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Passou de cem o número de confrades e amigos do Sabugal e do bucho raiano que hoje, dia 10 de Novembro, se juntaram no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete, para conviver e degustar os bons sabores das nossas terras.

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Fotos de Daniel Salgueiro e José Carlos Calixto

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Quando se aproxima o tempo das matanças e da degustação do saboroso bucho, publicamos o texto da oração de sapiência proferida pelo Professor Fernando Carvalho Rodrigues na cerimónia do Terceiro Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, sucedido no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro de 2012. O Professor fala do bucho, centrando-se em Creado, a sua terra de nascimento, que pertence à freguesia de Casal de Cinza e ao concelho da Guarda.

Quando no Império era Imperador Barack Obama, Sumo Pontífice Bento XVI e na Lusitânia era Pró-Consul Cavaco Silva, foi, em Creado, Mordoma da festa de Santo Antão uma filha do José Braz casada com um rapaz de Carpinteiro filho do Fausto Raposo. Em 2013, será a Lúcia, filha de Zé Aires, e mais o marido.
Há uns milhares de anos que é assim: A Festa de Creado é no dia de Santo Antão. É a festa do Padroeiro. Em cada ano, a 17 de Janeiro, o Povo reúne-se para nomear o Mordomo do ano seguinte. Santo Antão é o Santo Padroeiro de Creado. De lá, vêm, por muitas gerações, meus antepassados. Em cada ano ter proteínas dependia um pouco de caça, mas sobretudo do marrano. E todos os anos compravam os porcos para cevar durante o ano e iam e recebiam quem vinha para pedirem a protecção de Santo Antão na capela do seu orago em Creado.
No dia seguinte da Festa, depois de celebrada a missa, oferecem um pé vindo da matança de Dezembro ao Santo para que lhe guardar o bácoro próspero e com saúde. Seguia-se animada a arrematação dos donativos. O leilão, como é público, incita vaidades. Não tem mal. Num dia, não tem mal. A vaidade deixa mais uns dinheiros porque leva o pé quem mais oferecer. Em tempos de oscilações da bolsa. O pé pode render vinte euros. Pode até, como se tem visto ultimamente, chegar aos cinquenta euros. Sim, porque os marranos da nossa Beira Alta foram classificados pelas agências de notação em triplo AAA com prospectiva positiva. Espera-se que o pé de porco salve a classificação da dívida soberana logo que a produção se intensifique. Pelo menos, a capela de Santo Antão, em Creado, beneficia. O dinheiro das arrematações, em bolsa, reverte a favor da Igreja. É que o Mordomo é quem faz as arrematações e ninguém e tem ordem para arredar pé enquanto houver ofertas para arrematar. E, para cada pedaço quem oferece o pé é o primeiro a dizer quanto vale. Que isto de deixar cair o valor em bolsa é só para os banqueiros.
Ao Santo Antão em Creado vai o povo honesto. E mais a prece pelo marrano que viverá por aquele ano até Dezembro. Viverá em um T0 com esplanada. Chamam-lhe: o cortelho. Mas é o único animal a quem se oferece um estúdio enquanto vive. Casa de granito afagado e porta de cerne de carvalho. E um dia, libertado do peso de viver, só o fará se Santo Antão o proteger. Partes, todas as partes do marrano passarão por nós, Homo Sapiens Sapiens, e todos aqueles bocados terão o privilégio de reconhecer que existem, terão a alegria de contemplar e estudar o Universo de que são parte e a parte que faz ao mundo perguntar. É este o milagre, renovado, de Santo Antão do Egipto.
Terá nascido pelo ano 251 D.C.. Inventou como ser Monge. Mas como todos aqueles que fazem trabalho solitário solta-se-lhes a imaginação, a compreensão e têm a tentação da soberba que vem da Soberania sobre os Saberes. E tentação, esta e outras, teve Santo Antão do Egipto como todos os que contemplam mistérios. A humildade de uma via simples livrou-o sempre. Mas houve quem as imortalizasse.
Chama-se Hieronymus Bosch, o espírito medieval vivido de uma forma única. Nas tentações de Santo Antão que deixou no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa . Estão as extravagâncias de monstros escarnecendo gárgulas. Sentou monstros nas cadeiras do coro. Pôs demónios olhando de soslaio para as margens dos manuscritos. Distorceu, horrivelmente, humanos lançados com forquilhas para o inferno. São o esconjuro pela arte. Pela pintura. Com Bosch sente-se o cerco diabólico a Santo Antão. Representa o mundo como um prolífico formigueiro. Os quadros de Hieronymus Bosch têm que ser interpretados símbolo a símbolo. Ele e a sua pintura mostram a intromissão do demónio na vida humana. Os elementos da fantasia na sua obra dão-lhe um inesgotável fascínio. E, num dos vários quadros das tentações do Santo Antão. No que está em Madrid. Ao lado e protegido pela paz de Santo Antão está o marrano. Ambos serenos, em Paz, com Deus no reequilíbrio do nervosismo da fantástica imaginação. Na aceitação que cada classe de vida alimenta outra classe de vida até que possa contemplar Deus. Mas a vida da pintura de Hieronymus Bosch não é só tentação e descrição. Descrição mordaz da percepção da vida como hoje em dia atravessamos. É colhida em fonte popular na Nave dos Loucos. O quadro da «A Nave dos Loucos» é uma fonte inesperada do retracto da vida de hoje. Inesgotável para os modernos psiquiatras, sociólogos, economistas, retratados suponho, por um discípulo de estilo, Pieter Breughel, o velho, na condução pelos cegos deste novo e actual Mundo. Mas voltando a Hieronymus Bosch é no pormenor, no detalhe. Numa espécie de extensão da beleza, do talento e da técnica dos iluministas tão atentos ao pormenor que nos fazem aparecer tentações de Santo Antão e o marrano a seus pés.
E é essa mesma atenção ao detalhe que faz do Bucho, o enchido delicioso, o ultimo dos manjares para o Intróito. Também lhe chamam o Entrudo.
Para o Bucho, em Creado, num alguidar de barro colocam-se as carnes partidas em pedaços: orelhas, carnes que tenham cartilagem, pontas das costelas, couratos e o rabo. Temperam com alho, sal, pimentão doce e picante e um bom vinho. Cinco dias. Reparem bem. Cinco dias em vinha de alho. Vai-se provando, a suprema medida da ciência, para ver se está temperado suficiente. E mais vos digo: se não for bem temperado: Olhai! Estraga-se. Mas se fizerdes como vos digo a bexiga do porco que se guardou bem com o palaio encheu-se com as tais carnes temperadas. Vai ao fumeiro durante algumas semanas e guarda-se para o Carnaval. Com a Família, mais batatas cozidas e grelos de nabo (bem se não houver pode ser acompanhado por couve Portuguesa). Pinga e por fim o arroz doce.. Acho, que corta a gordura. Bem é arroz doce. Acabou-se. Sempre foi assim. E no fim, está-se de novo pronto a embarcar nesta «Nave de Loucos», pilotada pelos cegos Breughel e livres das tentações mas com a protecção de Santo Antão. Até porque de todos os porcos que nos dão hoje o Bucho um pé ser-lhe-á oferecido para o ano que vem. Sim, que com os Mordomos já nomeados em Creado não há crise, que as agências de notação não se estrevem, ou mesmo atrevem, a meter-se. O Bucho lá estará em 2013.
Só a faz parar de o apreciar o dia das Cinzas. Por causa da Lua que determina o dia de Páscoa, o Dia das Cinzas, calha sempre a meio da semana. É sempre numa quarta-feira este Dia das Cinzas. E nesse dia, durante milénios os Homens da Ordem Militar do Hospital marcavam-no, com uma Cruz de Cinza, na fronte, numa cerca da Freguesia de que Creado é parte: a Freguesia de Casal de Cinza. Passa por lá o eixo da Terra e nela se faz o melhor Bucho do Mundo e tudo isto é o maior dos Milagres de Santo Antão de Creado de Casal de Cinza, que também foi, em outros tempos, do Egipto.

P.S. O Autor escreve de acordo com a ortografia da Dona Laura. Três reguadas por cada erro no ditado chegaram para lhe acabar com todas as veleidades. Quer as passadas, quer as presentes, ou mesmo as futuras.
Fernando Carvalho Rodrigues

Levou-me a escrever este artigo, uma reportagem feita no restaurante Zé Nabeiro do Soito, em que se falou na «sopa de cornos», também o último convívio do Bucho Raiano no Casteleiro, e um panfleto que tenho aqui à minha frente, que tem por título «Sabugal à Mesa».

António EmidioNa última década temos assistido aqui em Portugal ao renascer das tradições gastronómicas. A isto chamo RESISTÊNCIA, mas resistência a quê? A quem? À tentativa desta Mundialização, que não é mais nem menos do que a hegemonia da cultura estadounidense, de acabar com as culturas nacionais, aqui está incluída também a gastronomia. Felizmente que esta resistência já está a dar os seus frutos, conseguindo-se convencer a maioria das pessoas de que a cozinha tradicional, além de ser uma peça fundamental na própria recuperação económica de uma região, também é uma comida mais ecológica.
A explosão do turismo mundial, embora a maior parte dos turistas ainda proceda dos países com alto nível de vida, também estando a surgir turistas provenientes de países emergentes, tanto uns como outros são fontes formidáveis de ingressos, procurando, como é lógico, tudo o que seja diferente dos seus territórios e, uma das primeiras procuras é a gastronomia autóctone.
Mas outro perigo de hegemonia surge, entrando em concorrência com o actual, com o dos Estados Unidos, a Índia e a China, o peso demográfico destas duas nações e o seu crescimento económico são de tal ordem, de tão grande potencial, que não nos admiremos que os produtos culturais vindos desses países comecem a seduzir o Mundo. Está incluída aqui a gastronomia, só no nosso País há centenas de restaurantes chineses e indianos.
Cozinha de mercado, querido leitor(a)? Abandonemos essa maneira de comer, deixemos isso para os grandes políticos, grandes empresários, grandes reis e grandes príncipes. Comer Pizza italiana, Sushi japonês, Kebab turco, não é mal nenhum, mas nunca devemos substituir isto pela nossa cozinha tradicional.

Não podia terminar este artigo sem me referir a essa nociva polícia que é a ASAE, que tanto tem destruído a nossa cozinha tradicional e, continua a destruir. Portugal teve uma polícia que não deixava pensar os portugueses, presentemente temos uma que dificulta a vida a milhares e milhares de pessoas que trabalham, e muitas vezes nem deixa comer o que sempre foram os melhores pratos da gastronomia portuguesa.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Sob o lema «Serra da Estrela mais que uma Montanha», a região da serra mais alta de Portugal apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) representada pelas suas confrarias gastronómicas, que assim darão expressão aos bons sabores que a região pode oferecer.

