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O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

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O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

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A reforma administrativa do território poderá conduzir a uma substancial perda de freguesias nos distritos da Guarda e de Castelo Branco por força das agregações propostas pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT). Apenas Manteigas mantém intacta a sua estrutura administrativa do território.

Penamacor pode perder três freguesias
A proposta formulada pela UTRAT aponta para agregações de freguesias no concelho de Penamacor, passando o mesmo para nove freguesias, menos três do que as que possui actualmente.
Pedrogão de São Pedro junta-se à Bemposta, passando a formar uma única freguesia.
A outra união prevista é a que reúne as freguesias de Aldeia do Bispo, Águas e Aldeia de João Pires, que passam a ser uma só.
A proposta mexe na única freguesias com menos de 150 habitantes, a Bemposta, que a UTRAT agrega a outra freguesia. Mas a proposta vai mais longe e, cumprindo os critérios legalmente definidos, aponta-se para a redução de três freguesias.
A Assembleia Municipal de Penamacor pronunciou-se contra a reorganização administrativa do território do concelho, não propondo a agregação de qualquer freguesia.

Manteigas não vai perder freguesias
O concelho mais pequeno do distrito da Guarda, mantém as quatro freguesias que o compõem, ainda que duas delas se situem na própria malha urbana da sede do Município.
Nenhuma das freguesias do concelho de Manteigas tem menos de 150 habitantes, além de que a lei da reorganização administrativa não obriga à redução de freguesias em municípios que têm quatro ou menos freguesias.
Face a estes factos a UTRAT entendeu não promover qualquer agregação, tanto mais que o próprio Município não expressou essa vontade.
A Assembleia Municipal de Manteigas pronunciou-se através da aprovação de uma moção em que lamentou a lei de reforma administrativa pelo facto da mesma não promover a transferência de freguesias entre municípios.
Assim sendo, em Manteigas vão manter-se inalteradas as freguesias de Santa Maria, São Pedro, Sameiro e Vale da Amoreira.

Almeida pode perder 13 freguesias
A proposta formulada pela UTRAT aponta para agregações de freguesias no concelho de Almeida que implicarão que passe a ter apenas 16 freguesias, menos 13 do que as que possui actualmente.
Azinhal junta-se a Peva e a Valverde.
Junça e Naves passam a formar uma só freguesia.
Leomil, Mido, Senouras e Aldeia Nova também se agregam numa só.
Castelo Mendo, Ade, Monte Perobolso e Mesquitela serão igualmente agregadas.
Amoreira, Parada e Cabreira é outra das agregações em Almeida.
Miuzela e Porto de Ovelha também passam a uma só freguesia.
Malpartida e Vale de Coelha também se unem.
A proposta da UTRAT mexe em todas as 16 freguesias do concelho de Almeida com menos de 150 habitantes, provocando uma redução de 13 freguesias, número muito maior do que aquele que a lei obrigaria, pois aplicando os critérios legais este município apenas teria de perder, no máximo, sete freguesias.
Porém o facto de a mesma lei impor que em nenhum município poderão restar freguesias com menos de 150 habitantes determinou a proposta que a UTRAD aponte para um maior número de agregações.

Concelho da Guarda pode perder 12 freguesias
A proposta formulada pela UTRAT vai de encontro ao parecer emitido pela Assembleia Municipal da Guarda, o que implicará que o concelho passe a ter apenas 43 freguesias, menos 12 do que as que possui actualmente.
As três freguesias localizadas no perímetro urbano da cidade da Guarda (Sé, São Vicente e São Miguel) ficam a constituir uma só freguesia.
Adão e Carvalhal Meão também se unem.
Gonçalo e Seixo Amarelo seguem o mesmo caminho.
São Miguel do Jarmelo e Ribeira dos Carinhos passam a uma só freguesia.
São Pedro do Jarmelo e Gagos irmanam-se igualmente.
Avelãs de Ambom e Rocamondo também ficarão agregadas.
Corujeira e Trinta passam a uma só freguesia.
Misarela, Pero Soares e Vila Soeiro também se juntam.
Pousade e Albardo reúnem o seu território.
Rochoso e Monte Margarido agregam-se também.
O caso da Guarda é um dos poucos na região em que a proposta da UTRAD vai inteiramente de encontro à pronúncia que a Assembleia Municipal fizera acerca do processo.

Belmonte pode perder uma freguesia
O concelho de Belmonte perde uma só freguesia, de acordo com a proposta formulada pela UTRAT, o que fará com que o concelho passe a ter quatro freguesias.
A própria cabeça do Município junta-se ao Colmeal da Torre, passando a formar uma só freguesia, o que melhora a dimensão demográfica de Belmonte enquanto sede.
As freguesias de Maçainhas, Inguias e Caria permanecem inalteradas.
A Assembleia Municipal de Belmonte não se pronunciou, limitando-se a fazer chegar à Assembleia da Republica as posições tomadas pelo Município e pelas assembleias de freguesia, que se mostraram contrárias a qualquer redução do número de freguesias no concelho.
plb

A Freineda, freguesia raiana do concelho de Almeida, recebeu no domingo, dia 16 de Setembro, um vistoso e colorido festival de pára-quedismo, ao qual assistiu um mar de gente. Tratou-se de uma iniciativa diferente que conferiu uma nova dinâmica à tradicional e muito apreciada festa de Santa Eufémia.

A arenonave levantava sucessivamente da pista da Dragoa, na Ruvina, levando a bordo quatro paraquedistas. Depois de ganhar altura aproximava-se da Freineda e largava os pára-quedistas, que primeiramente desciam em queda livre e depois accionavam os paraquedas, que logo coloriam o céu. Os primeiramente pontos minúsculos, lançados a três mil metros de altitude, ganhavam dimensão à medida em que se aproximavam do solo e, cada um de sua vez, faziam-se ao campo de futebol, em cujo centro estava instalado o ponto de aterragem, onde tentavam pousar demonstrando o controlo e a precisão do salto.
O imenso povo aplaudia os corajosos homens que desciam dos céus em vagas sucessivas. De manhã ocorreram três sessões de saltos, cada uma com quatro paraquedistas e á tarde tiveram lugar outras tantas sessões, assistindo-se no total a 24 saltos e sequentes chegadas ao solo.
A organização esteve a cargo da Comissão de Festas, auxiliada por José António Reis, um militar da Força Aérea, que se empenha em trazer à sua terra e à região novas dinâmicas que fazem a diferença. Desta vez a aposta foi o festival de pára-quedismo, que apenas foi possível dada a colaboração do Pára-Clube Boinas Verdes, contando ainda com outras preciosas colaborações, entre as quais as dos proprietários do aeródromo da Dragoa.
Capeia Arraiana esteve presente e testemunhou in loco o grande sucesso da iniciativa, que se desenvolveu a par com a festa e feira de Santa Eufémia.
plb

A Freineda, freguesia raiana do concelho de Almeida, recebeu no domingo, dia 16 de Setembro, um vistoso e colorido festival de pára-quedismo, ao qual assistiu um mar de gente. Tratou-se de uma iniciativa diferente que conferiu uma nova dinâmica à tradicional e muito apreciada festa de Santa Eufémia.

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plb

A Freineda, e toda a Raia, vão assistir pela primeira vez a um festival de pára-quedismo. Este domingo, dia 16 de Setembro, a Comissão de Festas de Santa Eufêmia 2012 da Freineda vai proporcionar momentos inéditos nos ares raianos. O avião vai estar estacionado no aérodromo da Dragoa, na Ruvina, concelho do Sabugal, e levantará voo para levar os pára-quedistas em duas vagas de manhã e duas da parte da tarde: os saltos sobre o Largo de Santa Eufêmea, na Freineda, com seis «páras» de cada vez estão marcados para as 11:00 e para as 11:45 e para as 16:00 e 16:45 horas.

Santa Eufêmea - Pára-quedismo - Freineda - Almeida

jcl

«AS TERRAS SÃO TODAS IGUAIS. AS GENTES É QUE SÃO DIFERENTES!» Esta abertura vem a propósito da minha ida ao encerro da Freineda, na passada sexta-feira, dia 8, do corrente mês de Setembro.

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José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaQuando pela zona da Raia só já vive de saudade em relação às festas do mês de Agosto, com particular destaque para os encerros e capeias, eis que é anunciado um encerro que deixa deslumbrados todos quantos se dignam ir até à Freineda, essa simpática localidade, também raiana, mas já do concelho de Almeida.
Fui lá, pela primeira vez, no passado ano – 2011 – e já fiz promessa de ir todos os anos.
Na passada sexta feira fui com o meu amigo Chico Lei, num carro de dois lugares, mas logo atrás de nós seguia o jipe do Lei Chão com mais quatro ou cinco fojeiros. Alguns iam pela primeira vez mas já com algumas boas referências.
Quando chegámos ao local do Taco, também conhecido pelo «Mata Bicho», fomos cumprimentados por alguns amigos que por lá temos e logo nos puseram completamente à vontade. «O que está aqui é para todos!» E o que lá havia. Quantidade e qualidade tanto de comida como de bebida.
«Ó pessoal, toca a aproximar. Isto é para todos. Então já provaram a sangria? E o branquinho? Mas o tinto também não é mau.»
Nas mesas abundava o presunto e o chouriço, entre outras especialidades, mas o leitão acabou por ser rei.
Entretanto iam chegando muitos cavaleiros, carrinhas, tractores e motas que, após uma passagem pelo local do Taco, davam uma arrancada até ao sítio onde se encontravam os toiros prontos para as mais diversas faenas do encerro.
A febre, tanto dos humanos, especialmente dos cavaleiros, como dos bichos era, de tal ordem, que arrancaram todos numa barafunda e correria louca a ponto de me fazerem lembrar as guerras nos desertos de alguns países e que a televisão, infelizmente, nos vai mostrando.
Como o terreno é muito plano também dá para tractores, motas, jipes e carrinhas, correrem na perseguição dos bichos.
Os participantes, numa gritaria infernal, faziam-se ouvir dizendo: «O amarelo já fugiu, os cabrestos também já andam longe mas já lá vêm outra vez. Toca gente a subir para os respectivos veículos para se aproximarem o mais possível dos animais.»
Por fim lá os aproximaram do caminho e em marcha lenta fizeram dois ou três quilómetros até que acabaram por chegar próximo do povoado onde entraram já em grande correria, como é habitual, tendo acabado por entrar na praça com sucesso.
Confesso que gostei de tudo mas, de sobre maneira, da simpatia dos freinedenses que não deixam os créditos por mãos alheias.
Um especial carinho e agradecimento para o amigo Tó Reis, Gonçalves, Mário Rocha e Zé Manel-prof. (entre muitos outros) que fazem questão de servir bem todas as pessoas a ponto de as fazerem sentir igual ou melhor que na sua própria terra.
Um grande Bem-Haja e viva a Freineda por ser um exemplo!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda, no concelho de Almeida, organiza um Festival de Pára-quedismo com quatro grupos de saltos no dia 16 de Setembro. Os pará-quedistas vão ser transportados por uma aeronave que levará voo do aeródromo da Dragoa, na Ruvina, para depois saltarem sobre o Largo de Santa Eufêmea na Freineda. A angariação de donativos para as populares festas da freguesia raiana tem decorrido ao longo do ano em diversos encontros de convívio e confraternização. O Capeia Arraiana esteve presente num desses momentos…

