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O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

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O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

A reforma administrativa do território poderá conduzir a uma substancial perda de freguesias nos distritos da Guarda e de Castelo Branco por força das agregações propostas pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT). Apenas Manteigas mantém intacta a sua estrutura administrativa do território.

Penamacor pode perder três freguesias
A proposta formulada pela UTRAT aponta para agregações de freguesias no concelho de Penamacor, passando o mesmo para nove freguesias, menos três do que as que possui actualmente.
Pedrogão de São Pedro junta-se à Bemposta, passando a formar uma única freguesia.
A outra união prevista é a que reúne as freguesias de Aldeia do Bispo, Águas e Aldeia de João Pires, que passam a ser uma só.
A proposta mexe na única freguesias com menos de 150 habitantes, a Bemposta, que a UTRAT agrega a outra freguesia. Mas a proposta vai mais longe e, cumprindo os critérios legalmente definidos, aponta-se para a redução de três freguesias.
A Assembleia Municipal de Penamacor pronunciou-se contra a reorganização administrativa do território do concelho, não propondo a agregação de qualquer freguesia.

Manteigas não vai perder freguesias
O concelho mais pequeno do distrito da Guarda, mantém as quatro freguesias que o compõem, ainda que duas delas se situem na própria malha urbana da sede do Município.
Nenhuma das freguesias do concelho de Manteigas tem menos de 150 habitantes, além de que a lei da reorganização administrativa não obriga à redução de freguesias em municípios que têm quatro ou menos freguesias.
Face a estes factos a UTRAT entendeu não promover qualquer agregação, tanto mais que o próprio Município não expressou essa vontade.
A Assembleia Municipal de Manteigas pronunciou-se através da aprovação de uma moção em que lamentou a lei de reforma administrativa pelo facto da mesma não promover a transferência de freguesias entre municípios.
Assim sendo, em Manteigas vão manter-se inalteradas as freguesias de Santa Maria, São Pedro, Sameiro e Vale da Amoreira.

Almeida pode perder 13 freguesias
A proposta formulada pela UTRAT aponta para agregações de freguesias no concelho de Almeida que implicarão que passe a ter apenas 16 freguesias, menos 13 do que as que possui actualmente.
Azinhal junta-se a Peva e a Valverde.
Junça e Naves passam a formar uma só freguesia.
Leomil, Mido, Senouras e Aldeia Nova também se agregam numa só.
Castelo Mendo, Ade, Monte Perobolso e Mesquitela serão igualmente agregadas.
Amoreira, Parada e Cabreira é outra das agregações em Almeida.
Miuzela e Porto de Ovelha também passam a uma só freguesia.
Malpartida e Vale de Coelha também se unem.
A proposta da UTRAT mexe em todas as 16 freguesias do concelho de Almeida com menos de 150 habitantes, provocando uma redução de 13 freguesias, número muito maior do que aquele que a lei obrigaria, pois aplicando os critérios legais este município apenas teria de perder, no máximo, sete freguesias.
Porém o facto de a mesma lei impor que em nenhum município poderão restar freguesias com menos de 150 habitantes determinou a proposta que a UTRAD aponte para um maior número de agregações.

Concelho da Guarda pode perder 12 freguesias
A proposta formulada pela UTRAT vai de encontro ao parecer emitido pela Assembleia Municipal da Guarda, o que implicará que o concelho passe a ter apenas 43 freguesias, menos 12 do que as que possui actualmente.
As três freguesias localizadas no perímetro urbano da cidade da Guarda (Sé, São Vicente e São Miguel) ficam a constituir uma só freguesia.
Adão e Carvalhal Meão também se unem.
Gonçalo e Seixo Amarelo seguem o mesmo caminho.
São Miguel do Jarmelo e Ribeira dos Carinhos passam a uma só freguesia.
São Pedro do Jarmelo e Gagos irmanam-se igualmente.
Avelãs de Ambom e Rocamondo também ficarão agregadas.
Corujeira e Trinta passam a uma só freguesia.
Misarela, Pero Soares e Vila Soeiro também se juntam.
Pousade e Albardo reúnem o seu território.
Rochoso e Monte Margarido agregam-se também.
O caso da Guarda é um dos poucos na região em que a proposta da UTRAD vai inteiramente de encontro à pronúncia que a Assembleia Municipal fizera acerca do processo.

Belmonte pode perder uma freguesia
O concelho de Belmonte perde uma só freguesia, de acordo com a proposta formulada pela UTRAT, o que fará com que o concelho passe a ter quatro freguesias.
A própria cabeça do Município junta-se ao Colmeal da Torre, passando a formar uma só freguesia, o que melhora a dimensão demográfica de Belmonte enquanto sede.
As freguesias de Maçainhas, Inguias e Caria permanecem inalteradas.
A Assembleia Municipal de Belmonte não se pronunciou, limitando-se a fazer chegar à Assembleia da Republica as posições tomadas pelo Município e pelas assembleias de freguesia, que se mostraram contrárias a qualquer redução do número de freguesias no concelho.
plb

A delegação da Guarda da Fundação INATEL proporcional uma acção formativa sobre arquivos, que será ministrada no Arquivo Distrital da Guarda, no dia 17 de novembro de 2012.

A formação é dirigida especialmente às associações culturais filiadas na INATEL, procurando dar resposta aos objetivos de envolver, sensibilizar e mobilizar todos os elementos pertencentes a ranchos folclóricos, grupos etnográficos, bandas filarmónicas, coros, grupos de teatro amador e outras associações para a importância da preservação e valorização dos seus acervos documentais constituídos por fotografias, mapas e postais antigos, partituras, revistas e jornais de época e outra documentação.
Para a INATEL esta formação será uma oportunidade única para as associações beneficiarem do conhecimento e experiência técnica do Arquivo Distrital da Guarda e do Arquivo Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo sobre as condições para um correto armazenamento e tratamento da documentação de cada associação, como sejam, registos textuais, fotográficos, sonoros, videográficos de grande valor cultural, histórico e etnográfico.
Sabendo à partida que as associações culturais não possuem recursos técnicos, humanos e financeiros que lhes permitam fazer destes documentos verdadeiros arquivos, no sentido de futuras contribuições para a construção e preservação da memória e da história local, são objetivos da Fundação INATEL:
a) Numa primeira fase, sensibilizar para a importância dos acervos associativos, no contexto de pequenas ações de formação;
b) Numa segunda fase, implementar um trabalho no terreno de avaliação, estudo e sistematização com vista à constituição de arquivos organizados nas associações.
Aliando estas intenções à missão do Arquivo Distrital da Guarda, centrada na preservação e valorização do património arquivístico adquirido e na promoção e otimização da gestão da informação dos sistemas de arquivo das entidades públicas e privadas locais, propomos uma formação especificamente pensada para os vários agentes associativos, a ter lugar nas instalações do Arquivo Distrital da Guarda (Largo General Humberto Delgado, 6300-694 Guarda), no dia 17 de Novembro.
As sessões serão orientadas por Levi Coelho, diretor do Arquivo Distrital da Guarda, e por Nuno Seixas, responsável pelo Arquivo Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.
plb (com INATEL da Guarda)

O filme português «Linhas de Wellington», realizado pela chilena Valeria Sarmiento, é a sugestão cinéfila do Teatro Municipal da Guarda TMG para a próxima terça-feira, dia 30 de Outubro. O filme passa às 21h30 no Pequeno Auditório.

Trata-se de uma reconstituição do ambiente histórico das invasões francesas protagonizada por John Malkovich, IsabelleHuppert, Nuno Lopes e Soraia Chaves. Parte das filmagens desta longa metragem decorreram no distrito da Guarda, mais precisamente em Folgosinho.
Sobre a história, tudo começa em 27 de Setembro de 1810, quando as tropas francesas comandadas pelo marechal Massena, são derrotadas na Serra do Buçaco pelo exército anglo-português do general Wellington. Apesar da vitória, portugueses e ingleses retiram-se a marchas forçadas diante do inimigo, numericamente superior, com o objectivo de o atrair a Torres Vedras, onde Wellington fez construir linhas fortificadas dificilmente transponíveis. Simultaneamente, o comando anglo-português organiza a evacuação de todo o território compreendido entre o campo de batalha e as linhas de Torres Vedras, numa gigantesca operação de terra queimada, que tolhe aos franceses toda a possibilidade de aprovisionamento local. É este o pano de fundo das aventuras de uma plêiade de personagens de todas as condições sociais – soldados e civis; homens, mulheres e crianças; jovens e velhos – arrancados à rotina quotidiana pela guerra e lançados por montes e vales, entre povoações em ruína, florestas calcinadas, culturas devastadas.

Estreia da trilogia de curtas musicadas
A 3 de Novembro, o TMG apresenta em estreia absoluta «Cine-concerto 2 [trilogia de curtas-metragens com música ao vivo]». Três filmes vão ser musicados ao vivo, no Pequeno Auditório, às 21h30: «A Propósito de Nice», de Jean Vigo será musicado por Miguel Cordeiro; «The Blacksmith» de Buster Keaton terá a paisagem sonora de César Prata e «Überfall» de Ernö Metzner será musicado por Luís Rolo. Os três são músicos da Guarda.
Sobre as curtas e os músicos, «A Propósito de Nice» é considerada pelos cinéfilos como uma espécie de «sinfonia de uma cidade», a curta constituiu um marco na história do documentário e catapultou o seu realizador, Jean Vigo para o panteão dos grandes cineastas da primeira metade do século XX. Miguel Cordeiro, é o músico que vai dar som a esta curta. Estudou piano e Jazz no Taller de Música de Barcelona e na escola do Hot Club Portugal. Concluiu em 2011 o mestrado de «composição para cinema e audiovisuais».Actualmente dedica-se à composição de música para imagem.
Já «The Blacksmith» é curta-metragem de excelência artística de Buster Keaton, «o cómico que nunca ri», num exemplo de extraordinária capacidade humorística sem recurso a uma única palavra. Esta curta vai ser musicada por César Prata, o músico dos sete instrumentos e mentor de vários projectos musicais como Chuchurumel, Assobio ou as Canções do Ceguinho. O músico já compôs também para teatro e cinema.
E a finalizar a noite, «Überfall», considerada uma das grandes obras vanguardistas do cinema mudo alemão; um filme de grande poder visual e que será musicado ao vivo por Luís Rolo, músico dado a sonoridades electrónicas que já integrou projectos como Dual Tone (com António Louro), um projecto que misturava a electrónica com o hip-hop.

Noiserv em concerto
Na quarta, dia 31 de Outubro, o projecto Noiserv, de David Santos, volta ao TMG, desta vez ao Pequeno Auditório. O concerto está marcado para as 21h30.
Noiserv tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes, de entre os surgidos em Portugal na última década. O seu percurso tem sido marcado pela criação de peças musicais de um minimalismo capaz de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho, e por concertos de elevadíssima intensidade, nos quais o público é suspenso a partir de uma teia sonora, criada por um vasto leque de instrumentos inusuais.
Criado em meados de 2005, Noiserv ganhou forma quando David Santos decide gravar algumas ideias numa demo, meses mais tarde esses 3 temas são editados on line, na netlabel Merzbau. Já em 2008 Noiserv edita o seu primeiro longa-duração, “One Hundred Miles from Thoughtlessness”, disco incrivelmente bem recebido pelo público, pela imprensa e crítica, e que actualmente esgotou a sua terceira edição.
Logo a seguir ao concerto de Noiserv o TMG promove no CC uma Noite Mexicana inspirada no Dia de Los Muertos.

Dia de los Muertos [Noite mexicana]
A tradicional festa mexicana dedicada aos defuntos, o «Dia de Los Muertos» serve de pretexto para uma Noite Mexicana no Café Concerto (CC), na próxima quarta-feira, dia 31 de Outubro, logo a seguir ao concerto de Noiserv no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda.
O TMG vai exibir no CC várias curtas-metragens de animação inspiradas no Dia de Los Muertos:
«Viva Calaca 1» de Ritxi Ostáriz, «The Skeleton Dance» de Ub Iwerks, «Hasta los Huesos» de René Castillo, «Viva Calaca 2» de Ritxi Ostáriz e «Skeleton Frolic» de Ub Iwerks. Pela noite dentro haverá preços especiais para as bebidas mexicanas: Mescal, Tequila, Margarita e Cerveja Corona, sempre ao som de música Mexicana. Serão ainda sorteados pelo público presente três vouchers; cada um deles dará acesso a três espectáculos do TMG, a saber: o teatro “Édipo” pela Companhia do Chapitô, o espectáculo transdisciplinar «Pi_add(a)forte» e o concerto da jovem fadista Cuca Roseta.
Tudo boas razões para sair de casa e aproveitar a véspera de feriado no Teatro Municipal da Guarda!

