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Os bravos e encorpados toiros da ganadaria José Manuel Duarte proporcionaram excelentes lides no festival Ó Forcão Rapazes, que se realizou no Soito, no dia 18 de Agosto.

Perante uma praça municipal completamente lotada, em que os bilhetes se esgotaram e muitos não puderam entrar, teve lugar uma expressiva demonstração da maior e mais viva tradição do concelho do Sabugal, a Capeia Arraiana, que se realizou dentro do espírito de amizade e alegria que caracterizam a festa dos rapazes que pegam ao forcão.
Os toiros estiveram à altura das exigências do festival. Todos investiram bem ao forcão proporcionando óptimas lides às diferentes equipas.
Depois do desfile das nove equipas representativas de outras tantas aldeias raianas onde a tradição taurina não despega, iniciou-se o espectáculo, sob a orientação do experiente Esteves Carreirinha, o orador de serviço.

A primeira equipa a pisar a arena foi a dos Fóios, equipando com camisola azul. Os perto de trinta jovens que pegaram ao forcão enfrentaram um toiro preto forte e pujante, talvez o melhor de toda a tarde, que investiu vigorosa e continuadamente. O aparelho, seguro firmemente e dirigido com mestria pelo rabeador, rodopiou ao sabor das investidas do animal. Por mais de uma vez se pensou que o toiro iria contornar o forcão, mas os pegadores foram velozes e exímios no seu trabalho de plena sincronia, evitando o pior. Foi uma óptima lide, e certamente uma das melhores da tarde, o que fez com que o Festival abrisse com chave de ouro.

Seguiu-se a lide da equipa de Aldeia do Bispo, que equipou de azul claro. Os rapazes enfrentaram um toiro castanho muito forte que saiu fulgurante do curro, embatendo com violência na galha. O forcão aguentou firme e volteou ao sabor da investida. Porém o animal não marrava com a insistência do primeiro, afastando-se por vezes, sendo necessário incitá-lo para novos acometimentos. Ainda assim proporcionou uma boa lide, devido ao trabalho notável dos rapazes que pegaram ao forcão com valentia conseguindo tirar partido de um toiro que tinha que ser chamado para investir com alma.

O terceiro toiro da tarde coube a Alfaiates, cujos pegadores, ostentando a cor laranja nas camisolas, aguentaram um primeiro embate fortíssimo, a que se seguiram outros de igual vigor. Os rapazes mostraram-se sempre atentos e trabalharam em perfeita sincronia. De tanto embater e rodopiar o touro cansou-se e ficou menos insistente. Depois da lide os moços agarraram o animal, feito apenas igualado pela rapaziada de Aldeia da Ponte. O tempo concedido à equipa foi bem aproveitado, nomeadamente por dois jovens, os irmãos Batista, que cometeram a proeza de saltar sobre o dorso do animal, nomeadamente o Frank que deu um moral, o que causou espanto entre os espectadores e valeu um longo e merecido aplauso.

A turma de Aldeia Velha, vestindo de verde, enfrentou um dos melhores toiros da tarde, um animal castanho muito forte, que teve uma entrada fulgurosa, atacando a galha esquerda do forcão com muita violência, fazendo estalar o madeirame. À descomunal força do toiro contrapôs-se o empenho total da equipa, que segurou firme o aparelho e volteou ao sabor das endiabradas investidas. Com o correr do tempo e face ao cansaço o toiro bateu mais a compasso, ainda que sempre com força, obrigado os pegadores a um empenho permanente. A lide de Aldeia Velha esteve entre as melhores da tarde, o que lhe valeu sucessivos aplausos do público que enchia as bancadas da praça.

Os rapazes dos Forcalhos equiparam com camisolas castanho-avermelhadas (bordô) e enfrentaram com o forcão um toiro preto que bateu bem inicialmente, mas que depois passou a hesitar. Numa das investidas na galha o toiro correu com vigor tentando contornar o aparelho, o que gerou um clamor nas bancadas, num momento em que se anteviu o pior. Porém o intrépido rabeador acelerou o movimento circular do forcão e evitou que o animal o contornasse. No final, face às sucessivas hesitações do toiro, valeu o incitamento dos rapazes para que continuasse as fortes investidas no aparelho.

O Soito, que equipou de cinza, lidou um toiro castanho bastante alto, mas algo menos encorpado que os demais. Saiu no curro e investiu forte à galha esquerda, da qual demorou a despegar, proporcionando um bom momento de faena. Depois continuou a investir numa e outra galha, sendo contudo mais frouxo no encontro com o aparelho. A equipa da casa não beneficiou porém da bravura indómita do toiro que outras equipas tiveram em sorte, mas conseguiu ainda assim uma óptima lide. Encostado o forcão, os cortadores do Soito depararam-se com o toiro colado às tábuas, sendo de difícil chamamento para o meio da praça, o que desagradou à malta que gosta de «atentar» o animal.

A Lageosa equipou de azul escuro e lidou um toiro também negro que, tal como os restantes, bateu bem à investida inicial, quando saiu do curro. Marrou na galha direita, fazendo com que os pegadores rodopiassem rapidamente, o que fez levantar uma expressiva nuvem de poeira. Passado esse primeiro momento da lide, foi necessário incitar o animal para que voltasse a investir, conseguindo-se ainda assim bons momentos, em que os capeadores mostraram a mestria com que pegam ao forcão. O pó que se levantava da arena levou a que os Bombeiros do Soito regassem o solo, o que foi imprescindível para a continuação do Festival.

O Ozendo, que vestiu de vermelho, enfrentou um toiro preto, que quando entrou na praça deu um enorme trabalho à equipa, valeu-lhe permaneceu unida, bem agarrada ao aparelho, movendo-se em plena sincronia ao sabor das tremendas investidas do animal. O toiro meteu por mais de uma vez a cabeça por baixo do forcão tentando levantá-lo, valendo para o evitar a intrepidez e a boa atenção dos homens das galhas. Com o andar da lide o animal foi manifestando desinteresse pelo forcão, porém bateu sempre forte e com alma, partindo até uma galha numa das investidas. A equipa do Ozendo proporcionou uma das grandes lides da tarde.

Coube a Aldeia da Ponte fechar o Festival. Os rapazes, com camisola verde alface, lidaram um toiro preto, que marrou violentamente no forcão, fazendo estalar as galhas, o que chegou a criar um sussurro nos espectadores. Contudo a bravura do toiro não assustou os corajosos pegadores, que se mantiveram firmes e ágeis no lidar do forcão. Com o evoluir da faena o animal desinteressou-se pelo forcão, sendo necessário estimulá-lo para novas investidas. Aldeia da Ponte tem bons cortadores, que na fase que se segue à lide com o forcão geram um bom espectáculo, quase sempre coroado com a pega do animal, porém desta feita o toiro colou-se demasiadamente às tábuas, o que dificultou o trabalho dos aldeiapontenses, que no entanto honraram os seus créditos consumando a pega.

Foi uma tarde de excelente promoção da capeia arraiana, que mais uma vez se revelou enquanto manifestação popular emocionante e viva, com condições para se continuar a afirmar com um dos grandes potenciais de promoção do concelho do Sabugal.
plb

Os encerros e as capeias arraianas na Raia sabugalense têm um novo protagonista. Chama-se José Manuel Monteiro Duarte mas todos o conhecem por «Fininho». O ganadero tem apresentado nos dois últimos anos excelentes curros com destaque para a recente Capeia de Aldeia do Bispo onde houve um reconhecimento unânime da qualidade dos toiros em praça. «No dia em que acabarem os encerros e as capeias a Raia perde a sua identidade», diz-nos quem sabe do que fala numa conversa descontraída onde confessou que agora o grande objectivo é fazer uma corrida no Campo Pequeno, em Lisboa.

