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Tal como estava previsto foi inaugurado na freguesia de Fóios, o Museu «Portas do Côa» com a exposição «Côa: reinventar a arte da nascente à foz».

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO museu é da iniciativa da Câmara Municipal de Sabugal e da Junta de Freguesia de Fóios, através de candidatura ao PROVERE e teve o apoio técnico e científico da Fundação Côa Parque.
A data escolhida foi 18 de Abril porque assinala também o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
No auditório do Centro Cívico usou da palavra o Senhor Presidente da Câmara do Sabugal, Eng.º António Robalo, bem como o Senhor Dr. José Ribeiro, membro do Conselho de Administração da Fundação Côa Parque.
O Centro Cívico, já está a funcionar, em algumas valência, desde o ano de 2008 mas a Junta de Freguesia de Fóios nunca procedeu a qualquer tipo de inauguração pelo facto de entender que faltava a componente museu. Agora sim. Agora podemos dizer que este espaço, dedicado à cultura, é uma realidade e está a funcionar em todas as valências como tinha sido projectado.
Interpretando fielmente o sentimento da população de Fóios pretendemos agradecer às muitas pessoas que nos ajudaram a alcançar tão importante objectivo. Agradecemos, igualmente às muitas pessoas que nos têm felicitado e incentivado nesta caminhada que não tem sido nada fácil.
Confesso que desenvolver os mais diversos aspectos ligados à cultura, no interior do interior, é bastante complicado. Só a persistência e a carolice de algumas pessoas, quase sempre poucas, vai fazendo com que poucos dos residentes vão entendendo e participando.
Claro que o museu – Portas do Côa – para a maioria das pessoas que por cá vivem não lhes dirá grande coisa mas o aprender a gostar também se vai ensinando. É obrigação daqueles que mais sabem ir explicando o que representa a história e a arte que o dito museu encerra.
Por outro lado é importantíssimo que as escolas saibam e tenham consciência dos conteúdos e da riqueza do museu. Vamos procurar divulga-lo junto das escolas da região quer de um lado quer do outro da fronteira.
No dia da inauguração deram-nos o prazer e a honra da sua presença muitos técnicos e políticos quer do concelho do Sabugal quer o concelho de Vila Nova de Foz Côa cuja delegação era chefiada pelo Senhor Presidente da Câmara, Eng.º Gustavo Duarte.
Também um especial reconhecimento ao Senhor Presidente da Junta, Fernando Fachada, e aos Ilustres amigos da Associação «Foz Côa Friends» que se fizeram representar pelo Sr. José Constanço.
Pretendemos ainda agradecer e reconhecer o trabalho e a dedicação do Sr. Arquiteto Paulo, do Município do Sabugal, do Sr. Arqueólogo António Batista, de Vila Nova de Foz Côa, bem como à empresa «Interacções do Futuro» que instalou as peças e os painéis do museu.
A amizade que vamos construindo, através do Côa, vai-se reforçando à medida que vamos convivendo e as ideias de boas e novas oportunidades vão, de facto, surgindo.
O fiozinho de água que brota da nascente é correspondente ao pequeno museu aqui existente e à medida que vai deslizando e engrossando chega, finalmente, a Vila Nova de Foz Côa onde se situa o moderno e empolgante Museu do Côa.
Se uma caminhada começa num paço já todos vamos andando.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Pretende-se com a presente proposta de intervenção, e através do denominador comum, Rio Côa, a as formas de arte primitivas ao longo do seu curso, ligar a nascente à foz, promovendo o património e a sua relação com o homem/território.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaA presente iniciativa realizar-se-á, com a adaptação de uma sala numa edificação pré-existente, o Centro Cívico dos Fóios localizado a freguesia dos Fóios, de modo a que esta comporte um espaço, que ao longo de um pequeno percurso se irão apresentar as várias formas de arte que proliferam nas margens do rio Côa, com especial realce e destaque para a arte património mundial da sua foz e Estela do bronze dos Fóios, abrangendo períodos que embora anacrónicos são representativos da influência do elemento rio, na estruturação da ocupação humana no território que compõem o seu curso.
Os conteúdos da exposição serão iminentemente gráficos, aplicados sobre o invólucro do espaço expositivo, com o complemento audiovisual de uma zona de projecção e um ponto de visionamento de um contudo vídeo alusivo ao tema.
A exposição terá como público-alvo jovens do 1º e 2º Ciclo e a adultos de todas a idades e formações, pretendendo-se ainda de forma indirecta a dinamização de novos fluxos de visitantes quer aos Fóios, quer ao concelho através do Fóios.
Em termos de estrutura de exposição, a mesma assenta na redefinição do espaço da sala já existente destinada á exposição, através de um plano quebrado contínuo, constituído por painéis em contraplacado de madeira que servirão de suporte ao contudo gráfico que será aplicado sobre este. Conteúdo que se quer dinâmico e coerente e cujo a concepção deverá ter na base o guião previsto em projecto (conforme peças desenhadas), definindo-se claramente em dois momentos, um primeiro de introdução e apresentação da arte rupestre de foz Côa com realce para a Arte Património Mundial, um segundo momento para a arte no Alto Côa e fomentando assim o entendimento da ocupação humana no território do rio Côa.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O Museu do Sabugal recebe entre os dias 5 e 23 de Março a exposição «Emoções Gastronómicas». Trajes de confrarias, insígnias, livros gastronómicos e outros utensílios recolhidos durante décadas compõem a colecção particular de Paulo Sá Machado, ilustre confrade da Confraria da Broa de Avintes, que vai ser inaugurada no sábado de Carnaval durante o II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano.

Exposição Emoções Gastronómicas

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O Museu Municipal do Sabugal apresenta até 31 de Julho a exposição itinerante de instrumentos musicais chineses da Embaixada da China em Portugal que tem percorrido várias cidades do Mundo. A inauguração no dia 6 contou com a presença de entidades da autarquia sabugalense, da conselheira cultural chinesa e da cantora e instrumentista Cao Bei que também tocou Gu Zeng (harpa chinesa).

GALERIA DE IMAGENS    –    6-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal exibe até 2 de Maio a exposição «Um mundo de gaitas» com instrumentos de foles originários de Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Suécia, Escócia, Irlanda, Bulgária, Tunísia e Irão.

Um Mundo de Gaitas - Museu do SabugalInaugurada pela primeira vez em 2004 pela Associação Gaita-de-Foles, a exposição agora apresentada no Museu do Sabugal tem como objectivo divulgar o instrumento musical Gaita-de-Fole e a sua diversidade no mundo, com realce para a sua importante ligação a Portugal. A par da História e dos testemunhos antigos que percorrem a cultura portuguesa e universal da gaita-de-fole, tanto na iconografia como nas práticas musicais regionais, a exposição dá a conhecer características técnicas deste instrumento.
Em exibição estão instrumentos provenientes dos seguintes países: Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Suécia, Escócia, Irlanda, Bulgária, Tunísia e Irão.
Na exposição é ainda possível observar ferramentas de fabrico, materiais utilizados e peças ilustrativas do processo de construção de gaitas-de-fole portuguesas.
A organização da exposição é uma parceria entre a «Sabugal+», a Associação Gaita-de Foles, os Grupos Musicais Arranca Telados e o Dedo Mindinho.

