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O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

OUTUBRO DE 2012

:: 01-10-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária das faixas de gestão de combustivel na Freguesia de Vila do Touro (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Vila Touro
Adjudicatário: Fortunato Canhoto Construções, Lda.
Preço Contratual: 83.476,70 €

:: 01-10-2012 ::
Descrição: Serviços de Consultoria – Programa de Empreendedorismo e Inovação Rural do concelho do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Visão & Valores, Unipessoal, Lda.
Preço Contratual: 24.900,00 €

:: 02-10-2012 ::
Descrição: Trabalhos de manutenção do relvado do Estádio Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: João Artur Robalo da Teresa
Preço Contratual: 7.670,00 €

:: 16-10-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras de Quintas de São Bartolomeu (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia das Quintas de São Bartolomeu
Adjudicatário: Fortunato Canhoto Construções, Lda.
Preço Contratual: 23.742,40 €

:: 17-10-2012 ::
Descrição: Fornecimento de gás propano a granel e respetivas instalações de armazenamento.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Spelta – Produtos Petrolíferos, Lda.
Preço Contratual: 69.300,00 €

:: 17-10-2012 ::
Descrição: Protocolo/Contrato Serviço Público – Rede Integrada de Transportes do concelho do Sabugal (Serviço Público/Transporte Escolar), com inicio em 01/10/2012 até 30/09/2015..
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Viúva Monteiro & Irmão, Lda.
Preço Contratual: 2.736.486,09 €

:: 31-10-2012 ::
Descrição: Prestação de serviços jurídicos.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Paulo Almeida & Associados – Soc. Advogados, R.L.
Preço Contratual: 5.000,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

O Doutor Tavares de Melo – o Morgado de Santo Amaro – foi o maior de entre os proprietários do concelho do Sabugal.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaTive o grato prazer de lidar muito de perto com aquele grande terratenente e de ser seu seu comensal ao longo dos anos por que vivi na cidade de Castelo Branco.
O Morgado tinha sempre a mesa posta para os correligionários amigos – mesa fartíssima e muito portuguesa.
E eu – com o meu particularíssimo amigo Henrique de Atahyde, quando nos apetecia lá íamos de longada até Santo Amaro usar da hospitalidade do velho fidalgo e receber uma lição de portugalidade.
Tavares de Melo ultrapassara já a casa dos noventa, mas mantinha-se aprumado, alto e direito como um ferro pedral.
E com uma enorme lucidez, apenas traída por uma arreliadora falha de memória para nomes.
Estranhamente não se recordava do nome de Salazar, então nosso todo poderoso primeiro-ministro, que assinalava como o contabilista que manda de Lisboa.
Mas discreteava sobre o Integralismo Lusitano e a Nobiliarquia Portuguesa.
O meu companheiro Henrique de Atahyde era mais monárquico que o Senhor Dom Duarte e tinha um nome ainda mais extenso do que o dos pretendentes à Coroa de Portugal. Com efeito, assinava-se ele Henrique Manuel da Senna Bello Queirós Pinto de Atahide de Serpa e Mello e não sei quantos antropónimos mais, rematando em Tavares Geraldes.
Com o nosso anfitrião usava os eónimos Tavares e Mello. MELLO sem dom, prova de grande filhamento e TAVARES devia ser TAVAREZ como aquele Tavarez Rombo armado cavaleiro com Dom Afonso Henriques em Zamora.
E não se desdenhava sequer do ónimo GIRALDES que ressumava ao Sem Pavor, redimido de quadrilheiro pela integração de Évora no património régio…
Assim, em amena e folgosa cavaqueira, se passavam as copiosas banqueteações.
Algumas vezes, ali assistimos à passagem das ovelhas que em transumância desciam das cumeadas da Estrela para as campanhas do Almurtão.
O Morgado organizava uma espécie de serões para trabalhadores em homenagem aos zagais da mesta. Até com a contratação de robertos.
E uma das cubas grandes da ampla adega levava grande míngua.
Mas o Morgado rejubilava.
E título e quinta afamavam-se. Aliás, até economicamente a opção rendia. No tríduo da festarola, os rebanhos deixavam nas veigas uma forte adubadela, que bem seria paga pelos batatais, ajudando a uma maior produção e ainda à qualidade do produto.
Batatas boas são as das três «itas» – terra granita, água granita e caganita.
A Quinta produzia milhões que não apenas milhares de arrobas. Como também se alçapremava a todas as outras em cântaros de azeite.
De resto, o nome era-me familiar desde os verdes anos pela apanha da azeitona.
Um casal meu vizinho – Joaquim Carreto e Maria Antónia Neto, morando embora a fartas léguas de Santo Amaro, porque eram parentes de um dos feitores do Morgado, na sazão aparelhavam o burro e rumavam para a apanha.
Voltavam com o animal a ajoujar sob a carga de azeite e azeitona com que os mimoseavam, retribuindo bem o trabalho.
E gababam a hospitalidade do bom fidalgo, cuja fama voava por uma outra razão.
Fora um dos primeiros portugueses a possuir automóvel. Logo na primeira década de mil e novecentos.
Ao mesmo tempo que um Bragança, irmão de Dom Carlos, o Dom António, que ficou conhecido por o Arreda – por gritar ao povo, quando passava tripulando o bólide – arreda, arreda
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

SETEMBRO DE 2012

:: 04-09-2012 ::
Descrição: Programa Municipal para uso efeiciente da água – rega de espaços verdes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Albino Teixeira – Construções, Lda.
Preço Contratual: 51.999,15 €

:: 04-09-2012 ::
Descrição: Plano de Animação – Evento Dias da Lua 2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Centro de Convivio Cultural e Desportivo de Quarta-Feira
Preço Contratual: 6.000,00 €

:: 06-09-2012 ::
Descrição: Empreitada de execução de adutora à freguesia da Lomba.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Luís Pais dos Santos, Lda.
Preço Contratual: 46.935,00 €

:: 06-09-2012 ::
Descrição: Aquisição de uma solução de nova infra-estrutura de hardware para o Data Center da C.M. do Sabugal – Rede Digital de Educação e do Conhecimento do concelho do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: InforSabugal, Lda.
Preço Contratual: 60.824,00 €

:: 19-09-2012 ::
Descrição: Reparação da super estrutura da viatura de recolha de lixo de caixa rotativa.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Vecofabril, S.A.
Preço Contratual: 6.850,00 €

:: 21-09-2012 ::
Descrição: Plano de animação – Muralhas com História – Viagens Históricas Heranças.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Companhia de Teatro Viv´Arte
Preço Contratual: 27.417,89 €

:: 21-09-2012 ::
Descrição: Aquisição de estantes rolantes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Pedrasina, Lda.
Preço Contratual: 19.196,00 €

:: 21-09-2012 ::
Descrição: Contrato de prestação de serviços na área da medicina do trabalho – 12 meses, renovado automaticamente por igual período até ao máximo de 3 anos.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Medempresa, S.A.
Preço Contratual: 6.600,00 €

:: 25-09-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na Fregusia da Nave (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Nave
Adjudicatário: Fortunato Canhoto Construções, Lda.
Preço Contratual: 21.052,40 €

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Comemorou-se ainda o 1º de Dezembro, lembrando os 40 conjurados de 1640, pois já diz alguém que a história dos heróis tem de escrever-se á luz bruxuleante dos seus túmulos. É ali que a língua calada fala mais eloquentemente; os olhos cerrados irradiam profusamente a claridade duma vida impoluta e os braços descaídos fazem brandir, como nunca, a espada justiceira dos seus exemplos.

1º Dezembro

Até na morte são heróis, porque morrendo vivem no pensamento dos vivos. Os seus túmulos são as colunas da história; os exemplos o sangue das pátrias e o coração o altar das novas imolações.
Negar isto, é rematada cegueira; denegrir a sua vida é inveja cobardia; rasgar a história é imperdoável traição.
Por certo, cada um de nós ainda não rasgou a história na sua mente e no coração ainda não se apagou o amor sagrado da Pátria. Sendo assim, á luz fulgurante da nossa história, descobriremos o sentido profundo e atual deste dia no coração de portugueses e guardaremos a alta lição dos conjurados – uma página da história de imputável valor heroico.
Leiamos, pois, esta página aberta ao acaso:
– Era uma vez um rei valente, jovem e esperançoso. A História chama-lhe D. Sebastião. Que importa o nome? Nós preferimos chamar-lhe o jovem Rei-Sol, porque o brilho da sua mocidade era capaz de ofuscar a claridade de milhares de sóis.
A história curta da sua vida diz ainda:
– Foi um jovem valente e o seu fulgor sentiu lá nas terras orientais as agonias do entardecer. No coração trazia Portugal. Alcácer-Quibir seria o poente dum reinado, o eclipse duma nacionalidade, mas ele, montado no seu corcel de fogo, voltaria numa manhã de nevoeiro, quando os portugueses dormissem, para derrubar do seu trono os intrusos.
Povo apanha o conde AndeiroHaveria de reinar, já que, antes de morrer, muitos o haviam matado no seu coração. Porém, Portugal não encontrou a morte e um eclipse jamais é negação de sol e 1580 não era sinal de perda de independência. Foi um desvio ocasional do rumo da história, uma página por escrever no glorioso livro dos nossos destinos. É que a história das pátrias, como a dos homens, por vezes, sofre cortes inesperados, cruza-se e entrelaça-se, mercê de circunstâncias várias no tempo e no espaço. A razão é simples. Cada homem isolado, com a sua personalidade inconfundível, é, conscientemente ou não, uma das muitas letras que, sabiamente combinadas, fazem a história gloriosa ou infame dum povo. A vida é de quem a souber viver, a história é de quem a escrever melhor. Eis a razão por que, em todos os tempos, as pátrias tiveram o seu período negro e a história as suas erratas. A nossa fora começada por D. Afonso Henriques, escrita com o sangue de heróis, aquecida com as lágrimas salgadas e quentes e ilustrada pela mão hábil dos seus chefes.
Já diz o poeta, em versos, a ressoar de unção e de verdade:
Ó Pátria…ó mar,
Quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
.

