo como um prolífico formigueiro. Os quadros de Hieronymus Bosch têm que ser interpretados símbolo a símbolo. Ele e a sua pintura mostram a intromissão do demónio na vida humana. Os elementos da fantasia na sua obra dão-lhe um inesgotável fascínio. E, num dos vários quadros das tentações do Santo Antão. No que está em Madrid. Ao lado e protegido pela paz de Santo Antão está o marrano. Ambos serenos, em Paz, com Deus no reequilíbrio do nervosismo da fantástica imaginação. Na aceitação que cada classe de vida alimenta outra classe de vida até que possa contemplar Deus. Mas a vida da pintura de Hieronymus Bosch não é só tentação e descrição. Descrição mordaz da percepção da vida como hoje em dia atravessamos. É colhida em fonte popular na Nave dos Loucos. O quadro da «A Nave dos Loucos» é uma fonte inesperada do retracto da vida de hoje. Inesgotável para os modernos psiquiatras, sociólogos, economistas, retratados suponho, por um discípulo de estilo, Pieter Breughel, o velho, na condução pelos cegos deste novo e actual Mundo. Mas voltando a Hieronymus Bosch é no pormenor, no detalhe. Numa espécie de extensão da beleza, do talento e da técnica dos iluministas tão atentos ao pormenor que nos fazem aparecer tentações de Santo Antão e o marrano a seus pés.
E é essa mesma atenção ao detalhe que faz do Bucho, o enchido delicioso, o ultimo dos manjares para o Intróito. Também lhe chamam o Entrudo.
Para o Bucho, em Creado, num alguidar de barro colocam-se as carnes partidas em pedaços: orelhas, carnes que tenham cartilagem, pontas das costelas, couratos e o rabo. Temperam com alho, sal, pimentão doce e picante e um bom vinho. Cinco dias. Reparem bem. Cinco dias em vinha de alho. Vai-se provando, a suprema medida da ciência, para ver se está temperado suficiente. E mais vos digo: se não for bem temperado: Olhai! Estraga-se. Mas se fizerdes como vos digo a bexiga do porco que se guardou bem com o palaio encheu-se com as tais carnes temperadas. Vai ao fumeiro durante algumas semanas e guarda-se para o Carnaval. Com a Família, mais batatas cozidas e grelos de nabo (bem se não houver pode ser acompanhado por couve Portuguesa). Pinga e por fim o arroz doce.. Acho, que corta a gordura. Bem é arroz doce. Acabou-se. Sempre foi assim. E no fim, está-se de novo pronto a embarcar nesta «Nave de Loucos», pilotada pelos cegos Breughel e livres das tentações mas com a protecção de Santo Antão. Até porque de todos os porcos que nos dão hoje o Bucho um pé ser-lhe-á oferecido para o ano que vem. Sim, que com os Mordomos já nomeados em Creado não há crise, que as agências de notação não se estrevem, ou mesmo atrevem, a meter-se. O Bucho lá estará em 2013.
Só a faz parar de o apreciar o dia das Cinzas. Por causa da Lua que determina o dia de Páscoa, o Dia das Cinzas, calha sempre a meio da semana. É sempre numa quarta-feira este Dia das Cinzas. E nesse dia, durante milénios os Homens da Ordem Militar do Hospital marcavam-no, com uma Cruz de Cinza, na fronte, numa cerca da Freguesia de que Creado é parte: a Freguesia de Casal de Cinza. Passa por lá o eixo da Terra e nela se faz o melhor Bucho do Mundo e tudo isto é o maior dos Milagres de Santo Antão de Creado de Casal de Cinza, que também foi, em outros tempos, do Egipto.

P.S. O Autor escreve de acordo com a ortografia da Dona Laura. Três reguadas por cada erro no ditado chegaram para lhe acabar com todas as veleidades. Quer as passadas, quer as presentes, ou mesmo as futuras.
Fernando Carvalho Rodrigues

Dando continuidade à candidatura à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas (FPCG), a lista que integra a Confraria do Bucho Raiano apresentou-se publicamente ontem, dia 26 de Setembro, no Porto, no Solar dos Condes de Resende.

A lista «Ousar Crescer» pretendeu, segundo a candidata à presidência, Olga Cavaleiro, mostrar que quer fazer diferente, apostando na aproximação aos que acreditam nas potencialidades do movimento confraternal gastronómico português.
O orador convidado foi o Dr Domingos Silva, que sugeriu algumas ideias para o futuro da federação e defendeu a «coesão» como princípio estruturante da actividade das confrarias.
A lista candidata à FPCG é assim constituída:
Conselho Directivo
Presidência: Confraria da Doçaria da Doçaria Conventual de Tentúgal
Vice-Presidências: Confraria do Bucho Raiano, Confraria do Queijo Serra da Estrela, Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, Confraria Gastronómica da Madeira, Confraria do Bucho de Arganil, Confraria da Maçã Portuguesa.
Suplentes: Confraria As Sainhas e Confraria do Bodo.
Mesa do Congresso e Conselho Geral
Presidência: Confraria das Almas Santas da Areosa e do Leitão
Vice-Presidências: Confraria Gastronómica dos Gastrónomos dos Açores e Confraria do Cabrito e da Serra do Caramulo.
Secretários: Confraria do Moliceiro e Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões
Suplentes: Confraria Gastronómica O Rabelo e Confraria Gastronómica da Carne Barrosã
Conselho Fiscal
Presidência: Real Confraria do Maranho.
Relatores: Confraria Gastronómica do Ribatejo e Confraria do Bolo de Ançã.
Suplentes: Confraria da Broa de avança e Confraria das Papas de São Miguel.
A Confraria do Bucho Raiano esteve representada na cerimónia de apresentação da candidatura pelo Grão-Mestre, Joaquim Leal, e pelos confrades Francisco Santos e Rosa Santos.
plb

A Confraria do Bucho Raiano (CBR), com sede no Sabugal, integra a lista candidata aos corpos sociais da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas (FPCG).

A Lista de que a CBR faz parte tem como candidata à presidência do Conselho Directivo da FPCG a Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal. Na mesma lista a CBR é candidata a uma das vice-presidências, o que faz ao lado de outras confrarias, como a do Queijo Serra da Estrela, dos Ovos Moles de Aveiro, da Gastronomia da Madeira, do Bucho de Arganil e da Maça Portuguesa.
As eleições para a FPCG ocorrerá em 26 de Outubro, em Vila Nova de Poiares, onde se realizará o do Congresso das Confrarias. A confreira Madalena Carrito, da Confraria da Chanfana, decidiu não se recandidatar ao lugar de presidente da Federação, tendo-se candidatado ao lugar a confreira Olga Cavaleiro, da Confraria de Tentúgal, a cuja lista se juntou a Confraria do Bucho, que aí tem sido representada pelo Grão Mestre, Joaquim Silva Leal.
A lista de Olga Cavaleiro, até agora a única, foi apresentada no passado dia 19 de Setembro, em Tentúgal. Sob a epígrafe «Ousar Crescer», a lista será agora apresentada às confrarias do Norte, o que acontecerá em 26 de Setembro, no Solar dos Condes de Resende, no Porto.
A lista «Ousar Crescer» conta ainda com outras confrarias, nomeadamente a das Almas Santas, a da Areosa e do Leitão, dos Gastrónomos dos Açores, do Cabito da Serra do Caramulo, do Moliceiro, das Sainhas, do Bodo, dos Gastrónomos de Lafões, do Rabelo e da Gastronomia de Sever do Vouga.
De acordo com o programa apresentado, a lista que integra a Confraria do Bucho Raiano, propõe-se mobilizar a FPCG no sentido de ajudar as confrarias a criarem as condições de reconhecimento daquilo que são os bons produtos e, em parceria com outras instituições, facilitar a distinção do que melhor se faz na nossa gastronomia. Outra proposta é a qualificação dos produtos, fazendo com que quem os consome possa ficar satisfeito com a sua singularidade e a expectativa não dê lugar à frustração. O programa defende ainda, entre outras medidas, a constituição de uma base de dados com as receitas, as histórias associadas às receitas e os seus autores, os provérbios, os modos de produção, os ingredientes, e outros aspectos relevantes de cada produto gastronómico.
plb

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Confraria do Bucho Raiano - Peña do Barcelona em Lisboa
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Data: 5 de Setembro de 2012.
Local: Snooker Club – Peña do Barcelona em Lisboa.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: A chancelaria da Confraria do Bucho Raiano reuniu na Peña do Barcelona em Lisboa para discutir actividades futuras. No outro lado do balcão estava o nosso conterrâneo Bruno Capelo, descendente das Quintas de São Bartolomeu. Mais uma vez se prova a grande dimensão da diáspora sabugalense.
jcl

Sob o lema «Serra da Estrela mais que uma Montanha», a região da serra mais alta de Portugal apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) representada pelas suas confrarias gastronómicas, que assim darão expressão aos bons sabores que a região pode oferecer.