Santa Eufêmea - Pára-quedismo - Freineda - Almeida

A tarde daquele dia 11 de Agosto esteve mui caliente mas o pôr-do-sol trouxe consigo um ar fresco que aconselhava a alguns agasalhos. No Largo da Igreja Matriz da Freineda, junto à fachada da casa que, durante meses, serviu de quartel ao general Wellington, duque inglês que comandou as tropas que defendiam Almeida das invasões francesas, os panelões já estavam ao lume. Na mesa ao lado cerca de uma dezena de quilos de arroz alinhavam na formatura ao lado do sal e das latas do feijão.
«Temos por tradição organizar almoços e jantares para angariar dinheiro de forma a fazer face às despesas», começa por nos explicar José António Reis, um militar da Força Aérea que nunca vira a cara quando se trata de promover a sua terra. «Este jantar vai ser servido com carne de vitela oferecida pelo ganadero Emilio, de La Alamedilla, a quem estamos muito gratos porque já em diversas ocasiões fez questão de mostrar que é um grande amigo da nossa terra», acrescenta o nosso anfitrião. A seu lado Emilio ouvia atentamente e aproveita para meter a sua cucharada: «Já fui mordomo da Carroça. É mais uma fiesta inventada pelo Gonçalves que mete garrafón e paletas porque no dia 17 faltava qualquer coisa. A mi me gusta essa fiesta!»
Enquanto se acrescentavam mais umas mesas e uns bancos corridos porque, afinal, as previsões foram ultrapassadas e era necessário acomodar cerca de uma centena de freinedenses que aderiram à «prova da vitela do Emilio» era tempo do aperitivo numa adega mais conhecida por «Bodega do Reis». O espaço tornou-se apertado para tantos amigos que se sentaram em roda da mesa presidida pelo Pedro, filho do Jordão das Batocas. «Não falho um encerro. Ainda hoje estive em Vilar Formoso. Vivam as Capeias», brinda o Pedro secundado por todos os presentes.
A noite terminou com o jogo do galo onde os participantes de olhos vendados (mas pouco) tentavam acertara num ovo que dava direito a levar para casa um galo vivo oferecido pela Comissão de Festas. Os mordomos (casais) de Santa Eufêmea (de acordo com a grafia da Freineda) em 2012 são: Carlos Tavares, Mário Rocha, Edgar Gonçalves, Licínio Gonçalves, Carlos Pereira e João Pedro.
Mas… ainda falta falar dos pára-quedistas? Claro que sim. A Freineda, e toda a Raia, vão assistir pela primeira vez a um festival de pára-quedismo. No dia 16 de Setembro a Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda vai proporcionar momentos inéditos. O avião vai estar estacionado no aérodromo da Dragoa, na Ruvina, concelho do Sabugal, e levantará voo para levar os pára-quedistas em duas vagas de manhã e duas da parte da tarde: os saltos sobre o Largo de Santa Eufêmea, na Freineda, com seis «páras» de cada vez estão marcados para as 11:00 e para as 11:45 e para as 16:00 e 16:45 horas. As festas da Freineda obrigaram a antecipar para 8 e 9 de Setembro, em Vila Nova da Barquinha, a Taça de Portugal de Pára-quedismo com Precisão de Aterragem.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O Capeia Arraiana associa-se à Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda apoiando este momento inédito em terras raianas.
jcl

No dia 16 de Agosto, foram inauguradas na Miuzela as instalações definitivas da Associação de Cultura Prof. Dr. José Pinto Peixoto, insigne cientista natural dessa freguesia do concelho de Almeida. Coube ao escritor e investigador Célio Rolinho Pires, natural de Pêga proferir no acto uma conferência, que nos transmitiu que publicamos na integra, embora, dada a sua extensão, dividida em três textos que publicamos em dias sucessivos.

Deixem ainda que, a título de hipótese, ou de exercício meramente académico, (penso não ser proibido!), e com base em três nomes de rios (hidrónimos) declaradamente romanos, em alguns topónimos bem conhecidos, complementados pela cultura popular no que, ainda, ao Cancioneiro do Alto-Coa se refere, me atenha ao que considero ser uma unidade espacial importante, espécie de pequeno país lusitano, a que nós beirões do Alto-Coa pertencemos, e aferir assim de hipotéticos avanços, faseados no tempo, de forças invasoras, provavelmente romanas. Vejamos.
O Rio Zêzere, a poente, que começa por definir o vale da Amesendinha a partir de Belmonte, mais não é, em termos etimológicos (José Pedro Machado) que o rio de César, querendo talvez significar que o espaço para além dele (adentro da hipótese que coloco – o lado poente…) é romano. Mas mais a norte, próximo de Famalicão da Serra, temos também a Ribeira do Quêcere, um afluente do Mondego, que é também o nome de César com pronúncia clássica, ou seja, o C a valer Q. Os entendidos sabem disso. Em termos delimitativos penso que o Rio Noémi, cujo significado desconheço, e que vos é aqui bem próximo, bem poderá ser o prolongamento da ribeira do Quêcere até ao Coa, a fechar o quadrilátero a norte. Mas, certo, certo, é que do lado leste temos um outro nome romano – o rio Cesarão – igualmente um rio de César, cujo aumentativo, poderia ter, tal como hoje, um sentido depreciativo ou pejorativo. Este rio, vindo de Aldeia da Ponte, a que se junta a ribeira das Chulreiras (ou Churras – ovelhas) de Aldeia Velha, fecha do lado leste o polígono ao desembocar no Coa entre Porto de Ovelha e Badamalos, como vocês sabem. A Sul, e mais uma vez, o Cancioneiro do Alto-Coa, a propósito do topónimo Malcata, seja a povoação seja a serra, diz-nos que «aí tocam armas ou caixas nem que seja para espantar os pardais». Este verso condiz, reparem bem, com o étimo de Malcata que é Male Capta, ou seja, espaço mal conquistado, querendo significar que aí, por esse lado sul, as populações do polígono em análise resistiram por largo tempo ao inimigo invasor de modo a que o fenómeno ficasse registado na linguagem. Mas há mais: o termo Coa, de um ponto de vista semântico, é francamente indígena, autóctone, a contrastar com os nomes romanos anteriores, quer considerado como cuda ou coda, com o significado de crina ou cauda de cavalo, quer seja cola – serpente. Ainda hoje o verbo colear, de cola, significa exactamente isso – serpear, serpentear. Portanto o rio Coa é pertença de povos que, entre eles, teriam o rito ou o culto da Serpente, e isto condiz ainda com o que consta do Ora Maritima de Avieno (século IV AC) ao falar dos Sefes e dos Draganes, adoradores da Serpente e do Dragão, eventualmente do Lagarto. Mas mais ainda: os dois topónimos – sabugal velho, nas imediações de Aldeia Velha e o sabugal novo (o actual) não terão nada a ver com os sabugueiros, penso, mas sim com a passagem dos sabujos em dois momentos históricos diferentes. Interessante de referir que o ponto exacto do sabugal velho não é no castro da Senhora dos Prazeres, junto da capela, mas em baixo, na ribeira das Chulreiras onde aliás existe uma cruz gravada numa pedra. Sabugal, em termos etimológicos, será assim um composto de sabujos + callis. Callis é o mesmo que a calle espanhola e significa rua, quelha, passagem estreita…Temos por aí muitos topónimos com esse nome… Sabujo, segundo o Dicionário da Língua portuguesa, significa “cão de montaria”, o que condiz com a cultura lusitana em que os perros ou cães estão em relação com os malfeitores, os prevaricadores, os traidores, os inimigos, como tenho proposto nos meus trabalhos. Portanto, estes cães, ou perros, ou sabujos, serão assim, originariamente, os romanos, os invasores, vindos de leste pelas Calçadas da Guinea, Dalmacia, e até de algumas derivações da Colimbriana que, segundo o Dr. Eurico Palos, passaria no alto do Barreiro aqui na Miuzela. Mas também pela via romana que ia de Mérida a Braga passando pela Idanha-a-Velha, Vale da Senhora da Póvoa e Centum Cellas de Belmonte… Isto converge, ainda, com os «cães de fila» do Cancioneiro do Alto-Coa que não terão nada a ver com a bondade ou maldade dos habitantes do Sabugal mas sim com os invasores de outras eras. Demasiadas coincidências! Não acham? Nada de extravagante quanto a esta minha interpretação para o étimo do Sabugal! Portugal não deriva também de portus-calle, ou seja, a passagem do porto?
Penso que a investigação, ao nível da História, pois é disso que se trata, terá abusado do método analítico e desprezado a síntese que pressupõe uma visão global, abrangente e multidisciplinar para a descoberta da verdade. Não me parece que o microscópio seja o aparelho indicado para a investigação histórica. Ao fim e ao cabo, tudo funciona como um puzzle em que as peças que não encaixam sobram necessariamente.
Finalmente, contextualizado que está, penso, o tema que aqui me trouxe, será tempo de vos falar do Porto Mancal que não pode, de modo algum, ser analisado fora da temática das Pedras que tratei nos meus três livros já publicados sobre o assunto. Não faria sentido, todavia, não sei se vocês teriam paciência para ouvir, mesmo que resumidamente, tudo o que ao tempo escrevi (1995, 2001, 2011) respectivamente em Os Cabeços das Maias, O País das Pedras e Na Rota das Pedras.
Grosso modo, e de forma sucinta, com estes meus livros, pretendi demonstrar, e penso tê-lo conseguido, que as Pedras, ou algumas Pedras, seja no tocante às muitas formas que apresentam, seja no que respeita às marcas nelas gravadas, não são um fruto da erosão provocada por ventos, mares que nunca existiram, chuvas, líquenes, como alguns pretendem, mas sim um resultado da acção do homem pela via do martelo e do escopro e do pistolo, pertencendo por isso à época e à cultura do ferro. Mais, ao inserirem-se em um contexto espacial de um determinado tipo de povoamento, no geral disperso, e de cultura (lusitana, penso), essas formas, essas marcas, têm um determinado significado que propus nos meus livros atrás referidos. E é aqui, neste tipo de interpretação proposta por mim que residirá porventura, alguma novidade, algum atrevimento, talvez pioneirismo, como lhe queiram chamar. Não há ninguém aqui, penso, que por esses barrocais fora, não tenha já tropeçado com o que parecem ser cabeças, cágados, figuras antropomórficas, zoomórficas, sulcos, poças, umas maiores, outras menores, etc, etc. No tocante à detecção do fenómeno são muitos os autores que a ele se referem. Entre outros, o nosso quase conterrâneo (da Ruvina), Dr. Joaquim Manuel Correia, já no século XIX, nas suas «Memórias sobre o Concelho do Sabugal», um grande livro, escrevia: «No limite da Ruvina cujo solo é todo granítico, existem grandes rochedos, a que chamam barrocos, que dão à paisagem um aspecto áspero e rude, mas onde há muito que observar porque nalguns existem vestígios incontestáveis de em tempos remotos o homem ter neles assinalado a sua passagem…Referimo-nos às fossas ou pias existentes nos barrocos, algumas denominadas cúpulas pelos especialistas». Leite de Vasconcelos chama-lhes covas ou covinhas. Eu chamo-lhes tão simplesmente poças, como toda a gente, por aqui, lhes chama!. Mas também as constituições dos bispados, o próprio S. Martinho de Dume (Século VI) a estas Pedras se referem ao proibirem certos cultos, por sinal bem tardios, por parte dos cristãos, que tarde ou nunca deixaram de venerar e honrar. Daí, e ainda, as muitas cruzes que por aí existem nos barrocais com vista à sua cristianização. Tratei disso abundantemente nos meus livros.
Uma das conclusões a que cheguei nos meus trabalhos, e a que já atrás aludi, é a relação directa e intrínseca dos nomes dos terrenos em que certas Pedras se situam, ou seja, os topónimos rústicos, com a função que essas Pedras tiveram em determinado momento histórico, certamente antes do advento do Cristianismo e da dita romanização. E é aqui que começa, ou melhor, continua, para mim, a história do vosso Porto Mancal que passarei a contar-vos pois, como disse no início, foi esta a principal razão que aqui me trouxe.
Conheci as sepulturas do Porto Mancal (6) aí pelos fins da década de 90 por intermédio do meu amigo, Sr. António Fernando, ao tempo penso que secretário da Junta de Freguesia da Miuzela, que fez o favor de me levar até lá, que observei e fotografei com a ideia de virem a integrar o meu livro «O País das Pedras», o que aconteceu, e que viria a ser publicado em 2001. Propus ao tempo, e mantenho, que essas sepulturas, como no geral as que se encontram abandonadas pelos nossos campos, quase sempre descontextualizadas, serviriam para expor o defunto, honrá-lo, venerá-lo, perfumá-lo, consoante o seu estatuto social ou guerreiro, antes da cremação – à semelhança, aliás, do que aconteceu com os funerais de Viriato, segundo os textos. Sabendo eu, no entanto, da relação dos topónimos com o fenómeno cultural do que aí se passava, ou à volta, dei em reflectir sobre o étimo de Mancal e proceder a outro tipo de observações, certo de que iria encontrar outros elementos, para além das sepulturas, em convergência com o seu significado. E não me enganei. Mancal vem de manco (mancus,a,um – lat.). Manco, como toda a gente sabe, é aquele que coxeia, a quem eventualmente falta uma perna; mas, na origem, manco era aquele a quem faltava qualquer coisa, fosse uma perna, um braço, uma das mãos, o nariz, ou até outras coisas em sentido ético e moral que eu agora não digo. Nesse sentido, o termo francês, «manquer», que muitos de vocês conhecem melhor que eu, estará mais próximo da sua verdadeira origem semântica pois significa tão somente faltar (seja o que for). O texto de Estrabão acerca da justiça lusitana também ajudou: «Os lusitanos cortam as mãos dos prisioneiros e consagram as direitas aos deuses; aos condenados à morte precipitam-nos e os parricidas são apedrejados e expulsos para além das montanhas e dos rios». Uma fotografia aérea do local gentilmente cedida pelo Sr. Dr. Eurico Palos, que ampliei, foi-me decisiva no sentido de poder reconstruir a área em que se situam as sepulturas, de formato ostensivamente fálico, eventualmente dividida em duas partes: uma afecta ao poder civil e militar (digamos) e a outra que seria o campo dos mortos, separados os dois espaços por uma divisória ou parede assinalada ainda hoje por um montão de pedras de que faz parte a da entrada com olhal para varal. Quanto às sepulturas, uma poça para trave mestra, mais ou menos ao meio do conjunto fúnebre, diz-nos que se tratava de uma área coberta, o que é natural. Um escudo derrubado, próximo e a sul, com o valor de sentido proibido, significa que o espaço das sepulturas era uma área interdita, o que também é natural. Um portado a norte sugere a saída dos despojos fúnebres rumo às aras crematórias, masculina e feminina, no barroco contíguo ao caminho velho e que corre junto ao muro norte do campo dos mortos. Na cabeça do acampamento, a poente, restos de muros de pedra solta atestam da existência de eventuais habitações, pelo menos duas, a justificar, no futuro, trabalhos de escavações arqueológicas.
Extra-muros, ou seja, fora da área vedada pelas paredes e alguns cavalos de frisa intervalados, na crença de que os condenados manchavam com o sangue a «civitas» ou o acampamento, tinham vez as execuções pela decapitação ou aplicação de outro tipo de penas, eventualmente a amputação de membros, a cegueira, e outras, bem em consonância com o significado e a semântica do termo Mancal. Daí os patíbulos executórios – o feminino a poente, e mais alto no terreno, assinalado por uma cabeça de mulher e com um símbolo feminino a meio de espécie de terreiro. O masculino situa-se lá ao fundo, a nascente, junto das aras crematórias. Um símbolo vélico, espécie de triângulo rectângulo, a nascente, e bem visível do fundo da ladeira, dos lados da ribeira do Noémi, atesta do grupo social e militar dominante – os vélites – a quem estaria confiado aquele espaço. As Eiras Velhas, o caminho dos Mortórios, surgem já na parte final do meu trabalho, como um complemento e como que por exclusão de partes, a justificar e a confirmar toda a semântica e todo o contexto fúnebre e sacrificial do Porto Mancal
Mas o texto do meu livro «Na Rota das Pedras», as fotos, e, seguramente, uma visita ao local, falarão muito mais do que aquilo que eu vos disse ou possa dizer.

