You are currently browsing the category archive for the ‘Navasfrias’ category.

Os resultados das eleições autárquicas que tiveram lugar no passado mês de Maio, em toda a Espanha, ditaram que o amigo Celso Ramos, da vizinha povoação de Navasfrias, continuasse à frente do respectivo Ayuntamiento.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaComo é do conhecimento geral e atendendo ao facto de no país vizinho haver regionalização tudo se passa de maneira diferente.
A Diputacion de Salamanca tem um determinado número de deputados que são eleitos ou escolhidos de entre os alcaldes do PSOE ou do PP, neste caso, consoante os votos de cada um. Nesta legislatura o PSOE vai ter dez deputados, entre os quais o Celso, e o PP quinze.
Os vizinhos e amigos portugueses ficámos, naturalmente, satisfeitos com a eleição do amigo Celso porque ele conhece perfeitamente bem os problemas da raia e por ter plena consciência de que o progresso e o desenvolvimento de toda esta zona raiana passa pelo turismo. E nem só.
Para além do turismo outros projectos poderão ser elaborados e candidatados aos respectivos programas comunitários.
O amigo Celso vai estar mais próximo dos centros de decisão e julgamos que a zona muito terá a ganhar com isso.
Dado a que a Lei o permite o Celso vai poder acumular os dois cargos. Será deputado provincial e Alcalde de Navasfrias.
Desejamos-lhe muitas felicidades nestes dois cargos com a certeza de que tudo fará para os dignificar.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Advertisement

Depois de alguns avanços e recuos eis que nuestros hermanos se decidiram pela construção de «La Carretera Navasfrias – Foios».

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaPela parte que me diz respeito não posso deixar de manifestar uma profunda alegria e um profundo agradecimento às pessoas que mais se aplicaram para que a carretera possa vir a ser uma realidade a curto prazo.
Agradeço, muito especialmente, aos meus queridos amigos de La Diputación de Salamanca com particular destaque para a Senhora Presidente Isabel Jimenéz e a todos aqueles que estão mais próximo dela.
Na altura devida não deixarei de também prestar uma justa e sincera homenagem a todos aqueles que, do lado português, também muito trabalharam para que este projecto venha a ser realidade.
Ficou ontem combinado que quando os trabalhos tiverem início o Ayuntamiento de Navasfrias pagará o cordero e quando os mesmos terminarem a Junta de Freguesia de Foios pagará o borrego.
Com este melhoramento a economia local e regional melhorará significativamente.
Grácias queridos hermanos!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A estrada entre Navasfrias e Fóios vai ser realidade.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, recebeu no passado sábado, dia 8 de Janeiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Presidente da Diputación de Salamanca, Isabel Jiménez Garcia, que se fez acompanhar por dois assessores, os meus queridos amigos Carlos Cortes e o deputado Pepe.
Esta jornada de trabalho veio na sequência da I Feria «Ecoraya» e teve como pano de fundo o fortalecimento das relações transfronteiriças entre os nossos territórios.
O troço de la carretera Navasfrias – Foios, de apenas dois quilómetros e meio, foi analisado e ficou decidido que os trabalhos deverão ter início muito brevemente. Parabéns, Presidente António Robalo. A diplomacia e a abertura dão, de facto, bons resultados.
Na qualidade de Presidente de Junta da Freguesia de Foios não posso deixar de me congratular com estes bons resultados visto que também não me tenho poupado a esforços para que estas ligações sejam, na verdade, efectivas.
Desde que foi asfaltado o troço Navasfrias – Aldeia do Bispo tem-se notado, francamente, um enorme fluxo de pessoas bens dos dois lados da fronteira e tenho verificado que o desenvolvimento sócio-económico tem sido uma realidade.
Está provado que sem boas vias de acesso não há progresso e desenvolvimento.
Tenho plena consciência que o sucesso do «assador gigante» de castanhas, que levámos desde Foios à feira de Salamanca «Ecoraya», também foi pretexto para que se tivesse falado mais nas relações transfronteiriças e que o referido troço Navasfrias – Foios tivesse sido discutido e avivado.
Vamos continuar a trabalhar de frente porque temos, na verdade, muito para fazer.
Olhos nos olhos. De espaldas jamás!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Fiquei muito feliz quando ontem, sábado, dia 9 de Abril, recebi um telefonema do Manel Rito a dar-me conta de uma visita ao alcalde e amigo de Navasfrias, Celso Ramos.

