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A música de B.Riddim vai animar a noite da próxima sexta-feira, 4 de Fevereiro, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG).

B. Riddim é o nome artístico adoptado por Luis Sequeira, um jovem produtor/compositor e MC nascido na Guarda. A sua experiência passa já, além de Portugal, por países como Espanha, Canadá ou México.
De referir que algumas editoras estrangeiras, como Monkey Dub Records e Mambo Records, contam já com trabalhos seus e este ano serão lançadas novas produções, nomeadamente, um vinil intitulado de «6300 Bars», editado pela Third-Ear, de Londres; no Verão um EP em digital pela Monkey Dub, de Montreal (Canadá).
B. Riddim define o seu trabalho actual como «uma aproximação» ao que pretende ser o sem «futuro som. Situa-se, hoje, dentro das vertentes do Future Dub, Dubstep, Ambiente com fusão demasiadamente evidente do Reggae/Dub mais cru.»
Acrescenta que o «broken beat é claramente uma marca» porque «ainda me remeto muito ao hip-hop; por vezes a cadência é para rima…apesar de não chegarem a aparecer neste tipo de sonoridades… Aí introduziria o IDM! Algo mais recortado».
B. Riddim considera que não se movimenta apenas «num só estilo…movimento-me pelas minhas influências de sempre…onde me sinto mais livre para criar».
Referindo-se ao espectáculo da próxima sexta-feira, no Café Concerto do TMG, B. Riddim adianta que irá apresentar o seu último projecto – ainda não editado – que «inclui momentos de real prazer musical. É uma composição sequenciada e tocada no momento com o puro feeling de um Live Act.»
plb (com TMG)

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A aldeia histórica de Sortelha e a aldeia-museu da Quarta-feira «embelezaram» as dificuldades do percurso da 42.ª Caminhada. Reportagem com edição da jornalista Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

No dia 25 de Janeiro, o Comando Territorial da Guarda da GNR levou a efeito uma grande operação de fiscalização geral de trânsito, com particular incidência na condução sem habilitação legal e sobre o efeito do álcool, bem como na abordagem de suspeitos da prática de crimes, onde foram fiscalizados mais de 100 veículos.

Na operação foram submetidos a testes de detecção de álcool no sangue 54 condutores, tendo sido um deles sido por conduzir com uma taxa de álcool superior à legalmente permitida. Foram ainda elaborados sete autos de contra-ordenação por diversas infracções à legislação rodoviária.
Segundo o comunicado semanal da GNR, foram detidos 11 Indivíduos pelos seguintes motivos: sete por crime de condução sob o efeito do álcool, um por crime de condução sem habilitação legal, um por crime de ameaças à autoridade, dois por mandado judicial.
No que se refere a contra-ordenações, foram elaborados 282 autos pelas seguintes infracções: 262 à legislação rodoviária, 12 à legislação da natureza e ambiente, seis à legislação policial e dois à legislação fiscal e aduaneira.
Para além das ocorrências de natureza criminal que motivaram a detenção dos seus autores, acima referidas, registaram-se durante a semana transacta outras ocorrências, das quais se destacam 2º situações de furto, seis de danos, 3 de burlas, 3 de violência doméstica, duas de roubo, duas de emissão de cheques sem provisão, uma de ameaça, uma de injúrias e uma de falsificação.
Quanto à sinistralidade rodoviária registaram-se 28 acidentes, resultando 18 de colisão e 10 de despiste. Destes acidentes resultaram um ferido grave e oito feridos leves.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas cinco operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 172 veículos e elaborados cinco autos de contra-ordenação.
Entre os dias 24 e 27, as Secções de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Gouveia, Pinhel e Vilar Formoso, realizaram 19 acções de sensibilização subordinadas aos temas «Comunicar em Segurança – Internet Segura», «Violência na Escola» e «Prevenção Rodoviária», em escolas dos concelhos de Celorico da Beira, Sabugal, Seia, Mêda e Almeida. Nas acções estiveram presentes 339 alunos e 22 professores.
No dia 26, as Secções de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda e Gouveia, realizaram duas acções de sensibilização subordinadas ao tema «Apoio 65 – Idosos em Segurança» em freguesias dos concelhos da Guarda e Gouveia. Nas acções estiveram presentes 50 idosos.
plb

A Comissão de Inquérito da Crise Financeira (organismo criado pelo Governo dos Estados Unidos da América) divulgou um relatório, segundo uma notícia do jornal «Público», onde se refere que a crise que assolou os EUA e outros países, em 2008, era evitável. Segundo esse relatório os reguladores e a alta finança de Wall Street não fizeram o que deveriam ter feito.

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»Pois é… bem me parecia que não podia ter sido eu, e muitos outros como eu, a termos a culpa por aquilo que aconteceu. O que é certo é que uma série de comentadores encartados falaram (e continuam a falar) nas televisões tornando a culpa da tal «crise» a outros que não aos verdadeiros responsáveis. E, então, entram naquela conversa de que as pessoas que pediram empréstimos aos bancos é que tiveram a culpa da crise, que todos somos culpados, etc., etc.
Ainda segundo esse relatório uma das principais causadoras da crise foi a decisão do Governo norte-americano, liderado por Bush, ao tentar salvar o Banco Bear Stearns e deixar cair o Lehman Bank, o que precipitou toda a crise. E continua referindo que os grandes bancos agiram sem prudência, assumindo demasiado risco, com muito pouco capital. Claro, que esses nunca dão ponto sem nó e toca a assumir pouco capital.
Os reguladores deixaram fazer tudo na fé de que os mercados se auto-regulavam e resolveriam os problemas por si próprios. Já o Banco Goldman Sachs forneceu milhares de milhões de dólares a outros que concediam empréstimos imobiliários de alto risco e vendeu-os a investidores (será melhor dizer especuladores!!) de todo o mundo contando (e esta é a melhor) com o apoio de agências de «rating» que davam elevadas notas positivas aos produtos vendidos pelo Banco. Será possível que, a partir, deste relatório, mais alguém confie nessas tais agências de «rating». Querem melhor definição para capitalismo selvagem?
De qualquer maneira, nós os portugueses, estamos «safos» desse capitalismo selvagem e dessas especulações dos bancos, porque não houve segunda volta nas Presidenciais, como disse um dos candidatos (que até foi o vencedor). Como político que sou (e faço gala de o ser) cá ficarei à espera de ver se as agências de «rating» continuam ou não a mandar em Portugal. O resto deixo para os economistas neoliberais (e Portugal está cheio deles) que muito sabem, mas nada resolveram ou resolvem, preferido deixar os «mercados» actuarem, de mãos livres. E foi o que se viu e se vê…Claro que nessa notícia do jornal «Público», na sua página on-line, provocou alguns comentários, entre os quais me apraz destacar um de um «anónimo» (só podia ser anónimo) que referiu que esse relatório foi feito por comunistas/socialistas e que os bancos não tiveram culpa nenhuma do que se passou. Para este «anónimo» a culpa foi dos comunistas/socialistas e da sua mania de quererem controlar tudo, criando os reguladores, que nada regularam. Para este «anónimo» a culpa foi do Blair e do Clinton (a quem chama os socialistas da 5.ª via) que quiseram que os pobres tivessem direito a ter tudo, e com isso deram cabo da economia toda. Segundo ele os pobres têm direito a ter tudo, mas têm que ganhar esse direito. Ora toma que é democrático!!! Assim mesmo é que é, digo eu. Mais uma vez os menos privilegiados (digamos as classes média e média-baixa) é que tiveram a culpa de tudo. E viva o velho!!!
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

TIMOR LESTE – DILI –Na crónica desta semana aproveito para vos mostrar um dos muitos transportes públicos exixtentes em Díli. Por cá a receita de carne de porco à alentejana é diferente. É só matar o porco porque as ameijoas já ele comeu. (Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

Morreu hoje António Manuel Alexandre, de 63 anos, natural e residente no Sabugal, onde tinha empresas dedicadas a vários ramos de actividade. O funeral realiza-se na terça-feira, dia 1 de Fevereiro, pelas 11 horas, no Sabugal.

José Manuel Carvalho PereiraO empresário sabugalense faleceu no Hospital de Coimbra, para onde foi transportado de urgência devido ao agravamento súbito da doença prolongada de que padecia.
António Manuel Alexandre era filho do também empresário David Alexandre, já falecido. Herdou do pai os negócios, que soube administrar e expandir. A sua actividade comercial no Sabugal espalha-se por diversos ramos, desde a venda de electrodomésticos e de combustíveis, a hotelaria e a agricultura. Tem dois filhos.
Era um dos grandes homens de negócios do Sabugal e pessoa que gozava do afecto da população, pois a sua postura no quotidiano era a de um homem simples e humilde, que trabalhava para ganhar a vida. O Sabugal perde um homem bom, que nunca virou as costas à luta.
O Capeia Arraiana apresenta sentidos pêsames à família enlutada.
plb

Uma das mais belas praças do mundo é a Piazza della Signoria, em Florença. É um local mítico, que se visita como se fosse um templo, onde se respira a atmosfera do quattrocento renascentista, e onde estamos sempre à espera de nos cruzarmos com Lorenzo di Medici, Leonardo, ou até mesmo (porque não?) a própria Gioconda! No entanto, infelizmente, com quem tropeçamos a toda a hora é com miríades de apressados turistas do mundo inteiro, sobretudo sorridentes e enviesados japoneses que disparam canons e nikons por tudo e por nada.

