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Manuel Rito Alves, ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal e actual deputado municipal, aceitou o convite da Associação de Freguesias da Raia Sabugalense para ser o seu delegado executivo. Transcrevemos um comunicado que nos chegou dessa Associação de Freguesias, que reúne Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Foios, Forcalhos, Malcata, Nave, Quadrazais e Vale de Espinho.

«A Direcção de AFRS (Associação de Freguesias da Raia Sabugalense) no uso das suas competências estatutárias convidou Manuel Rito Alves para seu Delegado Executivo.

Após algumas conversas sobre objectivos prioritários a prosseguir e meios mínimos necessários ao exercício do cargo alargadas aos Presidentes de todas as Freguesias envolvidas, houve acordo entre as partes.

Assim, desde o dia 1 de Fevereiro de 2012 o Sr. Manuel Rito Alves é o Delegado Executivo desta Associação, exercendo o cargo sem remuneração, com telemóvel da Associação, sendo ressarcido das despesas com deslocações e eventuais refeições e estadias que efectue no exercício do cargo, ou por causa dele, o que a Associação nesta fase de arranque muito agradece.

A Associação dispõe também, desde essa data, graças à colaboração da Sabugal+ E.M. e com o beneplácito da Câmara Municipal, de um balcão de atendimento no Centro de Negócios Transfronteiriços, no Soito, o que também agradece.»
plb

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A Assembleia Municipal do Sabugal aprovou, em sessão realizada ontem, dia 28 de Dezembro, o orçamento para 2011 e as grandes opções do plano, sem a presença do ex-presidente da Câmara, e agora deputado municipal Manuel Rito, que abandonou deliberadamente a sala durante a votação dos documentos, retomando seguidamente o seu lugar na assembleia.

A discordância para com a opção da Câmara de suspender as obras da ligação à auto-estrada A23, com reflexo no orçamento para 2011, que não prevê a afectação de verbas de vulto para com esta obra, terá levado Manuel Rito a abandonar a reunião de forma a não votar o documento, que foi aprovado pela maioria dos deputados.
O assunto foi de resto amplamente debatido no período «antes da ordem do dia», com vários membros da assembleia a pronunciarem-se contra e favor da continuidade das obras. Manuel Rito defendeu a ligação à A23, que considera essencial para o desenvolvimento do concelho, defendendo que a discussão acerca da execução ou não da obra não faz agora qualquer sentido, uma vez que a sua realização foi uma opção unânime da câmara.
Nuno Teixeira, deputado municipal e presidente da concelhia do PS, tomou a palavra para reafirmar a oposição dos socialistas à execução da obra, considerando acertada a decisão camarária de a suspender. Também Ramiro Matos, presidente da Assembleia, falando enquanto deputado, defendeu a suspensão da obra por considerar o traçado inadequado, afirmando ser necessário encontrar outras alternativas.
O presidente da Câmara, António Robalo, confirmou perante a assembleia a suspensão da obra, em decorrência da não renovação do protocolo assinado com o Regimento de Engenharia de Espinho, tal como o Capeia Arraiana noticiou no dia 9 de Dezembro. Disse porém defender a execução daquela ligação rodoviária e que irá lutar até ao final do seu mandato pela sua efectivação. O presidente informou ainda, em resposta à pergunta de um deputado, que até ao momento foram gastos na obra cerca de 1.200.000 euros.
plb

No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

Rota das Adegas 2010 - Ruivós

Há momentos da nossa vida que ficam registados para sempre. A Rota das Adegas 2010 agendada para sábado, 4 de Dezembro, reuniu em Ruivós cerca de uma centena de amigos que quiseram passar um dia diferente.
Tudo começou no Sabugal no bar do Tó de Ruivós com uma conversa sobre chocalhos que derivou para uma contagem de quantas adegas tinham aberto a porta na última vindima. «Humm! Ora conta-as lá. Foram cerca de 20», afirmou com aquele ar de certeza absoluta. Ideia puxa ideia e tudo fica logo ali decidido. «Vamos fazer a rota das adegas e proporcionar uma alegria aos velhotes que andam sempre a dizer que agora a malta nova já não bebe vinho», acrescentou o Tó.
A ideia foi apresentada ao Manuel Leitão, alcalde de Ruivós, que desde logo a «apadrinhou» e acrescentou mais alguns pormenores para engrandecer o encontro.
O tempo pregou uma partida aos organizadores. O forte nevão da noite de quinta e madrugada de sexta-feira cobriu com um imenso manto branco a freguesia e invalidou a concentração de cavaleiros preocupados com o gelo que apareceu um pouco por todo o lado. Igualmente o desfile do mundo rural foi remarcado para a segunda edição em 2011.
Ao salão de festas e sede da Associação dos Amigos de Ruivós foram chegando, pouco a pouco, os participantes. Por volta do meio-dia, junto aos assadores, foi içado o marrano preso pelo chambaril e logo ali foi desmanchado com mestria pelo Amândio do Talho do Mini Preço.
Após o almoço teve início a primeira edição da Rota das Adegas de Ruivós ao som da concertina e dos bombos de Badamalos. Com as canecas baloiçando penduradas no pescoço os rotistas visitaram as adegas de Manuel Leitão, Mário Martins, José Caramelo, Amadeu Filipe, Joaquim Pires, Manuel Leitão Caramelo, Joaquim Neves, José Carlos Lages, Joaquim (Quim da Zézinha), José Aurélio Caramelo, Francisco da Rapoula, Lourenço Caramelo, Francisco Vasco, Porfírio Leitão e finalmente Maximino Leitão. A meio do percurso um telefonema de Paris de Gabriel Martins convidava todos os participantes a passarem, também, pela sua adega entretanto aberta por um familiar.
Ao longo do percurso muitos foram os momentos de animação e de camaradagem entre todos numa salutar e bem-disposta atitude de desprendimento e união.
«Pertencemos a uma região de contrabandistas, no entanto, não temos nenhuma região demarcada. É chegado o tempo de fazer contrabando com o nosso vinho e promovê-lo directamente no consumidor», defendeu António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, na adega de Mário Martins, a segunda do mapa da rota.
O anterior presidente do município sabugalense, Manuel Rito, congratulou-se com a iniciativa e defendeu «a realização em 2011 da segunda edição».
António Morgado que foi, igualmente, presidente da autarquia raiana considerou que «há ideias simples que se transformam em momentos bem passados» acrescentando que deu «o tempo passado em Ruivós por bem empregue».
Registe-se ainda a presença de mais de uma dezena de presidentes de junta de freguesia do concelho do Sabugal e a participação especialíssima de Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, que correspondeu com muita simpatia ao convite que lhe foi feito durante o Encontro de Tractoristas que decorreu em Pinhel.
A Rota das Adegas tinha um grande objectivo que foi alcançado: recordar e homenagear os que já partiram e que tantas vezes passaram as umbreiras das portas das adegas que agora voltaram a abrir para cumprir um ritual tantas vezes repetido na aldeia. A Rota das Adegas servia em tempos que já lá vão como desculpa para tardes (e noites) de boa disposição, amizade e união em Ruivós.
E agora resta esperar pela segunda edição. Com ou sem neve.

1 – Um bem-haja muito grande a todos os produtores de vinho caseiro de Ruivós que «alinharam» na Rota das Adegas recebendo todos os participantes com muita simpatia.
2 – Um bem-haja a todas as senhoras que colaboraram na cozinha na feitura das refeições.
3 – É tempo de apostar neste vinho caseiro e transformá-lo numa oportunidade. Considero até que a melhor forma de inverter esta desgraçada desertificação do nosso concelho é investir numa agricultura de qualidade. O futuro e a saída da crise passam pela aposta honesta e corajosa na produção agrícola adaptada ao século XXI.

jcl

No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O Partido Socialista, pela voz de Nuno Teixeira, deputado municipal e presidente da concelhia sabugalense do PS, atacou frontalmente a execução autárquica ao fim de quase um ano de mandato, defendendo que apenas se tem feito uma gestão corrente. A Assembleia ficou ainda marcada pelas críticas dos socialistas ao projecto do PROT-Centro e pela intervenção do deputado Manuel Rito, que fez um aviso à navegação apontando qual o rumo certo a seguir.