Em 1580 acabaram os reis? Gelou o sangue dos heróis? As lágrimas já não salgaram? Não.
A voz dos poetas não emudecera, os heróis não minaram de pasmo ante o espectro de Alcácer-Quibir, nem a paleta dos artistas perdera o contraste e a perspetiva das cores.
O Rei-Jovem eclipsara-se gloriosamente nas escaldantes terras de África e o povo sem o apoio psicológico sentia profundamente a orfandade prematura. O Rei-Sol havia declinado no poente da vida e os portugueses, amarfanhados com tão duro golpe, inclinaram forçadamente a cabeça ao jugo castelhano. Algemadas as mãos, jamais o espírito irrequieto se submeteu a ferros estrangeiros.
Sessenta anos durou o cativeiro do corpo nacional que não o espírito.
Na manhã do dia 1 de Dezembro de 1640 despertou a aurora, rica de promessas. Os grilhões, carcomidos pela ferrugem dos erros castelhanos, quebraram-se; a base do trono, mirrada pela hipocrisia e cobiça, ruiu estrondosamente nesse 1º de Dezembro de 1640. Portugal riu-se do papão, caído de bruços, e o medo-arma psicológica- venceu-se a si mesmo e o jovem Rei-Sol voltou triunfante com a vitória dos conjurados heroicos de 1640, na pessoa de D. João IV, Duque de Bragança.
Todos, remoçados da alma nacional, com fé no ressurgimento nacional, saíram para a rua e, no coração de cada um, cresceu a esperança, ateou-se o fogo sagrado. Portugal, o gigante que desconhecia a sua força, conscientemente aprendeu a lição dos seus heróis que galhardamente derrubaram do trono o poderio espanhol e aclamaram D. João IV, Rei de Portugal.

Por outras razões e não com um historial tão longo e complicado como o do cativeiro de 1580 a 1640, o povo português republicano, o exército e a armada, descontentes com a má governação dos atuais políticos monárquicos, outra solução não havia a tomar, senão empreender uma revolução de que resultou a vitoriosa implantação da República, no dia 5 de Outubro de 1910.
Exilado o Rei D. Manuel II, foi nomeado um governo provisório, a que presidiu Teófilo Braga.

RepúblicaEis a lição profunda da página histórica dos conjurados de 1 de Dezembro de 1640 e dos revolucionários de 5 de Outubro de 1910.
Com tais feitos heroicos, impensável seria retirar os feriados, ainda que provisoriamente, de 1 de Dezembro, dia da restauração da Independência de Portugal do jugo de Espanha; do dia 5 de Outubro, comemorativo da implantação da República com os seus ideais e dos dias de Corpo de Deus e de Todos os Santos, dias Santos de Guarda, de tão grande devoção da maioria do povo português, mesmo assim, foram retirados.
Rasgar a história, a memória coletiva dum povo que é Portugal, não é, por certo, patriotismo.
Assustados e revoltados, dos heroicos conjurados e revolucionários que jazem no eterno descanso ouvem-se gritos de contestação, dizendo que só se calarão, quando os feriados retirados voltarem a ser comemorados.
Em sinal de agradecimento e reconhecimento, desculpai terem-vos quebrado o silêncio sagrado em que viveis. Obrigado pelo vosso heroísmo, porque até na sepultura sois heróis.
Descansai eternamente que bem o mereceis, na certeza de que Portugal continuará a respeitar e a comemorar os feriados retirados
Daniel Machado

O feriado de 1 de Dezembro foi bem aproveitado pelos judoquinhas do Sporting Clube do Sabugal que participaram com «bom aproveitamento» no III Torneio de Judo do Montanha Clube da Lousã.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O terceiro torneio de judo do Montanha Clube da Lousã, realizou-se no passado sábado, feriado do 1 de Dezembro, com a participação de centena e meia de pequenos judocas entre os 4 e os 12 anos.
O sábado ser feriado e as adversidades que o país atravessa, não permitiram atingir o número de participantes que a organização deste torneio teve nos anos transactos. Sendo esta a terceira edição da prova organizada pelo Montanha Clube da Lousã, a secção de judo do Sporting Clube do Sabugal (SCS) participou pela sua segunda vez com quatro atletas da classe de formação.
O primeiro adversário a ultrapassar foi a pequena viagem até a localidade que acolheu o evento e a partir daí, tudo ficou dentro da normalidade e ao encontro do que os nossos pequenos atletas esperavam.
Os judocas do Sporting Clube do Sabugal cumpriram com os objectivos previsto para este tipo de prova, que servem essencialmente para o amadurecimento competitivo, assimilação das regras da modalidade e de convivência geral e o aceitar e analisar o resultado seja vitória ou derrota.
Para além dos atletas, o SCS respondeu ao convite do clube anfitrião com a participação de Carla Vaz na arbitragem, de modo a garantir a celeridade do decorrer do evento.
Embora todos os participantes recebessem medalha e lanche no final das suas prestações, não deixaram de ser destacados os lugares de pódio onde os Judocas Raianos fizeram por ter presença garantida, obtendo os seguintes resultados:
– João Neca, 1.º;
– Miguel Almeida, 3.º;
– Cláudio Pacheco, 1.º;
– Marco Branco, 2.º
O treinador da secção de judo do SCS ficou sobretudo satisfeito pelo comportamento exemplar, tanto dentro como fora da competição dos seus pequenos judocas, realçando a importância da participação ao nível da arbitragem dos elementos do SCS, não só pela amizade que une os técnicos dos clubes, como pela necessidade de formação nessa área.
djmc

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

AGOSTO DE 2012

:: 08-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras do Casteleiro (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia do Casteleiro
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 27.000,00 €

:: 17-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras do Sabugal.
Adjudicante: Freguesia do Sabugal
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 10.903,04 €

:: 22-08-2012 ::
Descrição: Organização e promoção da Volta a Portugal em Bicicleta 2012 (Etapa do Sabugal).
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: PAD-Produção de Actividade Desportiva
Preço Contratual: 45.000,00 €

:: 28-08-2012 ::
Descrição: Aquisição de material para construção de um muro de suporte de terra.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Ricardo & Ricardos, Lda.
Preço Contratual: 6.417,08 €

:: 29-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras da Lageosa da Raia (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Lageosa da Raia
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 20.047,10 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Os grupos parlamentares do PSD e do CDS apresentaram um projecto de lei com a reorganização administrativa do território cuja discussão em plenário está agendada para a próxima quinta-feira, dia 6 de Dezembro. A iniciativa reproduz a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa Territorial.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana

(clique na imagem para ampliar.)

A proposta dos partidos que suportam o governo aponta para que as freguesias a agregar mantenham a sua existência até às eleições gerais para os órgãos das autarquias locais de 2013, momento em que será eficaz a sua cessação jurídica.
A aprovação do projecto de lei e a sua entrada em vigor implicará que a preparação das listas às eleições autárquicas tenha já em conta as agregações decididas.
Segundo a proposta conjunta PSD/CDS, o concelho do Sabugal ficará com 30 freguesias, menos 10 do que aquelas que actualmente possui, o que resultará da criação de sete novas freguesias por agregação:
– União das Freguesias de Sabugal e Aldeia de Santo António;
– União das freguesias de Santo Estêvão e Moita;
– União das Freguesias de Pousafoles do Bispo, Penalobo e Lomba;
– União das Freguesias de Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas.
– União das Freguesias de Seixo de Côa e Valongo;
– União das Freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos;
– União das Freguesias de Lageosa e Forcalhos.
No prazo de 90 dias após a instalação dos órgãos que resultem das eleições, a assembleia de freguesia delibera a localização da sede. Porém, na ausência de deliberação, a localização das sedes das freguesias a agregar no concelho do Sabugal será: Aldeia de Santo António, Santo Estêvão, Pousafoles, Ruvina, Seixo do Côa, Vilar Maior e Lageosa.
Os dois partidos que suportam o governo afirmam que a reforma é um antigo e histórico anseio e que no concreto resulta do memorando de entendimento assinado com a Troika, que determina a redução significativa das autarquias locais. Aumentar a eficiência e reduzir custos são outro dos motivos avançados pelos dois partidos para a reforma.
plb

Requeijão até fartar, iscas de fígado, molho de escabeche, taborna, caldudo, roupa velha, sei lá… são recordações, são saudades na pituitária. São sabores arreigados, entranhados em nós. Alguns deles, hoje proibidos: nunca mais os provarei. Eram comidas do arco-da-velha…

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José Carlos Mendes - A Minha Aldeia - Capeia Arraiana - SabugalComeço com um aviso prévio ao leitor. Hoje alguns autores escrevem, e põem no fim dos textos uma notinha assim: «Este artigo não respeita o novo Acordo Ortográfico por expressa vontade do autor». Pois bem, eu quero fazer uma declaração bem mais abrangente: «Este texto não só não respeita o tal Acordo, como ainda acrescento que não respeita as normas de escrita da língua portuguesa oficial nalguns casos concretos de rigorosa expressão oral do Casteleiro. Isto, para dispensar a dispersão de aspas a cada pé de passada.»

Vamos, então, aos sabores especiais…
jcm_20121203_03aAlguns destes pitéus tinham um circuito muito específico: passavam pelas tascas, pelos reservados das tascas – melhor ainda, enquanto se jogava às cartas a doer, dias inteiros (não tanto nós, mas mais a geração anterior à nossa que, tida e achada era na tasca. Muitas vezes, a petiscar pratinhos deliciosos destes que aqui refiro hoje).
Outros tempos…
Até as batatas fritas com ovos estrelados parece que eram melhores do que as de hoje – e se calhar eram mesmo. E as baratas salteadas? Uih!
Mas há coisas que acabaram mesmo. Como o chicharro de escabeche, por exemplo. Ou jaquinzinhos de escabeche. Parece que o modo como esse molho era obtido o tornava explosivo dentro do organismo. Portanto, adeus, fala-se dele, mas nunca mais o provarei. Hoje sabe-se que faz muito mal. Isso, que se chama educação alimentar, junto com as naturais debilidades do organismo… tornam essas iguarias proibidas.
Ou seja: nunca mais me toca nos dentes.