Célio Rolinho Pires

No dia 16 de Agosto, foram inauguradas na Miuzela as instalações definitivas da Associação de Cultura Prof. Dr. José Pinto Peixoto, insigne cientista natural dessa freguesia do concelho de Almeida. Coube ao escritor e investigador Célio Rolinho Pires, natural de Pêga, proferir no acto uma conferência, que nos transmitiu e que publicamos na integra, embora, dada a sua extensão, dividida em três textos que publicamos em dias sucessivos.

De referir ainda que, aquando da celebração do Tratado de Alcanizes em 1297, pelo rei D. Dinis, o espaço português até ao Algarve já estava definitivamente conquistado, o que aconteceu em 1249 com o rei D. Afonso III, como é sabido. Mesmo pelo que a nós diz respeito, neste espaço de aquém do Coa, também a fronteira a essa data estava já definida por esse rio e o território organizado e defendido pela Cidade da Guarda cujo concelho em termos de projecto ia até ao Tejo (1199) mas que, na prática, teve de repartir, dada a sua extensão, pelos concelhos de Vila do Touro e Sortelha (1228) que compreendiam uma boa parte das Terras do Estremo, até à Fatela, no sopé da Serra da Gata, incluindo terras hoje espanholas, seja, Valverde del Fresno, Eljas, S. Martinho de Trevejo, Hoyos, Vila Miel, etc, onde, aliás, ainda hoje se fala um dialecto galaico-português que Leite de Vasconcelos apelida de «Samartinhego», certamente uma fala residual dos tempos da presença portuguesa no Estremo (século XII a XIV). Mais ainda, e já que se trata de direito consuetudinário, os Costumes da Guarda, reduzidos a escrito apenas em 1217, no reinado de D. Afonso II, e com aplicação seguramente no território do seu concelho, que era a margem esquerda do Coa até ao Erges, na encosta da Serra da Xalma (Valverde), falam já, no seu art.º 117-º, dos «aveladores do monte», ou seja, os vigias ou sentinelas, espalhados pelo território, que tinham privilégios idênticos aos dos andadores (espécie de GNR), aos avinadeiros encarregados de levar as partes a acordo e aos saiões que aplicavam a justiça (algozes, carrascos…). Conheço duas dessas vigias naturais, entre fragas, uma na Vila do Touro, outra no S. Cornélio. Tratei de tudo isto no meu livro «A Guarda No Caminho do Estremo» (2001) em que me propus, e penso tê-lo conseguido, definir o papel da Guarda-Cidade, no alargamento do território até ao Tejo e na definição das fronteiras com o Reino de Leão pelo Coa e pelo Erges e ainda a organização das populações, de permeio, em concelhos, nomeadamente, como disse, Vila do Touro e Sortelha. Evidente que uma análise dos Costumes da Guarda e dos Forais destes concelhos teria de ser feita e foi-me muito gratificante e compensador verificar que muito do vocabulário e da cultura popular do Alto Coa têm raízes arcaicas bem profundas, no mínimo século XIII, ou mesmo antes, dado o cariz do direito consuetudinário predominantemente oral dos Costumes da Guarda que Alexandre Herculano classifica de os mais representativos do reino. Penso que alguns conflitos entre as populações de um e do outro lado da fronteira, pelo Coa e pela Ribeira do Boi, terão sido meramente episódicos e pouco duradouros, quase sempre, por razões de acerto dos limites e poderes dos concelhos ribeirinhos. Haja nomeadamente em vista o derrube do Castelo de Vila do Touro em 1221 pelos do concelho da Guarda e o diferendo acerca dos termos entre o concelho do Sabugal e o concelho de Sortelha, já depois do Tratado de Alcanizes, e resolvido pela Carta da Fatela (do Estremo e não de Penamacor!) em 1315, sob o alto patrocínio do Rei D. Dinis (Ver A Guarda no Caminho do Estremo).
Todavia, e antes dessa circunstância do alargamento dos vários reinos hispânicos, com o objectivo comum de recuperar o território aos mouros, penso que as populações de um e de outro lado do Coa reagiram sempre em bloco e solidárias perante inimigos comuns que, no geral, se apresentavam de leste, e não foram poucos ao longo da História. Vejamos.
Logo no início do século VIII AC, com origem no Danúbio e na Anatólia, foram as invasões indo-europeias que, segundo Manuel Gorbea Almagro, professor da Universidade de Madrid, terão trazido consigo a língua, a religião, a cultura do ferro e o culto da incineração dos mortos. Serão porventura estes povos que estão na origem da cultura ibérica que os romanos vieram encontrar no século II AC, aí incluída certamente a cultura lusitana..
Depois, aí pelo século III AC, foram os cartagineses que abriram as portas aos romanos e a cujo general, Aníbal Barca, e a propósito da ferocidade dos lusitanos, se atribui a ironia da seguinte frase: «andei por lá (na Lusitânia) e o que de mais feroz encontrei foram os rebanhos que tive de afastar a pontapé para poder passar com os meus soldados».
Depois (século II AC) foram os romanos cuja luta se prolongou por cerca de dois séculos. E a luta de guerrilha desencadeada pelos povos autóctones, nomeadamente lusitanos e vetões, não foi pera doce para eles.
A seguir foram os povos bárbaros (século V DC) – vândalos, alanos, suevos, visigodos que retalharam entre si o Império Romano e estarão na origem dos vários reinos ibéricos com destaque, no início, para o Reino dos Suevos (Braga) e o Reino dos Visigodos (Toledo).
No século VIII (711) chegaram os árabes que, em pouco tempo, ocuparam a Península, à excepção das Astúrias, dando origem ao movimento de sinal contrário – a Reconquista Cristã – que terminará apenas em 1492 com a conquista do Reino de Granada.
Quanto a leoneses e castelhanos não foram poucas as vezes que as populações fronteiriças tiveram de os enfrentar, quase sempre em relação com as várias crises dinásticas, nomeadamente a de 1383/85 e aquela que se seguiu à morte de D. Sebastião em Alcácer Quibir (fins do século XVI). Quer isto dizer que a independência e a liberdade de Portugal que alguns povos ibéricos separatistas ainda hoje pedem a Madrid, não foi uma dádiva dos nossos «hermanos» do tipo do «tostão manuelino» que o alcaide do Sabugal dava todos os anos em uma salva de prata ao alcaide de Sortelha por despacho de Filipe II, em 1615, segundo o tombo desta vila.
Finalmente (princípios do século XIX) foram os franceses de que o Prof. Pinto Peixoto no seu livro sobre a Miuzela nos conta tantas histórias ouvidas à sua avó, ao abordar também a questão das milícias, das ordenanças e até da Ronda, em sentido próprio, quando os tambores anunciavam o perigo pelas ruas das aldeias.
De todos estes povos, não há dúvida que aqueles que mais marcas terão deixado na nossa cultura terão sido os romanos – é pelo menos o que consta! Basta pensar na rede viária, na organização e na unidade política e administrativa das populações, no direito, aquedutos, teatros, anfiteatros, pontes, etc. Já quanto à romanização linguística e à introdução, pela primeira vez, do latim como língua mãe e base das várias línguas românicas, não me parece que isso seja tão linear assim… É francamente perturbador, pelo menos, no tocante às inscrições das Fráguas e de Lamas de Moledo, consideradas do século I AC, e até a muitos dos topónimos que fazem ainda hoje muitas das matrizes das Finanças dos vários concelhos, constatar que muitos desses nomes pertencem ao denominado português popular, seja latim, seja grego, seja céltico, seja de origem obscura, todavia português, e anterior à chegada dos romanos. É que, muitas dessas palavras, sobretudo os topónimos têm a ver com a cultura das Pedras e com a função que elas tiveram antes da romanização. Sirvam, a todos os títulos de exemplo, topónimos como a Cornusela (santuário lusitano), as Carapitas, a Maçaperra, o Peneducho, o Barroco Empinado, o Tamanco, a Laje da Lancha, a Sangrinheira, as Panchorras, o Porto Mancal, etc, etc, muitos deles tratados no meu livro «Na Rota das Pedras». É que, não faria sentido, seria mesmo um absurdo, as Pedras, nomeadamente as que integram os patíbulos executórios, de que apresento vários modelos nos meus trabalhos, incluindo o vosso Porto Mancal, terem funcionado como tal em determinado momento histórico (séculos I, II AC?) e virem a ser baptizadas pelos romanos 300 ou 400 anos mais tarde. Mas essa questão ficará para os eruditos, ou tidos como tal, resolverem.