Horário: De terça a sexta, das 9.00 às 12. e das 14.00 às 17.30; sábados e domingos, das 14.30 às 18.30. Encerra às segundas-feiras e feriados.
jcl (com C. M. Sabugal)

«Estelas e Estátuas-menir da Pré à Proto-História» é o tema das quartas Jornadas Raianas que vão decorrer nos dias 23 e 24 de Outubro no Auditório e Museu do Sabugal organizadas pela empresa municipal «Sabugal+».

4.ª Jornadas RaianasAs quartas Jornadas Raianas abordam este ano as «Estelas e Estátuas da Pré à Proto-História» resultando a respectiva organização da colaboração entre o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e do Porto, a Câmara Municipal e do Sabugal e a empresa municipal «Sabugal+».
As comunicações científicas serão apresentadas por reconhecidos especialistas portugueses e espanhóis. No sábado os participantes visitam a exposição temporária no Museu do Sabugal com as novas estelas e ao final do dia deslocam-se ao Fundão para visitar o Museu Arqueológico Municipal José Monteiro encerrando as jornadas do primeiro dia com um jantar oferecido pelo Município do Fundão.
Programa das Jornadas que vão decorrer nos dias 23 e 24 de Outubro no Auditório e Museu do Sabugal:
Sexta-feira, 23 – 9.30 horas, recepção e entrega da documentação aos participantes; 10.00, sessão de abertura; 10.30, Primitiva Bueno Ramírez; Rosa Barroso; Rodrigo Balbín — Identidades y estelas en el Calcolítico peninsular; 11.00, Marta Díaz-Guardamino — Iconografia, lugares e relações sociais: Reflexões em torno das estelas e estátuas-menir atribuídas a Idade do Bronze na Península Ibérica; 11.30, Pausa para Café; 12.00, André Tomás Santos; Raquel Vilaça; João Nuno Marques — A propósito de duas novas peças insculturadas pré-históricas da região do Sabugal (Beira Interior, Portugal); 12.30, Visita à exposição temporária com as novas estelas e à exposição permanente do Museu do Sabugal; 13.30, pausa para almoço; 15.00, João Luís Cardoso; João Carlos Caninas; Francisco Henriques; Mário Chambino — A estela antropomórfica dos Zebros 2 (Zebreira, Idanha-a-Nova); 15.30, Domingos Jesus da Cruz; Santos; André Tomás Santos — As Estátuas-menir da Serra da Nave (Moimenta da Beira, Viseu); 16.00, Maria de Jesus Sanches — As estelas de Picote – Miranda do Douro no conjunto das estelas da Pré-história em Trás-os-Montes; 16.30, pausa para café; 17.00, Mário Varela Gomes — Estátuas-menir da Região de Évora. Novos testemunhos, novas problemáticas; 17.30, debate sobre a notícia do achado da estátua-menir de Corgas (Donas, Fundão); 19.00, visita ao Museu Arqueológico Municipal José Monteiro e jantar oferecido pelo Município do Fundão.
Sábado, 24 – 9.30, Eduardo Galán — Nuevos hallazgos sobre viejas ideas. Tipologia, distribución y elementos atípicos en las estelas del Suroeste; 10.00, Sebastián Celestino Pérez; José Ángel Salgado Carmona — Nuevas metodologías para la distribución espacial de las estelas del Suroeste. Nuevos símbolos para su interpretación; 10.30, Lara Bacelar Alves; Mário Reis — Memoriais de pedra, símbolos de Identidade. As estelas decoradas de Cervos (Montalegre); 11.00, Pastor Fábrega Alvarez; João Fonte; Francisco Javier González Garcia — Guerreiros na paisagem: análise dos factores de localização espacial das estátuas-menir; 11.30, pausa para café; 12.00, Primitivo Sanabria Marcos — La estela decorada del Puerto de Honduras (Cabezuela del Valle, Cáceres); 12.30, Raquel Vilaça; André Tomás Santos; Sofia de Melo Gomes — As estelas de “Pedra da Atalaia” (Celorico da Beira, Guarda); e 13.00, debate e encerramento dos trabalhos.
jcl (com «Sabugal+»)

A sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal exibe, entre 30 de Julho e 14 de Setembro, a colecção «Jogar a tradição» da Associação de Jogos Tradicionais da Guarda.

Jogo do PiãoA empresa municipal «Sabugal+» em colaboração com a Associação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG) apresentam a exposição «Jogar a Tradição» na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal.
A exposição é constituída por cerca de 500 peças que fazem parte de uma colecção composta por mais de duas mil recolhidas ao longo dos 26 anos de existência da AJTG.
Objectos que preencheram o imaginário e as brincadeiras de tempos passados como bonecas de trapos, marionetas, fisgas, jogos de tabuleiro, aviões e carrinhos de madeira e metal, cavalos de pau foram recolhidos e catalogados por todo o distrito da Guarda, pelo País e pelo mundo. As linhas do jogo da macaca, a luta de tracção com a corda, o rapa, o salto à corda, jogo das linhas e a malha podem também ser recordados nesta mostra.
A Associação de Jogos Tradicionais da Guarda é uma colectividade com mais de um quarto de século de existência. Desde 1979 que recolhe, sistematiza e incentiva a prática de jogos tradicionais. Apesar ter um âmbito distrital, a sua acção tem-se desenvolvido, pontualmente, pelo país e também no estrangeiro.
Os promotores da exposição recordam que a AJTG participou, desde a sua criação, em vários projectos «perspectivando salvaguardar a cultura lúdica tradicional salientando as actividades de recolha e filmagem, realização de encontros de jogos tradicionais e a participação na 17.ª Exposição de Arte, Ciência e Cultura».
O historial da AJTG inclui as publicações de diversos estudos ligados à temática dos jogos e do seu papel na sociedade e as publicações «A Capeia Raiana, uma Mostra de Força Colectiva», «O Jogo do Galo por Terras da Beira» e «O Magusto da velha em Aldeia Viçosa».
A inauguração da exposição, aberta ao público até 14 de Setembro, decorrerá no dia 30 de Julho de 2009, pelas 18h00, no Museu Municipal.
jcl

O Museu do Oriente apresenta, entre 5 de Junho e 12 de Julho, a exposição «Portulíndia», do artista Nuno Félix da Costa. Para o dia 19 de Junho está marcada uma visita guiada do autor pelas obras expostas.