A Música de «Abztraqt Sir Q» no CC
No próximo dia 2 de Novembro (sexta), a Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã e o TMG apresentam no Café Concerto o espectáculo de música «Abztraqt Sir Q».
«Abztraqt Sir Q» são um grupo de músicos cujos destinos se cruzaram no Extremo Oriente. Auto intitulam-se: «Andy Newman, o baterista pedante. Egon Crippa, o baixista esquivo. Dichma Rahma, a vocalista inconstante. Peter Shuy, o guitarrista neurótico». Fechados no seu próprio mundo, o Xing Palace Place e o seu magnífico jardim, desconstroem canções e deixam-se embalar pela cacofonia. Inventam-se dialectos, reinventa-se a ortografia, subverte-se a fonética, recusam-se as convenções. Não procuram o óbvio mas acabam por encontrá-lo.
O concerto está marcado para as 22h00 e tem entrada livre.
plb (com TMG)

Faleceu na tarde desta sexta-feira, 19 de Outubro, no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado desde o início do Verão, o escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina.

MANUEL ANTÓNIO PINA era jornalista, cronista, escritor, poeta, dramaturgo, actividades em que se notabilizou.
Nasceu no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 e viveu a infância numa constante mudança de lugar, passando nomeadamente pela Sertã e Oliveira do Bairro, para depois se fixar no Porto. O pai era chefe de Finanças, cargo que acumulava com o de juiz das execuções fiscais, pelo que não podia estar mais do que certo tempo em cada terra, por imposição legal. Recordará sempre esse tempo da infância e adolescência como a época em que fazia amigos num lugar, que depois perdia para refazer novas amizades noutro local distante.
Após os estudos secundários, concluídos no Porto, licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, onde para além de estudar trabalhava para garantir a independência financeira. Embora cursasse Direito gostava mais e frequentar as aulas de Literatura, sobretudo as dos mestres Paulo Quintela e Vítor Aguiar Silva. Mesmo assim, seguiu Direito e, concluído o curso, foi advogado durante algum tempo, porém já escrevia no Jornal de Notícias desde 1971 e o apelo da escrita foi sempre mais forte.
No jornalismo notabilizou-se pela crónica, que, para ele é uma espécie de meio caminho entre o jornalismo e a literatura. No Jornal de Notícia, ao qual se manteve sempre ligado, ocupou o cargo de editor cultural, mantendo uma permanente ligação aos aspectos literários. Nas horas vagas poetava e escrevia contos infanto-juvenil, fazendo um percurso de escritor, onde sobretudo se notabilizaria, recebendo o reconhecimento do seu mérito com a atribuição de inúmeros galardões, entre os quais o Prémio Camões no ano 2011.
A sua poesia, algo hermética, foi sempre marcada por uma espécie de nostalgia, traduzida num sucessivo jogo de memórias entre a infância (parte dela passada no Sabugal) e o quotidiano. Os poemas de Pina são igualmente marcados pela inquietação e a melancolia, tocando por vezes no paradoxo. Nada do que escrevia ou pensava era definitivo, quando lhe perguntaram (JL, 31/10/2001) se fazia alterações aos seus poemas antigos quando os reeditava, respondeu que não, porque de certa forma um texto antigo, escrito por ele e editado, já não lhe pertencia: «quando leio textos que escrevi há algum tempo, tenho a sensação que não foram escritos por mim. E, de facto, foram escritos por outra pessoa, por aquele que eu era.» Esta mutação do ser que somos com o evoluir do tempo é explicada de forma comparativa: «A Ilíada é um dos meus livros de referência. Li-a pela primeira vez quando era jovem e a que leio hoje não é a mesma que li, nessa altura. Porque eu próprio já sou diferente. Os cabalistas dizem que há tantas bíblias quantos leitores da Bíblia. Eu acho que há mais, tantas quantas as leituras.»
Como escritor, foi autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia – Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde pousar a Cabeça, Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância; Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança; em novela – O Escuro; em texto dramático – História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez; no ensaio – Anikki – Bóbó; na crónica – O Anacronista; e, finalmente, na literatura infantil – O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, Os Piratas, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket, O Livro de Desmatemática, A Noite.
Embora afastado da sua terra natal desde menino, Manuel António Pina afirmava com orgulho ser sabugalense. Em 4 de Abril de 2009 a Junta de Freguesia do Sabugal homenageou-o colocando na casa onde nasceu uma placa com a seguinte epígrafe: «Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina»
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Em 10 de Novembro de 2011, no ano em que foi galardoado com o Prémio Camões, o escritor foi por sua vez homenageado pela Câmara Municipal do Sabugal, que lhe atribuiu a medalha de mérito cultural do Município.
Manuel António Pina foi eleito pelo blogue Capeia Arraiana a «Personalidade do Ano 2011».

Segue-se um poema de Manuel António Pina, que aborda um assunto recorrente na sua poesia – a morte:

Algumas Coisas

A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.

Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.

O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.

plb e jcl

A Agência da Guarda da Fundação INATEL, em colaboração com grupos de teatro amador e autarquias locais, organiza a iniciativa «Teatro de Outono 2012», que passará por diversas localidades, cabendo a representação a vários grupos teatrais, entre os quais o grupo Guardiões da Lua, de Quarta-Feira, aldeia do concelho do Sabugal.

O primeiro espectáculo é já na próxima semana, no dia 20 de Outubro (sábado), pelas 21h30, no Cine-Teatro S. Luís, em Pinhel. A peça a representar chama-se «O Movimento» e está a cargo do Grupo Escola Velha Teatro, de Gouveia.
A iniciativa Teatro de Outono leva os grupos de teatro amador do distrito da Guarda e da região centro-norte a itinerarem pelas salas do distrito da Guarda, entre os dias 1 de Outubro e 31 de Dezembro, a preços repartidos entre a agência da Guarda da Fundação INATEL e as autarquias locais.
Disponibilizam espectáculos para este Ciclo os grupos Escola Velha, Guardiões da Lua, Aquilo Teatro, Teatro do Imaginário, Gambozinos e Peobardos, Grup’Arte (estes seis do distrito da Guarda) e ainda o Teatro Experimental de Mortágua, Companhia Pouca Terra, Teatro de Arzila, Teatro O Celeiro, Ultimacto, Teatro Olimpo e Teatro da Perafita.
Estão já agendados mais seis espectáculos para as salas de Pinhel, Celorico e Manteigas, sobre as quais a seu tempo a Fundação INATEL prestará informação.
plb

Dois militares do Destacamento de Trânsito da Guarda, de 32 e 33 anos, faleceram ontem, dia 9 de Outubro, depois de atropelados por uma viatura, pelas 21h30, na A23 ao quilómetro 194, no sentido norte/sul – zona de Belmonte.

Segundo um comunicado divulgado pelo comando da GNR da Guarda, os militares sinistrados encontravam-se na berma da estrada, com uma viatura de serviço devidamente sinalizada, a regularizar o trânsito e a suprimir uma das vias, em virtude de um incêndio florestal que deflagrava junto àquele eixo rodoviário.
A viatura que os vitimou embateu na traseira da viatura da GNR, provocando a morte de dois militares e ferimentos graves num terceiro, de 30 anos, que foi evacuado para o Hospital Distrital da Covilhã e depois transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
O condutor da viatura que provocou o acidente, de 34 anos, também sofreu ferimentos graves, encontrando-se igualmente no Hospital de Coimbra.
As famílias dos militares falecidos estão a receber apoio psicológico promovido pela GNR.
Na missiva à comunicação social, assinada pelo Tenente Coronel Cunha Rasteiro, a GNR refere lamentar «de forma sentida» a perda dos dois militares.
plb

Realizaram-se no passado fim-de-semana e feriado várias atividades do Departamento de Seleção da Federação Nacional Karate – Portugal.

Dia 5 realizou-se na Cidade de Pombal, um Treino Nacional de Pré-Seleção para o qual foram convocados Rita Morgado (AEKS) e Diogo Rafael (KST), atletas medalhados no Campeonato Nacional da época passada. Este foi um treino com vista à preparação e representação da seleção nacional nos próximos campeonatos europeus e mundiais.

Dia 6 e 7 realizou-se também em Pombal e Lisboa, um Treino Nacional para os atletas com Estatuto de Alta-Competição e/ou atletas que tenham representado a Seleção Nacional FNKP, no qual Rita Morgado, na qualidade de medalhada europeia, esteve presente. Os treinos foram orientados pelo Selecionador Nacional e Selecionadores Regionais, onde os atletas estiveram acompanhados pelos Treinadores PKKS, Carla Jerónimo e Eduardo Rafael.
Rui Jerónimo (Presidente da PKKS)

A Assembleia Municipal da Guarda aprovou esta quarta-feira, 3 de Outubro, por maioria, a redução do número de juntas de freguesias do concelho de 55 para 43. A proposta elaborada por uma comissão de trabalho para a reforma da administração local criada na Assembleia Municipal defendeu que o concelho da Guarda deveria passar a ter 42 juntas de freguesias rurais e uma urbana.

Câmara Municipal da Guarda

A comissão que elaborou o novo mapa administrativo integrou elementos dos vários partidos com assento na Assembleia Municipal, exceto da CDU, por o seu representante, Aires Antunes Dinis, ter recusado fazer parte do grupo de trabalho por discordar do processo.
Com a decisão hoje tomada, as actuais três freguesias urbanas de Sé, São Vicente e São Miguel serão agregadas numa só e também serão agrupadas 19 rurais, que têm menos de 150 habitantes, e que elegem as suas juntas em plenário.
O social-democrata João Prata, actual presidente da freguesia, votou contra o novo mapa administrativo por discordar da agregação, alegando que a lei 22/2012 «permite a manutenção» daquela freguesia urbana.
«É possível e é desejável outra solução», disse o autarca que deu conta de uma posição da Assembleia de Freguesia que defende a manutenção da autarquia de São Miguel e contesta a sua fusão.
No período de intervenção do público, usaram da palavra alguns moradores que apresentaram razões para a continuidade da autarquia.
Após a votação da proposta que ditou a extinção da junta de freguesia de São Miguel, o deputado do PS, Júlio Seabra, sugeriu que a sede da futura junta urbana da Guarda, que agregará as actuais três freguesias da cidade, «se situe na sede da actual junta de freguesia de S. Miguel», na zona da Guarda-Gare. Caso não seja possível defendeu que «haja uma descentralização de serviços» da junta ou da Câmara Municipal da Guarda para aquele território.
A Assembleia Municipal, presidida pelo socialista João de Almeida Santos, também aprovou, por maioria, a adesão da Câmara ao PAEL – Programa de Apoio à Economia Local, para contracção e um empréstimo até ao montante de 17.944.380,40 euros.
jcl (com agência Lusa)

Numa passagem pelo Sabugal, desloquei-me à Casa do Castelo, em que a Dona Natália Bispo, gerente daquele espaço cultural, me deu conhecimento do 2º Ciclo da Cultura Judaica a decorrer na Cidade da Guarda nos dias 19 e 20 de Setembro.

