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O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

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O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

A reforma administrativa do território poderá conduzir a uma substancial perda de freguesias nos distritos da Guarda e de Castelo Branco por força das agregações propostas pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT). Apenas Manteigas mantém intacta a sua estrutura administrativa do território.

Penamacor pode perder três freguesias
A proposta formulada pela UTRAT aponta para agregações de freguesias no concelho de Penamacor, passando o mesmo para nove freguesias, menos três do que as que possui actualmente.
Pedrogão de São Pedro junta-se à Bemposta, passando a formar uma única freguesia.
A outra união prevista é a que reúne as freguesias de Aldeia do Bispo, Águas e Aldeia de João Pires, que passam a ser uma só.
A proposta mexe na única freguesias com menos de 150 habitantes, a Bemposta, que a UTRAT agrega a outra freguesia. Mas a proposta vai mais longe e, cumprindo os critérios legalmente definidos, aponta-se para a redução de três freguesias.
A Assembleia Municipal de Penamacor pronunciou-se contra a reorganização administrativa do território do concelho, não propondo a agregação de qualquer freguesia.

Manteigas não vai perder freguesias
O concelho mais pequeno do distrito da Guarda, mantém as quatro freguesias que o compõem, ainda que duas delas se situem na própria malha urbana da sede do Município.
Nenhuma das freguesias do concelho de Manteigas tem menos de 150 habitantes, além de que a lei da reorganização administrativa não obriga à redução de freguesias em municípios que têm quatro ou menos freguesias.
Face a estes factos a UTRAT entendeu não promover qualquer agregação, tanto mais que o próprio Município não expressou essa vontade.
A Assembleia Municipal de Manteigas pronunciou-se através da aprovação de uma moção em que lamentou a lei de reforma administrativa pelo facto da mesma não promover a transferência de freguesias entre municípios.
Assim sendo, em Manteigas vão manter-se inalteradas as freguesias de Santa Maria, São Pedro, Sameiro e Vale da Amoreira.

Almeida pode perder 13 freguesias
A proposta formulada pela UTRAT aponta para agregações de freguesias no concelho de Almeida que implicarão que passe a ter apenas 16 freguesias, menos 13 do que as que possui actualmente.
Azinhal junta-se a Peva e a Valverde.
Junça e Naves passam a formar uma só freguesia.
Leomil, Mido, Senouras e Aldeia Nova também se agregam numa só.
Castelo Mendo, Ade, Monte Perobolso e Mesquitela serão igualmente agregadas.
Amoreira, Parada e Cabreira é outra das agregações em Almeida.
Miuzela e Porto de Ovelha também passam a uma só freguesia.
Malpartida e Vale de Coelha também se unem.
A proposta da UTRAT mexe em todas as 16 freguesias do concelho de Almeida com menos de 150 habitantes, provocando uma redução de 13 freguesias, número muito maior do que aquele que a lei obrigaria, pois aplicando os critérios legais este município apenas teria de perder, no máximo, sete freguesias.
Porém o facto de a mesma lei impor que em nenhum município poderão restar freguesias com menos de 150 habitantes determinou a proposta que a UTRAD aponte para um maior número de agregações.

Concelho da Guarda pode perder 12 freguesias
A proposta formulada pela UTRAT vai de encontro ao parecer emitido pela Assembleia Municipal da Guarda, o que implicará que o concelho passe a ter apenas 43 freguesias, menos 12 do que as que possui actualmente.
As três freguesias localizadas no perímetro urbano da cidade da Guarda (Sé, São Vicente e São Miguel) ficam a constituir uma só freguesia.
Adão e Carvalhal Meão também se unem.
Gonçalo e Seixo Amarelo seguem o mesmo caminho.
São Miguel do Jarmelo e Ribeira dos Carinhos passam a uma só freguesia.
São Pedro do Jarmelo e Gagos irmanam-se igualmente.
Avelãs de Ambom e Rocamondo também ficarão agregadas.
Corujeira e Trinta passam a uma só freguesia.
Misarela, Pero Soares e Vila Soeiro também se juntam.
Pousade e Albardo reúnem o seu território.
Rochoso e Monte Margarido agregam-se também.
O caso da Guarda é um dos poucos na região em que a proposta da UTRAD vai inteiramente de encontro à pronúncia que a Assembleia Municipal fizera acerca do processo.

Belmonte pode perder uma freguesia
O concelho de Belmonte perde uma só freguesia, de acordo com a proposta formulada pela UTRAT, o que fará com que o concelho passe a ter quatro freguesias.
A própria cabeça do Município junta-se ao Colmeal da Torre, passando a formar uma só freguesia, o que melhora a dimensão demográfica de Belmonte enquanto sede.
As freguesias de Maçainhas, Inguias e Caria permanecem inalteradas.
A Assembleia Municipal de Belmonte não se pronunciou, limitando-se a fazer chegar à Assembleia da Republica as posições tomadas pelo Município e pelas assembleias de freguesia, que se mostraram contrárias a qualquer redução do número de freguesias no concelho.
plb

Dois militares do Destacamento de Trânsito da Guarda, de 32 e 33 anos, faleceram ontem, dia 9 de Outubro, depois de atropelados por uma viatura, pelas 21h30, na A23 ao quilómetro 194, no sentido norte/sul – zona de Belmonte.

Segundo um comunicado divulgado pelo comando da GNR da Guarda, os militares sinistrados encontravam-se na berma da estrada, com uma viatura de serviço devidamente sinalizada, a regularizar o trânsito e a suprimir uma das vias, em virtude de um incêndio florestal que deflagrava junto àquele eixo rodoviário.
A viatura que os vitimou embateu na traseira da viatura da GNR, provocando a morte de dois militares e ferimentos graves num terceiro, de 30 anos, que foi evacuado para o Hospital Distrital da Covilhã e depois transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
O condutor da viatura que provocou o acidente, de 34 anos, também sofreu ferimentos graves, encontrando-se igualmente no Hospital de Coimbra.
As famílias dos militares falecidos estão a receber apoio psicológico promovido pela GNR.
Na missiva à comunicação social, assinada pelo Tenente Coronel Cunha Rasteiro, a GNR refere lamentar «de forma sentida» a perda dos dois militares.
plb

O Comando Territorial da Guarda da GNR efectuou uma vasta operação de prevenção criminal em todo o distrito, de onde resultaram 17 detenções, na sua maior parte por condução sob o efeito do álcool, mas também houve detenções por furto e por posse ilegal de armas.

Guarda Nacional RepublicanaUma das detenções teve lugar no Sabugal, sendo efectuada por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da Guarda, que detiveram um indivíduo de 45 anos de idade, residente na cidade raiana, pelo crime de posse ilegal de armas, pois tinha na sua posse um aerossol de defesa, com gás pimenta, arma proibida por lei. Presente ao Tribunal Judicial do Sabugal foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, ficando a aguardar o resultado do Inquérito.
A operação especial de prevenção criminal aconteceu no passado fim-de-semana, nos dias 31 de Março e 1 de Abril, e incidiu especialmente na fiscalização rodoviária e no patrulhamento de pontos sensíveis, bem como na abordagem de suspeitos da prática de crimes.
No que respeita à fiscalização rodoviária, foram detidos 11 condutores. Destes, oito foram detidos por apresentarem taxas de álcool no sangue superior a 1,20 gramas por litro, dois por falta de habilitação legal para o exercício da condução e ainda um por ameaças e injúrias a militar da GNR.
No tocante ao patrulhamento e abordagem de suspeitos, foram detidos na localidade de Pínzio, em flagrante delito, dois indivíduos, com 24 e 46 anos de idade, residentes em Belmonte, quando furtavam metais não preciosos num armazém.
Também em Pínzio, foram detidos outros dois indivíduos, com 20 e 47 anos de idade, residentes em Sátão e Viseu, respectivamente, pelo crime de furto de arte sacra. Os mesmos já tinham furtado uma imagem de uma «santa» de um nicho na localidade de Freixo, concelho de Almeida.
Em Vila Chã, concelho de Seia, a GNR deteve um jovem, de 22 anos, desempregado, por crime de furto. O suspeito, foi surpreendido pelos militares quando furtava peças de um veículo que se encontrava parqueado junto de uma residência.
Durante a Operação foram ainda apreendidas substâncias estupefacientes: 54,46 gramas de haxixe e 12,07 gramas de cannabis sativa.
plb

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaBelmonte, castelo que conheço desde jovem, Senti sempre, aquele respeito devido, pela paz que me inspirava, pela altivez que mostrava, mesmo quando o visitava com os alunos. Também o vi melhorar e revalorizar com um anfiteatro que o tornou palco de atuações e festas. Sinto sempre ali o espírito dos «Cabral», a força das memórias Sefarditas – agora com Museu Judaico e Sinagoga – a magnitude das muralhas, atualmente enriquecidas e vivas com as Feiras que nos transportam aos tempos medievais, onde ele se impunha alerta, como guarda das gentes e dos povos beirões.Centum Cellas parece continuar essa vigia, quer tenha sido ela prisão, albergaria ou residência. A sua imponência gera também o respeito que devemos a estes guardiões de pedra que distinguem fortemente épocas longínquas, mas de qualquer forma marcantes na vida dos povos.

Belmonte

BELMONTE

Ó Belmonte, agora és tu
Que eu canto em simples voz
O teu coração é serrano
Tua raiz medieval
Viveste com as descobertas
Dos navegadores de Portugal.

Existias com a estrada Romana
Entre Bracara e Emerita Augustas
Fala-se de Afonso Henriques
E em Centum Cellas sua história
Em 1199 o rei D. Sancho
Deixou no foral sua memória.

Pertenceste à Sé da Guarda
Pela doação dum Papa Alexandre
Com os devidos direitos episcopais
Castelo e torre com Dinis construídos
Como em XII ou XII se confirma
O castelo e torre de menagem erguidos.

Alcanizes também viveste
Como tantos teus congéneres
Alargando fronteiras oeste
Mas perdeste com o tratado
O povo extramuros, segundo lemos
Ter-se-ia então alargado.

Na crise da independência
Perdeste parte das muralhas
E por D. João primeiro
Foste depois confiscado
Aberta a Porta da Traição
Quando a Luís A. Cabral doado.

Doado depois por Afonso V
A um Cabral de nome Fernão,
Pai do conhecido Pedro Álvares
Foste Residência Senhorial
E nunca mais deixaste de ser
Da família dos Cabral.

Com baluartes modernizado
Um incêndio te danificou
E ainda em XVIII arruinado
E em XX eras prisão
Mais tarde Monumento Nacional
O IPPAR abriu-te aos espetáculos
Mas não esqueceram os Cabral.

Teu traçado ovalado
De forte pedra granítica
Com vários estilos marcado
E com as armas de Cabral
Não desmereces, ó Belmonte,
Por tudo (o que viveste), castelo de Portugal.