Estátua de Eça de Queirós (cópia actual, de bronze)

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaUm dos motivos mais fotografados da Piazza é o famosíssimo David, de Miguel Ângelo, situado junto da entrada principal do Palazzo Vecchio. Poucas são as pessoas que não conhecem esta magnífica estátua, esculpida por Miguel Ângelo na juventude, a partir de um abandonado e informe bloco de mármore de Carrara com cerca de quatro metros de altura. Inspirado pelos ideais humanistas do classicismo greco-romano, segundo os quais o homem era a medida de todas as coisas, o genial escultor arrancou da pedra bruta a figura poderosa de um jovem herói, orgulhoso da sua beleza física e da proeza que acabara de realizar – a morte do temido gigante Golias com uma simples fisga. Quando olho para esta (ou para outras belíssimas esculturas), vem-me sempre à memória o conhecido texto «O estatuário», do Padre António Vieira, que quase todos nós, os que temos mais de 40, lemos pela primeira vez no livro «Leituras» da 4.ª classe, de que foram co-autores Cruz Filipe e Faria Artur, e ilustrador Eduardo Romero. Talvez valha a pena relembrar uma passagem desse extraordinário pedaço de prosa: «Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe, e depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão; e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda; ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afia-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos; aqui desprega, ali arruga, acolá recama; e fica um homem perfeito, e talvez um santo, que se pode pôr no altar.»
Vem tudo isto a propósito de Miguel Ângelo, ao qual se podem aplicar com propriedade estas admiráveis palavras de Vieira. O que boa parte dos turistas-fotógrafos não sabem é que a estátua que eles fotografam de todos os ângulos e depois, orgulhosamente, mostram em casa aos amigos, não é senão uma cópia. Exactamente, uma cópia. Embora durante centenas de anos o David tivesse estado exposto ao ar livre, na Piazza della Signoria, o original encontra-se hoje no Museu da Academia. Uma obra de arte desta qualidade não podia mais continuar ali, sujeita aos efeitos devastadores da poluição, das intempéries e, principalmente, da incúria humana e do vandalismo. Evidentemente é pena que tenha que ser assim. Afinal, estas obras foram pensadas e executadas para estarem ao ar livre, são arte pública. Mas nos séculos XV e XVI não havia escapes a lançar constantemente baforadas de dióxido de carbono que tudo enegrece e corrói; nem bandos de turistas com olhos na ponta dos dedos; nem vândalos armados de sprays, que detestavam escrever nos cadernos escolares mas que agora adoram escrever nas pedras, nas paredes e nas estátuas. Perante estes tempos que vivemos, perigosos e ameaçadores para a arte ao ar livre, as autoridades italianas responsáveis pela defesa do património cultural tinham que fazer alguma coisa.
Estátua original de Eça de Queirós, hoje no Museu da CidadeE nós, que fazemos? Durante muitos anos, nada. Em Lisboa, várias peças de arte espalhadas por praças e jardins vão estando à mercê de todos os vândalos e de outros bárbaros que as queiram conspurcar ou mutilar. É o que tem sucedido, entre outras esculturas, com o Marinheiro ao Leme, de Francisco Santos, no Largo do Cais do Sodré, ou com o Adamastor, de Júlio Vaz, no Alto de Santa Catarina. E foi o que sucedeu, vezes sem conta, com o belíssimo Monumento a Eça de Queirós, da autoria de Teixeira Lopes, situado no Largo do Barão de Quintela.
Falemos um pouco mais deste último conjunto escultórico, não só por se tratar de uma das mais admiráveis estátuas de Lisboa como também por ser a que mais atentados sofreu. Lavrada em 1903 (três anos apenas após a morte do genial escritor) esta peça inspira-se numa frase de Eça de Queirós, inscrita aliás na base do monumento, e que Teixeira Lopes foi buscar ao frontispício de «A Relíquia»: «Sobre a nudez forte da Verdade, o manto diáfano da Fantasia.» Se é certo que esta frase exprime sinteticamente o essencial do programa do realismo literário, Teixeira Lopes consegue também passá-la admiravelmente à pedra. A figura da Verdade, «nua e crua», é a de uma belíssima mulher de braços estendidos, o melhor nu de toda a estatuária lisboeta, no dizer de José Augusto-França. O escritor foi retratado com grande naturalismo, em atitude de quem olha, perscruta e interroga essa Verdade que ele sempre perseguiu incansavelmente. Conforme o próprio Eça escreveu noutro lugar, o realismo «…é a análise com vista à verdade absoluta; … é a anatomia do carácter; … é a crítica do homem; … é a arte que nos pinta aos nossos próprios olhos – para nos conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mau na nossa sociedade.»
O Monumento a Eça de Queirós, infelizmente, foi alvo de todo o tipo de inscrições alarves e de selváticas mutilações. Aquele esplendoroso corpo de mulher exercia uma «atracção fatal» sobre os inúmeros vândalos que desciam do Bairro Alto, a desoras, transbordando de cerveja, e que não conseguiam resistir aos seus instintivos e bárbaros impulsos. Aqui há uns anos, deceparam-lhe, rentes, as duas mãos. Durante largos meses, a Câmara Municipal de Lisboa manteve-a entaipada, em restauro. Felizmente, os gessos existiam e foi possível reconstituir o que faltava, com bastante rigor. Lembro-me de ter ido a correr, fotografá-la de todos os ângulos, quando, finalmente, foi desentaipada e brilhou de novo à admirável luz lisboeta. Apressei-me, antes que a sujassem ou mutilassem outra vez. O que não tardou muito. Alguns dos leitores devem lembrar-se: dedos partidos, graffiti indecorosos, abandono! Uma dor de alma!
Hoje, quando os leitores sobem a Rua do Alecrim, ao chegarem ao Largo do Barão de Quintela, terão a surpresa de aí encontrar, no lugar do original de pedra de lioz, uma cópia de bronze da Estátua de Eça de Queirós. Não é tão bela, mas é mais resistente. Quanto ao original, encontra-se nos jardins do Palácio Pimenta, ao Campo Grande – o Museu da Cidade de Lisboa.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Há poucos dias o Ramos, que vende peixe na praça do Sabugal, pediu-me para lhe preparar um encontro com o Florêncio Ramos, Vice-Alcalde de Navasfrias. O Florêncio é um empresário, em Navasfrias, a nível dos cogumelos e outros produtos silvestres.

Este amigo acedeu de imediato ao meu pedido e prontificou-se a receber o Ramos que se fazia acompanhar do amigo Casimiro e também por mim. Foi quarta-feira, dia 27.
O Florêncio recebeu-nos cordialmente, como sempre. Recebeu-nos no seu escritório e coube-me a mim fazer as apresentações.
Depois de algum diálogo, franco e aberto, o Florêncio fez o favor de nos mostrar as instalações e o Ramos disse-lhe que ele não pretendia instalar-se no ramo dos cogumelos mas sim âmbito da castanha.
O Ramos, com toda a sua simplicidade e arte, que o caracterizam, abriu o livro e disse ao Florêncio que já havia visitado algumas unidades no âmbito da transformação da castanha e disse-lhe que gostaria que o Florêncio o pudesse informar e ajudar na aquisição de alguma maquinaria.
Este empresário, de Navasfrias, homem conhecedor neste ramo, pegou no telemóvel e pôs-se, derrepentemente, em contacto com um empresário do ramo. Ficou combinado que poderiam encontrar-se numa data, a combinar, para poderem conversar sobre o assunto.
Tudo isto para dizer que fiquei altamente satisfeito com a vontade e o querer do Ramos. Um Senhor que procura preparar-se em terra antes de entrar na água. Sei que já visitou algumas unidades de transformação da castanha e sei que continua a preparar-se para vir a atingir os objectivos a que se propõe.
Confesso que fiquei muito feliz por ter acompanhado o Ramos nestas diligências e coloquei-me à sua inteira disposição para continuar a ajuda-lo dentro das minhas fracas e humildes possibilidades.
Eu já sou amigo do Ramos, desde há muito tempo, mas não lhe conhecia as verdadeiras facetas empresariais. Já confeccionou enchidos, negoceia no peixe e agora quer lançar-se em mais esta aventura.
Espero e desejo que o Ramos venha a obter os melhores resultados e que as veredas se lhe transformem em caminhos e estes em auto-estradas.
Faço votos para que apareçam muitos Ramos no nosso Concelho.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A caça foi sempre uma das actividades meio desportivas meio económicas do Casteleiro. Havia quem não perdesse um dia de caça, mesmo que nem provasse os coelhos ou as perdizes – ou porque não os caçava ou porque nem gostava do petisco.

O Clube de Caça e Pesca com apoios da Junta de Freguesia e outros não podia ter tido melhor ideia: uma Festa da Caça anual.
Em 2010 foi a primeira edição: em Maio.
Mas em Maio era cedo. Manifestamente cedo. Este ano, e bem, a organização resolveu atrasar o calendário: vai ser em Junho, nos dias 10, 11 e 12.
A Festa de 2010 foi um sucesso. O Povo veio todo à rua em ar de festa, o Casteleiro estava engalanado como sempre em dias assolenados («asselanados», como aqui se diz), as entidades locais e mesmo as regionais não faltaram, não faltaram os filhos tresmalhados da terra espalhados pelos cantos do país e até lá fora.
Houve mesmo quem se metesse num avião em Paris na sexta, desembarcasse em Lisboa para fazer os 300 km até aqui e, no domingo, «ala, que se faz tarde», outra vez para Paris…
Cães de caça e outros, treinados e a fazer habilidades, aves de rapina com demonstrações de voo controlado, cães puros da raça regional mais famosa no mundo, os Serra da Estrela, feira de artesanato… Ah! E sessões de tiro, claro.
Tudo num fim-de-semana. Valeu a pena? Valeu.
Os velhotes e os mais jovens que resistem e combatem a desertificação andavam encantados pelas ruas. O pessoal adora multidões, mesmo que à dimensão.
Foi assim a Festa da Caça, edição número 1.
Este ano, a Festa nº 2 é em Junho.
Marque já na sua agenda: é no segundo fim-de-semana.
Cá o esperamos.
Para lá da habitual animação de rua, uma banda que está aí na berra está já contratada: são os «Virgem Suta». Vão actuar no sábado, 11, às 22 horas.
Mas há mais.
Mantenha-se atento.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai reunir na cidade um conjunto de personalidades de prestígio originárias do distrito, tendo em vista a realização de uma reflexão acerca da situação em que se encontra a região e os caminhos que deve seguir na busca do progresso. O encontro realiza-se hoje e amanhã, dias 28 e 29 de Janeiro.

