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Fotografar passeriformes exige um estudo aprofundado da espécie e acima de tudo muita paciência…

O Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) é um pequeno passeriforme da família Turdidae, bem conhecido pela mancha alaranjada que lhe ornamenta o peito. É uma das aves portuguesas que mais alegra os dias de Inverno, com o seu canto melodioso e persistente. É porventura uma das aves mais fáceis de identificar. Geralmente observa-se saltitando pelo chão, ou poisado nos ramos baixos de uma árvore, adoptando sempre uma postura muito vertical.
Para fotografar esta pequena ave ou outro tipo de passeriformes são necessários dois ingredientes; um prévio estudo permite não só criar poisos para alcançar um bom resultado final, como também evita ficarmos com o cartão de memória vazio após uma sessão de trabalhos.
Por fim, o verdadeiro teste está na paciência do fotógrafo. Implica por vezes ficar algumas horas à espera do nosso motivo.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Na noite de quinta-feira, dia 27 de Novembro, uma mulher, de 32 anos, foi assassinada pelo marido, de 37 anos, com recurso a uma faca de 20 centímetros de lâmina, o que terá resultado de uma discussão seguida de luta violenta entre o casal.

Homem pernamece internado no Hospital da GuardaEnquanto os filhos, de dois e quatro anos, dormiam, o casal ter-se-á envolvido numa discussão violenta, da qual resultou a morte da mulher com várias facadas profundas, no tronco e na cabeça. O homem ficaria também ferido, com dois dedos cortados, pelo que foi conduzido ao hospital pelos bombeiros, onde ficou internado.
Com autorização médica o homem foi conduzido ao tribunal para ser sujeito ao primeiro interrogatório de arguido detido. Após ter sido ouvido pela Polícia Judiciária e pelo Tribunal da Guarda, o arguido regressou ao hospital Sousa Martins onde deverá ser submetido a mais uma intervenção cirúrgica. Ao longo dos próximos dias o arguido vai permanecer hospitalizado sob vigilância policial.
O casal vivia no centro da Guarda, junto ao Centro Comercial Vivaci. O marido é funcionário da Câmara Municipal, trabalhando nas piscinas municipais da cidade.
plb

Chegado ao reino do pensamento, da linguagem e das palavras, cedo compreendi que o nosso primeiro rei não foi D. Afonso Henriques. A quem nasceu em terras de Ribacôa e sempre ouviu e leu, que estas apenas foram integradas no território que é hoje Portugal no reinado de D. Diniz, sempre se dirá que foi este o nosso primeiro rei.

José Robalo – «Páginas Interiores»Ter como primeiro rei um poeta, lavrador das letras e fundador dos Estudos Gerais, sempre preocupado com a cultura e o ensino, neto de Afonso X, «O Sábio», é de facto motivo de orgulho, até porque este rei sempre teve preocupações intelectuais, razão pela qual é ainda hoje uma figura incontornável da nossa História.
É consabido que o tratado de Alcañices que definitivamente definiu as fronteiras do nosso território, onde se reconheceu a integração das terras da Ribacôa no território que é hoje Portugal, teve a intervenção de D. Fernando de Leão e Castela e de D. Diniz de Portugal e dos Algarves e foi assinado no dia 12 de Setembro de 1297; antes de mais Alcañices foi um acordo de paz, apesar do seu texto não referir em momento algum, que com a sua assinatura se colocou fim a um estado de guerra, sendo certo que é expresso o reconhecimento de que com a sua assinatura terminaram as escaramuças de ambos os lados da fronteira.
Em nosso modesto entender, está assim definitivamente afastada a tese muito mais romântica e que se adequa melhor à imagem de um rei lavrador das letras e por isso poeta, de que as terras da Riba-Côa fizeram parte de um dote de casamento do nosso rei D. Diniz com Isabel de Aragão, como circula na transmissão oral e popular. D. Diniz apesar da sua áurea de intelectual, também foi um rei guerreiro quando tal se tornou necessário, para afirmação da nossa soberania.
Castelo do SabugalO lugar que é hoje o Sabugal foi habitado em tempos pré-históricos, como o demonstram os materiais encontrados, recomendando-se por isso uma visita ao museu da cidade, onde se pode apreciar um trabalho de louvar e saudar da empresa municipal e município com a colaboração dos seus técnicos. Nós que sempre nos lamentamos do nosso destino com algum pessimismo e masoquismo, temos tempo para visitar estas jóias da pré-história?
É de aceitar a tese de que quando os Romanos chegaram ao Sabugal, terão construído um castro para a sua afirmação, que visigodos e árabes não alteraram.
Foi D. Diniz que depois de prolongada guerra contra D. Fernando IV de Leão e Castela, conquistou diversas praças ao longo da linha de fronteira, nomeadamente na Ribacôa, sendo que nas mais importantes para garantir a defesa desse novo território, decidiu construir ou reconstruir os castelos e que tal decisão contemplou o Castelo de Sabugal. Tivemos mais sorte com este PIDDAC do D. Diniz do que com os do Eng. Sócrates.
Durante muito tempo ainda se acreditou que nas abóbadas que ostentam o escudo das Quinas, o brasão de Portugal, se encontrasse esta inscrição que se transmite oralmente, mas que nunca se confirmou:

Esta fez El-Rei D. Diniz,
Que acabou tudo que quis;
Pois quem dinheiro tiver,
Fará quanto quiser.

A jóia arquitectónica que é o nosso castelo, é assim uma obra da total responsabilidade deste nosso primeiro rei.

:: :: PARA LER :: ::
«O tratado de Alcanices e a importância histórica das terras de Riba Côa.»
«Actas do congresso histórico Luso-espanhol de 12-17 de Setembro de 1997», da Universidade Católica.
«Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e monumentos nacionais, n.º 57, de Setembro de 1949», do Ministério das Obras Públicas, dedicado ao Castelo do Sabugal.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«Cantigas compostas por reis e príncipes da Idade Média», interpretadas pelo Emsemble Perceval, sob a direcção de Guy Robert e com etiqueta da Arion, referência ARN6803.
«Cantigas da corte de D. Diniz, do Theater of Voices», dirigido por Paul hilliers, etiqueta da Harmonia Mundi, referência 907129.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

O Partido Socialista vai apresentar oficialmente a candidatura de António Dionísio à Câmara Municipal do Sabugal, estando confirmada a presença de Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde.

A apresentação acontecerá no dia 13 de Dezembro, sábado, pelas 20 horas, no salão da Junta de Freguesia do Sabugal. O candidato à Câmara do Sabugal, é o primeiro do distrito a ser apresentado pelo novo presidente da Comissão Política distrital da Guarda do PS, José Albano.
A comissão política concelhia do partido está a mobilizar os militantes e simpatizantes do PS no concelho do Sabugal para marcarem presença neste primeiro evento oficial da candidatura, apelando à sua inscrição no jantar.
Manuel Barros, presidente da concelhia, vê assim confirmar-se o oficialmente o nome em que a Comissão Política apostou para tentar reconquistar a câmara por parte do Partido Socialista, que há 11 anos perdeu a presidência, na altura protagonizada por José Freire. Nas duas eleições seguintes o PS continuou a apostar em José Freire, que contudo não consegui levar de vencida os candidatos do PSD.
O candidato, António Dionísio, é natural do sabugal e é chefe de finanças. Não é militante do partido, mas parece reunir o consenso entre os socialistas do Sabugal, que acreditam ter chegado a hora da mudança.
plb

José María Narciso Alfonso González é o Alcalde de Albergueria de Argañan, aldeia espanhola que fica ao lado de Aldeia da Ponte. Desde muito jovem que frequenta as terras raianas de Portugal, onde tem muitos amigos. No sábado receberá na sua aldeia os Porsches que andam em passeio pelo concelho do Sabugal, é oferecerá um «pincho» e um trago de vinho aos participantes. Estivemos à fala com este autarca espanhol, que é realista e pragmático, mostrando desencanto quanto ao futuro das terras raianas de um e do outro lado da fronteira.

alcaldeMantém um bom relacionamento com os «alcaldes» portugueses da raia?
Desde sempre tivemos, e mantemos, um bom relacionamento, e isso acontece com toda a população. No tempo antigo o único problema eram as autoridades, porque as pessoas davam-se muito bem. Tivemos o contrabando, onde curiosamente os portugueses ficaram sempre a ganhar.
Não é essa a ideia dos portugueses. Nós consideramos que os espanhóis é que tiraram maior proveito do contrabando.
Os portugueses desconfiavam muito dos espanhóis, mas a verdade é que nas transacções comerciais ficavam sempre a ganhar. Vocês tinham maior espírito comercial. Talvez isso resultasse de uma maior necessidade, mas a verdade é que ganhavam sempre mais do que nós.
Tem mantido relações regulares com a Câmara Municipal do Sabugal e com as juntas de freguesia portuguesas?
Todos os anos há uma reunião entre os «alcaldes» espanhóis, de Valverde a Fuentes, com o presidente da Câmara do Sabugal e os presidentes das juntas de freguesia, para confirmarmos que os marcos fronteiriços estão no seu lugar. Uma vez é em Espanha e a seguinte em Portugal. Os marcos são apenas um pretexto, porque aproveitamos para nos conhecermos melhor, convivermos e falarmos acerca de assuntos de interesse comum. A última reunião foi em Portugal e falámos do Centro de Negócios do Soito, que o presidente Manuel Rito nos apresentou.
E o que acha desse equipamento? Poderá albergar empresas espanholas que tenham negócios em Portugal?
Sinceramente, penso que aquilo não tem futuro. A ideia é bonita e o presidente está muito entusiasmado, mas o problema é que não há gente nestas aldeias e sem gente não há mercado suficiente para aguentar aquilo.
E o que podem os povos dos dois lados da fronteira fazer para conseguirem um futuro melhor?
Temos de nos unir através de projectos comuns. Vivemos numa das regiões mais pobres da Europa e temos de lutar contra isso. Podemos formar empresas, produzir para exportar e trocar experiências, só assim conseguiremos enfrentar com êxito as dificuldades. A União Europeia enviou muito dinheiro para ajuda ao desenvolvimento, mas ele ficou em Lisboa e em Valladolid. O pouco que cá chegou usaram-no para fazer parques e jardins, instalar luzes e candeeiros, fontes e outras coisas muito bonitas mas que não produzem riqueza, nem dão emprego aos jovens. O resultado de tudo isto é vermos os nossos melhores jovens irem para as cidades.
Considera que os políticos não se têm interessado pelo campo?
Para os políticos as cidades são mais rentáveis, porque o investimento por pessoa é menor do que no campo. Por exemplo, aqui em Albergueria tenho 250 candeeiros públicos para 160 habitantes. Ou seja, é preciso mais de um candeeiro para iluminar cada pessoa. Isto não acontece nas cidades onde cada candeeiro ilumina muita gente e em poucas centenas de metros quadrados conseguem meter prédios com dezenas de famílias. Por isso os políticos pensam sempre em apoiar as cidades e não ligam a quem vive no campo. É por isso que estas aldeias vão ficando sem gente. Temos muito poucos jovens e os que aqui estão não têm perspectivas de futuro.
E o que acha que devem fazer os políticos para fomentarem a fixação dos jovens nestas aldeias do interior?
A única forma de segurarem aqui os jovens é darem-lhes uma cana para pescarem. Ou seja, é necessário criar-lhes as condições para que instalem e desenvolvam o seu próprio negócio.
plb

