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Há dias tive um daqueles regressos à infância, que nos fazem pensar o quanto crescemos, amadurecemos e ganhámos uma espécie de crosta protectora!

Metro

Carla NovoPois bem, ia eu no metro – gosto de transportes para pessoas impacientes como eu – à hora de ponta, quando tive de me segurar junto à porta porque os lugares estavam todos ocupados. Ali fiquei, num cantinho, entalada entre a carteira, o saco e umas quantas pessoas. Quando «furei» para sair na «minha» estação senti uma mão no meu… rabo! É verdade: levei um daqueles apalpões que se leva quando os meninos suspeitam que os «bumbuns» das meninas é mais fofo do que o deles e decidem «comprovar». Foi algo inesperado e estranho. Olhei para a porta e vi o reflexo de um sujeito suspeito. Teria sido aquele? Teria sido a rapariga com um ar mais «macho» que estava atrás? Não sei mas apressei-me a sair e a fazer contas: acho que não me apalpavam o traseiro (sem permissão!) desde os 12 anos, será? Bem, dessa vez lembro-me porque foi a primeira vez em que dei uma valente sova a um colega de turma que se traduziu na oportunidade de impor respeitinho perante os restantes ao longo do ano. Mas, desta vez, o significado e o desfecho foram bem diferentes. Não agredi ninguém, não tinha que impor o respeitinho e até senti vontade de agradecer o gesto por me trazer à memória os tempos de infância e aquele episódio, depois também porque pensava que já não se usava essa coisa de apalpões! Mas, pelos vistos, ainda há quem se divirta com eles. Pois eu fui o resto do meu caminho a rir da situação e no mais divertido ainda se eu tivesse tido a sorte de ver o autor (ou autora) do meu bilhete ao passado e lhe ter explicado o quando estava agradecida por me recordar estes episódios. Estão a imaginar a reacção?! Eu estou! Pois é, meus amigos e amigas, quando viajarem de metro reparem bem quem têm por perto porque pode sempre haver uma mão alheia – não para lhe ir à carteira – mas ao seu bolso de trás! Eh Eh Eh!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Não sou de prestar grande atenção a assuntos políticos e financeiros. Tento manter-me sã num sistema de «loucos» do qual faço parte à parte.

Reciclar Lixo

Carla NovoMas, ouvi um zumzum de que Portugal fora colocado num certo contentor do Lixo – ou algo semelhante – do tipo, pertencemos agora ao grupo do Lixo (internacional). Isto fez-me pensar em mil e uma coisas e dei por mim a perguntar-me em qual dos contentores o «meu» cantinho à beira do Atlântico fora colocado? Teria sido no Verde, no Azul ou no Amarelo? Sim, porque quando atiramos algo para o Lixo: do género um saco com coisas de que já não precisamos porque já as consumimos ou, simplesmente, já não cabem mais nos nossos sentidos – fazemo-lo com o intuito de nos desfazermos delas, ainda que possam ser úteis para outros e até, reutilizáveis! Por isso faz toda a diferença saber se esse tal Lixo é ou não reciclável. Gosto de acreditar que sim. Que será aquele gesto de quem atira ao contentor (independentemente da cor) alguma coisa e passado pouco tempo alguém já lá foi apanhar – como acontece com roupas, brinquedos, utensílios que já não desejamos e que outros os acham e acolhem com agrado. Se assim for, talvez alguém pegue neste Portugal em potencial crescimento e renovável. Depois, percebi que o lixo é sempre algo renovador e por isso mesmo reconfortante. Ninguém atira nada para o lixo sem mais nem menos. Se lá está é porque seguirá outro caminho, está numa espécie de limbo, num estado de transição. E isso é positivo. Os aterros não são cemitérios tóxicos, são fontes de mudança e de renascimento. Portanto, quando «nos» atiram para o lixo podem até estar a desenhar um novo futuro. Promissor e feito de esperança. E, pensando bem, mais vale estar no tal lixo do que numa prateleira de um lar em coma a apanhar pó sem qualquer janela aberta a novas perspectivas! Viva o Lixo!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Há tempos li um livro cuja história me deixou a pensar e que gostaria de partilhar.