Lançou-me o repto para estar presente, para me inscrever apresentando o respetivo programa. Fixei o olhar na palestra que a própria irá proferir sobre o tema «A Raiz Histórica Judaica em espaço privado, aberto ao público», e na da Dr.ª Maria Antonieta Garcia sobre, «Beira Interior – Peregrinação em torno da Herança Judaica», num programa imensamente vasto com visitas, festas e tradições judaicas e sobre produtos Kosher.
Os assuntos ligados à Cultura Judaica sempre motivaram interesse, principalmente a partir do momento que a minha saudosa Mãe me dizer, que os seus antepassados eram de origem judia da zona de Caria, que se dedicam à venda de carne e peles. Estes negócios tiveram continuidade e mantiveram-se até à morte de António Alves Martinho, um dos últimos talhantes da antiga Praça da Guarda, espaço onde hoje está construído o edifício da Camara Municipal.
Com esta valiosa oferta cultural resolvi ir no dia 20 de Setembro, o dia dedicado a dois painéis temáticos. Cheguei cedo à cidade Egitaniense, ainda os oradores estavam nos últimos retoques às suas intervenções e fazer as suas maquilhagens. A cidade pelo movimento nas ruas ainda estava meio adormecida. Resolvi fazer uma pequena romagem de saudade. Nas escadarias em frente ao Museu da Cidade lá se encontra um quadro de azulejaria de Frei Pedro da Guarda. Desço e passo pelo local onde estava instalado o Café Mondego, hoje casa comercial, onde vi, à porta em 1958, pela primeira vez televisão, uns desenhos animados.
Subi a calçada para o Paço Episcopal, onde não se vislumbra qualquer presença, e passei pelo edifício da Cáritas Diocesana. Verifiquei que mudou de instalações para o Ex-Colégio de S. José. Fiquei perplexo por desconhecer esta nova morada, porque colaboro voluntariamente neste organismo, mas deve ser culpa própria.
Desci para a Sé e admirei, a um canto, a Estátua de D. Sancho I, que deu o primeiro foral a esta cidade, em Novembro de 1199. Encostado às paredes centenárias da Sé, está um vizinho do Rei Povoador, com vestimentas velhas e rotas muito extravagantes, com cabelo e barbas crescidas de alguns anos, com pinces espalhados pelas orelhas, nariz e parte do rosto. No chão tinha diversos sacos de plástico. Abeirei-me e perguntei-lhe se falava português, francês, inglês… Respondeu-me numa língua que não percebi uma sílaba. Ainda numa mímica gestual lhe dei a entender se queria algum alimento para a boca, fazendo gesto negativo.
Subi as escadas da Sé que demorou cento e cinquenta anos a construir. Apesar deste longo período não foram precisos na construção muitos cadernos de encargos, comparados com as permanentes alterações das de hoje. Entrei. Uma dúzia de cristãos madrugadores recitava o terço.
A cidade começava a despertar. Da zona da Judiaria instalada na cidade amuralhada, começaram a aparecer as pessoas. Um polícia em passo cadenciado dirigiu-se para o seu Posto. Passei em frente á Igreja da Misericórdia, mandada construir por D. João V, na sua frontaria tem um nicho de Nossa Senhora, e ouvi o meu nome. Era a Dona Natália Bispo que se aproximava e me cumprimentou. Lá seguimos para o Auditório do Paço da Cultura.
Na hora do almoço regressei ao local onde se situava a antiga Adega Regional, hoje um moderno restaurante. Foi ali que almocei no Verão de 1956, uma dobrada, com o meu pai, na primeira visita à cidade da Guarda, prémio de ter feito exame da 4ª classe no Sabugal. Era ali que encontrava mais tarde quando esperava o transporte para Gouveia ou para a Cerdeira do Coa, o meu tio Manuel Alves Martinho, às vezes com os néctares vinícolas já muito acentuados. Depois de um trabalho duro no Matadouro Municipal, era ali que tinha o seu escritório e um ambiente de afetos, com os muitos amigos. Com a família numerosa, hoje os filhos espalhados pelo mundo, com exceção da filha Maria de Lurdes Alves Martinho, funcionária na União dos Sindicatos da Guarda.
Com o restaurante cheio, sinal que se come bem e barato, aproximou-se um utente que pediu para se sentar na minha mesa. Notei no rosto daquele homem ares de sofrimento. Sentou-se e abriu o seu Livro de Job. Disse-me que é de Videmonte e que nunca teve necessidade de emigrar, mas há uns meses que não trabalha. Não está desempregado. A esposa anda há muito em tratamento oncológico, mas nos últimos meses a situação tem-se degradado, tem piorado. «Tive de deixar de trabalhar para cuidar da minha mulher, porque ela merece este meu sacrifício, ele merece tudo o que eu possa fazer para seu bem», e as lágrimas caem para o prato da sopa que estava a fazer o esforço para comer. Tem dois filhos, mas esses tiveram de partir para França à procura do futuro. Arrepiou-se-me a alma…
Segui para o Auditório no antigo Seminário Episcopal, mas o meu pensamento já lá não estava.
Falaram uns rabinos sobre o Genesis, o Êxodo e sobre os produtos alimentares animais e vegetais, que compõem as refeições. Já sabia que é um assunto muito sério e que merece muita atenção para os responsáveis pela restauração e turismo.
Ainda se falou de turismo judaico, das redes de judiaria, que afinal o Sabugal não está integrado. Um interveniente ainda chamou a atenção para os organizadores destas jornadas irem a Vilar Maior, Sortelha e Vila do Touro para in loco verem e estudarem vestígios da permanência desse Povo. Fiquei com a sensação de que não vão. Espero que me tenha enganado.
À saída para o Fundão passou à minha frente, o tal HOMEM da Sé, que vagueia pelas ruas citadinas vazias de afetos, imigrante de parte incerta, e lembrei-me do ÊXODO, da história da libertação do Povo de Israel, que caminha no deserto a quem Deus enviou o Profeta Moisés, na direção da Terra Prometida. Será que este jovem alcançará a sua liberdade, o Monte Sinai e toque na Arca da Aliança e se abrigue na Tenda da Terra Prometida?
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) assinala o Dia Mundial da Música (segunda-feira, 1 de Outubro) com pompa, circunstância e, sobretudo, com muita originalidade. Todos (ou quase todos) os espaços dos edifícios do TMG serão palco de concertos mais ou menos intimistas, interpretados por músicos guardenses.

Do terraço ao sub-palco ou da sala de reuniões às escadarias e foyers, o público é guiado numa autêntica viagem musical para celebrar este dia especial. Os concertos começarão às 21h30 e prolongar-se-ão até às 01h00. A entrada é livre.
Rock, Clássica, Pop, Jazz, Sefardita, Tradicional, Fado, Electrónica, Erudita Contemporânea e DJ’s, são alguns dos géneros propostos neste «Guarda – Músicas». Os músicos convidados para esta iniciativa estão todos ligados à Guarda por naturalidade ou por afinidade: Carlos Canhoto e Ensemble de Saxofones, César Cravo, César Prata, The Curimakers, Diogo Andrade, Domenico Ricci, Helena Neves, Helena Rodrigues, Hugo Simões, Zé Tavares, Márcia Cunha e Quarteto de Flautas, Olena Sokolovska e Violin‘Arte, One Man Riff, Pedro Baía, Pedro Ospina, Rogério Pires, Teresa Gonçalves e Vanda Rodrigues.
Um excelente itinerário musical e um programa original para a noite do Dia Mundial da Música.
plb (com TMG)

Na próxima sexta-feira, dia 14 de Setembro, e numa estreia em Portugal, a cantora, compositora e multi-instrumentista Nawal, oriunda das ilhas Comores actua no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), pelas 21h30.

Entre o tradicional e o contemporâneo, as composições de Nawal são uma fusão de raízes com base acústica, um reflexo do carácter diverso das Comores. A sua música tem origem Indo-Arábico-Persa e compreende polifonias Bantu e ritmos misturados com transe Sufi. Nawal canta principalmente em Comorano (Xikomor) uma língua da família suaíli, também em Francês, Inglês e Árabe.
Nawal canta para a educação e para a união dos seres humanos. Ela orgulha-se de conservar e divulgar a filosofia de seu bisavô Al Maarouf, um grande mestre Sufi, que foi inspirado pela luz do Islão, baseando-se no respeito, amor e paz.
A artista toca gambusi (alaúde tradicional, herdado do Lémen), e percussão diversificada. Contudo, Nawal prefere a voz (como os olhos, o espelho da alma) a qualquer outro instrumento.
Ao TMG Nawal vem apresentar o seu novo disco, intitulado «Embrace the Spirit».

Teatro físico no Pequeno Auditório
No sábado, dia 15 de Setembro, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro, o TMG apresenta «Action Man» com Raúl Cano dos Yllana (Espanha).
Sozinho em palco, o actor irá dando vida a dezenas de personagens e situações, utilizando a mímica e o seu hábil controlo do corpo, num estilo muito próprio.
A história de Action Man relata as aventuras de um Super Agente Especial na sua última missão que se vê embrulhado numa série de situações cómicas, inspiradas no melhor humor cinematográfico, televisivo e da banda desenhada.
Raúl Cano é actor e co-autor de espectáculos da companhia espanhola Yllana como «¡Muu!», «Glub Glub», «666», «Star Trip» e «Brokers».

Vítor Pomar na Galeria de Arte
«KarmaMudra» do artista plástico Vítor Pomar é a exposição que o TMG inaugura na Galeria de Arte no próximo sábado, dia 8 de Setembro. Nesta exposição, refere o artista, é invocada «a dimensão simbólica que está presente em toda a actividade humana». A inauguração que contará com a presença de Vítor Pomar está marcada para as 18 horas.
Vítor Pomar nasceu em Lisboa em 1949. Frequentou as Escolas de Belas-Artes do Porto e Lisboa (66-69). Emigrou para a Holanda em 1970, onde frequentou a Academia Livre de Haia e a Academia de Arte de Roterdão, onde completa estudos em 1973. Ensina serigrafia na Academia Livre de Haia. Trabalhou no quadro do Regulamento dos Artistas Plásticos (BKR) em Amesterdão entre 1976 e 1985. Utiliza no seu trabalho técnicas tão variadas como a fotografia a preto e branco, o cinema experimental em 16mm e Super 8 e o vídeo.
Estabelecido em Portugal desde 1985, funda e dirige a Associação cultural Casa-Museu Álvaro de Campos em Tavira. Frequenta o curso de Gestão das Artes dirigido pelos professores Joan Jeffri da Columbia University e Jorge Calado, no Instituto Nacional de Administração, 1989.
Viveu em Lisboa entre 90 e 95, período em que se ausentou longamente em viagens de estudo na Índia do Norte, junto de alguns grandes lamas tibetanos.
Actualmente vive e trabalha em Assentiz, Rio Maior. Está representado em diversas colecções, nomeadamente: Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Caixa Geral dos Depósitos, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Casa de Serralves e Ministério das Finanças.
«KarmaMudra» ficará patente até 28 de Outubro. A Entrada é livre.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Está patente ao público, na Galeria de Arte do Paço da Cultura, na Guarda, uma exposição denominada «Morcela da Guarda – Tradição, Saber e Sabor». A mostra, cujo catálogo (bilingue) contém um texto da autoria do sabugalense Paulo Leitão Batista, é uma iniciativa da Câmara Municipal da Guarda e da Pró-Raia.

Morcela da Guarda - Foto NAC - Blogue Núcleo Acção Cultural da CM Guarda

A exposição denominada «Morcela da Guarda – Tradição, Saber e Sabor» é uma iniciativa da Câmara Municipal da Guarda, contando com o apoio da Pró-Raia, e tem por objectivo enaltecer um dos mais genuínos e característicos produtos gastronómicos da região. Através de registos fotográficos e videográficos percorrem-se os caminhos da memória para se reviver a tradição das matanças do porco, que ainda há uns anos aconteciam nas aldeias, onde todas as famílias cevavam e matavam um «marrano» para dele retirarem alimento para todo o ano.
O porco era a mantença da casa, na medida em que fornecia carne e enchidos, que todos a apreciavam, confeccionados segundo os saberes que foram transmitidos em gerações sucessivas.
A partir do sangue retirado no momento da matança confeccionava-se um dos mais genuínos enchidos portugueses: a morcela. A da Guarda há muito que adquiriu nome e estatuto, sendo uma das mais apreciadas do país.
O catálogo da exposição contém textos de dois estudiosos das tradições regionais: Paulo Leitão Batista e Norberto Gonçalves. O primeiro, que também é chanceler da Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, escreve sobre a morcela enquanto primeiro enchido da matança, e aborda temáticas como «a ceva do marrano», «o tempo das matanças», e a própria «confecção das morcelas». Já Norberto Gonçalves apresenta um texto intitulado «De faca e alguidar», através do qual descreve o antigo ritual da matança.
O catálogo é de edição bilingue (português e inglês), e os textos são enquadrados por um conjunto de fotografias colhidas numa matança à antiga feita numa aldeia do concelho da Guarda. O vistoso e bem concebido catálogo contém ainda um conjunto de receitas modernas em que a morcela é o ingrediente principal.
No acto de inauguração da mostra, o presidente do Município da Guarda, Joaquim Valente, assumiu que uma das formas pelas quais a edilidade egitaniense irá defender o seu produto gastronómico de excelência será através da criação da Confraria da Morcela, que a Câmara irá apoiar.
Porém o primeiro passo para o lançamento da futura Confraria da Morcela da Guarda está dado e, para isso, nada melhor do que ter chamado a escrever o catálogo da exposição o chanceler da Confraria do Bucho Raiano.
A exposição, inaugurada no dia 12 de Julho, pode ser visitada até ao dia 15 de Setembro, de terça a sábado, das 14 às 20 horas.

Reportagem da LocalVisão Guarda. Aqui.

E porque sempre achei ridículas as falsas humildades aqui deixo um público louvor à enorme qualidade do texto do catálogo da exposição da autoria do Paulo. E só ficou por fazer a tradução para castelhano…
jcl

Entre Setembro e Dezembro de 2012, o Teatro Municpal da Guarda (TMG) apresenta dezenas de espectáculos e actividades culturais que vão da música às artes plásticas, passando pelo teatro e pelo cinema.