Na Casa das Beiras continuaram as reuniões da Comissão Instaladora, trabalhando nos estatutos e discutindo outros assuntos de interesse para a Casa.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDecorrido o Magusto em 10 de Novembro de 1974, foi feito o seu balanço, que resultou em mais um grande êxito, com a inscrição de novos sócios, mediante quota de 100 escudos anual, tendo-se distribuído o projecto de estatutos, já aprovado, para avaliar da sua aceitação, sendo a opinião geral favorável e considerado ajustado, pelo que se concluiu na necessidade de angariar fundos para pagar a publicação dos estatutos, bem como a escritura, ficando o Dr. Seabra de encontrar um Notário.
Apesar de mais um êxito, nada de mais relevante aconteceu até à data da escritura, altura em que as dificuldades se avolumaram, tendo a Comissão Instaladora, nesta fase, travado uma luta tremenda, face às tentativas de ocupação das nossas instalações, como veremos adiante.
PlacaLegalizada a Casa, havia a necessidade de se trabalhar no sentido de haver eleições para os corpos gerentes, continuando a procura de um espaço, surgindo em 18 de Março 1975, uma proposta do Dr. Seabra com o arrendamento do 2.º andar para sede da associação. Negociou pessoalmente, uma renda de 6000 escudos, aumentando depois 1000 escudos em cada ano. Esta verba era avultada e proibitiva, mas face às renitências de todos os outros, o Dr. Seabra propôs instalar, provisoriamente, um lar em duas das salas, que estavam separadas por uma porta envidraçada. A proposta não mereceu aceitação unânime, mas foram-lhe dados plenos poderes para negociar. Estas peripécias serão relatadas num próximo escrito.
Na reunião de 4 de Abril, o Dr. Seabra disse ter assinado contrato-promessa de arrendamento do 2.º andar. Avisou a Câmara de Lisboa do aluguer, para que o andar saísse da lista de casa devolutas. Isto provocou uma corrida de gente que queria ocupar a casa. Um grupo tentou mesmo ocupá-la à força, arrombando a porta. O Dr. Seabra acendeu lá um candeeiro, que ficava aceso toda a noite, para dar a perceber que o andar já estava ocupado. Instalou mesmo lá, uma empregada da sua casa de repouso, que mantinha a luz acesa, abrindo e limpando as janelas, de dia, para ser vista.
O advogado do senhorio e o Dr. Seabra deslocaram-se à Câmara Municipal de Lisboa, pondo um traço vermelho em ziguezague sobre a casa, em vez de um traço grosso, como estava determinado. Na Junta Freguesia de Arroios também puseram um traço azul débil e na Junta de Freguesia do Alto do Pina, nada conseguiram.
João Leitão BatistaAinda neste dia, de manhã, após nova tentativa de ocupação, apareceu um polícia que queria alugar a casa a familiares. A empregada do Dr. Seabra abriu-lhe a porta e chamou-lhe a atenção para um papel colado na porta, indicando que a casa pertencia à Casa do Concelho do Sabugal, sendo ela empregada do Sr. Presidente. O polícia pediu para ver o contrato de arrendamento, respondendo-lhe a dita, nada saber sobre isso.
Durante a semana seguinte continuaram as ameaças de ocupação, por gente que considerava a casa desabitada, pelo que em 8 de Abril decidiu-se passar a fazer as reuniões na novíssima sede da C.C. Sabugal. Foram pedidos orçamentos para a instalação eléctrica, mas como eram tão elevados, nenhum foi aceite.
Na reunião seguinte, o João Leitão ofereceu uma placa com o nome da Casa, que foi colocada na porta.
É preciso notar, que durante este período conturbado, era hábito a ocupação de prédios ou andares devolutos, coisa normal na época. Em relação à Casa é justo salientar, que o Dr. Seabra travou uma luta tremenda nas Juntas de Freguesias atrás referidas, acrescida ainda da Freguesia de S. João de Deus e com as Comissões de Moradores, visto que havia uma grande corrente para nos ocuparem a Casa, porque argumentavam, não se justificava uma casa para divertimentos, numa altura que havia tanta falta de habitação. Foi preciso uma explicação convincente do Dr. Seabra, provando-lhes que a associação se destinava a outro fim social diferente, porque se propunha colaborar nos interesses morais e materiais de um dos Concelhos mais atrasados do País, levando a melhor, dentro da legalidade, sobre todos os que tentaram as ocupações.
Assim decorreu esta luta durante algum tempo, com o resultado que se conhece, a casa sobreviveu a esta fase deveras complicada.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Mais uma estadia breve no Sabugal que me permite recolher e divulgar aspectos positivos e também negativos do nosso Concelho.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»1. Mimosidomus
Um nome não muito fácil de memorizar, mas revelador da capacidade de investir de dois jovens sabugalenses (um da família do Zé Chapeira e outro da família do Zé Nunes), que, com sede na Travessa dos Correios, na cidade do Sabugal, se propõem desenvolver uma actividade de apoio aos idosos ainda residindo nas suas casas.
Serviços como apoio domiciliário, fornecimento de refeições, transporte ocasional, limpezas das casas, compras, pequenas reparações, etc., estão agora ao dispor dos idosos, num serviço que, espero, seja de qualidade.
Eis um bom exemplo que nos é dado por dois jovens, num nicho de mercado ainda de risco, mas que acredito, terá um futuro promissório.
2. Criação de ovelhas e cabras
Uma referência a um conterrâneo de Santo Estêvão que possui um rebanho de largas centenas de ovelhas e cabras, dele retirando o seu proveito, quer em borregos e cabritos, quer na lã, quer no leite, quer, ainda, em alguns apoios nacionais e comunitários.
Eis outro exemplo de aproveitamento de uma clara vantagem competitiva que o Concelho possui, e que, em meu entender, deveria ser uma aposta concelhia.
3. Sortelha
Pessoa amiga, alerta-me para o risco real com que Sortelha se depara. Hoje, dentro das muralhas vivem apenas 8 pessoas, os estabelecimentos de bebidas e restauração estão a fechar ou já fecharam, as unidades de turismo rural deparam-se com situações de forte crise.
Não fui ao local, mas confio na fonte onde bebi esta informação.
A gravidade da mesma levar-me-á em breve a uma reflexão mais aprofundada sobre o tema.
4. Passeio de cavalos
Domingo, pelas 10 horas, o Sabugal enche-se de cavalos, amazonas e cavaleiros que, após concentração junto ao Palácio da Justiça sobem a rua 5 de Outubro (rua Principal).
Não sei do que se tratava, e não consegui qualquer informação sobre o assunto.
Também não havia qualquer policiamento na zona que, por exemplo, controlasse o trânsito durante a passagem daquelas largas dezenas de cavalos.
Sei que, várias horas após a sua passagem, ainda a rua principal se encontrava pejada de dejectos dos cavalos, empestando o ar e dando um muito mau aspecto àquela via principal.
Se era uma organização particular, os seus responsáveis deveriam ser responsabilizados pela limpeza da rua. Se tinha o apoio da Autarquia, deveria ter-se garantido a limpeza imediata da rua.
5. Termas do Cró
Aconselho a leitura de todas as notícias que vêm sendo publicadas sobre o SPA de Alfândega da Fé para se perceber o que venho dizendo sobre o Cró desde há anos.
O Cró pode e deve ser um motor do desenvolvimento turístico do Concelho. Desde que saibamos como…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O presidente da República, Cavaco Silva, inaugura hoje, quinta-feira, a Biblioteca Eduardo Lourenço, na Guarda, no mesmo dia em que Câmara Municipal da cidade atribui a Medalha de Ouro da Cidade ao ensaísta natural de S. Pedro do Rio Seco, Almeida.

Segundo a autarquia, a condecoração der Eduardo Lourenço deve-se aos «serviços de excepcional relevância prestados à Guarda e às suas gentes». Justifica ainda a atribuição da medalha, pela ligação do pensador à cidade da Guarda e por ter aceite a atribuição do seu nome à nova Biblioteca.
A doação de cerca de três mil obras da sua biblioteca particular ao Município da Guarda e «a confiança manifestada» à autarquia enquanto depositária do «relevante espólio literário» são razões que também justificam a deliberação tomada, por unanimidade, pelo executivo camarário.
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, localizada na Quinta do Alarcão, junto do edifício do Centro de Estudos Ibéricos, possui cerca de 130 mil obras e contará com um espaço próprio para o acervo literário oferecido pelo ensaísta. A nova biblioteca possui auditório, salas para crianças e adultos, depósito livreiro e documental, oficina para conservação, encadernação e preservação do fundo documental e Livraria Municipal, entre outros espaços. A Biblioteca custou dois milhões de euros, sendo um edifício moderno e funcional.
Três das salas foram baptizadas com nomes de livros da autoria de Eduardo Lourenço: «Tempo e poesia», «Nós como futuro» e «A Nau de Ícaro».
A cerimónia de inauguração, presidida por Cavaco Silva, está agendada para as 11 horas e 30 minutos.
Na tarde de hoje o Presidente da República desloca-se ainda à cidade de Mêda para aí inaugurar também a nova Biblioteca Municipal, onde foram investidos cerca de 1,5 milhões de euros.
plb

O insólito aconteceu no jogo entre o Mainz e o St. Pauli, a contar para a segunda divisão alemã. Após uma falta dura no meio-campo e muita discussão, o árbitro da partida mostrou dois cartões amarelos ao mesmo tempo.

jcl

Está a decorrer no Instituto Politécnico da Guarda (IPG), até ao dia 28 de Novembro, a Semana da Ciência e da Tecnologia, cujo programa integra exposições, palestras, visitas a laboratórios, simulações e exibição de documentários, entre outras actividades.

Instituto Politécnico da GuardaO primeiro dia, 24 de Novembro, ficou dedicado aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico e o seguinte ao empresário. Nesse âmbito houve um encontro e uma visita guiada ao campus do Instituto Politécnico da Guarda.
Esta semana culminará com a realização do I Encontro de Antigos Alunos do IPG, a ter lugar no dia 28 de Novembro. O programa inclui uma sessão no auditório dos serviços centrais do Politécnico (pelas 15h30), seguindo-se uma visita ao campus e, mais tarde, um jantar convívio numa unidade hoteleira da Guarda.
De acordo com a Comissão Organizadora, este é o primeiro passo para o agendamento de futuros encontros e eventos destinados aos antigos alunos do Politécnico da Guarda.
No âmbito da Semana da Ciência e Tecnologia, o Departamento de Línguas e Culturas da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda está a promover um concurso subordinado ao tema «Dominar a Ciência e a Tecnologia».
Motivar o gosto pela ciência e permitir que cada equipa de concorrentes dê a conhecer os seus conhecimentos nesta temática são os principais objectivo desta iniciativa que pretende, também, promover um espírito de ligação e convívio entre a ESTG, a comunidade do IPG e as escolas secundárias e profissionais da região da Guarda.
Durante a Semana da Ciência e Tecnologia, e à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores, as portas do Politécnico da Guarda estão abertas à comunidade local e regional.
plb

A Associação dos Antigos Estudantes da Guarda (AAEG) organiza no próximo dia 1 de Dezembro, segunda-feira, um convívio em Lisboa.