Para Nuno Teixeira a dinâmica anunciada pelo PSD há um ano na campanha, não passou de uma «artimanha eleitoral», e enumerou os erros da governação do PSD: «A Câmara do Sabugal é hoje conhecida como uma mera agência festiva e com muita competência na atribuição de subsídios», disse o deputado, que considerou ainda verificar-se uma inteira dependência face ao anterior executivo, uma incapacidade de tratar e fazer avançar dossiers e, referindo-se ao vereador do MPT Joaquim Ricardo, «ter uma maioria à custa de um vereador a quem ninguém reconhece qualquer competência específica ou trabalho realizado».
O deputado lançou depois uma bateria de perguntas ao presidente António Robalo, tendo por base as suas promessas eleitorais:
Onde estão a SabugalInvest, a qualificação do Mercado do Sabugal, o Centro Nacional de Micologia da Colónia Agrícola, o Ofélia Club, o Centro Náutico, a melhoria da rede social, o funcionamento das comissões inter-freguesias, a construção dos Centros Educativos, o reforço de meios tecnológicos nas escolas, o Fórum Jovem, os espaços informais de desporto, convívio e lazer e o apregoado Parque Temático de atractividade internacional? Questionou.
Sobre outros assuntos denunciou: «O Parque Campismo não avançou um metro», «a requalificação do Rio Côa é uma miragem», «a ligação à A23 continua um sorvedouro dos dinheiros públicos».
«Foi um ano inteiramente perdido para o Concelho do Sabugal», considerou, tendo em conta que «não foi desenvolvido, tão pouco apresentado, qualquer projecto estruturante para o Concelho em nenhuma das áreas fundamentais» e «não se conhecem projectos ou propostas que identifiquemos como mais-valias para o desenvolvimento sustentado do Concelho».
Seguidamente elogiou o desempenho dos vereadores socialistas, que pautaram «a sua intervenção por uma oposição atenta mas construtiva, apresentando um numeroso conjunto de propostas», mau grado a falta de condições para trabalharem. «Aliás, o Sabugal será porventura a única Câmara do País, onde aos vereadores da oposição não foi disponibilizado qualquer espaço para trabalhar, tão pouco a possibilidade de receber e ouvir os Munícipes», atitude que considera revelar «uma faceta de democraticidade duvidosa e totalmente à revelia do consignado no Estatuto do Direito de Oposição».
Nuno Teixeira deixou uma conclusão: «A verdade nua e crua, é que a acção da Câmara durante este ano, se resume a uma simples gestão corrente».
Um outro deputado do PS, Carlos Alberto Morgado Gomes, relançou a questão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), já apresentada pelos vereadores socialistas no executivo autárquico.
O deputado considerou que o PROT-Centro «não só não serve os interesses do Concelho do Sabugal, como, mais grave ainda, contribuirá para agravar a situação com que hoje o Concelho se defronta, ou mesmo, a colocar em risco a própria sobrevivência da nossa terra», enumerando de seguida um conjunto de erros e omissões que o plano contém e que manifestamente prejudicam o concelho. Acaba porém concluindo que «face à gravidade do que conhecem, este não é nem pode ser um momento de luta político-partidária, exigindo-se que todos contribuam para que a versão final do PROT-Centro contribua para a inversão da actual situação do nosso Concelho e o integre nas dinâmicas de desenvolvimento da Beira Interior».
O presidente António Robalo lamentou que o documento andasse já a provocar polémica, porquanto o mesmo apenas agora, no final do mês, entrará em discussão pública.
A reunião da Assembleia Municipal foi também protagonizada por Manuel Rito, ex-presidente da Câmara e agora deputado municipal, que numa critica implícita ao desempenho do presidente António Robalo, fez uma intervenção de fundo apontando o rumo concreto a seguir no futuro pelo Município.
plb

O ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, voltou a uma reunião do executivo, desta vez para reclamar, enquanto presidente da Assembleia de Freguesia do Soito, do provável encerramento dos Correios naquela vila raiana.

A reunião de 25 de Agosto não era pública, pelo que não poderiam estar presentes outras pessoas para além dos elementos do executivo, mas o presidente António Robalo autorizou o ex-presidente Manuel Rito a expor a questão que o ali trouxera.
Manuel Rito leu então aos vereadores um documento onde propunha à Câmara Municipal a tomada de uma posição firme face à anunciada transformação da Estação dos CTT em simples Posto, o que poderia ser o caminho para um encerramento definitivo desse serviço naquela vila raiana, face à previsível privatização da empresa.
Para evitar o imediato encerramento do serviço de Correios no Soito, a Junta de Freguesia celebrou um protocolo com os CTT para que a Estação passasse a Posto, mas apenas conseguiu garantir essa solução durante dois anos. Os autarcas temem contudo que, passado esse período, o serviço feche as portas em definitivo, privando as populações do Soito e das aldeias da raia de beneficiarem do mesmo.
Manuel Rito, propôs à Câmara, em nome da Junta de Freguesia, que emita uma declaração onde refira que a vila do Soito é uma área dinâmica, com diversos serviços e equipamentos de importância regional, especialmente para a zona raiana. A vila vai ser servida a breve trecho por um novo eixo viário que lhe dará possibilidades de «competir com as cidades da região na captação de activos que saem das aldeias».
Face a essas considerações propôs ainda à Câmara que enviasse um ofício ao Conselho de Administração da empresa pedindo para não encerrar a Estação de Correios do Soito.
Declarou ainda que a junta de freguesia do Soito envidava esforços no sentido de levar as demais juntas do concelho a assinarem um documento contra o encerramento da Estação de Correios, que também seria depois enviado à empresa como forma de pressão.
Tendo o presidente António Robalo colocado o documento entregue por Manuel Rito a votação, o mesmo foi aprovado por unanimidade.
plb

A mercearia do meu bairro é dos únicos locais aqui em Leiria onde costumo encontrar os queijos Torre (Rendo, Sabugal) e Ródão (Vila Velha de Ródão) que aprecio e consumo. São curiosamente dois produtos originários de vilas acasteladas, ribeirinhas, desertificadas e às quais tenho ligações afectivas.