Exposição «Portulíndia» no Museu do Oriente«Portulíndia» é um conjunto de imagens de lugares e gente de Portugal e da Índia, captadas pela objectiva do psiquiatra Nuno Félix da Costa.
As duas regiões do globo são percorridas numa perspectiva ageográfica, sem carácter de roteiro turístico e sem intenção de identificar semelhanças ou diferenças entre nós e o estrangeiro.
As imagens incentivam-nos a inventarmos o que representam, o seu contexto e as suas histórias, tendo em mente que para tal devemos ter um lema: «Nem sempre o estrangeiro é o que está do outro lado», segundo escreveu o poeta Nuno Júdice porque «também os nossos lugares nos suscitam estranheza».
A mostra foi apresentada no final de 2008 na galeria da delegação da Fundação Oriente na Índia, por ocasião da terceira fase da Conferência Internacional e Transdisciplinar Garcia de Orta e Alexander von Humboldt «Transversalidades a Oriente e a Ocidente», realizada em Goa.
Nuno Félix da Costa nasceu em Lisboa em 1950. Professor na Faculdade de Medicina de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Sociais, mantém, desde 1983, uma actividade regular na área das artes plásticas.
O Museu do Oriente está situado em Lisboa, na Avenida de Brasília, junto à Doca de Alcântara e encerra às terças-feiras.
jcl

Em homenagem ao descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, foi criado em Belmonte o Museu dos Descobrimentos – Centro Interpretativo «À Descoberta do Novo Mundo».

BelmonteO Museu dos Descobrimentos – Centro Interpretativo «À descoberta do Novo Mundo», em Belmonte, já recebeu mais de cinco mil visitantes desde a sua inauguração no passado dia 26 de Abril que teve a participação do ministro da cultura, Pinto Ribeiro, do prefeito de Porto Seguro (Brasil), de Gilberto Abade (Embaixada do Brasil em Lisboa), de José Fernando Valim e de Amândio Melo (presidente do munícipio de Belmonte).
O Centro Interpretativo de cultura, sabedoria e homenagem ao descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, e a todos os portugueses que sulcaram os mares em busca do desconhecido, num processo inédito de interculturalidade é um espaço de características únicas em Portugal.
A aposta na cultura e a sua valorização associada à riqueza patrimonial de Belmonte, afirma-se, assim como uma meta numa terra que procura activamente novas actividades e onde o turismo cultural e de património têm um papel preponderante.
O Museu, localizado nas antigas casas pertencentes à família Cabral, e o espaço museológico serão um novo pólo de centralidade cultural e social englobando diversos serviços de apoio: centro de documentação, cafetaria, arquivo, entre outros.
O complexo do Museu engloba salas temáticas interactivas onde as novas tecnologias são aplicadas para que o visitante seja levado a descobrir e interagir na história de 500 anos da portugalidade. Assim, cada sala tem um motivo específico que convida à Viagem dos Descobrimentos, desde a partida, à chegada, ao encontro, ao contacto entre os povos. No seu conjunto, é feita uma viagem a Pedro Álvares Cabral, aos portugueses de 1500 e à aventura e desventura dos mares… enfim, aos Descobrimentos.
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O Museu do Oriente comemorou este sábado, 9 de Maio, o primeiro aniversário. O Capeia Arraiana esteve à fala com a sua directora, Natália Correia Guedes, doutorada em Museologia e com fortes ligações ao concelho do Sabugal onde passa com a família «os tempos livres possíveis» na sua quinta recuperada, junto ao rio Côa, em Vale das Éguas.

Natália Correia Guedes - Museu do OrienteA conversa com Natália Correia Guedes deu pano para mangas, ou para sermos mais rigorosos, para várias exposições. Ouvir falar de cultura a quem sabe e depois escolher o mais importante para escrever faz-nos perceber as dificuldades dos comissários das exposições quando seleccionam obras de arte. Abrindo uma excepção vamos dividir em duas partes a entrevista à directora do Museu do Oriente.
– No dia 9 de Março o Museu do Oriente festeja o seu primeiro aniversário…
– Até agora já visitaram o Museu cerca de 130 mil pessoas. A exposição inaugural «Máscaras da Ásia» foi prolongada em virtude do sucesso estando agora a ser desmontada. Durante este primeiro ano decorreram oficinas, workshops, conferências, cursos… espectáculos e concertos que esgotaram os 360 lugares do auditório, enfim, uma grande actividade paralela e onde se incluem as exposições, permanentes e temporárias, de gravura e fotografia.
– Há uma grande aposta nas escolas e nas crianças…
– Exactamente. É uma aposta prioritária. Há agendamento para visitas de escolas praticamente todos os dias. Os monitores fazem visitas guiadas sobre temáticas como, por exemplo, a presença portuguesa na Ásia ou marfins indo-portugueses. As escolas e os professores podem pedir visitas de estudo sobre temas que estejam a desenvolver nas aulas. Em tempos de contenção ter guias especializados em cada uma das matérias poderia obrigar a custos elevadíssimos mas o Museu do Oriente implementou um esquema inovador, pioneiro, que não implica a permanência do monitor. Há que conciliar os pedidos com a chamada do monitor e ele vem quando é necessário e consoante as disponibilidades sendo a despesa coberta com a receita. Os visitantes sabem que vão ter à sua espera um especialista e não um generalista. Imaginemos que as crianças querem um teatro. O monitor é igualmente actor e pode fazer um pequeno teatro relacionado com sombras chinesas, com marionetas ou teatro tailandês.
– Há muitos especialistas em Portugal sobre a cultura chinesa?
– Alguns. Começa a haver e a maior parte são antigos bolseiros da Fundação Oriente que estiveram em Macau, Timor ou Índia a fazer investigação nas áreas da História ou da Arte. Ou fotógrafos de renome. A próxima exposição temporária «Portulíndia» é uma exposição de fotografia comparativa entre Portugal e a Índia de um antigo bolseiro da Fundação.
– É um retorno do investimento da Fundação Oriente nos seus bolseiros…
– Exactamente. Até agora todas as exposições são da autoria de antigos bolseiros. A exposição «A obra de Edgar Martins» estava no Museu do Oriente quando o autor foi o vencedor do Prémio BES. Foi o máximo. Quando ganhou o prémio tinha aqui a exposição. A próxima exposição, do pintor Fausto Sampaio, vai ser inaugurada no primeiro aniversário. O artista andou pelas antigas colónias do Oriente, Índia, Timor e Macau.
– Ao fim do primeiro ano o Museu já está a seu gosto?
– Um Museu é uma obra em permanente evolução, em permanente actualização. Em matéria temática ainda faltam muitas iniciativas mas o que pretendemos é interessar é a comunidade. O nosso objectivo é interessar os portugueses e os estrangeiros com colecções afins para nos virem visitar e conhecer. Pretendemos promover o Museu nas zonas do Interior. Ainda há muito português que não consegue vir a Lisboa com facilidade.
– Há excursões para visitar o Museu do Oriente?
– Sim. De todo o País. A semana passada, por exemplo, tivemos um autocarro de Castelo Branco.
– E do Sabugal?
– Do Sabugal nunca aconteceu.
– A estratégia e a programação incluem levar as exposições do Museu do Oriente a locais que reúnam condições de preservação e segurança…
– A vereadora da cultura da Câmara de Leiria veio visitar o Museu e mostrou interesse em receber exposições nossas. Eles têm umas excelentes instalações num edifício que foi do Banco de Portugal e que vai receber a nossa exposição das máscaras em Agosto o período alto do turismo na região. Temos exposições programadas para Loures e para a Malaposta em Odivelas uma exposição de pintura muito interessante de Xavier Trindade. O espólio foi oferecido à Fundação pelos descendentes para ficar em Goa mas como a colecção estava nos Estados Unidos, houve um acordo que durante a viagem pudesse ser apresentada no Porto, em Leiria e Lisboa. O espaço físico do Museu começa a ser curto. Uma das exposições semi-permanentes intitulada «Deuses da Ásia» é constituída por exemplares que fazem parte de um espólio enorme, a colecção Kwok On (apelido de um coleccionador chinês) que durante uma vida juntou arte efémera oriental relacionada com o teatro e a vida quotidiana tendo organizado um pequeno museu em Paris. A determinada altura propôs à Câmara de Paris que recebesse a colecção mas esta não aceitou. Através de um amigo, que é professor na Universidade da Sorbonne, ofereceu a colecção ao doutor Monjardino e assim a Fundação recebeu, de uma só vez, 13 mil objectos. Neste momento temos expostos cerca de mil objectos ou que significa que durante 13 anos temos matéria para o piso 2 das exposições semi-permanentes. São objectos muito sensíveis e é necessário haver uma certa rotatividade. A actual exposição vai ser desmontada e vai ficar no seu lugar a colecção Ram Navami, um grande acontecimento festivo hindu e apresentada ao público como colecção Kwok On.
– Isso implica um tratamento muito grande de inventário?
– Temos uma senhora francesa Sylvie Gonfond, funcionária da Fundação, que orienta todos os inventários e que é comissária das exposições. O armazém no piso 3 está completamente ocupado de objectos com reserva que podem ser analisados, por exemplo, por investigadores respeitando determinadas condições pelo Museu.
(Continua.)

