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O Coronel João Manuel Monteiro Antunes será o novo comandante da GNR do distrito da Guarda, tomando posse no próxima segunda-feira, dia 5 de Janeiro.

GNRCom a nova Lei Orgânica da GNR foram criados os comandos territoriais, correspondentes aos distritos do País, prevendo-se serem comandados por militares da GNR com a patente de coronel. Para o comando da Guarda virá o coronel Monteiro Antunes, actual chefe de Estado Maior da Brigada N.º5 da GNR, com sede em Coimbra, unidade que também é extinta pela nova Lei Orgânica.
Monteiro Antunes, que é natural da Velosa, freguesia do concelho de Celorico da Beira, já foi comandante do Destacamento de Trânsito do distrito da Guarda, pelo que se trata de um regresso à cidade.
O Grupo da Guarda tem vindo a seu comandado interinamente pelo Major Cunha Rasteiro, natural do Sabugal. O major sabugalense permanecerá no Comando da Guarda, assumindo as funções de responsável pela actividade operacional e pela investigação criminal.
Em breve será publicada uma entrevista com o Major Cunha Rasteiro, que aceitou fazer-nos um balanço da sua actividade enquanto responsável máximo pela GNR do distrito da Guarda.
plb

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Cinco condutores detidos por condução sob o efeito do álcool, 65 autos de contra-ordenação e sete notificações a estrangeiros ilegais para comparecerem no SEF, foi o resultado de uma operação de fiscalização realizada pela GNR da Guarda.

GNR - Operação StopNa última madrugada o Grupo Territorial da Guarda Nacional Republicana da Guarda, lançou uma vasta operação com a finalidade de fiscalizar estabelecimentos de diversão nocturna e a condução sob efeito do álcool.
Segundo um comunicado daquela força de segurança, foram fiscalizados dois estabelecimentos e 22 cidadãs estrangeiras das quais sete se encontravam em situação ilegal em Território Nacional, tendo, por esse motivo, sido notificadas para comparecerem no Serviços de Estrangeiros e Fronteiras da Guarda. Foram ainda detidos cinco condutores por condução sob o efeito do álcool, apresentando taxas entre 1,86 e 2,99 gramas por litro. Foram também levantados 65 autos de contra-ordenação por diversas infracções rodoviárias.
Na operação foram empenhados 64 militares.
Ao longo da semana passada, de 22 a 29 de Dezembro, a GNR egitaniense registou um total de 35 ocorrências criminais, 16 das quais referentes a furtos. Dentro dos furtos, três foram em residências e quatro em estabelecimentos comerciais.
Durante a semana foram ainda detidos cinco indivíduos em flagrante delito: um por tentativa de furto em residência, um por ameaças e coação a militares da GNR, dois por condução sob efeito do álcool e um por condução sem habilitação legal.
Registaram-se 30 acidentes de viação, sendo 24 por colisão e cinco por despiste e um por atropelamento. Dos desastres rodoviários resultaram dois feridos graves e seis feridos leves.
Realizaram-se ainda acções de sensibilização no âmbito do programa «Apoio 65» e do tema «Comércio Seguro».
plb

Hoje destacamos e retiramos do contexto «A Frase…» até porque na última ofensiva de Israel fora de portas, no vizinho Líbano, os militares que estavam a construir a ligação do Sabugal à A23 desertaram e abandonaram os sabugalenses para ajudar os pobres libaneses…

mono-avatar01a«Bem não interessa, de qualquer modo é um momento histórico na luta pelas autárquicas, mas eu pessoalmente espero que não se dediquem apenas a postas recicladas, mas também gostava de saber a opinião, por exemplo, acerca desta ofensiva israelita sobre Gaza. Se bem me lembro, da última vez que Israel se lembrou de fazer uma ofensiva, o Sabugal ficou sem ligação à A23.»

Veja o artigo completo aqui.
Mono, in Sabugal Tarrento

Partido Popular da Esquerda Democrática Moderada!!! Esta, leitor(a) é a definição que o nosso primeiro-ministro, que se diz socialista, deu do seu partido.

António EmidioOnde ficou o socialismo? Talvez na gaveta… Aí atrás ainda usava a palavra socialismo por uma questão de imagem e de estratégia política, agora dá a impressão que já nem isso…
Claro que este baile de máscaras verbal tem por finalidade captar eleitorado, principalmente do CDS e do PSD, o que até nem é difícil, porque o pensamento político-económico dos três principais partidos de direita – PS (Sócrates), PSD e CDS) – é governar para os ricos e obedecer ao que deles exige o poder económico, com o qual formaram uma espécie de Santa Aliança.
A Democracia está de tal maneira pervertida que o cidadão comum, o povo, já é cada vez menos necessário para legitimar, através do voto, aqueles que o hão-de governar. O que é necessário é o poder económico e o poder mediático. A política também já foi despojada da sua dimensão ética e do seu objectivo original, que não era outro senão promover o bem comum.
Anthony Giddens, mentor ideológico dos partidos socialistas europeus, foi sincero ao dizer o seguinte: «(…) Parece-me muito bem que as pessoas de esquerda continuem a chamar-se a si mesmas – socialistas – sempre que reconheçam que essa palavra, hoje, não é mais que uma etiqueta que significa ser de esquerda».
Pois é leitor(a) o que interessa é o que está na alma e não na palavra.
Sabe qual era o nome de algumas naus que no século XVIII e XIX transportavam escravos nos porões? «Jesus», «Amizade», «Igualdade»…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O candidato à presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Joaquim Ricardo, foi o primeiro a chegar à blogosfera. A página oficial da candidatura está disponível, desde há momentos na Internet com um cartaz do MPT-Partido da Terra onde pode ler-se «Porque há só uma Terra… Nós não desistimos!»

Página Oficial de Joaquim RicardoEstá disponível a partir desta segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008, a página oficial de Joaquim Ricardo, candidato nas listas do MPT-Partido da Terra à presidência da Câmara Municipal do Sabugal.
Mantendo a sua dinâmica de antecipação Joaquim Ricardo foi o primeiro dos três candidatos assumidos a apostar na Internet e na blogosfera como suporte de comunicação de excelência para transmitir a sua mensagem ao eleitorado.
«Na minha página oficial irão ser divulgadas notícias da campanha autárquica, recolhidas sugestões e bem como será divulgado o respectivo programa eleitoral», esclarece Joaquim Ricardo na apresentação da sua página oficial acrescentando esperar que «com a ajuda deste importante meio de comunicação possamos informar convenientemente os eleitores de forma a que exerçam, conscientemente, o seu direito de escolha nas próximas eleições autárquicas».
A página oficial está alojada no «Blogspot», ou seja, sob o formato de um blogue, é encabeçada pela designação «MPT-Partido da Terra – Sabugal» sob um fundo verde e tem já duas notícias (posts) disponíveis na página central.
No lado (frame) esquerdo apresenta o logótipo do MPT-Partido da Terra, os contactos oficiais da candidatura, o emblema da «Vila do Sabugal», uma curiosa sondagem com a pergunta «Quem é o candidato mais competente para Presidente da Câmara Municipal do Sabugal?», contadores web, Sabugal em Imagens, galeria de vídeos, endereços e notícias do MPT.
Em destaque aparece o brasão da Câmara Municipal do Sabugal e o cartaz do Partido da Terra com o lema de campanha onde pode ler-se «Porque há só uma Terra… Nós não desistimos».

A página oficial na blogosfera pode ser visitada aqui.
Os contactos podem ser feitos pelo email: mpt.sabugal@gmail.com
jcl

Cientistas portugueses e espanhóis propõem a recuperação da diversidade genética do coelho como estratégia para salvar da extinção o lince ibérico da Serra da Malcata.

Lince Ibérico da Serra da MalcataA proposta foi apresentada por cientistas das universidades de Évora, Málaga e da Estação Biológica de Doñana num estudo a publicar no início de 2009 na revista científica internacional «Diversity and Distribution», especializada em biogeografia da conservação.
O lince ibérico, o felino mais ameaçado de extinção em todo o mundo alimentava-se até ao século passado de duas linhagens genéticas de coelho com habitat em duas zonas distintas da Península Ibérica, uma situada no nordeste e outra no sudoeste.
Os dois animais surgiram aproximadamente ao mesmo tempo na península e evoluíram em conjunto ao longo do último milhão de anos, período durante o qual estabeleceram inter-relações complexas cuja preservação é agora defendida pelos cientistas.
A população de coelhos do nordeste sofreu nos anos 1980 uma redução drástica que foi acompanhada por uma diminuição de linces, tendo estes passado a ficar confinados ao sudoeste, numa área que abrange Espanha e Portugal e inclui a Serra da Malcata.As duas zonas geográficas estão separadas por uma diagonal situada entre Vigo e Múrcia, sendo que o lince foi ficando relegado à parte esquerda desta diagonal e, mais recentemente, ao sul desta área.
A equipa de investigadores universitários procurou saber se o declínio do lince seria apenas um problema de falta de coelhos ou também, como suspeitavam, de falta de diversidade desta presa.
Para testar esta possibilidade desenvolveram dois modelos matemáticos, um para cada espécie, em que relacionaram conjuntos de factores ambientais, como o clima e o estado dos solos, com a abundância da população.Os modelos foram depois usados para testar se a razão principal do declínio do lince eram variações ambientais ou variações nas populações de coelhos, tendo a conclusão apontado fortemente para a última hipótese.
A equipa constatou também uma associação negativa entre a linhagem de coelhos do sudoeste, a única actualmente ao dispor do lince, e as condições óptimas de vida do coelho, sugerindo que esta subespécie não está a prosperar, contrariamente à do nordeste, o que compromete ainda mais a situação do lince.
jcl com agência Lusa

Desde os bancos da escola primária que a música me marcou. Não consigo explicar isso, mas acho a música uma das artes mais fantásticas da humanidade. Para mim a música é muito mais que simples entretenimento. Não conseguiria, pura e simplesmente, viver sem música. Sou, sobretudo, um amante de música pop (no sentido lato, ou seja popular), uma vez que não me considero muito versado em música mais erudita.