Queijo

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaSe o branco casario do Sabugal é dominado pelo ocre do seu castelo Dionisiano, o castelo do rei Wamba paira como águia vigilante sobre a acentuada colina de Vila Velha; Se o Côa demora a passagem num largo cotovelo para ir molhar os pés do Sabugal, o Tejo alarga as margens em Vila Velha receando transpor a garganta abrupta do Ródão; Se muitas freguesias dos Sabugal não assistem a um nascimento há décadas, em Vila Velha o pragmático padre António Escarameia junta os funerais por não ter mãos a medir para tanto ofício.
Ambas as vilas têm bom queijo, paisagem magnífica, águas tranquilas e dormem o mesmo sono da morte. Mas nisto se resumem as coincidências, porque a política das respectivas autarquias tem sido bem distinta:
– Em Vila Velha há mais de duas décadas, desde o inspector Baptista Martins, a autarquia percebeu que a desertificação era inevitável, adoptando políticas integradas de valorização do património natural, cultural e edificado; investindo em projectos que garantam directamente a qualidade de vida da população envelhecida; apoiando e realizando iniciativas, que pelas oportunidades de negócios geradas, estimulem a iniciativa privada e a criação de micro empresas familiares;
– No Sabugal alguns autarcas e ex-autarcas ainda pensam, que a desertificação e envelhecimento da população são reversíveis, pelo efeito necessário e colateral da realização de grandes obras estruturais.
É a diferença entre o realismo e a pura ilusão!
O défice demográfico dificilmente se inverte quando a taxa de mortalidade há mais de duas gerações supera a taxa de nascimentos. Quando não há mulheres em idade reprodutiva, e porque as crianças não nascem espontaneamente como as giestas nos cabeços, a terra desertifica-se. A agravar isto, está a taxa de emigração dos jovens!
O trágico é que muita gente ainda pensa como antigamente. As asneiras e os milhares de euros desperdiçados não lhes fizeram abrir os olhos.
Desafia o Manuel Rito ao António Gata no jornal «Cinco Quinas» que… se critica as opções do anterior executivo, apresente soluções. Mas que resposta espera o Manuel Rito neste assunto, se ele próprio quando pode fazer alguma coisa andou às aranhas por não perceber o cerne do problema?
O padre Escarameia de Vila Velha, que lida mais de perto com as coisas do espírito e da alma, transcendentes da vida comezinha do dia-a-dia, já compreendeu a questão metafísica que o Manuel Rito ainda não alcançou. Aqui fica, pragmática:
– Somos tão poucos, que quando nós morreremos, já não haverá quem morra! (in Semanário Expresso de 10-07-2010).
Mas no caso de Vila Velha e do Sabugal, existe uma pequena nuance, que faz a diferença:
Apesar do mesmo sono da morte, o queijo Ródão ainda se faz com o leite do concelho; o Queijo Torre, há muito que não.
O Manuel Rito, se conseguir saber porquê, chegará sem ajuda às tais soluções que ainda procura…
Tarde, mas chegará!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Ramiro Matos venceu as eleições para a Presidência da Mesa da Assembleia Municipal do Sabugal. A contagem final registou 39 votos contra 38 com três em branco e um nulo. A reunião foi, também, aproveitada para dar posse ao novo executivo camarário saído das últimas eleições autárquicas.

Ramiro Matos

Apresentaram-se duas listas na eleição para a presidência da Mesa da Assembleia Municipal do Concelho do Sabugal. Ramiro Matos venceu por 39 contra 38 votos com três em branco e um nulo. Os 40 presidentes de Junta de Freguesia e os 41 eleitos na eleições autárquicas assistiram ainda à tomada de posse dos sete vereadores eleitos nas últimas eleições autárquicas tiveram lugar esta sexta-feira, 30 de Outubro.
A lista encabeçada por Ramiro Matos, número um socialista à Assembleia Municipal nas últimas eleições autárquicas, apresentava em segundo lugar Vítor Coelho, mandatário da campanha de Joaquim Ricardo, e em terceiro o autarca socialista Manuel Nabais. A lista derrota era composta por António Serra, Domingos Romão e Fernanda Nabais da Cruz.
A primeira reunião da Assembleia Municipal do Sabugal foi, ainda, aproveitada para a tomada de posse do novo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo e dos vereadores Delfina Leal e Ernesto Cunha (pelo Partido Social Democrata), dos vereadores Luís Sanches e Sandra Fortuna (Partido Socialista) e do vereador Joaquim Ricardo (MPT). Os candidatos socialistas que se apresentaram na lista à Câmara Municipal em segundo e quarto lugares, Fernanda Esteves e Manuel Barros optaram por ocupar, respectivamente, os cargos de presidente das Juntas de Freguesias de Sortelha e da Rebolosa.
O vereador António Dionísio, ausente por motivos de ordem pessoal, tem previsto tomar posse na primeira reunião do executivo.
Ramiro Matos substitui na presidência da Assembleia Municipal o anterior presidente António Morgado detentor do cargo durante os últimos quatro anos.
jcl

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 11 de Setembro de 2009.
Local: Sortelha.
Legenda: Curiosa posição de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e de Manuel Rito Alves, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
Autoria: Joaquim Tomé (direitos reservados).
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GALERIA DE IMAGENS – 14-9-2009
Fotos Joaquim Tomé – Todos os direitos reservados – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 11 de Setembro de 2009.

Local: Sortelha.

Legenda: Visita surpresa ao concelho do Sabugal do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, em visita surpresa ao concelho do Sabugal ladeado por Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal Sabugal e por António Morgado, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal na aldeia histórica de Sortelha.

Autoria: Joaquim Tomé (direitos reservados).
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271 751 045. A Câmara Municipal do Sabugal disponibilizou esta quarta-feira, 2 de Setembro, no portal oficial na Internet uma linha telefónica de apoio para emergências relacionadas com os incêndios.

Concelho do SabugalMais vale tarde do que nunca. A linha telefónica de apoio para emergências de incêndios agora disponibilizada pela Câmara Municipal do Sabugal no portal oficial na web tem o número 271 751 045.
Um comentário editado no Capeia Arraiana na terça-feira, 1 de Setembro, às 13:30 horas e assinado por Elvira Rebelo dizia o seguinte:

«Até agora os responsáveis pela Câmara ainda não tiveram uma palavra de aconselhamento às populações. Porquê?
Até agora ainda não foi disponibilizada nenhuma linha telefónica de emergência para as populações. Porquê?
Será que já ouviram falar em Gabinete de Crise?
O site da Câmara continua alegremente a falar da festa da europa e das capeias arraianas. Porquê?
No entanto ouvi dizer que vai ser pedida uma indemnização ao Governo.
Definitivamente estes responsáveis não estavam preparados e não sabem lidar com uma crise desta grandeza.
Elvira Rebelo»

Os responsáveis acordaram (foram empurrados) para a realidade e disponibilizaram, agora, uma linha telefónica depois do rescaldo do incêndio. «Depois de casa roubada, trancas na porta» diz um velho ditado português. Não queremos (não quer concerteza a nossa leitora Elvira Rebelo) os louros em momento tão trágico mas também não aceitamos que alguns (os do costume) se preparem para os habituais comentários de que nada se pode dizer para não ser carimbado com um cunho político em tempo de eleições.
Estas linhas estão a ser escritas no dia 3 de Setembro de 2009 mas podiam, igualmente, ser escritas no dia 3 de Setembro de 2008 ou, se Deus quiser, no dia 3 de Setembro de 2010.
Muita coisa correu mal na derrocada que vitimou, recentemente, alguns cidadãos na praia no Algarve. Com ou sem responsabilidade o Governo vai ser chamado para dar explicações e defender-se no Parlamento.
E muito ainda falta explicar sobre o Plano Municipal de Emergência do Sabugal. Tranquilamente e sem pressões eleitorais até porque não há vítimas humanas a lamentar.
E já agora transmitam ao senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal (que não lê o Blogue Capeia Arraiana e só governou para os que vivem no Sabugal 365 dias por ano) que diga aos sabugalenses o que pensa sobre esta imensa desgraça. Aqui ficam algumas perguntas públicas:
– Qual foi a área ardida no concelho do Sabugal desde as duas horas da manhã de domingo, 30 de Agosto?
– Quem é o responsável pelos serviços municipais de protecção civil no Sabugal?
– Porque é que o Plano Municipal de Emergência só foi activado na madrugada (1:43 horas) de terça-feira, 1 de Setembro de 2009?
– Em que consiste o Plano Municipal de Emergência? Quando foi aprovado?
– Quantas reuniões comuns já tiveram os elementos responsáveis pelas diferentes áreas?
e…
– Porque não foi divulgada (comunicada, «emeilada», berrada) de modo visível e publicamente uma linha telefónica de emergência para as populações desde as primeiras horas do trágico incêndio?

Aos cinco candidatos à presidência à Câmara Municipal do Sabugal apenas deixo duas questão que gostaria de ver respondidas publicamente:
– Se estivessem no poder como actuariam para colmatar no imediato as dificuldades dos agricultores em arranjar alimentos para os seus animais?
– Como pensam investir na reflorestação de videiras, oliveiras, carvalhos e outras árvores no concelho?