Em altura de crise económica, o turismo no estrangeiro pode ser substituído pelo turismo «cá dentro» e os operadores apostam forte na edição deste ano da Feira Internacional de Turismo, que se realiza em Lisboa, na FIL (Parque das Nações), de 29 de Fevereiro a 4 de Março.
A Turismo Serra da Estrela, em colaboração com 10 municípios, apresenta «novos conceitos» e propostas turísticas para seguir por parte de quem deseje visitar a região.
A Serra da Estrela conta com a adesão de diversas confrarias gastronómicas que irão colorir e animar o pavilhão mostrando os seus trajes e divulgando os pratos típicos que cada uma representa. Para além das confrarias gastronómicas marcará igualmente presença a Confraria do Cão da Serra da Estrela, que tem sede em Sortelha, concelho do Sabugal, que aí apresentará alguns exemplares do belo e dócil cão que guarda os rebanhos da serra.
Também do Sabugal é a Confraria do Bucho Raiano, que estará presente, assim como as Confrarias da Feijoca (Manteigas), da Broa e Bolo Negro (Loriga), das Sardinhas Doces (Trancoso), do Borrego (Celorico da Beira) e da Urtiga (Fornos de Algodres).
As provas e degustações dos produtos gastronómicos da Serra da Estrela serão garantidos com o apoio da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia e da Associação de artesãos da Serra da Estrela.
Merece ainda destaque a presença do Chef Luís Baena, que vai analisar algumas das características ímpares da gastronomia da região.
Para além da gastronomia a promoção da Serra da Estrela como destino turístico de excelência conta com a realização de tertúlias sobre potencialidades estratégicas, como: Turismo Cultural, Turismo Natureza, Gastronomia e Vinhos. As tertúlias servirão para apresentar projectos de promoção e valorização do Turismo Cultural e exemplos de grande sucesso que já têm implementação no terreno.
plb

No sábado passado, dia 18 de Fevereiro, o Sabugal e o Casteleiro viram passar o colorido dos trajes confrádicos, por ocasião da realização do terceiro Capítulo da Confraria do Bucho raiano.

Tudo começou pela manhã, no Mercado Municipal, onde os membros das diversas confrarias, vindos de variados pontos do país, se juntaram e acompanharam a inauguração da feira de produtos locais. Por amabilidade da Câmara e da empresa municipal Sabugal+, todos puderam degustar os produtos da terra, onde pontuaram o queijo, os enchidos, compotas, fruta, pão, azeite e vinho.
Pelas 11 horas a comitiva seguiu para o edifício do museu municipal, cujo auditório ficou «à pinha» para assistir à cerimónia. O capítulo iniciou-se com a actuação ao piano do jovem músico sabugalense João Cunha, que foi ouvido em absoluto silêncio e no final foi longamente aplaudido.
O padre Manuel Dinis, pároco do Sabugal, fez a bênção das insígnias e desejou aos presentes uma excelente jornada de convívio e de amizade. Seguiram-se algumas palavras de circunstância por parte do presidente da Câmara, António Robalo, que deu as boas vindas ao Sabugal, uma terra de tradições e de bons sabores gastronómicos.
Constituída a mesa do Capítulo, tomou a palavra o orador convidado, o professor Carvalho Rodrigues, a quem coube proferir a tradicional Oração de Sapiência. A intervenção do cientista, conhecido como o «Pai do Satélite Português», andou à volta da tradição gastronómica da sua terra de nascimento, Creado, uma anexa da freguesia de Casal de Cinza, concelho da Guarda. De memória apurada, lembrou que era à volta do porco que todos criavam no cortelho, que se fartava a mesa dos habitantes, que se esmeravam na confecção dos ricos sabores gastronómicos. Numa intervenção bem humorada, Carvalho Rodrigues encantou os presentes que o brindaram com uma longa ovação.
Seguiu-se a entronização de 10 novos confrades do bucho, que fizeram o juramento e receberam o traje e a respectiva insígnia, passando a fazer parte da família confrádica, que assim atinge os 73 confrades, devidamente trajados e entronizados.
Foi depois tempo de prestar preito a algumas personalidades, começando inevitavelmente pelo Professor Carvalho Rodrigues, que recebeu o título de Cancelário da Confraria. Como Cavaleiros da Confraria foram investidos o juiz conselheiro Manuel Cipriano Nabais, de Quadrazais, e o empresário Manuel Gouveia, de Sorteha. Houve ainda a atribuição de um diploma de honra à engenheira Felismina Rito Alves, do Soito.
No termo da cerimónia tomou a palavra o representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, da Bismula, cuja memória viva ficou bem patente ao recordar as velhas tradições gastronómicas da nossa região, bem como o trovar e o falar antigo do povo raiano.
Depois da cerimónia seguiu-se o desfile pelas ruas do Sabugal, com a foto de família captada com os confrades posando na escadaria da Casa dos Britos. À frente, a abrir o desfile seguiam os Bombos de Badamalos, vindo depois a comitiva de confrarias, exibindo as tonalidades dos seus diferentes trajes.
Já no Casteleiro, os confrades foram recebidos na sede da Junta de Freguesia, pelo seu presidente, António José Marques, que a todos serviu um aperitivo.
O almoço foi no restaurante «Casa da Esquila», onde 200 convidas degustaram o bucho, que se apresentou à mesa servido na forma tradicional e em ementas alternativas à habitual forma de o servir.
Aqui fica a referência às 13 confrarias presentes no Sabugal:
Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares); Confraria do Queijo Serra de Estrela (Oliveira do Hospital), Real Confraria da Cabra Velha (Miranda do Corvo), Confraria das Sardinhas Doces (Trancoso), Real Confraria do Maranho (Pampilhosa da Serra), Confraria do Vinho de Lamas (Miranda do Corvo), Confraria dos Aromas e Sabores Raianos (Almeida), Confraria Gastronómica O Moliceiro (Aveiro), Confraria Gastronómica Raça Arouquesa (Arouca), Confraria da Castanha (Moimenta da Beira), Confraria Nabos e Companhia (Mira) e Confraria do Cão da Serra da Estrela (Sortelha).
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O cientista Fernando Carvalho Rodrigues, o magistrado Manuel Cipriano Nabais e o empresário Manuel Gouveia vão ser homenageados pela Confraria do Bucho Raiano no decurso da cerimónia de entronização dos novos confrades, que se realizará no dia 18 de Fevereiro, pelas 11 horas, no Auditório Municipal do Sabugal.

