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Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que hoje, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

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Fotos de Daniel Salgueiro e José Carlos Calixto

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A Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela (ADRUSE) organizou no domingo, 11 de Novembro, em São Paio, concelho de Gouveia, um festival com o objectivo de divulgar a gastronomia regional com especial destaque para as sopas.

Organizado pela ADRUSE o XIII Festival de Sopas da Serra da Estrela teve lugar em São Paio, concelho de Gouveia e recebeu cerca de 1.500 visitantes. No festival foram servidas 28 variedades de sopas confeccionadas por 24 particulares e instituições dos concelhos que integram a zona de intervenção da associação: Gouveia, Seia, Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algores e Guarda.
Os visitantes puderam provar, entre muitas outras, sopa da pedra com castanha, sopa de míscaros, aveludado de nabiça, sopa à moda do rancho e sopa de rabo de boi.
A Confraria da Urtiga, de Fornos de Algodres, foi uma das participantes, e apresentou uma sopa de cogumelos com urtiga. A cozinheira, Clara Paraíso, esclareceu que «a base da sopa leva batata, cebola, abóbora e boletos» sendo depois adicionada urtiga. «A urtiga é uma planta que tem muito potencial», explicou Rosa Costa, da confraria, acrescentando que «voltou a entrar na confecção das refeições de muitos habitantes da região».
O festival incluiu um concurso, cujo júri foi presidido por Justa Nobre, que distinguiu a «sopa da pedra», confeccionada pela Associação Musical Sampaense (Gouveia) como o galardão de «Melhor sopa do festival». A especialista defendeu o consumo de sopa por ser «sinónimo de saúde e de boa alimentação» e aconselhou as pessoas a comerem «sopa ao almoço e ao jantar». Foram também atribuídos os prémios «Sopa de castanhas», «Sopa de São Martinho», «Outro tipo de sopas» e «Profissionais de restauração».
O presidente da Câmara Municipal de Seia e presidente da ADRUSE, Carlos Filipe Camelo, valorizou a iniciativa hoje realizada por contribuir para a divulgação da gastronomia regional e por incentivar o aparecimento de novas sopas.
«Em cada festival que acontece há coisas novas que aparecem, utilizando produtos antigos que fizeram sempre parte daquilo que era a tradição de uma região como a da Serra da Estrela», disse na ocasião o autarca.
Muitos dos visitantes que passaram pelo recinto do festival deslocaram-se propositadamente ao concelho de Gouveia para degustarem as sopas tradicionais.
O Festival de Sopas da Serra da Estrela foi co-financiado pelo subprograma 3 do PRODER e contou com a colaboração do Município de Gouveia, da Junta de Freguesia de São Paio, entre outras entidades.
jcl (com agência Lusa)

Sem querer alimentar questões estéreis, porque, de um modo geral, parece-me que todos estamos de acordo, não posso deixar de fazer algumas referências à questão da capeia (parece que o Sabugal não tem mais soluções e questões para resolver, mas…) e ao comentário de João Valente, sobre algo que sugeri.

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António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaÉ com algum sentimento de raiva que vejo como vamos debatendo questões enquanto os grandes decisores se estão, passe a expressão, marimbando para nós. A não ser assim, o País ter-se-ia desenvolvido de forma mais harmoniosa, menos assimétrica e talvez houvesse menos problemas que aqueles que agora temos em Portugal.
O concelho do Sabugal é bem o exemplo da incúria dos sucessivos governos e um espelho do Interior. Com uma grande extensão o Sabugal só não tem perdido território, porque, quanto ao resto: população e serviços, por exemplo, é o que se sabe. E nem se pode dizer que a culpa pode ser só imputada aos governantes locais, pois a corda da fronteira sofre do mesmo mal. É por isso que recorrentemente insisto que ninguém fará nada por nós; a mudança far-se-á ou não pela nossa ação ou pela falta dela. Não estamos entregues à nossa sorte, mas perto disso.
É pela perspetiva estrutural, mas também conjuntural, que nos vamos agarrando àquilo que pode ajudar ao desenvolvimento ou, pelo menos, a evitar o definhamento. Compreende-se, assim, que por argumentos racionais, mas também emocionais, haja quem, exageradamente, considere a capeia arraiana a maior indústria do concelho. Consciente dessa importância, na economia dos afetos e na identidade cultural, a câmara do Sabugal resolveu acrescentar valor e preservar aquilo que é uma marca única. A classificação da capeia como Património Cultural Imaterial e as jornadas que decorreram dias 19 e 20 de outubro, no Auditório Municipal, subordinadas ao tema «Pensar a tauromaquia em Portugal – diversidade, valorização, sinergias», são um bom exemplo.
As jornadas apresentaram um vasto leque de assuntos e pessoalmente só posso lamentar não ter podido estar presente em todas as intervenções por razões profissionais. Infelizmente também não terão estado tantas pessoas quantas as que seria desejável, algumas com obrigações, mas as coisas são mesmo assim. Talvez noutro contexto temporal fosse mais apelativo – a festa dos touros quer calor. Ainda assim, perdeu quem esteve ausente, como por exemplo a intervenção de Luísa Mendes Jorge, arraiana, da Faculdade de Medicina Veterinária, que apresentou alguns dados preliminares sobre um estudo com caráter científico sobre o impacto socioeconómico da capeia arraiana. Aguardo com expectativa a conclusão desse estudo que trará alguma luz sobre um aspeto a propósito do qual tanta gente opina, mas ninguém apresenta dados concretos.
Reconhecida essa vertente económica da capeia, considera-se que deve potenciar-se sem, contudo, adulterar a sua essência. Na intervenção que tive fiz questão de frisar esse risco; que o sucesso mediático da capeia pudesse ser causa da transformação em algo que não corresponde a uma manifestação de cultura popular, que emanou do Povo e é propriedade do Povo e de mais ninguém. Foi nesses termos, como salientou Paulo Costa, da Direção-geral do Património Cultural, que a capeia arraiana obteve a classificação. Portanto, há uma matriz que engloba várias facetas, nomeadamente o contexto geográfico, o facto de ser uma festa do Povo, consequentemente não comercial, como acontece com outras manifestações tauromáquicas, e, ainda que «cada terra com seu uso», é essa diversidade e unidade que a tornam única, razões mais que suficientes para «não andar com o forção para todo o lado» e manter as coisas nos termos da inventariação. Pela parte que nos toca, em Aldeia Velha continuarão os carros de vacas, continuará o Rol e tudo o resto que é ancestral, continuar-se-á a receber bem quem quiser aparecer, mas sem esquecer que é o folguedo dos da terra.
Postas as coisas nos termos anteriores, não devemos esquecer que nestas terras vive gente, que gostaríamos que mais gente se mantivesse e outra regressasse e que todos tivessem uma qualidade de vida adequada aos tempos atuais, preservando as tradições, mas sem aquela ideia que basta o ar puro e a paisagem para se viver feliz.
É por isso que não vejo mal nenhum em ter iniciativas que possam ajudar as pessoas. A capeia é a capeia, o rock é o rock. Uma coisa não tem nada a ver com outra. No entanto, nada impede que a Raia tenha um grande festival de verão para a juventude que seja potenciado pelas nossas tradições. O pão é o pão e o queijo é o queijo, mas nada nos impede de comer pão com queijo e se for pão centeio, malhado ao mangual e moído num moinho recuperado, para não esquecer como se fazia antigamente, acompanhado de um queijinho de cabra, daqueles que nós conhecemos, nem perde o pão nem o queijo.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O almoço anual na região de Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está aberto a todos os sabugalenses e amigos do Sabugal que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
jcl

Como escrevemos em artigo anterior a classificação da Capeia Arraiana no registo do Património Cultural Imaterial foi um passo importante para a preservação da sua identidade, mas isso não basta. É preciso acrescentar-lhe valor de modo a ser fator positivo contra o despovoamento.




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António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaFelizmente que na atualidade existem as redes sociais, a blogosfera, os sites, se democratizou o acesso a meios para recolha da imagem fixa e em movimento… Enfim, qualquer cidadão deixou de ser um mero consumidor para passar a ser também um produtor de informação, aquilo que se convencionou designar por Web 2.0, consubstanciada no conceito de prosumer (produtor/consumidor).
Podemos concluir que, das mais diversas formas, a capeia arraiana tem a sua divulgação assegurada. No entanto, no imenso «matagal» de informação, há, por vezes, dificuldade em selecionar a informação relevante daquela que é inútil ou mera opinião não escrutinada. Não é o caso deste blogue que procura cumprir com os princípios do jornalismo, seja ele expresso em que meio for.
A capeia arraiana «não nasceu ontem». Contudo, o Mundo mudou muito nas últimas três ou quatro décadas e a nossa região não foi excepção. Recordam-se certamente os da minha idade, e um pouco mais velhos, alguns mais novos também, que quase todas as aldeias tinham escola; que as discotecas Poço, Teclado, Upita, da Vila do Touro… estavam sempre cheias, ao fim de semana e principalmente no Verão. Até na Colónia Agrícola vingou um estabelecimento do género. As escolas secundárias do Sabugal e da Guarda e o próprio Instituto Politécnico estavam cheios de jovens que haviam cursado o primeiro ciclo do ensino básico nas respetivas aldeias. Pois é, hoje são cada vez menos. As escolas fecharam (sou contra o modo radical como fizeram a reorganização escolar no concelho, nomeadamente quando há cerca de uma década destacava na primeira página do Nova Guarda a reabertura da escola da Nave por haver mais de 10 crianças), nasceram os lares e são cada mais aqueles que embora sejam do concelho, por cá terem o seu sangue, nasceram um pouco por toda a geografia nacional e noutros países, com destaque para a Europa.
O que mantém a ligação à Raia? Quase todos são unânimes em reconhecer o papel da Capeia Arraiana. Essa marca de identidade que distingue um arraiano de qualquer outro cidadão do Mundo. A capeia não é, portanto, só uma manifestação de cultural regional. É muito mais e pode ser muito mais e, nesse aspeto, gosto de ser pragmático. É que a Raia, as suas gentes, a sua economia, o seu desenvolvimento ou definhamento, não se pode resumir só ao mês de agosto, esse tempo de encontro com a tradição e os amigos que nos enche e reconforta a alma. Quem por aqui vive precisa de ter recursos para viver com dignidade, sem ter que partir.
É certo que todos reconhecemos as implicações económicas que a capeia tem, pelas razões atrás apontadas: na construção civil, no comércio, em geral, e na agricultura e venda de produtos regionais… e tantas outras atividades.
Os tempos são de crise e organizar a capeia não é propriamente barato. Apesar da boa vontade é cada vez mais difícil angariar fundos para pagar as despesas, fundos que, normalmente, saem dos bolsos dos cidadãos de cada localidade (por exemplo em Aldeia Velha cada rapaz solteiro contribui com 80 euros para o Rol). Assim, deixo aqui algumas sugestões, envolvendo uma possível Associação da Capeia, sem fins lucrativos, para ajudar a economia da capeia e não só, fazendo com que os visitantes também dêem algum contributo que não só nos bares.
Uma das ideias passa por criar um passaporte da capeia, com eleição do capeeiro-mor, envolvendo o pagamento de 1 euro por cada carimbo colocado em cada encerro, em cada capeia, em cada garraiada, etc.. O dinheiro seria distribuído em função dos carimbos obtidos por cada evento.
Outra sugestão vem na sequência das referências anteriores sobre a mudança da matriz social, cultural e demográfica e passa por criar um grande festival de verão, que designo por Rock in Raia, o qual poderia ocorrer durante quatro ou cinco dias, envolvendo o Festival do Forcão e algumas capeias, com serviço de autocarros da «aldeia do rock» para as capeias e encerros, juntando, assim, a tradição com a modernidade, trazendo mais gente a animar a economia local e a venda de produtos regionais e de merchandizing relacionado, numa matriz musical de cunho marcadamente ibérico. Vários amigos meus sabem que é uma ideia que me povoa a cabeça há já alguns anos e que, inclusivamente, apresentei na Câmara do Sabugal.
Para já deixo estas reflexões, com a certeza de que pensamento sem ação não passa de mera teoria. Apresentarei futuramente mais algumas sugestões e procurarei ter alguma iniciativa com quem quiser colaborar, com a certeza de que nada se faz sem muito trabalho e amor à causa.

P.S.: Não posso deixar de realçar aqui a organização da Jornadas sobre tauromaquia a decorrer no dia 19 e 20 de outubro. Quando tantas vezes criticamos a falta de iniciativa, devemos recordar que estes eventos e a classificação da capeia como Património Cultural Imaterial, também não aparecem ser trabalho e proatividade.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

A exposição sobre a Capeia Arraiana organizada pela Associação Raiar, de Aldeia do Bispo, esteve patente ao público no Consulado de Portugal em Paris e mereceu uma reportagem da LusoPressTv.

jcl

Um grupo de motociclistas invadiu as ruas da cidade do Sabugal no passado fim-de-semana e visitou o castelo das cinco quinas, onde posou para a foto que aqui se publica.

Os motards, iam a caminho dos Fóios, a freguesia do concelho que cada vez se assume mais como destino dos muitos que nos visitam. Tinham aí marcado um convívio festivo, mas passando no Sabugal, não ficaram indiferentes ao ex-libris do concelho.
Os visitantes pertencem a vários moto-clubes da Beira Alta: Gang 232 de Viseu, Motoclube de Mangualde, Zangoens do Asfalto de Pampilhosa da Serra e Diabos da Noite de S. João de Areias.
Esta foto demonstra a importância do castelo do Sabugal para promoção turística das terras beiroas. Ninguém fica alheio à imponência do monumento, à sua imensa beleza e à paisagem soberba que se avista desse privilegiado miradouro.
plb

Entrou em funcionamento o Palace Hotel & Spa, nas Termas de São Tiago, em Penamacor. O empreendimento com quatro estrelas, integrado no conceito saúde e bem-estar, tem 100 quartos, duas suites, bar e restaurante.

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Abriu portas o Palace Hotel & Spa, nas Termas de São Tiago, situado num espaço aprazível integrando a belíssima silhueta histórica da vila de Penamacor.
Para já encontram-se disponíveis os serviços de quartos, bar e restaurante. A segunda fase do empreendimento – spa e balneário termal – assenta na exploração da água termal de Santiago vocacionada para tratamento de reumatismos, pele e vias respiratórias.
O complexo hoteleiro com quatro estrelas oferece todas as condições para a realização de conferências, festas, convívios, casamentos e estadias de repouso.
O empreendimento com 100 quartos e seis suites, duas das quais dentro das torres de granito do antigo edifício que foi recuperado vai ser gerido pelo empresário Gumercindo Oliveira Lourenço que também é responsável pelo Hotel e pelas Termas de São Vicente em Penafiel.
O investimento de 10 milhões de euros recuperou um antigo edifício na quinta do Cafalado e prevê uma segunda fase de intervenção direcionada para o turismo termal.
Em nota de imprensa a Câmara Municipal de Penamacor informa ainda que o projecto, cheio de vicissitudes, teve o empenho pessoal do presidente da autarquia, Domingos Torrão, na sua concretização.
Endereço: Palace Hotel & Spa – Termas de S. Tiago
EN 332, Quinta do Cafalado. 6090 Penamacor
Tel.: 277390070 – email: hoteltermasdesaotiago@gmail.com

Curiosamente, ou talvez não, o recrutamento de pessoal para este empreendimento foi publicitado em vários meios de comunicação social. Aqui.
jcl (com C.M. Penamacor)

«AS TERRAS SÃO TODAS IGUAIS. AS GENTES É QUE SÃO DIFERENTES!» Esta abertura vem a propósito da minha ida ao encerro da Freineda, na passada sexta-feira, dia 8, do corrente mês de Setembro.

