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É apenas uma curiosa curiosidade. A avaliação ambiental do Freeport de Alcochete foi a mais rápida de que há registo, desde 1995, na Agência Portuguesa de Ambiente. A segunda mais rápida de sempre – 65 dias – foi o processo n.º 1866/APA do Parque Eólico do Sabugal.

APA-Agência Portuguesa de AmbienteO Freeport de Alcochete que tem sido manchete na Comunicação Social, devido ao alegado envolvimento do primeiro-ministro José Sócrates, teve a mais rápida avaliação ambiental de que há registo, desde 1995, na Agência Portuguesa de Ambiente (APA). A sua aprovação, em 55 dias, foi a mais rápida entre 840 decisões que estão correctamente registadas na base de dados da APA. O empreendimento passou por três estudos de impacte ambiental. Foi chumbado em 2000 e 2001 e aprovado em menos de dois meses, em 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições em que os socialistas perderam o Governo.
Mas o mais curioso quando olhamos para a tabela da APA é ver que na segunda posição a aprovação em apenas 65 dias do Parque Éolico do Sabugal (concelhos do Sabugal, parque e linha e Penamacor, linha) e registado com o também curioso nome de SIC PTCON0004 – Malcata da Rede Natura 2000.
Os dados disponíveis no portal APA indicam que a maior parte das avaliações positivas nos últimos 14 anos teve um prazo de conclusão entre cinco e nove meses. Em média, as decisões favoráveis demoraram 228 dias a ser tomadas, ou seja, cerca de sete meses.
Apenas por curiosidade destacamos algumas condições para licenciamento ou autorização do projecto da Declaração de Impacte Ambiental da Direcção-Geral da Energia e Geologia e da APA. «Implementar medidas compensatórias para a população de abutre-preto, Aegypius monachus, que visem a gestão do seu habitat, através da instalação de plataformas de nidificação e da gestão da vegetação arbustiva e arbórea, tal como planeado na proposta apresentada» e «beneficiar somente um dos acessos ao Parque Eólico, por Norte, via Santuário de Nossa Senhora dos Prazeres, ou por Sul, via Fóios» porque «na escolha do acesso deverá ser analisado o impacte do acesso Norte na cumeada dos aerogeradores 1 e 2 considerada muito sensível para a avifauna» são alguns dos pontos expressos na declaração.

Veja a Declaração de Impacte Ambiental aqui e aqui.

E terminamos como começámos. É apenas uma curiosa curiosidade tal como é curioso que alguém vá preso num caso free.
jcl

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A ausência do Concelho do Sabugal da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), realizada recentemente, não pode ser olhada como uma simples má decisão do Executivo Municipal. Esta ausência demonstra de forma clara, a falta de uma Estratégia de Desenvolvimento Turístico para o nosso Concelho.

António DionisioPorém não chega acentuar este facto e, por isso, aqui apresento de forma sumária a minha posição sobre as questões do Turismo no Sabugal.
Em primeiro lugar devo afirmar que estas questões não podem ser analisadas sem se ter um projecto para o Concelho, isto é, sem primeiro se pensar que Concelho se quer.
A mim interessa-me, antes de mais, perceber qual o papel que o Turismo assume para contribuir para transformação do Concelho num espaço competitivo, onde se promova de forma sustentada a qualidade de vida de todos os habitantes, e acredito que um Sector Turístico forte, será sempre um dos pilares do desenvolvimento do Concelho do Sabugal.
Em segundo lugar, considero que as questões turísticas devem ser definidas e concretizadas de forma pensada e planeada, o que obrigará, antes de mais, à elaboração de um Plano de Desenvolvimento Turístico do Concelho do Sabugal que defina uma estratégia, elabore planos de acção e identifique os «clientes» que se pretendem atrair.
São bem conhecidos os recursos turísticos que o Concelho possui e que vão desde a riqueza natural, ao património histórico, passando pelo património etnográfico, a que se associa a proximidade a destinos turísticos tão importantes com a Serra da Estrela.
As estratégias a desenvolver devem, no meu entender, partir desta abundância de recursos para a definição da oferta turística em que devemos apostar, não nos distraindo com coisas que parecem muito bonitas mas em nada contribuem para a concretização e a afirmação do Sabugal enquanto destino turístico.
Acredito também que não é possível definir estratégias e planos sem uma participação activa dos diferentes actores, envolvendo a população, o comércio local e, claro, o sector da hotelaria e restauração.
Mas ter uma oferta turística diversificada e rica não chega. Torna-se necessário, como já o afirmei publicamente, saber «vender o Concelho», optando por técnicas de marketing que coloquem o Concelho no competitivo mercado territorial, demonstrando quais as vantagens do Município que justificam, face aos visitantes, a sua opção por este território.
Importa assim definir estratégias de promoção do Concelho enquanto destino turístico, quer directamente junto dos potenciais visitantes, quer ainda junto dos órgãos de informação e, sobretudo, dos operadores turísticos.
Não têm sido estas as opções do actual Executivo Municipal e tal tem conduzido a uma perda consecutiva de competitividade face a outros destinos turísticos de Concelhos vizinhos.
E por isso, a ausência da Bolsa de Turismo de Lisboa…
António Dionísio

Antes de se chegar a esta situação, que permitiu um respirar de alívio e uma aparente normalização, em termos de receitas, no princípio de Agosto de 1975, disponibilizou-se o Dr. Seabra a custear a renda da Casa e outras despesas, enquanto não houve meios para o efeito, vindo a Comissão Instaladora a fazer um acerto de contas, logo que se proporcionou, sem qualquer benefício extra, como ele próprio impôs.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaQuando as condições o permitiram, o grupo do jornal «Terra Fria» passou a ter as reuniões na Casa, para a feitura do jornal, sendo, entretanto, marcadas reuniões entre este Grupo e a Comissão Instaladora, afim de separar as águas. A Casa cedia as instalações, não se imiscuindo no Jornal, pois não era sua função, os assuntos, de certo modo políticos, que nessa altura estavam na ordem do dia, como se dizia frequentemente, embora fosse extremamente difícil, dissociar estas emoções, face à situação politica que se vivia na época. Apesar do momento de algumas convulsões, o jornal Terra Fria cumpria a sua missão, como não podia deixar de ser, divulgando a Casa e as suas actividades.
A Casa do Concelho do Sabugal não tinha sido criada para esses fins, apesar de prestar o seu apoio a quem o desejasse e solicitasse, pondo à disposição as suas instalações para os diversos grupos ou associações das Aldeias, em Lisboa.
Nestas reuniões, o pessoal de Aldeia da Ponte pretendeu uma tomada de posição dos sabugalenses, quanto à formação recente da Associação dos Agricultores do Concelho de Sabugal, mas a Comissão Instaladora absteve-se de tomar qualquer posição, declarando-se incompetente para tal.
Ainda nesta fase, foram aceites os pedidos do pessoal de Aldeia da Ponte, Aldeia da Ribeira e Vila Boa, entre outras, para se reunirem na Casa, tratando dos seus assuntos.
Também ficou acertado entre a Comissão Instaladora da Casa, Aldeia da Ponte e Aldeia da Ribeira, que a Casa receberia, em 24 de Agosto de 1975, um grupo de estudantes franceses, que vinham a Portugal, para visitarem as duas Aldeias da Raia, participando em alguns trabalhos de melhoramentos a realizar nesse Verão, nestas duas localidades e também nas Batocas, juntamente com alguns militares do Quartel da Guarda, que se disponibilizaram, durante alguns dias.
Os trabalhos foram, efectivamente, realizados nestas três localidades, mas sem a presença dos estudantes franceses, que devido a contratempos inesperados, não se puderam deslocar a Portugal.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

O novo Regime de Exercício da Actividade Industrial (REAI) vem simplificar o processo de licenciamento industrial, garantindo uma maior transparência e previsibilidade, reduzindo os custos de contexto e, desse modo, favorecendo a competitividade da economia portuguesa.

TecladoNo dia 27 de Janeiro, entrou em vigor o Decreto-Lei n.º 209/2008, de 29 de Outubro, que aprova o novo Regime de Exercício da Actividade Industrial (REAI).
Aliado à disponibilização online dos serviços, o industrial passa, agora, a ter à sua disposição no Portal da Empresa um simulador online e um formulário electrónico para submeter o seu pedido REAI, passando ainda a ter a possibilidade de acompanhar o andamento do seu processo pela Internet.
Recorrendo ao simulador, disponível online no «Portal da Empresa», o industrial pode ver qual o regime específico que lhe é aplicado, a entidade que coordenará o processo e respectivos contactos, o valor das taxas a suportar e os prazos máximos para a conclusão das diferentes etapas que o compõem, ou seja, o tempo que tem que esperar.
Após a conclusão da simulação, é-lhe apresentada a possibilidade de iniciar o processo de preenchimento do formulário online do pedido de licenciamento e, posteriormente, a consulta desse processo pela Internet.
jcl

A Bolsa de Turismo de Lisboa de 2009 (BTL) recebeu 71.121 visitantes, número que representa um crescimento de 6 por cento face à edição do ano passado. Marcaram presença na FIL cerca de 900 expositores e mais de 600 profissionais estrangeiros do sector do turismo.

BLT 2009De acordo com um comunicado da organização, o balanço final é positivo, uma vez que a feira «suplantou as expectativas iniciais», não só pelo número de visitas que recebeu, como também pela satisfação demonstrada pela maioria dos expositores que marcaram presença nos quatro pavilhões da FIL.
Vítor Neto, presidente da Comissão Organizadora do certame afirmou durante a inauguração oficial que «esta não é uma BTL de crise e de derrotismo. É uma BTL de confiança, responsabilidade e determinação, que quer mostrar a toda a gente que o Turismo em Portugal goza de boa saúde e tem força e vontade de vencer os desafios que se lhe colocam».
As iniciativas BTL Rural e BTL Negócios, que se estrearam este ano na feira, registaram igualmente um saldo muito positivo, com a organização do certame a considerar que estes são formatos a manter no futuro.
Outra iniciativa aplaudida foi a Semana Ibérica da Gastronomia, que se destacou pelo sucesso alcançado, tendo sido uma das mais aclamadas pelos sectores profissionais e pelo público em geral.
O espaço de turismo gastronómico foi outra das novidades da BTL. «Depois de tantos anos com tasquinhas, era difícil entender que houvessem espaços de promoção de turismo gastronómico em vez de restaurantes, tendo recebido muitas queixas nesse sentido. A BTL é um espaço profissional e daí a opção por um espaço de promoção, em que as pessoas podiam ter, caso tivessem lugar, o luxo de estar num local em que lhes é servido um menu com estrelas michelin e um serviço de qualidade com o mesmo preço que pagariam com as tasquinhas sem ter os cheiros e os fumos», explicou o director da FIL.
Sobre a BTL Rural o director da feira considerou que foi «um êxito total e absoluto» acrescentando que tiveram «uma reacção impressionante por parte do sector rural e para o ano vamos ter problemas para acomodar todos os que irão querer vir.».
jcl

O Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico (CNRLI), no concelho de Silves, Algarve, procura tratadores para acompanhar e criar o Lince Ibérico.