O programa do III Capítulo da Confraria contém um momento de homenagem a personalidades, onde será atribuída a qualidade de confrade honorário da confraria.
Uma das personalidades a homenagear é Fernando Carvalho Rodrigues, o cientista e professor universitário que a chancelaria da Confraria convidou para proferir a Oração de Sapiência.
Natural de Casal de Cinza, concelho da Guarda, Carvalho Rodrigues vai ser agraciado com o título de Cancelário, uma distinção reservada a personalidades consideradas de elevada representação e distinção.
Até há pouco tempo director de programas de ciência na NATO, é licenciado em Física pela Universidade de Lisboa e doutorado em Engenharia Electrónica pela Universidade de Liverpool. Em 1993 liderou o consórcio PoSAT que construiu e lançou o primeiro satélite português.
Fernando Carvalho Rodrigues integra diversas academias, nomeadamente a Academia Internacional de Astronáutica, Academia de Ciência Política, Academia de Marinha, Academia de Astronáutica da Federação Russa, Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência, Academia das Ciências de Nova Iorque, Academia das Ciências de Lisboa, Sociedade de Geografia de Lisboa, Sociedade Portuguesa de Física.
Recebeu diversos prémios e condecorações, dos quais se destacam o Pfizer (1977), a comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada (1995), o de doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior (1995) e a Medalha de Mérito da cidade da Guarda (1990).
Outra personalidade que a Confraria vai homenagear é o Juiz Conselheiro Manuel Cipriano Nabais, que será distinguido como o título de Cavaleiro, uma distinção conferida aos que se assinalam pela dedicação e serviço na divulgação da gastronomia da Beira Côa e do Bucho Raiano.
Manuel Cipriano Nabais nasceu em Quadrazais, concelho do Sabugal e iniciou a carreira de magistrado como delegado do Ministério Público, sendo depois Juiz de Direito em diversas comarcas. Tornou-se mais tarde Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Évora, ao qual presidiu durante anos e de onde saiu para assumir o lugar de Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Tem participado regularmente nas actividades da confraria.
A terceira personalidade que irá ser homenageada é o empresário Manuel Gouveia, natural de Sortelha, concelho do Sabugal, a quem será igualmente atribuída categoria de Cavaleiro da Confraria. Empresário de sucesso em diversos ramos de actividade, Manuel Gouveia, tem sido um dos grandes beneméritos do concelho, ajudando algumas obras sociais, como é o caso do lar da terceira idade da sua terra natal, cujos encargos de instalação assumiu por inteiro. Tem vindo igualmente a apoiar a Confraria do Bucho Raiano, oferecendo um dos vinhos da sua produção para Vinho Oficial da Confraria.
O Capítulo também homenageará a Engenheira Felismina Rito Alves, atribuindo-lhe um diploma de Honra, tendo em conta o seu contributo para a divulgação do bucho. Enquanto funcionária da Câmara Municipal Felismina Rito destacou-se pela organização dos Roteiros Gastronómicos em que se promoveram a gastronomia e os restaurantes do concelho, e foi a organizadora da candidatura do bucho raiano ao concurso das sete maravilhas gastronómicas realizado no ano de 2011.
São já confrades honorários da Confraria António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia, Manuel Leal Freire, advogado e escritor, Manuel Joaquim Rito, empresário, e Santinho Pacheco, o último governador civil da Guarda.
Receberam diplomas de honra da confraria a Casa do Concelho do Sabugal e a LocalVisão Tv da Guarda.
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O III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano é já amanhã, sábado, 18 de Fevereiro, no Sabugal. A concentração está marcada para o Mercado Municipal do Sabugal às 09:30 horas e a cerimónia de entronização para as 11:00 horas no Auditório Municipal do Sabugal. O almoço de bucho (que conta já com 160 inscrições) terá lugar no Restaurante Casa da Esquila no Casteleiro.

III Capítulo Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

A recepção no Mercado Municipal e a cerimónia no Auditório Municipal têm entrada livre. O almoço no restaurante Casa da Esquila, no Casteleiro, é por marcação mas aberto a todos os confrades e amigos do bucho raiano.
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No sábado de Carnaval, 18 de Fevereiro, vai realizar-se no Sabugal o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, que contará com a presença do Professor Carvalho Rodrigues, conhecido como «Pai do Satélite Português», natural de Casal de Cinza (Guarda), que proferirá a Oração de Sapiência, onde falará na gastronomia tradicional da região.

Os confrades do bucho e de outras confrarias convidadas vão concentrar-se no Mercado Municipal do Sabugal, onde haverá uma mostra de enchidos e outros produtos regionais, promovida pela Câmara Municipal, onde poderão ser degustados os bons sabores da terra.
A preceder a cerimónia, já no Auditório Municipal, haverá um momento musical, interpretado pelo jovem músico sabugalense João Cunha.
João Cunha, de 21 anos de idade, é natural de Águas Belas,e iniciou os estudos musicais aos14 anos, no Conservatório de Música de S. José, na Guarda. Actuou como intérprete em diversas salas de espectáculo da Guarda, Viseu, Sabugal, Belmonte, Seia, Figueira de Castelo Rodrigo, Coimbra, Porto, Lisboa. Destaca-se ainda a sua vertente como compositor, tendo já estreado, como intérprete, peças originais suas nos Dias da Música no Centro Cultural de Belém em 2008.
O Capítulo terá ainda a bênção das insígnias (pelo Padre Manuel Dinis), o juramento dos novos confrades e a homenagem a algumas personalidades pelo seu papel em prol da gastronomia da região.
Após a cerimónia os elementos das confrarias presentes efectuarão um desfile pelas ruas do Sabugal, abrilhantado pelos «Bombos de Badamalos».
No final do desfile a comitiva segue para o Casteleiro, onde haverá uma recepção aos participantes na Junta de Freguesia, imediatamente antes de se dirigirem ao restaurante Casa da Esquila onde será servido o almoço do bucho.
O Capítulo da Confraria está incluído no programa dos «Roteiros Gastronómicos – Sabugal à Mesa», iniciativa que se realiza de 18 a 21 de Fevereiro, na qual os restaurantes do concelho disponibilizam receitas tradicionais da cozinha raiana.
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No fim-de-semana do Carnaval estão programadas diversas iniciativas que promovem a gastronomia tradicional. Para além da iniciativa «Sabugal à Mesa», realiza-se o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, um workshop sobre os saberes e sabores da região. A par disso as Termas do Cró vão estar abertas e realizam-se desfiles carnavalescos.

As Termas do Cró, tirando partido dos equipamentos de vanguarda que possui, vão abrir em época especial durante o período do Entrudo, dando a possibilidade aos turistas de tirarem partidos da qualidade termal das suas águas e da excelência das infra-estruturas.
No que se refere à gastronomia, a grande aposta está na realização da iniciativa «Sabugal à Mesa – Roteiros Gastronómicos», uma proposta de descoberta dos sabores da cozinha típica raiana. A edição deste ano conta com a adesão de 12 restaurantes do concelho.
Integrado no programa do «Sabugal à Mesa» realiza-se no dia 17 de Fevereiro, às 15 horas, no Auditório Municipal, o workshop «Sabores e Saberes do Interior». Trata-se, de um encontro aberto ao público que reunirá diversos oradores, de onde se destacam Ana Paula Castelo (da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova), Paulo Sá Machado (da Confraria da Broa de Avintes), Rodolfo Queirós ( da Comissão Vitivinícola da Beira Interior) e ainda os chefs Valdir Lubave e Diogo Rocha.
A par da gastronomia, no sábado, dia 18, no Mercado Municipal, decorrerá uma Feira de Produtos Locais e, no domingo, dia 19, às 15 horas, as ruas da cidade vão ser palco de um grandioso desfile de Carnaval subordinado ao tema «A Cor, a Música e o Movimento», com a participação de cerca de 20 associações do concelho.
Ainda no quadro dos roteiros da gastronomia, realiza-se no dia 18 o 3º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, que traz ao sabugal algumas personalidades, dentre as quais o professor Carvalho Rodrigues que proferirá a Lição de Sapiência, integrada da sessão solene onde os novos confrades farão a sua entronização confrádica. Haverá ainda a actuação musical de um jovem sabugalense, Pedro Cunha, e dos Bombos de Badamalos, que animarão o desfile de confraria que percorrerá as ruas do Sabugal. O almoço do Bucho acontece no Casteleiro.
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Tal como ao redor da lareira, a ouvir o crepitar de um lume vivo, assim nós nos encontrávamos todos satisfeitos, em volta de um Bucho Raiano, algures, no começo de uma longa noite, em Bruxelas, entre meados de Janeiro e o Carnaval.