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José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaQuando pela zona da Raia só já vive de saudade em relação às festas do mês de Agosto, com particular destaque para os encerros e capeias, eis que é anunciado um encerro que deixa deslumbrados todos quantos se dignam ir até à Freineda, essa simpática localidade, também raiana, mas já do concelho de Almeida.
Fui lá, pela primeira vez, no passado ano – 2011 – e já fiz promessa de ir todos os anos.
Na passada sexta feira fui com o meu amigo Chico Lei, num carro de dois lugares, mas logo atrás de nós seguia o jipe do Lei Chão com mais quatro ou cinco fojeiros. Alguns iam pela primeira vez mas já com algumas boas referências.
Quando chegámos ao local do Taco, também conhecido pelo «Mata Bicho», fomos cumprimentados por alguns amigos que por lá temos e logo nos puseram completamente à vontade. «O que está aqui é para todos!» E o que lá havia. Quantidade e qualidade tanto de comida como de bebida.
«Ó pessoal, toca a aproximar. Isto é para todos. Então já provaram a sangria? E o branquinho? Mas o tinto também não é mau.»
Nas mesas abundava o presunto e o chouriço, entre outras especialidades, mas o leitão acabou por ser rei.
Entretanto iam chegando muitos cavaleiros, carrinhas, tractores e motas que, após uma passagem pelo local do Taco, davam uma arrancada até ao sítio onde se encontravam os toiros prontos para as mais diversas faenas do encerro.
A febre, tanto dos humanos, especialmente dos cavaleiros, como dos bichos era, de tal ordem, que arrancaram todos numa barafunda e correria louca a ponto de me fazerem lembrar as guerras nos desertos de alguns países e que a televisão, infelizmente, nos vai mostrando.
Como o terreno é muito plano também dá para tractores, motas, jipes e carrinhas, correrem na perseguição dos bichos.
Os participantes, numa gritaria infernal, faziam-se ouvir dizendo: «O amarelo já fugiu, os cabrestos também já andam longe mas já lá vêm outra vez. Toca gente a subir para os respectivos veículos para se aproximarem o mais possível dos animais.»
Por fim lá os aproximaram do caminho e em marcha lenta fizeram dois ou três quilómetros até que acabaram por chegar próximo do povoado onde entraram já em grande correria, como é habitual, tendo acabado por entrar na praça com sucesso.
Confesso que gostei de tudo mas, de sobre maneira, da simpatia dos freinedenses que não deixam os créditos por mãos alheias.
Um especial carinho e agradecimento para o amigo Tó Reis, Gonçalves, Mário Rocha e Zé Manel-prof. (entre muitos outros) que fazem questão de servir bem todas as pessoas a ponto de as fazerem sentir igual ou melhor que na sua própria terra.
Um grande Bem-Haja e viva a Freineda por ser um exemplo!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Já em tempos, então diretor de um jornal, me referi à Raia Sabugalense nos termos que o faço neste título. Fi-lo, e faço-o, com a convicção que assim é relativamente ao potencial turístico que esta região pode ter, principalmente no mês de agosto. Pode argumentar-se que a comparação peca por excesso. Talvez, mas também penso que temos aproveitado por defeito as possibilidades que a Raia, as suas tradições seculares e o seu património humano e natural oferecem para uma realidade socioeconómica que poderia apresentar outro cariz.

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António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaHabitualmente me manifesto sobre a injustiça que tem sido feita com o esforço de tantos sabugalenses que tiverem que partir à procura de um futuro melhor, principalmente em terras de França. O seu esforço, os seus sacrifícios, contabilizaram-se em números, nas remessas de dinheiro que enviavam para Portugal. Apesar disso, também por culpa própria, essas verbas serviram principalmente para desenvolver outras regiões. É certo que havia/há muita gente que teve arte para ganhar dinheiro, mas faltou-lhe sabedoria para o investir, nomeadamente no concelho. Investimento que criasse emprego e mais riqueza para todos, impedindo o êxodo que se tem observado nas últimas décadas. Faltou também, talvez, uma estratégia por parte dos responsáveis autárquicos que ajudasse a que as coisas fossem diferentes.
Voltando às comparações com as Terras do Sul, podemos dizer, para os mais pessimistas, que também o Algarve não está cheio o ano inteiro, mas sabemos como um bom verão pode «salvar» o ano inteiro. Salvaguardadas as devidas distâncias, também a Raia pode ter um bom verão que ajude o resto do ano. Quem não gostaria de ver nas diversas aldeias o movimento que se verifica no verão? Também os empresários algarvios desejariam o mesmo. Tal não é possível quando se fala de prestação de serviços e não na produção de produtos transacionáveis.
Apesar de as duas atividades serem distintas, uma e outra podem estar ligadas, nomeadamente, na Raia, no que aos produtos tradicionais se refere, e são estes, aqueles que são diferentes e que constituem uma marca de identidade, que podem ser uma mais-valia para o concelho.
A classificação da Capeia Arraiana como Património Cultural Imaterial, pelo Instituto dos Museus e da Conservação, pode ajudar, mas vale de pouco se não se lhe acrescentar valor. Não se trata de regular, por lhe retirar autenticidade, uma manifestação de cultura popular, que emanou do Povo, é vivida pelo Povo e paga pelo Povo. A Capeia não pode ser vítima da sua notoriedade mais recente e deve ser fiel ao seu passado. No entanto, pode haver algumas iniciativas que potenciem este fenómeno, sem deixar de ser aquilo que sempre foi: uma festa do Povo.
Quando este verão, em Nave de Haver, observei uma banca de uns nossos vizinhos espanhóis a vender miniaturas de forcões a 10 euros, pensei para comigo: «Caramba, generosa é a gente da Raia, todos lá vão buscar e ninguém leva para lá nada!» Será que a culpa é de quem tem iniciativa ou de quem a não tem? Certamente é de quem a não tem. E já é tempo de fazer alguma coisa. Voltaremos ao assunto, apresentando algumas sugestões.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

António Pereira de Andrade Pissarra é natural de Vila Garcia, concelho da Guarda, tem 50 anos, é professor de comunicação social no Instituto Politécnico da Guarda e foi o último director do Jornal Nova Guarda. Casado em Aldeia Velha, concelho do Sabugal, tem dois filhos, e mantém uma forte relação sentimental com as tradições raianas. Estudou na Guarda, leccionou em Évora, onde frequentou o curso de engenharia agrícola (que não concluiu), licenciou-se em Tecnologias da Informação aplicadas à educação, fez o mestrado em comunicação educacional multimédia e frequentou o doutoramento em processos de formação em espaços virtuais na Universidade de Salamanca. Actualmente é presidente e fundador do Guarda Unida Futebol Clube.

O Capeia Arraiana dá as boas-vindas ao jornalista e professor universitário António Pissarra que inicia hoje uma série de crónicas sob a rúbrica «Raia e Coriscos». O nosso bem-haja por ter aceite o convite para integrar e valorizar este painel da opinião raiana.
jcl e plb

Está patente ao público, na Galeria de Arte do Paço da Cultura, na Guarda, uma exposição denominada «Morcela da Guarda – Tradição, Saber e Sabor». A mostra, cujo catálogo (bilingue) contém um texto da autoria do sabugalense Paulo Leitão Batista, é uma iniciativa da Câmara Municipal da Guarda e da Pró-Raia.

Morcela da Guarda - Foto NAC - Blogue Núcleo Acção Cultural da CM Guarda

A exposição denominada «Morcela da Guarda – Tradição, Saber e Sabor» é uma iniciativa da Câmara Municipal da Guarda, contando com o apoio da Pró-Raia, e tem por objectivo enaltecer um dos mais genuínos e característicos produtos gastronómicos da região. Através de registos fotográficos e videográficos percorrem-se os caminhos da memória para se reviver a tradição das matanças do porco, que ainda há uns anos aconteciam nas aldeias, onde todas as famílias cevavam e matavam um «marrano» para dele retirarem alimento para todo o ano.
O porco era a mantença da casa, na medida em que fornecia carne e enchidos, que todos a apreciavam, confeccionados segundo os saberes que foram transmitidos em gerações sucessivas.
A partir do sangue retirado no momento da matança confeccionava-se um dos mais genuínos enchidos portugueses: a morcela. A da Guarda há muito que adquiriu nome e estatuto, sendo uma das mais apreciadas do país.
O catálogo da exposição contém textos de dois estudiosos das tradições regionais: Paulo Leitão Batista e Norberto Gonçalves. O primeiro, que também é chanceler da Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, escreve sobre a morcela enquanto primeiro enchido da matança, e aborda temáticas como «a ceva do marrano», «o tempo das matanças», e a própria «confecção das morcelas». Já Norberto Gonçalves apresenta um texto intitulado «De faca e alguidar», através do qual descreve o antigo ritual da matança.
O catálogo é de edição bilingue (português e inglês), e os textos são enquadrados por um conjunto de fotografias colhidas numa matança à antiga feita numa aldeia do concelho da Guarda. O vistoso e bem concebido catálogo contém ainda um conjunto de receitas modernas em que a morcela é o ingrediente principal.
No acto de inauguração da mostra, o presidente do Município da Guarda, Joaquim Valente, assumiu que uma das formas pelas quais a edilidade egitaniense irá defender o seu produto gastronómico de excelência será através da criação da Confraria da Morcela, que a Câmara irá apoiar.
Porém o primeiro passo para o lançamento da futura Confraria da Morcela da Guarda está dado e, para isso, nada melhor do que ter chamado a escrever o catálogo da exposição o chanceler da Confraria do Bucho Raiano.
A exposição, inaugurada no dia 12 de Julho, pode ser visitada até ao dia 15 de Setembro, de terça a sábado, das 14 às 20 horas.

Reportagem da LocalVisão Guarda. Aqui.

E porque sempre achei ridículas as falsas humildades aqui deixo um público louvor à enorme qualidade do texto do catálogo da exposição da autoria do Paulo. E só ficou por fazer a tradução para castelhano…
jcl

Torrelavega, capital de la comarca de Besaya (Cantábria), acogió en sus fiestas de la Virgen Grande 2012 a las cofradías gastronómicas, que acudieron a la llamada de la Cofradía del Hojaldre, para arroparlos en su IX Gran Capítulo.

IX Gran Capítulo de la Cofradía del Hojaldre de Torrelavega

Luis Javier del Valle VegaSituada en el amplío valle dónde confluyen los ríos Saya y Besaya, es la capital de la comarca del Besaya y con sus más de 57.000 habitantes la segunda ciudad y la más industrializada de la comunidad autónoma de Cantabria.
Su historia se documenta a partir del siglo VIII, cuando dependía del monasterio de Yermo, en Cartés y de la abadía de Santa Juliana, en Santillana. De la Vega, como ya se conocía el lugar, toma el nombre de la familia de los Garcilasos –como también es llamada- considerándose a Garcilaso de la Vega I como fundador de la villa, siendo históricamente el solar de la casa noble de la Vega, cuya torre complementó el nombre con el que era conocida y que ha llegado hasta nuestros días. Dicha torre de sillería y tres cuerpos fue mandada construir por Leonor de la Vega y su hijo Iñigo López de Mendoza –marqués de Santillana- en el siglo XV y se ha conservado hasta 1937, así como su capilla, en cuyo solar se ha levantado la actual iglesia de la Virgen Grande.
Sobre la primitiva capilla adosada a la torre, se levanto en su momento la iglesia de la Consolación, y entre los años 1956 y 1964 la actual iglesia de la Virgen Grande, que alberga la talla de la Virgen del siglo XV de Lapayese. De carácter racionalista fue realizada por el arquitecto Luis Moya Blanco, reproduciendo el formato utilizado poco antes para la iglesia de la Universidad Laboral de Gijón, ejemplar obra de la postguerra española.
Extinguido con Leonor el linaje de la Vega, el solar pasa a los duques del Infantado, que concentran desde el siglo XV la administración de justicia e impuestos. Su industrialización comenzó en 1753, con la apertura del “Camino harinero o de las lanas” entre Reinosa y Santander, que favoreció la creación de diversas fábricas, transformando a partir del siglo XIX su primitivo aspecto agrario en industrial, con la apertura de las minas de Reocín en 1857 y la salmuera de Polanco en 1857. Precisamente por su industrialización y por el importante incremento demográfico, en 1895 la regenta María Cristina le otorga el título de ciudad.
Sin embargo Torrelavega nunca ha perdido su carácter agrario y ganadero, contando desde 1767 con mercado semanal, otorgado por Carlos III. De 1844 data el recinto de la Llama, lugar de ubicación de su prestigioso mercado semanal de ganados hasta 1974, en el que se traslada al recinto del “Mercado nacional de ganados Jesús Collado Soto”. Este recinto, conocido popularmente como la Cuadrona, es con sus 140.000 metros cuadrados cubiertos, el de mayor superficie de España y uno de los más importantes en cuanto a volumen de operaciones.
A la bulliciosa ciudad hemos llegado por la carretera de Asturias, cuya construcción data de 1800, para arropar a los cofrades hojaldres que rindan tributo a su popular producto, en la celebración de su IX Gran Capítulo, el caluroso domingo 19 de agosto de 2012.
Los actos comenzaron a primera hora de la mañana con la concentración de las Cofradías que hemos acudido al Capítulo, en la calle Santander, en dónde fuimos recibidos por los Cofrades locales con los que compartimos desayuno en la Cafetería Pilo Urbano, en la que se nos agasajo con estupendos canapés, hojaldres y polkas, al ritmo de la música y los bailes que corrían a cargo del «Grupo de danzas Virgen del Campo» de la vecina Cabezón de la Sal.
Las cofradías asistentes, a la que hay que sumar la anfitriona, han sido las cantabras de la «Anchoa de Cantabria de Santoña», «Respigo de Laredo» «Orujo de la Liébana», «Quesos de Cantabria», «El Zapico», «Nacimiento del Río Ebro» y la «Academia Cantabra de Gastronomía». Las asturianas de «Doña Gontrodo», «Quesu Gamoneu», «Orden de los Caballeros del Sabadiego», «Vino de Cangas», «Oricios», «Amigos de los Nabos», «Gastrónomos del Yumay» y «Amigos de los Quesos», junto con la del «Vino de la Rioja», «Vino de la Ribera del Duero», «La cerveza de Madrid», «La Alubia de Tolosa», la francesa «Confrarie Saint Romain» y la portuguesa «Confraria da Amadora». La representación de la Cofradía de los Amigos de los Quesos del Principado de Asturias, estuvo compuesta en esta ocasión por Armando Álvarez, Monchu Llana y el que suscribe, mientras que Estela –en silla de ruedas, aún convaleciente de su rotura de peroné- represento junto a María Luisa Llavona a la Cofradía Doña Gontrodo.
Concluida la concentración llego el momento de inicio del Capítulo en sí, con la marcha cívica por las calles de Villamojada –como la llamó Benito Pérez Galdos en su novela Marianela – en dirección al Ayuntamiento, dónde concluiría. La marcha la iniciaba el casi centenario grupo «Picayos de la Virgen de las Nieves» de Tanos (Torrelavega) que fue creado en 1916, a la que siguió la Cofradía anfitriona con un grupo de miembros repartiendo en el desfile las «polkas» a los transeúntes que observaban la misma, seguida del resto de Cofradías, cerrando la misma el mencionado Grupo de danzas Virgen del Campo.
El Ayuntamiento – en no muy buenas condiciones de habilitabilidad por cierto – esta ubicado desde 1906 en el palacio que Demetrio Herrera construyó en 1888, destacando en él sus escaleras principales de mármol y el salón de sesiones con su bóveda y pinturas románicas realizadas por el catalán Ramón Fraxenet.
En la fachada del engalanado edificio y bajo la bandera de la ciudad –por cuyos colores sus habitantes son llamados «portugueses» – se realizo la foto de familia de todos los cofrades de las respectivas Cofradías, antes de acceder al mismo a través del pasillo de aros que portaban los miembros del grupo de danzas.
En la comida de hermandad, hemos degustado un menú compuesto, por aperitivos de hojaldre de la Cofradía, marmita de bonito, e solomillo al tostadillo de Liébana con su guarnición. Postre: «Homenaje a la Cofradía del Hojaldre».
Los vinos elegidos han sido: vino blanco de la DOP Rueda (aunque en progama figuraba Ribera del Ansón, de la IGP Vino de Cantabria Costa) el tinto «Solar Viejo reserva vendimia seleccionada» con D.O.P.Rioja y el cava «Cantabria Infinita Brut» elaborado por Segura Viudas.
Muy correcto menú, con un exquisito postre elaborado en la confitería Hojaldres, por Germán Erquicia, uno de los cofrades más entusiasta y gran colaborador de la Cofradía, compuesto por una torrija de hojaldre borracha y dos tipos de tartas de hojaldres diferentes.
Al concluir la comida y antes de tomar el café, Javier Marcano como Gran Maestre, hizo público en compañía de sus compañeros cofrades que han formado parte del jurado, del veredicto del «I Concurso de pincho elaborados con hojaldre» organizado por la Cofradía en colaboración con la AEHC (Asociación empresarial de hostelería de Cantabria). En él han participado 42 establecimientos, que ofertaron sus elaboraciones desde el 10 al 19 de agosto a un precio de 2,5 euros que incluía pincho y bebida. El jurado seleccionó a 8 establecimientos: el Refugio de Tanos, bar Cabrero, restaurante Villa de Santillana, la Gárgola, restaurante Urbano´s, bar Mundial, restaurante Al Natural y cafetería Pilo Urbano. Los dos últimos han sido los finalistas, los otros 6 han recibido mención, siendo el vencedor final la cafetería Pilo Urbano (en la que había tenido lugar el desayuno de recepción del Capítulo) con su elaboración: «pincho de hojaldre de queso de cabra, cebolla caramelizada y mousse de pimiento rojo».

