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Seria hipócrita se não dissesse que fiquei satisfeito com a extinção dos Governos Civis.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO Dr. Passos Coelho teve a coragem de tomar uma medida que, quanto a mim, só peca por tardia.
Mas confesso que, se fosse possível, meteria uma cunha ao Sr. Primeiro Ministro para que não acabasse com o Governo Civil da Guarda. Mas só na condição de lá poder permanecer o Dr. Santinho Pacheco.
Isto não passa de uma utopia mas é mesmo o que me vai na alma. É, no fundo, uma homenagem que presto àquele que considero ter sido um Governador atento aos problemas sociais. No distrito da Guarda o melhor de todos os tempos.
É caso para dizer que, na Guarda, fechámos com chave de ouro.
Também reafirmo que se todos fossem como o Santinho talvez a extinção não se tivesse verificado.
É verdade que o Dr. Santinho Pacheco não resolveu muitos dos nossos problemas mas teve a coragem e a virtude de sempre nos ter ouvido e de muitas vezes ter levado às mais altas instâncias as nossas preocupações e anseios.
Obrigado Dr. Santinho.
A vida continua e, como felizmente pertencemos ao mundo dos vivos, vamos continuando a encontrar-nos e a conviver. Pretendemos continuar a aprender Consigo.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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A Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso nasce no dia 7 de Maio, em Trancoso, por iniciativa de um grupo de pessoas que pretende, desta forma, valorizar um produto secular que constitui parte integrante do Património da cidade. A «Sardinhas Doces de Trancoso» vai ter como madrinhas a Confraria dos Soutos da Lapa (Castanha) e a Confraria do Azeite (Cova da Beira).

Confraria Sardinhas Doces - Trancoso

As Sardinhas Doces de Trancoso terão tido origem no Convento de Freiras de Santa Clara (extinto em 1864), no Século XVII e são hoje um dos ex-ibris da gastronomia trancosense e elemento de identidade da cidade de Bandarra.
As Sardinhas Doces de Trancoso encerram em si os sabores de antanho, continuados através de gerações, por entre tradições e saberes que as tornaram num exemplo vivo de cultura e memória das religiosas que no recolhimento do seu convento as criaram e transmitiram as gentes de todas as classes como «tributo à sardinha muito rara na região naqueles tempos».
Em Trancoso nem todas as pessoas sabem confeccionar as «Sardinhas Doces» de acordo com a receita original porque o «segredo» está nos ingredientes com que esta é feita. A sua confecção baseia-se num recheio feito à base de gemas de ovo, açúcar e amêndoa, envolto numa espécie de massa tenra que depois é frita e coberta com chocolate. Têm a configuração de uma sardinha – o seu formato é rectangular com uma das extremidades pontiaguda e a outra em forma de rabo de peixe – com 10 a 15 cms de comprimento, 4 a 5 cms. de largura, uma altura de 2 a 3 cms. e entre 50 a 80 gramas de peso.
Para além de muito apreciadas localmente, as sardinhas doces de Trancoso já foram fonte de inspiração para o poeta Anselmo dos Santos Ferreira:

As sardinhas de Trancoso,
São melhores que as do mar,
Seu recheio é saboroso,
São doces ao paladar!

Cerimónia de Entronização da Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso
7 de Maio de 2011
10.00 – Recepção dos convidados com Sardinha Doce de Honra no Clube Trancosense.
11.00 – Palavras de boas-vindas do Presidente da Câmara, Júlio Sarmento e presença do Governador Civil, Santinho Pacheco.
12.00 – Cerimónia de Entronização com aposição de Insígnia, entrega do Diploma e Juramento no Convento de São Francisco, Teatro Municipal.
13.30 – Almoço no Hotel de Turismo.
15.30 – Tarde cultural.
Confrarias Madrinhas: Confraria dos Soutos da Lapa (Castanha) e Confraria do Azeite (Cova da Beira).

O processo para certificação da «Sardinha Doce de Trancoso» é liderado pela AENEBEIRA – Associação Empresarial do Nordeste da Beira, com sede em Trancoso e deu entrada na Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (DRABI), em Castelo Branco, no dia 21 de Julho de 2006. Actualmente o processo está no IDRHa – Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica, responsável pela decisão final de certificação.
jcl (com Gabinete de Comunicação e Imagem da C.M. Trancoso)

Os primeiros 14 presidentes de Câmara do distrito da Guarda (após o 25 de Abril de 1974) foram homenageados no Governo Civil por Santinho Pacheco. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai homenagear, esta quinta-feira, dia 28 de Abril, os primeiros presidentes de câmara municipal do distrito eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974. A família de João A. Antunes Lopes, primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vai receber a título póstumo a condecoração.

Santinho Pacheco - Governador Civil - GuardaNo salão nobre do Governo Civil da Guarda vai ter lugar, às 21.00 horas desta quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos primeiros presidentes de câmara do distrito da Guarda.
A sessão solene vai contar com a presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, do primeiro governador civil da Guarda, Alberto Antunes (do concelho do Sabugal) e do actual, Santinho Pacheco.
Além de João A. Antunes Lopes (a título póstumo), primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vão ser homenageados os autarcas de Aguiar da Beira, António Raimundo Cunha (a título póstumo); Almeida, António José Sousa Júnior; Celorico da Beira, Carlos A. Faria de Almeida; Figueira de Castelo Rodrigo, José Pinto Lopes (a título póstumo); Fornos de Algodres, Francisco Paulo Almeida Menano; Gouveia, Alípio Mendes de Melo; Guarda, Victor Manuel Gonçalves Cabeço/Abílio Aleixo Curto; Manteigas, Homero Lopes Ambrósio (a título póstumo); Mêda, Luís E. Figueiredo Lopes (a título póstumo); Pinhel, António Luís Santos Fonseca; Seia, Jorge A. Santos Correia; Trancoso, António Almeida (a título póstumo) e Vila Nova de Foz Côa, José Costa Ferreira (a título póstumo).
«É tempo de a nível distrital se comemorar Abril da liberdade lembrando os primeiros presidentes de câmara eleitos nos 14 concelhos do nosso distrito, exaltando assim o papel insubstituível que o poder local desempenhou na construção desta segunda República e no arranque de um período de desenvolvimento e de modernização das nossas terras, sem paralelo em toda a nossa história secular», destacou Santinho Pacheco.
A cerimónia insere-se nas comemorações distritais do 25 de Abril.
jcl (com agência Lusa)

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Joaquim Valente - Gabriela Canavilhas - Santinho Pacheco - Américo Rodrigues - TMG
Clique na imagem para ampliar

Data: 25 de Abril de 2011.
Local: Café Concerto do TMG-Teatro Municipal da Guarda.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas entrega o Diploma e a Medalha de Mérito Cultural ao director do TMG, Américo Rodrigues, tendo por testemunhas o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente e o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco.
jcl

O director do TMG-Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues, vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural. A cerimónia está marcada para a noite de segunda-feira, 25 de Abril, e conta com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e do Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco.

Américo Rodrigues - TMG - Guarda - Foto Capeia Arraiana

Américo Rodrigues, director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural, pelo contributo para o desenvolvimento cultural da região.
O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, disse em declarações à agência Lusa que a distinção será entregue na Guarda, na noite de segunda-feira, dia 25 de Abril, quando o TMG assinala o sexto aniversário, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. A cerimónia irá decorrer no café concerto daquele complexo cultural, no final de um espectáculo com o cantor Pedro Abrunhosa, indicou.
Santinho Pacheco referiu que propôs à ministra da Cultura a atribuição da Medalha de Mérito Cultural a Américo Rodrigues, atendendo ao trabalho desenvolvido «ao serviço da cultura». «O Américo Rodrigues é uma figura incontornável da cultura, na Guarda, e a cultura para a Guarda é uma actividade estratégica, particularmente a partir do momento em que foi inaugurado o novo TMG», justificou. Acrescentou que o homenageado «marcou o rumo» da opção da Guarda pela cultura, afirmando a cidade no contexto regional e nacional «por um bom motivo».
Santinho Pacheco diz tratar-se de uma homenagem «justa», que Américo Rodrigues, que nasceu na Guarda, «bem merece», pelo papel cultural desenvolvido ao longo de 30 anos.
Para além de director do TMG, o galardoado é poeta sonoro, actor, escritor, encenador e programador de eventos culturais.

1 – O Capeia Arraiana associa-se à homenagem reconhecendo as capacidades invulgares de Américo Rodrigues enquanto homem de cultura e gestor de um espaço que é, em apenas seis anos, uma referência a nível nacional e ibérico pela qualidade da programação e dos protagonistas que têm actuado na cidade mais alta. O mérito, muito mérito, cultural de Américo Rodrigues é um orgulho para a cidade da Guarda, para o distrito e para toda a Beira Alta.
2 – Ainda não há muito tempo Américo Rodrigues escrevia no seu blogue «Café Mondego» (uma referência na opinião livre e séria na blogosfera): «Que raio de homem sou eu que não tenho um fato e uma gravata?!» Será desta que o «obrigam» a usar uma gravata?
3 – E já agora aqui fica o lembrete. Este cordial homem de cultura comemora 50 anos de idade no sábado, 23 de Abril. Até lá.
jcl (com agência Lusa)

Badamalos teve a honra de receber, no passado dia 4 de Março, na sua Igreja Matriz, S.ª Ex.ª o Sr. Secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, o Exm.º Sr. Governador Civil, Santinho Pacheco, o Exm.º Presidente de Câmara, António dos Santos Robalo e o Revº. Padre Bastos, em representação do Sr. Bispo da Guarda.

