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O filme português «Linhas de Wellington», realizado pela chilena Valeria Sarmiento, é a sugestão cinéfila do Teatro Municipal da Guarda TMG para a próxima terça-feira, dia 30 de Outubro. O filme passa às 21h30 no Pequeno Auditório.

Trata-se de uma reconstituição do ambiente histórico das invasões francesas protagonizada por John Malkovich, IsabelleHuppert, Nuno Lopes e Soraia Chaves. Parte das filmagens desta longa metragem decorreram no distrito da Guarda, mais precisamente em Folgosinho.
Sobre a história, tudo começa em 27 de Setembro de 1810, quando as tropas francesas comandadas pelo marechal Massena, são derrotadas na Serra do Buçaco pelo exército anglo-português do general Wellington. Apesar da vitória, portugueses e ingleses retiram-se a marchas forçadas diante do inimigo, numericamente superior, com o objectivo de o atrair a Torres Vedras, onde Wellington fez construir linhas fortificadas dificilmente transponíveis. Simultaneamente, o comando anglo-português organiza a evacuação de todo o território compreendido entre o campo de batalha e as linhas de Torres Vedras, numa gigantesca operação de terra queimada, que tolhe aos franceses toda a possibilidade de aprovisionamento local. É este o pano de fundo das aventuras de uma plêiade de personagens de todas as condições sociais – soldados e civis; homens, mulheres e crianças; jovens e velhos – arrancados à rotina quotidiana pela guerra e lançados por montes e vales, entre povoações em ruína, florestas calcinadas, culturas devastadas.

Estreia da trilogia de curtas musicadas
A 3 de Novembro, o TMG apresenta em estreia absoluta «Cine-concerto 2 [trilogia de curtas-metragens com música ao vivo]». Três filmes vão ser musicados ao vivo, no Pequeno Auditório, às 21h30: «A Propósito de Nice», de Jean Vigo será musicado por Miguel Cordeiro; «The Blacksmith» de Buster Keaton terá a paisagem sonora de César Prata e «Überfall» de Ernö Metzner será musicado por Luís Rolo. Os três são músicos da Guarda.
Sobre as curtas e os músicos, «A Propósito de Nice» é considerada pelos cinéfilos como uma espécie de «sinfonia de uma cidade», a curta constituiu um marco na história do documentário e catapultou o seu realizador, Jean Vigo para o panteão dos grandes cineastas da primeira metade do século XX. Miguel Cordeiro, é o músico que vai dar som a esta curta. Estudou piano e Jazz no Taller de Música de Barcelona e na escola do Hot Club Portugal. Concluiu em 2011 o mestrado de «composição para cinema e audiovisuais».Actualmente dedica-se à composição de música para imagem.
Já «The Blacksmith» é curta-metragem de excelência artística de Buster Keaton, «o cómico que nunca ri», num exemplo de extraordinária capacidade humorística sem recurso a uma única palavra. Esta curta vai ser musicada por César Prata, o músico dos sete instrumentos e mentor de vários projectos musicais como Chuchurumel, Assobio ou as Canções do Ceguinho. O músico já compôs também para teatro e cinema.
E a finalizar a noite, «Überfall», considerada uma das grandes obras vanguardistas do cinema mudo alemão; um filme de grande poder visual e que será musicado ao vivo por Luís Rolo, músico dado a sonoridades electrónicas que já integrou projectos como Dual Tone (com António Louro), um projecto que misturava a electrónica com o hip-hop.

Noiserv em concerto
Na quarta, dia 31 de Outubro, o projecto Noiserv, de David Santos, volta ao TMG, desta vez ao Pequeno Auditório. O concerto está marcado para as 21h30.
Noiserv tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes, de entre os surgidos em Portugal na última década. O seu percurso tem sido marcado pela criação de peças musicais de um minimalismo capaz de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho, e por concertos de elevadíssima intensidade, nos quais o público é suspenso a partir de uma teia sonora, criada por um vasto leque de instrumentos inusuais.
Criado em meados de 2005, Noiserv ganhou forma quando David Santos decide gravar algumas ideias numa demo, meses mais tarde esses 3 temas são editados on line, na netlabel Merzbau. Já em 2008 Noiserv edita o seu primeiro longa-duração, “One Hundred Miles from Thoughtlessness”, disco incrivelmente bem recebido pelo público, pela imprensa e crítica, e que actualmente esgotou a sua terceira edição.
Logo a seguir ao concerto de Noiserv o TMG promove no CC uma Noite Mexicana inspirada no Dia de Los Muertos.

Dia de los Muertos [Noite mexicana]
A tradicional festa mexicana dedicada aos defuntos, o «Dia de Los Muertos» serve de pretexto para uma Noite Mexicana no Café Concerto (CC), na próxima quarta-feira, dia 31 de Outubro, logo a seguir ao concerto de Noiserv no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda.
O TMG vai exibir no CC várias curtas-metragens de animação inspiradas no Dia de Los Muertos:
«Viva Calaca 1» de Ritxi Ostáriz, «The Skeleton Dance» de Ub Iwerks, «Hasta los Huesos» de René Castillo, «Viva Calaca 2» de Ritxi Ostáriz e «Skeleton Frolic» de Ub Iwerks. Pela noite dentro haverá preços especiais para as bebidas mexicanas: Mescal, Tequila, Margarita e Cerveja Corona, sempre ao som de música Mexicana. Serão ainda sorteados pelo público presente três vouchers; cada um deles dará acesso a três espectáculos do TMG, a saber: o teatro “Édipo” pela Companhia do Chapitô, o espectáculo transdisciplinar «Pi_add(a)forte» e o concerto da jovem fadista Cuca Roseta.
Tudo boas razões para sair de casa e aproveitar a véspera de feriado no Teatro Municipal da Guarda!

A Música de «Abztraqt Sir Q» no CC
No próximo dia 2 de Novembro (sexta), a Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã e o TMG apresentam no Café Concerto o espectáculo de música «Abztraqt Sir Q».
«Abztraqt Sir Q» são um grupo de músicos cujos destinos se cruzaram no Extremo Oriente. Auto intitulam-se: «Andy Newman, o baterista pedante. Egon Crippa, o baixista esquivo. Dichma Rahma, a vocalista inconstante. Peter Shuy, o guitarrista neurótico». Fechados no seu próprio mundo, o Xing Palace Place e o seu magnífico jardim, desconstroem canções e deixam-se embalar pela cacofonia. Inventam-se dialectos, reinventa-se a ortografia, subverte-se a fonética, recusam-se as convenções. Não procuram o óbvio mas acabam por encontrá-lo.
O concerto está marcado para as 22h00 e tem entrada livre.
plb (com TMG)

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A Agência da Guarda da Fundação INATEL, em colaboração com grupos de teatro amador e autarquias locais, organiza a iniciativa «Teatro de Outono 2012», que passará por diversas localidades, cabendo a representação a vários grupos teatrais, entre os quais o grupo Guardiões da Lua, de Quarta-Feira, aldeia do concelho do Sabugal.

O primeiro espectáculo é já na próxima semana, no dia 20 de Outubro (sábado), pelas 21h30, no Cine-Teatro S. Luís, em Pinhel. A peça a representar chama-se «O Movimento» e está a cargo do Grupo Escola Velha Teatro, de Gouveia.
A iniciativa Teatro de Outono leva os grupos de teatro amador do distrito da Guarda e da região centro-norte a itinerarem pelas salas do distrito da Guarda, entre os dias 1 de Outubro e 31 de Dezembro, a preços repartidos entre a agência da Guarda da Fundação INATEL e as autarquias locais.
Disponibilizam espectáculos para este Ciclo os grupos Escola Velha, Guardiões da Lua, Aquilo Teatro, Teatro do Imaginário, Gambozinos e Peobardos, Grup’Arte (estes seis do distrito da Guarda) e ainda o Teatro Experimental de Mortágua, Companhia Pouca Terra, Teatro de Arzila, Teatro O Celeiro, Ultimacto, Teatro Olimpo e Teatro da Perafita.
Estão já agendados mais seis espectáculos para as salas de Pinhel, Celorico e Manteigas, sobre as quais a seu tempo a Fundação INATEL prestará informação.
plb

Na próxima sexta-feira, dia 14 de Setembro, e numa estreia em Portugal, a cantora, compositora e multi-instrumentista Nawal, oriunda das ilhas Comores actua no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), pelas 21h30.

Entre o tradicional e o contemporâneo, as composições de Nawal são uma fusão de raízes com base acústica, um reflexo do carácter diverso das Comores. A sua música tem origem Indo-Arábico-Persa e compreende polifonias Bantu e ritmos misturados com transe Sufi. Nawal canta principalmente em Comorano (Xikomor) uma língua da família suaíli, também em Francês, Inglês e Árabe.
Nawal canta para a educação e para a união dos seres humanos. Ela orgulha-se de conservar e divulgar a filosofia de seu bisavô Al Maarouf, um grande mestre Sufi, que foi inspirado pela luz do Islão, baseando-se no respeito, amor e paz.
A artista toca gambusi (alaúde tradicional, herdado do Lémen), e percussão diversificada. Contudo, Nawal prefere a voz (como os olhos, o espelho da alma) a qualquer outro instrumento.
Ao TMG Nawal vem apresentar o seu novo disco, intitulado «Embrace the Spirit».

Teatro físico no Pequeno Auditório
No sábado, dia 15 de Setembro, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro, o TMG apresenta «Action Man» com Raúl Cano dos Yllana (Espanha).
Sozinho em palco, o actor irá dando vida a dezenas de personagens e situações, utilizando a mímica e o seu hábil controlo do corpo, num estilo muito próprio.
A história de Action Man relata as aventuras de um Super Agente Especial na sua última missão que se vê embrulhado numa série de situações cómicas, inspiradas no melhor humor cinematográfico, televisivo e da banda desenhada.
Raúl Cano é actor e co-autor de espectáculos da companhia espanhola Yllana como «¡Muu!», «Glub Glub», «666», «Star Trip» e «Brokers».

Vítor Pomar na Galeria de Arte
«KarmaMudra» do artista plástico Vítor Pomar é a exposição que o TMG inaugura na Galeria de Arte no próximo sábado, dia 8 de Setembro. Nesta exposição, refere o artista, é invocada «a dimensão simbólica que está presente em toda a actividade humana». A inauguração que contará com a presença de Vítor Pomar está marcada para as 18 horas.
Vítor Pomar nasceu em Lisboa em 1949. Frequentou as Escolas de Belas-Artes do Porto e Lisboa (66-69). Emigrou para a Holanda em 1970, onde frequentou a Academia Livre de Haia e a Academia de Arte de Roterdão, onde completa estudos em 1973. Ensina serigrafia na Academia Livre de Haia. Trabalhou no quadro do Regulamento dos Artistas Plásticos (BKR) em Amesterdão entre 1976 e 1985. Utiliza no seu trabalho técnicas tão variadas como a fotografia a preto e branco, o cinema experimental em 16mm e Super 8 e o vídeo.
Estabelecido em Portugal desde 1985, funda e dirige a Associação cultural Casa-Museu Álvaro de Campos em Tavira. Frequenta o curso de Gestão das Artes dirigido pelos professores Joan Jeffri da Columbia University e Jorge Calado, no Instituto Nacional de Administração, 1989.
Viveu em Lisboa entre 90 e 95, período em que se ausentou longamente em viagens de estudo na Índia do Norte, junto de alguns grandes lamas tibetanos.
Actualmente vive e trabalha em Assentiz, Rio Maior. Está representado em diversas colecções, nomeadamente: Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Caixa Geral dos Depósitos, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Casa de Serralves e Ministério das Finanças.
«KarmaMudra» ficará patente até 28 de Outubro. A Entrada é livre.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Entre Setembro e Dezembro de 2012, o Teatro Municpal da Guarda (TMG) apresenta dezenas de espectáculos e actividades culturais que vão da música às artes plásticas, passando pelo teatro e pelo cinema.