«Uma Guarda que dá a cara pelo Futuro», é o lema que presidiu a esta iniciativa de chamar à cidade mais alta alguns dos seus filhos ilustres. Santinho Pacheco, defende a ideia de que a Guarda e a Região precisam de todos os que queiram fazer algo em seu favor.
A iniciativa chama-se «Ai muito me tarda… (o que posso fazer pela Guarda?)». Da reunião de personalidades do distrito sairão reflexões e opiniões, que poderão indicar alguns das acções a implementar no distrito.
Dentre as figuras de prestígio originárias do distrito que se vão reunir estarão o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, o professor universitário Gomes Canotilho, o juiz desembargador Gabriel Catarino, o reitor na Universidade da Beira Interior, João Queiroz.
No primeiro dia, 28 de Janeiro, as personalidades do distrito reúnem no Hotel Lusitânia Parque, onde decorrerão os trabalhos. No dia seguinte, sábado, de manhã, está prevista uma visita ao Museu do Côa, seguindo-se a sessão de encerramento com a leitura das conclusões. Durante a tarde haverá uma acção de plantação de árvores, promovida pela escola do primeiro ciclo de Vila Nova de Foz Côa.
plb

Viagem no tempo pelas épocas da História no Museu do Sabugal. Património bem preservado e bem apresentado que surpreende os sentidos dos visitantes. Reportagem com edição da jornalista Andreia Marques com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Já me tinham alertado para a dureza deste filme, mas quem tem visto alguns filmes do cinema russo recente não ficará surpreendido. A verdade é que algumas obras desta cinematografia são duras de engolir.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaE «A Minha Alegria», apesar do título, não é excepção. Algo que é expresso logo a abrir, numa sequência aparentemente sem ligação ao resto do filme, em que alguém é enterrado em cimento.
A estreia na ficção de Sergei Loznitsa, realizador com obra feita na área do documentário, mostra o percurso de Georgy, um camionista que transporta uma mercadoria e por um acaso do destino (fica preso numa enorme fila de trânsito e lembra-se de dar boleia a uma prostituta menor) acaba por tomar um atalho por uma estrada secundária. Mal sabia que iria para uma viagem sem retorno.
A Minha AlegriaSe a princípio parece que estamos numa viagem apenas estranha, com tons surreais como a cena da bomba de gasolina em que respondem ao camionista por cartazes, quando Georgy chega à vila onde vive a rapariga as coisas mudam. A jovem não aceita a ajuda e o camionista começa a ser olhado de lado. Depois de abandonar esta localidade, Georgy acaba por se perder e um novo encontro, desta vez com um bando de ladrões, acaba por ser determinante para o resto do filme. O mal que é feito à personagem, que às tantas é aconselhada a não interferir (conselho que vem tarde, pois nessa altura já nada podia fazer), leva-a a um final brutalíssimo que nos deixa sem pinga de sangue.
Apesar de ser um filme de ficção, nota-se que Sergei Loznitsa levou alguma da sua experiência de documentarista para «A Minha Alegria». Nota-se muito na tal cena da vila, na forma como são filmados os figurantes e nota-se na forma como são contados alguns dos episódios secundários, sobretudo o primeiro, que se dá quando um estranho homem aparece no camião de Georgy. Mesmo assim não deixa de ser para já um dos melhores filmes estreados este ano.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Na entrada para a segunda metade do Campeonato Distrital de Futsal, a equipa da Rapoula do Côa, deslocou-se até Celorico da Beira para defrontar a equipa de Aldeia Viçosa. Depois do ter perdido em casa na primeira volta, esperava-se uma partida complicada. O empate foi desfeito já perto do final do jogo pela equipa da casa que venceu por três bolas a duas.

Futsal - Rapoula do Côa

Contudo, o inicio da partida, mostrou um jogo equilibrado entre as duas formações, com algumas situações de golo para ambas.
Adiantou-se a equipa da casa no marcador (1-0), mas reagiu, muito bem, ao golo sofrido a equipa da Rapoula do Côa, que minutos mais tarde, Sérgio Pinto iguala a partida através de um livre directo.
O resultado manteve-se inalterável até ao intervalo, fruto da inspiração dos guarda-redes que iam adiando os golos.
Para a segunda parte, a equipa da casa, entrou mais ofensiva, obrigando a equipa da Rapoula do Côa a cometer alguns erros defensivos. Nesse mesmo período, a equipa da Aldeia Viçosa adianta-se de novo no marcador!
Reage, de forma tímida, a equipa da Rapoula do Côa, à desvantagem, no entanto consegue equilibrar e igual a partida, com um golo de Hugo Fernandes!
Quando se esperava que o empate seria o resultado final, a equipa da casa marca novamente e fixa o resultado final em 3-2. Com este resultado a equipa da Rapoula do Côa volta a perder pela margem mínima!

Próxima jornada (sábado, 29 de Janeiro): Rapoula do Côa-Valhelhas.
Marco Capela

O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, reúne no dia 1 de Fevereiro com as 23 corporações de bombeiros do distrito da Guarda para preparar os fogos florestais. Reportagem com edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Loison foi um general e conde do Império Francês, que participou nas três invasões de Portugal. Ficou muito popular pelas piores razões, pois o povo, que o imortalizou como «Maneta», sofreu na pele os horrores do seu comportamento criminoso. Esteve acampado na Ruvina, no final da terceira Invasão.

Henri-Louis Loison nasceu a 13 de Maio de 1771, em Damvillers, filho de um deputado da Assembleia Constituinte. Alistou-se no exército aos 20 anos e passado um ano era tenente. Já capitão de hussardos, serviu na actual Bélgica, onde liderou o saque à célebre e riquíssima abadia de Orval, seu primeiro acto de grande atrocidade.
Promovido a general de brigada, participou na repressão da insurreição monárquica de 1795, sendo depois nomeado presidente do tribunal que condenou os cabecilhas da revolta.
Em 1799 serviu na Suiça, sob as ordens de Massena, que o promoveu a general de divisão. No ano seguinte participou na Campanha de Itália onde se bateu em batalha sob as ordens do marechal Ney.
Em 1806 perdeu o braço esquerdo num acidente de caça, o que o colocou fora do comando das tropas durante largos meses. Recuperado, participou no cerco de Colberg, na Alemanha, e foi nomeado governador de uma região do novo Reino da Vestefália.
Em finais de 1807, foi nomeado comandante da 2.ª divisão do Corpo de Observação da Gironda, que, sob o comando de Junot, invadiu Portugal. Foi o homem de mão de Junot para punir os actos de rebeldia dos portugueses. Isso é especialmente notório a partir de Maio de 1808, perante sinais de uma insurreição geral, o que levou Junot a encarregar Loison de expedições punitivas exemplares. Ocupou então diversas povoações portuguesas, de norte a sul, praticando todo o género de crueldades contra as populações, ferindo, açoitando e matando quem lhe surgisse pela frente. O povo chamava-o «Luisão» e «Maneta», ficando então a usar-se na linguagem popular o lugar comum «ir para o maneta», em analogia com o destino fatal de todos aqueles que o Maneta apanhava.
Finda a primeira invasão, Loison foi, em 1808, enviado para o corpo do marechal Soult, a quem Napoleão encarregou de uma segunda invasão, entrando pelo Norte. Bom conhecedor do País, Soult enviou-o por diversas vezes em campanha, a fim de pacificar zonas revoltosas ou para cobrir os movimentos do exército francês, continuando a praticar as suas malfeitorias sobre o povo.
Fracassada a segunda invasão, regressou a Espanha e, em 1810, esteve de novo ao comando de uma divisão, integrado agora no corpo de Ney, com o objectivo de entrar em Portugal, no exército de Massena. Loison combateu na batalha do Buçaco, ocupou diversas posições defronte das Linhas de Torres e evoluiu às ordens no movimento retrógrado. Massena vivia em conflito permanente com o fogoso Ney, que por sua vez detestava Loison. A rivalidade entre os marechais culminou na decisão de Massena destituir Ney do comando do 6º Corpo, em plena retirada, quando as tropas se encontravam em Celorico da Beira, tentando suster o avanço aliado.
Loison foi então escolhido para comandar o 6º Corpo, mas as tropas, que sempre tiveram Ney como herói, não se adaptaram ao novo comandante. Loison não tinha o carisma e a capacidade de comando do seu predecessor. O 6º Corpo, era a elite do exército invasor, que havia coberto toda a retirada desde Santarém, mas com Loison passou a ser uma estrutura pesada e difícil de movimentar.
Massena ordenou a Loison que ocupasse o vale do Côa, e a Junot e Reynier, os outros dois comandantes de corpo, que avançassem pelo Sabugal para sul, pretendendo relançar a invasão. Porém o atrito com Ney e a consequente demora na manobra do 6º Corpo fizeram fracassar este plano. Loison ocupa a margem direita do rio Côa, instalando-se na Ruvina, a partir de onde comandou os seus homens, com vista a garantir que as forças anglo-portuguesas não passassem o rio.
Entretanto Junot deixou Belmonte e Sortelha e recuou para Alfaiates, onde Massena estava instalado, e Reynier acampou no Sabugal, começando-se a desenhar um definitivo retrocesso dos franceses para Espanha. Wellington, à frente do exército anglo-luso, atacou Reynier no Sabugal, o qual esperou pelo socorro de Loison, que porém não foi capaz de lho prestar. Optou antes por levantar o acampamento e partir da Ruvina para Alfaiates, onde se juntou a Massena, daí recuando para Espanha.
A curta passagem de Loison pelo concelho do Sabuhgal, não deu azo a mais que os normais e puros actos de guerra, dentre os quais as acções de saque às populações a fim de garantir a subsistência do exército. Loison era um homem cansado da guerra, que transportava a fama terrível de general sanguinário e cruel. Porém não passava, nesse momento de uma sombra de si próprio.
Já acantonado em Espanha, pediu insistentemente uma licença, que acabou por lhe ser concedida, e abandonou o comando do corpo, regressando a França.
Em Maio de 1812 foi enviado por Napoleão para a campanha da Rússia, onde combateu abnegadamente.
Regressado a França em 1814, passou a comandante de uma região militar e, no ano seguinte, passou à disponibilidade. A queda de Napoleão fê-lo passar em definitivo à posição de reformado, indo viver em Liége, no recém-criado Reino dos Países Baixos, onde morreu em 30 de Dezembro de 1816, com apenas 45 anos.
Paulo Leitão Batista

As corporações de bombeiros do distrito da Guarda vão receber viaturas novas durante o ano de 2011. Reportagem com edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Ainda valerá a pena falar de Distrito da Guarda?