1 – A desculpa de que devemos ficar calados porque estamos em tempo de eleições só pode ser utilizada por acomodados ou comprometidos. Mesmo em tempo de eleições os cargos públicos continuam a ser remunerados ou será que foram todos de licença sem vencimento?
2 – Os que pagam a contribuição autárquica sobre casas e terrenos, o contador da água e a taxa do «lixo» 12 meses por ano apesar de não viverem no concelho os tais 365 dias também podem ser considerados sabugalenses? Ou não?
3 – Sobre projectos, projectos e projectos que já são uma realidade antes de o serem nós aqui no Capeia Arraiana tentamos, sempre que possível, dar apenas… notícias verdadeiras.
4 – A declaração do senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal de que, e passamos a citar, «só governei para os que vivem 365 dias por ano no Sabugal» foi proferida no RaiaHotel durante a apresentação dos elementos da lista do candidato António Robalo à Câmara Municipal do Sabugal. É um declaração politicamente incorrecta que não se deve pensar e muito menos se deve dizer em público. Estive presente na sala e uma declaração desta gravidade causou-me um enorme desconforto pessoal. No melhor pano cai a nódoa e fui obrigado a rever o que pensava do político e governante Manuel Rito. O meu pai ensinou-me que «na vida não vale tudo».

«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

O presidente da Câmara do Sabugal não afasta a hipótese de pedir ao Governo a declaração do estatuto de calamidade pública, devido à vaga de incêndios no concelho nos últimos dias.

incendioEsta tarde, em declarações à estação de rádio TSF, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, disse que os prejuízos ainda não foram totalmente contabilizados, mas mostrou-se convicto de que serão bastante elevados: «Os principais prejuízos são na agricultura, arderam principalmente pastos, palheiros, olival e vinha». Mas para se ter uma ideia da dimensão do problema é necessário deitar contas aos prejuízos: «Tudo será equacionado em função da avaliação que vamos fazer», concluiu o autarca.
Desde a madrugada de domingo que o concelho tem sido atingido por vários incêndios de grande dimensão, os quais causaram avultados prejuízos à população.
Manuel Rito espera que ainda esta semana se conclua a avaliação dos prejuízos em todo o concelho, para então decidir se pede ao Governo a declaração do estatuto de calamidade pública, via necessária para que o concelho receba apoios públicos para fazer face à catástrofe.
plb

A Presidência da Câmara Municipal do Sabugal entendeu publicar extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal realizada no passado dia 26 de Junho relativamente ao pedido de retratação pública ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula pelas afirmações constantes do artigo publicado no Capeia Arraiana.

Assembleia Municipal«Relativamente ao artigo publicado por V. Exa. em 08/06/09, com o título “Represália política na Câmara de Sabugal”, junto se remete com pedido de publicação extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09, aprovada na mesma Assembleia.
As actas após aprovadas fazem fé em Juízo.

Extracto da Minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09
O Presidente da Câmara tomou a palavra para dizer que a actividade Municipal estava distribuída por escrito mas que não podia deixar de referir o seguinte: Foi deliberado, por maioria com 3 abstenções na reunião do executivo de 12-06-09 (como consta na respectiva acta) comunicar ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Bismula que se não se retratar publicamente por escrito das afirmações que fez ao Blogue “Capeia Arraiana”, que não haveria mais delegações de Competências na Junta de Freguesia da Bismula. Entre outros comentários, o Presidente da Junta dizia que em reunião com o Presidente da Câmara tinha solicitado uma delegação de competência para pavimentação de diversas ruas, e esta lhe tinha sido negada, por apoiar um candidato do Partido Socialista. Ora na referida reunião o que tinha sido dito ao Presidente da Junta foi que as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado que, no caso, tinha sofrido um abalo porque o Presidente da Junta tinha escrito no Jornal “Nordeste”, que é editado e distribuído na sua freguesia, que “no início do ano escolar o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. António Robalo, achou por bem fechar a escola de Bismula, transferindo os alunos para a Ruvina”, o que é mentira visto que quem fechava ou não as escolas é a Administração Central.
Referiu que nunca como Presidente da Câmara tinha usado o cargo para pedir votos fosse a quem fosse e o Presidente da Junta de Freguesia da Bismula mente quando o diz.
Portanto não pode admitir que o Sr. Presidente o trate como o tratou e, repete, que foi deliberado por maioria, com 3 abstenções e nenhum voto contra, que sem o Sr. Presidente da Junta de Freguesia se retratar, por escrito, não haverá mais delegações de competência na Junta de Freguesia da Bismula, e que como por causa do Sr. Presidente da Junta, a Freguesia da Bismula não pode ser prejudicada, as Ruas em falta serão executadas pela Câmara Municipal de Sabugal, após projecto e inclusão em orçamento.
De seguida foi dada a palavra ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula.
O Presidente da Junta disse «para já quero referir apenas o seguinte quanto ao assunto que o Sr. Presidente da Câmara apresentou: efectivamente aconteceu como disse o Sr. Presidente. O Presidente mostrou-me o Jornal. O Sr. Vereador Robalo sabe bem que foi ele que me disse na reunião que tivemos com os Sr. Presidentes de Junta, na Biblioteca, que as crianças iriam sair da Bismula. O cerne da questão não está aí, o cerne da questão está em que o tempo passa a correr e era preciso de facto definir se havia ou não delegação de competência, e quando eu vou saber da delegação de competência, não falei com o Sr. Presidente da Câmara, mas alguém falou comigo e me disse que o Sr. Vereador Robalo se tinha oposto a que me dessem a delegação de competências, e isso saiu da Câmara, mas não foi nada com o Senhor Presidente da Câmara. Peço-lhe desculpa mas não foi esse o motivo porque escrevi.»
Em resposta o Sr. Presidente da Câmara: «Estranho que não seja comigo o que o Sr. Presidente da Junta da Bismula escreveu mas, uma vez que é assim, solicito que o serviço de apoio à Assembleia mandem cópia da acta, no que a este assunto respeita, para o Blogue “Capeia Arraiana” onde foi publicado o artigo referido.»
jcl

«Senhor presidente, às vezes não basta fazer e nem sempre fazer muito. É preciso que se faça bem. É que também há doentes que morrem da cura… E o Sabugal morre mesmo, se não lhe acodem com o remédio certo!»