Em altura de crise económica, o turismo no estrangeiro pode ser substituído pelo turismo «cá dentro» e os operadores apostam forte na edição deste ano da Feira Internacional de Turismo, que se realiza em Lisboa, na FIL (Parque das Nações), de 29 de Fevereiro a 4 de Março.
A Turismo Serra da Estrela, em colaboração com 10 municípios, apresenta «novos conceitos» e propostas turísticas para seguir por parte de quem deseje visitar a região.
A Serra da Estrela conta com a adesão de diversas confrarias gastronómicas que irão colorir e animar o pavilhão mostrando os seus trajes e divulgando os pratos típicos que cada uma representa. Para além das confrarias gastronómicas marcará igualmente presença a Confraria do Cão da Serra da Estrela, que tem sede em Sortelha, concelho do Sabugal, que aí apresentará alguns exemplares do belo e dócil cão que guarda os rebanhos da serra.
Também do Sabugal é a Confraria do Bucho Raiano, que estará presente, assim como as Confrarias da Feijoca (Manteigas), da Broa e Bolo Negro (Loriga), das Sardinhas Doces (Trancoso), do Borrego (Celorico da Beira) e da Urtiga (Fornos de Algodres).
As provas e degustações dos produtos gastronómicos da Serra da Estrela serão garantidos com o apoio da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia e da Associação de artesãos da Serra da Estrela.
Merece ainda destaque a presença do Chef Luís Baena, que vai analisar algumas das características ímpares da gastronomia da região.
Para além da gastronomia a promoção da Serra da Estrela como destino turístico de excelência conta com a realização de tertúlias sobre potencialidades estratégicas, como: Turismo Cultural, Turismo Natureza, Gastronomia e Vinhos. As tertúlias servirão para apresentar projectos de promoção e valorização do Turismo Cultural e exemplos de grande sucesso que já têm implementação no terreno.
plb

No sábado passado, dia 18 de Fevereiro, o Sabugal e o Casteleiro viram passar o colorido dos trajes confrádicos, por ocasião da realização do terceiro Capítulo da Confraria do Bucho raiano.

Tudo começou pela manhã, no Mercado Municipal, onde os membros das diversas confrarias, vindos de variados pontos do país, se juntaram e acompanharam a inauguração da feira de produtos locais. Por amabilidade da Câmara e da empresa municipal Sabugal+, todos puderam degustar os produtos da terra, onde pontuaram o queijo, os enchidos, compotas, fruta, pão, azeite e vinho.
Pelas 11 horas a comitiva seguiu para o edifício do museu municipal, cujo auditório ficou «à pinha» para assistir à cerimónia. O capítulo iniciou-se com a actuação ao piano do jovem músico sabugalense João Cunha, que foi ouvido em absoluto silêncio e no final foi longamente aplaudido.
O padre Manuel Dinis, pároco do Sabugal, fez a bênção das insígnias e desejou aos presentes uma excelente jornada de convívio e de amizade. Seguiram-se algumas palavras de circunstância por parte do presidente da Câmara, António Robalo, que deu as boas vindas ao Sabugal, uma terra de tradições e de bons sabores gastronómicos.
Constituída a mesa do Capítulo, tomou a palavra o orador convidado, o professor Carvalho Rodrigues, a quem coube proferir a tradicional Oração de Sapiência. A intervenção do cientista, conhecido como o «Pai do Satélite Português», andou à volta da tradição gastronómica da sua terra de nascimento, Creado, uma anexa da freguesia de Casal de Cinza, concelho da Guarda. De memória apurada, lembrou que era à volta do porco que todos criavam no cortelho, que se fartava a mesa dos habitantes, que se esmeravam na confecção dos ricos sabores gastronómicos. Numa intervenção bem humorada, Carvalho Rodrigues encantou os presentes que o brindaram com uma longa ovação.
Seguiu-se a entronização de 10 novos confrades do bucho, que fizeram o juramento e receberam o traje e a respectiva insígnia, passando a fazer parte da família confrádica, que assim atinge os 73 confrades, devidamente trajados e entronizados.
Foi depois tempo de prestar preito a algumas personalidades, começando inevitavelmente pelo Professor Carvalho Rodrigues, que recebeu o título de Cancelário da Confraria. Como Cavaleiros da Confraria foram investidos o juiz conselheiro Manuel Cipriano Nabais, de Quadrazais, e o empresário Manuel Gouveia, de Sorteha. Houve ainda a atribuição de um diploma de honra à engenheira Felismina Rito Alves, do Soito.
No termo da cerimónia tomou a palavra o representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, da Bismula, cuja memória viva ficou bem patente ao recordar as velhas tradições gastronómicas da nossa região, bem como o trovar e o falar antigo do povo raiano.
Depois da cerimónia seguiu-se o desfile pelas ruas do Sabugal, com a foto de família captada com os confrades posando na escadaria da Casa dos Britos. À frente, a abrir o desfile seguiam os Bombos de Badamalos, vindo depois a comitiva de confrarias, exibindo as tonalidades dos seus diferentes trajes.
Já no Casteleiro, os confrades foram recebidos na sede da Junta de Freguesia, pelo seu presidente, António José Marques, que a todos serviu um aperitivo.
O almoço foi no restaurante «Casa da Esquila», onde 200 convidas degustaram o bucho, que se apresentou à mesa servido na forma tradicional e em ementas alternativas à habitual forma de o servir.
Aqui fica a referência às 13 confrarias presentes no Sabugal:
Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares); Confraria do Queijo Serra de Estrela (Oliveira do Hospital), Real Confraria da Cabra Velha (Miranda do Corvo), Confraria das Sardinhas Doces (Trancoso), Real Confraria do Maranho (Pampilhosa da Serra), Confraria do Vinho de Lamas (Miranda do Corvo), Confraria dos Aromas e Sabores Raianos (Almeida), Confraria Gastronómica O Moliceiro (Aveiro), Confraria Gastronómica Raça Arouquesa (Arouca), Confraria da Castanha (Moimenta da Beira), Confraria Nabos e Companhia (Mira) e Confraria do Cão da Serra da Estrela (Sortelha).
plb

O mais conhecido e prestigiado restaurante da cidade do Sabugal, o Robalo, não está incluído no mapa dos Roteiros Gastronómicos de 2012, que fazem parte da iniciativa «Sabugal à Mesa», promovida pela Câmara Municipal e pela empresa municipal Sabugal+, que decorre entre os dias 18 e 21 de Fevereiro.

Bucho RaianoPara além do restaurante Robalo, também se recusaram a participar no evento outros dois restaurantes do concelho que normalmente a ele se associavam, que foram O Martins, do Soito, e o Bica dos Covões, de Badamalos.
Foram 12 os restaurantes a aderir a esta quarta edição dos roteiros gastronómicos, que têm por epígrafe «Sabugal à Mesa»: O Pelicano (Alfaiates), Casa da Esquila (Casteleiro), El Dorado (Fóios), Trutalcôa (Quadrazais), Éden (Rebolosa), O Lei (Sabugal), O Templo (Sabugal), Raihotel (Sabugal), Sabores do Côa (Rapoula do Côa), Sol-Rio (Sabugal), Zé Nabeiro (Soito) e D. Sancho I (Sortelha).
Para compensar a ausência dos três restaurantes que não aceitaram participar, há a novidade da entrada do restaurante Sabores do Côa, que participa pela primeira vez no certame gastronómico.
Durante os dias de Carnaval, que este ano não poderá contar com a clientela proporcionada pela habitual tolerância de ponto governamental, os restaurantes aderentes disponibilizam um conjunto de pratos tradicionais, que poderão ser apreciados.
Entre os pratos que os vários restaurantes anunciam no roteiro oficial editado pela Sabuga+, avulta o bucho, ementa típica característica desta região do país que por tradição se degusta no Carnaval.
Inserido nos Roteiros está ainda o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, que acontece no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro e cujo almoço de convívio está marcado para a Casa da Esquila, no Casteleiro, um dos restaurantes aderentes aos Roteiros Gastronómicos.
Dentre as ementas que os restaurantes apresentam descobrem-se as antigas receitas regionais, que são verdadeiros tesouros gastronómicos.
Ao nível do prato principal há bucho, enchidos, ossos da suã, caldo escoado, arroz de cabidela, trutas do Côa, cabrito na brasa, galo estufado, guisado de javali, punheta de bacalhau, sopa de cornos.
No referente a entradas cabe destacar os peixinhos da horta, torresmos, enchidos, pimentos curtidos.
Quanto a sopas temos o caldudo ou sopa de castanhas, canjas de galinha e de perdiz, sopa de grão e sopas couves.
As sobremesas são variadas e podemos encontrar algumas bem tradicionais e pouco comuns, como mílharas, sopas paridas, farófias, tapioca, aletria e queijo de cabra.
Os preços variam mas são acessíveis, podendo ir dos 10 aos 20 euros pela refeição completa.
plb

O tradicional almoço de bucho que a Confraria do Bucho Raiano organiza anualmente em Lisboa realizou-se no sábado, dia 12 de Novembro, juntando cerca de 70 confrades e amigos das terras raianas.

A sala do conhecido restaurante Churrasqueira do Campo Grande encheu para receber os convivas que ali degustaram o bucho raiano acompanhado por grelos de nabo e batatas cozidas. De entrada comeu-se morcela e farinheira assadas e à sobremesa houve o tradicional arroz doce e a aletria. A finalizar houve ainda castanhas assadas e jeropiga.
A refeição foi regada com o vinho de Belmonte, de marca «doispontocinco», vinho oficial da Confraria do Bucho Raiano. O sortelhense Manuel Gouveia, proprietário do vinho, embora impossibilidade de estar presente, fez questão de oferecer o vinho que foi consumido no almoço.
No final o Chanceler transmitiu aos presentes mensagens dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal do Sabugal que, respectivamente, por razões de agenda e de saúde, não puderam estar presentes. Anunciou ainda que o terceiro capítulo da Confraria vai realizar-se no Sabugal no dia 18 de Fevereiro de 2012.
Um confrade apresentou e deu a provar o doce de mostajo, feito a partir do fruto do mostajeiro, uma árvore endémica que existe no Sabugal e outras terras do país e que dá como fruto umas bagas alaranjadas, a que geralmente não se dá importância. O mostajo pode ser afinal um produto gastronómico a explorar no futuro.
O escritor Vítor Pereira Neves, também presente, ofereceu o seu livro «Sortelha – Aldeia Museu de Portugal», que foi leiloado na ocasião, rendido 40 euros, que reverteram para a Confraria.
O almoço de convívio terminou com as palavras do Grão-Mestre da Confraria, Joaquim Silva Leal, que trouxe à evidência o papel relevante da Confraria enquanto grande embaixadora da gastronomia raiana e do Sabugal em todo o país. Ele próprio tem vindo a representar a Confraria em diversos capítulos de outras confrarias gastronómicas e tem testemunhado o grande prestígio que a confraria do Bucho já tem perante o movimento confrádico nacional.
plb

A Confraria do Bucho Raiano, com sede no Sabugal, participou num encontro de confrarias gastronómicas, promovido pela Confraria da Chanfana, de Vila Nova de Poiares.