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Uma leitura rápida da Constituição da República Portuguesa permite de imediato perceber que a existência do Distrito só se mantém porque, até ao momento, não houve condições para se concretizar o conteúdo do nº 1 do Artº 236º «1. No continente as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas.»
Após a aprovação e criação da região administrativa, os seus órgãos representativos serão a Assembleia Regional e a Junta regional.
Nessa altura desaparecerá o que hoje conhecemos como Distrito e, nomeadamente no que diz respeito ao Governo Civil, o Artº 262º da Constituição diz apenas que «Junto de cada região pode haver um representante do Governo, nomeado em Conselho de Ministros, cuja competência se exerce igualmente junto das autarquias existentes na área respetiva.»
Voltando ao atual Distrito da Guarda, o mesmo integra, como todos sabemos, os Municípios de: Aguiar da Beira, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda. Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal, Seia, Trancoso e Vila Nova de Foz Coa.
Mas outras realidades hoje se impõem.
Em primeiro lugar a questão das Unidades Territoriais Estatísticas (NUTs).
No que diz respeito ás NUTs II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve) se alguém pensava que todos os Municípios do Distrito pertenciam à região Centro, enganou-se, pois Vila Nova de Foz Coa pertence à região Norte!
E se descermos até às NUTS III, aí então, a divisão é ainda maior.
– Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal e Trancoso constituem a Beira Interior Norte;
– Fornos de Algodres, Gouveia e Seia constituem a Serra da Estrela;
– Aguiar da Beira pertence a NUT III Dão-Lafões, sendo os restantes Municípios do Distrito de Viseu; e
– Vila Nova de Foz Coa pertence à NUT III do Douro com Municípios de Bragança, Vila Real e Viseu!
Mas se abandonarmos esta classificação, vejamos o que se passa a nível de Comunidades Intermunicipais e Associações Municípios.
Ressalta desde logo a COMURBEIRAS, a que pertencem os Municípios da Beira Interior Norte, mas também Belmonte, Covilhã e Fundão da Cova da Beira e do Distrito de Castelo Branco.
Curiosamente, e em 2007, a CCDR Centro ainda incluía Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia e Seia na Grande Área Metropolitana de Viseu!
A nível de Turismo foram criadas cinco áreas regionais – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e os pólos de desenvolvimento turístico do Douro, a que pertence Vila Nova de Foz Coa, mais uma vez em conjunto com Municípios de Bragança, Vila real e Viseu e o pólo de desenvolvimento turístico da Serra da Estrela, com Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso, Municípios da Guarda e de Castelo Branco.
A nível de águas, tem-se as Águas do Zêzere e Coa, abrangendo os Municípios de Aguiar da Beira, Almeida, Belmonte, Figueira Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Meda, Oliveira do Hospital, Penamacor, Pinhel e Sabugal, Municípios de Castelo Branco, Guarda e Viseu.
A RESIESTRELA, nos resíduos, abrange, por sua vez, os Municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Meda, Penamacor, Pinhel, Sabugal Trancoso e Covilhã, mais uma vez dos distritos da Guarda e de Castelo Branco.
Mas a nível de Associações de Municípios a situação é ainda mais confusa, com os Municípios do Distrito da Guarda a associarem-se a Municípios dos distritos de Bragança, Castelo Branco e Viseu, existindo, pelo menos a Associação de Municípios da Cova da Beira, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, a Associação de Municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Associação de Municípios do Douro Superior, a Associação de Municípios do Vale do Coa, a Associação de Municípios dos Castelos da Raia, a Associação de Municípios da Beira Serra Raiana, e a Associação de Municípios da Região Dão Lafões
Face a isto tudo, penso que faz sentido hoje questionar se ainda valerá a pena falar em Distrito da Guarda?
E se vale, para quê?

Ps. Para os que consideraram as eleições presidenciais como a primeira volta de eleições legislativas antecipadas com a derrota anunciada do Partido Socialista, lembro que há 5 anos, o candidato do PS chamava-se Mário Soares…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A «Commune» de São Gil, em Bruxelas, organiza, nesta sexta-feira, dia 28 de Janeiro, um Percurso de Poesia à volta da praça mais central, aquela onde está o belíssimo edifício da Câmara. A poesia portuguesa também marcará presença.

Será um non-stop de acontecimentos poéticos, saltitando entre instituições, edifícios públicos e estabelecimentos comerciais, em que se farão leituras e cantos de poemas do mundo.
A Orfeu, livraria portuguesa e galega, há 25 anos em Bruxelas, foi convidada para se ocupar da poesia portuguesa. Tratamos de seleccionar textos de poetas que passaram, que foram lidos ou que foram editados ou vão ser por nós (por vezes em 3 línguas: além da nossa o neerlandês e o francês) e estamos na finalização concreta do que se vai ler e cantar (sim, porque vamos ter dois guitarristas/cantores) e a respectiva «dramatização».
Como o trabalho de selecção foi largo, resolvemos acompanhar esta sessão de uma edição em livro de essa larga escolha. Nela figura, João Valente Martins, homem do Sabugal e das terras do Côa, com dois poemas (como todos os outros), retirados do livro Raiz, a ser editado por nós também e a ser apresentado no Sabugal, em Agosto deste ano.
Podem ver, sobre o Percurso de Poesia: aqui. Sobre a Orfeu: aqui.
Joaquim Pinto da Silva

Capeia Arraiana saúda o seu colaborador João Valente pela sua inclusão, enquanto poeta, na colectânea que vai ser editada em Bruxelas.
plb

Concluídas as eleições presidenciais, que ditaram a reeleição de Cavaco Silva, podemos traçar algumas considerações, olhando para os resultados eleitorais do concelho do Sabugal, onde há uma freguesia que luta abnegadamente contra a maré.

Nas terras raianas ganhou Cavaco Silva, com uma votação superior a 63 por cento. Outra coisa não era de esperar, tendo em conta o voto tradicional dos eleitores do concelho do Sabugal.
Contudo houve uma terra que contrariou claramente esse sentido de voto, o que também não surpreendeu, atendendo à forma como sempre vota em eleições de carácter nacional. Falamos da freguesia dos Fóios. Aqui Cavaco não atingiu os 42 por cento e Manuel Alegre andou perto dos 37 pontos percentuais, com Fernando Nobre perto dos 12. Significa isto que, se fossem os fojeiros a decidir, o algarvio teria de disputar uma segunda volta, onde seria inapelavelmente batido.
Na Moita o candidato da direita também não obteve a maioria, mas a expressão dessa realidade tem menos impacto. Já na Bismula e em Águas Belas o presidente reeleito obteve metade dos votos mais um, o que significaria uma reeleição garantida, ainda que por curta margem. No mais das freguesias Cavaco foi vencedor absoluto.
A conclusão é que Fóios é a terra de esquerda do concelho do Sabugal, ainda que incrustada entre freguesias conservadoras, onde o Partido Socialista e os demais partidos da esquerda não conseguem colher bons frutos eleitorais.
Os Fóios têm porém uma particularidade: em eleições autárquicas voltam as costas ao PS e votam nos candidatos do PSD, contribuindo decididamente para a sua vitória. Dirão que, ao invés, outras terras que votam PSD em eleições nacionais, expressam-se massivamente pelo PS em eleições autárquicas. Isso é verdade e uma coisa pode bem compensar a outra, porém, quem tem tirado vantagem dessas discrepâncias é o PSD, que há 13 longos anos gere o Município.
Os responsáveis concelhios do PS devem analisar estes resultados e em particular a forma de votar dos fojeiros e tirar ilações ao que verdadeiramente dá motivos para que a terra mais socialista do concelho do Sabugal volte as costas ao PS nas eleições locais.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A Rede das Judiarias de Portugal vai ser constituída em Fevereiro, ficando sediada em Belmonte, noticiou a agência Lusa, que falou comJorge Patrão, presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela.