Enquanto o Manel Rito foi Presidente da Câmara do Sabugal quantas viagens fizemos a Navasfrias para tratar de assuntos relacionados com «las carreteras» de cujos projectos a Câmara do Sabugal foi chefe de fila? Quantas reuniões com a Mancomunidad do Alto Águeda ou com a Presidente e Técnicos da Diputación de Salamanca?
As «carreteras» já estão feitas e não caíram do Céu! E que importância têm para a economia da região! Mas não foram só as «carreteras». Houve e haverá muito mais. É que a Europa é para lá, meus Senhores.
Os problemas de saúde que afectaram o amigo Manel Rito preocupavam-me e cheguei a recear que estas incursões, por España, se tornassem raras ou deixassem de se verificar. Por isso mesmo o dia de ontem foi um dia especial. Conheço, muito bem, a amizade entre o Manel Rito e o Celso Ramos e foi com imenso prazer que ontem os fotografei de novo.
Depois de em casa do Celso termos tomado um café, «charlado» um pouco sobre a saúde do Manel, e também sobre o progresso e desenvolvimento da zona, deslocámo-nos ao local onde o Ayuntamiento de Navasfrias possui um parque cinegético. Foi com agrado que observámos algumas espécies, sobretudo coelhos e lebres, que aí se vão reproduzindo para mais tarde poderem ser distribuídos pelas zonas mais convenientes, incluindo o lado de cá.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, tem mantido de há longo tempo uma dura batalha contra a doença que o afecta e os últimos meses foram particularmente difíceis, passando a maior parte do tempo internado no hospital. As boas novas quanto à sua recuperação enchem-nos de satisfação. O Capeia Arraiana associa-se ao Zé Manel, desejando a Manuel Rito continuadas melhoras.
plb

Nos Fóios foi lançada a semente para cursos de formação de português e espanhol. Os protagonistas: António Robalo (presidente da Câmara Municipal do Sabugal), Celso Ramos (alcalde de Navesfrias), Joaquim Roque (gerente da Roqueste) e José Manuel Campos (presidente da Junta de Freguesia dos Fóios).

António Robalo - Celso Ramos - José Manuel Campos - Joaquim RoqueOntem, segunda feira, dia 22, num encontro casual do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, o Alcalde de Navasfrias, Celso Ramos, e Joaquim Roque da empresa «Roquegeste» falou-se muito de cultura e, como não podia deixar de ser, em hipotéticas acções de formação.
O Presidente da Junta de Freguesia de Foios, José Manuel Campos, desafiou os dois autarcas, António Robalo e Celso Ramos, a programar e a avançar com a aprendizagem do português e do espanhol nesta zona da fronteira. Muito entusiasmo, como não podia deixar de ser.
Igual desafio relativo à criação de cursos de aprendizagem das duas línguas foi feito a Joaquim Roque, principal responsável pela empresa de formação «Roquegeste». O empresário ficou também deveras entusiasmado com a ideia e disse que iria envidar esforços no sentido de poder colaborar neste tipo de formação e de outras áreas que tem já bem definidas. A formação autárquica será uma delas. Assim também se faz o progresso.
Estiveram ainda pesentes o Horácio, ex-autarca de Alfaiates, assim como um técnico da «Roquegeste» para a área da formação.
Vamos continuar a trabalhar e a seu tempo daremos mais notícias.
Viva a Raia! Viva la Raya!
José Manuel Campos

Está agendado para o dia 11 de Março um encontro entre autarcas portugueses e espanhóis, para análise e discussão de diversos assuntos de interesse comum, onde se realça a criação de medidas conjuntas que visam potenciar o turismo transfronteiriço.

O anfitrião será o presidente da Junta de Foios, José Manuel Campos, que receberá no Centro Cívico a alcaldesa de Valverde del Fresno, Ana Pérez, e o alcalde de Navasfrias, Celso Ramos.
A reunião acontecerá às 10 horas, numa sala do Centro Cívico, estando definida uma ordem de trabalhos contendo diversos assuntos de interesse comum. Falar-se-á das estradas transfronteiriças, nomeadamente a ligação dos Foios a Navasfrias e a ligação Foios – Piçarrão – Valverde del Fresno.
Outro assunto a debater é o do projecto de recriação da «Mesa dos Quatro Bispos», que, segundo a lenda, existia no alto da serra e serviu de base de trabalho para um encontro entre quatro bispos, sem que nenhum deles tivesse que sair do seu próprio território.
Também se abordarão os projectos «Veredas do Contrabando» e «Rotas Turísticas», pelos quais se pretende criar condições para um melhor aproveitamento das potencialidades turísticas das terras raianas. Tentará chegar-se também a um acordo para a elaboração de um programa de actividades conjuntas a realizar ao longo do ano.
O presidente José Manuel Campos, tem ainda previsto ser o cicerone de um percurso que se ferá após a reunião. A ideia é proporcionar uma visita à Pousada da Juventude dos Fóios, e aos locais da mesa dos quatro bispos, Lameirão, Barrocos Negros, Cancho Sozinho, de onde se obtém uma vista deslumbrante para a área geográfica de Valverde e Penamacor. Os autarcas deslocar-se-ão ainda pelo Estradão das Lombas, posto de vigia da Malcata e barragem. No final irão ao Sabugal, onde visitarão o museu, piscinas e pavilhão municipal.
plb

Reportagem da LocalVisãoTv da Guarda no Encontro Transfronteiriço de autarcas no Sabugal.

