Homenagem ao Ti Armindo

Associação Amigos Ruivós

Em tarde soalheira de domingo o Ti Armindo estava a apanhar sol no Largo da Fonte.

Ti Armindo

View original post

Em 1807 vivem-se na Europa tempos conturbados, com os exércitos napoleónicos dominando o continente. Só a Inglaterra bate o pé, controlando os mares e mantendo-se fora da dominação e da influência de França.

Palácio de Mafra

No trono português não está um rei, mas um príncipe regente. D. João (mais tarde rei D. João VI), segundo filho de D. Maria I, a «rainha louca», toma conta do País e do Império de além-mar em nome da mãe. Não foi educado para ser rei. O irmão mais velho, José, morrera com varíola aos 27 anos, em 1788. Talvez por falta de preparo para a política – apenas ministrado aos príncipes herdeiros – João é um governante titubeante, sem iniciativa nem capacidade de decisão, incapaz de controlar os negócios públicos, vacilante na negociação diplomática, correndo sempre atrás dos acontecimentos.
Para agravar a situação, o príncipe regente é um homem solitário, tímido e muito supersticioso. Não conta com o apoio da mulher, Carlota Joaquina, de quem vive separado, encontrando-se apenas para assistirem às missas dominicais e às cerimónias oficiais em que é forçoso aparecerem juntos. A princesa, uma espanhola severa e muito vigorosa, vive com a rainha tonta no Palácio de Queluz, enquanto D. João se instalou no Paço Real do Convento de Mafra, rodeado de conselheiros e de monges.
A corte portuguesa é frequentada por figuras influentes da sociedade, sobretudo fidalgos carregados de títulos, bispos e embaixadores. Alguns são pessoas galantes, como o marquês de Ponte de Lima, o marquês de Alorna e o conde do Sabugal, este último um homem de cultura, muito influente. Outros são porém figuras grotescas, que se arrastam nos salões, cortejando as damas e influenciando o príncipe.
O mais dos portugueses revolve a terra, nas courelas de sua propriedade ou na imensidão das herdades senhoriais, pouco mais tirando da lavoura que o sustento da família. Mas também há os que vivem dos ofícios, normalmente instalados em vilas e cidades, conhecendo uma melhor existência, sem tantas fadigas, mas sujeitos às mesmas privações. Escasseia o pão e mal se come carne ou peixe. Nas cidades do litoral, com Lisboa na frente, há muito quem viva do comércio.
O resto dos portugueses são monges e freiras das mais diferentes ordens religiosas. Há-os aos milhares, refundidos em mosteiros e em conventos, rezando e penitenciando a toda a hora.
A economia portuguesa sustenta-se no comércio colonial. A frota mercante é grande e poderosa, só ficando atrás das de Inglaterra, França, Espanha e Holanda. As carreiras do Brasil e da India fazem-se com recurso a navios de grande porte que descarregam no porto de Lisboa, um dos mais movimentados da Europa.
O conflito diplomático permanente entre França e Inglaterra e a posição titubeante da nossa diplomacia, manifestamente subserviente a essas duas potências, levara porém ao apresamento de muitos navios e ao decréscimo da actividade comercial, o que também se deve ao demorado bloqueio dos portos do continente aos navios que tivessem por origem ou destino a Inglaterra.
As importações vêm sobretudo do Brasil, com realce para o açúcar, café, tabaco e algodão. Com origem na Europa importa-se sobretudo de Inglaterra, onde avultam os tecidos, trigo, ferro e aço. A Rússia fornece trigo e linho. Da longínqua Índia e de Macau, continuam a chegar as especiarias, louças finas e chás.
Quanto a exportações, elas têm por principal destino alguns países da Europa, com destaque para a Inglaterra, para onde segue sobretudo vinho, sal e frutos, para além das mercadorias chegadas do Brasil e da Ásia. Outro destino importante das exportações é a colónia do Brasil, para onde vão vinhos, bacalhau, tecidos e especiarias. O comércio com o Brasil tem uma importância fulcral na economia.
O mercado negreiro está também em alta, com muitos navios portugueses a transportarem escravos da costa africana para o Brasil, regressando depois a Lisboa carregados com mercadorias.
Com a economia em suspenso devido à disputa permanente entre Inglaterra e França, Portugal tenta soluções de compromisso entre as duas potências, com a diplomacia empenhada em agradar a ambos os lados. Perante as ameaças de Napoleão, o príncipe manda arrestar o património dos ingleses, mas mantém-lhes os portos abertos. O embaixador inglês, em protesto, abandona as instalações da embaixada e sedeia os seus serviços num navio fundeado no Tejo.
A Napoleão nada o acalma e exige acção enérgica contra os ingleses. Portugal tenta ganhar tempo com cartas sucessivas e o envio de emissários. Mas Napoleão nada mais quer escutar e muito menos negociar. Concita Godoy, o valido espanhol, fiel amigo de França, a negociar um acordo que ponha fim às hesitações da corte portuguesa. Assim é assinado a 27 de Outubro de 1807 o tratado de Fontaineblau, pelo qual se divide o território português entre ambas as partes e se definem os termos da invasão do país.
Poucos dias depois o exército de Junot sai de Bayonne, atravessa a Espanha e entra em Portugal de conluio com as tropas espanholas.
Assim se inicia a primeira das invasões francesas de Portugal.
«As invasões francesas de Portugal», por Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Damos continuidade à apresentação do léxico com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.

CASEIRÃO – indivíduo natural da Moita.
CASETA – casa tosca, com uma simples cobertura, imprópria para habitação. Assim se chamava aos postos de sentinela junto à fronteira. No caminho de Aldeia da Ponte para Albergaria de Aragan havia junto à fronteira, do lado espanhol,uma dessas construções, a que os contrabandistas chamavam precisamente «a caseta».
CASIBEQUE – casaco curto; casa pequena (Júlio António Borges).
CASINHOLO – casa pequena e pobre.
CASINHOTO – o m. q. casinholo.
CASQUETA – boina – termo da gíria de Quadrazais (Franklim Costa Braga).
CASQUEIRO – pão. Chapéu velho de uso diário (Vítor Pereira Neves).
CASTANHA PILADA – castanha seca no caniço.
CASTANHA PISADA – o m. q. castanha pilada (Clarinda Azevedo Maia).
CASTANHEIRO – caule da batateira (Malcata).
CASTANHEIRO A ABRIR – castanheiro cujos ouriços «sorriem», deixando ver as castanhas.
CASTANHEIRO A CAIR – castanheiro em que as castanhas já caem dos ouriços.
CASTÃO – ponta metálica do fuso (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
CASTELHANA – faúlha; fanisca (Manuel Leal Freire). Clarinda Azevedo Maia registou, nas Batocas, o masculino, castelhano, com o mesmo sentido. Também se diz chispa.
CASTELOS – parte recortada da canga, por onde passa o tamoeiro. Nas Batocas dizem castalhos (Clarinda Azevedo Maia).
CASTIÇO – forte, bem constituído.
CASTIGAR – aceitar imediatamente, no decurso de um negócio, o preço pedido pelo vendedor para se evitar que o mesmo suba. «Nem regateou, castigou-me logo pelo que lhe pedi» (Abel Saraiva).
CASTRÃO – ponta metálica do fuso, à qual se prende a ponta do fio de linho. O m. q. castão.
CASULEIRO – peça do tear, na forma de uma caixa rectangular com vários compartimentos iguais, onde se introduzem os novelos de linho.
CASULO – interior da maçaroca de milho a que estão agarrados os grãos. O m. q. canudo.
CATA – pesquisa; busca. Fui à cata dele.
CATANCHO – interjeição, que indica admiração, o m. q. arre diacho!.
CATANO – interjeição que indica admiração, espanto, contrariedade, ira. Ah catano. Também se usa catancho.
CATAR – procurar. Matar piolhos e lêndeas com as unhas.
CATARRAL – tosse muito forte; bronquite aguda com expectoração abundante.
CATARRO – barulho; conversa fiada. Tens é catarro.
CATATUM – cabeça no ar; distraído (Júlio António Borges).
CATELA – bebedeira (Júlio António Borges).
CATERVA – grande quantidade; multidão; bando. Mais a Sul (Monsanto) diz-se catrefa (Maria Leonor Buescu).
CATITA – bem arranjado; bem vestido.
CATORZADA – grande quantidade; multidão; o m. q. caterva.
CATRAÇO – grande pedaço (Júlio António Borges).
CATRAIO – garoto; rapazola.
CATRAMEÇO – fatia grossa de pão (Júlio António Borges).
CATRAMOIÇO – pessoa pesada (Júlio António Borges).
CATRAPÃO – burro tropeçudo, de mau andar.
CATRAPISCAR – piscar o olho a alguém.
CATRAPÓ – pessoa mal feita; animal velho, que já troca as patas (Júlio António Borges).
CATRAPUZ – trote de cavalo; expressão que assinala uma queda (onomatopeia).
CATRAVADA – grande quantidade; o m. q. caterva.
CATRE – cama de ferro.
CATRINO – interjeição que indica admiração, espanto, ira. Diabo. O m. q. catano ou catancho.
CATROIO – cavalo – termo da gíria de Quadrazais (Nuno de Montemor).
CATROLO – fatroco; grande naco de pão (Júlio Silva Marques).
CATRUZADA – quantidade elevada e indiscriminada (Júlio Silva Marques). O m. q. catorzada.
CATUNTO – bêbedo (Rapoula do Côa).
CATURNOS – meias de calçar os pés (Franklim Costa Braga, Clarinda Azevedo Maia).
CAVADA – sorte; porção de terra para cultivo de cereais, proveniente do arroteamento de moitas (Duardo Neves).
CAVALEIRO – pau móvel da burra de augar (termo muito usado mais a Sul, nas terras do Campo – Maria Leonor Buescu). Indivíduo natural de Vale de Espinho.
CAVALINHO DE NOSSO SENHOR – libelinha.
CAVALITAS – costas. Andar às cavalitas. Também se diz burricas. Júlio Silva Marques regista com o mesmo sentido: andar ao carrapacho (escarrapachado no pescoço). Duardo Neves regista por sua vez: andar à carantonha.
CAVALO – tronco onde se enxerta, juntando-lhe o garfo.
CAVALO DE PARADA – cavalo de cobrição (Clarinda Azevedo Maia).
CAVALO DE SETE MOEDAS – mulher espampanante, que se exibe muito (Vítor Pereira Neves).
CAVALO INTEIRO – cavalo que não está capado; de cobrição (Clarinda Azevedo Maia – Lageosa). O m. q. cavalo de parada.
CAVALO-MARINHO – chicote
CAVANIR – fugir; pôr-se ao fresco (de cavar). Júlio Silva Marques refere cabanir.
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

O Capeia Arraiana termina, hoje, a publicação das contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

NOVEMBRO DE 2012

:: 23-11-2012 ::
Descrição: Recuperação das áreas ardidas na serra do Mosteiro e Ladoinha em Santo Estêvão (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Santo Estêvão
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 92.000,00 €

:: 27-11-2012 ::
Descrição: Contrato de empreitada de ampliação da rede de saneamento – Rua Muralha da Veiga (Alfaiates).
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Luís Pais dos Santos, Construções e Terraplanagens, Lda.
Preço Contratual: 13.205,38 €

:: 27-11-2012 ::
Descrição: Implementação de uma plataforma de serviços online na Câmara Municipal do Sabugal, no âmbito do Projeto Red Transdigital do programa Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: AIRC – Associação de Informática da Região Centro
Preço Contratual: 22.706,00 €

:: 27-11-2012 ::
Descrição: Contrato de prestação de serviços para reparação de 1000 contadores de água D15 mm.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Resopre, S.A.
Preço Contratual: 16.860,00 €

:: 30-11-2012 ::
Descrição: Reposição de pavimentos em calçada – concelho do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Construções do Côa de Almeida & Saloio, Lda.
Preço Contratual: 7.500,00 €

:: 30-11-2012 ::
Descrição: Contrato de empreitada para Repavimentação da E.M. 567 Nave/Aldeia da Dona.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: António José Saraiva, S.A.
Preço Contratual: 99.151,23 €

:: 30-11-2012 ::
Descrição: Contrato de empreitada para Execução da Estação Elevatória de Águas Residuais – Ruivós.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Nobre Saraiva – Construções Soitenses, Lda.
Preço Contratual: 94.680,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Vede os alemães, soberbo gado.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaAo caracterizar os diversos povos que habitam esta velha manta de civilizações que é a Europa, Camões usou aquela expressão: Soberbo gado.
A causa próxima e decisiva ratio da fúria camoniana está na adesão às teses de Martinho Lutero, que acabava de lançar as bases para o positivismo religioso que é o Protestantismo.
A estrofe evoca-o de forma directa e expressa:
Do sucessor de Pedro rebelada
Novo pastor e nova seita inventa.

