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Os grupos parlamentares do PSD e do CDS apresentaram um projecto de lei com a reorganização administrativa do território cuja discussão em plenário está agendada para a próxima quinta-feira, dia 6 de Dezembro. A iniciativa reproduz a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa Territorial.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana

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A proposta dos partidos que suportam o governo aponta para que as freguesias a agregar mantenham a sua existência até às eleições gerais para os órgãos das autarquias locais de 2013, momento em que será eficaz a sua cessação jurídica.
A aprovação do projecto de lei e a sua entrada em vigor implicará que a preparação das listas às eleições autárquicas tenha já em conta as agregações decididas.
Segundo a proposta conjunta PSD/CDS, o concelho do Sabugal ficará com 30 freguesias, menos 10 do que aquelas que actualmente possui, o que resultará da criação de sete novas freguesias por agregação:
– União das Freguesias de Sabugal e Aldeia de Santo António;
– União das freguesias de Santo Estêvão e Moita;
– União das Freguesias de Pousafoles do Bispo, Penalobo e Lomba;
– União das Freguesias de Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas.
– União das Freguesias de Seixo de Côa e Valongo;
– União das Freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos;
– União das Freguesias de Lageosa e Forcalhos.
No prazo de 90 dias após a instalação dos órgãos que resultem das eleições, a assembleia de freguesia delibera a localização da sede. Porém, na ausência de deliberação, a localização das sedes das freguesias a agregar no concelho do Sabugal será: Aldeia de Santo António, Santo Estêvão, Pousafoles, Ruvina, Seixo do Côa, Vilar Maior e Lageosa.
Os dois partidos que suportam o governo afirmam que a reforma é um antigo e histórico anseio e que no concreto resulta do memorando de entendimento assinado com a Troika, que determina a redução significativa das autarquias locais. Aumentar a eficiência e reduzir custos são outro dos motivos avançados pelos dois partidos para a reforma.
plb

A proposta formulada pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT) aponta para várias agregações de freguesias no concelho do Sabugal, passando o mesmo das actuais 40 para apenas 30 freguesias.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana

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O Sabugal junta-se a Aldeia de Santo António, passando a constituir uma única freguesia.
O mesmo acontece-se com Santo Estêvão e Moita.
Outra união é entre as freguesias de Pousafoles, Penalobo e Lomba, que se reúnem numa só.
Também Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas passam a uma só freguesia.
Seixo de Côa e Valongo juntam-se igualmente, agregando neste caso as duas margens do rio Côa.
Na raia, Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos também se juntam numa só freguesia.
Lageosa e Forcalhos são as outras duas freguesias da raia que se agregam.
A proposta mexe em todas as 11 freguesias com mesmos de 150 habitantes e ainda na do Sabugal e de Aldeia de Santo António, cuja junção a UTRAT justifica com o facto de serem contíguas, partilharem a albufeira do Sabugal e passarem a, juntas, perfazerem 2741 habitantes, reforçando assim demograficamente a sede do concelho.
Nas restantes agregações a UTRAT justifica-se com a homogeneidade do território, com a existência de legações rodoviárias directas, a pouca distância entre os agregados populacionais e a criação de um maior equilíbrio demográfico.
Recorda-se que a Assembleia Municipal do Sabugal se pronunciou contra a reorganização administrativa do território do concelho.
plb