Quando o Rei faz anos
jcm_20121203_04aComer uma bica, espalmada, saborosa. Comer um doce, espécie de biscoito popular, grande, alto ao centro – ou, melhor ainda, um esquecido. A mesma coisa mas com massa diferente e bem mais doce.
Papas, aquele pitéu à base de carolo (farinha de milho) – que delícia. Eram feitas pelas ceifas e pela malha.
Ou então uma roupa velha, mistura especial de batata partida aos quadradinhos pequenos, couve, alho etc.. Também se chamam batatas salteadas, batatas arranjadas – era assim que se chamava este prato. São um pitéu que «faxavor»…
Miga de feijão com trigo – que coisa boa!
Disto, ainda se vai provando agora de vez em quando, quando o Rei faz anos.

Comidas do outro mundo
jcm_20121203_02bTorresmos, que se chamavam carne gorda bem retchinada – eis algo absolutamente proibido hoje. Queijo curado a sério, daquele de apeguilhar com o pão.
Lá de vez em quando, uns tartulhos e talvez até uns míscaros. Sempre com muito cuidado, por causa dos venenos destes «bichinhos». Para prevenir, punha-se um objecto de prata dentro da panela quando estavam a cozer. Se escurecesse – alto e pára o baile, que é venenoso…
E o requeijão. Ena! Que maravilha.
As iscas de fígado, a taborna (pão frito em azeite, mas de forma muito especial). A verdadeira taborna era aquela que se fazia no lagar no dia em que se ia lá fazer o azeite.
O caldudo ainda nos lembra de vez em quando. Era um sabor especial: as castanhas secas, piladas, feitas em caldo. Uma coisa castanha, bem líquida, com as castanhas a boiar. Delícia, também.
jcm_20121203_05aPor vezes alguém recorda:
– E as sopas de cavalo cansado?
Sabe o que é isso? Água, um pouco de vinho, açúcar, pão lá dentro… Muito bom!
Do porco, três especialidades muito apreciadas cá para estes lados, sem deitar fora nada do resto: a bucheira, a morcela (a única feita a sério é a da minha terra, mas a daqueles tempos de quando eu era jovem: sem artifícios: só sangue, gorduras, pão e cominhos); e ainda os ossos do porco (a coluna vertebral do bicho), que se comiam pelo Carnaval.

Consegui impressioná-lo, leitor?
Era mesmo essa a intenção: pô-lo a lamber os lábios de saudade ou de inveja…
Bom proveito.

Nota final: Quero registar com grande alívio que uma tal «Anabela» poderá afinal ser mulher ou homem, ser do PSD ou do CDS mas nunca do PS, ao que me dizem; que afinal a minha intuição inicial me guiou bem; e que oficialmente o PS se desvinculou do comentário insidioso ou pior ainda. Refiro-me, naturalmente, a alguns dos comentários inseridos aqui. Leia e pense pela sua cabeça, como é sempre aconselhável.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa perseguiram esta madrugada, sobre o Sabugal, uma aeronave que entrou em espaço aéreo português. Uma missão da Força aérea justificada pela suspeita de tráfico de droga. O aeródromo da Ruvina foi vigiado durante todo o dia por patrulhas da GNR.

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(Clique na imagem para visionar o vídeo da RTP.)

Um avião ligeiro não identificado, que já vinha de Espanha, escapou à vigilância de dois aviões F-16 da Força Aérea Portuguesa e não se sabe onde está.
No âmbito do sistema de defesa aérea, um avião militar espanhol tinha acompanhado a aeronave ligeira a partir das imediações do Golfo de Cádiz, no extremo sul do país, até à zona de fronteira com Portugal, mas teve de abandonar a missão, por falta de combustível.
Segundo o tenente-coronel Rui Roque, porta-voz da FAP, os aviões portugueses chegaram a ter contacto por radar e visual com a aeronave, mas foi subitamente perdido a 10 quilómetros da fronteira, na zona do Sabugal, distrito da Guarda.
«Os dois F-16 fizeram várias passagens pelo local onde a aeronave deixou de ser avistada, não voltando a localizá-la, e depreenderam que terá aterrado no campo», indicou à Lusa o porta-voz da FAP.
A Força Aérea decidiu então dar por terminada a missão de defesa do espaço aéreo e notificar a GNR para tentar averiguar a situação no terreno «porque havia suspeita de transporte de estupefacientes».
«Tudo se passou entre as 4:50 e as 7:22 da manhã de hoje», indicou o tenente-coronel Rui Roque, acrescentando que não foi possível confirmar se se tratava de um avião que transportava drogas.
Contactado pela Lusa, o Comando-Geral da GNR, em Lisboa, indicou que foi feito um patrulhamento na região, mas não foi encontrado qualquer avião.
jcl (com agência Lusa)

«Feitura do carvão. Vi, claramente visto, o lume vivo.» Há cerca de oito dias o meu amigo Victor Fernandes, Presidente da Junta de Malcata, telefonou-me para me convidar a participar numa jornada que tinha a ver com a feitura do carvão, através da cepa da torga, ou canaveira, como por cá também se diz.

(Clique nas imagens para ampliar.)

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaFiquei, agradavelmente surpreendido, e logo comecei a orientar a vida de modo a que me fosse possível ir à simpática freguesia de Malcata onde somos sempre muito bem recebidos e bem estimados.
Cheguei por volta das 9.30 horas e alguém me disse que os «carvoeiros» já estavam para a serra. Fiquei um pouco embaraçado mas, de repente, apareceu-me o anjo salvador. O Rui Chamusco.
Passados dez minutos chegámos ao local onde cerca de duas dezenas de malcatanhos trabalhavam e outros iam servindo a jeropiga, dizendo que era para aquecer, já que o frio era mesmo de rachar.
Enquanto os mais entendidos iam retirando dos buracos o carvão que já estava feito e arrefecido outros circundavam uma outra fogueira onde estava a ser consumida uma grande quantidade de cepas.
Os mais entendidos iam ajeitando o lume de modo a que as cepas ficassem mesmo no ponto e, quando muito bem entenderam, começaram a escavar terra em volta do lume com a qual iam cobrindo e abafando as cepas que, por sua vez, se iam convertendo no apreciado carvão. Mas que arte, meus senhores! Sob o comando de um Senhor, já bastante maior, como dizem os espanhóis, mais dois ou três iam desenvolvendo as mais diversas tarefas também com as mais diversas ferramentas onde o enxadão é rei.
Já mesmo ao fim da manhã eis que chegava o Tó Peneira com o seu lustroso burro que havia de transportar as quatro sacas de carvão que estava pronto a ser consumido ou comercializado se fosse nos tempos de antigamente.
Por volta das 12.30 horas a maioria das pessoas chegavam à sede da associação onde já um grupo de voluntários e voluntárias tratavam do merecido almoço.
Logo que o burro foi descarregado chamaram todos os presentes para junto do balcão do bar poderem tomar um aperitivo. Num ambiente de pura e franca harmonia todas as pessoas bebiam e conversavam animadamente e o tema principal era mesmo o carvão.
Às 13.00 horas, tal como estava previsto, toda a gente se sentou à mesa onde foi servida carne em abundância acompanhada por um saborosíssimo arroz de feijão e couve que a Carla confeccionou. Parabéns, Carla, extensivos às outras moças que contigo trabalharam nas mais diversas tarefas.
Depois do café e copa e sob a orientação dos incansáveis – anfitriões – Vitor, Presidente da Junta e Rui Chamusco, Presidente da Associação, organizou-se o cortejo onde o burro, todo vaidoso, nos conduziu por várias ruas da Freguesia onde o acordeão do Rui e o pessoal dos bombos animaram toda a freguesia. Quem tem um Rui tem um Cristiano Ronaldo!
Confesso que fiquei maravilhado com esta festa do carvão que julgo ser merecedora de honras de televisão para que a ilustre e simpática Dina Aguiar pudesse divulgar através do seu muito apreciado programa «Portugal em Directo».
Mas para substituir as televisões – faltosas – surgiu o João Paulo e o irmão Tiago Cabral que com uma Câmara e uma máquina fotográfica fizeram um trabalho que prometeram meter em DVDs para que esta actividade possa ser divulgada porque, sinceramente, merece.
Parabéns a todos os malcatanhos quer tivessem ou não participado nesta inolvidável jornada!
Os nossos antepassados agradeceram.

«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JULHO DE 2012

:: 03-07-2012 ::
Descrição: Gestão e coordenação de projetos e fiscalização das obras de construção e remodelação dos Centros Municipais de Emergência e Protecção Civil dos municípios pertencentes à AMCB. Sabugal e outros concelhos.
Adjudicante: AMCB – Associação Municípios Cova da Beira
Adjudicatário: EFS – Engenharia, Fiscalização e Serviços, Lda.
Preço Contratual: 45.455,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Aldeia de Santo António (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Aldeia de Santo António
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 76.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Ruivós (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Ruivós
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 29.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Vilar Maior (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Vilar Maior
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 55.000,00 €

:: 26-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Badamalos (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Badamalos
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 44.500,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto a mais uma anexa da freguesia da Bendada: Trigais. No próximo domingo será editado o poema referente a outra freguesia do concelho: a Bismula.