Nos grandes espectáculos, destaque a 22 de Setembro para a Grande Orquestra de Verão, que se apresenta no TMG numa iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura e que contará com a Orquestra do Norte dirigida pelo maestro António Vitorino de Almeida, apresentando obras do próprio, de Mozart e de Dimitri Chostakovitch.
Em Outubro, no dia 27, é Lura quem actua no Grande Auditório. A cantora portuguesa de ascendência cabo-verdiana, por muitos vista como a nova Cesária Évora, actua no Grande Auditório. A cantora tem percorrido os principais palcos das Músicas do Mundo, cantando em crioulo.
Em Novembro, nos dias 23, 24 e 25, é a vez de «Guarda: Sopro Vital», o espectáculo que comemora o 813º aniversário da cidade mais alta e que, uma vez mais, junta em palco centenas de actores, músicos e colectividades do concelho sob a coordenação de Américo Rodrigues, numa encenação de José Rui Martins e com a direcção musical de César Prata. Trata-se de uma produção da Câmara Municipal da Guarda, do Teatro Municipal da Guarda e do Trigo Limpo Teatro ACERT.
Destaque ainda em Dezembro, no dia 15, para o grande espectáculo da fadista Cuca Roseta. A fadista da nova geração da canção nacional vem ao Grande Auditório do TMG apresentar o seu disco de estreia que leva o seu nome.
De referir que em regime de extra-programação se apresenta, a 29 de Setembro, Herman José, com o «One (Her)Man Show», um espectáculo onde o humorista português faz desfilar dezenas de personagens como Maximiana, Serafim Saudade, Nelo ou José Estebes.
Na nova programação, destaque ainda para as estreias. A 3 de Novembro, «Cine Concerto 2» apresenta três curtas-metragens musicadas ao vivo por três artistas da Guarda. «A Propósito de Nice», de Jean Vigo, terá música original de Miguel Cordeiro, «The Blacksmith», de Buster Keaton, será musicado por César Prata, e «Überfall», de Ernö Metzner, contará com música de Luís Rolo. Outra estreia será a da nova produção do Projéc~: «As últimas palavras de Swaso Camacase – ou Um pouco mais de nada» de Pedro Dias de Almeida. A peça pode ser vista nos dias 26, 27 e 28 de Setembro; tem encenação e interpretação de Américo Rodrigues e música original de Micro Animal Voice. Na noite da estreia, será ainda apresentado o «Caderno TMG» desta peça, contando com a presença de autor e encenador.
Também no Síntese – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda, organizado em parceria com o grupo homónimo, haverá estreias. O ciclo decorrerá a 20 de Setembro com o Performa Ensemble a fazer a estreia absoluta de uma obra da compositora Sara Carvalho, para além de o grupo interpretar ainda obras de outros compositores. No dia 4 de Outubro é o Síntese – Grupo de Música Contemporânea que faz a estreia absoluta de duas obras: «in modo concertante», de Sérgio Azevedo, uma obra concertante para violoncelo e grupo de câmara, dedicada à memória de Bernardo Sassetti, e «Narrativas», de Duarte Silva, para quarteto de cordas. E no último dia do ciclo é João Pedro Delgado que apresenta em estreia absoluta «Canções e Instrumentos Solistas – obras para voz, piano, saxofone, violino, viola e violoncelo», da sua autoria, no dia 19 de Outubro.
Para além dos destaques já referidos na área da música, o TMG apresenta ainda a 14 de Setembro Nawal (Ilhas Comores/França). A cantora, compositora herdeira da filosofia Sufi e multi-instrumentista toca gambusi (alaúde Tradicional) e percussão diversificada. Destaque ainda para o espectáculo que comemora no TMG o Dia Mundial da Música, «Guarda-Músicas: Uma viagem Musical», no dia 1 de Outubro. Trata-se de uma grande festa com dezenas de músicos a actuar pelos espaços mais inusitados do TMG desde o sub-palco ao terraço, entre as 21h e as 24h. A 30 de Outubro é o Noiserv que actua no TMG. O músico, autor da banda sonora do documentário “José e Pilar” regressa ao TMG para actuar desta vez no Pequeno Auditório.
No teatro, para além das estreias do Projéc~ e do espectáculo que comemora o dia da cidade destacam-se: «Aqui ninguém paga!», de Dario Fo, que o Teatro das Beiras apresenta a 26 de Outubro; «Farsas y Églogas», pelas conceituadas Compañía Nacional de Teatro Clásico e pela Nao d’Amores (Espanha), no dia 12 de Outubro; a divertida peça «Édipo», pela Companhia Chapitô a 9 de Novembro; e «As lágrimas amargas de Petra Von Kant», de R. W. Fassbinder, uma co-produção da ACE Teatro do Bolhão e Teatro Nacional D. Maria II. Uma história de mulheres que junta em palco Ana Padrão, Custódia Gallego, Diana Costa e Silva, Inês Castel-Branco, Isabel Ruth e Cláudia Carvalho, no dia 14 de Dezembro.
A iniciativa Famílias ao Teatro continua a marcar presença na programação dos últimos meses do ano. O público das famílias pode contar com três propostas em diferentes áreas como o teatro, o novo circo ou a dança para bebés. Para ver a 15 de Setembro, o divertido espectáculo «Action Man» por Raul Cano/ Ylana (Espanha); a 6 de Outubro, «Pas perdu», pela Companhia Les Argonautes (Bélgica); e «Pequenos Mundos», de Joclécio Azevedo e Teresa Prima, no dia 17 de Novembro.
Nestes últimos meses, a Galeria de Arte do TMG recebe a exposição «KARMAMUDRA», de Vítor Pomar, entre 8 de Setembro e 28 de Outubro. Uma exposição na qual o artista invoca a dimensão simbólica que está presente em toda a actividade humana e em particular nos relacionamentos e união de energias.
Destaque ainda para as exposições «Paisagens Improváveis», com Albuquerque Mendes, André Cepeda, António Olaio, Diego del Pozo, Gabriela Albergaria, Hugo Alonso, Irene Izquierdo, José Carlos Nascimento, José Luis Pinto e José Maria Yagüe e «Signos de Fronteira: propostas visuais de novos artistas», com Diana González, Elizabeth Leite, Ivo Andrade, Jairo Rekena, Javier Alfageme, João Currais, Juan Antonio Gil Segóvia, Julio García Falagán, Nuno Viegas e Rodrigo Neto. Ambas as exposições são uma Co-produção TMG / Junta de Castilla y León e estão patentes entre 10 de Novembro e 30 de Dezembro respectivamente na Galeria de Arte do TMG e na Galeria do Paço da Cultura. A iniciativa decorre no âmbito da cooperação transfronteiriça do Projecto REDES II e numa co-produção do Teatro Municipal da Guarda e da Junta de Castilla y León, mostrando trabalhos de artistas da zona centro de Portugal e da região de Castilla y León, em Espanha.
No Cinema, filmes de Wes Anderson, Gonçalo Tochas, Jacques Revette, Markus Scheleinzer, Bem Safdie e Joshua Safdie, Marcos Farias Ferreira e Arnaud Despleechin.
E no Café Concerto apresentam-se os projectos: Bela Nafa, JP Simões, Luís Vicente Trio, Abztraqt Sir Q, Vim-te Dizer, Demian Cabaud, José Peixoto/António Quintino + José Salgueiro, Nicolau Pais & Os Originais e Mind Da Gap.
plb (com TMG)

Na Guarda vai realizar-se no próximo dia 30 de Outubro um Fórum sobre Toponímia, organizado pelo Instituto Politécnico desta cidade.

Com esta iniciativa o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) pretende contribuir para um melhor conhecimento da cidade, dos valores históricos, culturais, sociais, religiosos e políticos a ela associados através da toponímia.
«É intenção do IPG incrementar um estudo/divulgação através de diversificadas e distintas perspetivas que, globalmente, propiciem uma Guarda da memória», refere a Comissão executiva, para quem a toponímia se assume «como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários».
Como é salientado, «se a toponímia tem uma importância inquestionável na delimitação de espaços, permite, por outro lado, apreender a matriz de um povo, a organização sócio geográfica, o desenho da malha urbana de épocas passadas, o conhecimento e investigação de sítios históricos ou arqueológicos, o papel do povo na salvaguarda da atribuição de nomes que a tradição consolidou.»
«A toponímia da Guarda e a construção da memória pública no século XX», «Fontes para o Estudo da Toponímia da Guarda», «A mulher na toponímia da Guarda», «Escritores na Toponímia Guardense», «Novas Tecnologias e Toponímia», são alguns dos temas a desenvolver neste Fórum.
As inscrições para comunicações devem ser feitas até 21 de Setembro; os interessados em participar devem efetuar a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 8 de Outubro. Mais informações aqui.
Os trabalhos vão decorrer no auditório dos serviços centrais do Instituto Politécnico da Guarda.
plb (com IPG)

No passado fim-de-semana, o Comando Territorial da Guarda da GNR realizou uma operação de fiscalização rodoviária, com o nome de código «Baco», incidindo na condução sob a influência do álcool.

Segundo um comunicado da GNR As acções de fiscalização foram orientadas para as vias mais críticas do Distrito e com maior índice de sinistralidade rodoviária, sensibilizando, desta forma, os automobilistas para o perigo de conduzir sob o efeito do álcool, considerado um dos factores que mais contribui para a ocorrência de acidentes de viação.
Durante a operação foram fiscalizados 463 condutores. Destes, 17 foram detectados com excesso de álcool no sangue, dos quais seis acima de 1,20 gramas por litro, incorrendo assim na prática de crime.
A GNR chama a atenção que, no primeiro semestre deste ano (por comparação ao primeiro semestre de 2011) foram fiscalizados no distrito da Guarda 35.551 (mais 4.217) condutores. Destes, 564 (mais 90) foram detectados em excesso, dos quais 221 (mais 57) acima de 1,20 gramas/litro de álcool no sangue.
plb

Era tarde, quase noite e o sol apresentava-se palidamente frio para a época de Verão. Surgia-me, uma vez mais, a urgência de escalar o meu Monte, o Monte do Jarmelo. Assolava-me a tal vontade incontida de verificar as encostas com ervas expostas, de confirmar as moitas desordenadas e as margens das múltiplas regueiras secas a sulcar o chão, embora impotentes e inofensivas. Era mais uma subida, mais uma visita a somar a milhentas outras.

Martírio de Inês de Castro representado no alto do Jarmelo

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»No espaço lá em cima, naquele espaço coincidente com a Antiga Vila, lá onde, em tempos, as velhas ruas se encruzilhavam, irrompem agora rodeiras verdes que ziguezagueiam por entre a ingremidade das rochas.
É um o velho hábito, este, de aqui vir rever o Monte, para o saudar na sua quietude, para, junto com ele, imaginar tempos idos e para lhe averiguar a mutação do revestimento vegetativo.
Lá, nas alturas, um pouco abaixo do enorme marco geodésico persiste, ainda, alguma urbanidade. Para além das novas instalações da Junta de Freguesia e da Casa da Câmara, resiste ao tempo um velho campanário que continua a convidar os fiéis a entrar nas duas igrejas, convictas, onde os jarmelistas continuam a rezar. Os naturais do atual Jarmelo mantêm, no essencial, as mesmas características dos naturais do antigo Jarmelo. São gente que sempre se persignou numa fé sem dúvidas e é detentora de uma devoção e de um respeito isento de qualquer desconcerto.
Para além dos ténues sinais urbanos, quase tudo são ruínas. Mantêm-se restos de paredes destruídas, algo altivas e tristemente medievais, que impõem o silêncio da pedra e a perfusa dispersão da solidão. Mas nutrem-se, ainda, neste local alguns sentimentos anacrónicos dos escassíssimos habitantes da base do Monte completamente dados a efemérides.
O Jarmelo, acabou por sucumbir, ao lado de um passado histórico que continua a servir de pretexto para metáforas e alegorias. Na recordação dos amores de Pedro e Inês relembra-se a possibilidade de amores impossíveis.
As velhas casas, quase desfeitas, inundam-se de silêncios rudes e de ásperos esquecimentos ainda que deixando transparecer escassos sinais de uma Vila antiga, alta, volátil e trágica que, agora, se expõe em ruínas e recordações patrióticas, envolta numa melancolia amadurecida pela resignação dos séculos. São, sim, vestígios que não querem nem podem desistir da altura do monte, intrometido no céu, com um cimo aclarado pelo marco geodésico. De resto o cume do monte é esbelto, moldurado à imagem de dois seios de mulher, muito belo e sensual.
Este sítio testemunhou caçadas e estadias reais, numa terra com tradição de caça. Presentemente é um lugar de palavra pouco ouvida, virado para dentro dos seus próprios limites serracenos num território abençoado por história e lendas.
Por aqui se crê no milagre do sol em tardes de Inverno. Por aqui se grita verde até às securas do Verão e, sendo embora sítio de olvido, ainda é possível acreditar que algo de bom ou de mau possa acontecer.
Povoam ,ultimamente, o Monte, um conjunto de estátuas alusivas ao assassínio de Inês de Castro. Lá no cimo, à entrada da Vila, num quase paraíso para o olhar mas vencendo infernos de calor estival ou resistindo a invernos gélidos e ventosos as estátuas parecem conversar entre elas, em pose lenta, ensaiando a explicação do sucedido há vários séculos. Elas ligam o Monte a ele próprio através da história, trazem o passado ao presente e reforçam o carisma destes sítios provando, também, a arte, a criatividade e a sensibilidade jarmelistas visto que o escultor é natural do Jarmelo.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

A Banda Filarmónica de Pínzio – 1888-2012 – comemora, este ano, 124 anos de existência.