Está marcado para o feriado do próximo dia 1 de Dezembro, segunda-feira, um convívio em Lisboa dos antigos estudantes da Guarda.
O encontro terá início com a celebração, às 12 horas, de uma missa na Igreja dos Jerónimos, celebrada pelo padre capelão Moita.
O almoço beirão no Espaço Tejo (antiga FIL), a partir da uma e meia da tarde tem um menu convidativo onde não faltam os enchidos da Guarda com grelos.
Após a refeição será tempo do momento cultural com variedades e fados com o grupo «Serenatas de Coimbra». O encontro finalizará com uma merenda pelas 18 horas.
Este ano será sorteado entre os sócios da AAEG, com quotas actualizadas, um relógio Tissot e entre todos os participantes será sorteada uma esferográfica Parker.
A organização pede a comparência de todos e respectivas famílias.
Os bilhetes (40 fitas por pessoa) podem ser adquiridos em Lisboa no Restaurante Califa, em Benfica (sr. Costa), Farmácia Patuleia no Lumiar (sr. José Nicolau), Tailleur na Baixa de Lisboa (D. Sílvia) e Pastelaria Sul-América na Avenida de Roma (sr. Mário).
José Morgado

João Manata, relojoeiro de profissão, é deputado municipal, eleito pela CDU. Para além da mestria do ofício, que exige longo tempo de dedicação, João Manata é um conviva que mantém contacto permanente com a gente do Sabugal, sendo por todos acarinhado. Está atento à vida do concelho, com especial incidência na actividade autárquica, pelo que fomos à sua oficina onde conversámos acerca da vida política do concelho, numa altura em que o quadro de candidatos às próximas eleições autárquicas está quase completo.

manataPara quando se prevê a escolha do candidato da CDU a presidente da Câmara Municipal do Sabugal?
Ainda é muito cedo para isso. A seu tempo escolheremos o nosso candidato, que se apresentará como a verdadeira alternativa. O Sabugal precisa de uma política de esquerda, pois é necessário haver sensibilidade social para se resolverem os problemas das populações do concelho. E não tenhamos dúvidas: nenhuma outra força política pode oferecer essa alternativa que nós iremos apresentar.
Como deputado municipal e observador atento, o que pensa da actividade da câmara Municipal durante o presente mandato?
Tem sido uma actuação amorfa, pelo menos em relação às pequenas obras, que são por vezes as mais importantes, porque são as que mais dizem respeito às pessoas. Além do mais, na sua maior parte, representam a resolução de pequenos problemas práticos, que não têm sequer incidência de vulto em termos orçamentais.
Mas, falando de grandes obras, o que pensa do Centro de Negócios Transfronteiriço, construído no Soito?
Dou-lhe o benefício da dúvida, mas para nós essa obra nunca seria prioritária.
E quanto à ligação à A23?
É uma obra importante e fundamental para o concelho, mas preferíamos que fosse o governo a suportá-la, porque tem essa obrigação. Porém, perante essa impossibilidade, é bom que a Câmara avance, desde que a execução dessa obra não ponha em causa outras que sejam também fundamentais para o nosso futuro.
Sobre as Termas do Cró?
É uma obra importante e espero que as termas se revitalizem, mas sem as transformar numa estância de luxo a que só os ricos tenham acesso.
E a Festa da Europa, realizada no Verão?
A segunda edição, realizada este ano, esteve melhor. Mas ainda não é aquilo que o Sabugal precisa. Defendo uma festa, onde a par da animação, se divulguem as nossas potencialidades ao nível gastronómico, do artesanato e de outros produtos locais.
O Sabugal elegeu delegados ao congresso do PCP?
Nós elegemos delegados em conjunto com os concelhos de Pinhel, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. Por acaso nenhum dos delegados eleitos é do Sabugal, mas isso não diminui a nossa representatividade.
Enquanto militante do PCP o que espera deste congresso?
Desejo que contribua para o fortalecimento do partido e para a sua afirmação política.
Afastados os chamados «reformistas», fala-se agora de uma luta renhida entre os «duros» do partido…
Digam o que disserem, a verdade é que o PCP é o partido mais aberto da democracia portuguesa. É o único que debate em todas as suas organizações, da base ao topo, todas as questões e com uma grande abertura, tornando públicas as suas teses para o congresso.
Voltando ao Sabugal, o PCP continua ser um partido muito pouco implantado. Isso impede-o de ter grandes expectativas quanto ao futuro?
Temos de reconhecer que ainda não atingimos os nossos objectivos no que toca ao concelho do Sabugal, mas continuamos a lutar por isso. Temos por perspectiva crescer mais, sobretudo no seio da juventude.
plb

O Governo do Partido Socialista, o governo de José Sócrates, está a ser criticado internamente, dentro do próprio partido, por seguir uma política do posso quero e mando.

António EmidioEste é um exemplo flagrante leitor(a) de que a política do posso, quero e mando, não é exclusiva dos regimes totalitários. Infelizmente a experiência mostra-nos com toda a evidência que a democracia também tem dentro dela um enorme potencial de autoritarismo. Não estranhemos que governos eleitos democraticamente, e por sufrágio universal, possam ser, e são, tanto ou mais autoritários que outros não constitucionais. E se por acaso tiverem uma maioria absoluta, então nessa altura podem exercer o poder com um rigor exagerado nas decisões que tomam, e isto porque a legitimidade do voto e da maioria serve como legalidade para tomar medidas que até os regimes autoritários não se atreveriam com medo de revoltas. Com razão ou sem ela digo que isto se deve a que os actuais governantes são fieis servidores do absolutismo económico imposto pelo neoliberalismo.
Outro exemplo que nos mostra este governo é o seguinte: o grande capital muitas vezes estabelece pactos com a esquerda formal para travar as reivindicações das classes trabalhadoras. E isto compreende-se, se a esquerda formal estiver no governo, como é o caso, controla perfeitamente as suas bases e não as deixa rebelarem-se. E quando isto acontece, essa esquerda tem dificuldade em explicar-se e dificuldade em ser compreendida pelos trabalhadores.
A história é escrita pelas classes populares quando se mobilizam, não é escrita pelas grandes personagens. Leitor(a) está na hora de fazermos história.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Sem querer tirar o mérito ao grande arraiano que é o colunável Esteves Carreirinha que sobre a sua Aldeia e a Casa do Concelho tanto tem escrito neste Blogue, no intuito de contribuir para a História da Casa e seguindo o apelo que faz aos restantes conhecedores da mesma, transcrevo o seguinte texto que em nada contradiz os seus escritos e que de certa maneira vem enriquecê-los…

Casa do Concelho do Sabugal (Lisboa)«É longa e movimentada a história da Casa do Concelho do Sabugal.
Vamos apenas dar uma achega, para essa história, pois devem faltar bastantes pormenores…
Pedimos portanto, o favor de nos perdoarem as faltas que, existam neste trabalho e agradecermos os devidos esclarecimentos e correcções.
Foi no Verão de 1973 que os naturais do Concelho do Sabugal constituíram um grupo, tentando, contribuir para o desenvolvimento do mesmo.
Esse grupo, até ao 25 de Abril, pouco pôde fazer: apenas a discussão particular com pequenos grupos de Sabugalenses, manter uma secção num jornal e fazer um inquérito á população.
Depois do 25 de Abril, esse grupo alarga-se e torna-se muitíssimo mais activo: reuniões gerais em Lisboa e reuniões públicas nas aldeias do Concelho.
Apontemos os factos:
A 26 de Maio de 1974, efectua-se uma reunião na qual tomaram parte algumas dezenas de Sabugalenses.
A 7 de Junho de 1974, nova reunião, na qual tomaram parte, cerca de uma centena de Sabugalenses, tendo sido apresentado um programa deveras ambicioso, tendo-se constituído quatro grupos para elaboração de propostas a apresentar na reunião de16 de Junho sobre a politica, cultura, educação, economia e trabalho
Entretanto, a 9 de Junho, parte do grupo dos naturais do Concelho, desloca-se ao Sabugal, onde se realizou um comício, no Cinema D. Dinis, ao qual assistiram perto de 400 pessoas. Nesse comício chegou-se à conclusão que eram prioritárias a situação económica e a situação politico-cultural e que, portanto, se impunha a «organização do povo do Sabugal».
A 16 de Junho de 1974, cerca de seis dezenas de participantes, discutem a situação politica do Concelho e a criação de grupos de trabalho.
Fala-se na possível constituição da Casa do Concelho do Sabugal e na realização de um encontro de naturais do concelho, no Seminário dos Olivais, no dia 14 de Julho de 1974.
Aparecem nas paredes do Metropolitano de Lisboa impressos amarelos e verdes «Para Um Sabugal Melhor» convidando todos os Sabugalenses e amigos deste concelho, a comparecer às 21.30 horas, todas as sextas-feiras na Cantina do Instituto Superior Técnico.
Era o Secretariado a dizer-nos: Comparece e inscreve-te…
O entusiasmo dos Sabugalenses aumenta cada vez mais e as reuniões das Sextas-Feiras, na Cantina do Instituto Superior Técnico, são dinâmicas e entusiásticas. As propostas sucedem-se e são discutidas com calor. Todos colaboram com entusiasmo. Todos sentem que unidos são uma força.
E é assim que, numa dessas reuniões, presidida pela colega Amélia, rapariga dinâmica e convincentemente imperiosamente e a seu incitamento (propõe) a criação do grupo para a elaboração dos Estatutos da Casa do Concelho do Sabugal.
Ninguém se atrevia a inscrever-se. Todos receavam não poder dar conta do recado cabalmente.
Foi, então, que o Dr. Antero de Seabra, vendo o receio dos colegas, imediatamente se inscreveu, seguido de mais dois colegas que se juntaram a ele, Adelino Brito Dias e Alberto da Cruz Gata e começaram a trabalhar no dia 10 de Julho de 1974.
O Dr. Antero de Seabra, apresentou um projecto de Estatutos, na reunião de 31 de Julho, cujo articulado foi discutido e aprovado nas reuniões semanais seguintes e depois de apresentado, para discussão.
Entretanto, o Dr. Fitz Quintela, agregou-se à Comissão encarregada da elaboração dos Estatutos e como advogado, achou o projecto do Dr. Seabra, demasiado pormenorizado e propõe a sua simplificação, passando para os respectivos Regulamentos, grande parte das suas disposições.
A sua proposta foi aprovada por unanimidade, na reunião do dia 23 de Outubro de 1974, Dr. Fitz Quintela, apresentou o seu Projecto de Estatutos, elaborado por ele e pelo aluno de Direito, colega José Baltazar Roque.
José Morgado

O Grupo Territorial da Guarda da GNR continua a realizar constantes acções formativas e de sensibilização dirigidas à população mais vulnerável a actos criminosos, como idosos e estudantes.

Escola Segura da GNRNa semana passada os Núcleos Escola Segura dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Gouveia e Pinhel levaram a efeito acções de sensibilização no âmbito dos temas «Drogas lícitas e ilícitas» e «Segurança no caminho casa e escola». Estas acções decorreram em várias escolas tendo a elas presenciado 211 alunos, nove professores e dois auxiliares.
No mesmo período foram ainda levadas a efeito acções de sensibilização a idosos, no âmbito do projecto «Apoio 65», nas freguesias de Gouveia, Seia, Vila Nova de Tazem, São Romão, Santa Eulália, Valezim, Figueiró da Granja, Sabugueiro, Lagarinhos e Vila Cortês do Mondego. Estiveram presentes nas acções cerca de 500 idosos, os quais foram elucidados para os cuidados a ter para evitarem serem alvo de acções criminosas.
No restante da actividade operacional da GNR da Guarda, os militares registaram um total de 51 ocorrências criminais, de onde se destacam 21 furtos. Dois desses furtos foram dentro de veículos, um consistiu no furto do próprio veículo e dois em estabelecimentos comerciais, três em residências e 13 outros furtos não especificados no comunicado semanal da GNR.
No período em apreço, de 17 a 23 de Novembro, a GNR da Guarda efectuou ainda cinco detenções, sendo uma por condução sob efeito do álcool, uma por condução ilegal, uma por crime de desobediência, uma por crime de caça ilegal e outra por crimes contra a propriedade.
A GNR de Seia realizou ainda, em conjunto com a Câmara Municipal, uma Operação para recolha de canídeos na zona do Município, de onde resultou a recolha ao canil de diversos animais, sendo ainda elaborados seis autos de contra-ordenação. A GNR de Pinhel realizou também uma operação de fiscalização á caça, tendo daí resultado a detenção de um indivíduo que caçava ilegalmente e com recurso a um chamariz, que foi apreendido.
Registaram-se 19 acidentes de viação, sendo 14 por colisão e cinco por despiste. Dos sinistros resultaram 13 feridos leves.
plb

O Lar Nossa Senhora do Rosário, na Bismula, freguesia do concelho do Sabugal, vai ser benzido pelo Bispo da Guarda, Dom Manuel Felício, no próximo dia 7 de Dezembro.