A Confraria da Chanfana, uma das mais dinâmicas do movimento confrádico português, tomou a iniciativa de convidar as confrarias que são suas afilhadas a participarem num encontro em Vila Nova de Poiares, tendo em vista fortalecer os laços de amizade e confraternização entre os confrades.
O encontro ocorreu no domingo, dia 17 de Abril, e nele participaram as seguintes confrarias, vindas de todo o território nacional, incluindo os Açores:
Maranhos, Bucho de Arganil, Broa de Avanca, Almeirim, Bodo, Cabrito, Atlântica do Chá, Tentúgal, Maça Portuguesa, Matança do Porco, Sopa dos Açores, Marmelada, Sardinha e Bucho Raiano.
A jornada começou logo pela manhã, com a realização de um rally paper temático, onde cada equipa assumiu o objectivo de seguir pistas para arranjar os ingredientes para a confecção da chanfana: na caçoila de barro preto teve de juntar-se carne de cabra velha, azeite, vinho tinto, sal, alho e piripiri. Ingredientes reunidos cada equipa tinha de encontrar o forno onde o «preparado» seria colocado.
Seguiu-se um encontro no Centro Cultural, juntando os representantes das confrarias presentes. Madalena Carrito, mordomo-mor da Confraria da Chanfana deu as boas-vindas e justificou o convite formulado para a realização do encontro.
O Juiz da confraria anfitriã, que também é o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, deu por sua vez as boas vindas aos convidados, defendendo que o movimento confrádico português tem crescido e tem-se consolidado, porque defende valores que provêm da alma do povo. «Olhando para o nosso passado encontraremos melhor os caminhos do futuro», concluiu. Seguiram-se as intervenções dos representantes das diversas confrarias, que deram sugestões para o futuro do movimento confrádico.
Ainda no Centro Cultural foi colhida a tradicional fotografia de família, seguindo depois a comitiva para o Mercado Municipal, onde a esperava um suculento e variado almoço, de que faziam parte algumas das melhores iguarias da região. À chanfana juntaram-se os negalhos, arroz de bucho (uma iguaria típica da terra), moelas, e outras ementas populares. Tudo foi regado com bons vinhos da região, e o repasto conclui-se com a degustação de saborosíssimas sobremesas.
Para finalizar o encontro alguns confrades de diferentes agremiações brindaram os presentes com músicas e cantares.
Uma iniciativa de muito mérito, na qual estiveram presentes dois confrades do bucho, idos do Sabugal para defender e afirmar a importância da gastronomia raiana no panorama nacional.
plb

A quarta edição dos Roteiros Gastronómicos, desta vez com a oportuna epígrafe «Sabugal à Mesa», foram do agrado geral e contribuíram para a divulgação da cozinha tradicional raiana e dos restaurantes do concelho do Sabugal. Bucho, enchidos e cabrito na brasa terão sido os pratos mais apreciados pelos que nos visitaram no decurso do evento.

Fizemos uma breve «ronda» por alguns dos restaurantes aderentes aos Roteiros Gastronómicos, realizados de 5 a 8 de Março. No geral obtivemos menções elogiosas à organização do evento, que proporcionou a oportunidade para o reviver de sabores antigos que representam o melhor da nossa gastronomia tradicional.
O calendário da iniciativa foi decididamente bem escolhido, segundo os responsáveis dos restaurantes com que falámos. A nossa gastronomia antiga liga muito bem com o tempo frio e o Entrudo é uma quadra em que muita gente vem à região aproveitando os dias de férias escolares, o que potencia o êxito da iniciativa.
O El Dorado, nos Fóios, teve casa cheia no geral dos dias da iniciativa. O bucho, o caldo escoado, o caldo de vagens secas e o cabrito, que é o prato-rei da casa, tiveram muito boa «saída», assim como as sobremesas tradicionais. A sempre diligente e bem-disposta Ramitos, proprietária do estabelecimento, encontra, para além dos «roteiros» outra explicação para o facto de ter tido a casa cheia: «O facto se ser Carnaval e de haver touradas na Raia (em Aldeia do Bispo e na Lageosa) fizeram com que muita gente viesse aqui almoçar e jantar.» Entre os clientes não notou muita gente vinda de longe, tirando os espanhóis que contudo são presença assídua na casa. Contudo está muito satisfeita com a organização dos Roteiros: «Este ano a Câmara organizou melhor a iniciativa e a Felismina Rito, que foi o rosto de tudo isso, merece os parabéns pelo empenho que demonstrou», disse-nos a empresária.
Antoine Tavares, do Trutalcôa, restaurante situado junto ao rio Côa, em Quadrazais, também nos disse que mereceu a pena ter aderido à iniciativa. Anota porém que muitos dos que vieram ao seu estabelecimento manifestaram desconhecer os Roteiros, o que revela que pode ser feito um esforço ainda maior em termos de divulgação. A truta é a especialidade da casa e teve muita «saída», especialmente o rodízio que o restaurante apresentou no primeiro dia, em que o cliente podia degustar um pouco de cada uma das diferentes formas de cozinhar as trutas. O caldo escoado foi também do comum agrado dos clientes. «A iniciativa é uma boa ajuda da Câmara para os restaurantes do concelho, e penso que vale a pena continuar, até porque está a melhorar em cada edição, o que é normal. Se continuarmos, daqui a uns anos pode tornar-se num acontecimento de grande importância a nível regional e até nacional.» Antoine Tavares deixa contudo um pequeno reparo: «a divulgação tem de ser maior, para que aqui venha mais gente de propósito.» À organização, que elogia pelo esforço e pela atenção prestada, deixa uma sugestão para as edições seguintes: «disponibilizem um pequeno questionário para os clientes preencherem, dizendo de onde vieram, porque vieram, como souberam da iniciativa, etc. A Câmara pediu-nos que fizéssemos algumas dessas perguntas aos clientes mas isso para nós não é fácil, porque estamos a trabalhar e às vezes consegue-se estabelecer diálogo para isso mas outras vezes não é possível.»
O Robalo, restaurante do Sabugal, encarou o evento com naturalidade, mas sentindo que a iniciativa é boa e deve continuar. «Nós há mais de 10 anos que na altura do Carnaval servimos preferencialmente bucho com batatas cozidas e grelos de nabo, bem como os nossos enchidos, pelo que para nós isto é já habitual nesta altura», disse-nos João Carlos Robalo. O restaurante esteve com muita afluência, sobretudo de pessoas vindas de outras terras, algo que contudo já é também habitual neste estabelecimento, que serve muitos forasteiros ao longo de todo o ano. João Robalo sugere porém que se melhore a divulgação pois importa trazer ao concelho e à generalidade dos restaurantes pessoas vindas de longe para apreciarem as nossas terras e a nossa gastronomia. Em concreto considera que a Câmara, em articulação com os restaurantes aderentes, deveria promover campanhas para a organização da vinda de grupos organizados ao Sabugal, mediante a cedência de um cupão com direito a uma refeição a um preço aceitável para que aqui possam degustar a nossa gastronomia.
Germano Matos, do restaurante Sol-Rio, do Sabugal, também se mostrou satisfeito com a iniciativa, embora tenha constatado que este ano houve menor divulgação que no ano anterior. «O prato que mais servi foi o bucho, que disponibilizei todos os dias e que se está a transformar no prato mais representativo do Sabugal. O cabrito grelhado na brasa também saiu muito, até me apareceu aqui um grupo de pessoas que quiseram provar o cabrito na brasa, porque nunca tinham tido essa oportunidade. E apreciaram muito o que comeram.» Germano Matos garantiu-nos que muitos dos seus clientes vieram de longe, grande parte eram pessoas que tinham vindo à Serra da Estrela e que foram de propósito ao Sabugal para comer. «O Carnaval é sem dúvida a melhor altura para realizar estes Roteiros, já que há muita gente a visitar a região», considerou o empresário.
plb

Também me congratulo com o sucesso da iniciativa, mas deixo dois apartes, que considero oportunos:
1- A brochura de divulgação dos Roteiros Gastronómicos e das ementas dos restaurantes, bem elaborada do ponto de vista gráfico, apresentava uma péssima qualidade de impressão. Desconheço qual a empresa que fez o trabalho, ou se foi a própria Câmara a fazê-lo com os seus meios, mas a organização tem de ser exigente nesta matéria. Uma má qualidade do roteiro pode deitar por terra todo o esforço num evento desta natureza, na medida em que o opúsculo é a primeira imagem da iniciativa.
2- Na penúltima pagina do dito folheto de péssima impressão, onde se fala de «vinhos da região… para regar as refeições à mesa», refere-se do vinho «graminês», o que é natural, por se tratar do vinho de produção local, que infelizmente não está à venda. Mas eu pergunto: quem encomendou a conversa acerca do vinho «Quinta dos Termos»? Esse vinho constitui uma marca comercial que está no mercado e aparece com um tratamento de favor no Roteiro. Bem, se era reclame, então a palavra «publicidade» ou «patrocínio» deveria constar do texto.
Duas falhas, que em nada desmerecem a excelência da organização e do acontecimento.

plb

A realização do 2.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano foi um momento alto de afirmação das tradições sabugalenses.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Como confrade participei com grande satisfação na realização deste Capítulo, não podendo deixar de salientar os seguintes aspectos para mim mais relevantes:
1. O crescimento sustentado da Confraria, com a entronização de mais 21 confreiras e confrades que no Anfiteatro Municipal e na presença das restantes confreiras e confrades, fizeram o seu juramento.
2. A ultrapassagem de uma situação que se vinha a revelar contrária aos interesses do Concelho, referindo-me concretamente à presença e à outorga de um diploma de honra à Casa do Concelho do Sabugal.
O elogio público e o abraço entre o Chanceler da Confraria, Paulo Leitão, e o Presidente da Casa do Concelho, José Eduardo Lucas, são o prenúncio de que as duas entidades estão dispostas e saberão encontrar os caminhos para, em conjunto, continuar a defender e a divulgar as potencialidades do nosso Concelho.
3. A realização do Capitulo na cidade do Sabugal e do almoço na vila do Soito, onde fomos magnificamente recebidos, primeiro pelo Sr. Presidente da Junta num «Porto de honra», e depois no Restaurante Martins, mostrando que, de uma vez por todas, devemos saber ultrapassar «guerrinhas» e rivalidades locais, pois, como venho dizendo, somos muito poucos e os desafios são demasiado grandes para que percamos tempo em coisas secundárias.
4. A assinatura do protocolo com um produtor de vinho do Concelho de modo a que o vinho «doispontocinco» da zona de Sortelha passe a ser o vinho oficial da Confraria, estando presente em todas as suas iniciativas. Eis uma forma correcta de promover os produtos sabugalenses.
5. Por último, a nobreza dos dinamizadores da criação da Confraria e seus actuais dirigentes ao recusarem serem entronizados enquanto cavaleiros.
Esta é uma atitude que os engrandece, mas que engrandece e dignifica também a Confraria do Bucho Raiano.
Caros confrades, podeis não ser cavaleiros à luz dos estatutos, mas estou certo que sois cavaleiros na mente e no coração de todas as confreiras e confrades!