Necessidades de povoamento ou políticas de fomento fizeram que frente a cada uma das aldeias portuguesas da orla raiana se erguesse uma outra de bandeira espanhola.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaRestringiremos, obviamente a nossa indagação, ao limes sabugalense na sua actual formulação ou seja à língua de terra que do nosso lado vai de Batocas, pequeníssimo burgo anexo da também pequena freguesia de Aldeia da Ribeira, até Malcata.
E por Espanha, da salamantina Alamedilha à já carcerenha Vilamiel, a primeira encontra-se praticamente colada à Raia e das Batocas não distará mais do que meia légua.
Os casamentos mistos eram frequentíssimos e apoiados pela Igreja Católica que, gozando de grande autoridade moral e de não menor influência política, removia os possíveis óbices de ordem legal que se viessem a suscitar.
Aliás era na igreja paroquial de Alamedilha que os batoqueiros cumpriam os preceitos da Madre, que, segundo a doutrina, nos Céus está em essência, nomeadamente ouvindo missa inteira aos domingos e festas de guarda, confessando-se pela Quaresma, comungando pela Páscoa da Ressureição, mandando celebrar exéquias e ritos pelos defuntos e ausentes.
Era no seu manúblio que os mais senhoritos passavam as horas de sesta e os tempos de lazer. Era junto das modistas e bordadeiras locais que as batoqueiras se iniciavam nas práticas da costura. Como era aos peluqueros alamedilhos que sécias e peraltas recorriam para operações de alindamento que, em Portugal, só achariam lá para as bandas da Guarda. Era ainda ali que as donas de casa se dirigiam ou mandavam molinetes para artigos de primeira necessidade.
Comprar cerilhas se entretanto se haviam esgotado os fósforos, azeite, sal, umas mandrujas de escabeche, uma almotolia de azeite era o trivial e habitual.
Rumando para Sul, segue-se do lado português Aldeia da Ponte, e do espanhol Albergaria de Arganhã.
Uma e outra ficarão a cerca de meia légua da Raia. São duas povoações importantes. Ligava-as através do Vale de Todo o Lugar e da sua continuação um troço do Caminho de Santiago. Os espanhóis aproveitaram-no construindo, há mais de cem anos, uma magnífica estrada que do nosso lado não teve continuaçao. Também, a ferrovia da Beira Alta, início da Grande Linha que chega a Vladivostoque, devia passar por ali, muito melhor traçado do que o que deu Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro – o que foi impedido pelo Padre Paulo Chorão, rico terratenente e poderoso político, que temendo pelo corte de suas propriedades e a perdição de suas paroquianas, fez desviar o traçado inicial.
Aqui, tanto num povoado como no outro já havia comerciantes de alguma robustez.
Trata-se de freguesias com forte marca de monumentalidade religiosa, expressa no caso de Aldeia da Ponte por dois antigos conventos e uma densa teia de oradas.
O emparelhamento que se segue é Forcalhos-Casilhas de Flores, distando entre si cerca de duas léguas. Mas porque Casilhas está muito para dentro de Espanha, oito quilómetros sensivelmente de caminhos enlameados ou encharcados, os forcalheiros ou chocalheiros, como tamnédm se lhes chama, sentem-se mais atraídos por Albergaria ou Fuenteguinaldo, quando não Navasfrias, embora este burgo ainda salamantino seja par da Lageosa da Raia, distando-se também à volta de duas léguas
Aldeia do Bispo dista dois quilómretros da Fronteira e faz vida mercantil tanto com Navasfrias, povoado de que dista uma légua, como com Valverde del Fresno, que ficando três vezes mais longe goza da vantagem de se encontrar muito melhor provisionada.
Este Valverde é, por igual, o entreposto de Fóios, distando-se os dois burgos sensivelmente duas léguas. A povoação espanhola que lhe fica mais próxima é, todavia, Eljas, já carcerenha.
Mas o entreposto de Valverde domina como sucede ainda com Malcata.
Em toda aquela corda de povos, as relações vão muitas vezes para além da primeira linha, até para entrar em áreas de muito menor vigilância ou até já presunção de legalidade.
É o que sucede com Espeja, Puebla, Carpio, Pena Parda e Payo ou até Trevejo, San Martin, Vilamiel, Santo Estevao de Bejar.
O contrabando fazia-se por veredas e a corta-mato, mas mesmo à vista de Deus e do Mundo persistiram los caminos de herradura. E, como refere Clarinda de Azevedo Maia, in Os Falares Fronteiriços do Concelho do Sabugal e da Vizinha Região de Alamedilha e Xalma, o isolamento, o caracter montanhoso da região, aliados à pobreza do solo e à rudeza do clima, de nítida influência continental de Castela-Velha – inverno muitíssimo rigoroso, verão excessivamente seco e quente e grandes desvios de temperatura – ajudam a explicar toda uma vasta gama de entretecidas contratações…
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual a cada domingo vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto à freguesia raiana de Aldeia da Ribeira, terra do nordeste do concelho, que tem três anexas. No próximo domingo será editado o poema relativo à anexa Batocas.

ALDEIA DA RIBEIRA

Aldeia da Ribeira é ridente
Presépio a orlar o Cesarão
Que meigo trava ali sua corrente
Ciciado marulho em cantochão

O burgo a ocaso e oriente
Tem ramos que lhe dão continuação
Anexa ou simples quinta é indiferente
O nome não inquina a condição

Seus filhos, no negócio e no arado
Os das Batocas, os do Escabralhado
Aos da paróquia todos pedem meça

As Batoquinhas, essas são um mito
Altar sagrado de um antigo rito
A carrasqueira, uma moura egressa

«Poetando», Manuel Leal Freire

O PSD alcançou um resultado histórico no distrito da Guarda elegendo três dos quatro deputados e alterando o tradição equilíbrio (2 e 2) entre os PSD e o PS. O PSD venceu em todos os concelhos do distrito da Guarda tendo alcançado no concelho do Sabugal 3472 votos (48,20%) contra 2004 (27,82%) do PS.

No círculo eleitoral da Guarda o Partido Social Democrata elegeu três deputados – Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra – e o Partido Socialista apenas um deputado – Paulo Campos – ficando de fora, como grande derrotado da noite, José Albano que se posicionava em segundo lugar. O distrito da Guarda elege quatro deputados e tradicionalmente têm sido divididos entre os sociais-democratas e os socialistas.
Manuel Meirinho em declarações à agência Lusa considerou que a candidatura do PSD alcançou «um resultado histórico». O Partido Social Democrata, liderado pelo politólogo independente, alcançou 46,32 por cento dos votos, elegendo três deputados. Já o PS conseguiu 28,31 por cento dos votos e elegeu apenas um deputado, o que já não ocorria desde 1995, altura em que os dois partidos passaram a eleger dois deputados cada.
«É um resultado histórico para o distrito, que expressa o esforço feito numa campanha de proximidade junto das pessoas, séria e serena, muito transparente e muito sóbria», afirmou à Lusa Manuel Meirinho, eleito deputado pelo distrito da Guarda, tal como Carlos Peixoto e Ângela Guerra. Segundo Manuel Meirinho, os eleitores do distrito «preferiram a seriedade a uma campanha feita de forma agressiva e com algum vazio do ponto de vista das ideias» e garantiu que o partido trabalhou para obter «uma grande vitória».
Quanto ao facto de a lista distrital ter sido liderada por um independente, disse que a «mistura» de militantes e de independentes «mostra aos eleitores que os partidos são estruturas abertas».