Cartaz da Campanha em Defesa do Lince da MalcataO Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico faz parte do Programa de Conservação ex situ para o Lince Ibérico e pretende constituir uma equipa multidisciplinar e de orientação científica. Os tratadores funcionarão como primeira linha para assegurar o bem-estar dos linces do programa de reprodução em cativeiro, pelo que devem conhecer, profundamente, cada um dos linces do centro e trabalhar individualmente com eles, para assegurar o seu bem-estar em cativeiro e uma resposta adequada ao maneio necessário.
A equipa de tratadores terá a seu cargo algumas tarefas específicas como sejam a alimentação e cuidado diário dos felinos, o registo informatizado diário, a aplicação das diferentes técnicas de maneio de exemplares que se praticam no programa como, por exemplo, as uniões entre exemplares, prevenção e separação de lutas e maneio de crias.
Faz parte da proposta de trabalho a exigência da aplicação de medidas de biossegurança adequadas em todas as instalações e zelar pelo seu cumprimento por parte de todo o pessoal da equipa do centro ou colaboradores e levar a cabo as acções de enriquecimento ambiental nas instalações.
Outras das actividades dos futuros tratadores prendem-se em manter as instalações limpas e organizadas, tanto as instalações para animais como as de armazenamento e preparação de alimentos (limpeza e manutenção de jaulas para coelhos vivos) e manutenção das instalações (limpeza de câmaras, gestão da cobertura vegetal, verificação de vedações) e elaboração de novos elementos.
Os interessados deverão enviar curriculum vitae ou contactar Rodrigo Serra para o e-mail rserra@netcabo.pt ou pelo telemóvel 918942439.

O sucesso da reprodução do lince em Silves, poderá traduzir-se a médio prazo numa reintrodução controlada na Serra da Malcata, espero que tanto Penamacor como o Sabugal, não deixem de reclamar ao nível político, a reintrodução preferencial nesta área protegida. Seria até finalmente, muito boa justificação para a existência da própria Área Protegida que relembremos, foi criada exclusivamente para proteger o lince.
António Moura

A França, vive hoje um movimento social dos mais esperados e talvez participados. Desde creches, liceus, universidades, pessoal médico, passando pelos serviços de correios, Impostos, transportes públicos, comunicação social pública, Electricidade de França, France Telecom, contoladores aéreos, entre outros, a maioria destes serviços estão mais que perturbados. Consoante a região, a adesão é diferente. Maior aderência nas regiões de maior densidade populacional onde alguns serviços estão pura e simplesmente fechados.

Paulo AdãoTodos os sindicatos fizeram apelo para este dia de greve. Sejam eles funcionários públicos ou privados, o lema é o mesmo: exigir do governo maior poder de compra, mais emprego, melhores garantias e condições de trabalho, por outras palavras, trabalhar menos e ganhar mais. Alguns empregados do privado, de sectores ligados ao automóvel, também aderiram a este dia de greve e manifestam em conjunto com os funcionários públicos, com os estudantes, com professores, enfermeiros, funcionários dos transportes públicos, entre outros.
Mas no meio disto tudo, quem sofre mais com estas greves? Quais são os resultados no final destes dias?
Que dizer dos pais que não sabem onde deixar os filhos porque as escolas estão fechadas? Que dizer dos empregados do sector privado, que não têm transportes para se deslocarem para os seus locais de trabalho, que decidem dormir no local de trabalho, que abalam de casa às 3 ou 4 horas da manhã para poderem estar no local de trabalho às 8 ou 9 horas?
Manifestação em ParisNum momento de crise, como este, quanto perdem as empresas publicas ou privadas, pelos empregados que não vão ou não podem ir trabalhar? Quantos pais de família perdem dias, perdem poder de compra, perdem os empregos porque as greves não lhe permitem viver o seu dia a dia com tranquilidade.
Esta manhã, na escola frequentada pela minha filha, alguns professores vestiam uma t-shirt amarela, com a frase «Non-Greviste». Depois de terem aderido e participado em precedentes manifestações e greves apaerceberam-se que têm um dever primordial: dar aulas, ensinar crianças e jovens que querem ainda aprender os verdadeiros valores da vida, do trabalho, da sociedade.
Nos últimos dias, apareceram grupos de contestação e protesto contra as greves, muita gente, do privado e do público, começam a estar fartos destes dias negros, destes dias que para defender a liberdade de alguns, não se respeita a liberdade dos outros, fartos de serem vitimas.
Pessoalmente não sou conta as greves, sou sim contra este tipo de greves, em que a mioria protesta sem saber porquê. Sou contra esta liberdade de fazer greve e através da qual não se respeita a liberdade daqueles que querem ir trabalhar. Sou contra este tipo de greves que paralisam uma cidade, um País acentuando a crise dos mais pequenos, tirando ainda mais poder de compra aqueles que já pouco têm.
Será que a greve serve apenas para exigir direitos e regalias? Não teremos nós também devers e obrigações?
Paulo Adão (de Paris)

Está a decorrer, entre os dias 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, o período para apresentação de candidaturas ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH) para financiamento de actividades dos agrupamentos escolares para o ano de 2009.

POPHDecorre entre os dias 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro de 2009 o período para apresentação de candidaturas ao Programa Operacional Potencial Humano (tipologias 6.11 e 9.6.11) destinadas a apoiar as intervenções no âmbito dos Programas Integrados de Promoção do Sucesso Educativo.
As candidaturas deverão visar o financiamento de actividades a iniciar em 2009 por agrupamentos de escolas/escolas secundárias com contrato TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) com o Ministério da Educação.
O aviso de abertura de candidaturas indica que a formalização da inscrição deverá ser efectuada no portal do POPH (Programa Operacional Potencial Humano) no campo «Sistema de Informação» ou directamente no portal SIIFSE (Sistema Integrado de Informação do Fundo Social Europeu) no campo «QREN».
O POPH constitui um dos maiores programas operacionais de sempre, concentrando perto de 8,8 mil milhões de euros de investimento público, dos quais 6,1 mil milhões são comparticipação do Fundo Social Europeu. No Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) esta dotação representa 37% dos apoios estruturais, naquela que é uma aposta estratégica sem precedentes na qualificação dos portugueses e no reforço da coesão social.
A prioridade do POPH é em primeira linha a de contribuir para superar o défice de qualificações da população portuguesa, vencendo aquela que é uma das maiores debilidades do nosso capital humano. Estas prioridades são concretizadas através de tipologias de intervenção distribuídas por 10 eixos, cobrindo áreas como a Qualificação Inicial, a Aprendizagem ao Longo da Vida, a Gestão e Aperfeiçoamento Profissional, a Formação Avançada, a Cidadania e o Desenvolvimento Social.
jcl

A análise da Despesa orçamentada para 2009, coloca algumas questões às quais não posso deixar de aludir pelo que revelam da actividade autárquica.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Após ter feito uma breve análise aos Orçamentos da Receita e da Despesa para 2009 da Câmara Municipal do Sabugal, debruçar-me-ei agora sobre as Grandes Opções do Plano Plurianual de Investimentos (PPI), evidenciando algumas linhas de força dos investimentos previstos para 2009:
– Do total dos investimentos orçamentados, 24% referem-se a encargos financeiros que transitam de 2008 e 20,3% não têm financiamento definido, o que significa na prática só pouco mais de metade do orçamentado se refere a investimentos novos com cobertura financeira;
– No que diz respeito ao sector da Educação, fica-se a saber que a construção dos Centros Educativos do Sabugal e do Soito só têm o seu início previsto para 2010, pois que em 2009 só estão previstas como despesas com financiamento não definido, 100.000€ para cada um;
– Os investimentos previstos nas áreas da Cultura, Desporto e Tempos Livres são claramente insuficientes – apenas 60.000€;
– A situação ainda é mais gravosa no sector Acção Social, com um investimento perfeitamente marginal de 9.000€;
– Igualmente no que diz respeito às rubricas da Habitação e Urbanização, fica-se a saber que em 2009 não está prevista qualquer nova acção de «Requalificação do património», passando para este ano um encargo de perto de 1,4 milhões de euros referente a Vilar Maior, despesa já assumida em 2008;
– No Item Saneamento e Salubridade, salienta-se que dos 3,6 milhões de euros orçamentados, 3,1 milhões não têm financiamento definido! Neste Sector, e para além das obras que transitam de 2008, não há um único investimento que tenha financiamento definido;
Na rubrica «Desenvolvimento Económico e Abastecimento Público», salientam-se, como positivos os investimentos seguintes:
– Termas do Cró, com despesas orçamentadas de 4,6 milhões de euros;
– Zona de Localização de Empresas do Alto do Espinhal com 480.000€;
– Recuperação da Quinta da Colónia Agrícola Martin Rei, com 600.000€;
– No que diz respeito ao Parque de Campismo, o mesmo tem somente prevista uma verba de 20.000€.
Na rubrica Comunicações e Transportes ganha relevo tudo o que diz respeito à Ligação à A23, prevendo-se quer no ano de 2009, para além do que já está comprometido de 2008, se invistam mais cerca de 4 milhões de euros.
Ainda nesta rubrica ressalta o facto de para o item «Repavimentação de Estradas Municipais» só terem financiamento definido, 100.000 €.
No que diz respeito à Defesa do Meio Ambiente, 84% do orçamentado com financiamento definido, referem-se à intervenção «recuperação das Margens do Côa entre Pontes».
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

n.d.r. Uma falha editorial levou a que a crónica «Orçamento Municipal 2009-Grandes Opções do Plano» fosse publicada antes da análise à «Receita do Orçamento». As nossas desculpas ao ilustre cronista Ramiro Matos. Na próxima semana será corrigido o erro.

O conhecido «Orelhas», jovem natural de Vale de Espinho, foi hoje, 28 de Janeiro, detido pela GNR do Sabugal, quando conduzia um carro furtado.

GNRPara além de conduzir um carro furtado, o suspeito não possuia licença de condução e sobre ele recaía um mandado de detenção emanado pelo Tribunal da Guarda. O veículo havia sido furtado em Viseu há três meses, pelo que foi apreendido, sendo o jovem detido para ser presente em juízo.
O jovem valdespinhense, tem 29 anos, e esta foi a oitava vez que foi detido no último meio ano, sendo arguido em diversos processos criminais de furto de automóveis, assaltos a residências e outros crimes.
Ainda no dia de hoje a GNR deteve na Serra da Estrela dois suspeitos de assaltos à mão armada, ambos naturais de Celorico, de 18 e 21 anos de idade. Antes da detenção haviam perpetrado um assalto a uma estação de serviço em Belmonte e tentado um novo assalto em Manteigas. Para além das detenções foi apreendida uma arma de fogo e dois capacetes, que eram usados pelos jovens quando procediam aos assaltos.
Os jovens tinham passado também pela estação de serviço da Galp no Sabugal, onde abasteceram a viatura em que seguiam, tendo depois abandonado o local sem pagarem os 40 euros de combustível. Segundo fonte da GNR os jovens terão pensado em assaltar essa estação de serviço, mas a presença de várias pessoas no local levou-os a desistir desse propósito, tendo então seguido para Belmonte.
Na manhã do dia 27 de Janeiro, terça-feira, militares do Destacamento Territorial de Gouveia detiveram em Tourais (Seia), quatro indivíduos com idades compreendidas entre os 19 e 24 anos, residentes em Seia e Abrantes, por crime de furto. Identificaram ainda um outro indivíduo de 23 anos residente em Seia pelo mesmo crime. Esta operação desenvolveu-se após o furto de motociclos e outro material de um stand em Tourais, tendo-se conseguido recuperar três quadriciclos (moto 4), dois capacetes, 14 pares de luvas e ainda diverso material utilizando no furto.
Diligencias de investigação subsequentes, levadas a cabo pelo Núcleo de Investigação Criminal de Gouveia, com apoio do Destacamento Territorial de Abrantes e da PSP de Abrantes, permitiram apreender diverso material na residência dos suspeitos, relacionado com actividades ilícitas que vinham praticando também naquela região.
O Departamento de Investigação Criminal da GNR da Guarda é agora chefiado pelo Major Cunha Rasteiro, natural do Sabugal.
plb

Hoje, dia 28 de Janeiro, vindo de Navasfrias (España), decidi tomar um copo na discoteca, recentemente reaberta, de Aldeia do Bispo. Conversando com o patrão, o Senhor Manuel Faísca, caí das nuvens.