Local Visão Tv - Guarda
Vodpod videos no longer available.

A localização do Concelho do Sabugal deve ser entendida não como factor negativo, mas como um dos pilares de uma estratégia de desenvolvimento sustentada.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Numa recente visita aos Fóios a convite do José Manuel, seu Presidente de Junta, permitiram-me tomar contacto com um gigantesco mapa que se destaca na parede da recepção do Centro Cívico.
O mapa que reproduzo em anexo é em si mesmo de tal modo elucidativo que quase dispensava quaisquer comentários. No entanto não quero deixar passar esta oportunidade para, mais uma vez repetir aquilo que venho defendendo há muito tempo.

Em crónica escrita há perto de um ano, dizia então, e cito:
«(…) um modelo de regionalização que sirva os interesses do Concelho do Sabugal, não pode deixar de comportar os seguintes aspectos essenciais:
1 – Integração nas estratégias de desenvolvimento do Eixo Urbano Guarda-Castelo Branco;
2 – Aprofundamento das relações com os Concelhos de Belmonte e de Penamacor;
3 – Aprofundamento da relação com os Municípios da raia espanhola;
4 – Aposta decisiva na construção de um modelo de desenvolvimento regional que englobe os eixos urbanos Guarda-Castelo Branco e Salamanca-Plasência-Cáceres.»

E o mapa a que me refiro, permite ter um olhar diferente para o posicionamento do nosso Concelho, já não enquanto um território isolado e em situação desfavorável face às dinâmicas regionais da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, mas enquanto parte integrante de uma realidade transfronteiriça que, em torno do complexo montanhoso Malcata/Gata, agrega quatro Unidades Territoriais – Sabugal e Penamacor em Portugal e Alto Águeda e Sierra de Gata em Espanha.
Percebe-se pela leitura deste Mapa, como podem ser estreitas as relações inter-fronteiriças: Batocas – La Almedilla; Aldeia da Ponte – La Albergueria de Argañan; Lajeosa – Navas Frias – Casillas de Flores; Aldeia do Bispo – Navas Frias;e Fóios – Navas Frias.
Mas percebe-se também como seria importante aprofundar as ligações das freguesias de Santo Estêvão, Casteleiro e Moita com o Meimão, o Vale da Senhora da Póvoa e a Meimoa, no Concelho de Penamacor, quer pela gestão comum da Reserva Natural da Serra da Malcata, quer do sistema de aproveitamento hídrico das águas do Côa.
Todos sabem que não sou dos que pensam que o desenvolvimento vai vir de Lisboa como os bebés vinham de Paris numa cegonha…
As realidades socioeconómicas deste conjunto de municípios são muito semelhantes e os problemas e desafios com que se defrontam muito idênticos.
Isolados pouco poderemos fazer. Em conjunto, estabelecendo estratégias de afirmação regional comuns, somos mais fortes.
A riqueza natural das Serras da Malcata e da Gata; o património histórico edificado; o património cultural; a gastronomia e o artesanato; os usos e costumes; a centralização relativa face aos principais núcleos urbanos da Região – Castelo Branco – Fundão – Covilhã – Guarda e Salamanca – Ciudad Rodrigo- Cáceres, eis outras tantas oportunidades de desenvolvimento.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Esta segunda parte da nossa conversa continuou a caminhar pela vida de Adérito Tavares. Recomeçamos na Baixa da Banheira, nos tempos quentes da revolução de Abril e vamos até ao presente, até 2009.