Joao Aristides DuarteLogo na escola o meu professor (professor Abadesso, natural de Castanheira-Guarda, que foi longos anos professor no Soito) costuma cantar com os alunos o Hino Nacional e a canção infantil «O Nosso Galo é Bom Cantor». Não que eu tivesse algum jeito para cantar, mas nunca mais esqueci.
No Colégio do Soito, onde andei meia-dúzia de anos a estudar, tínhamos aulas de Canto Coral. O professor desta disciplina era o padre Luís, na época pároco na Bismula.
No Natal o Colégio costumava organizar uma Récita, que tinha lugar no Salão Paroquial. Esta incluía uma série de sketchs, normalmente humorísticos e canções que o Grupo Coral do Colégio cantava. Antes da formação do Grupo Coral, o padre Luís costumava escolher os melhores para essa função. Lembro-me bem de ter sido eliminado logo à primeira. Nunca pertenci a esse Grupo Coral, por total falta de jeito para as cantorias, mas ainda hoje recordo as canções que o Grupo cantava, nessas Récitas.
Nas aulas de Canto Coral o padre Luís costumava trazer uma série de discos (LP’s que rodavam a 33 RPM) para ouvirmos e depois cantarmos em coro. Uma das canções que nós cantávamos, muito antes do 25 de Abril de 1974, era a «Grândola, Vila Morena» do José Afonso. Não foi surpresa nenhuma, para mim, a canção-símbolo da Revolução. Já a conhecia há um par de anos.
Durante a Revolução houve muitas canções que, de repente, saltaram para as ondas da rádio, que eu desconhecia.
Antes, o Festival da Canção mobilizava verdadeiras multidões. Também assisti a alguns Festivais RTP, nos finais dos anos 60 e início dos anos 70, uma vez que já tinha televisão em casa dos meus pais.
Cancioneiro PopularFoi nesse período que ouvi na rádio nomes como o GAC (motivo de crónica anterior, a propósito de um concerto no Soito, em 1975), Sérgio Godinho, José Mário Branco, etc., etc.
Depois seguiu-se o período da descoberta da música rock portuguesa, nos Bailes de Finalistas, na Guarda ou no Sabugal, onde vi grupos fantásticos como os Psico, Elo, Arte & Ofício, Ananga – Ranga, Hosanna, os Faíscas, etc.
Esta foi uma época fantástica. Quim Barreiros já andava por aí (iniciou a sua carreira em 1971), mas não consta que nenhum estudante tivesse a ousadia de dizer para ser contratado para animar uma festa estudantil.
Mas, sem nunca deixar para trás a restante música portuguesa, nomeadamente a tradicional, e o pop/rock internacional.
Descobertos nomes como Brigada Victor Jara, Ronda dos Quatro Caminhos, Quadrilha e outros da mesma linha, mais moldei o gosto pela música nacional.
A colecção das recolhas de Michel Giacometti, um dos maiores (senão o maior) dos pesquisadores da nossa música tradicional foi outro dos motivos que me leva a proclamar que Portugal tem das melhores músicas do mundo. Um dos temas recolhidos por Giacometti e que consta do livro «Cancioneiro Popular Português» foi «Azeitona Cordovili», de que existe uma versão em música de câmara por parte do seguinte leque de intérpretes: Coro de Câmara e Orquestra de Instrumentos d’Arco; Orquestra da Fundação Musical dos Amigos das Crianças; Leonardo de Barros, direcção; Victor Paiva, direcção coral; Dimitrinka Dontcheva, piano; Vasco Gouveia, flauta; Manuel Lopes da Cruz, oboé. Este tema foi recolhido em Quadrazais. Deve ser um motivo de orgulho de todos os sabugalenses ter tido um tema do seu cancioneiro incluído nesse livro essencial.
Arte e OficioFoi assim, numa evolução normal, que surgiu o boom do rock português, em 1980, através de Rui Veloso (a primeira cópia vendida em Coimbra do LP «Ar de Rock» do Rui Veloso foi a mim, pelo menos na Valentim de Carvalho, ainda estavam os discos no caixote). E veio a descoberta dos GNR, Rock & Várius, UHF, Xutos & Pontapés, Salada de Frutas e tantos outros, alguns dos quais tive oportunidade de ver ao vivo.
A evolução da música (sobretudo nacional) teve o seu percurso que segui atentamente.
A descoberta dos tesouros escondidos da música portuguesa (actualmente a música que prefiro) veio, também, naturalmente. Embora eu não seja daqueles que gostou de rock, quando tinha 18 anos e agora (porque tem perto de 50) tem que gostar de fado. Quando eu tinha 18 anos gostava de rock, sem dúvida, mas já apreciava fado.
Hoje tento descobrir o que posso da música nacional, sobretudo dos anos 60 e 70, a qual me passou ao lado, porque era impossível conhecer tudo.
Um bom ano de 2009 para os leitores deste blogue, com muita música portuguesa. Os «Concertos Míticos» irão prosseguir.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

«– Matam o Mestre! Matam o Mestre nos paços da rainha. Acorrei ao Mestre que matam! Acorramos ao Mestre amigos, acorramos ao Mestre, que o matam sem porquê!» É desta forma que Álvaro Pais e os seus aliados, apoiantes de Dom João, o primeiro, percorrem as ruas de Lisboa e conseguem um verdadeiro levantamento popular de apoio ao Mestre de Avis, futuro rei D. João I.

José Robalo – «Páginas Interiores»Temos acesso a toda esta informação através da Crónica de El-Rei D. João I de Boa Memória escrita de forma superior por esse génio da literatura que foi Fernão Lopes.
Este cronista deve com justiça ser considerado o primeiro historiador de língua portuguesa, bem como um refinado prosador. No prólogo da sua crónica Fernão Lopes promete descrever os factos a que teve acesso com verdade e probidade, pondo de parte a afeição. Assim com isenção, ficamos a saber como foi possível com coragem e determinação na crise de 1383-1385, mantermos a nossa independência. A crónica de Fernão Lopes é uma crónica de uma revolução que teve como protagonista e herói o povo. A revolução de 1383-85 foi uma revolução popular.
Vem tudo isto a propósito de um pedido que me foi formulado pelos administradores do blogue para no meu último trabalho, destacar um personagem, um sabugalense, que na minha opinião se tivesse destacado neste ano que está a terminar.
Devo dizer que poderia indicar dezenas de sabugalenses que pela sua actividade, inteligência, dinamismo e criatividade poderiam ser citados neste trabalho, correndo o risco de ser injusto com muitos outros, que ficariam na sombra e no esquecimento.
Como na crónica de Fernão Lopes, os heróis são todos os sabugalenses que aqui vivem e trabalham, que diariamente lutam contra a adversidade de residir no interior abandonado pelo poder central, que em PIDDAC nos dá para o ano de 2009, uns míseros 20.000 euros, ou seja, o investimento do governo central no Sabugal para este ano, é uma esmola!
Porque andam dias iguais perseguindo-se, viver, trabalhar e lutar diariamente no Sabugal, contra este abandono a que estamos votados é deveras um acto de heroicidade. A todos estes sabugalenses faço uma vénia, tiro o meu chapéu e faço votos de um Bom Ano de 2009.

:: :: PARA LER :: ::
«História de uma Revolução, Crónica de El-Rei D. João I de Boa Memória», de Fernão Lopes, edição dos Livros Europa América.
«As aventuras de Oliver Twist», Charles Dickens.

:: :: PARA VER E OUVIR :: ::
«De Gainsbourg à Gainsbarre», de Serge Gainsbourg, CD 848364-2 da Philips.
«O Concerto de Ano Novo, pela Orquestra Filarmónica de Viena», sendo maestro Daniel Barenboim, em directo de Viena, transmitido pela TVE1, no dia 1 de Janeiro, às 10.15 horas da manhã, hora portuguesa.

Vodpod videos no longer available.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Com a chegada da época natalícia, palavras como solidariedade, bondade entre outras são pronunciadas incessantemente.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Actualmente com tanta informação disponível e acima de tudo acessível, ainda existe quem a desconheça ou simplesmente ignore.
Em direcção a Pousafoles do Bispo descobrimos que ainda há quem se lembre de «ser solidário com a natureza» e «protegê-la» da sua vegetação natural.
Oxalá que este natal oferte mais civismo e consciência aos «decoradores» da natureza.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Há vários órgãos de comunicação social local, incluindo jornais e blogues, ligados, directa ou indirectamente, à zona arraiana.

José MorgadoEm Viana do Castelo, dois órgãos de comunicação local, uniram-se para realizar um programa semanal, gravado ao vivo em cada uma das 40 freguesias, sobre o que nelas há de melhor, de que resultarão, a cada emissão, dois suportes diferentes, para rádio e para televisão.
Com a duração de duas horas, o programa «Gentes de Viana do Castelo» decorrerá até Junho de 2009.
Desde o poder autárquico local, aos ranchos folclóricos e bandas de música de cada freguesia, o lote de convidados de cada programa, vai ainda mais longe, ao «chamar» também outras personalidades da terra, algumas mesmo desconhecidas.
Com esta iniciativa pretende-se ainda divulgar as actividades das associações culturais, desportivas e de solidariedade social, como as residenciais para idosos, creches, apoios ao domicílio e outras.
O local de realização dos programas, com publico a assistir, não é escolhido ao acaso, escolhendo-se emblemáticos edifícios, museus, pontos com referências históricas e de actividades industriais ou comerciais de cada freguesia.
Aplicar e adaptar iniciativas deste género ao Ribacôa e zonas limítrofes, parece utopia, mas o que é certo é que há anos atrás, ninguém imaginaria a profusão de tantos meios de comunicação, onde só havia Boletins Paroquiais.
É um trabalho difícil de produzir, mas não impossível e a evolução das novas tecnologias, neste campo, são uma grande ajuda.
Já existem infra-estruturas mínimas como a velha Rádio Altitude, a existência da Rádio Caria, recentemente a TV Sabugal, jornais e Blogues.
Todos associados para as mesmas finalidades levariam a bom termo, esta ou outras iniciativas semelhantes.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Em épocas, natalícia e de ano novo, a presidência da Câmara Municipal do Sabugal desejou um Bom Natal e um Próspero Ano Novo a todos os Sabugalenses.