José Manuel CamposPasme-se! Disse-me que tinha ido contratar uma cozinheira e uma moça para o bar à vizinha povoação espanhola de Navasfrias. Conheço, muito bem a cozinheira que contratou visto que também o havia sido na «Hosteria de La Raya» do meu amigo Celso, Alcalde de Navasfrias. É do meu conhecimento que o Celso já lhe pagava um razoável vencimento visto que a Mary é uma excelente profissional.
espanholFiquei, na verdade, perplexo quando o Senhor Manuel Faísca me disse que tinha procurado, na zona, as convenientes empregadas mas não encontrou. Acrescentou ainda que também recorreu ao Centro de Emprego mas que também não foi bem sucedido.
É caso para perguntar se a crise também por aqui anda. Não é por acaso que estamos os tais trinta ou quarenta anos atrasados em relação a nuestros hermanos. Que saibamos aproveitar as lições! Depois não nos queixemos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A rematar os artigos sobre a mantança, e correspondendo a estímulos que nos foram chegando, elencamos um conjunto de expressões populares ligadas à criação do porco, à matança e à preparação das peças gastronómicas que dali se aproveitam.

MatançaARGANEL – arame que se coloca no focinho dos porcos para que não revolvam a palha da cama. Também se diz prego.
ASSADURA – lombo de porco que vai a assar na brasa. Mais a sul (em Monsanto) designa o pedaço de carne que se dá de presente por ocasião da matança.
BÁCORO – porco pequeno; leitão. Também se usam as corruptelas bácro e báquero. Também se diz berrelho, reco, rengo.
BANCO DE MATAR – robusta base de madeira, com quatro pés, onde o porco é deitado para ser morto.
BANHA – gordura; cada uma das cavidades abdominais do porco.
BARBELADA – carne da parte de baixo do focinho do porco, da barbela.
BARRASCO – porco de cobrição.
BOFES – pulmões do porco, fessura. Também se diz boches – «Mostra coração e há-de ter bofes» (Nuno de Montemor).
BOLETA – bolota ou lande, fruto do carvalho e da carrasqueira, usada para a ceva dos porcos. Nalgumas terras raianas dizem beleta.
BUCHO – Peça do enchido, feita à base de carne, ossos, rabo, orelha e outras partes do porco, que tradicionalmente é comido no Domingo Gordo. É feito a partir do enchimento da bexiga ou do estômago (bucho) do próprio porco.
BURZIGADA – cozinhado dos dias de matança feito com sangue cozido e pão, regado com gordura do redanho derretida (adubo). Também se diz borgigada.
CABEÇADA – a cabeça e a papeira do porco.
CALUVA – carne da cabeça e do pescoço do porco. Mais a sul (Penamacor) usa-se a expressão calubra.
CARCHAIS – ossos da cabeça do porco (Fóios).
CARRILHEIRA – maxilares do porco depois de limpos, isto é, arrebanhados da carne. Era guardada na tarimba ou no caniço e servia para curas: se havia inchaço em homem ou em animal barrava-se com a sua medula.
CASCABULHO – grande quantidade de cascas de fruta e de batatas, que se dão de vianda aos porcos. Também se diz retassos.
CEVA – acto de alimentar o porco, preparando-o para a mantança.
CHAMBARIL – pau curvo com recravas nas extremidades, que se enfiam nos jarretes do porco da matança, para o dependurar. Também se diz chambril.
CHAMUSCA – acto de queimar os cabelos do porco na matança.
CHELPA – gordura de banha de porco. O mesmo que unto ou untura.
CHICHORRO – torresmo. Também se diz chicharrão ou chichorrão e ainda torrezno ou churro (do castelhano).
CORAGEM – pedaço de sangue coalhado que ficou na barranha que apulou o sangue na matança – «A apular o sangue vai uma mulher experiente, que tem de saber bem tirar as coragens» (Maria José Bernardo Ricárdio Costa – Aldeia do Bispo).
CORTELHO (ou CORTELHA) – local onde se recolhe o porco. Também se diz pocilga, chiqueiro, cocho. Na Beira Baixa dizem furda, chafurda ou furdão.
DESMANCHA – acto de desmanchar o porco, um ou dois dias após a matança, quando a carne já assentou. Também se diz desmaranha (Rapoula do Côa)
EMBIGALHO (ou UMBIGALHO) – parte da carne à volta do umbigo que após a matança era assada e comida na adega. Nas terras do Campo (Penamacor, Monsanto) usam o termo tempereiro.
ESBANDULHAR – acto de abrir o porco e extrair-lhe as tripas (bandulho) logo após a matança.
FACEIRA – carne do focinho do porco. Também se diz focinheira.
FARINHEIRA – peça do enchido, feita com gordura derretida amassada com pão e farinha, condimentada com alho, cebola, louro e sal. Também se diz farinhata.
GRUNFANTE – porco na gíria quadrazenha. A mesma gíria, que sobretudo pretendia iludir os Guarda Fiscais aquando do exercício do contrabando, tinha outros termos com o mesmo significado: gringo, grunhato, grunho, vista-baixa.
JANETE – tendão da pata do porco, onde se enfia o chambaril para o dependurar. Também se diz jarrete.
LACÃO – perna de porco; pernil.
LAGARTO – cada um dos dois lombinhos do porco. Também se diz lombilho.
LUMIEIRA (ou ALUMIEIRA) – mão-cheia de palha que se acende para chamuscar o porco.
MARRÃ – porca, marrana.
MARRANADA – manada de porcos, vara. Também se diz porcada.
MARRANO – porco. Para designação do porco usam-se variadíssimos termos: berrão, cerdo (do castelhano), cevado, cochino, gorrilho, gorrino, chico, corricho, focinhudo («triste vivia a família que não criava, pelo menos, um focinhudo por ano» – Francisco Carreira Tomé), gorrinato.
MASSEIRÃO – pia de madeira onde comem os porcos. Também se diz seirão e conco (Batocas).
MATACHIM – homem que mata e abre os porcos.
MOLEJA – gordura das tripas do porco, da qual se fazem torresmos. Também se diz molareja.
PALAIO – peça do enchido, constituído pelo cego (apêndice) do porco com febras de ossos. Também se diz paio. Em Sortelha diz-se palagaio.
PASSARINHA – pâncreas, ou baço, do porco. Nas matanças, a passarinha assada era petisco para as crianças. Nalgumas terras dizem passarilha.
PIA – recipiente de pedra para deitar comida aos porcos.
PROVA – primeiro petisco da matança; amostra da massa dos enchidos, que é confeccionada numa sertã para verificar os temperos.
REDANHO (ou REDENHO) – rede de gordura que envolve os intestinos do porco, de onde se fazem os torresmos mais apreciados. Também se diz ordenho.
SANGRADEIRA – faca de lâmina comprida e com dois gumes, que se utiliza na matança do porco. Também se lhe chama cochilho (do castelhano).
SOVENTRE – parte da barriga do porco, entre os mamilos, que se corta de alto a baixo no dia matança para cozer na panela.
SOVINA – peça do formato do chambaril, mas pequena, que serve para atar o bucho, normalmente feita com pau de buxo.
SUÃ – coluna vertebral do porco. A carne dos ossos da suã é petisco muito apreciado e come-se cozida.
TALHADOR – tabuleiro de madeira com um pau cilíndrico ao centro, que serve para cortar a carne de porco para o enchido.
TORNILHÃO – pé de porco (Aldeia da Ponte).
VIANDA – refeição do porco, que consiste em água de lavagens com verduras e farelo.
Paulo Leitão Batista

Muito se tem escrito, sobre a história da nossa terra e região, algumas vezes com fundamento, outras especulando. O pior é quando se aventam hipóteses não documentadas e sucessivos escritores as repetem, tornando-as em quase verdades, que outros posteriormente repetem.