Capítulo de la Cofradía del Hojaldre de Torrelavega

Luis Javier del Valle Vega

Os CTT-Correios de Portugal disponibilizam no seu portal uma ferramenta online que permite a consulta instantânea de valores em dívida de portagens por utilização das auto-estradas com cobrança exclusivamente electrónica (scuts), como por exemplo a A23 e a A25. Através da inserção da matrícula, é possível ter acesso a eventuais débitos.

A25 - scut - pagamento electronico

Os utilizadores de auto-estradas com cobrança de portagens electrónica, como por exemplo a A23 e a A25, podem agora saber se têm algum valor de portagens em dívida. Os CTT criaram uma ferramenta online, que confirma de forma imediata através da inserção da matrícula do veículo se existem pagamentos por efectuar.
Na página da ferramente online deve ser inserida a matrícula do veículo em letras maiúsculas e o código da imagem apresentada.
A informação apresentada corresponde ao total dos valores de taxas de portagem em dívida até à presente data a pagamento nos CTT, e não inclui os valores cuja data limite de pagamento já tenha expirado. Aos valores em dívida acrescem custos administrativos a apurar no momento de pagamento. O sistema permite, ainda, consultar o histórico de passagens nas portagens eletrónicas.
De acordo com a Lei após a passagem nas autoestradas com cobrança eletrónica de portagens dispõe de cinco dias úteis para pagar os custos das portagens eletrónicas numa estação CTT ou agente payshop. Os pagamentos em dívida podem ser efectuados em qualquer caixa da rede Multibanco.
Por outro lado se quiser controlar os seus gastos através do iphone tem uma app – m.Portagem – com ver informação atualizada sobre os seus gastos na Via Verde Online e ainda dívidas nas auto-estradas com cobrança exclusivamente electrónica (antigas Scuts), para uma determinada matrícula.
Funcionalidades: visualização de viaturas e movimentos da Via Verde; visualização de dívidas de uma determinada matrícula; histórico de matrículas usadas; adicionar alertas para pagamento de dívidas.

Dispositivo de consulta nos CTT. Aqui.
jcl

A Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda, no concelho de Almeida, organiza um Festival de Pára-quedismo com quatro grupos de saltos no dia 16 de Setembro. Os pará-quedistas vão ser transportados por uma aeronave que levará voo do aeródromo da Dragoa, na Ruvina, para depois saltarem sobre o Largo de Santa Eufêmea na Freineda. A angariação de donativos para as populares festas da freguesia raiana tem decorrido ao longo do ano em diversos encontros de convívio e confraternização. O Capeia Arraiana esteve presente num desses momentos…

Santa Eufêmea - Pára-quedismo - Freineda - Almeida

A tarde daquele dia 11 de Agosto esteve mui caliente mas o pôr-do-sol trouxe consigo um ar fresco que aconselhava a alguns agasalhos. No Largo da Igreja Matriz da Freineda, junto à fachada da casa que, durante meses, serviu de quartel ao general Wellington, duque inglês que comandou as tropas que defendiam Almeida das invasões francesas, os panelões já estavam ao lume. Na mesa ao lado cerca de uma dezena de quilos de arroz alinhavam na formatura ao lado do sal e das latas do feijão.
«Temos por tradição organizar almoços e jantares para angariar dinheiro de forma a fazer face às despesas», começa por nos explicar José António Reis, um militar da Força Aérea que nunca vira a cara quando se trata de promover a sua terra. «Este jantar vai ser servido com carne de vitela oferecida pelo ganadero Emilio, de La Alamedilla, a quem estamos muito gratos porque já em diversas ocasiões fez questão de mostrar que é um grande amigo da nossa terra», acrescenta o nosso anfitrião. A seu lado Emilio ouvia atentamente e aproveita para meter a sua cucharada: «Já fui mordomo da Carroça. É mais uma fiesta inventada pelo Gonçalves que mete garrafón e paletas porque no dia 17 faltava qualquer coisa. A mi me gusta essa fiesta!»
Enquanto se acrescentavam mais umas mesas e uns bancos corridos porque, afinal, as previsões foram ultrapassadas e era necessário acomodar cerca de uma centena de freinedenses que aderiram à «prova da vitela do Emilio» era tempo do aperitivo numa adega mais conhecida por «Bodega do Reis». O espaço tornou-se apertado para tantos amigos que se sentaram em roda da mesa presidida pelo Pedro, filho do Jordão das Batocas. «Não falho um encerro. Ainda hoje estive em Vilar Formoso. Vivam as Capeias», brinda o Pedro secundado por todos os presentes.
A noite terminou com o jogo do galo onde os participantes de olhos vendados (mas pouco) tentavam acertara num ovo que dava direito a levar para casa um galo vivo oferecido pela Comissão de Festas. Os mordomos (casais) de Santa Eufêmea (de acordo com a grafia da Freineda) em 2012 são: Carlos Tavares, Mário Rocha, Edgar Gonçalves, Licínio Gonçalves, Carlos Pereira e João Pedro.
Mas… ainda falta falar dos pára-quedistas? Claro que sim. A Freineda, e toda a Raia, vão assistir pela primeira vez a um festival de pára-quedismo. No dia 16 de Setembro a Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda vai proporcionar momentos inéditos. O avião vai estar estacionado no aérodromo da Dragoa, na Ruvina, concelho do Sabugal, e levantará voo para levar os pára-quedistas em duas vagas de manhã e duas da parte da tarde: os saltos sobre o Largo de Santa Eufêmea, na Freineda, com seis «páras» de cada vez estão marcados para as 11:00 e para as 11:45 e para as 16:00 e 16:45 horas. As festas da Freineda obrigaram a antecipar para 8 e 9 de Setembro, em Vila Nova da Barquinha, a Taça de Portugal de Pára-quedismo com Precisão de Aterragem.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O Capeia Arraiana associa-se à Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda apoiando este momento inédito em terras raianas.
jcl

Os encerros e as capeias arraianas na Raia sabugalense têm um novo protagonista. Chama-se José Manuel Monteiro Duarte mas todos o conhecem por «Fininho». O ganadero tem apresentado nos dois últimos anos excelentes curros com destaque para a recente Capeia de Aldeia do Bispo onde houve um reconhecimento unânime da qualidade dos toiros em praça. «No dia em que acabarem os encerros e as capeias a Raia perde a sua identidade», diz-nos quem sabe do que fala numa conversa descontraída onde confessou que agora o grande objectivo é fazer uma corrida no Campo Pequeno, em Lisboa.

Ganaderos José Manuel Duarte «Fininho» e Joaquina - Sabugal

José Manuel Monteiro Duarte, o «Fininho» como é conhecido na Raia sabugalense, nasceu há 41 anos na freguesia de Famalicão da Serra, concelho da Guarda.
«Comecei sozinho em 1994», lembra o ganadero no início da nossa conversa no Café do César, na Ruvina, onde chegou à hora marcada acompanhado da mulher Joaquina. A entrevista esteve inicialmente marcada para a quinta onde tem os toiros mas um calendário muito preenchido no mês de Agosto deixou essa visita para futura oportunidade. O terreno com muitos carvalhos vai desde o caminho agrícola da descida da Laje da Guarda até ao rio Côa contornando o cabeço da Senhora das Preces, local de romaria dos ruvinenses.
Voltando às memórias dos primeiros tempos diz-nos que aprendeu muito com o ganadero Manuel Rui, para quem trabalhou e a quem namorou uma filha. «Era o maior das touradas», diz com admiração.
– Qual foi a primeira capeia que realizou na Raia sabugalense?
– A primeira corrida, uma garraiada, com toiros meus teve lugar a 10 de Junho de 1994 numa praça desmontável em Famalicão da Serra. Fui comprar os animais ao Ribatejo e no primeiro ano e meio fiz 19 corridas. A minha primeira corrida na Raia foi em Aldeia do Bispo na tradição capeia do Carnaval. Nesse tempo ainda tinha os toiros a pastar em Famalicão mas tomei a melhor decisão da minha vida. Optei por vir sozinho para a terra dos toiros. Aqui é que é o Mundo das touradas e dos cavalos. Nesse tempo, no tempo do Emiliano e do Paco, os encerros tinham muito peso. Curiosamente, de há dez anos para cá, voltaram a ter muita participação e fui obrigado a comprar cabrestos. Os encerros trazem muita gente. No dia em que acabarem os encerros e as capeias a Raia perde a sua identidade.
– Considera-se um ganadero?
– Em vinte anos já realizei mais de 400 corridas em concelhos como o Sabugal, Guarda, Almeida, Bragança, Águeda, Aveira, Penamacor ou Castelo Branco. Fiz um enorme investimento nestes dois últimos anos para mudar a forma de trabalhar melhorando os pastos, a alimentação e o transporte dos toiros separados em gaiolas. Considero que tenho todas as condições para ser reconhecido como ganadero e tenho ganas de triunfar. Além disso faltava-me um braço direito que encontrei na minha mulher Joaquina com a qual faço uma equipa. Foi como encontrar uma agulha no palheiro. A Joaquim passou de guardadora de ovelhas para tratadora de toiros. Foi uma mudança radical mas que está a valer a pena. Tem evoluído muito rapidamente e de forma surpreendente na maneira de ver e perceber o que é bom para o forcão. Já vai a pé fechar os toiros e as vacas de quatro e cinco anos.
– Como aconteceu aquela colhida no encerro de Nave de Haver?
– Já apanhei cornadas valentes há cerca de 15 anos com um toiro em pontas. Já este ano, em Nave de Haver, levei umas cambalhotas valentes no encerro a cavalo. Acontece. Normalmente ando no meio dos toiros sem problemas. Eles têm muita sensibilidade e percebem se estamos com medo ou não mas temos de mostrar que quem manda somos nós. São animais que aprendem depressa e que sabem quem os traba bem. Há momentos em que me deito na majedouro onde comem mas também já tive de subir a correr para os carvalhos mais perto.
– Como se escolhe um toiro para o forcão?
– Para bater bem ao forcão o toiro tem de ser macio e meigo. Os que levei à Capeia de Aldeia do Bispo, na semana passada, eram todos perfeitos. Tenho as corridas separadas em cada parque porque não convém juntar animais de ganaderias diferentes. Cada toiro faz uma corrida ao forcão e depois vai para o matadouro. Prefiro o gado português e já estou a trabalhar com várias ganaderias para preparar as corridas do próximo ano. Para criação própria tenho vacas de ventre a parir desde há cerca de três anos.
– Há cuidados especiais para preparar uma corrida como o Festival «Ó Forcão Rapazes»?
– Foi a Joaquina que escolheu a ganaderia Ortigão Costa mas tivemos em conta o orçamento. Os nove toiros (mais um sobrero de reserva) para o Festival «Ó Forcão Rapazes» têm apresentação, idade, peso, terapio e qualidade para não falharem. A «Ortigão Costa» é uma ganaderia de muita tradição que manda toiros para o Campo Pequeno, para Espanha e para França. A responsabilidade e o número de corridas e encerros obrigou-me a aumentar a equipa com alguns amigos que me acompanham. No entanto ainda não dá para viver exclusivamente das corridas. Os alimentos estão muito caros e, por isso, fora da época alta trato dos animais e dedico-me à venda de lenha.
– A temporada de 2012 está a correr de feição…
– Está a correr muito bem. Um passo importante que dei para chegar aqui foi um encerro nos Fóios há três anos em que me deram muito valor porque já há mais de 40 anos que não encerravam o gado todo. Esta temporada destaco os encerros e capeias de Aldeia do Bispo, Rebolosa, Fóios e, claro, o Festival da praça do Soito. Outros momentos importantes foram o encerro de Nave de Haver e a corrida em Vale da Mula que está a ganhar muito peso na região. Em Vila Boa animaram-se e voltaram a fazer uma corrida após mais de 20 anos muito por culpa dos meus amigos Manuel António, do filho e do Manuel «Forneiro» que também me andam a ajudar. (Enquanto conversávamos ficou apalavrada com o mordomo Carlos Pina Solito a garraiada da Bismula para o dia 22 de Agosto).
A Joaquina foi uma espectadora atenta de toda a conversa e apenas interveio para destacar as qualidades do nosso entrevistado. «O Zé Manel nasceu para ser ganadero. Está-lhe no sangue. Às vezes para embolar um toiro senta-se em cima dele com um àvontade como se estivesse a lidar com gado manso.»
A terminar o «Fininho» confessou um desejo: «Agora tenho como grande objectivo fazer uma Capeia Arraiana na Catedral em Lisboa.»

Contactos: Telemóvel: 963 912 967. Facebook: Ganaderia José Manuel Duarte Fininho.