Manuel Rito AlvesA mensagem de boas festas da Câmara Municipal do Sabugal, assinada pelo Presidente, Manuel Rito Alves, e pelos vereadores sociais-democratas Manuel Fonseca Corte, António do Santos Robalo e Ernesto Cunha destaca a abrir os valores da época natalícia que «inspira e leva à reflexão não só pelos valores que transmite mas também pelos significados de que se reveste, entre eles, o da união, da paz e da esperança».
«Momento de reencontro entre familiares e amigos, deve ser aproveitado para reflectir e renovar esperanças. As atitudes positivas e a vontade de trabalhar e fazer cada vez melhor incitam ao desenvolvimento e rumam no sentido do progresso», evoluindo e trabalhando para alcançar os objectivos pretendidos.
Na opinião do executivo camarário «o Sabugal conta hoje com fortes motivos de regozijo e contentamento» testemunhados pela «ligação à A23 que irá unir o concelho a uma das principais artérias de comunicação do País». Nesse sentido, acrescenta a missiva, os sabugalenses devem perceber a oportunidade do momento para apostar «na promoção e divulgação do que de melhor existe no Sabugal», ou seja, «as suas gentes, o seu património, os seus produtos, os seus serviços e as suas tradições».
A Câmara Municipal do Sabugal considera ter-se esforçado por engrandecer o nome do Sabugal aproveitando as potencialidades da Internet com a criação do portal do concelho e, mais recentemente, da SabugalTV com emissões televisivas on-line, a emissão regular de uma newsletter, a criação de bases de dados para divulgação de eventos e outras iniciativas públicas e privadas.
«A captação de novos investimentos nunca é demais e este é um outro motivo pelo qual o Sabugal e as suas gentes se encontram de parabéns. Contamos, hoje, com duas zonas industriais, um centro de negócios e um projecto de investimento privado de 45 milhões de euros nas margens da barragem do Sabugal. O projecto «Termas do Cró», outro investimento que deve ser referido, encontra-se na segunda e última fase de execução das obras», destaca a mensagem natalícia aproveitando para realçar alguns projectos emblemáticos deste mandato autárquico.

Duas notas pessoais:
1 – Apenas agora nos é possível fazer referência à mensagem de Natal da presidência da Câmara Municipal do Sabugal. Pelo atraso as nossas desculpas.
2 – Gostaria de deixar neste final de 2008 e início de 2009 um reconhecimento público ao Presidente Manuel Rito Alves. É, possivelmente, o seu último Natal como responsável máximo do município. Figura que dispensou ao longo dos anos de vida autárquica os consensos, polémico e carismático (quase parece uma contradição), superou dificuldades pessoais com uma força de vontade extraordinária e marcou um ritmo executivo que nem todos quiseram ou foram capazes de acompanhar. Deixa obra feita e… como herança diversos projectos já iniciados que obrigam o seu sucessor a limitar-se a terminá-los sem grande margem de manobra para novas iniciativas.
Como já escrevi Manuel Rito é um nome incontornável dos nossos tempos e merece ser perpetuado na História do Sabugal.
Senhor Presidente, boas festas e um 2009 com muita saúde são os nossos desejos.
jcl

O maior poeta português do século XX, Fernando Pessoa, era descendente de Custódio da Cunha, trineto do alcaide-mor do castelo de Alfaiates, Pêro da Cunha e de sua mulher Brites do Mercado, de família judia convertida, natural da vila de Alfaiates, no actual concelho do Sabugal.

Fernando PessoaUm rigoroso estudo da árvore geneológica do poeta e escritor Fernando Pessoa disponível no portal «geneall.pt» – base de dados com as árvores geneológicas de grandes nomes mundiais – «chega até» Manuel Pessoa (meados do séc. XVI), cuja filha, Francisca Pessoa, casou em Montemor-o-Velho em 1612 com Gaspar de Oliveira, pais de Madalena Pessoa. Esta casou com Custódio da Cunha Oliveira, natural de Alcaide. O sangue cristão-novo da família, que tanto destacou o poeta, deriva desta casamento, pois Custódio da Cunha Oliveira era trineto do alcaide-mor do castelo de Alfaiates, Pêro da Cunha, fidalgo da casa de D. Manuel I e de D. João III, e de sua mulher Brites do Mercado, de família judia, convertida, natural da vila de Alfaiates.
Custódio da Cunha e Madalena Pessoa foram pais de Sancho Pessoa da Cunha e de Manuel da Cunha Pessoa, ambos nascidos no Fundão. Manuel casou com Ana Nunes da Cunha e o filho de ambos, Diogo Nunes da Cunha Pessoa, casou com Rosa Maria Pessoa. Tiveram como descendente o médico Daniel Pessoa e Cunha que nasceu em Serpa e casou em Faro em 1808 com Joana Pereira de Araújo e Sousa, filha do militar brasonado José de Araújo e Sousa, natural de Arouca e de sua mulher Bárbara de Sequeira Mimoso, de ilustres famílias algarvias. Daniel Pessoa e Cunha e sua mulher foram pais do general Joaquim António de Araújo Pessoa (1813-1885), avô paterno de Fernando Pessoa.
O poeta e escritor Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa nasceu no dia de Santo António, 13 de Junho de 1888, em Lisboa num prédio do Largo de São Carlos, em frente ao teatro do mesmo nome e perto da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires.
Foi primogénito do casamento de Joaquim António de Nogueira Pessoa, natural de Tavira, funcionário do Ministério da Justiça e crítico musical no Diário de Notícias, com Maria Madalena Pinheiro Nogueira, açoriana da ilha Terceira. O pai do poeta faleceu em 1893 com tuberculose e três anos depois a família parte para Durban, na África do Sul, em consequência do segundo casamento da mãe de Fernando Pessoa com o cônsul português naquela cidade. Deste casamento a mãe de Fernando Pessoa terá mais cinco filhos.
Em 1905 a família regressa a Lisboa onde o poeta passa a viver e a trabalhar e onde escreve toda a sua obra até morrer solteiro e sem descendência em 1935.
O poeta acreditava na força da sua hereditariedade tendo sempre afirmado descender de uma família «mista de fidalgos e judeus beirões».
O portal «Geneall.pt» em língua portuguesa incorpora genealogias e é um projecto de carácter científico e cultural para promover, divulgar e conservar estudos e investigações numa base de dados única sobre as ligações geneológicas de figuras históricas.

Pode consultar a página da base de dados geneológica «Geneall.pt» aqui.
jcl

Os Bombeiros Voluntários do Sabugal receberam uma nova ambulância de emergência médica, cujas chaves foram entregues pela Ministra da Saúde, de um lote de 47 ambulâncias oferecidas pelo ministério a várias corporações de bombeiros.

inemA cerimónia decorreu dia 19 de Dezembro, no Parque das Nações, em Lisboa, onde Ana Jorge deu aos bombeiros como «prenda de Natal» 47 ambulâncias para Posto de Emergência Médica, que irão substituir outras que estão ao serviço das corporações há, pelo menos, 12 anos.
Representando os bombeiros sabugalenses deslocaram-se a Lisboa o comandante da corporação, Joaquim Bogas, e um elemento da direcção, Manuel Franco Ramos.
O novo veículo já está no Sabugal e vai substituir a antiga ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), ali colocada para servir o posto de emergência sedeado no Sabugal. Embora ao serviço do INEM a ambulância será tripulada pelos bombeiros, tendo em conta o contrato firmado com o Instituto há alguns anos.
Os bombeiros do Sabugal esperam agora que a ambulância substituída seja cedida em definitivo à corporação.
No total o governo irá distribuir 110 ambulâncias, devendo as restantes chegar aos quartéis até ao final do primeiro trimestre de 2009, na perspectiva de uma melhoria na qualidade dos serviços de emergência. Desde há algum tempo que o INEM tem vindo a requalificar a rede dos postos de emergência médica sendo este mais um passo nesse sentido.
Na cerimónia Ana Jorge realçou as acções de formação que têm sido levadas a cabo em colaboração com o INEM, também na perspectiva de uma melhoria dos serviços prestados pelos bombeiros.
Todas as ambulâncias vão estar equipadas com o Desfibrilhador Automático Externo.
plb

Desde há cerca de trinta anos que uma Senhora de nome Gracia Gentil Jorge, natural da ilha da Sicília – Itália – casada com Porfírio Martins Jorge, natural de Foios, onde residem, que tem uma agência de pensões designada por IMIFRANCE.