Carla NovoApesar de não ser um «bestseller» de autor famoso e de páginas que não acabam mais – o meu critério de escolha literária passa essencialmente pelo «tamanho», pois boas histórias podem-se contar em formatos pequenos! – o seu conteúdo era, no mínimo, intenso. Um analista reflectia sobre a sua existência e a certa altura deparou-se com a culpa e, de certa forma, com a frustração do que era – apenas um analista. Ele sabia que na corrida ao útero fora o espermatozóide vencedor e isso acarretava-lhe inúmeras responsabilidades face a todos os outros, os vencidos, que haviam ficado pelo caminho. Ele fora o mais resistente, o mais rápido, ganhou direito à vida, à sua vida. E agora… era um simples analista. Questionava-se vezes sem conta que futuro teriam tido os seus outros espermatozóides adversários? Médicos? Enginheiros? Professores? Vagabundos? Que peso trazia ele consigo mesmo… e como poderia ele falhar algum dia? Que cobranças teria de enfrentar? De facto, ele poderia ter sido mil e uma coisa… Tal como nós podemos ser o que quisermos ser. O caminho do que somos não é, por si só, mais valiosos do que aquilo que somos – ou julgamos ser? A viagem é sempre mais positiva do que a meta, apesar de nos fazerem crer que não, apesar deste mundo andar a girar ao contrário e de nos fazerem acreditar que apenas o sucesso deve ser valorizado. Porém, estudo científicos já nos provaram que a felicidade depende de nós, das nossas «lentes» para a vida e que as pessoas que traçam objectivos simples a curto e médio prazo são mais felizes do que aquelas que ambicionam ter asas de ícaro! Aproveitar um raio de sol pode ser tanto ou mais gratificante do que ter a praia toda! Assim, gostaria de sugerir que cada um olhasse com as lentes «positivas», com as lentes da gratidão e da valorização de todas as conquistas – sejam elas grandes ou pequenas são sempre vitórias. Olhar para o que se é e não para o que se quer ser, olhar ara o se consegue e não para o que ficou por conseguir – é este o caminho para dias mais satisfatórios, sem dúvida. Quando a agenda está cheia, repare bem nos itens que a preenchem, serão eles assim tão «importantes» e «urgentes», contribuirão eles para a sua felicidade de facto? Dez ou quinze minutos a meditar sobre isto irá certamente fazer repensar por onde andamos a pisar e para onde andamos a caminhar. Ficar dentro de nós por instantes diariamente é um exercício mental que traz recompensas…
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

As mães, às vezes, têm destas coisas…

Mãe e filho

Carla NovoComo te posso eu fazer acreditar que a vida são caminhos sem fim e a maior aventura é mesmo a de os percorrer?
Como te posso eu preparar para esses caminhos sem ter de te ver nunca tropeçar e raspar o coração?
Como te posso eu dar a mão, te embalar para, depois, seguires sozinho, apaixonado e confiante, sem ter de algum dia te perder de vista?
Como te posso eu proteger dos buracos ou, caso tropeces e caias nalgum, te ajudar a tirar de lá com o mínimo de arranhões? Ou, pelo menos, não deixar que as feridas nunca te façam desacreditar e perder a fé desta maravilhosa aventura?
Como te posso eu fazer acreditar que quando te desanimares por algum motivo ou que alguém te magoe, tu saberás sempre que contas comigo? Será que me vais dar algum sinal ou te fecharás no silêncio?
Como te posso eu nunca te desiludir, ou te sentires beliscado comigo, ainda que seja para teu bem?
Como é que te posso eu mostrar que a vida – a tua, a minhas e as nossas – é uma dádiva, ainda que à nossa volta existam injustiças, guerras e pessoas indignas e de coração cego?
Como te posso eu aconchegar-te sempre no meu colo, mesmo quando achares que já não tens idade para ele?!
Como te posso eu explicar que, por vezes, terás de ser tu a ir à frente no caminho porque o meu lugar será seguir-te atentamente para te apanhar se eventualmente caíres? E, saberes que se olhares para trás e não me vires, é porque vou mesmo ao teu lado, numa espécie de sombra reconfortante?
Como te posso eu segurar e ao mesmo tempo te largar, te abrir portas aos sonhos e ao mesmo tempo te mostrar que também há pesadelos?
Como te posso eu algum dia que seja deixar de pensar em ti, se nasceste de dentro de mim e se moras no meu coração?
Como poderemos nós – eu e tu – algum dia duvidar do que quer que seja se temos, em nós, esta alegria e amor que nos une? Sei que sabes e tu sabes que eu sei que esses muitos caminhos são muito mais divertidos quando os percorremos juntos!
Adoro-te!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Os santos estão a chegar, e mesmo que não façam milagres, são motivo para o povo sair à rua e festejar…