Bairro Judaico em BelmonteA rede vai juntar os centros históricos de vários municípios numa associação sem fins lucrativos para defender o património judaico urbanístico e arquitectónico, disse aquele responsável, um dos dinamizadores da iniciativa.
Pretende-se ainda definir programas culturais e turísticos com base na herança judaica.
Os membros fundadores já confirmados serão as entidades regionais de Turismo da Serra da Estrela, Douro, Oeste, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, os municípios de Belmonte, Guarda, Trancoso, Lamego, Penamacor, Freixo de Espada-à-Cinta e Castelo de Vide e a comunidade judaica de Belmonte.
«Outras entidades estão a ultimar os respectivos processos» para aderirem à nova estrutura, adiantou Jorge Patrão à Lusa.
A rede terá sede em Belmonte, onde reside uma das mais antigas comunidades judaicas do mundo, que sobreviveu à inquisição.
O presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela considerou que a rede será uma ferramenta útil para «muitos centros históricos que estão desmazelados e precisam de recuperação».
A requalificação será conseguida «através de programas específicos da União Europeia: uma candidatura com uma temática, como o judaísmo, tem mais força do que recuperar só por recuperar», destacou.
Por outro lado, «a rede permitirá ter uma nova aposta no sector turístico, tal como na Serra da Estrela o judaísmo tem representado um crescimento do número de turistas complementar ao mercado da neve», assinalou Jorge Patrão.
No entanto, o envolvimento de operadores turísticos será remetido para mais tarde.
Para já, os membros fundadores da rede ultimam os estatutos e preparam-se para a escritura pública a ter lugar em data a definir no mês de Fevereiro.
«Penso que vamos conseguir ter uma associação sólida, à semelhança da que já existe em Espanha», disse Jorge Patrão.
Amândio Melo, presidente da Câmara de Belmonte, manifestou-se satisfeito com a ideia, alertando, no entanto, que «não pode ser um simples movimento associativo. É necessário que os associados tenham uma tradição judaica para que a rede seja genuína».
plb (com Lusa)

O trilho (ou trilha) era uma alfaia agrícola usada para debulhar o trigo, puxada por animais, composta por um estrado de madeira que tinha incrustados pedaços de pedras e ferros cortantes.

Puxado sobre o trigo espalhado na eira, sempre com um homem em cima, os pedaços de pedras e as lâminas desgranavam o cereal e cortavam a palha. Era um sistema alternativo ao do uso do mangual, cujo uso se reservava para a malha do centeio.

Nas terras sabugalenses o centeio era a principal produção cerealífera e o mais usual eram as malhas com o mangual, em que vários homens se colocam em duas alas, malhando o cereal espalhado na eira. Porém em algumas terras raianas, como em Aldeia da Ponte, onde o trigo tinha condições propícias de cultivo, o trilho era comummente utilizado.
José Prata, no seu livro «Marcos do Passado – Aldeia da Ponte – Terra do Riba Côa», descreve a trilha como engenho de madeira em forma de estrado com a parte da frente ligeiramente encurvada para cima, cuja superfície inferior era cravejada com pequenas pedras e sílex de arestas cortantes, e por duas lâminas metálicas serrilhadas, fixas ao longo das juntas das tábuas.
A trilha era atrelada à junta de vacas para a debulha do trigo, colocando-se sobre ela uma criança que se encarregava de dirigir as vacas em círculos sucessivos sobre o trigo espalhado na eira. Para além desta tarefa, o garoto tinha ainda outra missão singular, que era a de, munido com um recipiente, apanhar as eventuais fezes dos animais, para que não conspurcassem o cereal.
A espiga do trigo era desgranada e a palha triturada pelas vezes sucessivas que o engenho lhe passava por cima. Depois era tempo de joeirar o trigo. Os restos triturados eram lançados ao ar e o vento encarregava-se de separar o trigo do joio, assim se arranjando o cereal para o fabrico do pão.
Paulo Leitão Batista

O leitor(a) poderá dizer que esta defesa que eu faço da Democracia não passa de retórica barata para Capeia Arraiana ler. Mas não é assim, pelo que leio, pelo que vejo, pelo que silenciam os meios de comunicação social e, pela percepção diária que tenho da comunidade em que estou inserido, existe vontade por parte de uma «elite», de desvirtuar, ou mesmo acabar com a Democracia. Aliás, os momentos históricos de crises económicas agudas são propícios a isso.

António EmidioO que quer a oligarquia financeira? Mexer nas leis laborais e adaptá-las aos seus interesses, já conseguiram, eliminar impostos a que estão sujeitas as suas fortunas, já quase conseguiram, privatizar serviços públicos para se apoderar deles, vai conseguindo, reformar o sistema de pensões aumentando a idade de reforma para quando o sistema de pensões for privatizado, enviar os cidadãos do trabalho para a tumba, sem eles terem de pagar pensão alguma, o que será só lucro, já conseguiram.
A frase que melhor ilustra tudo é esta : «os políticos devem assumir e acatar as ordens dos mercados», frase dita por um político neoliberal, com ligações à banca privada.
Para que serve o nosso voto e o nosso Parlamento? Ambos são reféns dos especuladores, isto é uma demonstração da desvirtuação da Democracia. Mas o golpe final começou a ser-lhe preparado por um grupo de oligarcas que numa reunião num país da “União Europeia” sugeriu o seguinte: modificação do sistema de partidos, ou seja, substituí-lo por uma maior presença da sociedade civil a nível político, essa sociedade civil irá garantir a estabilidade, por cima dos ciclos políticos e mandatos governamentais. Querem com isso que não haja crises políticas, o pensamento e a ideologia serão únicos, nada poderá interromper o avanço económico e, muito menos o confronto de ideias, próprio de uma verdadeira Democracia. Daqui à ditadura vai um passo. A isso chamam o bem colectivo, mas que conceito fazem do bem colectivo? São os seus interesses privados, as suas fabulosas fortunas, às quais deve estar submetida a estratégia político/económica do Estado. Para eles é necessário um novo conceito de cidadania, esse novo conceito terá como finalidade aceitar as reformas que irão submeter os governos democráticos aos seus interesses privados. Significa isto que os partidos políticos e ideologias terão um papel secundário na Democracia, o papel principal tê-lo-á uma certa cidadania manipulada pelo poder mediático.
Que cidadão querem? Não o clássico cidadão político, de pensamento democrático, cidadão de direitos, mas sim um «cidadão moderno», consumidor, eleitor de quatro em quatro anos, não critico e, produtor de riqueza. Uma máquina que produza e não pense. Não mais o cidadão com direitos políticos, sindicais e, outros. A Democracia como a concebemos presentemente terá de desaparecer, segundo a oligarquia, para dar lugar à democracia empresarial, ou seja, banqueiros e grandes empresários irão executar as políticas públicas, será a privatização da Democracia. Vamos dar já um exemplo? É ou não verdade que o direito a informar está transformado num privilégio empresarial, mais do que no legítimo direito do cidadão a ser informado?
Nunca esqueça este pormenor querido leitor(a), todo o sistema que só fala em concorrência, rentabilidade, expansão, mercados e nível tecnológico, esquecendo-se do homem, da ética, da moral e da justiça social, está a cavar a sua própria sepultura. É o que está a acontecer presentemente nesta «União Europeia» (derivado da Globalização Neoliberal).
Um dos desafios deste princípio de século é conseguir o equilíbrio adequado da iniciativa privada e do interesse público, da liberdade e da igualdade. A perca deste equilíbrio irá originar o desaparecimento da Democracia.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O concelho do Sabugal esteve incluído na realização de uma operação de combate à criminalidade, realizada pelo comando da Guarda da GNR, com incidência na fiscalização a estabelecimentos de diversão nocturna, onde foram detidos indivíduos que exerciam ilegalmente a profissão de seguranças. Em Seia e em Manteigas a GNR deteve caçadores furtivos.

gnrEm 22 de Janeiro, o Comando Territorial levou a efeito uma operação de prevenção da criminalidade, realizada nos concelhos de Sabugal, Seia, Celorico da Beira, e Trancoso, onde foram inspeccionados oito bares e controladas 31 pessoas. Foram efectuadas três detenções pelo exercício ilegal da função de segurança privada e uma outra por autorizar o exercício dessa função de segurança. Foram ainda notificadas para comparecerem no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, três cidadãs brasileiras que se encontravam em situação ilegal no território nacional.
Segundo a nota semanal da GNR, no dia 18 de Janeiro, foi detido, em flagrante delito, um indivíduo de 48 anos de idade, residente no Sabugueiro, concelho de Seia, empregado na restauração, por crime de caça ilegal. O indivíduo encontrava-se a transportar um javali que tinha abatido, sendo-lhe apreendida a arma de caça, cinco laços em cabo de aço e a viatura que utilizava. Presente ao Tribunal Judicial de Seia ficou a aguardar a leitura da sentença.
No dia 20 de Janeiro, foi também detido em flagrante um indivíduo, reformado, de 64 anos de idade, residente na Guarda, por andar a caçar em local não autorizado através de meios não permitidos. O detido caçava aos tordos numa zona de caça para a qual não estava autorizado, utilizando como método um chamariz que lhe foi apreendido, bem como a arma de caça e 28 cartuchos. Presente ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira foi-lhe aplicada a multa de 270 euros e a sanção acessória de inibição de caçar (cassação da carta de caçador).
Durante a semana passada a GNR efectuou ainda quatro detenções por condução sob o efeito do álcool e duas por condução sem habilitação legal.
Para além das ocorrências de natureza criminal que motivaram a detenção dos seus autores, registaram-se outras ocorrências criminais, de que se destacam 23 furtos, oito casos de ofensas à integridade física, seis actos de dano, cinco situações de injúrias, duas de ameaça, duas de violência doméstica, uma de burla e uma de falsificação.
Registaram-se 25 acidentes de viação, sendo 17 em resultado de colisão, seis por despiste e dois por atropelamento. Destes acidentes resultaram sete feridos leves.
Entre os dias 18 e 21 de Janeiro, realizaram-se 23 acções de sensibilização subordinadas aos temas «Comunicar em Segurança – Internet Segura» e «Violência na Escola», em estabelecimentos de ensino dos concelhos de Celorico da Beira, Sabugal, Seia, Pinhel, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo, em cujas acções estiveram presentes 416 alunos e 31 professores.
plb