Badamalos - José Junqueiro - António Robalo

A visita à nossa terra de tão ilustres Entidades prendeu-se com a assinatura do protocolo através do qual foi celebrado o contrato de a ajuda que o Governo nos vai conceder, no montante de cerca de 43.000 euros, para as Obras de Conservação e restauro da Igreja de São Bartolomeu – nosso Orago – constituídas por cobertura, fachadas, pavimento, paredes, cantarias, tecto e altares (arte sacra).
Há cerca de 15 anos que Badamalos lutava por este objectivo, mas vicissitudes várias, designadamente as que se prendiam com falta de dinheiro, ainda o não haviam permitido. Hoje, porém, com esta preciosa ajuda, podemos garantir aos Badamalenses que o restauro da nossa igreja vai ser uma realidade. A curto prazo terá o seu início.
A presente Comissão Fabriqueira, constituída pelo Sr. Pe. Hélder, João Nobre, Natália Brigas e Isabel Fonseca, Manuel Vaz e José Monteiro, nomeada em 17 de Janeiro de 2010, teve a sua primeira reunião de trabalho, no dia 14 do mês seguinte, com o principal objectivo de analisar e estudar a possibilidade de avançar com o projecto mandado elaborar pela anterior comissão e, embora já com cinco anos de existência, se ainda poderia ser aproveitado para efeito de candidatura no âmbito do Programa de Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva.
O tempo já era curto, já que para alcançarmos aquele desiderato, o projecto teria de ser entregue, até 31 de Março, na CCDC/Guarda para que pudesse ser integrado no primeiro grupo de candidaturas a serem apreciadas e decididas no ano de 2010. Conhecida a possibilidade do seu aproveitamento, feitas as necessárias adaptações, desenvolvidas as imprescindíveis diligências, o objectivo foi alcançado: em 28-03-2010 o projecto, devidamente instruído, foi entregue naquela Entidade.
Hoje dizemos: Valeu a pena! Alcançámos o que tanto ambicionávamos! Por isso, as obras de cobertura, fachadas, paredes, cantarias, pavimento, tecto e coro já as temos adjudicadas pelo montante de 63.340 euros (s/IVA) e irão ter o seu início na segunda quinzena de Abril. A estas seguir-se-ão as obras de arte sacra. Com a preciosa ajuda que nos foi concedida passámos a usufruir de melhores condições para avançarmos para a segunda fase e levarmos a efeito o completo restauro da nossa igreja. Contudo, importa registar que mesmo assim ainda não é o suficiente. Ainda nos falta significativa importância. Mas estamos certos de que a generosidade dos Badamalenses vai continuar a estar presente e, em devido tempo, a quantia em falta será reunida!
O dia 4 de Março de 2011 foi dia de festa para Badamalos. Nunca na sua história, que já é longa, havia tido a oportunidade de, de uma só vez, receber tantos e tão ilustres visitantes. Sente-se ainda honrada e agradecida por a sua igreja ter sido a seleccionada para ser o palco da celebração das assinaturas dos protocolos das cinco freguesias contempladas no Distrito da Guarda. Ao acto das assinaturas, seguiu-se um fausto lanche, oferecido pela Junta de Freguesia.
Os Badamalenses estão de parabéns!
João Nobre
Secretário da Comissão Fabriqueira

=O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, desafiou as mulhes do distrito a preservar as tradições. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano repartiu-se entre o Sabugal e o Soito no sábado, 5 de Março de 2011. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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No Auditório Municipal do Sabugal decorreram as cerimónias com a presença das confrarias madrinhas (Queijo Serra da Estrela e Chanfana) e uma dúzia de outras confrarias. Foram entronizados 21 novos confrades e condecorados com a Ordem de Cavaleiro o Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, o escritor Leal Freire e o empresário Manuel Joaquim Rito. Com o diploma de honra foram distinguidas a Casa do Concelho do Sabugal e a redacção da Guarda da LocalVisãoTv.
Após uma viagem em caravana pela nova estrada que faz a ligação entre os cruzamentos do Cardeal e do Ozendo as confrarias desfilaram em cortejo, no Soito, entre o Largo das Festas e o salão da igreja paroquial onde foram recebidas para um porto de honra pela Junta de Freguesia local.
O almoço com bucho raiano e vinho doispontocinco teve lugar no Restaurante «O Martins» com um serviço de excelente qualidade.
jcl

Prevenção, prevenção, prevenção é a palavra de ordem para o combate aos fogos. A apresentação do plano de prevenção no Governo Civil da Guarda contou com a presença de Vasco Franco, secretário de Estado da Protecção Civil. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai reunir na cidade um conjunto de personalidades de prestígio originárias do distrito, tendo em vista a realização de uma reflexão acerca da situação em que se encontra a região e os caminhos que deve seguir na busca do progresso. O encontro realiza-se hoje e amanhã, dias 28 e 29 de Janeiro.

«Uma Guarda que dá a cara pelo Futuro», é o lema que presidiu a esta iniciativa de chamar à cidade mais alta alguns dos seus filhos ilustres. Santinho Pacheco, defende a ideia de que a Guarda e a Região precisam de todos os que queiram fazer algo em seu favor.
A iniciativa chama-se «Ai muito me tarda… (o que posso fazer pela Guarda?)». Da reunião de personalidades do distrito sairão reflexões e opiniões, que poderão indicar alguns das acções a implementar no distrito.
Dentre as figuras de prestígio originárias do distrito que se vão reunir estarão o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, o professor universitário Gomes Canotilho, o juiz desembargador Gabriel Catarino, o reitor na Universidade da Beira Interior, João Queiroz.
No primeiro dia, 28 de Janeiro, as personalidades do distrito reúnem no Hotel Lusitânia Parque, onde decorrerão os trabalhos. No dia seguinte, sábado, de manhã, está prevista uma visita ao Museu do Côa, seguindo-se a sessão de encerramento com a leitura das conclusões. Durante a tarde haverá uma acção de plantação de árvores, promovida pela escola do primeiro ciclo de Vila Nova de Foz Côa.
plb

O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, reúne no dia 1 de Fevereiro com as 23 corporações de bombeiros do distrito da Guarda para preparar os fogos florestais. Reportagem com edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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As corporações de bombeiros do distrito da Guarda vão receber viaturas novas durante o ano de 2011. Reportagem com edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, garantiu o financiamento do Centro de Limpeza de Neve da Guarda pelo qual tem lutado o governador civil Santinho Pacheco. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda – o território do Côa, da Estrela e do Douro – soube da escolha durante a grande entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil da Guarda - Capeia Arraiana