D. Manuel Felicio, Bispo da Guarda, junto à imagem de São Paulo na paróquia de RuivósCorrespondendo a um pedido da Santa Casa da Misericórdia da Bismula, de que é provedor José Augusto Vaz, o bispo egitaniense visitará essa freguesia raiana para aí benzer o lar, recentemente inaugurado.
D. Manuel Felício chegará à Bismula às 14 horas para celebrar missa na Igreja Paroquial. Após essa celebração dirigir-se-á ao lar, onde então procederá à bênção das instalações. Após esse acto, será servido um lanche para o qual foi convidado todo o povo da Bismula.
O Lar Nossa Senhora do Rosário foi inaugurado no dia 29 de Agosto de 2008, pelo Secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, o qual enalteceu a iniciativa do povo bismulense, que de forma entusiástica pôs mãos à obra, conseguindo erigir o almejado lar para apoio aos idosos da freguesia. O governante garantiu ainda na ocasião que a Segurança Social iria estar à altura das responsabilidades, apoiando as três valências do novo equipamento social: lar, apoio domiciliário e centro de dia.
O lar foi construído com o esforço exclusivo do povo bismulense, que apoiou financeiramente a construção, contornando assim a falta de apoios oficiais.
plb

No ano de 1987, Paulo de Carvalho lançou o LP «Terras de Lua Cheia», no seguimento dos anteriores «Desculpem Qualquer Coisinha» e «Homem Português».

Joao Aristides DuarteConhecido como «A Voz» no meio musical português, ele próprio se assume como músico que toca um instrumento chamado voz.
Nesta época, Paulo de Carvalho já tinha quase 25 anos de carreira, uma vez que se iniciou nas lides musicais como baterista dos Sheiks, um dos pioneiros do yé yé português e uma espécie de Beatles portugueses.
Ficou muito famoso em 1974 por ter sido a sua canção «E Depois do Adeus» que foi a escolhida para senha da saída das tropas do movimento militar do 25 de Abril, que derrubou a ditadura. A canção «Grândola, Vila Morena», de Zeca Afonso, verdadeira senha, só surgiu quando a movimentação militar era já irreversível.
O espectáculo de Paulo de Carvalho, em Aldeia da Ponte, decorreu na Praça de Touros, onde foi montado um palco e teve lugar no dia 17 de Agosto de 1987.
Paulo de Carvalho e a sua banda deram um magnífico espectáculo. Ainda estava fresca a memória de temas como «Meninos do Huambo» ou «Fadinho do Bacalhau», que lhe valeram o primeiro disco de ouro da sua carreira.
Para além de temas mais recentes, como os referidos, o concerto de Paulo de Carvalho percorreu o reportório de quase toda a sua carreira e não faltaram temas como «E Depois do Adeus», «Maria, Vida Fria» ou «Nini dos Meus Quinze Anos».
Paulo de CarvalhoPaulo de Carvalho dirigiu-se ao público durante o seu espectáculo e uma das coisas que disse é que tinha ficado muito agradado com a recepção e com a refeição. Não se coibiu, mesmo, de referir que a comida desta região era muito saborosa.
Depois, no decorrer do seu espectáculo, foi pedagógico. Notou que uma parte do público, a mais jovem, não era muito apreciadora de fado (o mais recente tipo de música que resolveu interpretar).
Então, referiu que apreciava muito uma cantora chamada Sade (Adu), que tinha uma grande voz e que interpretava uma grande música (quem se lembra de «Smooth Operator»?).
À maioria dos «contestatários» do concerto nem sequer passava pela cabeça que o homem que viam em cima do palco estava farto de ouvir (e praticar) Rock. Quando eles andavam de cueiros já Paulo de Carvalho tinha abandonado o Rock (curiosamente os Sheiks regressaram em 2007- às vezes as saudades são tantas…).
Na segunda parte do concerto de Paulo de Carvalho actuou Jorge Fernando e a sua banda, que realizou um magnífico espectáculo, muito melhor do que aquele que fez na primeira parte de Carlos Paião, no Soito, e já motivo de crónica nestas páginas.
Este concerto de Paulo de Carvalho, o único de que tenho conhecimento no concelho de Sabugal, ficou-me na memória.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Magusto da Associação Liga Espinhalense

Castanhas e jeropiga acompanhados do bom convívio das gentes do Espinhal aqueceram a noite bastante fria. Aqui fica um pouco do magusto promovido pela Liga Espinhalense.

(Clique nas imagens para ampliar.)

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Na terça-feira, dia 25 de Novembro, realiza-se a tradicional feira de Santa Catarina, na Rebolosa, concelho do Sabugal, onde toda a Raia, por tradição, tira a «licença» para a matança dos marranos.

santa-catarinaTradicionalmente era na feira de Santa Catarina que se tirava a «licença» para as matanças e, o presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa, Manuel Barros, decidiu pegar nessa velha tradição, e distribuir a quem o requerer um documento autorizando o seu titular a matar o porco. Este ano, a tradição repete-se e a Rebolosa espera a visita de feirões e convivas para a grande festa que antecede o Natal nas terras raianas.
A feira marca o início do tempo frio, altura propícia para se lidar com carnes e para a boa cura dos enchidos no fumeiro. Por isso ficou na tradição ser o dia de Santa Catarina o primeiro em que se realizam matanças na Raia.
Capeia Arraiana falou com o presidente da Junta, Manuel Barros, que nos referiu ter convidado todos os restantes presidentes das juntas de freguesia do concelho do Sabugal. «Espero que a feira junte muita gente, porque esta é uma tradição que queremos manter», disse-nos Manuel Barros.
plb

A notícia aí está como uma lâmina que tudo corta à sua passagem: a livraria Byblos encontra-se numa situação de prejuízos acumulados e o sonho transformou-se em pesadelo. Não há alternativa para o fecho e a declaração de insolvência. É este o fim anunciado para «a primeira livraria de fundo editorial no nosso país, disponibilizando a totalidade das obras publicadas em língua portuguesa».

Auberge de La Bonne Franquette

«Que fiz eu? Amei a água, a luz, o sol, as manhãs de Verão, os portos, a calma dos fins de tarde nas colinas e um sem fim de pormenores sem o mais pequeno interesse, como esta oliveira bem redonda … Não lamento nem o facto de ter vindo, nem o dever de ter de partir para o desconhecido onde ninguém, graças a Deus, nada pode saber. Encontrei a vida muito bonita e demasiado longa para o meu gosto. Tive sorte. Obrigado.»
Jean d’Ormesson

José Robalo – «Páginas Interiores»Na Rua Rivoli, não muito longe da Praça da Concórdia ao longo do Jardim das Tulherias, em Paris e numa das entradas da livraria Galignani pode ler-se: «The first english bookshop established on the continent», ficando nós a saber que esta livraria existe desde 1520, até porque foram pioneiros na utilização dessa nova invenção que foi a imprensa.
O amor às coisas da cultura e no caso concreto dos livros, fazem com que este tipo de estabelecimentos sejam procurados e frequentados, nestas sociedades onde a cultura é um bem de primeira necessidade, razão pela qual a crise não os afecta como ao invés de Lisboa onde um projecto pioneiro como a Byblos, não foi viável. Com o fim deste projecto ficamos todos mais pobres.
Na Galignani temos o prazer de encontrar as últimas novidades editoriais, nomeadamente o ultimo livro de Jean D’Ormesson, «Qu’ai –je donc fait», uma espécie de autobiografia, uma prestação de contas deste talento da literatura francesa, que também ele passou ao lado do Nobel. Membro da Academia Francesa, ocupante da cadeira n.º 12, Jean D’Ormesson para além ser um homem de talento, de olhar inteligente e azul penetrante, é um bom contador de histórias que cativa e dimana simpatia. Foi Jean D’Ormesson, que quebrou barreiras e preconceitos ao propor uma mulher para integrar pela primeira vez a Academia Francesa, in casu Marguerite Yourcenar.
Au albergue Auberge de La Bonne FranquetteNum país e numa cidade onde a cultura é um bem de primeira necessidade ainda temos tempo para um concerto no Olympia, onde a figura de cartaz é Bernard Lavilliers, que não facilita e arrebatador abre as hostilidades com Samedi soir à Beyrouth, ao que se segue Solitaire, terminando com sons afro-brasileiros e com uma plateia repleta completamente rendida, mais fazendo lembrar o sambódromo do Rio de Janeiro.
Amantes da cultura, os franceses preservam e cultivam os seus valores. O prazer é acrescido quando na despedida deste Paris que os parisienses com carinho designam por Paname, no coração do velho Montmartre, no Auberge de La Bonne Franquette e na companhia do seu proprietário recebo uma lição sobre champagnes ao mesmo tempo que degustamos um Ruinart. Estando ao lado da Place du Tertre, não é estranho que este espaço tenha sido frequentado por gente como Pissaro, Cézanne, Toulouse – Lautrec, Renoir, Monet e até tenha servido de inspiração a Van Gogh para pintar Les Guinguettes.

:: :: PARA LER :: ::
«Qu’ai – je donc fait», de Jean d’Ormesson, ed. Robert Laffont.
«O Porteiro de Pilatos ou o Segredo do Judeu Errante», ed. Europa América, de Jean d’Ormesson.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«Samedi soir à Beyrouth», de Bernard Lavilliers.
«Les 100 plus belles chansons, 1975-1983, », Renaud.

Auberge de La Bonne Franquette aqui.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

A II Concentração Internacional do Porsches Fans Portugal vai decorrer no Sabugal no fim-de-semana de 28, 29 e 30 de Novembro. A Rádio Caria é a estação radiofónica oficial do evento e está a promover o acontecimento com a passagem de um spot muito criativo.

Descubra-o aqui no Capeia Arraiana e escute-o na Rádio Caria.

jcl

E como todos sabemos os eventos necessitam de organização, apoios e… participantes. Aqui fica a lista das bombas que vão percorrer as estradas do concelho do Sabugal contribuindo para uma jornada de confraternização e divulgação das nossas potencialidades naturais, gastronómicas e turísticas.