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS  –  5-6-2011
DISTRITO DA GUARDA

CONCELHO DO SABUGAL  –  FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

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jcl

Faleceu ontem, dia 10 de Novembro, em Lisboa, o Engenheiro Eurico Afonso Liberal, cujo funeral acontecerá na tarde de hoje em Aldeia de Santo António, no concelho do Sabugal.

José Manuel Carvalho PereiraFormado em Engenharia Civil e membro da Ordem dos Engenheiros, Eurico Afonso Liberal foi quadro superior da Direcção Geral da Aeronáutica Civil, desde a sua fundação (actual ANA – Aeroportos e Navegação Aérea). Exerceu funções no sector da construção e ampliação de aeroportos e aeródromos do país, e foi fundador da Obra Social do Ministério das Obras Públicas e Comunicações.
Era natural o distrito de Aveiro, casando porém com Maria Cândida Lavajo, natural da Urgueira, freguesia de Aldeia de Santo António, filha do Dr Manuel Lavajo, prestigiado proprietário do concelho do Sabugal que tinha casas de lavoura no Escabralhado e na Urgueira.
plb

O CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens de Gouveia, vai estar presente no dia 4 de Outubro (segunda-feira), numa série de actividades que consistem na devolução à natureza de duas àguia-de-asa-redonda, uma delas na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal, dois grifos, e uma coruja-do-mato.

CervasA devolução destes animais pelo CERVAS ao seu habitat vai ser em sítios adequados aos requisitos ecológicos das espécies.
Estas acções estão abertas ao público em geral e têm como objectivo de sensibilizar as populações para a importância destes animais e para o trabalho realizado pelos centros de recuperação de fauna selvagem.

Programa de actividades para o dia 4 de Outubro (segunda-feira)
11.00 – Devolução à natureza – em parceria com a ATN – Associação Transumância e Natureza – de dois grifos (Gyps fulvus) na freguesia de Cidadelhe (Pinhel). O local de libertação é nas arribas do rio Côa, Estrada Municipal 607 (entre Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo); Coordenadas UTM: 40º54’33,60” N 7º06’29,62” W.
Estas aves juvenis foram recebidas no CERVAS num estado de grande debilidade. Foram encontradas por particulares e posteriormente recolhidas e encaminhadas para o centro por intermédio do SEPNA/GNR. O seu processo de recuperação consistiu numa alimentação adequada de forma a atingirem o seu peso normal e uma boa condição física, em treinos de voo e no contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza vai realizar-se num local que reúne as condições necessárias para a espécie.
14.30 – Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) na freguesia de Cabreira, no concelho de Almeida. Ponto de encontro nas instalações da ASTA – Associação Sócio-Terapêutica de Almeida.
Esta ave foi recolhida por um particular após ter sido encontrada no chão, caída do ninho, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda. Sendo um animal muito jovem, o seu processo de recuperação consistiu em alimentação, de modo a assegurar um normal desenvolvimento corporal e da plumagem de voo e no contacto com animais da mesma espécie, garantindo assim uma aprendizagem dos comportamentos normais. Para além disso, foi submetida a treinos de voo e de caça.
16.30 – Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal.
Esta ave foi encontrada por um particular, após ter caído do ninho, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que procedeu à sua entrega no CERVAS. Para além de ser uma ave muito jovem, apresentava duas fracturas, possivelmente resultado da queda. O seu processo de recuperação consistiu na estabilização dessas fracturas, tendo sido sempre mantida em contacto com animais da mesma espécie, de modo a que pudesse adquirir os comportamentos normais da espécie, sendo que numa fase posterior, foi submetida a treinos de voo e de caça.
18.30 – Devolução à natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) na freguesia de Pinhel (Pinhel). Ponto de Encontro: Castelo de Pinhel.
Esta ave foi encontrada por um particular, que a entregou à equipa do SEPNA da GNR de Pinhel, que procedeu à sua entrega no CERVAS. Tratava-se de um animal bastante jovem, que tinha caído do ninho, pelo que o seu processo de recuperação envolveu os passos típicos da reabilitação de animais juvenis, desde a alimentação, até aos treinos de voo e de caça, passando pelo contacto com animais da mesma espécie.
jcl (com Cervas)

O CERVAS devolveu à natureza na aldeia das Batocas uma águia-de-asa-redonda. O momento foi testemunhado por alguns populares e por Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Na próxima quinta-feira, 26 de Agosto, vai ser igualmente libertada uma cegonha júnior encontrada muito debilitada na freguesia de Ruivós.