Natália Correia Guedes, neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia (natural da Ruvina), já desempenhou vários cargos públicos, designadamente subscretária de Estado da Cultura (1990 e 91), catedrática da Universidade Católica, fundadora e directora do Museu Nacional do Traje (1975 a 79), directora-geral do Património Cultural, presidente do Instituto Português do Património Cultural (1980 a 84), directora do Museu Nacional dos Coches (1985 a 90), coordenadora do projecto «Inventário do Património Cultural (1997 a 2000), autora de diversos catálogos de exposições e monografias e comissária de exposições de arte em Portugal e no estrangeiro e mais recentemente comissária geral das Comemorações do V Centenário do Nascimento de S. Franciso Xavier.
jcl

Esta segunda parte da conversa com a directora do Museu do Oriente, Natália Correia Guedes, aborda a riqueza do património do Sabugal, o Grupo dos Amigos do Museu do Oriente e a Ordem Hospitaleira de São João de Deus cuja história se mistura com a das terras da raia ribacudana.

Natália Correia Guedes - Museu do Oriente– O concelho do Sabugal tem vestígios históricos interessantes…
– O concelho do Sabugal é muito rico em património. Há determinados nichos que estão esquecidos e que poderiam ser postos em destaque. Estive este fim-de-semana na Ponte de Sequeiros [n.r. Valongo do Côa]. Quem já leva a sua cultura sabe que está na presença de uma ponte romana que era uma via muito importante e a dificuldade de transportar todas aquelas pedras. Mas porque é que se justificou uma ponte naquele local? Porque havia minas de ouro e por isso muitas moedas se têm encontrado naquela rota. Mas isto devia ser explicado no local com um cartaz interpretativo. Quando há património disperso que faz parte de um roteiro constrói-se um centro de interpretação que explica toda essa matéria. Os visitantes a partir do centro de interpretação localizam-se geograficamente estando demarcados com muita clareza determinados locais para serem visitados. Os países nórdicos e a Holanda têm este trabalho extremamente bem feito nesta matéria.
– É esse o papel de um responsável de um Museu?
– Claro. É fundamental saber explicar e transmitir toda a sua sabedoria aos visitantes transformando um passeio turístico em ensinamentos culturais. Até porque o interlocutor pode saber mais. Uma vez o Museu de Arqueologia fez uma super-exposição com ouros pré-históricos. Uma professora de Vila Real vinha a acompanhar os alunos. Olhou para o cartaz e exclamou «Tenho em casa um colar destes!» O colar era nem mais nem menos do que um «torques pré-histórico» que um familiar tinha encontrado na lavoura do campo. O colar foi vendido a um antiquário mas eu consegui convencê-lo a revender e a Câmara adquiriu-o. O colar de valor incalculável está neste momento no Museu de Vila Real. E já que falamos de Vila Real não resisto a contar um episódio que se passou recentemente na Ruvina. O padre João Parente, de Vila Real, é especialista em numismática romana e já publicou livros sobre a adoração das serpentes. Elaborou uma colecção de milhares de moedas antigas e ofereceu-a à Câmara Municipal de Vila Real. É um benemérito. Já esteve comigo na Ruvina e aproveitámos para espreitar o chamado barroco da serpente.
– Conheço o Barroco da Serpente na Ruvina. Nem sequer está referenciado com placas. Tem algum interesse histórico?
– Encontrei-me com o padre João Parente na Academia Portuguesa de Ciências e a conversa andou à volta das características dos povos ofiusas, ou seja, povos que adoravam as serpentes – o nome Ofir está relacionado – e de como o cristianismo purificou todas essas adorações pré-históricas. Aproveitei para lhe perguntar quais são as características das cobras gravadas nas pedras. Ele fez-me um desenho com umas pequenas covas no final do rasto para onde o sangue escorria. No fundo o cristianismo purificou essa divinização da cobra e acabou por colocá-la na esfera que suporta a imagem de Nossa Senhora, ou seja, o domínio do bem sobre o mal. «Na Ruvina há lá uma barroca com essas características» comentei. Há pouco tempo, eu e o padre João fomos até lá, retirámos com uma vassoura de piassaba a terra que estava a tapar as reentrâncias e lá estava bem marcada a serpente.
– E esses vestígios deviam ser preservados?
– Sem dúvida nenhuma. Mas por vezes falta sensibilidade. A adoração do javali e do porco selvagem existia porque era o único animal que conseguia vencer a cobra, altamente venenosa para o homem. Eram os chamados berrões. Há um estudo recente foi feito há três ou quatro anos sobre os berrões que são, geralmente, esculpidos em granito.
– A Fundação consegue comprar tudo o que gostaria?
– As Fundações não substituem o Estado mas têm um papel fundamental na recolha e preservação do património… É um fenómeno muito curioso. Desde que o Museu abriu há permanentemente propostas de venda de particulares. Nem sempre é possível. Neste momento há que ter um equilíbrio financeiro muito grande de gestão dos fundos e porque houve um investimento brutal em recuperar o edifício e montar o museu. O equilíbrio financeiro é fundamental.
– Já tiveram solicitações para «emprestarem» exposições de outros museus? E do Museu do Sabugal?