As inscrições para a concentração organizada pelo Porsche Fans Portugal, Todo Porsche Madrid e Capeia Arraiana (media partner) estão fechadas. A lista dos carros participantes é a seguinte:

01 – Porsche Boxster 986 – Staff
02 – VW Golf ou Mercedes 220 – Staff
03 – Porsche Boxster 986
04 – Porsche 911 – 996 Turbo
05 – Porsche Boxster 986 S
06 – Porsche 911 – 993 C2
07 – Porsche Boxster 986
08 – Porsche 911 E
09 – Porsche 911-997 C4S
10 – Citröen Arrastadeira 15cv
11 – Porsche 911 Sc
12 – Porsche 911-964T
14 – Porsche 911-996C2MKII
15 – Porsche 930Turbo
16 – Porsche 911 SC 3.0
17 – Porsche 911-964C2
18 – Porsche 911-993
19 – Porsche (fotógrafo oficial clube Madrid)
20 – Porsche Boxster S 986
21 – Ferrari Modena Spider
22 – Ferrari 456 GTA
23 – Ferrari 355 spider
24 – Ferrari 430 spider
25 – Porsche 993 C2cabrio
26 – Porsche Cayman
27 – Porsche Boxster 987
28 – Porsche 911-993 C2 cabrio
29 – Porsche Boxster S 986
30 – Lamborghini Gallardo
31 – Porsche 911-964 C4 Targa

São, de facto, muitos cavalos…
jcl

O dia vai começar bem cedo no domingo para todos os participantes na II Concentração Internacional Porsche Portugal. O itinerário vai permitir desfrutar das belezas naturais das terras quentes do concelho do Sabugal com passagem por Vila do Touro, Quarta-feira e culminando na esmagadora paisagem do Castelo de Sortelha. E é altura de desvendar uma grande surpresa…

II Concentração Internacional Porsche Fans Portugal

O «check-out» do RaiHotel está marcado para as nove horas da manhã de domingo. É tempo de partir para a terceira e última etapa da II Concentração Internacional Porsche Fans Portugal. Os Porsches, Ferraris e o Lamborghini vão sair pelas 10 horas em direcção a Vila do Touro, com passagem por Quintas de São Bartolomeu (10.10-10.20), Baraçal (10.20-10.30) e Vila do Touro (10.30-10.40) com visita ao Miradouro da capela da Senhora do Mercado (século XIV) e ao portal das muralhas do Castelo.
Às 11 horas será tempo de passar pelo troço em péssimo estado (do concelho da Guarda) em direcção a Águas Belas (11.15-11.25) e descida usufruindo das paisagens únicas das encostas que alcançam até à Covilhã e à Serra da Estrela.
11.30 – Chegada à aldeia de Quarta-feira. E é tempo de desvendar a grande surpresa. Mais de 50 cavaleiros (passeio organizado pelo Mesquita da Quinta da Sancha) irão ao encontro dos cavaleiros da estrada. Ficará para a História de Quarta-feira como o dia em que estiveram presentes mais cavalos no aldeia-presépio sabugalense no sopé do Monte de São Cornélio.
Na Quarta-feira está programada uma visita à queijaria da Alcina e uma prova de queijos.
A saída em direcção à Aldeia Histórica de Sortelha está prevista para o meio-dia. As máquinas subiram, sem qualquer dificuldade, a encosta entre barrocos, até ao largo do Castelo de Sortelha onde o presidente da Junta de Freguesia, Luís Paulo, receberá os participantes com um Porto de Honra.
Se tudo correr como está previsto cavalos, cavaleiros, porschistas, ferraristas e acompanhantes voltarão a reunir-se dentro das muralhas para um último convívio.
A saída de Sortelha está marcada para as 13 horas. Os participantes seguirão em direcção a Aldeia de Santo António (13.30-13.30) e a caravana fará uma passagem-desfile pelas principais ruas do Sabugal em forma de agradecimento e adeus aos sabugalenses.
E é tempo de rumar a Quadrazais ao Restaurante do Tó dos Viveiros das Trutas para saborear as apetitosas trutas do Rio Côa. O almoço servirá ainda para uma entrega de certificados de participação e para um adeus até à próxima.
Fim da terceira etapa.
jcl

As refeições para degustar a gastronomia das terras raianas estão marcadas para o RaiHotel no Sabugal (sexta-feira à noite), restaurante Beto Martins no Soito (sábado ao almoço), restaurante Robalo (sábado à noite) e Trutalcôa no domingo com o almoço de encerramento da concentração. No sábado ao final da tarde o lanche está marcada para Albergaria de Argañan, um gentil convite do Alcalde Narciso. Vamos definir, agora, o programa de sábado à tarde.

Clube Porsche Fans Portugal e Todo Porsche Madrid

Após o almoço no Restaurante Beto Martins os participantes na concentração reúnem-se no parque da Praça de Toiros do Soito de onde será dada a partida para uma prova de regularidade respeitando as velocidades legais, com saída de minuto a minuto, em direcção a Aldeia da Ponte unindo os dois redondéis das festas taurinas arraianas.
Partida do primeiro carro prevista para as 15 horas. Passagem pela Nave (15.10-15.15), Alfaiates (15.20-15.30), Aldeia da Ponte (15.45-16.15).
Após o agrupamento do último concorrente os carros rumam ao parque de estacionamento da Sacaparte onde terá lugar a partir das 17.00 horas uma prova de slalom com entrada livre para todos os que quiserem ver mais de perto as máquinas a acelerar em parque fechado.
Após a «brincadeira» que tem como objectivo a confraternização entre todos os participantes será tempo de rumar a Albergueria de Argañan onde, a convite do Alcalde Narciso, terá lugar um lanche à moda da Espanha.
No final do dia o regresso dos carros será feito por Alfaiates, Soito, Ozendo, Torre e Sabugal.
O jantar está marcado para saborear os petiscos na brasa do João do Resturante «Robalo».
A noite é livre. Os participantes na concentração vão receber um voucher oferecido pelos estabelecimentos «O Bardo» (Largo do Castelo) e «Bravo’s Bar» (no centro do Sabugal) que apoiam o evento para visitarem os respectivos bares e onde poderemos escutar mais de perto todas as peripécias do primeiro dia.
Fim da segunda etapa.
jcl

A II Concentração Internacional Porsche Fans Portugal já começou a contagem decrescente. Vencidas algumas dificuldades tudo se prepara para trazer às terras do Sabugal, pela primeira vez portugueses (Clube Porsche Fans Portugal) e espanhóis (Todo Porsche Madrid) proprietários das míticas máquinas Porsche e Ferrari. A organização tem feito tudo o que está ao seu alcance para transformar o fim-de-semana de 28, 29 e 30 de Novembro num momento marcante e histórico para as nossas terras e as nossas gentes. Vamos, agora, dar a conhecer a todos os sabugalenses as etapas deste evento com os locais, os tempos aproximados de passagem e guardamos para a manhã de domingo a grande surpresa desta concentração.

Manuel Rito Alves e José Luis Jacob, presidentes, respectivamente, do Municipio do Sabugal e do Porsche Fans Portugal

Passando a redundância e a evidência das palavras temos mesmo que começar pelo princípio. Esta concentração só vai ser possível devido à grande abertura que, desde o primeiro momento, o presidente do Porsche Fans Portugal, José Luís Jacob, demonstrou à ideia de trazer uma concentração das míticas máquinas ao Sabugal. É, igualmente, justo destacar a receptividade que a Câmara Municipal do Sabugal, na pessoa do seu presidente, Manuel Rito Alves, teve à possibilidade da realização da concentração em terras raianas. A escolha do percurso teve duas premissas. A primeira, «obrigava» a levar a caravana a passar pelos cinco castelos da raia sabugalense e a segunda «imposta» pelo clube pretendia evitar localidades onde fosse necessária ir e voltar pela mesma estrada. Malcata e a barragem, com muita pena nossa, tiveram que ficar de fora deste percurso. Fica para uma próxima oportunidade. Mas vamos, então, falar, da primeira etapa que inclui a chegada na noite anterior ao RaiHotel.
Os participantes na II Concentração Internacional Porsche Fans Portugal concentram-se na sexta-feira, 28 de Novembro, no RaiHotel, no Sabugal, onde pernoitarão durante duas noites e para onde está marcado o jantar depois do check-in. O serão vai servir para retemperar forças, para conhecer os participantes espanhóis do TodoPorsche Madrid e para recolher cedo porque sábado vai estar muito preenchido.
No sábado a concentração (com briefing incluído) está marcada para as nove horas da manhã no Largo do Castelo. Um representante da Câmara Municipal do Sabugal dará as boas-vindas a todos os participantes e fará a entrega de algumas lembranças de promoção histórica e turística das terras raianas do Sabugal. Antes da partida será ainda tempo para visitar o Castelo do Sabugal, o Bar «O Bardo» e a Casa do Castelo.
A partida está marcada para as 10 horas com passagem para a outra margem do sempre presente rio Côa em direcção às Quintas de São Bartolomeu, Rapoula do Côa e primeira paragem nas Termas do Cró.
Tempos de passagem nas localidades se forem cumpridos os horários previstos:
Ponte do Sabugal – 10 horas, Quintas de São Bartolomeu – entre as 10.10 e 10.20, Rapoula do Côa (10.20 – 10.30) – e Termas do Cró (10.30 – 11.00). Paragem no complexo para visita ao complexo e explicação do projecto pela responsável, Felismina Rito. Saída às 11 horas em direcção ao Seixo do Côa (11.00 – 11.10), Valongo do Côa (11.20 – 11.30) e chegada a Ruivós às 11.30 com Porto de Honra na sede da Associação dos Amigos local. Partida da caravana com passagem pela Ruvina (11.45-11.50), Nave (11.50-12.00), Aldeia da Dona (12.00-12.10), Bismula (12.10-12.20) e chegada a Vilar Maior (12.30) com visita ao Museu da Aldeia Histórica de Vilar Maior. A partida está marcada para as 13 horas em direcção a Aldeia da Ribeira (13.00-13.10), Rebolosa (13.10-13.20), Alfaiates (13.20-13.30) e Soito com passagem pela principal artéria da vila cerca das 13 e 30 em direcção ao Restaurante «Beto Martins» para um merecido almoço.
Fim da primeira etapa.
jcl

O auditório do Centro Cívico dos Fóios, no concelho do Sabugal, vai receber um Encontro Interdiocesano Transfronteiriço, organizado pelas Cáritas Diocesanas de Ciudad Rodrigo, Guarda e Salamanca.

Centro Civico dos Fóios - SabugalO Encontro vai acontecer no próximo dia 29 de Novembro. Pretende-se dar seguimento ao estudo «A Raia… Realidade Problemática, Futuro de Esperança», apresentado recentemente, no sentido de se ir concretizando o Projecto Interdiocesano Transfronteiriço de Intervenção Social.
O programa centra-se, sobretudo, na temática da Animação Comunitária, Participação e Desenvolvimento Local, e Estratégias de Dinamização Comunitária.
Alcides Monteiro, do Departamento de Sociologia da Universidade da Beira Interior (da Covilhã), e Santiago Gomez Martín, da Universidade Popular Martín Sosa (em Salamanca), são os oradores convidados.
plb

«Viagens na minha infância» é um livro da autoria de Joaquim Tenreira Martins, recentemente editado, o qual conta episódios romanceados da infância do autor em Vale de Espinho, terra raiana pegada a Espanha.

