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«Feitura do carvão. Vi, claramente visto, o lume vivo.» Há cerca de oito dias o meu amigo Victor Fernandes, Presidente da Junta de Malcata, telefonou-me para me convidar a participar numa jornada que tinha a ver com a feitura do carvão, através da cepa da torga, ou canaveira, como por cá também se diz.

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José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaFiquei, agradavelmente surpreendido, e logo comecei a orientar a vida de modo a que me fosse possível ir à simpática freguesia de Malcata onde somos sempre muito bem recebidos e bem estimados.
Cheguei por volta das 9.30 horas e alguém me disse que os «carvoeiros» já estavam para a serra. Fiquei um pouco embaraçado mas, de repente, apareceu-me o anjo salvador. O Rui Chamusco.
Passados dez minutos chegámos ao local onde cerca de duas dezenas de malcatanhos trabalhavam e outros iam servindo a jeropiga, dizendo que era para aquecer, já que o frio era mesmo de rachar.
Enquanto os mais entendidos iam retirando dos buracos o carvão que já estava feito e arrefecido outros circundavam uma outra fogueira onde estava a ser consumida uma grande quantidade de cepas.
Os mais entendidos iam ajeitando o lume de modo a que as cepas ficassem mesmo no ponto e, quando muito bem entenderam, começaram a escavar terra em volta do lume com a qual iam cobrindo e abafando as cepas que, por sua vez, se iam convertendo no apreciado carvão. Mas que arte, meus senhores! Sob o comando de um Senhor, já bastante maior, como dizem os espanhóis, mais dois ou três iam desenvolvendo as mais diversas tarefas também com as mais diversas ferramentas onde o enxadão é rei.
Já mesmo ao fim da manhã eis que chegava o Tó Peneira com o seu lustroso burro que havia de transportar as quatro sacas de carvão que estava pronto a ser consumido ou comercializado se fosse nos tempos de antigamente.
Por volta das 12.30 horas a maioria das pessoas chegavam à sede da associação onde já um grupo de voluntários e voluntárias tratavam do merecido almoço.
Logo que o burro foi descarregado chamaram todos os presentes para junto do balcão do bar poderem tomar um aperitivo. Num ambiente de pura e franca harmonia todas as pessoas bebiam e conversavam animadamente e o tema principal era mesmo o carvão.
Às 13.00 horas, tal como estava previsto, toda a gente se sentou à mesa onde foi servida carne em abundância acompanhada por um saborosíssimo arroz de feijão e couve que a Carla confeccionou. Parabéns, Carla, extensivos às outras moças que contigo trabalharam nas mais diversas tarefas.
Depois do café e copa e sob a orientação dos incansáveis – anfitriões – Vitor, Presidente da Junta e Rui Chamusco, Presidente da Associação, organizou-se o cortejo onde o burro, todo vaidoso, nos conduziu por várias ruas da Freguesia onde o acordeão do Rui e o pessoal dos bombos animaram toda a freguesia. Quem tem um Rui tem um Cristiano Ronaldo!
Confesso que fiquei maravilhado com esta festa do carvão que julgo ser merecedora de honras de televisão para que a ilustre e simpática Dina Aguiar pudesse divulgar através do seu muito apreciado programa «Portugal em Directo».
Mas para substituir as televisões – faltosas – surgiu o João Paulo e o irmão Tiago Cabral que com uma Câmara e uma máquina fotográfica fizeram um trabalho que prometeram meter em DVDs para que esta actividade possa ser divulgada porque, sinceramente, merece.
Parabéns a todos os malcatanhos quer tivessem ou não participado nesta inolvidável jornada!
Os nossos antepassados agradeceram.

«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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A Associação Transcudânia promoveu no concelho do Sabugal, Freguesia de Malcata, a exposição «Lince Ibérico: A sua história em Portugal».

Exposição MalcataA exposição pôde ser visitada entre os dias 23 de Março e 1 de Maio, no Forno Comunitário da aldeia de Malcata. Durante este período, cerca de duas centenas as pessoas visitaram a exposição, vindas de diferentes pontos do país (Porto, Coimbra, Aveiro, Elvas, Lisboa, Guarda, Setúbal e de várias freguesias do concelho do Sabugal) e da Europa, nomeadamente de Inglaterra.
Os responsáveis da Associação Transcudânia mostraram agrado face ao número de visitantes e ao interesse em conhecerem a história de um animal que está ligado à serra da Malcata e ao concelho do Sabugal. Revelaram estar espacialmente gratos aos parceiros que tornaram o evento possível no concelho, nomeadamente a Associação Cultural e Desportiva de Malcata e a Junta de Freguesia de Malcata, que acarinharam e dinamizaram o projecto, à ADES, que disponibilizou os cavaletes para os quadros, à Aldina Amândio, que elaborou os cartazes, e à Liga Portuguesa da Natureza, pela disponibilidade e profissionalismo com que orientou o projecto.
A Exposição «Lince Ibérico: A sua história em Portugal» regressará em breve ao concelho do Sabugal, para ser recebida pela Junta de Freguesia dos Fóios, entre os dias 26 de Julho e 24 de Agosto.
plb (com Transcudânia)

«Saída Patada da Mula» é o nome da caminhada que a associação Transcudânia – Associação Cultural do Concelho do Sabugal – vai realizar na Serra da Malcata, no dia 25 de Março.