Nos grandes espectáculos, destaque a 22 de Setembro para a Grande Orquestra de Verão, que se apresenta no TMG numa iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura e que contará com a Orquestra do Norte dirigida pelo maestro António Vitorino de Almeida, apresentando obras do próprio, de Mozart e de Dimitri Chostakovitch.
Em Outubro, no dia 27, é Lura quem actua no Grande Auditório. A cantora portuguesa de ascendência cabo-verdiana, por muitos vista como a nova Cesária Évora, actua no Grande Auditório. A cantora tem percorrido os principais palcos das Músicas do Mundo, cantando em crioulo.
Em Novembro, nos dias 23, 24 e 25, é a vez de «Guarda: Sopro Vital», o espectáculo que comemora o 813º aniversário da cidade mais alta e que, uma vez mais, junta em palco centenas de actores, músicos e colectividades do concelho sob a coordenação de Américo Rodrigues, numa encenação de José Rui Martins e com a direcção musical de César Prata. Trata-se de uma produção da Câmara Municipal da Guarda, do Teatro Municipal da Guarda e do Trigo Limpo Teatro ACERT.
Destaque ainda em Dezembro, no dia 15, para o grande espectáculo da fadista Cuca Roseta. A fadista da nova geração da canção nacional vem ao Grande Auditório do TMG apresentar o seu disco de estreia que leva o seu nome.
De referir que em regime de extra-programação se apresenta, a 29 de Setembro, Herman José, com o «One (Her)Man Show», um espectáculo onde o humorista português faz desfilar dezenas de personagens como Maximiana, Serafim Saudade, Nelo ou José Estebes.
Na nova programação, destaque ainda para as estreias. A 3 de Novembro, «Cine Concerto 2» apresenta três curtas-metragens musicadas ao vivo por três artistas da Guarda. «A Propósito de Nice», de Jean Vigo, terá música original de Miguel Cordeiro, «The Blacksmith», de Buster Keaton, será musicado por César Prata, e «Überfall», de Ernö Metzner, contará com música de Luís Rolo. Outra estreia será a da nova produção do Projéc~: «As últimas palavras de Swaso Camacase – ou Um pouco mais de nada» de Pedro Dias de Almeida. A peça pode ser vista nos dias 26, 27 e 28 de Setembro; tem encenação e interpretação de Américo Rodrigues e música original de Micro Animal Voice. Na noite da estreia, será ainda apresentado o «Caderno TMG» desta peça, contando com a presença de autor e encenador.
Também no Síntese – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda, organizado em parceria com o grupo homónimo, haverá estreias. O ciclo decorrerá a 20 de Setembro com o Performa Ensemble a fazer a estreia absoluta de uma obra da compositora Sara Carvalho, para além de o grupo interpretar ainda obras de outros compositores. No dia 4 de Outubro é o Síntese – Grupo de Música Contemporânea que faz a estreia absoluta de duas obras: «in modo concertante», de Sérgio Azevedo, uma obra concertante para violoncelo e grupo de câmara, dedicada à memória de Bernardo Sassetti, e «Narrativas», de Duarte Silva, para quarteto de cordas. E no último dia do ciclo é João Pedro Delgado que apresenta em estreia absoluta «Canções e Instrumentos Solistas – obras para voz, piano, saxofone, violino, viola e violoncelo», da sua autoria, no dia 19 de Outubro.
Para além dos destaques já referidos na área da música, o TMG apresenta ainda a 14 de Setembro Nawal (Ilhas Comores/França). A cantora, compositora herdeira da filosofia Sufi e multi-instrumentista toca gambusi (alaúde Tradicional) e percussão diversificada. Destaque ainda para o espectáculo que comemora no TMG o Dia Mundial da Música, «Guarda-Músicas: Uma viagem Musical», no dia 1 de Outubro. Trata-se de uma grande festa com dezenas de músicos a actuar pelos espaços mais inusitados do TMG desde o sub-palco ao terraço, entre as 21h e as 24h. A 30 de Outubro é o Noiserv que actua no TMG. O músico, autor da banda sonora do documentário “José e Pilar” regressa ao TMG para actuar desta vez no Pequeno Auditório.
No teatro, para além das estreias do Projéc~ e do espectáculo que comemora o dia da cidade destacam-se: «Aqui ninguém paga!», de Dario Fo, que o Teatro das Beiras apresenta a 26 de Outubro; «Farsas y Églogas», pelas conceituadas Compañía Nacional de Teatro Clásico e pela Nao d’Amores (Espanha), no dia 12 de Outubro; a divertida peça «Édipo», pela Companhia Chapitô a 9 de Novembro; e «As lágrimas amargas de Petra Von Kant», de R. W. Fassbinder, uma co-produção da ACE Teatro do Bolhão e Teatro Nacional D. Maria II. Uma história de mulheres que junta em palco Ana Padrão, Custódia Gallego, Diana Costa e Silva, Inês Castel-Branco, Isabel Ruth e Cláudia Carvalho, no dia 14 de Dezembro.
A iniciativa Famílias ao Teatro continua a marcar presença na programação dos últimos meses do ano. O público das famílias pode contar com três propostas em diferentes áreas como o teatro, o novo circo ou a dança para bebés. Para ver a 15 de Setembro, o divertido espectáculo «Action Man» por Raul Cano/ Ylana (Espanha); a 6 de Outubro, «Pas perdu», pela Companhia Les Argonautes (Bélgica); e «Pequenos Mundos», de Joclécio Azevedo e Teresa Prima, no dia 17 de Novembro.
Nestes últimos meses, a Galeria de Arte do TMG recebe a exposição «KARMAMUDRA», de Vítor Pomar, entre 8 de Setembro e 28 de Outubro. Uma exposição na qual o artista invoca a dimensão simbólica que está presente em toda a actividade humana e em particular nos relacionamentos e união de energias.
Destaque ainda para as exposições «Paisagens Improváveis», com Albuquerque Mendes, André Cepeda, António Olaio, Diego del Pozo, Gabriela Albergaria, Hugo Alonso, Irene Izquierdo, José Carlos Nascimento, José Luis Pinto e José Maria Yagüe e «Signos de Fronteira: propostas visuais de novos artistas», com Diana González, Elizabeth Leite, Ivo Andrade, Jairo Rekena, Javier Alfageme, João Currais, Juan Antonio Gil Segóvia, Julio García Falagán, Nuno Viegas e Rodrigo Neto. Ambas as exposições são uma Co-produção TMG / Junta de Castilla y León e estão patentes entre 10 de Novembro e 30 de Dezembro respectivamente na Galeria de Arte do TMG e na Galeria do Paço da Cultura. A iniciativa decorre no âmbito da cooperação transfronteiriça do Projecto REDES II e numa co-produção do Teatro Municipal da Guarda e da Junta de Castilla y León, mostrando trabalhos de artistas da zona centro de Portugal e da região de Castilla y León, em Espanha.
No Cinema, filmes de Wes Anderson, Gonçalo Tochas, Jacques Revette, Markus Scheleinzer, Bem Safdie e Joshua Safdie, Marcos Farias Ferreira e Arnaud Despleechin.
E no Café Concerto apresentam-se os projectos: Bela Nafa, JP Simões, Luís Vicente Trio, Abztraqt Sir Q, Vim-te Dizer, Demian Cabaud, José Peixoto/António Quintino + José Salgueiro, Nicolau Pais & Os Originais e Mind Da Gap.
plb (com TMG)

Música, teatro e muito humor vêm ao Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) «Uma bizarra salada», com Bruno Nogueira, Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Na próxima Sexta-feira, dia 13 de Julho, o TMG apresenta no Grande Auditório, às 21h30, o divertido espectáculo «Uma Bizarra Salada» que junta em palco o humorista e actor Bruno Nogueira, a actriz Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, numa co-produção do Festival de Almada, Metropolitana e São Luiz Teatro Municipal. «Uma Bizarra Salada» é para maiores de 12 anos e tem a direcção musical de Cesário Costa, direcção e espaço cénico de Beatriz Batarda, desenho de luz de Nuno Meira.
Trata-se de um espectáculo com música, teatro e muito humor que reúne textos de Karl Valentim. O autor «aproveita a metáfora da orquestra – corpo social complexo, mais problemático do que parece quando visto de fora – para questionar o mundo e as suas perplexidades. Um concerto onde as palavras irrompem? Um espectáculo de teatro em que a personagem principal é uma orquestra? Um recital absurdo onde dois comediantes improváveis estilhaçam a ideia simples de construir um espectáculo didáctico? Ninguém sabe. É Uma Bizarra Salada!», refere José Luís Ferreira no texto de apresentação desta singular salada musical.
Os textos reunidos, «reflectem o período de crise financeira profunda vivida na Europa antes da Segunda Grande Guerra. Infelizmente, muito a propósito do momento que vivemos actualmente, surgiu-nos como uma oportunidade pertinente voltar a trazer Karl Valentin à cena e juntar a Orquestra Metropolitana ao teatro do absurdo através da participação de Bruno Nogueira e Luísa Cruz. O humor e a sátira adoptaram as formas mais diversas dependendo dos seus autores e épocas, podendo ser triste, solitário, poético, feérico, filosófico, critico, absurdo ou surrealista. Neste espectáculo vivem-se momentos absurdos e podemos reconhecer a frustração do boicote provocado pelos outros ou por nós próprios», explica por seu turno a encenadora, Beatriz Batarda.

Panelas e rodas de bicicleta no folk de Le Skeleton Band
No próximo sábado, dia 14 de Julho, o TMG apresenta no Café Concerto a banda francesa Le Skeleton Band. Um trio que se formou em 2007 e que viu o seu primeiro álbum – Blues Preacher -, editado nesse mesmo ano, ser aclamado pela crítica musical francesa. A banda trabalha sonoridades folk e blues sempre fazendo-se acompanhar de estranhos objectos musicais, como panelas e rodas de bicicleta, aos quais junta outros mais convencionais, como guitarras, trompete, banjo e percussão.
No final do ano de 2010 a banda resolveu que estava na altura de regressar a estúdio, e gravaram novo disco. Com o título de Bella Mascarade, o novo álbum de Le Skeleton Trio foi editado em Fevereiro. É este o trabalho que a banda francesa vem apresentar ao TMG.
O espectáculo tem início marcado para as 22h00 e tem entrada livre.

Exposição de Mário Cesariny
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Visto a esta luz», do artista plástico português Mário Cesariny, por muitos considerado o expoente máximo do surrealismo na pintura em Portugal. Esta exposição ficará patente até 29 de Julho e é apresentada no âmbito de uma parceria com a Fundação Cupertino de Miranda. A fundação assumiu nos últimos anos de vida do artista plástico uma relação de grande proximidade e amizade. Nesta exposição procura dar-se uma visão global da sua obra no contexto da Colecção da Fundação Cupertino de Miranda. A exposição é comissariada por António Gonçalves.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

A Culturguarda vai produzir para a Câmara Municipal da Guarda duas visitas encenadas para este verão, que propõe dois roteiros distintos no concelho da Guarda: «Passos à volta da Memória III: A Presença Judaica na Guarda» e «Passos à Volta da Memória IV: Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas».

Trata-se de roteiros divertidos e originais que prometem surpreender visitantes e turistas.
O roteiro «Passos à Volta da Memória (III): A Presença Judaica na Guarda» está previso para o período de 19 de Junho a 31 de Agosto, às 17h30, de Terça a Sábado17h30, com início na Praça Luís de Camões, estão previstas 54 sessões.
A coordenação geral é de Américo Rodrigues, sendo o texto e encenação de Antónia Terrinha, e a interpretação de Antónia Terrinha ou Isabel Leitão.
«Seja bem-vindo quem vier por bem» é o mote para uma visita ao «tempo e espaço» daquilo que foi a presença dos Judeus na Guarda. Entre cultura, tradições e fé, os visitantes são convidados a assistir a uma história, que embora ficcionada, podia muito bem ter acontecido. Percorrendo as suas ruas, visitando suas casas, observando seus altares, damo-nos conta daquilo que foram os amores e desamores, hábitos e perseguições de hebreus. São estes os ingredientes duma visita que pretende chamar a atenção para esta comunidade que tanto contribuiu para o desenvolvimento da cidade.
A encenadora Antónia Terrinha começou o seu percurso no Teatro O Bando, tendo passado por outras companhias como A Comuna e a Cornucópia. Esteve ligada a projectos de teatro infantil, como actriz e como encenadora. Dirigiu com Cândido Ferreira a Companhia do Teatro Chaby Pinheiro da Nazaré e fundou a companhia «Teatro em Curso». Participou também em filmes para cinema e televisão.
O segundo roteiro cultural de Verão na Guarda, «Passos à Volta da Memória (IV): Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas». Está previsto para o período de 14 de Julho a 22 de Setembro, das 16h30 às 20h00, todos os Sábados, num total de 11 sessões.
A partida será do Largo Dr. João de Almeida (junto à Igreja da Misericórdia), sendo a viagem em autocarro até ao lugar de Demoura. Dali ao Cabeço das Fráguas o percurso será a pé. Tem um limite de 25 participantes e caba bilhete custará 5 euros.
A Culturguarda recomenda o uso de roupa e calçado confortáveis, bem como de chapéu e protector solar. Os participantes devem levar água e uma merenda para partilhar no final.
A montanha sobe-se e os vales, antes caminhos, tornam-se horizontes aos olhos de todos. O Cabeço das Fráguas será transformado nesta migração de sensações. Da História à lenda. Do Teatro ao mito. Das palavras rigorosas às oníricas fantasias.
As personagens históricas e contemporâneas, divinas ou humanas, misturam-se nesta caminhada, serra acima, até à inscrição lusitana com caracteres latinos, a célebre «Laje da Moura». Aí, a 1015 metros, terá lugar o ritual de oferenda aos deuses que será partilhado por todos, actores e público, numa comunhão de memórias.
O texto e encenação são de João Neca, cabendo a interpretação a António Rebelo, David Ribeiro, João Neca, João Pereira, Luís Teixeira, Marco Cruz, Nuno Rebelo e Pedro Sousa (sendo cada elenco constituído por quatro actores, que se revezam).
O Cabeço das Fráguas é um sítio arqueológico da maior importância, referente a um antigo local de culto a divindades lusitanas, datado do séc. V a.C.. Localiza-se junto da Quinta de S. Domingos, na zona Este da freguesia de Benespera, no limite do concelho da Guarda com o do Sabugal. No topo encontra-se uma escavação arqueológica que prova a existência de algumas edificações lusitanas possivelmente destinadas ao culto. A consubstanciar essa mesma ideia está a existência de uma das únicas inscrições em língua lusitana escrita com caracteres latinos.
Nas imediações do cabeço foram encontradas 20 aras religiosas contemporâneas dos lusitanos, o que se reveste da maior importância já que, por comparação, em toda a província vizinha de Salamanca, Espanha, apenas existem 18 aras.
O encenador João Neca é licenciado em Estudos Artísticos, com especialização em Teatro, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e tem o Mestrado em Estudos Artísticos na mesma Universidade. No âmbito do curso fez assistência de encenação no espectáculo «Pedro e Inês», criação do Teatro O Bando, com direcção artística de João Brites e encenação de Anatoly Praudin. Porém, o seu envolvimento com o Teatro começou muito mais cedo. Aos 5 anos estreou-se num grupo de teatro amador, o já extinto Teatro à Vela. Mais recentemente dedicou-se à escrita, dramaturgia e encenação de vários espectáculos, entre 2008 e 2011, no grupo de teatro «Gambozinos e Peobardos».
plb (com Culturguarda)

No dia 9 de Junho (sábado), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro o espectáculo «Farfalle» (borboleta), pelo Teatro de Piazza o D’Occasione (Itália).

O espectáculo é uma extensão do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e é apresentado em duas sessões: 16h00 e 21h30. Teatro e multimédia para toda a família.
Tudo é contado com música e imagens por dois bailarinos. A cenografia é formada por um tapete branco com duas asas. As imagens são projectadas em diferentes planos: o plano horizontal do tapete e o vertical das duas asas oblíquas. Alguns objectos estilizados decoram o cenário. O público é convidado a participar, a entrar dentro do cenário, a movimentar-se entre as imagens que reagem aos seus gestos, aos seus movimentos. As imagens envolvem-no.
Com «Farfalle», a TPO continua a experiência sobre as potencialidades expressivas relacionadas com a utilização de novas linguagens digitais (computação gráfica/tecnologias interactivas) associadas à dança, à música e ao movimento.
«Farfalle» tem a direcção de Francesco Gandi e Davide Venturini e a interpretação de Anna Balducci e Erika Faccini.
Esta actividade é apresentada no âmbito da Rede 5 Sentidos.

Canções de protesto dos novos tempos
Pedro Esteves Trio é a proposta musical do TMG para a noite do próximo dia 8 de Junho no Café Concerto. O músico Pedro Esteves vem apresentar o disco de estreia «Mais um dia», acompanhado por Filipe Raposo nos teclados e por António Quintino no contrabaixo. Uma fusão de baladas com canções de protesto dos novos tempos. Um espectáculo com boa música e cheio de bom humor e ironia.
A propósito do seu primeiro trabalho, o Jornal de Letras escreveu sobre Pedro Esteves: «Ele tem a timidez de Chico Buarque, a delicadeza de Fausto, o gosto pelos arranjos de José Mário Branco, o prazer da escrita de Sérgio Godinho (…) “Mais um dia” é um hino à arte de fazer canções, como sempre, como dantes».
O espectáculo está marcado para as 22h00 e a entrada é livre.

Cinema no Pequeno Auditório
A 13 de Junho (quarta-feira), o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «O tio Boonme que se lembra das suas vidas anteriores», de Apichatpong Weerasethakul. A sessão está marcada para as 21h30 no pequeno auditório.
Na história, tio Boonme resolve passar os seus últimos dias de vida no campo, rodeado das pessoas que ama. Esta é a quinta longa-metragem do tailandês Apichatpong Weerasethakul, o filme complementa o projecto Primitiv, ligado à ideia de extinção e da recordação de vidas passadas.
Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010.

Histórias de Manuel António Pina
Na quarta, dia 13 de Junho, o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo o espectáculo «Histórias que me contaste tu no país das pessoas de pernas para o ar», criadas a partir de livros escritos pelo sabugalense Manuel António Pina.
O espectáculo é apresentado em duas sessões: às 10h e às 14h30 na Sala de Ensaios e tem por destinatárias as crianças dos jardins-de-infância.
Os dois livros «Histórias que me contaste tu» e «No país das pessoas de pernas para o ar» de Manuel António Pina inspiraram as criadoras Tânia Cardoso e Joana Manaças, que fizeram este espectáculo onde uma é bailarina e a outra contadora de histórias. Os contos têm finais improváveis e o mundo às avessas domina todas as narrativas. Trata-se de uma produção do Teatro Maria Matos, apresentado no TMG através da Rede 5 Sentidos.
plb (com TMG)

Aquela que é, seguramente, a obra mais célebre de William Shakespeare, «Romeu e Julieta», estará em cena na caixa de palco do Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) na próxima sexta-feira, dia 1 de Junho, às 21h30, na versão sempre original e electrizante da Companhia João Garcia Miguel.