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A águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) foi encontrada em Maio na Estrada Nacional que liga o Sabugal a Vilar Formoso, junto ao cruzamento para as Batocas. O animal foi recolhido por um particular após a queda do ninho, durante o abate de árvores e foi entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda. Encaminhada para o CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, em Gouveia, iniciou um processo de recuperação que consistiu em alimentação, de modo a que pudesse ter um desenvolvimento normal, para além de ter sido submetida a treinos de voo e de caça, e de ter estado em contacto com animais da mesma espécie, de modo a assegurar uma correcta aprendizagem dos comportamentos típicos.
O CERVAS tem como regra devolver os animais selvagens, depois de recuperados no seu «hospital», nos locais onde foram encontrados tentando garantir a sua rápida integração no meio ambiente.
Na sua devolução à natureza, no dia 12 de Agosto, nas Batocas, estiveram presentes cerca de 20 pessoas, entre as quais Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, para além de alguns populares, que baptizaram a ave com o nome «Batoquinhas».
Estranha-se a ausência de representantes da Junta de Freguesia de Aldeia da Ribeira e a falta de informação aos habitantes locais que declararam desconher a iniciativa.

Libertação de uma cegonha branca em Ruivós
Na próxima quinta-feira, 26 de Agosto, às nove e meia da manhã, o CERVAS vai devolver no Largo da Igreja Matriz de Ruivós uma cegonha branca (ciconia ciconia) júnior encontrada muito debilitada dentro da povoação no dia 14 de Julho pelo Tiago Lages e pelo Daniel Moura (dois jovens de férias na aldeia), após ter caído do ninho. A sua entrega ao CERVAS foi feita por um vigilante da Reserva Nacional da Serra da Malcata.
O processo de recuperação envolveu alimentação, de modo a assegurar um correcto desenvolvimento corporal e da plumagem de voo, o contacto com outros animais da mesma espécie de modo a que pudesse adquirir os comportamentos típicos da espécie, bem como treinos de voo de modo a poder fortalecer a sua musculatura.
A cegonha-branca (Ciconia ciconia) pertence à ordem dos ciconiiformes e distribui-se por todo o nosso país. Possui um comprimento entre 90 e 105cm (com o pescoço distendido) e uma envergadura entre 180 e 218cm. Pode viver até cerca de 33 anos em estado selvagem. Esta ave tem uma plumagem de cor branca com excepção das penas primárias e secundárias, as grandes coberturas e as coberturas primárias, a alula e as escapulares que apresentam uma coloração preta. A cegonha-branca possui pernas altas de coloração vermelha e pescoço longo. Os juvenis distinguem-se dos indivíduos imaturos e adultos principalmente através da coloração do bico: nas primeiras fases de vida é mais curto e quase preto, passando progressivamente para uma coloração acastanhada ou vermelho-pálido com a ponta preta, até atingir a coloração vermelha, típica dos adultos. 
Apesar de ser considerada uma ave aquática, a maioria dos casais nidificantes em Portugal utiliza diversos habitats como pastagens naturais, searas, montados ou lameiros. No entanto, charcas, pequenas ribeiras, pântanos, sapais e arrozais são muito utilizados por estas aves como locais de alimentação.
A cegonha-branca apresenta uma dieta bastante variada: insectos, lagostim-vermelho, anfíbios, pequenos mamíferos, répteis e até mesmo restos de alimento humano, que encontram em lixeiras e aterros sanitários.
Esta espécie é monogâmica e, geralmente, utiliza o mesmo ninho, ano após ano. Os casais podem nidificar isoladamente ou em colónias. Em Portugal, são conhecidas colónias constituídas por mais de 70 casais nidificantes. Esta espécie escolhe árvores, construções humanas de diversos tipos, postes e escarpas fluviais e costeiras para edificar o ninho. A postura é efectuada em Fevereiro/Março, sendo que a incubação dura 33-34 dias. O período de permanência no ninho, após a eclosão, é de aproximadamente dois meses (58-64 dias). A incubação, tal como a protecção e a alimentação das crias, é realizada por ambos os membros do casal, podendo ser criadas 1 a 5 crias.
Como curiosidade, a associação milenar da cegonha-branca ao nascimento de crianças está intimamente relacionada com os seus hábitos migratórios. O seu regresso à Europa, para aqui se reproduzir, coincidente com a estação da Primavera, que simboliza o renascimento da vida, tornou esta espécie num símbolo de fertilidade.
O CERVAS é um «hospital de animais» em Gouveia pertencente ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) / Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA com o apoio da ANA – Aeroportos de Portugal e outros parceiros. O centro tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.
jcl (com CERVAS)

A Portaria n.º 412/2010, de 28 de Junho, renovou a zona de caça municipal da Serra do Homem da Pedra e a Portaria n.º 451/2010, de 29 de Junho, renovou a zona de caça municipal do Médio Côa, situadas no município do Sabugal.

Zona Caça Municipal - SabugalEm 2004 foram criadas pelas Portarias nos. 142/2004, e 144/2004, de 12 de Fevereiro, as zonas de caça municipais da Serra do Homem da Pedra (2236 ha) e do Médio Côa (6116 ha), situadas no município do Sabugal. As concessões eram válidas por seis anos e a sua gestão foi transferida para o município do Sabugal que requereu as suas renovações.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural o Secretário de Estado do Ambiente cumpridos os preceitos legais e no uso das competências delegadas pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas pelo Despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, e delegadas pela Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território pelo Despacho n.º 932/2010, de 14 de Janeiro, publicaram em Diário da República as Portaria 412/2010, de 28 de Junho e 451/2010, de 29 de Junho, renovando as transferências das zonas de caça municipais da Serra do Homem da Pedra e do Médio Côa.
Zona de Caça Municipal da Serra do Homem da Pedra (2236 ha) – Terrenos cinegéticos sitos nas freguesias de Aldeia Velha, Alfaiates, Nave, Quadrazais, Soito e Vale de Espinho, todas no município do Sabugal.
Zona de Caça Municipal do Médio Côa (6116 ha) – Terrenos cinegéticos sitos nas freguesias de Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Nave, Quadrazais, Rapoula do Côa, Rebolosa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Sabugal, Soito, Vale das Éguas, Valongo do Côa, Vila Boa e Vilar Maior, todas no município do Sabugal.