João ValenteSenhor Presidente da Câmara,
Fizeram-se muitas obras no concelho. As estradas arranjadas, saneamento e vários equipamentos urbanos em muitas freguesias, recuperação das Termas do Cró e um novo Centro Empresarial, entre outras, que o senhor presidente já enumerou num post anterior publicado aqui no Capeia Arraiana.
Para quem o conteste, as obras estão no terreno, são realidade que não se pode varrer para debaixo do tapete; o efeito pelo menos, já que mais não seja, reflecte-se no orçamento camarário, com o encargo na rubrica dos empréstimos contraídos para o efeito.
Nunca um executivo camarário foi tão dinâmico e deixa tanta obra feita. «Contra facta non rimenda!» [Contra factos, não há argumentos!]
O problema é que não há consenso sobre a vantagem das obras que o executivo fez, porque não resolvem os problemas estruturais do concelho; a saber: Desertificação, desaparecimento do sector produtivo tradicional, envelhecimento da população.
Refém do seu isolamento geográfico como terra de fronteira, o concelho apresenta esta patologia crónica persistente, que se vem inexoravelmente agravando e se revela impossível de travar.
Lembra um paciente, cujo diagnóstico sendo pacífico, mas que estando gravemente doente, não tem cura fácil.
Chama-se o médico à cabeceira do moribundo e o sábio esculápio toma-lhe o pulso onde a custo apalpa um fraco latejar da vida que não quer despedir-se; observa-lhe a língua esbranquiçada; ausculta-lhe a farfalheira dos brônquios; examina-lhe com vagares científicos o bacio; a cor anormal das fezes, a espessura vermelha da urina.
Encolhe os ombros resignado. O quadro é complicado: Anemia, fraqueza geral, apatia, prostração; Falham os sinais vitais; a morte aproxima-se, inevitável. Para justificar a deslocação e os honorários, receita cataplasmas, sangria e caldos de galinha.
Pois, senhor presidente, receio bem que as obras que este executivo fez, não tenham sido mais que cataplasmas, sangrias e caldos de galinha para as maleitas que afligem o concelho.
Não fixam população; não invertem a desertificação e envelhecimento da população; não atraem investimento para transformar e renovar o tecido produtivo.
V. Exa. trata a caldos de galinha quando devia prescrever vitaminas. Erra na terapêutica; morre-lhe o paciente.
As estradas, o centro empresarial, as termas e o saneamento não estimulam a iniciativa num concelho sem pessoas qualificadas, empreendedoras e sem pólos de atracção.
As obras de saneamento e urbanização de mais de um milhão de euros em Vilar Maior, por exemplo, não evitam que em dez anos a população residente esteja reduzida, pela lei natural da vida, a uma vintena de habitantes. Este exemplo é paradigmático.
Quem partiu já não volta; quem ficou acaba por morrer um dia; e ainda ninguém descobriu a forma de transformar giestas e barrocos em gente…
Concelhos com os mesmos problemas do Sabugal já não fazem estas obras, pela mesma razão de que já ninguém receita cataplasmas, sangrias e caldos de galinha a um anémico. Definem vários clusters sustentados no património histórico, cultural e natural do território, que servindo de pólos de atracção urbana, estabilizam a população e fomentam a iniciativa empresarial pela criação de novas oportunidades de negócio.
O vizinho concelho de Belmonte, por exemplo, criando os museus judaico e do azeite, e recuperando o centro histórico ligado aos descobrimentos, tem anualmente 275.000 visitantes, susteve a desertificação, aumentou a população residente e obteve um crescimento económico de 8%.
Senhor presidente, às vezes não basta fazer e nem sempre fazer muito. É preciso que se faça bem.
É que também há doentes que morrem da cura… E o Sabugal morre mesmo, se não lhe acodem com o remédio certo!
Atentamente,
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Romeu Bispo, natural do Sabugal, funcionário bancário, é o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, sucedendo no cargo a José Diamantino dos Santos, falecido no início do ano. Tem sobre os ombros uma grande responsabilidade, pois a instituição cresceu muito nos últimos anos e desempenha hoje um papel incontornável no apoio social às famílias sabugalenses. Rumores acerca de uma situação financeira muito difícil da Misericórdia, levaram-nos à fala com o novo provedor, que esclareceu a conjuntura actual e falou nos projectos de futuro.

romeu– Como se processou a substituição do Dr. Diamantino enquanto provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal?
– Dentro do que estipulam os Estatutos eu, sendo vice-provedor, passei a desempenhar as funções de provedor, tendo entretanto assumido as funções na Mesa um outro irmão que figurava como suplente. Actualmente a Misericórdia é gerida por cinco elementos. Para além de eu próprio fazem parte da Mesa: Manuel Nunes, António Janela, António Freitas e Maria Rosária Batista. Temos reunido periodicamente e constituímos uma equipa unida, pois estamos todos conscientes do trabalho que há a fazer. Não é fácil substituir uma figura impar como a do Dr. Diamantino e os restantes elementos da Mesa, sabendo disso, têm-me dado todo o apoio.
– Tem havido rumores de que o Dr. Diamantino deixou a Santa Casa numa situação financeira insustentável, o que levou à tomada de medidas drásticas. O que há de verdade nisto?
– A situação financeira da Misericórdia não é de facto famosa. Apresentámos as contas relativas a 2008 na última Assembleia Geral e a verdade é que houve um saldo contabilístico negativo de mais de 180 mil euros, porém o resultado operacional foi na ordem dos 90 mil euros. Perante isto alguma coisa tinha de ser feita. De qualquer forma a verdade é que o próprio Dr. Diamantino há muito nos dizia que a situação era difícil e que teríamos de tomar medidas.
– Mas como vice-provedor não sabia o que se passava?
– O Dr. José Diamantino dedicava praticamente todo o seu tempo à obra e nós comparecíamos nas reuniões e acompanhávamo-lo sempre que era necessário. Sabíamos do que se passava, porque ele nada nos escondia, e falava-nos das dificuldades que se atravessavam e que era necessário ultrapassar. Mas como estávamos habituados ao rigor da sua gestão não vivíamos numa grande preocupação porque contávamos sempre com ele para superar os problemas, que foi de resto o que ele sempre fez nos anos em que esteve à frente da instituição.
– E a que se deve a situação difícil em que a Misericórdia se encontra?
– Fomos visitados por várias inspecções que detectaram anomalias, pois as leis estão sempre a mudar e isso obriga a constantes readaptações. Isso implicou muitas despesas em obras e aquisições para suprir as falhas apontadas. Mas sobretudo houve o investimento na creche, que importou em mais de 200 mil euros, totalmente suportados pela instituição, pois os fundos comunitários prometidos nunca chegaram. As verbas eram do anterior Quadro Comunitário da Apoio e houve algum desentendimento entre as unidades gestoras, Coimbra e Lisboa, o que contribuiu para que a Misericórdia não tivesse recebido qualquer verba. O Dr. Diamantino ficou muito desanimado com isso, falando mesmo em problemas políticos que impediram a concretização do financiamento.
– E que medidas em concreto estão agora a ser tomadas para sanear financeiramente a instituição?
– Tivemos que aumentar as mensalidades dos utentes, quer das crianças quer dos idosos, que estavam inalteradas desde 2005. Esta era de resto uma ideia que o falecido provedor nos dizia que era necessário tomar. Outra medida é avançarmos com a criação da Unidade de Cuidados Continuados, fundamental para servir melhor a população idosa e também para rentabilizar o futuro da instituição.
– E há disponibilidade financeira para se avançar agora com esse projecto?
– Apenas avançaremos se obtivermos financiamento e temos boas perspectivas de o conseguir. Estes projectos são financiados pelo Ministério da Segurança Social, havendo porém a supervisão técnica do Ministério da Saúde, a quem cabe dar o sinal verde para se avançar. E aqui as coisas estão bem encaminhadas porque reunimos recentemente com o Dr. Fernando Girão, que é o administrador da Unidade Local de Saúde da Guarda, que nos elucidou acerca dos passos a dar na nossa candidatura e nos garantiu que o Sabugal terá direito a esse serviço.
– E como é que isso se processou?
– Bem, quem nos deu conhecimento da possibilidade de se avançar com a instalação de uma Unidade de Cuidados Continuados no Sabugal e intercedeu no sentido de se fazer a reunião foi o António Dionísio.
– O Toni, candidato do PS à presidência da Câmara?
– Sim.
– Mas quem andava a falar num hospital de retaguarda para o concelho era o presidente da Câmara, Manuel Rito…
– Sim, isso é verdade, até porque o Sr. Presidente da Câmara também nos falou acerca desse assunto, na reunião de apresentação que tivemos na Câmara, mas a verdade é que a reunião que tivemos com o Dr. Fernando Girão foi patrocinada pelo Toni, que fez com que as coisas avançassem. Eu limitei-me a, em nome da instituição, aproveitar uma oportunidade que penso que o Sabugal não pode perder.
– E para quando está prevista construção da Unidade de Cuidados Continuados?
– Agora esperamos pela conclusão do projecto, que está a cargo de um gabinete de arquitectura, e que nos deve ser apresentado ainda esta semana. De qualquer forma o novo projecto terá de ser analisado e aprovado pelos Ministérios envolvidos, e só então avançarão as obras. Mas estou confiante que no início de 2010 a construção irá avançar.
– Esse também era um objectivo do Dr. José Diamantino?
– Sem dúvida, até porque o novo projecto baseia-se num outro que elaborámos há oito anos, a que chamámos Unidade de Apoio Integrado, que a Misericórdia tentou fazer avançar, mas que apesar de termos o projecto aprovado não foi possível construí-lo porque não reunimos os apoios necessários.
plb

Trigais é uma das anexas da freguesia da Bendada e está situada na parte ocidental do concelho do Sabugal.