Adérito Tavares com pintura de Alcínio

– A sua experiência como professor primário marcou-o…
– Num dos últimos anos que estive no ensino primário – estava a terminar a faculdade – era professor em Almada e fui nomeado para fazer exames da 4.ª classe em Setúbal. Num dia quente de Julho apareceu na prova oral um rapazinho com o ar mais assustado do mundo, muito tímido e a quem ninguém conseguia arrancar uma palavra. Estava bloqueado por completo. Sai da mesa do júri no estrado, sentei-me ao lado dele e perguntei-lhe se ele queria abrir o livro. Olhou para mim, disse com a cabeça que sim, pegou no livro e abriu-o na página com a lição do cuco. E eu perguntei-lhe se já tinha ouvido um cuco. Abanou negativamente a cabeça e eu juntei as mãos em forma de concha soprando entre os polegares imitando o som do cuco. O garoto começou a sorrir e eu aproveitei para o interrogar nas diferentes matérias. Afinal sabia tudo e passou com distinção. Passados uns tempos recebi uma carta da Direcção Escolar de Setúbal – que ainda hoje guardo como uma condecoração – onde a avó do menino, com muitos erros ortográficos, me dizia que nunca o neto tinha sido tratado com tanto carinho e agradecia-me do fundo do coração. Foi um dos melhores momentos da minha vida de professor. Estive no ensino primário até concluir a licenciatura em História na Faculdade de Letras em 1973 tendo terminado o curso com 16 valores (a mais alta desse ano) e tive a sorte de ter professores brilhantes como Borges de Macedo, Veríssimo Serrão ou Vitorino Nemésio. Recordo mais um episódio. Passados uns anos de ter saído da Baixa da Banheira cruzo-me em Lisboa, na zona da Baixa, com o presidente da Câmara da Moita, Vítor Brito de Sousa, que me confirmou o abaixo-assinado acrescentando que no mesmo constava ainda um pedido dos habitantes da Baixa da Banheira para dar o meu nome a uma rua. E eu digo-lhe imediatamente em tom de brincadeira – «claro que não deu, mas… gostaria muito de guardar comigo uma cópia desse abaixo-assinado porque essa era a condecoração que eu gostaria de receber e preservar».
– O programa «Se bem me lembro…» do professor Vitorino Nemésio fez história na televisão em Portugal…
– Ao professor Vitorino Nemésio era preciso saber puxar-lhe pela língua. Gostava de fazer charlas à maneira da televisão. Lembro-me de uma aula, fantástica, que ele deu a propósito da pronúncia «tche» das terras da nossa região. Porquê o «tche»? Aparentemente pela contágio da proximidade a Espanha. Mas não é verdade. O professor Nemésio explicou que a razão do nosso «tche» tem a ver com o repovoamento de origem galega depois da reconquista cristão aos mouros da Beira. Foi uma das muitas aulas brilhantes do professor Nemésio. Curiosamente, na nossa região raiana, há uma localidade com nome galego denominada Vale de la Mula. A tese de doutoramento de mestre Lindley Cintra intitula-se «A linguagem dos foros de Castelo Rodrigo». Os primitivos forais de Castelo Rodrigo incluíam Sabugal, Sortelha, Vila do Touro, Coria e Ciudad Rodrigo do lado de lá e foram redigidos em Leonês. Nos sítios mais inacessíveis o dialecto leonês manteve-se em muitas povoações como, por exemplo, em San Martín de Travejo que fica encravada em plena serra da Xalma. A língua galaíco-portuguesa manteve-se e espalhou-se por toda a região da Beira Interior e daí resulta a pronúncia «tche». Recordo-me de perguntar ao professor Nemésio porque existiam três palavras tão distintas para o mesmo objecto: garfo, tenedor e fourchette. Indirectamente o professor Nemésio ligou a palavra fourchette ao forcão. Garfo pode ser entendido como enxertia, ou seja, uma bifurcação que é atada e fourchette pode ser uma forquilha. São três palavras que estão muito ligadas ao nosso Forcão. São curiosidades históricas que me foram explicadas pela primeira vez pelo professor Nemésio, um açoriano de grande mérito.
– E após a sua licenciatura em História na Faculdade de Letras?
– Finalizei a minha licenciatura em 1973 e fui convidado para professor do Colégio Militar onde estive durante dois anos lectivos. Significa que passei o 25 de Abril dentro do Colégio Militar. Em 75 ingressei como professor convidado na Academia de Música de Santa Cecília – um dos mais prestigiados colégios do país – e onde me mantive durante 17 anos até 1991. Fui professor efectivo na Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, junto à Praça de Londres, desde 1980 a 99, altura em que me reformei do ensino público. Entretanto, em 1991, fui leccionar para a Universidade Católica as cadeiras «História Contemporânea» e «Cultura Portuguesa» no curso de Comunicação Social.
– Um percurso brilhante que foi complementado com a publicação de diversos livros…
– Sou co-autor com mais dois colegas dos manuais escolares de História para o 7.º, 8.º e 9.º ano que são usados em centenas de escolas do país e penso que também nas escolas do Sabugal. Além dos manuais escolares tenho 25 livros publicados…
– … incluindo «A Capeia Arraiana»…