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O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, é a «Personalidade do Ano 2010» para o Capeia Arraiana.
António José Santinho Pacheco nasceu em Setembro de 1951 na Vila Franca da Serra, no concelho de Gouveia. Logo a seguir ao 25 de Abril foi eleito deputado municipal e posteriormente presidente da Assembleia Municipal. Em 1979 assumiu a presidência de Junta de Freguesia de Vila Franca da Serra e de vereador da Câmara Municipal de Gouveia após a vitória de Alípio de Melo em 1982. Entre 1985 e 2001 (durante quatro mandatos) exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Gouveia. Em 2001 perdeu para Álvaro Amaro e foi vereador até 2005. No currículo regista ainda uma breve passagem pela Assembleia da República durante a VIII Legislatura (1999-2002) como deputado do Partido Socialista pelo Círculo Eleitoral da Guarda na Assembleia da República.
No dia 19 de Novembro de 2009 Santinho Pacheco foi nomeado pelo Conselho de Ministros, por proposta do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para Governador Civil do distrito da Guarda sucedendo no cargo a Maria do Carmo Borges.
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– Quando assumiu o cargo de Governador Civil declarou que a sua principal preocupação seria a batalha do desemprego. Um ano depois mantém essa prioridade?
– Absolutamente. Vivemos um ano extremamente complexo. Os maiores especialistas mundiais em economia ainda não conseguem dizer se a luz que se vê no final do túnel é o fim ou um novo túnel que aí vem. Admito que o Governo se tenha enganado nas previsões até porque na política, muitas vezes, enganamo-nos mas para um homem com a craveira do prof. Cavaco Silva se ter deixado enganar pelo governo já acredito menos. Por isso considero que houve um conjunto de fenómenos novos na economia mundial que levaram a que tudo fosse imprevisível mesmo no curtíssimo prazo. Quando declarei que a batalha do desemprego era fundamental num território como o nosso de baixa densidade populacional não previa que as dificuldades fossem tão grandes. Nós tivemos – eu próprio e muitos autarcas deste distrito – na sequência do clima psicológico que se criou à volta da crise de tentar segurar as empresas que estão abertas. Somos um país muito dependente das exportações e do mercado interno. Apesar do fecho da Delphi ainda vai havendo poder de compra na Guarda mas as pessoas já pensam muito em poupar. Tivemos de lutar pela salvaguarda de postos de trabalho. Os empresários sabem que tiveram aqui uma porta aberta para os ajudar, para ir a Lisboa aos ministérios defender os postos de trabalho. O fecho da Delphi na Guarda não teve nada a ver com a produtividade dos trabalhadores. Foi uma decisão tomada a nível mundial pela administração da empresa nos Estados Unidos. Ouvi o secretário de Estado da Economia perguntar – «Mas o que é que eles querem para não sair?» – e não houve resposta a essa questão. O aumento de produção em Castelo Branco é uma situação meramente transitória. Por outro lado a multinacional Dura Automotive, que esteve para se deslocalizar da Guarda, vai ampliar as instalações da fábrica em Vila Cortez do Mondego. Mas temos de ser claros e não fazer demagogia. Nós não temos um tecido económico dinâmico. Nós não temos um mundo empresarial com vontade de arriscar. O ministro da Economia disse – e o NERGA sabe disso – «Que projectos é que têm na Guarda que nós vamos aprová-los com prioridade?» Na verdade temos algumas dificuldades porque, actualmente, tirando dois casos todas as negociações em curso são com empresários de fora. Se fizermos uma radiografia mental dos nossos concelhos e retirarmos os funcionários públicos e os que trabalham nas IPSS’s a capacidade empresarial é mínima. Assim temos que bater a outras portas e na actual conjuntura sabemos que não somos os únicos. Não podemos desistir e devemos apostar em «coisas novas».
– E que «coisas novas»?
– Dou-lhe os exemplos dos sectores agro-industrial e das carnes que estão mal explorados no nosso distrito. O matadouro da Guarda – que até interessa bastante à gente do Sabugal – está em sub-aproveitamento, com dificuldades de tesouraria. Em vez de só matar e entregar a carne desmanchada devia ser criada uma estrutura que poderia transformar, embalar e comercializar com uma marca nossa. Há produtos agrícolas que podem e devem ser industrializados e certificados criando uma mais-valia com a criação de marcas. Nós não podemos andar distraídos com um sector industrializado forte com projectos feitos não sei por quem e continuamos a ignorar aquilo que é verdadeiramente nosso. Eu não me canso de dizer que o distrito deve ter os pés bem assentes na terra mas para isso temos de convencer os autarcas e fazê-los acreditar que o mundo rural do distrito da Guarda é, sem sombra de dúvida, o nosso petróleo. É uma riqueza que deixou de ser explorada. O repovoamento, ou pelo menos, o combate à desertificação do nosso distrito passa pelo mundo rural. O turismo não pode ser a panaceia de todos os nossos males. O turismo tem de ser algo de complementar a uma boa exploração rural, à gastronomia, ao artesanato…
– A Comissão Executiva criada pelo Governo Civil já elaborou o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Rural do distrito da Guarda?
– Por vezes falamos de iniciativas onde nos faltam o capital ou os meios necessários mas quando falamos de desenvolvimento rural temos cá tudo. Até 31 de Dezembro vamos apresentar ao Ministério da Agricultura as primeiras propostas para o uso da terra. Não podemos continuar a permitir que as terras necessárias aos projectos para o mundo rural não estejam disponíveis. A propriedade tem um valor social e não apenas um valor patrimonial para o seu proprietário. As terras de quem não pode, não quer ou nem sequer cá está devem ser disponibilizadas recebendo em troca uma contrapartida. Há valores que estão acima do individualismo. Tal como é crime queimar uma nota de banco também sabemos que a floresta é uma riqueza de todos apesar de ter um dono. No nosso distrito há uma percentagem elevadíssima de propriedades que estão ao abandono e por isso temos de dar passos em frente e rapidamente para que o uso da terra e da criação do banco de terras com arrendamento rural ou outra fórmula que inclua os municípios ou as juntas de freguesia. Quando o Estado Novo criou a Colónia Agrícola Martim-Rei teve como objectivo o repovoamento do território e a criação de riqueza. Estou convencido que há pessoas nas áreas urbanas que aceitariam o desafio de vir para estas terras apostar na agricultura. Hoje uma grande percentagem do consumo faz-se através das grandes superfícies e, por isso, devemos investir numa bolsa de produtos de excelência que possam ser transaccionados por uma central distrital com uma marca certificadora. Precisamos de vender bem! O que é daqui ainda tem qualidade! As pessoas acreditam. As morcelas da Guarda, o bucho do Sabugal, as sardinhas de Trancoso, os queijos, as castanhas, a doçaria… estamos a desperdiçar uma riqueza que era fundamental para a fixação de pessoas e para que vivam mais e melhor. E falta falar da componente ambiental. Sem ocupação do território não há forma de travar os incêndios florestais. O combate aos fogos florestais custa todos os anos uma fortuna ao país. Mas chegamos sempre ao mesmo ponto. Tem de haver vontade política e em Portugal não tem havido vontade política para combater a interioridade.
(continua.)
jcl

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil Guarda - Capeia Arraiana

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Ao longo de 2010 homenageou as mulheres da Guarda, reuniu entidades para tratar da problemática da sinistralidade rodoviária, apoiou os pedidos de novos quartéis na Guarda para a PSP e GNR, opinou sobre os IC’s na Serra da Estrela, protocolou em conjunto com a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação os apoios às IPSS’s do distrito, apoiou a visita à Guarda durante uma semana dos oficiais do Instituto de Altos Estudos Militares, esteve em Vilar Formoso a receber os emigrantes com o programa «Verão Seguro», liderou o pacto de regime sobre as «desavenças» entre os municípios e a Águas do Zêzere e Côa, criou o dia distrital anual do tratorista reunindo centenas de agricultores em Pinhel, realizou o primeiro governo civil aberto na freguesia dos Fóios… Estas são algumas das muitas iniciativas que protagonizou no primeiro ano de Governador Civil…
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– Como reage a algumas críticas que consideram que vai havendo muitas iniciativas mas poucas conclusões?
– Não sou um calculista no exercício do cargo nem exerço as minhas competências com reservas. Normalmente os políticos quando ainda estão numa determinada idade têm medo de cometer erros ou deslizes e são muito politicamente correctos mas eu considero que no distrito da Guarda temos que ir além de dois ou três eventos anuais ou então perdemos visibilidade nacional. Entendo que é necessário levar a cabo um conjunto de acções com toda a franqueza e abertura independentemente de não atingir rapidamente resultados. Vou pegar no exemplo da reunião dos tractoristas em Pinhel. Podíamos ter reunido separadamente em todos os concelhos mas sei que as iniciativas passavam despercebidas aos olhos da comunicação social, do poder, da autoridade nacional de segurança rodoviária, da GNR e ao fim e ao cabo gastávamos muito mais do que concentrar toda a gente em Pinhel. Estiveram presentes 1500 tractoristas que sentiram o reconhecimento das autoridades e do povo anónimo. Foi muito importante reconhecer o contributo dos tractoristas para não deixar morrer a agricultura e até para evitar males maiores com incêndios. Podemos falar, também, sobre o centro de limpeza de neve. Sempre nevou na Guarda. Tem sido típico antes de falar no tema analisar todos os aspectos políticos da questão. É esse «tacticismo» que eu não tenho. Entendo que a Guarda merece um centro de limpeza próprio para não estar sempre a pedir favores às Estradas de Portugal, à Scutvias ou outra qualquer. Foi mais tarde do que as minhas previsões? Foi, sim senhor, mas vai concretizar-se. Outro exemplo. Tomei conhecimento em Salamanca com o Centro Superior de Educação Vial que coordena os cartazes, os sinais e as campanhas rodoviárias para toda a Espanha. Na primeira oportunidade propus ao senhor ministro a criação de um centro idêntico na Guarda com o apoio do IPG. O meu dever é lutar mesmo não sabendo se vou concretizar este desejo. Recentemente, após o grande nevão, entendi falar sobre as correntes para a neve. Há sinalética própria para essas situações. É só colocá-la e responsabilizar os automobilistas que não cumprirem. Sem problema nenhum. Não estou a medir consequências. Apenas estou preocupado em fazer. O único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever. Cumprir o dever é inovar, procurar concretizar as ideias e lutar até à exaustão pela sua concretização.
– A «interioridade» do distrito da Guarda é de extremos. O calor seco do Verão e os rigores da neve no Inverno. Acha que o poder central reconhece estas especificidades?
– Na generalidade dos distritos a Protecção Civil está preparada para o grande desafio dos fogos florestais e depois o Inverno é uma época de «pousio», de descanso para os bombeiros. Nós aqui não. Este ano houve fogos até final de Outubro e depois começamos a ter os primeiros nevões e geadas. A área dos nevões até é maior do que a dos incêndios. O concelho do Sabugal teve um dos nevões mais intensos de que há memória. O maciço central da Serra da Estrela, a Guarda, Manteigas, Aguiar da Beira, Trancoso e Seia e Gouveia tiveram neve durante vários dias. A necessidade de combater a desertificação do Interior devia ser estratégica a nível nacional. O país está perigosamente inclinado para o mar. Os problemas sociais que vemos nas áreas metropolitanas de cidades como Paris são muito graves e de um momento para o outro podem acontecer também em Portugal. É importante voltar a indireitar o país. Um distrito como a Guarda que elege apenas quatro deputados faz com que estas terras sejam esquecidas. Os dois partidos já foram herdeiros e já deram heranças e por isso são os dois responsáveis.
– Somos poucos mas temos excelentes recursos naturais como, por exemplo, a água…
– Exacto. Veja a questão da água. Os municípios afirmam que estão a ficar com prejuízos porque estamos a pagar a água muito mais cara. Só há uma maneira de resolver o problema e fazer justiça ao Interior. A Assembleia da República deve tabelar o preço da água como faz com a electricidade ou o cimento. O problema é que há prédios em Lisboa com mais habitantes do que muitas freguesias do distrito da Guarda. No mapa das 20 freguesias mais pequenas de Portugal há 11 no distrito da Guarda. Todos estes problemas do Interior deviam ser encarados quase como de salvação nacional. Devíamos substituir as politiquices. Não devemos ordenhar uma vaca quando esta não tem leite. Estamos a maltratar o animal. Na política é a mesma coisa. Devemos ser justos para distribuir o pouco que temos. Se fossemos verdadeiros a falar e não estivéssemos sempre com um discurso politicamente correcto para agradar aos nossos líderes. Dou-lhe outro exemplo. O meu último desafio aos autarcas foi no sentido de abrir uma oficina de turismo em Salamanca para promover o distrito da Guarda. O Governo Civil patrocina em colaboração com os 14 municípios. Mesmo que não seja possível uma candidatura não chega a dar um mês de renda a cada um. Na Rádio Altitude ouvi espanhóis na Feira Eco-Raia, em Salamanca, dizer que é mais fácil saber pormenores de Óbidos ou da Nazaré do que do nosso território. O distrito da Guarda está dividido em três regiões de turismo e por isso é muito difícil coordenar estas entidades todas. Temos de nos unir e trabalhar em conjunto. Estou a trilhar um caminho do qual já não há retorno e quero exercer o cargo de forma muito presente porque como já afirmei o único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever.
(Continua.)
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O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Adérito Tavares - Santinho Pacheco - António Robalo