Romeu e Julieta são duas vítimas, quase inexplicáveis de um grande amor. Para eles tudo se conjugou em contrariedade, como se não existisse lugar para o seu amor no mundo em que viviam. É uma estranha metáfora, esta, de não existir lugar para o amor no mundo, e de todas as forças se conjugarem para de forma consciente e, também inconsciente, para a sua limitação. Romeu e Julieta tiveram uma noite de amor tão extraordinária que lhes custou a vida.
«Fazer um Romeu e Julieta, no actual momento, foi um erro infantil, com o qual nos deliciámos e sofremos, uma vez mais. Fazer teatro nos dias que correm é um erro que atenta contra a vida daqueles que o fazem. Aliás, os fazedores de teatro são Romeus e Julietas, tal é a paixão que os move e os riscos que correm. Contudo o mundo precisa mais do que nunca de gente apaixonada por aquilo que faz, de pessoas apaixonadas pela vida e por aquilo que trazem diariamente ao mundo. É de um grande conjunto de desordens, de pequenas desordens criativas, espalhadas por todos os lados da vida, espalhados em todos os momentos do dia, que precisamos mais do que nunca; que outra coisa se pode esperar daqueles que se dedicam a criar e a recriar o mundo senão: erros infantis?», escreve a propósito desta versão de Shakespeare João Garcia Miguel, o encenador e director da companhia.
A peça, classificada para maiores de 12 anos, conta com a interpretação de David Pereira Bastos e Sara Ribeiro; a música e vídeo são de Rui Gato; os figurinos são de Steve Denton e o desenho de luz é de Luis Bombico.

Exposição de Mário Cesariny
No sábado, dia 2 de Junho, o TMG inaugura, pelas 18 horas, na Galeria de Arte, a exposição «Visto a esta luz», do artista plástico português Mário Cesariny, por muitos considerado o expoente máximo do surrealismo na pintura em Portugal. Esta exposição ficará patente até 29 de Julho e é apresentada no âmbito de uma parceria com a Fundação Cupertino de Miranda. A fundação assumiu nos últimos anos de vida do artista plástico uma relação de grande proximidade e amizade. Nesta exposição procura dar-se uma visão global da sua obra no contexto da Colecção da Fundação Cupertino de Miranda. A exposição é comissariada por António Gonçalves.
Mário Cesariny nasceu e viveu em Lisboa (1923- 2006). Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Estudou também música com Lopes Graça. Posteriormente frequentou o primeiro ano do curso de Arquitectura da ESBAL. Participou nos encontros do «Café Herminius» e aderiu ao Neo-realismo, do qual se vem a desligar em 1946. No ano de 1947 conhece André Breton e é nesse mesmo ano que participa na fundação do «Grupo Surrealista de Lisboa», do qual se afasta em 1948, vindo a formar um novo grupo «Os Surrealistas». Com este participa na Primeira Exposição dos Surrealistas.
«Ao longo da exposição encontram-se alguns dos seus objectos que adquirem uma particularidade e mesmo uma aura que os retira do sentido do objecto escultórico e do ready-made. Apresentam-se antes com encontros de sentidos muito apurados, enquanto relações poéticas. Resultam de uma abordagem de vivência com o quotidiano e salientam-se pela sua simplicidade. É uma prática constante a dos objectos que vão sendo encontrados, e que Mário Cesariny vai revelando, quer pela articulação que estabelece entre eles, quer pela importância que lhes dá no seu dia-a-dia, quando os remete para o seu espaço particular, em específico o seu quarto e ali os vai mistificando e desmitificando, como se lhes fosse encontrando uma consideração, uma poética», escreve António Gonçalves a propósito desta exposição.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Um encontro na Biblioteca Municipal e a representação de uma peça teatral, são as acções promovidas em Palmela em homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina.

A Câmara Municipal de Palmela promove, no dia 19 de maio, sábado, às 19 horas, um encontro com o poeta, cronista e jornalista Manuel António Pina, na Biblioteca Municipal de Palmela.
Autor de uma vasta obra literária, que inclui muitos títulos de literatura infantil, Manuel António Pina recebeu o Prémio Camões 2011. O escritor nasceu no ano de 1943, no Sabugal, tendo-se mais tarde radicado no Porto, onde foi jornalista do Jornal de Notícias. Hoje, na situação de aposentado, mantém a colaboração com diversos órgãos de comunicação social.
É autor de vários títulos, entre os quais, Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde Pousar a Cabeça, Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, O Escuro, História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez, O Anacronista, O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket ou Histórias que me Contaste Tu
Ainda em Palmela, o Teatro o Bando apresenta o espectáculo «Ainda não é o fim», com encenação de João Brites, a partir de 18 de Maio, peça criada pelo Teatro o Bando a partir do texto de Manuel António Pina. Estarão em palco Ana Lúcia Palminha, Bruno Huca, Clara Bento, Guilherme Noronha, Paula Só, Raúl Atalaia e Sara de Castro. Participa a Big Band Loureiros.
O público poderá assistir de18 a26 de Maio no Largo D´El Rei D. Afonso Henriques, no Centro Histórico de Palmela, às sextas-feiras e sábados às 21:30.
Posteriormente, o Teatro o Bando levará o espectáculo para Lisboa, mais propriamente para a Fábrica Braço de Prata, de 31 de Maio a 10 de Junho, de quinta-feira a domingo, sempre às 21h30.
plb

Em Maio, entre os dias 4 e 26, o Teatro Municipal da Guarda volta a apresentar o OVNI – Festival Internacional de Objectos Vivos. Trata-se da quarta edição deste festival que apresenta companhias de vários países com espectáculos de teatro visual, marionetas, teatro de objectos, teatro de sombras e de novo circo.

O Festival começa no dia 4 com «A cerejeira da lua», de António Torrado, pela companhia Lua Cheia Teatro para Todos. Trata-se de um espectáculo de teatro de marionetas com luz negra que nos confronta com a sabedoria oriental em torno da dimensão humana e da importância do sonho. O espectáculo é para maiores de 4 anos e está marcado para as 21h30 no Pequeno Auditório.
Segue-se «Smart as a Donkey», da companhia holandesa TAMTAM Theatre, no dia 5 (sábado), numa extensão do FIMFA LX12 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. A companhia utiliza objectos rotineiros, do quotidiano e acrescenta-lhes música e vídeo para contar a história de um burro que afinal não o era. Este espectáculo está classificado para maiores de 6 anos e subirá ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
Na sexta, dia 11, apresenta-se no OVNI a companhia Telón de Azúcar, de Espanha, que leva ao palco do Pequeno Auditório «Crónicas de lo Diminuto», um espectáculo que explora as técnicas do teatro de sombras e de luz negra e que conta a história de uma menina curiosa que certo dia conhece um investigador que lhe fala sobre uma das suas descobertas: os mundos diminutos. Um espectáculo, único em Portugal, para maiores de 4 anos que está marcado para as 21h30.
No dia seguinte, dia 12 (sábado), há novo circo no OVNI com «Debout de Bois», da companhia francesa «La Main d’Oeuvres». Um espectáculo maravilhoso, para maiores de 6 anos, que tem como objecto central um tronco, que serve de parceiro, de instrumento musical e de aparelho de circo. Acrobacias e movimento num universo sonoro e cenográfico feito de pedaços de madeira e de máquinas. Este é um espectáculo apresentado no âmbito da Rede 5 Sentidos. Sobe ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
O OVNI prossegue no dia 16 (quarta) com «A Nova Bailarina», de Aldara Bizarro/Jangada de Pedra. Um espectáculo apresentado pelo TMG, através do seu Serviço Educativo, com movimento, humor e sobre valores e ética. «A Nova Bailarina» tem como destinatárias as crianças dos jardins-de-infância e escolas de 1º Ciclo e é apresentada na Sala de Ensaios do TMG em duas sessões, às 10h00 e às 14h30. Este espectáculo apresenta-se no âmbito da Rede 5 Sentidos.
O Festival Internacional de Objectos Vivos termina no dia 26 com o espectáculo «Catabrisa», de Joana Providência, Gémeo Luís & Eugénio Roda. Um espectáculo de teatro de sombras, para maiores de 6 anos, que conta a história de um menino e da sua paixão pela aventura e que o TMG apresenta em duas sessões, às 11h00 e às 15h00, na Sala de Ensaios do TMG, integrado na iniciativa Famílias ao Teatro.
O preço dos bilhetes para o festival andam entre os 3 e os 6 euros e estão disponíveis no TMG e na sua bilheteira online.

A «Telefonia de Abril», de Suzana Branco
Na próxima quarta-feira, dia 2 de Maio, o TMG apresenta, através do seu Serviço Educativo, a oficina / acontecimento teatral «Telefonia de Abril», orientada por Suzana Branco. Esta actividade, que decorrerá na Sala de Ensaios, será apresentada em 2 sessões – às 10h00 e às 14h30 – e tem como destinatários os alunos das Escolas de 1º, 2º e 3º Ciclos e ainda o público sénior.
Em «Telefonia de Abril» uma contadora de histórias desvenda-nos as memórias, sons, cartas, poemas e depoimentos sobre a revolução dos cravos: 25 de Abril.

Exposição na Galeria de Arte
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Vivência a cores d’um andarilho», do pintor Moçambicano Roberto Chichorro. Roberto Chichorro nasceu em 1941 em Lourenço Marques. Trabalhou como desenhador de publicidade e arquitectura, e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi) e do Governo Português, vivendo em Portugal desde essa data e dedicando-se exclusivamente à pintura.
A exposição ficará patente na Galeria de Arte do TMG até 20 de Maio e poderá ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Terreiro das Bruxas foi o nome escolhido para a Oficina Municipal de Teatro para crianças em Coimbra.

A curiosidade veio no Diário de Notícias de 20 de Abril, no caderno Cartaz, cujo texto transcrevemos:
«O Terreiro das Bruxas existe mesmo, é uma aldeia no Sabugal. A Oficina Municipal do Teatro roubou o nome para brincar com as crianças com este lugar onde as bruxas e feiticeiras se juntam para fazer feitiços.
Mais uma etapa do ciclo “Repicar Giacometti”, agora numa oficina para crianças, dos 6 aos 9 anos, onde brincam às bruxas que misturam ervas, dizem rezas e cantam ladainhas, que sabem segredos e curas, que conhecem todas as plantas e que podemos encontrar nas encruzilhadas.
Durante 90 minutos brincam com os frascos e o saquinhos que se entornam para o panelão a partir de recolhas feitas um pouco por todo o país.»
plb

Na noite de Sexta-feira Santa, pelas 21h30, mais de 70 personagens bíblicas vão dar corpo à narração da Paixão do Senhor ao vivo, pelas ruas da povoação de Ruivós, no concelho do Sabugal.

Haverá discípulos, soldados romanos, sumo-sacerdotes, chefes judaicos, escribas, doutores da lei, governadores, criminosos, agricultores, criadas, jovens, adultos e idosos. Haverá Cenáculo, oliveiras, fogueiras, galo, Pretório e Calvário. Haverá amor e traição, testemunho e abandono, acusação e negação, insultos e lágrimas, injúrias e ajudas, morte e perdão.
Será, certamente, uma forma diferente de viver a Paixão de Jesus.
O trabalho foi cuidadosamente elaborado. Uma dezena de costureiras fabricou roupas à época, os textos foram decorados e ensaiados, os espaços preparados, para que os espectadores possam recuar 2000 anos, e viver os momentos mais importantes da paixão de Jesus.
Esta actividade religiosa, que é mais que uma simples peça de teatro, conta com a participação especial de João Reis, actor e encenador do grupo de teatro da Quarta-feira – «Guardiões da Lua» – que encarnará a pele de Jesus.
O primeiro acto da paixão começará no largo junto do cemitério de Ruivós. Passará pelas principais ruas e praças da aldeia, terminando no Lagedo – Gólgota – lugar da crucifixão e morte de Jesus.
A entrada é livre.
Pe Hélder Lopes

O Duo Con Anima, da harpista Carmen Cardeal e do flautista Nuno Ivo Cruz, apresenta um Concerto de Páscoa no próximo dia 5 de Abril, véspera de sexta-feira santa, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), às 21h30.

O Duo convida o público a partilhar um percurso por algumas das mais belas músicas para flauta e harpa, no espírito de uma meditação apropriada à data. No concerto, marcado para as 21h30, serão apresentadas obras de compositores como Bach, Fauré, Debussy, Ravel, Bizet, Wagner e Puccini, entre outros.
Carmen Cardeal colaborou com a Orquestra Gulbenkian entre 1988 e 1999, ano em que ingressou na Orquestra Sinfónica Portuguesa. A harpista apresenta-se regularmente em recitais de música de câmara com grupos de diferentes formações. Como solista executou concertos com a Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra Clássica do Porto, Orquestra Sousa Carvalho, Orquestra Metropolitana de Lisboa External Link, e com a Sinfonieta de Lisboa. Actualmente é harpista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Nuno Ivo da Cruz estudou Música no Conservatório Koninklijk, Den Haag e na Universidade Nova de Lisboa (Ciências Musicais). Integrou a Nova Filarmonia Portuguesa e a Orquestra do Porto da Régie Sinfonia. Pertence a uma família de músicos profissionais (terceira geração). É membro do Quinteto de Sopros Flamen desde 1988. É flautista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.

«O Mundo é uma Ervilha», no Café Concerto
A partir da próxima terça-feira, dia 3 de Abril, o Café Concerto recebe a exposição de fotografia «O Mundo é uma Ervilha», de Catarina Tormenta. Nesta exposição, a autora reúne várias fotografias de rostos de pessoas de distintas etnias e nacionalidades que fotografou durante as suas viagens.
A exposição ficará patente até 22 de Abril, tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto.

«Fora de Jogo», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 4 de Abril, o Cineclube da Guarda apresenta com o apoio do Teatro Municipal da Guarda o filme «Fora de Jogo» de Jafar Panahi. A sessão de cinema decorre no Pequeno Auditório, às 21h30. No Irão há milhares de mulheres adeptas de futebol. Porém, estão proibidas de entrar em estádios. As mais ousadas disfarçam-se e tentam enganar a polícia. Última longa de Panahi, antes da proibição de filmar, inspirada num episódio com a filha do próprio realizador. O filme premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2006.

Segunda sessão SoniCC, no Café Concerto
No Sábado, dia 7 de Abril, actuam no Café Concerto do TMG às 22h00 duas bandas seleccionadas no âmbito do SoniCC: Double Latte (Guarda) e Meow Dogs (Trancoso). Trata-se da Segunda sessão desta actividade.
Recordamos que o SoniCC é uma iniciativa do TMG que visa apoiar e revelar projectos e bandas emergentes na área da música. Trata-se de uma oportunidade de apresentar o trabalho criativo de jovens, num contexto de um equipamento de referência como é o do TMG. A iniciativa prolongar-se-á em Maio, com mais uma sessão e com a revelação de mais duas bandas.
«Double Latte» é uma banda formada por cinco jovens residentes na cidade da Guarda, em 2010. O grupo assume-se como praticante de um estilo rock alternativo, mas diz tocar «um pouco de tudo». Já actuaram em festivais, festas e bares. Dizem-se influenciados por músicos e grupos como John Mayer, Pink Floyd, Dave Matthews, Sum 41, Xutos e Pontapés, Jet, Red Hot Chili Peppers, The Strokes, Arctic Monkeys, entre outros.
Os Meow Dogs formaram-se em Setembro de 2010 em Trancoso. O grupo é composto por quatro amigos determinados em entrar no mundo da música. Tocam algumas versões e também originais. O seu sonho é «tocar nos corações das pessoas, fazê-las vibrar e bater o pé» ao ritmo da sua música. O grupo sofre influências de bandas como Artic Monkeys, The Strokes, Coldplay, Nirvana, Seasick Steve, The Doors, entre outros.
A sessão SoniCC tem entrada livre.