José Manuel CamposQuando se entra nos Foios, vindo de Vale de Espinho, mesmo em frente do edifício escolar, encontra-se a casa da Gracia e a agência IMIFRANCE, à qual alguns, com ironia, chamam consulado. Encontramos, com muita frequência, carros estacionados de pessoas que procuram arranjar a pensão da emigração ou melhorar a existente.
A Graça Gentil Jorge exerce quase uma acção missionária. É verdade que cobra aquilo que entende ser justo mas também é verdade que a Gracia se desloca, muitas vezes, à Segurança Social Francesa, onde ainda tem muitas amigas e onde também, aliás, trabalhou.
Gracia GentilÉ do conhecimento geral que muitas pessoas da freguesia, do concelho, do distrito e de outros pontos do país, têm procurado a Graçia para que lhes possa analisar e (re)organizar o processo relacionado com as mais diversas actividades desenvolvidas no estrangeiro, com particular destaque para a – Mãe França – de onde provêm a maioria das pensões. De uma maneira geral as pessoas ficam satisfeitas visto que a Graçia busca e rebusca todos os cantinhos de modo a que aos seus clientes sejam atribuídos os euros e os cêntimos a que têm direito.
A Graçia é uma Senhora simples, discreta e muito competente. Reside na Avenida 25 de Abril – 6320-141 – Foios – e tem o seguinte número de telefone: 271496402
A Gracia Gentil Jorge merece o nosso inteiro reconhecimento, admiração e estima.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A reunião de 18 de Março de 1975 da Comissão Instaladora decorreu muito acalorada, gerando acesas discussões, pois os outros elementos, embora reconhecendo a necessidade da casa para a sede, não quiseram aceitar a ideia de ter um Lar dentro da Casa, pois não era nada adequado, visto se irem realizar no seu interior bailes, convívios e reuniões, que não eram nada propicias ao descanso e silêncio necessários para o fim a que se destinava, além de que esta situação custava dinheiro e este não abundava, pelo contrário, mal dava para pagar a publicação dos estatutos no Diário do Governo, tendo ainda, de instalar convenientemente os pensionistas e alimentá-los.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo a discussão se arrastou por tempo demasiado, decidiu o Dr. Seabra tomar a responsabilidade de alugar o andar vago, conforme anteriormente já referimos, em nome da Casa do Concelho de Sabugal, doando 18 contos, para pagamento dos três primeiros meses de renda, desistindo do projecto de ampliar o Lar Maria Cristina.
Mesmo assim, em relação ao Lar ou casa de Repouso, registava-se um empate nas opiniões, como estas estavam divididas, decidiu-se convocar, para um mês depois, dia 18 de Abril de 1975, uma assembleia de sócios, que reuniu com cerca de 42 sócios, onde foram apresentados os trabalhos da Comissão, surgindo várias propostas para se arranjarem fundos para pagar a renda, tais como: serviço de bar – difícil de implementar; aumento das quotas – rejeitado; aluguer de dois quartos – cortava espaço à sede; inscrição de mais sócios – muito moroso; bailes e festas – também moroso; admissão de hóspedes – a Assembleia Geral rejeitou, assim como a criação do Lar ou Casa de Repouso.
Rejeitadas todas as propostas, não se chegando a conclusões, no final da assembleia, fez-se uma subscrição pelos presentes, tendo-se arranjado algum dinheiro.
Constatamos que desta assembleia não saiu nada de concreto sobre receitas para a renda da casa e outras despesas e, na reunião do dia 24 de Julho de 1975, verificou-se alguma apreensão na Comissão Instaladora, devido à situação precária da casa, concluindo-se, que se não se criassem receitas que cobrissem as despesas, a Casa podia acabar.
A renda deste novo espaço era cara para a época, para que se tenha uma ideia, os vencimentos eram muito baixos, na altura, em todos os sectores, a maioria do pessoal jovem, que acompanhava este processo ganhava à volta dos 3 a 4 contos, 15 a 20 euros mensalmente. Uma fortuna! … Por aqui se podem aquilatar as dificuldades.
Depois de todas as recusas em alugar algo da Casa, sem receitas nem recursos, caindo o plano apresentado, é então que o Sr. Adelino Dias sugere que se arrendem dois quartos já mobilados com camas, ao Dr. Seabra pela importância dos 6.000 escudos, valor do aluguer da Casa, de forma a garantir o pagamento da renda, para salvar a associação, à falta de mais alternativas.
O Dr. Seabra aceitou esta sugestão, movido pelo propósito de contribuir para a melhoria da situação financeira da C.C. Sabugal, com início em 1 de Agosto de 1975.
Esta decisão gerou ainda mais discussões, levando Fitz Quintela, José Roque e José Paula da C.I. e ainda, João Leitão e José Correia, que ajudavam esta Comissão, a um distanciamento deste processo, afastando-se, durante algum tempo da Casa.
Foram então arrendados dois quartos, durante alguns meses, viabilizando assim a sede, embora não fosse agradável, conviver com estranhos, para muitos de nós que frequentávamos a sede, era uma sensação esquisita, mas foi a única solução encontrada, não sendo fácil, como se calcula, libertando-a do ónus da renda, permitindo-lhe sobreviver.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 24 de Dezembro de 2008.

Local: freguesia de Vila Boa, concelho do Sabugal.

Legenda: Fogueira do madeiro na noite de consoada cumprindo a tradição nas aldeias beirãs.

Autoria: Kim Tutatux.

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A questão vem de há longos anos. As grandes cidades prosperaram com os negócios nelas instalados, roubando gente às aldeias, que se vão desertificando.

Desporto no campoMas será que as cidades nos dão melhor qualidade de vida? Pois isso depende do conceito. Para alguns, qualidade de vida é o contacto com a Natureza: respirar ar puro; alimentar-se com produtos frescos e genuínos, tirados da terra; praticar desporto entre as árvores; desfrutar de paisagens amplas e soberbas, a perder de vista. Porém para outros, qualidade de vida é ir ao cinema e ao teatro sempre que lhes apetecer; escolher cada dia um restaurante para comer e um amigo para conversar; frequentar livrarias e bibliotecas; fazer compras em centros comerciais; decidir, de entre variadas opções, a melhor formação escolar.
A verdade é que a cidade continua a ganhar ao campo quando falamos em oportunidades e em opções de vida. É nas grandes urbes que se desfrutam de mais possibilidades para trabalhar e para fazer negócios, melhores opções nos campos da educação e da cultura, maior acesso às tecnologias e a meios de comunicação.
Mas o caso é que foram precisamente a evolução tecnológica e a evolução dos meios de comunicação que nos passaram a permitir reduzir as distâncias, trazendo para perto o que, de facto, está longe. Assim, estando no campo, podemos desfrutar muito daquilo que só a cidade tem.
As auto-estradas que hoje servem a Beira Interior aproximam as nossas terras das grandes metrópoles de Lisboa e do Porto. Um computador ou um telemóvel ligados à Internet podem também colocar-nos no maravilhoso mundo virtual, onde estamos a um «clique» de tudo.
Por isso, é tempo de repovoar o interior do país. Hoje há de facto condições para que mais gente tome a opção de se instalar no campo, ficando perto da cidade e daquilo que esta oferece. Só com mais gente em idade activa o interior pode prosperar, rebentando as peias que lhe tolhem os movimentos.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: Dezembro de 2008.

Local: Rio Côa – Sabugal.

Legenda: Imagem que realizei no rio da minha aldeia nesta época de Natal que endereço aos meus amores e meus amigos.

Autoria: Kim Tutatux.
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O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, bailado protagonizado pelo grupo Ballet Estatal Russo da cidade de Rostov, vai realizar-se no Teatro Municipal da Guarda (TMG), no dia 3 de Janeiro de 2009.

O Lago dos CisnesSerá o primeiro espectáculo que a cidade da Guarda recebe de 2009 por iniciativa do TMG. E será um começo em grande, com um dos maiores clássicos da história do ballet.
Trata-se de uma nova versão coreográfica do Ballet Estatal Russo de Rostov do sempre espectacular O Lago dos Cisnes, de Marius Petipa e Lev Ivanov, com a música de Piotr Illich Tchaikovsky. O espectáculo realiza-se no próximo dia 3 de Janeiro (sábado), às 21h30, no grande auditório do Teatro Municipal da Guarda.
A obra original teve estreia no Teatro Maryinsky de São Petersburgo a 8 de Fevereiro de 1885, com Pierina Legnani no papel duplo de Odette-Odile. Ballet dramático em quatro actos, O Lago dos Cisnes viria a ficar na história como a grande obra coreográfica de Marius Petipa.
plb

A Assembleia Municipal do Sabugal, realizada no dia 19 de Dezembro de 2008, aprovou uma moção apelando à união entre todos os municípios de Portugal Continental com menos de 25 mil habitantes para que o Governo faça uma retribuição mais justa dos dinheiros do Estado.

Câmara Municipal do SabugalA iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal salienta o investimento nos últimos 11 anos em águas e saneamento de cerca de 12 milhões de euros tendo recebido uma comparticipação de apenas 5.716.724 euros. Com esta tomada de posição inédita o município do Sabugal assume a sua insatisfação destacando que «a equidade e solidariedade nacionais e o desenvolvimento do Interior sejam meras figuras de retórica» convidando os restantes municípios a unirem-se nesta moção de protesto.