A Transcudânia esclarece que este será um «percurso pedestre pelo trilho da Patada da Mula, pela Serra da Malcata, onde se pode observar a fauna, a flora e a bela paisagem da Serra», dando assim o mote para um dia diferente, a passar em contacto com a Natureza e os seus encantos.
O ponto de encontro será a entrada Norte da aldeia do Meimão, pelas 9 horas do dia 25 de Março.
A associação aconselha os participantes a não se esquecerem de transportar consigo um almoço volante, água, calçado apropriado para caminhadas, binóculos e câmara fotográfica.
Os interessados em participarem nesta aliciante «saída» deverão inscrever-se até ao dia 20 de Março através do contacto de telemóvel 917906406.
O preço de inscrição é de 3 euros para não sócios, sendo porém gratuito para os associados da Transcudânia.
A Associação informou ainda que apoia e aconselha igualmente à participação na «Caminhada pelo Castanheiro do Guilhafonso», que terá lugar no dia anterior, 24 de Março, organizada pelo Núcleo da Quercus na Guarda.
Trata-se da caminhada do Dia da Árvore, pelo que seguirá o trilho que conduz ao célebre Castanheiro do Guilhafonso, um dos mais belos exemplares de Portugal. A partida para este passeio pela natureza acontecerá na rotunda da Rasa, ás 9 horas.
plb

A Serra das Mesas, latitude 40º 16’ 22’’N, longitude 6º 51’ 30’’W e altitude 1256 m, respeitante ao marco geodésico das Mesas, localiza-se na área sudeste do Concelho do Sabugal, concretamente na freguesia de Foios.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaA Serra das Mesas, constituindo um batólito, isto é, de natureza granítica, é parte integrante do sector terminal, ocidental, da Cordilheira Central espanhola, que penetra no território português através de um conjunto de elevações usualmente designado por Serra da Malcata, mas que as designações locais de toponímia diferenciam como é exemplo a Serra das Mesas.
A Serra das Mesas destaca-se do conjunto de elevações onde está inserida, unidade geomorfológica da Serra da Malcata, por duas razões, em primeiro lugar, pela altitude, possuindo o ponto onde ocorre a maior altitude da unidade, atingindo os 1256m, e em segundo lugar, pelo facto de ser a única serra deste conjunto onde domina a litologia granítica.
Em relação à litologia a Serra das Mesas apresenta um granito porfiróide de duas micas e grão médio a fino. A Serra das Mesas é uma área intrigante e rica ao nível do modelado granítico, sendo possível observar na paisagem o granito esculpido com arte e mestria pela natureza e pela passagem do tempo. A área apresenta uma morfologia desconcertante tanto pela riqueza, como pela quantidade e originalidade de modelado que conserva e que resultou numa diversidade exuberante de formas.
O desenvolvimento do trabalho de campo levou à comprovação que o batólito da Serra das Mesas é um extraordinário «laboratório» de pesquisa da morfologia granítica, apresentando um ecletismo realmente notável e originando uma multiplicidade de formas sempre originais, sempre surpreendentes.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A gastronomia vai estar em destaque entre 17 e 21 de Fevereiro nas terras raianas do Sabugal. Entre as várias iniciativas destaque para o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano. Edição da jornalista Sara Castro com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

No concelho do Sabugal há empreendimentos turísticos de elevada qualidade. Nesta crónica vou dar a conhecer o «Meia Choina» em Quadrazais que tem a particularidade de ter dado a uma das habitações o nome «Maria Mim» imortalizado pelo escritor raiano Nuno de Montemor no épico romance que retrata a vida «terrível» dos quadrazenhos do século passado.

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Quando vi neste blogue a notícia de que «a Câmara Municipal do Sabugal decidiu fomentar o alojamento local nas terras do concelho, em alternativa às unidades hoteleiras tradicionais, como forma de potenciar o Turismo Rural», fiquei contente e veio-me à memória um empreendimento turístico rural do nosso concelho. Estou a falar de um empreendimento – o «Meia Choina» em Quadrazais (terra de contrabandistas e uma das 40 freguesias do nosso extenso concelho) – que, aquando da minha recente visita me deixou impressionadíssima.
Em conversa com a sua promotora, Colette Borrega Correia, esta informou-me de que este empreendimento oferece quatro casa de turismo em espaço rural – casas de campo e uma casa de prova e venda de produtos regionais –, Casa do Manego, Casa da Maria Mim, Casa da Meia Choina, Casa da Forja Frágua e Casa do Cusco.
A casa já recuperada, concluída e classificada é a Casa do Manego, tendo tido como primeiro nome «Casa da Fábrica», por outrora ter sido uma pequena fábrica de sabão pertencente José Manuel Pires Correia, avô paterno da empresária. Tal nome não pode ser registado por já existirem três idênticos em Portugal.
A tradição do contrabando deixou marcas inegáveis que perduram ainda na localidade. O dialecto quadrazenho ou gíria utilizada pelos contrabandistas é uma fenómeno linguístico único na região, daí o ter utilizado vocábulos oriundos da gíria para batizar o espaço e as ditas casas.
A casa do Manego tem uma área coberta de 180 m2 e capacidade para 8 pessoas. Possui 4 quartos, dois deles com casa de banho privativa, dois duplo, duas casas de banho sociais, uma área de convívio e cozinha. O espaço exterior tem como cenário a Serra da Malcata, a privacidade e a grande área exterior permite ao visitante uns dias de repouso e total descontração, a região oferece também algum potencial nomeadamente o Rio Côa, para a pesca desportiva e e algumas praias fluviais.
Isilda Silva

TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

jcl

TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério, e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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No passado mês de noviembre, pelo segundo ano consecutivo, motards de Espanha e Portugal confraternizamos meio à afición do todo-o-terreno. E nada melhor para o fazer do que a zona do Parque Natural da Serra da Malcata junto ao povo dos Foios.

O nosso bom amigo Zé Manuel, que no ano passado já nos ofereceu as instalações das escolas dos Foios, com 42 camas, para ser durante um fim de semana a nossa casa, volta a ser o nosso anfitrião e o grande representante da hospitalidade destas terras arraianas. E é que em Foios nos sentimos como em casa. Em Foios e em Portugal em geral.
Desde os Foios percorremos os maravilhosos povos da zona arraiana pelos caminhos que os unem.
Foios, Penamacor, Salvador, Monsanto, Medelim, Bemposta, Pedrogao de Sao Pedro, Benquerença, Casteleiro, Sortelha, Aldeia de Santo Antonio, Sabugal, Souto… e novamente Foios. É sem dúvida uma boa mostra dos povos da comarca da Beira. Autênticos, com identidade própria.
O Outono é, provavelmente, a melhor época do ano para descobrir o encanto de suas paisagens. Por caminhos de granito decomposto, o que faz com que a água drene e facilite a condução das motos, atravessamos rios com águas limpas e frias, bosques de robles, pinheiros, de quejigos, de castanheiras, verdes praderas, com a majestuosidade dos seus montes…, caminhos que antanho foram percorridos por autênticos sobreviventes que já unian os dois paises, os macuteiros.
E como recompensa depois de um duro dia de esforços, nada melhor para se recuperar que a gastronomia local. Enchidos, queijos, produtos da huerta, cabrito…regados com o estupendo vinho tinto da terra.
Muito obrigado Zé Manuel, muito obrigado Foios…muito obrigado Portugal.
Já teniamos saudades destas Terras.
Fernando Mendoza

Nos contactos que vou tendo com os meus conterrâneos a castanha, sobretudo nesta época, vem sempre à baila. Em Foios não há ninguém que não tenha castanheiros e se houvesse alguém que não tivesse apanharia, certamente, os de alguém, de meias ou de terças.