Ps: Porque alguns dos presentes me questionaram sobre o assunto, deixo aqui este esclarecimento. O Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal (eu próprio) foi convidado oficialmente para participar neste evento (atitude que não tem vindo a ser seguida por outros promotores de eventos que se realizam no Concelho…).
Porque sou confrade solicitei ao Sr. Chanceler da Confraria que me permitisse juntar-me às restantes confreiras e confrades, o que foi entendido e assim se fez.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Entre os dias 23 e 27 de Fevereiro o concelho do Sabugal vai promover-se como destino turístico na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2011 integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela». A tarde de sábado vai ser dedicada ao território sabugalense com provas de queijo de cabra e bucho raiano.

BTL 2011 - Sabugal

O turismo cultural, etnográfico e gastronómico do concelho do Sabugal estará em destaque na Feira Internacional de Turismo no stand da Entidade Regional de Turismo Serra da Estrela – Pavilhão 1 da FIL – onde partilha o espaço com os municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Mêda, Seia e Trancoso.
Esta é a maior promoção de sempre da marca «Serra da Estrela» na BTL com a gastronomia a ocupar um lugar privilegiado num stand de divulgação específico onde os visitantes podem saborear os melhores sabores da Beira Serra. Na tarde de sábado, 26 de Fevereiro, terá lugar a promoção do território sabugalense com uma prova gastronómica de bucho raiano e queijo de cabra a cargo da Confraria do Bucho Raiano e da Confraria do Cão Serra da Estrela.
Pela primeira vez a BTL abrirá ao público em geral, na quarta-feira, um espaço de turismo gastronómico que ocupa 5000 metros quadrados e onde estarão representadas as regiões do Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Porte e Norte e Serra da Estrela. Os visitantes serão convidados a provar os pratos e produtos mais característicos de cada zona do País assim como da região espanhola de Castilla Y Léon.
«O destino Portugal e 10 mil milhões de quilómetros quadrados a falar português» será o lema do certame que assenta em marcas regionais que correspondem às Entidades Regionais de Turismo – Porto e Norte, Centro de Portugal, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – e aos Pólos de Desenvolvimento Turístico – Serra da Estrela, Douro, Leiria/Fátima, Oeste, Alqueva e Litoral Alentejano. A edição deste ano do certame elegeu a Tailândia como destino turístico internacional.
A 23.ª edição da Feira Internacional de Turismo decorre no Parque das Nações, em Lisboa, entre os dias 23 e 27 de Fevereiro, com o objectivo de promover o turismo de Portugal junto dos países da CPLP-Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A BTL 2011 conta com 980 expositores, 75 novas empresas e mais de 45 destinos internacionais e tem como oferta turística internacional em destaque a Tailândia no ano em que se comemoram os 500 anos de relações históricas e diplomáticas entre os dois países.

Horário da BTL para visitantes: dia 25 de Fevereiro (sexta), 18h00m-23h00m; dia 26 (sábado), 12h00m-23h00m; e dia 27 (domingo), 12h00m-20h00m.
Na zona de restauração os horários são idênticos. Na quarta e quinta-feira, apenas para profissionais, a feira encerra às 20h00m mas o público em geral pode jantar até às 23h00m sem pagar bilhete de entrada.
plb (com C.M. Sabugal)

Sabugal e Soito recebem o II Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano no Sábado de Carnaval, dia 5 de Março. Sessão solene de entronização, inauguração da exposição «Emoções Gastronómicas», desfile de confrarias e o inevitável almoço do bucho, são as principais iniciativas do programa.

No Auditório Municipal do Sabugal, para além da cerimónia de entronização de novos confrades, haverá uma oração de sapiência, a proferir pelo escritor raiano João Luís Vaz, natural do Soito, e a homenagem a algumas personalidades pelo seu papel relevante em prol da gastronomia da região.
Está também prevista a inauguração de uma exposição, no Museu Municipal do Sabugal, subordinada ao tema «Emoções Gastronómicas», que consiste na mostra de trajes e insígnias confrádicas da colecção particular de Paulo Sá Machado.
Depois a comitiva segue para o Soito, onde se realiza um desfile de confrarias, seguida da recepção dos participantes na Junta de Freguesia.
Pelas 14 horas será servido um almoço de bucho no restaurante «O Martins», no Soito.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana, própria da época carnavalesca.
O Capítulo da Confraria está incluído no programa dos «Roteiros Gastronómicos – Sabugal à Mesa», iniciativa da responsabilidade da Câmara Municipal do Sabugal, que está prevista para os dias 5 a 8 de Março, pela qual os restaurantes do concelho disponibilizam receitas tradicionais da cozinha raiana.
O Capítulo conta com a colaboração especial da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, da Câmara Municipal do Sabugal, Empresa Municipal Sabugal+, Junta de Freguesia do Soito, RaiaHotel, bem como da marca de vinhos dois.ponto.cinco, de Caria (Belmonte).
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Essa carne fica em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor da lareira.
A iguaria come-se em família ou entre uma roda de amigos. Respeitando o receituário antigo, deve ser cozido durante três horas, envolto num pano de linho. Vai à mesa acompanhado por grelos de nabo e batata cozida e come-se acompanhado por um bom vinho tinto da região.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana, é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano.
Podem ser feitas marcações para a cerimónia e para o almoço até ao dia 2 de Março, para: o e-mail: confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb

A Confraria do Bucho Raiano tem encontro marcado para o Restaurante Brasa, em Elvas, no dia 15 de Janeiro de 2011. O almoço está marcado para as 13.00 horas e é aberto a todos os interessados.

Elvas - Restaurante Brasa - Confraria Bucho Raiano - Capeia Arraiana

A Chancelaria da Confraria do Bucho Raiano respondeu afirmativamente ao desafio/convite de um confrade e do proprietário do Restaurante Brasa, em Elvas, para um almoço com bucho na cidade alentejana.
O encontro está marcado para as 13.00 horas no sábado, 15 de Janeiro de 2011 e será seguido de uma visita à Adega Mayor durante a tarde.
O programa completo aberto a todos os interessados inclui, ainda, o jantar de sábado e o almoço de domingo com dormida incluída.
As reservas devem ser feitas até ao dia 10 de Janeiro para email da confraria: confrariabuchoraiano@gmail.com ou para o telemóvel: 966823786.
Chancelaria do Confraria do Bucho Raiano

A Confraria do Bucho Raiano esteve representada no IX Capítulo da Confraria da Gastronomia do Ribatejo, que aconteceu na vila da Azambuja este domingo, dia 12 de Dezembro.

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA GASTRONÓMICA RIBATEJO – AZAMBUJA – 12-12-2010
Fotos de Paulo Saraiva;–  Clique nas imagens para ampliar

plb

No sábado, dia 13 de Novembro, cerca de 60 confrades e amigos do bucho raiano reuniram-se em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande, para ali apreciarem a iguaria gastronómica. Entre os convivas contavam-se pessoas gradas da cultura naturais do concelho do Sabugal.

Confraria Bucho Raiano - Sabugal - BrasãoOs escritores Pinharanda Gomes, de Quadrazais, Vítor Pereira Neves, de Sortelha, e Adérito Tavares, de Aldeia do Bispo, estiveram na Churrasqueira do Campo Grande, onde conviveram com os demais sabugalenses e amigos da Raia. O almoço foi bucho com grelos, mas não faltou a morcela e a farinheira, bem como o tradicional arroz doce e a aletria, e até um magusto de castanhas vindas do Sabugal. Tudo foi regado com um belo vinho de Caria, o já consagrado dois.ponto.cinco, de Manuel Gouveia, empresário de Sortelha, que também esteve presente.
A satisfação com o serviço do restaurante foi geral, pois para além da boa preparação do bucho, houve esmero na forma de servir, nada faltando nas mesas, o que aliás não surpreende, por se tratar de um dos mais prestigiados restaurantes de Lisboa.
A vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Delfina Leal, também ela confreira do bucho, representou a edilidade, e transmitiu aos presentes que é necessário que a confraria prossiga o seu caminho divulgando a gastronomia e promovendo o convívio e a amizade entre os sabugalenses. Ofereceu à Confraria uma serigrafia da autoria do sabugalense Manuel Morgado, alusiva ao Centenário da República.
O professor Adérito Tavares usou da palavra para informar os presentes do que foram as comemorações do Centenário da República no concelho do Sabugal, a cuja comissão municipal presidiu. O escritor Vítor Pereira Neves ofereceu, por sua vez, um exemplar do livro «Sortelha Museu Aberto», que foi de seguida licitado entre os presentes, atingindo valor de 110 euros, que reverteram para a Confraria.
No dia 5 de Março de 2011 realiza-se no Soito o II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, onde novos confrades farão o seu juramento e receberão as insígnias. Já no dia 25 de Novembro a confraria marcará presença na feira de Santa Catarina, na Rebolosa, onde, de acordo com a tradição, se tira a licença para a matança do porco.
O almoço de Lisboa simbolizou o início da época de ouro do bucho, que é sobretudo um prato do tempo frio, correspondente à época do ano em que ocorrem as matanças e o enchido ocupa o fumeiro das habitações das terras raianas.
plb

No sábado, dia 13 de Novembro, cerca de 60 confrades e amigos do bucho raiano reuniram-se em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande, para ali apreciarem a iguaria gastronómica. Entre os convivas contavam-se pessoas gradas da cultura naturais do concelho do Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –  CONFRARIA BUCHO RAIANO  –  LISBOA – 13-11-2010
Fotos Capeia Arraiana  –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 13 de Novembro, sábado, às 12 horas, no Restaurante Churrasqueira do Campo Grande.