Joaquim Tenreira MartinsAqueles três homens e três mulheres estavam ali a festejar uma tradição que se transmitiu durante séculos e tenho a impressão de que só o olhar suave de um Bucho Raiano gorducho e redondinho, mas por demais astuto e vivaço, nos poderia fazer a contagem dos anos que o têm contemplado ao largo de tantas gerações.
Também não sabemos quantas lendas nos poderiam ter enfeitiçado para nos sentirmos como que endemoninhados perante um quase deus que ao mesmo tempo veneramos, nos encanta e alimenta. De que miragem fascinante andaríamos nós à procura?
Já cheirava a infância e a ternura, e repassavam pela nossa mente os gestos rituais das nossas mães e avós, quando o bucho nos activou as papilas gustativas, ao vê-lo todo rosado em cima da mesa. Parecia ter já bebido alguns copos de um clarete sorrateiro. Mesmo com as faces e as maçãs do rosto afogueadas, ainda não tinha perdido a sensatez ancestral de quem nos traz o sustento, a tradição, o encanto e a emoção de estarmos juntos.
Com o religioso silêncio, interrompido apenas pelo tilintar dos talheres e apressados para principiar um ritual iniciático, já estava preparado o ambiente para a evocação de lendas e tradições imemoriais ao redor de um Bucho Raiano. O anfitrião e confrade privar-se-ia de repetir os contos romanescos da sua infância e também nada diria sobre as múltiplas viagens ao interior de si próprio. Procuraria proporcionar uma atmosfera condigna, própria de um ritual legendário para favorecer o enlevo que brotaria espontaneamente das raízes e da memória.
Ambiente estranho este de estar em frente, melhor dito, em redor de um bucho. Todas as crenças, contos, lendas e produtos capitosos de uma terra se entremisturam para dar lugar ao dialogo amistoso e criativo que nos avivava o prazer de estarmos juntos. As histórias que cada um de nós tinha vivido ao longo da vida cruzavam-se com o olhar atento de um bucho que sabia observar, ouvir e interpelar para que a comunicação não se esgotasse num simples acto de levar à boca e que iria ter lugar dali a instantes. Este genuíno raiano de bucho pretendia assumir-se como uma caixa de ressonância, a transmitir-nos os ecos que evocavam a nostalgia e a saudade.
Mas este não era qualquer bucho. Era o Bucho Raiano! E já estávamos a esquecer este predicado distintivo e alusivo a culturas destinadas por natureza à ameaça e à extinção, simplesmente por estarem na fronteira e no interior. Porém, entre os convivas alguém as teria considerado ainda mais fecundas por terem resistido corajosamente entre dois mundos. A tradição teve a oportunidade de se afirmar ao longo dos séculos, mas não deixou de estar à escuta e com a porta aberta a outras culturas que nos alargavam os horizontes. Pudemos comparar, pudemos provar outros gostos, mas nem o rodar do tempo, nem as constantes passagens de forasteiros pela fronteira conseguiram destruir a tradição que se enraizou na nossa memória réptil, deixando-nos ficar um sabor constante e indelével que faz parte da nossa tradição cultural e gastronómica.
Este instinto de ir ao encontro e de observar tivemos o privilégio de o experimentar do cimo das serranias da nossa Serra da Malcata e dos vários montes que a constituem e a circundam. Das suas alturas pudemos olhar para mais longe, para outros mundos e não ficámos limitados aos horizontes que nos rodeavam, nem tão pouco asfixiados com o que tínhamos e comíamos.
E, a propósito do Bucho Raiano, já estávamos longe demais. É quando acordámos do nosso enlevo, já o professor Carvalho Rodrigues nos tinha conduzido para bem mais longe. Tínhamos passado várias fronteiras e estávamos já no Egipto, em companhia do Santo Antão. Este sim era um valente raiano e amigo dos buchos, das chouriças, dos porcos, dos presuntos, dos salpicões, das farinheiras e das farinhatas e de todas as tentações que de dia e de noite o assediavam. Não admira pois que também os grandes pintores como Jerónimo Bosch se tenham lembrado dele para o imortalizar numa pintura denominada as Tentações de Santo Antão, cujo belíssimo quadro, antes de chegar a Lisboa teria passado certamente pela raia sabugalense, itinerário fronteiriço obrigatório para chegar à capital do Reino.
O saco do bucho é um verdadeiro ninho de tentações. É o topo da raia humana atiçado por todas as seduções que nos assolam. A umas resistimos, mas a outras abrimos as portas, saboreando-as gostosamente até à medula dos ossos, inebriados com o prazer exacerbado da gula pecaminosa.
Que mistura esta da natureza tórrida, da concupiscência endiabrada e da ascética salamanquina ou avilena que se entrelaçam em vésperas de um tempo quaresmal, de deserto e de privações como se o mundo aqui terminasse!
Todo o saber acumulado num bucho raiano não caberá certamente na Livraria Orfeu, do Joaquim Pinto da Silva, observador atento aos sabores literários escondidos na raia beirã e que não deixava de manifestar a sua admiração pelos saberes acumulados numa peça de arte e tradição que se ia consumindo em cima de uma mesa à volta da qual não arredávamos pé. A sua Foz do Douro estava por um momento esquecida!
Eram os preparativos de um terceiro capítulo que se aproximava a passos largos. Tínhamos feito naquela noite uma longa viagem em companhia do fiel e solidário amigo Bucho Raiano. Agora, familiarizados com a sua amizade, iríamos com mais confiança ao seu encontro, em romagem peregrina, à escuta de um bom momento de inspiração e abertura a uma cultura e gastronomia ancestrais.
Joaquim Tenreira Martins

A gastronomia vai estar em destaque entre 17 e 21 de Fevereiro nas terras raianas do Sabugal. Entre as várias iniciativas destaque para o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano. Edição da jornalista Sara Castro com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A Taberna Típica Quarta-Feira, restaurante do sabugalense José Dias, recebeu a Confraria do Bucho Raiano para mais um almoço na capital alentejana.

Trinta convivas, entre confrades, amigos e familiares, foram até Évora no dia 21 de Janeiro, sábado, onde encheram a sala do restaurante do amigo José Dias, que prima pelo bem receber e melhor servir.
A mesa apresentava-se farta, com cogumelos recheados, bucho fatiado, presunto, torresmos, queijo assado com orégãos e azeitonas. Degustadas as saborosíssimas entradas, veio à mesa uma esplêndida sopa de grão, a que se seguiram costelas de porco grelhadas e cachaço de vitela, acompanhados por um espectacular esparregado de couve-flor e batatas assadas no forno.
O vinho foi o do conhecidíssimo enólogo Paulo Laureano, da Vidigueira, um velho amigo da casa, que por dificuldades de agenda não pode estar presente. Porém o José Dias informou que fora o enólogo a oferecer o vinho que os convivas do bucho ali degustavam. E que vinho: um reserva Paulo Laureano especial.
Para finalizar a refeição vieram as sobremesas, dentre doces tradicionais alentejanos, cerejas, morangos e frutos secos.
A hora do café foi o momento das palavras que a ocasião impunha. O Chanceler da Confraria agradeceu ao José Dias a amabilidade de receber os sabugalenses com entusiasmo e extrema atenção, proporcionando a degustação de excelentes petiscos confeccionados na sua aprimorada cozinha.
Pela mão do Grão Mestre, Joaquim Leal, a Confraria concedeu ao restaurante Taberna Típica Quarta-Feira o Diploma de Honra, atendendo ao contributo para a divulgação da gastronomia raiana e pela digna representação do Sabugal no Alentejo.
Entre os presentes esteve o juiz conselheiro jubilado Manuel Cipriano Nabais, um quadrazenho que acompanha com regularidade as iniciativas da Confraria e que ali proferiu algumas palavras para afirmar a seu apego ao torrão natal, ainda que a vida o tenha feito andar por longe.
A finalizar o José Vaz, de Vale de Espinho, brindou os presentes com dois fados cantados à capela, para gáudio dos confrades e amigos do bucho.