José MorgadoA povoação dos Trigais é uma das anexas da freguesia da Bendada, no concelho do Sabugal, mas o Instituto Geográfico Português (IGP) nas cartas militares, recentemente actualizadas, integra-a na freguesia de Inguias (do concelho de Belmonte).
Com cerca de 200 habitantes, a maior parte da população activa encontra-se empregada nas obras e nas confecções em empresas de Belmonte e a aldeia está integrada no Plano Director Municipal de Belmonte.
Mas por outro lado, como oficialmente pertence à Bendada, são munícipes do Sabugal onde se encontram recenseados e exercem o direito de voto.
Segundo Manuel Rito, actual Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, a aldeia foi anexada à Bendada e desanexada da freguesia de Inguias, pela Reforma Administrativa de 1836 (há 173 anos), não abdicando de Trigais e já protestou junto do IGP. Além disso o apoio escolar (o edifício da Escola é propriedade da autarquia) e o apoio paroquial, são dados pelo Sabugal.
Será que o IGP, não quer cumprir a Reforma Administrativa de 1836? Dará assim tanto trabalho fazer a alteração em conformidade? Ou não vale a pena preocupar-se com um ponto tão minúsculo do Interior esquecido?
É por essas e por outras que alguns moradores, com mais interesses económicos, sociais e profissionais, ligados a Belmonte, conseguiram a proeza de fazer aprovar, à Assembleia Municipal de Belmonte, em Março de 2002, uma moção em que se exigia a realização de um «referendum» em Trigais, para que a população se pronunciasse sobre a escolha de freguesia, ou Bendada ou Inguias.
As tentativas de alargamento do concelho de Belmonte já vêem de tempos longínquos.
Trigais - BendadaAssim, em resposta a uma circular de 20 de Junho de 1859 do Governo Civil que pedia informação sobre a situação das paróquias daquele concelho, para se proceder à divisão, união e supressão de paróquias, a Câmara de Belmonte aproveitou a oportunidade de pedir que o Governo «anexasse à freguesia de Inguias as povoações de Rebelhos e Valverde (…) bem como a Quinta dos Trigais, pertencentes actualmente à freguesia da Bendada (…) e que à freguesia de Maçainhas, anexasse a Quinta das Olas.» (Canedo, David pg 123 a 125).
Em 5 de Janeiro de 1867, o administrador do concelho de Belmonte fez uma exposição pedindo a anexação de Orjais, Aldeia do Souto e Aldeia do Mato pertencentes à Covilhã; Valhelhas e Gonçalo, pertencentes à Guarda; e Bendada, pertencente ao Sabugal. Reforçado o pedido em 9 de Agosto, não teve sucesso.
Em 22 de Fevereiro de 1895 «vira-se o santo contra a esmola» e na Reforma Administrativa de José Dias Ferreira e Hintze Ribeiro o concelho da Covilhã é classificado de 1ª Ordem e Belmonte fica absorvido por este.
Começaram a surgir dificuldades derivadas da absorção do concelho de Belmonte, quando começou a vigorar o Código das Posturas da Covilhã em Belmonte. O Juiz de Paz de Belmonte pediu que se nomeasse um cidadão em Belmonte para receber o depósito de coimas para evitar que, por uma pequena coima se tivesse de ir de propósito à Covilhã. A proposta foi recusada por ser contra a lei.
A restauração do concelho de Belmonte só se efectivou com a publicação do Decreto-lei de 13 de Janeiro de 1898 que restaurou 29 concelhos entre os quais Belmonte unicamente com as freguesias que dele antes faziam parte.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

O presidente da Câmara do Sabugal foi um dos autarcas que elogiaram o acordo celebrado entre Portugal e Espanha para facilitar o acesso à saúde por parte das populações raianas.

Manuel Rito AlvesVários autarcas das zonas raianas, incluindo os presidentes das câmaras do Sabugal, Guarda, Almeida, Miranda do Douro e Valença elogiaram o acordo celebrado, esperando que esta decisão melhore a qualidade do serviço prestado ás populações que vivem próximas da fronteira com Espanha.
Em declarações divulgadas pela agência Lusa, o presidente da Câmara do Sabugal, Manuel Rito, sustenta que «se a solução passar por ter mais médicos e mais serviços ao dispor das populações, parece-me muito bem».
Já o autarca de Almeida, António Baptista Ribeiro, defende um cenário em que «o Hospital da Guarda fosse complementado com o de Salamanca» para que as populações pudessem «usufruir livremente dos serviços de saúde de ambos os lados da fronteira».
Os governos de Portugal e Espanha assinaram na Cimeira Ibérica, realizada em Zamora (Espanha), um acordo-quadro de cooperação sanitária transfronteiriça, para facilitar o acesso das populações fronteiriças a equipamentos de saúde dos dois lados da fronteira.
Os dois países vão agora acordar vários protocolos onde ficarão definidos os critérios com que será prestada assistência médica nas regiões transfronteiriças aos residentes ou a quem se encontre na região, assim como as condições de mobilidade de profissionais.
Porém Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos considerou que o acordo luso-espanhol «é uma perda de soberania». Para o bastonário, o acordo de cooperação «é perigosíssimo e é um risco enorme para o futuro se corresponder a um desinvestimento de Portugal na saúde nas regiões periféricas».
plb

Em épocas, natalícia e de ano novo, a presidência da Câmara Municipal do Sabugal desejou um Bom Natal e um Próspero Ano Novo a todos os Sabugalenses.

Manuel Rito AlvesA mensagem de boas festas da Câmara Municipal do Sabugal, assinada pelo Presidente, Manuel Rito Alves, e pelos vereadores sociais-democratas Manuel Fonseca Corte, António do Santos Robalo e Ernesto Cunha destaca a abrir os valores da época natalícia que «inspira e leva à reflexão não só pelos valores que transmite mas também pelos significados de que se reveste, entre eles, o da união, da paz e da esperança».
«Momento de reencontro entre familiares e amigos, deve ser aproveitado para reflectir e renovar esperanças. As atitudes positivas e a vontade de trabalhar e fazer cada vez melhor incitam ao desenvolvimento e rumam no sentido do progresso», evoluindo e trabalhando para alcançar os objectivos pretendidos.
Na opinião do executivo camarário «o Sabugal conta hoje com fortes motivos de regozijo e contentamento» testemunhados pela «ligação à A23 que irá unir o concelho a uma das principais artérias de comunicação do País». Nesse sentido, acrescenta a missiva, os sabugalenses devem perceber a oportunidade do momento para apostar «na promoção e divulgação do que de melhor existe no Sabugal», ou seja, «as suas gentes, o seu património, os seus produtos, os seus serviços e as suas tradições».
A Câmara Municipal do Sabugal considera ter-se esforçado por engrandecer o nome do Sabugal aproveitando as potencialidades da Internet com a criação do portal do concelho e, mais recentemente, da SabugalTV com emissões televisivas on-line, a emissão regular de uma newsletter, a criação de bases de dados para divulgação de eventos e outras iniciativas públicas e privadas.
«A captação de novos investimentos nunca é demais e este é um outro motivo pelo qual o Sabugal e as suas gentes se encontram de parabéns. Contamos, hoje, com duas zonas industriais, um centro de negócios e um projecto de investimento privado de 45 milhões de euros nas margens da barragem do Sabugal. O projecto «Termas do Cró», outro investimento que deve ser referido, encontra-se na segunda e última fase de execução das obras», destaca a mensagem natalícia aproveitando para realçar alguns projectos emblemáticos deste mandato autárquico.