Os confrades da Confraria do Bucho Raiano (Sabugal) reúnem-se no dia 13 de Novembro para o quarto almoço anual em Lisboa. Depois da Casa do Concelho do Sabugal (2007 e 2008) e da Cooperativa Militar aos Restauradores (2009) o convívio para promoção dos enchidos raianos junto de empresários de restauração lisboetas está, este ano, marcado para o Restaurante Churrasqueira do Campo Grande.
Dar a conhecer o bucho e os enchidos raianos e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para o território sabugalense é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu quinto encontro de 2010.
Recorde-se que as confreiras e confrades têm vindo a representar o bucho raiano e o concelho do Sabugal em diversas iniciativas e capítulos de outras confrarias gastronómicas por todo o país.
No Sabugal marcaram presença em Fevereiro no Restaurante Robalo, para o tradicional almoço de sábado de Carnaval que esteve, igualmente, integrado nos Roteiros Gastronómicos da Câmara Municipal.
Depois, em Março, teve lugar em Évora na Adega Típica Quarta-feira, do sabugalense José Dias mais um almoço da Confraria onde o bucho raiano foi rei.
Em Abril decorreu no Sabugal o I Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano onde foram entronizados mais de 40 confreiras e confrades que aceitaram, sob juramento, defender e promover o bucho e os enchidos raianos.
Em Setembro os visitantes do 1.º Festival Gastronómico no Mercado da Ribeira, em Lisboa, saborearam e degustaram os produtos do restaurante e das bancas da Confraria.
Para finalizar 2010 a Confraria do Bucho Raiano marcará presença na Rebolosa, no dia 25 de Novembro, na Festa de Santa Catarina onde será entregue, como manda a tradição, «a licença para a matança do porco».
As inscrições para o almoço de Lisboa podem ser feitas até ao dia 7 de Novembro através do correio electrónico da Confraria (confrariabuchoraiano@gmail.com) ou pelo telemóvel 966 823 786.
jcl

A realização do 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano realizada na Cidade do Sabugal no passado dia 17, onde foram entronizadas algumas dezenas de confreiras e de confrades, entre as quais orgulhosamente me incluo, coloca-nos o desafio urgente e essencial de certificar o Bucho Raiano enquanto Especialidade Tradicional Garantida (ETG).

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Segundo o Regulamento (CE) n.º 509/2006 da União Europeia, um produto é classificado como ETG quando:
1) se distingue claramente de outros produtos ou géneros similares pertencentes à mesma categoria;
2) demonstre ser de uso comprovado no mercado comunitário por um período que mostre a transmissão entre gerações; e,
3) beneficie do reconhecimento da sua especificidade pela Comunidade, por intermédio do seu registo em conformidade com aquele Regulamento.
Para integrar o registo das ETG, o produto agrícola ou o género alimentício deve ser produzido a partir de matérias-primas tradicionais ou caracterizar-se por uma composição tradicional ou um modo de produção e/ou de transformação que reflicta o tipo de produção e/ou de transformação tradicional.
Ora esta questão ganha importância acrescida, pois não basta dizer «Bucho Raiano», para que o mesmo seja classificado.
Na verdade o processo de certificação é complicado e exigirá de todos – Confraria, Câmara Municipal e Produtores – um empenhamento neste processo, o qual exigirá, uma definição clara do que se entende por «matérias-primas tradicionais», «composição tradicional» e «modo de produção e/ou transformação tradicional».
Dito de outra forma, socorro-me do que nos foi dito no sábado pela Confraria do Bucho de Arganil, Concelho onde havendo duas aldeias com o bucho, só uma é reconhecida pela Confraria por ser a única onde se utilizam matérias-primas, composição e modo de produção tradicionais.
ETG - Especialidade Tradicional GarantidaImporta assim que todos cheguemos a acordo sobre a origem e raça dos porcos, bem como dos métodos da sua criação e engorda; sobre as partes do porco que integram o Bucho; e, sobre as formas de o produzir, encher e secar.
Por último, uma breve referência a um termo que tem aqui uma aplicação fundamental e refiro-me ao termo «derrogação».
Na verdade, muito vezes se diz que a legislação sobre segurança alimentar impede ou condiciona a continuidade dos produtos tradicionais.
Pois exactamente por causa disso, a legislação comunitária em vigor, estabelece um conjunto de regras derrogatórias da Legislação geral para os produtos com características tradicionais, que são os que são reconhecidos historicamente como produtos tradicionais; fabricados de acordo com referências técnicas codificadas ou registadas ao processo tradicional, ou de acordo com métodos de produção tradicionais; ou protegidos como produtos tradicionais por legislação (comunitária, nacional, regional ou local).
Isto é, o reconhecimento do Bucho Raiano enquanto Especialidade Tradicional Garantida (ETG) permitirá igualmente retomar velhas práticas ancestrais de produção do mesmo, naturalmente garantindo níveis adequados de segurança e higiene.
Por tudo aquilo que acabo de escrever, deixo um repto a todas as confreiras e confrades para que, juntos, levemos a cabo uma jornada de reflexão que permita definir os passos a dar para que o reconhecimento do Bucho Raiano e de demais enchidos da nossa raia enquanto Especialidades Tradicionais Garantidas seja uma realidade.

Página com Produtos Tradicionais de Qualidade na Região Centro. Aqui.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A cerimónia de entronização da Confraria do Bucho Raiano e dos seus confrades, o desfile de confrarias e o almoço do Bucho, realizados no sábado, dia 17 de Abril, trouxeram protagonismo ao Sabugal, cidade que concentrou a atenção da imprensa regional.

1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

Representantes dos órgãos de comunicação de referência da região vieram até ao Sabugal para acompanharem as iniciativas ligadas à realização do primeiro Capítulo da recém-criada Confraria do Bucho Raiano, que tem sede na cidade.
A presença na cerimónia de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, onde benzeu as insígnias, a homenagem a personalidades, a comparência de confrarias vindas de todo o país, o desfile pelas ruas do Sabugal integrando a centenária Banda da Bendada e, também, o almoço do Bucho, primorosamente servido no RaiHotel, foram os grandes atractivos. O 1.º Capítulo da Confraria deu um colorido diferente ao Sabugal, tal como o deu o Encontro da Juventude Diocesana, realizado na mesma data.
A cerimónia do Capítulo, teve lugar no Auditório Municipal. Dentre os presentes contavam-se representantes do movimento confrádico nacional. Para além das «confrarias madrinhas» – da Chanfana (Vila Nova de Poiares) e do Queijo Serra da estrela (Oliveira do Hospital) – marcaram ainda presença: Confraria do Bucho de Arganil, Confraria Gastronómica do Pinhal do Rei (Leiria), Confraria dos Gastrónomos de Lafões (Vouzela), Confraria do Bodo (Pombal), Confraria do Azeite (Fundão), Confraria dos Sabores Raianos (Almeida), Confraria dos Nabos e Companhia (Mira), Confraria da Cereja de Portugal e Confraria da Lampreia (Penacova).
Quanto a convidados de honra, contou-se com a presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Madalena Carrito, o Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, o Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, o Presidente da Câmara de Manteigas, Esmeraldo Carvalhinho, o Presidente do Tribunal da Relação de Évora, Manuel Nabais e o responsável cultural do INATEL da Guarda, Joaquim Igreja.
A cerimónia iniciou-se com a actuação da Banda da Bendada no palco, tendo depois falado o presidente da Câmara, António Robalo, que saudou os presentes e deu as boas-vindas ao Sabugal. O Bispo da Guarda benzeu as insígnias da confraria, compostas por medalhas, estandarte, varal e chambaril, desejando depois longa vida à Confraria e uma actividade profícua, seguindo sempre o ideal das confrarias: a cooperação e a amizade entre os seus confrades.
Constituída a mesa, presidida pelo Grão-Mestre, Joaquim Leal, iniciou-se a cerimónia, com a lição de sapiência do escritor Célio Rolinho Pires, que recordou as antigas matanças, os rituais que lhes estavam associados e os sabores que advinham do porco e que a dona de casa preparava ao longo de todo o ano, dentre os quais o bucho, peça do enchido que contribuía para união familiar, porque era degustado em família no domingo de Carnaval.
As confrarias madrinhas entronizaram os maiorais da confraria do bucho raiano, o Grão-Mestre, o Chanceler e o Vedor-Mor, e depois estes, já investidos de funções, entronizaram os restantes 37 confrades do bucho, que receberam a insígnia e o respectivo diploma.
A confraria homenageou o presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo, e o presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, Manuel Rasteiro, conferindo-lhes o título de Cavaleiro da Confraria, tendo em conta o apoio notável que ambos têm dado à associação.
O desfile com os confrades e seus acompanhantes, precedidos pela Banda da Bendada, foi do auditório ao RaiHotel, onde os participantes posaram para a foto de família.
Depois chegou a hora do almoço do bucho, degustado no restaurante D. Dinis por cerca de 140 pessoas, que aderiram à iniciativa.
O próximo capítulo da Confraria do Bucho Raiano acontecerá no concelho do Sabugal, no dia 5 de Março, sábado de Carnaval. De permeio haverá ainda o já habitual almoço de Lisboa, que acontecerá em Novembro deste ano.
plb

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 11 de Abril de 2010.

Local: Aldeia Histórica de Castelo Mendo no concelho de Almeida.

Protagonista: Paulo Manso, produtor de buchos de Pínzio, concelho de Pinhel.

Autoria: Paulo Saraiva.

Legenda: Janelas históricas de oportunidades em Almeida. O Bucho (feito «a duas mãos… cheias de sangue» como dizia a minha avó) em destaque na Feira Medieval de Castelo Mendo. Há produtores e… produtores! E nos concelhos de Almeida, Pinhel e Guarda parece que tem havido um grande investimento na produção e… PROMOÇÃO do bucho. Viva o Bucho!
jcl

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaManuel Leal Freire nasceu na freguesia da Bismula, concelho do Sabugal. Viveu grande parte da adolescência nas Batocas (Raia sabugalense) onde o seu pai era guarda-fiscal. Actualmente reside em Gouveia onde tem um escritório de advogados. Aos 82 anos mantém, ainda, uma memória impressionante e surpreende quem não o conhece por fazer discursos sem papel e em verso como aconteceu, recentemente, como grão-mestre da Confraria do Queijo Serra da Estrela. Um vulto com lugar na história cultural e literária das terras raianas e do concelho do Sabugal.

POEMA AO BUCHO RAIANO

Sabores da mais rara qualidade
a que o tempo deu superno cunho
atingiram no Bucho a sumidade
de que a Confraria é testemunho
qualquer um de nós pelo seu punho
o atesta escrivão da puridade
perfeita assinatura é não rascunho
que para sempre obrigar-nos há-de.
Que outros cantem hinos, carmes, loas
gastem, horas de sexta, véspera e noas
rendidos aos seus sabores, é natural.
Mas nós de nossas coisas sempre ufanos
elegemos como ambrósia dos raianos
o Bucho que se serve em Sabugal.

De onde advirá todo este gosto
que corpo e alma tanto nos deleita
tão entranhado em nós que é pressuposto
de uma interacção quase perfeita.