Santos Populares - Sardinhas

Carla NovoDe regresso a este cantinho! Pois é, nem sempre o tempo se adequa ás prioridades que temos. E confesso que nos últimos tempos a lista das tarefas urgentes, importantes e prioritárias engrossou. Ossos do oficio de quem abraçou os caminhos do jornalismo e nunca abandonou o sonho da maternidade e de poder dar aos outros um tempo do nosso tempo – que, bem a ver nem sequer é nosso. Isto tudo para vos contar que resolvi fazer uma pausa para reflectir nos meus propósitos de vida. E as respostas vieram, continuam a vir, e a elucidar-me cada vez mais sobre o que de facto é importante para mim. Um sorriso dos meus filhos vale por quantos artigos entregues em tempo recorde? Vale quantas entrevistas arrancadas a ferros? Quantas horas de edição? Vale quantos caracteres com ou sem espaços? E, depois, a bem ver, o lado bom da vida vai nos passando ao lado quando não somos mesmo atropelados pelas nossas próprias passadas aceleradas. A propósito num destes dias fui brindada com momentos únicos: a minha filha decidiu, assim do nada, correr para mim e abraçar-me. Guardei o leve aperto em torno de mim lá no lado mais secreto do meu coração. Basta isto para começar o dia, ainda que nublado e friorento, com outro ânimo. Basta estas pequenas-grandes coisas que a vida me oferece para ser uma pessoa mais grata ainda. Vem aí o feriado (para quem trabalha em Lisboa os feriados) coladinhos ao fim de semana… vem aí a sardinhada (para quem gosta) e a febra, as «bujekas» e as marchas populares. Os santos estão a chegar, e mesmo que não façam milagres, são motivo para o povo sair à rua e festejar, com ou sem calor e sol, como ou sem FMI… Noutros tempos saltava à fogueira lá mesmo com a miudagem da minha rua e embora isso já não aconteça, já não fazem fogueira na rua e já não há crianças a brincar com o fogo sob ameaça de fazerem chichi na cama, há a doce recordação que arde em chama eterna dentro de mim. Boas festas!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Esta é uma história que aconteceu comigo há uns dias e que me deixou a pensar…

Escadas

Carla NovoComo uma comum mortal trabalho e sou obrigada a fazer descontos para o estado. Então, cheia de vontade e de gratidão por poder pertencer à classe trabalhadora por conta de outrem lá fui, feliz e contente, tratar de assuntos relacionados com o IRS. Entrei na repartição das finanças, alheia ao aspecto degradado e aos rostos amargos – tentando não me contagiar pelo ambiente – até porque estava um lindo dia de sol! – e retirei a respectiva senha. Fui apetrechada de tudo quando pudesse envolver horas de espera e portanto o tempo passou de forma graciosa e até conheci uma senhora cuja filha é inteligente e trabalha para a união europeia! Ok. Tudo decorria muito bem nesta minha aventura pública quando me deparei com alg9o que me arrombou o coração: uma senhora de idade avançada e que mal aguentava o peso da bengala que a sustinha enfiava os olhos pela máquina das senhas só para tentar ver a que deveria tirar. Ofereci-me para a ajudar e como não entendi totalmente qual era o assunto resolvi tirar três senhas diferentes, sendo chamada na que fosse em primeiro lugar! A senhora agradeceu e meteu-se a caminho… do segundo piso. Para choque, pelo menos meu, a dita repartição (e acredito que existam muitas assim) funciona num prédio antigo sem elevador e mesmo para entrar no rés-do-chão é necessário descer pelo menos três degraus. Ou seja, um deficiente motor que se faça transportar de cadeira de rodas, um carrinho de bebé, ou mesmo novos e velhos com dificuldades motoras estão sujeitos a uma sessão grátis de fisioterapia enquanto esperam, pois ou têm a sorte de resolver tudo no rés-do-chão e aí só descem e depois sobem três degraus, ou, têm de se esmerar para escalar os restantes pisos (no total três) do edifício! Enfim, não deixa de ser frustrante saber que os meus descontos (como os de todos os outros) ainda não chegam para elevadores em edifícios de repartições públicas – e também em nada me admirava que o uso destes ascensores acabe num destes dias por ser cobrado aos contribuintes e aos utentes. Resta saber se o bilhete de uma subida e descida é de preço único!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Cada um de nós tem a sua evolução, no sentido que escolher – acredito que ainda se escolhem sentidos de vida, afinal esse é aquele ponto que nos separa dos computadores supra inteligentes e dos animais supra emotivos. Nenhum deles tem ainda a capacidade de questionar e, assim, perguntar-se qual é a sua missão (ou missões) neste tempo e espaço onde escolhemos estar.

Prisão

Carla NovoAssim, um dos primeiros passos depois de um violento «despertar» é, sem dúvida, pegar nas tralhas todas que trazemos e deitá-las fora. Sim, do que realmente precisamos para nos sentirmos felizes connosco mesmos? Faça esse exercício e verá que a esmagadora maioria do que tem não lhe traz felicidade. Se eu ganhasse o Euromilhões faria, teria… mas o que você é? Na sua essência? Voltar-se para dentro de si não é uma fuga é um convite que lhe faço para a próxima semana. Não estou a sugerir que fiquei zen e a meditar todas as noites antes de dormir, quando, provavelmente, está tão cansado(a) que quer olhar para TV e fingir que não se passa nada – como quem olha para uma montra e «desliga» o interruptor. Não. Não é preciso tornar-se budista, acender velinhas ou pauzinhos de incenso. Nada disso. Basta «entrar» dentro do seu próprio coração e ouvir os sinais que ele lhe dá. A intuição é e será cada vez mais a nossa estrela guia. Ela não nos mente, não nos atraiçoa. A intuição indica-nos o sentido a seguir sem cobranças e sem rasteiras. O medo é apenas aquilo que o ego usa para nos lembrar das castrações em que decidimos, sem dar conta, criar para nós mesmos. Contaram-me em tempos uma história divinal exactamente sobre esta mensagem que hoje decidi vos passar. Estavam os senhores lá todos zen a meditar quando, subitamente, a terra estremeceu. Era um terramoto. Todos abandonaram o local e tentaram refugiar-se como seria previsível e óbvio. Contudo, houve um que lá permaneceu, imóvel. Quando o abalo passou os outros regressaram e perguntaram-lhe se ele não teve medo e porque não se foi abrigar. Ao que o tal monge respondeu: Sim, eu estava cheio de medo e também fugi, mas fugi para dentro de mim! Numa semana, para os mais religiosos que celebram a Páscoa, fica também o convite: que prisões construíram e que, agora, não se conseguem desenvencilhar? Que castigos temem para não arriscar? E, finalmente, porque insistem em guardar tantas tralhas se o caminho deve ser feito e leveza e de alegria?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Hoje gostava de partilhar com todas as pessoas que, eventualmente, estejam a ler estas linhas, um texto da escritora Oriah Mountain Dreamer que é, simplesmente, a melhor declaração de amor que até hoje li.

Lua - Lago

Carla Novo«Não me interessa qual é o teu modo de vida. Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração. Não me interessa que idade tens. Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo. Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua. Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou se te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, se te mexeres para te esconder, disfarçar ou compor. Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano. Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma. Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, «Sim!». Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens. Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças. Não me interessa quem és, como chegaste aqui. Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora. Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai à tua volta. Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios.»
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

A «idade dos porquês» não deve ter idade. Apesar de ter crescido a achar que se os adultos estão a dizer que é assim é porque é assim que deve de ser, isso nunca me castrou o pensamento critico, a vontade de questionar e de ter respostas. Se possível, lógicas.

Idade dos Porquês

Carla NovoAssim, a «idade dos porquês» é uma eterna forma de estar na vida, se não questionarmos, se não quisermos procurar respostas, limitamo-nos a permanecer adormecidos numa ignorância alegremente insatisfatória. Um dia uma criança, com pouco menos de cinco anos, perguntou-me porque é que as árvores não andavam – pois se eram seres vivos deveriam andar, tal como ele andava! Que resposta lhe daria senão a mais «lógica»? Claro que não andam porque não têm pernas, nem pés que as levem, têm raízes que as prendem à terra, mas crescem para cima, para os lados também. Do mesmo modo porque nós humanos não voamos, porque não temos asas. Anos mais tarde, percebi o quanto estava errada. Sim. Mas essa foi a única resposta lógica que me ocorreu, na época. Se hoje fosse confrontada com a mesma pergunta, lhe diria que sim, que as árvores andam e que os Homens voam. Porque no «nosso» mundo tudo é possível. Existem «n» de probabilidades para um facto, existem «n» caminhos para seguir. Vivemos, quer queiramos quer não queiramos, num mundo de ilusão. Nesse mundo de ilusão construímos, com «n» ferramentas, a nossa realidade e que de facto é só nossa e vimos as coisas com as lentes que escolhemos. Assim, as árvores podem andar, os homens podem voar… as asas, as pernas são as respostas mais lógicas que a nossa realidade ilusória nos tem para dar. Mas, para isso é preciso questionar. Não há «idade para os porquês».
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

As pessoas interessantes são interessadas e despertam interesse. Porquê?

Carla NovoÉ uma pessoa interessante? Acha que os outros a consideram uma pessoa interessante? E o que é ser uma pessoa interessante, afinal? Em conversa com uma amiga, ela falava de uma terceira pessoa e quando chegou o momento para a «avaliar» afirmou, convicta, que essa outra pessoa era «interessante». Seria o mesmo que dizer – quando não sabemos descrever um tipo de beleza estereotipado – chamamos-lhe de «exótica»?! Talvez. Dei por mim a pensar nessa tal coisa de ser ou não uma pessoa interessante. Pesquisei alguns artigos e cheguei a a algumas conclusões, não menos, interessantes! Assim, enumerei alguns itens comuns às pessoas que considero interessantes: As pessoas interessantes cativam e despertam interesse. Atraem-nos ou porque são optimistas, divertidas, ou porque têm algo para nos dar (no bom sentido). As pessoas interessantes são, antes de tudo, pessoas interessadas. Não se fecham na sua sabedoria, gostam de aprender e partilhar ideias. São bons ouvintes. As pessoas interessantes arriscam (ainda que seja de forma ponderada), mas não têm embaraço em fazer algo que nunca ousaram fazer na vida. São proactivas. As pessoas interessantes têm relacionamentos interessantes, ou seja, sabem como manter acesa a chama e não se limitam a contemplá-la. As pessoas interessantes têm sentido de humor. Não quer dizer que sejam «patetas alegres» ou sempre bem-dispostas, mas sabem ter sentido de humor, dar gargalhadas e verem o lado divertido da vida. As pessoas interessantes são optimistas, conseguem ver o «meio cheio» ao invés de o ver «meio vazio». Perante acontecimentos negativos são sobreviventes e não vítimas. As pessoas interessantes são criativas. Estão atentas ao que as rodeia e reinventam-se. As pessoas interessantes partilham histórias interessantes. Têm sempre algo para nos ensinar – ainda que seja o que está diante dos nossos olhos e não estamos a ver. Sabem como contar uma história. As pessoas interessantes tomam decisões. Não esperam que o tempo resolva por elas, não depositam ou transferem as responsabilidades das suas escolhas nos outros. São corajosas, embora também sintam medo. As pessoas interessantes são autênticas. Não são hoje uma coisa e amanhã outra só porque convém. Vivem de acordo com os seus próprios valores, ainda que estes possam ser somente delas.

Deixo-lhe um «T.P.C.» para o fim-de-semana: Esteja atenta às pessoas que lidam consigo e faça a sua lista de quantas pessoas interessantes conhece e porquê.
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

A memória que tenho do 25 de Abril é uma música que ainda hoje gosto de cantarolar. Não vim para a rua mostrar o meu rabo apesar de pertencer aos primeiros alunos a fazer a PGA. Mas, cresci a desacreditar na política e a desconfiar dos políticos. A desacreditar nas religiões e a desconfiar dos muito religiosos. Talvez Portugal esteja mesmo «penhorado», mas isso não belisca em nada o orgulho que sinto em todos os portugueses …