No domingo, dia 30 de Janeiro, às 15 horas, realiza-se uma sessão de esclarecimento no Auditório Municipal do Sabugal acerca do chamado Projecto das Cabras – Self-Prevention.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaTendo plena consciência de que tem havido muitas pessoas a procurar esclarecimentos acerca do projecto que prevê a introdução de cento e cinquenta mil cabras no território do AECT – Duero/Douro, a técnica do AECT, Beatriz Sousa, pensou levar a efeito uma sessão de esclarecimento sobre este tema.
O José Luis Pascual, Director do AECT, acompanhado de alguns técnicos, vai pois fazer a apresentação do projecto e responder a todas as questões que lhe vierem a ser colocadas.
Este projecto, de introdução de 150 mil cabras no território do AECT tem entusiasmado muitas pessoas, mas também muito se tem especulado sobre o mesmo.
Visto os técnicos já terem começado a trabalhar no concelho do Sabugal é de todo conveniente ir à reunião, do próximo domingo para, na altura de podermos decidir, o façamos de forma segura e devidamente esclarecidos.
Para mais esclarecimentos vá ao google e digite «AECT – Duero-Douro».
Não falte e convide hipotéticos interessados.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Esta fotografia foi tirada pelo, já falecido, fotógrafo Viriato Louro, no dia 2 de Dezembro de 1978, no Cinema D. Dinis, no Sabugal. Viriato Louro era, digamos assim, o fotógrafo «oficial» de todos os Bailes de Finalistas que se realizavam no Sabugal ou na Guarda. Tinha estabelecimentos de fotografia na Guarda e no Sabugal (a Foto Império). Nesse dia era o Baile de Finalistas do Colégio do Sabugal e eu era finalista.

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»O retratado é o meu irmão, Luís Carlos Duarte, que foi jogador do Sporting do Sabugal durante muitos anos. Posteriormente, foi treinador do Jarmelo, Desportiva do Soito e Sporting do Sabugal.
Nesse dia o meu irmão foi jogar, integrado no Sporting do Sabugal, a Pinhel, num jogo a contar para o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.
Os adeptos do Pinhel, porque estavam descontentes com o resultado ou com a arbitragem, queriam vingar-se nos jogadores do Sabugal.
O meu irmão foi prevenido para Pinhel. Entrou no campo do adversário vestido com um fato de treino e, como já estava preparado para ir para o Baile de Finalistas sem passar pelo Soito (onde residia), levou a roupa de «sair à noite» para Pinhel. Certo é que, no final do encontro, conseguiu sair completamente ileso do campo do Pinhel, já que ninguém o reconheceu e não foi incomodado por nenhum adepto do clube adversário.
A fotografia foi tirada logo no início do Baile de Finalistas, «abrilhantado» pelo grupo de Rock, muito famoso na época, a nível nacional, chamado Hosanna (visível no lado direito a coluna de som pintada com a letra H, de Hosanna, e ainda o projector de «slides» que provocava efeitos no palco onde actuavam).
Para além do meu irmão, reconhecem-se, do lado direito, mais dois soitenses: o Jé Leal e o Paulo Roque.
Punks - Clique na imagem para ampliarA indumentária que o Duarte usou era típica da atitude «punk» que andava muito em voga na época. Acrescente-se que essa atitude cresceu com o concerto dos Faíscas, considerada a primeira banda «punk» portuguesa, no mesmo local, em Maio de 1978 e que deu muito brado.
Como se pode ver há uma gravatinha muito fininha e pequenina, numa camisa sem colarinho. Imagem de marca dos «punks» era os óculos escuros (neste caso só com uma lente). Para rematar tudo há o chapéu de explorador africano, feito de cortiça e forrado a pano, que a minha tia Luísa lhe tinha oferecido. Tinha sido do seu marido (o ti João Loto) que esteve em Angola durante uns anos.
Há, ainda, o casaco e as calças largas, outra imagem icónica dos “punks” dos anos 70, que usavam roupa usada, comprada em lojas especializadas.
Na lapela do casaco, do lado esquerdo, há uma mancha que era de «patchouli», o perfume mais ligado à malta do Rock. Esse perfume deixava um odor intenso, mesmo só com uma gotinha. A mancha que se vê na fotografia exalava tal intensidade que, passados vários meses, ainda não tinha desaparecido do casaco o cheiro intenso a «patchouli».
Resta acrescentar que o chapéu de explorador africano fez um sucesso tal que me lembro bem de muitos dos presentes no Baile de Finalistas o quererem colocar na cabeça, de tal maneira que, quando aquilo terminou, estava todo estragado.
«Good Old Times!!!»
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Nas eleições 2011 para a Presidência da República, o candidato vencedor Aníbal Cavaco Silva alcançou 42.762 votos (59,98 por cento) no distrito da Guarda e 3.622 votos (63,01 por cento) nas 40 freguesias do concelho do Sabugal.

(Clique nas imagens para ampliar)

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl

Cavaco Silva qualificou hoje de «grande vitória» a sua reeleição como Presidente da República e dedicou-a aos jovens, «futuro da nossa pátria», a quem prometeu tudo fazer para que «reencontrem motivos para acreditar em Portugal».

No seu discurso de vitória, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Aníbal Cavaco Silva deixou um agradecimento especial à sua mulher, Maria, agradeceu a todos os que fizeram parte da sua estrutura de campanha e também aos partidos que apoiaram a sua recandidatura.
«Três partidos apoiaram a minha candidatura: o PSD, o CDS-PP e o MEP, no pressuposto de que era uma candidatura pessoal e suprapartidária. Agradeço aos seus dirigentes e militantes o apoio e o entusiasmo manifestados durante o exigente período de campanha eleitoral», disse.
No início da sua intervenção, que durou cerca de quinze minutos, Cavaco Silva saudou «todos os portugueses que com elevado sentido cívico, votaram neste acto eleitoral».
«Votar é um dever que temos perante as gerações vindouras, os nossos filhos, os nossos netos. A todos os portugueses que foram votar neste dia tão importante para o nosso futuro é devida uma palavra de reconhecimento. Os que votaram não se alhearam do futuro», acrescentou.
Quanto ao resultado que obteve, considerou, «os portugueses falaram e disseram com clareza quem queriam para Presidente da República» e falou por mais de uma vez em «grande vitória».
jcl (com agência Lusa)

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

José Sócrates no Casteleiro - Sabugal - 2010
Clique na imagem para ampliar

Data: 23 de Janeiro de 2011.
Local: Ruvina, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Eleições para a Presidência da República. O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, votou às 17 horas na freguesia da Ruvina. «Agir positivo e pensar positivo», declarou o autarca junto de alguns conterrâneos após exercer o direito de voto.

Este acto de cidadania faz-me pensar como seria interessante saber onde votaram os outros intervenientes políticos e sociais sabugalenses. A minha curiosidade aumenta quando penso em algumas personalidades que estão sempre dispostas a apontar de forma indigna defeitos e problemas esquecendo-se das soluções e do respeito pelas pessoas.
jcl

TIMOR LESTE – TIBAR –Em dia de eleições temos que andar tdodos janotas, como tal vamos às boutiques mais famosas cá do sítio onde podemos encontrar o chic e choc e todas as melhores marcas aos melhores preços. Depois visitamos as salinas de Tibar e como a fome aperta vamos à cozinha (ambulante) mais pequena do mundo onde se encontra de tudo. Um abraço e boas eleições. (Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

No dia 21 de Janeiro a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal elegeu em Assembleia Geral os Corpos Sociais para o próximo triénio, a que se seguiu a respectiva tomada de posse.

Ramiro Matos - Luís Carlos Carriço - António Robalo - Bombeiros Sabugal

Luís Carlos Carriço, mantém-se na presidência da direcção, cargo que já ocupa há 25 anos. A presidir à Mesa da Assembleia Geral mantém-se também Ramiro Matos, que é igualmente presidente da Assembleia Municipal do sabugal. Para a presidência do Conselho Fiscal entrou António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, que integra pela primeira vez os órgãos directivos da associação.
A lista tem de resto muitos associados que desempenham funções pela primeira vez, numa aposta pela renovação, em que Luís Carriço quis apostar, após algum tempo sem decidir recandidatar-se.
O maior desafio que esta nova direcção tem pela frente é a construção de um novo quartel, uma necessidade premente, face à inadequabilidade das actuais instalações.
plb

Na linguagem comum, quando uma desgraça se abate injustificadamente sobre alguém, é habitual utilizar-se a expressão «azar dos Távoras!». Quer isto dizer que a memória popular guarda a tragédia que, no período pombalino, vitimou uma das mais poderosas e ricas famílias da aristocracia portuguesa, a dos marqueses de Távora.