Ganaderos José Manuel Duarte «Fininho» e Joaquina - Sabugal

José Manuel Monteiro Duarte, o «Fininho» como é conhecido na Raia sabugalense, nasceu há 41 anos na freguesia de Famalicão da Serra, concelho da Guarda.
«Comecei sozinho em 1994», lembra o ganadero no início da nossa conversa no Café do César, na Ruvina, onde chegou à hora marcada acompanhado da mulher Joaquina. A entrevista esteve inicialmente marcada para a quinta onde tem os toiros mas um calendário muito preenchido no mês de Agosto deixou essa visita para futura oportunidade. O terreno com muitos carvalhos vai desde o caminho agrícola da descida da Laje da Guarda até ao rio Côa contornando o cabeço da Senhora das Preces, local de romaria dos ruvinenses.
Voltando às memórias dos primeiros tempos diz-nos que aprendeu muito com o ganadero Manuel Rui, para quem trabalhou e a quem namorou uma filha. «Era o maior das touradas», diz com admiração.
– Qual foi a primeira capeia que realizou na Raia sabugalense?
– A primeira corrida, uma garraiada, com toiros meus teve lugar a 10 de Junho de 1994 numa praça desmontável em Famalicão da Serra. Fui comprar os animais ao Ribatejo e no primeiro ano e meio fiz 19 corridas. A minha primeira corrida na Raia foi em Aldeia do Bispo na tradição capeia do Carnaval. Nesse tempo ainda tinha os toiros a pastar em Famalicão mas tomei a melhor decisão da minha vida. Optei por vir sozinho para a terra dos toiros. Aqui é que é o Mundo das touradas e dos cavalos. Nesse tempo, no tempo do Emiliano e do Paco, os encerros tinham muito peso. Curiosamente, de há dez anos para cá, voltaram a ter muita participação e fui obrigado a comprar cabrestos. Os encerros trazem muita gente. No dia em que acabarem os encerros e as capeias a Raia perde a sua identidade.
– Considera-se um ganadero?
– Em vinte anos já realizei mais de 400 corridas em concelhos como o Sabugal, Guarda, Almeida, Bragança, Águeda, Aveira, Penamacor ou Castelo Branco. Fiz um enorme investimento nestes dois últimos anos para mudar a forma de trabalhar melhorando os pastos, a alimentação e o transporte dos toiros separados em gaiolas. Considero que tenho todas as condições para ser reconhecido como ganadero e tenho ganas de triunfar. Além disso faltava-me um braço direito que encontrei na minha mulher Joaquina com a qual faço uma equipa. Foi como encontrar uma agulha no palheiro. A Joaquim passou de guardadora de ovelhas para tratadora de toiros. Foi uma mudança radical mas que está a valer a pena. Tem evoluído muito rapidamente e de forma surpreendente na maneira de ver e perceber o que é bom para o forcão. Já vai a pé fechar os toiros e as vacas de quatro e cinco anos.
– Como aconteceu aquela colhida no encerro de Nave de Haver?
– Já apanhei cornadas valentes há cerca de 15 anos com um toiro em pontas. Já este ano, em Nave de Haver, levei umas cambalhotas valentes no encerro a cavalo. Acontece. Normalmente ando no meio dos toiros sem problemas. Eles têm muita sensibilidade e percebem se estamos com medo ou não mas temos de mostrar que quem manda somos nós. São animais que aprendem depressa e que sabem quem os traba bem. Há momentos em que me deito na majedouro onde comem mas também já tive de subir a correr para os carvalhos mais perto.
– Como se escolhe um toiro para o forcão?
– Para bater bem ao forcão o toiro tem de ser macio e meigo. Os que levei à Capeia de Aldeia do Bispo, na semana passada, eram todos perfeitos. Tenho as corridas separadas em cada parque porque não convém juntar animais de ganaderias diferentes. Cada toiro faz uma corrida ao forcão e depois vai para o matadouro. Prefiro o gado português e já estou a trabalhar com várias ganaderias para preparar as corridas do próximo ano. Para criação própria tenho vacas de ventre a parir desde há cerca de três anos.
– Há cuidados especiais para preparar uma corrida como o Festival «Ó Forcão Rapazes»?
– Foi a Joaquina que escolheu a ganaderia Ortigão Costa mas tivemos em conta o orçamento. Os nove toiros (mais um sobrero de reserva) para o Festival «Ó Forcão Rapazes» têm apresentação, idade, peso, terapio e qualidade para não falharem. A «Ortigão Costa» é uma ganaderia de muita tradição que manda toiros para o Campo Pequeno, para Espanha e para França. A responsabilidade e o número de corridas e encerros obrigou-me a aumentar a equipa com alguns amigos que me acompanham. No entanto ainda não dá para viver exclusivamente das corridas. Os alimentos estão muito caros e, por isso, fora da época alta trato dos animais e dedico-me à venda de lenha.
– A temporada de 2012 está a correr de feição…
– Está a correr muito bem. Um passo importante que dei para chegar aqui foi um encerro nos Fóios há três anos em que me deram muito valor porque já há mais de 40 anos que não encerravam o gado todo. Esta temporada destaco os encerros e capeias de Aldeia do Bispo, Rebolosa, Fóios e, claro, o Festival da praça do Soito. Outros momentos importantes foram o encerro de Nave de Haver e a corrida em Vale da Mula que está a ganhar muito peso na região. Em Vila Boa animaram-se e voltaram a fazer uma corrida após mais de 20 anos muito por culpa dos meus amigos Manuel António, do filho e do Manuel «Forneiro» que também me andam a ajudar. (Enquanto conversávamos ficou apalavrada com o mordomo Carlos Pina Solito a garraiada da Bismula para o dia 22 de Agosto).
A Joaquina foi uma espectadora atenta de toda a conversa e apenas interveio para destacar as qualidades do nosso entrevistado. «O Zé Manel nasceu para ser ganadero. Está-lhe no sangue. Às vezes para embolar um toiro senta-se em cima dele com um àvontade como se estivesse a lidar com gado manso.»
A terminar o «Fininho» confessou um desejo: «Agora tenho como grande objectivo fazer uma Capeia Arraiana na Catedral em Lisboa.»

Contactos: Telemóvel: 963 912 967. Facebook: Ganaderia José Manuel Duarte Fininho.

Os toiros do Festival Ó Forcão Rapazes podem ser vistos Aqui.

Camião do Ganadero José Manuel Duarte Fininho - Sabugal

O José Manuel Duarte surpreende por manter uma expressão quase inalterável ao longo da conversa. Transmite convicção, gosta de pormenorizar os factos e percebe-se que tem as ideias arrumadas.
jcl

Necessidades de povoamento ou políticas de fomento fizeram que frente a cada uma das aldeias portuguesas da orla raiana se erguesse uma outra de bandeira espanhola.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaRestringiremos, obviamente a nossa indagação, ao limes sabugalense na sua actual formulação ou seja à língua de terra que do nosso lado vai de Batocas, pequeníssimo burgo anexo da também pequena freguesia de Aldeia da Ribeira, até Malcata.
E por Espanha, da salamantina Alamedilha à já carcerenha Vilamiel, a primeira encontra-se praticamente colada à Raia e das Batocas não distará mais do que meia légua.
Os casamentos mistos eram frequentíssimos e apoiados pela Igreja Católica que, gozando de grande autoridade moral e de não menor influência política, removia os possíveis óbices de ordem legal que se viessem a suscitar.
Aliás era na igreja paroquial de Alamedilha que os batoqueiros cumpriam os preceitos da Madre, que, segundo a doutrina, nos Céus está em essência, nomeadamente ouvindo missa inteira aos domingos e festas de guarda, confessando-se pela Quaresma, comungando pela Páscoa da Ressureição, mandando celebrar exéquias e ritos pelos defuntos e ausentes.
Era no seu manúblio que os mais senhoritos passavam as horas de sesta e os tempos de lazer. Era junto das modistas e bordadeiras locais que as batoqueiras se iniciavam nas práticas da costura. Como era aos peluqueros alamedilhos que sécias e peraltas recorriam para operações de alindamento que, em Portugal, só achariam lá para as bandas da Guarda. Era ainda ali que as donas de casa se dirigiam ou mandavam molinetes para artigos de primeira necessidade.
Comprar cerilhas se entretanto se haviam esgotado os fósforos, azeite, sal, umas mandrujas de escabeche, uma almotolia de azeite era o trivial e habitual.
Rumando para Sul, segue-se do lado português Aldeia da Ponte, e do espanhol Albergaria de Arganhã.
Uma e outra ficarão a cerca de meia légua da Raia. São duas povoações importantes. Ligava-as através do Vale de Todo o Lugar e da sua continuação um troço do Caminho de Santiago. Os espanhóis aproveitaram-no construindo, há mais de cem anos, uma magnífica estrada que do nosso lado não teve continuaçao. Também, a ferrovia da Beira Alta, início da Grande Linha que chega a Vladivostoque, devia passar por ali, muito melhor traçado do que o que deu Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro – o que foi impedido pelo Padre Paulo Chorão, rico terratenente e poderoso político, que temendo pelo corte de suas propriedades e a perdição de suas paroquianas, fez desviar o traçado inicial.
Aqui, tanto num povoado como no outro já havia comerciantes de alguma robustez.
Trata-se de freguesias com forte marca de monumentalidade religiosa, expressa no caso de Aldeia da Ponte por dois antigos conventos e uma densa teia de oradas.
O emparelhamento que se segue é Forcalhos-Casilhas de Flores, distando entre si cerca de duas léguas. Mas porque Casilhas está muito para dentro de Espanha, oito quilómetros sensivelmente de caminhos enlameados ou encharcados, os forcalheiros ou chocalheiros, como tamnédm se lhes chama, sentem-se mais atraídos por Albergaria ou Fuenteguinaldo, quando não Navasfrias, embora este burgo ainda salamantino seja par da Lageosa da Raia, distando-se também à volta de duas léguas
Aldeia do Bispo dista dois quilómretros da Fronteira e faz vida mercantil tanto com Navasfrias, povoado de que dista uma légua, como com Valverde del Fresno, que ficando três vezes mais longe goza da vantagem de se encontrar muito melhor provisionada.
Este Valverde é, por igual, o entreposto de Fóios, distando-se os dois burgos sensivelmente duas léguas. A povoação espanhola que lhe fica mais próxima é, todavia, Eljas, já carcerenha.
Mas o entreposto de Valverde domina como sucede ainda com Malcata.
Em toda aquela corda de povos, as relações vão muitas vezes para além da primeira linha, até para entrar em áreas de muito menor vigilância ou até já presunção de legalidade.
É o que sucede com Espeja, Puebla, Carpio, Pena Parda e Payo ou até Trevejo, San Martin, Vilamiel, Santo Estevao de Bejar.
O contrabando fazia-se por veredas e a corta-mato, mas mesmo à vista de Deus e do Mundo persistiram los caminos de herradura. E, como refere Clarinda de Azevedo Maia, in Os Falares Fronteiriços do Concelho do Sabugal e da Vizinha Região de Alamedilha e Xalma, o isolamento, o caracter montanhoso da região, aliados à pobreza do solo e à rudeza do clima, de nítida influência continental de Castela-Velha – inverno muitíssimo rigoroso, verão excessivamente seco e quente e grandes desvios de temperatura – ajudam a explicar toda uma vasta gama de entretecidas contratações…
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