Transcrevemos, de seguida, na íntegra a moção aprovada na Assembleia Municipal do Sabugal realizada no dia 19 de Dezembro de 2008:

«O Despacho n.º 2339/2007, publicado no Diário da República, II série n.º 32, de 14 de Fevereiro, aprovou o Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais para o período de 2007-2013 e consagra uma estratégia para o sector da água em Portugal.
Aponta para a “atribuição de particular importância aos sistemas em baixa privilegiando soluções que se adequem ao tipo de estruturas de ocupação do território com o objectivo de compensar disparidades regionais” e assegurar tarifas económicas e socialmente viáveis.
E sugere: “Nesta abordagem devem ser tidas em conta as situações muito diferenciadas relativamente aos investimentos realizados pelas Câmaras Municipais nos sistemas em baixa no Quadro do QCAIII de forma a não penalizar os concelhos onde foram realizados já investimentos significativos.”
Ora a Câmara Municipal do Sabugal investiu em água e saneamento nos últimos 11 anos cerca de 12.000.000 euros, tendo recebido comparticipações do QCAIII no montante de 5.716.742,27 euros e tinha expectativas legítimas de que este esforço de investimento fosse reconhecido e o Município não fosse penalizado em relação a outros onde não foi feito praticamente nenhum investimento em infra-estruturas de água e saneamento; Os apoios do QCAIII foram gastos em obras de outro tipo, sendo agora necessário, para cumprimento das normas impostas pela Comunidade Europeia (cobertura de 95 por cento da população total do País com sistemas públicos de abastecimento de água e de 90 por cento com sistemas públicos de saneamento de aguas residuais urbanas) que nesses municípios seja feito grande investimento quando no Sabugal e noutros que de boa fé acreditaram no cumprimento do PEAASAR é necessário investir muito pouco.
Acontece que as Ad’P-Águas de Portugal, empresa tutelada pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional apresentou à ANMP-Associação Nacional dos Municípios Portugueses uma proposta de parceria para a organização dos sistemas Municipais em baixa onde entre considerandos vários e apresentação cuidadosa propõe como contrapartida aos municípios, em condições normais, uma retribuição anual que “ronda os 5 por cento do volume de negócios efectivo no universo de cada entidade gestora, admitindo-se um intervalo entre 2 e 7 por cento para cada um dos Municípios atendendo à contrapartida de investimento. Não é claro se os 5 por cento serão a somar ao intervalo entre 2 e 7 por cento ou se só neste intervalo é que pode variar a retribuição aos Municípios.
Seja como for não poderemos admitir que dado o espírito do PEAASAR, os municípios de baixa densidade populacional que fizeram grandes investimentos nos últimos anos só sejam compensados com uma percentagem do seu volume de negócios, sempre baixo (no Sabugal em 2007 foi de 998.034,30 euros) e que os municípios com grandes concentrações urbanas (porventura sem investimentos significativos no âmbito do QCAIII) levem, mais uma vez, a parte de leão. É tempo de dizer basta! Não podemos admitir que a equidade e solidariedade nacionais e o desenvolvimento do Interior sejam meras figuras de retórica sempre assumidas nos planos estratégicos e do ordenamento do território e sempre esquecidas no momento de efectivar as opções politicas no terreno.
Assim e visto que para concretizar esta proposta o governo terá que fazer aprovar na Assembleia da República uma norma legal habilitadora deste modelo “previamente consensualizada com os Municípios através da sua Associação e testado junto da instâncias Comunitárias” proponho que esta Assembleia delibere:
– Comunicar à ANMP que o Município do Sabugal não concorda com a retribuição referida e que a retribuição deve ter efectivamente em conta os investimentos realizados nos sistemas em baixa no âmbito do QCAIII, devendo antes de emitir parecer sobre a legislação que lhe for submetida aferir a posição de todos os Municípios do Continente (área de aplicaçãodo PEAASAR);
– Comunicar à Presidência da República, à Comissão Europeia, a todos os Grupos Parlamentares, ao Gabinete do Primeiro-Ministro, ao Ministério do Ambiente do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, à Administração das Águas de Portugal e às Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional, esta sua posição;
– Remeter esta moção a todos os Municípios do Continente com menos de 25 mil habitantes, convidando-os a associarem-se à mesma.»

Estão em causa os critérios de atribuição de contrapartidas da empresa Águas de Portugal que prejudicam os municípios do Interior com pouca densidade populacional em relação às grandes urbes.
jcl

Rádio AltitudeO fórum da Rádio Altitude discute esta terça-feira, 23 de Dezembro, a partir das 11 horas, o incontornável tema da importância crescente dos blogues e da blogosfera no contexto do distrito da Guarda.

O Capeia Arraiana foi um dos blogues convidados para participar no fórum da Rádio Altitude da Guarda.
Pode ouvir a Rádio Altitude localmente, no Sabugal, em: 90.9 FM
ou a emissão on-line na Internet em: altitude.fm
jcl

Creia-me leitor(a), Cristo não vai nascer no próximo dia 25 de Dezembro. A sua mensagem de amor e misericórdia foi derrotada, não pelo ateísmo ou pelo anti clericalismo, foi derrotada por uma ideologia burguesa que encheu a terra de egoísmo e de subvalores como o lucro, o individualismo e a febre de consumo.

António EmidioQue espectáculo de paz e amor nos mostra esta sociedade onde uma industria publicitária, travestida de cristã, com o apoio de governantes, de homens poderosos economicamente e da macro estrutura da igreja, nos invade as nossas casas, o nosso local de trabalho, ruas e praças? Esta vertigem mercantil inunda-nos de tudo quanto é supérfluo. Faz-nos compradores compulsivos de qualquer porcaria que se publicite. Essa publicidade diz que o amor está numa água-de-colónia, e a liberdade numa comida do mc donald´s!…
Penso que nesta época a fé ainda se torna mais abstracta para a maioria dos crentes, afasta-se da devoção e aproxima-se do materialismo. O presépio já não representa Cristo nem a família, ambos foram derrotados pela mesma ideologia.
Vou terminar com um conto de Natal:
Alguém na Praça de S. Pedro, em Roma, perguntou a um guarda suíço se tinha ali tinha visto Cristo, o guarda sorriu e disse que não. O mesmo «alguém», numa cidade de um país da América Latina, e num paupérrimo bairro de lata, fez a mesma pergunta a um missionário que ajudava aqueles párias da terra. A resposta foi que sim. E mais – «está além» – apontou para uma criança nua e com o ventre inchado pela fome.
Paulo Leitão, Zé Carlos, leitores, amigos e colaboradores do Capeia Arraiana, um bom Natal Espiritual.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

António Cabanas, vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor, escritor nos tempos livres, lançou mais uma obra sobre o concelho de Penamacor a que chamou «Eh! Madeiro! – Símbolos e Tradições de Natal». Depois de «Carregos» e de «Meimoa de Ontem e Hoje» deu, agora, à estampa uma pesquisa sobre os significados e tradições das festas do Natal nas aldeias raianas das nossas Beiras.

«Eh! Madeiro!» de António CabanasO vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor, António Cabanas, publicou mais um livro sobre as terras raianas do seu concelho. «Eh! Madeiro! – Símbolos e Tradições de Natal» surge depois de «Carregos – um estudo sociológico sobre o contrabando na Raia Central» e de «Meimoa de Ontem e de Hoje», uma monografia sobre a sua terra natal.
Do prefácio assinado pelo ilustre jornalista Fernando Paulouro Neves destacamos a seguinte passagem:
«António Cabanas vai ao fundo das coisas, na decifração histórica e cultural, na configuração identitária das vivências, no cruzamento da realidade próxima com o contexto universal que porventura as explica.
António Cabanas é um investigador que tem dado particular atenção a temáticas da região, seja o contrabando, com as suas fantásticas histórias afluentes, seja a história local, como o seu livro monográfico sobre a Meimoa.
Uma sensibilidade muito própria para as questões da memória, no plano documental ou oral, retirando da opacidade e do silêncio rostos, acontecimentos, nomes, construindo uma narrativa que se projecta sobre o futuro.
Em certo sentido, Eh! Madeiro! – Símbolos e Tradições de Natal é o retomar dessa aventura, desta vez percorrendo territórios em que o simbólico, com a  complexidade dos vários tempos que carrega, joga um papel fundamental. Mas, do mesmo passo, o investigador não esquece as particularidades dos lugares, o fio condutor das tradições que, mesmo em tempo de aceleração da história, resistem ou se adaptam lentamente às mutações sociais.
Eh! Madeiro! – Símbolos e Tradições de Natal combina subtilmente a dimensão antropológica com a simplicidade de escrita, sempre valorizando a memória das palavras (a poesia, os cantares) e dos gestos colectivos (Eh! Madeiro!), numa belíssima viagem aos territórios fantásticos da infância e à geografia sentimental dos lugares que guardamos como intocáveis reservas de memória.
“O Natal é tempo da luz”, diz o autor. E talvez aí resida, também, o fascínio de uma viagem que não tem começo nem fim, como o livro de areia de que falava Borges.»
A tradição é fundamental para preservar e cimentar a coesão e a identidade dos povos. Ela representa para uma comunidade o que a linhagem e a memória representam para o indivíduo. Porém, ao contrário do que pensam alguns, a tradição e o conjunto de rituais que geralmente lhe estão associados, não são imutáveis nem ficam petrificados no tempo. Antes, evoluem e modernizam-se com novos elementos. Não há tradição sem modernização e vice-versa. O progresso é um processo hereditário e evolutivo que depende da tradição: progride-se acumulando, capitalizando, enriquecendo com novos conhecimentos e novas práticas o legado das gerações precedentes.
A tradição natalícia está, como nenhuma outra, profundamente enraizada na matriz cultural dos povos cristãos e tem cada vez maior influência em povos de outras origens religiosas. Ela exprime uma multiplicidade de valores sociais e humanos como os da solidariedade, da família, da felicidade e da paz.
Socorrendo-se de uma abordagem antropológica e etnográfica, António Cabanas ajuda-nos, com esta obra, a entender a complexa arquitectura simbólica do Natal, quer na sua perspectiva histórica, quer diacrónica.
A edição (excelente presente de Natal) da Artemágica Produções, tem fotos de autores da Beira Interior e está à venda nas Livrarias Bertrand, Bulhosa e Fnac. E também no Quiosque do Sabugal e, claro, na Casa do Castelo de Natália Bispo.

Parabéns ao autarca-escritor (ou será escritor-autarca) que vai eternizando para os vindouros as histórias das «nossas» tradições raianas.
jcl

A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Sabugal (APEES) apadrinhou a realização da Festa de Natal das crianças do Jardim de Infância do Sabugal.