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaNa verdade, ninguém pode dizer que está a salvo de a sua vida «dar a volta como um sino», para utilizar uma nova expressão popular. A condição humana rege-se frequentemente pela sujeição àquilo que os Gregos antigos designavam por «caprichos divinos». Aliás, o teatro grego exemplifica genialmente o fatalismo a que os homens são votados, como se fossem joguetes nas mãos de deuses caprichosos e irritadiços. É o caso da tragédia «Édipo Rei», de Sófocles. Nascido em berço de ouro, Édipo fora predestinado a matar o pai e casar com a mãe. E, por muito que todos tentassem contrariar essa fatalidade, a teia foi-se urdindo de tal maneira que o oráculo acabou por se cumprir, para desgraça de Édipo, de sua mãe-esposa Jocasta e de sua filha-irmã Antígona.
Claro que isso não significa que o ser humano se acomode fatalisticamente ao seu «destino». Não existe predestinação senão a posteriori. Só estabelecemos o destino depois de os factos se consumarem. O Homem é dotado de livre arbítrio e pode construir ele próprio o seu caminho. Aos homens que tomam o destino nas suas próprias mãos, exercendo a «vontade de poder», é que Nietzsche chama super-homens. Salvo alguns casos resultantes de uma conjugação aleatória de circunstâncias desfavoráveis, a maior parte dos nossos percursos são determinados pelas nossas opções. Digamos que, quando um exame corre mal, raramente foi «má sorte»; deveu-se, mais provavelmente, à falta de estudo. A maioria dos acidentes de viação, dos acidentes domésticos ou dos acidentes de trabalho devem-se à incúria, ao excesso de confiança, ao desleixo, à falta de civismo, à irresponsabilidade, etc. E, muito poucas vezes, à «má sorte». A sorte, quase sempre, somos nós que a construímos. O acaso (ou o destino, se quiserem), tem o seu papel, como é óbvio: azar tem o condutor que vai, devagar e tranquilamente, na sua faixa de auto-estrada, quando lhe cai em cima um auto-tanque desgovernado. Azar tem a alegre e despreocupada família que passa férias no Egipto e é vítima de um atentado à bomba por parte de fundamentalistas islâmicos. Mas não se pode dizer que o Benfica (perdoem-me que meta a minha foice em seara alheia, onde habitualmente não a meto) esteja como está «por azar». Ou que a equipa nacional de futebol não tenha ganho o último Mundial por «má sorte». O seu «destino» foi construído dia-a-dia pelos dirigentes, pelos técnicos, pelos atletas, pelos jornalistas, pelos adeptos, etc., etc.
E os Távoras, tiveram mesmo azar ou «deitaram-se na cama que fizeram»?
Em 1750, quando morreu o rei D. João V, Portugal era um típico país do «Antigo Regime»: politicamente absolutista, economicamente agrícola, socialmente hierarquizado, religiosamente dominado pelo conservadorismo inquisitorial e jesuítico.
Igreja da Memória, em Lisboa. Foi mandada construir pelo marquês de Pombal, no local onde D. José sofreu o atentado, em memória de o rei se ter salvo. Nela se encontra sepultado o próprio marquês de PombalEntre os ministros (secretários de Estado, como então eram designados) escolhidos pelo novo rei, D. José, encontrava-se Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), membro da pequena nobreza, diplomata, que tinha sido embaixador em Londres e em Viena de Áustria. Carvalho e Melo era um «estrangeirado»: absorvera por lá as novas tendências culturais reformistas e era adepto do despotismo esclarecido ou iluminado. Outro estrangeirado, Francisco Xavier de Oliveira (o Cavaleiro de Oliveira) diria mais tarde que Portugal era um relógio atrasado. Ora Sebastião de Carvalho e Melo vinha animado da firme vontade de o acertar, de fazer deste País um Estado moderno.
Tendo sido nomeado Secretário de Estado dos Negócios do Reino, não tardaria a destacar-se pela sua forte personalidade, a sua preparação política e o seu dinamismo, sobretudo quando teve que encarar as consequências do grande terramoto de 1755. D. José dá-lhe cada vez mais poderes, tornando-o um verdadeiro superministro. No final da década de 50 seria feito conde de Oeiras e, já nos anos 70, perto do final do seu consulado, marquês de Pombal.
O grande objectivo de modernização do País e do Estado passava por reformas económicas, educativas e administrativas. A todas elas Pombal meteria ombros. Não é agora a altura de descrevermos exaustivamente a sua acção nesses domínios. Em qualquer livro de História, enciclopédia ou dicionário os leitores encontrarão esse estudo.
Para levar a bom termo o seu ambicioso projecto de transformação de Portugal, porém, era também necessário enfrentar os poderosos (o clero, particularmente a Companhia de Jesus, um verdadeiro «Estado dentro do Estado», e a nobreza), retirando-lhes privilégios, obrigando-os a obedecer ao poder real sem hesitações, fazendo o «nivelamento social» pela promoção da burguesia mercantil e financeira – em suma, aplicando o despotismo esclarecido.
Em 1758, Pombal teve uma ocasião soberana para levar a efeito estes propósitos: segundo a versão oficial, na noite de 3 de Setembro, vários homens, a soldo do duque de Aveiro e dos marqueses de Távora, tentaram matar D. José, no local onde hoje fica a Igreja da Memória, em Lisboa, disparando contra a carruagem real. Segundo se diz, o rei regressaria de um encontro amoroso com a marquesinha de Távora. D. José escapou, embora ferido, mas os cabecilhas da conspiração não escaparam.
Mantido inicialmente em segredo, o atentado desencadeou uma ferocíssima repressão sobre alguns sectores da alta nobreza, acusados de conspirar para matar o rei e afastar o seu poderoso ministro que, entretanto, tinha ganho muitos inimigos.
Três meses depois encontravam-se presos o duque de Aveiro e o marquês de Távora, bem como quase todos os membros das suas famílias, incluindo o marquês de Alorna e o conde de Atouguia, genros do marquês de Távora. E ainda os condes de Vila Nova, de Óbidos e da Ribeira Grande, para além de muitos outros nobres e pessoas de todas as classes.
O duque de Aveiro, sujeito a apertados interrogatórios, viria a comprometer gravemente o marquês de Távora, D. Francisco, a marquesa, D. Leonor, e os seus filhos, Luís Bernardo e José Maria. O marquês e o filho mais velho negaram sempre o seu envolvimento no atentado. José Maria de Távora e o cunhado, o conde de Atouguia, violentamente torturados, fizeram uma confissão completa.
Em 12 de Janeiro de 1759 foi publicada a sentença e no dia 13 os condenados foram conduzidos a um patíbulo erguido propositadamente em Belém, junto do mosteiro dos Jerónimos. A marquesa D. Leonor de Távora foi degolada. O marido, os dois filhos e um dos genros, o conde de Atouguia, foram supliciados (os condenados ao suplício eram sujeitos a terríveis sofrimentos, até à morte, como a quebra de ossos à marretada, o esticamento dos membros, etc.).
Padrão do Chão SalgadoO velho marquês de Távora, por exemplo, foi condenado a ser «exautorado de todas as honras, dignidades e comendas, a ter as canas das pernas e dos braços partidas, a ser depois rodado [esticado e morto numa roda] e a picarem-se as suas armas». Os bens da família foram integralmente confiscados a favor do Estado e da Coroa, o título extinto e o uso do apelido Távora proibido para todo o sempre. Luís Bernardo e José Maria de Távora foram igualmente executados através das mais horríveis torturas. A crueldade das penas impressionaria vivamente todas as cortes europeias.
O duque de Aveiro, o único cuja responsabilidade no atentado ficaria provada sem qualquer margem para dúvidas, foi igualmente condenado a ser supliciado. O ducado de Aveiro foi extinto e todos os bens da família confiscados. O seu palácio de Lisboa, situado mais ou menos onde hoje fica a Fábrica dos Pastéis de Belém, foi completamente arrasado e o próprio chão foi salgado, uma prática muito antiga (os Romanos fizeram isso à cidade de Cartago, depois de a destruírem), cujo simbolismo é óbvio: para que ali nada mais crescesse. Ainda hoje o local se chama Largo do Chão Salgado.
A esposa de Luís Bernardo de Távora, D. Teresa (a marquesinha), permaneceria em prisão conventual quase 20 anos, até à morte do rei, em 1777. Também o marquês de Alorna seria mantido preso até ao afastamento de Pombal.
Depois deste severíssimo exemplo, a nobreza não conspirou mais para afastar Pombal, embora nunca lhe perdoasse. Dominada a aristocracia, chegava a vez do clero: a Companhia de Jesus, a mais rica, influente e poderosa ordem religiosa do País, foi expulsa nesse mesmo ano de 1759 e todos os seus edifícios e propriedades passaram para a posse do Estado. A autoridade real (leia-se a do marquês de Pombal) tornava-se assim incontestada. Era agora a vez de implementar as reformas económicas e culturais. E assim se fez, como se sabe.
Padrão do Chão SalgadoEm 1777 morre o rei D. José. Com a «viradeira», chegava a vez de os inimigos de Pombal se erguerem. Sebastião José de Carvalho e Melo foi afastado por D. Maria I de todos os seus cargos, sendo-lhe instaurado um processo que o condenou ao exílio para as suas terras de Pombal, onde viria a falecer em 1782, com 83 anos de idade. O povo resumiu o seu governo numa frase lapidar: «Pombal fez muito bem e muito mal.» No entanto, anos mais tarde, era já lembrado com saudade: «Mal por mal, antes Pombal.»
Logo em 1777, D. Maria I ordenou a libertação daqueles que, relacionados com o processo de 1759, ainda se encontravam na prisão, restituiu os bens e dignidades aos Távoras, incluindo o uso do nome, mas o título de marquês nunca seria recuperado. Uma das mais poderosas famílias do País era agora uma pálida sombra daquilo que tinha sido. «Azar dos Távoras».

Padrão do Chão Salgado, em Belém, erguido no local onde tinha sido o palácio do duque de Aveiro, executado como regicida em 1759. Na base desta coluna pode ler-se a seguinte inscrição: «Aqui foram as casas arrasadas e salgadas de José de Mascarenhas, exautorado das honras de duque de Aveiro, e outras, e condenado por sentença proferida na Suprema Junta da Inconfidência, em 12 de Janeiro de 1759, justiçado como um dos chefes do bárbaro e execrando desacato que na noite de 3 de Setembro de 1758 se havia cumulado contra a real pessoa de el-rei nosso senhor D. José primeiro. Neste terreno infame se não poderá edificar em tempo algum.»
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Kim Prisu, o pintor de Aldeia da Dona, concelho do Sabugal, vai ter uma exposição de pintura intitulada «Fragmentos de Tempos», que é inaugurada a 28 de Janeiro, na Galeria da Biblioteca Municipal de Palmela.