O meu abraço a Belmonte

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

A Câmara Municipal de Belmonte emitiu um comunicado afirmando que aquela vila da Beira Baixa ambiciona tornar-se num destino turístico de excelência, sendo que os dados referentes ao número de pessoas que visitaram Belmonte em 2011 reforça a ideia de que esse objectivo se está a cumprir.

«Além dos prémios e das distinções na imprensa nacional e internacional, Belmonte reforçou em 2011 a sua ambição de se tornar um destino turístico de excelência», diz-se no comunicado de imprensa agora divulgado.
O Município informa que os Museus de Belmonte registaram 78.649 visitantes, um aumento de dois por cento em relação ao ano de 2010.
O Museu Judaico e o Ecomuseu, foram os que registaram o aumento mais significativo nas entradas, com 9 e 7 por cento, respectivamente. O Museu à Descoberta do Novo Mundo foi o mais visitado com 18.224 visitantes, sendo que é o turista nacional que mais o procura (14.966 entradas), seguido do brasileiro (com 803 entradas).
O turista brasileiro tem também predilecção pelos Caminhos de Santiago e o pelo Apóstolo, pelo que constituem o público principal do Centro de Interpretação da Igreja de S. Tiago (701 entradas).
O turista espanhol aparece um segundo lugar das nacionalidades que visitam a Vila (1.895 pessoas), sendo o Centro de Interpretação da Igreja de S. Tiago (533 entradas) e o Museu Judaico (501 entradas) os locais que mais visitam.
Em relação ao Museu Judaico, posteriormente ao turista nacional, foram os israelitas (1.579 entradas) e os americanos (537 entradas) o público principal em 2011.
Em relação às vendas de merchandising, o saldo foi também positivo, verificando-se um aumento em relação a 2010.
O aumento do número de turistas que visitaram Belmonte e os seus museus dão ânimo aos autarcas da vila onde nasceu Pedro Álvares Cabral, a prosseguirem a aposta no turismo. «São dados que nos orgulham e nos motivam a trabalhar mais e melhor. Apesar de todas as condicionantes previstas para 2012, esperamos que Belmonte e os seus Museus continuem a contribuir para que neste novo ano, Belmonte, se assuma como destino de referência no turismo nacional e internacional.»
plb

A associação que reúne as aldeias históricas de Portugal quer valorizar o património judaico que essas aldeias possuem, como estratégia de promoção e afirmação.

A «Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico» afirma querer dar uma maior atractividade à Marca «Aldeias Históricas», razão pela qual decidiu apresentar uma candidatura aos programas Mais Centro e PROVERE (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos). Trata-se de afirmar uma Estratégia de Valorização Económica de Base Territorial, aproveitando o potencial contido no importante Património Judaico que possuem as aldeias históricas.
A liderança da chamada «Estratégia de Eficiência Colectiva» pertencerá ao Município de Belmonte, tendo em conta a importância que ali assume o património judaico. A implementação do programa caberá aos Municípios que contêm na sua jurisdição aldeias históricas, a saber: Almeida, Arganil, Belmonte, Celorico da Beira, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Idanha-a-Nova, Manteigas, Mêda, Penamacor, Sabugal e Trancoso.
No caso do Sabugal trata-se de valorizar a aldeia histórica de Sortelha tendo em conta o eventual patrónimo judaico que a mesma possua.
Será implementado um Programa Acção que integra um conjunto de projectos voltados para a valorização do turismo, património, cultura e produtos tradicionais.
A Associação vai desenvolver três projectos fundamentais: «Estrutura de Gestão e Coordenação», «Animação Turística» e «Marketing e Comunicação».
A implementação dos três projectos representa um investimento superior a seis milhões de euros, que poderá ser comparticipado em 70% pelo FEDER, sendo os restantes 30% assumidos pelos Municípios envolvidos.
plb

O Documento Verde da Reforma da Administração Local, apresentado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, estabelece critérios para a redução de juntas de freguesias que, aplicadas ao distrito da Guarda fazem com que desapareçam 212 freguesias, num total de 336. No concelho do Sabugal desaparecerão 20 freguesias.

O documento, que tem por epígrafe «Uma Reforma de Gestão, uma Reforma de Território e uma Reforma Política», define uma metodologia baseada em critérios orientadores (demográficos e geográficos) que deverão presidir à nova organização autárquica.
Da aplicabilidade desses critérios orientadores elaborou-se um mapa que aponta para a agregação ou fusão de muitas freguesias, que, no caso do distrito da Guarda, se eleva a 212.
Vejamos as freguesias que vão desaparecer em cada concelho se a reforma autárquica avançar nos exactos termos em que está definida no Documento Verde.
Sabugal (desaparecem 20 freguesias, num total de 40): Águas Belas, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Baraçal, Forcalhos, Lomba, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Rapoula do Côa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Valongo, Vila Boa, Vila do Touro. Vilar Maior.
Aguiar da Beira (sete freguesias, num total de 13): Eirado, Forninhos, Gradiz, Pinheiro, Sequeiros, Souto de Aguiar da Beira, Valverde.
Almeida (23 freguesias, num total de 29): Ade, Aldeia Nova, Azinhal, Cabreira, Castelo Bom, Castelo Mendo, Freixo, Junca, Leomil, Malpartida, Mesquitela, Mido, Monte Perobolço, Naves, Parada, Peva, Porto de Ovelha, São Pedro de Rio Seco, Senouras, Vale de Coelha, Vale da Mula, Vale Verde, Vilar Formoso.
Celorico da Beira (15 freguesias, num total de 22): Baraçal, Cadafaz, Carrapichana, Cortiçô da Serra, Lajeosa do Mondego, Linhares, Maçal do Chão, Mesquitela, Minhocal, Prados, Rapa, Salgueirais, Velosa, Vide Entre Vinhas, Vila Boa do Mondego.
Figueira de Castelo Rodrigo (12 freguesias, num total de 17): Algodres, Almofala, Cinco Vilas, Colmeal, Escarigo, Freixeda do Torrão, Penha de Águia, Quintã de Pêro Martins, Vale de Afonsinho, Vermiosa, Vilar de Amargo, Vilar Torpim.
Fornos de Algodres (11 freguesias, num total de 16): Cortiço, Fuinhas, Juncais, Maceira, Matança, Muxagata, Queiriz, Sobral Pichorro, Vila Chã, Vila Ruiva, Vila Soeiro do Chão.
Gouveia (cinco freguesias, num total de 22): Figueiró da Serra, Freixo da Serra, Mangualde da Serra, Vila Cortês da Serra, Vila Franca da Serra.
Guarda (39 freguesias, num total de 55): Adão, Albardo, Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Avelãs de Ambom, Avelãs da Ribeira, Benespera, Carvalhal Meão, Cavadoude, Codesseiro, Corujeira, Faia, Fernão Joanes, Gagos, Gonçalbocas, João Antão, Meios, Mizarela, Monte Margarida, Pêro Soares, Porto da Carne, Pousade, Ramela, Ribeira dos Carinhos, Rocamondo, Santana da Azinha, Jarmelo (São Miguel), Jarmelo (São Pedro), Seixo Amarelo, Sobral da Serra, Trinta, Vale de Estrela, Vela, Videmonte, Vila Cortês do Mondego, Vila Franca do Deão, Vila Garcia, Vila Soeiro.
Manteigas (uma freguesia, num total de quatro): Vale da Amoreira.
Mêda (13 freguesias, num total de 16): Aveloso, Barreira, Carvalhal, Casteição, Coriscada, Fonte Longa, Longroiva, Marialva, Pai Penela, Prova, Rabaçal, Ranhados, Vale Flor.
Pinhel (20 freguesias, num total de 27): Atalaia, Azevo, Bogalhal, Bouça Cova, Cerejo, Cidadelhe, Ervas Tenras, Ervedosa, Lamegal, Lameiras, Manigoto, Pereiro, Pomares, Póvoa D’ El-Rei, Safurdão, Santa Eufémia, Sorval, Valbom, Vale de Madeira, Vascoveiro.
Seia (10 freguesias, num total de 29): Cabeça, Carragozela, Folhadosa, Lajes, Santa Eulália, Santa Marinha, São Martinho, Sazes da Beira, Várzea de Meruge, Lapa dos Dinheiros.
Trancoso (26 freguesias, num total de 29): Aldeia Nova, Carnicães, Castanheira, Cogula, Cótimos, Feital, Fiães, Freches, Granja, Guilheiro, Moimentinha, Moreira de Rei, Palhais, Póvoa do Concelho, Reboleiro, Rio de Mel, Sebadelhe da Serra, Tamanhos, Terrenho, Torre do Terrenho, Torres, Valdujo, Vale do Seixo, Vila Franca das Naves, Vila Garcia, Vilares.
Vila Nova de Foz Côa (10 freguesias, num total de 17): Castelo Melhor, Chãs, Horta, Mós, Murça, Numão, Santa Comba, Santo Amaro, Sebadelhe, Touca.

A situação é muito diferente em Castelo Branco, onde a redução das freguesias levará apenas à agregação ou fusão de 39 em todo o distrito – as mesmas que desaparecem apenas no concelho da Guarda. Belmonte perde apenas uma freguesia – Colmeal da Torre – enquanto que Penamacor perde cinco – Águas, Aldeia de João Pires, Bemposta, Meimão e Vale da Senhora da Póvoa.
plb

Dez novos municípios, entre os quais o do Sabugal, estão interessados em aderir à Rede de Judiarias de Portugal, que foi criada em Março deste ano, com o objectivo de defender o património judaico urbanístico e arquitectónico.

A novidade veio de Jorge Patrão, presidente da Entidade de Turismo da Serra da Estrela e secretário-geral da Rede de Judiarias de Portugal, em declarações à Lusa no decurso do II Festival Internacional da Memória Sefardita, que está a decorrer.
«Estamos actualmente em negociações com dez novos municípios, entre os quais Angra do Heroísmo, Évora e Alenquer», disse Jorge Patrão. O Sabugal está também entre esses municípios, uma vez que a pretensão de aderir foi já aprovada em Assembleia Municipal.
A Rede de Judiarias de Portugal foi constituída em Março deste ano e integra os municípios de Guarda, Trancoso, Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Lamego e Penamacor, assim como as entidades regionais de Turismo da Serra da Estrela, Douro, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve e ainda a Comunidade Judaica de Belmonte.
No decurso do Festival o presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, considerou que o legado da presença judaica é um recurso estratégico para o futuro. «A história, a cultura, o património e o conhecimento, constituem a matéria prima que temos que saber transformar em dinamismo e desenvolvimento», declarou.
O Festival da Memória Sefardita é organizado pela Entidade de Turismo Serra da Estrela e Câmaras Municipais de Trancoso e Belmonte.
plb

O Turismo da Serra da Estrela divulgou o programa actualizado do II Festival Internacional da Memória Sefardita, que se realiza de 18 a 21 de Setembro, na Guarda, Trancoso e Belmonte.