Portugal

Carla NovoVivo num país hipotecado. Mas nem por isso hipotequei os meus sonhos. Vivo num país desmotivado. Mas nem por isso desesperancei os meus dias. Estamos em crise. Eu sei. Tu sabes, ele sabe e nós todos sabemos. Mas a conjugação faz-se também num tempo quase que (im)perfeito. Porque é em momentos de turbilhão que se encontra a semente do futuro. As crises fazem por nós aquilo que, às vezes, evitamos fazer: reinventarmo-nos, movem-nos, arranjamos soluções para contornar obstáculos e tornamo-nos muito mais criativos, empreendedores e, de certa forma, regressamos ao básico – aos valores que de facto acreditamos. E mesmo os mais resistentes são empurrados para a mudança, muitas vezes, surpreendem-se com as descobertas que fazem deles próprios. Também eu estive há umas décadas a barafustar com a «jeitosa» PGA (Prova Geral de Acesso), ainda que, não tivesse saído à rua para baixar as calças e mostrar o meu rabo! Pois, apesar de ter assistido ao 25 de Abril, era tão pequenina que, para mim, a revolução dos cravos era (e é) uma alegre música que cantarolava, sem entender a dimensão das entrelinhas! Chamo-lhe «jeitosa» PGA porque tive na época – como continuo a ter hoje – a perfeita noção de que ela surgiu apenas porque dava jeito. Como também dá jeito, agora, arranjar qualificações à pressão para não sermos um país de «analfabetos»! E mais jeito dá aumentar a idade da reforma e diminuir as pensões. E de tanto jeito que dá, num destes dias damos um jeito de dar um jeito a isto tudo. É a filosofia do «desenrasca». Assim, apesar de viver num país penhorado e desacreditado, orgulho-me das pessoas que dele fazem parte. De todos os portugueses que, tal como eu, percebem que as crises levam-nos nas asas da mudança e que as sementes melhor se espalham em dias de vendavais. Tal como os ciclones que tudo devastam mas mantêm uma paz no seu centro, também os momentos mais agitados varrem o lixo que não faz parte de nós e deixamos mais perto do essencial, da nossa alma.
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

O mundo é dos homens e assim deve de continuar a ser! Polémica esta frase dita por uma mulher? Talvez não. Mas dá que pensar…

Mundo das Mulheres - Corrida Saltos Altos

Carla NovoSe o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam o seu dia e assim não teriam uma data especial para celebrar! Se o mundo não fosse dos homens não existiram «quotas» para cargos femininos em diversos sectores. Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não poderiam exigir mais de si mesmas e terem até mais qualificações do que eles para poderem usufruir de igual salário ocupando as mesmas funções! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam a versatilidade que têm durante um simples dia (desde que não seja o delas, claro!). Se o mundo não fosse dos homens as mulheres não poderiam sentir orgulho de terem conquistado o direito ao voto. Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam de ter um companheiro estável (e provar que o têm) para optarem por congelar os seus óvulos e, assim, adiarem a maternidade e recorrer a um banco de esperma! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres teriam menos divertimento nas estradas quando cometem aselhices e levam buzinadelas ao volante, ou não estacionam o carro à primeira! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres, certamente, teriam significados diferentes para as palavras «ajuda», «colaboração e «obrigação», portanto não desenvolveriam tanto o seu vocabulário! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam oportunidade de agradecer quando lhes é dada passagem, portanto seriam seres menos gratos! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam a sorte de poder gerir bem o seu tempo e fazer várias tarefas ao mesmo tempo! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam a possibilidade de estarem numa reunião de trabalho às quatro da tarde e fazer um bacalhau com natas às oito da noite! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres não teriam tanto assunto para falar com outras e seriam seres menos sociáveis! Se o mundo não fosse dos homens, as mulheres, provavelmente, não teriam apurado tanto a sua inteligência emocional, portanto seriam seres menos felizes. Por tudo isto (e outras que ficaram por falta de espaço) as mulheres devem de agradecer o mundo ser dos homens e zelar para que assim continue! Afinal, se não fossem os homens, poderiam as mulheres serem tão… irónicas?!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Existem momentos, pequenos fragmentos de tempo, que se eternizam. Costumo dizer, usando a expressão que um menino de nove anos me ensinou, que são as «fotografias do coração». Simples?