João ValenteSão exemplos disso, o Rio Cesarão como derivando de Júlio César, a pia baptismal da Senhora do Castelo como sendo datada do paleo-cristão, as singulares Capeias Arraianas, como reminiscência étnico-cultural da dominação Leonina, talvez com origem em lutas medievais entre o povo e cavaleiros.
Assim sendo, também eu vou especular, quanto mais não seja, para contrapor a posições «tradicionalmente» veiculadas, agradecendo desde já as correcções e críticas das pessoas mais autorizados na matéria, que tenham amabilidade de se prenunciar.
É sabido que os Romanos começaram a conquista da Península a partir do ano 218 a.C., e foi só Júlio César, então Pretor da Lusitânia, que por volta do ano 61 a.C., após 150 anos, pôs fim aos periódicos levantamentos dos povos autóctones. Por isso as guerras de resistência à conquista romana, não se resumem a Viriato ou Sertório e têm um substrato étnico e sócio-cultural muito complexo, que resumiríamos assim:
Deixando de lado as descrições de Plínio, Frei Bernardo de Brito, inscrição da ponte de Alcântara e outros, resumidamente, os Lusitanos estendiam-se desde a Margem Ocidental do Rio Côa até ao mar, com o Douro a estabelecer o limite da fronteira norte, dedicando-se fundamentalmente à pastorícia de gado ovino e caprino; os Vetões, fiéis aliados destes, estendiam-se da Margem Oriental do Côa pelo interior da actual Província Salamanquina, dedicando-se também à pastorícia, mas de gado bovino e porcino.
Os costumes e religião destes dois povos de raiz celtibera, eram basicamente os mesmos, com adoração do sol, lua, elementos da natureza, como cursos de água e árvores, adivinhação nas entranhas de animais, grandes hecatombes sacrificiais, transumância, herança dos filhos primogénitos, pilhagem em bandos, jogos colectivos de guerra, campanhas de pilhagem., etc.
Na arte, além dos frugais ornamentos de uso pessoal, de culto e combate, levantavam altares de culto, piras de sacrifício, e representavam vários, deuses, entre os quais o sol, com círculos concêntricos, a lua em forma de pendentes, amuletos, elementos decorativos de origem celta, etc.
Da procura de pastagens para o gado resulta a transumância, que originou consuetudinários direitos de passagem (exemplo das canadas em Espanha), e de pastagem (na Andaluzia e Alentejo, Estrela e Douro) que se mantiveram mesmo em períodos de guerra (ocupação romana, árabe, reconquista, idade média até séc. XIX) e locais de acampamento de pastores (as malhadas, como Malhada Sorda, Almeida; ou Malhada dos Castelhanos, na Estrela, onde ainda se conta na tradição oral o episódio da refrega com os pastores do mosteiro de Ouguela, Espanha) e de passagem do gado entre as serras (os portos, como Porto de Ovelha, Porto da Carne etc).
Na primeira fuga de D. Quixote, no contexto do funeral de um pastor morto pelo seu amor não correspondido a uma bela camponesa, descreve Cervantes o modo de vida destes pastores transumantes, dos seus acampamentos, dos conflitos de propriedade com as populações locais e que eram ainda constantes no séc. XVI.
O sistema hereditário entre os celtas, baseado na progenitura, provocou grandes grupos de deserdados em bandos de salteadores ou o alistamento mercenário a soldo de cidades do sul península, entre as quais, as colónias cartagineses. Um grande contingente de Lusitanos e Vetões, chefiado por um outro Viriato, integrou com assinalável êxito as hostes de Aníbal Barca, na segunda das guerras púnicas.
As lutas dos lusitanos contra os Romanos (que traziam um conceito de propriedade individual, conflituante com o status quo vigente), visavam assegurar os direitos de pastagem a Sul, na actual Andaluzia. Por este motivo a resistência foi tão longa e contou também com o levantamento dos povos autóctones do Sudoeste Peninsular.
Mais tarde, a instituição dos cavaleiros vilões nos primórdios da monarquia, teve também como objectivo acompanhar e proteger os movimentos de transumância para Sul. As posteriores algárias da reconquista, coincidiam amiúde com os períodos de transumância entre Abril e Setembro de cada ano, que visavam proteger, a isso não sendo alheio os nossos primeiros reis, terra-tenentes e ordens religiosas e militares serem também proprietários de grandes rebanhos (lembro como exemplo o testamento de D. Sancho I, que legou muitas cabeças de gado a conventos).
Foi neste caldo, de matiz sócio-cultural celtibero, conceito de propriedade, sistema hereditário, da transumância, banditismo ou mercenarismo, que resistiram os lusitanos 150 anos, sob o comando de vários chefes além de Viriato e Sertório, também conhecidos, como Púnico Cesari e outros.
Por tudo isto, abstraindo das consequências de uma posterior influência moçarabe (Jimnez do séc. IX a X encontrado na Santa Marinha, Vilar Maior) e do possível repovoamento por colonos galegos nos tempos de Leão (provado pelo falar peculiar que ficou no Vale do Elges), várias dúvidas me atormentam particularmente:
A pia baptismal que se encontrava na Senhora do Castelo, pela peculiaridade dos seus elementos decorativos (círculos concêntricos e cordão em forma de serpente, possivelmente de origem celta) não terá sido um caldeirão sacrificial celta, adaptado a posterior culto cristão?
Uma pessoa amiga, estudiosa das religiões da antiguidade levanta a hipótese de os círculos, também presentes nas civilizações Cretense e Fenícia, bem como de vária religiões orientais, serem druidas e semelhantes as do santuário proto-romano de Panóias.
Que excitação não seria, os nossos avós terem sido baptizados num objecto de origem pagã, ponte entre os a religião antiga e nova!
O Rio Cesarão, não radicará antes no nome do chefe Lusitano Cesario, que no genitivo Cesarionis é até a raiz mais directa, por catarse e nasalação da palavra Cesarão?
O singular gosto pelas touradas das gentes transcudanas, mais próximo das do outro lado da fronteira, não terá origem na singularidade da pastorícia dos Vetões, que diversamente aos lusitanos, privilegiava o pastoreio intensivo do gado bovino e porcino?
O encerro, o forcão e o desfile com alabardas das capeias, não remontará mais à condução colectiva do gado, aos desfiles guerreiros acompanhados de sacrifícios de animais, dos povos pré-romanos do que às lutas medievais do povo contra os cavaleiros ou na mais recente ida dos mancebos às sortes?
Responda, quem souber e puder!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

«Marley Dinis» é um gato de um ano de idade feito a 22 de Junho de 2008 que venceu a classe de Melhor Gato Doméstico na II Exposição Felina que a empresa Municipal Trancoso Eventos organizou no Pavilhão Multiusos de Trancoso em 24 e 25 de Janeiro em colaboração com o Clube Português de Felinicultura.

II Exposição Felina de TrancosoO presidente do Clube Português de Felinicultura (CPF), João Noronha, manifestou-se profundamente satisfeito com esta realização atendendo à participação crescente de expositores nacionais e estrangeiros, designadamente de Espanha, devido «à proximidade geográfica».
Um gato persa, propriedade de José Manuel Dias, de Vila Real de Trás-os-Montes que tem como criadora Júlia Alexandra Carvalho, é campeã Mundial e esteve presente neste certame que reuniu mais de 130 exemplares de 30 raças de gatos das 47 reconhecidas.
Estiveram ainda presentes gatos e expositores da Alemanha, França, Holanda, Itália, entre outras proveniências.
O Júri da exposição felina de Trancoso, patrocinada pela Royal Canin, foi composto por elementos oriundos de França, Alemanha e Holanda.
A grande participação espanhola, estimada em 40 por cento dos expositores, foi justificada por João Noronha pelo facto de «os espanhóis terem gostado muito do espaço do Pavilhão Multiusos de Trancoso, aliada à simpatia da organização, visitantes e população em geral mas também à redução das exposições naquele país devido à renovação da Federação de Clube de Felinicultura».
O Presidente do CPF regista com agrado o aumento dos amantes dos gatos e da Felinicultura, nomeadamente o interesse dos mais jovens, traduzido no aumento dos animais e expositores nos certames organizados pelo CPF que actualmente envolve cerca de 1.400 associados.
O presidente da Trancoso Eventos, Santos Costa, numa breve intervenção que realizou, disse que «os gatos são a companhia de escritores, de pintores, de poetas , de músicos e também de crianças e idosos».
Recuando na História recordou que no século XIV «Trancoso perdeu uma terça parte da população porque menosprezou os gatos» numa altura em que proliferava a peste transmitida pelos ratos que faziam com que a epidemia alastrasse. E isto tudo porque os animais eram encarados como símbolos de bruxaria, designadamente os gatos pretos.
aps (com gabinete de Imprensa da CMT)

Olof Palme, se fosse vivo faria no dia 30 deste mês de Janeiro 82 anos. Foi líder do Partido Social Democrata da Suécia e primeiro ministro daquele país entre 1969 e 1976, sendo reeleito em 1982.

António EmidioOlof Palm foi assassinado em 28 de Fevereiro de 1986. Ele e o seu partido destacaram-se por serem os arquitectos do Estado de Bem-Estar, e puseram em prática o modelo social de desenvolvimento, (negaram-se a aceitar que o dinheiro fosse tudo, e o ser humano nada). Defendeu o Pacifismo e o Universalismo, criticou a desigualdade social, criticou as ditaduras, tanto de esquerda como de direita, criticou o apartheid na África do Sul, e a política externa norte-americana, com incidência sobre a guerra do Vietname.
Foi assassinado numa rua de Estocolmo. Até ao momento ninguém descobriu o autor, ou autores, do crime. Há uma hipótese que diz que foi assassinado por se opor ao neoliberalismo que nessa altura surgiu em grande força, e um político da envergadura de Olof Palme, amante da Social Democracia e do equilíbrio entre o Estado e o privado, era um enorme estorvo à nova teoria económica.
Olof PalmeA social-democracia Sueca, foi a referência de muitos políticos portugueses no pós 25 de Abril de 1974, principalmente de homens do PSD e do PS. Mas depressa a esqueceram para se converterem à liberdade do mercado e à economia desregulada, que para além de não ter regras também não tem moral. Os conversos, que se intitulam eufemisticamente de centro-esquerda, lançaram a maldição sobre o Estado. Conseguiram que se tornasse perverso e abjecto defender o Estado, e em vez disso montaram um Estado repressor, um Darwinismo social e cavaram cada vez mais o fosso entre ricos e pobres.
Soa a ridículo quando se fala em Justiça Social, Democracia e Humanismo, mas aplaudem-se frases como esta, lançada por um moderno político de centro-esquerda: «A liberdade de mercado e de empresa estão por cima dos desejos dos governos democráticos».
O ideal Social-Democracia/ Socialismo em Liberdade desapareceu, porque grandes estadistas como Olof Palme, e outros, foram substituídos por políticos medíocres que servem essencialmente para legitimar os mandamentos do poder económico, e só conseguem chegar ao poder se se tornarem títeres desse mesmo poder económico.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A presidência da Câmara Municipal do Sabugal tomou posição pública sobre a notícia publicada no Capeia Arraiana referente às faltas graves detectadas no Portal de Turismo da Comunidade de Trabalho da Beira Interior Norte e Salamanca (BINSAL) destacando as potencialidades turísticas do Concelho do Sabugal e em especial sobre os cinco castelos das terras transcudanas da raia sabugalense. O município sabugalense mandou colocar off-line o portal até que os conteúdos estejam aprovados por todos os parceiros.

Manuel Rito AlvesNo documento oficial a que tivemos acesso endereçado ao Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, chefe-de-fila do projecto BINSAL, a presidência da Câmara Municipal do Sabugal dá conta do seu descontentamento pela falta de cumprimento do que ficou acordado entre todos os parceiros.
Logo a abrir no ponto 1 o ofício sabugalense afirma que «em momento algum, tivemos acesso a qualquer documentação relativa ao procedimento de adjudicação do trabalho de execução da página de Internet da CT BIN-SAL, em particular do caderno de encargos, o que nos permitiria ter uma discussão pertinente sobre quais os principais conteúdos a colocar online».
Mais à frente o município recorda que em Maio de 2008 foi recebido «um ofício remetida pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo onde era solicitada autorização para utilização de informação do sítio deste Município, bem como o envio de conteúdos acerca de gastronomia, património, museus, arte sacra, actividades, de lazer e desporto, imagens do concelho, folhetos informativos entre outros» e que em Julho a Câmara Municipal do Sabugal informou que os conteúdos solicitados e respectivas fotografias se encontravam online no portal do município.
Após várias considerações de índole técnico o ponto 7 do referido comunicado adverte que «após consulta do portal do Territorio BINSAL, verificámos estarem em falta conteúdos que consideramos fundamentais relativamente ao concelho do Sabugal e que vos foram disponibilizados atempadamente. A título de exemplo, não se compreende porque não constam da Rota dos Castelos, os castelos do concelho do Sabugal, é por demais insuficiente a informação respeitante à Serra da Malcata (para além do portal oficial da Câmara Municipal do Sabugal, existem diversos outros na Internet onde consta informação detalhada a este respeito), não constam quaisquer fotografias dos projectos realizados no concelho, para além da estação meteorológica que nem sequer é mencionada como estando localizada no Sabugal».
A finalizar e em síntese o comunicado oficial assinado pelo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, demonstra o seu «desagrado pelo facto de não termos sido chamados a tomar conhecimento e emitir opinião sobre as várias fases da concepção do portal CT BIN-SAL» e por essa razão considera que «para além da escassez de conteúdos colocados online a sua falta de rigor afecta negativamente a imagem da Comunidade de Trabalho em geral, e deste concelho em particular, solicitamos que coloquem off-line o portal do CT BIN-SAL até haver concordância por parte de todos os parceiros relativamente à informação e conteúdos a que o mesmo se deve reportar».

n.d.r. Sugerimos um convite ao chefe-de-fila (presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo) e restantes (ir)responsáveis pela asneirada que visitem o concelho do Sabugal. Gostarão, decerto, de admirar os nossos castelos e restante património. E todos nós, eleitores, agradecemos que sejam dignos da tutela dos 3,3 milhões de euros que têm à vossa disposição para investir com qualidade e competência em defesa das terras e das gentes raianas.
jcl

Com esta ausência o Sabugal perdeu, gratuitamente, uma grande oportunidade e sem quaisquer justificação de ser promovido positivamente no exterior!