Reportagem fotográfica do confrade Daniel Salgueira no Facebook. Aqui.
plb

A Taberna Típica Quarta-Feira, restaurante do sabugalense José Dias, recebeu a Confraria do Bucho Raiano para mais um almoço na capital alentejana.

GALERIA DE IMAGENS  – CONFRARIA BUCHO RAIANO  –  21-1-2012
Fotos Confraria Bucho Raiano  –   Clique nas imagens para ampliar

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Começou no sábado na Casa do Concelho do Sabugal o que se deveria chamar «Mês do Bucho Raiano».

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»E começou, para mim, em Lisboa, na nossa Casa do Concelho.
Foi bom ver dezenas e dezenas de sabugalenses e de amigos do Concelho deliciando-se com uns ótimos «buchos de ossos», ao que me disseram vindos do Talho do Júlio no Sabugal.
Boa jornada de afirmação deste tão nosso enchido!
E uma mesa, digamos, da presidência, onde pontificavam, entre outros, o Presidente da Casa, José Lucas, O Procurador Geral da República, Pinto Monteriro, a Confraria do Bucho Raiano, representada ao mais alto nível pelo Paulo Leitão, e eu próprio, Presidente da Assembleia Municipal.
Saímos dali reconfortados e confiantes de que o futuro do bucho raiano está garantido.
Gostei de saber do entusiasmo da Direção da Casa em arrancar ainda este ano com as obras, mais que necessárias de reabilitação da sede, estando certo que quer a Câmara, quer o setor empresarial concelhio, quer os sócios em geral saberão estar ao lado da Direção para que as obras tornem a Casa do Concelho ainda melhor.
Gostei também de saber que já está marcada a capeia no Campo Pequeno para o dia 2 de junho!
E o mês do bucho continua sábado em Évora na «Taberna Típica Quarta-Feira» do sabugalense e meu grande amigo Zé Farias.
Lá estarei, mais 29, pois a Taberna não dá para mais.
Conhecendo como conheço a qualidade de cozinheiro do Zé e da sua comadre alentejana, não tenho dúvidas que vai ser mais uma jornada gloriosa para os 30 felizardos!
E o mês do Bucho, se puder, terminará, como não podia deixar de ser, no Carnaval no Sabugal onde se realizará (18 de fevereiro) o Capítulo da Confraria, rumando depois para o Casteleiro onde a Casa da Esquila prepara já uma «bucharia» que, acredito, vai ficar na memória de todos!

PS: Stéphane Hessel será um nome quase desconhecido para muitos. Francês, nascido em 1917, homem da resistência francesa, continua hoje resistindo e lutando por um mundo melhor.
Já havia feito referência a um seu pequeno livro já em português chamado apropriadamente «Indignai-vos!».
Volto a falar nele, pois tenho nas minhas mãos um novo livro do mesmo autor chamado agora «Empenhai-vos!», de leitura obrigatória para todos os que continuam a luta por um mundo melhor.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

No dia 18 de Fevereiro (sábado de Carnaval) realiza-se no Sabugal o III Capítulo e Entronização da Confraria do Bucho Raiano, com a cerimónia protocolar prevista para o auditório municipal e o imprescindível almoço de bucho no restaurante A Casa da Esquila, no Casteleiro.

III Capítulo Entronização Confraria Bucho Raiano - Sabugal
(clique no cartaz para ampliar.)

A grande novidade do capítulo deste ano da confraria do Bucho é a presença do cientista e professor Carvalho Rodrigues, conhecido por «Pai do Primeiro Satélite Português», natural de Creado, freguesia de Casal de Cinza e concelho da Guarda. O director de programas de ciência da NATO em Bruxelas vem ao Sabugal para proferir a «oração de sapiência» na cerimónia de entronização, falando no valor da gastronomia raiana.
Cumprindo-se a tradição do Entrudo, em que o bucho é rei à mesa, a Confraria do Bucho Raiano vai realizar o seu Capítulo, dando expressão à gastronomia sabugalense, com ênfase nos enchidos e demais pratos típicos do Inverno. O certame está inserido na iniciativa «Circuitos Gastronómicos» promovida pelo Município do Sabugal.
A concentração dos confrades do bucho e das demais confrarias convidadas e de outros participantes que desejem acompanhar o certame, acontecerá às 9h30 no Mercado Municipal, onde haverá uma mostra e prova de enchidos e outros produtos regionais, organizada pela Câmara Municipal do Sabugal.
Pelas 10h45 a comitiva dirige-se para o Auditório Municipal, onde se realizará a cerimónia protocolar de entronização de novos confrades, com o início previsto para as 11 horas.
A abrir a cerimónia haverá um momento musical proporcionado pelo jovem sabugalense Pedro Cunha, a que se seguirá uma mensagem de boas-vindas proferida pelo presidente da Câmara Municipal. O pároco do Sabugal, padre Manuel Dinis, benzerá depois as insígnias da confraria.
Pelas 11h40 intervirá o professor Carvalho Rodrigues, proferindo a esperada «oração de sapiência». Haverá depois a cerimónia de juramento e recebimento de insígnias por parte dos novos confrades do bucho, a que se seguirá a distinção de honra a algumas personalidades que se relevaram na afirmação do valor da gastronomia raiana.
A encerrar a cerimónia protocolar intervirão o grão-mestre da confraria e o representante da Federação das Confrarias Gastronómicas Portuguesas.
Pelas 12h45 acontecerá o desfile pelas ruas do Sabugal, abrilhantado pelos «Bombos de Badamalos», após o que a comitiva partirá para o Casteleiro. Nessa aldeia do sul do concelho do Sabugal os confrades serão recebidos na Junta de Freguesia, dirigindo-se seguidamente para o Restaurante A Casa da esquila para o esperado almoço do bucho.
plb

A Confraria do Bucho Raiano, com sede no Sabugal, esteve representada no X Capítulo da Confraria dos Nabos e Companhia, realizado em Carapelhos (Mira), através dos confrades Francisco e Rosa Santos, que num apontamento breve nos retratam o acontecimento.

No passado dia 3 de Dezembro, realizou-se em Carapelhos, Freguesia do Concelho de Mira, o X Capítulo da Confraria dos Nabos e Companhia. Esta Confraria, uma das poucas oriundas de uma aldeia, foi criada em 1 de Janeiro de 2000 tendo em vista a divulgação dos nabos, dos grelos de nabo e de outros produtos oriundos da terra, hoje produtiva.
A concentração iniciou-se na noite do dia 2 com um belo jantar, servido às Confrarias presentes e cujo aperitivo, para além dos enchidos locais, foram os, já famosos, berbigões na brasa. As comemorações prosseguiram no dia 3, com o Nabo de Honra (lauto pequeno almoço) seguido do desfile das 50 confrarias presentes que, enquadradas pela actuação dos Gaiteiros das Astúrias e pelo «Us sai de gatas», seguiram em direcção à Igreja local onde foi celebrada Missa de bênção dos Confrades. Novo desfile se seguiu para a Sede da Confraria onde foi servido um Espumante de Honra e propiciada uma visita ao Museu da Confraria.
As cerimónias culminaram com a entronização de novos confrades e com a distribuição de lembranças às Confrarias presentes. Seguiu-se um excelente almoço, em ambiente informal e familiar.
De registar ainda que fomos muito bem recebidos, nomeadamente pelo Grão Mestre da Confraria, Fábio Ventura (na fotografia em anexo), tendo a Confraria do Bucho Raiano suscitado curiosidade e inúmeras intenções de próximas visitas.”
Rosa & Francisco Santos

O tradicional almoço de bucho que a Confraria do Bucho Raiano organiza anualmente em Lisboa realizou-se no sábado, dia 12 de Novembro, juntando cerca de 70 confrades e amigos das terras raianas.