Duas notas pessoais:
1 – Apenas agora nos é possível fazer referência à mensagem de Natal da presidência da Câmara Municipal do Sabugal. Pelo atraso as nossas desculpas.
2 – Gostaria de deixar neste final de 2008 e início de 2009 um reconhecimento público ao Presidente Manuel Rito Alves. É, possivelmente, o seu último Natal como responsável máximo do município. Figura que dispensou ao longo dos anos de vida autárquica os consensos, polémico e carismático (quase parece uma contradição), superou dificuldades pessoais com uma força de vontade extraordinária e marcou um ritmo executivo que nem todos quiseram ou foram capazes de acompanhar. Deixa obra feita e… como herança diversos projectos já iniciados que obrigam o seu sucessor a limitar-se a terminá-los sem grande margem de manobra para novas iniciativas.
Como já escrevi Manuel Rito é um nome incontornável dos nossos tempos e merece ser perpetuado na História do Sabugal.
Senhor Presidente, boas festas e um 2009 com muita saúde são os nossos desejos.
jcl

Setembro vai ser o mês da «viragem» para as Termas do Cró com o arranque das obras de construção do edifício-balneário do complexo termal. As qualidades terapêuticas das águas foram confirmadas com o despacho ministerial assinado no dia 3 de Março de 2008 e publicado a 18 de Março no «Diário da República».

Termas do CróEm recente entrevista ao jornal «Nova Guarda» o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, confirmou o arranque das obras do balneário do complexo termal do Cró durante o mês de Setembro de 2008.
Obra fundamental na estratégia de revitalização e reaproveitamento da marca «Termas do Cró» com o objectivo de alargar a sua frequência a utilizadores além-limites do concelho do Sabugal.
As Terma do Cró dispõem, actualmente, de um balneário provisório que tem vindo a ser utilizado para tratamento de problemas reumáticos e musculo-esqueléticos.
As técnicas utilizadas consistem em duche de jacto, vapor parcial à coluna, banhos de imersão simples, de imersão com bolha de ar e de imersão com hidromassagem. Os tratamentos das vias respiratórias são feitos com irrigação nasal, nebulização e aerosol.
A época termal de 2008 teve início com o primeiro turno (2 a 14 de Junho) e termina com o 13.º turno entre 17 e 29 de Novembro. Até lá estão ainda calendarizados o 8.º turno (8 a 20-9), 9.º (22-9 a 4-10), 10.º (6 a 18-10), 11.º (20 a 31-10) e 12.º turno (3 a 15-11).
Uma equipa de funcionárias camarárias, supervisionada por Felismina Rito, garante o programa «Saúde & Bem-estar» e todo o apoio durante as consultas que funcionam de segunda a sábado, das 8 às 16 horas.
A água, com características sulfúrica sódica, do tipo das sulfúreas, fracamente mineralizada, doce, com reacção muito alcalina e sob o ponto de vista iónico designa-se por bicarbonatada sódica, carbonatada, fluoretada e sulfidratada. Regista 23º a 30 metros de profundidade e o povo diz que a água «cheira a ovos podres» e tem um sabor «estranho e desagradável que só por obrigação é bebida». A sua utilização é muito antiga e os registos históricos indicam um pedido de concessão em 1909 acompanhado de um relatório com a análise química da água da nascente por Bonhorst. Nesse tempo os aquistas acampavam nos lameiros junto à Ribeira do Cró (afluente da margem esquerda do Rio Côa) também conhecida por Ribeira do Boi, traziam as banheiras de casa e aqueciam a água dos banhos com fogueiras de lenha apanhada nas redondezas.
A 13 de Julho de 1912 foi atribuído o alvará de concessão e a 30 de Janeiro de 1922 foi considerada abandonada. A Empresa Balnear do Cró retomou a actividade a 5 de Novembro de 1936 para nova declaração de abandono, oito anos mais tarde, a 5 de Julho de 1944.

Registo histórico para o dia 8 de Setembro: Joaquim Manuel Correia relata no seu livro «Memórias do Concelho do Sabugal» que «concorre ali muita gente, atraída pela fama destas águas». (As termas eram frequentadas por pessoas dos concelhos do Sabugal, Guarda, Penamacor, Almeida, Pinhel, Castelo Rodrigo e até de Espanha). Dá também a conhecer que «cada banho custa 50 reis, módico preço, atendendo à falta de combustíveis, carvalho, giesta, carvão e lenha de pinho ou amieiro». Já em relação à taxa de utilização, aponta números curiosos: «Em 8 de Setembro de 1885 contámos no Cró 180 pessoas e em igual dia de 1893 contámos 240 e 300 em 1896.»

As inscrições podem ser feitas na Câmara Municipal do Sabugal (tel. 271751040), Biblioteca Municipal (tel. 271 752 230) ou nas Termas do Cró (tel. 271 581 818).
jcl

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 10 de Julho de 2008.
Local: Salão Nobre da Universidade Aberta (Lisboa).
Legenda: O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, assina o protocolo de adesão ao Centro Local de Aprendizagem.

Enviada por: Capeia Arraiana.
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Um armazém de vinhos, uma óptica, uma clínica de saúde, um banco e uma serralharia espanhola, são para já as actividades que manifestaram interesse em ocupar lugares no «Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito», estrutura que a Câmara Municipal do Sabugal está a concluir no local onde existiu a fábrica de refrigerantes da Cristalina.

Centro de Negócios TransfronteiriçoA garantia foi dada ao Capeia Arraiana, por Manuel Rito, presidente do Município, que além do mais tem já também como certa a instalação de um museu com os bonecos articulados de José Oliveira, artesão do Soito que durante anos esteve ligado ao projecto da Cristalina. Para o edil, este é já um bom começo, talvez o suficiente para quebrar alguma relutância por parte dos empresários locais. «Temos aqui as melhores condições, pelo que espero que em breve os lugares venham ser ocupados, podendo também os empresários beneficiar dos incentivos que a Câmara oferece para os que aqui se instalem», disse o presidente.
A construção estará concluída daqui a um mês, segundo garantias do construtor. O complexo tem dois pisos e espaçosa nave central. É constituído por 13 grandes armazéns com escritório de apoio e espaço para parquear viaturas de grande porte, com acessos directos pelas traseiras. Tem também escritórios independentes, sanitários públicos, vestiários para funcionários, sala de reuniões comum, ponto de Internet, banco, hipermercado, museu, espaço de venda de artesanato, café e restaurante localizado junto à entrada principal.
«Isto era uma autêntica lixeira, um perigo do ponto de vista ambiental. Só por isso já valeria a pena a construção e a requalificação do espaço», acrescenta o autarca, visivelmente satisfeito.
plb

Comunicado da Presidência da Câmara Municipal do Sabugal sobre as grandes opções estratégicas para o desenvolvimento do município.