Célio Rolinho Pires

No dia 16 de Agosto, foram inauguradas na Miuzela as instalações definitivas da Associação de Cultura Prof. Dr. José Pinto Peixoto, insigne cientista natural dessa freguesia do concelho de Almeida. Coube ao escritor e investigador Célio Rolinho Pires, natural de Pêga, proferir no acto uma conferência, que nos transmitiu e que publicamos na integra, embora, dada a sua extensão, dividida em três textos que publicamos em dias sucessivos.

Ao ser convidado pelo Sr. Major General Augusto José Monteiro Valente para uma sessão de «apresentação da minha obra e de esclarecimento sobre as sepulturas do Porto Mancal e das Eiras Velhas, seu valor histórico e interpretação», «no âmbito do programa de actividades respeitantes à inauguração das instalações definitivas da Casa de Cultura Pinto Peixoto e celebração do 90-º aniversário do nascimento do seu patrono…», devo confessar-vos, com toda a franqueza, o que na altura senti: surpresa, porventura alguma perplexidade e até, porque não dizê-lo, um certo embaraço. É que, se o convite me honra, e honra com certeza, aceitá-lo, assumi-lo, responsabiliza e compromete. E isso mexe por dentro! Afinal, e por pouco, já que aceitei o convite, que agradeço, a situação em que eu me encontro neste momento, se pensarem bem, não é nada cómoda porque embora vosso vizinho e quase conterrâneo, pois sou de Pêga, eu não sou de cá, e todavia, mercê das circunstâncias, vejam bem, aceitei vir aqui para vos falar de coisas que vocês conhecem, estou em crer, muito melhor que eu, seja, o Porto Mancal, as Eiras Velhas, o caminho dos Mortórios, o Barreiro, a ribeira do Noémi, etc, etc. Chama-se a isso meter a foice em seara alheia e isso não vale! Talvez, no entanto, assim o espero, eu possa sair um pouco redimido, se atendermos à maneira como eu, a partir de certa altura, comecei a olhar para estas coisas… Mas isso já não é comigo.
Como já disse, eu sou de Pêga e a Miuzela, como referência, faz ainda hoje parte das minhas memórias antigas! É que, junto ao Carvalho milenar que ainda hoje lá está no largo do mercado de Pêga, havia sempre uma taberneira, acho que era a Ti Lourdes, que assentava arraiais em um caracão de pedra onde os lavradores conversavam, discutiam e bebiam e o cheirinho do trigo de quartos da Miuzela a «rescender», como diria Eça de Queiroz, e que dispensava bem qualquer tipo de peguilho, foi coisa que me ficou para sempre. Verdade! Coisas tão simples, vejam bem, como uma noz, uma castanha fora de época, um figo seco, um rebuçado, uma bola mal finta… A escolha do local pela Ti Lourdes não era ocasional: estava-se a meio do mercado do gado e, como é sabido, negócio fechado, alboroque celebrado… Mas também, e ao longo da minha vida, consegui e tenho aqui ainda bons amigos que aproveito para cumprimentar. Evoco também, se me dão licença, a memória do meu amigo César Falcão que já não está entre nós.
Posto assim perante o facto consumado de ter aceite, e ainda antes de entrar na ordem do dia pelo que a mim diz directamente respeito, deixem que eu de forma sucinta e despretensiosa, preste a minha homenagem muito sincera ao vosso conterrâneo, Prof. Dr. José Pinto Peixoto, que dá o nome à vossa Associação de Cultura, que não cheguei a conhecer, mas de quem muito ouvia falar já nos meus tempos de Faculdade, aí pela década de 60, altura em que terá sido, penso, vice-reitor da Universidade de Lisboa. Já ao tempo era sem dúvida motivo de honra e de orgulho não só para os miuzelenses, mas também para todos os beirões confinantes e vizinhos deste espaço étnico-culturalmente homogéneo na margem esquerda do Rio Coa, que «grosso modo» se desenha desde o Rio Noémi até às nascentes do Coa, e que as vicissitudes da História ajudaram a construir e a cimentar. As qualidades humanas do Prof. Pinto Peixoto, tais sejam, a simplicidade, a popularidade, a simpatia, o bairrismo, o amor à sua terra, de que muito tenho ouvido falar, juntamente com os seus predicados ao nível da ciência que fizeram dele um dos mais conceituados geofísicos e meteorologistas, sendo mesmo pioneiro ao nível do estudo do ciclo da água à escala global, fizeram dele um verdadeiro modelo e paradigma a imitar sobretudo pelos mais novos e a merecer a estima e o respeito de todos nós. Esta é assim uma reunião de beirões que aqui se juntaram, na Miuzela, para homenagear um dos seus pares, porventura o mais ilustre e representativo da sua terra em sentido lato.
O beirão, como diz Miguel Torga, no seu livro «Portugal», é um ser muito especial capaz de lá longe, América, Canadá, França…dirigir os destinos da sua terra como presidente ou secretário da junta de freguesia, para não falar, acrescentaria eu, dos que, à distância, orientam e coordenam as Irmandades dos Mortos e as mordomias do orago e de outros santos do lugar. A Beira, esta nossa Beira, é uma terra vera, verdadeira, autêntica, vestida de luto na paisagem e nas roupas dos homens e das mulheres que a habitaram e habitam. O fato do casamento haveria de ser guardado religiosamente para a mortalha, como sabemos. Não será por acaso que, por aqui, ao cemitério se chama ainda a «terra da verdade». E nós sabemos que é! Foram, sem dúvida, as vicissitudes da História, as dificuldades, as lutas com o invasor, a morte, para não falar da avareza do solo povoado de pedras enigmáticas, austeras e sombrias que fizeram desta gente o que ela é na verdade – uma gente sóbria, de poucas falas, amiga do seu amigo, pouco dada a fanfarronices ao jeito dos arraiais minhotos, com o devido respeito…
Guardarei a temática das Pedras e do Porto Mancal lá mais para o fim, se me dão licença. Deixem então que vos fale de outras coisas que me parece terem sido igualmente importantes, mesmo decisivas, para a formação da nacionalidade, ainda antes do acerto das fronteiras por D. Dinis em 1297, com o Tratado de Alcanizes. Só que talvez menos badaladas… É que, se Guimarães foi o berço da nação, as terras de Beira-Coa foram sem dúvida esquife para muitos dos nossos antepassados…
Chamei há pouco a atenção para as afinidades de ordem étnico-cultural e de boa vizinhança sobretudo entre os povos da margem esquerda do Coa, seja, Miuzela, Cerdeira, Peroficós, Marmeleiro, Rapoula, Pêga, Pousafoles, Vila do Touro, Malcata…mas também com os povos do lado de lá, embora em momentos diferentes da nossa história. Que mais não seja, a título de curiosidade, vejam no vosso livro «Miuzela, a Terra e as Gentes» da autoria do homenageado, Prof. Pinto Peixoto, página 208, a série de castelos, redutos, atalaias, vigias, castros, etc, que povoavam todo este nosso espaço com vista à defesa do território e das populações! Alguns exemplos apenas: Miuzela, para começar, Vila Fernando, Cerdeira, Águas Belas, Sortelha, Vila do Touro, Rapoula, etc, do lado de cá…mas também Caria Talaia, em frente à Rapoula, Ruvina, Sabugal, Vilar Maior, Bismula, Alfaiates, do lado de lá… Só que, e até 1297, por razões óbvias, estas fortificações, de um e do outro lado do Coa, eram, evidente, de sinal contrário, já que os de cá defendiam-se dos de lá, e os de lá dos de cá… Mesmo assim, o Cancioneiro do Alto-Coa cujas quadras, muito antigas, da idade dos étimos, estou em crer, os tocadores cantavam e tocavam nos mercados e à Ronda, aí está ainda a denunciar o que foi a unidade e o movimento solidário das populações que através do lúdico e do humor, revelam bem o que terá sido assunto bem sério em termos de história, de luto e de luta, e de sofrimento…
Apenas alguns versos:
Lagartixos os de Sortelha
Carrapatos os da Bendada
Borrachões os de Pousafoles
Falupos os de Penalobo
Cornudos os do Monte Novo
Espreita-ratos os do Ruivós,
Ceboleiros os de Peroficós
Cerdeira curtos de vista
Tocam armas em Malcata
Cães de fila os do Sabugal…
Etc, etc, etc….

Célio Rolinho Pires

A Associação Sócio Terapêutica de Almeida (ASTA) realiza no pinhal circundante às suas instalações, na Cabreira, mais uma Feira de Solidariedade, pela qual conta recolher apoios para as suas actividades.