O mês de Agosto carrega sempre o secreto apelo do regresso às origens para os que estão longe. No concelho do Sabugal faz povoar as aldeias, abrir as persianas, lotar os bancos das igrejas e encher os lugares públicos com um estranho mas familiar linguajar mesclado aqui e ali de expressões e palavras de origem francesa. Mas, para muitos dos sabugalenses é o tempo da mãe de todas as touradas – a capeia arraiana – espectáculo único que andou escondido esotericamente nas praças das nossas aldeias e que, agora, de há uns anos para cá parece ter perdido a vergonha e tudo faz para se dar a conhecer ao mundo. A tradição manda que as touradas com forcão, precedidas de encerro, se iniciem na Lageosa no dia 6 de Agosto e terminem em Aldeia Velha no dia 25. E que se oiça bem alto o grito: «Agarráááio»

DIA FREGUESIA EVENTO
3 e 4 Soito Garraiadas/Largadas
6 Lageosa da Raia Encerro e Capeia Arraiana
6 Ruivós Garraiada Nocturna com forcão
7 Soito Encerro e Capeia Arraiana
8 Rebolosa Encerro e Capeia Arraiana
10 Soito Tourada à portuguesa nocturna
12 Aldeia da Ponte Tourada à portuguesa
13 Aldeia do Bispo Encerro e Capeia Arraiana
13 Seixo do Côa Garraiada
14 Nave Capeia Arraiana
15 Aldeia da Ponte Encerro e Capeia Arraiana
15 Ozendo Encerro e Capeia Arraiana
16 Vale de Espinho Garraiada
16 Vale das Éguas Garraiada nocturna com forcão
17 Alfaiates Encerro e Capeia Arraiana
17 Fóios Capeia Arraiana Nocturna
18 Soito Festival «Ó Forcão Rapazes»
20 Forcalhos Encerro e Capeia Arraiana
21 Fóios Encerro e Capeia Arraiana
25 Aldeia Velha Encerro e Capeia Arraiana
Fonte: Rota das Capeias da Câmara Municipal do Sabugal

«A Capeia Arraiana não é uma tauromaquia qualquer. Como uma espécie de religião em que se acredita, não basta assistir, é preciso participar, ir ao encerro, comer a bucha, beber uns goles da borratcha e voltar com os touros, subir para as calampeiras, ser mordomo, ser crítico tauromáquico, discutir a qualidade dos bitchos da lide ou, simplesmente, ser fotógrafo da corrida que não deixa ninguém indiferente, corre na massa do sangue, provoca um nervoso miudinho, levanta os pêlos do peito, atarracha a garganta e perturba o sono. É um desassossego colectivo que comove.» António Cabanas in «Forcão – Capeia Arraiana».
jcl

Manuel Leal Freire - Capeia Arraiana«Poetando» é a coluna de Manuel Leal Freire no Capeia Arraiana, na qual a cada domingo vai publicando poemas inéditos, cada um dedicado a uma aldeia do concelho do Sabugal. Este Município raiano, um dos maiores do País em termos de extensão territorial, tem 40 freguesias, algumas delas com anexas, sendo no total exactamente 100 (cem) o número das localidades do concelho do Sabugal. Nesta edição o escritor e poeta bismulense dedica um soneto à freguesia raiana de Aldeia da Ponte, terra de fortes e arreigadas tradições. No próximo domingo será editado o poema relativo à freguesia de Aldeia da Ribeira.

ALDEIA DA PONTE

Humosas veigas de humosos húmus
Silvestres prados de abundantes pastos
Carvalhos robles pródigos como numos
Canhadas donas de horizontes vastos

O vale de todo o povo traça rumos
Caminhos de Santiago nunca exaustos
O Cesarão de históricos ressumos
Das águias de Roma lembra os Faustos

Depois de César veio a Fé de Cristo
Ermidas e conventos que em registo
O burgo tornam em perfeita orada

De Santa Bárbara a Santa Catarina
A mesma fé nos guia e ilumina
Sem ela, tendo tudo, somos nada

«Poetando», Manuel Leal Freire

A Câmara Municipal aprovou o plano anual de mercados e feiras a decorrer no concelho do Sabugal durante o presente ano de 2012. Muitas terras de pequena dimensão, em termos de moradores permanentes, conseguem manter o seu mercado mensal e a sua feira de ano, demonstrando por essa via a sua vitalidade.

Feiras (chamadas feiras de ano), por terem data de realização todos os anos e não mensalmente, como sucede com os mercados:
Badamalos: 24 de Agosto.
Casteleiro: 10 de Fevereiro, 10 de Maio e 10 de Novembro.
Quadrazais: segundo domingo de Agosto.
Rebolosa: 25 de Novembro.
Ruivós: segundo fim-de-semana de Março.
Ruvina: segunda-feira de Pascoela.
Sabugal: 29 de Junho.
Santo Estêvão: 15 de Março e 25 de Setembro.
Soito: primeiro domingo de Agosto.
Vilar Maior: 17 de Agosto.

Mercados, de realização mensal:
Aldeia do Bispo: primeira terça-feira.
Aldeia da Ponte: primeira segunda-feira.
Alfaiates: segunda quinta-feira.
Bendada: dia 12 de cada mês e às quartas-feiras entre os dias 22 e 29.
Bismula: último dia do mês.
Casteleiro: dia 10 de cada mês.
Fóios: último sábado.
Pousafoles do Bispo: segundo domingo.
Sabugal: primeira quinta-feira e terceira terça-feira.
Santo Estêvão: última quinta-feira.
Soito: quarta terça-feira.
Vale de Espinho: segundo sábado.
Vila do Touro: terceira quinta-feira

Os mercados e as feiras são sinais de vitalidade para a sede de concelho e para as freguesias que ainda os conseguem manter. Para além disso são geralmente de grande utilidade para as pessoas, que assim têm à porta um conjunto de bens essenciais que doutra forma teriam que ir comprar longe.
plb

Aldeia da Ponte, honrando a tradição, realiza no dia 7 de Abril (sábado) a habitual Capeia da Páscoa, que para além da lide de touros com o forcão, inclui o encerro.

A Capeia da Páscoa é já uma tradição arreigada nesta freguesia raiana do concelho do sabugal, uma das que mais contribui para a divulgação da tourada popular com forcão, uma exclusividade da raia sabugalense. A realização na aldeia já vem de longe e, pese embora alguma irregularidade, esta é a sétima edição consecutiva.
Os cinco touros que irão animar a tarde na praça de Aldeia da Ponte, sairão da quinta do Ganadeiro Zé Noi, acompanhados pelos cabrestos, pela 8 horas do sábado, a fim de serem conduzidos à aldeia. Os cavaleiros encarregar-se-ão da boa condução das rezes, para que, pelas 11 horas, o cortejo taurino entre em corrida na praça. Feito o tradicional encerro, um dos touros será de imediato lidado – é o touro da prova, uma velha tradição taurina da raia, que em Aldeia da Ponte se segue com preceito.
Depois do almoço, pelas 16 horas, iniciar-se-á a capeia com a lide dos touros com o manejo do forcão.
A organização da Capeia da Páscoa pertence à Associação da Juventude Pontense.
Esteves Carreirinha, o maior entusiasta das Capeias Arraianas, explica as razões da manutenção desta tradição taurina em Aldeia da Ponte, sua terra natal: «O principal objectivo da Capeia da Páscoa, assim como de muitas outras, é proporcionar o convívio perfeito que estas realizações acarretam, seja na Páscoa, São Pedro, Agosto ou qualquer outra data que seja escolhida. Todos sabemos que onde há cornos, a malta comparece, seja em que Aldeia for. É a sina dos arraianos, que não querem deixar esmorecer a tradição».
No dia 7 de Abril, todos a Aldeia da Ponte!
plb

Manuel Rito Alves, ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal e actual deputado municipal, aceitou o convite da Associação de Freguesias da Raia Sabugalense para ser o seu delegado executivo. Transcrevemos um comunicado que nos chegou dessa Associação de Freguesias, que reúne Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Foios, Forcalhos, Malcata, Nave, Quadrazais e Vale de Espinho.

«A Direcção de AFRS (Associação de Freguesias da Raia Sabugalense) no uso das suas competências estatutárias convidou Manuel Rito Alves para seu Delegado Executivo.

Após algumas conversas sobre objectivos prioritários a prosseguir e meios mínimos necessários ao exercício do cargo alargadas aos Presidentes de todas as Freguesias envolvidas, houve acordo entre as partes.

Assim, desde o dia 1 de Fevereiro de 2012 o Sr. Manuel Rito Alves é o Delegado Executivo desta Associação, exercendo o cargo sem remuneração, com telemóvel da Associação, sendo ressarcido das despesas com deslocações e eventuais refeições e estadias que efectue no exercício do cargo, ou por causa dele, o que a Associação nesta fase de arranque muito agradece.

A Associação dispõe também, desde essa data, graças à colaboração da Sabugal+ E.M. e com o beneplácito da Câmara Municipal, de um balcão de atendimento no Centro de Negócios Transfronteiriços, no Soito, o que também agradece.»
plb

Após a batalha do Sabugal, em 3 de Abril de 1811, o exército francês retirou para Espanha. Contudo Napoleão Bonaparte não desistira de submeter Portugal, continuando à espera de uma oportunidade, de que foi exemplo a perseguição ao exército anglo-luso que culminaria no combate de Aldeia da Ponte, acontecido em 27 de Setembro de 1811, há precisamente 200 anos.

Face ao fracasso da terceira invasão, Massena caiu no desfavor de Napoleão, que lhe retirou o comando do Exército de Portugal, entregando-o a August Marmont, um jovem marechal de 36 anos, que detinha o título de Duque de Ragusa. Oriundo de famílias nobres, coisa pouco comum entre a oficialidade francesa, Marmont não tinha o prestígio de Massena, mas o Imperador considerava-o um comandante talentoso e muito promissor.
Marmont começou por instalar o seu exército junto a Salamanca, para lhe dar descanso pois estava fortemente desgastado com a campanha em Portugal e a recente investida sobre Fuentes de Oñoro, nos dias 3 e 4 de Maio, que fora repelida pelos aliados. Extinguiu os corpos e reorganizou as divisões e as brigadas, mudando alguns comandantes, ao mesmo tempo que procurou arranjar subsistências, lançando no terreno destacamentos de forrageadores e constituindo depósitos de víveres e de armamento. Sabia que Napoleão queria reentrar em Portugal e assim tratava de colocar o exército pronto para a missão. A ideia de que o próprio Imperador viria em pessoa comandar a expedição vitoriosa, animava-o a prosseguir os preparativos para esse grande momento de glória.
Porém Bonaparte deu-lhe ordem para ir para sul, em socorro do marechal Soult, que tentava salvar a praça de Badajoz do cerco a que fora sujeita pelo exército anglo-português, comandado pelo duque de Wellington. A 6 de Junho o Exército de Portugal colocou-se em movimento e no dia 18 Marmont juntou-se a Soult. A simples união dos dois exércitos franceses, fez desistir Lord Wellington, que levantou o cerco a Badajoz, recuando para Elvas e Campo Maior.
Os dois marechais (Soult e Marmont) pensaram perseguir o exército anglo-luso, lançando uma nova ofensiva em Portugal, que facilmente chegaria a Lisboa atravessando as planícies do Alentejo. Contudo, as ordens formais de Bonaparte, que tudo comandava desde Paris, foram para que Marmont subisse para o vale do Tejo e Soult descesse para sul, retomando as posições anteriores.
Wellington, face ao fracasso da tentativa de tomada de Badajoz, decidiu partir com a maior parte do seu exército para Riba-Côa, a fim de tomar Ciudad Rodrigo, que igualmente permanecia nas mãos dos franceses. A partir da Freineda, onde instalou o quartel-general, enviou uma boa parte das suas tropas por Espanha adentro, até perto de Ciudad Rodrigo, para bloquear a praça-forte.
Em 23 de Setembro, o marechal Marmont, após reunir o grosso do seu exército, resolve desalojar os aliados das suas posições, atacando-os. Nos dias seguintes, os aliados, não aguentando as cargas sucessivas dos franceses, recuaram de posição em posição, usando a tácita de retirada por escalões, e aproximaram-se da fronteira.
A 27 de Setembro, já com o exército anglo-luso em Portugal, Marmont decide lançar um forte ataque à povoação de Aldeia da Ponte, onde uma boa parte dos aliados se haviam instalado. Coube aos generais Thiebault e Souham comandar as investidas, que encontraram nos portugueses e ingleses firme e determinada resistência. Porém ao final do dia, após uma renhida disputa, com dezenas de baixas de ambos os lados, os aliados abandonam a aldeia, que foi tomada pelos franceses.
No dia seguinte, 28 de Setembro, a tropa anglo-lusa ocupava firmemente as alturas do Soito, com a direita nos Fóios e a esquerda em Rendo, em posição de evitar a continuação da progressão. Nesse mesmo dia os Franceses, considerando arriscada uma nova manobra de ataque, decidem retirar para tomar posições que evitassem uma nova aproximação a Ciudad Rodrigo.
Veja Aqui a descrição do Combate de Aldeia da Ponte, da autoria de Manuel Peres Sanches.
Paulo Leitão Batista

Aceitei o desafio de escrever um texto semanal neste blogue numa daquelas tardes quentes de Verão e em que «el roedo quemava» na principal das capeias arraianas – o festival «ó forcão rapazes» na praça de touros de Aldeia da Ponte. Portanto, o ambiente em que todos somos arraianos, os de lá e os de cá, dessa princesa de ribeira que é a Côa ou príncipe rio Côa!

Foi nessas imensas tertúlias fugazes, algumas, outras mais longas, que o desafio me foi lançado. Pois bem, aqui estou.
Para não fugir dessa tarde de Agosto, falo-vos do que são as sensações e emoções que percorrem os seres daqueles rapazes que pegam ao forcão. E como vamos falar de sensações e emoções, obviamente, que as palavras são minhas! É uma visão subjectiva, pessoal. Minha.
Não tenciono fazer história, nem escrever uma crónica desde os tempos em que se começa a pegar ao forcão… Mas pela adolescência dá-se (ou dava-se!) a iniciação. A palavra aqui não é inocente! O pegar ao forcão representa uma certa iniciação. O adolescente/jovem apresentava-se perante a comunidade. Participava em pleno na festa, na tradição… Pois a capeia é, verdadeiramente, a actividade plenamente comunitária! Mas este é outro assunto… Dizia eu, que se começava a pegar pela adolescência, primeiro temerariamente… mas o sangue ferve e… lá estamos nós a mais um. Depois… bem, depois afeiçoamo-nos. E torna-se quase um vicio. Pois o sangue ferve!
Reparem que pega-se, quase sempre, no mesmo sitio: à galha, em segundo, terceiro… ao rabicho (rabião n’algumas terras), no meio… temos um lugar! E esta é uma das importantes sensações, o lugar não nos pertence, nós pertencemos àquele lugar!
Outra das sensações e emoção é o facto de, quando se pega ao forcão, deixamos de ser um para nos diluirmos com todos os outros que estão a pegar! A ideia de todos nos tornarmos um. Transformar as partes num todo, o forcão como um bloco. Dirão que isto é óbvio. Claro! Mas é importante constatar o que o torna uno: a confiança. Cada um confia no outro! Por vezes, consegue-se sentir o que os outros estão a sentir!…
Agora que já estamos no nosso lugar, agarrados ao forcão, e se abrem as portas do curro… É tempo de vos falar do medo, do receio, do que lhe quiserem chamar! O medo é o que nos mantém alerta e nos dá alguma lucidez e… até coragem! O medo aparece nesse instante, em que se levanta o forcão e se abrem aquelas portas! São segundos, fracções de segundos, até aparecerem os cornos do touro! Nesses instantes, incrivelmente, é como se houvesse um silêncio absoluto na praça e, esta estivesse, também ela em suspense. Diria, que o filme da nossa vida nos passa pela frente num instante! Ninguém fala. A adrenalina está nos níveis máximos.
…As portas do curro abrem, o touro aparece na arena como um relâmpago e, ainda que as vozes se comecem a ouvir, ainda falta o momento em que tudo flui e se esvai, também ele, num instante! Esse momento acontece com a primeira pancada no forcão! É aí, nesse instante, que toda adrenalina, o medo, a tensão, a dor e a felicidade… se unem num estrondoso berro de alivio!
Claro que não termina aí o desfiar das sensações. Elas estão ligadas ao touro. À sua forma de investir, ao seu comportamento. Quanto ao forcão, deve tornar-se o mais possível numa dança, em que os passos de desenrolam com suavidade e de forma natural. E quanto mais o touro investe, mais confortáveis nos sentimos. Emocionalmente, esquecemos tudo o resto. Ali, só somos nós e o touro. E será sempre este – o touro – o dínamo de todas as emoções!
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Fernando Lopes, natural de Aldeia da Ponte, licenciado em Filosofia, inicia hoje uma colaboração regular no Capeia Arraiana.
Bem-vindo Fernando Lopes
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jcl e plb

A Associação de Caça e Pesca Amigos do Cró, com sede na Rapoula do Côa, viu ser-lhe atribuída a concessão de pesca num troço do rio Côa, com 7,5 quilómetros de extensão, compreendido entre a ponte de Rocamador, a montante, e a foz da ribeira de Boi, a jusante.

Campeonato Mundial Pesca Truta SabugalOs pescadores associados poderão pescar gratuitamente na zona concessionada, porém os da zona ribeirinha (residentes nas freguesias de Rapoula do Côa, Baraçal, Rendo, Ruvina, Vale das Éguas e Valongo) pagarão uma taxa diária de 1 euro. Já os pescadores nas demais freguesias do concelho do Sabugal pagarão 2 euros, enquanto que os residentes no distrito da Guarda pagarão 3 euros e os restantes pescadores terão de pagar 4,99 euros.
O número máximo de licenças diárias previsto é de 75, repartidas do seguinte modo: 20 para os pescadores associados, outras 20 para os pescadores ribeirinhos, 15 para os pescadores residentes no concelho, 10 para os pescadores residentes no distrito e 10 para os restantes pescadores.
O período de pesca autorizado vai de 1 de Março a 31 de Julho de cada ano, e o horário de pesca permitido é do nascer ao pôr-do-sol, apenas nas margens concessionadas.
É expressamente proibida a utilização de engodos de qualquer natureza, pescar com larvas naturais e pescar com mais de uma cana.
Para obtenção das licenças especiais diárias, os pescadores interessados terão de ser portadores de qualquer tipo de licença de pesca desportiva, com validade para o concelho do Sabugal, bem como do Bilhete de Identidade.
A concessão, atribuída por alvará de 23 de Agosto de 2011,é válida até 23 de Agosto de 2021.
Para além desta concessão já foram atribuídas, em datas anteriores, outras no concelho do Sabugal. Uma delas foi para a Associação de Caçadores e Pescadores de Aldeia da Ponte, para pesca no troço da ribeira de Aldeia da Ponte, desde a confluência com as ribeiras dos Forcalhos e de Aldeia Velha, no sítio da Nave Longa, a montante, até ao Pontão da Quinta do Borges, a jusante.
Outra concessão foi atribuída à Associação de Caçadores e Pescadores de Quadrazais, no troço do rio Côa, compreendido entre o Pontão de Rojões, na Estrada Municipal que liga aos Fóios, a montante, e a Quinta do Ribeiro das Lamas, na margem direita, e o Moinho do Patrício, na margem esquerda, limite jusante.
Outra concessão foi atribuída ao Município do Sabugal, num troço do rio Côa, com 11 quilómetros de extensão, compreendido entre o paredão da barragem do Sabugal, a montante, e a ponte de Rocamador, limite jusante, abarcando as freguesias de Aldeia de Santo António, Sabugal, Quintas de São Bartolomeu, Baraçal e Rendo.
O mesmo sucedeu com a a Associação de Caça e Pesca da Rebolosa, com a atribuição da concessão de pesca no troço da ribeira de Alfaiates, numa extensão de cerca de dois quilómetros, desde o local designado por Retorta, a montante, até às Poldras de Bísmula, a jusante.
As concessões de pesca desportiva são zonas geridas por uma entidade concessionária (clube ou associação de pescadores, legalmente constituídos, ou Câmaras Municipais), a quem o exclusivo de pesca é atribuído por um período não superior a 10 anos, sujeitas a regulamento próprio, onde apenas é permitida a pesca desportiva.
Para além da licença geral de pesca desportiva, é ainda necessária uma licença especial diária, cujos tipos e custos são definidos no respectivo regulamento da concessão.
O processo de atribuição de uma concessão de pesca desportiva é dirigido ao Ministério da Agricultura e implica um pedido de Parecer à Administração da Região Hidrográfica (ARH) e um processo de consulta pública.
plb

Pegar ao forcão parece fácil para quem olha da bancada. O momento de esperar a investida do toiro é uma sensação de pura adrenalina prazeirosa. Mas pode ser um momento de momentâneo pânico. Tudo aconteceu em Aldeia da Ponte. O vídeo foi realizado por Dominique Ferreira.

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Mais um vídeo que merece figurar na galeria da história da Capeia Arraiana com origem no concelho do Sabugal.
jcl

Realizou-se em Aldeia da Ponte mais uma edição do festival «Ó Forcão Rapazes», onde os pegadores de nove povoações do concelho do Sabugal com tradições tauromáquicas arreigadas mostram como se lida o toiro com o forcão, perante uma praça a abarrotar de gente.

A tarde acalorada e abafada de 20 de Agosto ficou marcada nas terras raianas pela excelente exibição na lide dos toiros com forcão, num espírito de rivalidade e de competição entre as diferentes aldeias, onde o convívio e a amizade entre os povos raianos também teve lugar. A força dos toiros de Zé Nói, ficou desde logo evidente com a forte investida do primeiro deles no forcão de serviço, cuja trave fronteira foi literalmente partida, deixando o instrumento inoperacional. O forcão suplente sofreu também com as imponentes investidas, com as galhas de carvalho a quebrarem-se sucessivamente, o que motivou a intervenção dos «especialistas», que, munidos de galhas novas e ferramentas apropriadas, consertaram o forcão em plena arena.
A evidente força dos touros, não deixou de motivar queixas de uma ou outra equipa que viu quedar-lhe em sorte um boi com menor sentido em investir nas galhas do forcão. No geral assistiu-se a boas intervenções, que cumpriram o objectivo de demonstrarem a espectacularidade da capeia arriana, enquanto diversão tauromáquica num ano em que o Município sabugalense avançou com a candidatura desta tradição a património imaterial da humanidade.
Para além dos touros e do forcão a tarde tórrida de Agosto proporcionou momentos de confraternização entre os povos das aldeias, malgrado a rivalidade e a disputa pela melhor pega. A solidariedade esteve exemplarmente à vista quando um elemento da equipa de pegadores de Aldeia da Ponte se sentiu mal durante a lide, num momento em que o toiro investia rijo. Face ao percalço, de que muitos mal se aperceberam, os rapazes de outras equipas saltaram para a arena, desviando a atenção do touro e retirando em ombros o jovem indisposto para a trincheira, onde foi prontamente assistido pelos bombeiros voluntários do Soito.
O festival «Ó Forcão Rapazes», é um excelente momento de divulgação da tradição raiana e de demonstração da bravura e coragem das suas gentes. Muitos vieram de longe para assistirem à excelente demonstração, o que traz à evidência a potencialidade da capeia arraiana como promoção do concelho do Sabugal.

A importância do festival na divulgação da capeia exige uma mais cuidada organização do evento. O ritual associado a esta tradição tem que ser mais bem cuidado e o orador de serviço (o nosso estimado amigo Esteves Carreirinha) deveria seguir um guião mais formal, no sentido de dizer apenas o que era necessário e no momento adequado. Os tempos mortos poderiam ser ocupados com alguma animação. É necessário fazer algo mais pelo Festival, dando-lhe outra dinâmica, numa altura em que o mesmo pode ser aproveitado como um dos grandes pólos de divulgação da Capeia Arraiana face à candidatura a património da humanidade.
plb

O Ministério da Educação e Ciência anunciou o encerramento de 297 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico. No concelho do Sabugal vão fechar as escolas básicas de Aldeia da Ponte, Rapoula do Côa e Vila Boa.

Escola PrimáriaNo início de Julho, o novo ministro da Educação, Nuno Crato, anunciou que 266 estabelecimentos de ensino básico deveriam deixar de funcionar. No final do dia de quinta-feira, 12 de Agosto, um comunicado dava conta de que o processo de reorganização da rede estava finalmente concluído «com o acordo das respectivas autarquias». Na totalidade vão encerrar 297 escolas do 1.º ciclo em cem dos 308 municípios portugueses. Das 297 escolas que vão fechar, 132 pertencem à Direção Regional de Educação do Norte, 85 à do Centro, 68 à de Lisboa e Vale do Tejo, sete à do Algarve e cinco à do Alentejo.Alcobaça com 12 e Viseu e Penafiel com 11 escolas são os concelhos onde fecham mais estabelecimentos de ensino.
Para o concelho do Sabugal a Direcção Regional de Ensino do Centro (DREC) aponta o encerramento das escolas básicas (EB) de Aldeia da Ponte, Rapoula do Côa e Vila Boa.
Nos concelhos vizinhos do Sabugal fecham em Penamacor as EB’s de Benquerença, Pedrógão, Salvador e Águas, em Almeida a EB da Imaculada e em Belmonte a EB de Fonte do Ruivo.
O Ministério da Educação anunciou ainda aumentar o número de alunos por turma de 24 para 26, justificando o aumento do limite máximo de alunos por turma com a «procura excecional de matrículas e as dificuldades sentidas pelas famílias, escolas e agrupamentos na colocação dos alunos».
jcl (com agência Lusa)

No livro «Forcão – Capeia Arraiana» as poderosas imagens de Joaquim Tomé (Tutatux) investem ao longo das páginas nas galhas da escrita magistral de António Cabanas e vão servir para acrescentar história à História das terras de Riba-Côa. António Cabanas, natural de Meimoa, é também um homem da Malcata e da Raia e é agora, definitivamente, um verdadeiro raiano. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

Há tourada na Aldeia. «A festa seguiu tarde fora. Na arena improvisada a força da besta e a bravura dos homens foram desafiadas numa festa para que a tradição não acabe», relata a repórter acompanhada pelas palmas dos sons ciganos. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A 14 Agosto, pelas 17h30, a imponente Praça de Toiros de Aldeia da Ponte recebe a sempre muito esperada tourada mista, que junta toureio a cavalo, forcados, matadores e bandarilheiros. Agosto é de resto um mês intenso para esta freguesia do concelho do Sabugal, cuja praça de toiros acolhe ainda a popular capeia arraiana, e o imperdível festival do forcão.

Sónia Matias e Brito Paes, são os cavaleiros que Aldeia da Ponte espera, cabendo ao Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita fazer as pegas no final de cada lide a cavalo.
A tourada conta ainda com a actuação do matador venezuelano Erick Cortez, exímio no capote, bandarilhas e muleta.
Os seis touros da tarde são provenientes da reconhecida ganadaria Pinto Barreiros, de Montemor-o-Novo, no Alentejo.
A animação do espectáculo estará a cargo da banda musical «Santana», de Ciudad Rodrigo. Os bilhetes para o espectáculo estão à venda na Associação Amigos de Aldeia da Ponte e no Café das Bombas da localidade.
A corrida de touros mista é uma realização que vem há muitos anos a esta praça de toiros raiana, pela mão da Associação de Amigos de Aldeia da Ponte, como nobre objectivo a angariação de fundos para o restauro do Colégio de Aldeia da Ponte ou a favor do bem social e cultural do povo de Aldeia da Ponte.
No dia 15 realiza-se na mesma praça a tradicional capeia arraiana, precedida do encerro dos toiros, dando sequência ao costume popular. O forcão evoluirá na arena, ao sabor das investidas dos possantes toiros, dando continuidade à maior e mais viva tradição raiana.
A Praça de Toiros de Aldeia da Ponte recebe ainda no dia 20 de Agosto, pelas 15h30, o muito esperado festival Ó Forcão Rapazes, que junta em viva competição as aldeias raianas que mantêm a tradição da capeia do forcão. Nesta edição, a 26ª, a organização do festival está a cargo da Associação de Jovens da Lageosa da Raia e da Junta de Freguesia dos Forcalhos.
plb

Foi efusiva a festa dos sabugalenses em Lisboa, por ocasião da 33.ª Capeia Arraiana organizada pela Casa do Concelho do Sabugal, que mais uma vez teve lugar na praça de touros do Campo Pequeno.

A tarde do dia 5 de Junho, sábado, foi de grande convívio entre os naturais e amigos do concelho do Sabugal, que se juntaram para celebrar a sua maior tradição: a capeia arraiana. Muitos vieram de variadas terras do concelho do Sabugal, em autocarros e veículos ligeiros, juntando-se aos que igualmente vieram de outras terras distantes e aos que estão radicados na zona da Grande Lisboa e também acorreram ao local.
Antes da entrada no recinto, já os amigos, que se não viam há longa data, se saudavam e abraçavam, para depois avançarem para o interior da praça, nas bancadas, para assistirem ao espectáculo. O pedido da praça seguiu o ritual instituído, com o Hélder Neves e o Esteves Carreirinha a abrirem o desfile, que irrompeu pela arena. Seguiam-nos os bombos de Aldeia da Ponte, os bombeiros voluntários do Sabugal e do Soito, a centenária Banda Filarmónica da Bendada, o Grupo Etnográfico de Sortelha e os representantes de algumas aldeias, sendo especialmente notados os do Ozendo e os de Ruivós.
Feito o pedido da praça, vieram as palavras de circunstância, proferidas pelo presidente da direcção da Casa, pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal e pelo Governador Civil da Guarda. Depois foi a vez do espectáculo, com seis belos touros da ganadaria de José Dias, de Benavente. Nas bancadas a alegria foi contagiante, assim como o foi o convívio que se proporcionou nos bares, onde grupos de amigos se reuniram a beber e a conversar.
Finda a tourada do forcão a «malta» juntou-se no ringue junto à praça, onde a pândega teve lugar. Chouriças, morcelas, entremeada, entrecosto e sardinhas saltaram para as grelhas, ao mesmo tempo que a cerveja o vinho e os refrigerantes matavam a sede e serviam de mote a fartas e contagiantes conversas.
Já noite dentro os derradeiros convivas abandonaram o local, regressando a suas casas. O convívio dos aficionados seguir-se-á em breve com a abertura da época das capeias, que em Agosto animarão as aldeias raianas do concelho do Sabugal.
plb

O PSD alcançou um resultado histórico no distrito da Guarda elegendo três dos quatro deputados e alterando o tradição equilíbrio (2 e 2) entre os PSD e o PS. O PSD venceu em todos os concelhos do distrito da Guarda tendo alcançado no concelho do Sabugal 3472 votos (48,20%) contra 2004 (27,82%) do PS.

No círculo eleitoral da Guarda o Partido Social Democrata elegeu três deputados – Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra – e o Partido Socialista apenas um deputado – Paulo Campos – ficando de fora, como grande derrotado da noite, José Albano que se posicionava em segundo lugar. O distrito da Guarda elege quatro deputados e tradicionalmente têm sido divididos entre os sociais-democratas e os socialistas.
Manuel Meirinho em declarações à agência Lusa considerou que a candidatura do PSD alcançou «um resultado histórico». O Partido Social Democrata, liderado pelo politólogo independente, alcançou 46,32 por cento dos votos, elegendo três deputados. Já o PS conseguiu 28,31 por cento dos votos e elegeu apenas um deputado, o que já não ocorria desde 1995, altura em que os dois partidos passaram a eleger dois deputados cada.
«É um resultado histórico para o distrito, que expressa o esforço feito numa campanha de proximidade junto das pessoas, séria e serena, muito transparente e muito sóbria», afirmou à Lusa Manuel Meirinho, eleito deputado pelo distrito da Guarda, tal como Carlos Peixoto e Ângela Guerra. Segundo Manuel Meirinho, os eleitores do distrito «preferiram a seriedade a uma campanha feita de forma agressiva e com algum vazio do ponto de vista das ideias» e garantiu que o partido trabalhou para obter «uma grande vitória».
Quanto ao facto de a lista distrital ter sido liderada por um independente, disse que a «mistura» de militantes e de independentes «mostra aos eleitores que os partidos são estruturas abertas».

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS  –  5-6-2011
DISTRITO DA GUARDA

CONCELHO DO SABUGAL  –  FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

jcl

A Agro-Raia, feira da agricultura, vai ter lugar no Santuário da Sacaparte localizado entre Alfaiates e Aldeia da Ponte. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

O Comando Territorial da GNR da Guarda identificou e deteve dois indivíduos, um português e outro espanhol, de 45 e 46 anos de idade, respectivamente, na tarde de ontem, dia 9 de Maio, junto a Aldeia da Ponte por suspeita da prática de vários furtos em residências no distrito da Guarda.