Carnaval

Carla NovoCaptei a ideia sem ter de lhe perguntar, necessariamente, o que raio quereria ele dizer com isso. Nem foi preciso lhe perguntar. Tamanha a simplicidade com que as crianças captam tudo o que as rodeia e, depois, usam uma capacidade incrível de as «traduzir» e «armazenar». É, também esse álbum mágico, que faz de nós o que somos. Sem máscaras. A proposta é aproveitar o fim-de-semana carnavalesco para pegar na sua máquina fotográfica – não a digital ou a velhinha de rolo – mas sim aquela do coração e tirar as melhores fotos. São dias e folia pagã onde quase tudo é permitido. Podemos fingir que não somos nós – apesar de passarmos o tempo a querermos saber quem somos. Podemos (o)usar máscaras atrevidas, assustadoras, angelicais – apesar de passarmos o tempo a quer ver os outros sem elas. Podemos atirar vasos de água – apesar de passarmos o tempo a tentar economizá-la em nome do planeta. Podemos atirar serpentinas e papelinhos – apesar de passarmos o tempo a dizer que não se atiram papéis para o chão. Podemos assumir quase tudo para depois num dia de cinzas enterrarmos o que havíamos assumido – apesar de passarmos o tempo a tentarmos ser e a exigir que sejam coerentes connosco. Gosto do carnaval. Não por ser folia pagã, mas simplesmente, por ser aquele «faz de conta» que nos alivia a tensão dos dias e das verdadeiras máscaras. Por ser aquele «faz de conta» que abraça as crianças e lhes arranca gargalhadas. Assim, espero passar esses momentos a registar cada momento com a tal câmara especial capaz de tirar as tais «fotografias do coração». Prepara-se para o desfile e não se preocupe se está no ritmo do cortejo, afinal todos os foliões seguem a mesma entoação: divertir. Este é lema. Então, aceita o convite para posar?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

O medo é um dos principais fantasmas que nos assombra, ainda que, muitas vezes, seja imaginário. Ainda hoje lembro dos tenebrosos pesadelos com bruxas de chapéus gigantes!

Medo

Carla NovoSabe-se hoje em dia que nascemos apenas com dois medos: o de cair e o do barulho. Todos os outros ganhamos ao longo da vida. Coleccionamo-los e guardamos a «caderneta» numa gaveta sem fundo – até sermos, algumas vezes, obrigados a espreitar lá para dentro e sentir aquele arrepio que nos paralisa. Há quem os tente classificar – como se o grau com que nos afectam pudesse ter uma escala – e falam em «receio». Não entendo bem a diferença. Para mim, medo é medo. Mesmo sabendo que existe em nós uma capacidade incrível de os tornar mutáveis. Raramente nos damos ao trabalho de abrir a gaveta dos medos e limpá-la. Para isso são precisas, pelo menos, duas ferramentas: motivação e coragem. Lembra-se qual foi o último medo que afastou do seu caminho? Medo de perder alguém? Medo de arriscar num negócio? Medo de não corresponder às expectativas dos outros, ou até mesmo, das suas? Medo de ficar sem dinheiro? Medo de não estar saudável? Há dias andei a arrumar a minha gaveta dos medos – confesso que tenho-me esforçado o suficiente para não deixá-la demasiado cheia e correr o risco dela não fechar! É bom mantermos uma certa disciplina, do mesmo modo como tomamos banho, limpamos a casa, sacudimos as migalhas que teimam em se meter nos botões do teclado do computador. Só assim nos livramos do que nos incomoda. Apenas desta forma nos é possível «reciclar» e não ficarmos presos a uma segurança fictícia, enquanto a vida nos passa ao lado. Lembra-se de quando tirou as rodinhas da bicicleta e teve de encontrar o ponto de equilíbrio? Da coragem que teve quando caiu e para além de sacudir as pedrinhas que se cravaram no joelho ensanguentado ainda teve de carregar a maldita bicicleta? Pois é, os nossos medos são do tamanho que lhes queiramos dar e duram o tempo que a nossa coragem deixar. Vem aí o fim-de-semana, não estará na altura de fazer limpeza da sua gaveta? Ou está com medo?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

O «Achas normal?» invadiu o quotidiano. Quantos de nós já não ouvimos esta pergunta em milhares de contextos?