«Le Havre», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 11 de Abril, é o TMG que apresenta «Le Havre» de Aki Kaurismaki. Na história, Marcel Marx, um antigo escritor e boémio, retirou-se para um exílio voluntário em Le Havre, onde se sente mais próximo das pessoas, trabalhando como engraxador de sapatos. Mas tudo muda quando o destino coloca no seu destino um jovem refugiado africano. Com André Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin. o filme passa no Pequeno Auditório às 21h30.

Dinis Machado, no Pequeno Auditório
«Dinis Machado por Dinis Machado» é o espectáculo de teatro que o TMG propõe para o dia 13 de Abril (sexta-feira) no Pequeno Auditório, às 21h30.
O actor Dinis Machado criou este espectáculo partindo da vida e obra do homónimo Dinis Machado (1939-2008) escritor e jornalista português, vulto da cultura portuguesa e autor de obras como «O que diz Molero».
«Parto para este trabalho com a obra do meu homónimo. Parto desta coincidência na procura da sua significação. Agora falecido, Dinis Machado é um símbolo inequívoco da literatura Portuguesa. Com um estilo fechado e reconhecível, um realismo delirante e inteligentemente irónico. Também a paralela elegância do policial Inglês e um ensaísmo marcadamente pessoal e subjectivo.
Por contraponto, eu sou um artista jovem, a realizar os meus primeiros trabalhos, perante a hipótese de vingar ou falhar, ficando eternamente esquecido no anal dos fenómenos de relativa visibilidade passageira. Este projecto é assim a intercepção destes dois homónimos. Uma dupla biografia: a dele – com os seus textos, o seu imaginário e a estrutura intelectual que tudo isto faz existir – e a minha – que servirá de decanter a este outro corpo desmaterializado em texto: ao lê-lo e reestruturá-lo, com aquilo que em «ler» é ler-nos a nós também. Procuro o limite da compilação dramatúrgica, para além da fidelidade ou do imediato ataque iconoclasta. Uma apropriação que procura potenciar a figura e o momento presente, o intérprete talvez. Uma reconciliação lenta com o que já foi dito, com aquilo que já vimos e que se impõe na nossa memória individual ou colectiva como uma referência. A aceitação apaziguadora de que fazemos de um discurso contínuo que remete para um início remoto situado a alguns milhares de anos de nós», explica o jovem actor a propósito deste seu trabalho, que teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
plb (com TMG)

Procurarei com este texto, no Dia Mundial do Teatro, que acontece hoje, 27 de Março, prestar uma homenagem a todos aqueles que com o seu trabalho dinâmico, sabedoria, empenho e talento na arte de representar, que proporcionam tantos momentos culturais e emocionais a um público que os admira e respeita.

Viver é representar. Todos os homens escolhem as melhores máscaras e saltam para ao palco do teatro com engenhosas representações.
Shakespeare dizia que o mundo era um palco e Fernando Pessoa definia-se como uma cena viva representando diversos actores em diversas peças. Assim se explica a fome de teatro de todos os homens. A Vida é um Teatro. Experimentem, por exemplo, tirar todas as máscaras nos sectores políticos, religiosos, sociais e culturais, e, que outra consequência senão encontrar a morte? Com efeito, é o Teatro que torna as pessoas mais livres e permite a vida, ora autorizando verdades que, sem máscara, poucos ousariam dizer, ora dissimulando os nossos reais defeitos e possibilitando a sã convivência.
O teatro vem dos clássicos gregos, atravessa séculos de culturas e civilizações, passa pelo misticismo, pela farsa social, pelos testemunhos heróicos, religiosos e tantos outros. A sua importância é milenar. Nas tragédias gregas, por exemplo, as autoridades pagavam ao próprio público para as ir ver.
Quando Molière bateu três vezes com a sua bengala nas «tábuas da aristocracia francesa» do Século XVII, não imaginaria, por certo, que esses sons ecoariam numa aldeia portuguesa recôndita, situada no Planalto do Ribacôa, na alma do POVO anónimo Bismulense, a que com orgulho pertenço, e que escolheu para acontecer Teatro representado em diversos locais públicos: o Largo de Santa Bárbara, da Relva, da Praça, e quando o tempo ameaçava chuva no Salão, ao cimo da Rua do Forno.
Através de um conhecimento baseado na transmissão oral, nos princípios do Século XX já a Bismula fantasiava um jogo cénico com componentes militares e religiosas, envolvente ao Mártir São Sebastião, que já abordei num texto sobre a Irmandade com o mesmo nome, centenária e com irmãos espalhados por todas as freguesias do Concelho do Sabugal.
Com a nomeação do Padre Ezequiel Augusto Marcos para Pároco da Bismula e ali residente, as peças de Teatro levadas à cena atingiram o seu apogeu, contando com o apoio de dois colaboradores e encenadores: José Joaquim Fernandes e o seu parente José Maria Fernandes Monteiro, seguidos por um elenco de actores populares, que hoje envergonhariam muitas vedetas de pacotilha, que aparecem todos os dias nos ecrãs da televisão. Actores de grande talento como Joaquim Firmino, António e Joaquim Videira, Iberte Alves Ramos, José Augusto Vaz, Paulo Cardoso, José Maria Fernandes, Manuel José Fernandes, as Irmãs Faustina, Trindade e Inês Alves Mendes, Maria Bernardete Fernandes Lavajo, António Joaquim Lopes, Antero Leal, Francisco dos Santos Vaz, e tantos outros.
Esta plêiade de homens e mulheres levaram à cena, na Bismula e nalgumas freguesias limítrofes, peças de Teatro com a temática religiosa, histórica e alguma mitologia popular; no final havia sempre uma rábula cómica, que fazia rir o grande público. Para dar um ar festivo ao Teatro, muitas vezes este era abrilhantado por uma Banda de Música, que vinha da Freguesia da Malhada Sorda ou da Parada.
Lembro-me da apresentação das peças de S. Sebastião, «A Bandeira Roubada», «Santo Tarcísio», «Os Dois Jovens Cativos», «A Paixão de Jesus Cristo», «Restauração de Portugal», «O Amor Descoberto», «O Fim do Mundo»; nas peças mais cómicas apareceram «O Barbeiro de Sevilha», «Salsa e Parrilha» e outras que não tenho na memória.
Estas peças eram apresentadas com tanto realismo que numa peça, levada à cena no Largo da Relva, com o palco assente nas pedras do mercado (já desapareceu este património), um dos actores ficou com uma costela partida. Também não posso deixar de dar o meu testemunho pessoal. Na peça «A Bandeira Roubada», o meu pai é condenado à morte e com os meus seis anos comecei a chorar compulsivamente no meio dos espectadores, e só parei quando me agarrei ao pescoço do meu saudoso Pai – José Maria Fernandes Monteiro – e confirmei que estava vivo e não tinha sido morto.
Vivi esta e outras emoções que me acompanham até à morte. Devo-as ao Povo Actor, aos Homens e Mulheres Bismulenses.
HONRA, GLÓRIA E LOUVOR AOS ACTORES ANÓNIMOS BISMULENSES, CUJOS NOMES AINDA ESTÃO VIVOS NA MEMÓRIA DE TODOS AQUELES, QUE ASSISTIRAM A MARAVILHOSAS PEÇAS DE TEATRO.
A TODOS OS HOMENS DO TEATRO.
António Alves FernandesAldeia de Joanes

No Casteleiro, desde meados dos anos 50 e durante todos os anos 60 e 70, um complexo industrial desactivado, a que chamávamos «Os Italianos», serviu de centro de cultura popular. Nem sabíamos disso. Mas era lá que havia teatro, comediantes, circo, bailes, cinema.

Era um edifício esbranquiçado, com ar de fábrica abandonada, mas em muito bom estado de conservação.
Vale a pena descrevê-lo, antes de mais porque muita gente se lembra, mas também porque a maioria dos que me lêem nunca o viram: ou nunca foram ao Casteleiro ou tendo ido ou sendo de lá não têm idade para se lembrar.
Para quem já foi ou sabe onde fica a Casa da Esquila, o novo restaurante de marca, saiba que os Italianos eram aí mesmo, mas em frente, do outro lado da estrada, logo junto da curva.

O edifício
Era uma grande construção, bem sólida, mas já não era de pedra como era tradição no Casteleiro. Por exemplo: a igreja, construída também nos anos 40, é toda de pedra.
«Os Italianos» tinham sido construídos com tijolo burro (julgo que era isso) e o bloco fora todo rebocado com uma massa de cimento lisinha, pintada de quase branco e era enorme. Ou parecia enorme aos nossos olhos de miúdos.
O edifício foi demolido lá pelos anos 80, julgo, para dar lugar a habitações e comércio.
Da estrada ao edifício, um grande largo de uns 30 metros de profundidade e que corria ao longo de todo o edifício.
Antes da entrada, um telheiro alto, gigantesco.
A porta de entrada era larguíssima. Mas tinha três degraus – o que significa que não era para entrada de viaturas. Lá dentro, logo à entrada, um hall enorme com dois grandes blocos rectangulares altos e com o tijolo à vista. Tinham sido construídos para serem os fornos. Depois, para a direita de quem entrava o grande salão.
E, ao longo dessa sala grande, várias dependências, tudo em grande e com pé direito impressionantemente alto. Isso era uma imagem de marca da construção: o telhado ficava lá muito em cima… bem diferente das nossas casas: tipo dois ou três andares lá em cima. Era assim que eu via o edifício. Se calhar era só o meu olhar de criança a ampliar a coisa…

Os bailes
Do que mais nos lembramos é dos bailes. Enormes bailes de domingo. Toda a gente rodopiava naquele grande salão. De mim e dos meus amigos, só me lembro de andarmos a jogar à apanhada ou coisa assim por entre as pernas dos dançantes…

O cinema
O cinema que se via nesse tempo na aldeia ou era projectado numa parede da casa senhorial do Largo de São Francisco ou nos Italianos. Era cinema mudo ou lá perto, a preto e branco, naturalmente, e com histórias de amor em profundidade e muitas lágrimas.

O Delfim
Outro frequente utilizador era o comediante Delfim e a sua «troupe»: Delfim Pedro Paixão – bem me lembro do nome dele e da sua companheira e restante equipa de «actores» de rua. Muito nos ríamos com as suas brincadeiras ingénuas. Quando a mulher era viva, havia trapézio e tudo (acho que morreu de uma queda).

Volfrâmio
Já escrevi em tempos na Capeia que havia (há) volfrâmio no Casteleiro e que houve muita exploração de minérios na minha terra. Pois bem: «Os Italianos» são fruto dessa euforia. Dois italianos, irmãos, vieram para cá, instalaram-se e iam começar o seu negócio. Investiram, portanto. Ali seria uma fábrica separadora de minérios. Mas não chegaram a tirar rendimento: logo, logo, a Itália é derrotada e o negócio italiano e alemão dos minérios em causa acabou. O edifício lá ficou, entregue ao meu avô, que acabaria por aceder à propriedade 30 anos depois por usucapião: os dois italianos nunca mais deram sinais de vida. Tanto quanto se sabia na época, teriam fugido para a Argentina. Mas até hoje, nem um telefonema…
O Casteleiro ficou assim com um equipamento inesperado, que bem utilizado foi durante duas décadas. Foi o primeiro centro de cultura – mas sempre houve teatro no verdadeiro Centro (na imagem) e num recinto junto do Largo de São Francisco.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

No dia 16 de Março (sexta-feira), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta a leitura encenada do texto teatral inédito de Maria Antonieta Garcia «Pela mão de Carolina Beatriz Ângelo».

Trata-se de uma história que tem como protagonista a primeira mulher que votou em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo.
As leituras estarão a cargo de Américo Rodrigues (que também encena esta leitura), Élia Fernandes, Fátima Freitas e Helena Neves. A sessão é às 21h30 no Pequeno Auditório. A entrada é livre.
Maria Antonieta Garcia é professora da Universidade da Beira Interior (aposentada). Publicou, entre outros, os livros: «Carolina Beatriz Ângelo: Guarda(dora) da liberdade: 1878-1911», «Judaísmo no Feminino» e «Denúncias em nome da fé, caderno de culpas do bispado da Guarda, do seu distrito e das visitações». É licenciada em Filologia Românica (Universidade Clássica de Lisboa), mestre em Literatura e Cultura Portuguesas (Universidade Nova de Lisboa) e doutorada em Sociologia (Universidade Nova de Lisboa). Maria Antonieta Garcia especializou-se em estudos judaicos.

Cinema no Pequeno Auditório
O TMG apresenta este sábado, dia 17, às 16 horas, no Pequeno Auditório, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro, o filme de Walt Disney «Fantasia».
Trata-se de uma das maiores e mais fascinantes obras-primas de animação de Walt Disney. Realizado em 1940 e vencedor de dois Óscares, este filme mantém, ainda hoje, toda a magia visual e musical que encanta miúdos e graúdos. Com a música de Stravinsky, Tchaikovsky, Beethoven e Bach e as aventuras da mais popular personagem da Disney, o rato Mickey, «Fantasia» é um filme deslumbrante, capaz de apaixonar o público de todas as idades.
Na próxima quinta-feira, dia 15 de Março o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «Inquietos» de Gus Van Sant. O filme é para maiores de 12 anos e passa às 21h30 no Pequeno Auditório.
Enoch Brae (Henry Hopper) é um rapaz deprimido que, desde a morte trágica dos pais, vive com a tia. Desde que os pais partiram, numa tentativa de lidar com o seu próprio sofrimento, passou a conversar com o fantasma de Hiroshi, um kamikaze japonês falecido na II Guerra, e ganhou o estranho hábito de ir a funerais de desconhecidos.
plb (com TMG)

«Dia 20 de Fevereiro renovamos a esperança e queimamos o galo!», refere a nota enviada à imprensa pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) acerca da realização de uma nova edição do Julgamento do Galo do Entrudo, na cidade da Guarda.

Noite de folia na Guarda! Na noite de 20 de Fevereiro, a partir das 21h30, as ruas da Guarda vão dar lugar à folia carnavalesca da quinta edição do espectáculo «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo».
Tal como em edições anteriores, esperam-se milhares de pessoas para seguir o cortejo do galo entre o Jardim José de Lemos e a Praça Velha da cidade. Trata-se de um espectáculo comunitário e de expiação, baseado em tradições populares da região como a «Queima do Entrudo» e o «Julgamento, Morte e Testamento do Galo», um Carnaval cem por cento português, onde desfilam centenas de participantes oriundos das colectividades do concelho e também actores, músicos e animadores profissionais como a companhia de animação de rua Kull D’Sac (Valladolid, Espanha) e os seus números e malabarismos com fogo ou a música animada do Grupo de Zés P’reiras, Gigantones e Cabeçudos (Braga), da Banda Sociedade Musical Estrela da beira (Seia), dos Grupos de Bombos de Lavacolhos (Fundão) e de São Vicente da Beira (Castelo Branco).
Ao desfile não faltará também o culpado por todos os males e injustiças acontecidas no ano que passou, ou seja, o galo, que na Praça Velha será punido! Ele acabará por arder na fogueira, libertando o povo de todos os males que aconteceram no ano anterior. Mas antes, porém, ele terá um julgamento “justo” e terá direito a pedir um último desejo!
Estão convocados para esta audiência especial, cujos textos têm a autoria de Daniel Rocha, a juíza (interpretada por Filipa Teixeira), o advogado de acusação, Zé Povinho, (interpretado pelo actor Valdemar Santos), o advogado de defesa, Duarte Lima-te (interpretado por João Pereira), o presidente do júri e testemunha de defesa, Ismaltino Orais (interpretado por Albino Bárbara), o justiceiro, D. Pedro (interpretado pelo actor José Neves) e haverá ainda a participação especial do clown Det Schafft. O galo terá ainda a voz de Rui Nuno.
Mas como de resto é sabido, o galo será condenado e «assado» na fogueira. E no final da noite, à semelhança do sucedido nas últimas edições, o público será convidado para uma deliciosa e quentinha Canja de … galo!
O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo tem coordenação geral de Américo Rodrigues, o Galo é uma criação de Bruno Miguel, João Pires e Raquel Cardoso e a música original é do projecto guardense Micro Animal Voice.
Como já referimos anteriormente, a edição de 2012 do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo volta a contar com a adesão das colectividades do concelho da Guarda. Participam nesta 5ª edição: Alunos do Curso de Artes da Escola Secundária da Sé; Aquilo Teatro; Associação Cultural Copituna d’Oppidana; Associação Cultural e Recreativa da Sequeira; Associação de Jogos Tradicionais da Guarda; Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Rapoula; Centro Cultural da Guarda; Clube de Montanhismo da Guarda; Gambozinos e Peobardos – Grupo de Teatro da Vela; Grupo de Cantares da Arrifana – Associação Cultural; Grupo de Cantares S. Miguel da Guarda «A Mensagem»; Grupo de Concertinas Estrelas da Serra; Rancho Folclórico de Videmonte; Raiz de Trinta – Associação Juvenil e Oficena (TMG).
O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo é uma produção da Culturguarda EM para a Câmara Municipal da Guarda.A iniciativa está inserida na Candidatura (CMG) Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação (QREN) [Cidades parceiras: Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco].
plb (com TMG)

Em Fevereiro, o Projéc~ (estrutura de produção teatral do Teatro Municipal da Guarda) e a encenadora e actriz Antónia Terrinha apresentam na caixa de palco do Pequeno Auditório o espectáculo «A dama pé de cabra». A peça ficará em cena entre 8 e 10 de Fevereiro com sessões às 21h30 e terá também apresentações para escolas nos dias 8 e 9 (às 14h30).

Trata-se de uma história do património cultural português, um dos mais maravilhosos contos da tradição oral portuguesa, aqui encenada e interpretada por Antónia Terrinha. A peça está baseada no conto homónimo escrito por Alexandre Herculano e publicado no livro «Lendas e Narrativas».
Mantendo a mesma linguagem, do texto original de Herculano, o público viaja no imaginário e língua de tempos idos, revivendo as nossas memórias colectivas enquanto povo e habitante desta Península; são as nossas mais ancestrais raízes que voltam à tona.
É uma belíssima história do nosso património cultural, onde a tradição e a lenda se misturam numa simbiose perfeita entre o onírico e o maravilhoso», refere no texto de apresentação a encenadora.
Antónia Terrinha começou o seu percurso no Teatro O Bando, tendo passado por outras companhias como A Comuna e a Cornucópia. Esteve ligada a projectos de teatro infantil, como actriz e como encenadora. Dirigiu com Cândido Ferreira a Companhia do Teatro Chaby Pinheiro da Nazaré e fundou a companhia «Teatro em Curso». Participou também em filmes para cinema e televisão. Actualmente é uma das figuras da série «Pai à força».
Esta é a 14ª produção do Projéc~ que até à data apresentou também «E outros diálogos» de João Camilo; «A Cozinha Canibal», de Roland Topor, «Na Colónia Penal», ópera de Philip Glass segundo conto de Kafka; «O Barão», de Luís de Sttau Monteiro; «Eu queria encontrar aqui ainda a terra», de António Godinho e Manuel A. Domingos; «Os Sobreviventes», de Manuel Poppe, «Querido Monstro», de Javier Tomeo, «São Francisco de Assis» e «Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh», de Vicente Sanches, «Simplesmente Complicado», de Thomas Bernhard, a peça radiofónica «Senhor Henri», de Gonçalo M. Tavares, «The Dumb Waiter», de Harold Pinter, «A Acácia Vermelha», de Manuel Poppe e «D’ abalada» de Jorge Palinhos.

Música no Pequeno Auditório
Os Paus são provavelmente uma das bandas portuguesas mais elogiadas pela crítica no ano que passou. O grupo actuará no Pequeno Auditório do TMG no sábado, dia 4 de Fevereiro, às 21h30. Apresentam o seu segundo disco, o primeiro de longa-duração, e definem-se como «Uma bateria siamesa, um baixo maior que a tua mãe e teclados que te fazem sentir coisas».
Depois da edição deste álbum de estreia, em Outubro de 2011, ter chegado ao 3º lugar do top de vendas, a banda foi recentemente confirmada para o Palco de Radiohead no Festival Optimus Alive.
Todos os músicos desta formação vêm de outros projectos de música moderna portuguesa de inspiração Indie como Linda Martini, Vicious Five ou If Lucy Fell.
Os Paus são Makoto Yagyu (baixo, teclados e voz), Joaquim Albergaria (meia bateria siamesa e voz), João Pereira (teclados e voz) e Hélio Morais (meia bateria siamesa e voz).

Música no Café Concerto
O Filho da Mãe a.k.a. Rui Carvalho (ex If Lucy Fell) actua na sexta-feira, dia 3 de Fevereiro, no Café Concerto do TMG.
«Conheci-o noutras aventuras sónicas com os fabulosos If Lucy Fell, já o tinha topado, mas desta vez brinda-nos com um grande disco de guitarra clássica: “Palácio” – Um disco inquietante, de uma técnica e velocidade desconcertantes, frases lindíssimas desconstruídas como luz refractária em espelhos se tratasse. Genial e original de um grande poder de abstracção e obsessão de linhas de guitarra em movimento continuo em contextos e ambientes diferentes, ouve-se a rua, as gentes que passam, ouve-se Lisboa, o mar, o silêncio e todo um imaginário que por vezes nos deixa sem fôlego!». As palavras são de Tó Trips um dos Dead Combo que considera a estreia musical de Filho da mãe «uma nova pérola da musica Portuguesa».
O concerto tem entrada livre e início marcado para as 22h00.

Cinema no Pequeno Auditório
O Cineclube da Guarda apresenta na próxima Quinta-feira, dia 2 de Fevereiro, com o apoio do TMG, o filme «Histórias de Shangai – Quem me dera saber».
Trata-se de um documentário do realizador chinês Jia Zhang-ke, o mesmo que realizou «Plataforma», «O Mundo», «Still Life – Natureza Morta« e «24 City«. Com este filme, Jia Zhang-ke volta a debruçar-se sobre o passado recente do seu país e na influência do comunismo nos dias de hoje.
A sessão está marcada para as 21h30.
plb (com TMG)

«Mestre de Marca» é a segunda peça da Trilogia Castelos da Raia. O guião vai ser publicado em duas parte.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaMESTRE DA MARCA
(quatro actos)

Personagens: ROIZ (físico do rei), BARNABÉ (escudeiro), ROBERT (mestre pedreiro), JOSUÉ (aprendiz), JUAN (mestre pedreiro), GILBERT (mestre templário), ISABEL (bastarda do rei), Maria (criada), Raquel (alcoviteira), ESCRIVÃO, GUARDA, OPERÁRIO1, OPERÁRIO2 e CORO.

Vilar Maior; Largo e Castelo; estaleiro montado, andaimes e roldanas na torre. A meio um cruzeiro. À direita uma casa com este letreiro: «Mestre Robert, pedreiro da marca» À esquerda outra casa, com pequeno degrau à entrada, com este letreiro: «Mestre Roiz, físico licenciado em Paris». 1210.

ACTO I
Largo público. Ao fundo, torre de menagem e castelo. Josué, Isabel e povo, etc.

CENA I
Josué

JOSUÉ (sobe o largo, passeia de um lado para o outro, em solilóquio)

Coplas
I
Sou um aprendiz desgraçado,
Sem dinheiro para jantar;
hoje comi gato guisado,
para a fome enganar.
Apesar de bom pedreiro,
vivo com mestre Roberto
que me corta no dinheiro
E me deixa em grande aperto.

Como eu ninguém há
por cá.
Olá!
Como eu ninguém é!
Olé!
Como eu ninguém vi!
Oli!
Ninguém como eu sou!
Olô!

CORO – E ninguém, parvo como tu!

II
Que me importa pedra partir
Do meio-dia à meia-noite;
Viver nesta canseira
e andar como Job a pedir
sem nada (e revira os bolsos) na algibeira?
CORO – Sem nada na algibeira!

CENA II
Josué e Isabel (a meio do Largo)
JOSUÉ E ISABEL (A meio do Largo)
ISABEL (subindo o largo e vendo Josué a resmungar) – Bonito! A difamar o patrão!
CORO – Bonito! A difamar o patrão…
JOSÉ (compõe os bolsos) – A benção, bela infanta?
ISABEL- Adeus. (senta-se no cruzeiro) Já viste passar mestre Roíz, Josué?
JOSÉ – Já sim, senhora.
ISABEL – E há muito?
JOSUÉ – Há coisa de meia hora entrou, senhora! Tenho um recado! (Mostra-lhe um pano com brasão e cantarola) Trá lá rá lá lá…
ISABEL (ergue-se em bicos de pés)- Dá cá!
JOSUÉ (Arremeda-a) – Trá lá rá lá lá… (Esquiva-se ao alcance das mãos da moça, negando-lhe o pano)
ISABEL – Deixa-te de fitas, dá cá! (apanha o pano)
JOSUÉ – Encontro debaixo da ponte; qual a resposta?
ISABEL (cheirando o pano e guardando-o) Nem sim; nem não… (entra na casa de mestre Roíz)
JOSUÉ – (seguindo-a) Ai se mestre Roíz sabe que anda moiro na costa… (e entra na casa de mestre Robert)
CORO – Ai que anda moiro na costa!…

CENA III
ISABEL E BARNABÉ (homem de meia idade, vestido de escudeiro, barrigudo e barbudo sobe o largo dirigindo-se a casa de mestre Roíz)
ISABEL (Vem a sair com cestinha na mão, ao ver Bernardo, volta atrás, querendo fugir) – Ai! Que susto!
BARNABÉ (embargando-lhe a passagem) – Ninguém deve fugir sem ver de quê.
ISABEL – Que quer o senhor aqui?
BARNABÉ – Vim em pessoa saber da resposta: quem quer vai; quem não quer manda…
ISABEL – Então o pano era vosso… Não de cavaleiro fidalgo!
BARNABÉ – O pano e a estopa…
ISABEL (Interrompendo-o) – Olha a impertinência! Um reles escudeiro a pretendente de filha de rei… Não suba o sapateiro além da sola do sapato!
BARNABÉ – Não há recado sem resposta…
ISABEL (levantando a mão) – Para vilão, a palma da mão!
BARNABÉ (Impassível) – Quanto mais me bates, mais gosto de ti. Eh! Eh! Foi por lã, e saiu tosquiada…
ISABEL – Eu grito!
BARNABÉ – E eu corro!
ISABEL – O senhor é gordo e feio… Pode lá correr!…
BARNABÉ – O diabo não é tão feio como se pinta…
ISABEL- Feio que nem um bode!…
BARNABÉ – Quem o feio ama bonito lhe parece.
ISABEL- Convencido!
BARNABÉ – Água mole em pedra dura, tanto dá…
ISABEL – Vá esperando!…
IBARNABÉ – Quem espera sempre alcança.
ISABEL – Desengane-se!
BARNABÉ – O futuro a Deus pertence!
ISABEL – Melhores pertences e pretendentes tenho eu…
BARNABÉ – Dentro da arca, bem os oiço…
ISABEL – Muito mais bonitos…(Suspirando)
BARNABÉ – Quem conta um conto, acrescenta um ponto…
ISABEL – Para que haveria de querer um velho gaiteiro?
BARNABÉ – Quem desdenha quer comprar…
ISABEL – Comprar! Um homem tão mal feito!…
BARNABÉ – Feio por fora, lindo por dentro.
ISABEL Presunção e água benta, cada um toma a que quer…
BARNABÉ (sentando-se no degrau)- Sois a luz dos meus olhos!…
ISABEL – Ah, ele agora senta-se? Temos cão de guarda!
BARNABÉ (impassível) – Cão que ladra, não morde…
ISABEL – Temo-la bonita!
BARNABÉ – Venha sentar-se a meu lado…
ISABEL – Pois sim! Não morde, mas tem pulgas!
BARNABÉ (Chegando-se) – Esfreguei-me com vinagre! Ora cheirai…
ISABEL (Afastando-o, faz-lhe uma cara) – Vai de retro!
BARNABÉ – Como?
ISABEL (Dando meia volta e entrando) – Irra; ainda por cima é surdo!
BARNABÈ (Descendo o largo, solilóquio) – Esperneia, mas há-de cair no anzol!
Quem não arrisca não petisca…

ACTO II
Em casa de Robert. Sala. Mobília velha: mesa, bancos, três colunas a meio. Sobre cada uma destas um castiçal aceso, e na mesa, outro castiçal e uma garrafa de vinho e dois copos. Uma pedra cúbica, que Robert trabalha, e instrumentos de pedreiro sobre ela (esquadro, ponteiro martelo e esquadro). Ao fundo porta que deita para a saída. Interior da habitação. É noite.

CENA I
Josué e Robert

(Josué entra. Ao sinal de Robert, senta-se à mesa com este, conversando)
JOSUÉ – Então, há três anos entrei na irmandade; quando me aumentas o salário?
ROBERT (atirando uma bolsa para a mesa) – Toma lá, pelos teus trabalhos em atraso, e desampara-me a loja!
JOSUÉ (despejando-a na mesa e contando o dinheiro) – Aqui só estão seis dinheiros… (guardando o dinheiro)… Por mais se vendeu judas!
ROBERT – Hoje reúne o conselho; e podes pedir aumento de salário. (dá-lhe uma palmada nas costas) Anda, bebe um copo!
JOSUÉ – (esfregando as mãos) Venha de lá então esse copo…
ROBERT – Já sabes desbastar pedra e utilizas as ferramentas com mestria (enchendo-lhe o copo); podes muito bem receber o sinal…
JOSUÉ – Basta cheio. (estende o copo) Parai … Só ao meu sinal!
ROBERT – Ao sinal!… (em surdina) O sinal… Entendes?
JOSUÉ – Qual sinal?
CORO – Qual sinal?
ROBERT – A palavra do grau, meu tolo!
JOSUÉ – Venha ela!… (esvazia o copo)
CORO – Venha ela!
ROBERT – Mais devagar… Primeiro a instrução!…

CENA II
Robert, Juan e Josué
JUAN (dá três pancadas na porta e vai entrando com sacola a tiracolo, sem reparar em Josué) – Tem aqui uma bela loja, compadre. É sua?
ROBERT – Trinta maravedis pago por ela.
JUAN – E tem câmaras? (senta-se à mesa)
ROBERT – A da ceia e a do meio…
JUAN (em surdina) – E para a função, compadre?
ROBERT – A da vizinha Maria aqui ao lado, e é quanto basta.
JUAN – Função da irmandade; compadre…
ROBERT – Não diga que você também é confrade?!
JUAN – Reconhecido como tal… de patente passada e oficina montada. (exibindo sacola que traz a tiracolo) Não largo o avental nem as ferramentas de ofício!
ROBERT – Mas de onde, não nos dirá?
JUAN – Pergunta bem a quem não lhe pode responder.
ROBERT – Mas a palavra, essa dará…
JUAN – Chegai-vos cá que vo-la direi (segreda ao ouvido de Robert)
ROBERT (À parte) – Nunca ouvi palavra tão certinha!
JUAN (Reparando na sala) – Mas para quê todo este aparato?
ROBERT (À parte) – Hoje temos função! (mostrando Josué) E o felizardo está presente!

CENA III
Robert, Juan, Josué, Gilbert
Entra Gilbert, espada cingida, saco a tiracolo e senta-se à mesa.
GILBERT – Vamo-nos preparando para a função. ( tirando as ferramentas da sacola, no que é secundado por todos) o escrivão não tarda ai também, passei por ele no terreiro. (três pancadas na porta.) Quem é?
ESCRIVÃO (dentro) — Sou eu.
GILBERT — Ah, és tu… Podes entrar.

CENA IV
Robert, Juan e Gilbert. Escrivão entra e senta-se à mesa.
GILBERT — Vamos começar. ( põe a espada sobre a mesa, bate o martelo) Os senhores que estão lá fora no terreiro podem entrar.(Josué vai chamar à porta. Entram vários operários; uns de jaqueta de chita, chapéu de palha, calças de ganga, de tamancos, aventais postos, que se vão sentando. Josué senta-se com eles) Estão abertos os trabalhos. Os requerimentos?

CENA V
Um dos operários entrega um papel e outro papel e cesto. Josué tira da camisa um papel que entrega ao escrivão.
GILBERT — Sr. Escrivão, faça o favor de ler.
ESCRIVÃO, lendo — «Diz Josué, natural desta freguesia e casado com Miquelina, sua mulher à face da Santa Madre Igreja e da lei dos homens, pai teúdo e manteúdo de uma pimpolha bem sadia e coradinha e de mais outro que vem a caminho pelo entrudo, morador em casa emprestada, à rua da galinha, aprendiz do ofício nesta loginha, vai para três anos e muitas luas com mestre Roberto, e magro salário que o vai deixar em grande aperto, pede a Vossa Senhoria mande votar neste conselho subida de grau e salário. Espera receber mercê.»
GILBERT — Baixe à assembleia para votação. E que mais?
ESCRIVÃO, lendo — «O abaixo-assinado vem dar os parabéns a V.Sa. por ter entrado com saúde no novo exercício. Diz ser mestre deste ofício, e senhor de um moínho de duas pedras alvaneiras, à borda do Cesarão, que em ano de boa àgua dá bom alqueire de farinha ao dia, mais os barbos e robalos que se catrapiscam no açude, e como vem de encaixe, pede a V. Sa. o favor de aceitar um cestinho de robalos que mandou apanhar hoje à tarde, para a ceia.»
GILBERT — Tal não carece de requerimento! (aceitando a cesta e passando-a a Robert) Para a ceia… e já vêm amanhados! Adiante!…
ESCRIVÂO lendo — «O abaixo-assinado, mestre da marca há mais de sete anos nesta confraria, e cujo sinete de trabalho é um delta grego, vem reclamar do compadre Fagundes que, usa no ofício a mesma sigma, com muito prejuízo da sua clientela e bom nome. Pede Justiça.»
GILBERT (Ao operário 1) – que dizeis a isto, mestre Fagundes?
OPERÁRIO1 – A primazia da marca é minha.
OPERÁRIO2 (À parte) – Aqui o único Primaz reconhecido, é o de Sevilha…
GILBERT (Ao operário 1) – E consegues prova-lo?
OPERÁRIO1 – É o assento mais antigo no livro…
OPERÁRIO 2 (À parte) – Apela ao livro… Não tarda, às escrituras!
GILBERT – Senhor escrivão, é isto verdade?
ESCRIVÃO (Abrindo um calhamaço, que folheia da frente para trás e de trás para a frente) – Não há como saber… A era está coberta com um borrão de vinho… foi-se a prevalência do registo!…
GILBERT – Integra-se a lacuna pela equidade e glosas de Acúrcio…
OPERÁRIO 1 e 2 (Em uníssimo) – E como é isso?
GILBERT – Repartindo benefício com prejuízo… Ao reclamante, delta grande; ao reclamado, delta cursivo!…
OPERÁRIO 2 (Resmungando)- Com Acúrcio ou Tibúrcio, nada passa pelo crivo…
GILBERT (Ao escrivão) – Qual a restante ordem do dia?
ESCRIVÃO (Arrumando os papéis) – Nada mais há requerido…
GILBERT — Está bom, então sobeja-nos tempo para a instrução. Sr. Escrivão, faça o favor de… (Grita para fora:) Ó da porta! Fecha; e corre o pano!
GUARDA (Ao longe — Sim senhor.
CORO – Eles correm os panos!…
GILBERT (Para a assistência) – É a coberto de profanos…
(Estrondo de porta a fechar. Corre o pano)

ACTO III
Em casa de Roiz. Sala com lareira acesa, janela e porta que dá para interior da casa. Mobília velha: mesa a meio, bancos. Ao fundo porta que deita para a saída. Interior da habitação. É noite.

CENA I
MARIA remendando um pano junto à janela, à luz de candeia; depois ISABEL.
ISABEL (Entra aborrecida e espreita à janela) – Foi-se!
MARIA – Quem?…
ISABEL (Absorta)– Ein?
MARIA – Quem é que se foi ?
ISABEL (Perturbada) – Ah! O peralvilho do Barnabé…
MARIA – Por falar no diabo, menina: se casasse com ele…
ISABEL – Havia de ser muito infeliz…
MARIA – Ao contrário: É homem de cabedal, herdeiro de um bom morgadio por morte de seu tio…
ROIZ (Fora) – Maria… ó Maria!
MARIA – Lá está vosso tutor a chamar-me!…
ROIZ (Fora) – Maria!…
MARIA – Grita para aí, alma do diabo!
ROIZ (No mesmo) – Maria!…
MARIA (Aborrecida)- O que é?
ROIZ – A minha luneta?… Não dou por ela…
MARIA (interrompendo a costura)- Já viu?… Na banqueta!…
ROIZ (Fora) – Achei!…

CENA II
MARIA, ISABEL, RAQUEL (velha, trajando de negro, xaile pela cabeça)
MARIA (Retomando a costura) – Havia de ser muito feliz com esse Barnabé…
ISABEL (Olhando para a rua) Ah! ali vem a vizinha Raquel…
MARIA – Foi Deus que a mandou!… Melhor entendida em coisas de amor não há!… (vai à janela e fala para fora) Ó comadre, posso dar-lhe uma palavrinha?
RAQUEL (Fora) – Duas ou três… Quantas quiser…

CENA III
MARIA à janela e RAQUEL na rua.
RAQUEL (Modos hipócritas) – Como vai a rica comadre?…
MARIA – Assim-assim. E a senhora?…
RAQUEL – Mal das cruzes; mas agora melhorzinha. Vim da Igreja; fui pôr uma velinha à Senhora do Castelo…
MARIA – Para ficar boa?…
RAQUEL – Nem imagina! Desde que o meu Cunha se foi, nunca mais estive boa! (mãos nos quadris) Então este resfriado da noite, mata-me!…
MARIA – Que imprudência, comadre! Não ande na rua com esta orvalhada…
RAQUEL – Teve de ser. Vou ali ao mestre Roberto por uma trouxa de roupa para a barrela!
MARIA – Vai em má hora!… Mestre Roberto está de visitas…
CORO – Com trancas à porta e cortinas fechadas!…
RAQUEL (Desapontada) – Ora; e vim eu por nada!
MARIA – Já que veio, bebe um pucarinho de vinho quente?
RAQUEL (Entrando) – Se é oferecido de boa mente…
CORO – A cavalo dado não se olha o dente…

CENA IV
MARIA, ISABEL, RAQUEL
RAQUEL (Já dentro) – Ó da casa, pode-se entrar?
MARIA (Sentando-se à lareira) – Vá entrando, comadre!…
RAQUEL (Apanhando um banquinho; a Isabel) – Benção, minha infanta!… Que bela estais!… Cada vez mais parecida com El-Rei vosso pai… Abençoado seja!
ISABEL (Interessada, sentando-se à lareira também) – E vós lá conheceste meu pai!?
RAQUEL – Então não conheci?… Belo homem… um dia que por aqui passou; vinha da guerra… Andáveis vós na barriga de vossa mãe; Deus a tenha!
MARIA (Chegando púcaro ao lume, que aviva com umas tenazes) – Linda e casadoira!…
RAQUEL – Também acho!…
ISABEL (Interrompendo) – E como era ele?
RAQUEL – Assim moreno, alto, cabelo negro, despachado, como vós!…
MARIA – (Despejando o vinho num copo que dá a Raquel) – Assim, ou com mel?
RAQUEL – Mel, se tiveres…
ISABEL (Novamente) – E minha mãe?… Conheceste?
RAQUEL (Aquecendo as mãos no copo) – Vossa mãe foi gentil dama da corte… Morreu do vosso parto, quando ficastes aos cuidados de mestre Roiz…
MARIA (Vem com púcaro de mel, que serve a Raquel, e retoma a costura e conversa) – Mas só tem olhos para um jovem cavaleiro…
ISABEL – E há lá melhor partido?
RAQUEL – Então a senhora acha bom casamento?…
ISABEL – E não é?
RAQUEL – Quem?… Aquele moço que não larga a vossa janela?… Se a senhora vai na conversa, está bem aviada… Aquilo é um empata…
ISABEL – Como sabes disso?…
RAQUEL – É um pinga amores…. Ainda outro dia… era dia santo… (Como se lembrando) Que dia santo era, comadre? (recordando-se) Foi pelo Natal… vinha ele à porta da vila e metendo conversa…. Adivinhe a quem?…
MARIA – A quem, comadre?…
RAQUEL – À mulher do Josué… Diz-se que o pai é ele…
MARIA – O que é que diz?…
ISABEL – Mas ele passa aqui todos os dias por minha causa…
RAQUEL – Por sua causa?…
ISABEL – Por minha causa… Todo gentil e garboso na sua farda… Fazendo olhinhos à janela!…
MARIA – O que diz, minha rica menina?… Por isso é que não me sai da janela!…
RAQUEL – Senhora, eu tenho muita prática de homens, sei o que são essas coisas…
ISABEL – Pois olha, há um escudeiro que me quer para casar…
RAQUEL – Jura?…
ISABEL – Sobrinho herdeiro de seu tio…
RAQUEL – E quem é ele, senhora?…
MARIA (Interrompendo) – Um tal Barnabé, um labrego, ainda por cima rico, herdeiro de um bom morgadio…
RAQUEL – Agarre-o com unhas e dentes, senhora. Acredite que isto de maridos, qualquer um serve, contanto que tenha cabedais…

(Cont…)
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A iniciativa «Famílias ao Teatro», promovida pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) conta neste mês de Janeiro com um clássico dos contos infantis: «Cinderela». Trata-se de um musical apresentado pela Palco Partilhado com a adaptação e encenação de Miguel Coelho e que tem a particularidade de ser interpretado por actores em patins. O espectáculo está marcado para o dia 14 de Janeiro (sábado) às 21h30 no Grande Auditório.

O espectáculo «Cinderela» está baseado no conto «Cendrillon ou la petite pantoufle de verre» de Charles Perrault e conta a história de uma doce e formosa donzela que vivia com a sua detestável madrasta e duas meias-irmãs. Na ausência do pai, a madrasta atribui-lhe mil e uma tarefa, tratando-a como escrava. Certo dia, o príncipe do reino oferece um baile, ao qual Cinderela vai, trajada de forma irreconhecível, conquistando o coração do herdeiro.
«Cinderela – Musical em Patins» é um espectáculo único e fascinante com patinadores e actores que dão vida a um dos contos infantis mais belos e também um dos predilectos das crianças. Um espectáculo para ver em família.

Ângelo de Sousa [1938- 2011]: Ainda as esculturas
Ainda no sábado, dia 14 de Janeiro, às 18h00, o TMG inaugura na sua Galeria de Arte a exposição «Ângelo de Sousa [1938 – 2011]: Ainda as esculturas».
Ângelo de Sousa nasceu em 1938 em Moçambique e faleceu no Porto, a 29 de Março de 2011, onde viveu e trabalhou desde 1955. Em 1963 terminou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde exerceu funções de docente entre 1963 e 2000. Em 1995 tornou-se o primeiro Professor Catedrático de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
As suas experiências escultóricas datam dos anos 50, mas é em 1966, primeiro com as folhas de acrílico e finalmente com as chapas de aço, que as esculturas tomam as formas que hoje prontamente identificamos com o seu nome. Em 1967 Ângelo de Sousa foi bolseiro do British Council na St. Martin’s School of Fine Art. Durante a sua estadia em Londres, matura o seu interesse pela escultura e começa a trabalhar com fotografia e filme. Forma o grupo Os Quatro Vintes, em 1968, com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, desfeito em 1972, altura em que lhe é atribuído o prémio Soquil. Desde essa altura, Ângelo de Sousa afirma-se como um dos artistas mais inovadores na cena nacional, expondo desenhos, esculturas, pintura, fotografia e filme. Em 1993, a sua obra foi objecto de uma exposição antológica na Fundação de Serralves onde, em 2001, expôs os seus trabalhos de fotografia e filme. Em 2000 foi-lhe atribuído o prémio EDP. A Fundação Gulbenkian e a Cordoaria Nacional acolheram uma grande mostra da sua escultura em 2006. Estas últimas exposições representaram uma oportunidade para o autor rever as esculturas que vinha a projectar desde os anos 60.
«Ângelo de Sousa [1938 – 2011]: Ainda as esculturas» ficará patente até 11 de Março e pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 20h30 às 23h, aos sábados das 14h às 19h e das 20h30 às 23h e aos domingos das 14h às 19h. A entrada é livre.
Esta exposição tem os apoios: Studio Ângelo de Sousa, Artistas Unidos e Galeria Quadrado Azul.

«Movie Poster» é o novo espectáculo de Kubik
«Movie Poster» é o novo espectáculo do músico guardense Kubik que o TMG apresenta na sexta, dia 13 de Janeiro, no Café Concerto.
Kubik partiu da iconografia de 200 posters clássicos da história do cinema e criou uma banda sonora original, indo ao encontro da expressividade visual e gráfica dos “Movie Posters”. A música acompanha o visionamento de posters de diversos géneros cinematográficos: Guerra, Comédia, Terror, Cinema Negro, Western, Ficção Científica e Cinema Mudo. Incluindo cartazes de Saul Bass, o criador de posters e trailers para os filmes de Alfred Hitchcock.
«Movie Poster» tem música original, electrónica, teclados e guitarra eléctrica e selecção de posters de Kubik. Um Projecto encomendado pelo Festival “Escrita na Paisagem 2011” que agora o músico apresenta no palco do Café Concerto.
O espectáculo está marcado para as 22h00 e tem entrada livre.

«O Mundo no Arame», de Rainer Werner Fassbinder
O Cineclube da Guarda apresenta na próxima quinta-feira, dia 12 de Janeiro, no Pequeno Auditório e com o apoio do TMG o filme «O Mundo no Arame» de Reiner Werner Fassbinder. A sessão é para maiores de 12 anos e está marcada para as 21h30. «O Mundo no Arame» (1973) nunca teve exibição comercial em sala e, depois de passar na televisão, caiu no esquecimento, interrompido apenas por retrospectivas pontuais do cineasta. O seu restauro, a cargo da Fundação Fassbinder e sob a supervisão do director de fotografia original, Michael Ballhaus, sublinha mais uma vez a noção de «liberdade» que percorria o cinema dos anos 1970. «O Mundo no Arame» foi gravado em Paris e adapta um romance de ficção científica do americano Daniel Galouye sobre um cientista que, ao investigar acontecimentos estranhos relacionados com um «mundo virtual» criado num laboratório, dá por si a questionar a própria natureza da realidade.

Desenhos de Miguel Reis
A partir da próxima terça-feira, dia 10 de Janeiro e até ao dia 29, o Café Concerto do TMG recebe os desenhos a preto e branco de Miguel Reis.
«Tuptankhal» é uma exposição que reúne desenhos que foram criados entre 2009 e 2010, período que reflecte mudanças, esperanças e angústias na vida do artista. Na mesma altura, ele descobriu inspiração em vários livros sobre o culto do sol, presente na cultura Maia e dinastias Egípcias.
Miguel Reis começou por desenvolver trabalhos de Banda Desenhada e de ilustração, e recentemente criou uma série de desenhos sobre fotografia. Participou na Exposição Colectiva «filan art’s II» em Póvoa do Varzim e expôs individualmente no “Alinhavar” de Leiria em Fevereiro, Dezembro de 2010 e Junho de 2011 e também em Novembro de 2011 no Teatro José Lúcio da Silva.
A exposição tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto, ou seja, de Terça a Sábado das 15h às 19h e das 21h às 01h e aos Domingos das 15h às 19h.
plb

Começou o Teatro de Outono, ciclo de espetáculos de teatro organizado pela Agência da Guarda da Fundação INATEL, em colaboração com autarquias e associações locais.

O primeiro espectáculo decorre no dia 15 de Outubro, na cidade de Pinhel, com a peça «A vingança de Antero», pelo grupo de teatro Ultimacto – Cem Soldos – Tomar. O espectáculo terá lugar no Cine-Teatro S. Luís, com início marcado para as 21H30.
O INATEL tem organizado no quarto trimestre de cada ano, no distrito da Guarda, o Teatro de Outono, ciclo de espectáculos que pretende divulgar as produções dos grupos teatrais do distrito da Guarda e dos distritos da zona centro.
Este ano retoma-se o mesmo ciclo com 12 propostas de espectáculo diferentes envolvendo nove grupos, quatro dos quais do distrito da Guarda (Teatro Experimental de Mortágua, Teatro Olimpo, Ultimacto, A Cartola, Loucomotiva, Aquilo Teatro, Teatro do Imaginário, Grup’Arte, Guardiões da Lua). Deste modo, as autarquias e associações contratam espectáculos aos grupos entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro, funcionando a Agência da Guarda da Fundação INATEL como mediadora na aquisição de espectáculos e comparticipante nos custos.
plb (com Agência da Guarda da INATEL)

A Fundação INATEL lança na Guarda a formação de teatro «Laboratório: dos materiais à construção do espectáculo», nos dias 29-30 de Outubro e 5-6 de Novembro, no Paço da Cultura, com Rui Sena e Sílvia Ferreira.

Trata-se de uma boa oportunidade para ganhar ou cimentar conhecimentos tanto na área da concepção do espectáculo como na formação de actores. Vale a pena. E é muito acessível.
O laboratório pretende que os participantes trabalhem o tempo e o espaço da experimentação artística. Partindo da exploração de diferentes materiais impulsionadores da construção do espectáculo (textos, imagens, objectos, música, exercícios de corpo…), pretende-se criar uma teia de relações que culmina no exercício de apresentação final.
Entre os objectivos gerais da iniciativa contam-se o estímulo à criatividade e à expressividade, a exploração da sensibilidade e do sentido estético, a descoberta e o desenvolvimento de novas formas de expressão artística, a ampliação do interesse em relação às actividades artísticas.
Os interessados em frequentar o Laboratório de Teatro podem inscrever-se até 19 de Outubro na Agência da Fundação INATEL na Guarda.
plb (com Agência INATEL da Guarda)

No sábado, dia 17 de Setembro, às 21h30, há teatro no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), com uma peça bem humorada, intitulada «Especialistas», apresentada pelo Teatro Meridional.

A peça é um espectáculo crítico, que desvenda um pouco da vida e linguagem dos chamados «Especialistas», que agora proliferam nas sociedades contemporâneas.
«Eles trabalham arduamente no sentido de clarificarem as causas de acontecimentos nas suas áreas de competência, fechando-as em linguagens e técnicas só por eles dominadas, fazendo-nos crer que só tem acesso a esse conhecimento os seus pares que vivem e dominam essa mesma área de intervenção, na qual são insubstituíveis, tudo explicando e mantendo a inviolabilidade e inacessibilidade dos seus conceitos. Perante tal aura de mistério, o comum dos mortais sente-se naturalmente demitido, por não se encontrar na posse de tão complexa competência. E “as suas palavras” são cada vez mais, as palavras de ordem da democracia. A preparação de Comunicações Especializadas para uma CIMEIRA, de 4 Personagens Especialistas, será o pretexto para se falar deste mecanismo das sociedades actuais, que torna o exercício da democracia num fenómeno muito parecido com a ordem das ditaduras», refere a sinopse do espectáculo.
«Especialistas» tem a direcção artística de Miguel Seabra e Natália Luiza, a encenação de Miguel Seabra e a interpretação de Emanuel Arada, Filipe Costa e Rui M. Silva.
Trata-se de um espectáculo apresentado no âmbito da rede 5 Sentidos (Teatro Municipal da Guarda, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Viriato, Teatro Maria Matos e Teatro Virgínia).
plb (com TMG)

Decorreu no Casteleiro, entre os dias 10 e 12 de Junho, a segunda edição da Festa da Caça, que entre a enorme multiplicidade de iniciativas teve na original «Caça ao Gambuzino» um momento hilariante e de contagiante divertimento.

Capeia Arraiana acompanhou de perto a grande novidade desta edição do evento, acontecida na tarde do dia 11 de Junho, sábado. O presidente da Junta de Freguesia, António José Marques, distribuiu aos caçadores interessados uma licença para caçar gambuzinos e um pequeno saco, equipamento fundamental para aprisionar a espécie cinegética em questão.
Já miúdos e graúdos se preparavam para percorrer a aldeia em busca dos afamados bichos, quando estes apareceram, espreitando às esquinas, por detrás das árvores ou dos carros estacionados, avançando a medo, procurando evitar sobretudo os ataques da pequenada que, de saco aberto, foi ao seu encontro para os apanhar.
Os gambuzinos eram actores da Associação Cultural Bica do Imaginário, que realizou uma magnífica performance artística nas ruas da aldeia, envolvendo-se com a população que primeiramente assistiu incrédula à evolução dos gambuzinos coloridos e depois decidiu participar na actividade.
A certo momento anunciou-se a chegada de um grupo de caçadores de alto gabarito, profissionais da caça aos gambuzinos, chamados para capturar os fugitivos, que a todos escapavam por entre as mãos. Surgiu então um grupo de actores trajando coletes cinzentos e calções de camuflado, munidos de armas originais, propícias, ao que se dizia, para aquele tipo de caça. De andar firme e olhar atento, parecendo perscrutar sons e sinas, os caçadores seguiram pela rua, entre a população que se desviava dando-lhe passagem. Os gambozinos, notando a aproximação dos caçadores, desapareceram por trás de carros e casas, ou mesmo de pessoas amigas que os ajudaram a dissimular a sua presença. A hilariedade foi geral perante as evoluções imaginativas dos caçadores, sobretudo no momento em que, reunidos, meteram as mãos nos bolsos dos coletes e sacaram de cãezinhos de corda, que colocaram no chão, incitando: busca, busca!
Do largo principal, o centro nevrálgico da freguesia e da festa que ali tinha lugar, o teatro de rua, envolvendo mais de duas dezenas de actores, percorreu as ruas circundantes, contagiando de alegria toda a aldeia, cujos habitantes assistiam felizes ao belo momento. Aos actores na pele de gambuzino e de calçador juntaram-se depois dois bicharocos especiais, uma espécie de gambuzinos-reais, que deram uma nova dinâmica ao espectáculo. Eram uma espécie de gigantones movimentados por actores, que entraram na caçada, para gáudio de quem participava e assistia.
Uma actividade diferente, que deu alegria e colorido à já consagrada Festa da Caça, que de novo trouxe ao Casteleiro inúmeras actividades de música, desporto e lazer.
plb

«Passos à volta da memória – uma visita encenada à Sé Catedral da Guarda», é o nome de uma iniciativa da Culturguarda, que se iniciará às 10,30 horas de amanhã, dia 7 de Junho (terça-feira).

A iniciativa resulta do Projecto de Teatralização do Centro Histórico, e da candidatura «Política de Cidade – Parcerias para a Regeneração Urbana», efectuada através do Programa Mais Centro do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). «Passos à volta da memória – Uma visita encenada à Sé Catedral da Guarda» reúne o apoio da Diocese da Guarda e do Ministério da Cultura, através da Direcção Regional de Cultura do Centro.
Américo Rodrigues é o responsável pela concepção e pela coordenação geral, sendo a encenação da responsabilidade de Antónia Terrinha. O texto é da autoria de Pedro Dias de Almeida. Miguel Moreira e André Amálio serão os actores que acompanharão o público e contarão a história e os segredos que a Sé da Guarda contém.
Os visitantes vão receber a monografia «Esboceto histórico-artístico da Sé Catedral da Guarda», da autoria do historiador de arte João Paulo Martins das Neves.
As visitas realizam-se de 7 de Junho a 31 de Agosto, de terça a sexta-feira, com sessões às 10h30 e às 16h00 e aos sábados com uma sessão às 17h30.
plb

O escritor Manuel António Pina é o vencedor do Prémio Camões 2011 o mais importante galardão de língua portuguesa. Manuel António Pina nasceu na vila do Sabugal no dia 18 de novembro de 1943 e sucede, entre outros, a Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Jorge Amado, José Saramago, Eduardo Lourenço, Pepetela, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís e António Lobo Antunes.

Jornalista, escritor e tradutor, Manuel António Pina nasceu no Sabugal, a 18 de novembro de 1943. A sua obra, traduzida em várias línguas, divide-se entre a poesia, a literatura infanto-juvenil, o teatro, a crónica e a ficção.O Prémio Camões, criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa, foi-lhe atribuído por unanimidade do júri hoje reunido no Rio de Janeiro.
«A decisão foi consensual e unânime, numa reunião que durou menos de meia hora», diz o comunicado do júri que atribuiu a Manuel António Pina o Prémio Camões, o maior galardão literário de língua portuguesa.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, integrou de 1971 a 2011 a redação do «Jornal de Notícias», desempenhando funções de editor e chefe de redação. Foi também professor da Escola de Jornalismo do Porto, cidade onde reside.
A Câmara Municipal da Guarda criou, em 2010, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário anual com o seu nome.
«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal teve lugar no dia 4 de Abril de 2009. Os actos da homenagem a Manuel António Pina centraram-se no Auditório Municipal do Sabugal, onde teve lugar uma palestra de Arnaldo Saraiva e a peça de teatro do grupo portuense «Pé-de-Vento». O programa incluiu, ainda, o descerrar de uma placa e visita à casa onde nasceu, troca de lembranças e oferta de livros do escritor à biblioteca municipal no salão nobre da Câmara do Sabugal, e a finalizar um porto de honra com uma mesa de luxo repleta de iguarias na Casa do Castelo.
O presidente da República, Cavaco Silva, felicitou esta quinta-feira o escritor Manuel António Pina por ter recebido o Prémio Camões 2011, principal distinção no meio literário lusófono. «A atribuição deste Prémio é o reconhecimento da relevância nacional e internacional que a sua obra representa na literatura em língua portuguesa e é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho para todos os que apreciam a sua escrita», refere a mensagem de Cavaco Silva, também divulgada no site da Presidência da República. O chefe de Estado sublinhou que esta distinção «honra a literatura Portuguesa».

Vencedores do Prémio Camões
O Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, instituído pelos governos de Portugal e do Brasil em 1988, é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.
Manuel António Pina recebeu o Prémio Camões 2011 e sucede a Miguel Torga (1989), João Cabral de Melo Neto (1990), José Craveirinha (1991), Vergílio Ferreira (1992), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Pepetela (1997), António Cândido de Mello e Sousa (1998), Sophia de Mello Breyner (1999), Autran Dourado (2000), Eugénio de Andrade (2001), Maria Velho da Costa (2002), Rubem Fonseca (2003), Agustina Bessa-Luís (2004), Lygia Fagundes Telles (2005), José Luandino Vieira (2006), António Lobo Antunes (2007), João Ubaldo Ribeiro (2008), Arménio Vieira (2009) e Ferreira Gullar (2010).

A atribuição do Prémio Camões a Manuel António Pina veio confirmar (aos mais distraídos) que foi justíssima e visionária a homenagem que foi feita a 4 de Abril de 2009 no Sabugal. Depois disso veio o Prémio Manuel António Pina atribuído pela Câmara Municipal da Guarda, o Festival Internacional de Teatro da Câmara Municipal de Famalicão dedicado a Manuel António Pina, a homenagem na Casa da Beira Alta no Porto, a homenagem da 80.ª Feira do Livro do Porto (2010) que o elegeu como escritor em destaque, a distinção com o Prémio Literário da Fundação Bissaya Barreto e muitos outras merecidas homenagens.
O Capeia Arraiana aproveita para saudar e congratular-se com a atribuição do Prémio Camões 2011 a tão ilustre sabugalense.

jcl (com agência Lusa)

O Prémio Camões 2011 foi atribuído ao escritor Manuel António Pina. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

«A queda de duas estrelas», e o nome da peça de teatro que vai estar em palco no dia 9 de Abril, sábado, pelas 21h30, na aldeia de Quarta-Feira, no concelho do Sabugal, interpretada pelo grupo «Guardiões da Lua». Texto, encenação e cenografia são da autoria de João Reis.

Estarão em palco onze actores do grupo de teatro local «Guardiões da Lua», que representarão a história de uma estrela nova e curiosa, que não apaga a sua luz com a chegada da madrugada para poder observar o que se passa na terra. Ao longo do tempo vai descobrindo um sentimento dos humanos que a fascina: o amor.
Seduzida por esse sentimento deixa-se cair na terra para o poder viver; no entanto quando chega descobre que ele já não existe ou quase já não existe. E o que vê por todo o lado são discórdias, guerras, ódios.
Mas para alterar tudo isso ela tem uma solução; é o seu pó da luz de estrela que guarda num saquinho, ela sabe que se o espalhar haverá luz outra vez no coração dos humanos. Só que ela deixará de brilhar e nunca mais voltará a ser estrela; mesmo assim não hesita em faze-lo e o amor volta de novo á terra.
Só que ela não sabe que a sua amiga estrela Aurora a observa e juntamente com a mão das estrelas, a estrela da manhã e a estrela do pastor vêm resgata-la a um mundo que só um cego as consegue ver.
plb

Por ocasião do Dia do Livro Português e do Dia Mundial do Teatro, que se assinalam, respectivamente, a 26 e 27 de Março, a Câmara do Sabugal e a Empresa Municipal Sabugal+ realizam um conjunto de iniciativas evocativas dessas datas.

No dia 25, pelas 15 horas, será inaugurada no Museu Municipal a Feira do Livro Português, iniciativa que contará com a participação de cerca de trinta editoras e que poderá ser visitada até ao dia 31 de Março. No mesmo dia, logo após a inauguração da feira, terá lugar uma sessão de autógrafos com a presença da escritora Teresa Duarte Reis, colaboradora do blogue Capeia Arraiana.
No sábado, dia 26, no espaço do museu e auditório, haverá animação para os mais novos com a contadora de histórias Ana Alpendre. No mesmo espaço, às 21h30, será tempo para o teatro, pelo grupo Guardiões da Lua, da aldeia de Quarta-Feira, que representarão a peça «A queda de duas estrelas».
Domingo, dia 27, às 16 horas, também no auditório, haverá teatro de marionetas, com a representação da peça «Contos da Mata dos
Medos».
A 9 de Abril, pelas 15 horas, ainda no auditório, o escritor Luís Miguel Rocha fará a presentação do livro «A Mentira Sagrada».
Na Feira do Livro, existirá um espaço dedicado aos autores do concelho do Sabugal.
A Câmara Municipal do Sabugal pretende convidar todos os autores interessados em expor ou vender as suas obras a contactar a Empresa Municipal Sabugal+.
plb

Realiza-se esta semana, na Guarda, o Ciclo Manuel Poppe, pelo qual a Câmara Municipal homenageia um escritor que ali viveu os verdes anos e que nunca esqueceu essa sua terra de adopção.

Exposição, colóquio, peça de teatro, recital de poesia, encontros temáticos, são algumas das actividades que integram o programa do «ciclo» em que se celebra Manuel Poppe e a sua obra literária.
As actividades do ciclo começam hoje, segunda-feira, com uma oficina pedagógica para os alunos das escolas do 1º e 2º ciclos, que se prolongará até ao dia 25. Na terça-feira é a vez de uma conversa com o homenageado, no café-concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG), onde também será apresentado o seu livro «A Acácia Vermelha».
Na quarta-feira será representada a peça de teatro «A Acácia Vermelha», baseada no livro apresentado no dia anterior. Será também inaugurada, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, uma exposição intitulada «Manuel Poppe: os trabalhos e os dias», que estará patente ao público até 18 de Março.
Outra iniciativa é um colóquio, onde dois professores universitários falarão da obra literária de Manuel Poppe. Outra actividade prevista é o recital de poesia, que acontecerá no último dia do ciclo, no café-concerto do TMG. Américo Rodrigues, Albino Bárbara, Filipa Teixeira, entre outros, declamarão poemas, cabendo a Victor Afonso a animação musical.
Manuel Poppe passou a adolescência na Guarda, cidade para onde os pais o enviaram a conselho médico, pois sofria de tuberculose. Ali estudou e fez amigos, dentre os quais o sabugalense Pinharanda Gomes, que tal como ele vivia e estudava na cidade. A Guarda ficou-lhe para sempre no coração e na memória, dedicando-lhe uma boa parte dos seus textos.
Foi conselheiro cultural em diversas embaixadas de Portugal e manteve uma permanente actividade literária, publicando livros e assinando artigos em diversos jornais e revistas.
plb

A cidade da Guarda vai receber a quarta edição do «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo», espectáculo de rua que vai realizar-se na noite de 7 de Março, pelas 21h30, na Praça Velha.

O espectáculo recupera uma tradição muito antiga das terras beiroas da Guarda, que acontecia anualmente no Entrudo. Nessa quadra os foliões saíam à rua e realizavam no largo da aldeia um arremedo da vida da comunidade.
A pretexto do julgamento de um pobre galaró, a culpabilizar por todos os males, desfiavam-se, em ditos mordazes, as vivências da aldeia. Quem namorava quem, as arrelias e os conflitos entre vizinhos, os achaques físicos e psicológicos dos habitantes, as peripécias da vida, tudo vinha ao de cima na lenga-lenga própria do julgamento do Senhor Galo que irremediavelmente era declarado culpado de tudo e condenado a morrer queimado.
Trata-se de uma produção da Empresa Municipal Culturguarda, que realiza o espectáculo a pedido do Município. Actores e figurantes fazem o percurso do Jardim José de Lermos para a Praça Velha, local onde ocorrerá o julgamento do galo
Os textos do julgamento são escritos por Daniel Rocha e António Godinho. A concepção e construção do Galo está a cargo de Agostinho da Silva. À semelhança dos anteriores edições, a actividade contará com a participação das colectividades do concelho da Guarda.
plb

Apresentamos uma peça teatral em três actos, da autoria de João Valente, cuja cena se passa no Sabugal, no tempo d’El-Rei D. Dinis. Leia o Prólogo e clique no link para ler o resto da peça.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaPrólogo (Apresentação)
Era a Semana da Paixão de 1296, pela tarde. hora das vésperas, e pela rua direita, a mais movimentada e formosa da terra, que atravessa o velho casario da judiaria, a multidão circulava, apertada, por entre as tendas que se estendiam até ao largo, onde se realizava a feira franca.
O reboliço desacostumado, de povo comprando e vendendo, fervilhava no largo fronteiro à velha matriz da Senhora do Castelo, para onde se debruçava o castelo, na posse dos leoneses, a infanta viúva D. Maria, e seu filho adolescente, D. Sancho de Ledesma, senhores daquelas terras em redor.
El-rei D. Dinis, intervindo, aliado a D. Maria e Sancho de Ledesma, na sucessão dinástica de Leão, a favor do Infante D. João, entrara no país vizinho até Tordesilhas, de onde retirava contrariado, depois de as partes, à sua revelia, se comporem, e D. João reconhecer o sobrinho, D. Fernando, como rei de Leão.
D. Dinis, regressava à frente da sua hoste armada, fazendo ressoar pelos becos e encruzilhadas um tropear de passadas e cascos, um sussurro de vozes vagas, que indicavam ser inesperado, agitado e contrariado aquele regresso.
E assim foi, com efeito, como o ouvinte poderá averiguar por seus próprios olhos e ouvidos, se, manso e disfarçado quiser misturrar-se naquela turba de povo, que no largo do vetusto castelo, deambula entre as tendas da feira, ou assiste ao teatro religioso no adro da Senhora do Castelo. umas vinte casas acima da torre das portas da cidadela…

Para ler a peça completa. Aqui.
João Valente

Primeiras três cenas da peça Riba-Côa.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaEm três actos

A cena é em Riba-Côa, Sabugal, Largo do Castelo e seu interior

Acto primeiro

Cena I
REI, ALFERES, ESCUDEIRO, GENTE.

Largo do Castelo, com feira franca.
(Rei D. Dinis, chegando pela rua principal à frente de uma hoste armada)
REI (apeando-se) – Fazer-me esta afronta, não é de bom fidalgo.
ALFERES – prendamo-lo, senhor.
REI – Assim seja. Prendei o traidor.
ALFERES – Não temais, senhor.
REI – Já estou, amigos, em lugar seguro. Que Deus seja o juiz desta nossa boa causa.

(Param junto ao cruzeiro.)

ALFERES – Sancho, hoje acabará o teu jogo duplo.
ESCUDEIRO – Senhor, os Leoneses fecharam-se dentro.
REI – Pela fé nesta santa cruz (benze-se, à sombra do cruzeiro), este traidor e sua mãe provarão hoje o fio da minha espada. Arrombai o portão!
ALFERES – O portão é grosso, senhor; chapeado a ferro. Não irá abaixo facilmente. E da torre os leoneses podem atacar-nos, senhor.
REI – Trazei as escadas e subi às muralhas! Nenhum rei de Portugal sofre injúrias de Leão ou de Castela.

Cena II
ALFERES, GUTERRES, AFONSO, PAIO, FROILAN, RODRIGO, SISNANDO, GENTE.

GUTERRES – Não levamos gente?
ALFERES – Nós bastamos para reparar a afronta ao nosso bom amo D. Diniz.
GUTERRES – Este é fidalgo da casa real; criado de el-rei.
AFONSO – Sempre pus a minha espada e dos meus homens ao serviço do meu rei. Acudam, aquí, Paio, Froilan; aqui, Rodrigo! Siinando as escadas! Morte aos traidores, viva o rei!

(Sobem às muralhas. Lutam; os amotinados fogem.)

PAIO – Já fogem!
FROILAN – Pelas relíquias de S.Teotónio; não ficará nenhum vivo!
SISNANDOS – Vejam, que já lá vem nosso bom rei D. Dinis.
ALFERES – Oh fidalgos! Que nenhum falte a beijar-lhe as mãos, de tanta glória e generosidade ele é prendado!

Cena III
REI, GUTERRES, AFONSO, PAIO, FROILAN, RODRIGO, SISNANDO

REI – Levantai-vos, amigos (erguendo-os), pois fizestes-me hoje um grande serviço.
GUTERRES – Senhor, quanto nos honras. Aqueles homens são traidores, mas como podiam ser leais se o não foram os seus senhores? Todos os que vedes aqui (e aponta os companheiros) são aqueles beirões, cujos avós ajudaram os vosso avós a ganhar a terra de Portugal; Estes entraram convosco até Saragoça, a sustentar o partido do infante D. João ao trono de Leão. Os donatários desta terra ao romperem a aliança convosco nesta causa, são traidores, meu senhor.
REI – Com tão nobre defensor não há traição que me vença. Que Deus vos pague, Dom cavaleiro.
GUTERRES – Beijo-vos pelo Dom a mão, e o pé também. Faça-vos Deus, rei bondoso, tão temido e obedecido, que seja o vosso reinado o mais glorioso do mundo e que, para maior glória vossa e proveito do reino, flutuem os vossos estandartes em toda as vilas desta comarca, do Côa até ao Àgueda, em castigo da traição que vos fizeram e compensação das despesas com esta guerra.
REI – O conselho que me dais vô-lo compensarei bem; que vos darei, Dom cavaleiro, quinhentos maravedis de renda para o vosso jantar.
GUTIERRES – E eu bejo-vos os pés.
REI – A Afonso, fidalgo de minha casa, soldo a dobrar lhe darei.
GUTERRES – Leal fidalgo é.
AFONSO – O céu vos dê longa vida.
GUTERRES – Vamos; que quero festejar.
AFONSO – Hoje vos há-de ver Leão com a glória acrescentada, porque mostrareis a quem vos traiu o castigo da sua traição.
GUTERRES – Como ao corpo os sentidos, são ao governo os nervos, o castigar os sobervos e o perdoar aos humildes. Tomemos os nossos caval0os e a festa que comece. Viva D. Dinis!
OS OUTROS – Viva!
REI – Que Deus vos guarde, meus vassalos.
(Vão-se.)
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A Fanfarra Sacabuxa, da Castanheira (concelho da Guarda) venceu, em Seia, a eliminatória da Região Centro do Concurso Nacional de Música da Fundação Inatel.

Fanfarra Sacabuxa - Castanheira

Realizou-se no dia 3 de Outubro, em Seia, no Cine-Teatro Jardim, a eliminatória regional do Centro do Concurso Nacional de Música da Fundação Inatel. Este concurso opõe Centros de Cultura e Desporto (CCD) filiados que queiram participar com projectos culturais na área das bandas, orquestras, fanfarras e na área dos coros.
Na eliminatória de Seia a classificação das Bandas foi a seguinte: 1.º lugar, Fanfarra Sacabuxa, Associação Juventude Activa da Castanheira (distrito da Guarda); 2.º, Filarmónica União Taveirense (Taveiro, distrito de Coimbra); 3.º, Orquestra do Clube Cultural Desportivo de Veiros (Veiros, distrito de Aveiro); 4.º, Orquestra do Grupo Cultural Recreativo da Taipa (distrito de Aveiro). A Fanfarra Sacabuxa venceu a eliminatória com o projecto «Sobressalto» sob a direcção musical de Elmano Pereira.
Na eliminatória regional de Coros, também realizada em Seia, venceu o Coro da Sociedade Instrução Tavaredense com o projecto «Cantigas de Tavarede».
A Fanfarra Sacabuxa e o Coro da Sociedade Instrução Tavaredense disputarão a final nacional de Bandas e Coros com os vencedores das restantes regiões do País em Beja, no Cine-Teatro Pax Júlia, no fim-de-semana de 20 e 21 de Novembro.
A eliminatória regional de Teatro do Centro realizou-se também no fim-de-semana de 3 e 4 de Outubro em Coimbra, tendo saído vencedor o Teatro Olimpo de Ansião (distrito de Leiria) com a peça «Auto da Índia». Nesta eliminatória participou também o Grupo Guardiões da Lua do Centro de Convívio Cultural e Social de Quarta-Feira (Sortelha, Sabugal) com a peça «Casamentos por Medida».
A eliminatória regional de etnografia do Centro teve lugar no dia 2 de Outubro em Viseu. Nesta eliminatória venceu o Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo (distrito de Aveiro) na categoria de Quadros Etnográficos, não tendo havido concorrentes do distrito da Guarda.
Na categoria de música tradicional e popular apenas concorreu o grupo de Cantares Cantorias, de Vila Chã de Sá (distrito de Viseu) que ficou imediatamente apurado para a final. A final nacional de etnografia está marcada para os dias 3, 4 e 5 de Dezembro no Cineteatro Miguel Franco, em Leiria.
Joaquim Igreja
(Agência do Inatel da Guarda)

O Ciclo Teatro de Outono da Fundação Inatel (agência da Guarda) tem início no dia 16 de Outubro e leva à cena 16 espectáculos. Participam nesta iniciativa, integrados nos grupos amadores da Região Centro, os «Guardiões da Lua», da Quarta-feira, no concelho do Sabugal.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Os espectáculos do «Ciclo Teatro de Outono» com grupos da Região Centro tem início no dia 16 de Outubro.
A iniciativa da Fundação Inatel (agência da Guarda) em parceria com associações e autarquias ocupa o último trimestre do ano e pretendem promover a itinerância dos grupos amadores.
A edição deste ano tem previstos 16 espectáculos com os grupos Aquilo Teatro (Guarda), Teatro do Imaginário (Manigoto), Escola Velha (Gouveia), Grup’Arte (Aguiar da Beira), Ultimacto (Cem Soldos, Tomar), Loucomotiva (Taveiro, Coimbra), Teatro Olimpo (Ansião, Leiria), Teatro Experimental de Mortágua e Guardiões da Lua (Quarta-Feira, Sabugal).
Os espectáculos programados para o mês de Outubro com início às 21.30 horas são os seguintes:
Dia 16 – Cine-Teatro São Luís, Pinhel – «As contas» com o Escola Velha Teatro de Gouveia;
23 – Centro Cultural, Celorico da Beira – «Casamentos por medida» com os Guardiões da Lua (Quarta-Feira);
29 – Auditório da APSCDFA, Fornos de Algodres – «A Sina de Maria das Dores» com o Teatro do Imaginário (Manigoto);
30 – Casa da Cultura de Famalicão da Serra – «Auto da Índia» com o Teatro Olimpo (Ansião).
Joaquim Igreja
(Agência do Inatel da Guarda)

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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