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Decorreu no Casteleiro, entre os dias 10 e 12 de Junho, a segunda edição da Festa da Caça, que entre a enorme multiplicidade de iniciativas teve na original «Caça ao Gambuzino» um momento hilariante e de contagiante divertimento.

Capeia Arraiana acompanhou de perto a grande novidade desta edição do evento, acontecida na tarde do dia 11 de Junho, sábado. O presidente da Junta de Freguesia, António José Marques, distribuiu aos caçadores interessados uma licença para caçar gambuzinos e um pequeno saco, equipamento fundamental para aprisionar a espécie cinegética em questão.
Já miúdos e graúdos se preparavam para percorrer a aldeia em busca dos afamados bichos, quando estes apareceram, espreitando às esquinas, por detrás das árvores ou dos carros estacionados, avançando a medo, procurando evitar sobretudo os ataques da pequenada que, de saco aberto, foi ao seu encontro para os apanhar.
Os gambuzinos eram actores da Associação Cultural Bica do Imaginário, que realizou uma magnífica performance artística nas ruas da aldeia, envolvendo-se com a população que primeiramente assistiu incrédula à evolução dos gambuzinos coloridos e depois decidiu participar na actividade.
A certo momento anunciou-se a chegada de um grupo de caçadores de alto gabarito, profissionais da caça aos gambuzinos, chamados para capturar os fugitivos, que a todos escapavam por entre as mãos. Surgiu então um grupo de actores trajando coletes cinzentos e calções de camuflado, munidos de armas originais, propícias, ao que se dizia, para aquele tipo de caça. De andar firme e olhar atento, parecendo perscrutar sons e sinas, os caçadores seguiram pela rua, entre a população que se desviava dando-lhe passagem. Os gambozinos, notando a aproximação dos caçadores, desapareceram por trás de carros e casas, ou mesmo de pessoas amigas que os ajudaram a dissimular a sua presença. A hilariedade foi geral perante as evoluções imaginativas dos caçadores, sobretudo no momento em que, reunidos, meteram as mãos nos bolsos dos coletes e sacaram de cãezinhos de corda, que colocaram no chão, incitando: busca, busca!
Do largo principal, o centro nevrálgico da freguesia e da festa que ali tinha lugar, o teatro de rua, envolvendo mais de duas dezenas de actores, percorreu as ruas circundantes, contagiando de alegria toda a aldeia, cujos habitantes assistiam felizes ao belo momento. Aos actores na pele de gambuzino e de calçador juntaram-se depois dois bicharocos especiais, uma espécie de gambuzinos-reais, que deram uma nova dinâmica ao espectáculo. Eram uma espécie de gigantones movimentados por actores, que entraram na caçada, para gáudio de quem participava e assistia.
Uma actividade diferente, que deu alegria e colorido à já consagrada Festa da Caça, que de novo trouxe ao Casteleiro inúmeras actividades de música, desporto e lazer.
plb

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É já na sexta.
É no sábado e é no domingo.
No Casteleiro.
É a 2.ª Festa da Caça.
Um cão que ladra.
Uma perdiz que voa.
Um falcão que nos olha.
Um gambuzino que se escapa.
Muita música que nos entra pela alma dentro.

Há venda de produtos regionais e de artigos relativos à caça.
Há muita animação, música e dança folclórica.
Há mostra de cães e suas habilidades.
Há comes e bebes, claro.
Há convívio e festa, evidentemente.
Há gente e amigos e boa disposição.
Há passeios e até há paintball, veja lá.
Mas, melhor do que qualquer descrição, vale a pena ouvir aqui o ladrar do cão no final de um destes dois spots de rádio com que a Festa da Caça está a ser promovida na região.
Dizem que cão que ladra não morde – e deve ser verdade: este cão que aqui ladra tem um ar meigo e pacífico, brincalhão e bem disposto, amigo do dono e comunicativo.
É um cão digno da Festa da Caça.
Que só vai fazer algumas vítimas: as perdizes, coitadas, que vão ser largadas à traição na manhã de 10, a partir das 9.
Sim, as únicas vítimas, porque os outros potenciais alvos a abater, os gambuzinos… esses ficarão mais uma vez e sempre a rir-se dos humanos ingénuos que há décadas os procuram e… nada.
Boa Festa, Amigos.
O Casteleiro quer receber-vos e receber-vos bem, como é nosso timbre.
Venham e sirvam-se: a Festa é vossa.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A revitalização de uma aldeia como o Casteleiro é fundamental para as gerações actuais e futuras. E isso acontece também com a dinamização de iniciativas como a Festa da Caça, que este ano vai para a segunda edição, depois da belíssima experiência do ano passado.