A oitava edição da Feira de Solidariedade realiza-se no próximo fim-de-semana, dias 21 e 22 de Julho, apostando em novas dinâmicas. A iniciativa conta com espectáculos diversos, exposições, tasquinhas, ateliers de pintura e muitas outras atractividades.
A Instituição Particular de Solidariedade Social de utilidade pública, foi fundada em 1998 por Maria José Dinis da Fonseca (mãe de um jovem com deficiência mental). Iniciou as actividades com 6 jovens na casa da fundadora, na aldeia onde nasceu, na Cabreira do Côa, Concelho de Almeida, tendo o projecto garantido o apoio da Segurança Social, o que lhe permitiu desenvolver-se e afirmar-se, expandindo as suas actividades na área pedagógica e sócio-terapêutica.
No ano passado a ASTA venceu o Prémio Manuel António da Mota, em resultado de ter sido considerada, a nível nacional, a melhor instituição de solidariedade no combate à exclusão social. Em resultado disso a instituição recebeu a visita pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que quis conhecer e observar o trabalho de apoio aos deficientemente que ali é praticado com elevados níveis de sucesso.
A instituição acolhe também alguns jovens do concelho do Sabugal, que ali procuram as terapias adequadas, voltadas para a melhoria da autonomia e da auto-estima, com vista a proporcionar-lhes uma melhor condição de vida e uma melhor integração social.
plb

A GNR comunicou ter apreendido estupefacientes e detido traficantes em Vilar Formoso e em Celorico da Beira, tendo igualmente detido quatro jovens espanhóis que faziam grafitis em comboios na estação do Pocinho.

Preso algemadoNo decurso de uma operação conjunta entre a GNR e a Guardia Civil de Espanha, realizada no dia 27 de Janeiro na zona da fronteira, foi detido um indivíduo de 23 anos de idade, residente em Barcelos, por crime de tráfico de estupefacientes. O suspeito tinha na sua posse 194,7 gramas de cannabis (liamba), adquirida, ao que tudo indica, em Espanha. Presente ao Tribunal Judicial de Almeida, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Na noite de 24 de Janeiro, militares do Núcleo de Investigação Criminal da Guarda, detiveram uma mulher de 22 anos de idade, residente em Celorico da Beira, por crime de tráfico de estupefacientes. A suspeita tinha na sua posse 6,4 gramas de haxixe, quantidade que excedia o limite máximo quantitativo, permitido para consumo. Presente ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, ficando a aguardar o resultado do Inquérito.
Na madrugada de 27 de Janeiro, militares do Posto Territorial de Foz Côa, detiveram quatro indivíduos, de 19 e 21 anos de idade, de nacionalidade espanhola, ambos estudantes e residentes em Madrid (Espanha), pelo crime de dano em comboio, na Linha do Douro. Os suspeitos foram surpreendidos quando efectuavam grafitis nas composições de um comboio que se encontrava na Estação da CP do Pocinho – Foz Côa, tendo-lhes sido apreendidas 20 latas de spray. Presentes ao Tribunal Judicial de Foz Côa, foi-lhes aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência e uma caução de 200 euros.
plb

A Assembleia Geral da Rede de Judiarias de Portugal aprovou, por unanimidade, no dia 14 de Dezembro, em Trancoso, a adesão dos Municípios de Sabugal e Alenquer.

Os municípios do Sabugal e de Alenquer são os mais recentes membros da Rede de Judiarias de Portugal. A adesão dos dois novos membros foi aprovada na Assembleia Geral que decorreu na quarta-feira, 14 de Dezembro, em Trancoso.
A Rede de Judiarias de Portugal é constituída pelos municípios de Trancoso, Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor, Tomar e Torres Vedras e a Entidades Regionais de Turismo do Alentejo, do Algarve, do Douro, de Lisboa e Vale do Tejo, da Região Oeste, da Serra da Estrela, pela Comunidade Judaica de Belmonte e agora também pelos municípios do Sabugal e Alenquer.
Na reunião magna foi presidida por Luís Garcia, presidente da Entidade Regional de Turismo do Oeste, a reunião tomou conhecimento dos elementos propostos por Jorge Patrão, secretário-geral desta associação e presidente da Entidade Regional de Turismo Serra da Estrela para a constituição do Conselho Consultivo.
Integram o órgão consultivo Yehud Gol (enquanto cidadão mas também Embaixador de Israel em Portugal), Isaac e Miriam Assor (presidentes das Comunidades Judaicas de Lisboa e Porto, o rabino Elisha Salas, os investigadores Jorge Martins, Carla Santos e Antonieta Garcia, o escritor Richard Zimler, o arquitecto António Saraiva (Associação para a Promoção da Guarda), Roberto Bachmann (presidente do Centro de Estudos Judaicos), o director-geral da Brussells Airlines, a directora do Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes (Cônsul de Bordéus), Mónique Benveniste (presidente da Comissão Executiva da Cátedra de Estudos Sefarditas, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), António Fidalgo (Universidade da Beira Interior), Filomena Barata (Universidade de Évora) e Marina Pignateli (Universidade Técnica de Lisboa).
Jorge Patrão aproveitou para dar conta da intenção e interesse já manifestados para aderirem à Rede de Judiarias de Portugal por parte das Câmaras Municipais de Vila Nova de Paiva, Santarém, Torre de Moncorvo, Leiria, Évora, Óbidos e Castelo Branco.
O dirigente revelou ainda que foram já identificadas mais de cinco centenas de inscrições cruciformes atribuídas aos cristãos-novos na região da Serra da Estrela das quais mais de 180 na Judiaria de Trancoso.
Foi salientada por Jorge Patrão a preocupação de alguns dos Municípios que pretendem aderir ou que integram já a Rede de Judiarias de Portugal na reconstrução e reabilitação de áreas onde viveram os Judeus, citando o caso de Vila Nova de Paiva cujo Município e autarquia local pretende reabilitar o edifício da antiga Sinagoga e zona envolvente, o mesmo acontecendo em Malhada Sorda (Almeida) onde existe um edifício conhecido por «Esgoga» que seria «Esnoga» nome pelo qual era conhecida na Idade Media a Sinagoga.
A finalizar deu a conhecer a pretensão de ser apresentada uma pré-candidatura às Redes Culturais Europeias – Projecto Multiregiões na sequência da reunião com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional CCDR-Centro.
jcl (com Gab. Com. Imagem da C.M. Trancoso)

O Documento Verde da Reforma da Administração Local, apresentado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, estabelece critérios para a redução de juntas de freguesias que, aplicadas ao distrito da Guarda fazem com que desapareçam 212 freguesias, num total de 336. No concelho do Sabugal desaparecerão 20 freguesias.

O documento, que tem por epígrafe «Uma Reforma de Gestão, uma Reforma de Território e uma Reforma Política», define uma metodologia baseada em critérios orientadores (demográficos e geográficos) que deverão presidir à nova organização autárquica.
Da aplicabilidade desses critérios orientadores elaborou-se um mapa que aponta para a agregação ou fusão de muitas freguesias, que, no caso do distrito da Guarda, se eleva a 212.
Vejamos as freguesias que vão desaparecer em cada concelho se a reforma autárquica avançar nos exactos termos em que está definida no Documento Verde.
Sabugal (desaparecem 20 freguesias, num total de 40): Águas Belas, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Baraçal, Forcalhos, Lomba, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Rapoula do Côa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Valongo, Vila Boa, Vila do Touro. Vilar Maior.
Aguiar da Beira (sete freguesias, num total de 13): Eirado, Forninhos, Gradiz, Pinheiro, Sequeiros, Souto de Aguiar da Beira, Valverde.
Almeida (23 freguesias, num total de 29): Ade, Aldeia Nova, Azinhal, Cabreira, Castelo Bom, Castelo Mendo, Freixo, Junca, Leomil, Malpartida, Mesquitela, Mido, Monte Perobolço, Naves, Parada, Peva, Porto de Ovelha, São Pedro de Rio Seco, Senouras, Vale de Coelha, Vale da Mula, Vale Verde, Vilar Formoso.
Celorico da Beira (15 freguesias, num total de 22): Baraçal, Cadafaz, Carrapichana, Cortiçô da Serra, Lajeosa do Mondego, Linhares, Maçal do Chão, Mesquitela, Minhocal, Prados, Rapa, Salgueirais, Velosa, Vide Entre Vinhas, Vila Boa do Mondego.
Figueira de Castelo Rodrigo (12 freguesias, num total de 17): Algodres, Almofala, Cinco Vilas, Colmeal, Escarigo, Freixeda do Torrão, Penha de Águia, Quintã de Pêro Martins, Vale de Afonsinho, Vermiosa, Vilar de Amargo, Vilar Torpim.
Fornos de Algodres (11 freguesias, num total de 16): Cortiço, Fuinhas, Juncais, Maceira, Matança, Muxagata, Queiriz, Sobral Pichorro, Vila Chã, Vila Ruiva, Vila Soeiro do Chão.
Gouveia (cinco freguesias, num total de 22): Figueiró da Serra, Freixo da Serra, Mangualde da Serra, Vila Cortês da Serra, Vila Franca da Serra.
Guarda (39 freguesias, num total de 55): Adão, Albardo, Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Avelãs de Ambom, Avelãs da Ribeira, Benespera, Carvalhal Meão, Cavadoude, Codesseiro, Corujeira, Faia, Fernão Joanes, Gagos, Gonçalbocas, João Antão, Meios, Mizarela, Monte Margarida, Pêro Soares, Porto da Carne, Pousade, Ramela, Ribeira dos Carinhos, Rocamondo, Santana da Azinha, Jarmelo (São Miguel), Jarmelo (São Pedro), Seixo Amarelo, Sobral da Serra, Trinta, Vale de Estrela, Vela, Videmonte, Vila Cortês do Mondego, Vila Franca do Deão, Vila Garcia, Vila Soeiro.
Manteigas (uma freguesia, num total de quatro): Vale da Amoreira.
Mêda (13 freguesias, num total de 16): Aveloso, Barreira, Carvalhal, Casteição, Coriscada, Fonte Longa, Longroiva, Marialva, Pai Penela, Prova, Rabaçal, Ranhados, Vale Flor.
Pinhel (20 freguesias, num total de 27): Atalaia, Azevo, Bogalhal, Bouça Cova, Cerejo, Cidadelhe, Ervas Tenras, Ervedosa, Lamegal, Lameiras, Manigoto, Pereiro, Pomares, Póvoa D’ El-Rei, Safurdão, Santa Eufémia, Sorval, Valbom, Vale de Madeira, Vascoveiro.
Seia (10 freguesias, num total de 29): Cabeça, Carragozela, Folhadosa, Lajes, Santa Eulália, Santa Marinha, São Martinho, Sazes da Beira, Várzea de Meruge, Lapa dos Dinheiros.
Trancoso (26 freguesias, num total de 29): Aldeia Nova, Carnicães, Castanheira, Cogula, Cótimos, Feital, Fiães, Freches, Granja, Guilheiro, Moimentinha, Moreira de Rei, Palhais, Póvoa do Concelho, Reboleiro, Rio de Mel, Sebadelhe da Serra, Tamanhos, Terrenho, Torre do Terrenho, Torres, Valdujo, Vale do Seixo, Vila Franca das Naves, Vila Garcia, Vilares.
Vila Nova de Foz Côa (10 freguesias, num total de 17): Castelo Melhor, Chãs, Horta, Mós, Murça, Numão, Santa Comba, Santo Amaro, Sebadelhe, Touca.