TRIGAIS

Nas terras onde reina o rei centeio
O nome soará a falso toque
Esvaia-se, porém, todo o receio
No caso não há laivo de remoque

No tempo das carrejas, toque toque
As juntas sem repouso de permeio
Das searas às eiras em reboque
É palmo a palmo um caminho cheio

Um chão humoso em terras de fartura
Ali traçou o céu iluminura
Em plena Cova da Beira nos umbrais

O burgo é pequeno, mas que importa
Jamais alguém bateu em vão á porta
Sem que se abrisse a porta nos Trigais

«Poetando», Manuel Leal Freire

O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

:: ::
O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JUNHO DE 2012

:: 04-06-2012 ::
Descrição: Contrato de manutenção do sistema de Coorporate TV implementada na C.M. do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Amplitude Net, Lda.
Preço Contratual: 2.546,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia do Seixo do Côa
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 70.000,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia de Alfaiates
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 50.000,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia de Vale de Espinho
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 72.000,00 €

:: 22-06-2012 ::
Descrição: Remodelação parcial do edificio da Câmara Municipal – Criação do Balcão Único.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: António José Saraiva, S.A.
Preço Contratual: 23.565,00 €

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Sérgio Hilário, bombeiro dos Voluntários do Sabugal, sofreu um AVC enquanto conduzia uma ambulância da corporação no IP3 na zona de Penacova. A viatura despistou-se e ficou tombada na faixa de rodagem deixando ferido com gravidade o bombeiro enquanto o doente que transportava sofreu apenas ferimentos ligeiros.

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Sérgio Hilário, de 36 anos, conduzia a ambulância dos Bombeiros Voluntários do Sabugal de regresso ao quartel com uma doente e o seu acompanhante que tinha levado a um tratamento em Coimbra. Por volta das 15:30 horas de ontem, sexta-feira, no Itinerário Principal 3 (IP3) na zona de Espinheira, Penacova, a ambulância despistou-se e capotou ficando imobilizada na berma da estrada. O bombeiro sabugalense terá sofrido um AVC que o impediu de controlar o veículo porque, após o acidente, foi encontrado em paragem cardiorrespiratória. Foi reanimado e levado, em estado muito grave, para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde ainda se encontrava ao final da manhã deste sábado com lesões cerebrais e «prognóstico muito reservado».
O comandante Joaquim Bogas, em declarações ao Correio da Manhã, lamentou o acidente e disse não compreender «como alguém tão novo e regrado pode sofrer um AVC assim de repente». O comandante descreve Sérgio Hilário, bombeiro desde 1996 na corporação do Sabugal onde ocupa o posto de subchefe, como uma pessoa «sempre muito bem-disposta e voluntariosa, sem qualquer problema de saúde».
«Aqui, somos todos família e quando um de nós está mal, todos os outros sofrem», sublinhou o comandante lembrando que a sua preocupação se estendia aos demais elementos da corporação.
A doente e o seu familiar já regressaram ambos a casa, em Santo Estêvão, Sabugal.

A onda de solidariedade de apoio ao Sérgio já chegou ao Youtube.
Os membros do Grupo TAS 1/2012, estão solidários com o seu colega e membro do Grupo «Sérgio».
«Tu que batalhaste arduamente, superando grandes desafios, passando por sabores e dissabores, escorregadelas, lutas, sucessos, contratempos e virtudes que fizeram parte da tua caminhada, mas que tu nunca desististes e por isso aqui estamos nós a pedir-te para que não desistas e assim apoiar-te para que saias vitorioso nesta batalha.
As melhoras Sérgio.
O grupo TAS 1/2012.»


Ao Sérgio deixo sentido abraço e desejo de melhoras irmanado num sentimento de tristeza que atingiu todos os seus colegas da corporação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e da qual sou, com muito orgulho, secretário da Direcção.
jcl

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

MAIO DE 2012

:: 02-05-2012 ::
Descrição: Repavimentação e drenagem nas Estradas Municipais.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Chupas & Morrão – Construtores de Obras Públicas, S.A.
Preço Contratual: 13.950,00 €

:: 07-05-2012 ::
Descrição: Controlo da qualidade da água das Termas do Cró – Análises microbiológicas.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Unidade Local de Saúde da Guarda
Preço Contratual: 5.980,00 €

:: 08-05-2012 ::
Descrição: Aquisição de equipamento informático e de rede, para o Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: RIS 2048 – Sistemas Informáticos e Comunicações, Lda.
Preço Contratual: 7.872,00 €

:: 09-05-2012 ::
Descrição: Contrato de prestação de serviços de continuidade para o Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas – Mind Prisma.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: MIND-Software Multimédia e Industrial, S.A.
Preço Contratual: 1.848,00 €

:: 14-05-2012 ::
Descrição: Aquisição de serviços para Boletim e Agenda Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Litorraia – Litografia e Publicidade da Raia, Lda.
Preço Contratual: 5.100,00 €

:: 14-05-2012 ::
Descrição: Reformulação do Data Center da C.M. Sabugal – Rede Digital de Educação e do Conhecimento.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: JORINF – Informática e Telecomunicações, Lda.
Preço Contratual: 68.471,00 €

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O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

ABRIL DE 2012

:: 19-04-2012 ::
Descrição: Fornecimento contínuo de 20.000 Litros de Gasóleo de Aquecimento, para o Edificio dos Paços do Concelho e Jardim de Infância do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: C.L.M.P. – Monteiro & Pinto, Lda.
Preço Contratual: 22.400,00 €

:: 23-04-2012 ::
Descrição: Área ardida nos incêndios dos dias 30 a 4 de Setembro de 2009.
Adjudicante: Freguesia da Aldeia de Santo António (Sabugal)
Adjudicatário: COOPCÔA – Sabugal, C.R.L.
Preço Contratual: 7.041,30 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Existe um pequeno canteiro a caminho da casa da minha mãe no Sabugal onde o jardineiro municipal coloca umas belas couves em flor…

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaNesta manhã de outono mais parecido com inverno em que escrevo esta crónica, apetece-me recordar alguns poemas…

De Geraldo Vandré
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Ou de António Gedeão
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

Ou ainda de José Mário Branco
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

Terminando com Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.

Obrigado jardineiro pelas couves floridas!…

PS:: Perdi um grande amigo, o Horácio, deixem-me chamar-lhe assim, Metaio, o meu «padlinho pequeno».
Por alguns momentos acompanhei a família nessa hora triste em Rio de Mouro, recordando com o seu irmão Orlindo, a altura em que viveu em casa da minha avó. Mais um pouco da minha infância que perco, o que me deixa cada vez mais pobre…
Um abraço de solidariedade à esposa Lisália, aos filhos, aos irmãos e a toda a sua família.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O Doutor Joaquim Mendes Guerra, do casteleiro, homem de grande cultura e qualificado relacionamento, foi um grande lavrador do concelho do Sabugal.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaUm notável trabalho publicado pelo Doutor Francisco Manso, sob o título Revolução dos Nabos, ultimamente referenciado na imprensa regional, trouxe-me à memória o que foi a actuação daquele grande terratenente em prol da lavoura do concelho e dos seus agentes, tradicionalmente desprezados, quando não mesmo vilipendiados por todos os poderes centrais, regionais e até locais.
Aquele levantamento popular foi já também objecto de uma outra publicação do grande estudioso Jesué Pinharanda Gomes, que, no entanto, dera outro nome à mesma série de ocorrências, apelidando-a de motim, das aguilhadas ou dos aguilhões…
Se um terceiro estudioso se lembrasse de lhe chamar insurreição contra a pragmática dos luxos poderia justificar o movimento pela irritação provocada nos ganadeiros pela equiparação, para efeitos de aplicação de taxas dos luxos da pomerania aos mastins castelhanos-serras da Estrela ou outros molossos afectados em primeira linha á guarda dos rebanhos, ao tempo ainda fortemente submetidos à dizimização pelas alcateias na região abundantes.
O povo entendia mal as razões de filosofia que, apregoavam os legisladores, estavam na base das novas sanções que iam atingir pequenos proprietários e jornaleiros, eles sim, fortemente carecidos de protecção.
Será curioso anotar que o levantamento apenas teve sucesso em parte do concelho, pode dizer-se que apenas nos que haviam pertencido aos extintos concelhos de Sortelha e Vila do Touro, tendo-lhe ficado totalmente inemnes as aldeias feudatárias dos antigos municípios de Alfaiates e de Vilar Maior e pouco havendo aquecidos os ânimos da restante terra fria sabugalense. Espontâneo, o movimento não teve figuras centrais, pelo que, quando chegou a horas de prestar contas à justiça, a acefalia reinou.
Foi então que o Doutor Mendes Guerra chamou a si a protecção dos que se viram acossados pelas justiças, muitas vezes injustas e normalmente muito poderosas para com os fracos.
Constituídos réus de delito público, foram submetidos a várias medidas de coacção, e, de entre elas, à prestaçao de cauções de montante elevado para o que não dispunham de dinheiro corrente, bens de raiz cabondes e, menos ainda, fidúcia bancária.
E toda essa cara e intrincada trama judicial foi resolvida pela Família Mendes Guerra. Como depois na fase processual subsequente, a do pagamento de preparos, custas de parte e de honorários a advogados.
De frisar é ainda o uso de influências em prol da causa dos ditos amotinados.
Joaquim Mendes Guerra era um homem de grande cultura e qualificado relacionamento. Fora leitor de Português em diversas universidades alemãs. Era um integralista da primeira geração e muito próximo ideologicamente de António Sardinha, Hipólito Raposo, o Conde de Monsaraz e Pedro Teotónio Pereira.
Pertencente a uma elite católica, gozava da amizade do Cardeal Cerejeira e dos vários irmãos e primos Dinis da Fonseca.
Jornalista de mérito, tinha assento permanente na redacção do diário monárquico Voz, nos cadernos do CADC e outros órgãos oficiosos da Igreja.
De resto, ele próprio criou e deteve um jornal posto ao serviço da Lavoura – A Gazeta do Sabugal.
Além disso, prestou à agricultura do concelho, um relevante serviço, criando e provendo de quadros o Grémio da Lavoura.
Ali, foi coadjuvado por um ilustre gerente que ele próprio contratou e preparou para o exercício do cargo – o senhor Pinto Monteiro, pai do Procurador Geral da República do mesmo nome.
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