GNR - preso algemadoA intercepção dos dois suspeitos foi efectuada junto da fronteira de Aldeia da Ponte, no concelho do Sabugal, quando os mesmos se faziam transportar num veículo de matrícula espanhola referenciado por diversos crimes cometidos no território português. Os suspeitos, ambos com antecedentes criminais, residem em Espanha.
O cidadão português é o mesmo que há uns meses foi detido conjuntamente com um outro português na Lageosa da Raia, quando praticava um furto no interior da Junta de Freguesia local, pelo que se suspeita de se tratar de um grupo criminoso que actual regularmente nas aldeias fronteiriças.
Por ordem Judicial, os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência.
plb

Aldeia da Ponte manteve a tradição com a realização da Capeia Arraiana em domingo de Páscoa. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A construção de uma circular externa ao Sabugal ganhou força face ao previsível aumento do tráfego na cidade em alternativa às portagens que serão introduzidas na A25 e na A23 e partir do dia 15 de Abril. O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, recebeu há cerca de um mês a garantia do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações (MOPTC) de que a construção da via circular à cidade do Sabugal será introduzida no Plano Rodoviário Nacional, a fim de ser assegurado o seu financiamento pelo Estado.

TIR

O mais que previsível aumento do tráfego de camiões TIR pelo interior da cidade do Sabugal preocupa seriamente o presidente, na medida em que as vias existentes não têm condições para suportar esse aumento de tráfego.
Entretanto a existência de um governo de gestão, na decorrência da dissolução da Assembleia da República, ontem anunciada pelo Presidente da República, poderá atrasar a solução que até agora foi considerada prioritária para o concelho do Sabugal e para a região.
A decisão da colocação de portagens nas SCUT’s, obrigou a estudos técnicos, encomendados pelo MOPTC à empresa F9Consulting. O concelho do Sabugal aparece destacado a vermelho pela falta de variante (e alternativa) à passagem pelo interior da sede do concelho. O novo trajecto que vai passar a ser utilizado pelos TIR aponta para a estrada Ciudad Rodrigo – Aldeia da Ponte e correspondente passagem pela cidade do Sabugal. Os valores apresentados apontam para uma alteração das actuais sete/oito passagens diárias, em média, para cerca de 200 travessias dos TIR.
«O regime SCUT enquanto instrumento de correcção de assimetrias regionais – estudo de critérios para aplicação de portagens em auto-estradas SCUT» é o título do estudo da F9Consulting.
Destacamos algumas das conclusões do estudo, a que o Capeia Arraiana teve acesso:
1 – A introdução de portagens nas SCUTS’s, não só garantirá uma maior equidade e justiça social como permitirá um incremento das verbas a aplicar noutras áreas fundamentais das infra-estruturas rodoviárias, como sejam a conservação e segurança, bem como o melhoramento da rede de estradas e a ampliação da rede rodoviária nacional. A identificação de um conjunto de indicadores que retratam de forma fidedigna a realidade socio-económica das várias regiões servidas pelas SCUT’s, bem como as respectivas vias alternativas, permitirão, através da aplicação de determinados critérios, implementar uma discriminação positiva mais justa e eficaz.
2 – Na análise de alternativas de oferta no sistema rodoviário foi tomado em consideração o tempo de percurso global associado a cada uma das SCUT’s relacionando-o com o tempo de percurso das vias alternativas que lhe correspondem tendo em consideração as fragilidades existentes nas redes viárias regionais e locais.
3 – O concelho do Sabugal pelas suas características de território fronteiriço teve uma atenção especial no estudo. O apuramento do valor dos indicadores que no entender da Estradas de Portugal permitem aferir a existência de alternativas de oferta no sistema rodoviário A25 / A23 no sentido Castelo Branco / Lisboa está identificada pela ligação entre Ciudad Rodrigo (em Espanha) e Aldeia da Ponte (no concelho do Sabugal) com continuação pela Estrada Nacional 332 até à cidade do Sabugal. Os dados estudados apontam para um forte incremento da passagem de camiões pesados. Assim este estudo sugere uma intervenção urgente no sentido de criar uma variante externa à cidade do Sabugal como forma de oferecer alternativas no sistema rodoviário e manter os níveis de segurança no interior da localidade.
plb

No concelho do Sabugal apenas três escolas do primeiro ciclo do ensino básico cumprirão, no próximo ano lectivo, os critérios do Ministério da Educação para poderem continuar abertas. As escolas com menos de 20 alunos poderão ter de fechar, mau grado a Câmara do Sabugal estar empenhada em o evitar.

Para o ano lectivo 2011/2012 o executivo camarário aprovou por unanimidade, na reunião de 2 de Março passado, manter a deliberação tomada nos anos anteriores de não concordar com o encerramento de escolas no concelho. A razão prende-se com o investimento feito nos últimos anos nas diversas escolas e com o encargo financeiro assumido com a rede de transportes escolares.
O concelho do Sabugal terá no próximo ano lectivo 315 alunos no ensino básico. A Escola Básica do Sabugal, com 155 alunos, a do Soito, com 41, e a de Aldeia de Santo António, com 21, são as únicas que cumprem o critério governamental para poderem continuar a funcionar.
Mau grado a posição assumida pela Câmara, as restantes oito escolas, não terão alunos suficientes para poderem garantir manter-se de portas abertas.
Em pior posição está Vila Boa, que prevê ter apenas sete alunos. Surgem depois Aldeia da Ponte, que terá 10, Bendada e Rapoula, que terão 11, Aldeia Velha, com 13, Ruvina e Santo Estêvão, ambas com 15, e a Cerdeira, com 16.
A Carta Educativa do Concelho do Sabugal, aprovada na Assembleia Municipal de 27 de Abril de 2007, prevê que o concelho venha a ter quatro centros educativos: na Bendada, no Sabugal (a construir de raiz), no Soito e na Cerdeira (junto com a Ruvina). Teme-se porém que o processo de despopulação do concelho, continue a fazer diminuir de tal forma o número de crianças nas aldeias, que nem para esses centos existam alunos.
Bem revelador do problema parece ser o facto de nem as duas escolas ligadas à Liga dos Servos de Jesus, situadas na Cerdeira e na Ruvina, conseguirem garantir o cumprimento dos critérios exigidos pelo ministério da Educação para a sua continuidade.
plb

A demora na recuperação do edifício do antigo colégio de Aldeia da Ponte foi a maior preocupação manifestada pelo presidente da Junta de Freguesia da localidade, no decurso da visita que o executivo autárquico do Sabugal efectuou à aldeia por ocasião da reunião de câmara do passado dia 22 de Dezembro.

Colégio de Aldeia da PonteO autarca de Aldeia da Ponte colocou a recuperação do imóvel que albergou o velho colégio dos seguidores de Bento Menin, como a sua grande preocupação, tendo em conta o interesse histórico e patrimonial do edifício. A associação local, que detém a sua propriedade, não tem capacidade financeira para executar as obras urgentes que evitem a continuação da degradação do imóvel e a sua derrocada, pelo que pediu à Câmara uma ajuda nesse sentido, pelo menos na colocação de um telhado novo.
O presidente do município, António Robalo, concordou com a importância da recuperação do edifício, e da obrigação da câmara e da junta de freguesia no apoio a essa obra, sendo porém importante que se procurassem encontrar investidores privados, tentando vender a sua atractividade e rentabilizando o espaço.
A reunião do executivo do dia 22 de Dezembro levou os vereadores da Câmara Municipal do Sabugal a Aldeia da Ponte durante a tarde, onde se procuraram inteirar dos problemas daquela freguesia.
Para além da preocupação com a recuperação do edifício do colégio o presidente da junta informou os vereadores de outros problemas muito prementes para a freguesia, a começar pela necessidade de colocar uma vedação junto à Praça de Touros para demarcar e isolar o caminho dos bois nos encerros, diminuindo o perigo para a população, bem como o arranjo do piso que se mantém em terra batida.
Outras peocupações manifestadas pelo autarca tiveram que ver com a necessiadde do arranjo do espaço envolvente à ponte romana, a recuperações dos fontanários da freguesia que se encontram degradados, a colocação de números de polícia e placas toponímicas nas ruas da aldeia, a conclusão de alguns arruamentos, o arranjo da ligação para a Rebolosa e dos caminhos agrícolas da Matrena e do Talefe, e ainda o saneamento do bairro de Santa Bárbara. Outra procupação do autarca é a conclusão da variante de Aldeia da Ponte, onde falta alguma sinalização, a iluminação da estrada e da rotunda, a colocação de grades na ponte, bem como o pagamento das indemnizações aos proprietários de alguns terrenos, cujos valores diminutos não justificam a realização de escrituras.
plb

A Associação Juventude Pontense organizou a terceira edição de BTT. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Uma selecção de bravos sabugalenses levou a capeia arraiana ao concelho de Tábua no distrito de Coimbra. No sábado à noite, 18 de Setembro, mais de 2500 pessoas assistiram embasbacadas no campo de futebol às investidas de dois toiros no forcão e ao jogo de pernas e de bem rabejar da malta de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito.