Jorge Martins no 1º. Festival Sefardita

Nesta edição de 2011 serão tratados dois temas de fundo, ligados ao judaísmo e a momentos decisivos da História da Humanidade: «Os Justos Portugueses da II Guerra Mundial» e «A Obra do Resgate do Capitão Barros Basto»
O programa completo actualizado é o seguinte:

Dia 18, domingo
BELMONTE
15h00 – Mercado de produtos Kosher em Belmonte, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas
21h00 – Concerto de Mor Karbasi – Teatro Municipal Guarda (TMG)

Dia 19, segunda-feira
GUARDA
09h30 – Sessão de Abertura no TMG, pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas
10h00 – Apresentação da Rede Nacional de Judiarias:
Turismo Serra da Estrela, Câmara M. Trancoso, Câmara M. Castelo de Vide, Câmara M. Torres Vedras, Câmara M. Guarda
11h00 – Coffee Break
11h30 – Continuação dos trabalhos
13h00 – Almoço
15h00 – Os Justos Portugueses da II Guerra Mundial: A Ação de Carlos Sampayo Garrido e Alberto Branquinho na Hungria
Oradores:
Salvador S. Reis (neto Embaixador Sampayo Garrido), Marina Pignatelli (Profª. Universidade Técnica de Lisboa), Pedro Cordeiro (jornalista do Expresso), Sofia Leite (jornalista da RTP), Lumena Raposo (jornalista do DN).
16h00 – Coffee Break
16h30 – Continuação de trabalhos
21h30 – Exibição do filme «O Cônsul de Bordéus» no Teatro Municipal da Guarda

Dia 20, terça-feira
TRANCOSO
09h30 – Inauguração da exposição do espólio do Capitão Barros Basto no Convento dos Frades.
10h00 – «A Obra do Resgate do Capitão Barros Basto» – Convento dos Frades.
Oradores:
Isabel Lopes (neta do Capitão Barros Basto), Jorge Martins (historiador), Elvira Mea (Prof. Faculdade de Letras Porto e autora livro sobre obra do Capitão), Miriam Assor (jornalista), Ferrão Filipe (presidente da Comunidade Israelita do Porto), Francisco Almeida Garrett (advogado), Marinho Pinto (bastonário da ordem dos advogados), Elisah Salas (rabino da comunidade judaica Belmonte).
11h00 – Coffee Break
11h30 – A Obra do Resgate do Capitão Barros Basto – a questão jurídica.
Oradores:
Francisco Almeida Garret (advogado), Marinho Pinto (Bastonário da Ordem dos Advogados).
12h30 – Almoço
15h00 – Continuação dos trabalhos

Dia 21, quarta-feira
10h00 – Visitas temáticas
Encerramento do Festival
plb (com Turismo Serra da Estrela)

No âmbito do Festival Internacional da Memória Sefardita, o município de Belmonte decidiu realizar um Mercado de Produtos Kosher no dia 18 de Setembro, a partir das 15 horas, na Rua Fonte da Rosa.

Na vila de Belmonte existe a última comunidade peninsular de origem Cripto-Judaica que sobreviveu até aos nossos dias.
O certame organizado pela Câmara Municipal de Belmonte pretende promover e dinamizar os produtos Kosher (que seguem os preceitos judaicos), com origem na região e dar a conhecer a gastronomia e o artesanato.
O mercado conta com o contributo da Comunidade Judaica de Belmonte e do seu Rabino.
Cada vez mais empresas da região, sobretudo na área alimentar, seguem a aposta de produzir de acordo com as regras judaicas. Para além do interesse do mercado internacional, os novos produtos motivam interesse e curiosidade a nível nacional.
O Festival Internacional da Memória Sefardita realiza-se de 18 a 21 de Setembro de 2011.
plb (com Turismo Serra da Estrela)

O Núcleo de Investigação Criminal da Guarda apreendeu, no final da tarde de ontem, dia 25 de Julho, 30 plantas de Cannabis Sativa na localidade de Gonçalo, concelho da Guarda.

Segundo um comunicado do Comando Territorial da Guarda da GNR, as 30 plantas de Cannabis Sativa, com alturas compreendidas entre 0,40 e 2,10 metros, encontravam-se num terreno próximo da localidade de Gonçalo, concelho da Guarda, onde foram cultivadas.
A investigação, que já decorria há algum tempo, permitiu a detenção, em flagrante delito, de um indivíduo de 31 anos de idade, com a profissão de jardineiro, residente naquela localidade, como suspeito de ter cultivado as plantas.
O suspeito detido, já com antecedentes criminais, foi presente ao Tribunal Judicial da Guarda, cujo juiz lhe aplicou a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, situação em que aguardará pelo decorrer do processo criminal, que se manterá a cargo da GNR.
O Comando Territorial da Guada da GNR tem dado nota de sucessivas apreensões de plantas de Cannabis Sativa que são cultivadas em quintais particulares de diversas localidades da região.
plb

Guarda, Trancoso e Belmonte acolhem novamente este ano, de 18 a 21 de Setembro, o Festival Internacional da Memória Sefardita, será a segunda edição de um evento organizado pelo Turismo da Serra da Estrela (TSE).

Nesta edição de 2011 serão tratados três temas de fundo, ligados ao judaísmo e a momentos decisivos da História da Humanidade:
– Os Justos Portugueses da II Guerra Mundial
– A Acção de Carlos Sampayo Garrido e Alberto Branquinho na Hungria
– A Obra do Resgate do Capitão Barros Bastos
O programa completo já está definido:
Dia 18 de Setembro, Domingo
21:00 – Concerto de Mor Karbasi – Teatro Municipal da Guarda
Dia 19 de Setembro, Segunda-Feira
09:30 – Sessão de Abertura – Teatro Municipal da Guarda
10:00 – Apresentação da Rede Nacional de Judiarias
14:30 – Os Justos Portugueses da II Guerra Mundial: a Acção de Carlos Sampayo Garrido e Alberto Branquinho na Hungria
17:00 – Apresentação do novo filme de Aristides Sousa Mendes
Dia 20 de Setembro, Terça-Feira
9:30 – A Obra do Resgate do Capitão Barros Bastos – Trancoso
12:00 – Actuação Musical
14:00 – Feira Medieval Judaica
Dia 21 de Setembro, Quarta-Feira
Visita a Belmonte
Recepção da Comunidade Judaica de Belmonte na Sinagoga
Visita turística à Serra da Estrela/Vale Glaciar do Zêzere/Covão de Ametade/ Manteigas
plb (com TSE)

A Rede de Judiarias de Portugal, lançou o seu website na Internet, pelo qual passa a ser possível conhecer o património judaico e as actividades que cada município oferece no âmbito do judaísmo.

Disponível em português e inglês, o site irá estar disponível no futuro também em hebraico.
O portal permite ao interessado ficar a conhecer o património histórico judaico que existe nas diferentes localidades que integram a rede de judiarias. Também lhe permite ler artigos sobre a temática que saiu na imprensa, conhecer os eventos que se realizaram ou que estão previstos, bem como tomar nota nas principais publicações sobre a cultura judaica.
O sítio tem ainda informações acerca da rede das judiarias, e uma secção especial dedicada á comunidade judaica de Belmonte, a mais activa do país, e a única comunidade peninsular herdeira legítima da antiga presença histórica dos judeus sefarditas.
A Rede de Judiarias de Portugal, composta pelos Municípios de Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Trancoso, Guarda, Belmonte, Penamacor, Castelo de Vide, Tomar e Torres Vedras, foi criada em Abril de 2011 com o objectivo de não só motivar a reabilitação de centros históricos mas também de promover um grande recurso histórico de turismo cultural.
Pretendendo promover o património judaico português, a rede é ainda constituída pelas entidades de turismo do Algarve, Alentejo, Oeste, Lisboa e Vale do Tejo, Serra da Estrela, Douro e a Comunidade Judaica de Belmonte.
«A organização de uma associação que tem o fim de operar, acompanhar e concentrar acções de valorização e promoção em todo o país só pode ajudar a dignificar a história de Portugal e o seu património», pode ler-se nos conteúdos do portal.
ainda segundo a informação disponibilizada, existe muita investigação por fazer, sinalética por colocar, núcleos patrimoniais por realizar, promoção turística para efectivar, sendo essa uma das missões da rede.
Os associados podem ser municípios, entidades regionais de turismo e comunidades judaicas.
O novo portal pode ser consultado aqui.
plb

O aumento das tarifas da água e a ausência de resposta às propostas dos municípios para minimizarem o problema, levou os presidentes das câmaras que dependem do abastecimento através da empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC) a avançarem com um processo judicial tendente à denúncia e anulação do contrato celebrado.

Os municípios mandataram em conjunto um advogado com escritório na Covilhã para os representar na acção contra a AZC. O objectivo é colocar em causa os contratos assinados de fornecimento de água em alta, de recolha de afluentes e de valorização das infra-estruturas municipais. A acção judicial visa ainda obter a celebração de novos contratos que tenham em conta as especificidades reais dos municípios e da região em que se inserem.
Face às despesas de interposição do processo, que já atingem uma verba que ronda os 80 mil euros, os presidentes das câmaras, reunidos na Mêda, em 14 de Junho, acordaram em distribuir esse encargo por todos os municípios envolvidos, tendo por base o que cada um recebe do Fundo de Equilíbrio Financeiro. Assim à Câmara do Sabugal caberá contribuir com 8.684 euros, o segundo valor mais alto, apenas inferior ao contributo previsto para a Câmara da Guarda, que será de 9.757 euros.
Os presidentes de câmara consideram que as posições irredutíveis da empresa levaram a uma saída prematura do Município da Covilhã do sistema, o que originou, logo no início, a perda de largos milhares de clientes, que colocou problemas à sustentabilidade financeira da empresa. Face à situação a AZC decidiu aumentar unilateralmente as tarifas, o que ensandeceu os presidentes das autarquias, que consideram o aumento incomportável, tendo que o fazer reflectir na facturação da água aos munícipes.
Face à situação os presidentes das câmaras propuseram que o passivo da empresa fosse incorporado e consolidado nas contas da empresa mãe, a Águas de Portugal (que é o principal accionista da AZC). Esse saneamento das contas tornaria possível avançar com os investimentos necessários para uma melhor exploração e distribuição da água, ao mesmo tempo que permitiria uma revisão do tarifário, definindo-se um preço justo e socialmente aceitável, tendo em conta a situação do Interior, assim como as dificuldades das autarquias e dos consumidores. Os autarcas avançam mesmo com a proposta de que as novas tarifas, resultantes desse processo de saneamento, não ultrapassem a média nacional das tarifas definidas.
Outro problema que os municípios vêm contestando é o método de contagem da quantidade de água que entra na rede de saneamento, isto porque a contagem inclui as água pluviais que entram na rede e que vão parar às estações de tratamento de resíduos, o que aumenta em muito os custos das autarquias. Aqui os municípios propõem uma mudança no método de contagem, que deverá ter por padrão os valores dos meses secos, pagando-se nos meses das chuvas um valor igual ao praticado no Verão.
Entretanto, e face ao impasse, a maior parte das autarquias deixaram de pagar o valor das facturas da água. face a isto a AZC resolveu moveu também processos contra essas autarquias nos tribunais administrativos e fiscais, o que aumentou a tensão no já difícil relacionamento.
O conflito levou, logo no início deste ano, a uma reunião dos autarcas com a ministra do ambiente, Dulce Pássaro, que no entanto não teve consequências práticas, e à decisão do presidente da Câmara de Belmonte, Amândio Melo, de se demitir do lugar de vogal do concelho de administração da empresa.
A situação parece estar para se manter, seguindo o conflito nos tribunais, com a empresa e exigir os pagamentos em falta e as câmara a intentarem a denúncia do contrato.
plb

Os vinhos da Beira Interior, vão ser alvo, entre os dias 16 e 19 de Junho, de uma ousada acção de promoção de carácter internacional, a fim de serem dados a conhecer a importadores e jornalistas estrangeiros.