Portaria n.º 412/2010, de 29 de Junho. Aqui.
Portaria n.º 451/2010, de 29 de Junho. Aqui.
jcl

Os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente e do Ordenamento do Território concessionaram, por Portaria de 25 de Junho, à «Terras Perdidas-Sociedade Agrícola» a zona de caça turística das Batoquinhas na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal.

Reserva Caça - Batoquinhas - Aldeia da Ribeira - SabugalFoi concessionada pela Portaria n.º 391/2010, de 25 de Junho, dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente e do Ordenamento do Território, após consulta ao Conselho Cinegético Municipal do Sabugal, pelo período de 12 anos, renovável automaticamente, à «Terras Perdidas-Sociedade Agrícola», com sede nas Batocas, a zona de caça turística das Batoquinhas (processo n.º 5401 -AFN), constituído pelo prédio rústico denominado Quinta das Batoquinhas, sito na freguesia de Aldeia da Ribeira, município de Sabugal.
A inclusão dos terrenos inseridos em área classificada nesta zona de caça termina ou é condicionada, sem direito a indemnização, sempre que sejam introduzidas novas condicionantes por planos especiais de ordenamento de território ou obtidos dados que determinem a incompatibilidade da actividade cinegética com a conservação da natureza, até um máximo de 10 por cento da área total da zona de caça.
A zona de caça concessionada pela presente portaria produz efeitos, relativamente a terceiros, com a instalação da respectiva sinalização.

Ver Portaria n.º 391/2010. Aqui.
jcl

Desde longa data, a festa esteve presente no quotidiano popular, e a festa religiosa integrava-se também neste quotidiano. Destas faziam parte as procissões, manifestações colectivas que realizadas em espaços públicos, eram de natureza comemorativa, festiva, penitencial ou expiatória, quaresmais, de desagravo, propiciatórias, de acção de graças, etc.