As comemorações dos 124 anos de existência da Banda Filarmónica de Pínzio decorreram nos dias 13, 14 e 15 de julho com grande adesão da população.
Nos dias 13 e 14, decorreu o 1.º Estágio de Orquestra Juvenil de Sopros e Percussão da Associação Cultural de Pínzio em que participaram elementos das bandas filarmónicas de Bendada, Covilhã, Malhada Sorda, Pinhel, Pínzio e Vale de Azares. Ainda no dia 14, teve lugar a audição dos alunos da Escola de Música e o Concerto da Orquestra Juvenil de Sopros e Percussão. Foram momentos de grande qualidade aqueles a que pudemos assistir.
No dia 15 a Banda anfitriã recebeu as Bandas de Santana (Figueira da Foz) e Charneca do Lumiar (Lisboa). Foi o reencontro de bandas amigas que há muito se conhecem. As três tiveram prestações de excelente nível.
As comemorações constituíram uma manifestação de grande vitalidade da Banda e da associação a que pertence: a Associação Cultural de Pínzio.
A todos os que contribuíram para o evento, aos convidados e aos executantes, a Banda Filarmónica de Pínzio e a Associação Cultural de Pínzio deixam o seu profundo e sentido agradecimento.
José Dinis

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) promoveu, no passado dia 7 de Julho, o X Concurso Nacional Robô Bombeiro.

Na edição deste ano do concurso inscreveram-se 43 equipas inscritas; 18 na Classe Standard (escolas secundárias e profissionais), 19 na Classe Sénior (universidades e institutos) e 5 na Classe Robôs com Pernas.
«O Concurso Robô Bombeiro tem vindo a crescer ao longo dos seus 10 anos de existência e a décima edição do contou com o maior número de equipas inscritas de sempre», salientou Carlos Carreto, docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPG e um dos responsáveis por esta iniciativa.
«Este ano notou-se também, no geral, um elevado nível técnico dos robôs em competição. Apesar dos novos desafios técnicas que todos os anos são acrescentados às provas, este ano houve um grande número de equipas a superá-los, o que fez desta edição uma das mais competitivas de sempre. Este ano as provas da classe Sénior foram dominadas por equipas do IPG que se classificaram nos três primeiros lugares dessa classe», adiantou ainda o professor.
Na opinião daquele docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda, o concurso Robô Bombeiro é um evento nacional «muito conhecido e tem contribuído para divulgar o que de melhor se faz no IPG. O concurso é um bom exemplo do tipo de ensino praticado no IPG ao nível das engenharias. Um ensino virado para a prática e o saber fazer.»
Por outro lado, e como salientou, do ponto de vista pedagógico, o principal objetivo do projeto é «proporcionar um evento onde alunos e professores possam usar a Robótica como uma ferramenta pedagógica capaz de levar os alunos a adquirir competências não só científicas e técnicas, mas também competências transversais, tais como competências de trabalho em equipa, competências de liderança e sentido de responsabilidade, entre outras.»
Carlos Carreto considera o concurso é um elo de ligação entre o IPG e a comunidade, «tendo contribuído nos últimos anos para a criação de clubes de Robótica nas escolas secundárias da região e dando apoio ao desenvolvimento dos mesmos através da doação de equipamento e da prestação de apoio técnico».
Apontou, como exemplo, os casos de sucesso da Escola Secundária da Sé da Guarda, da escola Campos de Melo da Covilhã e da escola Frei Heitor Pinto do Fundão, que participam no concurso há vários anos.
plb (com IPG)

A GNR apreendeu produto estupefaciente no Sabugal e na Guarda, tendo ainda procedido à detenção de dois homens e à identificação de um suspeito.

Na tarde de 9 de Julho a GNR apreendeu, no Sabugal, duas plantas de cannabis sativa, com cerca de 2,40 metros de altura. Em consequência, foi identificado um individuo de 29 anos de idade, residente na cidade, como sendo o proprietário das plantas, tendo-se apurado que as cultivava no sótão da sua residência. O mesmo foi constituído arguido e os factos foram participados ao Ministério Público.
Ontem, dia 10 de Julho, a GNR deteve dois homens, ambos de 28 anos de idade, residentes na Guarda, pelos crimes de tráfico de estupefacientes e posse ilegal de armas. Os suspeitos, que já estavam a ser investigados há algum tempo, foram detidos no decurso de buscas realizadas às suas residências, onde foram encontradas 200 gramas de haxixe, quantidade suficiente para cerca de mil doses individuais.
Foram-lhes ainda apreendidas 25 armas brancas (sabres, punhais e facas), três armas de ar comprimido (duas espingardas e uma pistola), 29 munições de diversos calibres, 244 munições de «salva» (sem projéctil), uma caixa de chumbos de 4,5 mm e um aerossol de gás pimenta, uma soqueira, duas matracas, dois moinhos para produtos estupefacientes e diverso material relacionado com o tráfico e o consumo, assim como 867 euros.
No mesmo dia a GNR deteve em Fornos de Algodres um jovem de 21 anos de idade, residente naquela localidade, em cumprimento de mandados de detenção por crime de violência doméstica. A detenção do suspeito, que possui antecedentes criminais, ocorreu no âmbito de um Inquérito por crimes de violência doméstica e de extorsão. O mesmo foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado em prisão preventiva.
plb

Música, teatro e muito humor vêm ao Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) «Uma bizarra salada», com Bruno Nogueira, Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Na próxima Sexta-feira, dia 13 de Julho, o TMG apresenta no Grande Auditório, às 21h30, o divertido espectáculo «Uma Bizarra Salada» que junta em palco o humorista e actor Bruno Nogueira, a actriz Luísa Cruz e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, numa co-produção do Festival de Almada, Metropolitana e São Luiz Teatro Municipal. «Uma Bizarra Salada» é para maiores de 12 anos e tem a direcção musical de Cesário Costa, direcção e espaço cénico de Beatriz Batarda, desenho de luz de Nuno Meira.
Trata-se de um espectáculo com música, teatro e muito humor que reúne textos de Karl Valentim. O autor «aproveita a metáfora da orquestra – corpo social complexo, mais problemático do que parece quando visto de fora – para questionar o mundo e as suas perplexidades. Um concerto onde as palavras irrompem? Um espectáculo de teatro em que a personagem principal é uma orquestra? Um recital absurdo onde dois comediantes improváveis estilhaçam a ideia simples de construir um espectáculo didáctico? Ninguém sabe. É Uma Bizarra Salada!», refere José Luís Ferreira no texto de apresentação desta singular salada musical.
Os textos reunidos, «reflectem o período de crise financeira profunda vivida na Europa antes da Segunda Grande Guerra. Infelizmente, muito a propósito do momento que vivemos actualmente, surgiu-nos como uma oportunidade pertinente voltar a trazer Karl Valentin à cena e juntar a Orquestra Metropolitana ao teatro do absurdo através da participação de Bruno Nogueira e Luísa Cruz. O humor e a sátira adoptaram as formas mais diversas dependendo dos seus autores e épocas, podendo ser triste, solitário, poético, feérico, filosófico, critico, absurdo ou surrealista. Neste espectáculo vivem-se momentos absurdos e podemos reconhecer a frustração do boicote provocado pelos outros ou por nós próprios», explica por seu turno a encenadora, Beatriz Batarda.

Panelas e rodas de bicicleta no folk de Le Skeleton Band
No próximo sábado, dia 14 de Julho, o TMG apresenta no Café Concerto a banda francesa Le Skeleton Band. Um trio que se formou em 2007 e que viu o seu primeiro álbum – Blues Preacher -, editado nesse mesmo ano, ser aclamado pela crítica musical francesa. A banda trabalha sonoridades folk e blues sempre fazendo-se acompanhar de estranhos objectos musicais, como panelas e rodas de bicicleta, aos quais junta outros mais convencionais, como guitarras, trompete, banjo e percussão.
No final do ano de 2010 a banda resolveu que estava na altura de regressar a estúdio, e gravaram novo disco. Com o título de Bella Mascarade, o novo álbum de Le Skeleton Trio foi editado em Fevereiro. É este o trabalho que a banda francesa vem apresentar ao TMG.
O espectáculo tem início marcado para as 22h00 e tem entrada livre.

Exposição de Mário Cesariny
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Visto a esta luz», do artista plástico português Mário Cesariny, por muitos considerado o expoente máximo do surrealismo na pintura em Portugal. Esta exposição ficará patente até 29 de Julho e é apresentada no âmbito de uma parceria com a Fundação Cupertino de Miranda. A fundação assumiu nos últimos anos de vida do artista plástico uma relação de grande proximidade e amizade. Nesta exposição procura dar-se uma visão global da sua obra no contexto da Colecção da Fundação Cupertino de Miranda. A exposição é comissariada por António Gonçalves.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Vai realizar-se a quarta edição do «Transblues – Festival ee Blues Béjar/Guarda», uma iniciativa que arrancou pela primeira vez em 2009 e que o Teatro Municipal da Guarda e a Junta de Castilla y León promovem com o apoio da Câmara Municipal da Guarda e do Ayuntamiento de Béjar, no âmbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP). O Festival estará em Béjar de 11 a 14 de Julho e na Guarda de 18 a 22 de Julho.

Dia 18 (quarta-feira): Frankie Chavez (Portugal) no Café-Concerto do TMG – 22.00 horas.
Frankie Chavez é um dos mais promissores talentos da nova música portuguesa, tendo vindo a ser referido como a mais recente revelação blues do Sul da Europa. A sua música conjuga diferentes tipos de sonoridades, resultando num Blues/Folk composto por ambientes limpos e por outros mais crus e psicadélicos. Apesar de se identificarem diferentes influências musicais (Robert Johnson, Jimi Hendrix, Kelly Joe Phelps, Ry Cooder), é difícil encontrar um único termo para definir a sua música, o que lhe garante um estilo único e inconfundível.
Além de abordar instrumentos tão típicos dos blues como o Lap Slide Guitar, uma das características únicas da sua sonoridade é o facto de ter reinventado a abordagem da Guitarra Portuguesa.
Acompanha Frankie Chavez, João Correia – músico – Bateria/voz.

Dia 19 (quinta-feira): Indiana Blues Band (Portugal) no Café-Concerto do TMG – 22.00 horas.
Indiana Blues Band é um projecto do músico André Indiana que incorpora toda a estética dos Blues e de uma «Blues Band». Apresentam o seu primeiro disco intitulado «bloodline» com 7 temas originais e algumas versões de temas muito conhecidos como «Love Me 2 Times» (Doc Pomus) ou «Hoochie Coochie Man» (Willie Dixon).
Os Indiana Blues são: André Indiana – guitarra e voz; Hugo Danin – bateria; Joao André – baixo; Paulo Veloso – teclas.

Dia 20 (sexta-feira): Spikedrivers (Reino Unido) no Jardim José de Lemos – 21.30 horas.
Inspirados nas suas raízes americanas e no legado musical norte-americano, as músicas, as harmonias vocais e as suas composições instrumentais fazem do som dos Spikedrivers algo fresco e emocionante. A crítica especializada considera a banda como uma das mais inovadoras e originais da actualidade. A atmosfera criada pelos Spikedrivers ao vivo transporta-nos pelas estradas secundárias americanas, numa autêntica banda sonora que se movimenta entre os alpendres ao fim de tarde das casas do Sul da Carolina, e os enormes espaços abertos, sacudidos pelo vento e pela erosão, com as linhas-férreas a desaparecerem no horizonte.
Spikedrivers são; Ben Tyzack – Guitarra, voz e harmónica; Constance Redgrave – baixo, voz e percussão; Maurice McElroy – bateria, voz e percussão.