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Está prevista a realização de provas e visitas a explorações, assim como o IV Concurso de Vinhos da Beira Interior, promovido pelas Associações Empresariais da Guarda e de Castelo Branco e pela Comissão Vitivinícola Regional (CVR) da Beira Interior.
As exportações de vinhos da Beira Interior aumentaram quase 20 por cento entre 2009 e 2010, facto que motiva a organização para o lançamento da iniciativa. O claro sucesso das edições anteriores do concurso de vinhos é outro factor decisivo para a sua nova edição, apostando este ano «na promoção internacional dos néctares produzidos na região, sem esquecer a divulgação do património e demais produtos tradicionais».
«O grande objectivo da jornada de promoção internacional dos vinhos da região é, precisamente, contribuir para a sua divulgação e incentivar os negócios e a exportação», explicou Luís Baptista Martins, da organização do evento.
O representante disse que a CVR da Beira Interior, com cerca de 16 mil hectares de vinha, conta actualmente com 30 agentes económicos: cinco Adegas Cooperativas e 25 produtores/engarrafadores particulares, certificando anualmente «cerca de seis milhões de litros de vinho DOC Beira Interior e VR Beiras».
Luís Baptista Martins recordou que os vinhos da região «têm figurado entre os 50 melhores, nos últimos três anos, para o mercado do Reino Unido e para o mercado do Brasil» e nos concursos mundiais «têm vindo a ser distinguidos com regularidade, sinónimo do potencial e do crescimento que a região está a ter».
Além disso, destacou, «nos últimos anos, tem-se dado nesta região uma grande evolução relativa ao aumento do número de produtores e à qualidade dos seus vinhos», pretendendo a zona «afirmar-se como uma região de excelência e qualidade na produção de vinhos e ocupar o seu legítimo lugar juntamente com as grandes regiões vitivinícolas portuguesas».
Relativamente às vendas, o responsável indicou que se ultrapassou no ano passado as 500 mil garrafas de vinho exportado.
«Os maiores destaques nos mercados fora da União Europeia vão para os Estados Unidos da América, Angola, Brasil, China e Canadá e nos mercados da União Europeia para Reino Unido, França, Alemanha e Luxemburgo», esclareceu.
A iniciativa inclui uma visita de quatro dias, com 40 convidados internacionais, entre jornalistas e empresários do sector da comercialização de vinhos e de agro-alimentares.
A acção, apoiada pelo projecto COOPETIR – Cooperação para a Competitividade Empresarial, levará os participantes até Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Belmonte, Idanha-a-Nova e Castelo Branco. Do programa constam visitas a aldeias históricas provas de vinhos, de doces e de queijos.
plb (com jornal «O Interior»)

A Rede de Judiarias de Portugal, com sede em Belmonte, está a estudar, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), uma candidatura a fundos para recuperação dos centros históricos dos municípios associados, anunciou hoje o secretário-geral do organismo. O Sabugal, que não integra a rede de judiarias, está fora do projecto.

Jorge Patrão, que também preside à Entidade Turística da Serra da Estrela, disse ontem, dia 24 de Maio, em Belmonte, à margem da apresentação da rede promovida pela embaixada de Israel, que «ainda não há verbas definidas», mas já há «caminho aberto» para o projecto.
Apesar de alguns dos municípios não estarem situados na Região Centro, aquele responsável refere que a candidatura será tratada com a CCDRC, que depois coordenará a vertente financeira com as restantes comissões regionais.
A candidatura permitirá «valorizar o património judaico e dignificar os espaços turísticos em que esse património se insere».
A Rede de Judiarias de Portugal foi constituída em Março de 2011 e integra os municípios de Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor e Trancoso.
Fazem também parte da estrutura as entidades regionais de Turismo do Douro, Serra da Estrela, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve e ainda a Comunidade Judaica de Belmonte.
Ehud Gol, embaixador de Israel em Portugal, aplaudiu a criação da rede, depois de já ter visto nascer uma estrutura semelhante em Espanha, há 16 anos.
Na apresentação de hoje, que serviu também para assinalar o 63.º aniversário da independência de Israel, aquele responsável disse esperar que a ligação entre municípios e entidades «sirva para dar a conhecer a história judaica de Portugal».
plb (com Lusa)

A localidade de Trigais pertencente à freguesia da Bendada, concelho do Sabugal aparece nos Censos 2011 para ser recenseada na freguesia das Inguias, no concelho de Belmonte. Será caso único em Portugal?

Trigais - Bendada

Como é do conhecimento de todos, tiveram início, no passado dia 7 de Março, em todo o território nacional, os Censos 2011. É um processo que é feito de 10 em 10 anos, pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) e consiste na contagem das pessoas e dos edifícios em território nacional e se as pessoas estão presentes ou ausentes, no chamado momento censitário, bem como da verificação das condições das habitações em áreas previamente delimitadas pelo Instituto Geográfico Português, ou seja, por áreas geográficas das freguesias, ou, pelo menos, assim deveria ser. Como diz o ditado: «O seu a seu dono.»
Até aqui tudo certo. O insólito acontece quando a localidade de Trigais, que pertence à freguesia da Bendada, concelho do Sabugal, onde há sensivelmente dois meses os seus eleitores exerceram o direito de voto na secção de voto da freguesia da Bendada instalada neste local, aparece agora quase na sua totalidade para ser recenseada na freguesia de Inguías, concelho de Belmonte. Assim a maioria dos habitantes desta localidade, pertencentes à freguesia da Bendada vai contar para o número de habitantes de outra freguesia, de outro concelho e até, de outro distrito.
Penso que esta divisão tem como base um acordo que ocorreu nos censos de 2001, entre os Municípios do Sabugal e de Belmonte e das Freguesias de Bendada e Inguias, para ultrapassar um imbróglio que surgiu, quando os Trigais apareciam na cartografia das duas freguesias e também ao enorme anseio que Belmonte nutre para ver esta localidade pertencer ao seu território. Este acordo efectuado em 2001, entre Sabugal e Belmonte, a meu ver, foi um erro crasso, que pessoalmente sempre questionei, e fui alertando a quem de superior a mim tem responsabilidades no assunto, que tal situação poderia voltar acontecer.
Mas por ironia do destino em 2011 sou Presidente da Freguesia da Bendada e, como as autarquias participam activamente nos censos, por inerência do cargo que ocupo, fui chamado para coordenador de freguesia, iniciando a respectiva formação com os restantes colegas. Tudo corria bem até ao momento em que tive conhecimento que os limites da freguesia da Bendada, no que diz respeito à localidade de Trigais se encontrava no espaço correspondente à freguesia de Inguias, Concelho de Belmonte. De imediato manifestei o meu repúdio e descontentamento pela situação, demonstrando a minha indisponibilidade para coordenar estes trabalhos, com os quais eu não posso concordar, acatando tais limites. «Qual o pastor que gosta de ver as suas ovelhas levadas para outro rebanho?» Como Presidente de Junta eleito, tenho, não só o direito, como tenho muito mais o dever, de defender os interesses da minha freguesia, não podendo nunca compactuar com tais decisões, não podendo aplaudir ou, muito menos ajudar, a saída de pessoas da minha freguesia para outra. Por estas razões abandonei as funções de coordenador de freguesia para os Censos 2011. Caso este facto se concretize deve ser inédito no país, os habitantes de uma freguesia contarem para a população de outra freguesia de outro concelho e distrito diferentes, deixo o meu apelo a quem de direito, e tenha poder sobre tal corrija tal incoerência.
Jorge Manuel Dias
Presidente da Junta de Freguesia da Bendada

1 – A ampliação da pesquisa «Trigais» no Google Earth indica «Trigais, Belmonte, Portugal». Estranho e curioso.
2 – Convém recordar o artigo de Opinião de José Morgado Carvalho datado de 15 de Março de 2009.
Aqui.
jcl

Foi registada notarialmente a Rede de Judiarias de Portugal – Rotas de Sefarad – que tem como membros fundadores várias entidades regionais de turismo e municípios. O Sabugal não está entre os fundadores, mau grado tenha mostrado interesse em participar no projecto.

A escritura efectuou-se no dia 10 de Março, tendo sido assinada pelos representantes dos municípios de Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor e Trancoso, bem como as Entidades Regionais de Turismo de Douro da Serra da Estrela, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve, assim como a Comunidade Judaica de Belmonte.
Proximamente haverá a eleição dos corpos directivos da nova associação, numa Assembleia Geral que reunirá para o efeito.
A Rede de Judiarias tem sede em Belmonte e tem como grande objectivo defender o património judaico urbanístico e arquitectónico que existe em Portugal.
O Sabugal está fora do grupo de fundadores, embora possa ainda vir a aderir e passar a integrar o projecto.
No início de Outubro de 2010, o presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo, esteve em Belmonte, na conferência de imprensa de apresentação do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita, onde afirmou que o concelho do Sabugal ainda não estava no patamar de outros municípios que detinham vestígios judaicos, mas manifestava solidariedade com a criação de uma rede temática pelos municípios. «É minha convicção, na sequência de estudos e a actividade que alguns particulares têm desenvolvido no concelho, que esta é uma área que temos de trabalhar com a ajuda de todos contribuindo para esta causa e para a promoção desta rede», disse o autarca sabugalense nessa ocasião.
plb

A Rede das Judiarias de Portugal vai ser constituída em Fevereiro, ficando sediada em Belmonte, noticiou a agência Lusa, que falou comJorge Patrão, presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela.