João ValentePara isso contribuiu, como escreveu Katia Mattoso, a respeito dos povos ibéricos, «a religião do povo ser mais religião da paixão que de ressurreição. Ela se manifestar melhor numa procissão do Senhor Morto, que no Triunfo Eucarístico».
As disposições da Mesa de Consciência, as Ordenações Filipinas, a Inquisição, também ajudaram, impondo os dogmas e práticas cristãs às populações, sem discussões.
Os compromissos de algumas Irmandades das Misericórdias, puniam também quem não aparecesse aos actos públicos, oferecendo em contrapartida indulgências para a participação nas procissões «Corpus Christi», no seguimento da doutrina do Concílio Tridentino que desenhou duas faces para o Deus Cristão: A de um «Deus remunerador», para os submissos; A de outro «Deus vingador», para os relapsos.
Por último, o culto pela Paixão e pela Virgem Dolorosa era geral no Ocidente antes da reforma e foi recuperado na Contra-Reforma, expandindo-se por toda a diáspora portuguesa no mundo e reflectindo-se na arte religiosa com cenas do calvário ou da paixão de Cristo, os chamados Passos ou Mistérios.
«Ensinem os bispos com cuidado, que com as histórias dos Mistérios da nossa redempção com as pinturas, e outras semelhantes, se instrue, e confirma o povo, para se lembrar, e venerar com frequência os Artigos da fé.» (sessão XXV do Concílio de Trento in Reycent, 1786, p.352-353.)
Assim, a liturgia dos Mistérios da Paixão, a composição artística do calvário e a representação das mesmas por autos bíblicos, foi uma consequência do sentimento religioso popular e desta evolução histórica, cujas reminiscências na cultura popular ainda subsistem nos autos da paixão, no andar dos passos e nas procissões das Endoenças ou Fogaréus.
Com o crescimento de popularidade, a natureza do ritual que exibia o sofrimento de Cristo, foi realçando o dramatismo e teatralidade de algumas personagens, como o desfile nocturno de flagelantes encapuçados, descalços, oferecendo um espectáculo expiatório e penitencial por excelência.
«Quando eles saíam com uma imagem, para fazer o povo chorar a vestiam de luto e decoravam com toda a forma de adornos para provocar dor» (S. João de Ávila, a propósito dos Passos da Paixão e dos irmãos das confrarias).
«Se aí existe algum amor, a alma está recompensada, o coração está suavizado, e as lágrimas vêm.» (Santa Tereza de Ávila, também a propósito dos Passos da Paixão.)
As lágrimas não eram só de sentimento, mas serviam também para purificar a alma, através da expiação pública, que a procissão da Semana Santa proporcionava.
Algumas faziam-se fora do período Quaresmal, mas estavam intimamente ligadas ao ciclo Pascal, revestindo o mesmo cariz penitencial. Era o caso das Endoenças que em Trás-Os-Montes se realizavam em Setembro e entre nós a célebre romaria dos encruados ou descamisados, em Setembro, a Sacaparte (onde só participavam homens) e que foi extinta já no século XIX, pelo último Bispo de Pinhel.
Estas manifestações religiosas eram promovidas sobretudo, após o aparecimento das Misericórdias, pelas respectivas Irmandades, cujos compromissos previam a sua forma de realização, bem como a participação dos irmãos nos diversos actos públicos de expiação.
Por exemplo o cap. XXXIV do compromisso da Misericórdia de Lisboa (copiado pela maioria das Misericórdias portuguesas) a procissão de Endoenças tinha por fim visitar todas as igrejas onde estava o Santíssimo Sacramento, despertando no povo o sentimento de religião pela paixão de Cristo.
Possivelmente é deste compromisso que no Sardoal e noutras terras se foi buscar a tradição (cuja origem hoje ninguém sabe) de enfeitar com pétalas todas as capelas do lugar, por onde passa a procissão da Paixão.
Normalmente na frente ia a bandeira da Misericórdia levada por um irmão, acompanhado de dois irmãos, com tocheiros. Adiante da bandeira iam dois irmãos com varas. Seguiam os clérigos, muitos irmãos e os penitentes.
Paixão de CristoOs actuais compromissos de algumas Misericórdias ainda mantêm estas e outras obrigações relacionadas com a Paixão de Cristo. Outras estão a retomá-lo em nome da tradição e também pelo sabor pitoresco da religiosidade popular que manifestam estes rituais, como é o caso de Penafiel.
Era assim descrita no século XVIII uma destas procissões de Endoenças:
«Os irmãos serão sempre duzentos e cincoenta até trezentos, e todos vão vestidos com ricas vestimentas pretas, e postos em ordem de procissão com velas nas mãos. Diante d’elles vão oitocentos, novecentos, até mil homens e mulheres disciplinando-se, os quaes vão todos vestidos de vestimentas pretas, e assim homens como mulheres se ferem com disciplinas, que tiram muito sangue; e esta procissão vae repartida em três ou quatro estancias, e entre uma e outra um retábulo ou Christo posto na cuz, e no meio vão dez ou doze irmãos com suas varas, regendo-os e mettendo-os em ordem.
Entre estes disciplinantes vão muitos homens com barras de ferro, e cruzes de pau grandes e pedras às costas: e para claridade da gente levam cincoenta pharoes de fogo, em que se gastam dois mil novellos de fiado de tomentos engraxados em borras de azeite e sebo para darem bom lume, os quaes pharoes vãos postos em hasteas muito compridas e altas; e levam trinta lanternas grandes metidas também em hasteas com velas dentro acesas; e os irmãos que regem, trazem nas mãos quantidades de velas para tanto que faltar proverem de outras: levam mais trinta homens com bacias nas mãos cheias de vinho cozido, e os disciplinantes molham e lavam n’elle as disciplinas, porque lhes apertam as carnes. Da mesma maneira vão dez ou doze homens com caixas de marmelada feita em fatias, as quaes mandam muitas pessoas fidalgas devotas, que dão aos penitentes; e levam outras de confeitados e de cidrão para os que enfraquecerem acorrerem-lhes com um bocado; e vão outros tantos homens com quartas de água e púcaros nas mãos, dando agua aos que d’ella têem necessidade. E tanto que chegam à casa da Mesiricórdia estão physicos que espremem as chagas dos penitentes e lhes lavam com vinho para isso confeccionado, e os apertam e veste, e se vão curados para suas casas.» (Costa Goodolphim, in As Mesiricórdias, Lisboa, Imprensa Nacional, 1897, pág. 50).
Nas nossas aldeias também havia estas tradições ligadas à Quaresma, especialmente nas terras que tinham Santas Casas da Misericórdia, como Vilar Maior, Sortelha, Sabugal, Alfaiates e ainda em Pousafoles e no Soito.
«Na vila do Sabugal ainda subsiste o velho costume de nos domingos da Quaresma, ao anoitecer, toda a gente visitar as igrejas e capelas, cantando o terço no trajecto, até voltarem à igreja paroquial, onde entram somente os homens, ficando as mulheres à porta, entoando todas a Salvé Rainha. O mais curioso é que visitam também o local onde houve outras capelas, como a de S. Pedro e S. Tiago, e as ruínas da ermida de S. Domingos. Quando o povo, com o pároco e alguns homens vestidos de opas, com insígnias e cruz alçada, chegam junto das capelas ou do local em que elas existiram, todos ajoelham e rezam, terminando tudo na igreja paroquial com o canto da Salvé Rainha. Em todos os dias da Quaresma há o costume de encomendar as almas, que consiste num canto triste e sentimental, altas horas da noite, geralmente executado por homens e mulheres que tenham fama de cantar bem. Os rapazes costumam também entoar o terço, em dois grupos, percorrendo todas as ruas, bem distanciados um do outro, rezando alternadamente.» (Joaquim Correia in Terras de Ribacôa.)
Célebre também pela sua espectacularidade, era, segundo o mesmo autor, a procissão dos passos em Ruivós. «Lá apareciam em carne e osso soldados armados de lanças, levando à frente o centurião, com fardas, imitando as dos soldados romanos, a Madalena, de compridas tranças, S. Longuinhos, Simão Cireneu e a Verónica. Não faltava o Calhorra, empunhando e tocando uma grande trombeta, de som grave, rouco, que no dizer do povo, significava: Morra Jesus. O pobre trombeteiro, que era sempre um mendigo, a quem davam um quartinho, isto é, 1200 reis, ia defendido pelos mordomos e pela escolta, metido na sua túnica amarelada, semelhante à pele do lagarto, de chita pintalgada, e nem assim se livrava de pedradas dos rapazes, que consideravam uma boa acção apedrejar o desgraçado, ainda que fosse perto do andor de S. João ou da Virgem, que seguiam na procissão, ou perto do Senhor dos Passos, toscas imagens cujas feições faziam calafrios, devidas ao santeiro Cardépe, do Souto, um curioso inculto, mas habilidoso.. Quando o Senhor dos Passos serviu pela primeira vez nesta procissão, uma mulher do Souto gritou: – Ah! Pai divino, pai divino, feito do castanheiro do ti Corrécha! Desse castanheiro já eu comi castanhas!… Aquela imagem gigantesca causava terror, impressionava a multidão que reunia no largo de S. Paulo, onde era o calvário, junto da velha igreja. Era ali que a substituíam por outra imagem pregada na cruz. Uns soldados jogavam os dados, outros simulavam cravar as lanças no corpo de Jesus, outros levavam-lhe uma esponja à boca, na ponta duma lança. .. Havia três sermões, em que quase sempre era orador o falecido Padre João de Matos (O celebre Padre Matos das Guerrilhas Carlistas e da «Pavorosa», pároco de Aldeia da Ribeira), que arrancava à multidão muitos soluços e lágrimas, sendo ele o primeiro a chorar.» (ibiden.)
Contudo, como todas as outras tradições, estas também se vão perdendo e daqui a uns anos são apenas uma memória do passado, apenas registadas em livros.
A desertificação com a emigração e o decurso do tempo são uma esponja que vai apagando a nossa história colectiva.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