– As peças de arte viajam muito. Ainda não tivemos nenhuma exposição vinda de outro museu mas está em estudo essa possibilidade. Uma parte significativa da exposição Kwok On sobre máscaras já esteve numa cidade do sul de França. O sucesso foi tal que este ano veio cá um grupo da escola local visitar o Museu do Oriente. Do Museu do Sabugal não tivemos, até agora, nenhum pedido ou contacto.
– Quais são as actividades do Grupo de Amigos do Museu do Oriente?
– Acabou de sair daqui um autocarro com cerca de 40 pessoas, do Grupo de Amigos do Museu do Oriente, que vão até a Sines visitar o museu local… Têm mensalmente uma actividade que, na realidade, serve para levar a mensagem do Museu do Oriente e trazer notícias e novidades. A grande maioria é do corpo diplomático. Antigos embaixadores no Oriente e pessoas que viveram em Macau e Timor e que nos são muito úteis porque têm contactos e conhecem coleccionadores particulares. Vamos, por exemplo, fazer uma exposição sobre flores do Oriente. Eu tenho que localizar porcelanas com flores, pratas, etc., e há sempre algum deles que conhece alguém que tem lá em casa determinado objecto. Estas grupo dá ao Museu um grande enriquecimento cultural. Há pessoas que têm em casa peças excelentes, muitas vezes herdadas, e que nem sabem o que valem. Peças excepcionais. No ano passado uma senhora foi ao antiquário mostrar uma peça que tinha em casa. Era uma peça excepcional do século XVI que acabou por ser capa da revista do leilão de um importante leiloeiro em Londres. Durante séculos fomos entreposto de obras de arte excepcionais vindas do Oriente que passavam por Portugal compradas por burgueses endinheirados, nobres. As rotas das porcelanas, das sedas que representavam o lastro possível de um navio ou seja, aquele peso que era necessário para equilibrar o barco. Os chineses mais cultos apreciam a porcelana de melhor manufactura ou por que era monocromática ou uma pasta de melhor qualidade. A nossa Companhias das Indias fazia apenas o transporte. Nós temos exposta uma vitrina enorme com os pratos colocados em forma de dragão chinês e em que cada prato tem as armas de uma família portuguesa. São centenas de peças que a Fundação comprou a um coleccionador que as reuniu durante mais de 20 anos.
– Sei que esteve ligada à Ordem Hospitaleira de São João de Deus…
– Não é bem uma ligação. A Ordem Hospitaleira de São João de Deus, há uns dois anos, pediu-me para elaborar um programa para montar o Museu da Ordem. Eu ainda não estava aqui na Fundação Oriente. Fiz o programa mas quem veio a montar o Museu foi uma filha minha conservadora de museus, Carmina Correia Guedes, com o meu acompanhamento. A 8 de Março foi inaugurado o Museu no Hospital do Telhal, perto de Sintra. O que é que isto tem a ver com o Sabugal? Tem tudo a ver com o Sabugal. A Ordem Hospitaleira de São João de Deus foi extinta em Portugal, como todas as ordens religiosas, em Portugal em 1834. Quando regressam, pela mão do padre Bento Menni instalam-se em Aldeia da Ponte. A primeira casa da Ordem Hospitaleira foi em Aldeia da Ponte que infelizmente está em ruínas mas penso que recuperáveis. Devemos, pois, destacar este facto. Foi graças a uma adesão enorme da pessoas da zona do Sabugal que se restabeleceu a Ordem Hospitaleira em Portugal. Aliás, como sabe, muitos dos irmãos espalhados pelas casas da Ordem são oriundos das aldeias do Sabugal. Aproveitei para deixar um catálogo, com um cartão pessoal, aos responsáveis do Museu do Sabugal dando conta da importância da relação que os dois museus podiam ter mas, até agora, ainda não recebi qualquer resposta.

1 – Agradecemos a disponibilidade de agenda de Natália Correia Guedes, directora do Museu do Oriente, para receber o Capeia Arraiana e para nos guiar numa visita à exposição de Fausto Sampaio em fase final de montagem. Por curiosidade refira-se que uma das pinturas que vai estar exposta pertence a uma das paredes do gabinete do primeiro-ministro José Sócrates.

2 – Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, entre 1891 e 2006, dos 1.090 candidatos a irmãos, 199 eram do Sabugal. Muitos dos religiosos da região chegaram mesmo a ocupar lugares de destaque como José Joaquim Fernandes e Horácio Monteiro (naturais de Quintas de S. Bartolomeu estão actualmente na Madeira), o padre Carreto (Rapoula do Côa) e outros.

3 – Há uma clara falta de interesse dos responsáveis sabugalenses em encetar uma parceria (privilegiada) com o imenso património cultural do Museu do Oriente. Há uma clara falta de motivação para levar os alunos das escolas do Sabugal a visitar os museus de Lisboa. Há uma clara ausência de aproveitamento das «coisas» históricas da Ordem Hospitaleira de São João de Deus e da sua relação com os sabugalenses e o Sabugal. Será falta (excesso) de sensibilidade, será falta (excesso) de profissionalismo, será falta (excesso) de vontade, será falta (excesso) de trabalho ou será… falta (excesso) de tempo?
jcl

Há um ano uma chuva miudinha que se fez sentir durante todo o dia 9 de Maio obrigou os visitantes a permanecer em redor do antigo edifício dos Armazéns Frigoríficos de Alcântara de chapéu aberto até conseguirem entrar no mais novo museu de Lisboa, o Museu do Oriente. Para comemorar o primeiro aniversário está previsto um vasto programa de actividades de entrada livre para os dias 8, 9 e 10 de Maio. Em destaque vai estar a exposição de pintura «Viagens no Oriente» de Fausto Sampaio que reúne 60 obras algumas delas de colecções particulares.