Viagens da minha infânciaÉ um livro de afectos, que nos fala de um tempo antigo. O tempo da infância do autor, que nasceu e cresceu numa aldeia da raia sabugalense, onde se vivia com dificuldades, nas no seio de uma família feliz, inserida numa comunidade solidária.
Ler este livro, muito bem escrito e organizado, não leva apenas ao conhecimento de aspectos da meninice do seu autor. Ler e folhear as suas páginas, é sobretudo uma viagem ao ambiente comunitário de uma aldeia serrana nos anos 50 do século XX, vendo tudo na perspectiva de uma criança. Ali está bem patente o amor e a admiração pelo pai alfaiate, mestre empenhado em seu afazer quotidiano, condescendente com os aprendizes, justo nos meandros do negócio, corajoso perante as adversidades, sensível para aqueles que não tinham posses e queriam casar com um fato novo.
O livro também viaja pelos mitos e os medos da meninice da altura, onde campeavam as bruxas, os lobos e os ciganos. Também há a referência aos homens que serviram de exemplo ao jovem valdespinhense no seu trajecto. Homens que lhe ficaram na memória pelo seu saber, pela argúcia na vida, pela honestidade e integridade. Depois, o livro embrenha-se na descrição de algumas tradições aldeãs. Tudo pela observação do menino que foi crescendo entre outras crianças e os adultos, numa vida plena de emoções e de sentimentos.
Os textos sobre as tradições do povo são valiosos quadros etnográficos, com a originalidade de se apresentarem sob a perspectiva de uma criança interessada e observadora. Destaque para a descrição de uma matança, no texto intitulado «O cuchillo de meu avô», em que o jovem se arrepiava ao ver o facalhão enterrar-se na carne do porco, que grunhia desesperado enquanto o jorro de sangue era apulado para uma barranha. A crueldade da matança era porém compensada com as iguarias que nesse dia se comiam á mesa, onde não faltava a passarinha, pedaço de carne que por tradição pertencia aos garotos e que o avô, num repente, atirava ao ar dizendo: «Agarra a passarinha».
Um livro que merece a pena ler, porque verdadeiramente revelador das formas de vida na aldeia raiana, reportando a um tempo passado que deixou marcas que não podemos apagar.
Pode ser adquirido na Casa do Castelo, no Sabugal.
plb

Consumada a fundação da Casa, vamos agora destacar todo o trabalho da Comissão Instaladora, que passou a reunir na Casa das Beiras, situada no andar de baixo, mediante o pagamento de cem escudos mensais, a partir de 10 Julho de 1974, enquanto não se encontrou a sede própria, terminando as reuniões no Técnico, a partir desta data.

Convivio da Casa do Concelho do Sabugal

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaAntes do início das reuniões neste local, já havia sido decidido realizar o primeiro convívio de sabugalenses, ficando o Sr. Alberto Gata encarregue de fazer os devidos contactos com o Seminário dos Olivais, sendo marcado para o dia 14 de Julho.
Na primeira reunião da Comissão Instaladora na Casa das Beiras, no dia 10 de Julho, foi posto à consideração o seguinte: Adelino Dias defendeu que a «Casa» deveria ser um lar económico para os sabugalenses, principalmente para os estudantes. «Deve ter condições para receber todos os que a visitem e para nela se efectuarem conferências de carácter rural, cultural, regional, nacional e recreativas».
Concordou-se em divulgar no próximo convívio, a realizar no Seminário dos Olivais, que se está a redigir o projecto dos estatutos e, se aproveite para recolherem os nomes dos futuros sócios, para além de se angariarem ofertas, para fazer face às primeiras despesas.
Na reunião seguinte: Congratulação pelo grande convívio realizado na mata do Seminário dos Olivais em 14 de Julho, merecendo honras de notícia pelos Jornais, Amigo do Sabugal, A Guarda, Diário Popular e Diário de Notícias.
Importa referir que este convívio foi uma das primeiras realizações da Comissão Instaladora, tendo um grande sucesso, em termos de participação, conforme documenta a foto deste dia, oferecida pelo Sr. Álvaro Valverde, que fez a reportagem fotográfica, servindo ainda para uma aproximação das pessoas do Concelho. De tudo um pouco se passou, para além de um grande dia de convívio com sardinhada, petiscos, muitas opiniões e conversas sobre o Concelho e a sua futura Casa em Lisboa, aproveitando-se para angariar mais sócios e algumas dádivas para a Casa.
As reuniões seguintes foram dedicadas à feitura dos estatutos, decidindo-se ainda, na 12.ª reunião, em 9 de Outubro, encarregar o Sr. Alberto Gata de organizar um Magusto, para aí se promover a Casa do Concelho.
Na reunião seguinte, 13.ª em 17 de Outubro de 1974, o Dr. Fitz Quintela apresentou conta corrente dos fundos da futura Casa do Concelho do Sabugal, sendo a 1ª vez nesta data, que assim aparece identificada nas actas. Até esta reunião, fora sempre chamada a «Casa do Sabugal».
Dr. Antero Seabra informou que já pagara à Casa das Beiras a utilização das instalações.
Alberto Gata conseguiu a marcação do Magusto para o dia 10 de Novembro de 1974, na Quinta das Irmãs Maristas, na Estrada de Benfica.
Tal como anunciei no último escrito, fica o registo de nomes, que assistiram, entre outros, a algumas reuniões da Comissão Instaladora, como, Pedro André Gonçalves, Dr. Aurélio Matias, Dr.ª Amélia Martins, Joaquim Pires Paula, José Correia, João Leitão, Augusto Gonçalves, Júlio Casanova Nabais, Ramiro Matos, Isabel Franco, José António Pires Paiva, José Dinis Morgado, Carlos Santos, Carlos André Neves Rodrigues, André Neves Rodrigues, Joaquim Augusto da Fonseca Corte, Amândio Francisco da Rosa, António César Marques Gata e João Quelhas Sanches.
Certamente, outros mais haverá, que também colaboraram e surgirão, aí mais para a frente.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

Eduardo Sucena, escritor natural da Guarda, na companhia dos seus conterrâneos Fernando Pinto Ribeiro, poeta, e o irmão deste, coronel Carlos Silva Ribeiro, ilustrador, aceita uma conversa informal. O local de encontro é no Restaurante Possolo, em Lisboa. (Entrevista de José Leitão Baptista.)

foto-sucena-cO que tem escrito, Eduardo Sucena?
Colaborei com artigos sobre a Guarda para o jornal dirigido por Virgílio Afonso. Vou procurar reuni-los. Publiquei «Crime e Polícia», sobre problemas de criminalística; «O Fabuloso Repórter X», sobre o conhecido jornalista Reinaldo Ferreira; «A Sé Patriarcal de Lisboa»; «Dicionário da História de Lisboa», em colaboração com Francisco Santana. Este último livro, por estar esgotado, surge agora em segunda edição de três volumes com a chancela da Editorial Presença. Com particular destaque, refiro «Lisboa, o Fado e Fadistas», que, modéstia à parte, teve notável sucesso e está de novo esgotado. Recentemente a Nova Vega publicou o meu último livro: «A Epopeia Templária e Portugal».
Retomemos a sua ligação aos intelectuais da Guarda, abordado que foi já o seu relacionamento com o poeta Fernando Pinto Ribeiro.
Conheço o Pinharanda Gomes, por quem tenho grande apreço e que teve a gentileza de me oferecer vários livros, mas os contactos com ele são escassos. É um estudioso que vive um tanto reservado. Com João Bigotte Chorão, é diferente. Almoçamos regularmente, tenho muita consideração por ele. Travei conhecimento com ele já em Lisboa, tal como em relação ao Pinharanda, que são ambos de uma geração mais nova. Conheci o Dr. João Patrício, filho do Dr. Ladislau Patrício. O pai foi director do Sanatório Sousa Martins e um escritor notável, um dramaturgo. Quanto ao Dr. João Patrício, também escritor e jornalista, fez a apresentação do meu livro «Lisboa, o Fado e Fadistas» no Páteo Alfacinha, no lançamento da primeira edição. O Adriano Vasco Rodrigues foi nosso condiscípulo do liceu. Amigos desde miúdos, essa amizade sempre se manteve. É um historiador e arqueólogo que muito tem investigado e divulgado sobre a história da Guarda.
Fernando Pinto Ribeiro coloca de novo a tónica sobre Lisboa e o Fado, lembrando um acontecimento pertinente a que Eduardo Sucena está ligado, pois partiu dele a ideia de criação do Museu do Fado.
Bem, lancei efectivamente a ideia da criação do Museu do Fado, pois sendo a canção típica de Lisboa, não havia registo de memória. Era presidente da Câmara de Lisboa o Eng. Nuno Krus Abecasis, a quem apresentei a ideia e ele pediu-me um memorial sobre o assunto. Quando o apresentei, o então vereador da Cultura mostrou também um grande interesse e a CML aprovou a proposta. Entretanto o Eng. Nuno Abecasis deixou de ser presidente e o assunto ficou esquecido. Surgiram então Jorge Sampaio, como presidente da Câmara, e João Soares, como vereador do pelouro da Cultura. Este teve conhecimento do caso e pediu a minha comparência. Falei-lhe então de um dossier que eu organizara e que devia estar em poder da Câmara, mas ele informou-me que tinha procurado e não o encontrara. Acabei por reorganizar o dossier. Eu tinha sido entrevistado várias vezes e tinha conhecimento do que se devia fazer. Deu-se então um caso lamentável. Quando esperava que João Soares levasse por diante o intento, acabou por remeter o assunto para um vereador da CDU, o Vítor Costa. Este ouviu-me ainda uma vez. Julgo que se aproveitou da ideia, correu comigo e pôs lá quem muito bem entendeu. Na inauguração do Museu deram-lhe um nome esquisito: Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa. Mandaram-me o convite e marquei presença. Quando cheguei, o Daniel Gouveia, que também é um estudioso do Fado, veio ter comigo e disse-me: «Eu faço parte da Comissão Instaladora. Sei que a ideia lhe pertence. Porque é que nunca esteve na Comissão Instaladora?» Respondi: «A razão é simples: nunca me convidaram. Como não me convidaram, não me meto onde não sou chamado». Aquilo estava dominado por gente da CDU, do Partido Comunista. Como sabiam que eu não era da cor, pura e simplesmente ignoraram-me. Mas não me ralei nada com isso. Não sou despeitado. Se eu tivesse integrado a Comissão Instaladora, teria procurado dar outra ordem à exposição. O museu deve ter uma função pedagógica. Eu imaginei que o Museu do Fado era para uma pessoa chegar e ficar a saber o que é o fado, saber como ele evoluiu até chegar aos dias de hoje. Pois fizeram tal baralhada que o visitante entra e, se não souber nada sobre o fado, assim continua. Agora o nome foi recuperado. Chama-se já Museu do Fado.
Voltemos à Guarda, Eduardo Sucena.
Eu nasci na Guarda e tenho orgulho nas minhas origens, como já disse. Tenho mesmo em preparação um volume sobre a cidade, que penso publicar. São histórias dos anos quarenta.
Chegou a conhecer o João Coito?
Muito bem. Era da minha criação. Depois foi para o Seminário do Fundão e só o voltei a ver quando ele, obtidas as respectivas equivalências, foi completar o curso secundário no liceu. Anos mais tarde, reencontrámo-nos em Lisboa, já ele estava no jornal «Novidades». Fui a uma homenagem que lhe fez uma instituição chamada Tábua Rasa, era já ele chefe de redacção no «Diário de Notícias». Mantive com ele uma amizade de conterrâneo.
O poeta que nos acompanha recorda que João Coito foi seu colega no sétimo ano, frequentando ambos o Liceu da Guarda. Começa a querer desenvolver um episódio com uma rapariga de quem gostava… Eduardo Sucena interrompe-o:
Você era um pinga-amor, Fernando. A Alice Sampaio…
«A Alice Sampaio é de um tempo anterior», diz Fernando Pinto Ribeiro. «O caso que eu referia tem a ver com o aparecimento da primeira turma mista e com a Maria Adelaide… Ciúmes, por certo. Mais tarde, já em Lisboa, o Coito era uma figura carismática no ‘Diário de Notícias’, onde eu também trabalhava» – esclarece. Sucena prossegue:
O meu convívio com o João Coito ocorre já em Lisboa, para onde ele viera como repórter do «Novidades», na ocasião em que eu estava na PJ. Por vezes ele estava de piquete na União Gráfica, a Santa Marta, e estando eu de folga, ficávamos lá no paleio. Eu colaborava na revista «Flama», com o Mário Simas como director.
Vamos terminar esta conversa com a Guarda dos seus tempos de estudante, em que os acontecimentos, por insignificantes que fossem, tinham sempre algum eco social.
Naquele tempo a Guarda era uma cidade pequena, de escassos dez milhares de habitantes. Qualquer ocorrência despertava a atenção. Recordo, por exemplo, um caso de maior brado, que envolveu a filha de um dos sócios da Mobiladora, que também tinha uma pensão na Rua Vasco Borges. Um hóspede dessa pensão, açoriano, funcionário do Banco Nacional Ultramarino, envolveu-se com ela mas gorou-lhe as expectativas de casamento. Rejeitada, a moça não esteve com meias medidas. Alvejou-o com a própria pistola que ele usava e só por mero acaso não o mandou para o outro mundo. Como dizia, a Guarda era uma cidade pequena e as pessoas conheciam-se. Circulavam entre o Café Mondego e a Praça Velha.
(Fim da entrevista)
José Leitão Baptista

No sábado, dia 22 de Novembro, vai realizar-se o tradicional magusto da Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa.