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José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaTanto o secretário como o tesoureiro da Junta de Freguesia de Foios são excelentes produtores de castanha e como lido com eles praticamente todos os dias, vou escutando as conversas que travam, com as muitas pessoas que passam pela Junta, pelo que estou bastante bem informado sobre esta actividade.
As pessoas dos Foios estão deveras satisfeitas com a produção e com a venda, no presente ano de 2011.
As primeiras castanhas que caíram, ainda com um tempo de Verão, assustaram as pessoas. A ausência da chuva e o calor faziam com que as castanhas ficassem algo secas ou «bladas» como por cá se diz.
Os compradores do costume também não apareciam e as pessoas já deitavam contas à vida.
Algum comprador que ia aparecendo era ele que fazia o preço e ia dizendo às pessoas que as castanhas não tinham procura.
As pessoas dos grandes centros em vez de procurarem as quentes e boas castanhas procuravam os gelados.
Finalmente o S. Pedro fez a vontade às pessoas e a chuva e o vento vieram em abundância, quando a maioria dos castanheiros se encontravam ainda bastante carregados.
A castanha engrossou um pouco mais e ficou muito mais luzidia como por aqui se diz. Foi um milagre.
Os compradores começaram a vir em força e já não havia castanhas que chegassem. Antes do dia de Todos os Santos as camionetas não paravam de chegar. Alguns compradores vinham duas vezes no dia e outros até por cá dormiam.
Então aí é que os produtores tiveram sorte. Os compradores eram muitos e quase entraram em despique.
Acabaram por pagar a castanha a um preço que as pessoas já consideram, mais ou menos justo.
A maioria vendeu a um euro e meio muito embora algumas tivessem ficado por um e vinte ou um e trinta.
Penso que das mais de 150 toneladas que se produzem nos Foios poucas castanhas devem ter ficado debaixo dos castanheiros.
Fico muito feliz quando converso com as pessoas e as vejo entusiasmadas a ponto de dizerem: Quando verifico que tenho um castanheiro a secar planto, de imediato, três.
Cá pelos Foios todos nos incentivamos uns aos outros porque toda a gente tem plena consciência da enorme importância do castanheiro.
Seria bom que se fizessem estudos e levantamentos, em todo o concelho do Sabugal, e que se incentivassem as pessoas a plantar grandes soutos.
Apelo igualmente às entidades oficiais, nomeadamente e sobretudo à Câmara Municipal, para que se debrucem sobre esta problemática.
O escoamento este ano correu bastante bem mas não estamos livres de anos maus.
O trabalho que se vai desenvolvendo na Colónia Agrícola Martin Rei é já muito importante mas julgo que se poderá ir muito mais além, para bem de todos.
Se os castanheiros secaram em algumas zonas do nosso Município, outrora consideradas mananciais, teremos que ser corajosos e arrancar com novas experiências.
Se os nossos ex-governantes não tivessem dado subsídios para se arrancarem, pomares, vinhas e outras espécies talvez não tivéssemos chegado ao estado de desgraça em que nos encontramos.
Mas tudo o que acabo de referir não nos deverá levar à revolta e ao desânimo, pura e simplesmente. Bem pelo contrário.
O nosso Concelho tem muitas potencialidades, nos mais variados aspectos, pelo que teremos que ser corajosos e organizados.

Arregaçar as mangas e mãos à obra!

«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Este domingo, dia 13 de Novembro, estiveram connosco duas dezenas de pessoas, que se fazem transportar em auto-caravanas e que, quando circulam, dão vida, alma e alegria às freguesias por onde passam e onde estacionam.

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José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaCom a crise que ultrapassamos, em termos de gente, é caso para dizer que todas as pessoas são bem-vindas.
Este grupo, de ilustres personalidades, que já mais algumas vezes por aqui tinham passado, têm-nos incentivado à criação do parque de caravanas que estamos a implantar.
O grupo chegou ao espaço, do futuro parque de auto-caravanas, por volta das 13,30 horas, onde almoçaram e onde eu tive o prazer de, com eles, ter tomado café e copa.
De seguida todas as pessoas se deslocaram ao Centro Cívico onde a Junta de Freguesia ofereceu umas castanhas assadas regadas com a saborosa jeropiga da região.
Depois de um franco e útil diálogo chegámos à conclusão de que o parque de auto-caravanas de Foios poderá ser inaugurado na Primavera do próximo ano de 2012.
Antes da despedida foi feita uma foto de grupo e, de seguida, todas as pessoas ocuparam lugar nas respectivas viaturas em direcção da vizinha localidade de Alfaiates.
Pela parte que nos diz respeito só temos a agradecer a passagem pelos Foios com a certeza de que sempre teremos o maior prazer em os receber e com eles conviver.

Não esquecer: Turismo é Futuro!

«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

«O interior do Interior tem por cá muito boa gente e também somos portugueses!» Assim escrevia em 14 de Julho de 2007 na sua primeira crónica no Capeia Arraiana o prof. José Manuel Campos. O dinossauro dos autarcas raianas defende como ninguém as suas terras e as suas gentes revigorado pela cristalina água da nascente do Côa. Reportagem e edição da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Às vezes até parece que no concelho do Sabugal são 1+39. O nosso reconhecimento e apreço pelo presidente da capital da Raia sabugalense. Parabéns Prof. José Manuel Campos.
jcl

A edição 2011 do «Pintar Sabugal» teve como cenários as paisagens da Malcata. Reportagem e edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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ANÚNCIO PÚBLICO – Os advogados dr. Francisco Nicolau e dr. João Valente anunciam o patrocínio de uma acção popular contra as eólicas de Sortelha.