Museu do OrienteAs comemorações do primeiro aniversário começam no dia 8 com um concerto de Rão Kyao no Auditório do Museu para a qual é necessária a aquisição de bilhete. No mesmo dia, inaugura a exposição Viagens no Oriente, da autoria de Fausto Sampaio (1893-1956). Em exposição vão estar 60 obras que retratam a Índia, Macau, Timor e Macassar. Pelas 19.00, no Lounge, Paulo Sousa lança o seu último disco, Ao Vivo no Museu do Oriente, resultante da gravação do concerto que Paulo Sousa e o tablista Raimund Engelhardt deram no Museu do Oriente no princípio do ano.
Este ano, e já com quase 120 mil visitantes, o Museu do Oriente preparou um vasto programa de actividades em que grandes e pequenos podem participar. Mediante a aquisição de um passaporte, equivalente à entrada no museu, poderá empreender uma viagem por terras longínquas que o levará à China, Tailândia, Japão, Indonésia e Timor. No final, é só recortar o destacável do passaporte e nele escrever uma frase inspirada em três conceitos: Museu do Oriente, Viagem, Ásia. A melhor frase, avaliada por um júri de três representantes da Fundação Oriente, será contemplada com uma viagem a Macau.Da caligrafia japonesa ao origami, passando por demonstrações do uso do kimono, pela arte chinesa de recorte de papel ou pela demonstração do ritual do chá oolong, pelo ensino da dança indonésia ou por um workshop de ábaco, pela consulta do signo do zodíaco ou até mesmo por um recital de poesia chinesa, pelo tai chi, massagens tailandesas ou ioga, pela pintura de tecidos e por inúmeras visitas temáticas é um nunca acabar de actividades ininterruptas a começarem logo de manhã e a acabarem ao fim da tarde.
O museu reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística e tem como directora Natália Correia Guedes, neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia.

O Capeia Arraiana foi recebido no Museu do Oriente, com muita simpatia, por Natália Correia Guedes. No próximo sábado, 9 de Maio, dia do primeiro aniversário do Museu do Oriente, vamos publicar um «À fala com… Natália Correia Guedes» em que a especialista em museologia nos fala desta sua experiência «por terras do Oriente» e da relação pessoal com o Sabugal.
jcl

A Câmara Municipal de Mêda e o Museu do Douro exibem até finais de Setembro na Casa da Cultura da Mêda a exposição «Marcos de Demarcação» inserida nas Comemorações dos 250 Anos da Região Demarcada do Douro.

Exposição «Marcos de Demarcação»O Museu do Douro desenvolveu um estudo acompanhado de um inventário do Património material associado à data da criação da Região Demarcada do Douro, a primeira Região Vitícola demarcada e regulamentada do mundo, criada por Alvará Régio de D. José I em 10 de Setembro de 1756.
O projecto de investigação levado a cabo pelos Serviços de Museologia do Museu, culminou na exposição Marcos da Demarcação e na publicação do inventário dos marcos pombalinos.
O presidente da Câmara Municipal de Mêda, João Mourato, salientou a importância deste evento cultural, de grande expressão e significado, por ter lugar num concelho que «embora sendo de transição, é também Douro nas freguesias de Meda, Longroiva, Poço do canto e Fontelonga, terras de produção do vinho fino ou vinho generoso, depois conhecido por Vinho do Porto».
O presidente do Município de Meda aproveitou a ocasião para reivindicar para Mêda um pólo do Museu do Douro tendo em conta a importância que o Vinho Generoso ou Vinho do porto tem na cultura e na economia das populações, apesar de este concelho não ter sido incluído aquando da demarcação da Região de produção pelo Marquês de Pombal.
O director do Museu do Douro, Maia Pinto (ex-director do Parque Arqueológico do Vale do Côa) comungou a opinião do Presidente da Câmara dizendo que «a Meda também é Douro» e que «para o desenvolvimento saudável de Portugal terá que se defender esta jóia que é o Vale do Douro».
Maia Pinto frisou que «é com esta relação que vamos cimentando o orgulho que criar o orgulho Duriense» que deve abranger os 21 concelhos integrados na Região Demarcada e para o que «vai ser desenvolvido um esforço no QREN – Quadro de referência Estratégica Nacional, por forma a desenvolver outras acções dinâmicas que façam do Museu do Douro algo com alegria, participação e cultura».
A exposição «Marcos de Demarcação» envolve cerca de 70 fotografias daqueles marcos delimitativos da então Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro distribuídas em três núcleos : Museu do Douro (Casa do Douro – Régua), Casa Municipal de Cultura de Mêda e na Casa do Desenho do pintor Júlio Resende.
aps

Desde 7 de Agosto que acontece no museu do Sabugal uma comovedora exposição de fotografias antigas, que tem despertado muito interesse, recebendo constantes visitas. A imperdível exposição decorre até 14 de Setembro.

Exposição no Museu do SabugalImagens de pessoas vestidas ao estilo de outras épocas, cenas da vida quotidiana, monumentos e casas antigas, tudo se revela na mostra fotográfica que o Museu Municipal concebeu e apresentou. Casamento, caçada, fainas agrícolas, primeira comunhão, também registos acerca da evolução do Largo da Fonte no Sabugal, desde o tempo em que era uma fonte de chafurdo, passando pelo tempo em que foi transformada em chafariz, em nome da higiene pública.
Outra série alude às festividades de S. João, onde as fotos históricas se misturam com fotografias da edição de 2008 dos festejos. Uma mistela pouco feliz mas que permite ao observador ter uma ideia da diferença entre as duas épocas.
Em lugar de destaque está uma impressionante imagem da construção da escola primária do Sabugal, com as colossais pedras de granito retiradas da igreja de Santa Maria do Castelo e da capela de S. Sebastião. A construção já vai avançada e a fotografia regista o enorme «sarilho» encimado por uma grande roldana, com o qual se içavam as pedras. Sem dúvida uma das melhores fotografias da mostra.
Outra foto interessante é a de um desastre de automóvel, onde uma camioneta abalroou o carro do Dr. Francisco Manso, estando ao lado das viaturas acidentadas duas bicicletas tombadas, certamente pertença de curiosos que acorreram ao desastre.
Uma exposição que merece a pena visitar. Para além da importância dos registos históricos, também merece referência o esforço de recolha que possibilitou a exposição, sendo vários os particulares que deram o seu modesto, mas certamente decisivo, contributo para que a mostra fosse possível.

Parabéns à empresa municipal Sabugal+ pelo sucesso da iniciativa.
plb

Conversámos com António Gata, que durante vários mandatos foi presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Agora algo afastado da política concelhia mantém-se porém atento, sobretudo aos assuntos referentes à sua terra, aldeia histórica do concelho do Sabugal que considera desprezada e desaproveitada. O mote da conversa foi a decisão recente do povo de Vilar Maior em manter a festa do Senhor dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, cumprindo a tradição. Nessa espécie de referendo António Gata bateu-se por opção diferente, defendendo que a festa deveria ocorrer em dois momentos distintos, o primeiro em Agosto e o segundo em Setembro, na data tradicional.

António GataDefende que a festa de Vilar Maior poderá acabar com a manutenção da mesma na sua data tradicional. O que o leva a pensar assim?
A manter-se a festa nos moldes em que se vem realizando considero que ela pode acabar um dia. A festa religiosa não duvido que se mantenha mas o restante, como o arraial, o fogo preso e a presença da banda filarmónica, pode de facto vir a acabar. O arraial leva largas centenas de pessoas a Vilar Maior, que ali vão sobretudo para assistir ao fogo de artifício, que é um momento fabuloso. Toda essa gente, quando acaba o espectáculo, debanda em direcção às suas terras, muitas sem sequer beberem algo no bar da festa. Esse enorme gasto com o fogo de artifício bem poderia ser aplicado num programa musical ou de variedades, que levasse a que as pessoas permanecessem na aldeia durante várias horas.
Mas não vale a pena cumprir a tradição?
Claro que vale a pena e as pessoas optaram por isso, o que deve ser respeitado. Mas temos de ponderar até onde podemos aguentar, porque a capacidade para isso esgota-se ao comportar elevadíssimos custos que um dia poderemos não ser capazes de suportar. Estou sempre com muito gosto na festa e gosto muito de ali rever amigos que não vejo durante a maior parte do ano, mas também tenho pena de não poder ver muitas pessoas que estão longe da terra e cuja vida não lhes permite estarem presentes.
O Capeia Arraiana referiu-se há algum tempo a uma casa recuperada para museu que agora está ao abandono, por alegada incúria das entidades locais. Na altura manifestou-se contra essa ideia, dando a entender que a responsabilidade não era da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Quer esclarecer?
O edifício em questão nunca foi recuperado para museu, aliás Vilar Maior tem um museu instalado noutro local. Mas a questão é que o edifício de que se fala é propriedade da Câmara Municipal, pelo que a responsabilidade pelo seu estado nunca pode ser da Junta de Freguesia. Aliás a recuperação desse edifício tem uma história. Ele era propriedade particular e eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia convenci o então presidente da Câmara, que era o José Freire, a adquiri-lo. A Câmara comprou-o ao particular e ficou registado como sua propriedade, sendo depois recuperado e passando a existir ali um forno comunitário, um espaço destinado a posto de turismo e outro a ponto de venda de produtos locais.
Mas a Câmara Municipal não se considera responsável pelo estado de degradação a que o edifício chegou.
Está tudo ao abandono e num estado lastimável, com o telhado em perfeita degradação. E face a isso então eu também pergunto: sendo o edifício propriedade da Câmara Municipal, quem é que deve responsabilizar-se pela sua conservação e pela sua funcionalidade?
Disse que Vilar Maior tem um museu instalado noutro edifício, mas esse também tem estado encerrado.
O museu de Vilar Maior está instalado no edifício da antiga Câmara Municipal. Fui eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia, que o recuperei para esse efeito, tendo em conta que era urgente acautelar as peças que a professora Delfina tinha no edifício da escola. Foi aliás um projecto pioneiro ao nível das juntas de freguesia, porque representou uma grande responsabilidade dado o tipo de projecto e os encargos financeiros envolvidos, o que, ao tempo, não era comum ser assumido pelas juntas de freguesia. Para além da recuperação do edifício a Junta arranjou ainda e instalou o espólio exterior. Mas o museu está hoje também votado ao abandono e este Verão foi um claro exemplo disso, pois esteve sempre encerrado.
E, neste caso, de quem é a culpa?
Quero deixar claro que a culpa não é de certeza da professora Delfina, que pouco ao nada pode fazer. Também não considero que seja da Junta de Freguesia, que foi arredada disso. E sobre o assunto mais não digo.
Sendo Vilar Maior uma aldeia histórica, o que se poderá fazer para se tornar num destino turístico?
Alguns criticam-me por eu falar sempre em Vilar Maior, mas a verdade é que eu falo da minha terra no contexto do concelho do Sabugal. Considero que Vilar Maior pode e deve complementar Sortelha. Ambas as aldeias históricas estão em extremidades do concelho. A aposta na recuperação e dinamização de Vilar Maior poderia fazer com que as pessoas, para visitarem as duas aldeias, tenham de cruzar o concelho, seguindo percursos que lhes podem ser sugeridos, beneficiando com isso todo o concelho do Sabugal. Mas no que particularmente se refere a Vilar Maior, espero que a Junta de Freguesia avance com o projecto dos trilhos, em que de resto colaborei. O projecto prevê a recuperação de alguns caminhos antigos ao redor da aldeia. Alguns foram já limpos pela população, faltando apenas sinalizá-los e divulgá-los. Os trilhos, além de proporcionarem e possibilidade de se praticarem saudáveis caminhadas, permitem conhecer Vilar Maior numa perspectiva diferente, observando as diferentes paisagens, as sepulturas antropomórficas, o antigo falcoal e muitos outros locais de interesse histórico.
Como homem atento à politica concelhia, e elemento do PSD há muito descontente com as opções do partido para o concelho, o que acha da escolha de António Dionísio por parte do PS para candidato a presidente da câmara nas próximas eleições?
Somos amigos e dou-me muito bem com ele, mas neste momento não tenho qualquer decisão tomada sobre a minha posição. Apenas o farei quando conhecer todos os candidatos.
plb

José Robalo – «Páginas Interiores»

Em conversa com um velho trancador de baleias na Calheta de Nesquim, concelho de Lajes do Pico, ilha do Pico, este homem do mar com os olhos no horizonte de saudade dizia-me: «Se existe céu na terra, o céu está aqui.»

Os velhos baleeiros

Eu vi os barcos parados prisioneiros
na sede de um museu. E os arpões
pendurados. E gravadas
em dentes de baleia as passadas navegações
dos velhos baleeiros.

E vi os olhos daquele que falava
da última baleia como quem
remasse ainda sobre a onda brava
para um mar onde nunca mais ninguém.

Manuel Alegre

Trancador de BaleiasDe facto, neste fim de tarde numa conversa amena com um velo trancador de baleias respira-se serenidade, num olhar que repousa no infinito do Atlântico, da Atlândida, sempre na expectativa de lá ao fundo encontrarmos sinais de um cachalote. Hoje que a caça à baleia está proibida, por aqui a visita às baleias virou a negócio normalmente explorado por pessoas estranhas a este triângulo dos Açores, que envolve a ilha do Pico, Faial e S. Jorge.
Na Calheta de Nesquim, terra de baleeiros, os trancadores, oficiais, mestre de lancha, remador, cigana e construtor naval, profissões ligadas a esta actividade, caíram em desuso e hoje são figuras de museu.
Longe vai o tempo em que sentado no cais da Calheta de Nesquim conversei sobre esta temática com o Manuel Pereira de Lemos, o Manuel Alfaiate, que obsessivamente e de forma recorrente desfiava a sua memória sempre à volta desta temática. A proibição legal e a emigração para a América que fica lá bem longe no horizonte, transformaram esta gente em coisa inútil confinando-os à vida do campo.
As autoridades locais nesta ilha, onde se sente um grande cuidado com as coisas da cultura, reabilitaram estes espaços de transformação de cachalotes, erigindo museus, lembrando ao visitante que por estas terras existe gente de coragem. Os museus de S. Roque do Pico e das Lages do Pico, são o orgulho desta gente do mar onde «nunca mais ninguém».
O trancador de baleias pela sua coragem e atitude destemida ao enfrentar animais que pesam toneladas em condições adversas em alto mar e em pequenos botes, traz-me à memória a coragem das gentes da raia que sobreviveu ao contrabando. A coragem das nossas gentes mede-se também na forma destemida como enfrentam um touro em pontas com o forcão. Está aí mais um mês de Agosto e em boa hora pelas freguesias da raia encontramos capeias e festas populares que continuam a prender os nossos emigrantes ao concelho.
Penso que é chegado o momento para que alguém (uma junta de freguesia, ou município), aproveitando os novos fundos comunitários, se proponha avançar com a criação de um espaço museológico reavivando actividades e tradições raianas, uma vez que todos temos orgulho no nosso passado e na nossa memória colectiva.