Os associados e amigos da Casa do Concelho do Sabugal terão ao seu dispor castanhas assadas, vinho e jeropiga, a partir das 15 horas, na sede da associação, na Avenida Almirante Reis, 256, 2.º, esquerdo, em Lisboa. Para além disso haverá morcelas, farinheiras e chouriças assadas, que se poderão comer como petisco.
As castanhas e os enchidos virão do concelho do Sabugal e também podem ser adquiridos pelos sócios.
O magusto é uma das realizações mais antigas da Casa. Ficaram conhecidos os magustos da Mata dos Olivais, da Estrada de Benfica, do Estádio de Alvalade, da Herdade de José Dias em Benavente. O tempo porém foi confinando o magusto às paredes da sede da associação, como acontece este ano.
Espera-se uma tarde de forte convívio e de reencontro entra a malta sabugalense. A Direcção apela aos sócios para participarem e para que cada um traga também um amigo.
plb

Sabemos que o fígado é o maior órgão do corpo humano e é responsável por cinco mil funções vitais. Dele vem a maior parte das substâncias essenciais ao mesmo tempo que remove o que não presta. Claro que quando o fígado está doente as complicações podem ser muitas e todas elas sérias.

HepatiteHEPATITE – Uma das complicações é a hepatite (significa inflamação do fígado) que pode ser de origem viral que é a mais comum, no entanto o consumo de drogas e de alguns medicamentos ou doenças imunológicas podem estar também da origem da inflamação do fígado.
Os sintomas da hepatite podem variar se é crónica (dura há mais de seis meses) os sintomas são:
– Fadiga inexplicável; dor nas articulações; vermelhões na pele; perda de memória.
Se é aguda os sintomas são:
– Fadiga intensa; olhos amarelados; pele amarelada; urina escura; febre baixa; problemas gastrointestinais.
No entanto alguns pacientes não apresentam sintomas nenhuns.
Existem neste momento sete tipos de vírus (A, B, C, D, E, F, G) conhecidos que provocam Hepatite.
No caso da Hepatite A – A inflamação é aguda e é possível ficar-se doente durante alguns dias ou semanas assim que o tratamento faz efeito o paciente melhora e não há destruição do fígado e a cura é total.
No caso da Hepatite B – O quadro é semelhante mas mais complicado.
No caso da Hepatite C – Esta è a situação mais perigosa até porque consegue enganar o sistema imunológico e como consequência desta (Habilidade) consegue sobreviver e torna-se crónica.
Os restantes vírus são raros.

Como se pode se transmite
Se soubermos como evitar este tipo de doenças elas também podem ser travadas.
No caso da Hepatite A é transmitida de pessoa para pessoa o vírus está nas fezes e nos alimentos. Como consequência disto a higiene do corpo e do alimentos é muito importante.
No caso da Hepatite B já não passa pelos alimentos, mas sim pelo contacto com as secreções humanas ou via sanguínea. O Uso de drogas, tatuagens, sem que o material seja esterilizado a passagem de mãe para filho e também é possível transmitir-se por via sexual. Todas as mulheres com desejo de ter um bebe devem fazer testes à hepatite.
No caso da Hepatite C o modo de transmissão é semelhante por via sexual ou de mãe para filho o contágio é mais difícil.
O tratamento nos casos de A e B são relativamente simples passam pelas vacinas, por hábitos de higiene rigorosos com as pessoas doentes e a imunização a quando do contacto com doentes.
O importante é também ter presente que o pânico é mau conselheiro e quando se esteve exposto a estes vírus devemos falar com o médico assistente e pedir análises pois só assim poderá evitar o contagio de outros como também se pode iniciar se o tratamento. Este se for feito no inicio é mais simples para o paciente. Devemos conhecer o plano de vacinação disponível nos nossos centros de saúde. Alguns deste casos podem ser evitados.
Atenção: esta é uma exposição generalista da Hepatite para que haja um conhecimento superficial desta doença, e de uma forma geral tentar que as pessoas se interessem tanto por si mesmas como pelo seu carro ou pelos seus animais de estimação.
Vera Villanova

O deputado Pedro Quartin Graça confirmou ao Capeia Arraiana que Joaquim Ricardo vai ser o cabeça-de-lista do MPT-Partido da Terra à Câmara Municipal do Sabugal nas próximas eleições autárquicas.

MPT-Partido da TerraO Capeia Arraiana está em condições de avançar que o candidato à presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Joaquim Ricardo, vai ser o cabeça-de-lista do MPT-Partido da Terra.
A informação foi-nos dada por fonte próxima da candidatura e confirmada por Pedro Quartin, presidente da Mesa do Congresso e deputado na Assembleia da República pelo partido que «se assume antes de mais como partido ecologista, tendo por base o humanismo e a solidariedade».
A candidatura de Joaquim Ricardo remeteu, para breve, um comunicado oficial sobre o acordo alcançado com o MPT adiantando, contudo, que há uma grande coincidência na defesa de valores comuns como «a igualdade de condições e de dignidade para todos os portugueses, a defesa da Terra e o eco-desenvolvimento sustentável participado activamente pelas comunidades naturais e locais e pelos cidadãos».
Fonte próxima da candidatura fez ainda questão de destacar em sintonia com o MPT que «a proposta envolve profundas alterações de comportamento e nos modos de fazer política que estão para além das reformas possíveis no contexto existente porque acreditamos no equilíbrio entre o Homem e a Natureza e na solidariedade entre as pessoas e os povos» e que «é nas mãos dos cidadãos que deixamos a possibilidade de reforçar este espaço cívico, de dar corpo a esta ideia, vida a este projecto e à possibilidade de introduzir uma ruptura no bloqueio em que a engrenagem parece estagnar».
O deputado Pedro Quartin em conversa com o Capeia Arraiana disse-nos que «as conversações tinham chegado a bom termo entre as partes e confirmava a candidatura pelo MPT à Câmara Municipal do Sabugal de Joaquim Ricardo». «Vamos ter um congresso na Madeira em Março e depois apresentamos as candidaturas do distrito da Guarda onde, também, já chegámos praticamente à acordo para uma candidatura do MPT à Câmara de Celorico da Beira».
À nossa pergunta sobre se iria ao Sabugal e se foram impostas algumas condições à candidatura o presidente da Mesa do Congresso do Partido da Terra foi bem claro. «O doutor Joaquim Ricardo é uma pessoa acima de qualquer suspeita e com reconhecido prestígio e nessa medida e nessa qualidade que apostamos na sua candidatura. É uma candidatura séria. É uma candidatura para ganhar. E é muito possível que vá ao Sabugal apoiá-lo», disse-nos. Mas voltámos a questioná-los sobre as condições prévias. «Evidentemente que temos um código de conduta autárquica que todos os candidatos assinam antes das eleições e que já foi entregue a Joaquim Ricardo. Temos a preocupação de garantir que os nossos autarcas tenham uma postura e uma prática política consentânea com os princípios do Partido da Terra», esclareceu-nos Pedro Quartin.
Portanto é oficial. Joaquim Ricardo vai concorrer à presidência da Câmara Municipal do Sabugal nas listas do MPT- Partido da Terra.
jcl

As Caritas Diocesanas de Ciudad Rodrigo, Guarda e Salamanca promoveram um estudo subordinado ao título «A Raia como é – Realidade problemática, futuro de esperança», e tendo como Objectivo «investigar em pormenor as possibilidades de travar o gravíssimo despovoamento da zona a partir do estudo e da procura de potencialidades reais de criação de empresas e empregos através da exploração dos seus recursos próprios».

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A importância deste Estudo, que abrange a zona fronteiriça hispano portuguesa de Salamanca e da Guarda, e que no Concelho do Sabugal se debruçou sobre as freguesias de Aldeia da Ponte, Forcalhos, Malcata, Lageosa, Aldeia do Bispo, Vale de Espinho, Fóios, Sabugal, Casteleiro e Soito, leva-me a dedicar as próximas crónicas ao mesmo, retirando do seu Relatório os aspectos que me parecem mais significativos.
Referir-me-ei hoje às conclusões do Grupo de Discussão do Sabugal que se realizou em 13 Novembro de 2007, tendo estado presentes onze participantes e três coordenadores, todos eles membros activos no âmbito da acção social na região.
Como consta do Relatório elaborado, o discurso deste grupo, pode resumir-se, entre outros, nos seguintes pontos:
«1) O principal problema da zona é o despovoamento – desertificação e, consequentemente, o envelhecimento da população, bem como a emigração dos jovens por falta de emprego e de espírito empreendedor.
3) Mais do que insistir em quê, ou em quem está a culpa do problema, há que procurar soluções, e estas passam por:
• Formação de qualidade dos jovens. Investir em recursos humanos.
• Incentivo aos empreendedores.
• Eficácia na utilização dos recursos públicos.
• Medidas e políticas fiscais de descriminação positiva para as regiões do interior.
• Equipamentos adaptados às necessidades (envelhecimento), a nível de saúde e de serviços à 3ª idade.
• Melhoramento de infra-estruturas a nível de estradas e outras vias de comunicação (telemóveis, ADSL, etc.).»
O principal problema… Como criar emprego na região?
«O grande problema é a falta de massa crítica, a falta de jovens, e sem população em idade activa, é difícil atrair investimento para actividades produtivas criadoras de riqueza, investimentos que gerem postos de trabalho. (…) «Essa situação só se pode superar com um grande empenho dos nossos governantes, o que não tem sucedido».
A solução final passa, pois, por atrair investimentos, desde que haja vontade política de que isso aconteça. Em relação a isso, outros intervenientes apontam outros factores.
«É preciso apostar na qualificação profissional das pessoas, como incentivo para os empresários que queiram investir», sabendo que aqui existe mão-de-obra qualificada. «Há que apostar em cursos de formação». Advoga-se, também, incentivos e apoios aos empreendedores «porque os jovens, muitas vezes, têm formação mas não têm capital nem apoio, que é fundamental para criar emprego».
«É importante uma política de discriminação fiscal positiva para o interior, por exemplo, redução do IRC para as empresas que aqui se fixem».
Na próxima crónica continuarei a apresentação deste Documento que considero de grande importância para o nosso concelho.

ps. Infelizmente, hoje dia 14 de Novembro, para quem queira consultar o documento, o mesmo não está disponível no site da Caritas da Guarda. Mas se se consultar o site da Caritas de Salamanca, o mesmo disponibiliza a versão espanhola e portuguesa do Relatório. Não me perguntem porquê…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Eduardo Sucena, escritor natural da Guarda, na companhia dos seus conterrâneos Fernando Pinto Ribeiro, poeta, e o irmão deste, coronel Carlos Silva Ribeiro, ilustrador, aceita uma conversa informal. O local de encontro é no Restaurante Possolo, em Lisboa. (Entrevista de José Leitão Baptista.)