Bairro Judaico em BelmonteA rede vai juntar os centros históricos de vários municípios numa associação sem fins lucrativos para defender o património judaico urbanístico e arquitectónico, disse aquele responsável, um dos dinamizadores da iniciativa.
Pretende-se ainda definir programas culturais e turísticos com base na herança judaica.
Os membros fundadores já confirmados serão as entidades regionais de Turismo da Serra da Estrela, Douro, Oeste, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, os municípios de Belmonte, Guarda, Trancoso, Lamego, Penamacor, Freixo de Espada-à-Cinta e Castelo de Vide e a comunidade judaica de Belmonte.
«Outras entidades estão a ultimar os respectivos processos» para aderirem à nova estrutura, adiantou Jorge Patrão à Lusa.
A rede terá sede em Belmonte, onde reside uma das mais antigas comunidades judaicas do mundo, que sobreviveu à inquisição.
O presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela considerou que a rede será uma ferramenta útil para «muitos centros históricos que estão desmazelados e precisam de recuperação».
A requalificação será conseguida «através de programas específicos da União Europeia: uma candidatura com uma temática, como o judaísmo, tem mais força do que recuperar só por recuperar», destacou.
Por outro lado, «a rede permitirá ter uma nova aposta no sector turístico, tal como na Serra da Estrela o judaísmo tem representado um crescimento do número de turistas complementar ao mercado da neve», assinalou Jorge Patrão.
No entanto, o envolvimento de operadores turísticos será remetido para mais tarde.
Para já, os membros fundadores da rede ultimam os estatutos e preparam-se para a escritura pública a ter lugar em data a definir no mês de Fevereiro.
«Penso que vamos conseguir ter uma associação sólida, à semelhança da que já existe em Espanha», disse Jorge Patrão.
Amândio Melo, presidente da Câmara de Belmonte, manifestou-se satisfeito com a ideia, alertando, no entanto, que «não pode ser um simples movimento associativo. É necessário que os associados tenham uma tradição judaica para que a rede seja genuína».
plb (com Lusa)

«Lobos» é o nome do filme cuja estreia em televisão aconteceu na passada sexta-feira, 26 de Novembro, na RTP-1.

Rádio CariaO filme foi produzido na sua maioria, na nossa região, com filmagens que tiveram lugar em Caria, Belmonte e Guarda. Contou com a participação de várias entidades e personalidades do concelho de Belmonte e a Rádio Caria foi convidada a participar numa das cenas deste filme, com uma noticia de última hora que interrompia a emissão para dar a informação de que se encontrava no terreno uma acção policial de busca do furagido, de nome Joaquim, num papel representado pelo actor Nuno Melo. Em plena viagem, os actores principais, que na altura ouviam a rádio do concelho de Belmonte, ficavam a saber desta operação policial.
Este o momento em que a Rádio Caria participa no filme «Lobos», dando a notícia da fuga de um casal, tio e sobrinha menor, que viriam a ter um caso e todo o filme que se desenrola em torno desta fuga, depois da morte acidental do casal na localidade de Ansiães da Serra. No papel principal, Nuno Melo, figura conhecida das telenovelas e cinema nacional, passou cerca de uma semana em filmagens na nossa região.
Fernando Centeio, o produtor do filme na altura das gravações entrevistado pela Rádio Caria, dava conta de alguns pormenores do filme, que inicialmente teria o nome de «A Monte», «uma vez que o casal se encontrava a monte pela região, pedindo ajuda para que pudesse atravessar a fronteira», sublinhou.
A estreia do filme «Lobos» aconteceu na passada sexta-feira, 26 de Novembro, na RTP-1. Foi filmado quase na sua totalidade na nossa região, contou com a participação de gente conhecida do concelho de Belmonte e numa das cenas principais contou com uma das vozes da informação da Rádio Caria.
Sérgio Paulo Gomes

Os congressistas da área do turismo do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorreu na Guarda defenderam a criação de uma rede nacional de judiarias. A iniciativa, onde participou o historiador Jorge Martins, foi promovida pela entidade regional de Turismo Serra da Estrela juntou no TMG judeus e especialistas nacionais e estrangeiros.

Jorge Martins - TMG - Festival Sefardita

Os especialistas e operadores turísticos que participaram no painel «O impacto da herança judaica no turismo», reconheceram que Portugal poderá tirar partido das potencialidades de uma futura rede nacional de judiarias poderá atrair turistas no âmbito do denominado turismo religioso.
«A criação de uma rede de judiarias em Portugal é, sem dúvida, uma mola dinamizadora para o turismo, a economia e a investigação, e para a valorização da memória de Portugal», defendeu Isaac Assor, da Alegretur-Viagens e Turismo.
O operador turístico referiu que «o turismo é, nos dias de hoje, uma das molas impulsionadoras do desenvolvimento económico do país», reconhecendo que uma rede de judiarias criará um novo atrativo turístico para o país.
O historiador Jorge Martins, investigador do Instituto Universitário de Lisboa, foi moderador (3.º painel) e orador (4.º painel) onde apresentou dados que indicam a presença judaica em «todos os concelhos» da região que integram a TSE e considerou que «as Beiras são um altíssimo laboratório para os estudos judaicos». O estudo apresentado sobre a presença de judeus no concelho do Sabugal entre o século XVI e os nossos dias surpreendeu a plateia que acompanhou com muito interesse toda a exposição. Jorge Martins é autor de vários livros sobre a temática judaica e colaborador do «Capeia Arraiana».
«A rede de judiarias de Portugal vai ser muito importante para os turistas poderem conhecer o património judaico existente nas várias localidades», reconheceu o espanhol Antonio Amil, da rede nacional de judiarias de Espanha.
Carolino Tapadejo, coordenador da rede de turismo social da União das Misericórdias, exortou os autarcas e entidades com responsabilidade na área para que «apostem» neste segmento turístico.
O consultor internacional Jack Soifer anotou que o país possui «um grande potencial e uma riqueza cultural fantástica» e afirmou que só a região da Serra da Estrela poderá ganhar «300 milhões de euros a curto prazo», apostando, em força, no turismo dirigido aos judeus.
António Padeira, do Instituto de Turismo de Portugal, a herança judaica «é um produto que tem um público-alvo mas também pode interessar a outras pessoas, não como motivação principal da viagem mas como motivação complementar e que deve ser ainda mais desenvolvido em Portugal», admitiu, reconhecendo como aspecto positivo, a preparação da rede de judiarias.
Jorge Patrão, presidente da Turismo Serra da Estrela assumiu que o turismo judaico representa «um nicho de mercado que envolve 13 milhões de pessoas e pode ser uma ajuda para a saída da crise de muitos países”, defendendo ainda a necessidade da criação de «mais equipamentos para atingir esse nicho de mercado».
jcl (com agência Lusa)

Os congressistas da área do turismo do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorreu na Guarda defenderam a criação de uma rede nacional de judiarias. A iniciativa, onde participou o historiador Jorge Martins, foi promovida pela entidade regional de Turismo Serra da Estrela juntou no TMG judeus e especialistas nacionais e estrangeiros.

GALERIA DE IMAGENS – FESTIVAL SEFARDITA –  1 A 7-11-2010
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jcl

O Museu Judaíco de Belmonte foi o cenário escolhido para a conferência de Imprensa de apresentação do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorre entre os dias 1 e 7 de Novembro na região da Serra da Estrela.

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«São esperados cerca de 500 participantes no 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que vai ter lugar, entre os dias 1 e 7 de Novembro, nos concelhos de Belmonte, Guarda e Trancoso», anunciou esta quinta-feira, 7 de Outubro, no Museu Judaíco de Belmonte o presidente da Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão.
Na mesa estavam presentes os presidentes Jorge Patrão (Turismo Serra da Estrela), António Mendes (comunidade Judaíca de Belmonte), Amândio Melo (Belmonte), Joaquim Valente (Guarda), Júlio Sarmento (Trancoso) e António Robalo (Sabugal).
O presidente da comunidade judaica de Belmonte, António Mendes, confessou nunca pensar que fosse possível a realização de um festival sobre judaismo como o que estava a ser ali apresentado. «Os judeus sempre se esconderam», lembrou.
Este festival vai permitir aos descendentes de judeus sefarditas, originários de Portugal e Espanha e espalhados pelo Mundo, ouvirem falar sobre as suas raízes numa região que tem uma grande herança judaica.
Jorge Patrão considerou que «o Museu Judaico de Belmonte, onde se mantém uma comunidade activa com a respectiva sinanoga, as rotas de antigas judiarias na vila, na Guarda e em Trancoso, o azeite, o vinho e queijos Kosher, alimentos que obedecem à lei judaica, produzidos nas Beiras permitem apostar num turismo durante todo o ano alternativo à sazonalidade da neve da serra da Estrela».
«O Sabugal começa agora a dar os primeiros passos a fazer um levantamento de uma história muito importante ocorrida nesse concelho. Os primeiros levantamentos intra-muralhas, e não só, já foram feitos e um deles foi posto a descoberto e está aberto ao público numa casa muito próximo do castelo que fazia parte da antiga judiaria – a Casa do Castelo – onde foi preservado durante as obras um Aron Hakodesh, um local dedicado à oração de uma casa sefardita, de um habitante judeu, que o manteve escondido com taipas ou portadas por causa da Inquisição. Quando descobrimos peças destas estamos a descobrir o nosso passado. Penso que foi isso, também, que deu motivação à Câmara do Sabugal para integrar as rotas judaicas da serra da Estrela», divulgou durante a conferência de Imprensa Jorge Patrão.
Em resposta a uma questão da Rádio Caria o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, esclareceu que «o concelho do Sabugal ainda não está no patamar destes três municípios que participam no primeiro festival sefardita mas a minha presença é uma manifestação de solidariedade com a criação de uma rede temática pelos municípios presentes – destaco a capacidade do Turismo Serra da Estrela de concretizar este iniciativa – e a minha convicção, na sequência de estudos e a actividade que alguns particulares têm desenvolvido no concelho, que esta é uma área que temos de trabalhar com a ajuda de todos contribuindo para esta causa e para a promoção desta rede» porque em consequência do fluxo turístico que vai gerar «a região e a serra da Estrela vão ficar mais conhecidos e mais promovidos».
O autarca sabugalense aproveitou ainda para dizer que «há empenho da Câmara em coordenação com o belo gabinete de arqueologia e o pelouro da cultura e o apoio de outras entidades que já têm um trabalho mais avançado e mais experiência nesse ramo e estamos a equacionar as opiniões dos especialistas que recentemente visitaram o centro intra-muralhas do Sabugal e identificaram mais algumas casas judaicas de grande valor histórico».
O primeiro evento em Portugal focado na memória sefardita inclui um congresso que decorre nos dias 2, 3 e 4 de Novembro no TMG-Teatro Municipal da Guarda. As palestra contam com a presença, entre outros, do ilustre historiador Jorge Martins (cronista no Capeia Arraiana) nos painéis «A fronteira da vida de Aristídes de Sousa Mendes» e «O impacto da herança judaica no turismo» onde vai falar sobre a presença dos judeus no Sabugal e o Aron da Casa do Castelo. O programa inclui ainda visitas culturais (com possível passagem pelo Aron Hakodesh na Casa do Castelo no Sabugal) e concertos evocativos do passado judaico.
O programa do congresso destaca a presença de personalidades de renome nacional e internacional. Na Guarda está prevista a apresentação da Casa da Memória, Identidade e Património Aristídes Sousa Mendes, visitas à sé catedral, antiga judiaria e igreja de São Vicente.
No dia 2, em Belmonte, os participantes são recebidos na Comunidade Judaica de Belmonte, com palestra do Rabino Elisha Salas e dirigentes da Shavei Israel com visita à sinagoga, bairro judaico, castelo, museu judaico e museu à descoberta do Novo Mundo.
Em Trancoso, no dia 4, vai ser apresentado o Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso, feita a aposição de carimbo e lançamento de selos comemorativos da Memória Sefardita e um concerto de encerramento pelo coro misto da Beira Interior.
De referir ainda que o 1.º Festival Internacional da Herança Sefardita tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva e do Alto Comissário para os Refugiados, António Guterres.