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Todas as declaração nesta grande entrevista são importantes mas não resistimos a destacar parte de uma resposta de Santinho Pacheco: «O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que ali vá de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar.»
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– Tem sido alvo de várias homenagens e os cidadãos do distrito da Guarda começam a ver a figura do Governador Civil com outros olhos. Neste caso podemos dizer que é a pessoa que faz o cargo…
– Há uma ideia errada do que é o Governo Civil. O Governador Civil é nomeado pelo Conselho de Ministros e representa globalmente o Governo, ou seja, todos os ministérios. Esta representação obriga a um esforço muito grande do titular do cargo quando o quer exercer bem. Claro que é muito fácil receber um convite e responder que, por questões de agenda, não é possível estar presente ou enviar um representante. Eu gosto de estar presente e quando não vou fico triste. Vivo estas funções com o mesmo entusiasmo como quando fui a primeira vez para a Câmara de Gouveia. Independentemente de ter uma cor política as minhas competências não me permitem entrar em jogos partidária. Quando tomei posse afirmei com convicção que nunca admitirei que façam pouco de um presidente de câmara qualquer que seja o partido que o elegeu apesar de ter sentido na pele ser desautorizado só porque não era do partido que estava no Governo. Eu não acho que isso seja correcto. Quem é eleito tem a confiança das populações e merece respeito de todos os democratas. No distrito da Guarda o Governador Civil é visto como uma personalidade em fim de carreira política…
– … mas não é o seu caso…
– … Não. É o meu caso. Apenas estou preocupado em cumprir bem o meu papel. É o meu maior defeito. Sou incapaz de guardar na cabeça momentos menos bons. Posso ser objecto daquilo a que se costuma chamar uma sacanice mas no dia seguinte já esqueci tudo. Neste momento não quero pensar em mais nada. No protocolo de Estado um deputado ou um general estão acima do Governador Civil mas as populações sempre tiveram, no distrito da Guarda, um grande respeito pelo cargo. Desde 1976 que exerço cargos políticos e já conheci 11 ou 12 governadores civis, começando pelo Alberto Antunes, da Aldeia de Santo António do concelho do Sabugal, Marília Raimundo, Adriano Vasco Rodrigues (um cavalheiro, um senhor), Fernando Lopes, Fernando Cabral ou o dr. Lacerda. Todos tinham uma estilo muito pessoal e aprendi com eles todos. Tenho um grande orgulho no clima de amizade, de proximidade que durante este primeiro ano construí com todos os presidentes de câmara do distrito. Eu sei muito bem as dificuldades por que passam e que se estão a viver neste momento e devemos ajudar-nos uns aos outros. Quando as populações locais estão satisfeitas encaram o futuro com mais optimismo e o governador civil também tira partido desse clima positivo e favorável. A política de terra queimada nunca trouxe lucros a ninguém. A política pró-activa pelo engrandecimento de uma terra beneficia sempre os seus autores. Enganam-se todos aqueles que pensar ser no bota-abaixo que se tiram proveitos políticos.
– O Centenário da República foi bem tratado nos concelhos do distrito da Guarda?
– Em todos os concelhos do distrito houve uma dignidade muito grande nas cerimónias do Centenário da República. No Sabugal, em Gouveia, em Celorico e em todos os concelhos houve excelentes iniciativas. Aqui na Guarda «aconteceram» momentos incríveis. A Guarda foi verdadeiramente republicana.
– No passado mês de Agosto na capeia arraiana de Aldeia do Bispo afirmou com toda a convicção que o «Sabugal era uma nação». Porquê?
– O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que vá ali de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar. É extraordinária a lição de amor à terra que nos é dada pelos emigrantes quer estejam em Lisboa, na França, na Suíça ou em qualquer outro lugar que vêm para ser mordomos, para gastar dinheiro naquelas festas que são na verdade únicas. E já disse algumas vezes: «Como é possível um homem andar toda a vida na política distrital, ter sido presidente da Câmara durante 20 anos, ter sido amigo de muitos presidentes de câmara do Sabugal – recordo-me de ter sido testemunha de um presidente que já faleceu e que era de outro partido que não o meu – e como é que nunca olhei com olhos de ver para as potencialidades daquele concelho.» Tenho a certeza que o Sabugal é uma terra com grande futuro na próxima década. Vai ser um concelho surpreendente.
– Tem tempo para a Internet e para as redes sociais?
– Não. Absolutamente. Eu lido directamente com as pessoas. Gosto de falar com todos mas no mundo real.
– O Capeia Arraiana elegeu-o como personalidade do ano 2010. Quer fazer algum comentário?
– É uma honra que me cria uma enorme responsabilidade. Quanto maior é a subida maior é o tombo. Procurarei ser fiel às razões que vos levaram a tomar essa decisão e não vos desiludir. Gosto de dizer que um dos meus objectivos na política é nunca desiludir aqueles que, por uma ou outra razão, e a maior parte das vezes por amizade têm alguma consideração e respeito por mim. Por isso aquilo que eu irei procurar, enquanto estiver no desempenho do cargo de governador civil é tudo fazer para no futuro me possam dizer: «Não nos desiludiu.» E gostaria de dirigir através do Capeia Arraiana uma saudação de Natal e Ano Novo a todos os que partilham este espaço. No distrito da Guarda partilhamos memórias comuns e respeitamos valores que nos unem e isso é que é a nossa força. Terras com história, povo com alma, o futuro é forçosamente o seu destino. A todos Boas Festas e vamos acreditar que 2011 vai ser um ano de mudança efectiva. Nestas terras sempre aprendemos o valor do dinheiro. O dinheiro que vem do suor do rosto das pessoas, daqueles que para terem dignidade tiveram de emigrar um dia. Eu que sou filho de emigrantes não esqueço nunca isso e acredito que tendo um nível de vida de acordo com as nossas possibilidades o país pode caminhar no rumo certo. Para este ciclo se completar é fundamental que a nível nacional tenhamos juízo relativamente a uma questão fulcral para o distrito da Guarda – o apoio à agricultura. O mundo rural precisa de sobreviver a esta crise.
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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 10 de Dezembro de 2010.
Local: Folgosinho (concelho de Gouveia).
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, recebeu um presente original durante a I Gala da Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda. O capacete de «chefe de bombeiros» para uma personalidade que tem acudido e opinado em todos os «incêndios» deste imenso distrito da Guarda. Escolha acertada para quem tem demonstrado uma força anímica fora do vulgar na forma personalizada e proactiva como entende o papel de Governador Civil.
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O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, iniciou esforços junto da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para que as viaturas circulem obrigatoriamente com correntes quando aparecer a neve na cidade da Guarda. Edição de Paula Pinto e Sara Castro da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
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O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, revelou esta terça-feira, 30 de Novembro, que ainda «durante este Inverno» a cidade mais alta ficará dotada com uma Unidade de Limpeza de Neve, cujo processo de aquisição está em fase de conclusão.

Limpa-Neves na Guarda«A Guarda vai ter, durante este inverno, um Centro de Limpeza de Neve moderno e eficaz, constituído por uma viatura limpa-neves pesada, um veículo ligeiro para actuar no centro da cidade e também uma pá carregadora para carregamento de sal», disse à agência Lusa o governador civil Santinho Pacheco.
Segundo o representante do Governo no distrito da Guarda, a candidatura com vista à aquisição do equipamento já está elaborada e hoje participará em Lisboa numa reunião com o ministro da Administração Interna e o secretário de Estado da Proteção Civil, na qual o assunto será abordado.
«Espero que na reunião se possam limar as arestas do ponto de vista burocrático» do processo, admitiu, adiantando que a componente financeira comunitária e nacional «está mais do que prevista e assegurada», faltando apenas ultrapassar «aspectos burocráticos».
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Tal como estava previsto realizou-se, em Foios, no sábado, dia 27, o primeiro festival de sopas. Não vamos dizer que ultrapassou todas as expectativas como muitas vezes se costuma dizer. Apenas dizemos que correu muito bem e que é para continuar.

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José Manuel Campos - Nascente do CôaAs pessoas cumpriram aquilo que lhes havia sido pedido. Às 17 horas começaram a chegar, ao Centro Cívico, as 14 panelas de sopa que as pessoas, previamente, confeccionaram nas suas casas. De imediato foram distribuídas as tijelas e as colheres para dar início às provas.
As cerca de 70 pessoas que se dignaram comparecer certamente que não deram o tempo por mal empregue.
Depois da prova das sopas o Presidente da Junta usou da palavra para agradecer a todas as pessoas que se dignaram ter participado neste convívio com particular destaque para quem de mais longe se deslocou como foi o caso do Sr. Rui, proprietário do restaurante «O Esquila» sedeado em Sabugal.
De seguida usou da palavra o Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda, Dr. Santinho Pacheco. Agradeceu o convite que lhe havia sido dirigido tendo dito que era sempre com muito gosto que participa em iniciativas de índole popular quer em Foios ou em qualquer outra localidade do distrito que representa.
Lançou um repto à Associação de Freguesias da Raia Sabugalense para que pegue a sério no festival de sopas, em sistema de rotatividade, pelas dez freguesias que integram a A.F.R.S.
Ainda se estava entretido nas sopas quando a equipa de sapadores colocou lume às carquejas que haviam de assar os 30 quilos de castanhas que, no final, foram degustadas e acompanhadas por uns copitos de jeropiga.
Após o magusto e já com a malta bem animada, deu-se início à ronda pelas capelinhas da localidade. Antes, porém, a animadora do convívio a Prof.ª Ilda Manso, distribuiu uma dezena de instrumentos musicais, por alguns elementos do grupo e com a sua concertina toca todos a marchar até às já referidas capelinhas.
A música popular e algumas espanholadas, que a maioria das pessoas sabem cantar, estiveram sempre presentes.
Pretendo agradecer a colaboração que nos foi prestada pela Empresa Municipal Sabugal+ que se fez representar pelo Sr. Victor Proença, membro do Conselho de Administração da mesma.
Também um agradecimento especial à acordeonista Ilda Manso que, apesar de ter sido contratada para actuar apenas uma hora, teve que nos aturar cinco ou seis tendo ido ainda tocar umas modinhas ao Lar da 3.ª Idade que é sempre um gesto digno do reconhecimento de todos.
Ela já nos habituou a bons serões e nós também temos plena consciência de que ela se sente muito bem neste ambiente fojeiro. O pedido das janeiras já está combinado.
Foi uma tarde e uma noite bem passadas a fazer esquecer a tão badalada crise de que tanto se tem falado mas que, felizmente, por estas bandas pouco ou nada se faz sentir.
A nossa crise reside, como todos sabemos, na desertificação. As populações cada vez mais envelhecidas e os novos partem para os grandes centros à procura dos empregos que por cá escasseiam e que por lá também não abundam.
Mas como somos um concelho com enormes potencialidades, em muitos sectores, temos que ser ambiciosos, imaginativos, ter fé e esperança para que o nosso concelho possa dar o salto que sinceramente ambicionamos e merecemos.
«Dar Vida à Vida»
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR) tornou público pelo aviso n.º 18463/2010 publicado no Diário da República que o período de discussão pública do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT-Centro) decorre entre 28 de Setembro e 30 de Novembro de 2010. O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, entendeu organizar uma reunião com autarcas do distrito para debater o famoso documento.

Santinho Pacheco - Governador Civil da Guarda - António Robalo - Presidente Câmara Municipal SabugalA Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e do Urbanismo (LBPOTU) estabelece que os Planos Regionais de Ordenamento do Território (PROT) são instrumentos de desenvolvimento territorial, de natureza estratégica, de âmbito regional.
A elaboração dos PROT é da competência das CCDR cabendo-lhe definir as estratégias regionais de desenvolvimento territorial, integrando as opções estabelecidas a nível nacional e considerando as estratégias municipais de desenvolvimento local, constituindo o quadro de referência para a elaboração dos planos especiais, intermunicipais e municipais de ordenamento.
O Governo através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 31/2006, de 23 de Março, determinou a elaboração do PROT-Centro e estabeleceu orientações relativas aos objectivos estratégicos, ao modelo territorial e ao respectivo âmbito territorial. Este três instrumentos legais balizam a proposta de plano no que respeita aos princípios, objectivos gerais e
estratégicos do Plano Regional do Ordenamento do Território do PROT-Centro.
O âmbito territorial do PROT-Centro inclui a área geográfica de intervenção da CCDR-Centro com uma extensão de 23 659 Km2, abrangendo 1 783 596 habitantes distribuídos por 78 municípios: Águeda, Aguiar da Beira, Albergaria-a-Velha, Almeida, Alvaiázere, Anadia, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Belmonte, Cantanhede, Carregal do Sal, Castanheira de Pêra, Castelo Branco, Castro Daire, Celorico da Beira, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Estarreja, Figueira de Castelo Rodrigo, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Fundão, Góis, Gouveia, Guarda, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Leiria, Lousã, Mação, Mangualde, Manteigas, Marinha Grande, Mealhada, Mêda, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Murtosa, Nelas, Oleiros, Oliveira de Frades, Oliveira do Bairro, Oliveira do Hospital, Ovar, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penalva do Castelo, Penamacor, Penela, Pinhel, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Sabugal, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Seia, Sertã, Sever do Vouga, Soure, Tábua, Tondela, Trancoso, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova de Paiva, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Ródão, Viseu e Vouzela.

CCDR Centro. Discussão Pública. Aqui.

Rádio Altitude on-line (90.0 FM). Aqui.

Rádio Altitude – Reportagem no Governo Civil da Guarda com intervenções de Santinho Pacheco (G.C. Guarda), António Robalo (C.M. Sabugal), Virgílio Bento (C.M. Guarda) e Álvaro Amaro (C.M. Gouveia).

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Volto hoje à questão do PROT-Centro, a propósito da reunião realizada no Governo Civil da Guarda no dia 16 deste mês de Novembro.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Por motivos de saúde não me foi possível deslocar-me à Guarda para participar na reunião promovida pelo sr. Governador Civil para discussão do PROT.
Reunião para a qual tinham sido convidados praticamente todos os actores distritais políticos e da sociedade civil.
E aqui, um primeiro momento de regozijo, pois o sr. Governador Civil ao cumprir a sua missão de analisar colectiva e institucionalmente um documento da máxima importância para o Distrito da Guarda, mostrou como estavam certos os que tinham querido fazer a mesma coisa no Concelho do Sabugal (entre os quais me incluo), e como estavam errados aqueles que tudo fizeram para que tal não acontecesse.
Mas a reunião serviu também para apresentar como base de discussão um estudo do Instituto Politécnico da Guarda sobre o PROT, o qual deveria ser amplamente divulgado por todo o distrito e mesmo pelo distrito de Castelo Branco, dada a profundidade e a qualidade do documento apresentado.
Uma palavra de louvor aos investigadores do IPG que, num prazo muito curto, elaboraram um Estudo com esta qualidade.
E aqui, um segundo momento de regozijo, pois os investigadores do IPG não só validam as posições que, integrando o colectivo do Grupo Político do Partido Socialista no Sabugal, vimos defendendo sobre os impactos negativos para a Beira Interior e para o nosso Concelho, como aprofundam e vão mais longe na análise crítica ao PROT.
Quer a CCDR entro queira, quer não queira, esta versão do PROT não serve a Beira Interior e por isso seria mais sensato parar e reflectir e mandar elaborar uma nova versão que contemple as críticas que, primeiro a partir do PS do Sabugal e agora a partir do Governo Civil do Distrito da Guarda, têm vindo a ser produzidas.

Ps. Morreu um dos médicos maiores de Portugal, o Prof. Jacinto Simões. Sobre a sua figura já muitos falaram enaltecendo a sua personalidade. Conheci-o num dos momentos mais dolorosos da minha vida, pois foi ele que detectou a doença que vitimou a minha mulher. Tinha mais de setenta anos, mas a sua sabedoria, a sua simpatia, a sua dedicação, a sua delicadeza, tornaram aquele primeiro momento, o de saber da doença mortal, menos pesado.
Obrigado, prof. Jacinto Simões…

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A Implantação da República foi comemorada com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A organização dos eventos esteve a cargo da Comissão presidida pelo professor Adérito Tavares. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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No sábado, 30 de Outubro, o povo de Sortelha juntou-se para homenagear Manuel Gouveia no Centro de Dia que este benemérito ofereceu à sua terra. O momento ficou eternizado com uma placa de granito junto à entrada principal do edifício.