A sala do conhecido restaurante Churrasqueira do Campo Grande encheu para receber os convivas que ali degustaram o bucho raiano acompanhado por grelos de nabo e batatas cozidas. De entrada comeu-se morcela e farinheira assadas e à sobremesa houve o tradicional arroz doce e a aletria. A finalizar houve ainda castanhas assadas e jeropiga.
A refeição foi regada com o vinho de Belmonte, de marca «doispontocinco», vinho oficial da Confraria do Bucho Raiano. O sortelhense Manuel Gouveia, proprietário do vinho, embora impossibilidade de estar presente, fez questão de oferecer o vinho que foi consumido no almoço.
No final o Chanceler transmitiu aos presentes mensagens dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal do Sabugal que, respectivamente, por razões de agenda e de saúde, não puderam estar presentes. Anunciou ainda que o terceiro capítulo da Confraria vai realizar-se no Sabugal no dia 18 de Fevereiro de 2012.
Um confrade apresentou e deu a provar o doce de mostajo, feito a partir do fruto do mostajeiro, uma árvore endémica que existe no Sabugal e outras terras do país e que dá como fruto umas bagas alaranjadas, a que geralmente não se dá importância. O mostajo pode ser afinal um produto gastronómico a explorar no futuro.
O escritor Vítor Pereira Neves, também presente, ofereceu o seu livro «Sortelha – Aldeia Museu de Portugal», que foi leiloado na ocasião, rendido 40 euros, que reverteram para a Confraria.
O almoço de convívio terminou com as palavras do Grão-Mestre da Confraria, Joaquim Silva Leal, que trouxe à evidência o papel relevante da Confraria enquanto grande embaixadora da gastronomia raiana e do Sabugal em todo o país. Ele próprio tem vindo a representar a Confraria em diversos capítulos de outras confrarias gastronómicas e tem testemunhado o grande prestígio que a confraria do Bucho já tem perante o movimento confrádico nacional.
plb

Durante o corrente ano de 2011 a Confraria do Bucho Raiano levou o nome do Sabugal e da sua gastronomia de norte a sul do País, garantindo a representação em feiras, encontros e capítulos confrádicos. Inserindo-se nessa dinâmica de afirmação da nossa tradição gastronómica, um novo encontro de confrades e amigos da Raia está marcado para o dia 12 de Novembro, para o almoço de bucho que se realiza em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande.

A última representação da confraria do Bucho Raiano aconteceu no passado sábado, dia 5 de Novembro, na Covilhã, no primeiro Capítulo da Confraria da Pastinaca e do Pastel de Molho. O confrade Joaquim Reis, garantiu a presença oficial da confraria sabugalense nesse evento, dando continuidade a uma série de deslocações onde o bucho se afirmou como uma iguaria que pretende estar a par com outros sabores de excelência da tradição gastronómica portuguesa.
Do dia 29 de Outubro tínhamos ido até Manteigas, onde se realizou o capítulo anual da Confraria da Feijoca, em cujo acto o Grão-Mestre Joaquim Silva Leal se encarregou de representar o Sabugal e a gastronomia raiana.
No dia 23 de Outubro a Confraria do Bucho foi Madrinha da novel Confraria do Cão da Serra da Estrela, também com sede no concelho do Sabugal, em Sortelha, à sombra de cujas muralhas se realizou o Capítulo de Entronização.
Nos dias 7 e 8 de Outubro a chancelaria da Confraria foi até à Figueira da Foz, em cujo Casino se realizou o IV Congresso Nacional das Confrarias Gastronómicas. No jantar de gala, realizado no dia 8, a Confraria do Bucho esteve entre as nomeadas para o prémio «Confraria do Ano», o mesmo sucedendo com o blogue Capeia Arraiana, igualmente nomeado para o prémio «Comunicação Social», tendo em conta o seu papel na divulgação da gastronomia portuguesa.
A 24 e 25 de Setembro a Confraria esteve na Feira Medieval realizada em Sortelha, com uma banca de exposição de enchidos raianos, no âmbito da iniciativa da Câmara Municipal designada «Muralhas com História». A presença da associação deu um reconhecido contributo para a divulgação do bucho e demais enchidos como produtos gastronómicos de qualidade do concelho do Sabugal.
No dia 12 de Setembro o bucho raiano foi até Vila Nova de Poiares, participando no X Capítulo da Confraria da Chanfana, onde estabeleceu relações muito profícuas com as dezenas de outras confrarias aí presentes (mais de 80) e assinou um protocolo com a confraria local no sentido de dar as mãos na divulgação por todo o país do bucho e da chanfana enquanto pratos representativos da boa gastronomia nacional.
No Sabugal, no dia 12 de Agosto, a Confraria do Bucho esteve presente, por proposta da Câmara Municipal, no programa Verão Total, transmitido em directo pela RTP a partir do Sabugal, por ocasião da realização da etapa Sabugal-Guarda da Volta a Portugal em Bicicleta. Para além das intervenções do Grão-Mestre, do Chanceler e do Almoxarife, a confraria exibiu perante as câmaras de televisão um bucho confeccionado e pronto a servir, assim como um conjunto de outros enchidos produzidos no concelho do Sabugal, nomeadamente na cidade sede de concelho e na Rebolosa, por produtores locais que defendem e respeitam as tradições.
A Mostra de Sabores Tradicionais, realizada em Coimbra, nos dias 2 e 3 de Julho, contou também com a presença da Confraria do Bucho. Pese embora não tenha montando banca para servir petiscos e refeições, dadas algumas dificuldades logísticas inultrapassáveis, a Confraria esteve no evento com as demais 34 confrarias de todo o país que ali se deslocaram a pedido da Federação Nacional que reúne estas agremiações que se esforçam por divulgar os nossos sabores tradicionais.
Na tarde quente do dia 25 de Junho, a Confraria do Bucho foi até Avintes, no norte de Portugal, participando no XV Capítulo da Confraria da Broa de Avintes, uma das mais antigas do movimento confrádico nacional. Proporcionou-se o encontro com o amigo do Sabugal e grande divulgador da gastronomia nacional, Paulo Sá Machado, que para além de grande dinamizador e promotor da broa de Avintes é também confrade da Confraria sabugalense.
Em Maio o confrade Tenreira Martins levou o bucho do Sabugal até Bruxelas, na Bélgica, onde o deu a degustar a dois portugueses ilustres aí temporariamente residentes, o Professor Carvalho Rodrigues e o General Pina Monteiro, que tendo-o apreciado, passarão a ser «embaixadores» do bucho raiano, assim contribuindo para a sua afirmação e divulgação.
No dia 15 de Maio, a Confraria do Bucho Raiano marcou presença no VI Capítulo da prestigiada Confraria Gastronómica de Almeirim, com a qual há muito se estabeleceram laços de amizade e de cooperação. A representação raiana esteve a cargo de quatro confrades, dois pertencentes à Chancelaria (José Marques e Horácio Pereira) e dois que têm colaborado nas diversas iniciativas (José Caçador e Cristiano Martins).
Ainda em Maio, no dia 7, a Confraria do Bucho foi até Trancoso, participar activamente no I Capítulo de Entronização da Confraria das Sardinhas Doces, juntando-se a outras agremiações gastronómicas vindas de vários pontos do país: Confraria da Urtiga (Fornos de Algodres), Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares), Confraria da Maçã Portuguesa (Moimenta da Beira), Confraria da Panela ao Lume (Guimarães) e Confraria do Queijo Serra da Estrela (Oliveira do Hospital).
A Confraria do Bucho Raiano, participou, no dia 17 de Abril, num encontro de confrarias gastronómicas, promovido pela Confraria da Chanfana, de Vila Nova de Poiares, que é uma das mais dinâmicas do movimento confrádico português e é uma das confrarias madrinhas da Confraria do Bucho. O encontro serviu para analisar as diferentes formas de se garantir uma boa cooperação entre as associações confrádicas e como divulgar os produtos gastronómicos que cada uma representa.
No dia 16 de Abril, a Confraria do Bucho Raiano esteve representada no VIII Grande Capítulo Gastronómico da Real Confraria da Cabra Velha, em Miranda do Corvo, local onde igualmente se juntaram várias dezenas de confrarias representativas dos nossos sabores tradicionais.
Em Março a Confraria, em conjunto com a Câmara Municipal do Sabugal, apresentou a candidatura do bucho às Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, concorrendo com várias dezenas de pratos típicos na categoria prato de carne.
O II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano decorreu no dia 5 de Março, sábado de Carnaval. A primeira parte teve lugar no Auditório Municipal do Sabugal com a cerimónia de entronização e a segunda parte no Soito com recepção na Junta de Freguesia e almoço no Restaurante «O Martins». Confrarias de todo o país vieram até ao Sabugal participar no evento, onde o confrade João Inês Vaz proferiu a oração de sapiência e onde foram entronizados 21 novos confrades e condecorados com a Ordem de Cavaleiro o Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, o escritor Manuel Leal Freire e o empresário Manuel Joaquim Rito, sendo ainda distinguidos com Diplomas de Honra a Casa do Concelho do Sabugal e a redacção da Guarda da LocalVisãoTv.
Nos dias 23 e 27 de Fevereiro o concelho do Sabugal promoveu-se como destino turístico na Bolsa de Turismo de Lisboa 2011, integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela», com a participação da Confraria do Bucho, que para além de marcar presença possibilitou uma prova de bucho raiano.
No dia 12 de Fevereiro os confrades rumaram a Sul, à cidade de Évora, para o segundo almoço da Confraria do Bucho Raiano na Taberna Típica Quarta-Feira, propriedade do sabugalense José Dias, que nos recebeu de braços abertos e com mesa farta como é seu apanágio.
No começo do ano 2011, a 15 de Janeiro, uma vintena de confrades foram a Elvas, ao Restaurante Brasa, propriedade do confrade Daniel Salgueira, de Alfaiates, juntando-se a gente do Alentejo que degustou e apreciou a nossa iguaria gastronómica. O encontro incluiu uma visita à Adega Mayor, propriedade do comendador Rui Nabeiro.
Podemos concluir que no que já decorreu do ano de 2011, a Confraria do Bucho desenvolveu uma actividade intensíssima de divulgação do bucho e do concelho do Sabugal, cujo frenesim apenas foi possível dado o altruísmo e o interesse de alguns dos confrades que compõem a instituição sabugalense que actualmente é, sem margens para dúvidas, a grande embaixadora do concelho.
Paulo Leitão Batista (Chanceler da Confraria do Bucho Raiano)