Joaquim RicardoEm Lisboa, decorreu uma exposição denominada «Bolsa de Turismo de Lisboa» (BTL), onde foram mostradas as diversas potencialidades turísticas das muitas regiões que abundam por esse Portugal fora.
O Sabugal não teve, incompreensivelmente, o privilégio de ser representado oficialmente pela autarquia. A nível particular, o concelho quedou-se pela visita da nossa corajosa conterrânea, Natália Bispo («Talinha» para os amigos) que representou e muito bem a «Casa do Castelo», autêntico e «único» posto de turismo visível da cidade, de iniciativa particular e visita obrigatória para quem passa pelo Sabugal.
Os eleitos locais têm, entre outras, a responsabilidade de representar a autarquia e promover os seus recursos locais. O turismo no concelho é, sem dúvida, um recurso disponível que urge promover. A região de Lisboa e Vale do Tejo tem, no contexto nacional, o maior nível de vida, aproximando-se da média europeia e por conseguinte com dinheiro disponível para fazer turismo.
A ausência de um representante da nossa autarquia na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) chocou-me. O concelho luta desesperadamente pela vinda de visitantes e não tolera faltas em eventos desta magnitude.
Com esta ausência o Sabugal perdeu, gratuitamente, uma grande oportunidade e sem quaisquer justificação de ser promovido positivamente no exterior!
Mudar? Assim não é possível!
Joaquim Ricardo (candidato do MPT à Câmara Municipal do Sabugal)

O Programa da RTP1 «Portugal no Coração» vai ter transmissões em directo de Seia, na próxima terça-feira, dia 27 de Janeiro. Igualmente com o objectivo de promover a oferta turística o Município de Seia esteve presente com um stand na BTL em Lisboa.

Stand de Seia na BTLO talk show «Portugal no Coração» é apresentado a partir de Lisboa, por Tânia Ribas de Oliveira e João Baião, das 16 às 18 hpras, realizando-se durante o programa vários «directos» do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) de Seia, nomeadamente das várias iniciativas e valências que o CISE dispõe.
Integram ainda a programação, um desfile de moda com fatos em material reciclável, promovido pela Escola Evaristo Nogueira, entre outros temas.
O Município de Seia voltou a participar na BTL-Bolsa de Turismo de Lisboa, a maior feira de turismo realizada anualmente em Portugal, que este ano completou 21 edições, e que representa um local privilegiado para a divulgação da oferta e promoção turística do concelho.
A participação da Câmara Municipal de Seia passou pela promoção de produtos e serviços locais e regionais. No mesmo espaço foi possível visionar o vídeo promocional do concelho, conhecer o Centro de Interpretação da Serra da Estrela e obter material diverso de promoção turística, de que são exemplo o livro «Tecto de Portugal» e o roteiro turístico dedicado às Aldeias de Montanha em redor do maciço central da Serra da Estrela. A brochura turística refere sucintamente as potencialidades naturais das povoações situadas em plena Serra da Estrela, como é o caso das freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sabugueiro, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide.
Tendo em conta a localização privilegiada destas freguesias, que se encontram alojadas em vales cavados por rios e ribeiras, que têm as suas nascentes no alto da serra, estas «aldeias» são, sem dúvida, palco para um encontro privilegiado com as maravilhas naturais, e com as populações, que mantêm ainda hoje as tradições de sempre.
O objectivo deste projecto é preservar e requalificar o património e ligar as várias aldeias em rede, elaborando roteiros integrados cujo objectivo fundamental passa pelo desenvolvimento dessas mesmas zonas através do turismo, até porque a Serra da Estrela aparece como um palco privilegiado para a demonstração de um novo conceito de turismo: o turismo da natureza.
Na organização da BTL estavam integradas a BTL Negócios, a BTL Rural e a Semana Ibérica da Gastronomia.
A BTL Rural foi uma oportunidade para as unidades portuguesas de turismo no espaço rural, turismo activo e turismo natureza, de mostrar a sua oferta. A Casa de Santa Ana da Beira promoveu a sua unidade, instalada em Paranhos da Beira, propondo ajudar a preparar as férias com informação detalhada nesta vila do concelho de Seia e na Região da Serra da Estrela.
A BTL de Lisboa contou com as principais agências de viagem e operadores turísticos presentes no mercado português, e destinou-se não só aos profissionais do sector mas também aos viajantes que procuram conhecer as novidades em termos de destinos ou de hotelaria, ou marcar desde logo as próximas férias ou a escapada de fim-de-semana.
aps

Trancoso mostrou-se com êxito e visibilidade na Bolsa de Turismo de Lisboa que decorreu, de 21 a 25 de Janeiro, na FIL-Feira Internacional de Lisboa no Parque das Nações.

Júlio Sarmento (presidente) e João Carvalho (vereador)O principal objectivo desta presença organizada e patrocinada pela Câmara Municipal foi, desde logo definido: Dar a conhecer Trancoso como um concelho irradiador de desenvolvimento, património e cultura numa perspectiva de modernidade.
O espaço de Trancoso na BTL primou pela diferença e singularidade, convidando os visitantes a integrarem-se no seu ambiente à sombra de um cenário baseado nas Muralhas de Trancoso e Portas D’El Rey como que se de uma autêntica porta-aberta se tratasse para uma viagem no tempo – o passado e o presente.
O presidente do Município de Trancoso, Júlio Sarmento, definiu para a presença do espaço de Trancoso na BTL 2009 como uma ocasião para mostrar e divulgar o «património único, um projecto de aproveitamento deste recurso como fomentador de um turismo cultural, gastronómico e artístico de qualidade, uma oportunidade de projecção de Trancoso no sector turístico».
E tudo isto atendendo às características desta mostra internacional que permitiu um conhecimento real das potencialidades de Trancoso e seu concelho, facto que o Presidente do Município evidenciou ao afirmar que «é rico na sua historia e monumentalidade, tendo como principais centros históricos a sede de concelho, a antiga vila medieval de Moreira de Rei, mas também solares como o Solar dos Brasis em Torre do Terrenho, casas apalaçadas ou manifestações pastoris como os abrigos de pastor do Feital, as paisagens onde os castanheiros marcam presença, os prados e afloramentos rochosos e castrejos».
«Temos uma gastronomia regional rica e variada, marcas do passado materializadas nos monumentos, memórias de heróis e figuras lendárias, paisagens, ar puro que, no conjunto constituem um potencial único de desenvolvimento e oferta turística», disse.
Júlio Sarmento, acompanhado pelos vereadores António Oliveira (vice-presidente do Município) e João Carvalho, estabeleceu contactos na BTL com jornalistas do sector turístico com vista à realização de visitas e actividades de divulgação de Trancoso e ainda com agentes e operadores turísticos ou promotores do sector.
É de realçar a visita ao espaço de Trancoso do presidente da Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão e pelo vogal deste novo organismo, Luis Pedro Cerveira.
Publicações editadas ou patrocinadas pelo Município de Trancoso estiveram à disposição do público visitante sendo de destacar, a preço simbólico as Profecias de Bandarra, numa edição a custo de um euro promovida pela Trancoso Eventos – Entidade Empresarial Municipal.
Trancoso aproveitou ainda para a divulgação da Feira do Fumeiro a realizar nos dois primeiros fins de semana de Março (6 a 8 de Março e 14 a 15 de Março) organizada pela AENEBEIRA–Associação Empresarial do Nordeste da Beira.
A presença de Trancoso na BTL 2009 foi organizada pela Câmara Municipal de Trancoso com apoio da empresa municipal Trancoso Eventos.
aps (com gabinete de Imprensa da CMT)

Durante a semana passada, o Comando Territorial da Guarda da GNR registou e comunicou ao Ministério Público 53 ocorrências de âmbito criminal, tendo ainda efectuado 10 detenções em flagrante delito e tomado conhecimento de 27 acidentes de viação nas estradas do distrito.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaDo total de registos de ocorrências criminais, 21 referem-se a furtos, que continuam a ser um dos crimes mais verificados no distrito. Desses furtos, quatro ocorreram em estabelecimentos comerciais, dois em veículos e outros dois referem-se a furto de automóveis.
No período em análise os militares da GNR efectuaram 10 detenções em flagrante delito, sendo seis por condução sob efeito do álcool (condutores que apresentaram taxas de alcoolémia entre 1,24 e 2,64 gramas por litro no sangue), três por condução sem habilitação legal e duas pela prática de crime de furto de veículo.
Os dois detidos por furto de automóvel foram capturados no âmbito de uma operação efectuada pelo Destacamento da Guarda. Os detidos têm antecedentes criminais, estando indiciados de outros furtos de veículos, em estabelecimentos comerciais e em edifícios públicos. Presentes em tribunal, ficaram sujeitos à medida de coação de apresentações bissemanais, nos postos policiais das áreas de residência (Guarda e Seia).
Na semana em análise registaram-se 27 acidentes de viação, sendo 18 por colisão e nove por despiste. Dos sinistros resultaram dois feridos graves e 11 feridos ligeiros.
Os Núcleos Escola Segura, dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Pinhel e Gouveia, desenvolveram várias acções de sensibilização, subordinadas ao tema «Segurança na Escola», nelas participando cerca de 110 alunos.
Por sua vez o Posto Territorial da Guarda realizou quatro acções de sensibilização nas freguesias de Faia, Mizarela, Aldeia Viçosa, Vila Soeiro e Pêro Soares, no âmbito do programa «Apoio 65», onde estiveram presentes 60 idosos.
plb

O concerto dos «Sitiados», no Sabugal, teve lugar no dia 25 de Junho de 1994, integrado nas tradicionais Festas de São João.