Antiga, muito antiga é a receita,
perene, em seus segredos, o composto
o fumo, a carne, o dedo que a confeita
o alho e colorau, em contragosto.

Os deuses no Olimpo luminoso
criaram um sabor suprafamoso
que Homero eternizou, de nome ambrósia

Porém, se o nosso Bucho aos sete céus
chegara um dia, então diria Zeus
que tudo ali ao Bucho é simples sósia

Comamos, depois cantemos
um hino ao Bucho raiano
loas que repetiremos
em toda a roda do ano.

Viva, Viva, o Bucho e quem o fez
que sobre algum bocado não se aceita
a faca e o garfo alçados a viés
que o copo ocupa sempre a mão direita

Viva quem diga que viva
o Bucho rei dos sabores
todo o confrade é conviva
não se aceitam desertores

Viva o nosso, viva o nosso
Viva o nosso padre santo
comamos que carne ou osso
inda cá cabe outro tanto.
Manuel Leal Freire

José Pinto Peixoto foi um dos mais destacados geofísicos e meteorologistas portugueses. Mas este cientista de renome, que viveu radicado em Lisboa, quis legar à sua terra de nascimento uma extensa e cuidada monografia, o que fez em cumprimento de um dever de homem citadino que nunca esqueceu as suas origens humildes.

«Miuzela a Terra e as Gentes» é uma monografia completa, dedicada a uma terra pertencente a concelho de Almeida mas com imensas afinidades com o concelho do Sabugal.
Depois de uma breve justificação e da referência às memórias da infância, que lhe ficaram para sempre gravadas, José Pinto Peixoto entra na história da região. Escreve acerca das origens da Miuzela, os povos antigos que a habitaram e os vestígios que deixaram. Também aborda as questões geográficas, e aventura-se pela colecta de expressões, adágios e provérbios populares.
No que toca ao registo histórico, a povoação viu ali nascer e viver gente importante e foi palco de guerras e das consequentes devastações, com manifesto prejuízo para as populações, alvo das mais variadas atrocidades. Neste particular, assumem importância as invasões francesas, sobretudo a terceira, onde a Miuzela foi saqueada, quando as tropas de Massena recuavam, acossadas pela tropa anglo-lusa.
Mas o mais relevante da monografia são as referências aos usos e costumes, quase todos hoje perdidos, mas que constituem um importante património da aldeia. Ligado a cada ciclo anual, estavam as tradições e, com elas, os sabores gastronómicos. Festas de nomeada, com o Natal e a Páscoa estavam ligadas a um conjunto de iguarias que eram preparadas com todo o rigor, seguindo ementas antigas que passavam de mães para filhas. O mesmo sucedia no referente aos grandes trabalhos colectivos, como a ceifa e as malhas, que eram momentos de esforço, compensado com boas e suculentas refeições.
Pinto Peixoto, descreve com especial denodo a importância dos enchidos na alimentação popular e, especialmente, a sua peça de excelência, o bucho, comido pelas famílias reunidas no Domingo Gordo. Fala-nos do jantar do bucho, que noutro tempo correspondia ao que hoje chamamos almoço. De facto o almoço comia-se pela manhã, sendo o jantar ao meio do dia e a ceia a refeição da noite.
«Era um jantar, quase tão importante, como o do dia da matança, mas mais elaborado e de mais cerimónia. Era uma festa!
O jantar do bucho ocorria, em geral, antes de entrar na Quaresma, por volta do Entrudo, porque a partir daí vinham os jejuns e as abstinências e, já, não se podia comer carne! Muitas vezes era no “Domingo Gordo”.
O jantar constituía um pretexto para se reunirem as famílias de parentes, e de amigos, mais queridos, num convívio são, afectivo e fraterno.
O bucho é, talvez, o enchido mais saboroso da Miuzela e é, por isso, o melhor das redondezas. É um manjar delicioso.
O bucho é o estômago do porco, cheio com ossos especiais, com cartilagens, orelheira e o rabo, depois de terem estado dois ou três dias em vinha de alhos. Mas no tempero é que está o segredo. O vinho, para a vinha de alhos, tem de ser de boa qualidade. E o pimento (colorau) não há-de ser só do doce, que tem que se lhe juntar do “queimoso”, com muito alho, bem migado, um pouco de sal, mais alguns “cheiros”, e tudo fica bem de molho, durante alguns dias.
Mas muito do sucesso, além da qualidade da matéria prima e “dos temperos”, vai da maneira de temperar e de encher o bucho. Os ossos têm de ser entremeados com outros bocados do recheio, mais suculentos, em camadas bem ordenadas. E vai-se calcando, sempre, porque depois, no fim, é mais fácil de aconchegar o bucho e espremê-lo bem, para não deixar lá dentro bolhas de ar! E, por fim, há-de ser muito bem atado e com segurança.
Depois de bem limpo (por fora), fica dependurado, a escorrer umas horas e só depois é que vai para o fumeiro, onde continua a pingar durante uns dias, até se começar a fumar e a ficar seco, bem vermelho e lustroso.
Depois, é a delícia, que se sabe: é queimoso, sem ser picante; é gorduroso, sem enjoar; é apetitoso, sem enfartar; é saboroso, sem ser indigesto; é gostoso, sem cansar. Até a pele do bucho, depois de cozida e bem torrada, constitui um manjar de eleição.»
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Mau grado o impacto das multinacionais agro-alimentares, que criaram uma nova geração de consumidores, à força de bifes, bitoques, «fast-food», falsos mariscos, produtos lácteos bífidos e uma infinidade de produtos sucedâneos, inventados pela engenharia alimentar, a cozinha tradicional/regional, volta a ocupar lugar se não nas nossas mesas, pelo menos nas nossas cabeças, porque o prazer voltou à mesa, instalou-se e a vontade de boa comida reapareceu depois de anos de privação.

António Morgado CarvalhoO primeiro momento de independência do novo apreciador, foi a tentativa de regressar aos sabores da infância, feita com forte dose de paixão e um sólido sentido de memória.
A cozinha regional está na moda, intimamente ligada aos afectos e à cultura. À falta de uma cozinha tradicional, que satisfaça a procura do consumidor, convoca produtos que trazem sabores de reencontro, sendo os mais representativos os Enchidos os Queijos e os Doces.
Com estes produtos típicos de cada região, viaja a memória do que se procura: «Pastagens verdes, onde pastam ovelhas e cabras; ruídos de chocalhos; brenhas que dão cardos para coalho; caniços onde o queijo repousa; alaridos de matanças; alguidares de carnes para encher; paus na chaminé, para fumagem dos enchidos e tachos onde colheres de pau, obrigam o açúcar, as amêndoas e os ovos a uniões felizes».
Apaixonadamente agarrados a um passado, procuramos os sabores tradicionais, embora sabendo que estamos envolvidos em elaboradas mentiras, porque o sabor da memória, mesmo reencontrado, está isolado do cenário que essa mesma memória guarda. O tempo e a distância favorecem o sonho.
Sem pretensões de especialista na matéria, nesta época em que mandamos as dietas para as urtigas, enumeram-se, com explicações sintéticas, as delicias gastronómicas mais conhecidas, começando pelos Enchidos:
– BUCHO – É típico da Beira Alta. Em Trás-os-Montes dá-se-lhe o nome de Butelo. É composto por diversas carnes de porco, incluindo por vezes uma certa quantia de ossos tenros, o que confere ao bucho um sabor muito especial. Em algumas regiões pode incluir ainda arroz e pão, sendo o tempero essencial conseguido pela vinha de alhos e é utilizada a bexiga ou a tripa larga do porco, para acondicionar os componentes. Se for fumado pode ser consumido algum tempo depois da confecção.
Uma variante ao Bucho que é exclusiva da Beira-Baixa é o Maranho, em que a matéria-prima é o cabrito ou o borrego. As carnes são ligadas com arroz, juntando-se salpicão, presunto, toucinho, tudo temperado com alhos, cebola, vinho, azeite, salsa e hortelã. Como não são fumados, os maranhos devem ser consumidos, imediatamente após a confecção;
– MORCELA – A mais conhecida é a morcela da Guarda. O elemento de ligação dos pedaços de entremeada, usado neste enchido é o sangue de porco, que lhe confere a consistência e a coloração escura. O cravinho e os cominhos, fazem parte dos temperos utilizados, geralmente servida frita ou cozida ou apenas escaldada, acompanhada com grelos cozidos e outros legumes. Há também a chamada morcela de arroz. É típica da região de Leiria e que se faz na altura da matança. O sangue fresco do porco é temperado com sal e pimenta e diluído com vinagre e vinho tinto. Junta-se carne entremeada de porco, alho, cebola, salsa, cominhos e cravinho e deixa-se marinar, durante cerca de oito horas. O arroz cozido à parte e escorrido, é adicionado ao preparado. Enchem-se as tripas depois de muito bem lavadas e esfregadas com limão. Podem ser servidas após leve cozedura em água temperada com sal louro e cebola;
– CHOURIÇA – A confecção das chouriças/chouriços, tornou-se quase uma arte, sendo sem dúvida, os enchidos mais populares em todo o país, apresentando técnicas de preparação e designações bem diferentes de região para região. Os mais conhecidos são a Chouriça de Vinhais, onde se realiza anualmente uma Feira de Fumeiro muito concorrida.
Os cuidados não se prendem apenas com a escolha das carnes (lombo, lombinho, cachaço, entremeada e aparas) e com a adouba, que dura quatro dias, mas também com a alimentação dada ao porco, alimentado só com grão, beterraba e abóbora.
O chouriço ou chouriça passa a ser Linguiça no Alentejo e os produtos sofrem um longo período de maturação por não utilização de fumeiro.
– OUTROS ENCHIDOS – Além dos mencionados podem referir-se o chouriço de mel, o presunto, as alheiras, o salpicão e a cacholeira.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A Câmara Municipal do Sabugal atribuiu um Louvor de Incentivo à Confraria do Bucho Raiano pelo trabalho desenvolvido na divulgação do concelho e do património gastronómico.

Louvor da Câmara Municipal do Sabugal à Confraria do Bucho Raiano

(Clique na imagem para ver o louvor da Confraria do Bucho Raiano.)