A situação é muito diferente em Castelo Branco, onde a redução das freguesias levará apenas à agregação ou fusão de 39 em todo o distrito – as mesmas que desaparecem apenas no concelho da Guarda. Belmonte perde apenas uma freguesia – Colmeal da Torre – enquanto que Penamacor perde cinco – Águas, Aldeia de João Pires, Bemposta, Meimão e Vale da Senhora da Póvoa.
plb

«Criar nos mais novos o hábito de cruzar a Raia» é um projecto entre o Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo e a Câmara Municipal de Almeida. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

No passado dia 10, do corrente mês de Setembro fui, com um grupo de amigos, ao encerro da Freineda.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaConfesso que nunca havia ido e tinha a impressão de que pouco deveria valer. Enganei-me, redondamente, e vou ficar cliente.
É verdade que estava habituado aos encerros da raia sabugalense pelo que nem me passava pela cabeça que pudesse haver tão bom ou melhor.
Os amigos da Freineda provaram saber receber e provaram que o encerro não são só toiros e cavalos.
Então os aspectos humanos não contam? Foi, na verdade, o que mais me impressionou.
Numa tapada, grande e plana, colocaram umas extensas mesas com comida variada e em abundância, para toda a gente.
Reparei que, à medida que as pessoas iam chegando, havia logo alguém da organização a convidá-las para se aproximarem das mesas.
Quando verificavam que alguém se acanhava eram eles próprios que lhes levavam comida e bebida. Que belos exemplos!
Eu já conhecia bastante bem o pessoal da Freineda mas confesso que quase sempre me surpreendem com a sua gentileza e simpatia. É que este procedimento parece-me contagiante. Não é só um ou outro amigo a assim proceder. Este sentimento generalizou-se e parece-me que todas as pessoas já assim são.
Mas voltando ao encerro verifiquei que, ainda a maioria das pessoas estavam em volta das mesas, quando se aperceberam que os toiros e cavaleiros se aproximavam.
Todas as pessoas se começaram a movimentar em carrinhas, tractores e motas. Outras acompanhavam os toiros, os cabrestos e os cavaleiros, a pé, sem demonstrarem grande receio.
A festa torna-se mais bonita e mais participativa pelo facto dos terrenos serem extensos e muito planos. Todas as pessoas se incorporam e se sentem participativas.
Desde essa zona até ao local do redondel ainda se demora cerca de meia hora. Dá para a maioria das pessoas se deslocarem, por todos os meios, até à praça para verem entrar o gado.
Depois destas bonitas cerimónias todas as pessoas vão tratar da barriguinha.
Aqui também pretendo fazer uma referência à união das pessoas da Freineda. A Comissão de Festas instalou um bar e um restaurante, na zona, e servem bebidas e refeições sem explorarem a clientela.
Admirei o entusiasmo com que todas as pessoas, homens e senhoras, se movimentam para que tudo corra pelo melhor e para que os forasteiros vão a contar bem da festa.
Aqui fica o meu registo e os meus agradecimentos ao povo da Freineda que me parece ser um modelo a copiar e a seguir por muitas outras freguesias.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O Núcleo de Investigação Criminal da Guarda apreendeu, no final da tarde de ontem, dia 25 de Julho, 30 plantas de Cannabis Sativa na localidade de Gonçalo, concelho da Guarda.

Segundo um comunicado do Comando Territorial da Guarda da GNR, as 30 plantas de Cannabis Sativa, com alturas compreendidas entre 0,40 e 2,10 metros, encontravam-se num terreno próximo da localidade de Gonçalo, concelho da Guarda, onde foram cultivadas.
A investigação, que já decorria há algum tempo, permitiu a detenção, em flagrante delito, de um indivíduo de 31 anos de idade, com a profissão de jardineiro, residente naquela localidade, como suspeito de ter cultivado as plantas.
O suspeito detido, já com antecedentes criminais, foi presente ao Tribunal Judicial da Guarda, cujo juiz lhe aplicou a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, situação em que aguardará pelo decorrer do processo criminal, que se manterá a cargo da GNR.
O Comando Territorial da Guada da GNR tem dado nota de sucessivas apreensões de plantas de Cannabis Sativa que são cultivadas em quintais particulares de diversas localidades da região.
plb

O Comando Territorial da Guarda da GNR procederam à detenção de dois indivíduos por posse ilegal de armas de fogo, um dos detidos é de Cinco Vilas, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, e o outro de Vila Nova de Foz Côa.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaNo dia 21 de Julho, o Núcleo de Investigação Criminal de Vilar Formoso efectuou buscas a duas residências, dois barracões e duas viaturas, em Cinco Vilas, Figueira de Castelo Rodrigo, no âmbito de um inquérito por crime de posse ilegal de armas e tráfico de estupefacientes. Durante as buscas foram apreendidas quatro armas de fogo, 11 armas brancas, 239 munições de diversos calibres, um bastão extensível, um arco e quatro flechas, três soqueiras e cinco shuriken (arma conhecida por «estrela da morte» e associadas às artes marciais), assim como 43 cargas explosivas de foguete e 65,5 gramas de pólvora. Foram ainda apreendidas duas plantas de cannábis.
Em consequência das buscas, foi detido um indivíduo de 31 anos, desempregado, residente naquela localidade, por posse ilegal de armas, cultivo e posse de estupefacientes. Presente ao Tribunal de Figueira de Castelo Rodrigo, ficou com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, a aguardar o resultado do Inquérito.
Na noite de 24 de Julho, foi detido pela GNR de Vila Nova de Foz Côa um homem de 64 anos, residente em Foz Côa, que tinha na sua posse duas armas de fogo em situação ilegal, sendo uma carabina de calibre 7,5 mm e uma pistola de alarme (calibre 6,35 mm) que tinha sido, alegadamente, transformada. Foram-lhe apreendidas as referidas armas, conjuntamente com 5 munições dos ditos calibres.
Esta detenção ocorreu após uma situação de conflito e discussão, com ameaças e ofensas à integridade física, havendo necessidade de o detido vir receber tratamento no hospital Sousa Martins, na Guarda.
Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa, foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Ainda segundo a nota informativa semanal da GNR, na madrugada de 23 de Julho, militares do Núcleo de Protecção Ambiental de Pinhel detiveram um indivíduo de 29 anos de idade, residente em Sebadelhe, Vila Nova de Foz Côa, pela prática de pesca ilegal em Almendra. Foram-lhe apreendidas duas canas de pesca e um saco de rede com duas carpas, que foram devolvidas à água. Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa, ficou com Termo de Identidade e Residência a aguardar o resultado do Inquérito.
plb

Os militantes socialistas do Sabugal apenas deram votos a António José Seguro nas eleições directas para secretário-geral do Partido, que decorreram nos dias 22 e 23 de Julho.

António José Seguro foi eleito no passado sábado secretário-geral do PS, derrotando o seu adversário interno, Francisco Assis, com quase 68 por cento dos votos, num universo superior a 35 mil militantes socialistas.
No Sabugal os 47 militantes que votaram fizeram-no em Seguro, não se registando qualquer voto em Francisco Assis. Na Federação da Guarda, onde o novo secretário-geral socialista é militante, a sua candidatura arrecadou 913 votos (87,87%) contra 126 (12,13%) de Assis. Em termos de secções concelhias, o resultado do Sabugal foi repetido em Aguiar da Beira e em Almeida onde Seguro fez igualmente o pleno dos votos expressos.
Assis venceu na Mêda com 27 votos contra 12 de Seguro, tendo perdido nas restantes concelhias da federação da Guarda. Mêda foi aliás, a nivel nacional, uma das poucas concelhias onde Assis venceu.
No que toca a federações, Seguro venceu em todas elas, sendo a de Braga, por cujo círculo eleitoral foi eleito deputado, aquela em que conseguiu um resultado mais expressivo (89, 33%). A votação mais equilibrada sucedeu no Porto, o distrito de onde Assis é natural e foi eleito deputado nas últimas legislativas. Aqui Seguro venceu por apenas 50,04% dos votos.
plb

No dia 15 de Julho, a GNR de Vilar Formoso deteve um homem de 40 anos em Castelo Bom (concelho de Almeida) por possuir na sua residência duas armas de fogo ilegais. Quatro dias antes, no dia 11, a GNR de Gouveia detivera também quatro jovens por furto em residências.

A detenção do possuidor das armas ilegais aconteceu na sequência de uma busca domiciliária, em cumprimento de mandado judicial emitido no âmbito de um inquérito criminal registado por crime de ameaças. Durante a diligência foram encontradas duas de fogo, uma caçadeira de calibre 36 e uma espingarda de ar comprimido, assim como uma arma branca e 61 cartuchos calibre 36. O detido foi conduzido perante o juiz do Tribunal de Almeida, que lhe aplicou a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda da GNR, também foram detidos do dia 11 de Julho quatro indivíduos, de 19, 20 e 21 anos de idade, residentes em Vila Nova de Gaia e no Porto, pela prática de crimes de furto em duas residências em Aldeias e Rio Torto (concelho de Gouveia). Foram recuperados os objectos e valores furtados, entre os quais diversos artigos em ouro e prata, material de som e imagem e dinheiro, no valor total de 14.100 euros, subtraídos das duas residências. Aos suspeitos, foi-lhes ainda apreendido o veículo em que se faziam transportar, propriedade de um deles.
Os detidos, já com antecedentes criminais e referenciados pela prática de diversos furtos nas zonas de Gaia, Cantanhede, Mira, Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão, Seia e Gouveia, foram presentes ao Tribunal de Gouveia, que os sujeitou a prisão preventiva, recolhendo ao Estabelecimento Prisional de Viseu.
plb

O Centro de Estudos Ibéricos (CEI), sedeado na Guarda, anunciou a abertura de candidaturas à sétima edição do Prémio Eduardo Lourenço, destinado a galardoar personalidades ou instituições com relevo na cooperação transfronteiriça.

O prémio de 2011 tem o montante de 10 mil euros. Na sua sétima edição, o galardão pretende premiar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica. As candidaturas ao Prémio Eduardo Lourenço podem ser entregues até 15 de Setembro.
O regulamento prevê que o galardão seja atribuído por um júri, constituído pelos membros da direcção do CEI, que são os reitores das Universidades de Coimbra e de Salamanca e pelo presidente da Câmara Municipal da Guarda, a que se juntam mais oito personalidades. Na edição deste ano, o júri será presidido pelo reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva.
O prémio, com o nome do mentor e director honorífico do CEI, o ensaísta Eduardo Lourenço, nascido em S. Pedro do Rio Seco, concelho de Almeida, teve a sua primeira edição no ano de 2004 e já distinguiu diversas personalidades de Portugal e de Espanha.
O regulamento do Prémio Eduardo Lourenço 2011, está disponível para consulta aqui.
plb
http://www.cei.pt

Os vinhos da Beira Interior, vão ser alvo, entre os dias 16 e 19 de Junho, de uma ousada acção de promoção de carácter internacional, a fim de serem dados a conhecer a importadores e jornalistas estrangeiros.