«Os advogados Dr. Francisco Nicolau (do escritório do Dr. Garcia Pereira, mas a título particular) e Dr. João Valente vão patrocinar acção popular pedindo a impugnação, por ilegalidade e nulidade de licenciamento dos parques eólicos de Sortelha, bem como dos concelhos limítrofes de Belmonte e Guarda, pelas razões e fundamentos já aqui aduzidos no Capeia Arraiana num anterior artigo de opinião, tanto mais que, corre voz pública, que o parque de Sortelha vai ser aumentado em mais seis torres geradoras.
1 – O processo será patrocinado a título completamente gratuito, da parte dos advogados, está isento de custas judiciais porque se trata de defesa de um interesse público, e já se encontra redigido.
2 – Qualquer cidadão recenseado no concelho e/ou freguesia de Sortelha, ou associação de direito privado com sede no Concelho e/ou Freguesia do Sabugal que queiram patrocinar a acção a título de autores (sem qualquer custo ou honorários) pode fazê-lo.
Para esse efeito devem contactar até ao fim da primeira semana do próximo mês de Novembro para o email: joaovalenteadvogado@gmail.com
3 – Qualquer cidadão que tenha interesse em colaborar como testemunha ou perito (designadamente problemas de ruído, ambientais ou técnicos) agradece-se também contacto para o mesmo endereço electrónico, até à referida data.
4 – Oportunamente será equacionada a abertura de uma conta em nome de uma associação ou conjunto de cidadãos independentes para custear e fiscalizar eventuais despesas (estudos e perícias) com o processo.
João Valente, Advogado

Jornada de orientação divida em seis etapas denominada «Corrida Aventura» que contou com a participação de cerca de 130 participantes entre a Serra da Estrela e a Serra da Malcata. Reportagem e edição das jornalistas Paula Pinto, Sara Castro, Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O autor da «Rota dos 5 Castelos em 3D do concelho do Sabugal», Nuno Dias, apresentou mais um trabalho para promoção e divulgação do património histórico da região beirã. O projecto «Valverde em 3D», retrata digitalmente em três dimensões os edifícios mais importantes da freguesia de Valverde, no concelho do Fundão.

Valverde 3D

«Valverde em 3D» foi um projecto desenvolvido de modo a promover e divulgar digitalmente, em três dimensões (3D), os edifícios mais importantes da aldeia de Valverde, do concelho do Fundão. É um projecto pioneiro para uma aldeia de Portugal, sendo Valverde a «primeira aldeia de Portugal» a ter os seus edifícios mais importantes em 3D. A transposição do papel e da fotografia para a imagem animada por programas digitais possibilita serem vistos por qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo, no maior portal geográfico do Mundo – o Google Earth.
O Projecto «Valverde em 3D» foi apresentado no dia 9 de Abril de 2011 aos seus habitantes, no Pavilhão Desportivo, na festa comemorativa do Dia da Freguesia.
Na «Visita Virtual 3D» projectada na sessão e disponível no blogue oficial foram visualizados os seguintes edifícios: o depósito da água, a igreja matriz, o museu D. João de Oliveira Matos, a Junta de Freguesia, a capela do Espirito Santo, a escola primária, o pavilhão desportivo, a capela de São Domingos e a capela do mártir São Sebastião, esta última situada na anexa Carvalhal.
«Além do “Valverde em 3D” sou, também, o autor da “Rota dos Cinco Castelos em 3D do concelho do Sabugal”, um projecto que lancei em 2009 e visou promover e divulgar os cinco castelos e que tem como objectivo promover e divulgar a nossa região», declarou ao Capeia Arraiana o autor, Nuno Dias, aproveitando para mostrar a sua satisfação pela divulgação do seu trabalho nos mais importantes meios de comunicação nacionais.

Blogue oficial de Valverde. Aqui.
Página no Sketchup com os 5 Castelos do Sabugal. Aqui.

Nuno Dias é natural do Fundão, Castelo Branco. Actualmente é freelancer na área de Modelação 3D e estudante de Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade da Beira Interior, onde também é formador do curso «Iniciação ao Autocad».
aps

Há cerca de 50 anos foram construídas duas casas florestais na área geográfica de Fóios e uma na área de Quadrazais, no concelho de Sabugal. As referidas casas foram habitadas por guardas florestais, com as respectivas famílias, durante uma dezena de anos. Os guardas tinham por missão fiscalizar as áreas de baldio que haviam sido florestadas.

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José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaNessa altura havia muitos pastores em toda a zona e era necessário e conveniente que as cabras não entrassem nas áreas florestadas.
Depois das árvores se terem desenvolvido, e quando o gado já podia entrar nas respectivas áreas, e também porque era desumano terem essas famílias a cerca de quatro ou cinco quilómetros dos povoados, os Serviços Florestais deixaram as casas ao abandono.
No princípio da década dos anos 90, altura em que o engº Renato Costa foi Director da Reserva Natural da Serra da Malcata e, sob proposta dele, o ICN adquiriu, aos Serviços Florestais, as três casas, tendo conseguido, através da aprovação de um projecto, uma verba que foi muitíssimo bem aplicada. As casas foram, na verdade, muito bem recuperadas e equipadas para a prática do turismo. Acontece, porém, que entretanto o senhor engº Renato Costa foi substituído e os directores vindouros nunca manifestaram grande interesse em alugar as casas, para a prática do turismo, muito embora a procura seja enorme.
Para que serviu o dispêndio da verba em causa se as casas continuam igualmente fechadas e com os equipamentos a degradarem-se? É de bradar aos céus. Somos, de facto, um País que nem se governa nem se deixa governar. A quem interessará que as casas continuem fechadas e abandonadas? É, na verdade, um crime de lesa Pátria.
Numa altura em que tanto se fala em turismo rural, e vindo tantos grupos para esta bonita zona raiana, não haverá alguém que consiga dar uma ordem e pôr as coisas no devido lugar? Somos pobres porque nos fazem ser pobres.
Enviem para os Vossos contactos para ver se conseguimos envergonhar senhores responsáveis pelo ICNB.
Enquanto continuarmos a ser governados por quem não nos conhece, pobre interior.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