A minha terra sempre foi terra de caça e de caçadores. Eu mesmo, não: nunca fui à caça. Mas sou excepção, mesmo. E devia ser bom nisso: atirador especial em Mafra, Operações Especiais / Ranger em Lamego (1971/72)… Tenho a «obrigação» de não falhar no tiro instintivo – que é o que a caça é… Só que me dá pena da bicharada, sei lá!
Mas adiante.
A Festa da Caça vai acontecer daqui por quinze dias: de 10 a 12 do mês que vem – sexta (feriado), sábado e domingo.
O programa está praticamente fechado e dele destaco, para lá das iniciativas dedicadas à Caça propriamente dita, os seguintes momentos especiais de cultura:
– dia 10, às 18 horas: Fanfarra Sacabuxa anima a Festa.
– dia 11, às 22: Banda Virgem Suta.
– dia 12, às 17: Cantares do Fundão.
As ruas vão estar sempre animadas por grupos especialistas nessa tarefa.
Mais uma vez, portanto, uma grande Festa.
E também uma absoluta novidade de que tomei conhecimento com muito carinho: vai acontecer no Casteleiro, pela mão de duas dezenas de artistas, em estreia mundial, a recriação da Caça ao Gambuzino.
Atenção: o gambuzino existe. É um ser da nossa imaginação de crianças. À noite, ao serão ao ar livre em grupo de famílias, o Sr. José Carlos (Mendes Figueiredo), nosso vizinho sempre brincalhão, mandava-nos, aos miúdos, ir ali mesmo à ponta do aqueduto da Cabina Eléctrica esperar com uma saca os gambuzinos que os grandes iam enxotar lá de cima, da outra ponta do aqueduto. Isto, pelas nove e meia, dez. Mandavam as regras que por ali ficássemos até os gambuzinos «saírem»… ou seja: até que os meus pais me mandavam destroçar, digamos assim, por volta das 11 e meia – que ao outro dia havia «escola». E dos gambuzinos, ate hoje, nem rasto – claro. Nunca vi nenhum. E vocês? Li na net que são pássaros ou peixes. Isso é que é imaginação. Pois se nunca ninguém viu nenhum… que raio!
No ano passado, foi a estreia da Festa da Caça do Casteleiro: era a 1ª edição e foi o que se viu: toda a gente encantada. Não perca agora a segunda edição – melhorada e ampliada para três dias…
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A «Caça ao Gambuzino» é a grande novidade da 2ª edição da Festa da Caça do Casteleiro, que se realiza nos próximos dias 10, 11 e 12 de Junho. Cerca de 20 artistas, actores, bailarinos e músicos vão efectuar uma performance artística em percurso rural sob o signo do gambuzino. Um espectáculo único desenvolvido pela Associação Cultural Bica do Imaginário exclusivamente para a Festa da Caça, com início previsto para as 19h de sábado, dia 11 de Junho.

Depois do êxito alcançado na primeira edição, a Junta de Freguesia aposta num programa de qualidade e diversificado, este ano alargado a três dias. O objectivo maior de dinamizar a Aldeia, numa luta contra a progressiva desertificação, é assumido nesta Festa numa valorização clara das vertentes culturais, de animação, do património e dos produtos locais.
Na área musical destaque maior para um concerto dos «Virgem Suta», (dia 11, 22H), com entrada livre, que se realizará num espaço especialmente preparado para o momento. A programação musical conta ainda com o Grupo de Música Popular da Casa do Povo de Alpedrinha (dia 10, 16h), Fanfarra Sacabuxa (dia 10, 18h), Grupo Lua Nova (dia 10, 21.30h), Desertuna (dia 10, 23h), Ranchos Folclóricos dos Três Povos e Valverde (dia 12, 15h) e Grupo de Cantares da Escola Secundária do Fundão (dia 12, 17h). Durante os dias de Festa existirá animação de rua em permanência com acordeonistas, grupo «3kuaz4», “O Dedo Mindinho”, grupos de bombos e um grupo de alunos da Escola Técnica e Artística de Nisa.
Os visitantes da Festa da Caça são convidados a percorrer as ruas e largos da Aldeia e a visitar cerca de 30 stands com produtos e artesanato local e da região, a efectuar passeios a cavalo e de charrette, praticar tiro com arco, besta e zarabatana, paintball, escalada, tiro virtual, demonstração de falcoaria e a deliciar-se com as maravilhas da gastronomia beirã nas tasquinhas que estarão abertas em permanência.
Nesta edição a Caça estará em foco com uma largada de perdizes (dia 10, 9h), uma Prova de Santo Huberto (dia 11, 9h), demonstração de cães de parar (dia 11, 16h), demonstração de caça com aves de rapina (dia 11, 17h), mostra de cães de caça e da Serra da Estrela (dia 12, 11h).
António José Marques (Presidente da Junta de Freguesia de Casteleiro)