Ao longo dos próximos dias o Capeia Arraiana vai publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

FEVEREIRO DE 2012

:: 02-02-2012 ::
Descrição: Transporte escolar de uma aluna de Aldeia da Ribeira para a EB1 de Aldeia Velha.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Maria de Lurdes Robalo
Preço Contratual: 5.130,00 €

:: 03-02-2012 ::
Descrição: Projecto para mobilizar os associados da AMCB para a necessidade de implementarem os Planos de Igualdade, através da integração desta temática nas políticas da Administração Pública Local.
Adjudicante: AMCB – Associação de Municípios da Cova da Beira
Adjudicatário: Tecnoforma, S.A.
Preço Contratual: 58.932,00 €

:: 06-02-2012 ::
Descrição: Alteração de execução e manutenção e beneficiação das infraestruturas eléctricas de iluminação do Mercado Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: José Alberto Martins Monteiro
Preço Contratual: 11.875,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviços de fornecimento de refeições ao 1º CEB.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Casa do Povo de Aldeia Velha
Preço Contratual: 5.591,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares no 1º CEB.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Sabugal
Preço Contratual: 18.251,05 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeiçoes escolares – 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 18.617,79 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares no 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Instituto de São Miguel (Ruvina)
Preço Contratual: 5.350,31 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Externato Secundário do Soito
Preço Contratual: 14.198,28 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de gestão de cantinas.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Externato Secundário do Soito
Preço Contratual: 5.830,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – Educação Pré-Escolar – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 18.426,24 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – Educação Pré-Escolar – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 9.980,88 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de Gestão de Cantinas na APPES – Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de Gestão de Cantina- Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de gestão de cantina – Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviços de entretenimento de crianças – prolongamento de horário – Pré-Escolar – Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 25.423,56 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de entretenimento de crianças – prolongamento de horário – Pré-Escolar – Soito.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 8.474,52 €

:: 15-02-2012 ::
Descrição: Prestação de serviços de Exploração e manutenção de postos de transformação de potência nos concelhos abrangidos pela Águas do Zêzere e Côa.
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Electro Belarmino, Lda.
Preço Contratual: 14.994,00 €

:: 16-02-2012 ::
Descrição: Aquisição de serviços para a execução da rede primária de faixas de gestão de combustíveis na freguesia de Águas Belas.
Adjudicante: Freguesia de Águas Belas
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 21.100,00 €

:: 17-02-2012 ::
Descrição: Operação e manutenção do sistema multimunicipal de saneamento do Zêzere e Côa – Lote 1, relativamente às infra-estruturas de saneamento. Sabugal e outros concelhos..
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Factor Ambiente; Espina & Delfin
Preço Contratual: 1.200.000,05 €

:: 17-02-2012 ::
Descrição: Operação e manutenção do sistema multimunicipal de saneamento do Zêzere e Côa – Lote 2, relativamente às infra-estruturas de saneamento. Sabugal e outros concelhos..
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Factor Ambiente; Espina & Delfin
Preço Contratual: 360.011,00 €

:: 24-02-2012 ::
Descrição: Repavimentação e Drenagem – Rua do Rio Côa – Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Construções do Côa de Almeida & Saloio, Lda.
Preço Contratual: 8.542,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

António José Gonçalves dos Santos Vaz foi apresentado pela Comissão Política Concelhia do Sabugal como candidato socialista às Autárquicas de 2013. A apresentação formal teve lugar na Junta de Freguesia do Sabugal no passado sábado, 24 de Novembro de 2012.

António José Gonçalves Santos Vaz - Candidato PS - Autárquicas 2013 - Sabugal

António José Gonçalves Santos Vaz - Candidato PS - Autárquicas 2013 - Sabugal

No passado sábado, dia 24 de Novembro, realizou-se a apresentação formal de António José Gonçalves dos Santos Vaz, como candidato pelo Partido Socialista às autárquicas 2013 no concelho do Sabugal.
A Junta de Freguesia do Sabugal foi pequena para acolher todos aqueles que com vontade de mudar o rumo do concelho, marcaram a sua presença para apoiar o arranque deste projecto.
Marcaram presença também alguns elementos convidados pertencentes à estrutura distrital (Presidente da Federação Distrital, Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas do distrito da Guarda e um elemento do Secretariado Distrital do Partido Socialista) que manifestaram total empenho e disponibilidade no apoio ao projecto socialista para o concelho do Sabugal.
Mas porque a noite era do candidato, este dirigiu-se aos presentes duma forma clara explicando os objectivos da candidatura e a estratégia a aplicar após a vitória em 2013 num discurso consciente (das funções e estrutura da Câmara, do concelho no país e no mundo) e valorizando a pluralidade (heterogeneidade de percursos e perfis) e a coesão de todos os que acreditam neste projecto.
No final do discurso, os presentes estavam satisfeitos com as palavras que o candidato lhes dirigiu e destacaram a importância do mesmo ser do Sabugal, ter provas dadas no que respeita à sua vida profissional e o mais importante, ter vontade e estratégia para colocar o Sabugal na senda do progresso.
Nuno Teixeira
(Presidente da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal)

Fica assim confirmada oficialmente a notícia avançada pelo Capeia Arraiana no passado dia 2 de Novembro.
jcl

Brejeirice – mas desta vez no tratamento de umas pessoas a outras. Adoro estes modos de falar do Povo, quando em acção no dia-a-dia, isto é, sem a pessoa estar preocupada «ai, ai, o que é que vão pensar de mim».

Ninguém tem receio do que vão pensar terceiros. Fala-se e pronto. Sem rebuço. Não há qualquer retraimento. Não: quando se está ali no ambiente bem conhecido, sem mirones, não há esses cuidados. Sai cada uma, que até ferve…
São apodos meio brejeiros, meio sérios.
São saltos de língua rápida, dos quais em geral não vem mal ao mundo.
Os ditos nestes casos são formas de falar. Trazem elogios e pancada de meia-noite, tudo de língua. São momentos únicos de má-língua, de língua afiada. O autor ou se dirige expressamente ao visado ou fala de outrem que não está presente. Não que faça muita diferença. Mas faz alguma. Se eu bem entendo, os apodos mais «ofensivos» são dirigidos por mulheres a outras mulheres ou falando de uma terceira.
Um aviso prévio: às tantas deixei de colocar aspas nas expressões populares e na sua transcrição fonética por duas razões: antes de mais por uma questão de respeito pela linguagem popular, depois, para evitar aquele ar superior de intelectual de meia figa que põe aspas como que para dizer «Olha, estes tipos falam assim, mas eu bem sei que isto está errado e não segue a norma gramatical». As pessoas sempre se estiveram nas tintas para isso e são elas que fazem a língua. O resto da malta vai atrás e vai colocando as coisas nos eixos… apenas.

Língua forte
«Aquilo é uma tchecória», dizia-se quando se queria chamar porca à pessoa visada. É um exemplo. Mas julgam que uma mãe não é capaz de dizer isso a uma filha? Se estivesse mesmo zangada, ia tudo à frente.
Outra muito frequente: «Tás cá c’ma gosma» (estás cá com uma gosma). Quer dizer:
– Estás muito constipado.
Mas a palavra gosma também tem outro sentido:
– Aquilo é um gosma, um chupista.
Quer dizer: está sempre à espera que lhe dêem alguma coisa ou de cravar um copo – seja lá o que for…

Verifico que há uma dose valente de qualificativos mais ou menos maldosos (aqui e ali um ou outro assim-assim, elogioso que seja) que têm aplicação geral por sexo do/a referido/a.
Assim, como adiante exemplifico.

Masculinos
Sei lá porquê, não há muitos assim, digamos, ofensivos para os rapazes. Mas há alguns. Por exemplo: «Fulano é um desasado» (não tem jeito para as coisas), que não tem ritmo, que faz tudo ao «ralanti» ( do francês «au ralenti» = muito, muito devagar).
Ou o inverso: para dizer que tem jeito diziam: «É muito àsado», ou, com mais carinho: «É muito àsadinho». Para dizer que a pessoa estava sempre disponível e fazia tudo: «É uma cestinha de mão».
Agora duas ou três mesmo no gozo, a deitar a pessoa abaixo:
– Aquilo é um babanca (não sabe o que diz).
Ou.
– Ah, malandro. Ah, candágua / cão de água… (rufia, um mal enjorcado que faz tudo mal e dá preocupações à família).
Pior:
– Esse? Esse é um colhana.
Significado: um tipo que não sabe fazer, um desajeitado.
Uma pessoa que não tem porte para nada, muito lento, quase um colhana:
– É um tchoninhas

Femininos
Há muitos que só se aplicam a mulheres. Estranhamente. Mas é assim. Não tenho noção de alguma vez ter ouvido estas coisas para referir ou para se dirigirem a um rapaz. Só para elas.
Mais: são elas que assim se referem a elas. Eles «tinham mais que fazer» do que estar ali ao sol / à sombra a treinar a língua (desenferrujar: era assim que se falava).
Parece misoginia mas não: é apenas história, pequena história do que era dantes… e era misógino, sim, embora sem qualquer consciência da coisa…
Por exemplo, e logo para arrasar:
– Aquilo é uma tchoca. Tem lá a casa numa tchoquice…
Isto, para dizer que a pessoa é uma valente porca que nem a casa limpa.
Já quando se queria dizer que a mulher era muito magra, dizia-se:
– É um bacalhau sueco.
E se a pessoa andava mal arranjada:
– És uma boa tchafesga das grelhas.
Já quando se chamava a uma mulher «badagoneira», isso queria dizer que a pessoa andava de porta em porta a dizer mal de umas e de outras.
– Aquela é cá um mostrunço…
Ou então:
– Manhusco…
Isso era para dizer que a pessoa é pouco arrumada e pouco limpa.