No livro «Forcão – Capeia Arraiana» as poderosas imagens de Joaquim Tomé (Tutatux) investem ao longo das páginas nas galhas da escrita magistral de António Cabanas e vão servir para acrescentar história à História das terras de Riba-Côa. António Cabanas, natural de Meimoa, é também um homem da Malcata e da Raia e é agora, definitivamente, um verdadeiro raiano. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Mor Karbasi, uma das mais belas e aclamadas vozes da música latina e sefardita, vai actuar no Teatro Municipal da Guarda, dia 18 de Setembro, pelas 21 horas, na abertura do 2º Festival Internacional da Memória Sefardita.

A jovem israelita, que reside em Londres, Inglaterra, tem antepassados judeus (marroquinos e persas) e é uma grande fã do flamenco. Em palco, canta em ladino, espanhol, hebraico e, ocasionalmente, em Inglês.
O reportório inclui músicas antigas e tradicionais inspiradas na cultura judaica do século XV.
Mor Karbasi já disse à imprensa que não quer apresentar a música sefardita «como parte de um museu empoeirado». O objectivo é «reanimá-la» tornando-a «acessível a um vasto público que a merece».
Mor Karbasi tem no currículo actuações no Reino Unido, EUA, França, Espanha e Itália, e participa agora na abertura do 2º Festival Internacional da Memória Sefardita.
plb (com Turismo Serra da Estrela)

«Saída Pé n’A Terra» é o nome da iniciativa da Transcudânia e da Quercus para evocar o Dia da Terra, pela qual promovem uma ida à Serra da Malcata.

A 23 de Abril, sábado, pelas 14 horas, os interessados reúnem-se na Casa do Castelo, no Sabugal, e partem seguidamente para a serra, tomando um percurso de duas horas, em busca da biodiversidade.
Os organizadores, da Associação Transcudânia, do Sabugal, e do Núcleo da Quercus da Guarda, consideram que o percurso do Espírito Santo, na serra, servirá para «registar toda a biodiversidade existente».
«Traga a máquina fotográfica e guias, vamos aprender uns com os outros e descobrir a biodiversidade da serra», apelam os promotores da incitativa, no sentido de cativarem as inscrições, que, embora gratuitas, serão obrigatórias.
Os interessados podem contactar a organização do evento pelo telemóvel 917906406, ou pelo endereço electrónico transcudania@gmail.com.
Os amantes da Natureza e os que querem dar um contributo para a defesa da Terra, têm nesta iniciativa uma boa e imperdível oportunidade de se envolverem nessa causa.
plb

A Câmara Municipal de Penamacor chamou a si a exposição fotográfica «Terra de Linces», uma organização da Associação Iberlinx (que o município de Penamacor integra), em parceria com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, Águas do Algarve, Junta de Andalucia, Ayuntamento de Valencia del Mombuey e ICNB.

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A mostra, que irá estar patente no Museu Municipal entre 15 de Fevereiro até 20 de Abril, visa tornar presente a difícil situação do felino mais ameaçado do mundo, criar um sentimento de urgência nas populações relativamente à preservação da biodiversidade e, particularmente, estimular um clima favorável à reintrodução do lince ibérico na região.
Desde a sua inauguração em Lisboa, em Maio do ano passado, «Terra de Linces» já passou pelo Porto, Silves e Sevilha, de onde veio directamente para Penamacor.

A exposição
Os animais não posam nem marcam entrevistas. São muitas vezes apenas vislumbrados no meandro de um rio, numa clareira, na orla de um bosque, ou então observados de muito longe, sem que o pressintam.
A imagem traz-nos a natureza que amamos. Aqui, pela arte e engenho do fotógrafo, somos levados a conhecer, de modo íntimo, o lince-ibérico e o seu habitat.
A terra de linces é a nossa terra, o local que temos de partilhar. Esta exposição leva-nos a reflectir sobre o que está mal e sobre o que é necessário fazer para conseguirmos trazer o lince de volta à nossa região e assegurar-lhe um futuro entre nós. Futuro só possível pelo respeito que devemos à natureza e a esse admirável animal, que nos sentimos inclinados a amar, e que ainda é a espécie de felino mais ameaçada no mundo.

O fotógrafo
Andoni Canela é um fotógrafo profissional, de nacionalidade espanhola, especializado em fotografia de Natureza. Há mais de vinte anos que fotografa áreas naturais e temas relacionados com a biodiversidade no mundo.
Vencedor do Prémio Godo de Fotojornalismo, em 2009, por uma reportagem sobre o lobo-ibérico, o seu trabalho ilustra dezenas de reportagens da revista National Geographic, em diferentes edições publicadas em Espanha, Portugal, Itália e França. Possui igualmente trabalhos em publicações de prestígio como La Vanguardia, Geo, Altaïr, BBC Wildlife, Newsweek e The Sunday Times.
Por outro lado, a obra de Andoni Canela tem sido compilada em vários livros, traduzidos para diversos idiomas, e tem sido exibida em numerosas exposições. O seu último livro, «La Mirada Selvage», reúne fotos de mais de uma centena de animais selvagens fotografados em liberdade nos seus habitats ibéricos. Outros livros do autor a destacar são «El Oso Cantábrico», «Un viage soñado», «Éter, la esencia de los quatro elementos» e «Planeta Fútbol», publicado em Espanha, Portugal, França, Itália, Inglaterra e México.
Andoni desenvolveu parte da sua carreira profissional percorrendo os cinco continentes, por destinos como o Alasca, Austrália, Botswana, Madagáscar, Nova Zelândia, Sumatra, Polinésia, Amazónia ou Himalaias. Entre os últimos trabalhos realizados fora de Espanha destacam-se os que abordam as alterações climáticas no Ártico, que incluem reportagens sobre o retrocesso dos glaciares, o gelo marinho e os ursos polares.
aps (com Gabinete de Informação da C.M.Penamacor)

A Câmara Municipal de Penamacor chamou a si a exposição fotográfica «Terra de Linces», uma organização da Associação Iberlinx (que o município de Penamacor integra), em parceria com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, Águas do Algarve, Junta de Andalucia, Ayuntamento de Valencia del Mombuey e ICNB.