Os toiros do Festival Ó Forcão Rapazes podem ser vistos Aqui.

Camião do Ganadero José Manuel Duarte Fininho - Sabugal

O José Manuel Duarte surpreende por manter uma expressão quase inalterável ao longo da conversa. Transmite convicção, gosta de pormenorizar os factos e percebe-se que tem as ideias arrumadas.
jcl

A recepção de boas vindas aos participantes na iniciativa Sabugal Tour acontece amanhã, 13 de Julho, pelas 21 horas, no Largo do Castelo do Sabugal, onde actuarão o Grupo de Cantares da Meimoa e o Grupo Etnográfico do Sabugal.

Trata-se de um encontro aberto a os que gostam ou querem conhecer as potencialidades turísticas do Concelho do Sabugal. A iniciativa nasceu de um desafio lançado por Alberto Luís, um valdespinhense que, apoiado por alguns amigos e algumas instituições, está apostado em potenciar o desenvolvimento do Sabugal, crendo que o Turismo pode ser a alavanca.
O rico e vasto património histórico e natural do concelho do Sabugal, oferece as melhores condições para o desenvolvimento deste projecto. O Sabugal conta com as imponentes e belas serras da Malcata e das Mesas, os castelos de cinco antigas vilas, as aldeias de raiz medieval, o rio Côa e magníficas paisagens.
O Sabugal Tour desenvolve-se nos dias 13, 14 e 15 de Julho, de modo a permitir aos amantes da Natureza e da boa mesa desfrutarem de um excelente fim-de-semana nas Terras Raianas.

Para o primeiro dia, sexta-feira, 13 de Julho, está previsto:
21.00h – Recepção de boas vindas no Castelo do Sabugal (Rancho Folclórico do Sabugal e Grupo de Cantares da Meimoa).
22.00h – Porto de Honra na Casa do Castelo.
23.00h – Chegada ao RaiHotel.

Para sábado, 14 de Julho:
9.30h – Partida para o Centro Histórico (visita guiada ao Castelo, Solar dos Britos, Museu, e Judiaria).
12.30h – Almoço buffet no Restaurante O Lei
15.00h – Partida para a Aldeia Histórica de Sortelha (visita guiada).
16.30h – Partida para o Museu do Queijo em Peraboa ( degustação de queijos).
18.00h – Partida para a Quinta dos Termos (prova de vinhos e degustação de enchidos, presuntos e queijos da região).
21.00h – Regresso ao RaiHotel.

Para domingo, 15 de Julho:
10.00h – Partida para o Restaurante/Viveiro de trutas – Trutalcôa.
10. 30h – Manhã desportiva/recreativa. Caminhada do Trutalcôa à antiga aldeia do contrabando Quadrazais pela Rota Pedestre do Rio Côa. Para quem não estiver interessado pode desfrutar e dedicar-se à pesca da truta na charca do viveiro).
15.30h – Partida para o Sabugal.

Inscrições – usando os telefones: 969272706 / 919176246 ou o email : betcentral@hotmail.com
Para quem vier de Lisboa a organização informa que há ao dispor autocarros da transportadora Viúva Monteiro, com partida da Gare do Oriente todas as sextas-feiras às 18 horas e chegada ao Sabugal às 22 horas. Para o regresso o autocarro sai do Sabugal aos domingos, pelas 18 horas, com chegada a Lisboa às 22 horas.
A organização convida as pessoas em geral a marcarem presença na recepção de boas-vindas aos participantes no Sabugal Tour, muitos deles vindos de fora do concelho do Sabugal.
plb

António Martins, natural do Soito, é um dos promotores do empreendimento turístico no espaço rural, Casas de Campo Carya Tallaya, sito em Vale das Éguas, concelho do Sabugal, recentemente inaugurado e já em pleno funcionamento. Trata-se de um projecto concebido e executado pela família de Fernando Proença, em que todos (esposa, filhos, genros e netos) desempenharam o seu papel para criar um espaço de qualidade, que alia a ruralidade e a rudeza da construção tradicional ao charme e ao conforto das casas modernas, dando lugar a um autêntico paraíso que interessa descobrir. Estivemos à conversa com António Martins acerca deste projecto arrojado e inovador, que pretende potenciar o filão turístico na região.

– Como nasceu a ideia de construir um espaço de turismo rural em Vale das Éguas, uma das mais pequenas e, porventura, menos conhecidas aldeias do concelho do Sabugal e da região?
– Tudo começou aqui há uns anos com a aquisição por parte da família de umas casas tradicionais, que estavam em ruínas, com a ideia de as recuperarmos para casas de férias, para uso familiar. Entretanto, com a construção da mimosa praia fluvial de Vale das Éguas que destacou a aldeia no mapa do concelho e com o avanço do projecto das Termas do Cró, que ficam ali ao lado, começámos a pensar em conceber um projecto de turismo rural apelativo, tirando partido daquelas e de outras potencialidades da região. Com base nas ideias que concebemos encomendámos a elaboração de um projecto arquitectónico, e avançámos depois com a construção, mantendo a traça arquitectónica das casas, mas garantindo-lhe as comodidades da vida moderna.
– E receberam apoios de outras entidades?
– Com vista a obtermos apoio financeiro, pois tratava-se de um investimento avultado e de um empreendimento com interesse para a região, submetemos uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, o chamado PRODER, no âmbito da Medida 3.1 (Diversificação da Economia e Criação de Emprego) e da Acção 3.1.3 (Desenvolvimento de Actividades Turísticas e de Lazer), tendo esta candidatura sido aprovada para receber o financiamento correspondente.
– Por quanto tempo se porlongaram as obras?
– Depois da aprovação do projecto pelas diversas entidades e da obtenção da licença de construção, as obras prolongaram-se por dois anos. Não tínhamos pressa, mas houve necessidade de cumprir escrupulosamente as exigências por parte do PRODER, de acordo com legislação específica daquele programa. Mas o que esteve sempre em mente foi o querer construir um espaço inovador, e julgo que o conseguimos. Pelo menos tem sido este o feedback que temos recebido desde a entrada em funcionamento. Sentimos que temos clientes que vieram em função do encanto do espaço e em simultâneo descobriram um concelho com enorme potencial turístico que lhes era desconhecido.
– Foi arrojado investir na aldeia com maior taxa de envelhecimento do país, não acha?
– Essa fragilidade de Vale das Éguas pode ser vista de modo positivo, pois a aldeia oferece a tranquilidade e o sossego que muita gente procura quando opta por viajar para o espaço rural em detrimento das zonas balneares e dos espaços lúdicos no ambiente urbano. Saliente-se ainda o interesse da paisagem envolvente com a proximidade do rio, a
harmonia da rusticidade do conjunto das construções e localização geográfica privilegiada, dada a centralidade de Vale das Éguas para aqueles que querem fixar residência temporária num espaço e local, para daí partir à descoberta do vasto e diversificado património histórico–natural da região. Carya Tallaya beneficia das potencialidades da região, nomeadamente da contiguidade ao rio Côa e da magnífica praia fluvial de Vale das Éguas, das vizinhança das Termas do Cró, da proximidade e centralidade em relação às Aldeias Históricas, nomeadamente Sortelha, da Reserva Natural da Serra da Malcata, dos vários castelos e locais históricos da região e da própria Espanha que fica a dois passos.
– Apostaram, do ponto de vista comercial, em parcerias com outras entidades, de modo a aproveitarem essas potencialidades?
– O empreendimento foi inaugurado há poucas semanas, e estamos empenhados na sua divulgação, ao mesmo tempo que estabelecemos contactos com diversas entidades públicas e privadas, no sentido de juntarmos esforços e criar sinergias. Uma das principais apostas é em relação às Termas do Cró, tendo tido já contactos preliminares com a empresa municipal que gere as termas. Há ao mesmo tempo outras vias que vamos explorar, promoção/venda de artesanato ou produtos locais e regionais, colaboração com restaurantes, para divulgação da nossa gastronomia, colaboração com algumas empresas já estabelecidas no concelho na área dos desportos colectivos e/ou radicais e estamos receptivos a novos desafios para criar oportunidade de mais-valias para eventuais parcerias que possam vir a ser estabelecidas.
– Porquê Carya Tallaya?
– O nome Carya Tallaya, com ligeira adaptação, foi o topónimo adoptado por surgir em vários documentos históricos como sendo uma povoação antiga, fortificada num cabeço fronteiro ao rio Côa, do qual derivou Vale das Éguas. Ao atribuirmos este nome ao projecto pretendemos homenagear a história, uma vez que se trata de um projecto de «reconciliação» com o nosso passado, embora na ideia de valorizar o presente. O nome Carya Tallaya, estando associado, como disse, a uma antiga povoação fortificada, remete para as ideias de força, protecção, segurança e conforto. Por outro lado, adoptámos como logótipo o símbolo da flor dente-de-leão, que pela sua natureza e características consegue ser em simultâneo uma planta bela, sensível e coesa, uma das mais altruístas da natureza, cuja semente se propaga com o vento, desnudando-se para que sua beleza se estenda pela Mãe Natureza.
– Falemos agora no conceito arquitectónico das Casas, que mantêm a traça rústica exterior, mas cujo interior tem excelentes comodidades.
– Procurámos juntar o rústico ao contemporâneo para acolhermos as pessoas «em casa», garantindo-lhes um regresso às origens com o melhor conforto possível, podendo assim beneficiar de um merecido descanso e uma revigorante estadia. O projecto está voltado para quem procura paz e tranquilidade, e deseja quebrar a rotina das responsabilidades e compromissos sócio laborais, daí a importância que demos à comodidade no interior das habitações.
– Nota-se que houve ali mão sábia…
– Sim houve mão sábia, muito planeamento e criatividade em que se aliou o desejo e muito esforço de toda a família ao saber e conhecimento dos técnicos. Aproveito para enaltecer e destacar o grande empreendedor Fernando Proença, pelo facto de ser o grande promotor deste projecto, na medida em que só foi possível de concretizar, graças à sua vontade de realizar este investimento na aldeia à qual preside há mais de duas décadas, onde além de todo o significativo contributo para a causa comum, junta agora este investimento privado. Mas sim… o empreendimento teve na sua concepção e construção a colaboração de duas arquitectas, Bernadette Canelas (responsável de projecto) e Rute Póvoa Prazeres (arquitecta de interiores e decoração), ficando a execução da obra a cargo da Construções Aires & Irmão, Lda. A ideia foi inovar com uma criatividade ímpar para a região, dando uma personalidade própria aos interiores, primando pelo conforto e funcionalidade. Muito do mobiliário (roupeiros, camas, kitchenett`s) e muito do design de interiores (tectos falsos, casas de banho, iluminação, candeeiros) foram criados em exclusivo para Carya Tallaya, tendo em conta os propósitos do projecto, encantar e surpreender muito pela positiva e pela originalidade, os nossos hóspedes.
– Quantas casas ficaram disponíveis para alojamentos?
– Disponibilizamos quatro casas – três apartamentos T2 e um T1. Cada uma tem o seu encanto e a sua sedução, pelo contraste entre a traça tradicional do seu exterior e a decoração contemporânea e acolhedora do interior. Estão todas elas equipadas com lareira e aquecimento central, kitchenette em regime self-catering, apetrechada com todos os utensílios e demais equipamento, como frigorífico, micro-ondas, placa vitrocerâmica e máquina de lavar louça. Estão preparadas para uma lotação de 14 pessoas (sete quartos) com garantia de todo o conforto e comodidade. Poderá ser aumentada a lotação para mais 6 pessoas, em camas extra ou sofá cama, mantendo a comodidade. Apesar das áreas exteriores serem comuns, as casas são completamente independentes, o que garante uma privacidade absoluta. O exterior contempla uma horta biológica, jardim, piscina com tratamento de água sem recurso a químicos, ainda um espaço social, com alpendre, lareira para recepções e convívio entre os hóspedes.
– E servem refeições?
– Servimos pequenos-almoços em regime de self-catering. Os produtos regionais para esta refeição são deixados no frigorífico e o pão é colocado pela manhã à porta da casa. O espaço não dispõe de restaurante e não serve refeições, no entanto é possível encomendar com antecedência mínima de 24 horas. As refeições serão entregues nas próprias casas, sendo para isso disponibilizada uma lista de menus para escolha da ementa.
– Garantem portanto, a quem venha, um serviço de qualidade?
– Com toda a certeza. É nosso lema: Se algo não estiver do seu agrado, pedimos que nos comunique sem demora. Mas se gostou, não se incomode a dizer-nos, comente-o com um amigo. Em certos momentos, cumulativamente ao acolhimento, serão proporcionadas algumas outras actividades, como a apresentação/exposição de trabalhos artísticos das mais diversificadas áreas, que poderão variar da escultura, à pintura, ao artesanato, à musica, teatro, fotografia, etc. Actualmente e até ao final do verão está patente no espaço comum do empreendimento uma exposição de escultura do autor João José Oliveira, do Soito, digna de ser visitada. Aproveito para referir que estamos disponíveis para acolher trabalhos e realizar exposição de outros autores das mais diversas áreas artísticas.

Pode obter aqui e aqui mais e melhor informação acerca das Casas de Campo Carya Tallaya.
plb

António Martins, natural do Soito, é um dos promotores do empreendimento turístico no espaço rural, Casas de Campo Carya Tallaya, sito em Vale das Éguas, concelho do Sabugal, recentemente inaugurado e já em pleno funcionamento. Trata-se de um projecto concebido e executado pela família de Fernando Proença, em que todos (esposa, filhos, genros e netos) desempenharam o seu papel para criar um espaço de qualidade, que alia a ruralidade e a rudeza da construção tradicional ao charme e ao conforto das casas modernas, dando lugar a um autêntico paraíso que interessa descobrir. Estivemos à conversa com António Martins acerca deste projecto arrojado e inovador, que pretende potenciar o filão turístico na região.

(Clique nas imagens para ampliar.)

plb

Estava eu bem espojado no areal fino da praia de Ponta Negra, em Natal (cidade de povo potiguar), gozando das belas visões de coisas semelhantes a passagens de modelos, ali passando «provocatoriamente» à minha frente, e bebendo o doce líquido quase gelado do quinto coco verde (líquido que médicos garantem ser equivalente a soro fisiológico), quando olhei para trás e vi um reclame de uma agência de viagens onde se podia ler de longe a palavra «Amazónia».