Dia 21 (Sábado): Sharrie Williams (EUA) no Jardim José de Lemos – 21.30 horas.
Desde a sua última actuação em 2002 no The Blues Estafette na Hollanda, Sharrie Williams despertou as atenções na Europa. Os seus concertos são incríveis. Sharrie impressiona pelas suas poderosas performances cheias de alma; tem como influências e referências as vozes de grandes vocalistas como Koko Taylor, Aretha Franklin, Tina Turner ou Etta James. A cantora norte-americana é apaixonada por gospel, soul, blues e rock.
Nos EUA ela é apelidada de «Princesa do Rockin’ Gospel Blues», um nome que lhe assenta que nem uma luva. O seu novo disco «I’m Here To Stay» foi gravado em Ann Arbor (Michigan, EUA), produzido e remisturado por Michael Freeman que afirma que a música de Sharrie vai directamente ao coração do público. O disco tem sido muito badalado pela crítica da especialidade e foi nomeado a vários prémios nos EUA.
Acompanham Sharrie Williams os músicos: Lars Kutschke – guitarra e voz; Attila Herr – baixo; Chris Jones – bateria e voz; Till Sahm – teclados.

Dia 22 (Domingo): Guitar not so Slim (Espanha)no Jardim José de Lemos – 21.30 horas.
O grupo espanhol vem mostrar as canções do seu último disco «Bailout». Uma viagem musical que passa pela denominada Roots Music, pelo Ragtime e os Blues dos anos 20/30. «Guitar not so slim» é uma banda que mistura o melhor de dois mundos, o velho e o novo, no que a música e a continentes diz respeito. Neste disco, a banda regressa ao verdadeiro âmago dos Blues, que sempre se destacaram pela sua componente de alerta social e de protesto. As canções são uma mistura eclética e as críticas vão desde o resgate financeiro e a crise europeia à cirurgia estética, tudo isto com sons tribais. A banda editou até ao momento dois discos, ambos com muito sucesso nos meandros dos Blues e muito elogiados pela crítica especializada.
Guitar not so Slim são: Troy Nahumko – guitarra e voz; Moi Martin – contrabaixo e voz; José Luis (Armónica Naranjo) – harmónicas; Lalo González – bateria.

Dia 12 (quinta-feira): Mr. Blues (Portugal) no Parque Municipal de Béjar – 20.00h (hora espanhola).
No âmbito do habitual intercâmbio do Transblues, o grupo português actua em Béjar, nesta edição. Trata-se de um dos projectos mais proeminentes de Portugal na vertente dos Blues. A linguagem musical e a vasta experiência dos músicos envolvidos já lhe permitiu tocar em vários Festivais Internacionais de Jazz & Blues fazendo as primeiras partes de artistas como Alvin Lee ou Sharrie Williams.
Mr Blues: Steve Rego – guitarras, kazzoo, harmónica, bombo, tarola e pratos de choque
plb (com TMG)

A Portugal Kyokai Karate-Do Shotokan, juntamente com a Academia Egitaniense de karate Shotokan, organizaram o 3º Estágio de Karate desta associação nacional e a 3ª Fase de Exames de Graduação da época desportiva 2011-2012. Este foi realizado durante todo o sábado dia 30 de junho no Pavilhão Municipal de São Miguel da Guarda.

Com cerca de uma centena de participantes no Estágio durante a parte da manhã, e mais de 50 participantes nos Exames de Graduação durante a parte da tarde, a organização considerou um sucesso este evento na cidade da Guarda.
O Estágio e Exames foram orientados por Rui Jerónimo, José Jerónimo, Carla Jerónimo, Rosa Jerónimo, e Eduardo Rafael, treinadores responsáveis pelos diversos clubes presentes.
Para além de se salientar a grande adesão dos karatecas e seus familiares, um especial agradecimento à parceria entre a AEKS e a Câmara Municipal da Guarda, que permitiu o excelente sucesso desta iniciativa.
Rui Jerónimo

A Culturguarda vai produzir para a Câmara Municipal da Guarda duas visitas encenadas para este verão, que propõe dois roteiros distintos no concelho da Guarda: «Passos à volta da Memória III: A Presença Judaica na Guarda» e «Passos à Volta da Memória IV: Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas».

Trata-se de roteiros divertidos e originais que prometem surpreender visitantes e turistas.
O roteiro «Passos à Volta da Memória (III): A Presença Judaica na Guarda» está previso para o período de 19 de Junho a 31 de Agosto, às 17h30, de Terça a Sábado17h30, com início na Praça Luís de Camões, estão previstas 54 sessões.
A coordenação geral é de Américo Rodrigues, sendo o texto e encenação de Antónia Terrinha, e a interpretação de Antónia Terrinha ou Isabel Leitão.
«Seja bem-vindo quem vier por bem» é o mote para uma visita ao «tempo e espaço» daquilo que foi a presença dos Judeus na Guarda. Entre cultura, tradições e fé, os visitantes são convidados a assistir a uma história, que embora ficcionada, podia muito bem ter acontecido. Percorrendo as suas ruas, visitando suas casas, observando seus altares, damo-nos conta daquilo que foram os amores e desamores, hábitos e perseguições de hebreus. São estes os ingredientes duma visita que pretende chamar a atenção para esta comunidade que tanto contribuiu para o desenvolvimento da cidade.
A encenadora Antónia Terrinha começou o seu percurso no Teatro O Bando, tendo passado por outras companhias como A Comuna e a Cornucópia. Esteve ligada a projectos de teatro infantil, como actriz e como encenadora. Dirigiu com Cândido Ferreira a Companhia do Teatro Chaby Pinheiro da Nazaré e fundou a companhia «Teatro em Curso». Participou também em filmes para cinema e televisão.
O segundo roteiro cultural de Verão na Guarda, «Passos à Volta da Memória (IV): Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas». Está previsto para o período de 14 de Julho a 22 de Setembro, das 16h30 às 20h00, todos os Sábados, num total de 11 sessões.
A partida será do Largo Dr. João de Almeida (junto à Igreja da Misericórdia), sendo a viagem em autocarro até ao lugar de Demoura. Dali ao Cabeço das Fráguas o percurso será a pé. Tem um limite de 25 participantes e caba bilhete custará 5 euros.
A Culturguarda recomenda o uso de roupa e calçado confortáveis, bem como de chapéu e protector solar. Os participantes devem levar água e uma merenda para partilhar no final.
A montanha sobe-se e os vales, antes caminhos, tornam-se horizontes aos olhos de todos. O Cabeço das Fráguas será transformado nesta migração de sensações. Da História à lenda. Do Teatro ao mito. Das palavras rigorosas às oníricas fantasias.
As personagens históricas e contemporâneas, divinas ou humanas, misturam-se nesta caminhada, serra acima, até à inscrição lusitana com caracteres latinos, a célebre «Laje da Moura». Aí, a 1015 metros, terá lugar o ritual de oferenda aos deuses que será partilhado por todos, actores e público, numa comunhão de memórias.
O texto e encenação são de João Neca, cabendo a interpretação a António Rebelo, David Ribeiro, João Neca, João Pereira, Luís Teixeira, Marco Cruz, Nuno Rebelo e Pedro Sousa (sendo cada elenco constituído por quatro actores, que se revezam).
O Cabeço das Fráguas é um sítio arqueológico da maior importância, referente a um antigo local de culto a divindades lusitanas, datado do séc. V a.C.. Localiza-se junto da Quinta de S. Domingos, na zona Este da freguesia de Benespera, no limite do concelho da Guarda com o do Sabugal. No topo encontra-se uma escavação arqueológica que prova a existência de algumas edificações lusitanas possivelmente destinadas ao culto. A consubstanciar essa mesma ideia está a existência de uma das únicas inscrições em língua lusitana escrita com caracteres latinos.
Nas imediações do cabeço foram encontradas 20 aras religiosas contemporâneas dos lusitanos, o que se reveste da maior importância já que, por comparação, em toda a província vizinha de Salamanca, Espanha, apenas existem 18 aras.
O encenador João Neca é licenciado em Estudos Artísticos, com especialização em Teatro, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e tem o Mestrado em Estudos Artísticos na mesma Universidade. No âmbito do curso fez assistência de encenação no espectáculo «Pedro e Inês», criação do Teatro O Bando, com direcção artística de João Brites e encenação de Anatoly Praudin. Porém, o seu envolvimento com o Teatro começou muito mais cedo. Aos 5 anos estreou-se num grupo de teatro amador, o já extinto Teatro à Vela. Mais recentemente dedicou-se à escrita, dramaturgia e encenação de vários espectáculos, entre 2008 e 2011, no grupo de teatro «Gambozinos e Peobardos».
plb (com Culturguarda)

A Companhia Nacional de Bailado (CNB) vai estar no TMG na quarta, dia 20 de Junho, no Grande Auditório, às 21h30 para apresentar a curta-metragem «La Valse» realizada por João Botelho e com coreografia de Paulo Ribeiro e música de Maurice Ravel e o bailado «A Sagração da Primavera» com direcção e coreografia de Olga Roriz e música de Igor Stravisnsky.

Ravel compôs «La Valse» influenciado pela experiência da guerra, o romantismo perde dominância e o ritmo da valsa deriva frequentemente para o caos, numa metáfora à Europa de então. A estreia acabou por acontecer em Dezembro de 1920, sem que Diaghilev a tivesse utilizado, por a ter considerado «não como um ballet, mas como um retrato de um bailado».
Quando os laços da Europa são repetidamente equacionados, a CNB decidiu desafiar um coreógrafo (Paulo Ribeiro) e um realizador (João Botelho) a explorarem a composição de Ravel e a conceberem um olhar cinematográfico sobre o movimento dos corpos.
Segue-se o bailado «A Sagração da Primavera», numa coreografia de Olga Roriz. «O tempo parece não ter passado desde que, ainda jovem, interpretei o papel da eleita do coreógrafo Joseph Roussillo no Ballet Gulbenkian. O tempo parece não ter passado desde a primeira vez que vi, num minúsculo televisor, a versão de Pina e ter decidido nunca coreografar esta peça. O tempo parece não ter passado desde a polémica estreia de Nijinski/Stravinski. Mas o tempo passou e a obra perdura no nosso imaginário cultural. O fascínio e respeito pela partitura foram determinantes para a minha interpretação, construção dramatúrgica e coreográfica da peça. A fidelidade ao guião de Stravinski foi, desde o início, o único caminho com o qual me propus confrontar. No entanto, dois aspectos se distanciaram do conceito original. Visões personalizadas que imprimem à história uma lógica mais possível à minha compreensão, mais aprazível à minha manipulação», escreve a coreógrafa sobre «A Sagração da Primavera».
plb (com TMG)

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) promoveu, na passada quarta-feira (6 de Junho), uma iniciativa designada «Polytechnic 2 Business» destinada a divulgar, junto da comunidade empresarial, o trabalho e as competências da instituição.

Neste encontro, para além dos dirigentes do IPG, e das Escolas Superiores que integra, participaram algumas dezenas de empresários do distrito da Guarda a quem foi apresentada uma publicação que descreve os serviços e competências do Politécnico da Guarda.
Para o Presidente do IPG, Constantino Rei, esta instituição «enquanto entidade integrada no sistema de ensino e investigação, deve potenciar o conhecimento» daquilo que aqui se produz «colocando-o ao serviço das empresas e instituições da região e do país, através de uma rede de parcerias».
Ainda de acordo com Constantino Rei, «a ligação à sociedade civil, o investimento em parcerias e acordos regionais são fatores de diferenciação, que criam novas exigências e uma atitude de maior abertura e competitividade mas que, seguramente, vão conferir ao Instituto Politécnico da Guarda maior capacidade de intervenção, projetando o seu nome no meio regional, nacional e internacional».
Aludindo à publicação que foi apresentada, o Presidente do Politécnico da Guarda salientou que ela tem por objetivo contribuir para a «aproximação do instituto à sociedade envolvente, divulgando e colocando à disposição das empresas e organizações» as competências e os recursos do IPG.
Constantino Rei considerou que «muito do futuro da região joga-se no êxito destas parcerias» as quais disse esperar «sejam abraçadas por todos quantos têm responsabilidades e mais contribuem para o desenvolvimento da região».
Por outro lado, no final deste encontro, manifestou-se satisfeito pela recetividade dos participantes neste encontro que tiveram também a oportunidade de comprovar a qualidade e serviço de um grupo de alunos dos cursos de Restauração e Catering e de Gestão Hoteleira, da Escola Superior de Turismo e Hotelaria/IPG. «Foi uma excelente demonstração pratica da experiência e dos conhecimentos adquiridos que agradou a todos os presentes e constituiu, estou certo, um excelente cartão de visita da ESTH», comentou o Presidente do IPG.
Este encontro com empresários, que decorreu nas instalações do Politécnico da Guarda, foi igualmente aproveitado para a apresentação da nova marca institucional, «mais consentânea com as exigências da comunicação atual, nos seus vários suportes, e com uma cor mais forte e apelativa que se coadune com a dinâmica do IPG», tal como afirmou Constantino Rei.
O Presidente do Politécnico esclareceu que esta nova imagem vai começar a ser utilizada a partir de agora, embora o logotipo anterior se mantenha ao nível da simbologia institucional associada aos diplomas e outra documentação onde se continua a adequar essa imagem.
De referir que o novo símbolo foi buscar vários elementos identitários ao anterior, assumindo o vermelho, o branco e o preto como novas cores, justificadas nas normas gráficas que foram igualmente divulgadas.
O Instituto Politécnico da Guarda integra a Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto; a Escola Superior de Tecnologia e Gestão; a Escola Superior de Turismo e Hotelaria e a Escola Superior de Saúde. No IPG são lecionados, atualmente, 23 licenciaturas, 13 mestrados e 22 cursos de especialização tecnológica.
plb (com IPG)

No dia 9 de Junho (sábado), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro o espectáculo «Farfalle» (borboleta), pelo Teatro de Piazza o D’Occasione (Itália).