Exposição Terra de Linces

aps

Cerca de 30 jovens de Portugal e Espanha realizaram nas últimas semanas uma catalogação de bens materiais e imateriais de várias localidades fronteiriças da região do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Douro-Duero. O projecto, denominado «Observatório para a Promoção Cultural do Eixo Duero-Douro», pretende segundo os promotores ajudar a preservar o património cultural e social da região para as novas gerações.

Jose Luis PascualJose Luis Pascual, alcaide de Trabanca e presidente do Agrupamento, explicou que se quer «resgatar do esquecimento» uma parte «muito rica do património, numa das fronteiras mais antigas da Europa». Permitirá ainda contribuir para a formação como agentes culturais dos jovens espanhóis e portugueses participantes, explicou. O projecto vai permitir a recompilação da informação relativa a festas, costumes, património arquitectónico, gastronomia, personagens, jogos, mapas ou construções de uma dezena de municípios dos dois lados da fronteira.
A documentação foi depois digitalizada em várias páginas web, uma por cada município, permitindo que a informação «esteja disponível para todos e se possa conhecer em qualquer parte do mundo», explicou Pascual.
Em concreto o projecto abrangeu as localidades portuguesas de Sortelha, Vila do Touro, Malcata, Miranda do Douro, Vila Nova de Foz Côa, Numão e Freixo de Espada à Cinta e do lado espanhol Almaraz de Duero, Cabeza de Caballo, Espeja, Trabanca e Villaseco de los Reyes.
aps (com agência Lusa)

A associação ambientalista Quercus, em parceira com a Fundação Yves Rocher, vão proceder ao plantio de 16.250 árvores autóctones na Serra da Malcata, numa campanha de reflorestação, que prevê a plantação em Portugal de um total 165 mil árvores em quatro anos.

Serra da MalcataSegundo a Quercus, neste projecto, para além da Malcata, a Serra d’Arga receberá 5000 árvores, o Alvão/Marão 20 mil.
No primeiro ano, serão plantadas 41.250 árvores, pertencentes a 23 espécies, algumas das quais raras, em três sítios de importância comunitária: Serra d’Arga (Viana do Castelo), Alvão/Marão (Vila Pouca de Aguiar) e Malcata (Penamacor e Sabugal).
Esta campanha de plantação de árvores enquadra-se no projecto «Criar Bosques», da Quercus, que visa a plantação de espécies autóctones, em diferentes localidades de Portugal, com o objectivo de salvar a floresta original portuguesa.
Para a concretização deste projecto, a Quercus celebrou, em Agosto de 2010, um protocolo com a Fundação Yves Rocher. A contribuição desta fundação insere-se numa iniciativa mais ampla e à escala mundial, chamada «Plantemos para o Planeta: Mil milhões de árvores para o Planeta», lançada em 2006 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que incentiva a plantação de árvores em todo o mundo como resposta à ameaça do aquecimento global.
A Fundação Yves Rocher, criada em 1991, e colocada sob a égide do Instituto de France desde 2001, defende a interacção entre a natureza e o Homem, tendo como objectivo participar na elaboração de um mundo mais verde através de acções concretas a favor do ambiente.
plb

Castanhas, mel, cogumelos e avelãs produzidos em território raiano marcaram presença na Feira dos Produtos Locais no Mercado do Sabugal. Reportagem com imagem de Sérgio Caetano da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

No Dia Mundial do Turismo os deputados do Partido Socialista eleitos pelos distritos de Castelo Branco e da Guarda apresentaram na Assembleia da República um requerimento para obter o aproveitamento turístico das casas da natureza que estão ao abandono na Reserva Natural da Serra da Malcata. O documento foi endereçado ao secretário de Estado do Ambiente, secretário de Estado do Turismo e ministra do Trabalho e da Segurança Social.

(Clique nas imagens para ampliar)

Jorge Seguro SanchesQuase 30 anos depois da sua criação legal, a Reserva Natural da Serra da Malcata identifica-se cada vez mais como um potencial centro de Turismo Rural e de Natureza, assumindo assim uma grande importância, para o país e para uma região que procura apostar no turismo como uma das poucas opções de futuro e de fixação de populações.
Depois de vultuosos investimentos feitos nos anos 90 do século XX, as casas abrigo, integradas na Reserva Natural da Serra da Malcata, bem como as instalações-sede da reserva, possibilitam o alojamento de turistas em instalações muito bem enquadradas
e que permitem uma visita única a uma das reservas europeias mais rica em termos de biodiversidade (aliás considerada em 1987 como Reserva Biogenética do Conselho da Europa).
Numa visita recente à Reserva pudemos verificar o potencial das casas abrigo – sem uso mas em aparente bom estado de conservação – e das quais se juntam fotos (casa do Major e casa da Ventosa).
Todavia este tipo de alojamento não está a ser aproveitado, nem está licenciado (conforme é referido no portal do ICNB). Aqui.
Esta situação pode ser uma oportunidade para não só dotar aquela região de mais algum alojamento como pode ser considerada como um potencial de parceria entre serviços públicos que desta forma – e sem grandes acréscimos de custos – podem oferecer aos portugueses mais turismo aliás de características praticamente únicas no continente europeu.
Acresce a existência na serra da Malcata (junto à casa da Ventosa) de uma pista de aviação – actualmente utilizada apenas no combate aos incêndios – a qual pode ser também uma mais-valia num tipo de turismo cada vez mais procurado mas sempre em respeito da natureza.
A Fundação INATEL (que em Portugal tem um papel decisivo no turismo social) tem hoje na sua rede alguns equipamentos com estas características (nomeadamente no distrito de Bragança) e que são um bom exemplo no aproveitamento do turismo no Interior do país.
Independentemente do tipo de solução que se encontre para aquelas casas parece-nos contudo que a actual situação (de não aproveitamento e de praticamente abandono) é inaceitável pelo que apelamos a um entendimento entre os serviços públicos com potencial intervenção nas áreas do turismo e do ambiente e com a colaboração – sempre necessária –
das autarquias envolvidas.
Jorge Seguro Sanches
(Deputado do Partido Socialista pelo distrito de Castelo Branco)

As três casas florestais de abrigo da Reserva Natural da Serra da Malcata foram recuperadas na década de 90 do século passado para serem utilizadas para turismo. Em 2010 estão fechadas e com os equipamentos a degradarem-se.

Casas Abrigo Malcata

José Manuel Campos - Nascente do CôaHá cerca de 50 anos foram construídas duas casas florestais na área geográfica de Fóios e uma na área de Quadrazais, no concelho de Sabugal. As referidas casas foram habitadas por guardas florestais, com as respectivas famílias, durante uma dezena de anos. Os guardas tinham por missão fiscalizar as áreas de baldio que haviam sido florestadas. Nessa altura havia muitos pastores em toda a zona e era necessário e conveniente que as cabras não entrassem nas áreas florestadas.
Depois das árvores se terem desenvolvido, e quando o gado já podia entrar nas respectivas áreas, e também porque era desumano terem essas famílias a cerca de quatro ou cinco quilómetros dos povoados, os Serviços Florestais deixaram as casas ao abandono.
No princípio da década dos anos 90, altura em que Eng.º Renato Costa foi Director da Reserva Natural da Serra da Malcata e, sob proposta dele, o ICN adquiriu, aos Serviços Florestais, as três casas, tendo conseguido, através da aprovação de um projecto, uma verba que foi muitíssimo bem aplicada. As casas foram, na verdade, muito bem recuperadas e equipadas para a prática do turismo. Acontece, porém, que entretanto o Sr. Eng.º Renato Costa foi substituído e os directores vindouros nunca manifestaram grande interesse em alugar as casas, para a prática do turismo, muito embora a procura seja enorme.
Para que serviu o dispêndio da verba em causa se as casas continuam igualmente fechadas e com os equipamentos a degradarem-se? É de bradar aos céus. Somos, de facto, um País que nem se governa nem se deixa governar. A quem interessará que as casas continuem fechadas e abandonadas? É, na verdade, um crime de lesa Pátria.
Numa altura em que tanto se fala em turismo rural, e vindo tantos grupos para esta bonita zona raiana, não haverá alguém que consiga dar uma ordem e pôr as coisas no devido lugar?
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A comissão política concelhia do Partido Socialista do Sabugal criticou severamente o projecto de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), considerando que o documento deixa o Sabugal «completamente à margem das dinâmicas de desenvolvimento», lamentando que o presidente da Câmara nunca tenha informado o executivo municipal do seu conteúdo.

PS - Partido Socialista - SabugalOs vereadores socialistas apresentaram na reunião do executivo municipal de 11 de Agosto, um documento que denuncia os erros do projecto do PROT-Centro, que na sua opinião «contribuirá para a agravar a situação com que o concelho se defronta, ou mesmo a colocar em risco a própria sobrevivência da nossa terra».
Numa posição extremamente crítica da acção do Município no processo, a comissão política do PS vem agora lamentar que o presidente da Câmara nunca tenha informado o Executivo da proposta nem das posições assumidas pela edilidade. Dando consequência à sua indignação os socialistas propõem que todos (Executivo, Assembleia Municipal, Juntas de Freguesia e cidadãos) sejam ouvidos, «de forma que em Coimbra se compreenda que não permitiremos ficar arredados do desenvolvimento e condenados a assistir à lenta agonia do nosso concelho».
Numa análise ao projecto, considera-se que o mesmo deixa o concelho «completamente à margem das dinâmicas de desenvolvimento propostas», e denuncia-se que «o Sabugal não integra nenhuma das Unidades Funcionais Relevantes» identificadas, que na Beira Interior se concentram somente no corredor Guarda – Castelo Branco (A23) e na ligação Litoral – Guarda – Espanha (A25). O documento classifica o Sabugal com a polaridade mais baixa (de nível 3), fazendo parte de uma constelação de pequenos centros, condenados à quebra demográfica e ao envelhecimento.
No modelo territorial defendido pelo plano nada de estruturante é reservado ao Sabugal, restando-lhe a inclusão na rede urbana mais fina, pertencente às extensas áreas tocadas pelo processo de desruralização. «E é tudo… Pois para nós, o que parece é que para os autores deste Plano, a Beira Interior é Guarda, Fundão, Covilhã e Castelo Branco, e o resto é paisagem…», dizem os socialistas.
No Turismo o plano destaca a Serra da Estrela, «o que até interessa ao Sabugal», dizem, mas fazem notar a exclusão das Termas do Cró entre as estâncias termais identificadas, a falta de referência à Serra da Malcata e à Albufeira do Sabugal, o que mais uma vez significa a completa marginalização do concelho.
No que toca a acessibilidades, os socialistas dão conta da identificação dos «corredores estruturantes», dos «eixos prioritários de coesão» e das estradas a construir no futuro, com o Sabugal mais uma vez excluído, daí concluindo: «As prioridades em termos de acessibilidades, acentuam o carácter de marginalidade que parece querer ser atribuído ao concelho do Sabugal».
No referente à inovação e competitividade, a análise dos socialistas leva-os à conclusão de que «o Sabugal não conta para as estratégias de desenvolvimento da Região Centro e da Beira Interior». O sabugal inclui-se, segundo o documento, nas áreas geográficas que «deverão assumir o desígnio estratégico de se estruturar como palco para a articulação com os principais núcleos de desenvolvimento (principalmente no acesso a serviços) e para a amarração da estratégia de desenvolvimento regional».
Face a gravidade da situação, os socialistas consideram que o assunto não pode ficar limitado aos gabinetes técnicos ou ao presidente da Câmara e aos vereadores com pelouros atribuídos, defendendo que todos devem ser ouvidos.
O documento elaborado pelos socialistas, acaba com a identificação de três propostas: a disponibilização de todos os documentos do projecto no site da Câmara, o agendamento de uma reunião com a Mesa da Assembleia e as Juntas de Freguesia, para a tomada de uma posição conjunta, e a realização de uma «jornada de reflexão pública» sobre o assunto.