Festa de Natal no SabugalÀ semelhança dos anos anteriores, as crianças do Sabugal que frequentam o Jardim de Infância tiveram direito a uma festa natalícia, repleta de brincadeiras e de presentes.
Segundo nos informou José Coelho, da direcção da APEES, a sala onde se realizou a festa esteve cheia com os pais e demais familiares das crianças assistindo às actuações musicais de carácter natalício.
«Para marcar a diferença e de modo a que os miúdos desfrutassem melhor a sua festa de Natal, houve uma surpresa, que foi a apresentação de um pequeno espectáculo, composto por cinco sketches, subordinado ao tema “Hoje não há espectáculo”, que foi deveras delicioso, quer para crianças quer para os adultos», testemunhou-nos José Coelho.
No final da festinha chegou o Pai Natal carregado de prendas, que distribuiu por todas as crianças, provocando o delírio total.
Para dar à festa um carácter verdadeiramente familiar houve um lanche de convívio, que juntou miúdos e graúdos.
Entretanto, a APEES associou-se à iniciativa de angariação e recolha de brinquedos e roupa para crianças necessitadas, tendo procedido à entrega o que foi recebido no Jardim de Infância do Sabugal.
plb

Na semana passada, em resultado de uma intensa actividade policial, que incluiu duas grandes operações, uma de combate ao crime de lenocínio e outra fiscalização ao trânsito, os militares do Grupo Territorial da GNR da Guarda efectuaram um total de 17 detenções. Houve ainda vários acidentes de viação, dos quais houve a lamentar três mortes.

Guarda Nacional RepublicanaEm flagrante delito foram detidos 16 indivíduos, sendo nove por condução sob efeito do álcool, dois por ameaças e coação, dois por permanência ilegal no país, dois por posse ilegal de armas e munições e um por desobediência aos militares da GNR (recusa efectuar teste de alcoolemia). Uma outra detenção decorreu do cumprimento de mandado judicial.
Em 18 Dezembro, o Destacamento Territorial de Gouveia, levou a cabo uma aparatosa operação para cumprimento de 13 mandados de busca em estabelecimentos, residência e veículos, nos concelhos de Seia e Belmonte. A operação realizou-se no âmbito de um inquérito criminal instruído pela GNR e teve por principal objectivo o combate ao crime de lenocínio (favorecimento da prostituição). Da acção resultou a detenção de quatro cidadãos, dois pela suspeita da prática do crime de lenocínio e por posse ilegal de armas e os outros dois, sendo estrangeiros, por permanência ilegal no País.
Em 21 de Dezembro, o Grupo Territorial da GNR da Guarda levou a efeito uma grande operação de fiscalização ao transito, de onde resultaram três detenções por condução sob efeito do álcool, sendo ainda elaborados 20 autos de contra-ordenação por infracções diversas ao Código da Estrada.
Na semana transacta, de 15 a 21 de Dezembro, o Grupo Territorial da Guarda registou um total de 70 ocorrências criminais, dentre as quais 21 situações de furto. Continuaram, na sequência das semanas anteriores, a registar-se sobretudo furtos em residências (cinco), em estabelecimentos comerciais (três) e em veículos (dois).
Registaram-se 39 acidentes de viação, sendo 26 por colisão e 13 por despistes. Dos sinistros resultaram três mortos, três feridos graves e 10 feridos leves.
plb

«Cães Letrados» é o novo livro de contos de Cristóvão de Aguiar, escritor açoriano com ligações ao Soito. Uma magnífica publicação com histórias sobre cães que inclui os contos «Girafa» e «Cães Universitários».

«Cães Letrados»O escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, com ligações ao Soito e pai do nosso amigo coimbrão José Manuel de Aguiar, autor de uma vasta bibliografia de onde se destaca entre outros «Braço Tatuado», editou um livro de contos intitulada «Cães Letrados» que inclui as histórias «Girafa» e «Cães Universitários».
Para apresentar o livro aproveitamos os comentários dos escritores Fernando Namora, Urbano Tavares Rodrigues e Leocádia Regalo:

«O episódio da Girafa é uma obra-prima. Ele bastaria para fazer um livro e afirmar um autor.»
Fernando Namora

«Textos como “A Girafa” nunca mais se esquecem, devido à sensibilidade e à carga afectiva que o autor nelas derrama.»
Urbano Tavares Rodrigues

«Histórias comoventes, onde aprendemos coisas extraordinárias destes nossos amigos. Por exemplo: sempre que quisermos um cão idóneo devemos adoptá-lo entre a família dos vadios de primeira geração – só estes possuem capacidade para serem amigos de verdade e dar tudo pelo dono que o escolheu.
Como leitores constantes de Cristóvão de Aguiar, fomos lendo páginas exemplares, motivadas por esses animais intuitivos, que surgiram na sua obra, desde a primeira narrativa – os cães. Quem pôde esquecer a morte da Girafa, a cadela dócil, em Raiz Comovida, ou o parto da Andorinha, no abrigo do alferes e de um sargento, em plena Guerra Colonial, de Ciclone de Setembro? Agora, somos presenteados com Cães Letrados, uma obra em que o escritor reuniu “os textos extraídos, com ligeiras alterações, de vários livros, narrando histórias de cadelas ou de cães”. Os desenhos de André Caetano vieram retratar com sensibilidade e fidelidade à narrativa esses peculiares bichos que dão pelos nomes de Monalisa, Adónis, Ísis, Schwarz, Petruska, ou então, Isquininho, Ligeiro, Valente, Pantera, ou ainda, numa designação de classe, cães de esplanada, cães universitários, cães cantores… O título Cães Letrados, numa ambiguidade irónica, possibilita uma leitura que faz ascender estes canídeos ao estádio das Belles Lettres, como personagens que usufruem de pleno direito do seu estatuto, nas diversas narrativas, ou uma outra interpretação para a qual contribui a significação caricatural de “cães universitários”, aqueles que o autor concebe com a dose de humor, por vezes sarcástico, a que vota todos os exage­ros do academismo e seus tiques. (…)
Merece a pena ler (ou reler) Cães Letrados. Por se tratar de uma obra de um escritor açoriano que sempre se afirmou, nas letras nacionais, como um exímio cultor da Língua Portuguesa, recriando-a na sua diversidade e tratando-a com uma correcção clássica, no seu riquíssimo léxico, que lhe permite usar o arcaísmo ou o neologismo com a plasticidade única que a construção semântica exige, tornando-se assim um virtuoso da língua. Porque esta antologia de textos nos faz reflectir especularmente sobre as atitudes, positivas e negativas, que nos levam à conclusão de que, na fronteira entre a racionalidade e a irracionalidade se encontram muitas vezes os homens, sendo estes animais dotados de grande intuição, discernimento, sensibilidade, dedicação, fidelidade, compaixão, solidariedade, bravura, meiguice e tantas outras qualidades amplamente manifestadas na narrativa dos seus comportamentos. E ainda, por causa da edição cuidada, realçada por uma ilustração sóbria e adequada, contida no traço expressivo de André Caetano, o jovem que nos ajuda a imaginar visualmente as personagens deste livro.»
Leocádia Regalo

Os nossos parabéns a mestre Cristóvão de Aguiar por mais esta obra.
jcl

Um estudo recente sobre a presença na Internet das Câmaras Municipais e o e-Government local em Portugal colocou o portal web da Câmara Municipal do Sabugal numa honrosa 59.ª posição entre 287 municípios e em terceiro no distrito da Guarda. Pombal arrecadou o primeiro lugar nesta análise da responsabilidade da Gávea (Universidade do Minho) e do Sapo.

Eh! Madeiro!O portal da Câmara Municipal do Sabugal ficou posicionado em 59.ª posição num universo de 287 autarquias portuguesas analisadas no estudo sobre e-Government local (gestão autárquica electrónica) e a «Presença na Internet das Câmaras Municipais portuguesas em 2007» da autoria dos professores Leonel Santos e Luís Amaral da Universidade do Minho.
A Gávea-Laboratório de Estudo e Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho e o porta Sapo estudaram a presença de 306 câmaras municipais na Internet.
Este estudo identificou e analisou todos os portais web das câmaras municipais portuguesas, assim como (à semelhança do que aconteceu em estudos anteriores) procedeu ao estudo dos tempos de resposta dos serviços das câmaras municipais às mensagens de correio electrónico.
A recolha e avaliação dos portais web das câmaras municipais portuguesas teve lugar em finais de 2007 e foi conduzido por duas equipas de avaliação independentes. Depois de finalizado o período de recolha, foram validados através da comparação dos resultados obtidos pelas duas equipas e confrontados com os dados obtidos no estudo anterior, de modo a apurar o seu índice de fiabilidade. O passo seguinte consistiu na aplicação dos pesos dos diversos critérios e indicadores aos dados recolhidos de modo a obter a classificação de cada uma das câmaras municipais nos vários níveis que compõem o estudo. A soma ponderada da pontuação obtida em cada um dos níveis dá origem ao ranking de maturidade dos portais web das autarquias portuguesas.
Segundo os técnicos que apresentaram o estudo «outro aspecto quantitativo que também melhorou prende-se com o número de respostas às mensagens de correio electrónico enviadas: 44,48 por cento das câmaras municipais responderam, à mensagem simples, em menos de 24 horas (35,51 por cento em 2005), tendo ficado 104 mensagens sem resposta – em 2005 este número foi de 145. O tempo de resposta à mensagem complexa também melhorou em 2007: de 7,17 por cento de respostas em menos de 24 horas em 2005 passou para 20,78 por cento em 2007, tendo o número de ocorrências em que a câmara municipal não respondeu baixado de 199 em 205 para 160 em 2007».
«Um factor que atesta a melhoria de qualidade dos portais web das câmaras municipais prende-se com a subida do índice de maturidade em relação a 2005 ‐ subindo de 1,57 para 1,86», indicam ainda os responsáveis pelo estudo.