– A sensação que me ficou na minha investigação sobre a Capeia Arraiana em autores que escreveram antes de mim como, por exemplo, o doutor Carlos Alberto Marques, natural de Vale de Espinho e professor no liceu da Guarda, que escreveu «Notas etnográficas sobre Ribacoa», publicadas posteriormente na revista «Byblos» e outras. Quando, em 1996, participei no «Congresso do Sétimo Centenário do Foral Dionisino do Sabugal» realizado no Salão Nobre houve uma sessão de homenagem ao doutor Carlos Alberto Marques que incluiu – a convite de Pinharanda Gomes – uma deslocação de todos os congressistas a Vale de Espinho para descerrar uma lápide na casa onde viveu. É este Carlos Alberto Marques, professor de geografia e conhecedor da etnologia local, um dos primeiros investigadores a fazer a pesquisa das Capeias na região raiana. A verdade é que as Capeias não nasceram como as conhecemos hoje. Como diz um poeta espanhol «caminante no hay camino, se hace camino al andar». As Capeias foram surgindo. Primeiro com uma vaca ou duas que eram roubadas do lado de Raia. Depois com vacas emprestadas para pagar o prejuízo aos agricultores que viam as suas culturas dizimadas pelos animais espanhóis.
– As Capeias, a Raia, o Contrabando são a nossa identidade…
– A minha intervenção no «Congresso do Contrabando-2006» e documentado no livro das actas incluiu a investigação aos arquivos do 3.º Batalhão da Guarda Fiscal que têm registado o contrabando apreendido em toda aquela zona que vai desde Penamacor até à Raia do Minho. Os produtos apreendidos eram reportados à secção no Sabugal, dali à 6.ª Companhia em Vilar Formoso (que compreendia desde Barca d’Alva até ao Sabugal) e finalmente ao Batalhão no Porto. E qual era a secção que apreendia mais contrabando – o Sabugal – mais do que Vilar Formoso, mais que Almeida, mais que Castelo Rodrigo, mais que Barca d’Alva. E não se explica porque os guardas eram mais briosos mas sim porque era a zona onde passava mais contrabando. E isso ajuda a explicar a excelente relação que havia entre as populações dos dois lados da fronteira. Há naturais de Aldeia do Bispo que casaram em Navasfrias, em San Martin… E isto ajuda a explicar que muitas vezes os contrabandistas quando passavam com os carregos às costas tinham que fugir dos toiros e gera esta ligação que existe desde o século XIX. A palavra Capeia é de origem espanhola e a forma capear já existia em Navasfrias, em Casillas de Flores, em Fuenteguinaldo. Com oito, nove anos assisti em Navasfrias a touradas com cestos muito compridos para resistir às investidas ou seja uma prática com um aparelho defensivo como o forcão. No século XIX o toiro era um animal raro e muito caro. Era criado para ser apresentado nas grandes Praças espanholas. Recentemente estive em Ronda onde existe uma das mais antigas praças de toiros espanholas e de onde era natural Pedro Romero, o inventor da maior parte dos passes dos toureiros com capa. Em sua memória realiza-se todos os anos, em Setembro, a Corrida Goyesca de Ronda.
– Há um, ou vários, movimentos para candidatar a Capeia Arraiana a Património Imaterial da Humanidade. Qual é, para si, «o caminho que se deve caminhar»?
– Penso que existem muitas práticas de tauromaquia em Portugal. A minha intervenção, em 1996, no 7.º Congresso do Foral intitulou-se «As Práticas da Tauromaquia Popular na Raia do Sabugal» e resultou de uma investigação onde procurei definir a tauromaquia popular, onde, como e desde quando era praticada. Na altura investiguei que estas práticas populares são diferenciadas de região para região. Existem na Ilha Terceira, nos Açores, as corridas à vara larga com cordas muito idênticas às realizadas em Ponte de Lima. Na nossa região começaram por ser vacas e, pouco a pouco, os curros começaram a incluir toiros. Vila Franca, Barrancos e a Moita têm touradas populares próprias da sua região. Não vamos transpor essas originalidades para outros locais. Fiquei extremamente chocado quando, há uns anos, em Aldeia do Bispo, os mordomos de Nossa Senhora dos Milagres, emigrantes em França, introduziram na festa umas meninas vestidas de majorettes. Não faz sentido. Da mesma forma considero que levar as práticas tauromáquicas raianas aos Açores a título permanente não concordo. Se estivermos a falar de uma apresentação da Capeia Arraiana com pegadores de forcão sabugalenses feita nos Açores como se faz no Campo Pequeno, concordo. Apesar de achar que a Capeia de Lisboa está mutilada porque não tem encerro.
– A finalizar pedimos ao historiador Adérito Tavares que fale do futuro. Do futuro do Sabugal…
– Gostaria bastante que o Sabugal investisse em acções que podem evitar a desertificação total. Apostar no turismo, na manutenção de tradições locais e oferecer aos visitantes o passado. Um passado rico que inclui praças-fortes como Vilar Maior, Vila do Touro, Sortelha, Alfaiates e que incluem as sete grandes vilas de que falava Alexandre Herculano. Há um património histórico que está visível. Deixo o desafio de se criar o «Circuito das Vilas Grandes», colocar essa informação na Internet e propô-lo às agências de turismo cultural. Levei dezenas de excursões culturais ao Sabugal com alunos do secundário e da Católica e enquanto presidente da direcção da Associação de Professores de História organizei duas excursões com docentes a Monsanto, Sortelha, Sabugal e às restantes aldeias históricas. Organizei viagens ao Sabugal com sócios da Casa de Macau em Lisboa, com professores e alunos do Colégio Moderno em Lisboa e da Academia de Música de Santa Cecília. Durante muitos anos levei os meus alunos da Católica a conhecer o Sabugal. É isto que eu defendo para as nossas terras. Tenho dezenas de fotografias em Sortelha no restaurante Alboroque, uma curiosa palavra que define a refeição com que se fechava um contrato. O futuro do Sabugal depende de todos os sabugalenses.

Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, é casado com Maria da Conceição Tavares. O filho João é licenciado em Direito pela Católica e a filha Ana Teresa é doutorada (nos Estados Unidos) em ciências biomédicas e investigadora de biologia molecular no Instituto Gulbenkian e na Faculdade de Medicina Veterinária. A conversa foi um intenso momento de cultura que poderíamos intitular de «Palavras com História».
jcl

O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

No domingo, dia 8 de Junho, concentrou-se um elevado número de cavaleiros na praça dos Foios.

Encontro de cavaleiros na RaiaPor volta das 10 horas, com passagem por Aldeia do Bispo, dirigiram-se à Lageosa onde outros cavaleiros os esperavam. Depois de tomado um aperitivo seguiram em direcção de Navasfrias. Após uma passagem por algumas ruas e Plaza Mayor dirigiram-se até ao picadeiro do Raul onde foram guardados e alimentados todos os animais. Só depois o grupo se dirigiu para o restaurante onde os esperava um saboroso e merecido almoço.
Depois do café e copa todo o grupo se deslocou, de novo, ao picadeiro onde o Raul tinha uma surpresa. Uma linda e bravia bezerra que divertiu toda a rapaziada. Em vez do forcão usaram um fardo de feno e esperavam a bezerra imitando os forcados. O da frente segurava o fardo seguido do resto do grupo. A bezerra, por vezes, não marrava no fardo passando, derrepentemente, para trás provocando umas divertidas cambalhotas.
Foi divertido. Parabéns ao Raul de Navasfrias porque tinha tudo muito bem organizado.
Disse e repito: «Passeios equestres é o novo modelo de turismo na nossa zona raiana.»
jmc

O Capeia Arraiana solicitou alguns esclarecimentos ao alcalde de Trabanca, Jose Luís Pascual Criado, sobre o projecto AECT–Duero-Douro a que faz referência José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, no seu mais recente artigo de opinião «Nascente do Côa».

Jose Luis Pascual Criado, Alcalde de Trabanca (foto Ayuntamiento de Trabanca)O tema foi lançado pelo presidente da Junta dos Fóios, José Manuel Campos. O professor é um autarca atento e dinâmico, defensor das suas terras e das suas gentes, sempre decidido «a agarrar à galha» pelo bem da comunidade regional raiana. Assim, se o presidente fojeiro está disposto a empenhar-se é razão mais do que suficiente para aprofundarmos o tema junto dos seus mentores do Ayuntamiento de Trabanca que simpaticamente responderam às nossas questões.
O alcalde Jose Luís Pascual Criado começar por nos esclarecer que «a União Europeia reconheceu o fracasso da tentativa de incrementar a interligação e a efectiva cooperação das regiões transfronteiriças. Para alterar o rumo dos acontecimentos foi aprovado o Regulamento CE 1082/2006, do Parlamento Europeu e do Conselho, no dia 5 de Julho de 2006 que determina as normas de criação e de trabalho dos Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial (AECT’s)».
Para perceber melhor o que são as AECT’s vamos dividi-las em níveis de actuação constituídos por Regiões fronteiriças (CCDR com a Junta de Castilla y León e NUTT’s, com a Beira Interior Norte, Alto Douro e Salamanca), por entidades locais (Câmaras Municipais e freguesias), Associações e Entidades Públicas. Este Regulamento foi adoptado pela legislação de Portugal com o Decreto-Lei n.º 376/2007, de 8 de Novembro, e nos primeiros dias de 2008 pelo Governo de Espanha.
O território de trabalho de Duero-Douro AECT é «constituído pelos municípios e autarquias de Portugal e de Espanha que estão perto do Rio Douro, como Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, os municípios do Parque Natural Douro Internacional e do Parque Natural das Arribes do Douro das províncias de Salamanca e Zamora», esclarece o autarca de Trabanca especificando que «o território do AECT possui umas características muito homogéneas, afastado dos núcleos de poder, com uma população envelhecida, elevada percentagem de despovoamento, infra-estruturas de má qualidade, rede saúde que não consegue abranger toda a população, um tecido empresarial muito fraco e uma realidade económica afastada dos indíces de desenvolvimento e crescimento da Península Ibérica, mas que tem potencialidades que bem trabalhadas podem ser um motor de desenvolvimento e crescimento económico e social das regiões transfronteiriças».
Produtos com elevada qualidade como queijo, vinho, azeite, carne e frutas, a água e as suas potencialidades, dois Parques Naturais, História e Cultura comuns, arte, artesanato, turismo e lazer… são apontados como a chave do projecto. Numa primeira fase mais urgente é importante obter ajudas para as autarquias e municípios do FEDER, FEOGA, INTERREG e do Fundo de Coesão para depois apoiar todas as candidaturas que se apresentem.
A terminar, o alcalde de Trabanca, é ainda mais abrangente afirmando que «os projectos de trabalho do AECT englobam todos aqueles que os seus associados considerem necessários, excepto os relativos às relações internacionais, a questões de segurança pública e polícia e do âmbito da Justiça».
O processo de criação deste Agrupamento inicia-se com um convénio de trabalho com elaboração dos estatutos e posterior aprovação por todos os membros do AECT e depois a Secretaria Técnica Conjunta para a Península Ibérica, sedeada em Badajoz, tem um prazo de três meses para efectivar a criação do Duero-Douro, AECT.
jcl

O AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro foi apresentado no auditório municipal do Sabugal por Jose Luís Pascual Criado, alcalde da localidade espanhola de Trabanca, próxima de Freixo de Espada à Cinta. O agrupamento irá incorporar os Ayuntamientos e Juntas de Freguesia interessados, desde Trás-os-Montes até ao concelho do Sabugal e pretende apresentar os projectos de desenvolvimento directamente a Bruxelas.

José Manuel Campos - «Nascente do Côa»A Presidência do Município de Sabugal convocou todos os Presidentes de Junta para uma reunião, que teve lugar no auditório municipal, no dia 13 do corrente mês de Março, pelas 18 horas. Depois de um ligeiro atraso chegou ao palco um senhor espanhol para nos informar e esclarecer acerca de um «convénio de cooperação territorial» que vai ser integrado por Câmaras e Juntas, do lado português, e por ayuntamientos do lado espanhol.
O Agrupamento abrange a faixa raiana desde Trás-os Montes até ao concelho de Sabugal. Já tem personalidade jurídica própria e foi matriculado no registo do Ministério del Interior no dia 17 de Março de 2005 sob o número 584.709.
O senhor espanhol, atrás referido, chama-se Jose Luís Pascual Criado. É médico e alcalde de uma povoação que tem por nome Trabanca, próxima de Freixo de Espada à Cinta. Disse que sua localidade tem apenas 300 habitantes e reconheceu que a calamidade e a desgraça são comuns aos dois lados da fronteira.
Depois da apresentação foram-nos distribuídos os estatutos do AECT que me pareceram claros e objectivos e têm o seguinte cabeçalho: «Convénio de Cooperação Territorial Europeia entre os Membros da Espanha e Portugal, pelo que se institui o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro»
O alcalde Jose Luís esforçou-se por esclarecer todos os presentes. Comunicou-nos que os futuros projectos de desenvolvimento serão apresentados directamente a Bruxelas sem que tenham que ser filtrados pelos governos de Portugal e Espanha.
Informou, também, que no próximo dia 5 de Abril haverá uma reunião, em Trabanca, onde deverão estar presentes todos os Ayuntamientos e Juntas de Freguesias que decidam incorporar o AECT.
Na qualidade de Presidente de Junta de Foios – freguesia raiana – fiquei encantado com o que vi, li e ouvi. Este agrupamento, ou associação, já anda na minha mente há muitos anos. Com os amigos e alcaldes vizinhos já muitas vezes analisámos e discutimos estas matérias. Acontece, porém, que quando sonhávamos não era tão alto. Mas ainda bem que surgiram outros autarcas a tornar realidade a nossa intenção. Verifiquei, com agrado, que o AECT é muito mais abrangente que aquele que andava nas nossas mentes. Mas por ser abrangente mais me entusiasma.
AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-DouroTodos sabemos que a zona fronteiriça – Portugal e Espanha – é a mancha negra e a parte mais atrasada de toda a Europa comunitária. Nunca tivemos força nem união para gritar bem alto a razão que nos assiste. Tenho fé e esperança que o AECT ainda venha a tempo. Mas para que possa ter a força e a razão é necessário, conveniente e mesmo imperioso que nos unamos.
Na minha opinião esta é uma oportunidade que não deveremos desperdiçar. Quando o alcalde José Luís nos transmitiu que a quota anual será no valor de mil euros todos achámos bastante elevada. Lá dentro do auditório ninguém se manifestou mas quando saímos ouviram-se algumas vozes discordantes. Acontece que depois de termos trocado algumas impressões acabaram por chegar à conclusão que poderá valer a pena. Eu não tenho dúvidas. Já não temos mais nada a que nos possamos agarrar. A maldita desertificação já tomou conta de nós. Somos cada vez menos. Mas saibamos, apesar de tudo, ser homens de fé e de esperança. Saibamo-nos unir e organizar e talvez consigamos inverter a tendência. Que fique bem claro que eu, pessoalmente, não tenho qualquer interesse em que as Juntas adiram ou não a este agrupamento. Eu apenas dou a minha opinião. Cada Junta é livre e soberana para integrar ou não o agrupamento.
Na sexta-feira estive em Navasfrias com Celso Ramos, alcalde desta localidade, e conversámos sobre este assunto. Ele disse-me que tem participado em muitas reuniões e que já está esclarecido. Mas mesmo assim só segunda feira, dia 17, entregará os documentos de adesão. Acrescentou que todos temos a ganhar com esta associação porque se lhe afigura que será uma comunidade com bastante poder para levar por diante a concretização de projectos integrados que poderão e deverão ajudar a desenvolver a parte mais atrasada de todo a Europa comunitária. Assim seja.
Pela parte que me diz respeito informo que solicitei ao Presidente da Assembleia de Freguesia a marcação de uma reunião extraordinária, para apresentar o assunto a todos os membros e desde que tenhamos luz verde, da assembleia de freguesia, como sinceramente espero, assinaremos todos os documentos e no dia 5 lá estaremos na assembleia geral que se vai realizar em Trabanca.
Viva a Raia, Viva la Raya.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