No ano passado foi a 1ª edição da Festa da Caça no Casteleiro. E foi um reconhecido sucesso, de acordo com a opinião generalizada de todos quantos puderam comparecer.

Mas este ano vai melhorar.
Contribuem para isso três razões:
– a experiência acumulada da Junta de Freguesia e dos vários organizadores por um lado;
– por outro, algumas das repetições – com a presença de aves das rapina que nos encantaram – e, sobretudo, a programação musical e a animação de rua;
– e, finalmente, a crescente mobilização do pessoal que já está a enviar mails uns aos outros com o programa que se vai conhecendo e com a recomendação: «Mete já na agenda».
Digo-lhe o mesmo: escreva já na sua agenda: nos dias 10, 11 e 12 de Junho, este ano, é no Casteleiro.
Para a Festa da Caça.
Não se vai arrepender – como lhe aconteceu no ano passado…
Se não, atente nas actividades previstas.
Ainda é muito cedo para estar com pormenores, mas registe:
– Há animação de rua e demonstrações com aves de rapina nos três dias.
– Logo na sexta de manhã há uma largada de perdizes para começo de função.
– Nesse primeiro dia à tarde, é a vez de os Cantares de Alpedrinha nos deliciarem e, logo depois, a Fanfarra Sacabuxa. À noite com Desertuna, é a vez da música variada.
– Cães e caçadores abrem o dia de sábado com uma prova de classificação e tudo: é a Prova de Santo Huberto, para avaliar o desempenho de cães de parar e seus donos.
– Nesse segundo dia à tarde, demonstrações de cães de parar e, para a noite, estão no programa os Virgem Suta.
– O domingo fica bem composto com dois aperitivos que já lhe quero deixar aqui: o já habitual passeio equestre logo de manhãzinha e, mais tarde, o Grupo «3Kuaz4».
… Parece-lhe um bom programa, não é?
Pois ainda há mais.
Digo-lhe tudo um dia destes, bem a tempo de marcar na agenda.
Ora diga lá se quer perder isto tudo!
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A caça foi sempre uma das actividades meio desportivas meio económicas do Casteleiro. Havia quem não perdesse um dia de caça, mesmo que nem provasse os coelhos ou as perdizes – ou porque não os caçava ou porque nem gostava do petisco.

O Clube de Caça e Pesca com apoios da Junta de Freguesia e outros não podia ter tido melhor ideia: uma Festa da Caça anual.
Em 2010 foi a primeira edição: em Maio.
Mas em Maio era cedo. Manifestamente cedo. Este ano, e bem, a organização resolveu atrasar o calendário: vai ser em Junho, nos dias 10, 11 e 12.
A Festa de 2010 foi um sucesso. O Povo veio todo à rua em ar de festa, o Casteleiro estava engalanado como sempre em dias assolenados («asselanados», como aqui se diz), as entidades locais e mesmo as regionais não faltaram, não faltaram os filhos tresmalhados da terra espalhados pelos cantos do país e até lá fora.
Houve mesmo quem se metesse num avião em Paris na sexta, desembarcasse em Lisboa para fazer os 300 km até aqui e, no domingo, «ala, que se faz tarde», outra vez para Paris…
Cães de caça e outros, treinados e a fazer habilidades, aves de rapina com demonstrações de voo controlado, cães puros da raça regional mais famosa no mundo, os Serra da Estrela, feira de artesanato… Ah! E sessões de tiro, claro.
Tudo num fim-de-semana. Valeu a pena? Valeu.
Os velhotes e os mais jovens que resistem e combatem a desertificação andavam encantados pelas ruas. O pessoal adora multidões, mesmo que à dimensão.
Foi assim a Festa da Caça, edição número 1.
Este ano, a Festa nº 2 é em Junho.
Marque já na sua agenda: é no segundo fim-de-semana.
Cá o esperamos.
Para lá da habitual animação de rua, uma banda que está aí na berra está já contratada: são os «Virgem Suta». Vão actuar no sábado, 11, às 22 horas.
Mas há mais.
Mantenha-se atento.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A Junta de Freguesia do Casteleiro, no concelho do Sabugal, demonstrou no último fim-de-semana como se pode mobilizar e dinamizar uma aldeia do Interior, atraindo centenas de visitantes e dando-lhe expressão mediática.