Classificações finais:
Ranking Global – 1.º, Pombal (709,74 pontos); 2.º, Maia; 3.º Peniche; (…) 59.º, Sabugal (358,58 p); (…) e 287.º, Câmara de Lobos (9,62 p.).
Nível 1 – Utilização do portal web para disponibilização de informação: 1.º, Lourinhã; 2.º, Torres Vedras; 3.º, São João da Madeira; (…) 156.º, Sabugal; (…).
Nível 2 – Download de formulários: 1.º, Lagos; 2.º, Vila Verde; 3.º, Lourinhã; (…) 32.º, Sabugal; (…).
Nível 3 – Consulta de processos: 1.º, Grândola; 2.º, Chaves; 3.º, Peniche; (…) 61.º, Sabugal; (…).

Posição das câmaras do distrito da Guarda na classificação final:
49.º, Seia (363,07); 55.º, Aguiar da Beira (361,16); 59.º, Sabugal (357,95); 86.º, Guarda (167,78), 121.º, Manteigas (157,81); 128.º, Celorico da Beira (156,67); 130.º, Trancoso (156,13); 153.º, Pinhel (150,82); 174.º, Figueira de Castelo Rodrigo (145,49); 191.º, Gouveia (135,88); 197.º, Fornos de Algodres (133,46); 201.º, Meda (131,99); 245.º, Almeida (36,79); e 249.º, Vila Nova de Foz Côa (34,88).
jcl

Ano 2001, noite do dia 14 de Agosto: milhares de pessoas assistiram ao concerto da Quinta do Bill, no Soito, integrado nas Festas de São Cristóvão.

Joao Aristides DuarteNesse ano a Quinta do Bill ainda estava no auge, facto que hoje já não acontece.
Realmente, pelos finais dos anos 90 e primeiros anos do século XXI, a Quinta do Bill tinha uma média de 40 concertos por ano. Hoje, se tiver 20 concertos já é muito bom.
O concerto da Quinta do Bill, no Soito foi o espectáculo mais caro que, alguma vez pisou um palco da freguesia. Este facto motivou uma série de comentários de pessoas pouco informadas, mas o que é facto é que as Festas de S. Cristóvão, nesse ano, não deram prejuízo. Ao contrário do que muita gente diz, as Festas do Soito (que terminaram no ano seguinte, só voltando em 2005, após três anos de interregno) não acabaram porque estavam a dar prejuízo, mas sim por outros motivos. Mas, isso é outra história…
A montagem do equipamento de som e luzes da Quinta do Bill (transportado num camião TIR) iniciou-se às 10 da manhã e só terminou pelas 20 horas.
Durante a tarde, ao lado do palco decorria a capeia. De vez em quando os músicos da banda espreitavam para verem tão singular espectáculo, que desconheciam por completo.
Como eu pertencia à organização, por ser membro da Comissão de Festas desse ano, pude aperceber-me da quantidade de cabos de ligação aos sistemas de som e luzes espalhados pelo palco. Realmente, não havia quase espaço nenhum, onde não houvesse um cabo. Os músicos não podiam fazer grandes movimentos, embora o palco fosse todo para a Quinta do Bill.
Neste ano eram membros da banda Carlos Moisés (voz, guitarra acústica e flauta), Nuno Flores (violino), Miguel Urbano (acordeão, guitarra e teclados), Cató (guitarras e banjo), Paulo Bizarro (baixo e voz) e Jorge Costa (bateria).
Por vota da meia-noite e meia iniciou-se o concerto. A abertura foi com «Dá-me a Verdade». Logo nos primeiros segundos do concerto teve início uma série de efeitos pirotécnicos que só terminariam no último tema. O som estava espectacular.
Quinta do BillSeguiram-se os temas «Basta!» e «O Fim do Mundo». Depois o concerto seguiu em crescendo com «Voa, Voa» (este tema teve um esplêndido jogo de luzes inicial), o instrumental «Gualdim Pais, Umas Vezes a Trote, Outras Vezes a Galope» (com Carlos Moisés a tocar flauta) e a apresentação do novo tema «1001 Lendas» (que seria lançado no novo álbum intitulado «Nómadas», saído em Outubro desse ano).
«Parar o Tempo» (também com pirotecnia) foi o tema seguinte, a que se seguiu a balada «Se Te Amo».
Outro instrumental «Anoitecer em Dublin» seguiu-se no alinhamento. Depois foi a vez de «Mão na Consciência» e «Índios na Reserva».
«Donas de Bem», «Goa» e o instrumental «Aljubarrota» antecederam o momento mais festivo com «Festa dos Vencidos» e «Senhora Maria do Olival». Na parte final deste último tema entrou em cena um “cabeçudo” que percorreu a parte de trás do palco, enquanto Carlos Moisés tocava flauta.
Os últimos temas foram «Alcácer Quibir» e «Menino». Nesta altura já todo público próximo do palco dançava sem parar.
A banda despediu-se e o público pediu, insistentemente, um encore.
A banda regressa ao palco e oferece ao público «Filhos da Nação» (o tema mais aguardado) e «No Trilho do Sol». Neste tema final, um membro do staff da banda tocou didgeridoo, um instrumento típico dos aborígenes australianos, antes de tudo terminar com um espectacular efeito pirotécnico.
A banda regressou ao palco para agradecer ao público, mas não voltou a tocar. Carlos Moisés despediu-se com um «Querem dançar?» e um «Vamos pegar o touro?» (referência ao que viram durante a tarde), a que se seguiu uma gravação de um tema dos galegos Celtas Cortos, até tudo ser desligado.
Um concerto inesquecível, este da Quinta do Bill, no Soito. Nas imagens podem ver-se alguns momentos desse concerto.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

«Tauromaquia» é o título da exposição que a jovem pintora Andreia Tourais vai levar ao Museu Municipal do Sabugal, a partir do dia 27 de Dezembro.

andreiaAndreia Tourais é uma jovem de 22 anos, natural de Aldeia da Ponte, freguesia do concelho do Sabugal. É licenciada em Design de Ambientes, do Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing.
Expôs pela primeira vez em 2003 no Centro Recreativo de Estarreja e, depois de passar por outras mostras de artes plásticas, chegou em Agosto de 2008 aos Fóios, onde expôs no Centro Cívico Nascente do Côa uma colecção de quadros a acrílico e lápis de cor. Ora é esta exposição, denominada «Tauromaquia», com quadros representando cenas da festa brava, que agora a trazem ao Museu do Sabugal.
A exposição será inaugurada às 17 horas do dia 27 de Dezembro, e estará patente ao público até ao dia 18 de Janeiro.
A iniciativa conta com o apoio da empresa municipal Sabugal+ e da Câmara Municipal do Sabugal, e integra-se no ciclo de exposições temporárias que o Museu vem realizando.
plb

Bacalhau na brasa, javali guisado e feijoada à moda raiana, são alguns dos pratos servidos no restaurante Bica dos Covões, em Badamalos, que tem entre os clientes habituais o actual procurador da república, o Juiz Conselheiro Pinto Monteiro.

Restaurante Bica dos Covões - BadamalosChega-se a Badamalos, uma das mais pequenas aldeias da raia sabugalense, a partir da Bismula, aproveitando a velha estrada que ainda há poucos anos era a única ligação desta terra ao mundo. Agora pode vir-se também pela bem atapetada estrada que desce aos bordos a ladeira do Côa, com origem na Miuzela, ou aproveitar a também novíssima estrada que chega da aldeia histórica de Vilar Maior.
O restaurante Bica dos Covões, sito no interior da aldeia, é um espaço acolhedor, com ambiente familiar, pertencente a Emílio Correia Júlio, homem de muitos ofícios, que para além de empresário de restauração, possui um alambique para fabrico de aguardente e bagaceira e ainda é dono de um carro de praça. Mas quem cozinha e toma conta do restaurante em permanência é a mulher do Emílio, a senhora Maria Justina Fernandes, que com uma simpatia contagiante e uma atenção extrema recebe os clientes que lhe entram no estabelecimento.
Num ápice dá-nos conta dos pratos com maior saída e que dão imagem à casa de pasto, com destaque para o bacalhau à casa ou grelhado, que enche as medidas dos comensais. Mas também dispõe de pratos de carne que são já uma referência na região: o borrego na brasa, o guisado de javali, a feijoada e o cozido à moda da raia.
À pergunta da razão do estranho e singular nome «Bica dos Covões», Maria Justina é peremptória: «Tínhamos que dar um nome, e tinha que ser diferente de outros que já estão dados a este tipo de casas, como temos um prédio, lá prós lados do açude, a que toda a vida chamámos Covões, tivemos então a lembrança de darmos esse mesmo nome ao restaurante, que assim ficou a chamar-se Bica dos Covões».
Não se queixa do negócio, que tem corrido bem. São muitos os clientes que ali vão almoçar e jantar, alguns vindos de longe, ao fairo dos acepipes preparados por Maria Justina. Mas tem um cliente muito especial, que ali recebe sempre com muito carinho: «É aqui que almoça o Senhor Procurador, o Doutor Fernando Pinto Monteiro, quando vem à terra passar uns dias de descanso. Ele é de Porto de Ovelha, que é aqui perto, do outro lado da Côa, mas herdou em Badamalos uma casa que era de um tio e agora, quando está por cá, é aqui que passa as noites. Quando chega a hora da refeição ele está aqui batido ou então, se come em casa, é cá que vêm sempre os guardas que o acompanham para todo o lado».
Aconselha-se uma visita a este acolhedor restaurante raiano, sito na pequena aldeia de Badamalos.
plb

Como economista e técnico oficial de contas há muitos anos que sou utilizador das obras publicadas por dois fiscalistas de renome: o Prof. Doutor José Casalta Nabais e o Dr. Joaquim Fernando Ricardo.