A Confraria do Bucho Raiano marcou para o próximo dia 12 de Novembro o habitual almoço de Lisboa, que anualmente junta os confrades e amigos para a degustação do bucho tradicional.

O almoço, aberto a todos os que pretendam participar, voltará a realizar-se no restaurante Churrasqueira do Campo Grande, onde a Confraria do Bucho Raiano marcou encontro para as 12h30 do dia 12 de Novembro, que é sábado.
A ementa será inevitavelmente bucho, acompanhado por grelos de nabo e batata cozida, como reza a tradição. À sobremesa haverá também sabores típicos da raia. Sendo Novembro, não faltarão, a finalizar, as costumeiras castanhas assadas e a jeropiga.
O almoço de Lisboa vem-se realizando no mês de Novembro, todos os anos, desde 2007, altura em que foi lançada a ideia da fundação de uma confraria gastronómica que defendesse o bucho e demais culinária raiana enquanto riqueza que importa potenciar.
Para além do almoço de Lisboa, a Confraria do Bucho Raiano tem já marcado para o dia 18 de Fevereiro de 2012, sábado de Carnaval, o seu terceiro Capítulo de Entronização, que se realizará no Sabugal, e onde novos confrades prestarão juramento. A confraria tem já 61 confrades inscritos, que foram entronizados nos dois primeiros capítulos, havendo a perspectiva desse número aumentar substancialmente por ocasião do terceiro encontro do Sabugal.
Os interessados em participar no almoço de dia 12 de Novembro em Lisboa, poderão inscrever-se até ao dia 10, através do telefone 966823786 ou pelo endereço electrónico confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 12 de Novembro, às 12.00 horas, na Churrasqueira do Campo Grande. A iniciativa é aberta aos confrades e a todos os amigos, naturais e descendentes do concelho do Sabugal.

(Clique no cartaz para ampliar.)

jcl

A Confraria do Cão da Serra da Estrela realiza a cerimónia de entronização da confraria e dos seus confrades no dia 23 de Outubro, na aldeia histórica de Sortelha, local onde a agremiação tem a respectiva sede.

O acto de entronização, onde prestam juramento os dirigentes da associação e os respectivos confrades, terá início pelas 11 horas, com a actuação musical do Coro Intermezzo da Santa Casa da Misericórdia do Fundão.
O discurso de boas vindas estará a cargo do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, a que se seguirá a oração de sapiência, proferida por João Silvino Venâncio Costa.
A entronização da confraria e dos confrades terá como confrarias madrinhas a Confraria do Queijo Serra da estrela, sedeada em Oliveira do Hospital, e a Confraria do Bucho Raiano, com sede no Sabugal, cujos maiorais farão no final uma intervenção.
A cerimónia de entronização terminará com o discurso do Grão-Mestre da Confraria do Cão da Serra da Estrela, António Nogueira Lourenço.
Pelas 12h30 terá lugar o desfile das confrarias convidadas, que seguirá pelas ruas de Sortelha rumo à sede da Confraria, onde se inaugurará uma exposição de fotografia, intitulada «Cãostelação», da autoria de Carlos Pimentel.
Após a foto de família, a comitiva seguirá para o Casteleiro, onde será servido o almoço, no restaurante Casa da Esquila.
A Confraria do Cão Serra da Estrela do Cão da Serra da Estrela, foi constituída em 2010 e teve uma primeira reunião em 20 de Junho desse ano, em Sortelha, altura em que se juntaram criadores, amigos e admiradores do Cão da Serra, vindos de vários pontos do País, com o objectivo comum de divulgar, fomentar e valorizar a raça.
A Confraria, no âmbito da sua actividade, deverá apoiar e colaborar com todas as associações e clubes da raça espalhadas pelo mundo e, muito concretamente em Portugal, a Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela (APCSE) e a Liga dos Criadores e Amigos do Cão Da Serra da Estrela (LICRASE).
Para a prossecução dos seus fins, a Confraria irá colaborar com os clubes da raça na organização de congressos, conferências, seminários ou outras iniciativas de carácter científico, pedagógico, cultural e lúdico que, de algum modo, possam concorrer para um melhor conhecimento, protecção, divulgação ou aproveitamento do Cão da Serra da Estrela.
plb

Um mar de gente foi a Sortelha no passado fim-de-semana para visitar a feira medieval que ali aconteceu, dentro da iniciativa «Muralhas com História».