Ver documento oficial na íntegra. Aqui.
plb

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

GALERIA DE IMAGENS
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia ArraianaAqueles que como eu gostam do lobo cerval e anseiam vê-lo de novo no nosso país regressaram satisfeitos. Não é que o tivéssemos visto, mais depressa o lince nos veria a nós, tal era o tamanho da comitiva e todos sabem como é acutilante o seu olhar. Mas as fotos tiradas pelas máquinas automáticas, sim, tinham-no registado na noite anterior. Um excremento fresquinho, ainda a cheirar intensamente, coelhos quanto baste, veados, águias, vistos até do autocarro e paisagem de montado até perder de vista.
Bom foi ouvir Miguel Ángel Simón, responsável pelo projecto Lince, falar dos excelentes resultados do projecto.
Ainda que os censos mais antigos não fossem fiáveis estimava-se que houvesse em meados do século XX 5 a 6 mil linces, reduzidos no final dos anos 70 a 1200 e a 1100 no final de 80. Em 2002 Guzman apontava não mais de 200 animais para a população espanhola, sendo certo que em Portugal era praticamente nula a presença do felino.
No início do milénio, os técnicos de ambos os países davam como inevitável a sua extinção. O desânimo tinha-se instalado na comunidade científica e o seu desaparecimento de um local tão emblemático como a Malcata era revelador de uma situação irreversível. Além do mais as tentativas para os reproduzir em cativeiro não estavam a resultar e quando finalmente começavam a dar frutos, eis que uma leucemia mata 9 linces só em 2007! Era o fim do Lince Ibérico! Até os mais esperançosos acreditaram estar perante a morte anunciada da espécie.
Contra todas as expectativas porém, o felino tem vindo a recuperar nos últimos anos. A Serra de Adújar-Cardena conta hoje com cerca de 160 linces quando em 2002 havia apenas 60. Também a população de Doñana, apesar da consanguinidade tem vindo a aumentar, o mesmo acontecendo na Serra Morena. Tudo isso se deve aos esforços de melhoria dos habitats que têm sido feitos nestes refúgios.
Com a viagem, tinha o ICNB a intenção de demonstrar aos caçadores e proprietários do Alentejo que a introdução do lince não lhes trará prejuízos. É conhecida a enorme desconfiança de uns e outros face às habituais restrições que impendem sobre os territórios geridos pelo ICNB. Curiosamente, na hora de fazer o balanço da viagem, tinha-se virado o feitiço contra o feiticeiro: caçadores e terra tenentes vinham encantados com o que viram e se o ICNB queria os linces que seguisse os bons exemplos dos espanhóis, respeitasse as herdades e as actividades e que em vez de impor restrições as ajudasse a tornar mais rentáveis como acontecia em Andújar. Para eles foi isso que a visita lhes mostrou: dois proprietários de fincas contentes com as limpezas, as adubações e o maneio dos habitats, tudo pago pelo projecto.
Pela nossa parte, ou seja, relativamente à Malcata, ficámos conscientes do muito que há a fazer para aumentar a população de coelho, dos muitos hectares de pastagens a semear, dos marouços a construir, dos coelhos a introduzir, do acompanhamento necessário, do que não ficámos certos é se haverá dinheiro para todo esse esforço. Esperamos que sim.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

Há cerca de cinquenta anos foram construídas duas casas florestais na área geográfica de Foios e uma na área geográfica de Quadrazais. As referidas casas foram habitadas por guardas florestais, com as respectivas famílias, durante uma dezena de anos.

José Manuel Campos - Nascente do CôaOs guardas tinham por missão fiscalizar as áreas de baldio que haviam sido florestadas. Nessa altura havia muitos pastores em toda a zona e era necessário e conveniente que as cabras não entrassem nas áreas florestadas.
Depois das árvores se terem desenvolvido e quando o gado já podia entrar nas respectivas áreas e também porque era desumano terem essas famílias a cerca de quatro ou cinco quilómetros dos povoados, os serviços florestais deixaram as casas ao abandono.
No princípio da década dos anos noventa altura em que Eng.º Renato Costa foi Director da Reserva Natural da Serra da Malcata e, sob proposta dele, o ICN adquiriu, aos Serviços Florestais, as três casas tendo conseguido, através da aprovação de um projecto, uma verba que foi muitíssimo bem aplicada.
As casas foram, na verdade, muito bem recuperadas e equipadas para a prática do turismo. Acontece, porém, que entretanto o Sr.Eng.º Renato Costa foi substituído e os directores vindouros nunca manifestaram grande interesse em alugar as casas, para a prática do turismo, muito embora a procura seja enorme.
Para que serviu o dispêndio da verba em causa se as casas continuam igualmente fechadas e com os equipamentos a degradarem-se? É de bradar aos Céus. Somos de facto um País que nem se governa nem se deixa governar. A quem interessará que as casas continuem fechadas e abandonadas? É, na verdade, um crime de lesa Pátria.
Numa altura em que tanto se fala no turismo rural, e vindo tantos grupos para esta bonita zona raiana, não haverá alguém que consiga dar uma ordem e pôr as coisas no devido lugar?
Reafirmamos aquilo que já muitas vezes dissemos:
Somos pobres porque nos fazem ser pobres!
Afinal no país só mandam alguns senhores?»
Queremos para todos aquilo que é de todos!
Exigimos justiça!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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Legenda: Domingos Torrão e António Cabanas, presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor, com as respectivas mulheres, no jantar dos antigos alunos do Colégio. Não foram alunos nem professores na instituição, mas reconhecem o papel fundamental do antigo Colégio do Sabugal no desenvolvimento da educação na região.

Data: 1 de Maio de 2010.
Local: Restaurante D. Dinis (RaiHotel).
Autoria: Capeia Arraiana.
plb

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