O espectáculo é uma extensão do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e é apresentado em duas sessões: 16h00 e 21h30. Teatro e multimédia para toda a família.
Tudo é contado com música e imagens por dois bailarinos. A cenografia é formada por um tapete branco com duas asas. As imagens são projectadas em diferentes planos: o plano horizontal do tapete e o vertical das duas asas oblíquas. Alguns objectos estilizados decoram o cenário. O público é convidado a participar, a entrar dentro do cenário, a movimentar-se entre as imagens que reagem aos seus gestos, aos seus movimentos. As imagens envolvem-no.
Com «Farfalle», a TPO continua a experiência sobre as potencialidades expressivas relacionadas com a utilização de novas linguagens digitais (computação gráfica/tecnologias interactivas) associadas à dança, à música e ao movimento.
«Farfalle» tem a direcção de Francesco Gandi e Davide Venturini e a interpretação de Anna Balducci e Erika Faccini.
Esta actividade é apresentada no âmbito da Rede 5 Sentidos.

Canções de protesto dos novos tempos
Pedro Esteves Trio é a proposta musical do TMG para a noite do próximo dia 8 de Junho no Café Concerto. O músico Pedro Esteves vem apresentar o disco de estreia «Mais um dia», acompanhado por Filipe Raposo nos teclados e por António Quintino no contrabaixo. Uma fusão de baladas com canções de protesto dos novos tempos. Um espectáculo com boa música e cheio de bom humor e ironia.
A propósito do seu primeiro trabalho, o Jornal de Letras escreveu sobre Pedro Esteves: «Ele tem a timidez de Chico Buarque, a delicadeza de Fausto, o gosto pelos arranjos de José Mário Branco, o prazer da escrita de Sérgio Godinho (…) “Mais um dia” é um hino à arte de fazer canções, como sempre, como dantes».
O espectáculo está marcado para as 22h00 e a entrada é livre.

Cinema no Pequeno Auditório
A 13 de Junho (quarta-feira), o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «O tio Boonme que se lembra das suas vidas anteriores», de Apichatpong Weerasethakul. A sessão está marcada para as 21h30 no pequeno auditório.
Na história, tio Boonme resolve passar os seus últimos dias de vida no campo, rodeado das pessoas que ama. Esta é a quinta longa-metragem do tailandês Apichatpong Weerasethakul, o filme complementa o projecto Primitiv, ligado à ideia de extinção e da recordação de vidas passadas.
Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010.

Histórias de Manuel António Pina
Na quarta, dia 13 de Junho, o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo o espectáculo «Histórias que me contaste tu no país das pessoas de pernas para o ar», criadas a partir de livros escritos pelo sabugalense Manuel António Pina.
O espectáculo é apresentado em duas sessões: às 10h e às 14h30 na Sala de Ensaios e tem por destinatárias as crianças dos jardins-de-infância.
Os dois livros «Histórias que me contaste tu» e «No país das pessoas de pernas para o ar» de Manuel António Pina inspiraram as criadoras Tânia Cardoso e Joana Manaças, que fizeram este espectáculo onde uma é bailarina e a outra contadora de histórias. Os contos têm finais improváveis e o mundo às avessas domina todas as narrativas. Trata-se de uma produção do Teatro Maria Matos, apresentado no TMG através da Rede 5 Sentidos.
plb (com TMG)

Aquela que é, seguramente, a obra mais célebre de William Shakespeare, «Romeu e Julieta», estará em cena na caixa de palco do Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) na próxima sexta-feira, dia 1 de Junho, às 21h30, na versão sempre original e electrizante da Companhia João Garcia Miguel.

Romeu e Julieta são duas vítimas, quase inexplicáveis de um grande amor. Para eles tudo se conjugou em contrariedade, como se não existisse lugar para o seu amor no mundo em que viviam. É uma estranha metáfora, esta, de não existir lugar para o amor no mundo, e de todas as forças se conjugarem para de forma consciente e, também inconsciente, para a sua limitação. Romeu e Julieta tiveram uma noite de amor tão extraordinária que lhes custou a vida.
«Fazer um Romeu e Julieta, no actual momento, foi um erro infantil, com o qual nos deliciámos e sofremos, uma vez mais. Fazer teatro nos dias que correm é um erro que atenta contra a vida daqueles que o fazem. Aliás, os fazedores de teatro são Romeus e Julietas, tal é a paixão que os move e os riscos que correm. Contudo o mundo precisa mais do que nunca de gente apaixonada por aquilo que faz, de pessoas apaixonadas pela vida e por aquilo que trazem diariamente ao mundo. É de um grande conjunto de desordens, de pequenas desordens criativas, espalhadas por todos os lados da vida, espalhados em todos os momentos do dia, que precisamos mais do que nunca; que outra coisa se pode esperar daqueles que se dedicam a criar e a recriar o mundo senão: erros infantis?», escreve a propósito desta versão de Shakespeare João Garcia Miguel, o encenador e director da companhia.
A peça, classificada para maiores de 12 anos, conta com a interpretação de David Pereira Bastos e Sara Ribeiro; a música e vídeo são de Rui Gato; os figurinos são de Steve Denton e o desenho de luz é de Luis Bombico.

Exposição de Mário Cesariny
No sábado, dia 2 de Junho, o TMG inaugura, pelas 18 horas, na Galeria de Arte, a exposição «Visto a esta luz», do artista plástico português Mário Cesariny, por muitos considerado o expoente máximo do surrealismo na pintura em Portugal. Esta exposição ficará patente até 29 de Julho e é apresentada no âmbito de uma parceria com a Fundação Cupertino de Miranda. A fundação assumiu nos últimos anos de vida do artista plástico uma relação de grande proximidade e amizade. Nesta exposição procura dar-se uma visão global da sua obra no contexto da Colecção da Fundação Cupertino de Miranda. A exposição é comissariada por António Gonçalves.
Mário Cesariny nasceu e viveu em Lisboa (1923- 2006). Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Estudou também música com Lopes Graça. Posteriormente frequentou o primeiro ano do curso de Arquitectura da ESBAL. Participou nos encontros do «Café Herminius» e aderiu ao Neo-realismo, do qual se vem a desligar em 1946. No ano de 1947 conhece André Breton e é nesse mesmo ano que participa na fundação do «Grupo Surrealista de Lisboa», do qual se afasta em 1948, vindo a formar um novo grupo «Os Surrealistas». Com este participa na Primeira Exposição dos Surrealistas.
«Ao longo da exposição encontram-se alguns dos seus objectos que adquirem uma particularidade e mesmo uma aura que os retira do sentido do objecto escultórico e do ready-made. Apresentam-se antes com encontros de sentidos muito apurados, enquanto relações poéticas. Resultam de uma abordagem de vivência com o quotidiano e salientam-se pela sua simplicidade. É uma prática constante a dos objectos que vão sendo encontrados, e que Mário Cesariny vai revelando, quer pela articulação que estabelece entre eles, quer pela importância que lhes dá no seu dia-a-dia, quando os remete para o seu espaço particular, em específico o seu quarto e ali os vai mistificando e desmitificando, como se lhes fosse encontrando uma consideração, uma poética», escreve António Gonçalves a propósito desta exposição.
A exposição pode ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

Na sua missão de auxiliar as entidades associativas a desempenhar melhor a sua missão junto das comunidades, a Fundação INATEL está a lançar até 15 de Junho o Programa de Apoio à Cultura Amadora (PACA).

A iniciativa apoia a aquisição de instrumentos musicais, material de som e luz e outros equipamentos técnicos até ao valor de 2.500 euros. O Programa é destinado às associações filiadas na Fundação INATEL (CCD – Centros de Cultura e Desporto), sendo uma ótima oportunidade para reequipamento das bandas e grupos musicais não etnográficos da região centro, já que a verba destinada a este tipo de agrupamentos é este ano reservada para esta região, que inclui os distritos de Guarda, Castelo Branco, Viseu, Aveiro, Coimbra e Leiria. No resto do país, o Programa prevê que o Norte seja contemplado com verbas destinados aos grupos de folclore e que Lisboa, Sul e Ilhas recebam verbas para teatro e produção audiovisual.
plb (com Fundação INATEL)

A inauguração de uma exposição bibliográfica sobre Virgílio Afonso na Biblioteca Geral do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) foi precedida de uma palestra do filósofo, ensaíasta e investigador quadrazenho Jesué Pinharanda Gomes.

Pinharanda Gomes

Na Biblioteca Geral do Instituto Politécnico da Guarda está patente, desde 10 de Maio e até 10 de Junho de 2012, uma exposição bibliográfica sobre Virgílio Afonso.
A inauguração desta exposição foi precedida de uma palestra, alusiva, a proferir pelo ensaísta e investigador Pinharanda Gomes.
Virgílio Afonso nasceu em Gonçalbocas, aldeia do concelho da Guarda, no dia 21 de janeiro de 1923 e faleceu nesta cidade no dia 20 de setembro de 1998.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, depois de se ter formado na Escola do Magistério Primário da Guarda, iniciou desde muito jovem a sua colaboração na imprensa regional, concretamente em jornais da cidade da Guarda.
Fez o estágio de jornalista no antigo «Novidades de Lisboa», quando ainda estudante, tendo como mestres os conhecidos jornalistas: Padre Moreira das Neves, Tomás de Gamboa e Padre Miguel de Oliveira, que constituíam o principal elenco da direção e redação daquele diário que suspendeu a publicação após a revolução de 25 de Abril de 1974.
Virgílio Afonso foi delegado da Emissora Nacional da Guarda, chefiou a redação do semanário «Correio da Beira», que por ordem do Movimento das Forças Armadas foi extinto após o «25 de Abril», e foi cronista na revista «Flama», jornais «Diário de Coimbra», «Diário da Manhã», «Acção» e «Diário do Norte», entre outros.
Finalmente radicado na cidade da Guarda, o jornalista e escritor, continuou a sua atividade na Comunicação Social, tendo colaborado no «Jornal do Fundão», «Notícias da Covilhã», «Notícias de Gouveia», «Notícias da Guarda», Rádio Altitude, RDP-Guarda e «Revista Altitude».
Em 1975 fundou e dirigiu o quinzenário «Alta Cidade», que publicou 12 números, continuando colaborador e correspondente de outros órgãos da comunicação social.
jcl (com IPG)

No sábado, dia 19 de Maio, Jorge Palma vem ao Teatro Municipal da Guarda (TMG) para o concerto de apresentação do novo álbum, intitulado «Com todo o respeito», editado em Outubro de 2011. Trata-se de uma digressão acústica criada especificamente para salas onde o artista, ao piano, se faz acompanhar pelo filho, Vicente Palma, ao piano e à guitarra.

Em «Com todo o respeito», aquele que é por muitos considerado o melhor «cantautor» português cria um ambiente intimista de interatividade com o público e viaja por temas bem conhecidos dos seus mais de 40 anos de carreira.
Sobre o músico, alguém escreveu que «Em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros».
De referir que este último disco de Jorge Palma foi galardoado com o Prémio Pedro Osório pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Carlos Barretto e António Eustáquio no Café Concerto
Na próxima quinta-feira, dia 17 de Maio, os músicos Carlos Barretto e António Eustáquio apresentam no Café Concerto o espectáculo «Guitolão», pelas 22h00.
«Guitolão» é um instrumento musical nascido em Portugal e é também o sonho do guitarrista Carlos Paredes tornado realidade pelo construtor Gilberto Grácio. Trata-se de um cordofone, baseado na guitarra portuguesa, mas com um registo mais grave.
«O encontro entre António Eustáquio (guitolão) e Carlos Barretto (contrabaixo) faz-se, pois, sob a égide deste raro instrumento que, nas mãos de António Eustáquio ganha vida». Um concerto que promete surpreender e onde a dupla apresenta o disco com o mesmo nome, «Guitolão», lançado com a etiqueta da JACC Records. A entrada é livre.
Trata-se de uma iniciativa apresentada através da Rede 5 Sentidos e em parceria com o Jazz Ao Centro Clube.