:: :: PARA LER :: ::
«Mar pela proa», de Dias de Melo, Chão da Palavra.
«Mau tempo no Canal», de Vitorino Nemésio, Imprensa Nacional Casa da Moeda.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«L. A. Woman», The Doors.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

O artista plástico Kim Prisu, natural de Aldeia da Dona, inaugurou este domingo, 6 de Julho, no Museu do Sabugal, uma exposição de pintura que integra criações de vários anos.

O artista que deu origem ao conceito Nuklé-Art e que quis transformar a «sua» Aldeia da Dona numa aldeia cultural está de volta ao concelho do Sabugal.
Joaquim António Gonçalves Borregana que assumiu o nome artístico de Kim Prisu inaugurou no passado domingo, 6 de Julho, uma exposição retrospectiva que inclui obras de diferentes anos.
A descrição do artista e da sua obra por Xavier Silva Rodrigues tem algumas afirmações desconcertantes e deixa alguns avisos aos visitantes. «Para assimilar a obra de Kim Prisu necessita-se sacholar a essência original numas distintivas inextinguíveis do urbano e do campo no qual ele viu a luz pela primeira vez. (…) A sua obra evolui num discernimento que o levam ao início da Dona Aldeia de onde ribombam linguagens, aromas e pigmentações no mundo inconcebível de Kim Prisu.»
É um artista único com um estilo único. Sabugalense, emigrante em França para onde foi levado com apenas nove meses, vive há nove anos no Pinhal Novo, junto ao Montijo.
A sua exposição estará patente no Museu do Sabugal até ao dia 3 de Agosto, de terça a sexta-feira, das 9 às 12.30 e das 14 às 17.30 horas e aos fins-de-semana das 14.30 às 18.30 horas.
Antes da visita aproveite para reler a excelente crónica de José Robalo publicada nas «Páginas Interiores» sobre Kim Prisu intitulada:
«Aldeia da Dona – Museu a céu aberto» Aqui
E também: «A arte do Kim Prisu de Aldeia da Dona» Aqui.

Mesmo assumindo a nossa amizade de sempre com o Kim consideramos que a «Sabugal+» concretizou uma das mais importantes exposições do seu historial.
De visita obrigatória…
jcl

No Dia Mundial dos Museus, 18 de Maio, destacamos o Museu Oriente inaugurado recentemente na Doca de Alcântara, próximo da zona de Belém, em Lisboa. Espaço de excelência no contexto cultura português é a concretização de um desígnio a que a Fundação de Carlos Monjardino se propôs desde que foi criada há 20 anos. A directora do Museu Oriente, Natália Correia Guedes, é neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia.

Museu do OrienteO Museu do Oriente, testemunho das relações históricas entre Portugal e a Ásia, foi inaugurado no dia 8 de Maio, em Lisboa.
Localizado na Doca de Alcântara, próximo de Belém, num edifício dos anos 40 devidamente adaptado e com uma situação privilegiada junto ao rio Tejo, o Museu do Oriente exibe, através das suas exposições, permanente e temporárias, testemunhos da presença portuguesa na Ásia.
O espaço cultural dirigido por Natália Correia Guedes, reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística. O seu acervo resulta de aquisições efectuadas em Portugal e no estrangeiro e inclui núcleos de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense.
A exposição permanente engloba 1400 peças alusivas à presença portuguesa na Ásia e 650 pertencentes à colecção Kwok On, agrupadas sob a temática Deuses da Ásia. A exposição temporária inaugural é inteiramente dedicada às Máscaras da Ásia.
A presença portuguesa na Ásia está representada através de objectos adquiridos pela Fundação nas áreas da pintura, cerâmica, têxteis e outras artes decorativas.
A colecção é enriquecida por um espólio de 1250 peças artísticas e documentais pertencentes a vários museus e outras instituições culturais, cujo empréstimo ou depósito foi confiado ao Museu do Oriente.
A colecção Kwok On, testemunho ímpar das artes performativas de raiz popular e das grandes mitologias e religiões de toda a Ásia, é reconhecida como uma das mais importantes à escala europeia. Composta por mais de 13 mil peças relacionadas com a música e com o teatro (instrumentos musicais, trajes, marionetas, máscaras, pinturas, porcelanas) e com as festividades tradicionais (objectos rituais, lanternas, pinturas, jogos), constitui um elemento decisivo para colocar o Museu do Oriente no roteiro das grandes instituições internacionais dedicadas às culturas e civilizações asiáticas.
Além das exposições, o espaço multiusos do Museu do Oriente será palco de uma programação cultural ao nível da música, dança, teatro, cinema e marionetas, para além de conferências, seminários, cursos e congressos e ainda de outras actividades lúdico-pedagógicas promovidas pelo Serviço Educativo.
Para levar a cabo a sua diversificada actividade, o Museu do Oriente dispõe de um Auditório, de um Centro de Reuniões e de um Centro de Documentação, local de referência na pesquisa de informação na área das ciências sociais e humanas e em tudo o que diga respeito à Ásia e às suas relações com Portugal.

Apresentação em «powerpoint» do Museu do Oriente. Clique aqui.
jcl

Está patente até ao dia 18 de Maio de 2008, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, uma exposição temporária subordinada ao tema «Por uma Vida Melhor», que vale a pena visitar.

Trata-se de uma mostra fotográfica de Gérald Bloncourt, integrada no Museu Colecção Berardo, que retrata a vida dos emigrantes portugueses que nas décadas de 60 e 70, deram o «salto» na busca de uma oportunidade de uma melhor vida. As fotografias de Gérald Bloncourt retratam um período difícil da história portuguesa: a emigração de quase um milhão de pessoas, oficial ou clandestinamente a caminho de França.
Nela podemos ver a miséria dos «bidonvilles» (os bairros de lata) e as dificuldades dos que em busca de uma vida melhor, encontraram muitas vezes outra bem pior, como dizia uma das personagens do filme: «Deixei em Portugal uma casa e vim para França viver numa barraca.»
A fotografia, aqui representada, intitulada pelo autor de «Petite portuguaise. Bidonville de Saint-Denis, 1969» é disso um claro exemplo, quiçá reconheçamos nela, agora já adulta, uma nossa conhecida.
A exposição tem entrada gratuita.
José Do Bernardo

JOAQUIM SAPINHO

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