A irrupção do luteranismo rasgou a túnica inconcussa de Cristo, facto que não terá deixado de alarmar um católico tão integrista como era Camões e de chocar a mentalidade portuguesa tão sintonizada com a unidade e universalidsde da fé cuja expressão final era Dom Sebastião.
Este novo temor da maura lança, maravilha fatal da nossa idade fora, na lógica da epopeia dado ao Mundo por Deus, para que em tudo mande e do mundo dar a Deus a parte grande.
Esta certissima esperança do aumento da Cristandade na lógica da sequência da genealogia sebastiana não tolerava actos anticatólicos.
Dom Sebastião tinha de honrar a memória de Dom Joao III, o Piedoso, e Carlos Quinto, ainda mais Católico de que Isabel.
Camões concita-o mais uma vez:
Em vós se vêem na olímpica morada
Dos dois avós as almas cá famosas
Um na paz angelica dourada
Outro nas batalhas sanguinosas
Em vós esperam ver-se renovada
Sua memória e obras valerosas
E lá vos tem lugar no fim da idade
No templo da suprema eternidade

Ora, enquanto Portugal lutava por uma Igreja Católica, Apostólica e Romana, os alemães empenhavam-se em crudelíssimas guerras religiosas, não contra o inimigo comum a todos os cristãos, o superbíssimo otomano, mas para sair do jugo soberano.
Daí a acusação:
Mas enquanto cegos e sedentos
Andais do vosso sangue, ó gente insana

E:
Ó míseros cristãos pela ventura
Sois os dentes de Cadmo desparzidos
Que uns aos outros se dão a morte escura
Sendo todos de um só ventre produzidos

E prevenia:
Não vedes a divina sepultura
Possuída dos cães que sempre unidos
Vos vem tomar a vossa antiga terra
Tornando-se famosos pela guerra

A Cristandade vai viver a Guerra dos Trinta Anos devido à soberba dos alemães.
No Luteranismo se vai ainda filiar a soberba austeridade que a luterana estadista que agora rege a Europa está a impor aos católicos, romanos ou bizantinos, do Sul.
«Caso da Semana», opinião de Manuel Leal Freire

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

OUTUBRO DE 2012

:: 01-10-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária das faixas de gestão de combustivel na Freguesia de Vila do Touro (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Vila Touro
Adjudicatário: Fortunato Canhoto Construções, Lda.
Preço Contratual: 83.476,70 €

:: 01-10-2012 ::
Descrição: Serviços de Consultoria – Programa de Empreendedorismo e Inovação Rural do concelho do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Visão & Valores, Unipessoal, Lda.
Preço Contratual: 24.900,00 €

:: 02-10-2012 ::
Descrição: Trabalhos de manutenção do relvado do Estádio Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: João Artur Robalo da Teresa
Preço Contratual: 7.670,00 €

:: 16-10-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras de Quintas de São Bartolomeu (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia das Quintas de São Bartolomeu
Adjudicatário: Fortunato Canhoto Construções, Lda.
Preço Contratual: 23.742,40 €

:: 17-10-2012 ::
Descrição: Fornecimento de gás propano a granel e respetivas instalações de armazenamento.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Spelta – Produtos Petrolíferos, Lda.
Preço Contratual: 69.300,00 €

:: 17-10-2012 ::
Descrição: Protocolo/Contrato Serviço Público – Rede Integrada de Transportes do concelho do Sabugal (Serviço Público/Transporte Escolar), com inicio em 01/10/2012 até 30/09/2015..
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Viúva Monteiro & Irmão, Lda.
Preço Contratual: 2.736.486,09 €

:: 31-10-2012 ::
Descrição: Prestação de serviços jurídicos.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Paulo Almeida & Associados – Soc. Advogados, R.L.
Preço Contratual: 5.000,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

O Doutor Tavares de Melo – o Morgado de Santo Amaro – foi o maior de entre os proprietários do concelho do Sabugal.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaTive o grato prazer de lidar muito de perto com aquele grande terratenente e de ser seu seu comensal ao longo dos anos por que vivi na cidade de Castelo Branco.
O Morgado tinha sempre a mesa posta para os correligionários amigos – mesa fartíssima e muito portuguesa.
E eu – com o meu particularíssimo amigo Henrique de Atahyde, quando nos apetecia lá íamos de longada até Santo Amaro usar da hospitalidade do velho fidalgo e receber uma lição de portugalidade.
Tavares de Melo ultrapassara já a casa dos noventa, mas mantinha-se aprumado, alto e direito como um ferro pedral.
E com uma enorme lucidez, apenas traída por uma arreliadora falha de memória para nomes.
Estranhamente não se recordava do nome de Salazar, então nosso todo poderoso primeiro-ministro, que assinalava como o contabilista que manda de Lisboa.
Mas discreteava sobre o Integralismo Lusitano e a Nobiliarquia Portuguesa.
O meu companheiro Henrique de Atahyde era mais monárquico que o Senhor Dom Duarte e tinha um nome ainda mais extenso do que o dos pretendentes à Coroa de Portugal. Com efeito, assinava-se ele Henrique Manuel da Senna Bello Queirós Pinto de Atahide de Serpa e Mello e não sei quantos antropónimos mais, rematando em Tavares Geraldes.
Com o nosso anfitrião usava os eónimos Tavares e Mello. MELLO sem dom, prova de grande filhamento e TAVARES devia ser TAVAREZ como aquele Tavarez Rombo armado cavaleiro com Dom Afonso Henriques em Zamora.
E não se desdenhava sequer do ónimo GIRALDES que ressumava ao Sem Pavor, redimido de quadrilheiro pela integração de Évora no património régio…
Assim, em amena e folgosa cavaqueira, se passavam as copiosas banqueteações.
Algumas vezes, ali assistimos à passagem das ovelhas que em transumância desciam das cumeadas da Estrela para as campanhas do Almurtão.
O Morgado organizava uma espécie de serões para trabalhadores em homenagem aos zagais da mesta. Até com a contratação de robertos.
E uma das cubas grandes da ampla adega levava grande míngua.
Mas o Morgado rejubilava.
E título e quinta afamavam-se. Aliás, até economicamente a opção rendia. No tríduo da festarola, os rebanhos deixavam nas veigas uma forte adubadela, que bem seria paga pelos batatais, ajudando a uma maior produção e ainda à qualidade do produto.
Batatas boas são as das três «itas» – terra granita, água granita e caganita.
A Quinta produzia milhões que não apenas milhares de arrobas. Como também se alçapremava a todas as outras em cântaros de azeite.
De resto, o nome era-me familiar desde os verdes anos pela apanha da azeitona.
Um casal meu vizinho – Joaquim Carreto e Maria Antónia Neto, morando embora a fartas léguas de Santo Amaro, porque eram parentes de um dos feitores do Morgado, na sazão aparelhavam o burro e rumavam para a apanha.
Voltavam com o animal a ajoujar sob a carga de azeite e azeitona com que os mimoseavam, retribuindo bem o trabalho.
E gababam a hospitalidade do bom fidalgo, cuja fama voava por uma outra razão.
Fora um dos primeiros portugueses a possuir automóvel. Logo na primeira década de mil e novecentos.
Ao mesmo tempo que um Bragança, irmão de Dom Carlos, o Dom António, que ficou conhecido por o Arreda – por gritar ao povo, quando passava tripulando o bólide – arreda, arreda
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

SETEMBRO DE 2012

:: 04-09-2012 ::
Descrição: Programa Municipal para uso efeiciente da água – rega de espaços verdes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Albino Teixeira – Construções, Lda.
Preço Contratual: 51.999,15 €

:: 04-09-2012 ::
Descrição: Plano de Animação – Evento Dias da Lua 2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Centro de Convivio Cultural e Desportivo de Quarta-Feira
Preço Contratual: 6.000,00 €

:: 06-09-2012 ::
Descrição: Empreitada de execução de adutora à freguesia da Lomba.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Luís Pais dos Santos, Lda.
Preço Contratual: 46.935,00 €

:: 06-09-2012 ::
Descrição: Aquisição de uma solução de nova infra-estrutura de hardware para o Data Center da C.M. do Sabugal – Rede Digital de Educação e do Conhecimento do concelho do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: InforSabugal, Lda.
Preço Contratual: 60.824,00 €

:: 19-09-2012 ::
Descrição: Reparação da super estrutura da viatura de recolha de lixo de caixa rotativa.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Vecofabril, S.A.
Preço Contratual: 6.850,00 €

:: 21-09-2012 ::
Descrição: Plano de animação – Muralhas com História – Viagens Históricas Heranças.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Companhia de Teatro Viv´Arte
Preço Contratual: 27.417,89 €

:: 21-09-2012 ::
Descrição: Aquisição de estantes rolantes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Pedrasina, Lda.
Preço Contratual: 19.196,00 €

:: 21-09-2012 ::
Descrição: Contrato de prestação de serviços na área da medicina do trabalho – 12 meses, renovado automaticamente por igual período até ao máximo de 3 anos.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Medempresa, S.A.
Preço Contratual: 6.600,00 €

:: 25-09-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na Fregusia da Nave (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Nave
Adjudicatário: Fortunato Canhoto Construções, Lda.
Preço Contratual: 21.052,40 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Comemorou-se ainda o 1º de Dezembro, lembrando os 40 conjurados de 1640, pois já diz alguém que a história dos heróis tem de escrever-se á luz bruxuleante dos seus túmulos. É ali que a língua calada fala mais eloquentemente; os olhos cerrados irradiam profusamente a claridade duma vida impoluta e os braços descaídos fazem brandir, como nunca, a espada justiceira dos seus exemplos.