jmncampos@gmail.com

O facto de em Espanha os combustíveis serem mais baratos levou dois portugueses a projectarem investir naquele país, junto à fronteira, instalando ali um posto de abastecimento.

O empresário José Eduardo LucasO investimento, que se realizará em Navasfrias, tem por base o elevado número de automobilistas portugueses da zona da raia que se abastecem de combustível em Espanha.
José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, e José Eduardo Lucas, empresário do sector dos combustíveis, de Aldeia do Bispo, são os sócios da empresa «Gasoraya», que foi já constituída para o efeito. O terreno para a instalação está adquirido e o investimento poderá chegar aos 150 mil euros.
Segundo José Eduardo Lucas, contactado pelo Capeia Arraiana, o projecto, embora em andamento, aguardará pela conclusão das obras de alcatroamento da estrada que liga Navasfrias à fronteira. A obra apenas estará concluída em Setembro, altura em que o posto abrirá ao público.
O posto de abastecimento, que ficará a cerca de quatro quilómetros da fronteira espera ter como clientes muitos portugueses da corda de aldeias raianas que ficam próximas, já que a alternativa é irem a Aldeia da Ponte, que fica mais longe e onde os combustíveis são mais caros que em Espanha.
A diferença nas taxas do IVA em Portugal e em Espanha (21 e 16 por cento, respectivamente), são o principal factor que leva a grandes discrepâncias nos preços dos combustíveis, fazendo com que os automobilistas portugueses raianos optem por abastecer as suas viaturas no país vizinho.
plb

Parece estar para breve o asfaltamento dos caminhos que ligam a aldeia espanhola de Navasfrias às terras portuguesas de Fóios e Aldeia do Bispo, cumprindo-se assim um velho anseio das povoações raianas dos dois lados da fronteira.

Estrada transfronteiriça nos Fóios, Sabugal, GuardaO Alcalde de Navasfrias, Celso Ramos, está seriamente empenhado na construção das estradas que ligam aquela aldeia espanhola às povoações portuguesas de Fóios e Aldeia do Bispo. Os responsáveis pela Diputación de Salamanca, a quem cabe tomar a decisão, há muito que prometem esse importante melhoramento, que contudo vem sendo adiado.
O presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, tem mantido conversações com o alcalde, que o informou ter recebido garantias de que o arranque das obras está para breve. «As populações, tanto de um lado como do outro da fronteira, esperam ansiosamente por tão importante melhoramento», afirmou o autarca fojeiro, que vem apostando na cooperação transfronteiriça.
Ainda segundo José Manuel Campos, «desde há muitos anos que os alcaldes de Navasfrias, povoação espanhola, vizinha de Foios, Aldeia do Bispo e Lageosa da Raia, autorizam os mordomos da capeia a deslocarem-se à área geográfica dessa localidade cortar os carvalhos para a construção do forcão». É desse relacionamento e dessa cumplicidade histórica que o autarca português espera novos frutos, até porque o troço que liga Navasfrias à Lageosa já está asfaltado, faltando apenas executar as obras de ligação às outras duas aldeias raianas.
Recorde-se que da parte portuguesa há já muitos anos que as estradas foram asfaltadas até à fronteira, faltando apenas que Espanha assuma as suas responsabilidades para que os povos dos dois países se sintam mais próximos.
Espera-se que os caminhos que durante décadas foram batidos pelos contrabandistas venham a breve trecho servir as relações económicas entre os dois países, mas desta feita sem a perseguição das autoridades.
plb

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 842 outros subscritores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Março 2023
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.251.189 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES