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Morreu hoje, no exacto dia em que cumpria 70 anos de idade o sabugalense Horácio Fernandes, vítima de doença prolongada.

Horácio Fernandes nasceu nas Quintas de São Bartolomeu e foi ainda menino viver para a então vila do Sabugal, sede do concelho, onde frequentou a escola, tendo por pedagogo o professor Cavaleiro e partilhando o banco da carteira com Fernando Pinto Monteiro, o ex Procurador Geral da República.
Do Sabugal acabaria por partir para Lisboa em busca de emprego, como tantos outros.
Já na capital empregou-se na Polícia Judiciária, onde foi agente, com intervenção no célebre caso Ballet Rose, nome por que ficou conhecido um processo que envolvia figuras públicas em actos de pedofilia e lenocínio. O escândalo provocado por essa investigação levaria Horácio Fernandes a abandonar a PJ, passando então a trabalhar na companhia de seguros Tranquilidade onde fez profissão até atingir a reforma.
Horácio Fernandes, que residia no Mortal, Estoril, era irmão do tenente coronel Orlindo Pereira.
O corpo do falecido será cremado no cemitério de Rio de Mouro – Sintra.
plb

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Faleceu na tarde desta sexta-feira, 19 de Outubro, no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado desde o início do Verão, o escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina.

MANUEL ANTÓNIO PINA era jornalista, cronista, escritor, poeta, dramaturgo, actividades em que se notabilizou.
Nasceu no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 e viveu a infância numa constante mudança de lugar, passando nomeadamente pela Sertã e Oliveira do Bairro, para depois se fixar no Porto. O pai era chefe de Finanças, cargo que acumulava com o de juiz das execuções fiscais, pelo que não podia estar mais do que certo tempo em cada terra, por imposição legal. Recordará sempre esse tempo da infância e adolescência como a época em que fazia amigos num lugar, que depois perdia para refazer novas amizades noutro local distante.
Após os estudos secundários, concluídos no Porto, licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, onde para além de estudar trabalhava para garantir a independência financeira. Embora cursasse Direito gostava mais e frequentar as aulas de Literatura, sobretudo as dos mestres Paulo Quintela e Vítor Aguiar Silva. Mesmo assim, seguiu Direito e, concluído o curso, foi advogado durante algum tempo, porém já escrevia no Jornal de Notícias desde 1971 e o apelo da escrita foi sempre mais forte.
No jornalismo notabilizou-se pela crónica, que, para ele é uma espécie de meio caminho entre o jornalismo e a literatura. No Jornal de Notícia, ao qual se manteve sempre ligado, ocupou o cargo de editor cultural, mantendo uma permanente ligação aos aspectos literários. Nas horas vagas poetava e escrevia contos infanto-juvenil, fazendo um percurso de escritor, onde sobretudo se notabilizaria, recebendo o reconhecimento do seu mérito com a atribuição de inúmeros galardões, entre os quais o Prémio Camões no ano 2011.
A sua poesia, algo hermética, foi sempre marcada por uma espécie de nostalgia, traduzida num sucessivo jogo de memórias entre a infância (parte dela passada no Sabugal) e o quotidiano. Os poemas de Pina são igualmente marcados pela inquietação e a melancolia, tocando por vezes no paradoxo. Nada do que escrevia ou pensava era definitivo, quando lhe perguntaram (JL, 31/10/2001) se fazia alterações aos seus poemas antigos quando os reeditava, respondeu que não, porque de certa forma um texto antigo, escrito por ele e editado, já não lhe pertencia: «quando leio textos que escrevi há algum tempo, tenho a sensação que não foram escritos por mim. E, de facto, foram escritos por outra pessoa, por aquele que eu era.» Esta mutação do ser que somos com o evoluir do tempo é explicada de forma comparativa: «A Ilíada é um dos meus livros de referência. Li-a pela primeira vez quando era jovem e a que leio hoje não é a mesma que li, nessa altura. Porque eu próprio já sou diferente. Os cabalistas dizem que há tantas bíblias quantos leitores da Bíblia. Eu acho que há mais, tantas quantas as leituras.»
Como escritor, foi autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia – Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde pousar a Cabeça, Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância; Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança; em novela – O Escuro; em texto dramático – História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez; no ensaio – Anikki – Bóbó; na crónica – O Anacronista; e, finalmente, na literatura infantil – O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, Os Piratas, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket, O Livro de Desmatemática, A Noite.
Embora afastado da sua terra natal desde menino, Manuel António Pina afirmava com orgulho ser sabugalense. Em 4 de Abril de 2009 a Junta de Freguesia do Sabugal homenageou-o colocando na casa onde nasceu uma placa com a seguinte epígrafe: «Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina»
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Em 10 de Novembro de 2011, no ano em que foi galardoado com o Prémio Camões, o escritor foi por sua vez homenageado pela Câmara Municipal do Sabugal, que lhe atribuiu a medalha de mérito cultural do Município.
Manuel António Pina foi eleito pelo blogue Capeia Arraiana a «Personalidade do Ano 2011».

Segue-se um poema de Manuel António Pina, que aborda um assunto recorrente na sua poesia – a morte:

Algumas Coisas

A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.

Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.

O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.

plb e jcl

No século passado com toda a angústia existencial, Albert Camus questionava-nos: sabes o que é o encanto? É ouvir um sim como resposta sem nunca ter perguntado nada.

José Robalo – «Páginas Interiores»Eu diria complementando o pensamento deste ser atormentado, que era esse o amor do meu pai. Tinha sempre um sim, sem nunca lhe pedir nada. Aí residia o seu encanto – na sua forma generosa e fraterna.
Com o seu desaparecimento, hoje tenho a certeza que esse encanto se vai perpetuar.
Bem hajas pai.
Naturalmente ainda fragilizado por esta dor, não queria deixar de agradecer a todos aqueles que nos ajudaram a mim, ao meu irmão e à minha mãe e a toda a restante família, a minimizar este sofrimento e que das mais diversas formas nos manifestaram a sua solidariedade.
Hoje tenho a certeza que a morte, afinal, é independente das vontades e dos afectos
Obrigado ao Capeia Arraiana pelas palavras amigas.
José Robalo

Morreu Francisco António Robalo, natural da Ruvina, concelho do Sabugal, de 82 anos, pai do presidente da Câmara do Sabugal, António dos Santos Robalo.

Faleceu Francisco RobaloFrancisco Robalo estava internado no Hospital da Guarda, onde faleceu devido ao agravamento de problemas cardíacos de que padecia.
Natural da Ruvina, Francisco Robalo esteve longo tempo em França, onde trabalhou como emigrante.
Para além do filho António Robalo, engenheiro e actual presidente da Câmara Municipal do Sabugal, o agora falecido era também pai de José Robalo, conhecido e prestigiado advogado com escritório no Sabugal.
O funeral realiza-se amanhã, dia 4 de Julho, pelas 11 horas, na Ruvina.

Apresentamos ao presidente da Câmara, António Robalo, ao seu irmão José Robalo, e demais família, os nossos sentidos pêsames.
plb

Ao ler este título, perguntam quem é esse Fatela? Aqueles que vivem em Aldeia de Joanes, Freguesia povoada pelos Templários e situada na Cova da Beira, conhecem-no.

O Fatela nasceu nesta Aldeia, um cidadão simples, humilde, católico praticante, que muito cedo começou a trabalhar. Aprendeu o ofício de saber lidar e tratar os móveis e aí gastou muitas das suas forças profissionais. Por motivos de saúde reformou-se prematuramente. De seguida tem o falecimento da esposa. Uma desgraça para os pobres nunca vem sozinha. Para afagar tantas dores envereda pelo consumo exagerado do álcool. Quem não tem um vício?
Ficou com a companhia da única filha, que se destacou durante seis anos como Catequista na Comunidade Paroquial de Aldeia de Joanes, levando dois grupos a fazer a Primeira Comunhão. Também foi evangelizadora na sua terra. As exigências da procura de uma profissão, de um emprego, como acontece a milhares de jovens do interior deste País, forçaram-na a emigrar para o litoral. O Pai, o Fatela, fica só. Fica nas paredes sombrias e frias da sua residência, tendo como companhia a Capelinha de Nossa Senhora do Amparo, de grande devoção para as gentes de Aldeia de Joanes, que em Agosto lhe fazem uma festa e lhe prestam reverência.
Ainda trabalhou numa empresa de venda de materiais de construção no Fundão, mas o tal vício obriga-o a abandonar aquelas actividades.
Também a Junta de Freguesia lhe deu trabalhos esporádicos de limpeza de caminhos vicinais e outros. Num desses trabalhos, com o seu companheiro a suar por todos os poros, chamei-o para lhes dar uma bebida refrescante. Quis um copo de vinho tinto em vez da cerveja fresquinha. Se todos nós bebêssemos vinho português, a nossa agricultura estaria bem melhor.
Foram muitos os encontros com o Fatela nos Cafés de Aldeia de Joanes. Era um homem de trato afável, delicado, não criava problemas a ninguém, apenas prejudicava a sua saúde e a sua reforma. Um dia, tive de fazer o papel de regedor dos costumes e não lhe autorizei que bebesse mais um copo de vinho, atendendo à medida já ultrapassada em todos os níveis possíveis, e fui levá-lo a casa. Este gesto cimentou mais a nossa empatia e estava sempre a relembrar-lhe que tudo na vida tem limites e muito mais limites aquilo que prejudica a nossa saúde.
No dia 15 de Fevereiro de 2012, num Lar situado na aldeia mais alta de Portugal, partiu para a vida eterna, na data em que fazia 61 anos de idade, indo festejá-los no Reino de Deus. No dia seguinte foi o funeral em Aldeia de Joanes.
Na Igreja Matriz, nas Cerimonias das Exéquias, o Povo cantava «Eu caminharei na presença do Senhor» e um elemento do Grupo Coral com uma voz celestial cantava que «O Senhor é a minha Luz e a minha Salvação». O Evangelho de S. Mateus apontava e iluminava: «vinde a Mim os que andais oprimidos, os humildes de coração».
O Celebrante teve o cuidado de mencionar o nome completo do defunto, o que é muito louvável. Irrita-me quando, por questões de crise ou austeridade, apenas mencionam um só nome. Desta vez foi bem pronunciada e sufragada a alma de António Salvado Afonso Fatela.
No funeral registou-se e notou-se a presença do elenco da Junta de Freguesia, o Presidente da Assembleia de Freguesia e todos os proprietários dos Cafés de Aldeia de Joanes, revelando que acima dos negócios há sentimentos, solidariedade e dor.
Estranhei a ausência de representação da parte dos Catequistas da Comunidade Paroquial de Aldeia de Joanes, mas os homens às vezes têm a memória curta.
Já o sol estava a esconder-se nesta tarde fria de Fevereiro quando o corpo do Fatela – António Salvado Afonso Fatela – desceu à terra, onde todos nós também desceremos.
Paz à sua alma…que descanse em Paz.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Faleceu hoje no Porto, onde residia, Francisco Lucas Mendes, de 76 anos de idade, natural de Vale de Espinho, concelho do Sabugal.

Francisco Lucas Mendes era bancário aposentado e vivia no Porto, cidade para onde foi, após o casamento em segundas núpcias. Muito ligado ao Sabugal, era um homem especialmente interessado na actividade de índole cultural, sendo coleccionador de arte e frequentador assíduo dos eventos culturais.
Colaborou com a Casa do Concelho do Sabugal e com a Câmara Municipal nas diversas edições da Bienal de Artes do Sabugal, que nos anos de 1990 levaram sucessivamente a arte ao concelho, sendo particular amigo do artista plástico Guy Ferreira, o pai das bienais do Sabugal.
A sua casa, no Sabugal é um autêntico museu, composto por antiguidades, livros, fotografias e outros testemunhos do passado do Sabugal, do qual ele era um estudioso atento.
Francisco Mendes sofria de problemas cardíacos, devido aos quais veio a falecer, devido a um ataque súbito, que lhe foi fatal.
plb

António Joaquim Nabais Moreno, presidente da Junta de Freguesia da Moita, concelho do Sabugal, foi hoje encontrado morto em casa, na aldeia.

O presidente da Junta de Freguesia da Moita-Jardim, segundo apurou o Capeia Arraiana, já andava adoentado desde há algum tempo, pelo que terá, tudo o indica, sido vítima de um agravamento súbito da doença.
Depois dos vizinhos e dos amigos darem pela sua falta, o mesmo foi encontrado morto em casa, onde estava sozinho, ao início da tarde de hoje. Face às circuntâncias, foi chamada a Guarda Nacional Republicana e a autoridade de saúde.
O autarca, de 58 anos de idade, comerciante de profissão, era presidente da Junta de Freguesia da Moita-Jardim desde 2009, tendo sido eleito pelo Partido Socialista.
O funeral realiza-se amanhã, dia 5 de Fevereiro, pelas 16 horas, na Moita.
plb

Faleceu ontem, dia 24 de Janeiro, o empresário Fausto Baltazar, proprietário da empresa Móveis Baltazar e Filhos, uma das mais antigas do Sabugal.

José Manuel Carvalho PereiraFausto Baltazar tinha 90 anos de idade e dedicou a sua vida à actividade empresarial. Proprietário de uma serração, conseguiu, com a ajuda dos filhos, fazer crescer o negócio, transformando a empresa numa reconhecida e prestigiada fábrica de móveis que vende para todo o país e exporta para alguns países da Europa, sobretudo para França.
Fausto Baltazar foi também um homem dedicado à comunidade sabugalense, tendo ocupado o lugar de presidente da comissão que geriu a Câmara Municipal do Sabugal durante o período que se seguiu à Revolução de 25 de Abril de 1974, até à realização das primeiras eleições autárquicas na era democrática.
O funeral de Fausto Baltazar realiza-se hoje, às 16 horas, no Sabugal.
plb

Chamava-se Francisco, toda a gente o conhecia por «Chico». Foi, enquanto teve saúde, sacristão na Igreja de São João, na cidade do Sabugal.

Conheci-te há muitos anos «Chico», entrei para a família dos teus patrões, a partir daí conheci o percurso da tua vida. Foste uma alma sensível, em ti nunca esteve a dureza de coração, a frialdade, o cinismo e a indiferença pela dor alheia, levaste uma vida marginal, quase idêntica à dos primeiros cristãos. Neste Mundo nunca tiveste uma recompensa, somente aquela, e bem valiosa que os teus patrões te deram, aceitaram-te como mais um membro da família, cuidaram de ti até à morte. Foste sacristão, serviste a Igreja, não serviste Deus, Ele serviu-te a ti. Quantas vezes, sem tu veres, Ele se inclinou diante de ti, não «Chico»! Não estou a fazer de ti um Deus superior! Mas só os cristãos como tu, com a vida que levaste, participam interiormente para a dignificação do credo religioso que abraçaram. Não sei onde estás a estas horas, mas sei que a tua alma e o teu espírito vagueiam nesse mar de felicidade que é a vida eterna. Atingiste agora a recompensa máxima.
Termino esta despedida pública que te faço com uma palavras de Monsenhor Óscar Romero, um mártir assassinado com um tiro no coração enquanto celebrava a Eucaristia, no dia 24 de Março de 1980, lembro-me bem da tua indignação perante este crime, as palavras dele foram estas: «Uma religião de missa dominical, mas de semanas injustas, não agrada ao Senhor. Uma religião de muitas rezas, mas com hipocrisias no coração não é cristã. Uma Igreja que se instala só para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, mas que esquece as injustiças, não é a verdadeira Igreja».
Adeus até sempre, «Chico».
António Emídio

Foi com grande pesar e emoção que assisti no passado domingo (09/10/2011) à Missa em memória da Professora Cacilda Janela Afonso celebrada na Igreja de Quintas de S. Bartolomeu. A palavra, a fé e a moldura humana presentes foram a expressão de uma vivência forte e emocionante.

Cassilda Janela AfonsoMas, para mim foi mais do que isso. Há momentos na nossa vida que, pela tristeza envolvente, intensidade, mas ao mesmo tempo, beleza e invulgar brilho de que se revestem, nos tocam de tal modo que, aliados à solenidade do acto, nos parecem quase mágicos e nos tocam até às lágrimas. Foi o que me aconteceu em dois momentos particularmente emocionantes deste solene acto.
O primeiro foi aquele em que o meu pai, com sacrifício enorme em se deslocar (90 anos já pesam), apesar da curta distância que separa a nossa casa da igreja, ganhou forças para estar também presente e lá esteve, mesmo cambaleando e sem pernas para conseguir arrastar-se e ficar em pé, aproximando-se do outro lado do altar (digamos do lado oposto à sacristia) onde esteve sentado.
Foi o último a comungar e assim terminou, para mim, com chave de ouro aquele acto, constituindo como que um momento mágico em que, o que parecia horas antes impossível, com força de vontade e como que por Divinal ajuda, resultou naquele emocionante e bonito momento. Vieram-me as lágrimas aos olhos ao vê-lo ali, em pé e com aquele esforço. Aquela imagem permanece na minha memória.
O segundo momento teve que ver com a intervenção de um dos filhos, o Virgílio (por ele e em nome de todos os seus irmãos todos, eles ali presentes) em que, talvez pela decoração da igreja com flores brancas, a beleza do poema, da autoria de Fernando Birra, um talentoso jovem das Quintas, dedicado à mãe, teve outro brilho, outra suavidade que até nem sei se as há na natureza.
Na verdade as Quintas, aldeia onde as casas estão semeadas pelas várias e pequenas encostas e vales e com aquela configuração única no concelho do Sabugal parecia ter transformado a sua natureza agreste de encostas e vales cobertos de denso arvoredo em suave jardim de rosas brancas.
Por outro lado pela forma como o poema foi dito em homenagem à mãe, e pela maneira simples, curta e muito bonita utilizada nas palavras dirigidas aos presentes, constituiu um gesto deveras singular e comovente.
Com as saudades que senti no momento e a lembrança dos meus sonhos de infância e das pessoas da minha aldeia já falecidas, ao ver a família ali reunida na igreja, dei por mim a pensar na coincidência, talvez também única, e especial, quanto a idades e quanto a membros dos respectivos agregados familiares da minha e daquela família tão querida e amiga: a Avó Filomena (mãe da Professora), a figura mais imponente e tão bonita, com os seus lindos cabelos, da idade da minha avó Isabel, ainda mais bonita e com os seus também lindos cabelos brancos; a minha mãe, com seis filhos tantos quantos os seus seis filhos ali presentes e com idades também muito parecidas com as nossas e, ao que me consta, também com diferença apenas de meses da idade da Senhora Professora Cacilda.
Foi uma sensação tão especial e única que quase pareceu que o Céu naquele momento se reuniu para que aquela grande amizade, que sempre uniu as nossas famílias quase tão iguais no seu número de pessoas, nunca se perca nem seja esquecida. Há, de facto, momentos que apesar da dor e tristeza nos lembram, no dizer de um poeta farense, já falecido e meu amigo, que «Navega em cada pessoa, a barca que a vida é, cheia de sonhos à proa e saudades à ré». Ele tinha a mania de utilizar uma espécie de linguagem náutica (talvez por viver ao pé do mar) mas sempre com profundo significado, como resulta desta quadra.
Com este testemunho e estes meus sentimentos de grande estima pessoal e elevada consideração, aqui deixo a minha singela homenagem a uma das grandes Professoras do Distrito da Guarda. Leccionou em várias localidades do Distrito, incluindo no concelho do Sabugal, nas Quintas de S. Bartolomeu, onde foi minha professora na antiga Escola Primária desta Aldeia, onde gozava do afecto da população. Amava muito as Quintas, como toda a família, mas nunca deixou de pensar nos EUA ,onde nasceu, bem como os restantes irmãos, e de onde regressou com apenas oito anos de idade com os seus pais.
O seu grande saber, rigor e competência são dignas do maior apreço, sendo uma das mais conceituadas Professoras do seu tempo.
Mas, acima de tudo, quero destacar o seu carinho e ternura e as atenções sempre dedicadas a toda a minha família, particularmente aos meus pais, a mim e a todos os meus irmãos, distinguindo-nos sempre com a sua grande amizade.
Pena foi, pela minha parte, que a distância e a minha atarefada vida não me tivessem permitido visitá-la como era minha vontade e do que agora me penitencio.
Por essa amizade, e todo o bem que sempre fez, quero pois deixar-lhe aqui expressa e, por escrito, a minha homenagem, gratidão e apreço.
As Quintas ficam mais pobres.
Renovo as minhas mais sentidas condolências à família enlutada.
Faro, 12de Outubro de 2011
Álvaro Corte

Morreu hoje o sabugalense José Gonçalves Sapinho, de 73 anos, ex-presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, deputado à Assembleia da República e director do Externato Cooperativo da Benedita.

José Gonçalves Sapinho nasceu no Sabugal, em 28/08/1938, onde estudou e viveu até que a universidade e o serviço militar o desenraizaram.
Casou com Maria Adelaide Martins Gonçalves Sapinho, também natural do Sabugal, e tem três filhos: Joaquim (cineasta), Rosa (professora do ensino secundário) e Fernando (promotor imobiliário). Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, tendo sido depois advogado.
Foi professor e director do Externato Cooperativo da Benedita durante 32 anos.
Foi deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República, de 1976 a 1980 e de 1995 a 1999, eleito pelo PSD, o seu partido de sempre.
Foi ainda fundador e primeiro provedor da Santa Casa da Misericórdia da Benedita.
Foi eleito presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, em cujas funções se manteve durante trê mandatos sucessivos.
O corpo estará em câmara ardente no átrio do Centro Cultural Gonçalves Sapinho, em Alcobaça, das 20h30 de hoje, dia 9 de Setembro, até às 14:30 de amanhã, dia 10 de Setembro de 2011.
A cerimónia fúnebre decorrerá amanhã (sábado) no Mosteiro de Alcobaça, a partir das 16 horas e o cortejo fúnebre seguirá depois para São Martinho do Porto.
plb

Morreu hoje António Manuel Alexandre, de 63 anos, natural e residente no Sabugal, onde tinha empresas dedicadas a vários ramos de actividade. O funeral realiza-se na terça-feira, dia 1 de Fevereiro, pelas 11 horas, no Sabugal.

José Manuel Carvalho PereiraO empresário sabugalense faleceu no Hospital de Coimbra, para onde foi transportado de urgência devido ao agravamento súbito da doença prolongada de que padecia.
António Manuel Alexandre era filho do também empresário David Alexandre, já falecido. Herdou do pai os negócios, que soube administrar e expandir. A sua actividade comercial no Sabugal espalha-se por diversos ramos, desde a venda de electrodomésticos e de combustíveis, a hotelaria e a agricultura. Tem dois filhos.
Era um dos grandes homens de negócios do Sabugal e pessoa que gozava do afecto da população, pois a sua postura no quotidiano era a de um homem simples e humilde, que trabalhava para ganhar a vida. O Sabugal perde um homem bom, que nunca virou as costas à luta.
O Capeia Arraiana apresenta sentidos pêsames à família enlutada.
plb

Faleceu ontem, dia 19 de Novembro, em Lisboa, onde residia, Joaquim Augusto Batista, de 59 anos, natural do Sabugal. A missa de corpo presente está marcada para as 10.30 horas de domingo na Capela da Igreja da Buraca.

José Manuel Carvalho PereiraO sabugalense Joaquim Augusto Batista, de 59 anos, era filho de Manuel Joaquim Batista e de Rosalina Cunha (Ti Lina).
Estudou no Colégio do Sabugal até ao antigo 7.º ano.
O serviço militar foi cumprido em Angola como oficial «Comando».
Em Maio de 1970, iniciou a carreira de funcionário, na Administração Pública, como funcionário dos Impostos na Repartição de Finanças de Manteigas, com a categoria de aspirante, transitando dali para a Covilhã e mais tarde para Lisboa onde como estudante trabalhador concluiu o curso de Direito.
Licenciado em Direito, foi um alto quadro da Administração Fiscal.
Grande parte da sua carreira esteve ligada à Justiça Tributária tendo, em regime de substituição, desempenhado as funções de Director de Serviços.
Actualmente encontrava-se aposentado.
À esposa, filhas e demais familiares o colega e amigo apresenta sentidas condolências.
Manuel Corte

Faleceu ontem, dia 10 de Novembro, em Lisboa, o Engenheiro Eurico Afonso Liberal, cujo funeral acontecerá na tarde de hoje em Aldeia de Santo António, no concelho do Sabugal.

José Manuel Carvalho PereiraFormado em Engenharia Civil e membro da Ordem dos Engenheiros, Eurico Afonso Liberal foi quadro superior da Direcção Geral da Aeronáutica Civil, desde a sua fundação (actual ANA – Aeroportos e Navegação Aérea). Exerceu funções no sector da construção e ampliação de aeroportos e aeródromos do país, e foi fundador da Obra Social do Ministério das Obras Públicas e Comunicações.
Era natural o distrito de Aveiro, casando porém com Maria Cândida Lavajo, natural da Urgueira, freguesia de Aldeia de Santo António, filha do Dr Manuel Lavajo, prestigiado proprietário do concelho do Sabugal que tinha casas de lavoura no Escabralhado e na Urgueira.
plb

Morreu na madrugada de ontem, em Lisboa, o Frei João Domingos, natural da Torre, concelho do Sabugal, vítima de um ataque cardíaco. Completava nesse mesmo dia 77 anos de vida e encontrava-se doente desde Abril deste ano, altura que saiu de Angola para Portugal.

Frei João Domingos - Torre - SabugalO Frei João Domingos vai a enterrar amanhã, quarta-feira, dia 11, em Lisboa. Em vida o prestigiado Frei João Domingos pediu para ser enterrado onde morresse, para não dar trabalho aos irmãos da sua congregação.
Frei Domingos Fernandes adoptou o nome João Domingos depois de receber a ordem dos padres dominicanos. Antes de ir para a Angola foi director e professor no seminário dominicano português, professor de filosofia no Centro de Estudos de Fátima e de Teologia na Universidade Católica de Lisboa.
Chegou a Angola em 1982 a convite de Dom Zacarias Kamuenho, na época bispo do Sumbe, província do Kwanza Sul, para começar um trabalho ligado aos padres dominicanos em Angola. Mais tarde, foi convidado pelos bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé para ser o reitor do Instituto da Ciências Religiosas de Angola.
Licenciou-se em Teologia, em França, e possuía um mestrado na mesma área, obtido no Canadá. Foi superior dos padres dominicanos em Angola e primeiro pároco da paróquia do Carmo, em Luanda. Fundou o Instituto Superior João Paulo II e o Centro Cultura Mosaico.
Em Angola exerceu os cargos de reitor e docente de Doutrina Social da Igreja no Seminário Maior e no Instituto de Ciências Religiosas de Angola e foi ainda professor de Deontologia no curso médio de educadores sociais e doutrina social da Igreja e Direitos Humanos, no Seminário Maior de Luanda, e do curso de Educação Moral e Cívica e de Teologia Pastoral, no seminário Maior de Luanda.
Em 1998, foi agraciado com a comenda da Ordem Mérito do Estado Português.
Em memória do frei, que teve 53 anos de sacerdócio, celebra-se hoje uma missa na Paróquia da Nossa Senhora do Carmo, em Lisboa.
O religioso agora falecido era muito estimado na Torre, terra onde tem família, que visitava amiudadamente.
plb

Um camionista português, de 55 anos, natural da Cerdeira do Côa, freguesia do concelho do Sabugal, morreu ontem, dia 5 de Agosto, em Espanha ao ser atropelado pela própria viatura quando tentava reparar uma avaria.

O acidente fatal teve lugar perto de La Alberguería de Argañan na estrada entre Ciudad Rodrigo e Aldeia da Ponte, segundo o Jornal de Notícias, e de acordo com informações com fonte no Serviço de Emergências de Castela e Leão.
Segundo as autoridades locais espanholas, o camião avariou a 500 metros da fronteira com Portugal, numa zona de declive acentuado. Perante a avaria do camião o condutor tentou repará-la, sendo então esmagado por uma das rodas do veículo, que deslizou vários metros.
A situação aconteceu durante a tarde, e o camionista teve morte imediata, de nada valendo os meios de socorro enviados ao local logo que foi dado a alerta.
plb

Em homenagem ao grande escritor José Saramago, cujo corpo é hoje cremado em Lisboa, publicamos um enxerto do seu livro «Viagem a Portugal», onde fala de Sortelha e do Sabugal, terras por onde passou enquanto viajante, e também Pousafoles do Bispo, que por falta de tempo não pode visitar. São impressões de viagem de um homem sem papas na língua, e muito menos na caneta, que diz sem rodeios o que pensa das coisas.

«De Belmonte vai o viajante a Sortelha por estradas que não são boas e paisagens que são de admirar. Entrar em Sortelha é entrar na Idade Média, e quando isso o viajante declara não é naquele sentido que o faria dizer o mesmo entrando, por exemplo, na Igreja de Belmonte, donde vem. O que dá carácter medieval a este aglomerado é a enormidade das muralhas que o rodeiam, a espessura delas, e também a dureza da calçada, as ruas íngremes, e, empoleirada sobre pedras gigantescas, a cidadela, último refúgio de sitiados, derradeira e talvez inútil esperança. Se alguém venceu as ciclópicas muralhas de fora, não há-de ter sido rendido por este castelinho que parece de brincar.
O que não é brincadeira nenhuma é a acusação, em boa letra e ortografia, pintada na entrada duma fonte: ATENÇÃO! ÁGUA IMPRÓPRIA PARA BEBER POR DESLEIXO DAS AUTORIDADES MUNICIPAIS E DELEGAÇÃO DE SAÚDE. O viajante ficou satisfeito, não, claro está, por ver a população de Sortelha assim reduzida em águas, mas porque alguém se dispôs a pegar numa lata de tinta e num pincel para escrever, e para o saber quem passe, que as autoridades não fazem o que devem, quando devem e onde devem. Em Sortelha não fizeram, como testemunha o viajante, que daquela fonte quis beber e não pôde.
A Sabugal ia o viajante na mira dos ex-votos populares do século XVIII, mas não deu sequer com um. Onde os meteram não o soube dizer o ancião que veio com a chave da Ermida de Nossa Senhora da Graça, onde era suposto estarem. A igreja, agora, é nova e de espectacular mau gosto. Salva-se o Pentecostes de madeira talhada que está na sacristia. As figuras da Virgem e dos apóstolos, pintadas com vivacidade, são de admirável expressão. Leva o viajante, em todo o caso uma dúvida: se isto é um Pentecostes, por que são os apóstolos doze?, estará Judas aqui representado apenas por razões de equilíbrio de volumes?, ou o entalhador popular decidiu, por sua conta e risco, exercer o direito de perdão que só aos artistas compete?
O viajante tem um compromisso para esta tarde. Irá a Cidadelhe. Para ganhar tempo almoça em Sabugal, e, para o não perder, nada mais viu que o geral aspecto duma vila ruidosa que ou vai para a feira ou vem de feirar. Segue depois a direito para a Guarda, deixa no caminho Pousafoles do Bispo onde tencionara ir para saber o que poderá restar de uma terra de ferreiros e ver a janela manuelina que ainda dizem lá existir. Enfim, não se pode ver tudo, era o que faltava, ter este viajante mais privilégios que outros que nunca tão longe puderam ir. Fique Pousafoles do Bispo como símbolo do inalcançável que a todos escapa.»
plb

Fernando Sardinha, velha glória do Sporting Clube do Sabugal, faleceu em França, onde residia, tendo ido a enterrar no dia 23 de Março em Brive, Bordéus.

José Manuel Carvalho PereiraContava 74 anos e o seu verdadeiro nome era Fernando Santos, mas todos o conheciam por «Sardinha». Na juventude foi um dos mais conhecidos jogadores de futebol do Sporting Clube do Sabugal. Os mais antigos recordam-no como o lendário defesa central dos anos de 1960, quando o clube vivia apenas da boa vontade e do altruísmo dos seus jogadores.
O Sardinha era um defesa que jogava com garra e era difícil de ultrapassar pelos adversários. Ao facto de ser bom jogador, juntava uma personalidade muito marcante. Era aberto e alegre, e a sua permanente boa disposição contagiava os que lidavam com ele.
Embora bom jogador de futebol o Sardinha trabalhava como modesto empregado da empresa de transportes Viúva Monteiro, no Sabugal, e a necessidade de sustentar melhor a família levou-o a emigrar para França. Fixou-se em Brive, perto de Bordéus, onde existe uma expressiva comunidade de sabugalenses, e por lá ficou até que a morte o surpreendeu.
Há uns anos havia tido a infelicidade de ver morrer um filho jovem, que era atleta de alta competição em França. Durante muitos anos andara algo deprimido, em consequência dessa fatalidade, mas aos poucos fora recuperando a sua personalidade viva e alegre. Ultimamente vinha todos os anos, no verão, ao Sabugal, onde gostava de passar a festa da Senhora da Graça entre os seus conterrâneos e amigos.
plb

Manuel Dias Tavares, filho de José Tavares e de Conceição Dias, nasceu nos Foios no dia 25 de Janeiro de 1927 e faleceu no dia 25 de Fevereiro de 2010.

Como quase todos os do seu tempo, enquanto frequentava a escola primária ia guardar as vacas e ajudava os pais na lavoura.
A partir dos 14 anos andou no contrabando até que chegou o dia de ir cumprir o serviço militar onde permaneceu dezasseis meses e meio.
Casou aos 19 anos com Delfina Gomes Leal. Tiverem seis filhos estando todos vivos e de boa saúde. Vivem três em Portugal e três em França.
O Ti Lei foi a salto para França no ano de 1956 tendo deixado nos Foios a esposa com quatro filhos. Só em 1960 levou a esposa e o filho mais novo tendo levado os outros no ano seguinte.
Em França começou por trabalhar em Brive, como servente, numa exploração de areia. Mais tarde foi trabalhar nas linhas de caminho de ferro onde permaneceu cerca de dois anos. Passou ainda por Rouen e Versailles acabando, mais tarde, por ir para a região de Paris onde esteve cerca de 18 anos. Aí trabalhou na construção civil e mais tarde foi para o aeroporto Charles de Gaulle onde teve um trabalho mais leve até chegar à idade da merecida reforma. Esta chegou um pouco mais cedo, visto ter sofrido um acidente de trabalho.
Passado algum tempo decidiu regressar aos Foios onde passou um resto de vida feliz tendo sido frequentemente visitado pelos filhos e netos que sempre lhe demonstraram um enorme carinho. Curiosamente os netos nasceram todos, ou quase todos, em França e nutrem pelos Foios uma ardente paixão, e é para onde se escapam logo que tenham uns dias livres para não falar nas férias que são passadas, maioritariamente, nesta localidade. As festas, as capeias e o rio chamam-nos.
O Ti Lei foi, sem dúvida, um homem bom. Foi amigo de toda a família e da população em geral. A prova esteve no seu funeral que apesar da muita chuva e vento, autêntico temporal, teve muita gente quer dos Foios quer de outras localidades vizinhas.
Para melhor identificação digo que o Ti Lei Chão era pai também do Lei que durante muitos anos teve o restaurante «LEI» no Sabugal tendo-se também transferido para os Foios onde já possuía uma casa.
Interpretando fielmente o sentimento da população de Foios aqui ficam as sinceras e sentidas condolências.
José Manuel Campos

Realizou-se na tarde de hoje, 18 de Dezembro, o funeral do advogado David Pina, de 66 anos, natural de Pousafoles do Bispo, concelho do Sabugal, com escritório e residência em Lisboa.

David Pina faleceu no dia 16 de Dezembro, vítima de ataque cardíaco, e foi hoje realizado o seu funeral com missa de corpo presente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa, seguida de cremação no cemitério dos Olivais.
Centenas de pessoas, entre familiares e amigos, acompanharam a cerimónia, sendo muito notada a presença de colegas de profissão, magistrados, funcionários judiciais e demais agentes judiciários. Também foi visível a presença de representantes da comunidade italiana residente em Lisboa, em sinal das ligações familiares e profissionais que o prestigiado advogado sabugalense tinha com Itália.
David Pina era casado com uma senhora italiana, e tinha dois filhos, um também advogado, residente em Londres, e outro engenheiro mecânico, a trabalhar em Itália. Pelo seu conhecido escritório de advogados, sito na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, passaram como estagiários de advocacia muitos jovens sabugalenses licenciados em Direito, pois o Dr David Pina não recusava um pedido para ser seu patrono.
Associativista convicto, David Pina era sócio destacado da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa deste a sua fundação em 1975, e ocupou por diversas vezes lugares nos seus corpos sociais. Frequentava as instalações da Casa, onde por vezes levava amigos e colegas de profissão para aí conhecerem os sabores gastronómicos raianos.
Para além de advogado, era doutorado em Direito e professor na Universidade Panthéon-Assas, em Paris.
A Casa do Concelho do Sabugal enviou uma coroa de flores ao seu estimado sócio, em homenagem ao seu valor enquanto cidadão sabugalense que nunca esqueceu as terras de origem.
plb

Hoje, 4 de Dezembro, pela manhã, faleceu em Coimbra, Artur Augusto Pereira Coelho, de 64 anos, médico pediatra no Hospital Pediátrico de Coimbra, natural da Malcata.

José Manuel Carvalho PereiraO falecido era filho de Joaquim Coelho e Dulce Jesus Nabais Pereira e sobrinho do Padre Miguel do Soito. Foi-lhe diagnosticado há mais de dois anos uma doença chamada leucemia mieloblástica aguda e durante todo este tempo, este meu amigo (e vou usar uma expressão que ele utilizava constantemente para comigo «somos amigos de verdade») lutou e fez lutar. Infelizmente a sua luta chegou ao fim.
Recordo que o concelho do Sabugal e Vilar Formoso, corresponderam em grande número, a um pedido de dadores de medula para o Dr. Artur. O blogue Capeia Arraiana também contribuiu, divulgando durante bastante tempo esse pedido. Infelizmente nem em Portugal nem no estrangeiro foi possível encontrar alguém compatível. Fica-se de consciência tranquila quando se faz o que se pode…
Provou-me por várias vezes, que percebia muito do que fazia, e eu dizia para a minha esposa: este homem para além de grande médico, é sábio…
Será celebrada missa em Coimbra, este sábado, dia 5 de Dezembro 2009, às 10.00 horas. O funeral está marcado para Malcata com missa pelas 15.00 horas.
João Nabais (Soito)

O alemão Robert Enke, antigo guarda-redes do Benfica, morreu nesta terça-feira aos 32 anos em circunstâncias não totalmente esclarecidas. Os primeiros indícios, segundo a polícia germânica, apontam para suicídio.

Robert EnkeA notícia da morte do guarda-redes alemão, Robert Enke, supreendeu o mundo do futebol. Representou os «encarnados» entre 1999 e 2002, jogava actualmente no Hannover, clube da Bundesliga ao serviço do qual era o habitual titular.
Os primeiros indícios, de acordo com o assessor da polícia de Niedersachsen, apontam para suicídio. O corpo do internacional alemão foi encontrado junto a uma passagem de nível a 25 quilómetros de Hanover. Um dos seus amigos e conselheiros, Jorg Neblung, defendeu a mesma tese em declarações à agência alemã SID: «Posso confirmar que se tratou de suicídio. Os detalhes serão dados numa conferência de imprensa amanhã.»
O seleccionador germânico, Joachim Löw, já lamentou o sucedido: «Quando soubemos da morte de Enke foi um choque. Estamos sem palavras, estamos consternados.»
Robert Enke, conhecido igualmente por ser um activista na defesa dos direitos dos animais, representou sucessivamente o Carl Zeiss Jena, o Borussia Mönchengladbach, o Benfica, o Barcelona, o Fenerbahçe, o Tenerife e o Hannover. A primeira internacionalização «A» chegou tarde, aos 29 anos, num jogo com a Dinamarca.
Entre Agosto de 2008 e Agosto de 2009 fez mais sete jogos, cinco deles na fase de qualificação para o Mundial 2010, antes de um vírus no estômago o ter afastado dois meses da competição. Neste período, viu René Adler (Bayer Leverkusen) aumentar as suas hipóteses de ser o titular da baliza germânica no Mundial. Mas Joachim Löw já tinha dito que ele era um dos fortes candidatos a estar na África do Sul.
jcl (com agência Lusa)

Faleceu na manhã de hoje o Padre Francisco dos Santos Vaz, pároco de Águas Belas. O sacerdote, de 66 anos, morreu vítima de doença prolongada ,na Casa de Saúde das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus (Bento Menni) de Condeixa, Coimbra.

Padre Francisco Santos VazO funeral realiza-se amanhã, dia 24 de Agosto, pelas 17 horas, na Igreja Paroquial da Bismula, aldeia de onde O Padre Francisco Vaz era natural.
O pároco da Bismula, Padre Hélder Lopes traçou-nos o perfil biográfico do sacerdote falecido:
Nasceu em 20 de Outubro de 1942 na Bismula, concelho do Sabugal.
Estudou nos Seminários Diocesanos do Fundão (de 1953 a 1959) e da Guarda (de 1959 a 1966).
Foi ordenado Sacerdote Diocesano da Guarda a 24 de Julho de 1966, no Castelo do Sabugal (43 anos de sacerdócio).
Formou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde estudou de 1972 a 1977.
Foi pároco de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior, Bismula, Rebolosa, Alfaiates, e actualmente era pároco de Águas Belas (todas do arciprestado do Sabugal).
Foi professor efectivo do Ensino Secundário de Literatura Clássica e História, em Vilar Formoso, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal. Fez parte da Comissão Instaladora da Escola Secundária do Sabugal.
Enquanto pároco de Alfaiates e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alfaiates, foi o dinamizador da construção do lar da Santa Casa da Misericórdia daquela paróquia.
Foi também responsável pelo aparecimento e manutenção da série de Boletins Paroquiais «Nordeste» (desde 1971), de que ainda era seu coordenador e redactor.
Publicou três livros: «Nordetinas e Sabatinas» (2003), «Ao longo do Caminhar» (2006), «Pantivária» (2008). Residia no Sabugal.

Capeia Arraiana associa-se à dor dos familiares e amigos do Padre Chico, um homem bom e de grande sabedoria, que deixou como grande obra o jornal «Nordeste», que fundou e manteve durante décadas. O «Nordeste» foi a voz do povo do Sabugal. Por ele o Padre Francisco Vaz deu expressão à mensagem de Cristo e também aos anseios e reivindicações da população. Hoje o Sabugal ficou mais pobre.
plb

José Manuel Carvalho PereiraFaleceu esta quarta-feira, no Hospital das Descobertas, em Lisboa, D.ª Mariana Rito Pereira, viúva do conhecido «ti Manuel da tia Amália» do Soito e mãe de António, Carlos e Manuel Augusto Rito Pereira e de Amália e Ana Maria Rito Pereira.

Encontra-se em câmara ardente a partir das 19.00 horas de hoje na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Av. de Berna, em Lisboa, seguindo posteriormente para o Soito, onde será sepultada.
Sinceros pêsames à família enlutada.
José Morgado

Os responsáveis pelo Capeia Arraiana, José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista, aproveitam para endereçar os pêsames a toda a família e especialmente a António Rito Pereira, director do jornal «Cinco Quinas».

Este sábado de manhã, a Lena Vaz, foi portadora de uma noticia muito triste. O Zé Manel Ramos, do Soito, faleceu vitima de uma queda, em França, onde se encontrava a passar uns dias.

José Manuel Carvalho PereiraFaleceu em França o engenheiro José Manuel Carvalho Pereira, na sequência de uma queda na descida de uma pequena montanha. Ao escorregar, bateu tragicamente numa pedra ou rocha, queda que lhe foi fatal.
Natural do Soito, vivia nos arredores de Lisboa, como tantos de nós. Reformou-se do Ensino, recentemente, como professor no ISEL.
A última vez que o vi, foi na Casa do Concelho do Sabugal, muito feliz e acompanhado de amigos de infância e antigos colegas do Seminário de Beja.
Èramos do mesmo ano de Inspecção Militar e no Soito, em virtude da forte emigração, só fomos três mancebos, o Zé Manel, por Lisboa, o Carlos Alberto Soares Tolda, pelo Porto e eu no Sabugal.
Por este meio,endereço os sentidos pêsames aos irmãos e esposa e aos demais familiares.
O Soito ficou mais pobre.
José Morgado

Faleceu hoje, 17 de Abril de 2009, Joaquim Monteiro da Silva, o «Silva do Ima», pai de Agostinho da Silva, presidente da Junta de Freguesia de São Pedro do Jarmelo.

Agostinho da Silva com os paisJoaquim Monteiro da Silva, o «Silva da Ima», nasceu em 10 de Agosto de 1923 e faleceu esta sexta-feira, 17 de Abril, na sua aldeia natal.
A triste notícia chegou-nos pela voz do filho Agostinho que, de forma emocionada, pouco mais conseguiu dizer estando, ainda, por marcar a hora do funeral na freguesia do Jarmelo.
Foi por altura das vindimas que o Agostinho me levou ao encontro de seu pai, o senhor Joaquim da Silva. Acompanhado da esposa andava a tratar dos campos de milho na Ima do Jarmelo. Tinha sido o epílogo perfeito para uma longa jornada que teve por mote a vaca jarmelista pois nada melhor do que ouvir o maior especialista, uma verdadeira enciclopédia humana, relembrar algumas das muitas estórias sobre uma raça única no Mundo.
Em sua memória aqui vos deixamos umas palavras na primeira pessoa de Joaquim da Silva extraídas do livro «Vaca Jarmelista nas memórias do Silva da Ima»:
«Eu comecei a lavrar com 14 anos… foi no Cavaleiro a estravessar com a vaca Marreca que era boa de leite… Depois mais tarde, comecei eu a comprar vacas, comprei uma dos Alecrins… e trabalhava com outra vaca que cá foi criada… Essa vaca dos Alecrins, comprei-a cara… vendeu-a o Zeca, uma por três contos e oitocentos e eu comprei a tal por seis… foi a melhor vaca que tive!… As vacas aprendiam desde que a gente não as tratasse mal… as vacas andavam ao rego ou saíam quando a gente queria… as vacas tinham nome… a gente dizia – dá p’ra trás Formosa!… Cá Galante! e tocava com a aguilhada na que queria que saísse do rego… ou para virar mais p’rá direita ou mais p’rá esquerda… A vaca jarmelista além de ter a cabeça larga… tinha marrafa grande, que lhe chegava aos olhos… as vacas com o jugo não cortavam a marrafa… Os pastos… as pastagens tinham influência na produção de leite e na qualidade… dizia assim a minha avó p’ró meu avô. – Ó Manel, hoje as vacas andaram no lameiro dos Feixeiros… Atão como é que tu sabes? – Porque o queijo é muito melhor… a coalhada é mais macia quando estou a fazer o queijo…»
Faleceu Joaquim Monteiro da Silva, o Silva da Ima. A cultura beirã e a causa jarmelista ficaram mais pobres.
O funeral está marcado para 16 horas deste sábado, 18 de Abril, na freguesia do Jarmelo.

Para o nosso amigo Agostinho da Silva e restante família um abraço raiano de grande solidariedade.
jcl

Faleceu há dias, a 20 de Fevereiro, o poeta Fernando Pinto Ribeiro, nascido na Guarda, e durante alguns anos muito ligado ao Sabugal, através da Casa do Concelho em Lisboa.

pinto-ribeiroO Fernando, nascido em 1928 na fria cidade da Guarda, foi um homem simples. Ganhava a vida enquanto revisor de textos, trabalhando para diversos jornais e editoras nacionais. Publicamos aqui uma nota biográfica escrita pelo próprio aquando da organização do Congresso do VII Centenário do Foral do Sabugal, em 1996, na qual colaborou activamente ao ser responsável pela exposição bibliográfica que ali teve lugar.

«Poeta. Na produção inicial, foi revelado, pelo então novel actor Carlos Avilez, que, num recital radiofónico inteiramente dedicado à sua poesia, «encenou» os seus poemas com «música de fundo» e os declamou.
Tem produção dispersa por jornais do País e das comunidades de língua portuguesa, em revistas e em antologias.
Ligado à obra de sabugalenses ilustres – do escritor Pinharanda Gomes (que o incluiu na antologia O Corpo da Pátria) e do pintor J. Leitão Baptista (que o retratou e interpretou ou ilustrou alguns dos seus poemas).
Também ligado a edições discográficas (veros cantados por muitos artistas populares). Foi organizador, entre 1968 e 1983, das tradicionais «pastinhas» da Queimas das Fitas de Coimbra (colectâneas anuais de poemas inéditos dos poetas mais representativos).
Director da revista de artes e letras Contravento. Cooperador da Sociedade Portuguesa de Autores, membro da Associação Portuguesa de Escritores e membro da comissão organizadora do congresso do VII Centenário do Foral do Sabugal.»

Em sua memória aqui deixamos um poema de sua autoria, há uns anos publicado no jornal «Sabugal», órgão informativo da Casa do Concelho do Sabugal:

AS MENINAS DOS MEUS OLHOS

As meninas dos meus olhos
nunca mais tive mão nelas
Fugiram para os teus olhos
por favor deixa-me vê-las

As meninas dos meus olhos
se vão perder-se não sei
Deixa-me ver se os teus olhos
as tratam e guardam bem

As meninas dos meus olhos
num castigo que é perdão
prende-as por mim   nos teus olhos
quero vê-las na prisão.

 

As meninas dos meus olhos
julgo vê-las espreitar
às janelas dos teus olhos
abertas no meu olhar

As meninas dos meus olhos
para poder encontrá-las
pedem por mim aos teus olhos
que falem quando te calas

As meninas dos meus olhos
já não vejo   onde estão?
Deixa-me ver nos teus olhos
se as guardas no coração.

Em 27 de Março de 2008 o Capeia Arraiana esteve À Fala Com… Fernando Pinto Ribeiro. Recorde a conversa aqui.
plb

Morreu esta madrugada o Dr José Diamantino dos Santos, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, de 78 anos de idade, após algum tempo de internamento hospitalar.

diamantinoNatural do Freixial, Fundão, radicou-se ainda novo no Sabugal, onde fundou o Externato Secundário do Sabugal, de que foi director até ao seu encerramento aquando do surgimento da Escola Secundária do Sabugal, em 1986. Licenciado em Filosofia na Universidade de Salamanca, o Dr Diamantino foi um grande e competente pedagogo, para além de um empenhado orientador e amigo dos muitos jovens que aportaram no seu colégio.
Na falta de uma escola pública, o externato foi onde os jovens do concelho do Sabugal estudaram e se prepararam para a vida, com o seu director sempre atento ao percurso de cada estudante.
Aposentando-se do ensino, dedicou-se à Santa Casa da Misericórdia, passando a desempenhar as funções de provedor, que conservou até à actualidade. Nestas funções implementou o lar de idosos, o centro de dia, o apoio domiciliário, a creche e a ocupação de tempos livres, assim ajudando a população, em especial a mais carenciada.
Ocupou as funções de presidente da Câmara Municipal do Sabugal e era sócio honorário da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa.
A sua morte deixa o Sabugal mais pobre, pois representa a perda de um homem bom e muito dedicado às pessoas com quem lidava.
O corpo do falecido estará em cãmara ardente na Igreja da Misericórdia do Sabugal, estando as cerimónias fúnebres marcadas para as 14 horas de amanhã, dia 3 de Fevereiro.

O Capeia Arraiana apresenta sentidos pêsames à família, em especial à esposa, filhos e netos.
plb

Faleceu, terça-feira, dia 16 de Dezembro, o Dr. Amândio Rosa de Aldeia do Bispo, sendo sepultado esta quarta-feira, nesta localidade.

Amândio RosaO Amândio, como gostava de ser tratado, era um amigo querido, por quem nutria, assim como muita gente, uma forte estima e amizade, numa convivência ao longo de mais de três décadas, tanto em Lisboa como na Raia.
Fez parte dos primeiros Corpos Gerentes da Casa do Concelho do Sabugal, eleitos em 1976, participando ainda, em todo o movimento anterior, que levou à criação da Casa.
Nos Torneios de Futebol de Salão da Casa e outras realizações, marcava sempre presença, convivendo com os diversos elementos das Aldeias que nele participavam.
Naquela época longínqua, era associado do Externato Sebastião da Gama, ali para os lados da Portugália, em Lisboa, bem próximo da Casa, que ajudou a nascer, acolhendo muitos estudantes da nossa zona, ajudando todos um pouco, a prosseguir os seus estudos na Capital.
Perdemos um grande amigo, que passou a sua meninice e juventude em Aldeia da Ponte, pois desde cedo arribou à nossa Aldeia, em virtude de os seus Pais ali trabalharem, granjeando uma forte e sadia amizade com as nossas gentes, até à conclusão dos estudos e rumar a Lisboa, onde exerceu o professorado em vários estabelecimentos de ensino, até à sua merecida reforma, regressando a Aldeia do Bispo, onde se encontrava, com uma ou outra escapada a Lisboa, onde residem os filhos.
Para a sua Esposa, Mané, Betinho e Pedrinho as minhas sentidas condolências, com um abraço de amizade.
A raia fica sempre um pouco mais pobre, quando alguém nos deixa, restando a saudade de mais uma boa pessoa que partiu.
Onde quer que estejas, até sempre, amigo Amândio.
Esteves Carreirinha

Pela mão do nosso amigo e colaborador José Manuel Campos, dos Fóios, chegou-nos, com pedido de publicação, um poema de Tomás Acosta, espanhol natural de Navasfrias, dedicado ao Amândio:

Amigo Amândio

O que vamos fazer perto das horas?
Nós não morremos,
partimos para outra dor mais duradoura,
sem noites longas.
Há uma tensão que aperta o coração
mas não declina
como declina o sol para a sua luz.
Ela vem de casa em casa
a acender luzes de cera
pode ser
que venha qualquer dia
mas hoje
partamos para outra dor mais duradoura.
O que vamos fazer, Amândio?
Na nossa distração foi-se o amigo.
Talvez saibamos já que isto é a vida:
uma agenda com todos nossos nomes,
um céu clarão de morte nas suas nuvens.
Obscuramente a alma está a dormir.

Tomás Acosta Píriz
Ciudad Rodrigo 17-12-08

Richard Wright, teclista e um dos fundadores dos Pink Floyd, faleceu em Londres segunda-feira, 15 de Setembro, vítima de cancro.

Richard William Wright nasceu a 28 de Julho de 1943, em Londres. Quando estudava no Colégio de Arquitectura do Regent Street Polytechnic, conheceu Roger Waters e Nick Mason e com eles e outros alunos da mesma escola formou os Sigma 6, a primeira de várias formações que iriam dar origem, em 1965, aos Pink Floyd (Syd Barrett, Wright, Mason e Waters).

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Há músicas intemporais que atravessam gerações. Há gerações que se reconhecem nas bandas da sua juventude repetindo a célebre frase que já ouviamos aos nossos pais: «No meu tempo é que era música.» Os Pink Floyd já venderam mais de 200 milhões de cópias e «The Dark Side of The Moon» (1973) é um dos álbuns mais vendidos de sempre. A irreverência dos temas de «The Wall» (1979) transformou-os num hino dos estudantes de todo o Mundo.
Os Pink Floyd são uma banda eterna.
jcl

Faleceu durante esta madrugada, 22 de Julho, Adelino Dias, sócio n.º 1 da Casa do Concelho do Sabugal. Adelino Augusto Brito Dias presidiu a várias direcções da «Casa» e ostentava orgulhosamente a sua condição de sócio-fundador e sócio-honorário da embaixada do Sabugal em Lisboa.

Adelino Brito DiasFaleceu Adelino Augusto Brito Dias. Nasceu a 12 de Julho de 1929 na freguesia do Sabugal, de onde saiu para se instalar em Almada nos arredores de Lisboa. Foi emigrante em França entre 1965 até 1968 e voltou definitivamente para Almada onde viveu até ao final da sua vida.
Sabugalense emérito, foi um dos que esteve presente na manhã do dia 13 de Fevereiro de 1975 no 3.º Cartório Notarial de Lisboa a assinar a escritura de constituição da Casa do Concelho do Sabugal.
Participou activamente na vida da «Casa» e foi Presidente da Direcção em vários mandatos. Era actualmente o sócio n.º 1, sócio-fundador e sócio honorário da embaixada do Sabugal em Lisboa. Mais recentemente fez parte, igualmente, da Direcção da Casa das Beiras em Lisboa.
Defensor e vigilante intransigente dos interesses da associação durante as suas presidências deixa o seu nome ligado a 33 anos de vida da «Casa».
As comemorações recentes de mais um aniversário da «Casa» foram a sua última participação num acto oficial da associação que muito lhe deve.
O corpo vai estar em câmara ardente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Igreja Nova da Cova da Piedade), em Almada.
A saída do cortejo fúnebre para o cemitério de Vale Flores no Feijó está marcado para as 15 horas de amanhã, quarta-feira, 23 de Julho de 2008.

O Capeia Arraiana endereça os sentidos pêsames ao filho Adelino Dias e restante família neste momento difícil.
jcl

O «Ti Abel Músico» faleceu no dia 15 de Fevereiro com 94 anos no Lar da Terceira Idade de Aldeia do Bispo.

José Manuel Campos - «Nascente do Côa»No princípio da década dos anos 30 vinha, com muita frequência, a banda de Pínzio tocar nas festas de Aldeia do Bispo. Era costume, nessa altura, dividir os elementos da banda por algumas casas da aldeia que, gentilmente, ofereciam o almoço.
Fazia parte da banda um jovem chamado Abel que era responsável por um instrumento chamado caixa ou seja um tambor pequeno. Jovem simpático e alegre, como sempre foi, enamorou-se de uma jovem de Aldeia do Bispo com quem viria a casar. Desse matrimónio nasceram quatro filhos. Três homens e uma mulher. Cresceram, como a maioria, na terra e um dia o Ti Abel decide partir para França levando mulher e filhos. Estes cresceram, tornaram-se independentes, e foram, como é natural, à vida deles sem que nunca tivessem esquecido a terra Natal.
Quando o Ti Abel atingiu a idade da reforma regressou a Aldeia do Bispo onde entretanto os filhos também construíram casa de férias já que o ganha pão continuou a ser em França.
Ti Abel MúsicoNão contaria esta história se o Ti Abel Músico, tal como é conhecido em Aldeia do Bispo e na região, se tivesse desligado da banda de Pínzio. Tal não aconteceu. Bem pelo contrário. A banda constituiu sempre uma paixão para o Ti Abel. Ofereceu instrumentos, enviou cheques e convidava-a a vir com alguma frequência a Aldeia do Bispo.
Foi um homem generoso e amigo de todas as pessoas. Contava 94 anos quando no dia 15 faleceu no Lar da 3.ª Idade, em Aldeia do Bispo.
O funeral realizou-se no dia seguinte, sábado, dia 16 de Fevereiro de 2008. A banda de Pínzio esteve em peso no funeral. Foi uma cerimónia triste, tal como são todos os funerais, mas, ao mesmo tempo, considero que foram momentos bonitos e sentidos por todos os participantes, que foram muitos.
Que Deus o leve para o Céu porque praticou muitas e boas acções.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

jmncampos@gmail.com

Faleceu ontem à noite, quinta-feira, 17 de Janeiro, em Lisboa, o sabugalense João Leitão Batista, de 54 anos, após doença prolongada. (actualização).

João Leitão BatistaJoão Leitão nasceu em Águas Belas e era filho de Albino Batista (natural do Escabralhado) e de Florência Leitão Vasco (natural da Bismula), há muito radicados no Sabugal.
Professor do ensino secundário, estava colocado ultimamente na escola Rainha D. Amélia (ex-Ferreira Borges), em Lisboa.
Foi fundador da Casa do Concelho do Sabugal, e primeiro director do jornal «Sabugal». Era licenciado em Filosofia e deu aulas em diversas escolas secundárias do país, nomeadamente no Bombarral, Oeiras, Alenquer, Alcácer do Sal, Barreiro, Alverca (onde presidiu largos ano ao Conselho Directivo). Deixa uma obra pronta para publicação com o título «O Prazer do Passeio», que foi a sua tese de Mestrado na Universidade de Lisboa.
Estudioso de diferentes temáticas e especialista em línguas e literaturas clássicas, colaborou com algumas publicações periódicas e dedicou-se a traduções em grego, alemão e inglês. Dedicou-se ainda à elaboração de diversos manuais didácticos.
O corpo está em câmara ardente na Igreja de São Domingos de Benfica (Igreja das Furnas), em Lisboa, onde terá lugar uma cerimónia religiosa às 14.30 horas.
O cortejo fúnebre sairá pelas 15 horas em direcção ao Sabugal onde chegará ao final do dia. O funeral está marcado para as 14 horas de amanhã, sábado, da igreja para o cemitério do Sabugal.

Ao Paulo, meu amigo e companheiro de lides aqui no Capeia Arraiana, neste momento de grande dor pela morte do irmão João aqui lhe deixo toda a minha solidariedade e amizade. Coragem Paulo!
José Carlos Lages

Maria Lucinda Gouveia Pires, de 49 anos, antiga presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro e ex-vereadora da Câmara Municipal do Sabugal, faleceu na madrugada de quarta-feira, 17 de Outubro, na sequência de acidente vascular cerebral.

Maria Lucinda Gouveia PiresA ex-autarca, natural do Casteleiro, era professora na Escola do Teixoso, concelho da Covilhã, e estava a convalescer de uma intervenção cirúrgica a que havia sido recentemente submetida. Foi transportada de urgência para o Hospital da Guarda, onde infelizmente faleceu pouco tempo depois.
Durante anos foi presidente da Junta de Freguesia da sua terra natal, onde realizou obra notável, sendo também grande activista do associativismo local. Militante do Partido Socialista, estava agora afastada das lides políticas, após ter vivido a experiência de ser vereadora do Município do Sabugal. Nas últimas eleições autárquicas não aceitou candidatar-se a qualquer cargo, embora continuasse a ser militante activa no concelho.
O concelho do Sabugal ficou mais pobre com o falecimento da dinâmica professora Lucinda Pires.
O funeral realiza-se quinta-feira, dia 18 de Outubro, pelas 17 horas, no Casteleiro.
plb

No passado dia 22 de Setembro, faleceu o Padre Amadeu Augusto Leal, natural da Bismula, que estava internado no Lar de Idosos do Rochoso desde que deixara o sacerdócio activo.

Padre Amadeu faleceu no RochosoO Padre Amadeu Leal foi sepultado no cemitério de Pousade, freguesia onde foi pároco durante muitos anos. A cerimónia fúnebre foi presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, que concelebrou com D. António dos Santos e muitos outros sacerdotes da diocese, que se associaram à cerimónia.
Ao funeral compareceram centenas de pessoas, grande parte provenientes da sua terra natal de das várias paróquias que o sacerdote falecido teve a seu cargo.
O padre Amadeu Augusto Leal nasceu na Bismula, concelho do Sabugal, em 1 de Dezembro de 1918. Sendo filho de Manuel Leal Vaz e de Maria da Natividade Leal. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Setembro de 1941, na Guarda, pelo então bispo da diocese, D. José Alves Matoso.
Iniciou as funções de pároco na localidade de Torroselo, passando depois a Vila Cova à Coelheira e a Folhadosa, no concelho de Seia. Em 1946 ficou pároco da Castanheira e dos Gagos, no concelho da Guarda, passando em 1950 a pároco de Pousade e do Albardo, no mesmo concelho. Manteve-se 47 anos nestas paróquias, onde era muito respeitado pela população. Em 1997, devido à idade e a problemas de saúde, foi dispensado do sacerdócio activo, passando a residir no Lar do Rochoso, propriedade da Liga dos Servos de Jesus.
Desde há muito que a artéria principal de Pousade se chama Avenida Padre Amadeu Augusto Leal, o que prova o carinho que a população local tem pelo padre bismulense, que se dedicou com generosidade aquele povo durante os muitos anos em que ali pastoreou.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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