eduardo-sucenaO escritor retoma o historial biográfico:
Enfim, fui para a PJ e aí permaneci durante 16 anos. Naquela altura éramos poucos, cento e tal em Lisboa. A progressão de carreiras era limitadíssima. Quase se pode dizer que só se subia na carreira depois de uma longa espera, quando alguém morresse ou fosse para a reforma. Por isso, arranjei um emprego que me levou a Angola, onde permaneci cinco anos, de 1967 a 1971. Visitei ainda São Tomé, mas acabei por regressar a Lisboa. E é esta, essencialmente, a minha biografia.
Não voltou à PJ?
Não. Pedi a demissão. Naquela altura eu queria a licença ilimitada, mas não a concediam. No ano em que eu saí, foi uma sangria: saímos, ao todo, uns setenta.
De onde lhe vem o interesse cultural que manifesta e de que tem dado provas? Como é o seu convívio com intelectuais da Guarda?
Em Lisboa trabalhei no sector privado e, às tantas, integrei-me no grupo «Amigos de Lisboa» e comecei a conhecer a Lisboa que eu não conhecia. Antigamente, o meu conhecimento da cidade não diferia do da maior parte das pessoas: o Rossio, os locais de maior convívio, mas tudo pela rama. Comecei depois a ver Lisboa mais em pormenor. A minha ligação aos «Amigos de Lisboa» resultou de um jornal que anunciava uma visita cultural. Mostrei o meu interesse e foi assim que, mediante outras visitas e investigações, passei a dedicar-me à história de Lisboa. Nessa altura era presidente da instituição um homem de grande categoria, o Prof. Dr. Cândido de Oliveira, catedrático de Medicina e que chegou a director da Faculdade. Foi ele que me convidou a integrar os órgãos directivos, por notar o meu interesse pela cidade. Não me mostrei muito disponível, porque estava ainda em actividade, mas tanto insistiu que acabei por ceder e ocupei o cargo de secretário-geral dos «Amigos de Lisboa» durante largos anos. Na revista que editávamos – «Olisipo» – comecei a escrever sobre a cidade.
Acabou por gostar tanto de Lisboa como da Guarda?
São amores diferentes. Embora tenha orgulho nas minhas origens, reconheço que Lisboa deu-me o que a Guarda nunca me deu. Em Lisboa dediquei-me a actividades que na Guarda nunca conseguiria realizar.
E que vantagens lhe trouxe Lisboa?
A possibilidade de publicar livros, fazer conferências, dedicar-me a uma vida cultural activa; e tive o gosto de ver reconhecido o meu trabalho com várias distinções, como o Prémio Municipal Júlio de Castilho de Olisipografia.
E o Fado? Como aparece o interesse pelo mesmo, que o leva a uma dedicação exaustiva?
O conhecimento da cidade levou-me inevitavelmente para esse caminho. Aqui o nosso amigo Fernando Pinto Ribeiro, que andou envolvido na boémia lisboeta, conhece bem esse lado de Lisboa. Eu também privei de perto com gente do Fado. Tinha por amigo um homem notável, grande guitarrista, chamado José Nunes. Acompanhou a Amália Rodrigues durante uma dezena de anos ou mais e foi ele que me introduziu no meio. Eu não ligava inicialmente muito ao fado. Enquanto estudante, na Guarda, ia mais para o fado de Coimbra, em virtude da grande ligação Guarda-Coimbra. Mas o José Nunes entusiasmou-me. Frequentei com ele casas de fado e apresentou-me a compositores, letristas e intérpretes. Sabendo que eu escrevia, sugeriu-me que escrevesse sobre o Fado, pois havia muito disparate divulgado e o assunto exigia estudo e seriedade. E assim surgiu o livro «Lisboa, o Fado e Fadistas», que já vai na terceira edição.
Fernando Pinto Ribeiro, poeta letrista, atento especialmente a este assunto do Fado, anuncia ter travado conhecimento, ainda criança, com Eduardo Sucena, na Guarda. Saudavam-se ocasionalmente. O reencontro surgiu de forma acidental, em Lisboa, na Tertúlia Festa Brava. O entrevistado esclarece:
A Festa Brava é uma instituição com sede na Praça da Alegria, vocacionada para o convívio da gente das touradas; mas os toureiros desinteressaram-se e o que acabou por manter essa associação foi o Fado. Aos fins-de-semana ocorriam, e ocorrem, ali sessões de Fado; almoça-se, convive-se e há Fado…
O poeta frisa o reencontro, que ocorreu já depois do 25 de Abril, e a maior proximidade que passou a existir entre conterrâneos. Vem à lembrança o nome da Anita Guerreiro, a fadista que na década de cinquenta cantava frequentemente nesse local. Sucena intervém:
Conheci a Anita Guerreiro no Copus Bar, em Cascais, onde ela cantava nos anos setenta. Mas voltando aos toureiros, nesse tempo havia dois de lide apeada que eram rivais: Manuel dos Santos e Diamantino Viseu. Gostei sempre mais deste último, embora o primeiro fosse mais popular. O Viseu era muito senhor do seu nariz, mas mais artista, suponho.
Fernando Pinto Ribeiro adianta, a propósito, ter escrito o fado Diamantino Viseu, o hino da escola e o dos forcados de Santarém. Na circunstância, Julieta Brigue é também um dos nomes evocados…
A Julieta Brigue? Ela criou o fado Manuel dos Santos.
Sucena remata o assunto da Festa Brava sugerindo um almoço futuro na Tertúlia. Questionado sobre a sua ligação aos intelectuais da velha Guarda e o episódio que ocorreu, enquanto jovem, com o escritor Nuno de Montemor, pormenoriza:
Escrevi sobre Nuno de Montemor quando andava no liceu. Um grupo de estudantes, no qual me integrava, criou o jornal «A Cabra». A Cabra era a sineta que chamava para as aulas os estudantes de Coimbra, comparável na Guarda à Garrida, que chamava os cónegos às rezas. Adoptámos o nome «A Cabra», devido a essa analogia. O jornaleco deu algum brado, com crítica, assuntos vários, larachas, etc. Saíram dez números. É curioso que nas comemorações dos 150 anos do Liceu da Guarda, aperceberam-se da existência desse jornal e telefonaram-me, mostrando interesse numa colecção para efeitos de exposição. Tive em tempos uma colecção que, emprestada, nunca me chegou a ser devolvida. Por isso, informei que a Biblioteca Nacional tinha os exemplares e que eu poderia facultar-lhes fotocópias. Assim fiz e desloquei-me à Guarda para fazer a entrega. Actualmente têm lá um jornal, com o título de «Presse». Trata-se de uma publicação com outro requinte. O nosso jornal começou por ser feito na tipografia de Celorico da Beira, mas como não tínhamos dinheiro para pagar à tipografia, tivemos de mudar de gráfica, passando a ser feito na tipografia de António Chapa, na Rua D. Sancho I, na Guarda. Foi aí que publiquei um artigo sobre Nuno de Montemor.
Conhecia-o pessoalmente?
Conhecia-o de vista. O Café Mondego tinha uma montra grande e havia uma mesa junto a essa montra. Daí víamos quem passava do Governo Civil para baixo. Nuno de Montemor, uma figura castiça, de sobretudo azul bastante folgado, chapéu preto e guarda-chuva, vinha normalmente da Misericórdia, onde era capelão, e dirigia-se para o Lactário. O tal artigo saiu na primeira página. O professor de Canto Coral, João Alberto Faria, director do jornaleco, quis que se fizesse uma edição especial de dez exemplares em papel couché para oferecer a Nuno de Montemor. O escritor terá comentado que o rapaz, autor do artigo, tinha habilidade para a escrita: «Traga-mo cá, que eu quero conhecê-lo». João Alberto Faria comunicou-me o desejo de Nuno de Montemor. Eu era um rapazote. Ele era um escritor de vulto, com obra publicada, e eu sentia algum embaraço. Devia andar pelos meus 16 ou 17 anos. Enfim, lá fui. Recebeu-me com gentileza, como se eu fosse um seu colega das letras. Comprometido com aquela situação, vi-me num ambiente de música clássica, de que ele muito gostava, a tomar o chazinho com ele. «Olha, rapaz, gostei daquilo que escreveste. Tens jeito». E passou a tratar-me como colega. Antes enviara-me já uma carta, carta essa que foi publicada pela revista «Altitude». Depois fui obsequiado com o poema «Vestido de Bebé». A Dra. Dulce Helena Pires Borges, que foi directora do Museu da Guarda, escreveu-me, muitos anos depois, dando-me conta do desejo de criar uma secção no Museu dedicada a Nuno de Montemor. Sabia que eu tinha documentos e pedia-me para os depositar lá. Não depositei. Ofereci ao museu a carta, o poema e livros autografados pelo escritor. Cada vez que ele publicava um livro eu recebia um exemplar com dedicatória. Posso dizer que veio dele o estímulo para eu escrever e saltar dos limites estritos do jornal do liceu.
(Devido à sua extensãoa entrevista prossegue brevemente)
José Leitão Baptista

Uma das condições para o desenvolvimento de um território é possuir uma boa rede de acessibilidades. Sem estradas seguras e rápidas o progresso não vem a ter connosco. No que reporta ao distrito da Guarda, podemos afirmar que beneficiou muito a este nível. Mas se é bom ter a auto-estrada próxima, o péssimo é não lhe ter um acesso rápido. E isso passa-se com o Sabugal.

Ligação da auto-estrada ao SabugalO Sabugal não possui qualquer ligação condigna à auto-estrada, embora esteja geograficamente envolvido por ela. A sede deste concelho raiano dista pouco mais de 30 quilómetros de cada ponto da auto-estrada, sendo porém as ligações de má qualidade, com piso degradado, curvas e contracurvas e cruzando diversas localidades, onde a velocidade é controlada. Esta situação dificulta a vida das pessoas e entrava o desenvolvimento.
O Município sabugalense, na falta da inclusão dessa ligação no Plano Rodoviário Nacional, decidiu rasgar uma estrada para a A23, com ligação ao nó de Belmonte. Como os custos são elevados recorreu-se ao Exército, que graciosamente ali colocou máquinas e homens do Regimento de Engenharia de Espinho.
O caso é que os militares e as máquinas foram movimentados para o Líbano e a obra esteve suspensa. Agora os militares estão de volta, mas tudo avança a passo de caracol. Feita a terraplanagem terá depois que se entregar a obra a uma empresa especializada.
Diríamos, à partida, que esta decisão de avançar com a construção da via a expensas próprias, foi um acto de coragem. Se o governo não a assume, avança a Câmara.
A questão é que no passado dia 20 de Outubro o secretário de estado das Obras Públicas, esteve em Penamacor, onde lançou o concurso para o alargamento da ligação daquela vila à A23. No mesmo dia dirigiu-se a Manteigas e também ali garantiu o lançamento do concurso de ligação da vila serrana à mesma A23.
Face a isto, cabe perguntar:
Então se Penamacor e Manteigas, vêm garantido o pagamento das obras por parte da administração central, porque não sucede isso com o Sabugal?
Então o Sabugal, que oferece através da barragem a água do Rio Côa aos concelhos vizinhos, não consegue que o Governo assuma a obra de ligação à auto-estrada?
O problema é que o poder político do concelho não revela capacidade reivindicativa e isso reflecte-se nas possibilidades de desenvolvimento. O custo da nova estrada é imenso e derruba o orçamento do Município.
Tem que se voltar a bater à porta do governo, exigindo que o Sabugal não tenha um tratamento diferenciado.
Mas duvido que os signatários do poder autárquico sabugalense, que há 11 anos ali estão a marcar passo, tenham capacidade para fazer ver a justeza da reivindicação.
A solução poderá ser esperar por novos dias, que até podem vir com as eleições autárquicas de 2009.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

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