Na reunião de 6 de Março de 2009 o executivo da Câmara Municipal do Sabugal constituído por Manuel Rito Alves (presidente), Manuel Fonseca Corte (vice-presidente), António dos Santos Robalo (vereador a tempo inteiro), Ernesto Cunha (vereador a tempo inteiro), Luís Manuel Nunes Sanches (vereador), José Santo Freire (vereador) e Rui Manuel Monteiro Nunes (vereador), deliberou, por unanimidade, atribuir um «Louvor de Incentivo à Confraria do Bucho Raiano», pelo trabalho desenvolvido na divulgação do concelho e do património gastronómico.
O bucho confeccionado à moda da raia sabugalense é uma das peças gastronómicas mais genuínas do concelho do Sabugal. A sua confecção, com mais ou menos osso e com mais ou menos colorau espanhol, obedece a uma receita que começou por ser familiar e é reconhecida por uma tradição de décadas.
Um grupo de sabugalenses, onde se destaca Paulo Leitão Batista como grande mentor da ideia, decidiu organizar um primeiro almoço que reuniu cerca de 80 participantes na Casa do Concelho do Sabugal em Novembro de 2007. À volta de um prato composto por batatas, grelos e bucho, os convivas conversaram e discutiram ideias para dar início e materializar a constituição de uma Confraria que legitimasse, dignificasse e promovesse o Bucho Raiano.
Ficou, assim, decidido que seria constituída legalmente a Confraria do Bucho Raiano, com estatutos próprios que defendessem e preservassem o bucho raiano.
Para manter viva a tradição os confrades decidiram, igualmente, a realização de dois almoços anuais: um na região de Lisboa no mês de Novembro e um no domingo gordo (Carnaval) no concelho do Sabugal.
Após quatro almoços – dois em Lisboa (Casa do Concelho do Sabugal) e dois no Sabugal (Aldeia do Bispo e Sabugal) – foi feita a escritura pública em notário no dia 6 de Maio de 2009 da Confraria do Bucho Raiano tal como noticiamos hoje.
O louvor público da Câmara Municipal do Sabugal é, de facto, um gesto de grande incentivo aos confrades da comissão instaladora e a todos os que têm participado e colaborado na concretização deste sonho.
A Confraria do Bucho Raiano agradece e regista o gesto de apoio e boa-vontade demonstrado pelo executivo municipal sabugalense.

Não resisto a perguntar a todos os responsáveis pelos restaurantes do concelho do Sabugal do porquê da reduzida ou quase nula aposta na oferta de Bucho Raiano na ementa. Gostaria de deixar aqui alguns elementos de reflexão. Todos sabemos que o período ideal para degustar o bucho vai de meados de Setembro a meados de Abril porque o calor não é bom companheiro dos enchidos. Todos sabemos que cozinhar um bucho em lume brando demora, pelo menos, três ou quatro horas. Todos sabemos que cada vez mais deverá haver um controlo sanitário que privilegie os produtores e os produtos certificados garantindo a sua genuinidade e qualidade. Portanto, dirão alguns, apenas é possível ter bucho à mesa de um restaurante por encomenda. Considero, contudo, que um restaurante que promova uma vez por semana como prato do dia, durante a época aconselhada, o bucho raiano, permitirá que os potenciais interessados saibam e digam «vamos a tal sítio porque hoje é dia de bucho». Tal como acontece nos restaurantes de Lisboa com o dia do cozido ou no Soito com a canja de cornos. E, assim sendo, como efectivamente é, estaria encontrada a fórmula para divulgar no Sabugal e além-fronteiras do concelho que «tal dia, em tal restaurante, é dia de bucho raiano». Não custa nada experimentar.
Viva a Confraria do Bucho Raiano!

jcl

O almoço de convívio e divulgação da Confraria do Bucho Raiano, realiza-se no Sabugal, no dia 22 de Fevereiro, a partir do meio-dia, no salão da Junta de Freguesia local, integrando os «Roteiros Gastronómicos», a iniciativa da Câmara Municipal de apoio à gastronomia raiana. Em termos televisivos está prevista a transmissão no programa da RTP1, «Portugal em Directo» na sexta-feira, 20 de Fevereiro, às 18 horas, de um directo do Sabugal destacando o evento. A estação televisiva on-line LocalVisãoTv vai estar presente para fazer a cobertura do almoço da Confraria do Bucho Raiano. (Actualização.)

Confraria do Bucho RaianoO encontro acontece no domingo gordo, dia em que tradicionalmente as famílias mais chegadas se juntavam para comer o bucho. Da ementa farão parte os chispezinhos e o caldo das baginas secas, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana. De sobremesa haverá papas de arolo, ou mílharas, e fruta da época.
A Junta de Freguesia do Sabugal disponibilizou o amplo salão para o almoço, esperando-se que mais de uma centena de confrades e outros convivas se inscrevam no almoço.
A par do convívio da confraria realizam-se no sabugal, por esses dias, os «Roteiros Gastronómicos», iniciativa do Município do Sabugal, a que aderiram diversos restaurantes do concelho. O bucho será precisamente uma das ementas que os restaurantes sabugalenses oferecerão nas suas ementas, a par de outros pratos típicos da raia.
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Coloca-se essa carne em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor provindo da lareira.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região é o objectivo da confraria, que realiza no Sabugal o seu primeiro encontro de 2009.
Na sexta-feira, 20 de Fevereiro, o programa «Portugal no Coração», da RTP1, transmite em directo, do Sabugal, uma reportagem sobre as iniciativas gastronómicas da Câmara Municipal do Sabugal e da Confraria do Bucho Raiano.
Disponível gratuitamente, através da Internet, a LocalVisãoTV, vai estar presente no almoço de domingo gordo da Confraria do Bucho Raiano. A estação televisiva que projecta colocar on-line 308 canais, um por concelho, já emite informação diária sobre o Sabugal.
A iniciativa tem como mordomo o confrade Horácio Pereira e os apoios da Câmara Municipal do Sabugal, da Junta de Freguesia do Sabugal e da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa. O blogue «Capeia Arraiana», a Rádio Caria e a LocalVisãoTV são os media partners desta edição.
As marcações podem ser feitas até ao dia 15 de Fevereiro de 2009 na Câmara Municipal do Sabugal e para:
Telemóveis: 961 431 889 e 966 823 786
Email: confrariabuchoraiano@gmail.com
Confraria do Bucho Raiano

Foi recentemente assinado no Sabugal o protocolo entre a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola que irá permitir concretizar a abertura de uma loja de produtos raianos sabugalenses em Lisboa.

Loja de Produtos Regionais Raianos do SabugalOs produtores agrícolas do Sabugal há muito que vêem repetindo o mesmo lamento. A falta de escoamento dos seus produtos que depois de muitos trabalhos e canseiras apenas servem para alimentar os animais. A vontade de desistir está, quase sempre, presente nas suas conversas e desabafos. A qualidade dos seus produtos é inquestionável e utilizando um termo que é moda nas cidades podemos falar em verdadeira agricultura biológica.
Surge, agora, uma tentativa de inverter a situação. Vai, finalmente, avançar a loja de venda de produtos raianos do concelho do Sabugal em Lisboa.
Após várias reuniões preparatórias foi aprovado por unanimidade em reunião ordinária do executivo camarário o protocolo de parceria entre três entidades do Sabugal: a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola. Estavam presentes pelo município o presidente Manuel Rito Alves, o vice-presidente Manuel Fonseca Corte, e os vereadores António dos Santos Robalo, Ernesto Cunha, José Santos Freire, Luís Manuel Nunes Sanches e Rui Manuel Monteiro Nunes, o presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas e o presidente da Direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal (acumulando como presidente da Junta de Freguesia do Sabugal) João Luís Batista.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, aproveitou para dizer que «tinha solicitado aos representantes da Casa do Concelho do Sabugal, da Cooperativa Agrícola do Sabugal e da Junta de Freguesia do Sabugal para estarem presentes na reunião afim de discutirem as cláusulas do protocolo a celebrar entre a Câmara e as entidades por eles representadas com o objectivo de concretizarem o projecto de promoção da produção agrícola e pecuária do concelho arranjando formas alternativas de escoamento, em parceria com outras instituições».
Manuel Rito aproveitou ainda para lembrar que o protocolo pretende «preservar e valorizar o património natural e cultural, promovendo e dinamizando actividades turístico-culturais capazes de criar emprego e gerar riqueza».
O projecto prevê a inscrição, legalização e licenciamento dos produtores do concelho do Sabugal que farão chegar batatas, castanhas, queijos, mel, fruta, hortaliça, buchos, enchidos, etc., a um armazenamento inicial no Sabugal para posterior transporte até Lisboa.
Na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, irá funcionar uma loja de encomenda e venda aberta a todos os interessados dos produtos raianos sabugalenses.
O sucesso do projecto que envolve um investimento de 100 mil euros suportado pela Câmara Municipal do Sabugal irá depender do querer e boa-vontade de todos. Produtores, entidades envolvidas e especialmente dos sabugalenses que vivem na grande Lisboa. Vamos acreditar na iniciativa porque por um lado escoamos os produtos do concelho e por outro consumimos na «grande cidade» qualidade comprovada.
Parabéns às três entidades por terem passado o projecto da teoria à prática.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

As «Crónicas do Rochedo» são escritas pela pena do ilustre jornalista Carlos Barbosa de Oliveira. Portuense e portista assumido confessa que a blogosfera é uma diversão em que se deixou enredar.

Conheci o Carlos Barbosa de Oliveira no Cenjor (Centro de Formação Profissional para Jornalistas) no curso de jornalismo digital. Durante semanas, sentados lado a lado, fomos discutindo a actualidade noticiosa, pontos de vista politiqueiros e estas modernices de «escrever em formato web».
A produção de conteúdos e a construção por todos os elementos do curso da página web intitulada «Puro Tango» foi um dos trabalhos jornalísticos que mais gozo me deu até hoje. Foram momentos inesquecíveis desde a pesquisa histórica, passando pelos workshops na Voz do Operário até ao clímax final no «Festival Internacional de Tango» no Coliseu dos Recreios.
– Mas quem é o responsável pelo blogue «Crónicas do Rochedo»?
– Nasci no Porto em frente ao antigo Estádio das Antas. Sofri muito quando era puto e os benfiquistas iam lá fazer a festa. Agora… faço-a eu na minha conchinha do dragão.
Neto de António José Pinto de Oliveira, fundador da empresa Oliva, foi expulso da Faculdade de Direito em 1969 na sequência do Maio de 68. «Estudei na Inglaterra, Suíça, Estados Unidos e Suécia. No regresso e durante uns tempos considerei-me um estrangeiro no meu País. Percebi desde muito novo que era um andarilho», recorda com ar de criança traquina.
Como funcionário das Nações Unidas tornou-se cidadão do Mundo e viveu na Suécia, Jugoslávia e Brasil.
– Para mim viver num país é permanecer pelo menos três meses. A minha excepção foi na Papua-Nova Guiné onde vivi um intenso mês nas tribos do rio Sepik. Fui trabalhar 15 dias para a Argentina e fiquei seis meses. Tenho voltado quase todos os anos a Buenos Aires. (É o apelo de La Cumparsita acrescentamos nós).
A pretexto de uma conferência em Pequim permaneceu na China cerca de um mês e na Austrália prolongou um congresso até ficar satisfeito.
«Eu gosto da experiência da vida. No planeamento das minhas viagens deixei a Europa para depois dos 50 anos. Agora é para depois dos 60 quando já não me apetecer viajar de avião», diz-nos soltando os pensamentos.
– As pessoas vão passear ao fim-de-semana porque não têm espaço em casa. As pessoas fogem da sua própria vida. Vir a Lisboa é civilização. Quem me dera a mim não vir a Lisboa. A minha qualidade de vida é não aguentar engarrafamentos. Sou um privilegiado. Vivo no Lumiar e tenho o Metropolitano à porta. Não preciso de conduzir. Não tenho nem alimento rotinas. Gostei muito de viver em Castelo Branco e adoro Viana do Castelo mas não passo sem a minha casa do Rochedo.
Foi difícil convencer o jornalista Carlos Oliveira a autorizar a publicação desta conversa. «Detesto panegíricos. Tive uma má experiência quando dei uma entrevista para um jornal em Macau», foi a sua insistente expressão.
– E o blogue? – O blogue? O blogue é, para mim, uma diversão! – responde-nos o responsável pelo Crónicas do Rochedo. Aproveitamos para sugerir os seus marcadores «Rochedo das Memórias». Vale mesmo a pena!
Muito fica por dizer sobre este bloguísta que na sua definição diz gostar de ler, adorar viajar e andar a pé. Sobre a idade, depende… nuns dias sente-se com 25, noutros com 70.
Ah! É verdade! O Carlos Barbosa de Oliveira já foi iniciado na degustação do bucho arraiano na Casa do Concelho do Sabugal. Provou, gostou e prometeu voltar.
Aquele abraço raiano e até lá.
jcl

A Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada organiza nos dias 19 e 20 de Abril, na Bairrada, Anadia, o I Encontro de Confrarias Gastronómicas e Báquicas.

«Em defesa da Gastronomia Tradicional Portuguesa» é o lema do I Encontro de Confrarias Gastronómicas e Báquicas que vai decorrer na Bairrada, Anadia, reunindo representantes das respectivas confrarias temáticas portuguesas.
A recepção às confrarias convidadas está marcada para as 14 horas de sábado, 19 de Abril, no Pavilhão Municipal de Desportos da Anadia. A tarde será ocupada com a visita a Caves Bairradinas onde se incluem as caves Aliança, Montanha, Freixo, S. Domingos, S. João e Primavera, e as quintas do Encontro e Dulcineia Santos Ferreira. O jantar decorrerá no Pavilhão Municipal.
No domingo terá lugar a recepção de boas-vindas no Salão Nobre da Câmara Municipal da Anadia. Em seguida será organizado um desfile de todas as confrarias até ao Museu do Vinho Bairrada onde está patente ao público «Sua Majestade, o Rei!» uma exposição internacional de arte contemporânea.
A organização do Encontro tem à disposição de todos interessados uma Central de reservas com os seguintes contactos:
Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada, Apartado 38, 3781-908 Sangalhos; pelo email, c.g@leitaobairrada.com; ou pelo telemóvel 918881169.

A Confraria do Bucho Arraiano foi convidada para o Encontro mas ainda não foi possível garantir a presença de nenhum confrade em sua representação.
jcl

O Capeia Arraiana esteve à fala com o Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, uma das importantes personalidades do Estado português. A conversa decorreu na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, durante um jantar de homenagem dos seus antigos alunos da UAL. A sua afirmação «Ainda hoje me lembro dos ninhos de pássaros nas árvores da escola do Sabugal» é inolvidável e merece o nosso destaque.

À fala com… Fernando Pinto MonteiroFernando Pinto Monteiro, é natural da freguesia de Porto de Ovelha, no concelho de Almeida. Dividiu a sua infância e juventude entre a terra natal e o Sabugal onde os pais se instalaram quanto tinha quatro anos de idade. Recuperou e mantém a casa que os tios lhe deixaram na aldeia de Badamalos e onde vai sempre que pode para tratar do jardim.
Acedeu a ter connosco uma conversa descontraída numa noite de sábado na Casa do Concelho do Sabugal onde foi o convidado de honra no jantar dos finalistas do curso de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) a quem deu aulas até aceitar o convite para Procurador.
«O bucho é uma especialidade da Beira que eu muito aprecio. Não há enchidos como os do Sabugal ou, então, é o gosto da infância. Traz-me recordações da adolescência quando, com os meus irmãos, comíamos bucho em casa dos avós de Porto de Ovelha. São sabores únicos. É um petisco que já não saboreava há muito tempo», começou por nos dizer a propósito de ter sido surpreendido com um aperitivo de bucho arraiano no início do jantar.
– Já conhecia a Casa do Concelho do Sabugal?
– Convidaram-me por diversas ocasiões mas foi hoje a primeira vez que visitei a Casa. Vou levar comigo a inscrição de sócio que José Lucas, meu amigo de há muitos anos, me entregou. Se a vou preencher? É com muito gosto que serei sócio da Casa do Concelho do Sabugal.
Para Pinto Monteiro a noite foi de recordações, de relembrar amigos e conhecidos do Sabugal. «Tive a alegria de encontrar amigos da adolescência e de rever os meus alunos da UAL. É um conjunto de sensações que se completam. É raríssimo aceitar convites. Entro na Procuradoria às nove e meia da manhã e nunca saio antes das nove, nove e meia da noite de segunda a sábado. É uma função muito absorvente.»
– O cargo é muito diferente daquilo que imaginava?
– O Presidente Jorge Sampaio disse-me que sabia que o cargo era muito difícil e exigente. Estamos a atravessar uma fase atribulada porque a aplicação da legislação no nosso País sofreu grandes alterações e há muitas leis novas ou que foram revistas. O Procurador tem que se pronunciar com decisões correctas.
– Que recordações tem do Sabugal?
– A infância e a adolescência andam sempre comigo. Ainda hoje me lembro dos ninhos de pássaros que havia nas árvores na escola do Sabugal. O professor Cavaleiro era um homem extraordinário. Tinha uma alegria de vida contagiante. Adorava a vida. E a propósito de professores vou contar-lhe um episódio curioso. Estava na Procuradoria e a minha assistente veio dizer-me – «Está a falar na rádio a sua professora do Sabugal» – Mas eu nunca tive uma professora! Percebi que alguém resolveu passar-se por minha professora.
O seu pensamento continua a recordar a sua juventude à beira do rio Côa e do castelo das cinco quinas.
– Somos quatro irmãos, mas só o mais novo nasceu no Sabugal. O António (Pinto Monteiro) é professor catedrático em Coimbra. É solicitado para dar muitos pareceres. Deve estar a chegar da China. O ano passado esteve em quatro continentes. Ainda hoje mantenho contacto com os meus amigos desse tempo. Fui, também, muito amigo do Fitz Quintela, irmão da pintora Helena Liz. Andámos no Liceu da Guarda e formou-se comigo em Lisboa.
[O jovem jurista do Sabugal, Fitz Quintela, foi o pai dos estatutos da Casa do Concelho do Sabugal em 1974 e faleceu tragicamente meses após a assinatura da escritura, baleado por um agente policial por alegadamente não ter parado numa operação de stop. n.d.r.].
No final do jantar enquanto discursava, o presidente da Casa, José Lucas, cometeu uma inconfidência que fez rir Pinto Monteiro: «Conheço o senhor Procurador desde a juventude, passámos férias juntos em Aldeia do Bispo e agarrámos os dois ao forcão, não porque fossemos muito corajosos, mas para agradar às chicas espanholas.»
Aproveitámos para lhe perguntar se ainda recordava esse feito. «É verdade. Agarrei ao forcão em Aldeia do Bispo quando tinha 15 ou 16 anos. Costumava passar oito dias em casa da família Mansos e, claro, acompanhava com os da minha idade. Já depois de formado, devia ter 22 ou 23 anos, passei férias em casa dos pais do Lucas e lembro-me que nesse ano fomos para as touradas de Fuenteguinaldo.»
– Na entrevista ao «Expresso» disse que não usava o cartão de crédito da Procuradoria e tentaram investigar a sua vida…
– Nunca me habituei a ser rico nem a ser pobre. Não tenho hábitos de rico. Gosto de pagar em dinheiro. Não uso cartões. O da Procuradoria está lá fechado num cofre. Dei aulas sem receber um tostão. Podem investigar-me à vontade. Ofereceram dinheiro a uma jornalista para tentar descobrir algum ilícito na minha vida. Se está a contar com esse dinheiro para comer vai morrer à fome.
A agradável conversa teve de terminar. O professor Pinto Monteiro começou a ser solicitado pelos seus alunos para dedicar e assinar as fitas de finalistas do curso de Direito da UAL.
O nosso agradecimento pela disponibilidade e simpatia do Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro para com o Capeia Arraiana. Um beirão genuíno e um sabugalense que nos enche de orgulho.
jcl

Com o objectivo de defender e divulgar a peça gastronómica mais genuína da raia sabugalense, um grupo de amigos vai reuniu-se para lançar uma iniciativa que se vem tornando necessária: a fundação da «Confraria do Bucho Raiano».

Confraria do Bucho RaianoNo dia 17 de Novembro, às 13 horas, haverá um almoço de convívio onde se lançará a iniciativa. O local será a Casa do Concelho do Sabugal, na Avenida Almirante Reis, 256, 2.º, esquerdo, em Lisboa. A ementa será precisamente bucho, vindo directamente do concelho do Sabugal, que será servido com grelos e batata cozida.
Todos os interessados poderão participar nesse almoço que se pretende alargado aos que concordem com a iniciativa e pretendam dar ideias acerca da formação da confraria que se dedicará à defesa dos valores da nossa gastronomia.
O Bucho é a peça mais peculiar do enchido raiano. É preparada com pedaços de carne do porco dos ossos, cabeça, rabo e orelha, que, após colocada em vinha de alhos, dá enchimento à bexiga ou ao palaio do porco. Depois de cheio o bucho dependura-se com o demais enchido nos varais do fumeiro.
O Entrudo, em especial o Domingo Gordo, era a ocasião propícia a comer o bucho, sendo da tradição que a família se reúna em convívio para se refastelar com a peça. Confecciona-se introduzindo-o numa larga panela de ferro, envolto em pano de linho, que evitará que rebente durante a fervedura. Mantido em lume brando, o cozimento durará pelo menos três horas, após o que irá à mesa dentro de barranha de barro, ladeado por batatas cozidas e abundância de grelos de nabos, cujo marujar servirá de desenfastio.
Os que pretendam marcar presença no almoço de lançamento da confraria podem telefonar para a Casa do Concelho do Sabugal,
para o telefone 218403805
ou para o email: confrariabuchoraiano@gmail.com
e fazer desde já a sua inscrição.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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