Mercadores vendendo em tendas, soldados bramindo espadas, jograis fazendo malabarismo, pajens lendo mensagens oficiais, nobres passeando com as suas damas. Houve de tudo um pouco no sábado e domingo últimos, 24 e 25 de Setembro, na aldeia histórica de Sortelha, no concelho do Sabugal.
A antiga vila e sede de condado, reviveu o tempo áureo da sua história, o que foi testemunhado pelos milhares de visitantes que ali acorreram para assistir às demonstrações, e entrar nas muralhas engalanadas.
A Confraria do Bucho Raiano também se fez representar, tendo a seu cargo uma tenda de exposição e venda de enchidos raianos, dentre os quais o afamado bucho, peça gastronómica que se vai afirmando como iguaria de uma boa mesa. Também houve comes e bebes, venda de artesanato, demonstrações com animais, cortejos e recriações de combates. Para os mais novos a grade atracão eram os passeios de burro pelas ruas da aldeia.
A música medieval esteve sempre presente, com destaque para o concerto moçárabe e sefardita, que teve lugar no sábado à noite, ocasião em que da aldeia foi demasiado pequena para acolher tanta gente.
plb

A Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, marcou presença no X Capítulo da Confraria da Chanfana, que se realizou no dia 11 de Setembro, em Vila Nova de Poiares.

Foram sete os confrades do bucho raiano que se deslocaram a Vila Nova de Poiares: O grão-mestre Joaquim Leal, o chanceler Paulo Leitão Batista, o vice-chanceler José Carlos Lages, o almoxarife Paulo Saraiva e ainda os confrades Teresa Reis, Joaquim Reis e Luís Carlos Carriço.
Foi uma jornada memorável, de afirmação do movimento confrádico nacional, destacando-se a presença de 82 confrarias gastronómicas. Houve gente vida dos quatro cantos de Portugal Continental, das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, e até de Espanha, França e Cabo Verde.
Depois de uma óptima recepção, as confrarias desfilaram pelas ruas até ao Centro Cultural, onde se realizou a cerimónia protocolar, que incluiu a entronização de 16 novos confrades da chanfana e de oito confrades de honra. Dentre as personalidades distinguidas como confrades de honra figuaravam o padre Fontes, de Vilar de Perdizes, o actor Ruy de Carvalho, a cantora Madalena Iglésias e o ex-ministro da Agricultura Arlindo Cunha.
O Grande Juiz da Confraria da Chanfana, também presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, Jaime Soares, fez uma intervenção em defesa do poder local, ao qual se deve o desenvolvimento de Portugal e o apoio aos valores e tradições das terras portuguesas. Madalena Carrito, Mordomo Mor da mesma confraria e grande organizadora do evento, defendeu a amizade entre as confrarias, numa luta comum, que a todos deve unir, e que passa pela afirmação e defesa dos valores da nossa gastronomia tradicional.
Durante a cerimónia a Confraria do Bucho Raiano celebrou um protocolo com a Confraria da Chanfana, onde ambas as confrarias se comprometem a cooperar na defesa dos produtos que representam.
O protocolo estipula que as duas confrarias se comprometem a divulgar o seu plano de acção e iniciativas em tudo o que se considerar relevante para ambas, com o intuito de poderem participar, se possível, conjuntamente. Cada confraria deverá ainda promover e divulgar os produtos e a região da sua congénere, na sua área de influência, bem como nas suas iniciativas, e, bem assim, proporcionar condições especiais de participação, nas suas acções, iniciativas ou eventos. De modo a garantir a promoção das actividades de ambas, serão estudadas e implementadas estratégias comuns de publicitação e de comunicação.
plb

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaManuel Leal Freire, distinto escritor natural da Bismula, concelho do Sabugal, tem-se empenhado na defesa da gastronomia tradicional portuguesa, sendo membro de várias confrarias gastronómicas.
A sua primeira confraria é a do Queijo Serra da Estrela, da qual foi fundador e é Grão-Mestre, mas é também presidente do conselho fiscal da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, sendo além disso sócio de honra da Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.
Dando nota do valor do bucho raiano, que considera «o melhor prato do mundo», Manuel Leal Freire publicou no nº.19 da revista «Gastronomias» (edição de Junho de 2011), dois sonetos dedicados ao bucho e à sua confraria, que aqui transcrevemos com a devida vénia.

Bucho Raiano – O Melhor Prato do Mundo
Sabores da mais rara qualidade
A que o tempo deu superno cunho
Atingiram no bucho a sumidade
De que a Confraria é testemunho

Qualquer um de nós pelo seu punho
O atesta escrivão da puridade
Perfeita assinatura e não rascunho
Que para sempre obrigar-nos há-de.

Que outros cantem hinos, carmes, loas
Gastem, horas de sexta, véspera e noas
Rendidos aos seus sabores, é natural.

Mas nós de nossas coisas sempre ufanos
Elegemos como Ambrósia dos raianos
O bucho que se serve em Sabugal.

De onde advirá todo este gosto
Que corpo e alma tanto nos deleita
Tão entranhado em nós que é pressuposto
De uma interacção quase perfeita.

Antiga, muito antiga é a receita,
Perene, em seus segredos, o composto
O fumo, a carne, o dedo que a confeita
O alho e colorau, em contragosto.

Os Deuses no Olimpo luminoso
Criaram um sabor suprafamoso
Que Homero eternizou, de nome Ambrósia

Porém, se o nosso bucho aos sete céus
Chegara um dia, então diria Zeus
Que tudo ali ao bucho é simples sósia
Manuel Leal Freire

Durante dois dias, 2 e 3 de Julho, quatro dezenas de confrarias gastronómicas de vários pontos do país, incluindo a Madeira e os Açores, aproveitaram as festas da cidade de Coimbra para promover os produtos e as tradições que defendem no evento «Sabores Tradicionais» organizado pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal marcou presença na recepção nos paços do concelho e no cortejo que percorreu as ruas da cidade dos estudantes até às margens do Mondego.

Clique nas imagens para ampliar

A concentração das confrarias teve lugar no sábado de manhã em frente ao edifício da Câmara Municipal de Coimbra com o presidente da autarquia, João Paulo Barbosa de Melo, a dar as boas-vindas aos confrades numa rápida recepção no interior do edifício. O cortejo dos confrades com os respectivos estandartes percorreu, de seguida, as ruas de Coimbra até ao Parque Manuel Braga, na margem direita do rio Mondego.
O espaço dividiu-se em quatro áreas distintas: mercado tradicional e artesanato com exposição e venda de produtos alimentares e artesãos ao vivo, espaço de degustação com tasquinhas de petiscos servidos pelas Confrarias, espaço de composição criativa onde chefes de cozinha – Luís Lavrador, Albano Lourenço e Hélio Loureiro – interpretaram e recriaram pratos tradicionais e o espaço animação com grupos de cantares e teatro de rua entre outras atracções.
«É importante apostar naquilo que é nosso e este espaço é uma mostra da gastronomia portuguesa de referência onde vamos expor e vender produtos como doçaria, enchidos, vinhos, queijos ou frutas», afirmou com convicção no discurso de abertura do certame Madalena Carrito, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias.
O evento «Sabores Tradicionais» é dos cinco acontecimentos turísticos integrados na promoção «Quero Ir» na Região Centro. A iniciativa envolveu a Federação Gastronómicas das Confrarias Portuguesas, a Turismo Centro de Portugal e a Câmara Municipal de Coimbra e serviu, também, para promover o concurso «7 Maravilhas da Gastronomia» onde a Região Centro tem seis pratos entre os finalistas com destaque para o queijo Serra da Estrela, a Chanfana, o leitão à moda da Bairrada e o pastel de Tentúgal.
O maranho com surpreendentes sabores a acafrão, a maça portuguesa com diferentes variantes de tartes e bolos, a geropiga e o vinho do douro, a sopa da pedra, a caçoila de cabra velha, o bacalhau ou as sainhas de ovar foram alguns dos petiscos oferecidos pelos produtores e pelos confrades e confreiras presentes nas barraquinhas.

A Confraria do Bucho Raiano apesar do convite e da insistência da organização para uma participação activa na área dos stands de artesanato, de degustação e de restauração não conseguiu reunir as condições ideias para marcar mais uma vez presença tal como tinha feito no Mercado da Ribeira em Setembro de 2010.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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