1º Dezembro

Até na morte são heróis, porque morrendo vivem no pensamento dos vivos. Os seus túmulos são as colunas da história; os exemplos o sangue das pátrias e o coração o altar das novas imolações.
Negar isto, é rematada cegueira; denegrir a sua vida é inveja cobardia; rasgar a história é imperdoável traição.
Por certo, cada um de nós ainda não rasgou a história na sua mente e no coração ainda não se apagou o amor sagrado da Pátria. Sendo assim, á luz fulgurante da nossa história, descobriremos o sentido profundo e atual deste dia no coração de portugueses e guardaremos a alta lição dos conjurados – uma página da história de imputável valor heroico.
Leiamos, pois, esta página aberta ao acaso:
– Era uma vez um rei valente, jovem e esperançoso. A História chama-lhe D. Sebastião. Que importa o nome? Nós preferimos chamar-lhe o jovem Rei-Sol, porque o brilho da sua mocidade era capaz de ofuscar a claridade de milhares de sóis.
A história curta da sua vida diz ainda:
– Foi um jovem valente e o seu fulgor sentiu lá nas terras orientais as agonias do entardecer. No coração trazia Portugal. Alcácer-Quibir seria o poente dum reinado, o eclipse duma nacionalidade, mas ele, montado no seu corcel de fogo, voltaria numa manhã de nevoeiro, quando os portugueses dormissem, para derrubar do seu trono os intrusos.
Povo apanha o conde AndeiroHaveria de reinar, já que, antes de morrer, muitos o haviam matado no seu coração. Porém, Portugal não encontrou a morte e um eclipse jamais é negação de sol e 1580 não era sinal de perda de independência. Foi um desvio ocasional do rumo da história, uma página por escrever no glorioso livro dos nossos destinos. É que a história das pátrias, como a dos homens, por vezes, sofre cortes inesperados, cruza-se e entrelaça-se, mercê de circunstâncias várias no tempo e no espaço. A razão é simples. Cada homem isolado, com a sua personalidade inconfundível, é, conscientemente ou não, uma das muitas letras que, sabiamente combinadas, fazem a história gloriosa ou infame dum povo. A vida é de quem a souber viver, a história é de quem a escrever melhor. Eis a razão por que, em todos os tempos, as pátrias tiveram o seu período negro e a história as suas erratas. A nossa fora começada por D. Afonso Henriques, escrita com o sangue de heróis, aquecida com as lágrimas salgadas e quentes e ilustrada pela mão hábil dos seus chefes.
Já diz o poeta, em versos, a ressoar de unção e de verdade:
Ó Pátria…ó mar,
Quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
.

Em 1580 acabaram os reis? Gelou o sangue dos heróis? As lágrimas já não salgaram? Não.
A voz dos poetas não emudecera, os heróis não minaram de pasmo ante o espectro de Alcácer-Quibir, nem a paleta dos artistas perdera o contraste e a perspetiva das cores.
O Rei-Jovem eclipsara-se gloriosamente nas escaldantes terras de África e o povo sem o apoio psicológico sentia profundamente a orfandade prematura. O Rei-Sol havia declinado no poente da vida e os portugueses, amarfanhados com tão duro golpe, inclinaram forçadamente a cabeça ao jugo castelhano. Algemadas as mãos, jamais o espírito irrequieto se submeteu a ferros estrangeiros.
Sessenta anos durou o cativeiro do corpo nacional que não o espírito.
Na manhã do dia 1 de Dezembro de 1640 despertou a aurora, rica de promessas. Os grilhões, carcomidos pela ferrugem dos erros castelhanos, quebraram-se; a base do trono, mirrada pela hipocrisia e cobiça, ruiu estrondosamente nesse 1º de Dezembro de 1640. Portugal riu-se do papão, caído de bruços, e o medo-arma psicológica- venceu-se a si mesmo e o jovem Rei-Sol voltou triunfante com a vitória dos conjurados heroicos de 1640, na pessoa de D. João IV, Duque de Bragança.
Todos, remoçados da alma nacional, com fé no ressurgimento nacional, saíram para a rua e, no coração de cada um, cresceu a esperança, ateou-se o fogo sagrado. Portugal, o gigante que desconhecia a sua força, conscientemente aprendeu a lição dos seus heróis que galhardamente derrubaram do trono o poderio espanhol e aclamaram D. João IV, Rei de Portugal.

Por outras razões e não com um historial tão longo e complicado como o do cativeiro de 1580 a 1640, o povo português republicano, o exército e a armada, descontentes com a má governação dos atuais políticos monárquicos, outra solução não havia a tomar, senão empreender uma revolução de que resultou a vitoriosa implantação da República, no dia 5 de Outubro de 1910.
Exilado o Rei D. Manuel II, foi nomeado um governo provisório, a que presidiu Teófilo Braga.

RepúblicaEis a lição profunda da página histórica dos conjurados de 1 de Dezembro de 1640 e dos revolucionários de 5 de Outubro de 1910.
Com tais feitos heroicos, impensável seria retirar os feriados, ainda que provisoriamente, de 1 de Dezembro, dia da restauração da Independência de Portugal do jugo de Espanha; do dia 5 de Outubro, comemorativo da implantação da República com os seus ideais e dos dias de Corpo de Deus e de Todos os Santos, dias Santos de Guarda, de tão grande devoção da maioria do povo português, mesmo assim, foram retirados.
Rasgar a história, a memória coletiva dum povo que é Portugal, não é, por certo, patriotismo.
Assustados e revoltados, dos heroicos conjurados e revolucionários que jazem no eterno descanso ouvem-se gritos de contestação, dizendo que só se calarão, quando os feriados retirados voltarem a ser comemorados.
Em sinal de agradecimento e reconhecimento, desculpai terem-vos quebrado o silêncio sagrado em que viveis. Obrigado pelo vosso heroísmo, porque até na sepultura sois heróis.
Descansai eternamente que bem o mereceis, na certeza de que Portugal continuará a respeitar e a comemorar os feriados retirados
Daniel Machado

Em 20 de Outubro de 1940 o dirigente Nazi Heinnrich Himmler, assistiu na praça de touros de Madrid, Las Ventas, a uma tourada em sua homenagem, convidado por Franco, Claro! Não sei o que lá viu nem o que não, mas as crónicas da época dizem que o chefe das S.S. saiu horrorizado da praça e quase desmaiou durante o espectáculo. E este tipo foi um sanguinário…

Republicanos são conduzidos à Praça de Badajoz

António EmídioOutra praça de touros, a de Badajoz no mês de Agosto de 1936 e durante a Guerra Civil Espanhola. A cidade foi tomada pelos nacionalistas (franquistas), foram fuzilados perto de 4.000 republicanos nos dias que se seguiram à entrada dos nacionalistas na cidade. As novas autoridades militares franquistas convidaram para assistir a esse macabro espectáculo dos fuzilamentos vários latifundiários alentejanos. Como é lógico e normal, nessa Guerra Civil matou-se e fuzilou-se dos dois lados, mas segundo historiadores, os republicanos abatiam principalmente grandes terratenentes, padres, freiras, e toda uma classe social alta e riquíssima, os nacionalistas abatiam indiscriminadamente as classes populares. Portanto tem lógica o convite aos latifundiários alentejanos…
Um jornalista português assistiu à cremação dos corpos dos fuzilados no cemitério da cidade de Badajoz, estava junto a um padre que pertencia ao bando nacionalista, então o padre desabafou «mereciam isto», tem lógica também o desabafo do padre.

Vamos até outra praça de touros, a de Salamanca. Depois do Golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, instala-se em Portugal uma ditadura militar. Não sei se ainda durante os governos que antecederam o de Salazar ou já com este no governo, porque Salazar ainda nomeou governadores civis militares, as autoridades espanholas convidaram o Governador Civil da Guarda, um militar para assistir a uns festejos em Salamanca. O Governador Civil tinha a noção de ser uma nulidade política, mas não uma nulidade como militar. Na praça de touros, estando todas as individualidades presentes, alguém deu conta que o Governador Civil da Guarda não tinha cadeira para se sentar, então em voz alta exclamou:
– Una silla para el señor gobernador!
O Governador ouviu e disse para o subordinado que estava junto dele:
– Vê lá que até aqui sabem que sou burro!
Ouviu falar em – silla – e confundiu…
Foi-me contada esta historieta, ou anedota, por alguém do Sabugal, já falecido e que pertenceu aos quadros do Estado Novo no Concelho

Vamo-nos manter noutra praça de touros, mas desta vez em Lisboa Campo Pequeno. Nas negociações com os Estados Unidos sobre a Base das Lages nos Açores, Salazar fez-lhes a «vida negra», só tergiversava, fazia-se difícil! Um dia os americanos num gesto de cooperação e amizade trouxeram até ao Tejo uma poderosa esquadra de guerra, tendo à frente o porta-aviões Franklin Delano Roosevelt. Em honra dos marinheiros norte-americanos foi organizada uma tourada. Faço ideia o «frete» que os marinheiros não fizeram, a vontade deles era terem ido para o Cais do Sodré e Bairro Alto! Salazar foi visitar o porta-aviões e, segundo palavras de Marcello Mathias, diplomata do Estado Novo, o chefe do governo anda a bordo «com o chapéu enterrado até às orelhas», com medo que o vento o levasse. Também, mas agora sou eu a dizê-lo, a forte ventania devia ter mostrado as suas célebres botas…

Termino, não numa praça de touros, mas à volta de uns sanitários públicos no Sabugal. Era Presidente de uma Comissão da Câmara Municipal do Sabugal no ano de 1926 do século passado, o político do Casteleiro, Joaquim Mendes Guerra. O Povo da então Vila reivindicava uns sanitários públicos. No dia de Carnaval, e numa das muitas paródias que se faziam, alguns foliões traziam dois pares de calças vestidos e, junto a uma árvore ou a um muro desciam o par de fora e acocoravam-se como quem estava a fazer as necessidades. O Joaquim Mendes Guerra mandou então fazer uns sanitários públicos. Acontece que só os «alinhavou» e num sítio em que o Povo do Sabugal dizia que davam guerra a toda a gente. No ano seguinte, e também no dia de Carnaval, os foliões levavam uma espécie de maqueta dos sanitários públicos, e um cartaz onde estava escrito: «A retrete que deu Guerra a todos» vejam a subtileza…
Foi-me contada esta história por alguém que conheceu esses tempos, também já não vive. Vou perdendo aqueles, e também aquelas, que me falavam da antiga Vila, dos seus costumes, da alegria, da tristeza, dos dramas, e das esperanças do seu Povo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

No dia 28 de Novembro, militares do Núcleo de Investigação de Pinhel, detiveram um homem de 60 anos de idade, residente no concelho de Foz Côa, por crime de posse ilegal de armas. Dois dias depois, 30 de Novembro, militares do Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel e do Posto Territorial de Trancoso, detiveram um casal, o homem de 60 anos de idade e a mulher de 50 anos de idade, desempregados, residentes em Torres Novas, por crime de furto por carteirista.

Material apreendido

Segundo o comunicado semanal do comando territorial da Guarda da GNR, o suspeito já de posse ilegal de armas já estava a ser investigado há algum tempo no âmbito de um Inquérito por furto em residência, a correr termos no Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel. Aquando do cumprimento de mandados de busca domiciliária, efetuada à sua residência, foi-lhe apreendido o seguinte material:
– Duas espingardas caçadeiras de calibre 12;
– Uma carabina de calibre 8 mm;
– 15 cartuchos de bala, zagalotes e chumbo;
– 530 munições de calibre 6,35 mm;
– 53 detonadores pirotécnicos;
– Dez metros de codão lento/detonante;
– Quatro «stic’s» de gelamonite 33;
– Diversas moedas e notas de coleção de vários países da União Europeia, dos estados Unidos da América e do Brasil, provenientes de furtos;
– Dois anéis em ouro;
– Seis sementes de cannabis.
Presente ao Tribunal Judicial de Foz Côa foi-lhe aplicada a medida coação de apresentações bi-semanais no Posto Policial da área de residência, ficando a aguardar o resultado do Inquérito.
No dia 30 de Novembro, militares do Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel e do Posto Territorial de Trancoso, detiveram um casal, o homem de 60 anos de idade e a mulher de 50 anos de idade, desempregados, residentes em Torres Novas, por crime de furto por carteirista.
Na sequência de várias denúncias, algumas verbais, apresentadas no Posto da GNR local por pessoas maioritariamente idosas, aquando da realização de mercados anteriores sobre o furto de carteiras e para fazer face ao crescente de tal criminalidade o Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel levou a efeito ações de vigilância, que lograram na detenção do casal, que ainda tentou desfazer-se de uma carteira que tinha acabado de furtar, a qual foi reconhecida pela proprietária.
Aos suspeitos, que possuem antecedentes criminais pela prática de vários ilícitos dessa natureza, foi-lhes ainda apreendida a quantia de 176,44 euros (diversas notas e moedas), que se presume ser proveniente dos furtos.
Presentes ao Tribunal Judicial de Trancoso foi-lhes aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.
plb