SoniCC com Alone in the Darkness + Ésse
Na sexta, dia 18 de Maio, actuam no Café Concerto do TMG, às 22 horas, mais duas bandas selecionadas no âmbito do SoniCC: Alone in the Darkness (Guarda) e Ésse (Vilar Formoso).
Trata-se da terceira sessão desta actividade que tem como objectivo dar oportunidade às bandas e projectos da região da Guarda de se revelarem no TMG.
Alone in the Darkness é um projecto de quatro jovens da Guarda, surgido em 2011. Aspiram tocar ao lado de grandes bandas do movimento underground português. Os Alone in the Darkness são António Farinhas (Guitarra/baixo/voz), Bernardo Delgado (Bateria), Leonardo Rodrigues (Teclado/voz) e Lucas Martins (Guitarra e backing vocals).
Ésse vem de Vilar Formoso (concelho de Almeida) e é um amante dos ritmos Hip Hop. Começou a cantar aos 13 anos. «Desde cedo que desenvolvi o meu gosto pela escrita, e naturalmente este estilo musical cativou-me, tanto pelo seu poder introspectivo, como interventivo, entre ritmo, rimas, métrica.», refere o jovem no seu texto de apresentação.
O SoniCC entrará brevemente numa nova fase, alargando o âmbito da iniciativa a bandas também do Distrito de Castelo Branco. Os projectos interessados deverão enviar informação e maquetas para o TMG.
plb (com TMG)

Manuel Maria Carrilho é o próximo convidado da tertúlia «Café Desconcerto» que o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no Café Concerto no próximo dia 10 de Maio, às 21h30.

Manuel Maria Carrilho no TMG

O professor e escritor vem apresentar o seu mais recente livro, editado em 2011, intitulado «De olhos bem abertos». A conversa será conduzida por José Manuel T. Mota da Romana.
Professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa onde é titular da área de Filosofia Contemporânea, Manuel Maria Carrilho é autor de uma vasta bibliografia com destaque para: «Razão e Transmissão da Filosofia» (1987), «Dicionário do Pensamento Contemporâneo» (1991), «Rhétoriques de la Modernité» (1992), «Aventuras da Interpretação» (1995), «O Estado da Nação» (2001).
Manuel Maria Carrilho foi Ministro da Cultura e Deputado da Assembleia da República. Foi ainda representante permanente de Portugal na UNESCO, em Paris.

Cinema no Grande Auditório
Mais de 450 crianças do Agrupamento de Escolas da Área Urbana da Guarda vão passar pelo TMG nos próximos dias 9 e 11de Maio (quarta e sexta-feira, respectivamente).
No dia 9, as crianças assistirão no Grande Auditório ao documentário «Planeta Sagrado», de Robert Redford e ainda ao filme de animação digital «Animusic». No dia 11, também no Grande Auditório, assistirão à projecção do filme «As aventuras de Tim Tim», de Steven Spielberg. Nos dois dias, as sessões têm início marcado para as 10 horas. Trata-se de uma iniciativa levada a cabo pelo TMG, através do seu Serviço Educativo, que surge a pedido do Agrupamento de Escolas.

Marionetas, circo e dança no OVNI
Continua o OVNI – Festival Internacional de Objectos Vivos, na próxima semana, com espectáculos de marionetas, novo circo e dança, vindos de Espanha, França e Portugal.
Na sexta, dia 11, apresenta-se no OVNI a companhia Telón de Azúcar, de Espanha, que leva ao palco do Pequeno Auditório «Crónicas de lo Diminuto», um espectáculo que explora as técnicas do teatro de sombras e de luz negra e que conta a história de uma menina curiosa que certo dia conhece um investigador que lhe fala sobre uma das suas descobertas: os mundos diminutos. Um espectáculo, único em Portugal, para maiores de 4 anos, que está marcado para as 21h30.
No dia seguinte, dia 12 (sábado), há novo circo no OVNI com «Debout de Bois», da companhia francesa «La Maind’Oeuvres». Um espectáculo maravilhoso, para maiores de 6 anos, que tem como objecto central um tronco, que serve de parceiro, de instrumento musical e de aparelho de circo. Acrobacias e movimento num universo sonoro e cenográfico feito de pedaços de madeira e de máquinas. Este é um espectáculo apresentado no âmbito da Rede 5 Sentidos e sobe ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
O OVNI prossegue depois na quarta-feira, dia 16, com «A Nova Bailarina», de Aldara Bizarro/Jangada de Pedra. Um espectáculo apresentado pelo TMG, através do seu Serviço Educativo, com movimento, humor e sobre valores e ética. «A Nova Bailarina» tem como destinatárias as crianças dos jardins-de-infância e escolas de 1º Ciclo e é apresentado na Sala de Ensaios do TMG em duas sessões, às 10h00 e às 14h30. Espectáculo apresentado no âmbito da Rede 5 Sentidos.
O OVNI decorre no TMG até 26 de Maio.
plb (com TMG)

Vão decorrer no Instituto Politécnico da Guarda (IPG), nos dias 23 e 24 de Maio, as IV Jornadas de Engenharia Topográfica, organizadas pela Unidade Técnico Científica de Engenharia e Tecnologia (área de Ciências Geográficas) do IPG e Colégio de Engenharia Geográfica da Região Centro da Ordem dos Engenheiros.

Subordinadas ao tema «O Mundo na Mira das Ciências Geográficas», estas jornadas têm por objetivo a promoção e divulgação das áreas temáticas subjacentes, bem como o seu contributo para decisões essenciais ao nível do planeamento e gestão do Território.
O programa vai integrar a apresentação de diversos estudos de índole técnica e científica que cobrem as várias áreas da IG, desde aplicações com dados LiDAR (Light Detection And Ranging), Redes de Estações Permanentes, GNSS (Global Navigation Satellite Systems), diversas aplicações em ambiente SIG, entre outros.
Por outro lado, a organização destas jornadas pretende potenciar as ligações entre instituições de ensino superior (que lecionam cursos afins) com a administração pública e com o mercado empresarial do setor.
A informação Geográfica (IG) é cada vez mais um garante na resolução de inúmeros problemas das sociedades atuais.
«É a Informação Geográfica que fornece apoio na busca de soluções para as melhores intervenções e para uma melhor organização do território, evitando que se acentuem assimetrias extremas entre regiões o que não beneficia nenhuma das partes», refere a organização destas IV Jornadas de Engenharia Topográfica, que chama a atenção para a «notória proliferação e difusão na utilização de IG em inúmeros setores, nomeadamente a Engenharia, a Gestão o Ambiente e os Transportes».
plb (com IPG)

Em Maio, entre os dias 4 e 26, o Teatro Municipal da Guarda volta a apresentar o OVNI – Festival Internacional de Objectos Vivos. Trata-se da quarta edição deste festival que apresenta companhias de vários países com espectáculos de teatro visual, marionetas, teatro de objectos, teatro de sombras e de novo circo.

O Festival começa no dia 4 com «A cerejeira da lua», de António Torrado, pela companhia Lua Cheia Teatro para Todos. Trata-se de um espectáculo de teatro de marionetas com luz negra que nos confronta com a sabedoria oriental em torno da dimensão humana e da importância do sonho. O espectáculo é para maiores de 4 anos e está marcado para as 21h30 no Pequeno Auditório.
Segue-se «Smart as a Donkey», da companhia holandesa TAMTAM Theatre, no dia 5 (sábado), numa extensão do FIMFA LX12 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. A companhia utiliza objectos rotineiros, do quotidiano e acrescenta-lhes música e vídeo para contar a história de um burro que afinal não o era. Este espectáculo está classificado para maiores de 6 anos e subirá ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
Na sexta, dia 11, apresenta-se no OVNI a companhia Telón de Azúcar, de Espanha, que leva ao palco do Pequeno Auditório «Crónicas de lo Diminuto», um espectáculo que explora as técnicas do teatro de sombras e de luz negra e que conta a história de uma menina curiosa que certo dia conhece um investigador que lhe fala sobre uma das suas descobertas: os mundos diminutos. Um espectáculo, único em Portugal, para maiores de 4 anos que está marcado para as 21h30.
No dia seguinte, dia 12 (sábado), há novo circo no OVNI com «Debout de Bois», da companhia francesa «La Main d’Oeuvres». Um espectáculo maravilhoso, para maiores de 6 anos, que tem como objecto central um tronco, que serve de parceiro, de instrumento musical e de aparelho de circo. Acrobacias e movimento num universo sonoro e cenográfico feito de pedaços de madeira e de máquinas. Este é um espectáculo apresentado no âmbito da Rede 5 Sentidos. Sobe ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
O OVNI prossegue no dia 16 (quarta) com «A Nova Bailarina», de Aldara Bizarro/Jangada de Pedra. Um espectáculo apresentado pelo TMG, através do seu Serviço Educativo, com movimento, humor e sobre valores e ética. «A Nova Bailarina» tem como destinatárias as crianças dos jardins-de-infância e escolas de 1º Ciclo e é apresentada na Sala de Ensaios do TMG em duas sessões, às 10h00 e às 14h30. Este espectáculo apresenta-se no âmbito da Rede 5 Sentidos.
O Festival Internacional de Objectos Vivos termina no dia 26 com o espectáculo «Catabrisa», de Joana Providência, Gémeo Luís & Eugénio Roda. Um espectáculo de teatro de sombras, para maiores de 6 anos, que conta a história de um menino e da sua paixão pela aventura e que o TMG apresenta em duas sessões, às 11h00 e às 15h00, na Sala de Ensaios do TMG, integrado na iniciativa Famílias ao Teatro.
O preço dos bilhetes para o festival andam entre os 3 e os 6 euros e estão disponíveis no TMG e na sua bilheteira online.

A «Telefonia de Abril», de Suzana Branco
Na próxima quarta-feira, dia 2 de Maio, o TMG apresenta, através do seu Serviço Educativo, a oficina / acontecimento teatral «Telefonia de Abril», orientada por Suzana Branco. Esta actividade, que decorrerá na Sala de Ensaios, será apresentada em 2 sessões – às 10h00 e às 14h30 – e tem como destinatários os alunos das Escolas de 1º, 2º e 3º Ciclos e ainda o público sénior.
Em «Telefonia de Abril» uma contadora de histórias desvenda-nos as memórias, sons, cartas, poemas e depoimentos sobre a revolução dos cravos: 25 de Abril.

Exposição na Galeria de Arte
O TMG tem patente na Galeria de Arte a exposição «Vivência a cores d’um andarilho», do pintor Moçambicano Roberto Chichorro. Roberto Chichorro nasceu em 1941 em Lourenço Marques. Trabalhou como desenhador de publicidade e arquitectura, e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi) e do Governo Português, vivendo em Portugal desde essa data e dedicando-se exclusivamente à pintura.
A exposição ficará patente na Galeria de Arte do TMG até 20 de Maio e poderá ser visitada de terça à sexta das 16h às 19h e das 21h00 às 23h, aos sábados das 15h às 19h e das 21h00 às 23h e aos domingos das 15h às 19h. A entrada é livre.
plb (com TMG)

O Núcleo regional da Guarda da associação Quercus, em parceria com a Birds & Nature, com o apoio da autarquia da Guarda, vai organizar um Workshop de Iniciação ao Birdwatching nos dias 12 e 13 de Maio.

A grande diversidade paisagística, da Serra da Estrela, a existência de diferentes ecossistemas, nomeadamente zonas húmidas, florestas, montanha, praias fluviais, escarpas, zonas agrícolas, entre outras, levaram à organização da iniciativa.
A Quercus e a Birds & Nature, pretendem promover a reflexão sobre as potencialidades turísticas que os recursos ornitológicos representam, e que valorizam e promovem o património natural em benefício das comunidades, dos operadores económicos e da experiência proporcionada aos visitantes.
Esta formação inclui temas como a iniciação ao Birdwatching, a identificação de grupos específicos de aves, a identificação de aves de determinadas áreas geográficas e assuntos como a fotografia ou a ilustração de aves.
O Workshop compreende uma parte prática e uma parte teórica; esta última, no entanto, incide essencialmente em aspectos como o trabalho de identificação com fotografias e o treino de audição de cantos e vocalizações.
Este curso tem uma duração de dois dias (um dia no caso dos workshops), decorrendo habitualmente durante um fim-de-semana. A carga horária usual é de 12 horas. O Workshop de Identificação das Aves da Serra da Estrela, de um dia e meio (cerca de 3 horas de parte teórica e cerca de 9 horas de parte prática)
Com o objectivo de obter um elevado nível de aprendizagem e de participação. O workshop é limitado a 25 participantes.
O preço de inscrição é de 40 euros, e inclui o acompanhamento técnico permanente do formador, o manual do Workshop, a checklist das espécies a observar, o certificado de participação, a disponibilização de binóculos, telescópios e guias de campo, bem como seguro de acidentes pessoais.
plb (com Quercus – Núcleo Regional da Guarda)

JOAQUIM SAPINHO

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