Capeia Arraiana - Tábua

O campo de futebol do Tabuense transformou-se para receber a Capeia Arraiana. No centro do terreno, no enfiamento da linha divisória do meio-campo foi montado um redondel com grades onde encostaram alguns reboques de tractor e um camião com semi-trailer para a assistência. No entanto a maioria dos mais de 2500 espectadores «guardaram» lugar na bancada lateral (que acompanha toda a lateral do campo) desde a abertura da portas cerca das 19.30 horas até que, pelas nove e meia da noite, o locutor de serviço anunciou aos presentes que ia ter início um espectáculo inédito em Tábua: a Capeia Arraiana.
E o mote estava dado para que os cerca de 30 bravos raianos equipados com uma t-shirt branca do Tabuense saltassem a vedação do redondel e retirassem do centro da arena o forcão que tinha sido o centro das atenções das bancadas. Como aperitivo para os dois grandes momentos da noite saiu do interior do camião uma bezerra que permitiu algumas brincadeiras aos tabuenses mais afoitos.
E pelas 22 horas fez-se história em Tábua e escreveram-se mais umas linhas na história das capeias e do Sabugal. O «triângulo de madeira» voltou ao centro da arena e o grupo de pegadores de forcão do concelho do Sabugal esperou o toiro – virgem nestas andanças – que se mostrou bravíssimo e duro provocando algumas mazelas nos rapazes e muitos danos nas galhas. Momentos mágicos que calaram as bancadas, surpreendidas pelo invulgar espectáculo nunca visto em terras de Tábua. No final da actuação enquanto o forcão recolhia para ser encostado às grades do redondel a assistência explodiu numa enorme salva de palmas. À nossa volta as conversas surpreendiam-nos. «Viste como eles mexiam as pernas», «eu não tinha coragem para estar assim à frente do boi», «nunca tinha visto nada igual», «agora já percebo para que servem aqueles paus todos» ou «aquilo é um jogo de equipa» foram alguns dos comentários escutados numa assistência rendida à bravura dos «irredutíveis raianos pegadores de forcão».
Após a garraiada com mais uma bezerra e o arranjo do forcão muito danificado pelo primeiro toiro foi tempo de lidar o «segundo» da noite. Mais certinho a bater no forcão permitiu uma exibição com maior brilho à selecção raiana que incluia rapazes de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito.
A terminar e numa altura em que se pretendia puxar o toiro com uma corda para dentro do camião um jovem tabuense mais atrevido (e menos previdente) foi colhido e teve que ser transportado ao hospital.
A iniciativa teve como base a recolha de fundos e um gesto de solidariedade para com o presidente do clube tabuense, Carlos Ferreira, que continua hospitalizado após um grave acidente de viação na África do Sul por alturas do Mundial de futebol.
A organização – a cargo do Grupo Desportivo Tabuense – agradeceu à Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Tábua e à Câmara Municipal do Sabugal e Juntas de Freguesia de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito pela disponibilidade e apoio na concretização do espectáculo taurino.
Os poderosos toiros (e os bezerros) pertenciam à Ganadaria Santos Silva de Isidro Ricardo de Montemor-o-Velho.
O Capeia Arraiana aproveitou estes momentos inéditos para trocar algumas palavras com Francisco Ivo Portela, presidente da Câmara Municipal de Tábua, com fortes ligações a Aldeia do Bispo, terra de onde a esposa é natural, e que se mostrou agradado pela presença raiana no seu município. «Estou muito satisfeito por termos assistido a uma capeia arraiana aqui em Tábua. Mas gostaria de destacar que a ideia é de António Vaz, director do departamento administrativo e financeiro da Câmara de Tábua, também natural do concelho do Sabugal. Depois, foi só contar com a pronta disponibilidade do presidente Robalo e a generosidade das gentes raianas e dos presidentes das juntas aqui presentes», esclareceu o presidente Portela que, visivelmente satisfeito, ainda nos deixou uma novidade: «Estou muito contente. Ofereceram-me este forcão. Vou guardá-lo e… no próximo ano… talvez seja novamente necessário.»
A Câmara Municipal do Sabugal esteve representada pela vice-presidente Delfina Leal e pelo chefe de gabinete do presidente, Vítor Proença, que teve uma tarde muito ocupada na preparação do forcão. Marcaram ainda presença os presidentes da Juntas de Freguesia de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito.

Jornada memorável de divulgação do Sabugal e da tradição «Capeia Arraiana». Esta iniciativa prova que é tempo de pensar em constituir uma associação de pegadores de forcão do concelho do Sabugal que permita formar um plantel de 50 ou mais nomes disponíveis para pegar ao forcão sempre que solicitados. Mais coisa menos coisa poderá ter as características de um grupo de forcados amadores que possa actuar em todas as praças do país e estrangeiro cobrando o respectivo cachet. Com as dificuldades que estão a ser levantadas por alguns fundamentalistas aos espectáculos taurinos é tempo de sugerir aos organizadores das tradicionais touradas que incluam um toiro para forcão nos espectáculos. Assumo e defendo que a capeia arraiana pode e deve ir a todos os lugares do planeta desde que o forcão leve inscrita a palavra «Sabugal» e a equipa de pegadores seja maioritariamente constituída por naturais ou descendentes sabugalenses.
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Uma selecção de bravos sabugalenses levou a capeia arraiana ao concelho de Tábua no distrito de Coimbra. No sábado à noite, 18 de Setembro, mais de 2500 pessoas assistiram embasbacadas no campo de futebol às investidas de dois toiros no forcão e ao jogo de pernas e de bem rabejar da malta de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito.

GALERIA DE IMAGENS   –   TÁBUA  –   CAPEIA ARRAIANA
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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Uma selecção de bravos sabugalenses levou a capeia arraiana ao concelho de Tábua no distrito de Coimbra. No sábado à noite, 18 de Setembro, mais de 2500 pessoas assistiram embasbacadas no campo de futebol às investidas de dois toiros no forcão e ao jogo de pernas e de bem rabejar da malta de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito.

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Invasões Francesas, Liberalismo e República, muito se tem falado este ano sobre estes acontecimentos históricos. Para o ano, aqui no nosso Concelho, iremos comemorar os 200 anos sobre a batalha do Gravato, que se travou aqui bem perto da cidade do Sabugal, na margem direita do Côa em 3 de Abril de 1811.

António EmidioAcredito que a Câmara Municipal do Sabugal e a Junta de Freguesia também do Sabugal, não irão deixar passar esse dia, sem pelo menos, singelamente, homenagear todos aqueles que participaram nesse combate. Aliás, tanto a Câmara como a Junta, já nos habituaram durante o período democrático de trinta e seis anos, a honrar este povo e a sua história.
No nosso Concelho não foi só a batalha do Gravato que marcou a passagem dos exércitos franceses. Aldeia da Ponte, Soito e Quadrazais, ficaram quase em ruínas, as terras agrícolas junto a Malcata foram saqueadas, levando os seus produtos e, queimando as matas.
Este Artigo é para quem o ler, é público, mas vou escrever agora para todas as mulheres e homens do nosso Concelho que estão dedicados à causa pública, aquelas e aqueles que nós eleitores, democraticamente pusemos no poder.
A história do nosso Concelho confunde-se com o Mundo, o há bem pouco tempo falecido Tony Judt, o historiador mais lúcido da Social Democracia, no seu volumoso livro intitulado Pós-Guerra, a história da Europa desde 1945, diz o seguinte numa das suas páginas: «Num município português, Sabugal, no norte rural, a emigração reduziu a população local de 43.513 em 1950 para unicamente 19.174 trinta anos depois». Isto faz parte da história da Europa. As carências de toda a ordem obrigaram a partir, a responder à chamada de De Gaulle, milhares de habitantes do Concelho.
Todas as manhãs bem cedo, antes de ir para o trabalho, vou beber um café, quem se cruza comigo a essa hora também a caminho do trabalho? Búlgaros, ucranianos e sérvios. Quem me serve o café? Uma romena. O Sabugal e o seu Concelho também foram apanhados pela onda de choque causada pela queda do Muro de Berlim, a história está novamente presente.
Falei somente um pouco da história contemporânea, por uma questão de disciplina de espaço.
Presentemente o que poderá acontecer? Há quem por razões comerciais, interesses espúrios e sórdido autocentrismo, poderá querer apoderar-se da história do nosso Concelho, porque nesta sociedade em que infelizmente vivemos, predomina mais o consumo do que a cultura e o consumo traz lucro e prestigio social, a partir daí a história poderá ser deturpada, se com isso alguém tirar dividendos económicos ou políticos. Esta época é cínica, perdeu todo o pudor e guia-se por essa lei do tudo é permitido, para isso lá estão os «mass media» e a publicidade.
Termino com um apelo aos eleitos, não deixem privatizar a história do nosso Concelho.
E nós, cidadãos, não podemos ser uma massa amorfa e manipulável, temos uma história a defender. Eu, já a estou a defender.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal! Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

GALERIA DE IMAGENS  –   Ó FORCÃO RAPAZES  –   21-8-2010
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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

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JOAQUIM SAPINHO

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