Achas normal

Carla NovoHá dias cruzei-me com uma amiga e durante os poucos minutos que conversámos questionou-me diversas vezes com o «Achas normal?». Começou por me explicar que o namorado tinha reservado mesa num restaurante para o especial jantar de São Valentim, mas por um imprevisto de última hora causado pelo filho dele o jantar fora cancelado e aí veio disparado o primeiro «Mas achas normal?» Dei por mim a pensar se seria para responder «sim» ou «não» e caso o fizesse ela estaria à espera da respectiva justificação, se estaria a exigir de mim que tomasse posição de um lado da barricada – do tipo estás comigo ou estás contra mim? – se aquilo seria uma aprovação, um reforço, da sua indignação, seria uma condenação sem julgamento prévio ou, simplesmente, um desabafo. Ainda não consegui entender o que raio quer mesmo dizer o «Achas normal?» nem como ele entrou no discurso dos nossos dias do mesmo modo que o «prontos» chegou para fechar discursos mais conformistas. O que acho normal? Tudo. A normalidade existe na cabeça de cada um de nós e tão subjectivo quanto as divagações que lhe queiramos atribuir. E o que não fizer nexo entrará talvez no «paranormal»! Perguntamos ao outro se «acha normal a atitude que teve» quando na verdade queremos é dizer «falhaste» ou «não devias ter feito, ou ter dito…» E isto «normalmente» assusta-me. Pois se por um lado assisto à camuflagem das verdadeiras intenções, por outro lado leva-me a crer que cobramos demasiado dos outros sem dar conta, assumimos expectativas e exigimos que os outros pensem ou façam em conformidade com elas. Onde está o bom senso do «Achas normal?» Onde está a liberdade individual? Onde está o aceitarmos os outros tal qual como são? Onde está a coragem para não ceder à tentação de mudarmos quem nos rodeia mas sim a nós mesmos? Onde fica o cabide das máscaras que despimos? Por tudo isto, e mais algumas coisas, quando os olhos da minha amiga me fitaram à espera da resposta, disse-lhe que «tudo é normalmente anormal»! Será?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Quantos sentidos existem no mapa-Mundo, no mapa das estradas? No céu e no mar? Será que tantos quantos os que encontramos no coração?

Mapa dos Sentidos do Amor

Carla NovoÉ neste estranho labirinto – umas vezes largo como horizonte sem limite, outras vezes, estreito como riacho esmagado entre duas pedras – que aprendemos a desbravar caminhos, que descobrimos ruelas, campos abertos ou, simplesmente, pulsares de passadas trémulas. Depois, escolhemos o(s) sentido(s) que queremos seguir. Umas vezes andamos, corremos para a frente – atrás de sonhos ou fugindo de pesadelos. Outras vezes paramos na encruzilhada. É nestas alturas que percebemos o quanto pode ser encorajador uma pausa. Sim, como se fôssemos donos do tempo (do nosso) e pudéssemos pará-lo, congelá-lo. Mumificamos os sentidos todos, à espera de lhe dar sentido. Confuso? Talvez. Um quebra-cabeças que nos atrai, desafia e também nos pode trazer frustração. São assim os meus labirintos. E serão só meus? Acredito que não. Dei por mim a divagar sobre tudo isto quando observava o fim da tarde numa praça da cidade. Pessoas que caminham em vários sentidos, umas carregavam bagagens mais pesadas do que outras, havia quem fosse mais leve. Mas caminhavam a ritmos diferentes e por vezes encontravam-se. Para onde iria a mulher que levava um saco pesado e subia com dificuldade o passeio? Obedeciam aos sinais: paravam no vermelho, avançavam no verde. E até havia os que, destemidos, arriscavam. Foi neste pulsar urbano que descobri o poder dos sentidos de cada um de nós – que nem sempre seguem no mesmo sentido, que nem sempre se encontram e que nem sempre caminham ao mesmo ritmo. Nem sempre carregam fardos, nem sempre seguem leves. Mas, fica a certeza de que é na pausa, no sinal intermitente do coração que damos os nossos maiores passos.
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Carla Novo escreve actuamente na revista feminina «Happy Woman» depois de um longo percurso como jornalista desportiva especializada em atletismo no jornal «A Bola». Urbana, activa e irreverente surpreende com uma escrita muito personalizada e divagante que gosta de provocar com uma linguagem normalmente só utilizada entre mulheres. Bem-vinda ao Capeia Arraiana.
jcl

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