Joao Aristides DuarteOs Sitiados tornaram-se conhecidos em 1992, quando editaram o seu álbum homónimo que incluía o grande sucesso «Vida de Marinheiro».
No entanto a sua origem remonta a 1987. Em 1988 é editada numa compilação do Rock Rendez Vous a canção «A Noite», dos Sitiados. Este tema é mais conhecido pelo seu refrão «Aqui ao luar, ao pé de ti…» e a versão mais conhecida é a dos Resistência, pelo que, nem sequer é identificado como sendo dos Sitiados.
O concerto teve lugar no dia a seguir ao bloqueio da Ponte 25 de Abril.
Estava eu a dar aulas no concelho de Vila Nova de Foz Côa, quando vim passar o fim-de-semana a casa. Na rádio ia ouvindo as notícias sobre o que se passava na travessia do Tejo. Já tinha visto o cartaz das Festas e não poderia perder o concerto dos Sitiados.
O concerto foi brutal, como agora se costuma dizer.
A formação que tocou no Sabugal era constituído por João Aguardela (voz e guitarra), Ani Fonseca (guitarra e coros), Sandra Baptista (acordeão), Jorge Buço (guitarra e bandolim), Jorge Quadros (bateria) e João Marques (baixo).
Jorge Quadros voltaria a tocar nas Festas de S. João, no Sabugal, uma vez que seria o baterista dos Delfins, aquando do concerto da banda de «Soltem os Prisioneiros».
SitiadosOs Sitiados eram um dos maiores fenómenos da música portuguesa e já tinham editado o seu segundo álbum «E Agora?», com o grande sucesso «O Circo».
O recinto estava repleto.
Após a actuação do grupo de baile Talismãs, sobe ao palco Laura Diogo, manager dos Sitiados e antiga integrante das Doce, para apresentar os Sitiados ao público.
O grupo entrou com todo o speed e atacou logo com alguns dos seus temas mais emblemáticos, como «O Bicho», «Cabana do Pai Tomás», «Pérola Negra» ou «E Ela Cega». O som estava muito bom.
No palco foi montada uma rampa por onde Sandra Baptista estava sempre a subir e descer, tocando o seu acordeão.
Sandra Baptista, com um acordeão de teclas, não parava quieta um segundo, mostrando ser uma verdadeira performer.
O concerto foi sempre a subir, até que perto do final João Aguardela resolveu perguntar aos presentes se sabiam «qual era a maior banda de Portugal». Ouviram-se vozes referindo o nome dos Xutos, mas João Aguardela fez questão de afirmar que esse estatuto pertencia ao Conjunto António Mafra (uma das maiores influências do Sitiados, que aliavam a Pop e o Rock à música tradicional portuguesa). E os Sitiados tocaram, a seguir, o tema «Menina Yé Yé», um dos sucessos do Conjunto António Mafra.
SitiadosE, perto do final, tocaram; como não podia deixar de ser «O Circo» e «O Baile», para regressarem ao palco (no encore) e interpretarem o tema mais esperado que era «Vida de Marinheiro».
O concerto terminou. Os Talismãs regressaram ao palco para continuar a sua actuação. Curiosamente, os Sitiados estiveram programados para um concerto nas Festas de S. Cristóvão, no Soito, em Agosto do mesmo ano, mas o mesmo foi desmarcado. Teria sido bom se se pudessem confrontar os dois concertos.
Este foi um dos concertos melhores a que assisti nos anos 90 do século XX.
Este artigo é dedicado à memória de João Aguardela, o vocalista dos Sitiados, falecido no passado dia 19 de Janeiro (nos últimos tempos membro de A Naifa), vítima de cancro, aos 39 anos.
Obrigado, por todos os bons momentos, como este do Sabugal, João…
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Em primeiro lugar quero agradecer a todos os que de algum modo se dirigiram à Casa do Castelo, felicitando-me por ter participado com a candidatura aos «Prémios Turismo de Portugal».

Fotos Natália Bispo – Clique nas imagens para ampliar

O facto da candidatura ter sido analisada por um vasto leque de pessoas da área do Turismo, incluindo o júri, já por si só foi uma divulgação e agora a foto no livro, ao lado de projectos de milhões de euros, considerados de interesse turístico, não tenho dúvida que a Casa do Castelo, situada entre muralhas no Sabugal, trouxe prestígio ao nosso Concelho. Esse prestígio todos sabem ser partilhado e não guardado só para os proprietários desta Casa.
Quanto à representação na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), traduzo a minha opinião escrevendo uma frase de um funcionário de uma Câmara do nosso distrito e entusiasta pela sua terra, que me dizia: «não nos mostramos… não existimos…».
A representação do Concelho do Sabugal, estava na região a que há pouco tempo ficámos a pertencer: a Região de Turismo da Serra da Estrela. Por isso, senti que estava muito diluída, no meio de muitos Municípios, com várias rotas nas áreas do Ambiente e da Cultura e depois com espaço que é lógico a Serra da Estrela representar: a neve e as suas montanhas. Apesar das pessoas responsáveis pelo stand tentarem repor os folhetos, acredito que não era fácil ver o que faltava, pois devido ao espaço só podiam colocar dois ou três folhetos de cada vez.
Assim fiz uma opção, resolvi fazer uma divulgação personalizada. Ao mesmo tempo que visitava os outros stands, perguntava se conheciam o Sabugal, entre algumas (poucas) respostas positivas, houve casos que me perguntavam se ficava no Algarve ou no Minho, se ficava no Alentejo ou na Serra da Estrela. Senti a confusão que faziam com Sabugueiro, nessa altura eu entregava o mapa do nosso Concelho e, claro, o folheto da Casa do Castelo esclarecendo as dúvidas.
Tendo percorrido a BTL durante três dias (a ideia era ficar um só), deu para ver o que deixámos de mostrar.
Temos a nossa gastronomia, com o agora tão falado bucho raiano, o javali e o cabrito assado, o queijo e o mel da Serra de Malcata, a nossa paisagem e o nosso património histórico, e outras potencialidades que nem sequer pensamos existir, mas que são reais e concretas.
Como podemos ter vergonha de mostrar aquilo que sabemos ter qualidade que é apreciado e que será a nossa salvação num futuro muito próximo?
Tudo isto não fará parte do nosso desenvolvimento, ou pelo menos da sua sustentabilidade?
No fim da cerimónia da entrega de prémios, dirigi-me ao grupo de jornalistas e membros do júri, agradecendo o terem avaliado a Casa do Castelo. Um dos jornalistas, o António Peres Metelo, disse-me que comeu o melhor cabrito assado da vida dele no Sabugal, apesar de terem passado mais de 30 anos nunca se esqueceu, perguntou-me se ainda existia esse restaurante. Aqui uma homenagem aos pais do João Robalo pela herança gastronómica que deixaram, uma herança que está a perdurar no Restaurante Robalo que eu confirmei ainda existir.
Num stand da raia espanhola, ao pedir informação sobre uma zona de Espanha onde a Casa do Castelo tem amigos e clientes, com surpresa a moça falou-me em português e que tinha grandes amigos no Soito, acompanhou um dos últimos passeios dos cavalos e que adoraria trabalhar no nosso Concelho. Mas com um sorriso triste disse que foi em Espanha que encontrou trabalho e que para lá teria de voltar.
Como imaginam, muito mais teria para escrever sobre estes três dias que eu considero de trabalho!
Penso que cheguei a várias conclusões, que eu procurarei transmitir assim que tenha oportunidade, a entidades públicas e privadas e que tenham responsabilidades ou interesses na área do turismo.
Como exemplo, trago fotos de vários stands de Municípios aos quais nos poderemos comparar. Espero conseguir passar a mensagem e todo o meu entusiasmo pela divulgação e promoção do nosso Concelho.
Natália Bispo

O Sabugal apurou três judocas para o Campeonato Nacional de Judo nos «Regionais» da Zona Norte (cadetes) que decorreram em Valença no passado sábado, 24 de Janeiro.

Ana Sofia Figueiredo e Gabriel Almeida, vice-campeões regionaisRealizou-se no passado dia 24 de Janeiro em Valença, o Campeonato Regional da Zona Norte, que apura os melhores atletas em cada categoria de peso para a derradeira prova. De lembrar que a Zona Norte inclui as associações de Judo dos distritos de Guarda, Viseu, Porto, Viana do Castelo e Braga, tendo ficado a cargo este campeonato Zonal a Associação Vianenses.
O distrito da Guarda esteve presente com oito atletas de 15 e 16 anos, cinco femininos e três masculinos. No sector masculino o destaque vai para Carlos Brito do Clube de Judo da Guarda que se sagrou Campeão Regional nos -66kg e Gabriel Almeida do Sporting Clube do Sabugal que foi Vice-campeão nos -73kg, Pedro Manso do Clube de Judo da Guarda não subiu ao pódio, mas também conseguiu o apuramento nos-66kg.
Nos femininos, destacou-se Ana Sofia Figueiredo, do Sporting Clube do Sabugal, que se sagrou Vice-Campeã Regional nos -57kg, no seu primeiro ano neste escalão, perdendo apenas na final com uma atleta mais experiente do Clube de Judo do Porto. Luísa Freitas e Inês Cunha do Clube Judo da Guarda obtiveram o 3.º lugar nesta mesma categoria de peso.
Ana Rita Figueiredo, do Sporting Clube do Sabugal, em -48kg e Joana Reis do Clube de Judo da Guarda ficaram isentas de competir, mas estão apuradas e estarão presentes com a restante comitiva distrital no Campeonato Nacional de Esperanças (cadetes) a realizar no próximo dia 15 de Fevereiro em Portimão. Todos os competidores do distrito estão de parabéns pela sua dedicação e pela forma positiva como têm vindo a encarar as competições.
Na arbitragem estiveram Joaquim Caetano Pereira, árbitro de Elite, da Guarda e David Carreira, árbitro Associativo, do Sabugal, que delegou o acompanhamento dos seus pupilos durante os combates, a Carla Vaz.
No próximo dia 31 de Janeiro irá realizar-se no mesmo local o apuramento Regional para o escalão de Juniores, no qual o distrito irá ter alguns representantes.
djmc

Ribacôa compreende uma faixa de terra de 1875 Km2, confrontando a Norte com o rio Douro, a Sul e Ocidente com o rio Côa e a Oriente com a raia com Espanha.

José MorgadoAs Terras de Ribacôa integram os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigues, Sabugal, Almeida, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa. A Beira Interior Norte inclui também os concelhos de Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Trancoso.
A Região de Turismo da Serra da Estrela, abarca ainda os concelhos de Fornos de Algodres, Gouveia, Seia, Belmonte, Oliveira do Hospital, Covilhã e Penamacor.
Em termos de marca turística, Penamacor esta no pólo Naturtejo, e Aguiar da Beira no Dão/Lafões.
Marcaram e marcam presença na BTL (Bolsa de Turismo em Lisboa no Parque das Nações) no Pavilhão 2, com stand próprio ou associados, onde divulgam presencialmente e através de roteiros, boletins municipais, folhetos de promoção, painéis, apresentação de produtos típicos com direito a «prova», programas de eventos culturais, de lazer, gastronómicos e projectos realizados, em curso e outras potencialidades que os distinguem, os seguintes concelhos:
– Stand 2B/04 – Raia Histórica-Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira, com motivos de Almeida, Castelo Rodrigo, Pinhel, Trancoso e Meda;
– Stand 2A/21 – Fozcôainvest-Empresa municipal;
– Stand 2A/06 – Município da Guarda;
– Stand 2A/02 – Município de Trancoso;
– Stand 2B/02 – Município de Gouveia;
– Stand 2B/03 – Município de Seia;
– Stand 2A/03 – Município de Aguiar da Beira;
– Stand 2B/01 – Comissão Instaladora do Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela que expõe muitos folhetos da região abrangendo, nomeadamente, os concelhos com stand próprio, empresas turísticas e outras.
Entre 29 a 31 de Janeiro, vai decorrer também a Expoeventos 09 – Feira dos Eventos e do Turismo de Negócios, no Pavilhão Atlântico Sala Tejo Lisboa.
Segundo António Silva e Sousa, director-geral da Expo Eventos o acontecimento entusiasma e não deixa ninguém indiferente uma amostra representativa do que melhor existe e se faz em Portugal na área do turismo de negócio, um fenómeno global, criador de riqueza e de emprego e gerador de conhecimento
Se Maomé não vai á montanha, que a montanha vá a Maomé!
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Nos dias de chuva e frio, o aconchego do lar impede-nos de sair para o terreno…ou não!