José Jorge CameiraDe repente lembrei-me que estava no país onde existe a famosa Amazónia! Pensei: por que não vou até lá? Fui à tal agência e ao fim de meia-hora tinha na mão um bilhete de ida e volta até Manaus e que me custou o equivalente a 500 euros, só a viagem.
É o meu hábito, quando viajo para algum lado a primeira vez, não marco nada, não reservo nada. Quando chego ao aeroporto, sento-me na primeira cadeira e então organizo mentalmente tudo. Onde dormir é sempre a primeira meta a resolver. O resto é por arrastamento dinâmico.
A viagem teve a durabilidade anunciada de 6 horas. Viajei num pequeno mas moderno avião da TAM, com uns 150 lugares que aterrava em cada cidade importante, para sairem uns e entrarem outros passageiros. Saindo de Natal, aterrou em Fortaleza; daqui até S.Luis; S. Luis – Belém; Belém-Santarém e desta cidade finalmente Manaus.
Curioso: em S.Luis (cidade de origem francesa mas com cheiro da arquitetura pombalina) uma pessoa entrou com uma gaiola que continha uns pássaros esquisitos e fez-me uma grande vénia – será que eu lhe pareci algum fiscal do Ibama (o nosso IPAR), que controla também as aves raras de todo o Brasil?
O que me fez lembrar esta viagem? Os comboios em Portugal! Às tantas tive a sensação de viajar na Linha de Comboio da Beira Baixa: sai de Lisboa passa por todas as Estações junto ao Rio Tejo até morrer em Castelo Branco. Portanto no Brasil viajar de avião entre cidades parece uma viagem vulgar de comboio em Portugal. É a força das distâncias naquela Potência Emergente, como agora se diz.
Foi fascinante voar sobre a Amazónia na sua parte leste – ver lá de cima aquele imenso mar verde de árvores, aqui e ali o serpentear de rios ziguezagueando. Bem saliente e dominador, o grande e misterioso Rio Amazonas, bem castanho de suas águas.
Vêr a cidade de Manaus por cima foi para mim uma grande surpresa – estava a contar com uma cidadezinha do interior para ali esquecida, rodeada por florestas cheias de bichos, com 50 ou 60 mil pessoas, casas modestas, essas coisas bem simples dos interiores. Afinal o que vi foi uma cidade de grandes dimensões (nem sei quantas vezes maior que Lisboa), estendendo-se pelas margens do Grande Rio. Imensos arranha-céus, quase tocando no avião no momento da «aterrissagem». Muitos reclames luminosos piscantes de conhecidas multinacionais. Milhões de pessoas, 4, …5, …sei lá ao certo! Um verdadeiro espanto! Junto às margens do rio, imensas casas-palafitas, essas com pernas bem altas para aguentar a subida das águas, onde a toda a hora a criançada mergulha.
No Aeroporto de Manaus fui bem claro ao taxista – Por favor leve-me para uma Pousada boa, o mais perto possível do Rio.
Fiquei na «Sol e Mar» (descobri que tinha comissão combinada), onde por 60 reais diários (25euros) tive uma suite e café-da-manhã bem farto (o pequeno-almoço no Brasil). Instalei-me, tomei de imediato um banho, a humidade ali é alta pois comecei a suar logo após a chegada – qual sauna grátis!
Fui jantar a um restaurante ali perto – o Fiorentina. Tive ali a primeira surpresa. Servi-me duma travessa onde estava um grande peixe cozinhado, a empregada pôs no meu prato um naco bem grande, misturado com um arroz saboroso que ainda hoje não sei que tempero tinha.
Quando comecei a comer o peixe, deparo com uma enorme espinha lateral, uma costela… algumas maiores que o meu dedo indicador! E outras mais apareceram, que guardei e ainda as tenho comigo. Comecei a ver que naquela região era tudo em tamanho grande!
A empregada, com rosto de índia, que olhava atónita para mim, disse-me que foi a primeira vez que viu um Português em pessoa. Porventura um descendente de descobridores ou colonos, terá pensado. Joga-me esta pergunta:
– Posso tocar na mão do «Sior»? Eu nunca vi um Português na minha frente…
Atendeu-me especialmente e o preço também foi especial – uns 15 reais por um jantar farto (6 euros).
Antes de recolher ao quarto, ainda deu para ir descobrir o que seria aquele enorme e persistente barulho que se ouvia cá fora e irradiava uma grande luminosidade para o céu.
Era nem mais nem menos uma grande feira ou mercado ao ar livre e ocupava vários quarteirões, talvez o equivalente a duas ou três cidades de Beja. Ora, como feiras é comigo…fui logo até lá!
Percorri aquilo tudo e valeu-me a boa forma física que geralmente tenho. Tudo por lá se vendia: calçado, roupas, loiças, artesanato indígena, muitas ervas para chás, chás com efeitos iguais ao viagra, mas com garantia de eficácia, vidros, cobres… tudo! Também bicheza da Floresta, mas escondida!
Comprei artesanato e algo que só há naquela região. Existe no Rio Amazonas um peixe enorme e comprido, o pirarucu, que atinge os 200 quilos de peso. Por conseguinte tem escamas grandes. Os artesãos com essas escamas fazem máscaras, escudos de guerra, punhos de lanças. E em cada escama desenham casas, árvores, de pássaros… uma maravilha! Essa máscara que se vê em anexo é feita dessas escamas sobrepostas.
O quarto na Pousada tinha dois níveis. O inferior com a cama e, três degraus acima, estava a casa de banho (no Brasil diz-se banheiro), separados por um lancil de 5 centímetros de altura (coisa esquisita, pensei eu). Mais tarde notei a utilidade.
Antes de me deitar e para não ligar o ar condicionado, deixei a janela da casa de banho aberta, porque me garantiram que não havia mosquitos em Manaus (não acreditei, mas vi que é verdade, escreverei o motivo).
Bem… nessa noite caiu uma trovoada imensa com relâmpagos que iluminavam por completo o quarto! De meter medo ao mais corajoso. Impossível dormir com tanto barulho! Mais luminosidade que aquelas bombas ianques sobre Bagdade! Foi «uma guerra» quase toda a noite…
Não podendo dormir, levantei-me para ir verter águas à casa de banho…
Mal ponho o pé depois do tal lancil, senti água até precisamente 5 cms acima dos meus pés! Tinha entrado água no banheiro, as minhas sandálias boiavam, quais barquinhos….
De manhã, um sol quente, céu limpo e azul, como se nada tivesse acontecido!
Programei com o rapaz da recepção para a manhã seguinte às 9 horas um passeio pelo famoso Rio – a minha grande aventura: ver e navegar no maior rio do Mundo! Preço 70 reais (28 euros) incluindo lanchinho no barco e almoço durante o passeio, virem-me buscar e trazerem-me à Pousada numa Bésta (minibus).
É o chamado Passeio «Encontro das Águas» para os Turistas. Na verdade, em frente a Manaus correm dois rios: O Solimões, de águas barrentas e o Rio Negro, de águas negras. Águas negras, por quê? Porque transporta areias negras ácidas diluídas e o vapor emergente mata tudo o que é mosquito, ovos, larvas… daí não haver mosquitos em Manaus!
Os dois rios viajam paralelamente e 12 quilómetros após Manaus juntam-se, e acontece um momento ímpar na junção – as duas cores fundem-se numa só, num suave remoinho de folhagem… então verdadeiramente e só nesse momento se chama Rio Amazonas.
(A aventura na Amazónia continua na próxima crónica…).

José Jorge Cameira

«Estórias de um filho de Vale de Lobo e da Moita»
mailto:jjorgepaxjulia4@hotmail.com

A Organização que recentemente trouxe os Agentes de Viagens ao Concelho do sabugal vai realizar mais uma iniciativa em favor da divulgação das nossas terras, apostando desta feita num «tour turístico» que mostrará aos interessados as nossas potencialidades.

Move-nos o amor à terra que nos viu nascer, às pessoas que aqui vivem e que fazem tudo para que este rincão do território português não morra e ultrapasse, pouco a pouco mas decididamente, a Crise que tanto nos preocupa. Pela nossa parte tudo faremos para que isto não aconteça.
Peço a todos os meus amigo e amigas que nos ajudem a divulgar e promover, dentro e fora de portas, todas as potencialidades do Turismo do Concelho do Sabugal. Agradecemos aos media a ajuda que nos têm prestado na divulgação dos nossos eventos.
O Concelho do Sabugal é um ilustre desconhecido no panorama nacional. Temos encontrado, e não são poucas, pessoas de diversos quadrantes que não sabem aonde fica nem conhecem o nosso Concelho. É triste mas é real. Uma região que tem para oferecer alguns dos melhores pratos gastronómicos de Portugal não se pode dar ao luxo de continuar a ser um ilustre desconhecido da maioria dos portugueses. Temos de ter orgulho do que sabemos fazer, do que somos capazes de fazer, do papel que desempenhámos ao longo da História, e, sobretudo, do que somos.
Convém não esquecer! Um concelho que tem uma Gastronomia como a nossa; um único Castelo de Cinco Quinas de que há memória; uma Aldeia Histórica como a de Sortelha uma ponte como a de Sequeiros; um monte como o Cabeço de S. Cornélio e o Cabeço das Fráguas; a Rota do Contrabando que nos liga à vizinha Espanha; um rio com a história do Rio Côa; serras como a das Mesas e a de Malcata; já para não falar dos inúmeros vestígios criptojudaicos um pouco por todo o lado não se pode dar ao luxo de continuar a ser um Ilustre Desconhecido. E que dizer da qualidade das carnes e enchidos da Beira?!

PROGRAMA
Sexta-feira, 13 de Julho

22.30h – Recepção de boas vindas aos visitantes na Casa do Castelo.
23.00h – Chegada ao RaiHotel.

Sábado, 14 de Julho
9.30h – Partida para o Centro Histórico do Sabugal [visita guiada ao Solar dos Britos, Museu, e Judiaria]
12.30h – Almoço buffet no Restaurante O Lei
15.00h – Partida para à Aldeia Histórica de Sortelha [visita guiada e apresentação de uma peça de teatro].
18.00h – Partida para uma Visita Guiada à Quinta dos Termos com prova de vinhos e degustação de enchidos, presuntos e queijo da região).
21.00h – Regresso ao RaiHotel

Domingo, 15 de Julho
10.00h – Partida para a Nascente do Côa, visita às Ruinas Lusitanas do Sabugal Velho. Visita a Alfaiates [ida ao Santuário de Sacaparte, ao Castelo e à Igreja da Misericórdia (aqui se realizou o casamento da Infanta D. Maria, filha de D. Afonso IV de Portugal, com Afonso XI de Castela).
13.00h – Almoço no Restaurante/Viveiro Trutalcôa.
14. 00h – Tarde desportiva/recreativa. Visita guiada ao Viveiro das Trutas.(os participantes poderão, se assim o entenderem, desfrutarem das óptimas condições que este lugar oferece, entre elas, dedicar-se à pesca da truta na charca do viveiro.
16.30h – Partida para o Sabugal.

Nota:
Os interessados poderão inscrever-se pelos telefones: 969272706 / 919176246 ou para o email: betcentral@hotmail.com.
Informamos que quem vier de Lisboa tem autocarros da transportadora Viúva Monteiro da Gare do Oriente ao Sabugal. Horário: Todas as Sextas-Feiras às 18 horas e chegada ao Sabugal às 22 horas. Aos Domingos tem do Sabugal as 18 horas com chegada a Lisboa às 22 horas.

Alberto Luís (Pela Organização)

Quero dizer-vos algumas palavras acerca do Encontro de Agentes de Viagens ao Concelho do Sabugal. Tudo começou com um convite que lhes enderecei, há cerca de fim de mês e meio, para visitarem o concelho e conhecerem de perto a gastronomia e outras valências a fim de, numa fase posterior, elaborarem roteiros turísticos que contemplem a região raiana.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A vinda deles só foi possível graças à pertinácia e persistência junto dos empresários e dos poderes públicos. Não foi fácil convencê-los da importância para a região da vinda destes especialistas de turismo. Uma luta ganha da qual nunca me arrependerei. Amo este concelho tão esquecido e desconhecido aquém e além-fronteiras.
Depois de todo este trabalho de relacionamento e compromissos firmados, cá chegaram na sexta-feira, dia 4 de Maio de 12, os agentes turísticos tão ansiosamente desejados, partindo para Lisboa no domingo à tarde, dia 6 do mesmo mês.
Tendo por base a Rota dos Cinco Castelos percorreram o concelho tomando contacto com a nossa gente, os nossos hábitos, e os nossos usos e costumes. Provaram a nossa comida e deliciaram-se com ela; visitaram os nossos castelos e admiraram a sua beleza majestática; olharam as nossas paisagens e deleitaram-se com os vales, as serras, o rio e as ribeiras que as constituem. Ficaram impressionados com o que viram e comeram e estou plenamente convencido que farão tudo o que estiver ao seu alcance para trazerem turistas ao Concelho do Sabugal.
Tanto os Hotéis, como os restaurantes e as casas de turismo rural aproveitaram a sua estadia, entre nós, para trocarem informações e conhecimentos, mas também aproveitaram para encetarem negócios possíveis num futuro que se espera bem próximo.
O levantamento das potencialidades turísticas, que temos para oferecer a quem nos visita, foi feito e relatado via oral ou através de um Questionário que lhes foi entregue à chegada e que contemplava todos os lugares por onde passaram ou restaurantes aonde comeram. A análise do questionário permite-me dizer que a gastronomia e a paisagem beirã, aonde se incluem os castelos, constituem os ex-libris do Concelho do Sabugal. Ressalta igualmente na necessidade de se apostar, cada vez mais num turismo com qualidade, a preços sempre concorrenciais, a única fórmula de sobrevivência num mercado altamente organizado e competitivo.
Os organizadores tiraram as suas conclusões, caberá também às entidades privadas e públicas que participaram tirarem as suas conclusões para que esta e outras iniciativas não caiam no rol do esquecimento. Pela nossa parte cabe-nos a árdua tarefa de conciliar o aparentemente inconciliável, com o propósito de defender um rico património que urge preservar a VIDA HUMANA.
Uma palavra de agradecimento à Natália Bispo pelo carinho com que acolheu a iniciativa. Tudo faremos para lutar contra a desertificação a que têm votado a nossa terra. A semente foi lançada à terra, agora é fundamental adobá-la para fortalecer o tronco e dar bons frutos no futuro.
Alberto Martins Luís

Tal como o previsto chegou ontem, dia 4 de Maio, ao Sabugal um grupo de agentes de viagens que se deslocam com o propósito de verificarem as potencialidades turísticas do Concelho. Durante o fim-de-semana terão um programa intenso de reuniões e visitas.

A recepção aos agentes de viagem teve lugar no Salão do Raihotel.
A visita prossegue hoje e amanhã, subordinada ao seguinte programa:
Sábado, 5 de Maio
10h00 – Visita guiada ao Museu Municipal e Castelo do Sabugal
11h30 – Porto de Honra na Casa do Castelo
12h30 – Partida para a aldeia do Casteleiro
13h00 – Almoço no Restaurante Gourmet Casa daEsquila.
15h00 – Visita guiada à Quinta dos Termos.
16h00 – Visita guiada a Sortelha. Actuação do Rancho de Folclórico de Sortelha. Lanche no Salão da Junta de Freguesia.
18h00 – Visita guiada à aldeia de Vila do Touro
20h00 – Jantar no restaurante O Pelicano
22h00 – Prova de vinhos Quinta dos Currais na Casa Villar Mayor. Prova de vinhos Gravato e Adega Cooperativa de Castelo Rodrigo com Sessão de Fados de Coimbra.
24h00 – Chegada ao Sabugal com dormida no Hospedaria Robalo

Domingo, 6 de Maio
10h00 – Visita guiada às Termas do Cró.
11h00 – Visita às Casas Carya Tallaya.
12h30 – Visita ao Centro Histórico de Alfaiates com passagem pelo Santuário de Sacaparte.
13h00 – Chegada Nascente doCôa.
13h30 – Porto de Honra no Centro Cívico dos Fóios.
14h00 – Almoço no Restaurante Trutalcôa / Viveiro das Trutas.
plb

No primeiro fim-de-semana de Maio, dias 4, 5 e 6, vai realizar-se no concelho do Sabugal um encontro de agentes de viagem com o propósito de efectuar um levantamento das potencialidades turísticas da Região Beirã. (ACTUALIZADO)

O Encontro insere-se num Projecto de Desenvolvimento Turístico que visa promover e dar a conhecer as vertentes em que a região se destaca, sejam gastronómica, hoteleira, taurina, religiosa, histórica, paisagística e lúdica, entre outras.
O Encontro de Agentes de Viagem tem o seguinte Programa:

Sexta-Feira, 4 de Maio
21h00 – Chegada ao Sabugal com dormida no RaiHotel

Sábado, 5 de Maio
10h00– Visita guiada ao Museu Municipal e Castelodo Sabugal
11h30 – Porto de Honra na Casa do Castelo
12h30 – Partida para a aldeia do Casteleiro
13h00 – Almoço no Restaurante Gourmet Casa daEsquila.
15h00 – Visita guiada à Quinta dos Termos.
16h00 – Visita guiada a Sortelha. Actuação do Rancho de Folclórico de Sortelha. Lanche no Salão da Junta de Freguesia.
18h00 – Visita guiada à aldeia de Vila do Touro
20h00 – Jantar no restaurante O Pelicano
22h00 – Prova de vinhos Quinta dos Currais naCasa Villar Mayor. Prova de vinhos Gravato e Adega Cooperativa de CasteloRodrigo com Sessão de Fados de Coimbra.
24h00 – Chegada ao Sabugal com dormida no Hospedaria Robalo

Domingo, 6 de Maio
10h00 – Visita guiada às Termas do Cró.
11h00 – Visita às Casas Carya Tallaya.
12h30 – Visita ao Centro Histórico de Alfaiatescom passagem pelo Santuário de Sacaparte.
13h00 – Chegada Nascente do Côa.
13h30 – Porto de Honra noCentro Cívico de Fóios.
14h00 – Almoço no Restaurante Trutalcôa/Viveirodas Trutas.

A iniciativa está a ser organizada por pessoas interessadas em que o concelho do Sabugal progrida aproveitando o filão turístico.
Estão a prestar apoio a Câmara Municipal do Sabugal, Empresa Municipal Sabugal+, Juntas de Freguesia do Concelho, Casa de Turismo Rural de Villar Maior, Palheiros do Castelo, Casa Carya Tallaya, Casa da Villa-Turismo de Habitação/Sabugal, Vinhos Quinta dos Termos, Vinhos Gravato, Adega Cooperativa de Castelo Rodrigo, Caixa de Crédito Agrícola, Caixa Geral deDepósitos.
plb

Durante alguns anos a Junta de Freguesia de Foios, dentro das possibilidades, foi adquirindo alguns lameiros e hortas que se localizavam na zona da recova, onde o rio Côa atravessa e divide a freguesia.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaA parte que fica situada na margem esquerda é também conhecida por Sortelha, pois já pertenceu a essa vila visto que o rei D. Dinis havia decretado que todos os territórios que se situassem na margem esquerda do Côa teriam esse destino.
Então na margem esquerda, no referido sítio da Recova, pensou a Junta, há alguns anos, implantar um espaço de lazer. É caso para dizer que custou mas foi. A Junta de Freguesia adquiriu uma dúzia de espaços, terrenos que eram demasiado alagadiços e pouco produtivos, na sua maioria.
Desde há três ou quatro anos a esta parte a grande preocupação foi encher esses dois hectares, com cerca de um metro e meio de entulho, tarefa que também não foi muito fácil.
Mas como alcança quem não cansa nunca desistimos e presentemente estamos a ver coroado de êxito o esforço de alguns anos.
O parque de lazer ainda não está como ambicionamos mas, certamente, que havemos de lá chegar.
Para além da piscina fluvial implantámos um telheiro com mesas e bancos onde fojeiros e outros amigos vão passando uns bons bocadinhos.
Nos últimos tempos o nosso amigo Nando, do Sabugal, começou a incutir-nos o interesse pelo apoio às auto-caravanas.
Depois de nos ter elucidado, convenientemente, acabámos por entender que poderíamos avançar nesse sentido. Depois de tudo bem ponderado decidimos meter mãos à obra e cremos que dentro de duas ou três semanas teremos o espaço em condições de podermos receber as cerca de trinta caravanas que irão estar nos Foios, por dois ou três dias, na segunda quinzena do presente mês de Abril.
Já depois de termos combinado a vinda deste grupo de caravanistas fomos contactados por um outro a solicitar a devida autorização para também poderem estacionar no parque durante os dias 15-16 e 17 de Junho. Sejam todos bem vindos!
O amigo e Sr. Nando para além de nos ter motivado ainda fez o favor de nos oferecer alguns equipamentos que ele próprio construiu de acordo com os excelentes conhecimentos que tem nessa matéria.
Também não poderemos deixar de reconhecer e de referir o apoio que nos tem sido prestado pelo nosso Município nas pessoas dos Senhores Engenheiros Tavares, Miguel Neto, Zé Eduardo, operadores de máquinas e outro pessoal.
Temos plena consciência das nossas limitações financeiras e, por isso, vamos solicitando os apoios possíveis. Mas, como diz o ditado, grão a grão enche a galinha o papo.
Foi também com muito entusiasmo que demos início à construção de um quiosque e de uns sanitários que sabemos fazerem imensa falta.
Sabendo que turismo é futuro pretendemos continuar a investir nestes equipamentos. Assim se vai vencendo a crise.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Rota das Judiarias foi considerada pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, como «a mais decisiva das redes para o turismo português».

Casa do Castelo - Sabugal

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Esta afirmação consta da entrevista dada por Francisco José Viegas ao semanário «Expresso» de 24 de Março e constitui, sem dúvida, o reconhecimento da importância do património judaico para a afirmação do interior do País enquanto destino turístico.
E não poderia deixar aqui de realçar o papel que, a nível do Concelho do Sabugal, a Talinha e a sua Casa do Castelo e o Quim Tomé têm vindo a desempenhar numa luta, por vezes contra tudo e contra todos, para que a nossa terra integre de pleno direito e sem qualquer hesitação esta Rota das Judiarias.
Mas esta entrevista contém dados ainda mais importantes para o Concelho, quando o Secretário de Estado fala de outras Rotas às quais o Sabugal terá de pertencer obrigatoriamente, como são as Rotas dos Castelos da Raia ou dos Monumentos Medievais em Ambiente Rural.
E, mais ainda, quando é reafirmado o papel do nosso vizinho Concelho de Belmonte enquanto «coração da rota das judiarias».
Face aos propósitos enunciados, é hora de, sem esquecer, bem pelo contrário, o caminho desbravado, o trabalho já feito e os seus protagonistas, definir uma estratégia coletiva em que todos os interessados tenham lugar, percebendo que esta pode ser uma das últimas oportunidades de desenvolvimento do Concelho.

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ps 1 – «Ultimamente já não sinto a necessidade de vir aqui partilhar o que quer que seja e não me tenho preocupado muito com isso, o que me leva a pensar que o melhor será fazer uma pausasinha e aguardar que o bichinho se forme novamente e aí, das duas uma, ou bebo um bagaço ou regresso e escrevo um post ou mil, logo se vê, de modo que o que por aqui se conclui é que isto não é um adeus definitivo, mas apenas um até já.» Foi com tristeza que li este post inserto no dia 23 de março no Blogue «Sabugal Tarrento».
Fui tendo alguns «desaguisados» com o responsável por este Blogue, mas sempre considerei o mesmo como importante para o Concelho do Sabugal. Espero sinceramente que seja apenas um até já muito breve…

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ps 2 – A morte de um escritor da qualidade de Antonio Tabucchi, italiano de nascimento, mas português de coração e de opção, pois era legalmente português desde 2004, é um momento triste para a cultura portuguesa. Honrar a sua memória é, sobretudo, ler ou reler as suas obras.

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ps 3 – Mais uma vez tive o privilégio de assistir a um concerto dirigido por Gustavo Dudamel, jovem maestro (31 anos) venezuelano e já considerado um dos melhores maestros vivos. Para quem muito gosta de falar mal do poder político da Venezuela aconselho a ler alguma coisa sobre o assim denominado «El Sistema», política de formação musical das crianças e jovens venezuelanos, enquanto instrumento de organização social e desenvolvimento comunitário. Dudamel é o produto mais conhecido do «El Sistema» venezuelano.

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ps 4 – Ainda falta mais de um mês, mas aqui deixo o alerta. Susana Baca, cantante peruana, estará no Porto (Casa da Música) a 9 de maio e em Lisboa (CCB) a 10 de maio. Para quem não conhece basta ir ao Youtube para se perceber o quão extraordinária é a sua música e a sua voz. Imperdível.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

El 17 de marzo de 2012, dentro de los actos de la XXI Festa do Queijo Serra da Estrela, en Oliveira da Hospital, se ha celebrado este III concurso, en el que he tenido el placer de ejercer de jurado. O artigo junta recetas y fotografías de los platos.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Luis Javier del Valle VegaNuestra Cofradía hermana, del Queijo de la Serra da Estrela, celebra su Gran Capítulo coincidiendo con esta festa o feria, motivo por el cual me desplazo todos los años a esa acogedora ciudad portuguesa. Dentro de los múltiples actos que organiza la Cámara Municipal, se encuentra este concurso, en el que he tenido el placer de estar invitado como jurado en las tres ediciones del mismo, en el cuál he compartido compañeros diferentes, siendo el único que ha asistido a las tres ediciones.
El concurso se realizó dentro del marco de la XXI Festa do Queijo de la Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade, ante la presencia del público asistente a la misma.
Las novedades de este año han sido básicamente dos, una la presentación de platos salados, lo que ha motivado el cambio de nombre, pasando de ser concurso de dolçerias a gastronómico, y la segunda la presentación de profesionales y establecimientos de hostelería. Al igual que en la edición anterior, se han presentado alumnos de la Escuela de hostelería del municipio.
Los platos presentados a concurso tenían que contener Queijo Serra da Estela, en algunas de sus variedades o algunos de sus derivados, es decir Queijo Serra curado, Queijo velho de la Serra, fresco y requesón. Los concursantes presentados han sido catorce, tres más que en la edición anterior, suministrando la organización a los miembros del jurado un folleto con las recetas de los platos presentados. Los premios, en metálico, para los tres primeros clasificados de eran de 100 €, 75 € y 50 €, respectivamente.
El jurado lo hemos formado cinco personas, el cocinero Helio Loureiro, que cuenta con el programa Gostos y Sabores de la RTP, presta sus servicios profesionales en el Hotel Palacio de Oporto y es colaborador de la Festa, en el que realiza en directo un show-cooking; Soledad Abrantes, cocinera del restaurante de la Cámara Municipal de Oliveira; Antonio Moniz Palme, representando a la Cofradía del Queijo Serra da Estrela; Zacarías Puente, representando a la Cofradía del Queso de Cantabria, y el que suscribe en representación de la Cofradía de Amigos de los Quesos del Principado de Asturias. Estaba igualmente prevista la presencia de Mariana, de la quesería Dos Lobos, en representación de los productores de quesos, que al final no pudo asistir. La concejal de cultura de la Cámara Municipal, María Silvia, coordinó el concurso.
La puntuación ha realizar total, comprendida entre 1 y 20 puntos, estaba compuesta por 5 apartados, cada una con un porcentaje diferente. En concreto, estos eran: degustación (40 %), presentación (30 %), originalidad de la receta (15 %) otras consideraciones del jurado (10 %) y viabilidad comercial (5 %). Aunque había que especificar entre salado o dulce, los premios no distinguían unos de otros, ni si eran de profesionales o de aficionados.
La prueba de los diferentes platos, se ha realizado delante del público asistente y en un momento del mismo, nos han visitado las autoridades que recorrían la feria, que no han dudado en degustar la que se estaba evaluando en ese momento. El sobrante de cada elaboración podía ser degustado por el público asistente.
Los tres primeros premios, han correspondido:
Primer Premio:
Categoría: Dulce.
Nombre plato: Delicia de la abuela serrana.
Nombre del participante: Restaurante Principe da Cidade.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 5 huevos.
– 100 gramos de azúcar.
– 1 dl de agua.
– 4 dl de natas.
– 400 gramos de queso fresco de oblea.
– 1 bote de leche condensada.
– 100 gramos de galletas María.
Elaboración:
1 – En un tazo verter las yemas de los huevos, el azúcar y el agua.
2 – Poner a fuego, moviendo siempre, hasta que este ligado y retirar del fuego.
3 – Batir bien las natas, junto con el queso y la leche condensada, hasta que quede una mezcla homogénea.
4 – Batir las claras de los huevos y mezclar bien con las dos mezclas anteriores.
5 – Triturar bien las galletas y decorar con ellas.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Segundo Premio:
Categoría: Salado.
Nombre plato: Hojaldre de queso.
Nombre del participante: Escuela Hostelería de Oliveira do Hospital.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– Masa filo.
– Manteca de oveja.
– Queso da Serra.
– 1 dl de natas.
– 100 gramos de nueces.
– 2 hojas de gelatina neutra.
– Sal.
– Pimienta.
Elaboración:
1 – Pintar la masa filo con la manteca y hornear a 180º C.
2 – Batir las natas y mezclar con la sal y la pimienta.
3 – Picar bien las nueces y mezclar con la gelatina previamente derretida.
4 – Colocar una base de masa filo con queso Serra y poner encima otra base de masa filo. Encima colocar la mousse de nuez y terminar con otra capa de masa filo.
5 – Decorar al gusto.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Tercer Premio:
Categoría: Dulce.
Nombre plato: Quesada de requesón con cabello de ángel.
Nombre del participante: María Isabel Mendes.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 330 gramos de requesón.
– 2 huevos.
– 8 yemas de huevos.
– 200 gramos de azúcar.
– 100 gramos de cabello de ángel.
– Canela.
Elaboración:
1 – Mezclar el requesón con el azúcar.
2 – Posteriormente añadir los 2 huevos, las 8 yemas, el cabello de ángel y un poco de canela en polvo.
3 – Mezclar bien todos los ingredientes.
4 – Verter el preparado en moldes, previamente untadas con un poco de manteca.
5 – Cocer en el horno a una temperatura de 180º C.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

El resto de participantes, han sido:
Categoría: Salado.
Nombre plato: Olibeiräo.
Nombre del participante: Joao Manuel Martins Quaresma.
Localidad: Santa Ovaia.
Ingredientes:
– 200 gramos de masa de pan de trigo o de centeno.
– 100 gramos de Aldeira Beira Alta. La Aldeira es un embutido de diferentes carnes troceadas.
– 100 gramos de queso de oveja curado y seco.
– 100 gramos de manzana Bravo Esmolfe (es un tipo de manzana local).
– 1 yema de huevo.
Elaboración:
1 – Con un rollo de cocina, extender la masa de pan hasta obtener un grosor de 0,5 cm, y cortar en cuadrados de 10 cm.
2 – Retirar la piel del embutido y cortarlo en rodajas.
3 – Pelar la manzana, quitarle el corazón y cortarlas en rodajas.
4 – Cortar el queso rodajas finas.
5 – Colocar encima de la masa, el embutido, la manzana y el queso.
6 – Hacer un bollo con la masa, cerrando bien los laterales.
7 – Pintar la masa con la yema del huevo, y cocer en el horno a 200º C durante cerca de 10 minutos.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Cascada de Estrela.
Nombre del participante: Isabel María Gouveia Ribeiro Neto.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes, para 4 personas:
– 1,5 dl de agua hirviendo.
– 50 gramos de manteca.
– 60 gramos de harina, tipo 55.
– 2/3 huevos de considerable tamaño.
– 1 requesón de unos 200 gramos.
– 200 gramos de dulce de frambuesa.
– 100 gramos de dulce de cabello de ángel.
– 100 gramos de geleatina de frambuesa
– Nueces y raspas de chocolate para decorar.
Elaboración:
1 – En un tazo verter el agua y la manteca, hasta que comience a hervir.
2 – Retirar del fuego y mezclar muy bien con la harina. Poner al fuego hasta que quede la mezcla suelta.
3 – Echar la mezcla en una manga pastelera y hacer unos bollos pequeños, que se meten en el horno, previamente calentado durante 20 minutos.
4 – Una vez cocidos, retirar y dejar enfriar.
5 – Mezclar bien el dulce de frambuesa y el requesón.
6 – Hacer un corte en los bollos y rellenar con la mezcla anterior.
7 – Disolver la gelatina de frambuesa con el cabello de ángel, las nueces y el chocolate.
8 – Verter por encima de los bollos y meter al frigorífico a enfriar.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Tarta de requesón con dulce de calabaza.
Nombre del participante: Restaurante típico Marques.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 1 base de masa hojaldrada.
– 3 huevos.
– 3 cucharas grandes de azúcar.
– 1 cuchara grande de harina.
– Dulce de calabaza al gusto.
– 20 cl. de natas.
– 1 requesón.
Elaboración:
1 – Colocar sobre la masa hojaldrada en una fuente y cubrirla con el dulce de calabaza.
2 – Mezclar bien los huevos, con las natas, el azúcar, el requesón y la harina.
3 – Verter sobre la fuente.
4 – Poner a cocer en el horno a 180º / 200º C.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Quesada de requesón.
Nombre del participante: Silvio Antonio da Costa Lourenço.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
Para la masa de la quesada.
– 500 gramos de harina.
– 200 gramos de margarina.
– Agua.
Para el relleno.
– 300 gramos de requesón.
– 100 gramos de harina.
– 200 gramos de azúcar.
– 4 huevos.
– 50 gramos de margarina.
– Un poco de canela.
– 0,50 cl de leche.
Elaboración:
1 – Preparar una masa para la quesada, con la harina, margarina y agua.
2 – Mezclar el requesón con el azúcar, y luego con los huevos, la margarina, la leche y la canela.
3 – Forrar moldes con la masa y verter la mezcla anterior.
4 – Cocer en el horno a una temperatura de 180º /200º C.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Bizcocho de requesón con dulce de calabaza.
Nombre del participante: Anabela Lobo Osório.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 300 gramos de requesón.
– 200 gramos de azúcar.
– 4 huevos.
– 0,50 dl de leche.
– 50 gramos de margarina.
– 10 gramos de levadura en polvo.
– 350 gramos de harina.
– Dulce de calabaza al gusto.
Elaboración:
1 – Batir bien las claras con el azúcar, y juntar con las yemas, la leche, la margarina y el requesón.
2 – Juntar la mezcla anterior bien con la harina y la levadura.
3 – Untar un recipiente redondo hondo con manteca.
4 – Verter la mezcla en el recipiente y meter a cocer en el horno.
5 – Una vez frío, partir por la mitad y rellenar con el dulce de calabaza. Igualmente con el dulce decorar la parte superior.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Salado.
Nombre plato: Lazos de requesón con presunto.
Nombre del participante: Vitor Rafael Osório Cruz.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– Harina, para hacer masa hojaldrada.
– Margarina, para hacer masa hojaldrada.
– 300 gramos de requesón.
– 3 huevos.
– 100 gramos de jamón serrano.
– Hierbas aromáticas.
Elaboración:
1 – Hacer una masa hojaldrada, con la harina, la margarina y agua.
2 – Preparar una mezcla con el requesón, los huevos, el jamón y las hierbas aromáticas.
3 – Cortar la masa hojaldrada en rectángulos y rellenar con la mezcla anterior. Enlazar los extremos con una tira de jamón.
4 – Cocer al horno.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Salado.
Nombre plato: Tartaletas con requesón y salmón ahumado.
Nombre del participante: Bárbara Marina Osório da Cruz.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– Harina, para hacer masa hojaldrada.
– Margarina, para hacer masa hojaldrada.
– 300 gramos de requesón.
– Salmón ahumado al gusto.
– Hierbas aromáticas.
– 2 yemas de huevos.
Elaboración:
1 – Hacer una masa hojaldrada, con la harina, la margarina y agua.
2 – Hacer unas tartaletas con la masa, colocar en moldes y cocer al horno. Dejar enfriar una vez sacadas.
3 – Mezclar bien el requesón, las hierbas aromáticas y rellenar las tartaletas.
4 – Decorar con el salmón ahumado.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Pudín de requesón.
Nombre del participante: Vitor Manuel Martins da Cruz.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 400 gramos de requesón.
– 500 gramos de azúcar.
– 12 huevos.
– 1 cuchara de licor de almendras.
– 300 gramos de harina.
– Canela al gusto.
– Corteza de 1 limón.
Elaboración:
1 – Mezclar bien el requesón con el azúcar, y luego con los huevos, el licor de almendra, la corteza del limón y la harina.
2 – Verter la mezcla en un molde.
3 – Cocer al baño maría.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Salado.
Nombre plato: Serrabulho doce con queijo da Serra.
Nombre del participante: Boutique Hotel Quinta de Geia.
Localidad: Aldeia das Dez.
Ingredientes:
– Medio bol de sangre de cerdo cocida.
– 1 bol de azúcar.
– 100 gramos de almendras laminadas.
– 1 palo de canela.
– 2 cucharadas de tocino de cerdo derretido.
– 2 bollos de pan.
– 1 bol de queso Serra
Elaboración:
1 – Hacer un almíbar con el azúcar y un poco de agua.
2 – Echar al almíbar, las almendras, el palado de canela y la sangre de cerdo troceada.
3 – Una vez cocido un poco, añadir los bollos de pan cortados en láminas finas y con el tocino de cerdo.
4 – Dejar hervir todo junto durante 2-3 minutos y echar el queso cortado en tacos pequeños.
5 – Decorar con almendras laminadas, unos trozos de queso y palos de canela.
Servir como un postre.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Queijatina.
Nombre del participante: Escuela de Hostelería de Oliveira do Hospital.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 3 yemas de huevos.
– 150 gramos de azúcar.
– 50 ml de miel.
– 1 requesón de unos 300 gramos.
– 2 hojas de gelatina.
– 250 ml de natas.
– Agua.
Elaboración:
1 – Batir las yemas de los huevos.
2 – Hacer un jarabe con las la miel, el azúcar y un poco de agua.
3 – Verter el jarabe sobre las yemas y batir y mezclar muy bien.
4 – Batir las natas y mezclar bien con la mezcla anterior.
5 – Mezclar bien todo lo anterior con el requesón.
Enfriar, y servir con en vasos con grosellas y galleta laminada.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Tentación serrana.
Nombre del participante: Carina Micaela Neto.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 1 requesón de unos 300 gramos.
– 6 yemas de huevos.
– 100 gramos de azúcar.
– 1,5 dl de agua.
– 100 gramos de galletas.
– 100 gramos de almendras laminadas.
– 1 palo de canela.
– 1 corteza de limón.
Elaboración:
1 – Preparar un jarabe, con el azúcar, el palo de canela, la corteza de limón y un poco de agua.
2 – Mezclar bien las yemas con el requesón desecho y mezclar todo con el jarabe anterior.
3 – Engordar la mezcla anterior con las galletas y las almendras, en el fuego.
4 – Verter lo anterior en un molde y meter a cocer al horno.
5 – Decorar al gusto.
Observaciones: Esta mezcla se puede aprovechar para rellenar unos pasteles de masa quebrada.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Una vez más se ha puesto de manifiesto la versatilidad del queso en cocina, y que el concurso se va consolidando, si el primer año habían participado 7 concursantes, el año anterior fueron 10 y este 14, lo que significa un buen incremento. También es positivo que al mismo se hayan sumado profesionales, lo que igual a corto plazo deriva en realizar dos apartados, uno para profesionales y otro para aficionados. Lo mismo ocurre con preparaciones saladas, que es la primera vez que se presentan, al igual que en el apartado anterior, haber si en próximas ediciones, es posible hacer dos categorías.
Sin embargo, a mi entender, habría que ver la forma de potenciar el queijo Serra curado, como ingrediente principal, en las tres ediciones hay un exceso de elaboraciones que tienen como base el requesón (siempre de oveja) en detrimento de otros tipos de producto como el queso fresco, el amanteigado, el curado o el velho. En esta edición diez recetas (71,42 %) tenían como base el requesón, por solamente una de queso fresco y dos con queso curado, y uno ha echado en menos la fuerza tan peculiar del queso Serra, sobre todo cuando esta amanteigado, como dicen allí.
Mi felicitación a la Cámara Municipal por llevar a cabo esta iniciativa, y animarles a que la difundan entre sus ciudadanos y los asistentes a la festa, es un complemento ideal y puede ser un buen soporte de la semana de gastronomía “Paladares da Beira Serra, um outro sabor” que se desarrolla en el municipio durante la semana de la festa.
Igualmente agradecerles, tanto a la Cofradía Queijo Serra da Estrela como a la Cámara Municipal, que hayan pensado en mi persona, para formar parte del jurado del mismo.

«Se gana por lo que se sabe, no por lo que se hace.» Larreta, Enrique (1875-1961) novelista y diplomático argentino.
Luis Javier del Valle Vega

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaBelmonte, castelo que conheço desde jovem, Senti sempre, aquele respeito devido, pela paz que me inspirava, pela altivez que mostrava, mesmo quando o visitava com os alunos. Também o vi melhorar e revalorizar com um anfiteatro que o tornou palco de atuações e festas. Sinto sempre ali o espírito dos «Cabral», a força das memórias Sefarditas – agora com Museu Judaico e Sinagoga – a magnitude das muralhas, atualmente enriquecidas e vivas com as Feiras que nos transportam aos tempos medievais, onde ele se impunha alerta, como guarda das gentes e dos povos beirões.Centum Cellas parece continuar essa vigia, quer tenha sido ela prisão, albergaria ou residência. A sua imponência gera também o respeito que devemos a estes guardiões de pedra que distinguem fortemente épocas longínquas, mas de qualquer forma marcantes na vida dos povos.

Belmonte

BELMONTE

Ó Belmonte, agora és tu
Que eu canto em simples voz
O teu coração é serrano
Tua raiz medieval
Viveste com as descobertas
Dos navegadores de Portugal.

Existias com a estrada Romana
Entre Bracara e Emerita Augustas
Fala-se de Afonso Henriques
E em Centum Cellas sua história
Em 1199 o rei D. Sancho
Deixou no foral sua memória.

Pertenceste à Sé da Guarda
Pela doação dum Papa Alexandre
Com os devidos direitos episcopais
Castelo e torre com Dinis construídos
Como em XII ou XII se confirma
O castelo e torre de menagem erguidos.

Alcanizes também viveste
Como tantos teus congéneres
Alargando fronteiras oeste
Mas perdeste com o tratado
O povo extramuros, segundo lemos
Ter-se-ia então alargado.

Na crise da independência
Perdeste parte das muralhas
E por D. João primeiro
Foste depois confiscado
Aberta a Porta da Traição
Quando a Luís A. Cabral doado.

Doado depois por Afonso V
A um Cabral de nome Fernão,
Pai do conhecido Pedro Álvares
Foste Residência Senhorial
E nunca mais deixaste de ser
Da família dos Cabral.

Com baluartes modernizado
Um incêndio te danificou
E ainda em XVIII arruinado
E em XX eras prisão
Mais tarde Monumento Nacional
O IPPAR abriu-te aos espetáculos
Mas não esqueceram os Cabral.

Teu traçado ovalado
De forte pedra granítica
Com vários estilos marcado
E com as armas de Cabral
Não desmereces, ó Belmonte,
Por tudo (o que viveste), castelo de Portugal.

O meu abraço a Belmonte

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

O concelho de Trancoso esteve presente na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) que de 29 de Fevereiro a 4 de Março decorreu na FIL – Feira Internacional de Lisboa (Parque das Nações), integrado no espaço dedicado à Entidade Serra da Estrela.

Uma delegação constituída pelo presidente da Câmara Municipal, Júlio Sarmento e o vice-presidente da autarquia, Manuel Oliveira estiveram presentes no dia em que foi publicamente apresentada no certame a maqueta do Centro de Interpretação Judaica «Isaac Cardoso», em construção em Trancoso.
O arquitecto José Laranjeira, do gabinete de arquitectos de Gonçalo Byrne, autor do projecto, explicou aos presentes (onde se integrava o rabino Elisha Salas, enviado a Portugal da Shavei Israel e o presidente da Comunidade Judaica de Lisboa, António Mendes) a concepção deste edifício que vai valorizar e dinamizar o Centro Histórico trancosense.
Inserido na abordagem do Centro de Interpretação «Isaac Cardoso» realizou-se uma prova de produtos Kasher (ou Casher) produzidos de acordo com os preceitos religiosos judaicos e supervisionados pelo rabino Elisha Salas, em cooperação com a Simply B, empresa que inseriu já Trancoso nos seus circuitos de promoção turística, sobretudo o Turismo Cultural Judaico.
A BTL é uma Feira de Turismo Internacional anual, organizada na FIL (Parque das Nações) em Lisboa, considerada um dos principais certames de promoção e divulgação das regiões turísticas portuguesas e estrangeiras, unidades e organizações hoteleiras, pólos de turismo, roteiros e animação.
Trancoso apresentou-se na BTL valorizando o que de melhor possui: o seu património, os seus valores e a sua gente!
jcl (com Gab. Comunicação e Imagem da C.M.Trancoso)

Entre 29 de Fevereiro e 4 de Março, o Concelho do Sabugal vai promover-se, como destino turístico, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2012, integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela». A grande aposta é na divulgação das Termas do Cró e da Gastronomia.

A participação do Sabugal na BTL tem como objectivo a divulgação das potencialidades do nosso território, sempre com o intuito de SURPREENDER OS SENTIDOS! As Termas do Cró apresentam-se como o grande potencial turístico do concelho do Sabugal, o que é proporcionado pelo moderno balneário, que as coloca na vanguarda do termalismo nacional.
Este ano o espaço será partilhado pelos municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Meda, Sabugal, Seia e Trancoso, numa área de 220 metros quadrados, localizado no Pavilhão 1- «Destino Portugal” – do Centro de Exposições da Feira Internacional de Lisboa (FIL).
O dia dedicado ao Concelho do Sabugal será 3 de Março (sábado), com provas de produtos gastronómicos, nomeadamente do bucho raiano, do queijo de cabra, das compotas e do pão caseiro, e onde a Confraria do Bucho Raiano e a Confraria do Cão da Serra da Estrela marcarão presença.
O horário é o seguinte:
– 29 Fevereiro (10h00-20h00), 1 de Março (10h00-20h00) e 2 de Março (10h00-18h00) – exclusivamente para profissionais.
– 2 de Março (18h00-23h00), 3 de Março (12h00-23h00:) e 4 de Março (12h00-20h00) – para público em geral.
A BTL é o espaço de eleição para os profissionais ligados à área turística, funcionando como o grande barómetro no mercado. Se Portugal é por excelência um país orientado para o turismo, a BTL é um local onde esse potencial se revela em toda a sua plenitude.
plb (com CMS)

Os concelhos do distrito da Guarda têm uma sala de visitas na Plaza Mayor de Salamanca. Edição da jornalista Sara Castro com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaPiódão é a aldeia que se segue na minha viagem pelas Aldeias Históricas. E, mesmo não lhe encontrando castelo, versejo-a para que não fique triste. Sua pedra negra e brilhante confere-lhe uma rudeza majestosa, uma simplicidade quase imponente. La Ruta de los CastilLos não perde pois a altivez desta terra linda, encravada no coração da serra, amplia esse colo materno onde muitos dos seus filhos se podem abrigar.

Ruta Castillos - Piodão

PIÓDÃO

Teu castelo não conheço
Não o vi nem o encontro
Talvez de castro nasceste
Te versejo pois da história
Galo de Prata recebeste.
És imóvel de interesse público
Como Aldeia Histórica
Mais típica de Portugal
Aquele Galo te foi dado
De certo, não há igual.

Pareces escondida, ó Piódão
Se te procuro ansiosa
Demoras a surgir
Aninhada no colo da Serra
Com tua pequenez, a sorrir.

Surges, rápido, na curva
Encastelada em presépio
Simples, fresca e airosa
Num brilho de negras pedras
A receberes-me amorosa.

Numa cor única em domínio
Ruas e casas xistosas
Com teus azuis contornando
Só igual és a ti própria
Tua diferença marcando.

A tal cor que o céu te deu
Da loja que me contaram
Que outra aí não havia
Assim te pintaste de azul
Como o manto de Maria.

Pois se isolada vivias
Recolhida na montanha
Como podias buscar
Outra cor que colorisse
P’ra teus negros alindar?
Mesmo tendo escondido
Matadores de Inês
Admiro-te no presente
Pois ficaste bem pura
Como a água da nascente.

Ao Piódão, o meu abraço

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Esta quarta-feira, dia 8 de Fevereiro, pelas 15 horas, vai ser apresentado no Sabugal, na Casa do Castelo, um projecto designado Sepharad Lands, o qual pretende desenvolver uma rede de promoção e apoio ao turismo cultural, com especial enfoque no património judaico sefardita.

O projecto Sepharad Lands, foi concebido para apoiar os empresários da região do Sabugal que têm actividade ligada ao sector turístico, garantindo-lhes o acompanhamento e a prestação de serviços de informação cultural, histórica e patrimonial aos visitantes, bem como transporte e estadias organizadas.
Segundo o comunicado hoje divulgado pela equipa que elaborou o projecto, o mesmo «surge da percepção que os operadores turísticos têm da necessidade de promover o estudo, preservação e promoção do património Sefardita da região como uma mais valia em termos de projecção turística».
A recente formação da Rede de Judiarias de Portugal, que reúne os municípios com património histórico judaico, foi a «janela de oportunidade para a promoção da região beirã junto de um mercado internacional específico que tem grande apetência por conhecer as suas raízes na Península Ibérica».
A necessidade de um tratamento e acompanhamento qualificado, trouxe à luz a ideia de se avançar na concepção de um projecto que envolveu o estabelecimento de parcerias «em torno de uma marca comum que tem a designação de Sepharad Lands».
«Os mercados alvo desta iniciativa são os mercados internacionais, com enfoque especial nos mercados da América do Norte, Estados Unidos e Canadá, nos países do Norte da Europa, da Europa de Leste e no Estado de Israel», refere o comunicado enviado à imprensa.
Trata-se de uma iniciativa de alguns empresários do Sabugal, estando porém aberta, segundo os promotores, «à integração de mais empresas da região que se queiram associar e participar no objectivo de proporcionar aos visitantes uma estadia de qualidade respeitando as suas crenças e hábitos».
A conjuntura de crise económica que o país e a região atravessam torna esta proposta aliciante por proporcionar condições para «um aumento de visitantes com o consequente incremento de potencial económico»
Os contactos do Sepharad Lands são: 00351 271 754 169 e 00351 962 408 648 (telefones) e sepharadlands@gmail.com (email).
O projecto pode ser visitado aqui.
plb

Na já longa série de «histórias» aqui contadas, houve algumas que resultaram de impressões de viagens. Aliás, tal como já anteriormente tive oportunidade de dizer, as viagens são um excelente tema para crónicas e reflexões. Mergulhemos, portanto e mais uma vez, na mesma fonte.

Um dos salões do harém do sultão turco. Palácio Topkapi, Istambul (século XIX)

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaA Turquia é um país fascinante, verdadeira fronteira entre o Ocidente e o Oriente, entre o mundo europeu e o mundo asiático. Local de encontro de povos e de culturas, por ali encontramos alguns dos mais antigos vestígios da história da Humanidade: foi na Península da Anatólia (depois chamada Ásia Menor) que surgiram algumas das primeiras cidades (como Çatal-Hüyuk) e se estabeleceu uma das mais brilhantes civilizações antigas (a dos Hititas). Mais tarde, no início do 1º. milénio a. C., vagas de povos provenientes da Grécia, como os Jónios e os Eólios, fundaram várias cidades na costa asiática banhada pelo mar Egeu. Algumas destas cidades (Mileto, Éfeso, Pérgamo, Halicarnasso e outras) foram o berço de uma autêntica revolução no conhecimento: aqui surgiu a filosofia, aqui se desenvolveu a matemática, a geografia, a história, etc. O cientista Carl Sagan escreveu que o progresso científico da Jónia foi tão extraordinário que, se não tivesse sido interrompido, hoje estaríamos 600 anos adiantados. Por outras palavras: teria havido aviões no tempo do nosso rei D. Dinis e naves espaciais no tempo de D. João II. E, claro, hoje estaríamos a fazer aquilo que os nossos descendentes farão dentro de seis séculos.
No começo do século V a.C., as cidades gregas da Ásia Menor foram conquistadas pelos Persas e, mais tarde, reconquistadas por Alexandre Magno. E, no século II a.C., seria a vez de os Romanos integrarem toda a Anatólia no seu vasto Império. Uma das cidades fundadas pelos Gregos, na estreita passagem do Egeu para o mar Negro (Bizâncio), seria transformada numa espécie de segunda capital do Império no tempo de Constantino (Constantinopla). E, quando o Mundo Romano se dividiu em dois, Bizâncio-Constantinopla tornar-se-á a esplendorosa capital do Império Romano do Oriente.
No século XV, todavia, o velho Império Bizantino foi progressivamente ocupado pelos Turcos, um povo islamizado originário do Médio Oriente. No ano de 1453, Constantinopla foi conquistada pelos Turcos Otomanos, que lhe alteraram o nome para Istambul. A ambição turca, todavia, não se contentou com esta riquíssima cidade. Acabariam por ocupar toda a Península Balcânica, incluindo a Grécia e os territórios que depois seriam a Roménia, a Bulgária, a Hungria, a Jugoslávia, etc. (a existência de muçulmanos na Bósnia deve-se à ocupação turca, que se prolongou até ao século XIX). A fulgurante expansão turca originou um dos maiores impérios de todos os tempos, sobretudo no reinado do sultão Solimão o Magnífico (século XVI). No seu apogeu, este Império incluía, para além do actual território turco e dos Balcãs, o Norte de África (desde a Tunísia ao Egipto), a Palestina, a Síria, a Arábia e o Iraque. A partir do século XIX, todavia, iniciar-se-ia o declínio: a Grécia, a Sérvia, a Roménia e a Bulgária alcançam a independência. Outros territórios balcânicos são anexados pela Rússia ou pelo Império Austro-Húngaro. E, com a derrota do Império Turco Otomano na 1.ª Guerra Mundial, perdem-se todos os territórios do Norte de África e do Médio Oriente, a favor dos vencedores, sobretudo a França e a Inglaterra, que os transformam em protectorados.
Esta longa (e talvez maçadora) dissertação histórica pareceu-me necessária para compreendermos o esplendor e a riqueza monumental da Turquia dos nossos dias. Quem visita Istambul fica deslumbrado com o Hipódromo, a Basílica de Santa Sofia ou a Cisterna de Justiniano, dos tempos romano-bizantinos; ou com a maravilhosa Mesquita Azul e a não menos impressionante Mesquita de Solimão o Magnífico; ou com o Topkapi, a antiga residência dos sultões, verdadeiro palácio das mil e uma noites.
A famosa Adaga do Topkapi com três enormes esmeraldas no caboE é exactamente sobre o Topkapi que eu gostaria de dizer mais alguma coisa aos leitores. O palácio fica situado no local mais belo de Istambul, num ponto elevado, com uma vista deslumbrante sobre o Bósforo (o estreito que separa a Europa da Ásia) e sobre o Corno de Ouro (uma reentrância do Bósforo que, ao pôr-do-Sol, apresenta reflexos dourados). Os salões do Topkapi mostram-nos hoje o que foi a riqueza e o poderio do Império Turco: armas, porcelanas, tapeçarias, mobiliário, jóias lindíssimas, tudo nos deixa boquiabertos. O famoso diamante do Topkapi, com 86 carates; o trono Bayran, de ouro puro e pedraria; ou o trono turco-indiano, de um luxo verdadeiramente «asiático»; a lindíssima adaga Topkapi, de ouro e diamantes, com três enormes esmeraldas do tamanho de ovos de pomba no cabo; candelabros de ouro maciço, pesando 50 quilos cada um; dezenas de esmeraldas, rubis, turquesas e todo o género de preciosidades que possamos imaginar, verdadeiro tesouro de Ali-Babá, tudo nos deixa estarrecidos. Isso e a arquitectura do palácio, os jardins, as cozinhas, a biblioteca, etc. etc. E, «last but not least», o harém.
Como se sabe, o Alcorão, o livro sagrado do Islamismo (a religião praticada por 99% dos turcos), autoriza a poligamia. Actualmente, a prática da poligamia não é permitida na Turquia. A revolução nacional dos anos 20, encabeçada por Mustafá Kemal Ataturk, aboliu o sultanato e instaurou uma República laica, ocidentalizada. No entanto, antes disso, a poligamia era tão frequente na Turquia como nos restantes países muçulmanos. A tradição poligâmica remonta ao próprio Profeta Maomé, que tinha quatro esposas quando morreu. O crente islâmico podia, portanto, ter tantas esposas quantas pudesse sustentar. Trata-se, obviamente, de uma prática populacionista. Em tempos de grande mortalidade, convinha incentivar o populacionismo como forma de os países serem fartos em mão-de-obra, exércitos, etc.
Pouco a pouco, porém, o número de esposas tornou-se um sinal de prestígio e de poder. Se um mercador rico tinha 20, um ministro devia ter 50 e o rei muitas mais. Há o caso conhecido de um xá da Pérsia, no século XVI, que tinha um harém com 60 esposas legítimas e 3000 concubinas (três mil, leu bem). Aqueles leitores que estiverem a pensar que elas se destinavam a satisfazer os apetites carnais do xá, fiquem sabendo que não era para isso que as concubinas serviam (ao ritmo de uma por dia, ele demoraria cerca de 10 anos a dar a volta!). Aliás, o xá raramente entrava no harém. Chegavam-lhe as esposas legítimas (das quais teve 180 filhos). O harém, ferozmente guardado pelos eunucos, era uma instituição de afirmação do poderio real. As jovens concubinas, recrutadas por todo o País por funcionários especiais, permaneciam alguns anos no harém e regressavam depois às suas terras, com um bom dote, sem que alguém lhes tivesse tocado.
O harém do Topkapi não tinha tanta gente. Habitualmente, o número de mulheres do sultão turco (as odaliscas) andava pelas 300. Chegavam ao palácio muito jovens, com 5 ou 6 anos, recebendo depois uma esmerada educação, preparando-se para agradar ao rei. Vinham de todos os pontos do imenso Império: eram árabes, egípcias, núbias, etc. As mais apreciadas eram as caucasianas, pela sua beleza, a sua pele branca e, em alguns casos, os olhos azuis. Começavam por ser noviças, depois tornavam-se concubinas (aí pelos 15 anos) e, finalmente, esposas. Todas disputavam os favores do sultão porque, se caíssem nas suas graças, podiam obter enormes riquezas e privilégios, ser mães dos príncipes ou mesmo do herdeiro.
As dependências do harém real, no Topkapi, são de um luxo requintado, com as paredes revestidas de lindíssimos azulejos e reposteiros, e o chão coberto de riquíssimas tapeçarias. E, por todo o lado, cochins e almofadões, rendas e brocados. E, pairando no ar, parece-nos escutar ainda melodiosos sons de flauta e de alaúde, vozes chilreantes de jovens e belas mulheres, risos, suspiros. E o mais que deixo à imaginação dos leitores. Porque, como dizia Camões, nestas coisas, «melhor é experimentá-lo que julgá-lo, mas que o julgue quem não puder experimentá-lo».
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

A gastronomia vai estar em destaque entre 17 e 21 de Fevereiro nas terras raianas do Sabugal. Entre as várias iniciativas destaque para o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano. Edição da jornalista Sara Castro com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A Câmara Municipal de Belmonte emitiu um comunicado afirmando que aquela vila da Beira Baixa ambiciona tornar-se num destino turístico de excelência, sendo que os dados referentes ao número de pessoas que visitaram Belmonte em 2011 reforça a ideia de que esse objectivo se está a cumprir.

«Além dos prémios e das distinções na imprensa nacional e internacional, Belmonte reforçou em 2011 a sua ambição de se tornar um destino turístico de excelência», diz-se no comunicado de imprensa agora divulgado.
O Município informa que os Museus de Belmonte registaram 78.649 visitantes, um aumento de dois por cento em relação ao ano de 2010.
O Museu Judaico e o Ecomuseu, foram os que registaram o aumento mais significativo nas entradas, com 9 e 7 por cento, respectivamente. O Museu à Descoberta do Novo Mundo foi o mais visitado com 18.224 visitantes, sendo que é o turista nacional que mais o procura (14.966 entradas), seguido do brasileiro (com 803 entradas).
O turista brasileiro tem também predilecção pelos Caminhos de Santiago e o pelo Apóstolo, pelo que constituem o público principal do Centro de Interpretação da Igreja de S. Tiago (701 entradas).
O turista espanhol aparece um segundo lugar das nacionalidades que visitam a Vila (1.895 pessoas), sendo o Centro de Interpretação da Igreja de S. Tiago (533 entradas) e o Museu Judaico (501 entradas) os locais que mais visitam.
Em relação ao Museu Judaico, posteriormente ao turista nacional, foram os israelitas (1.579 entradas) e os americanos (537 entradas) o público principal em 2011.
Em relação às vendas de merchandising, o saldo foi também positivo, verificando-se um aumento em relação a 2010.
O aumento do número de turistas que visitaram Belmonte e os seus museus dão ânimo aos autarcas da vila onde nasceu Pedro Álvares Cabral, a prosseguirem a aposta no turismo. «São dados que nos orgulham e nos motivam a trabalhar mais e melhor. Apesar de todas as condicionantes previstas para 2012, esperamos que Belmonte e os seus Museus continuem a contribuir para que neste novo ano, Belmonte, se assuma como destino de referência no turismo nacional e internacional.»
plb

JOAQUIM SAPINHO

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