As Juntas de Freguesia de Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Rebolosa e Vilar Maior estão a trabalhar no sentido de constituírem uma Associação de Freguesias. Após algumas reuniões, estamos neste momento no processo de registo da Associação que, em princípio, será denominada «Associação de Freguesias Nordeste Sabugal».

A Lei 175/99 dá a possibilidade de as freguesias se constituírem em Associações para, assim, terem a possibilidade de desenvolver projectos em comum. No Concelho do Sabugal, começam a dar-se os primeiros passos para a constituição de Associações de Freguesias. De acordo com a Lei 175/99, «a associação de freguesias é uma pessoa colectiva de direito público, criada por duas ou mais freguesias geograficamente contíguas ou inseridas no território do mesmo município para a realização de interesses comuns e específicos. A associação de freguesias tem por fim a realização de quaisquer interesses no âmbito das atribuições e competências próprias das freguesias associadas, salvo as que, pela sua natureza ou por disposição da lei, devam ser realizadas directamente pelas freguesias.»
Num Interior cada vez mais desertificado, esta poderá ser uma forma de as freguesias terem mais força e capacidade para reivindicarem a realização de projectos que vão ao encontro das necessidades e anseios das populações abrangidas.
Ainda de acordo com a Lei «podem constituir incumbências da associação de freguesias, designadamente, as seguintes: participação na articulação, coordenação e execução do planeamento e de acções que tenham âmbito interfreguesias; gestão de equipamentos de utilização colectiva comuns a duas ou mais freguesias associadas; organização e manutenção em funcionamento dos serviços próprios.
A associação de freguesias, no desenvolvimento do seu objecto, pode participar em empresas de capitais públicos de âmbito municipal que abranjam a área geográfica de pelo menos uma das freguesias associadas. Os órgãos da associação de freguesias, constituída exclusivamente por freguesias inseridas no território do mesmo município, podem praticar actos por delegação de competências da respectiva câmara municipal.
A associação é constituída através de escritura pública, nos termos do n.º1 do artigo 158º do Código Civil, sendo outorgantes os presidentes das juntas de freguesia das freguesias integrantes.»
É com estes objectivos que Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Rebolosa e Vilar Maior unem esforços e trabalham para a constituição de uma associação de freguesias, cuja designação prevista é Associação de Freguesias Nordeste Sabugal. Aguarda-se o Certificado de Admissibilidade do Instituto dos Registos e Notariado.
Manuel Barros
Presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa

CÂMARA MUNICIPAL – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

JUNTAS DE FREGUESIA – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

JUNTAS DE FREGUESIA DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

O Partido Socialista (PS) venceu as eleições para a Assembleia da República no distrito da Guarda com 36.825 votos que correspondem a 35,97% do total dos eleitores votantes enquanto o Partido Social Democrata (PSD) obteve 36.419 votos (35,57%). No concelho do Sabugal os socialistas venceram também, com 2.924 votos (35,67%) tendo os social-democratas alcançado 2.857 votos (34,85%). Na terceira posição ficou o CDS-PP, que obteve 1.008 votos (12,3%).

O PS e o PSD (separados por 406 votos) foram os dois partidos mais votados nas 336 freguesias dos 14 concelhos do distrito da Guarda. Foram às urnas 102.380 eleitores (58,33%) num universo de 175.522 votantes. Os resultados provocaram a repetição da divisão (dois para cada lado) dos quatro deputados do círculo eleitoral da Guarda. O PS elegeu os candidatos Francisco José Pereira de Assis Miranda e José Albano Pereira Marques e o PSD assegurou António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto e João José Pina Prata.
Nas 40 freguesias do concelho do Sabugal votaram 8197 eleitores (50,28%) num total de 16304 inscritos nos cadernos eleitorais.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
DISTRITO DA GUARDA CONCELHO DO SABUGAL
Total – 14 Concelhos Total – 40 Freguesias

(Clique nas imagens para ampliar.)