Manuel Gouveia - Sortelha

Dez anos após a inauguração do Centro de Dia Manuel Gouveia em Sortelha a actual direcção entendeu homenagear Manuel Gouveia o homem que tornou possível a sua construção ofertando-o na totalidade. É um homem discreto e aveso às luzes da ribalta mas com muito carisma junto dos funcionários do lar pelos quais é tratado como uma personalidade excepcional. Durante a cerimónia chegou a emocionar-se enquanto agradecia às pessoas da sua terra e se disponibilizava mais uma vez para tudo o que fosse necessário.
Estiveram presentes neste momento marcante para Sortelha os presidente e vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo e Delfina Leal, o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, o presidente da direcção da Liga dos Amigos de Sortelha, Joaquim Leal, os funcionários do lar e muitos amigos do benemérito sortelhense.
Após o descerrar da placa que irá registar para sempre a passagem dos primeiros 10 anos sobre a construção do centro de dia e quando já se prepara a ampliação para 20 quartos com valências de lar foi tempo de entrar para o hall de entrada que se tornou acanhado para uma pequena multidão.
Após as palavras de boas-vindas e de agradecimento de Joaquim Leal, em nome da Liga dos Amigos de Sortelha foi tempo de ouvir o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco. «Estou aqui como homem, como cidadão, como político para ter um gesto de gratidão para com o senhor Manuel Gouveia. A nossa terra é como a nossa mãe! Nós temos de sentir as nossas terras como sentimos a nossa família. As raízes que nos ligam à terra que nos viu nascer é uma característica essencial de manutenção da nossa cultura e da nossa memória. E é importante que os povos tenham memória. Estou plenamente convencido que quando o senhor Manuel Gouveia assumiu este gesto filantrópico, raríssimo no nosso país, de certa maneira estava a pensar que a terra onde nasceu era também a sua mãe. Por vezes a mãe não consegue dar tudo aos seus filhos e eles têm de sair, de emigrar, de procurar noutras paragens um futuro melhor. E foi o que se passou na nossa região com muitos de nós. Todos nós recordamos o que foi a saga da emigração à procura de uma vida melhor com a dignidade e honradez que nos caracteriza como beirões. Ser ingrato é uma característica que os beirões têm pouco. Estou convencido que ao longo de uma vida de trabalho o senhor Manuel Gouveia não esqueceu as raízes e quando pode retribuiu para a sua terra, para todos nós que somos seus conterrâneos. A nossa região e o concelho do Sabugal são disso um exemplo gritante a nível nacional. Nós sabemos ser solidários. O Sabugal é a nível nacional o concelho que per capita mais lares e centros de dia tem. Muitos deles com enorme qualidade e altruísmo. É uma terra de emigração mas sabemos que temos de dar àqueles que regressam – é uma característica nossa querer morrer onde nascemos – um final de vida com qualidade», disse durante o discurso Santinho Pacheco. «Há pessoas que nasceram no distrito da Guarda e que estão hoje em cargos importantíssimos no país e no estrangeiro e que de alguma forma se desligaram da nossa terra. Mas nós precisamos deles. Nós também, muitas vezes, os esquecemos. Não lhes damos a devida atenção porque pensamos que a Guarda somos só nós, aqueles que aqui estamos. Por isso mesmo o Governo Civil está a organizar umas jornadas que vão decorrer até ao final do ano com um tema – O que é que eu posso fazer pelo meu concelho? O que é que eu posso fazer pela Guarda? – porque a Guarda está numa encruzilhada e se não fizermos nada por mais investimentos que as Câmaras façam, por mais estradas que haja nós vamos morrendo aos poucos. A Guarda é uma terra que já teve glória mas que hoje não pode só olhar para o seu passado sem pensar no seu futuro. Nós os beirões somos assim. Nunca nos oferecemos para nada mas quando nos pedem uma oferta, por exemplo, para a festa da nossa terra nós gostamos de colaborar. Ao senhor Manuel Gouveia não foi necessário fazer nenhum desafio. Ele próprio decidiu fazer o centro de dia da sua terra. Estou convencido que é com exemplos destes que nós vamos conseguir. Os tempos são difíceis mas aqui os tempos foram sempre difíceis. Temos de acreditar no futuro.»
A terminar Santinho Pacheco agradeceu a Manuel Gouveia a solidariedade e altruísmo e afirmou perante todos os presentes que «o Ministério da Solidariedade Social vai assumir uma homenagem nacional a Manuel Gouveia como exemplo para todos». «Bendita terra que tais filhos tem porque – como escreveu Camões – são homens como estes que vão da morte se libertando», concluiu.
Santinho Pacheco ofereceu a Manuel Gouveia uma medalha do Governo Civil onde figura o brasão da cidade do Sabugal e aproveitou para dizer que foi presidente da Câmara Municipal de Gouveia durante 20 anos mas conhecia mal o Sabugal. «O concelho do Sabugal é grande. Grande nos valores, no património e na história mas particularmente nas pessoas. Esta terra do Côa, esta terra de Riba-Côa. Quero que o distrito da Guarda seja conhecido no país como o distrito do Côa, da Serra da Estrela e do Rio Douro».
Manuel Gouveia recebeu ainda duas recordações das mãos do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, e do presidente da Liga dos Amigos de Sortelha, Joaquim Leal.
«É difícil para mim mas vou tentar dizer algumas palavras» começou por dizer emocionado Manuel Gouveia. «Gostaria de agradecer a todos os presentes e à direcção da Liga por terem promovido esta homenagem. Agradeço as palavras que me dirigiram porque nunca as irei esquecer. Quero desejar votos para que este centro de dia se mantenha sempre fiel aos princípios para o qual foi criado. Em determinado momento entendi que os idosos de Sortelha tinham direito a uma casa como esta e se entenderem transformar este centro de dia em lar podem contar comigo. Deixo uma palavra para as pessoas que trabalham neste centro para que façam tudo para tratar o melhor possível os utentes desta casa. Há duas actividades extraordinárias no meu entender. Trabalhar com crianças e trabalhar com idosos. Quero incluir nesta homenagem todos os que já trabalharam e trabalham nesta casa e todos os que me ajudaram. Quero ainda destacar duas pessoas que foram muito importantes. A doutora Isabel Branco que me apoiou desde o princípio estimulando-me para fazer esta obra e por último quero homenagear o meu filho porque podendo ficar um pouco prejudicado nunca me criticou pelas doações que faço em vida.» A finalizar incluiu na homenagem todas as pessoas de Sortelha com um grande abraço pessoal.

Foi uma homenagem mais do que merecida a uma personalidade excepcional. Homens assim já não há muitos!
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A Junta de Freguesia de Sortelha entendeu não comparecer na homenagem ao maior benemérito da aldeia histórica. Ele há coisas…
(Correcção)
Informação posterior regista a presença do tesoureiro e secretário da Junta de Freguesia de Sortelha a título particular. Aqui fica a devida correcção.
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No sábado, 30 de Outubro, o povo de Sortelha juntou-se para homenagear Manuel Gouveia no Centro de Dia que este benemérito ofereceu à sua terra. O momento ficou eternizado com uma placa de granito junto à entrada principal do edifício.

GALERIA DE IMAGENS – HOMENAGEM MANUEL GOUVEIA  –  30-10-2010
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O Governo Civil da Guarda convocou todos os tractoristas do distrito para um encontro que vai ter lugar no dia 13 de Novembro, sábado, em Pinhel. A jornada de convívio promovida por Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, tem como principais objectivos a reflexão, prevenção e alerta para os perigos que implicam o uso das máquinas agrícolas.

Dia Distrital Tractorista - Pinhel

O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, entendeu ter chegada a hora de lançar um alerta para o facto do uso e condução de tractores, nas diferentes actividades agrícolas, ter vindo a registar um crescendo de acidentes de que resultam um número de vítimas que é já muito preocupante.
«Há que inverter esta situação e precaver todas as situações de risco, o que só se consegue com boas práticas de condução e o bom uso das máquinas», aconselha o comunicado do Governador Civil da Guarda acrescentando que «por isso, este Governo Civil, contando com a preciosa colaboração da Câmara Municipal de Pinhel e das Juntas de Freguesia do Distrito, leva a efeito uma jornada técnica de formação e informação, dirigida a todos os tractoristas e operadores de máquinas agrícolas, com o objectivo de contribuir para a erradicação das situações de sinistralidade».
A acção tem lugar em Pinhel, no dia 13 de Novembro e, para além da reflexão, prevenção e alerta para os perigos que implicam o uso de maquinaria agrícola, pretende-se que este evento constitua, também, uma jornada de festa e de convívio entre todos os tractoristas, podendo vir a instituir-se o «Dia Distrital do Tractorista».
Programa do encontro:
10.00 horas – Recepção no Pavilhão de Exposições (antiga Rhode).
10.30 – Abertura e sessão de boas-vindas.
11.00 – Jornada técnica «Prevenção e Segurança na Estrada e no Campo».
13.00 – Almoço-convívio.
15.00 – Exibição e demonstração de maquinaria e equipamentos.
17.00 – Magusto e encerramento.
As inscrições podem ser feitas na Junta de Freguesia respectiva da área de residência do tractorista ou directamente para o Governo Civil da Guarda (telefone 271 221 942).
jcl (com Governo Civil da Guarda)

5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.

Centenário República - Sabugal

A sessão solene das comemorações do Centenário da Implantação da República no concelho do Sabugal, no dia 5 de Outubro de 2010, teve lugar no Auditório Municipal. A mesa foi constituída por António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, por Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, por Ramiro Matos, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, por Adérito Tavares, presidente da Comissão Municipal para as Comemorações e por Jaime Vieira, igualmente da Comissão Municipal.
A sessão solene foi aberta pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo. O autarca raiano deu as boas-vindas a todos os convidados e felicitou os membros da Comissão Municipal e todos os que colaboraram, nos serviços do município e da Sabugal+, para a organização das cerimónias dos 100 anos da República que decorrem até ao dia 30 de Outubro.
«Faz hoje 100 anos que foi implantada a República, na sequência de um processo revolucionário de republicanização progressiva do país. Finda a monarquia, institui-se a república, que mais não é que o regime político em que ainda, e felizmente, vivemos e em que os cidadãos exercem o poder por intermédio de representantes por si eleitos e em que não existem cargos hereditários», afirmou António Robalo no início do seu discurso. De seguida foram destacadas pelo autarca as principais medidas da República como a «expulsão do país das ordens religiosas, erradicação de qualquer conteúdo religioso do ensino público, na legislação ou nos órgãos do Estado, universalidade e obrigatoriedade do registo civil, mudança da unidade monetária, mudança dos símbolos nacionais (bandeira e hino), instituição do casamento civil obrigatório e do divórcio, igualdade perante a lei, livre expressão do pensamento, instrução obrigatória e gratuita para todas as crianças dos 7 aos 12 anos, autorização e regulamentação da greve, instituição do descanso semanal e obrigatório dos trabalhadores ou a limitação dos horários de trabalho».
Houve, contudo, no entendimento do autarca, «excessos» praticados pela revolução republicana «próprios de quem quer dar novos rumos ao País» mas que «permitiram implantar valores, princípios, ideiais e… a visão da República onde deve prevalecer o interesse público sobre os interesses particulares. O autarca sabugalense recordou o exemplo de Manuel de Arriaga que «não teve direito a habitação como primeiro Presidente da República e só ocupou o palácio de Belém mediante o pagamento de renda».
Para os tempos de crise que vivemos António Robalo aconselhou a «valorizar princípios que orientem a sociedade, a dar o nosso melhor, a trabalhar em prol da comunidade, a esquecer as diferenças e a reforçar o espírito de cooperação» e celebrar os valores republicanos como «igualdade, fraternidade, liberdade, solidariedade, austeridade e não ostentação, preocupação, sacrifício e dedicação ao bem comum».
O presidente sabugalense aproveitou para deixar alguns conselhos «locais»: «Quer a nível nacional quer a nível local que cada um sirva a sociedade. Como eleitos ou como eleitores, os ideais republicanos devem balizar o rumo que queremos para o País, para a região, para o município, para a freguesia. Privilegiar o interesse público acima dos interesses particulares, gerir a coisa pública com determinação, com visão, administrando com zelo o esforço dos contribuintes, dando o exemplo. Às oposições pede-se colaboração no sentido de promoverem o bem comum e não a satisfação dos interesses particulares, os interesses dos seus eleitores. Quantas vezes as oposições estão contra, entre outras razões, porque o poder está a favor? Ao celebrar o centenário da República são estes os valores que devemos celebrar, valores de igualdade, de fraternidade, de liberdade, de solidariedade, de austeridade e não de ostentação, de preocupação, sacrifício e dedicação ao bem comum».
A finalizar e antes do «Viva a República!» o presidente António Robalo recordou o grande Almeida Garret para quem «tudo o que se fizer há-de ser pelo povo e com o povo… ou não se faz».
:: ::
Discurso do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
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1 – As cerimónias do Centenário mereceram uma atenção especial por parte dos responsáveis municipais. O cartaz, da autoria de Manuel Morgado, é belíssimo e recebeu os parabéns de todos. Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, quando foi presenteado pelo artista com uma serigrafia surpreendeu com uma tirada soberba: «Daqui a cem anos ninguém se vai lembrar dos nossos nomes mas tenho a certeza que vão recordar o de Manuel Morgado.»

2 – Excelente trabalho da Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário presidida pelo professor Adérito Tavares. A exposição no Museu é historicamente valiosa. E o que falta cumprir do programa promete…

3 – A República «paga» para ter ao seu serviço centenas de mulheres e homens eleitos para representar o povo. O concelho do Sabugal tem 40 freguesias. As juntas de freguesia são constituídas por três elementos (executivos). A Assembleia Municipal tem, além dos 40 presidentes de Junta, 41 deputados (ou membros). Mas… estiveram presentes na sessão solene no Auditório Municipal do Sabugal, no dia 5 de Outubro, salvo melhor contagem um total de: 3 presidentes de Junta de Freguesia e menos de 10 deputados municipais. É simplesmente lamentável a falta de sentido de responsabilidade de alguns eleitos.

4 – Entre a insustentável leveza e ligeireza da indiferença de uns e as obscuras e bafientas tentativas de tudo tentar manter na mesma de outros há coisas que são difíceis de perceber no republicano concelho do Sabugal.
jcl

5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.

Adérito Tavares

A oração de sapiência na sessão solene no Auditório Municipal do Sabugal esteve a cargo do ilustre historiador Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal. Adérito Tavares preside à Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República e é responsável pela recolha e classificação de muitos e valiosos documentos disponíveis na exposição sobre a história da República no Museu.
«No dia 12 de Maio de 2010 assisti no Largo da República, no Sabugal, à representação de um jovem que da varanda dos Paços do Concelho encarnou José Relvas e gritou – Está proclamada a República. Viva Portugal!», recordou Adérito Tavares no início da sua oração de sapiência que vamos reproduzir na íntegra.

«Intervenção na sessão solene de comemoração do Centenário da República no Sabugal
Na manhã de 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, José Relvas e Eusébio Leão, membros do Directório Republicano, anunciavam o estabelecimento do regime republicano e a composição do Governo Provisório, enquanto as suas palavras eram vibrantemente aplaudidas por uma multidão delirante.
Poucas horas depois, um suplemento do Diário do Governo «oficializava» a revolução: «Hoje, 5 de Outubro de 1910, às onze horas da manhã, foi proclamada a República de Portugal no salão nobre dos Paços do Município de Lisboa, depois de terminado o movimento da revolução nacional.»
No dia seguinte, o rei e a família real embarcavam na Ericeira a caminho do exílio.
O triunfo do levantamento republicano deveu-se menos aos méritos das diferentes forças empenhadas no derrube da Monarquia e mais às fragilidades desta. As condições objectivas eram extremamente favoráveis aos republicanos: o País encontrava-se mergulhado numa profunda crise económica, financeira, social e institucional. Por outro lado, a «republicanização» de vastas camadas da população urbana tinha também criado as condições subjectivas para a mudança de regime: a alternativa desenhada pelos ideais republicanos apontava para uma sociedade mais progressiva e mais justa, criando enormes expectativas na população. Mas seria justamente a frustração de muitas dessas expectativas que haveria de criar grandes dificuldades ao novo regime implantado em 1910.
No Sabugal, as notícias da proclamação da República chegaram depressa. Uma semana depois, um grupo de respeitados cidadãos republicanos formou um executivo camarário provisório, presidido pelo Doutor Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos, Morgado de Sortelha. No livro de actas da Câmara podemos ler:

Acta de instalação da Câmara Municipal Republicana, no dia 12 de Outubro de 1910
Presidência do cidadão Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos.
Presentes os senhores vogais João dos Santos Forte, Aníbal Esteves, José Augusto Rodrigues, Manuel António da Mota, José Casimiro da Costa Quintela e Alexandre Lourenço Leitão.
Sendo duas horas da tarde, o senhor Presidente abriu a sessão.
E, um pouco mais adiante:
[A Câmara] deliberou, finalmente, que se enviassem [telegramas] aos Excelentíssimos Presidente Provisório da República e ao Governador Civil deste Distrito, felicitando-os pela proclamação da República e dando-lhes conhecimento de que [esta Câmara] tomou hoje [posse] da Administração Municipal.
No dia seguinte, 13 de Outubro de 1910, voltou a reunir o novo executivo municipal republicano. O entusiasmo com que a República foi recebida transparece na seguinte passagem da acta dessa sessão:
… pedindo e obtendo a palavra, o cidadão vereador [José Casimiro da Costa] Quintela […] disse que se sentia muito à vontade no seu lugar, orgulhoso de pertencer à nova Câmara Republicana deste concelho, composta de cidadãos de uma envergadura moral acima de toda a suspeita e presidida por um dos [cidadãos] mais distintos que conhece.
Pouco tempo depois, em 27 de Outubro de 1910, o Governador Civil da Guarda, Dr. Arnaldo Bigotte de Carvalho, nomeou José Casimiro da Costa Quintela Presidente da Câmara Municipal do Sabugal e o Doutor Aurélio de Vasconcelos Administrador do Município. Lembro que o Administrador do concelho, que existia nos últimos tempos da Monarquia e continuou a existir durante os primeiros anos da República, era o representante do Governo central, o equivalente concelhio ao Governador Civil distrital.
Vale a pena determo-nos ainda noutro destes interessantes documentos, que ilustram bem os acontecimentos ocorridos há cem anos: na sessão do dia 17 de Outubro, ainda sob a presidência do Doutor Aurélio de Vasconcelos, encontramos estas palavras:
A Câmara deliberou que, na acta desta sessão, se lançasse um voto de profundo pesar pelo falecimento dos grandes democratas Doutor Miguel Bombarda e Vice-Almirante Cândido dos Reis, e das demais vítimas que houve para a proclamação da República.
A morte trágica destes dois líderes carismáticos da Revolução cobriu de luto o país republicano e impressionou vivamente as novas autoridades municipais. Por isso, as vilas e cidades de Portugal se encheram de ruas e praças com os nomes do Almirante Reis e do Doutor Miguel Bombarda. A começar, desde logo, pela grande Avenida Almirante Reis, em Lisboa, que até então se chamara Avenida Rainha D. Amélia.
Porque nestas breves palavras não se pode falar de tudo e de todos, detenhamo-nos um pouco sobre estes dois notáveis chefes do movimento republicano.
Miguel Bombarda foi um eminentíssimo médico psiquiatra, professor e ensaísta de renome internacional. Os seus ideais humanistas levaram-no a fundar, em 1906, a Junta Liberal. Impulsionada pelo ardor combativo do Professor Bombarda, esta Junta haveria de se destacar na luta contra a ditadura de João Franco e contra o clericalismo, particularmente contra o jesuitismo. Miguel Bombarda foi igualmente membro proeminente da Maçonaria. No entanto, a sua actividade política só se tornaria verdadeiramente empenhada e comprometida quando aderiu, em 1909, ao Partido Republicano.
O almirante Carlos Cândido dos Reis, a mais alta patente militar comprometida no movimento revolucionário, foi um membro activo da Carbonária e um dos mais empenhados conspiradores republicanos. Na madrugada de 4 de Outubro foi incorrectamente informado por um subordinado, que dava por perdida a batalha em terra. Tendo concluído que a revolução falhara, o almirante suicidou-se. Morreu ingloriamente.
Também Miguel Bombarda teve uma morte trágica, nas vésperas da revolução. Na manhã de 3 de Outubro foi procurado por um antigo doente, Aparício Rebelo dos Santos, oficial do Exército, que sobre ele disparou vários tiros de pistola. Atingido no ventre, foi levado para o Hospital de S. José, onde seria operado pelo prestigiado cirurgião Francisco Gentil, seu colega e amigo. Ao fim da tarde, porém, o seu estado piorou. À mesma hora que a revolução republicana estava na rua ia Miguel Bombarda a enterrar. Herói da República, mártir da ciência.
Nas ruas, a República foi aclamada porque prometia muito. Alguns dias depois da Revolução, um jornal noticiava: «Isto está bom! O feijão já desceu um vintém!» Infelizmente, porém, o caminho não era tão fácil, num país pobre, endividado e quase analfabeto.
No plano ideológico, a República trazia consigo a revalorização dos ideais democráticos, defendendo que o homem só se tornaria verdadeiramente livre quando quebrasse os grilhões da ignorância e da superstição. A herança da Revolução Liberal Francesa encontrava-se ainda no cerne do republicanismo, com a sua trilogia «liberté, egalité, fraternité». Lembremos, no entanto, que, apesar das sucessivas revoluções ocorridas um pouco por toda a Europa durante o século XIX, em 1910 apenas existiam duas repúblicas: na França e na Suíça. Portugal era a terceira.
Para além da consolidação do novo regime e da criação de um clima de pacificação nacional e de ordem pública, o governo provisório e os governos que se lhe seguiram procuraram dar cumprimento a algumas das promessas do Partido Republicano. Foram convocadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1911. Procedeu-se à publicação de alguma legislação extremamente corajosa mas polémica, com vista à laicização do Estado, como a Lei de Separação da Igreja do Estado, o estabelecimento do registo civil obrigatório e a legalização do divórcio. No entanto, se a laicização do Estado, em si mesma, constituía um passo positivo no caminho da modernização da sociedade portuguesa, os excessos anticlericais e o desrespeito pelas tradições e convicções da maioria da população, profundamente católica, geraram um perigoso e escusado clima anti-republicano. O objectivo anunciado por Afonso Costa, de erradicar o catolicismo do País em duas gerações, apenas serviria para criar uma questão religiosa. Na exposição que hoje mesmo iremos inaugurar podemos ver duas cartas de D. Manuel Vieira de Matos, Bispo da Guarda, dirigidas ao Presidente da República Manuel da Arriaga. Escritas em 1911, numa linguagem serena e inteligente, denunciam desde cedo o clima de intolerância que o anticlericalismo jacobino estava a semear por todo o País e que apenas se atenuaria a partir dos anos da Grande Guerra.
No plano social, os governos republicanos procuraram também satisfazer muitas das reivindicações mais prementes, através da autorização e regulamentação da greve, da instituição do descanso semanal obrigatório e da limitação dos horários de trabalho; mas deixaram vastas camadas sociais descontentes, sobretudo o operariado. Sucederam-se as greves, muitas vezes reprimidas com bastante violência, o que criaria condições favoráveis ao crescimento do anarco-sindicalismo e do comunismo.
Foi, porém, no domínio da educação que a acção dos primeiros governos republicanos se revelou mais eficaz e duradoura. No dealbar do século, a taxa de analfabetismo, em Portugal, andava pelos 78%, fazendo do País um dos mais atrasados culturalmente. A República decretou a instrução obrigatória e gratuita para todas as crianças entre os 7 e os 12 anos, tendo também procedido à reforma do ensino superior, nomeadamente através da fundação do Instituto Superior Técnico e de duas novas universidades, em Lisboa e no Porto. Os governos republicanos colocaram igualmente entre as suas prioridades as questões da saúde pública, procedendo a uma profunda reforma do ensino médico.
Em síntese: o que hoje celebramos não é apenas uma mudança de regime, é também o começo de uma mudança de mentalidade. Não existem revoluções perfeitas nem regimes perfeitos. E, se a República trouxe consigo excessos e retrocessos, trouxe também indiscutíveis avanços para a modernização de Portugal.
A eclosão da I Guerra Mundial, em 1914, e a intervenção de Portugal no conflito, em 1916, travaram esse processo evolutivo. A participação na Grande Guerra foi um processo suicidário. Se o País se tivesse mantido afastado dos campos de batalha europeus, tudo poderia ter sido bem diferente. Mas a história contrafactual não é senão isso: imaginarmos aquilo que poderia ter acontecido mas que não aconteceu. Em história não há ses. E a verdade é que a Guerra contribuiu pesadamente para acentuar o desequilíbrio financeiro e os desentendimentos políticos, abrindo as portas ao messianismo de Sidónio Pais, essa espécie de “ensaio geral” da Ditadura Militar de 1926 e do Estado Novo salazarista.
Para além da instabilidade política e da incapacidade dos sucessivos governos de equilibrar as contas do Estado, que outras razões ajudam a explicar a queda da I República? A frustração das esperanças do operariado e das classes médias; a militância anti-republicana dos saudosos da Monarquia; o descontentamento da Igreja Católica, provocado pelos excessos do jacobinismo anticlerical; a instalação de um persistente clima de violência urbana, de que a tenebrosa “noite sangrenta” foi o clímax. Foi a conjugação de todos esses factores que acabou por lançar o País nos braços dos militares, em 28 de Maio de 1926. Chegava deste modo ao fim a I República, nascida faz precisamente hoje cem anos.
Pouco depois, em Dezembro de 1928, escrevia Fernando Pessoa:

«Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer.
[…]
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro.»

Também hoje o País parece mergulhado numa cerrada neblina. Saiamos do nevoeiro, sem esperar por D. Sebastião. E o melhor caminho para sair é o da Escola e dos centros de investigação científica. Sabiam-no todos os grandes republicanos. E sabia-o também o poeta João de Deus, que dizia que todas as revoluções, para triunfarem, deveriam começar pelo a, e, i, o, u. Era esse, do mesmo modo, o lema de um notável republicano sabugalense, o Doutor António Augusto Louro, que foi autarca, homem de ciência e pedagogo: ele acreditava também devotadamente nas potencialidades da educação e da cultura como forma de libertação do Homem. Termino com as suas palavras:
«Não há democracia sem liberdade. Não há liberdade sem educação.»
Adérito Tavares»

O Capeia Arraiana destaca o enorme trabalho dos profissionais da Câmara Municipal do Sabugal e da empresa municipal Sabugal+ que tornaram possível celebrar o Centenário da República com muita dignidade e valor histórico. Ao ilustre professor e historiador Adérito Tavares aqui deixamos um grande bem-haja pelo «brilho» da exposição e o «peso» do programa das comemorações.
jcl

5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.

GALERIA DE IMAGENS  –   COMEMORAÇÕES DA REPÚBLICA   –  5-10-2010
Clique nas imagens para ampliar

jcl

As comemorações do Centenário da República no concelho do Sabugal têm vindo a ser preparadas pela Comissão Municipal e incluem um conjunto de actividades que se prolongam por todo o mês de Outubro. A sessão solene, no dia 5, inclui uma oração de sapiência pelo professor Adérito Tavares, a inauguração de uma exposição alusiva à República, a plantação da Árvore do Centenário e a apresentação da serigrafia de Manuel Morgado.

Comemorações Centenário República Sabugal
(Clique na imagem para ampliar.)

A Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República, constituída por Adérito Tavares (presidente da Comissão), por António Robalo (presidente da Câmara Municipal do Sabugal), por Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal do Sabugal), por Jaime Vieira (director da Escola Secundária do Sabugal) e por João Vila Flor (director do Agrupamento de Escolas do Sabugal) preparou um conjunto de actividades destinadas a comemorar o Centenário da República.
No dia 5 de Outubro, às 15.30 horas, terá lugar no Auditório Municipal do Sabugal a sessão solene com uma oração de sapiência de Adérito Tavares, professor e historiador de Aldeia do Bispo, que será seguida da inauguração de uma exposição temporária alusiva à República, da plantação da Árvore do Centenário na Escola Secundária do Sabugal e a apresentação de uma serigrafia comemorativa da autoria do artista sabugalense Manuel Morgado.
No dia 6, no Auditórioa Municipal, será apresentada a peça de Teatro «Os Republicanos» (às 15.30 horas para os alunos das escolas e às 21.30 horas para o público em geral).
No dia 9, sábado, o fim-de-tarde será dedicado às «Músicas da República» e incluirá uma palestra por Rui Vieira Nery e um concerto pela Banda Filarmónica Bendadense.
No dia 26 de Outubr um grupo de alunos da Escola Secundária do Sabugal fará uma visita de estudo a Alpiarça à «Casa dos Patudos», residência do republicano José Relvas transformada em museu.
No dia 30 as comemorações terão um dos seus pontos altos com «As Jornadas da República». A abertura dos trabalhos, às 14.30 horas, contará com a presença de Adérito Tavares (presidente da Comissão), António Robalo (presidente do Município), Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal), Santinho Pacheco (governador civil da Guarda) e D. Manuel Felício (bispo da Guarda).
As conferências das «Jornadas» contam com as intervenções de Manuel Braga da Cruz (Reitor da Universidade Católica), «A Igreja e o Estado na I República», de Francisco Manso, «O Sabugal e a República» e de Adriano Moreira.
No final nas «Jornadas» será apresentada, por Natália Correia Guedes (neta de Joaquim Manuel Correia) a 5.ª edição do livro «Memórias sobre o Concelho do Sabugal» do escritor natural da Ruvina a que se seguirá uma intervenção de Júlio Louro, neto do ilustre republicano sabugalense António Augusto Louro.
jcl

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, e o presidente da empresa municipal Sabugal+, Joaquim Ricardo, estiveram presentes no dia 10 de Setembro na 27.ª Feira Internacional Agropecuária de Castilla y León e 22.ª Exposição Internacional de Gado Puro, em Salamanca, por ocasião do Dia de Portugal.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A 27.ª Feira Internacional Agropecuária de Castilla y León e 22.ª Exposição Internacional de Gado Puro de Salamanca celebrou no dia 10 de Setembro o Dia de Portugal.
A convite do subdelegado do Governo em Salamanca, D. Jesus Málaga e da presidente da Institución Ferial de Salamanca, D. Isabel Jiménez García a comitiva do distrito da Guarda foi recebida nas cerimónias oficiais do «Dia de Portugal» que incluíram o içar da bandeira e o hino nacional português.
A comitiva portuguesa em Salamanca incluiu os representantes das Câmaras Municipais do distrito da Guarda e foi chefiada pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, e pelo Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco.
O concelho do Sabugal esteve representado pelo presidente da autarquia, António Robalo, e pelo presidente da empresa municipal, Joaquim Ricardo
Os governantes e autarcas portugueses fizeram uma visita pormenorizada ao pavilhão de Portugal e a alguns dos muitos expositores presentes.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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