António José Marques - Presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro

A ideia de realizar uma iniciativa com o nome «Festa da Caça», é desde logo original das terras do concelho do Sabugal, facto que, por si, constitui uma atractividade. Se a essa boa ideia se juntar um programa apelativo, com iniciativas interessantes, e se for conseguido o empenho na boa organização da iniciativa, então temos garantido o sucesso da mesma. Foi isso mesmo que sucedeu no Casteleiro, nos dias 1 e 2 de Maio de 2010.
O tempo até ameaçou a festa, com umas nuvens escuras pairando no céu. Mas os primeiros acordes musicais afastaram o mau prenúncio e a alegria perdurou por todo o fim-de-semana na aldeia mais sulista do concelho do Sabugal.
A dinâmica do presidente da Junta de Freguesia, António José Marques, secundado pela generalidade dos naturais da aldeia, garantiu o pleno êxito da iniciativa. O palco principal recebeu diversos espectáculos, ao mesmo tempo que no bar se serviam bebidas em abundância e o restaurante servia petiscos de caça e outros sabores típicos. Stands demonstrativos de diversas actividades empresariais, institucionais e associativas ocupavam várias ruas da localidade, convidando os visitantes a percorrerem o casario antigo e moderno, verificando o contraste de uma aldeia que cresceu guardando também a memória do seu passado.
De caça propriamente dita houve iniciativas como uma largada de perdizes, mostra de cães de caça, demonstração de falcoaria e de «cães de parar». Na vertente de animação, actuaram os grupos musicais Velha Gaiteira, Osíris, Harmónicas de Ponte de Sor, Cantares de Santa Maria e Rancho Folclórico de Valverde. Também houve uma mostra de cães Serra da Estrela, demonstração de tiro com arco, besta e zarabatana e a actuação de uma equipa cinotécnica da Guarda Nacional Republicana.
Por boa diligência da organização, na manhã do primeiro dia estiveram no Casteleiro várias personalidades, que visitaram o certame e almoçaram na localidade. Governador Civil da Guarda, Presidente da Câmara do Sabugal, Presidente da Assembleia Municipal, Director Regional das Florestas, deputado José Albano, e diversos presidentes das juntas de freguesia do concelho, foram as principais entidades presentes. Todos testemunharam a força de uma freguesia do interior, que demonstrou ter capacidade para garantir um futuro auspicioso, virando as costas à inércia e ao pessimismo.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Desde que, há cerca de um mês, tomei contacto com o programa alusivo à «Festa da Caça» que a Junta de Freguesia do Casteleiro havia elaborado prometi, a mim próprio, que iria estar presente.

Clique nas imagens para ampliar

José Manuel Campos - Nascente do CôaGostaria de ter participado logo no primeiro dia mas os anos de um amigo do peito não me o permitiram.
Domingo, após o almoço, com um dia de calor muito mais sentido no Casteleiro que nos Foios, na companhia da minha esposa, lá fomos à «Festa da Caça».
Confesso que vou sempre cheio de curiosidade e com a certeza de que vou certamente aprender. Confesso, igualmente, que fico sempre muito feliz quando vejo as Juntas de Freguesias envolvidas em actividades sócio – culturais – desportivas e económicas.
É assim mesmo camaradas. Temos que sair das ruas, dos chafarizes e da passagem dos simples atestados. É urgente passar às mais diversas acções. O Casteleiro deu o mote. Julgo que os objectivos foram plenamente alcançados. E se não tivessem sido? Nada de desanimar. Com os erros também se aprende. Mas para mim corre sempre muito bem. Só pela coragem, organização e pelo ar de felicidade que vi em muitas caras de gentes do Casteleiro e de outros visitantes digo que valeu a pena.
Confesso que gostei imenso e por isso transmito os meus sinceros parabéns ao Ilustre Presidente da Junta, restantes elementos do executivo e a todos quantos estiveram envolvidos que julgo terem sido muitos. Esta festa ajuda a dignificar o poder local.
Continuem.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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