Câmara Municipal do Sabugal«O concelho do Sabugal tem, todos sabemos, problemas de competitividade em relação à integração na economia de mercado de consumo, que hoje é considerada a solução ideal para a organização da vida em sociedade.
E não admira que assim seja, já que este modelo é completamente diferente do que aqui vigorava até finais da década de 60 do século XX, pobre e baseado na solidariedade, na partilha e na organização do trabalho colectivo em prol de comunidade e que foi o responsável último da fuga para a Europa e para o litoral de dois terços da população do concelho, em busca de melhor vida.
Porém, o investimento público municipal e Estatal, nas últimas três décadas, dotou o concelho de condições satisfatórias em diversos domínios, casos do abastecimento de água, de saneamento, de rede viária, de equipamentos escolares, de saúde, de segurança, desportivos, de cultura e lazer, de outros serviços públicos (tribunais, finanças, conservatória, central de camionagem, etc.) e de reestruturação urbana (pavimentações, iluminação pública, jardins, etc.).
A curto prazo a Câmara Municipal pretende concluir a requalificação do Cró, a ligação A23-Fronteira e construir o parque de campismo.
O dinamismo associativo criou lares e centros de dia, cooperativas e associações agrícolas, associações florestais, associações de bombeiros voluntários, associações de desenvolvimento, de caça e pesca, culturais, desportivas, etnográficas, musicais, de teatro, enfim…
O nosso território, onde vivem cerca de quinze mil pessoas é vasto, diverso e ambientalmente qualificado. (62% Rede Natura/2000).
Tem um património histórico e monumental representativo de cinco antigos concelhos, e vestígios arqueológicos desde a pré-história.
Tem o Côa, Malcata e Sortelha, (3 marcas nacionais).
Tem uma cultura e sabe fazer únicos que não podem ser imitadas por produção em série (capeias, enchidos, queijos, mantas, compotas, etc. …)
Tem o maior efectivo pecuário da Beira Interior e a ruralidade, a tranquilidade e o ar puro que nos caracterizam.
E o que temos é precisamente o que falta nas grandes cidades da sociedade de consumo.
Como o que faz falta é que “vende” a nossa estratégia tem que passar por transformar o que temos em produto vendável, mantendo a nossa forma diferente de viver e as nossas especificidades. No fundo, a nossa cultura e a nossa dignidade.
Temos que nos convencer que o que temos é bom, muito bom! Temos que rentabilizar as infra-estruturas, os produtos que são únicos e que atraem consumo por serem diferentes e de qualidade e a maneira diferente que temos de viver em sociedade.
Temos que rentabilizar a caça e a pesca.
Temos que tentar organizar a estrutura fundiária de modo a organizar unidades pecuárias e florestais viáveis.
Ou seja temos que produzir e vender o que temos nosso, os enchidos, o queijo, as mantas de farrapos ou de ourelos, as aguardentes e jeropiga, as castanhas, os cogumelos, o azeite, o vinho, e outros produtos artesanais, agrícolas ou autóctones, e além disso temos que angariar estadias turísticas que incluem restauração, dormida e fruição do nosso património ambiental e monumental, e das nossas tradições, com orgulho em ser o que somos e ter o que temos!
Só é possível se todos trabalharmos em conjunto.
A Câmara Municipal, as Juntas de Freguesias, as diversas associações, nomeadamente as IPSS, as empresas e as pessoas são responsáveis, cada um com a sua quota-parte pelo bem-estar colectivo.
Este é na opinião da Presidência da Câmara o principal desafio a vencer para o “desenvolvimento” do concelho.
Organizados podemos fazê-lo.
Manuel Rito Alves
Presidente da Câmara»

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, abordou connosco as mais recentes iniciativas do executivo camarário. As propostas aos lares e centros de dia e as acessibilidades foram os dois temas da primeira entrevista concedida pelo líder da autarquia ao Capeia Arraiana.

À fala com… Manuel Rito AlvesEstivemos à fala com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves sobre as grandes decisões para 2008. Natural da vila do Soito, onde nasceu em 1961, foi vice-presidente de António Morgado em 1997-2001 e 2001-2005 e eleito presidente em 2005.
Com muito pragmatismo e uma postura decidida esclareceu-nos sobre a actualidade e os desenvolvimentos de alguns dos grandes temas do município.
«A Câmara Municipal do Sabugal propôs às direcções dos 29 Lares de Idosos e Centros de Dia do concelho a candidatura ao QREN para a constituição de uma sociedade com o objectivo de construir um Hospital de Cuidados Continuados no Município. Sabe quantas adesões tivemos? Três! Três direcções mostraram interesse em analisar a nossa proposta!», enfatiza o presidente. Sem se deter e em tom de desafio continua: «Quer outro exemplo? Apresentámos por escrito a todas as instituições, em finais de 2007, a Central de Compras. Registámos zero interessados».
A interrupção impunha-se para clarificar o significado da Central de Compras. Aproveitámos para observar que as ideias que são evidentes para o executivo por vezes passam mal ou não passam para a população.
Resumindamente a Central de Compras proposta pela autarquia consiste na elaboração de uma lista «top-ten» dos 10 produtos mais utilizados no dia-a-dia dos lares e centros de dia como, por exemplo, leite, pão, produtos de limpeza e de higiene ou roupa. Negociados, em quantidade, por uma única entidade teriam custos mais baixos e mais vantajosos para todos reduzindo as despesas mensais de cada uma das instituições. «Não houve ninguém interessado», repetiu o presidente.
Manuel Rito não tem dúvidas: «O problema é sempre o mesmo. Qualquer iniciativa esbarra sempre na falta de consciência que a união faz a força. Há um sentimento generalizado de desconfiança quando falamos em gestão colectiva.»
O segundo grande tema desta entrevista era incontornável e inevitável. As acessibilidades da A23 ao concelho do Sabugal interrompidas quando os militares do Regimento de Engenharia foram «desviados» para o Líbano.
– A estrada de ligação à A23 vai ficar eternamente parada?
– Estive em Lisboa reunido com as Estradas de Portugal no sentido de analisar possíveis alternativas que tardam em ser desbloqueadas. Decidimos avançar com uma consulta a seis entidades bancárias para contrair um empréstimo que será utilizado na ligação A23-Fronteira em Aldeia da Ponte, nas Termas do Cró e em outras estradas municipais.
– Podemos saber quais são as outras estradas?
– Vamos lançar o concurso da variante do Soito e da estrada Guarda-Alto de Pousafoles. As outras intervenções são a variante de Aldeia da Ponte, a estrada Soito-Alfaiates, a variante de Penalobo, a ligação Alto do Cardeal-Estrada do Ozendo-Soito, a variante do Sabugal e a ligação de Penalobo ao limite do município em Maçaínhas, Belmonte.

O executivo camarário já analisou a proposta tendo-se registado na votação quatro votos a favor, duas abstenções e um voto contra.
O Capeia Arraiana aproveita para transcrever as declarações de voto constantes da acta municipal:
«Vereador Rui Nunes: Voto contra, essencialmente, porque a Câmara ficará muito próxima do endividamento máximo de cerca de 7 milhões de euros e o empréstimo ser de 6.620.000. Por outro lado os 2.700 milhões de euros propostos para a execução da ligação Sabugal-A23-Fronteira dizem respeito a uma terceira fase, quando a segunda A23-Sabugal, além de não estar ainda prevista a data da finalização, não está devidamente dotada.
Vereador Luís Sanches: Abstenho-me porque estaria de acordo com um novo empréstimo até ao seu limite se fosse neste momento votado o projecto para conclusão da obra de ligação Sabugal-A23, no entanto isso não acontece e continua-se a votar apenas pequenos projectos de ligação Sabugal-Fronteira.
Presidente Manuel Rito: Colocaremos a concurso três troços nomeadamente, a variante ao Soito, a 1.ª fase da Via Estruturante da Raia e a Estrada Municipal Guarda-Alto de Pousafoles, ficando a execução do troço Penalobo-Limite do Concelho e a Variante a Penalobo a cargo do Regimento de Engenharia de Espinho que regressa em Junho, sendo possível num prazo relativamente curto concluir toda a ligação.»

O momento decisivo desta proposta está marcado para o dia 29 de Fevereiro com a votação final na Assembleia Municipal.
jcl

O Presidente da República, Cavaco Silva, visita a Guarda nos dias 23 e 24 de Novembro. O programa inclui uma reunião com os 14 autarcas do distrito para se inteirar dos seus projectos e problemas.

Cavaco Silva visita a GuardaO desenvolvimento regional, a solidariedade social e a economia das regiões da Beira Interior serão os temas focados pelo presidente da República na sua deslocação à cidade da Guarda nos dias 23 e 24 de Novembro.
O programa inclui uma reunião com os 14 autarcas do distrito (com o presidente Manuel Rito a representar o Sabugal) com o objectivo de se informar das suas necessidades, problemas e projectos.
Durante a visita Cavaco Silva conhecerá a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial, um projecto da responsabilidade da Câmara da Guarda e de empresários privados que receberá no início do próximo ano as primeiras empresas após vissicitudes de vária ordem que atrasaram cerca de sete anos a sua conclusão.
O presidente da República passará ainda pelo Instituto de São Miguel, fundado em 1938 por D. João de Oliveira Matos, bispo da Guarda e por Alberto Dinis da Fonseca.
Em Gouveia será recebido na Associação de Beneficência Popular, especialista em medicina física, reabilitação e apoio a portadores de deficiência e inaugura o Museu da Miniatura Automóvel que resultou da doação da colecção particular de Fernando Taborda.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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