Pessoalmente, quer em casa ou no terreno procuro tirar máximo partido das condições atmosféricas adversas.
Neste caso em particular e rendido ao aconchego do lar, resolvi tirar partido da criatividade e explorar formas inesperadas. Para o efeito, resolvi explorar as formas de um simples pau de incenso.
Na fotografia nem sempre precisamos do melhor equipamento nem dos mais sofisticados sistemas de iluminação. Com uma normal luz de halogéneo e uma objectiva macro cheguei a este resultado. Uma questão de tentativa-erro.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Vídeo sobre as origens terrenas e divinas do Touro. Reportagem televisiva com tradições populares do Portugal histórico sugerida pelo professor Adérito Tavares. Na civilização oriental chinesa começou o ano do boi. Os doze animais do horóscopo chinês a que correspondem os anos chineses são, de acordo com a ordem que teriam se apresentado a Buda na lenda o rato, o búfalo, o tigre, o coelho, o dragão, a cobra, o cavalo, a cabra, o macaco, o galo, o cão e o javali.

Vodpod videos no longer available.

«O Touro», posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

O Sabugal está moribundo! E há quem o queira morto e bem morto! A propósito da ausência de representação do Sabugal na BTL, permito-me tecer algumas considerações, porque o silêncio é cumplicidade.

BTL-Feira Internacional de TurisimoNão vou aqui enumerar as vantagens do turismo como motor de desenvolvimento das regiões, nem da sua importância para o desenvolvimento das zonas em via de desertificação, para isso existem milhares de textos e estudos na Internet, pôr esses estudos em causa é revelador de profunda ignorância ou manifesta má-fé.
Diz um amigo meu «a ignorância é o pior dos males e ser ignorante com algum poder então, exponencia os males».
O Sabugal é sem duvida um concelho com potencialidades turísticas imensas.
Contudo, na BTL, não existiu uma presença com o objectivo de promover o concelho com a dignidade que merece e de acordo com as suas potencialidades.
Parece que os responsáveis dizem por aí que «não fazia sentido estar na BTL». Não fazia sentido para os que não amam esta terra, não fazia sentido para os que estão interessados em destruir a vida dos que aqui pretendem viver, não fazia sentido para quem recebe o ordenado à conta do erário público e está-se marimbando se as suas decisões contribuem ou não para o desenvolvimento desta terra.
Para quem tem a consciência da importância do turismo para o desenvolvimento local, fazia todo o sentido estar presente com a dignidade que a oportunidade impunha.
Para centenas de municípios faz todo o sentido estar presente e em força na maior realização de promoção do turismo nacional, mas para os responsáveis do Sabugal não faz sentido.
O que não faz sentido é tanta ignorância posta ao serviço da destruição de um concelho com imensas potencialidades como é o do Sabugal.
Como poderá alguém que trabalha em prol do desenvolvimento do Sabugal calar-se perante este autêntico atentado, mesmo correndo o risco de ser perseguido?
Durante quanto mais tempo pode o Sabugal aguentar com medidas como estas, que apenas contribuem mais e mais para a destruição dos que aqui pretendem viver em vez de contribuir para o efectivo desenvolvimento?
Em nome de que estratégia (secreta) se toma uma decisão de não estar presente num evento como este?
E, onde estão os candidatos à Câmara? Que têm eles a dizer sobre este assunto?
O silêncio é cumplicidade.
Kim Tomé

Estamos no tempo das matanças, e muita é a mortandade que vai por essas aldeias, com os cochinos em alto grunhidoiro nas manhãs gélidas. Uns matam por tradição, outros por manifesta necessidade, porém todos por apreciarem a boa carne dos porcos que medraram no chiqueiro.

MatançaCorre desde há uns anos forte e decidida campanha contra a mortandade do animal, sacrificado sobre uma banca, em acto atroz de absoluta impiedade. Clama-se que tal prática, ainda que ancestral, é atentatória à dignidade do animal. Parece-nos, contudo, que ainda ninguém clamou contra o consumo da carne de porco, nem os enchidos, nem os presuntos e os torresmos. Isso é que era bom! A carne é saborosíssima, e enche as medidas a qualquer apreciador da boa culinária, ainda que muito se fale em dieta e em comidas light, que em português escorreito seria melhor dizer limpa de fortes valores nutritivos.
Ora, perante tal contradição – o gosto da carne versus a protecção do animal que a fornece – encontrou-se um argumento de peso: a falta de higiene e de controlo sanitário. Nada há contra a morte do marrano, desde que aconteça em matadouro, sob o controlo das entidades fiscalizadoras, de forma a garantir-se a qualidade da «fazenda».
Ora, cabe-nos perguntar, que melhor garantia há para a qualidade da carne, do que ser o próprio consumidor a matar, limpar e desmanchar o seu marraninho, cevado na sua cortelha, a trato de bolotas, saramagos e retassos, sem que uma pitada de ração de compra lhe entrasse no bucho? É morto à frente de todos os que vêm para ajudar ou que passam na via pública e se assomam, sem receios de mostrar que o bicho quando vem para o banco traz boa saúde e é com absoluta limpeza e asseio que é tratado desde que a faca lhe entra no gasnete até ir para o chambaril, ser desmanchado e partido para as diversas peças do enchido que haverão de atestar o fumeiro. Que melhor garantia do que essa de ser o próprio consumidor a tratar do seu sustento?
Mas não, os senhores mandantes, ocultando estranhos interesses, vêm reclamar a pureza dos novos métodos do matadouro. O que na verdade se passa no açougue, só o sabe quem lá trabalha, entre as quatro paredes, longe das vistas públicas, aproveitando tudo o que há para aproveitar, ainda que centrifugado para salsichas e fiambres, comendo depois o consumidor uma pasta de carne gustativa, mas toda de igual sabor, independentemente do tipo de alimentação que o animal teve.
Deixem-se de hipocrisias. O que essas leis proibitivas e atentatórias aos costumes pretendem, é servir interesses comerciais instalados, que fazem pressão sobre quem decide, para que se ponha fim à matança do porco doméstica, para que mais salsichas cozidas venham para o mercado.
Ainda que os tempos sejam outros e que falte gente nas nossas aldeias, o porco deve continuar a ser morto nos currais e à beira das estradas, não apenas nas aldeias, mas também nas vilas e nas cidades, para que se demonstre que o povo quer estar bem servido, quer comer o que sabe ser de qualidade e estar sujeito a regras de limpeza e de salubridade que faltam nos estabelecimentos industrias. Esteja o povo fiel ao antigo adágio: faz a matança e enche a pança.
Viva a matança do marrano!
Paulo Leitão Batista

A terceira edição do Inblues – Festival de Blues da Guarda – arranca no próximo dia 5 de Fevereiro, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, com a actuação do one-man-band francês, Benjamin Tehoval. O certame prolongar-se-á até ao fim do mês, encerrando, dia 27, com o britânico Honeyboy Hickling.

Benjamin TehovalAmérico Rodrigues, director artístico do Teatro Municipal da Guarda (TMG), assume em declarações à agência lusa, considerou que «há público para a música blues», sendo o InBlues um evento «essencial» para a cidade.
Na óptica de Américo Rodrigues, o TMG «assume o compromisso de corresponder ao desejo dos diferentes públicos da zona» e InBlues é «um festival no âmbito da própria dinâmica do Teatro, não funcionando como um certame isolado».
O Festival abre no dia 5 de Fevereiro com a actuação de Benjamin Tehoval, músico francês com uma longa carreira na área dos blues.
O certame prossegue no dia 20, no Pequeno Auditório, com os britânicos Sons of the Delta, dupla formada por Mark Cole e Rick Edwards, que vêm a Portugal apresentar o seu último álbum, «Made in Mississippi». Dia 26, será a vez do colectivo português Nobody’s Bizness – a única presença nacional no evento. O Festival encerra no dia seguinte, com a actuação do inglês Honeyboy Hickling, acompanhado por Bob Wilson, Tony Baylis e Tony Stuart.
A organização espera casa cheia em todas as noites do evento.

O Teatro Municipal da Guarda, capitaneado por Américo Rodrigues, volta a trazer à cidade um evento de grande relevância, dando continuidade à sua permanente luta para que as populações do interior tenham a possibilidade de usufruírem de espectáculos de alta qualidade.
plb

Militares do Destacamento Territorial da Guarda da GNR detiveram, na noite de dia 22 Janeiro, dois indivíduos de 26 e 28 anos de idade residentes na Guarda e Seia, respectivamente, por furto de
veículos.

GNRAs detenções concretizaram-se quando os suspeitos se envolveram num acidente de viação na
localidade de Benespera, concelho da Guarda, com os veículos que anteriormente haviam furtado nas localidades de Guarda e Lageosa do Mondego.
A GNR procedeu de imediato a diligências de investigação, chegando à conclusão de que os indivíduos são também suspeitos da autoria de diversos crimes, nomeadamente de furtos de veículos, em estabelecimentos comerciais e em edifícios públicos. Os furtos de que são suspeitos ocorreram em diversas localidades do distrito da Guarda.
Os detidos foram constituídos arguidos e foram presentes no dia seguinte ao Tribunal Judicial da Guarda para primeiro interrogatório judicial e sujeição a medidas de coação. As investigações irão prosseguir.
plb

O presidente da Câmara do Sabugal foi um dos autarcas que elogiaram o acordo celebrado entre Portugal e Espanha para facilitar o acesso à saúde por parte das populações raianas.