No concelho do Sabugal o Partido Social Democrata (PSD) venceu em 23 freguesias contabilizando 2857 votantes (34,58%). O Partido Socialista (PS) obteve o primeiro lugar em 16 freguesias com 2924 votos (35,67%): Aldeia da Ponte, Aldeia de Santo António, Bendada, Bismula, Casteleiro, Fóios, Malcata, Moita, Quadrazais, Quintas de S. Bartolomeu, Rebolosa, Sabugal, Santo Estêvão, Sortelha, Vila Boa e Valongo. Em Badamalos houve um empate entre os dois partidos, ambos obtendo 13 votos.

O Capeia Arraiana publica de seguida os resultados finais das eleições para a Assembleia da República nas freguesias do concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16304. Votantes: 8197 (50,28%).
Em Branco: 109 (1,33%). Nulos: 176 (2,15%).
jcl e plb

O PSD venceu as eleições para o Parlamento Europeu no distrito da Guarda com 25.783 votos que correspondem a 40,76% do total dos eleitores votantes enquanto o PS obteve 17.032 votos (26,92%). No concelho do Sabugal os sociais-democratas foram o partido mais votado com 2065 votos (41,95%) tendo os socialistas alcançado 1248 votos (25,35%).

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU – 7-6-2009
DISTRITO DA GUARDA CONCELHO DO SABUGAL

(Clique nas imagens para ampliar.)

No concelho do Sabugal o Partido Social Democrata (PSD) venceu em 35 freguesias. O Partidos Socialista obteve o primeiro lugar em Valongo do Côa, Moita, Fóios, Casteleiro e Bendada. Em Aldeia Velha o MEP, de Laurinda Alves (com raízes na freguesia), obteve o segundo lugar com 35 votos.

O Capeia Arraiana publica, de seguida, os resultados finais das eleições ao Parlamento Europeu nas freguesias do concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU – 7-6-2009
CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Pena Lobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
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Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Vale Longo Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16763. Votantes: 4923 (29.37%).
Em Branco: 209 (4,25%). Nulos: 133 (2,7%).
jcl

Os conceituados acordeonistas Rodrigo Maurício e José Cláudio estão de volta ao concelho do Sabugal. Desta feita a actuação é no dia 17 de Novembro no salão da Junta de Freguesia de Aldeia da Ribeira.

Rodrigo Mauricio - AcordeonistaManter a cultura e a tradição do acordeão através da sua divulgação e valorização é o objectivo do projecto «Oficina do Acordeão».
Para o dia 17 de Novembro, sábado, pelas oito e meia da noite, no salão da Junta de Freguesia de Aldeia da Ribeira está programado mais um espectáculo de demonstração da conhecida dupla de campeões Rodrigo Maurício e José Cláudio.
A Câmara Municipal do Sabugal em parceria com as juntas de freguesia tem vindo a promover periodicamente espectáculos de acordeão nas aldeias do concelho «alimentando» a nostalgia dos mais antigos e espicaçando o ouvido dos mais novos.
Invariavelmente as conversas de ocasião relembram antigos bailaricos e antigo namoricos que foram vividos na praça principal ou quando o frio apertava nas garagens das «maisons». Instrumento, por excelência, dos bailes e das festas quando as aldeias ainda não tinham fornecimento de electricidade o acordeão e a concertina povoam os pensamentos da nossa meninice e da nossa juventude.
«A volta às adegas ao som do acordeão é das coisas mais lindas da vida», afirmava recentemente um respeitável velhote quando o tocador passava à frente do banco da praça onde estava sentado. «Bons tempos. E eu só tenho pena é de já não puder buer», lamentava o companheiro do lado.
Portanto não esqueça. Espectáculo com os virtuosos do acordeão em Aldeia da Ribeira com entrada gratuita.
jcl

Faleceu no Hospital da Covilhã, com 67 anos, o padre Luís Silveira Soares responsável pelas paróquias de Aldeia da Ribeira e Rebolosa, no concelho do Sabugal.

Cruz - FuneralO sacerdote foi a enterrar no dia 3 de Janeiro na freguesia de Escarigo, concelho do Fundão, onde nascera a 26 de Junho de 1939.
Frequentou o Seminário do Fundão e cursou teologia na Guarda. A sua ordenação deu-se no dia 1 de Agosto de 1965 em Gouveia. Nesse mesmo ano foi nomeado coadjutor do Fundão, tendo ficado responsável, no ano seguinte, pelas freguesias sabugalenses da Bismula e Badamalos. Em 1971 acumulou Vilar Maior e era responsável, agora, por Aldeia da Ribeira e Rebolosa.
O bispo da Guarda D. Manuel Felício presidiu à missa das exéquias tendo concelebrado os vigários gerais e sacerdotes.
Os seus paroquianos reconheciam no padre Luís um religioso de fácil convívio e com muito jeito para a música que aproveitava para animar muito convívios.
Paz à sua alma.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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