O feriado de 1 de Dezembro foi bem aproveitado pelos judoquinhas do Sporting Clube do Sabugal que participaram com «bom aproveitamento» no III Torneio de Judo do Montanha Clube da Lousã.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O terceiro torneio de judo do Montanha Clube da Lousã, realizou-se no passado sábado, feriado do 1 de Dezembro, com a participação de centena e meia de pequenos judocas entre os 4 e os 12 anos.
O sábado ser feriado e as adversidades que o país atravessa, não permitiram atingir o número de participantes que a organização deste torneio teve nos anos transactos. Sendo esta a terceira edição da prova organizada pelo Montanha Clube da Lousã, a secção de judo do Sporting Clube do Sabugal (SCS) participou pela sua segunda vez com quatro atletas da classe de formação.
O primeiro adversário a ultrapassar foi a pequena viagem até a localidade que acolheu o evento e a partir daí, tudo ficou dentro da normalidade e ao encontro do que os nossos pequenos atletas esperavam.
Os judocas do Sporting Clube do Sabugal cumpriram com os objectivos previsto para este tipo de prova, que servem essencialmente para o amadurecimento competitivo, assimilação das regras da modalidade e de convivência geral e o aceitar e analisar o resultado seja vitória ou derrota.
Para além dos atletas, o SCS respondeu ao convite do clube anfitrião com a participação de Carla Vaz na arbitragem, de modo a garantir a celeridade do decorrer do evento.
Embora todos os participantes recebessem medalha e lanche no final das suas prestações, não deixaram de ser destacados os lugares de pódio onde os Judocas Raianos fizeram por ter presença garantida, obtendo os seguintes resultados:
– João Neca, 1.º;
– Miguel Almeida, 3.º;
– Cláudio Pacheco, 1.º;
– Marco Branco, 2.º
O treinador da secção de judo do SCS ficou sobretudo satisfeito pelo comportamento exemplar, tanto dentro como fora da competição dos seus pequenos judocas, realçando a importância da participação ao nível da arbitragem dos elementos do SCS, não só pela amizade que une os técnicos dos clubes, como pela necessidade de formação nessa área.
djmc

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

AGOSTO DE 2012

:: 08-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras do Casteleiro (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia do Casteleiro
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 27.000,00 €

:: 17-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras do Sabugal.
Adjudicante: Freguesia do Sabugal
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 10.903,04 €

:: 22-08-2012 ::
Descrição: Organização e promoção da Volta a Portugal em Bicicleta 2012 (Etapa do Sabugal).
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: PAD-Produção de Actividade Desportiva
Preço Contratual: 45.000,00 €

:: 28-08-2012 ::
Descrição: Aquisição de material para construção de um muro de suporte de terra.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Ricardo & Ricardos, Lda.
Preço Contratual: 6.417,08 €

:: 29-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras da Lageosa da Raia (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Lageosa da Raia
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 20.047,10 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Os grupos parlamentares do PSD e do CDS apresentaram um projecto de lei com a reorganização administrativa do território cuja discussão em plenário está agendada para a próxima quinta-feira, dia 6 de Dezembro. A iniciativa reproduz a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa Territorial.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana (clique na imagem para ampliar.)

A proposta dos partidos que suportam o governo aponta para que as freguesias a agregar mantenham a sua existência até às eleições gerais para os órgãos das autarquias locais de 2013, momento em que será eficaz a sua cessação jurídica.
A aprovação do projecto de lei e a sua entrada em vigor implicará que a preparação das listas às eleições autárquicas tenha já em conta as agregações decididas.
Segundo a proposta conjunta PSD/CDS, o concelho do Sabugal ficará com 30 freguesias, menos 10 do que aquelas que actualmente possui, o que resultará da criação de sete novas freguesias por agregação:
– União das Freguesias de Sabugal e Aldeia de Santo António;
– União das freguesias de Santo Estêvão e Moita;
– União das Freguesias de Pousafoles do Bispo, Penalobo e Lomba;
– União das Freguesias de Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas.
– União das Freguesias de Seixo de Côa e Valongo;
– União das Freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos;
– União das Freguesias de Lageosa e Forcalhos.
No prazo de 90 dias após a instalação dos órgãos que resultem das eleições, a assembleia de freguesia delibera a localização da sede. Porém, na ausência de deliberação, a localização das sedes das freguesias a agregar no concelho do Sabugal será: Aldeia de Santo António, Santo Estêvão, Pousafoles, Ruvina, Seixo do Côa, Vilar Maior e Lageosa.
Os dois partidos que suportam o governo afirmam que a reforma é um antigo e histórico anseio e que no concreto resulta do memorando de entendimento assinado com a Troika, que determina a redução significativa das autarquias locais. Aumentar a eficiência e reduzir custos são outro dos motivos avançados pelos dois partidos para a reforma.
plb

Requeijão até fartar, iscas de fígado, molho de escabeche, taborna, caldudo, roupa velha, sei lá… são recordações, são saudades na pituitária. São sabores arreigados, entranhados em nós. Alguns deles, hoje proibidos: nunca mais os provarei. Eram comidas do arco-da-velha…

jcm_20121203_01a

José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - Capeia Arraiana - SabugalComeço com um aviso prévio ao leitor. Hoje alguns autores escrevem, e põem no fim dos textos uma notinha assim: «Este artigo não respeita o novo Acordo Ortográfico por expressa vontade do autor». Pois bem, eu quero fazer uma declaração bem mais abrangente: «Este texto não só não respeita o tal Acordo, como ainda acrescento que não respeita as normas de escrita da língua portuguesa oficial nalguns casos concretos de rigorosa expressão oral do Casteleiro. Isto, para dispensar a dispersão de aspas a cada pé de passada.»

Vamos, então, aos sabores especiais…
jcm_20121203_03aAlguns destes pitéus tinham um circuito muito específico: passavam pelas tascas, pelos reservados das tascas – melhor ainda, enquanto se jogava às cartas a doer, dias inteiros (não tanto nós, mas mais a geração anterior à nossa que, tida e achada era na tasca. Muitas vezes, a petiscar pratinhos deliciosos destes que aqui refiro hoje).
Outros tempos…
Até as batatas fritas com ovos estrelados parece que eram melhores do que as de hoje – e se calhar eram mesmo. E as baratas salteadas? Uih!
Mas há coisas que acabaram mesmo. Como o chicharro de escabeche, por exemplo. Ou jaquinzinhos de escabeche. Parece que o modo como esse molho era obtido o tornava explosivo dentro do organismo. Portanto, adeus, fala-se dele, mas nunca mais o provarei. Hoje sabe-se que faz muito mal. Isso, que se chama educação alimentar, junto com as naturais debilidades do organismo… tornam essas iguarias proibidas.
Ou seja: nunca mais me toca nos dentes.

Quando o Rei faz anos
jcm_20121203_04aComer uma bica, espalmada, saborosa. Comer um doce, espécie de biscoito popular, grande, alto ao centro – ou, melhor ainda, um esquecido. A mesma coisa mas com massa diferente e bem mais doce.
Papas, aquele pitéu à base de carolo (farinha de milho) – que delícia. Eram feitas pelas ceifas e pela malha.
Ou então uma roupa velha, mistura especial de batata partida aos quadradinhos pequenos, couve, alho etc.. Também se chamam batatas salteadas, batatas arranjadas – era assim que se chamava este prato. São um pitéu que «faxavor»…
Miga de feijão com trigo – que coisa boa!
Disto, ainda se vai provando agora de vez em quando, quando o Rei faz anos.

Comidas do outro mundo
jcm_20121203_02bTorresmos, que se chamavam carne gorda bem retchinada – eis algo absolutamente proibido hoje. Queijo curado a sério, daquele de apeguilhar com o pão.
Lá de vez em quando, uns tartulhos e talvez até uns míscaros. Sempre com muito cuidado, por causa dos venenos destes «bichinhos». Para prevenir, punha-se um objecto de prata dentro da panela quando estavam a cozer. Se escurecesse – alto e pára o baile, que é venenoso…
E o requeijão. Ena! Que maravilha.
As iscas de fígado, a taborna (pão frito em azeite, mas de forma muito especial). A verdadeira taborna era aquela que se fazia no lagar no dia em que se ia lá fazer o azeite.
O caldudo ainda nos lembra de vez em quando. Era um sabor especial: as castanhas secas, piladas, feitas em caldo. Uma coisa castanha, bem líquida, com as castanhas a boiar. Delícia, também.
jcm_20121203_05aPor vezes alguém recorda:
– E as sopas de cavalo cansado?
Sabe o que é isso? Água, um pouco de vinho, açúcar, pão lá dentro… Muito bom!
Do porco, três especialidades muito apreciadas cá para estes lados, sem deitar fora nada do resto: a bucheira, a morcela (a única feita a sério é a da minha terra, mas a daqueles tempos de quando eu era jovem: sem artifícios: só sangue, gorduras, pão e cominhos); e ainda os ossos do porco (a coluna vertebral do bicho), que se comiam pelo Carnaval.

Consegui impressioná-lo, leitor?
Era mesmo essa a intenção: pô-lo a lamber os lábios de saudade ou de inveja…
Bom proveito.

Nota final: Quero registar com grande alívio que uma tal «Anabela» poderá afinal ser mulher ou homem, ser do PSD ou do CDS mas nunca do PS, ao que me dizem; que afinal a minha intuição inicial me guiou bem; e que oficialmente o PS se desvinculou do comentário insidioso ou pior ainda. Refiro-me, naturalmente, a alguns dos comentários inseridos aqui. Leia e pense pela sua cabeça, como é sempre aconselhável.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa perseguiram esta madrugada, sobre o Sabugal, uma aeronave que entrou em espaço aéreo português. Uma missão da Força aérea justificada pela suspeita de tráfico de droga. O aeródromo da Ruvina foi vigiado durante todo o dia por patrulhas da GNR.

rtp_sabugal20121202a
(Clique na imagem para visionar o vídeo da RTP.)

Um avião ligeiro não identificado, que já vinha de Espanha, escapou à vigilância de dois aviões F-16 da Força Aérea Portuguesa e não se sabe onde está.
No âmbito do sistema de defesa aérea, um avião militar espanhol tinha acompanhado a aeronave ligeira a partir das imediações do Golfo de Cádiz, no extremo sul do país, até à zona de fronteira com Portugal, mas teve de abandonar a missão, por falta de combustível.
Segundo o tenente-coronel Rui Roque, porta-voz da FAP, os aviões portugueses chegaram a ter contacto por radar e visual com a aeronave, mas foi subitamente perdido a 10 quilómetros da fronteira, na zona do Sabugal, distrito da Guarda.
«Os dois F-16 fizeram várias passagens pelo local onde a aeronave deixou de ser avistada, não voltando a localizá-la, e depreenderam que terá aterrado no campo», indicou à Lusa o porta-voz da FAP.
A Força Aérea decidiu então dar por terminada a missão de defesa do espaço aéreo e notificar a GNR para tentar averiguar a situação no terreno «porque havia suspeita de transporte de estupefacientes».
«Tudo se passou entre as 4:50 e as 7:22 da manhã de hoje», indicou o tenente-coronel Rui Roque, acrescentando que não foi possível confirmar se se tratava de um avião que transportava drogas.
Contactado pela Lusa, o Comando-Geral da GNR, em Lisboa, indicou que foi feito um patrulhamento na região, mas não foi encontrado qualquer avião.
jcl (com agência Lusa)

«Feitura do carvão. Vi, claramente visto, o lume vivo.» Há cerca de oito dias o meu amigo Victor Fernandes, Presidente da Junta de Malcata, telefonou-me para me convidar a participar numa jornada que tinha a ver com a feitura do carvão, através da cepa da torga, ou canaveira, como por cá também se diz.

(Clique nas imagens para ampliar.)

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaFiquei, agradavelmente surpreendido, e logo comecei a orientar a vida de modo a que me fosse possível ir à simpática freguesia de Malcata onde somos sempre muito bem recebidos e bem estimados.
Cheguei por volta das 9.30 horas e alguém me disse que os «carvoeiros» já estavam para a serra. Fiquei um pouco embaraçado mas, de repente, apareceu-me o anjo salvador. O Rui Chamusco.
Passados dez minutos chegámos ao local onde cerca de duas dezenas de malcatanhos trabalhavam e outros iam servindo a jeropiga, dizendo que era para aquecer, já que o frio era mesmo de rachar.
Enquanto os mais entendidos iam retirando dos buracos o carvão que já estava feito e arrefecido outros circundavam uma outra fogueira onde estava a ser consumida uma grande quantidade de cepas.
Os mais entendidos iam ajeitando o lume de modo a que as cepas ficassem mesmo no ponto e, quando muito bem entenderam, começaram a escavar terra em volta do lume com a qual iam cobrindo e abafando as cepas que, por sua vez, se iam convertendo no apreciado carvão. Mas que arte, meus senhores! Sob o comando de um Senhor, já bastante maior, como dizem os espanhóis, mais dois ou três iam desenvolvendo as mais diversas tarefas também com as mais diversas ferramentas onde o enxadão é rei.
Já mesmo ao fim da manhã eis que chegava o Tó Peneira com o seu lustroso burro que havia de transportar as quatro sacas de carvão que estava pronto a ser consumido ou comercializado se fosse nos tempos de antigamente.
Por volta das 12.30 horas a maioria das pessoas chegavam à sede da associação onde já um grupo de voluntários e voluntárias tratavam do merecido almoço.
Logo que o burro foi descarregado chamaram todos os presentes para junto do balcão do bar poderem tomar um aperitivo. Num ambiente de pura e franca harmonia todas as pessoas bebiam e conversavam animadamente e o tema principal era mesmo o carvão.
Às 13.00 horas, tal como estava previsto, toda a gente se sentou à mesa onde foi servida carne em abundância acompanhada por um saborosíssimo arroz de feijão e couve que a Carla confeccionou. Parabéns, Carla, extensivos às outras moças que contigo trabalharam nas mais diversas tarefas.
Depois do café e copa e sob a orientação dos incansáveis – anfitriões – Vitor, Presidente da Junta e Rui Chamusco, Presidente da Associação, organizou-se o cortejo onde o burro, todo vaidoso, nos conduziu por várias ruas da Freguesia onde o acordeão do Rui e o pessoal dos bombos animaram toda a freguesia. Quem tem um Rui tem um Cristiano Ronaldo!
Confesso que fiquei maravilhado com esta festa do carvão que julgo ser merecedora de honras de televisão para que a ilustre e simpática Dina Aguiar pudesse divulgar através do seu muito apreciado programa «Portugal em Directo».
Mas para substituir as televisões – faltosas – surgiu o João Paulo e o irmão Tiago Cabral que com uma Câmara e uma máquina fotográfica fizeram um trabalho que prometeram meter em DVDs para que esta actividade possa ser divulgada porque, sinceramente, merece.
Parabéns a todos os malcatanhos quer tivessem ou não participado nesta inolvidável jornada!
Os nossos antepassados agradeceram.

«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JULHO DE 2012

:: 03-07-2012 ::
Descrição: Gestão e coordenação de projetos e fiscalização das obras de construção e remodelação dos Centros Municipais de Emergência e Protecção Civil dos municípios pertencentes à AMCB. Sabugal e outros concelhos.
Adjudicante: AMCB – Associação Municípios Cova da Beira
Adjudicatário: EFS – Engenharia, Fiscalização e Serviços, Lda.
Preço Contratual: 45.455,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Aldeia de Santo António (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Aldeia de Santo António
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 76.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Ruivós (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Ruivós
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 29.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Vilar Maior (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Vilar Maior
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 55.000,00 €

:: 26-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Badamalos (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Badamalos
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 44.500,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto a mais uma anexa da freguesia da Bendada: Trigais. No próximo domingo será editado o poema referente a outra freguesia do concelho: a Bismula.

TRIGAIS

Nas terras onde reina o rei centeio
O nome soará a falso toque
Esvaia-se, porém, todo o receio
No caso não há laivo de remoque

No tempo das carrejas, toque toque
As juntas sem repouso de permeio
Das searas às eiras em reboque
É palmo a palmo um caminho cheio

Um chão humoso em terras de fartura
Ali traçou o céu iluminura
Em plena Cova da Beira nos umbrais

O burgo é pequeno, mas que importa
Jamais alguém bateu em vão á porta
Sem que se abrisse a porta nos Trigais

«Poetando», Manuel Leal Freire

O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

:: ::
O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JUNHO DE 2012

:: 04-06-2012 ::
Descrição: Contrato de manutenção do sistema de Coorporate TV implementada na C.M. do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Amplitude Net, Lda.
Preço Contratual: 2.546,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia do Seixo do Côa
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 70.000,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia de Alfaiates
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 50.000,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia de Vale de Espinho
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 72.000,00 €

:: 22-06-2012 ::
Descrição: Remodelação parcial do edificio da Câmara Municipal – Criação do Balcão Único.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: António José Saraiva, S.A.
Preço Contratual: 23.565,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Sérgio Hilário, bombeiro dos Voluntários do Sabugal, sofreu um AVC enquanto conduzia uma ambulância da corporação no IP3 na zona de Penacova. A viatura despistou-se e ficou tombada na faixa de rodagem deixando ferido com gravidade o bombeiro enquanto o doente que transportava sofreu apenas ferimentos ligeiros.

bvs_sergiohilario01a

Sérgio Hilário, de 36 anos, conduzia a ambulância dos Bombeiros Voluntários do Sabugal de regresso ao quartel com uma doente e o seu acompanhante que tinha levado a um tratamento em Coimbra. Por volta das 15:30 horas de ontem, sexta-feira, no Itinerário Principal 3 (IP3) na zona de Espinheira, Penacova, a ambulância despistou-se e capotou ficando imobilizada na berma da estrada. O bombeiro sabugalense terá sofrido um AVC que o impediu de controlar o veículo porque, após o acidente, foi encontrado em paragem cardiorrespiratória. Foi reanimado e levado, em estado muito grave, para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde ainda se encontrava ao final da manhã deste sábado com lesões cerebrais e «prognóstico muito reservado».
O comandante Joaquim Bogas, em declarações ao Correio da Manhã, lamentou o acidente e disse não compreender «como alguém tão novo e regrado pode sofrer um AVC assim de repente». O comandante descreve Sérgio Hilário, bombeiro desde 1996 na corporação do Sabugal onde ocupa o posto de subchefe, como uma pessoa «sempre muito bem-disposta e voluntariosa, sem qualquer problema de saúde».
«Aqui, somos todos família e quando um de nós está mal, todos os outros sofrem», sublinhou o comandante lembrando que a sua preocupação se estendia aos demais elementos da corporação.
A doente e o seu familiar já regressaram ambos a casa, em Santo Estêvão, Sabugal.

A onda de solidariedade de apoio ao Sérgio já chegou ao Youtube.
Os membros do Grupo TAS 1/2012, estão solidários com o seu colega e membro do Grupo «Sérgio».
«Tu que batalhaste arduamente, superando grandes desafios, passando por sabores e dissabores, escorregadelas, lutas, sucessos, contratempos e virtudes que fizeram parte da tua caminhada, mas que tu nunca desististes e por isso aqui estamos nós a pedir-te para que não desistas e assim apoiar-te para que saias vitorioso nesta batalha.
As melhoras Sérgio.
O grupo TAS 1/2012.»


Ao Sérgio deixo sentido abraço e desejo de melhoras irmanado num sentimento de tristeza que atingiu todos os seus colegas da corporação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e da qual sou, com muito orgulho, secretário da Direcção.
jcl

Damos continuidade à apresentação do léxico com as palavras e expressões populares usadas na raia ribacudana.

CARREIRA – corrida. Fila de cereal disposta na eira, pronta para malhar; o m. q. covela. Camioneta de transporte de passageiros. O rapaz não dá carreira direita: não tem boa orientação ou não tem bom comportamento. Sinos às carreiras: em repiques festivos.
CARREIRO – vereda; caminho estreito.
CARREIRO DE SANTIGO – Estrada de Santiago (Clarinda Azevedo Maia – Batocas).
CARRETA – peça cilíndrica do tear, onde se seguram os liços (Luísa Lasso de la Veja y Pedroso Charters).
CARRETO – serviço prestado com o carro de vacas. Comboio de carros de vacas, que efectuam determinado transporte (Duardo Neves). Carro de vacas carregado (Francisco Vaz). Fazia-se o carreto para transportar produtos de e para as estações do comboio, assim ganhando os lavradores algum rendimento suplementar. Também se chamava carreto ao costume do povo se reunir e ir carregar e transportar pedra da serra, em carros, oferecendo-a aos novos casais para construírem suas casas (Fóios).
CARRICEIRAS – espécie de feno áspero e às vezes cortante que cresce em alguns lameiros (Duardo Neves).
CARRIL – caminho estreito; quelha; carreiro; atalho (Júlio Silva Marques).
CARRILHEIRA – maxilares do porco depois de «limpos», ou seja, arrebanhados da carne. A carrilheira era guardada na tarimba ou no caniço. Usava-se para curas: se havia inchaço em homem ou em animal escarchava-se a carrilheira e barrava-se a parte dorida com a medula dos ossos.
CARRO – veículo de tracção animal – carro de vacas, carro da burra. Cinquenta fachas, ou molhos, de palha ou de feno. Júlio António Borges refere, em relação a Castelo Rodrigo: cada carro transportava doze pousas de trigo, e cada pousa correspondia a cinco molhos. Ou seja, mais a norte do Sabugal, um carro eram 60 molhos.
CARROCO – puxo de cabelo na cabeça usado pelas mulheres (Clarinda Azevedo Maia – Lageosa).
CARROLA – monte de qualquer coisa. Carrola de pão: coluna de pães sobrepostos.
CARTAPEL – pequeno funil de cartão que serve para apertar a estriga (de linho) à roca. Clarinda Azevedo Maia registou cartapele e acrescenta que o funil pode ser de pele.
CARTAPELZINHO – franzino, molezinho (José Pinto Peixoto).
CARTÃO – moita de carvalhos novos e viçosos (Duardo Neves).
CARTAXO – chasco (pássaro); indivíduo fala-barato (José Pinto Peixoto).
CARTÓFAS – batatas (José Pinto Peixoto).
CARUMBA – caruma; agulhas de pinheiro.
CARUSSÉ – petróleo (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
CARVALHIÇO – carvalho pequeno.
CARVALHO – pau alto revestido de rosmaninhos e enfeitado com bandeiras coloridas, tradicionalmente queimado na noite de S. João. O pau era obtido do corte de um grande pinho, que era transportado, levantado e «vestido» no largo do arraial. No topo do carvalho colocava-se uma boneca com bombas ou um cântaro com o gato. Tirando este último pormenor (das bombas e do gato) o carvalho continua a preparar-se todos os anos na festa sanjoanina do Sabugal.
CARVOEIRA – forno improvisado, onde se faz carvão (Leopoldo Lourenço). Forma-se uma pilha de paus com uma caixa de ar, que se cobrem com uma camada de giestas e outra de terra, deixando-se dois orifícios (respiradores). Apichado o fogo, dura oito dias a combustão lenta, retirando-se depois o carvão, que permanecerá no local outros oito dias até ser ensacado.
CARVOEIRO – indivíduo natural de Malcata (Clarinda Azevedo Maia).
CASACA – casaco curto; blusão. Nas terras do Campo (Monsanto) designa blusa de mulher solta à frente (Maria Leonor Buescu).
CASA DAS BARBAS – barbearia (José Manuel Lousa Gomes ). Nas aldeias, estas casas apenas abriam aos sábados à tarde e aos domingos de manhã, dias em que os homens se escanhoavam e aparavam os cabelos. Os barbeiros de antigamente, para além do ofício próprio dessa profissão, exerciam também a medicina nas aldeias, tratando ferimentos e curando doenças.
CASA DE VIVER – casa de habitação.
CASCABOEZES – amendoins (Adérito Tavares) – do Castelhano: cacahuete.
CASCABULHO – grande quantidade de cascas (por exemplo de batata) que se dão de vianda aos porcos (Vítor Pereira Neves).
CASCALHEIRA – terreno pedregoso, com abundância de cascalho.
CASCALHO – seixos do rio misturados com terra, usados na construção de casas ou na pavimentação de caminhos.
CASCANOTE – carolo na cabeça; moquenco (Rebolosa).
CASCAR – bater, sovar. Cascou-lhe de rijo.
CASCARÃO – casca de ovo. Júlio António Borges acrescenta: casca de ferida cicatrizada.
CASCARROLHOS – amendoins (Duardo Neves).
CASCARRUDO – cascudo; diz-se das folhas de plantas grossas e rugosas como as da figueira (Clarinda Azevedo Maia – Aldeia da Ponte).
CASCO – casca de laranja (Clarinda Azevedo Maia – Fóios).
CASCOREL – coscorel; bolo caseiro, parecido com a filhós, mas com a massa mais fina. Vítor Pereira Neves define como: «doce frito típico do casamento». Manuel dos Santos Caria escreve cascorés e Luísa Lasso de la Veja y Pedroso Charters usa o termo coscorão.
CASCOSA – batata – termo da gíria de Quadrazais (Nuno de Montemor).
CASCOSA DO AR – castanha – termo da gíria de Quadrazais (Nuno de Montemor).
(Continua…)
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

MAIO DE 2012

:: 02-05-2012 ::
Descrição: Repavimentação e drenagem nas Estradas Municipais.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Chupas & Morrão – Construtores de Obras Públicas, S.A.
Preço Contratual: 13.950,00 €

:: 07-05-2012 ::
Descrição: Controlo da qualidade da água das Termas do Cró – Análises microbiológicas.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Unidade Local de Saúde da Guarda
Preço Contratual: 5.980,00 €

:: 08-05-2012 ::
Descrição: Aquisição de equipamento informático e de rede, para o Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: RIS 2048 – Sistemas Informáticos e Comunicações, Lda.
Preço Contratual: 7.872,00 €

:: 09-05-2012 ::
Descrição: Contrato de prestação de serviços de continuidade para o Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas – Mind Prisma.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: MIND-Software Multimédia e Industrial, S.A.
Preço Contratual: 1.848,00 €

:: 14-05-2012 ::
Descrição: Aquisição de serviços para Boletim e Agenda Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Litorraia – Litografia e Publicidade da Raia, Lda.
Preço Contratual: 5.100,00 €

:: 14-05-2012 ::
Descrição: Reformulação do Data Center da C.M. Sabugal – Rede Digital de Educação e do Conhecimento.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: JORINF – Informática e Telecomunicações, Lda.
Preço Contratual: 68.471,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

O solipsismo (do latim solus + ipse , só mesmo) é o conceito filosófico com que se designa toda a doutrina segundo a qual é impossível ir mais além da própria consciência, no que resulta a impossibilidade de conhecer algo mais do que o próprio “eu”, considerando-se a única realidade evidente e absoluta. Tornou-se famosa com René Descartes (filósofo francês, 1596-1650). Pode caricaturar-se como se se vivesse numa caixa fechada, e tudo isso fosse a realidade.

Esta doutrina assaltou-me o pensamento ouvindo o Primeiro-Ministro na Madeira, onde foi depois de uma negociata às escuras entre o governo central e o governo regional, com mais um cheque aquele para este, com a certeza de que deve ser para pagar mais uma megalómana iluminação de Natal e o fogo de artifício na passagem de ano. Mas ouvindo-o, colocando aquele ar de que, é ele e o seu governo a salvação da pátria, pensei que todas aquelas convicções deveriam caber unicamente na tal caixa fechada. A crença, porque só pode ser crença, num orçamento que todos consideram irrealista e, portanto, no cumprimento das metas aí estipuladas, cai por terra quando olhamos para o orçamento de 2012, quando se prepara mais um orçamento rectificativo. E este é já o segundo ou terceiro este ano! Haverá confiança para que o do próximo ano não se passe o mesmo? O mesmo solipsismo transbordou na entrevista que o primeiro-Ministro concedeu a uma televisão privada. Dessa entrevista não saiu nada que possa dar um mínimo de esperança aos portugueses. O Primeiro-Ministro falou de uma realidade que só existe na sua caixa. Para o país real (como se gosta de chamar ao país das pessoas cá no burgo) não houve uma palavra que apontasse um abjectivo. Não contrariou a observação do entrevistador quando o confrontou com o facto de que o país vai chegar ao fim do memorando mais fortes mas mais pobres, não respondendo à questão essencial, que sociedade seremos no final do cumprimento do memorando. Limitou-se a um discurso redondo e vazio. Confirmando que todos os sacrifícios que nos estão a ser pedidos, servem para podermos ir aos mercados mais cedo, mas não apontando um único benefício do uso do dinheiro que tem cortado aos trabalhadores. Confessando que todas a previsões do governo têm falhado, desculpando-se com o simplismo de que eram previsões. Pois… Definitivamente, o governo vive em solipsismo. Acredita que a sua receita está certa, quando os números mostram que errou em toda a linha, e para o demonstrar, insiste na receita. “Chegaremos lá vivos. Mas será muito difícil!”, foi com estas palavras de esperança que o Primeiro-Ministro terminou a entrevista. Que consolo!! Mas aqui o governo deve ser entendido não como um todo, mas parte. Pois o partido mais pequeno da coligação demonstrou claramente que está incomodado, disse-o e protestou. Resultado: foi ignorado. Provando-se que o CDS, nesta coligação, vale nada. Se não é, parece que está ali para usufruir do poder pelo poder, permitindo ao seu líder, pavonear-se pelo mundo fora e, a mais uns quantos, manter-se nos corredores do poder. Porque governar, influenciar a governação, decidir, zero. A aprovação deste orçamento provou-o.
Este orçamento é assassino. Contudo o governo espera que a realidade se adeque às suas teorias e receitas. Considerando estas a realidade. É solipsismo.

P.S. O governo decretou tolerância de ponto nos dias 24 e 31 de Dezembro (quanto a mim bem). Para quem acabou com os feriados históricos e religiosos (também eles históricos), acusando os portugueses de trabalharem pouco e de Portugal ter demasiados feriados vem, agora, procurar parecer benevolente e simpático. Precisamente agora, quando nos brinda com um orçamento que nos levará à miséria. É um presente de desconfiar.
P.S. Alguém explica ao senhor Primeiro-Ministro que o ensino é obrigatório e gratuito, preto no branco na Constituição, até ao 12º ano, portanto não pode ser pago!

«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Cada vez que uma grande superfície comercial abre um novo centro, a comunicação social alardeia solenemente a criação duns tantos postos de trabalho.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaA notícia é recebida com um grande júbilo, até porque contrastante com o panorama geral de encerramentos de empresas e despedimentos dia a dia mais numerosos nas que ainda vão resistindo à crise.
E a notícia, embora exagerando por vezes nos números, é substancialmente verdadeira.
A abertura dum hipermercado redunda sempre, efectivamente, na contratação de um considerável número de trabalhadres, especializados uns, com alguma prática outros, totalmente indiferenciados uma boa parte que, por isso, irão receber adequada formação.
Mas neste nosso mundo das compensações e contradições os supermercados acabam por ser uns monstruosos factores de desemprego.
Basta evocar as centenas de lojas do comércio tradicional que o novo centro vai imolar.
Estabelecimentos de todos os ramos, com particular incidência para as mercearias de bairro, recebem assim inapelável sentença de encerramento.
E cada mercearia, assim sacrificada, arrasta uma boa dúzia de pequenas explorações.
Lá vão ao vento as pequenas hortas familiares que ao longo do ano forneciam na sazão as couves e os repollhos, os nabos e os espinafres, as alfaces e as beterrabas, os pimentos e os tomates, os pepinos e os rabanos, as cherovias e as abóboras…
Lá ficam ao abandono os pequenos pomares que, mesmo na sua quase insignificância, abasteciam de peras e bons malápios, de cerejas e de ginjas, de melocotones e rainhas claudias, de figos e beboras, de quivis e maracujás.
Definham à falta de clientela, os micro-cultivadores de melões e melancias.
E não ficam por aqui as explorações arrastadas na queda.
Um vizinho que fornecia frangos quase de campo, um familiar dedicado à cunicultura, uma senhora do bairro que fabricava enchidos, uma outra que fazia bola de carne e fritava bolos de bacalhau, outra ainda que se dizia mestra em confeitaria caseira, até bate-solas ou tricotadeiras que ali tinham uma clientela muito fiel, ficaram desarmados.
Enfim a abertura duma grande superfície implica sempre encerramentos em cadeia de dezenas ou centenas de micro-empresas.
A nível de postos de trabalho há, pois, malefício.
«Caso da Semana», opinião de Manuel Leal Freire

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

ABRIL DE 2012

:: 19-04-2012 ::
Descrição: Fornecimento contínuo de 20.000 Litros de Gasóleo de Aquecimento, para o Edificio dos Paços do Concelho e Jardim de Infância do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: C.L.M.P. – Monteiro & Pinto, Lda.
Preço Contratual: 22.400,00 €

:: 23-04-2012 ::
Descrição: Área ardida nos incêndios dos dias 30 a 4 de Setembro de 2009.
Adjudicante: Freguesia da Aldeia de Santo António (Sabugal)
Adjudicatário: COOPCÔA – Sabugal, C.R.L.
Preço Contratual: 7.041,30 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Existe um pequeno canteiro a caminho da casa da minha mãe no Sabugal onde o jardineiro municipal coloca umas belas couves em flor…

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaNesta manhã de outono mais parecido com inverno em que escrevo esta crónica, apetece-me recordar alguns poemas…

De Geraldo Vandré
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Ou de António Gedeão
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

Ou ainda de José Mário Branco
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

Terminando com Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.

Obrigado jardineiro pelas couves floridas!…

PS:: Perdi um grande amigo, o Horácio, deixem-me chamar-lhe assim, Metaio, o meu «padlinho pequeno».
Por alguns momentos acompanhei a família nessa hora triste em Rio de Mouro, recordando com o seu irmão Orlindo, a altura em que viveu em casa da minha avó. Mais um pouco da minha infância que perco, o que me deixa cada vez mais pobre…
Um abraço de solidariedade à esposa Lisália, aos filhos, aos irmãos e a toda a sua família.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Antes de se meter a caminho de Portugal Junot instala o seu quartel-general em Bayonne, no sul de França, e aí reúne o Exército de Observação da Gironda, cujo comando o imperador lhe confiou.

A força militar compôs-se à imagem de um corpo de exército, com três divisões de infantaria, uma de cavalaria, outra de artilharia e algumas companhias de engenharia, sapadores e operários, a que se juntavam os carros com bocas de fogo, barris de pólvora e trens de equipagem.
Instalado no comando, Junot aguarda que se lhe reúnam os destacamentos, o imenso material necessário para a campanha e os oficiais superiores que o imperador lhe dispusera.
Não há somente soldados franceses. Há mercenários suíços (dois batalhões), desertores alemães (um batalhão), e também alguns italianos. São porém escassos os soldados experientes na guerra. A maior parte é tropa de linha e há muitos soldados recém-incorporados. Os poucos veteranos estão na 1.ª divisão, comandada por Delaborde, que de resto virá a ser a tropa que resistirá melhor à marcha.
Ainda em Bayonne, todas as noites desertam dezenas de soldados dos vários acampamentos. Nem os aboletamentos compulsivos, que recaem sobre as famílias dos desertores, evitam as sucessivas fugas. Preocupado, Junot implora ao Imperador que mande castigar severamente os trânsfugas: «creio indispensável mandar fuzilar nesta região alguns desertores, a fim de reter os outros».
O exército reúne a custo. Falta fardamento, sobretudo botas e capotes, e o dinheiro não chega para gratificar a tropa antes de sair em campanha, como é uso no exército francês.
Ainda que mal equipadas as colunas colocam-se em movimento sob uma chuva intensa e um frio cortante, que os acompanhará em todo o percurso.
As ordens são claras e o percurso está estabelecido: Junot atravessará Espanha passando por Vitória, Burgos, Valhadolid, Salamanca, Ciudad Rodrigo, de onde avançará para Portugal e marchará sobre Lisboa.
A invasão de Portugal terá o apoio dos espanhóis, tendo em conta o interesse comum. Uma divisão juntar-se-á a Junot junto à fronteira. Outra divisão ocupará o Porto e uma terceira invadirá o Alentejo.
Poucas semanas antes, em 27 de Outubro de 1807, França e Espanha haviam assinado em segredo o Tratado de Fonteinebleau, pelo qual dividiram o reino de Portugal. O acordo estabelecia o direito da tropa francesa transitar em solo espanhol e balizava os termos do envolvimento militar de Espanha na invasão.
Junot, antes de partir de Bayonne, e já com parte do exército a marchar em solo espanhol, escreve ao imperador garantindo-lhe que cumprirá com rigor as determinações. Avançaria a marchas forçadas até à fronteira portuguesa e aí aguardaria a reunião de todo o exército para avançar em força para Lisboa. «Todo o meu exército estará reunido no dia 26 e, supondo que só a 1 de Dezembro ele entrará em Portugal, espero estar em Lisboa a 10».
Já em Vitória, no País Basco espanhol, o general pára por uma noite e reajusta os planos. Como a ordem do Imperador é para atingir Lisboa quanto antes, decide que marchará para Alcântara, local por onde entrará em Portugal, tomando o caminho mais curto e evitando a via da Beira e a praça-forte de Almeida. A linha de orientação é o rio Tejo, cuja margem direita quer seguir até Abrantes, local onde passará para a margem esquerda e seguirá pelas planuras ou usará mesmo o rio para o transporte das tropas. Se o exército português colocar alguma oposição à invasão, os planos estão traçados: «posso mantê-lo em respeito com uma pequena parte das minhas tropas e alguns espanhóis sob o comando de um oficial inteligente enquanto eu marcho com o resto do exército contra o exército português para lhe dar combate e tomar Lisboa, que é o objectivo principal da operação», escreve a Napoleão.
Os franceses sabiam que havia um plano secreto, gizado entre Portugal e Inglaterra, para a fuga da corte portuguesa para o Brasil em caso de invasão, e Junot prefere primeiramente que esse plano se concretize, por ver assim facilitada a sua acção. Seria pouco provável que o exército português se movimentasse e o general livrar-se-ia do embaraço que seria tomar conta do príncipe regente português.
Napoleão, que também estava em campanha, acompanhava as notícias da marcha sobre Lisboa, recebendo vários informes. Junot escrevia-lhe a dar conta de tudo, mas o imperador recebia relatórios paralelos de outros militares, à margem do conhecimento do general em chefe. A certo momento, Napoleão enviou uma missiva a Junot dando-lhe ordens firmes para acelerar a marcha de modo a estar em Alcântara no dia 20 de Novembro e entrar imediatamente em Portugal, sem perdas de tempo, porque a 1 de Dezembro quer Lisboa tomada. Junot assegura-lhe que cumprirá as ordens, mau grado a chuva intensa, a lama e as torrentes que não o deixam por um instante.
«As invasões francesas de Portugal», por Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

MARÇO DE 2012

:: 01-03-2012 ::
Descrição: Estudo das incidências ambientais da ETAR de Rendo (Sabugal).
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Confeb – Consultores de Engenharia, Lda
Preço Contratual: 24.000,00 €

:: 15-03-2012 ::
Descrição: Drenagem de águas pluviais na Rua do Pinhal – Soito.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: CubosBeira, Lda.
Preço Contratual: 7.243,00 €

:: 16-03-2012 ::
Descrição: Aquisição de mobiliário para o Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Gonçalves & Gonçalves, Lda.
Preço Contratual: 7.986,78 €

:: 30-03-2012 ::
Descrição: Ligação, em Rede, dos estabelecimentos de Ensino/Educação existentes no concelho do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: C.B.E., S.A.
Preço Contratual: 44.026,94 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Vivi a minha infância em ambiente bucólico, na ruralidade da minha aldeia, nas Cheiras. Passei a adolescência no colégio do Outeiro de S. Miguel e cheguei, no limiar da juventude, ao Liceu Nacional da Guarda.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»A urbanidade soube-me a liberdade. Cedo integrei grupo de amigos. A experimentação de hábitos urbanos foi-se impondo, gradualmente. O prazer da «bica», uma das principais novidades da altura, constituiu um deleite que me sobejou para o resto da vida. Hoje até o cheiro do café me inebria!
Iniciei, nessa época, as saídas à noite. Saía mal acabasse de jantar. Do Largo dos Correios, onde morava, rumava ao Café Mondego. No início da minha vida urbana foi nesse café que me acostumei a cavaquear com amigos perante uma bica quentinha. Nas noites frias da Guarda desse tempo pouco mais poderíamos fazer do que conversar, beber um copo, tomar um café e espreitar algum jornal. Folheávamos mais frequentemente o Diário de Lisboa, jornal de títulos vermelhos, de formato mais pequeno e, por isso, mais portátil.
Certa noite de Inverno deu-se a minha saída, regulamentar, depois do jantar, para o café. O frio era excessivo e quase doía. O vento gélido fez-me levantar a gola do casaco que mantive, erecta, com a ajuda de um cachecol atado em nó cego. Mas nada pôde evitar que, a meio do caminho, caíssem grossas e espaçadas pingas de chuva gelada. Ora, quem por aqui habite ou tenha habitado sabe bem que estas pingas quase sempre precedem copiosas chuvadas. Tive, então, que bater o meu record pessoal dos cem metros e, mesmo assim, cheguei ao destino de costas húmidas e espinha arrepiada.
O café estava repleto. Entrei ofegante e sentei-me, como de costume. A montra embaciada não mostrava o exterior. Apenas se enxergava um ponto de luz amarela. Era a lâmpada de um poste de iluminação pública, em frente. No interior pairava um cinzento espesso, quase opaco, proveniente de mais de uma trintena de cigarros ardentes e fumegantes que, antes de extintos, eram substituídos por outros.
Às mesas conversava-se com inegável concentração. A atenção posta nos diálogos mal permitia perceber que havia quem entrasse e quem saísse. Entrei, portanto, e fiquei com a sensação de que ninguém deu por isso. Consegui uma mesa, bem ao fundo, no vértice de um canto. Era uma mesa que um homem, idoso e corcunda, deixou livre, suando e tossindo, enquanto se ausentava meio intoxicado com a excessividade do fumo tabaqueiro.
Nenhum dos meus amigos tinha vindo e, quiçá, nenhum deles viria, fruto da repressão da chuva, que a essa hora, já era diluviana.
Ao sentar-me desapertei o casaco. Tirei o cachecol. Confortei-me com a temperatura. Ajustei a cadeira à mesa e levantei o braço para o empregado.
Do lado de dentro do balcão um homem baixo e atento tirava cafés que não tinha tempo de contar. Do lado de fora outro homem, alto, equipado de casaca branca, circulava entre as mesas, veloz, redopiando a bandeja e conseguindo, milagrosamente, manter as chávenas sem verter. Colocava as bicas sobre as mesas com a mesma velocidade com que retirava as chávenas vazias. Depois recolhia as moedas que guardava numa carteira de cabedal preto pendurada do cinto. Passou junto de mim, olhou-me de soslaio e gritou sem me auscultar:
– Mais um bica para a mesa do canto.
Saboreei o meu café docemente. Folheei o jornal e assumi uma pose concentrada talvez para não destoar, no ambiente. Tinha perdido a esperança de que algum colega viesse mas continuei esperando sem saber bem por quem.
De repente abriram-se as portas de entrada que eram de «vai e vem». Entrou um homem baixo. Usava um sobretudo sobejamente comprido e cinzento, cor de fumo. O cabelo era comprido, desgrenhado e pouco lavado embora completamente ensopado de chuva. Tinha uma cara redonda, pequena, correada e cercada pela basta cabeleira. Parecia um rosto de cabedal castanho, um cabedal já gasto. Os olhos eram pequenos mas muito brilhantes. Olhando parecia emitir energias que nos perfuravam até ao âmago. Trazia na mão um par de chifres de carneiro, compridos e torneados.
Todos teriam preferido ignorar a sua chegada. Mas o homem vinha ao que vinha e para que todos notassem a sua presença quase berrou:
– Boa noite meus senhores.
Com a mão direita levantou até onde pôde os cornos do caneiro e continuou a vociferar:
– De quem são estes artefactos?
Como todos ficassem embasbacadamente calados rematou:
– Pronto, pronto meus senhores. Desculpem lá incomodar. Vou-me embora… Já vi que estão todos servidos.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

O Doutor Joaquim Mendes Guerra, do casteleiro, homem de grande cultura e qualificado relacionamento, foi um grande lavrador do concelho do Sabugal.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaUm notável trabalho publicado pelo Doutor Francisco Manso, sob o título Revolução dos Nabos, ultimamente referenciado na imprensa regional, trouxe-me à memória o que foi a actuação daquele grande terratenente em prol da lavoura do concelho e dos seus agentes, tradicionalmente desprezados, quando não mesmo vilipendiados por todos os poderes centrais, regionais e até locais.
Aquele levantamento popular foi já também objecto de uma outra publicação do grande estudioso Jesué Pinharanda Gomes, que, no entanto, dera outro nome à mesma série de ocorrências, apelidando-a de motim, das aguilhadas ou dos aguilhões…
Se um terceiro estudioso se lembrasse de lhe chamar insurreição contra a pragmática dos luxos poderia justificar o movimento pela irritação provocada nos ganadeiros pela equiparação, para efeitos de aplicação de taxas dos luxos da pomerania aos mastins castelhanos-serras da Estrela ou outros molossos afectados em primeira linha á guarda dos rebanhos, ao tempo ainda fortemente submetidos à dizimização pelas alcateias na região abundantes.
O povo entendia mal as razões de filosofia que, apregoavam os legisladores, estavam na base das novas sanções que iam atingir pequenos proprietários e jornaleiros, eles sim, fortemente carecidos de protecção.
Será curioso anotar que o levantamento apenas teve sucesso em parte do concelho, pode dizer-se que apenas nos que haviam pertencido aos extintos concelhos de Sortelha e Vila do Touro, tendo-lhe ficado totalmente inemnes as aldeias feudatárias dos antigos municípios de Alfaiates e de Vilar Maior e pouco havendo aquecidos os ânimos da restante terra fria sabugalense. Espontâneo, o movimento não teve figuras centrais, pelo que, quando chegou a horas de prestar contas à justiça, a acefalia reinou.
Foi então que o Doutor Mendes Guerra chamou a si a protecção dos que se viram acossados pelas justiças, muitas vezes injustas e normalmente muito poderosas para com os fracos.
Constituídos réus de delito público, foram submetidos a várias medidas de coacção, e, de entre elas, à prestaçao de cauções de montante elevado para o que não dispunham de dinheiro corrente, bens de raiz cabondes e, menos ainda, fidúcia bancária.
E toda essa cara e intrincada trama judicial foi resolvida pela Família Mendes Guerra. Como depois na fase processual subsequente, a do pagamento de preparos, custas de parte e de honorários a advogados.
De frisar é ainda o uso de influências em prol da causa dos ditos amotinados.
Joaquim Mendes Guerra era um homem de grande cultura e qualificado relacionamento. Fora leitor de Português em diversas universidades alemãs. Era um integralista da primeira geração e muito próximo ideologicamente de António Sardinha, Hipólito Raposo, o Conde de Monsaraz e Pedro Teotónio Pereira.
Pertencente a uma elite católica, gozava da amizade do Cardeal Cerejeira e dos vários irmãos e primos Dinis da Fonseca.
Jornalista de mérito, tinha assento permanente na redacção do diário monárquico Voz, nos cadernos do CADC e outros órgãos oficiosos da Igreja.
De resto, ele próprio criou e deteve um jornal posto ao serviço da Lavoura – A Gazeta do Sabugal.
Além disso, prestou à agricultura do concelho, um relevante serviço, criando e provendo de quadros o Grémio da Lavoura.
Ali, foi coadjuvado por um ilustre gerente que ele próprio contratou e preparou para o exercício do cargo – o senhor Pinto Monteiro, pai do Procurador Geral da República do mesmo nome.
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

Ao longo dos próximos dias o Capeia Arraiana vai publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

FEVEREIRO DE 2012

:: 02-02-2012 ::
Descrição: Transporte escolar de uma aluna de Aldeia da Ribeira para a EB1 de Aldeia Velha.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Maria de Lurdes Robalo
Preço Contratual: 5.130,00 €

:: 03-02-2012 ::
Descrição: Projecto para mobilizar os associados da AMCB para a necessidade de implementarem os Planos de Igualdade, através da integração desta temática nas políticas da Administração Pública Local.
Adjudicante: AMCB – Associação de Municípios da Cova da Beira
Adjudicatário: Tecnoforma, S.A.
Preço Contratual: 58.932,00 €

:: 06-02-2012 ::
Descrição: Alteração de execução e manutenção e beneficiação das infraestruturas eléctricas de iluminação do Mercado Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: José Alberto Martins Monteiro
Preço Contratual: 11.875,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviços de fornecimento de refeições ao 1º CEB.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Casa do Povo de Aldeia Velha
Preço Contratual: 5.591,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares no 1º CEB.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Sabugal
Preço Contratual: 18.251,05 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeiçoes escolares – 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 18.617,79 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares no 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Instituto de São Miguel (Ruvina)
Preço Contratual: 5.350,31 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Externato Secundário do Soito
Preço Contratual: 14.198,28 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de gestão de cantinas.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Externato Secundário do Soito
Preço Contratual: 5.830,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – Educação Pré-Escolar – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 18.426,24 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – Educação Pré-Escolar – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 9.980,88 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de Gestão de Cantinas na APPES – Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de Gestão de Cantina- Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de gestão de cantina – Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviços de entretenimento de crianças – prolongamento de horário – Pré-Escolar – Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 25.423,56 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de entretenimento de crianças – prolongamento de horário – Pré-Escolar – Soito.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 8.474,52 €

:: 15-02-2012 ::
Descrição: Prestação de serviços de Exploração e manutenção de postos de transformação de potência nos concelhos abrangidos pela Águas do Zêzere e Côa.
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Electro Belarmino, Lda.
Preço Contratual: 14.994,00 €

:: 16-02-2012 ::
Descrição: Aquisição de serviços para a execução da rede primária de faixas de gestão de combustíveis na freguesia de Águas Belas.
Adjudicante: Freguesia de Águas Belas
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 21.100,00 €

:: 17-02-2012 ::
Descrição: Operação e manutenção do sistema multimunicipal de saneamento do Zêzere e Côa – Lote 1, relativamente às infra-estruturas de saneamento. Sabugal e outros concelhos..
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Factor Ambiente; Espina & Delfin
Preço Contratual: 1.200.000,05 €

:: 17-02-2012 ::
Descrição: Operação e manutenção do sistema multimunicipal de saneamento do Zêzere e Côa – Lote 2, relativamente às infra-estruturas de saneamento. Sabugal e outros concelhos..
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Factor Ambiente; Espina & Delfin
Preço Contratual: 360.011,00 €

:: 24-02-2012 ::
Descrição: Repavimentação e Drenagem – Rua do Rio Côa – Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Construções do Côa de Almeida & Saloio, Lda.
Preço Contratual: 8.542,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Querido leitor(a), irá perdoar-me, mas o artigo de hoje vai para os nossos vindouros, para aqueles que daqui a um século, ou mais, serão os portugueses do futuro. O que tenho para lhes dizer? Leia e verá que não me afasto muito da realidade.

António EmídioVindouros, a História já vos disse a razão pela qual no ano de 2012 Portugal estava de joelhos perante a Alemanha e o Fundo Monetário Internacional (mercados), ou seja, porque é que Portugal tinha perdido a sua Soberania e muito da sua Democracia. Eu quero simplesmente escrever sobre uma elite político/partidária e outra económica, causadoras da perca da Soberania e da Democracia, e que levou o País à ruina económica.
A partir dos anos 90 do século XX, surge uma classe política que nada teve a ver com aqueles homens e mulheres que lutaram e conseguiram restabelecer a democracia em Portugal. Essa nova classe política a que eu chamava os «jovens lobos» formada no seio dos partidos políticos, burocratas, tecnocratas, pouca cultura, sem ideias e convicções, depressa integrou governos e chegou à Assembleia da República. Esta nova classe política sempre esteve mais preocupada com a sua progressão dentro do partido e situação económica, do que com os portugueses, com isso criou uma sociedade profundamente dividida, os ricos tornaram-se mais ricos e os pobres ficaram mais pobres. A classe média começou a proletarizar-se, a empobrecer, e uma das razões de tanta adesão a greves e manifestações em Portugal no ano de 2012, foi a classe média ter tomado consciência de que estava a empobrecer, e esta classe só se manifestava quando isso acontecia. A classe média-alta sobrevivia, a maior parte dela, à custa da especulação imobiliária e de toda uma série de negócios menos claros, muitas vezes subsidiados pelo Estado… As classes baixas, as mais humildes, abandonadas pelos governantes e grandes empresários atingiam um estado de pobreza que se assemelhava à dos países do terceiro e quarto mundos, devia-se isto em grande parte à perca do emprego, porque quem ficasse sem emprego caía imediatamente na pobreza, Portugal tinha nesta altura um milhão ou mais de desempregados e, tudo indicava que em 2013 o número aumentaria. Esta classe baixa, mais humilde representava já perto de 80 por cento da população portuguesa, suportava sacrifícios económicos impressionantes e nada possuía de seu.
Quem estava no topo da pirâmide, enriquecendo, corrompendo e corrompendo-se cada vez mais? Políticos desonestos, grandes empresários e banqueiros. Essas classes viviam num hedonismo impressionante, passeavam de Verão e de Inverno pelo estrangeiro fazendo compras nas mais sofisticadas e conhecidas casas de moda a nível mundial, possuíam autênticos palácios nos sítios onde iam passar uns momentos de ócio, e tinham luxuosos apartamentos nas cidades. Alguns eram donos de casas de luxo em Paris, Nova Iorque e outras cidades, os carros em que se deslocavam e também os jets privados eram do melhor que existia, e quase todos os anos os trocavam por outros mais modernos que apareciam no mercado. A comunicação social falava em milhões de euros roubados por eles em monumentais corrupções tanto no Estado como no sector privado, mas a mesma comunicação social tinha revistas especializadas só na vida privada dessa elite político/económica, desde os vestidos que compravam até aos amores que tinham, eram reis e senhores, rainhas e senhoras de um País com um milhão ou mais de desempregados, de milhares de trabalhadores que recebiam por mês entre trezentos e quatrocentos euros, e também de pobres pensionistas cujo valor das pensões oscilava entre os duzentos e cinquenta e trezentos euros mensais. Vindouros, os portugueses todos a trabalhar não conseguiam alimentar estas elites, quanto mais trabalhavam e eram explorados no seu trabalho, mais elas se corrompiam e gastavam.
Chegou-se à suprema infâmia, essa elite governante tinha uma estratégia de empobrecimento do País, de mais empobrecimento do País! De retirar ainda mais aos fracos rendimentos das classes baixas, médias, pequenos empresários e pequenos comerciantes! Para quê? À espera do investimento estrangeiro, e este investimento só se conseguia com salários miseráveis e horários infinitos de trabalho, Portugal assemelhava-se a um qualquer país pobre da Ásia para onde as multinacionais levavam as suas fábricas. Pela primeira vez na sua História, Portugal estava a empobrecer propositadamente para se tornar um couto de multinacionais, onde estas pudessem trabalhar sem um mínimo entrave desde social a económico.
Agora vindouro, leia com atenção isto que vou escrever: havia homens e mulheres com funções políticas, de uma dignidade e honestidade irrepreensíveis, gente com ideias e convicções. Na época histórica que atravessávamos, principalmente a partir do ano 2000 até agora, 2012, a classe política foi perdendo o seu prestígio até se tornar a classe mais odiada em Portugal. Compreendia-se, mas não se podia generalizar, infelizmente a maior parte dos portugueses generalizava.
Termino dizendo-lhe duas coisas: primeira, quando ler isto, seja qual seja a data histórica em que o faça, oxalá viva num Portugal mais justo, mais democrático, mais livre e com plena Soberania e Democracia, não num Portugal que seja um protectorado de uma qualquer potência económica e política.
Segunda coisa, quando nos arquivos do Capeia Arraiana, vamos pôr daqui a um século, 2112, ler este artigo, diga para consigo: «O tipo que escreveu isto não deixava de ter uma certa razão, mas foi assim, foi com essa política económica que Portugal se transformou no que é presentemente, uma pequena potência económica, onde a pobreza é residual, e a Democracia e Liberdade são das mais invejadas pela maior parte dos países do Mundo». Nada me faria mais feliz se fosse vivo!
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

António José Gonçalves dos Santos Vaz foi apresentado pela Comissão Política Concelhia do Sabugal como candidato socialista às Autárquicas de 2013. A apresentação formal teve lugar na Junta de Freguesia do Sabugal no passado sábado, 24 de Novembro de 2012.

António José Gonçalves Santos Vaz - Candidato PS - Autárquicas 2013 - Sabugal

António José Gonçalves Santos Vaz - Candidato PS - Autárquicas 2013 - Sabugal

No passado sábado, dia 24 de Novembro, realizou-se a apresentação formal de António José Gonçalves dos Santos Vaz, como candidato pelo Partido Socialista às autárquicas 2013 no concelho do Sabugal.
A Junta de Freguesia do Sabugal foi pequena para acolher todos aqueles que com vontade de mudar o rumo do concelho, marcaram a sua presença para apoiar o arranque deste projecto.
Marcaram presença também alguns elementos convidados pertencentes à estrutura distrital (Presidente da Federação Distrital, Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas do distrito da Guarda e um elemento do Secretariado Distrital do Partido Socialista) que manifestaram total empenho e disponibilidade no apoio ao projecto socialista para o concelho do Sabugal.
Mas porque a noite era do candidato, este dirigiu-se aos presentes duma forma clara explicando os objectivos da candidatura e a estratégia a aplicar após a vitória em 2013 num discurso consciente (das funções e estrutura da Câmara, do concelho no país e no mundo) e valorizando a pluralidade (heterogeneidade de percursos e perfis) e a coesão de todos os que acreditam neste projecto.
No final do discurso, os presentes estavam satisfeitos com as palavras que o candidato lhes dirigiu e destacaram a importância do mesmo ser do Sabugal, ter provas dadas no que respeita à sua vida profissional e o mais importante, ter vontade e estratégia para colocar o Sabugal na senda do progresso.
Nuno Teixeira
(Presidente da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal)

Fica assim confirmada oficialmente a notícia avançada pelo Capeia Arraiana no passado dia 2 de Novembro.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 833 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Agosto 2016
M T W T F S S
« Feb    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 2,970,576 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 833 outros seguidores