José MorgadoO primeiro é professor associado na Faculdade de Direito de Coimbra, mestre em Direito Fiscal e doutor em Ciências Jurídico-Politicas, com a sugestiva dissertação em 1998 sobre «O dever fundamental de pagar impostos» (actualmente parece que este dever só se aplica a funcionários públicos e à classe médio/baixa). É autor, ainda, do livro «Por um Estado fiscal suportável – estudos de direito fiscal».
O segundo é autor de uma colectânea de legislação com o titulo «Direito Tributário» que é um verdadeiro vademecum, para os profissionais que lidam diariamente com os códigos fiscais, instruções, diplomas e constantes alterações ás leis fiscais, agrupando num só volume toda a legislação do sistema fiscal português, com remissões, anotações e exemplos práticos.
Dispensa qualquer apresentação, por ser já sobejamente conhecido dos sabugalenses.
Mas a razão porque, em simultâneo, os refiro é a seguinte:
Através do José Prata, fiquei a saber que o Prof. Casalta Nabais é seu primo e que como ele é natural de Aldeia da Ponte (Sabugal).
Quanto ao Dr. Joaquim Ricardo fiquei a saber que é natural da Urgueira, anexa da Aldeia de Santo António, através dos seus escritos, sobre a problemática do Concelho do Sabugal nunca imaginando que já eram sementes de uma pré-campanha para presidente da Câmara.
Inicialmente concorria como independente sem fazer parte de qualquer formação partidária. Ainda pensei, que para queimar etapas, passasse de Presidente da Liga dos Amigos da Aldeia de S. António, para a formação de um movimento cívico do género «Associação de Amigos do Concelho» congregando algumas associações existentes a nível de freguesia que já concorreram nas eleições de 2005, nomeadamente: Amigos de Aldeia Velha, Amigos de Rendo, Amigos do Soito, Foios No Caminho Certo, Amigos da Lageosa, Os de Vale de Espinho e Os Independentes da Cerdeira.
É pena que não enveredasse antes por este caminho ou mesmo unicamente como figura carismática que já granjeou com a obra meritória na sua freguesia, quiçá do Concelho desperdiçando os seus créditos com o Partido da Terra, que nada tem ver com as gentes da nossa terra (Sabugal).
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Fotografar líquidos/água permite revelar aspectos que o olho humano não consegue ver no momento.

A fotografia tem a capacidade criar e parar elementos que no nosso quotidiano nos passam despercebidos. A sua variação de velocidades, ora mais rápida para congelar o motivo ora mais lenta para criar o efeito névoa, são particularmente determinantes numa fotografia.
Resolvi fazer um pequeno exercício com água e captar as formas de uma simples torneira semi-aberta. Após várias tentativas, o resultado que mais me agradou foi este. Resolvi ainda rodar a foto ao contrário com âmbito de proporcionar maior impacto visual.
A capacidade de congelar o fluxo da água pode originar uma série de formas. Como acréscimo, se jogarmos com fundos coloridos e com uma iluminação criativa podemos obter excelentes resultados.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Churras são as ovelhas autóctones cobertas de lã grosseira, em contraponto às ovelhas merinas, mais recentes, que produzem lã mais fina. Ora o povo dizia «tchurras» e há na freguesia o topónimo «Panchorras» (ou Panchurras), na margem esquerda da ribeira do Boi. Portanto Pêga era terra de ovelhas e, necessariamente, terra de pastores, ou «pegureiros».

pegaEm 1758 o pároco da freguesia, face aos quesitos do inquérito promovido pelo Marquês de Pombal às paróquias do Reino, respondeu: «Nesta terra não há coisa digna de memória de que se possa fazer menção». Célio Rolinho Pires nunca se satisfez com aquela resposta. Um dia vieram parar-lhe às mãos os «Livros Velhos da Irmandade das Almas», e tornou-se-lhe aí clara a necessidade de se fixar a memória desta terra do extremo sul do concelho da Guarda.
O valor de Pêga começa na sua gente. Gente de paz e de coragem, mandada à vida, nas lutas e labutas do quotidiano. Agarrada à rabiça do arado na decrua e sementeira da terra, de foice em punho ceifando o centeio, pegada ao cabo do mangual malhando o pão para alimento de todos os dias. Gente dedicada ao trabalho árduo para garantir a sobrevivência, mas também com propensão para a comédia no tempo do Entrudo e o bailarico nas noites festivas. Também havia a tristeza, que o este povo enfrentava estoicamente: a miséria dos pedintes, o drama dos expostos, a mágoa perante a morte, aqui especialmente aliada ao percurso fúnebre da aldeia anexa, Monte Vasco, para o cemitério da freguesia.
É tudo isso que Célio Rolinho Pires nos retrata no seu livro, fazendo ainda uma incursão aos vestígios de eras remotas, bem expressos nas pedras.
Um livro que resultou de trabalho aturado, de uma investigação profunda, feita por homem escrupuloso, também ele gente que nasceu, cresceu, viveu, e vive, na aldeia de Pêga, entre os seus. «Pêga – Terra de Panchurras» não é uma monografia qualquer, feita para reunir o essencial da memória da terra. O professor Célio vê mais longe, e foi em busca das origens. Explana a forma como a terra nasceu e se manteve ao longo dos tempos, explica as suas tradições mais marcantes, elucida a forma peculiar como o povo se exprime.
Referencia-se o mais ilustre descendente de Pêga: o escritor Nuno de Montemor ou, de verdadeiro nome, Joaquim Augusto Álvares de Almeida. Embora nascido em Quadrazais, o pai era de Pêga, oriundo de uma família de gente honrada, com alguns teres e com boas casas de lavoura, além de forte propensão para o negócio.
Hoje os caminhos vicinais estão ao abandono. Já ninguém os percorre para ir às tapadas e aos chões, onde agora cresce o matagal. Por isso, a pensar em novos tempos, o autor apresenta um mapa com a Rota das Pedras, em que sugere passeios ao redor da aldeia, percorrendo os antigos caminhos carreteiros, em busca dos vestígios de antigamente.
Uma monografia essencial, que o autor justifica assim: «Para que os futuros meninos de Pêga, estejam onde estiverem, saibam que também eles tiveram avós e que há uma terra, algures, que estará sempre à sua espera».
plb

José Robalo – «Páginas Interiores»Longe vai o tempo e com alguma nostalgia recordo a carrinha da Gulbenkian, uma biblioteca itinerante que periodicamente nos cultivava e combatia o isolamento em que nos encontrávamos no final da década de 60 do século passado. Foi através dessa biblioteca itinerante, que fui tendo acesso a livros que me prenderam e viciaram para sempre como leitor.

Carrinha Itinerante da Gulbenkian

Nesse primeiro embate com a leitura, descobri e aprendi a gostar de dois grandes autores portugueses e verdadeiros artesãos da língua portuguesa: Camilo Castelo Branco e Aquilino Ribeiro. A leitura destes dois mestres da narrativa apetrecha-nos com as ferramentas essenciais para o domínio da nossa língua.
Estamos no Natal!
Foi nesta época de sonhos fixos na chaminé por onde descia o Menino Jesus, que num desses natais li duas histórias que nunca mais esqueci: O Romance da Raposa e O Malhadinhas de Aquilino Ribeiro. Era o tempo em que o mundo ainda não andava torto.
Num qualquer lugar das Beiras, recolhidos do frio e à lareira, ler o Malhadinhas é reencontrar o retrato físico e psicológico do almocreve beirão, que percorria as nossas aldeias, temperado pela malícia da vida danada e madrasta. Ficamos ainda a saber que o nosso herói, numa das suas aventuras se recolheu à sua fazenda do Sabugal, quando Aquilino nos diz: «Acolhi-me à minha fazenda do Sabugal com reiuna bem escorvada.»
Se o caro amigo leitor não tiver tempo para a leitura de toda a narrativa aconselho-o a percorrer o capítulo IX, onde o nosso herói, tem um encontro com a neve e os lobos, acompanhado por um frade.
Será possível recuperar a democratização da cultura, com uma biblioteca itinerante?
Boas leituras e um Feliz e Santo Natal.

:: :: PARA LER :: ::
«O Romance da Raposa», de Aquilino Ribeiro, Livraria Bertrand.
«O Malhadinhas», de Aquilino Ribeiro, Livraria Bertrand.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«Beck : Sea Change», Geffen.
«Concertos para piano, nº 24, 25, 26 e 27 de Mozart, Berliner Philarmoniker», tendo como solista Daniel Barenboim, Teldec.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Estão programadas «Montarias ao Javali» para os dias 10 e 17 de Janeiro e 7 de Fevereiro nas zonas de caça municipais do concelho do Sabugal.

JavaliO Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal do Sabugal programou três montarias ao javali nas zonas de caça municipais.
Na zona do Sabugal Oeste a primeira montaria está marcada para o dia 10 de Janeiro em Penalobo, no Largo do Enchido, junto à antiga escola primária e a segunda para o dia 7 de Fevereiro com concentração na Associação dos Amigos de Monte Novo.
No programa a concentração está marcada para as 8 horas da manhã seguido do sorteio das portas (8.45), Taco (9.00), início da colocação dos monteiros nos postos (9.45), início da montaria (10.30) e final com recolha dos monteiros às 13.30 horas. O almoço está marcado para o local da concentração, Penalobo, às 14.30 e duas depois (16.30) terá lugar a exposição do quadro de caça.
No dia 17 de Janeiro terá lugar a segunda montaria, desta feita na Zona de Caça Municipal da Serra do Homem de Pedra. O local da concentração será na Senhora da Granja no Soito igualmente às 8 horas. O programa horário é idêntico ao das restantes montarias.
A ficha de candidatura encontra-se disponível no Gabinete Técnico Florestal e no portal web da Câmara Municipal do Sabugal.
Os interessados podem fazer a inscrição por carta registada ou presencial no Gabinete Técnico Florestal do Município do Sabugal ou no próprio dia da montaria.
Os preços por montaria variam entre os 25 euros para caçador tipo A, 30 para tipo B, 45 para tipo C e 70 euros para os caçadores tipo D.
Esclarecimentos adicionais podem ser solicitados junto do Gabinete Técnico Florestal ou através dos números 271752039 ou 967834179.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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