O pintor reside no Pinhal Novo, concelho de Palmela, e tem participado em diversas exposições em todo o país e também no estrangeiro.
Kim Prisu, aliás, Joaquim António Gonçalves Borregana, nasceu em 1962 em Aldeia da Dona e emigrou para França com apenas nove meses de idade. Rendido, desde cedo, ao mundo da arte, criou com Quim P., nos anos 80, em Paris, o conceito Nuklé-Art. Realizou exposições pessoais e colectivas e, em 1990, foi convidado pela galeria «East SideGallery – GDR» de Berlim para pintar sobre o Muro, na parte oriental.
Em Novembro de 2009, foi, novamente, convidado a regressar à Alemanha para participar na cerimónia comemorativa dos 20 anos da queda do muro e para recuperar a pintura original. Bastante ligado ao teatro, fez o seu primeiro cenário ainda em França e, hoje, colabora com o teatro Aquilo da Guarda, com o Teatro Artimanha de Pinhal Novo e com o Bando.
A sua exposição estará patente até 19 de Março, numa organização da Câmara Municipal de Palmela.
plb

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaA propósito do tema da última crónica e porque todos sabemos como tanta coisa calamos, mesmo que a revolta nos invada, ou porque pouco adiantamos, fica mais um apontamento com que todos concordam, com certeza. Tanta miséria escondida e fome disfarçada que engrossa com a falta de emprego e que se agudiza com tantos impostos e IVAs e só se ouvem as vozes dos que têm poder e força. Há sempre aqueles que «sem vez e sem voz» continuam recolhidos no seu canto à espera de um milagre que salve as suas vidas ou porque já desistiram de lutar. Apetece-me lembrar que…

SEM VEZ E SEM VOZ

Há silêncio nas palavras
Há palavras no silêncio
Fechadas no meio do tempo
Fechadas na confusão
Há confusão no silêncio
Há silêncio no bulício
Palavras sem conclusão.

Pensamentos sem retorno
Desejos tão abafados
Vozes sem palavras, sem sons
Sons abafados tão sós
Isolados, não ouvidos
Na cidade tão sem gente
Palavras sem eco, sem voz.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

A equipa de futsal da Rapoula da Côa apoiada pela Sabugal+ continua a promover o território raiano no Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda. A experiência adquirida nesta primeira época permitirá, estamos certos, melhorar os resultados no futuro.

Futsal - Rapoula do Côa - Sabugal+

Derrota inesperada na 10.ª jornada
Não correu da melhor forma a recepção à equipa do Pinhel. Depois de ter terminado o ano a perder a equipa da Rapoula do Côa entrou em 2011 da mesma forma. Perante um adversário acessível, a equipa deixou-se surpreender estando mesmo a perder por 0-3!
Demorava a reacção da equipa aos golos sofridos, então que numa bela jogada colectiva Zé Cunha reduz o marcador para 1-3. A partir deste momento a equipa local superior-se no encontro e tomou o controlo da partida, conseguindo mesmo igualar, 2-3 por Tiago Emídio e na ultima jogada da primeira parte através de um livre directo de Zé Cunha (3-3), colocando assim justiça no marcador.
A entrada para a segunda parte, a equipa da casa entrava mais aguerrida e mais concentrada, no entanto a equipa de Pinhel ia controlando as investidas da equipa local e reagia através de contra-ataques.
Apesar de estar melhor no jogo, foi a equipa visitante que se adiantou no marcador, resultado que se manteve até ao final da partida.
No final do jogo era notório a frustração dos atletas da casa perante uma derrota inesperada.

Regresso às vitórias com exibição convincente
Após uma fase menos boa da equipa da Rapoula do Côa (4 derrotas consecutivas), o jogo da 11.ª jornada em Casal de Cinza perante a equipa local era determinante para o estado anímico da equipa!
A reacção da equipa aos maus resultados não podia ser melhor, vitória por 3-1 num recinto complicado!
Entrou melhor a equipa da Rapoula do Côa, com um exibição colectiva bastante segura que se traduziu em golos logo nos primeiros minutos, primeiro por Marco Capela (0-1) e depois por João Luis (0-2).
Ia reagindo o Casal de Cinza, mas a equipa da Rapoula do Côa foi adiando o golo da equipa local. Golo este que chegou perto do intervalo.
No regresso para a segunda parte, voltou a entrar melhor a equipa da Rapoula do Côa, adiantando-se no marcador por Micael Firmino.
Tentou o Casal de Cinza reagir à desvantagem, mas sempre sem sucesso, pois a equipa da Rapoula defendia muito bem!
Terminou o jogo com a vitória justa da Rapoula por 3-1, num agradável jogo de futsal e sempre jogado de forma correcta pelos atletas.

Próxima Jornada (12.ª): Vila Viçosa – Rapoula do Côa
Marco Capela

A introdução de portagens na A23, que está aqui ao nosso lado e que foi feita com dinheiros da então CEE para nos servir, está para breve. Faltam pouco mais de dois meses. Mas pouco ou nada se diz sobre esta violência descarada, sobre este escândalo, e muito menos se vê fazer qualquer coisa para contrariar este estado surreal.

Portagens nas ScutsUma ou outra autarquia vai aprovando esta ou aquela moção, mas tomadas de posição públicas conjuntas, a merecerem honras de telejornais, que pudessem esclarecer os senhores que nos governam, isso ainda não aconteceu com a veemência e a frontalidade que o caso, pela sua gravidade, merece.
Somos assim. Nada feito. Nem de pancada, nem de assaltos, estamos fartos.
Mas lá para Abril, ou Maio, quando o trânsito normal da A23, que era IP6, entrar dentro de Torres Novas, do Entroncamento, de Tancos, de Constância, de Abrantes e por aí a fora, é que vai ser o bom e o bonito. Nessa altura, os senhores que agora deveriam estar a esclarecer os seus companheiros, ou adversários de viagem, que tomaram esta vergonhosa decisão, certamente vão então fazer o papel de infelizes porque lhes estão a estragar as rotundas, as avenidas, as ruas, os passeios e até talvez, se venham a lembrar, que este bonito serviço estará a pôr em causa a segurança dos habitantes das suas terras de quem são os seus legítimos representantes.
Mas nessa altura já será tarde. Nessa altura, quando começarem os protestos a sério, quando os engarrafamentos entupirem a vida normal destas santas terrinhas, aqui d’el-rei, gritarão e ninguém os ouvirá. A não ser que um senhor, salvo erro Paulo Campos, os venha convencer que esta medida aberrante, até é boa e «que a introdução de portagens nas SCUTS obrigou a uma melhoria em termos ambientais e de segurança nas vias consideradas alternativas», como esse senhor disse, com a lata toda, e o JN publicou em 15.12.10. Ele é bem capaz de voltar a fazer esse papel, se continuar no posto onde tem estado.
Mas se o senhor cá vier e repetir este filme, há vários pormenores a considerar que merecem ser esclarecidos para o senhor perceba e aprenda alguma coisa:
– A A23, entre o nó da A1 até Abrantes, não é SCUT, e o senhor precisa de ser informado. Precisa de aprender com quem sabe.
– Neste espaço alargado de mais de 40 Kms, não há alternativas, e o senhor precisa de ser informado. Precisa de aprender com quem sabe.
– E essa coisa dessa grandessíssima confusão vir a melhorar em termos ambientais e de segurança as consideradas «alternativas», por amor de Deus, vou ali, já venho. Informem e esclareçam o senhor para ver se ele não diz mais disparates. Ele precisa mesmo de aprender com quem sabe, para poder botar alguma figura.
Para terminar só mais um desabafo: – Qualquer pessoa, com a cabeça ainda em cima dos ombros, esperaria que os senhores, e as senhoras, autarcas dos concelhos de Alcanena, Torres Novas, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Constância e Abrantes, concelhos mais prejudicados com esta medida surrealista, se soubessem unir e falar a uma só voz, para defenderem uma causa que é comum, que prejudica todos os munícipes e toda a economia desta região chamada Médio Tejo.
Mas perdoar-me-ão. Se estão a fazer alguma coisa em conjunto, isso estará ainda no segredo dos Deuses. E, convenhamos, casos destes que vão muito para além das fronteiras e interesses mesquinhos e bairrismos doentios, mereciam mesmo que a tomada de posição fosse forte, coesa e comum. A não ser que, por serem de partidos diferentes, PS, PSD e CDU, depois de 25 anos de democracia, ainda não se saibam entender e falar normalmente, sem atropelos, como pessoas crescidas. Mas entendam-se.
Os senhores para se encontrarem até nem precisam de ir a casa de uns ou de outros. Podem jogar no campo neutro que é de todos. A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, em Tomar. É um edifício tão bonito, onde foi gasto tanto dinheiro, e é de todos. Utilizem-no sempre que necessário, como é o caso, para fazerem coisas úteis às vossas populações. Mas terão que utilizar uma maior veemência do que a utilizada em 30 de Junho quando aprovaram uma moção de repúdio pela instalação das portagens, moção essa que deu em nada e que deve estar no fundo de qualquer gaveta.
E se desta vez evitarem este disparate, com a tal veemência e com a força da razão que a todos assiste, antes da instalação dos pórticos, que custarão para cima de uma pipa de massa, ainda podem vir fazer uma festa, porque pouparam muito dinheiro ao erário público.
Vá mexam-se, enquanto é tempo. Até porque ninguém já se lembra da tal moção aprovada em 30 de Junho.
A não ser que tenhamos que concluir mais uma vez, que cada povo só tem o que merece. E se calhar nós não merecemos mais.
Cá estaremos para ver o desenrolar dos próximos capítulos de mais esta trapalhada.
Carlos Pinheiro

JOAQUIM SAPINHO

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