«Mas que os há, há» é o que me apraz dizer perante o reconhecimento unânime da importância da herança histórica das comunidades judaicas no Sabugal. Este reconhecimento público do Aron da Casa do Castelo e das casas judaicas intra-muralhas é, também, o reconhecimento do trabalho e da persistência de Natália e Romeu Bispo na preservação dos seus achados arqueológicos e judaicos. Chegou tarde mas chegou.
jcl

O 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita decorre entre os dias 1 e 7 de Novembro de 2010 nas cidades Guarda, Trancoso e Belmonte. A iniciativa do Turismo Serra da Estrela conta com o alto patrocínio de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e inclui, no dia 3 de Novembro, uma visita a Sortelha e ao Sabugal.

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A cerca de quatro meses do início do I Festival Internacional da Memória Sefardita, que terá lugar na Serra da Estrela, de 1 a 7 de Novembro de 2010, a organização recebeu o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva.
Este contributo demonstra a relevância deste evento para a divulgação de Portugal como país fortemente marcado pela Sefardita e sua herança ainda hoje presente em inúmeras localidades.
Um dos momentos altos do Festival será o Congresso que terá lugar no Teatro Municipal da Guarda, de 2 a 4 de Novembro de 2010.
A atestar a importância da temática do Congresso está confirmada a presença de oradores de renome nacional e internacional, focados no estudo do mundo Sefardita.
Alguns dos participantes: Tzvika Schaick, Curador e Director do Museu Dona Gracia em Tiberíades; Marques de Almeida, Coordenador Executivo e Científico da Cátedra de Estudos Sefarditas, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; José Alberto Rodrigues Tavim, Centro de História, Departamento de Ciências Humanas do Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa e membro da Comissão Executiva da Sociedade de Estudos dos Judeus Sefarditas e da Diáspora Sefaradi, Universidade Hebraica de Jerusalém; Dov Stuczynski, Universidade de Bar-Ilan, Tel Aviv; Antonieta Garcia, Universidade da Beira Interior; Elvira Mea, Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Herman Salomon, Professor Catedrático da Universidade de Albany, E.U.A.; e Yom Tov Assis, professor de História Judaica Medieval na Universidade Hebraica de Jerusalém e Presidente do Instituto Ben Zvi em Jerusalém.
A organização pertence ao Turismo Serra da Estrela, aos municípios da Guarda, Belmonte e Trancoso e à Alegretur. O lema da iniciativa é «Venha descobrir a Serra da Estrela e junte-se a nós no I Festival Internacional da Memória Sefardita!»

As inscrições podem ser feitas no portal oficial do Festival. Aqui.
Secretariado do Festival: secretariado@leading.pt
jcl (com Turismo Serra da Estrela)

A edição on-line de ontem, 29 de Agosto, do jornal israelita «The Jerusalem Post» contém um artigo que relata uma viagem a Portugal que passou pela Casa do Castelo, no Sabugal, onde a viajante se comoveu ao deparar-se com o altar representativo das práticas de culto dos judeus que foram obrigados a converter-se ao cristianismo.

O artigo, intitulado «No trilho dos judeus de Portugal», é escrito por Judith Fein, uma jornalista e escritora sobejamente conhecida, que manifesta o prazer de viajar pelo mundo em busca de vestígios dos povos judaicos.
Na visita que fez a Portugal, acompanhada pelo marido, a sua atenção centrou-se nos milhares de judeus que foram forçados a converter-se ao cristianismo, mantendo porém, às ocultas, a prática do culto original. A primeira etapa foi em Lisboa, no Largo de S. Domingos, junto ao Rossio, onde observou comovida o monumento às vítimas da intolerância e do fanatismo religioso. Naquele lugar foram queimados por ordem da Santa Inquisição alguns milhares de judeus em 1506.
Em Lisboa a autora percorreu ainda as ruas de Alfama, que era o bairro onde viviam muitos dos judeus que passariam a ser chamados «cristãos-novos», por se terem convertido ao cristianismo para evitarem a sua expulsão de Portugal.
Depois a jornalista tomou parte numa visita guiada até ao centro e norte de Portugal. A caminho de Belmonte, a comitiva passou no Sabugal. Quando se dirigiam ao castelo o guia, apontando a Casa do Castelo, informou: «Aqui encontraram um Aron HaKodesh».
Judith Fein conta que correu imediatamente para a casa, onde entrou e falou com a proprietária, a Natalia Bispo, que a acompanhou ao andar de baixo e lhe apontou um armário de pedra incrustado na parede.
A viajante ficou comovida: «No fundo do armário havia dois grandes buracos redondos. O meu coração bateu. Sabia instintivamente que os furos marcavam o local onde a Tora estivera. Há 15 anos que estudo, escrevo e falo sobre os judeus que viviam em segredo, mas esta foi a primeira vez que vi provas físicas das orações clandestinas no lugar onde elas aconteceram.»
Conta depois como Natália Bispo lhe explicou a descoberta do armário: «Há cerca de quatro anos, eu e o meu marido comprámos esta casa de pedra que estava muito velha e completamente degradada. (…) Nós queríamos transformá-la num restaurante e numa loja, chamada Casa do Castelo, onde pudéssemos vender produtos regionais e artesanato local. Durante o processo de restauração, descobrimos algo surpreendente: um armário fora do comum que estava embutido numa parede de granito de grande espessura, a cerca de três metros do chão. Tinha uma moldura de madeira, e duas portas também de madeira, e dentro tinha duas prateleiras de pedra. Na parte inferior tinha dois círculos afundados no granito. O armário foi observado por dois arqueólogos que consideraram tratar-se de um altar de culto judaico, um “Armário da Lei”, “Aron HaKodesh”, ou “Arca”. »
A jornalista conta como, face á emoção, lhe rodopiaram na mente possíveis explicações para aquele importantíssimo achado: «Estaria a olhar para o vestígio de uma sinagoga? A casa de um rabino? Quem tinha ali rezado? Será que a arca existiu antes da Inquisição? Seria usada durante e depois da Inquisição?»
Depois especulou a partir da posição geográfica do Sabugal, que está junto à fronteira com Espanha, sendo possível que os judeus expulsos desse país tenham tido abrigo nesta casa e que depois continuassem as práticas de culto em segredo, desafiando a proibição prescrita.
Já em Belmonte, vila que visitou pela terceira vez, falou com o director do Museu Judaico da sua «espectacular» descoberta no Sabugal, tendo-lhe António Mendes confirmado o uso desses armários pelos cristãos-novos, que assim mantinham a prática judaica em segredo.
plb

No Grande Dicionário de Língua Portuguesa encontramos a seguinte definição para a palavra Turismo: «Tendência de quase todos os países civilizados e de economia algo abastada para viajarem através de países naturalmente pitorescos ou que tiveram longa e brilhante história…».

Romeu BispoPodemos encontrar outras definições mas a definição moderna de turista é «um visitante que se desloca voluntariamente para fora da área da sua residência e do seu trabalho por múltiplos interesses, mas sem ter como motivação o lucro».
O turismo encontra-se presente na actividade humana desde a Idade Antiga, na civilização Grega e chegando até à década de 1950 como actividade residual. Após essa data surgiu o boom turístico que se estendeu até 1973; daí para cá o crescimento tem sido contínuo, embora mais lento. Devido ao seu crescimento, actualmente, assume posição relevante na economia global e de alguns países em particular. O primeiro país em número de turistas é a França, mas a nossa vizinha Espanha em 2008 registou 57,3 milhões de visitantes.
Há diversos tipos de turismo que se vêm afirmando pela sua especificidade: Turismo de descanso de praia, neve ou montanha, Turismo cultural, religioso, desportivo, ambiental, rural, cinegético, gastronómico… Podemos concluir que há imensas nomenclaturas para os diversos tipos de turismo.
Embora tomando a classificação do aspecto dominante, este não é estanque e tem sempre interligações com outros tipos de Turismo. Quem se desloca por um determinado motivo tem de se alimentar, hospedar e distrair.
Será que o Concelho de Sabugal tem afirmação possível no Turismo?
Há sempre espaço de afirmação desde que no Concelho apareçam centros de interesse para os diversos tipos de turismo. Numa primeira análise podemos identificar como possíveis o Histórico-Monumental, o Ambiental, o Termal e o Gastronómico.
Temos vindo a assistir, há muitos anos, à defesa do Turismo como indústria possível de ser implementada no Concelho. Os resultados desta visão estratégica é que são diminutos e nem o facto de sermos vizinhos de Espanha nos traz alguma mais-valia.
Pensamos que é possível fazer algo diferente, e exemplos de melhores práticas não faltam: Belmonte vem há alguns anos a afirmar-se na nossa região. É um nome, uma marca que vai ganhando dimensão e expressão a nível nacional e internacional. Belmonte afirma-se pelo Turismo histórico, religioso e cultural; os resultados já são visíveis nos 80.000 visitantes da sua meia dúzia de museus. São muitos os brasileiros que se deslocam a Belmonte para ver o Museu dos Descobrimentos porque está na terra de Pedro Alvares Cabral, o descobridor. O fenómeno judaico tem vindo a ser aproveitado como motivo para o Turismo religioso.
Sabemos que estão atentos a possíveis atracções e por isso não se coíbem de apontar Sortelha como um ponto de interesse para quem visita Belmonte. O Sabugal, por si, não tem feito a ligação de Sortelha ao resto do Concelho, deixa que sejam outros a explorar o motivo e é, possivelmente, esta a razão porque o turista visita Sortelha e volta pelo mesmo caminho, não chegando ao Sabugal.
O nome «Sabugal» ainda não vende, não há nome ou imagem que se afirme. Ainda não se descobriu ou não se quer descobrir a importância dos Castelos de Sabugal, de Alfaiates, de Vilar Maior ou de Vila do Touro. Por vezes até transparece das palavras e da actuação dos responsáveis como que alguma vergonha daquilo que temos e somos. Os turistas ou simples visitantes valorizam demasiado o Castelo de Sabugal, como construção militar ou monumento medieval. Tem um valor simbólico enorme que vai além do que as pessoas que sempre passaram à sua beira imaginam. Porque não qualificá-lo ou qualificá-los de interesse concelhio? – Possivelmente não têm interesse…
Quando afirmo que não sabemos vender o que temos e somos, basta pensar no desencanto com que alguns visitantes recebem aqueles paus em forma de triângulo (forcão) que acabam por ir parar à garagem porque passado algum tempo já nem sabem o que é, quanto mais o que significam. Quando se oferece um forcão a um forasteiro, este tem de levar uma legenda que faça a explicação do fenómeno e do seu significado, sob pena da perda do valor imaterial do objecto.
Um circuito turístico, uma marca, um conceito, necessita de muitos recursos e alguns anos para se afirmar. É tempo de começar a trabalhar na estratégia que leve aos fins pretendidos.
Opinião de Romeu Bispo

Sortelha, no concelho do Sabugal, foi a segunda Aldeia Histórica mais visitada durante o ano de 2009. O número de turistas nas 12 aldeias históricas de Portugal aumentou durante o ano de 2009, registando cerca de 376 mil visitantes, revelou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Segundo os dados fornecidos pelas autarquias dos concelhos onde se localizam as aldeias históricas, e tratados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, o total de visitantes no ano de 2009 foi de 376 mil visitantes, superior em cerca de seis por cento face ao ano anterior.
A subida percentual deveu-se apenas ao aumento de visitantes nacionais, que em 2009 foram perto de 300 mil, cerca de 79 por cento do total.
Já quanto aos turistas estrangeiros, que em 2009 foram cerca de 80 mil, verificou-se uma quebra de 7,7 por cento face a 2008, com menos 6500 visitantes.
A Aldeia Histórica de Almeida continua a ser a mais visitada, com um total de cerca de 70 mil turistas, seguida das aldeias de Sortelha, Castelo Rodrigo, Trancoso e Belmonte.
Das cinco aldeias mais visitadas, apenas Almeida registou um decréscimo no número de turistas, embora continue a caber-lhe a maior fatia de visitantes espanhóis, que representam mais de metade do total de visitantes estrangeiros.
De acordo com os dados disponíveis no portal das aldeias históricas os turistas espanhóis aparecem em primeiro lugar com 44 mil visitantes registados em 2009 seguidos dos franceses (13 mil) e ingleses (8 mil visitantes).
O Programa de Aldeias Históricas de Portugal surgiu integrado no II Quadro Comunitário de Apoio (1994-1999) e reclassificado no quadro seguinte (2000-2006), tendo sido restauradas as 12 aldeias na Beira Interior.
Integram o programa Sortelha, Almeida, Belmonte, Castelo Novo, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Sortelha e Trancoso.

Portal das Aldeias Históricas. Aqui.
jcl (com agência Lusa)

Uma representação do Grupo Motard «Novo Milénio» da Cidade de Portalegre, capitaneada pelo sabugalense Agostinho Fernandes, vai marcar presença no VI Almoço organizado pela Confraria do Bucho Raiano, que se realiza no Sabugal, no dia 13 de Fevereiro.

Novo Milénio - Grupo Motard PortalegreO interesse dos motards do Alto Alentejo na participação do almoço de divulgação do bucho foi manifestado há alguns meses, porém, por razões de espaço, teve que se confinar a sua representação a 10 elementos, malgrado o interesse de muitos mais em participarem.
Um dos elementos mais activos do Grupo é o Engenheiro Agostinho Fernandes, natural do Sabugal e radicado há 16 anos em Portalegre. Foi ele que incutiu nos restantes associados o gosto pelas viagens às terras sabugalense. «No que diz respeito aos passeios, já organizámos quatro deslocações à zona interior sul da Beira Alta, incluindo à raia sabugalense», disse-nos Agostinho Fernandes.
Em 2002 foram de visita a Sortelha, com pequeno-almoço de enchidos e almoço de cabrito assado, servido no Restaurante «Casa Velhinha», no Terreiro da Bruxas.
Em 2007 visitaram ao Sabugal, com pequeno-almoço de enchidos e almoço de várias especialidades da zona no Restaurante «Sol-Rio».
Em 2008 o Grupo voltou à cidade do Sabugal, na altura da Festa da Europa, tomando o pequeno almoço no recinto das festas, com o patrocínio do agrupamento de escuteiros, sendo o almoço composto por carnes grelhados, servido no Restaurante «Trutalcôa».
No ano transacto, em 2009, o Grupo fez-se de novo à estrada e foi visitar Belmonte, «no rasto dos Judeus», como nos disse o Engenheiro Agostinho, com pequeno almoço de enchidos e almoço de Bucho, propositadamente adquirido para o efeito no Sabugal, servido no Restaurante «O Farol» em Belmonte.
«Todos estes passeios foram organizados por mim, com a colaboração da minha irmã, e o apoio de diversas entidades, nomeadamente, a ADES e os Escuteiros (no terceiro passeio)», esclareceu.
O Grupo Motard «Novo Milénio» foi fundado em 1999 com o ideal de desenvolver actividades que tenham as motas como pano de fundo e que se enquadrem no desenvolvimento e promoção da cidade de Portalegre e da sociedade em que os seus associados estão integrados.
Dentre as iniciativas mais emblemáticas contam-se as concentrações e espectáculos motorizados, as Festas de Aniversário do Grupo, que incluem sempre dádiva de sangue, e a Festa de Natal, efectuada em favor dos jovens dos Internatos Masculino e Feminino de Portalegre.
O Grupo Motard colaborou em vários anos nas Festas da Cidade, organizando demonstrações de freestyle e trial, e os marcantes e sempre muito populares passeios nocturnos das tochas.

Agostinho Fernandes é filho do professor Fernandes (já falecido) e da professora Lucília. São seus irmãos o Jorge e a Anita. Cresceram e estudaram no Sabugal até que a vida os atirou, como a tantos outros, para fora do concelho. É gratificante ver mais este exemplo de um sabugalense que estando longe não esquece a terra natal, que aliás divulga trazendo os seus amigos até ela. No dia do bucho estará de novo entre nós.
plb

O primeiro Festival da Memória Sefardita que se realizará em Novembro na Guarda está a ser promovido pelo Turismo Serra da Estrela com a presença das autarquias de Belmonte, Guarda e Trancoso na Feira Internacional de Turismo do Mediterrâneo, na cidade israelita de Tel Aviv.

Delegação Turismo Serra da Estrela em IsraelO objectivo é sair do mapa de Espanha, criando Portugal, assim uma identidade própria, criando uma nova oferta no turismo judaico.
A delegação é constituída por Jorge Patrão, presidente da Turismo Serra da Estrela, os presidentes dos municípios de Belmonte, Amândio Melo, de Trancoso, Júlio Sarmento, e da Guarda, Joaquim Valente, pelo director da agência de viagens Alegretur, Isaac Assor (membro da Comunidade Judaica), jornalistas e técnicos da Turismo Serra da Estrela.
Isaac Assor não tem dúvidas de que «existe aqui um potencial grande que pode ser desenvolvido tendo em conta que em Belmonte existe uma Comunidade Judaica, de raízes ancestrais, ainda viva e activa, além do Museu Judaico (único no país), a Judiaria (bairro judeu) e a Sinagoga Beit Eliau (Casa de Elias) mas também em Trancoso onde esta em curso o processo de construção do Centro de Estudos Isaac Cardoso (médico, filosofo e escritor, nascido nesta cidade em 1603 filho de cristãos novos, entre outras obras das Excelências e Calúnias dos Judeus publicado em Amesterdão em 1678) além da sua extensa Judiaria e a Guarda onde vai ser instalado o Memorial dedicado ao Cônsul de Bordéus, Aristides Sousa Mendes, e pelo facto de ali existir uma Judiaria de origem medieval».
Jorge Patrão realçou a «importância que a componente do turismo judaico, em alternativa à neve, sazonal, pode ter no contexto do turismo regional mas também de impacto nacional e internacional, até porque em toda a região, sobretudo em Belmonte, Trancoso e Guarda, os testemunhos são muitos e o património material e imaterial é abundante».
No ano passado, o Museu Judaico de Belmonte recebeu 17 840 visitas, mais 16 por cento que no ano anterior. Destes visitantes, dez por cento eram judeus oriundos de países como Israel, Estados Unidos da América, Brasil e Canadá.
O primeiro Festival da Memória Sefardita realizar-se-á de 1 a 7 de Novembro no Teatro Municipal da Guarda, com actividades em Belmonte, Trancoso e dois dias com data a definir, em Lisboa.
O programa inclui conferências dedicadas à história sefardita com especialistas internacionais, actividades ligadas à música e cultura judaica e abertura de novos equipamentos ligados à temática.
Para Trancoso está prevista a inauguração do Centro de Estudos Isaac Cardoso e na Guarda deverá ser inaugurado um memorial a Aristides de Sousa Mendes. Previsto está ainda a apresentação de novos produtos kosher da região.
aps

Registo com satisfação a representação da Câmara Municipal do Sabugal na BTL/2010. Relativamente ao turismo em espaço rural, a aderência à iniciativa da ADES, que congregou á sua volta as casas rurais do: Campanário, Lagariça, Calçada, Torga, Cerca, Villa, Pateo, Lapa do Viriato e Vilar Mayor, todas elas referenciadas nas minhas últimas crónicas, é de louvar e continuar.

José Morgado Carvalho - «Terras entre Côa e Raia»Além das casas rurais do vasto concelho do Sabugal, nos concelhos vizinhos da Beira Baixa, são de salientar as seguintes:
Passado de Pedra – No centro da vila de Caria (Belmonte) foi restaurada uma casa de campo, adaptada a hotel rural, em que combinaram materiais modernos com certos aspectos históricos. Apresenta um pequeno número de quartos duplos e um apartamento isolado, tendo cada unidade, casa de banho privativa e acolhedor mobiliário individual.
Das partes de utilização comum possui um Bar, jornais diários, terraço, baby-sitting, loja de recordações, Fax/Fotocopiadora, Multibanco e Internet gratuita.
Albergue do Bonjardim – Está situado em plena mancha florestal em Nesperal, perto da Sertã. È uma casa rural do século XVIII, inserida numa propriedade de 12 hectares (metade pinhal). È propriedade de um casal de agricultores holandeses, que há anos trocou o seu país por este recanto. O edifício principal tem dois amplos quartos e na antiga habitação dos caseiros mais dois aportamentos de dois quartos cada e uma sala comum com varanda, com vista sobre a propriedade.Dispõe de uma piscina coberta, sauna e banho turco.No lugar das antigas arrecadações foi instalada uma loja de recordações.
Casa da Figueira Grande – Está situada em plena Cova da Beira, a 7Kms da Covilhã, perto da capela de Nossa Senhora do Carmo. Faz parte de uma quinta adquirida em 1935, para exploração de pomares e vinha.Durante a 2ª Guerra Mundial, também se aproveitaram os filões de volfrâmio que se escondiam na terra para fazer algumas pequenas fortunas. A quinta foi abandonada e dividida pelos herdeiros, contendo agora árvores de fruto. O restauro da casa tentou preservar o piso térreo, tendo o primeiro piso sido construído de novo. O primeiro que era armazém de produtos e alfaias agrícolas, conservou as paredes de granito, onde se fez uma grande sala de refeições, uma sala de estar e uma sala de leitura. Nas traseiras fica um espaço ajardinado e relvado, campo de ténis, piscina e picadeiro.
Casa do Barreiro – Foi erguida sobre as ruínas de uma antiga casa de lavoura, inserida numa quinta de Alpedrinha. È uma casa solarenga com telhado ornado por três mansardas, apresentando janelas de guilhotina, com frontões em cantaria e no andar inferior as janelas têm rótulas, para proteger do calor estival. O interior é acolhedor com uma decoração dominada por mobiliário antigo e de estilo. Dispõe de cinco quartos.Para alem do pitoresco e dos motivos de interesse da própria Alpedrinha, a região envolvente oferece bons motivos de passeio.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A localização do Concelho do Sabugal deve ser entendida não como factor negativo, mas como um dos pilares de uma estratégia de desenvolvimento sustentada.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Numa recente visita aos Fóios a convite do José Manuel, seu Presidente de Junta, permitiram-me tomar contacto com um gigantesco mapa que se destaca na parede da recepção do Centro Cívico.
O mapa que reproduzo em anexo é em si mesmo de tal modo elucidativo que quase dispensava quaisquer comentários. No entanto não quero deixar passar esta oportunidade para, mais uma vez repetir aquilo que venho defendendo há muito tempo.

Em crónica escrita há perto de um ano, dizia então, e cito:
«(…) um modelo de regionalização que sirva os interesses do Concelho do Sabugal, não pode deixar de comportar os seguintes aspectos essenciais:
1 – Integração nas estratégias de desenvolvimento do Eixo Urbano Guarda-Castelo Branco;
2 – Aprofundamento das relações com os Concelhos de Belmonte e de Penamacor;
3 – Aprofundamento da relação com os Municípios da raia espanhola;
4 – Aposta decisiva na construção de um modelo de desenvolvimento regional que englobe os eixos urbanos Guarda-Castelo Branco e Salamanca-Plasência-Cáceres.»

E o mapa a que me refiro, permite ter um olhar diferente para o posicionamento do nosso Concelho, já não enquanto um território isolado e em situação desfavorável face às dinâmicas regionais da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, mas enquanto parte integrante de uma realidade transfronteiriça que, em torno do complexo montanhoso Malcata/Gata, agrega quatro Unidades Territoriais – Sabugal e Penamacor em Portugal e Alto Águeda e Sierra de Gata em Espanha.
Percebe-se pela leitura deste Mapa, como podem ser estreitas as relações inter-fronteiriças: Batocas – La Almedilla; Aldeia da Ponte – La Albergueria de Argañan; Lajeosa – Navas Frias – Casillas de Flores; Aldeia do Bispo – Navas Frias;e Fóios – Navas Frias.
Mas percebe-se também como seria importante aprofundar as ligações das freguesias de Santo Estêvão, Casteleiro e Moita com o Meimão, o Vale da Senhora da Póvoa e a Meimoa, no Concelho de Penamacor, quer pela gestão comum da Reserva Natural da Serra da Malcata, quer do sistema de aproveitamento hídrico das águas do Côa.
Todos sabem que não sou dos que pensam que o desenvolvimento vai vir de Lisboa como os bebés vinham de Paris numa cegonha…
As realidades socioeconómicas deste conjunto de municípios são muito semelhantes e os problemas e desafios com que se defrontam muito idênticos.
Isolados pouco poderemos fazer. Em conjunto, estabelecendo estratégias de afirmação regional comuns, somos mais fortes.
A riqueza natural das Serras da Malcata e da Gata; o património histórico edificado; o património cultural; a gastronomia e o artesanato; os usos e costumes; a centralização relativa face aos principais núcleos urbanos da Região – Castelo Branco – Fundão – Covilhã – Guarda e Salamanca – Ciudad Rodrigo- Cáceres, eis outras tantas oportunidades de desenvolvimento.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Caria, no concelho de Belmonte, vai ter um parque temático sobre a Lusitânia, o que pode deitar por terra o desejo expresso do presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo, que declarou sonhar com esse mesmo projecto para o seu concelho.

História do Sabugal«O Homem sonha e a obra nasce», escreveu António Robalo no seu programa de acção apresentado aos eleitores na última campanha autárquica. E vai daí, revelou o que lhe ia na alma: «Sonhamos e perseguimos a instalação no concelho de um Parque Temático com atractividade internacional. Já há alguns contactos desenvolvidos. Esperamos conseguir.»
Isso não era de todo novidade, uma vez que o sonho já tinha autor e fora revelado no Capeia Arraiana pelo nosso ilustre colaborador, e depois também candidato do PSD, neste caso à Assembleia Municipal, José Robalo (veja Aqui.). A ideia seria instalar um parque de diversões que atraísse gente de todo o mundo, numa espécie de Disneyland de Paris ou Isla Magica de Sevilha. Pensando em grande, como é apanágio dos políticos do Sabugal, a ideia aí estava, primeiro para colher votos e depois para analisar com tempo, para um dia porventura decidir.
Mas enquanto uns sonham, esperando que por artes mágicas a obra nasça, outros agem, e a obra aparece mais depressa.
Segundo notícia veiculada pela agência Lusa, um casal de empresários pretende criar em Caria «um parque temático sobre a Lusitânia, em que Viriato será um dos heróis em destaque». Os investidores são Rui e Vera Chumbinho que vieram de Lisboa para o interior do país, dispostos a tornar realidade esse projecto.
Cascais Mágico é o nome da empresa que está já a trabalhar na implantação do parque. Um antigo edifício da vila foi transformado em espaço de turismo rural, e as próximas etapas são a edificação de um centro hípico, já com obras em curso, e a construção do «Lusitânia Parque» num terreno com três hectares, a poucos quilómetros de Caria. O Parque Temático apostará nas diversões para os mais novos, mas também pretende garantir uma acção pedagógica, ao mostrar a história de Portugal desde os primórdios. «Queremos criar circuitos para quem nos visita: um parque temático que se baseie nos castros lusitanos ancestrais, porque era a forma de reunião e de vida em sociedade que existia na altura», explicou Rui Chumbinho à Lusa.
Uma dúvida nos fica porém: a ideia que agora está a ser colocada em prática é antiga, ou terá o casal lido o programa eleitoral do PSD do Sabugal e dali «roubado» a sugestão, ou melhor, o sonho, de António Robalo?
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

António Ruas, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, substituiu José Manuel Biscaia na presidência da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), na sequência da Assembleia Electiva realizada no dia 12 de Novembro.

António RuasAntónio Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, também integra o conselho directivo da AMCB, enquanto vogal. Para a presidência da Assembleia ficou eleito Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Os 16 autarcas presentes, em representação dos Municípios que constituem a AMCB, escolheram unanimemente a única lista candidata. Curiosamente, o concelho directivo integra apenas uma câmara pertencente ao distrito de Castelo Branco e representativa da Cova da Beira propriamente dita, a do Fundão, representada pelo seu presidente, Manuel Frexes. Os restantes eleitos para a direcção são todos do distrito da Guarda (Pinhel, Guarda e Sabugal). Já na Assembleia, predominam os Municípios do distrito de Castelo Branco (Penamacor, e Belmonte), em detrimento do da Guarda que tem apenas um representante (Celorico da Beira).
A AMCB foi fundada em 1981, por decisão dos Municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Penamacor, com o objectivo de resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos produzidos nos quatro concelhos. Posteriormente, aderiram à Associação os Municípios de Manteigas e Sabugal e oito municípios do distrito da Guarda: Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Meda, Pinhel e Trancoso.
Curiosamente a Covilhã, que fora um dos Municípios fundadores, abandonou posteriormente a AMCB por divergências insanáveis, protagonizadas pelo autarca Carlos Pinto.
José Manuel Biscaia, o presidente cessante, deixou a presidência após nove anos, depois de ter perdido a disputa eleitoral no seu concelho, Manteigas, em favor de Esmeraldo Carvalhinho. O ex-presidente da Câmara de Manteigas tinha sucedido a António Dias Rocha (presidente da Câmara de Belmonte). O primeiro líder da AMCB foi Jorge Pombo, enquanto presidente da Câmara da Covilhã.
plb

Os mapas interactivos do Plano Director Municipal (PDM) do Sabugal e dos outros 12 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) podem ser consultados através da Internet.

SIG - AMCBEm declarações à agência Lusa, Jorge Antunes, responsável pelo departamento de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) da AMCB explicou que «qualquer municípe poderá, por exemplo, editar on-line a delimitação de uma parcela de terreno, calcular distâncias e áreas ou imprimir uma planta de localização».
Estão disponíveis os planos directores do Sabugal, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Penamacor e Trancoso. Cada município tem uma hiperligação na sua página que redirecciona o utilizador para o portal da AMCB onde está a informação.
A disponibilização dos PDM na Internet responde a uma imposição legal (Lei n.º 56/2007) e, de acordo, com informações fornecidas pela o projecto global está orçado em meio milhão de euros e é co-financiado pelo Programa Operacional da Região Centro – MaisCentro.
A solução implementada permitirá aos municipes dos 13 concelhos fazer uma consulta prévia a um PDM, tendo como ponto de partida um determinado ponto ou localização no território. Após a identificação da localização da pretensão é possível cruzar esta informação com as classes de espaço, com o regulamento e limitações do PDM e imprimir a informação para o processo de viabilidade de transformação do terreno rústico.
No futuro o sistema irá permitir fazer pesquisas, visualizar e consultar os processos de obras das Câmaras Municipais.

Página da AMCB com o SIG. Aqui.
Página da Câmara Municipal do Sabugal com o PDM on-line. Aqui.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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