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Está prevista a realização de provas e visitas a explorações, assim como o IV Concurso de Vinhos da Beira Interior, promovido pelas Associações Empresariais da Guarda e de Castelo Branco e pela Comissão Vitivinícola Regional (CVR) da Beira Interior.
As exportações de vinhos da Beira Interior aumentaram quase 20 por cento entre 2009 e 2010, facto que motiva a organização para o lançamento da iniciativa. O claro sucesso das edições anteriores do concurso de vinhos é outro factor decisivo para a sua nova edição, apostando este ano «na promoção internacional dos néctares produzidos na região, sem esquecer a divulgação do património e demais produtos tradicionais».
«O grande objectivo da jornada de promoção internacional dos vinhos da região é, precisamente, contribuir para a sua divulgação e incentivar os negócios e a exportação», explicou Luís Baptista Martins, da organização do evento.
O representante disse que a CVR da Beira Interior, com cerca de 16 mil hectares de vinha, conta actualmente com 30 agentes económicos: cinco Adegas Cooperativas e 25 produtores/engarrafadores particulares, certificando anualmente «cerca de seis milhões de litros de vinho DOC Beira Interior e VR Beiras».
Luís Baptista Martins recordou que os vinhos da região «têm figurado entre os 50 melhores, nos últimos três anos, para o mercado do Reino Unido e para o mercado do Brasil» e nos concursos mundiais «têm vindo a ser distinguidos com regularidade, sinónimo do potencial e do crescimento que a região está a ter».
Além disso, destacou, «nos últimos anos, tem-se dado nesta região uma grande evolução relativa ao aumento do número de produtores e à qualidade dos seus vinhos», pretendendo a zona «afirmar-se como uma região de excelência e qualidade na produção de vinhos e ocupar o seu legítimo lugar juntamente com as grandes regiões vitivinícolas portuguesas».
Relativamente às vendas, o responsável indicou que se ultrapassou no ano passado as 500 mil garrafas de vinho exportado.
«Os maiores destaques nos mercados fora da União Europeia vão para os Estados Unidos da América, Angola, Brasil, China e Canadá e nos mercados da União Europeia para Reino Unido, França, Alemanha e Luxemburgo», esclareceu.
A iniciativa inclui uma visita de quatro dias, com 40 convidados internacionais, entre jornalistas e empresários do sector da comercialização de vinhos e de agro-alimentares.
A acção, apoiada pelo projecto COOPETIR – Cooperação para a Competitividade Empresarial, levará os participantes até Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Belmonte, Idanha-a-Nova e Castelo Branco. Do programa constam visitas a aldeias históricas provas de vinhos, de doces e de queijos.
plb (com jornal «O Interior»)

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaEis-me, de novo, pronta a enfrentar mais um desafio: prolongar “La Ruta de los Castillos” e versejar sobre os castelos das Aldeias Históricas. Apesar de continuar a considerar-me pouco digna de o fazer, tentarei honrá-las como merecem. Imbuídas de valor histórico, nascidas antes de Portugal, mas fortalecidas pelo seu amor pátrio, ei-las nobres e belas, altivas e dignas do seu passado, em luta pela sobrevivência, acarinhando as povoações que, por sua vez, as amam e eternamente admiram. Guardadoras de segredos, de lutas e terrores, de paixões e amores, é o coração que pulsa no Interior das Beiras e Interior Norte, como qualquer coração… que se impõe no amor aos seus.

Ruta de los Castillos - Almeida

ALMEIDA

De Castro pré-histórico
A castelo Muçulmano
Reconquistado por Leão
Mais tarde português ficaste…
Tão sublime, Almeida bafejaste!

É também Alcanizes
Que te define português
D. Dinis te deu castelo
Outros castelos se revigoraram
E com D. Fernando te renovaram.

Com covilhanense Mateus Fernandes
D. Manuel te duplicou muralhas
Figurado por Duarte de Armas
Em Livro das fortalezas
Por teu valor, tuas riquezas.

Revalorizado na Restauração
Por tua posição fronteiriça
Foste modernizado
Te tornaram Praça-forte
Mais por teu valor, do que por sorte.

Reedificadas fronteiras
Imponente, albergaste teu povo.
Em galerias subterrâneas
Onde o perigo esmorecia
E a população se recolhia

No século dezanove sofreste
Com a Guerra Peninsular
Em 17 dias, o que perdeste!
Mas mantiveste dignidade sem igual.
Como valioso Monumento Nacional

Tua planta hexagonal
E seu traçado em estrela
Com seis baluartes aos Santos
Foste prisão durante as lutas liberais
Mas os Santos eternizaram teus portais.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Em 10 de Maio de 1811, há rigorosamente 200 anos, ocorreu um dos grandes actos de valentia da história militar francesa, que foi a evasão da guarnição que ocupava a praça de Almeida. Os homens do general Brenier, seguindo as instruções do marechal Massena, romperam com argúcia e coragem o cerco das tropas aliadas, juntando-se ao seu exército em Espanha. Massena conseguiu com este glorioso feito mitigar o fracasso que foi a terceira invasão de Portugal.

AlmeidaDepois da Batalha do Sabugal, em 3 de Abril de 1811, as tropas de Massena abandonaram Portugal, concentrando-se entre Ciudad Rodrigo e Salamanca, onde descansaram das fadigas da campanha. Porém o isolamento de Almeida, onde se mantinha uma guarnição francesa, comandada pelo general Brenier, e a maior parte do parque de artilharia do exército, eram motivo de grande preocupação para o marechal. Afligia-o a possibilidade de Almeida ser bombardeada e tomada pela força, com a consequente humilhação francesa. Por isso decidiu marchar em valimento da fortaleza, o que o levou a enfrentar as tropas aliadas na linha da fronteira.
A terrível batalha de Fuentes de Oñoro, durou três dias, de 3 a 5 de Maio, tendo os anglo-portugueses conseguido repelir os sucessivos ataques dos franceses, assim evitando que voltassem a colocar o pé em Portugal.
Verificando a impossibilidade de passar a fronteira, Massena pediu voluntários para levarem ao general Brenier uma mensagem. Apresentaram-se três jovens, dispostos a cumprir a espinhosa missão de penetrarem nas linhas aliadas: o cabo Zaniboni, e os soldados Lami e Tillet. Os dois primeiros seguiram disfarçados de camponeses e o último teimou em avançar com o seu uniforme e armado com o seu sabre. André Tillet, foi precisamente o único a atingir o objectivo, conseguindo passar por ingleses e portugueses e entregar ao comandante francês a minúscula mensagem que, cumprindo à risca as instruções, levava na boca, pronto a engoli-la em caso de ser capturado.
A mensagem de Massena era clara: «Meu caro general, faça explodir Almeida por meio de fornilhos, retirando com a sua guarnição para Barba del Puerco. Faça tudo para que o inimigo não possa tirar proveito dos canhões e das munições que estão na praça, quer destruindo-os quer enterrando-os. Previna-me da recepção desta ordem com quatro salvas de 25 tiros de canhão do maior calibre que tem (…)».
Inicialmente Massena temeu o pior, pois o tempo passava sem que o sinal combinado surgisse. Porém às 10 horas da noite de 7 de Maio ouviu-se o som abafado de salvas de canhão, vindas dos lados de Almeida. Face ao alívio, o comandante francês deu instruções para a execução de manobras ameaçadoras, a fim de concentrar os aliados na linha avançada e assim facilitar a Brenier os trabalhos de minagem da praça e a evasão da guarnição.
Em Almeida, os preparativos para a fuga começaram imediatamente a seguir ao recebimento das ordens de Massena. Brenier mandou atirar os cartuchos e os projécteis para os poços, destruir as peças de artilharia disparando umas para a alma das outras, e carregar de pólvora os fornilhos que foram instalados nas muralhas para as derrubar. Tudo ficou pronto no final do dia 10, altura em que Brenier juntou a guarnição, formou duas colunas e saiu da praça pelo lado oeste, deixando para trás apenas alguns sapadores para pegarem fogo aos fornilhos de pólvora.
As duas colunas avançaram a coberto da noite, e conseguiram atacar de surpresa as tropas aliadas dos postos avançados. Entretanto um enorme estrondo perturbou a calma da noite, em resultado da explosão das minas. Coube aos portugueses, comandados pelo general Pack perseguir os franceses fugitivos, sem contudo conseguirem evitar que os sapadores, que haviam ficado para trás, se lhes juntassem e que todos alcançassem o rio Águeda, onde do outro lado o general Reynier os esperava em Barba del Puerco.
A perseguição apertada de Pack, a quem na fase final se juntou a cavalaria de Cotton, fez com que a coluna francesa seguisse para a ponte por um atalho, trepando as vertentes escarpadas do vale do Águeda, tendo muitos dos homens caído desamparados num precipício rochoso quando chegaram ao topo e lhes faltou o pé do outro lado, o mesmo sucedendo a alguns dos portugueses que os perseguiam. A protecção de atiradores franceses entretanto posicionados na outra margem do rio, garantiu que quase toda a coluna escapasse atravessando a ponte, mas dos que caíram no desfiladeiro, só se fizeram contas ao amanhecer, quando os franceses conseguiram repelir os perseguidores.
A grande parte dos que caíram haviam afinal escapado, tendo-se agarrado às rochas e escondendo-se entre elas, mas no fundo do precipício estavam 270 homens mortos ou terrivelmente mutilados, dos quais 230 eram franceses e 30 eram portugueses.
Retirados e encaminhados os feridos para o acampamento, fez-se a chamada dos 1200 elementos que constituíam a guarnição de Brenier em Almeida. O pessimismo deu lugar a uma alegria contida: apenas faltavam 350 homens.
Este feito heróico da fuga da guarnição de Almeida constituiu um bálsamo para a auto-estima de Massena, que via honra nesta última operação do exército de Portugal. Ela feria o orgulho de Wellington, que viu passar a coluna francesa por entre os dedos, sem que a conseguisse capturar.
Mas nesse mesmo dia a vaidade de Massena seria manchada ao receber das mãos do general Foy, chegado de Paris, a missiva de Napoleão Bonaparte que lhe retirava o comando do exército, entregando-o ao marechal Marmont.
Paulo Leitão Batista

Ajudar as terras raianas da diocese da Guarda a saírem do esquecimento e da desertificação é o objectivo da Caritas, que pretende implementar o projecto «100 muralhas», o qual envolverá dezenas de jovens, a que chama «embaixadores da Raia».