Manuel Rito AlvesVários autarcas das zonas raianas, incluindo os presidentes das câmaras do Sabugal, Guarda, Almeida, Miranda do Douro e Valença elogiaram o acordo celebrado, esperando que esta decisão melhore a qualidade do serviço prestado ás populações que vivem próximas da fronteira com Espanha.
Em declarações divulgadas pela agência Lusa, o presidente da Câmara do Sabugal, Manuel Rito, sustenta que «se a solução passar por ter mais médicos e mais serviços ao dispor das populações, parece-me muito bem».
Já o autarca de Almeida, António Baptista Ribeiro, defende um cenário em que «o Hospital da Guarda fosse complementado com o de Salamanca» para que as populações pudessem «usufruir livremente dos serviços de saúde de ambos os lados da fronteira».
Os governos de Portugal e Espanha assinaram na Cimeira Ibérica, realizada em Zamora (Espanha), um acordo-quadro de cooperação sanitária transfronteiriça, para facilitar o acesso das populações fronteiriças a equipamentos de saúde dos dois lados da fronteira.
Os dois países vão agora acordar vários protocolos onde ficarão definidos os critérios com que será prestada assistência médica nas regiões transfronteiriças aos residentes ou a quem se encontre na região, assim como as condições de mobilidade de profissionais.
Porém Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos considerou que o acordo luso-espanhol «é uma perda de soberania». Para o bastonário, o acordo de cooperação «é perigosíssimo e é um risco enorme para o futuro se corresponder a um desinvestimento de Portugal na saúde nas regiões periféricas».
plb

Solucionado o problema da renda, com o aluguer de dois quartos, conforme já descrevemos, levando a uma cisão de alguns elementos, havia que seguir em frente, apesar deste contratempo.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo a Casa nada tinha, teve que se improvisar nos primeiros tempos, devido à utilização antecipada do andar, conforme factos de escritos anteriores e, foi graças, mais uma vez, ao Dr. Seabra que se conseguiram os primeiros pertences, como mesas, cadeiras e o indispensável para as reuniões, iniciando-se uma campanha de angariação de mais alguns bens considerados importantes, tais como uma televisão, máquina de escrever, esta oferecida pelo Dr. Seabra e outros utensílios, que eram bem-vindos nesta fase, de pouco ou nada haver. Apenas a boa vontade tudo foi superando, já que dinheiro, apenas o das quotas anuais, 100 escudos, dos poucos sócios existentes, não chegando para a renda, luz e água, que eram as despesas básicas no começo.
Pelo meio, outros factos aconteceram, que merecem uma referência.
O bar teve a sua inauguração, com a oferta de uma garrafa de Brandy, oferecida pelo João Leitão e José Paula, visto nada existir, nem sequer o balcão, sendo as bebidas pagas a um preço superior ao que se pagava cá fora, servindo para angariar mais algumas receitas.
Decidiu, ainda, a Comissão Instaladora marcar uma semana de actividades para Julho de 1975, com um programa aliciante, que englobava projecção de slides do Concelho, reuniões de associações locais, variedades de naturais da região, debates sobre emigração, tarde desportiva, culminando com um convívio, no Colégio dos Maristas.
Um pintor espanhol mostrou o desejo de expor na Casa, decidindo-se então, divulgar que existia um salão com capacidade para receber casamentos e baptizados, podendo as instalações serem cedidas pelo preço de 750$00. Com esta decisão, cedeu-se a Casa para o «copo de água» do casamento de um colega por esta quantia.
Com o entusiasmo a aumentar, crescia o consumo no bar e os donativos, o número de sócios aumentava a olhos vistos, atingindo-se cerca de duas centenas, originando mais receitas, havendo ainda muitas ofertas para o bar e o salão.
São publicados os estatutos no Diário do Governo n.º 116, III série, em 20 de Maio de 1975 com um custo de 9.479$00, na moeda vigente, faltando ainda, a sua publicação num jornal diário, que implicava mais uma despesa de 3.000$00.
Numa viagem ao Sabugal, foram encetados contactos com a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, existindo uma grande abertura em relação à Casa, podendo, muitos problemas virem a ser tratados com a sua colaboração, em Lisboa. Também aconteceu um contacto com a Viúva Monteiro & Irmão para se fazer uma excursão a Lisboa, por altura do convívio de 13 de Julho, oferecendo a Casa as instalações, dentro das suas possibilidades, para a dormida de alguns excursionistas. A fábrica Cristalina disponibilizou os seus produtos para serem consumidos na Casa.
Aconteceram ainda tantos outros factos e histórias, que não foram tão relevantes, cuja memória já não alcança, mas que, ainda assim, com o seu pecúlio possível, contribuíram para ajudar ao funcionamento da Casa, a partir de Agosto de 1975.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

O concelho do Sabugal integra a «Organização Beira Interior Norte/Salamanca» que pretende divulgar e desenvolver as zonas mais pobres da região raiana. As actividades da organização transfronteiriça estão disponíveis na Internet.

Organização Beira Interior/SalamancaA comunidade transfronteiriça «Organização Beira Interior Norte/Salamanca quer divulgar através da Internet, entre outras actividades, as que se prendem com beneficiação e construção de novas infra-estruturas, aquisição de bens materiais e prestação de serviços.
A organização integra os concelhos do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso, no distrito da Guarda, e oito comarcas espanholas da província de Salamanca. Foi constituída em 2006, no âmbito da Convenção assinada entre Portugal e Espanha sobre cooperação transfronteiriça, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento de uma das zonas mais pobres dos dois países.
A chegada à Internet visa aproximar as populações dos dois lados da fronteira e tornar conhecidas as suas vivências, ao mesmo tempo que permite divulgar as potencialidades turísticas da região, ao promover o património natural, arquitectónico e humano.
As duas regiões, próximas nas características geográficas, demográficas e económicas, ocupam uma área aproximada 16,5 mil quilómetros quadrados, onde habitam cerca de 460 mil habitantes, dos quais 345 mil são espanhóis.
Esta Comunidade de Trabalho teve uma dotação no âmbito do INTERREG III-A, de cerca de 3,3 milhões de euros, para acessibilidades aos espaços transfronteiriços, sistemas de prevenção de incêndios na fronteira, revitalização dos centros históricos e promoção turística.

Mas… há razões que a razão desconhece numa organização onde o concelho do Sabugal esteve representado ao mais alto nível pelo presidente do Município, Manuel Rito. Uma visita pelo portal do «Território Binsal» no capítulo das rotas pelos castelos aparecem 16 castelos e entre eles Pinhel, Castelo Rodrigo, Marialva, Longroiva, Celorico da Beira, Linhares da Beira e… espanto dos espantos nem uma referências aos castelos sabugalenses. Deve haver aqui um erro. Tem que haver aqui uma grande e gravíssima incúria que acreditamos vai ser reparada em breve.

Veja a presença na Internet da comunidade transfronteiriça aqui
e a página das Rotas pelos Castelos
aqui
jcl

A sabugalense Natália Bispo, proprietária da Casa do Castelo, esteve presente na abertura da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre até ao dia 25 de Janeiro na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.

Natalia Bispo na BTLRecebeu uma carta convocando-a a estar presente e, «em nome do Sabugal e da divulgação das suas potencialidades», como nos disse, meteu-se no comboio e viajou, sozinha, até Lisboa. E a «carta» deveu-se ao facto de ter participado na quarta edição dos «Prémios Turismo de Portugal», realizada em 2008, tendo merecido o recebimento de um diploma de participação.
«Tomei conhecimento dos Prémios quando por mero acaso vi um folheto na Câmara Municipal do Sabugal, onde fui tratar de um assunto. Peguei-lhe e dei-lhe uma vista de olhos, verificando que tinha interesse. Elaborei então, à pressa, porque o prazo estava a findar, um projecto para a Casa do Castelo na sua vertente de apoio ao turismo e concorri». Nada esperava da candidatura, feita «por descargo de consciência», pelo que ficou surpreendida quando a chamaram a estar presente na abertura da BTL.09.
«Tive que vir sozinha de comboio», disse-nos a Natália Bispo. «Conheço mal Lisboa e o meu filho que aqui trabalha teve de ir ao estrangeiro em serviço. Como não me sentia à vontade, telefonei a um velho amigo da família, o Tenente-Coronel José Morgado, do Soito, que logo se prontificou a acompanhar-me na feira». Mas depressa constatou que a BTL é uma festa, percorreu os stands e encontrou muitos conhecidos, nomeadamente pessoas que já passaram pela Casa do Castelo. Mas a maior surpresa foi quando verificou que a fotografia da sua casa fora seleccionada para constar no livro relativo aos Prémios de Turismo, distribuído na cerimónia de entrega dos diplomas. Na página 29 da edição lá consta a imagem da Casa do Castelo, na zona histórica da vila raiana, referindo-se ainda o nome da proprietária, os seus contactos e o valor do projecto, que importou em 150 mil euros.
A candidatura de Natália Bispo foi uma das poucas oriundas do interior do País, pois a maior parte dos projectos situam-se no Litoral, com especial incidência nos distritos de Lisboa, Faro, Porto e Aveiro.
plb

A análise da Despesa orçamentada para 2009, coloca algumas questões às quais não posso deixar de aludir pelo que revelam da actividade autárquica.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O Orçamento da Despesa (OD) para 2009 tem, naturalmente um valor global idêntico ao da Receita – 27.619.511€.
Da análise do OD é possível retirar as seguintes conclusões principais:
1 – Mantem-se o equilíbrio entre o Orçamento de Despesas Correntes (ODCorrentes) e o de Despesas de Capital (ODCapital), 40% e 60%, respectivamente;
2 – Ressalta pelo seu valor excessivamente elevado a afectação a «Outras despesas», com um valor superior a 8,4 milhões de euros, o que representa mais de 30% do total orçamentado;
3 – No que diz respeito Orçamento de Despesas Correntes (11 milhões de euros), saliento os seguintes aspectos:
– As despesas com o pessoal, não contabilizando as despesas com os eleitos municipais), ultrapassam os 3,6 milhões de euros, cerca de 33% do total do ODCorrentes;
– As despesas com o transporte escolar são superiores a 0,5 milhões de euros;
– As transferências correntes para instituições sem fins lucrativos atingem um valor de 0,72 milhões de euros, sendo as transferências para Empresas Públicas Municipais e Intermunicipais, de 0,36 milhões de euros;
– As transferências para Empresas Privadas (?), têm um valor de 0,74 milhões de euros;
– As despesas com combustíveis, água, electricidade e comunicações continuam a apresentar um valor muito elevado de 1,7 milhões de euros.
4 – O Orçamento de Despesas de Capital, tem um valor global superior a 16,5 milhões, destacando-se:
– Uma percentagem manifestamente desajustada da rubrica «Outros» que atinge o valor de 7,8 milhões de euros, 47,3% do ODCapital;
– As transferências para as Freguesias atingem um valor de 1,6 milhões de euros, dos quais 77% são identificados como «Outros».
5 – O OD identifica ainda uma verba de 0,42 milhões de euros para responder ao Passivo Financeiro e aos Encargos da Dívida.

Da breve análise efectuada ao Orçamento da Despesa para 2009, retiro as seguintes conclusões principais:
– O facto de mais de 30% do total do OD estar incluído numa Rubrica «Outros», agravado pelo facto de esta situação ser mais marcante no ODCapital (47,3%) não pode deixar de ser realçado, pelo que revela do modo como tais Orçamentos anuais são elaborados, e, queira-se ou não, assume ainda maior importância em ano de eleições, pois tal conduz a que o Executivo Municipal fica com uma «bolsa» de 8 milhões de euros para aplicar onde mais lhe convenha…
– O elevado peso das despesas com o pessoal, as quais representam quase um terço das receitas próprias geradas pelo Município;
– Ganha relevância especial o encargo relativamente elevado com o transporte de crianças e jovens para os estabelecimentos de ensino;
– Não se encontra perfeitamente claro nos Documentos a que tive acesso, quais as empresas privadas para as quais se prevê transferir 0,74 milhões de euros, situação que deveria merecer uma divulgação clara até para se evitarem suspeições de favorecimento.
– É claramente insuficiente o que se prevê transferir para as Freguesias, agravado pelo facto de mais de três quartos da verba atribuída ficar no limbo «Outras».
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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