Nota
Apesar de já terem passado uns dias, não posso deixar de lhe chamar a atenção para um comentário que escrevi aqui (clique no azul para ler) – comentário por mim assinado com o meu nome verdadeiro.
Essa minha opinião versa sobre um comportamento que considero grave: alguém, a coberto de anonimato, abusou do «Capeia» e dos seus leitores para cometer o crime de fraude de informação. Acho isso imperdoável, e combato esse tipo de coisas em minha defesa e na do leitor.
Hoje trago aqui a referência para que mais pessoas possam detestar o crime cometido.

«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

(clique nas imagens para ampliar.)

Começa a tomar forma e a cor predominante dos bombeiros, fazendo um belo contraste com as incomparáveis nuvens da nossa região.

Quem pretender ajudar os bombeiros pode transferir o seu donativo para:
NIB: 003507020001137293062
ou, se for no estrangeiro, através do:
IBAN: PT50003507020001137293062, código CGDIPTPL.
A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto a mais uma anexa da freguesia da Bendada: Rebelhos. No próximo domingo será editado o poema referente à aldeias anexas desta freguesia que ainda falta: Trigais.

REBELHOS

Prefixo que reforça é sempre um re
Nenhum terá impacto que o vença
A condição imposta pelo se
E quando bem cumprida recompensa

Assim determinante como um de
O termo nos explica sem detença
Rebelhos e rebelde quando e se
O povo com razões se não convença

No mais sempre fiel aos seus desígnios
Os itens de seus votos consigne-os
Que são do povo os mais fiéis espelhos

Não quebram no trabalho e na amizade
O dito igual na praça e à puridade
Jamais traíu a gente de Rebelhos

«Poetando», Manuel Leal Freire

Os cogumelos venenosos fizeram mais uma vítima mortal, uma mulher de 64 anos, e deixaram um homem em estado muito grave, desta vez foi na Torre, aldeia da freguesia e concelho do Sabugal.

Ludovina Martins, de 64 anos, e João Correia, de 65, emigrantes em França, mas e a passar férias e a tratar da terra, colheram e comeram cogumelos, o que foi fatal: a mulher não resistiu a uma disfunção hepática aguda e acabou por morrer segunda-feira nos Hospitais da Universidade de Coimbra. O marido está em estado grave.
Ao que tudo indica os cogumelos ingeridos eram da espécie amanita phalloides, muito venenosa. Comeram os cogumelos e fecharam-se em casa, onde estiveram dois dias a sofrer, até que pediram socorro aos vizinhos, que por vez chamaram o INEM.
O INEM deslocou-se imediatamente ao local e conduziu o casal ao centro de saúde do Sabugal, de onde seguiram para o hospital da Guarda e depois para Coimbra. Ludovina martins, em estado muito grave, não resistiu e faleceu, enquanto que João Correia ficou internado no serviço de Gastrenterologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde ainda permanece, sem estar fora de perigo, embora com prognóstico favorável.
O acontecido deixou os habitantes da Torre em estado de choque. Muitos não compreendem como se enganaram na colheita dos cogumelos, uma vez que o casal era apreciador e aparentemente conhecedor das espécies.
Com este caso na Torre, eleva-se para quatro o número de mortes provocadas por cogumelos venenosos nas últimas três semanas. Em finais de Outubro, em Peso da Régua, um casal e o filho morreram após ingerirem cogumelos da mesma espécie, amanita phalloides. O filho tinha 42 anos de idade, o pai 68 e a mãe 70.
O envenenamento por ingestão de cogumelos venenosos provoca a rápida falência do fígado, dos rins e do sistema nervoso. Em casos graves só o transplante hepático evita a morte.
plb

A encruzilhada em que hoje o concelho do Sabugal se encontra tem um nome: despovoamento.

Se na década de 50 a população rondava os 43.500 residentes, a frieza dos últimos censos diz-nos que são agora apenas 12.500. Esta é a verdadeira questão que condiciona o futuro sustentável do concelho.
Todos sabemos que o despovoamento está ligado à estrutura económica das regiões. No Sabugal, como em todo o Interior, fixar populações deverá ser a obra maior e o objectivo assumido de todas as políticas nacionais, regionais e locais. Parece evidente, pelos números, que tudo o que se tem feito falhou. Ganhos pontuais, como pequenas empresas com criação de alguns postos de trabalho, não alteram em nada a realidade. Falharam os diagnósticos, as receitas, as perspectivas e as estratégias. Esta é a realidade crua.
Por tudo isto, temos que ser muito claros: É urgente inverter este caminho, é urgente a mudança! Mas qual é a receita?
Aprendemos que não há receitas milagrosas. Mas a experiência também nos ensina que perante as adversidades uma coisa simples é possível: é necessário romper com aquilo que parece uma fatalidade, assumindo rupturas e procurar novos paradigmas. E uma coisa básica pode e deve ser feita que passa pelo questionar qual o futuro que queremos, quais os caminhos possíveis, que potencialidades temos, que apostas devemos fazer. Enfim, falta debater seriamente o futuro do Concelho e deixarmos cair as pequenas questiúnculas com que nos deleitamos diariamente.
Os protagonistas locais devem aos sabugalenses uma atitude séria e clara face a esta realidade. Devem assumir este debate, apresentar propostas, estratégias fundamentadas e dizer claramente quais as suas apostas. O presente prova que até aqui todos falharam. Provavelmente porque as estratégias nunca existiram, provavelmente porque o objectivo imediato tem sido o poder pelo poder, provavelmente porque as verdadeiras estratégias nunca vingaram eleitoralmente.
Penso que chegou o tempo de se assumir a ruptura em nome do futuro do Concelho do Sabugal. De debater seriamente como evitar o rumo fatal que os números nos transmitem. De dar oportunidade a novos caminhos, chamem-lhe utopias ou outra coisa qualquer. E todos têm que ser chamados a este combate.
Chegados a uma encruzilhada, temos que optar por onde seguir. Reflectir e fundamentar a escolha.
Em minha opinião é urgente o debate. É urgente a mudança. Porque o tempo escasseia!
António José Marques

(Presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro)

Morreu hoje, no exacto dia em que cumpria 70 anos de idade o sabugalense Horácio Fernandes, vítima de doença prolongada.

Horácio Fernandes nasceu nas Quintas de São Bartolomeu e foi ainda menino viver para a então vila do Sabugal, sede do concelho, onde frequentou a escola, tendo por pedagogo o professor Cavaleiro e partilhando o banco da carteira com Fernando Pinto Monteiro, o ex Procurador Geral da República.
Do Sabugal acabaria por partir para Lisboa em busca de emprego, como tantos outros.
Já na capital empregou-se na Polícia Judiciária, onde foi agente, com intervenção no célebre caso Ballet Rose, nome por que ficou conhecido um processo que envolvia figuras públicas em actos de pedofilia e lenocínio. O escândalo provocado por essa investigação levaria Horácio Fernandes a abandonar a PJ, passando então a trabalhar na companhia de seguros Tranquilidade onde fez profissão até atingir a reforma.
Horácio Fernandes, que residia no Mortal, Estoril, era irmão do tenente coronel Orlindo Pereira.
O corpo do falecido será cremado no cemitério de Rio de Mouro – Sintra.
plb

No meio das agruras da vida, ao Povo restou sempre uma veia de piada. Uma enorme vontade de viver e de não se deixar derrotar. E isso, o instinto da sobrevivência levado ao extremo e no dia-a-dia, é fundamental. O Povo tem mesmo uma grande, enorme vontade de ser feliz, de estar bem, de contrariar as agruras da vida, custe o que custar.

Muitos ditos populares têm por base a ironia, o sarcasmo. O bom humor anda sempre por ali, nos ditos, naquelas frases que me diziam quando era pequeno e que estão cá gravadas até hoje: as frases e as circunstâncias em que eram atiradas à criança que eu era. Mas há também os ditados muito irónicos e cheios de malandrice…
Se pensarmos que a maioria desses ditos vêm de tempos de grande dificuldade de vida, ainda nos admiramos mais.
Ditados e ditos. Acho que um ditado popular é um dito que se refere a situações pré-determinadas e que se constituem em regras de vivência e de sabedoria. Exemplo: «Pelo São Martinho, / Vai à adega e prova o vinho».
Um dito é em minha opinião uma frase que se baseia em estória antiga que nunca é contada mas que está por detrás de muitas dessas palavras que juntas numa sentença dizem tudo o que o autor quer dizer mas que muitas vezes em seu sentido profundo e em seu alcance mais lato escapam a muitos dos interlocutores – mas há sempre alguns que entendem muito bem. E, assim, a sentença ganha o dobro da força. As risadinhas e o sarcasmo rodeiam a «vítima».

Rebelhos
Primeiro dito de hoje:
– Este foi como o Manel Leitão a Rebelhos.
Era-me dito quando ia a um sítio sem objectivo ou se me enganava no que me pediam ou se me esquecia do que ia fazer.
Que história era essa, afinal, do tal Manel Leitão que terá ido a Rebelhos sem objectivo?
Parece que o rapazola era de facto muito bem mandado: fazia tudo o que lhe pediam, mesmo que se precipitasse e fosse fazer recados até antes de lhe dizerem o que era preciso ir fazer.
Então um dia alguém lhe disse:
– Ó Manel, amanhã hás-de ir a Rebelhos.
E pronto. Era preciso ir e ele foi.
Nem deu tempo de lhe dizerem o que devia ir fazer a Rebelhos nem ele perguntou.
Foi.
Do Casteleiro a Rebelhos são para lá de sete quilómetros, parece-me.
Foi.
E, quando lá chegou, é que se deu conta de que afinal nem sabia o que ia fazer.
Voltou ao Casteleiro e perguntou então o que é que tinha de ir fazer a Rebelhos…
Coitado…
A caminhada dupla e a estouvadice fizeram dele uma referência negativa: ir como o Manel Leitão a Rebelhos significou sempre na minha terra fazer primeiro e pensar depois, sobretudo se se tratar de uma caminhada.
Vai-se para o campo e não se levam as batatas para semear? È como o Manel Leitão a Rebelhos.
Chegava à minha madrinha (e avó) e não me lembrava o que ia buscar? É como o Manuel Leitão a Rebelhos…

Edital
Esta frase sempre a ouvi chateado, porque era dita quando fazia asneira da grossa e me dava mal com o resultado.
Exemplo: estar a tentar arranjar a bicicleta mas afinal acabar por estragar ainda mais.
Aí, ou me diziam aquela do «Não te metas a mordomo sem devoção».
Mas aquela sentença que mais vezes me lembra e que mais me incomodava: «Está um edital à porta da igreja: / Quem é burro, não o seja».
Já em tempos aqui escrevi quanto esta me irritava… talvez por me chamarem burro, mesmo que indirectamente.
Qualquer das duas sentenças é, como se vê, bastante irónica e bastante brincalhona. No fundo, trata-se de chamar a atenção de forma forte mas meio a brincar, como quem dissesse: «Tens de aprender à tua custa».
Mas ambas transmitem duas coisas que em meu entender são a base da filosofia popular: por um lado, a referência religiosa que é uma constante na vida rural daqueles tempos, por outro, a imensa vontade de sorrir no meio das dificuldades da mesma vida rural da mesma época…

Abafado
Agora, uma piada minha que nunca fiz vinho – mas vi fazer muito, e aguardente e jeropiga e abafado – tudo…
E agora até aprendi que se fazem de modo diferente e que é nessa pequena diferença que está a diferença. A piada, para mim mesmo, é eu falar disto como se soubesse do que estou a falar…
Já ouviu falar de jeropiga? E de vinho abafado? Você pensa que é a mesma coisa??? Engana-se.
É isso.
Neste São Martinho até deu para provar ambos…
E sabe qual a diferença entre as duas bebidas no fabrico artesanal?
Eu explico em resumo, pelo que perguntei e me responderam.
Quando se pisa a uva, começa aí um processo de fermentação. O líquido vai ferver. Depois de ferver, começa o processo de «consolidação» do vinho, que vai durar na pipa mais de mês e meio até ser provado.
Vindima-se em Setembro e prova-se o vinho pelo São Martinho.
Ora bem: antes de o vinho ferver, ou seja, logo que está pisado, mas sem que comece a fermentar, quem quiser fazer abafado ou jeropiga tira a quantidade desejada de mosto e envereda de um dos dois processos:
– Para fazer jeropiga: mistura-se o mosto com aguardente, na proporção de 3 para 1 (25% de aguardente), mete-se no pipo ou vasilha que se quer, espera-se um dia e tapa-se antes de ferver. Passadas umas semanas valentes, abre-se e… bebe-se com estalar de lábios…
– Para fazer abafado, é tudo igualzinho, mas com uma enorme diferença: tapa-se logo que se tira da dorna onde foi pisado. O resto segue igual: como fica logo tapado, ainda fermenta menos do que a jeropiga (jurpia, no linguajar do Casteleiro!…). Depois prova-se e… é de estalar a língua.
Há muito quem escreva que abafado e jeropiga é a mesma coisa. Há quem escreva: «vinho abafado, vulgo, jeropiga». Erro. São feitos de modos ligeiramente diferentes.

Imagens
Quem ler com atenção o artigo entende a selecção das seguintes imagens:
Procissão no Casteleiro.
Rebelhos, freguesia vizinha.
Uvas pretas e belas.

«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto a mais uma anexa da freguesia da Bendada: Quinta do Ribeiro. Nos próximos domingos serão editados os poemas referentes às restantes duas aldeias anexas desta freguesia: Rebelhos e Trigais.

QUINTA DO RIBEIRO

Ribeira era a margem não o curso
Da água sussurrando desde a fonte
A abrir por entre fragas o percurso
Traçado pela linha do horizonte

Ribeiro sempre foi, haja quem conte
Com mais ciência ou menos recurso
O veio de água que, descendo o monte
Venceu os irmãos em leal concurso

Sem ambições jamais será um rio
Mas cumpre o seu dever com todo o brio
Mesmo em Outubro de ano sequeiro

Que melhor trova ou sonorosa loa
Do que esta que por aqui se entoa
Não há Quinta igual á do Ribeiro

«Poetando», Manuel Leal Freire

Há cerca de uma semana fui contactado pelo meu colega e amigo Prof. Alberto Pinto, do Agrupamento de Escolas do Sabugal, para me informar de que estava programada uma visita de estudo a várias localidades e sítios da nossa bonita e simpática zona raiana.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaInformou-me que viria um grupo de cerca de vinte alunos acompanhados por quatro docentes como, na verdade, se confirmou.
Na qualidade de professor e de bom autarca, como me prezo, estou sempre de braços abertos para receber todas as pessoas que vierem aos Fóios. Neste caso concreto e a pedido do Prof. Pinto, foi com prazer e honra que recebi alunos e professores.
Chegaram ao Centro Cívico dos Fóios por volta das dez horas e depois de se ter tomado um café no bar do restaurante Eldorado fiz uma visita guiada ao Centro Cívico dos Fóios tendo o grupo ficado muito agradado, sobretudo com o museu «Nascente do Côa».
Já próximo das onze horas o autocarro da empresa «Viúva Monteiro» transportou o grupo até ao ponto mais alto do nosso concelho, a Serra das Mesas (1.256 m), onde a água já corre em grande abundância.
Apesar do dia estar um pouco ameaçador, em termos meteorológicos, o S. Pedro lá se lembrou de aguentar a chuva enquanto o grupo, muito animado e bem disposto, realizava a visita à nascente do Côa onde os alunos(as) tiraram bastantes fotografias para a prosperidade.
Depois de cumprida a visita o grupo passou de novo pelos Fóios, em direcção ao viveiro das trutas, em cujo restaurante os aguardava um saboroso almoço.
No final, o proprietário do viveiro, Sr. Antoine Tavares, fez uma visita guiada tendo alguns alunos pegado em canas de pesca para tentarem enganar algumas trutas que vivem na charca.
Confesso que gostei de ter acompanhado e colaborado com o grupo de professores(as) Kátia, Solanja, Virgínia, Jorge e com os alunos do CEF (Informática) e de Técnicas de Secretariado.
Venham mais vezes e contem sempre com a minha colaboração.
TURISMO É FUTURO.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Quer salvar o País? Ligue o 760 xxx xxx. Quer mandar a Troika embora? Ligue o 760 xxx xxx. Quer… ? Ligue o 760 xxx xxx. Como cantam os Xutos e Pontapés «A vida vai torta. Jamais se endireita. O azar persegue. Esconde-se à espreita! […]». A verdade é que o azar se instalou em Portugal e é cada vez mais curta a perspetiva de um futuro melhor. Talvez umas chamadas de valor acrescentado ajudem o Governo a resolver o défice.

Prefere políticos limpos? Ligue 760 xxx xxx. Prefere ‘fruta podre’? Ligue 760 xxx xxx

António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaTenho andado para aqui a magicar, como diz o Povo, naquilo que motiva as televisões a promover tanta caridade para os telespectadores. É nos programas da manhã, é nos programas da tarde, é para «ganhar o carro», é conseguir uma maquia que quase dava para tirar o país da miséria, é para «pôr os patins ao Hélio do skate», é para manter no programa o obeso que não perdeu tanto peso quanto devia, é para o outro a quem o Paulo Futre não deu nota 10 e continua com a «banha», é para saber se o Sporting vai descer de divisão ou o Benfica ser campeão, etc., etc. Ora, é tal a profusão de números e de propostas para exercer o voto que esta prática deve adivinhar-se muito rentável para os promotores.
Enquanto o Povo se distrai com estes programas de elevado valor cultural e de extrema importância para a resolução dos problemas do País, a crise segue de degrau em degrau, fazendo-nos a cada passo descer um pouco mais baixo na qualidade de vida e na esperança num futuro melhor. É certo que vem a senhora Merkel e os amigos da Troika elogiar os nossos avanços nas reformas e na consolidação orçamental, mas, que raios, andamos tão distraídos a ver as telenovelas e a ligar para os números de valor acrescentado que nem temos noção do quanto estão a fazer bem pelo nosso futuro coletivo. Para aqueles que, de um dos lados da barricada, criticam/criticavam «os amanhãs que cantam», não vemos onde está a diferença de todas estas «balelas», daquilo que poderíamos chamar «fait-divers» não fora as consequências trágicas que se observam na sociedade portuguesa: cada vez mais pobres, crianças com fome, idosos sem dinheiro para medicamentos, pessoas sem emprego e sem prestações sociais, estudantes a abandonar o ensino superior porque os pais não têm meios para assumir as despesas inerentes à sua frequência, etc., etc.
Como aquilo que se houve falar é de cada vez mais impostos sobre os que menos têm, sem se vislumbrar um efetivo corte nas gorduras e mordomias do Estado, com o Povo a ser cada vez mais esmifrado, ao ponto de lhe pedirem para baixar as calças e apertar o cinto ao mesmo tempo, talvez não seja má ideia, uma vez que a prática parece surtir efeito, criar uns números de valor acrescentado para que o Povo possa opinar. Assim, andava toda a gente contente e talvez se resolvesse o problema do défice. Quer que s(c)aia o Governo? Ligue o número tal. Quer que o Governo permaneça? Ligue o número tal. Certamente iria ser um entupimento de chamadas e alguns, os que vêm vivendo, há décadas, alambazando-se com os dinheiros públicos, devolvessem «algum» em chamadas para manter o «tacho». Esta metodologia poderia seguir-se para uma série de situações que inquietam os portugueses.
Pensem nisso!
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

Todos adoramos a nossa terra. Para cada um, a sua é a melhor, a mais bonita. Mas o Casteleiro é mesmo terra de encanto. «Em toda a Beira não há igual / É a mais bela de Portugal, / Mais pitoresca de todo o mundo.».

Hoje trago-lhe três momentos da vivência da minha aldeia em tempos idos. Por aí se vê quão bela e diversificada era a vida na minha terra há umas décadas. Num dos temas, o Casteleiro aparece mesmo como «terra de encanto». Leia: vai gostar – e depois tenha a disponibilidade de contar também coisas da sua terra, de antanho.
Estas referências às festas e à sabedoria popular em matéria também de medicina, as restantes histórias de hoje já foram por mim abordadas noutros portais digitais. Designadamente, no ‘Viver Casteleiro’.
Talvez conte as coisas de outro modo, mas respeitando sempre a veracidade do acontecido.

1 – O mesmo número
Há dias, em roda de amigos, contei esta cena como conto muitas vezes, porque na altura me impressionou bastante. Por mais que o diga, não me canso de repetir: esta história é para mim marcante, lembro-me dela constantemente e, mesmo que quisesse, nunca conseguiria esquecê-la. Nem a história nem o seu protagonista. Estávamos em Setembro de 1968. Como já se tornara habitual, o Dr. Rosa (‘Toninho Rosa’, era como lhe chamávamos ao falar dele) dispunha-se sempre, a seguir ao jantar, a dar o seu passeio acompanhado por alguns rapazes até lá acima à escola nova (feminina). Nessas caminhadas, era um vê se te avias de perguntas ao professor de História que ele era – não sobre História, mas sobre a vida real, o que se passava aqui e na França etc.. Éramos três ou quatro amigos à beira das faculdades e alguns até já no ensino superior. Ele adorava brilhar. E tinha tiradas do arco-da-velha. Maneiras simples e sofisticadas de comunicar connosco.
Pois bem.
Nesse Setembro, como se sabe, Salazar cai da cadeira e é substituído por Marcelo Caetano.
Claro que nessa noite isso foi logo tema.
Lembro-me como se fosse há bocado.
Eu ia daí a uns dias para Direito, para a Faculdade onde Marcelo era Director e catedrático ate aí.
Com a maior das naturalidades, perguntei-lhe:
– Ó Dr. Rosa, como é que vai ser o Marcelo no Governo? Vai ser muito diferente do Salazar?
Resposta pronta dele:
– Olha: calçam o mesmo número. É só outra fôrma…
Saiu tão certo, que esta sentença me ficou para sempre.
(Na palavra «forma» não devia pôr o acento circunflexo, porque de facto a palavra não o leva: mas quis pôr, para o leitor ler correctamente).

2 – Medicina popular
Há quem diga que nos encharcamos de químicos por tudo e por nada. Talvez. Exagerar é perigoso em todos os domínios. E neste caso dos medicamentos por tudo e por nada quando se tem uma constipaçãozeca (em teoria, esta palavra não devia levar o til, mas não consigo. Desculpem).
Ora bem: dantes não só não havia tanto químico à disposição, como não havia dinheiro para comprar. Assim, o Povo teve de se socorrer ao longo dos séculos de ervas e produtos da terra para minorar os efeitos das doenças.
Na minha terra, havia muitas soluções para isso.
Vamos então a duas ou três mezinhas simples que eram muito usadas no Casteleiro e que me foram relatadas por quem as conhecia bem:

Infecções graves por golpes profundos
Lavagem com borato (de sódio) – um pó branco como o bicarbonato, diz a minha fonte – e depois punha-se mel como se fosse uma pomada.

Dores de intestinos e dores menstruais
Chá de malvas e bredos mercuriais (parece erva cidreira e dá-se nas paredes. Tinha muitíssima fama há 50 anos).

Constipações e dores de garganta
Chá de sabugueiro misturado com leite. Era difícil de tomar. Tinha um sabor esquisito, diz a minha mãe.
Ou então: aguardente queimada, mel e chá de alecrim.

A propósito de ervas e poções: um dia escrevi que há ervas que não servem para nada: «Não têm utilidade: nem os cocilhos, nem as urtigas, nem as azedas». Pois bem, parece que em parte me enganei. Num «site» dedicado a estas coisas, encontrei uma pequena nota: «Da Ortiga faz-se o chorume que é uma maceração das plantas num recipiente com água e pode servir para adubar e prevenir doenças produto biológico por excelência. Se colocarmos Ortigas cortadas na cova onde se plantará a seguir os pés de tomates, serve de adubo e protege das doenças».
Mas o que é facto é que não conheço essa utilidade (nunca me foi relatada).

3 – Inauguração da luz eléctrica
Agora que a Junta, Câmara e EDP andam a melhorar a iluminação eléctrica das ruas principais da aldeia, vem bem a propósito recordar este episódio.
Vou lembrar o dia da inauguração da luz eléctrica.
Era assim mesmo que se dizia: a luz eléctrica. Foi em 1956. Meteu Governador Civil e tudo. Coisa séria. Coisa importante. Então era preciso receber a autoridade com pompa e circunstância. Aquilo foi uma farra, uma grande festa popular. Muita alegria, a electricidade era sem sombra de dúvida uma grande aquisição, mesmo com meia dúzia de lâmpadas na rua e de fraquíssima potência – muito sumidinhas, pareciam velas. Arranjou-se um grupo coral de jovens (rapazes e raparigas – coisa nem sempre aprovada, esta de misturar os sexos). Uma das responsáveis, Céu Mourinha, fez a letra e deve ter adaptado uma melodia, que ficou uma tal delícia que ainda hoje nos diverte quando a entoamos…
A letra era assim e foi depois usada noutras ocasiões:
Ó Casteleiro, terra de encanto,
Terra tão linda não há, não há.
É por ser bela que a amo tanto.
Nem que me paguem não vou de cá.

Quanto te deixo, ai que saudade…
Sinto os meus olhos brilhar de pranto,
Mas ao voltar que felicidade:
Sinto-me presa ao teu encanto

Em toda a Beira não há igual
Por isso a amo com amor profundo.
É a mais bela de Portugal,
Mais pitoresca de todo o mundo.

Nota sobre as imagens
Escolhi apenas imagens em que se vêem postes eléctricos por me parecer o tema mais importante.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

Foi ontem, dia 10 de Novembro, entregue ao filósofo quadrazenho Pinharanda Gomes a medalha de mérito, que o executivo municipal do Sabugal decidira conceder-lhe.

Na cerimónia solene que comemora o Dia do Concelho foram distinguidas diversas personalidades que a Câmara Municipal homenageou dada a sua meritória de dedicação ao desenvolvimento e à divulgação do concelho do Sabugal.
A medalha de mérito cultural foi entregue ao escritor Pinharanda Gomes, que a recebeu, como documenta a foto, das mãos do presidente da Câmara António Robalo, sob o olhar atento do Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos.
Na cerimónia solene foi ainda concedida a mesma Medalha de Mérito Cultural ao Grupo Etnográfico do Sabugal, à Associação Etnográfica de Sortelha e ao Centro de Convívio Cultural e Desportivo de Quarta-feira (Grupo de Teatro Guardiões da Lua).
Outra personalidade homenageada foi a judoca sabugalense Carla Gonçalves Vaz, que recebeu a Medalha de Mérito Desportivo.
Foram ainda distinguidas três empresas do concelho (Lactibar, Palagessos e Univest) com a Medalha de Mérito Empreendedor.
O agora chamado dia do concelho, foi criado pelo regulamento de distinções honoríficas. Não é porém feriado municipal – esse mantém-se inalterado e corre na segunda-feira de pascoela, dia de festa rija na Senhora da Granja e da Senhora da Graça. Ainda assim neste ano de 2012, o segundo em que o chamado dia do concelho é «festejado», aconteceu a um sábado, o que permitiu preparar uma digna e vistosa sessão solene no auditório do Município, a que assistiu muita gente.
plb

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual aos domingos vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto a mais uma anexa da freguesia da Bendada: Quinta da Ribeira. Nos próximos domingos serão editados os poemas referentes às restantes três aldeias anexas desta freguesia: Quinta do Ribeiro, Rebelhos e Trigais.

QUINTA DA RIBEIRA

O mundo correm trovas cuja fama
Nos vem já não de anos mas milénios
Bem dormirá quem acha boa a cama
Quem tem sopros de fúria, enfim refrene-os

Há outros com doçuras de auriflama
Suaves como vinhos de Silénios
Bonança que em bonanças se recama
Desejos que não são alucigéneos

Viver á beira de água é um regalo
Quem se atreverá a denegá-lo
Não sei se haverá quem o não queira

Eleitos, pois, de Deus decerto são
Os que fora de um munto em confusão
Em paz vivem na Quinta da Ribeira

«Poetando», Manuel Leal Freire

A proposta formulada pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT) aponta para várias agregações de freguesias no concelho do Sabugal, passando o mesmo das actuais 40 para apenas 30 freguesias.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana

(clique na imagem para ampliar.)

O Sabugal junta-se a Aldeia de Santo António, passando a constituir uma única freguesia.
O mesmo acontece-se com Santo Estêvão e Moita.
Outra união é entre as freguesias de Pousafoles, Penalobo e Lomba, que se reúnem numa só.
Também Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas passam a uma só freguesia.
Seixo de Côa e Valongo juntam-se igualmente, agregando neste caso as duas margens do rio Côa.
Na raia, Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos também se juntam numa só freguesia.
Lageosa e Forcalhos são as outras duas freguesias da raia que se agregam.
A proposta mexe em todas as 11 freguesias com mesmos de 150 habitantes e ainda na do Sabugal e de Aldeia de Santo António, cuja junção a UTRAT justifica com o facto de serem contíguas, partilharem a albufeira do Sabugal e passarem a, juntas, perfazerem 2741 habitantes, reforçando assim demograficamente a sede do concelho.
Nas restantes agregações a UTRAT justifica-se com a homogeneidade do território, com a existência de legações rodoviárias directas, a pouca distância entre os agregados populacionais e a criação de um maior equilíbrio demográfico.
Recorda-se que a Assembleia Municipal do Sabugal se pronunciou contra a reorganização administrativa do território do concelho.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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