Mobilizar os jovens da Diocese que vivem na Raia para a luta contra a pobreza, o envelhecimento e a desertificação é o objectivo do projecto, que conta levar informação às pessoas e às instituições, como câmaras e juntas de freguesia, para que se desenvolvam acções que atraiam mais residentes à região.
Paulo Neves, da Caritas da Guarda, disse à Agência Ecclesia, que o título de «embaixador da Raia», dará o direito a um cartão oficial, a atribuir a cerca de 100 alunos do 12º ano dos agrupamentos de escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor, que ao longo deste ano lectivo têm participado no projecto «100 muralhas».
Trata-se de uma acção organizada pela Caritas da Guarda, em conjunto com professores e diversas entidades públicas e religiosas, que visa a defesa e valorização dos recursos humanos, naturais e artísticos. «Sabemos que estes alunos vão sair desta região, em busca de oportunidades ao nível do ensino superior que não existem aqui, e o que pretendemos é que continue a haver uma ligação ao território de onde eles são originários», explicou Paulo Neves.
Os alunos envolvidos têm dedicado três horas semanais, no âmbito da disciplina «Área de Projecto», à elaboração de propostas para as suas localidades. Costumes e tradições, tendências sociais emergentes, o futuro da vida humana, desenvolvimento sustentável de recursos, foram alguns dos trabalhos elaborados.
A investidura dos jovens «embaixadores da Raia» vai ter lugar no próximo dia 28 de Maio, numa cerimónia formal que acontecerá no pavilhão multiusos de Vilar Formoso, que contará com a presença do bispo da Guarda, D. Manuel Felício.
A presidente da Caritas, Emília Andrade, disse entretanto à Agência Lusa que são cerca de 170 as famílias da diocese da Guarda que recebem ajuda social e económica da instituição, o que significa um aumento de 35 por cento face a igual período do ano passado.
«São pessoas que pedem, fundamentalmente, coisas de subsistência imediata, como alimentos, medicamentos e roupa», disse Emília Andrade, que classifica a situação como «aflitiva».
plb

Os primeiros 14 presidentes de Câmara do distrito da Guarda (após o 25 de Abril de 1974) foram homenageados no Governo Civil por Santinho Pacheco. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai homenagear, esta quinta-feira, dia 28 de Abril, os primeiros presidentes de câmara municipal do distrito eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974. A família de João A. Antunes Lopes, primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vai receber a título póstumo a condecoração.

Santinho Pacheco - Governador Civil - GuardaNo salão nobre do Governo Civil da Guarda vai ter lugar, às 21.00 horas desta quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos primeiros presidentes de câmara do distrito da Guarda.
A sessão solene vai contar com a presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, do primeiro governador civil da Guarda, Alberto Antunes (do concelho do Sabugal) e do actual, Santinho Pacheco.
Além de João A. Antunes Lopes (a título póstumo), primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vão ser homenageados os autarcas de Aguiar da Beira, António Raimundo Cunha (a título póstumo); Almeida, António José Sousa Júnior; Celorico da Beira, Carlos A. Faria de Almeida; Figueira de Castelo Rodrigo, José Pinto Lopes (a título póstumo); Fornos de Algodres, Francisco Paulo Almeida Menano; Gouveia, Alípio Mendes de Melo; Guarda, Victor Manuel Gonçalves Cabeço/Abílio Aleixo Curto; Manteigas, Homero Lopes Ambrósio (a título póstumo); Mêda, Luís E. Figueiredo Lopes (a título póstumo); Pinhel, António Luís Santos Fonseca; Seia, Jorge A. Santos Correia; Trancoso, António Almeida (a título póstumo) e Vila Nova de Foz Côa, José Costa Ferreira (a título póstumo).
«É tempo de a nível distrital se comemorar Abril da liberdade lembrando os primeiros presidentes de câmara eleitos nos 14 concelhos do nosso distrito, exaltando assim o papel insubstituível que o poder local desempenhou na construção desta segunda República e no arranque de um período de desenvolvimento e de modernização das nossas terras, sem paralelo em toda a nossa história secular», destacou Santinho Pacheco.
A cerimónia insere-se nas comemorações distritais do 25 de Abril.
jcl (com agência Lusa)

A aldeia histórica de Castelo Mendo, no concelho de Almeida, vai receber de novo uma feira medieval, prevista para os dias 30 de Abril e 1 de Maio.

A iniciativa, surge, à semelhança dos anos anteriores, pela mão da Câmara Municipal de Almeida, que assim pretende divulgar o valor histórico desta vila medieval, que foi durante largos séculos cabeça de concelho e que chegou a estar, por 15 anos, integrada no concelho do Sabugal, aquando da reforma autárquica de 1855 que extinguiu e fundiu um largo conjunto de municípios.
Do programa consta uma feira com figurantes trajando à época medieval, prevista para o dia 1 de Maio, o que recriará a imagem da antiga vila acastelada em dia de mercado e de festim. A anteceder a feira, na noite de 30 de Abril, terá lugar uma ceia medieval, com a recriação histórica de um banquete do tempo antigo, quando príncipes, alcaides demais senhores feudais, acorriam às vilas para conviverem e se divertirem. As inscrições para a ceia estão porém limitadas a 80 pessoas.
A organização da feira de Castelo Mendo espera que muitas centenas, senão milhares, de pessoas acorram à antiga fortaleza sobranceira ao rio Côa, onde dezenas de comerciantes instalarão as suas bancas e tendas com produtos artesanais, velharias, produtos da gastronomia tradicional e o vinho bom que alegra os espíritos nos dias de festa.
As feiras medievais tornaram-se, progressivamente, numa forma de valorizar e dar vida a aldeias e vilas históricas que hoje quase jazem esquecidas no interior de Portugal, ligando a sua importância histórica ao gosto de conhecer e visitar os recantos do nosso património antigo.
Nos mesmos dias da feira de Castelo Mendo teremos feira medieval em Almodôvar, no Alentejo, seguindo-se a de Monsanto (6 a 8 de Maio), da Batalha (15 de Maio), de Mértola (19 a 22 de Maio), de Elvas e de Vila Verde (de 20 a 22 de Maio), de Leiria (21 e 22 de Maio), de Machico e de Alhos Vedros (de 3 a 5 de Junho), de Coimbra, Monte Real e Oliveira do Bairro (de 9 a 12 de Junho), de Vouzela (17 de Junho), de Oleiros e de Terras de Bouro (18 e 19 de Junho), de Linda-a-Velha (25 e 26 de Junho), de Sintra (9 e 10 de Julho), de Óbidos (de 17 a 24 de Julho), de Idanha-a-Nova (de 27 a 31 de Julho), de Alter do Chão (de 29 a 31 de Julho), de Santa Maria da Feira (de 28 de Julho a 7 de Agosto) de Silves (de 6 a 14 de Agosto), de Penha Garcia (de 9 a 11 de Agosto), de Aljubarrota e Vila Pouca de Aguiar (de 12 a 14 de Agosto).
plb

A Câmara Municipal de Almeida atribui bolsas de estudo a estudantes universitários do concelho. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A área da Raia Histórica (Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira) caracteriza-se por ser toda ela do interior beirão, zona raiana de fortes ligações à nossa vizinha Espanha, englobando os concelhos de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Pinhel e Trancoso.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A Raia Histórica é uma Associação sem fins lucrativos que teve o seu início em 1996 fruto da vontade de dinamizar a região beirã dos castelos do Côa, fustigada pelo desemprego, pela imigração e pelo envelhecimento da população.
Para a Associação é fulcral o facto de os portugueses residentes no estrangeiro, que se encontram numa fase de regressarem
às suas origens, poderem ser grandes dinamizadores de toda a região, dado que poderão investir no comércio e na indústria da mesma, de que resultaria naturalmente a criação de mais postos de trabalho, conduzindo certamente à fixação de juventude, que de momento se depara com fortes problemas de integração no mercado de trabalho desta região. Este objectivo é primordial, mas há que reconhecer que os jovens também têm outras necessidades, como o divertimento e as manifestações culturais, ocupação salutar dos tempos livres e valorização pessoal.
Os associados da Raia Histórica são pessoas individuais, empresas, instituições sem fins lucrativos e câmaras municipais, tendo em comum todas elas o desejo de implementar novas ideias que possam contribuir para a divulgação e a conservação de todo o nosso património histórico – cultural, bem como o objectivo – também este considerado como sendo primordial – de criar uma ambiência que leve as pessoas a fixarem-se nesta região.
São estes os pressupostos para todo o trabalho que se tem vindo a desenvolver nestes anos e que se enquadra na análise e educação de e para o desenvolvimento local; na revitalização de actividades tradicionais, culturais e produtivas; na emergência de produtos e actividades, na organização e concentração da oferta local e por último na promoção e incrementação de todo o tipo de actividades que levem à divulgação e preservação de todo o conteúdo histórico e cultural da região dos castelos do Côa.
aps (com Raia Histórica)

A terceira edição da Feira de Caça e Pesca e Desenvolvimento Rural em Vilar Formoso e a montaria ao javali em Nave de Haver foram apresentados por Baptista Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Almeida. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Miguel Almeida e Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O antigo quartel das esquadras na zona história da Estrela do Interior foi o palco da terceira feira de coleccionismo e antiguidades e do agricultura. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O CEAMA – Centro de Estudos de Arquitectura Militar «nasceu» a 2 de Abril de 2008 nas portas exteriores de Santo António na fortaleza da aldeia história de Almeida. Reportagem da jornalista Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O Município do Sabugal está entre os fundadores de uma nova associação intermunicipal, designada por «Territórios do Côa, Associação de Desenvolvimento Regional», cujo objectivo é combater o despovoamento do interior pela promoção turística do Vale do Côa.

O Município de Figueira de Castelo Rodrigo tem liderado o processo de constituição da associação, onde a mesma terá a sede. Inicialmente pretendeu-se designá-la por «Agência do Vale do Côa», o que, contudo, foi rejeitado pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas, tendo então que escolher-se a designação «Territórios do Côa».
Para além dos municípios de Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal, a nova associação integra ainda os de Almeida, Meda, Pinhel, Trancoso, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.
A associação pretende promover o desenvolvimento integrado através da dinamização do turismo de aventura e do ecoturismo, aproveitando as condições apropriadas para esse finalidade do território que abrange.
A existência de um património cultural de alto valor e do Museu do Parque Arqueológico do Vale do Côa, são o garante da boa possibilidade de dinamização em rede deste território tendo em vista o alcance dos objectivos consagrados pela nova associação.
Os representantes dos municípios que integram a associação reuniram-se por diversas vezes para a aprovação do projecto de estatutos, e para dar andamento à demais formalidades ligadas ao seu registo legal e ao seu funcionamento quando a mesma estiver em plena actividade. Da parte do Município do Sabugal o processo formal está concluído, tendo a adesão sido aprovada em reunião de Câmara e também pela Assembleia Municipal.
plb

O Município do Sabugal decidiu renovar o protocolo que mantém com a Associação Sócio-Terapêutica de Almeida (ASTA), relativo a três jovens portadores de deficiência que frequentam a instituição sedeada na Cabreira do Côa.

ASTAO protocolo existente tem assegurado a integração dos utentes, que recebem o devido apoio da instituição, cujo experiência está suficientemente comprovada pelo já longo historial e reconhecimento público que lhe vem sendo conferido.
Um dos jovens é do Peroficós e desloca-se diariamente para a instituição, de onde dista poucos quilómetros. Os outros dois jovens são da Abitureira e de Malcata, pelo que, sendo mais longe, a deslocação é feita semanalmente. As despesas com as viagens são suportadas pela Câmara Municipal do Sabugal, nos termos do protocolo celebrado.
A ASTA é uma das associações de apoio terapêutico mais reconhecidas a nível nacional, tendo recebido inúmeros prémios e notas de louvor pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo. Muitas pessoas ligadas ao concelho do Sabugal participam com trabalho voluntário nas actividades da associação e apoiam a s suas iniciativas.
Para além do apoio terapêutico e educacional aos deficientes, a associação desenvolve iniciativas de carácter cultural e social, sempre em interacção com a comunidade em que se integra, o que tem contribuído decisivamente para o largo prestigio que acumulou.
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JOAQUIM SAPINHO

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