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No Dia Mundial do Turismo os deputados do Partido Socialista eleitos pelos distritos de Castelo Branco e da Guarda apresentaram na Assembleia da República um requerimento para obter o aproveitamento turístico das casas da natureza que estão ao abandono na Reserva Natural da Serra da Malcata. O documento foi endereçado ao secretário de Estado do Ambiente, secretário de Estado do Turismo e ministra do Trabalho e da Segurança Social.

(Clique nas imagens para ampliar)

Jorge Seguro SanchesQuase 30 anos depois da sua criação legal, a Reserva Natural da Serra da Malcata identifica-se cada vez mais como um potencial centro de Turismo Rural e de Natureza, assumindo assim uma grande importância, para o país e para uma região que procura apostar no turismo como uma das poucas opções de futuro e de fixação de populações.
Depois de vultuosos investimentos feitos nos anos 90 do século XX, as casas abrigo, integradas na Reserva Natural da Serra da Malcata, bem como as instalações-sede da reserva, possibilitam o alojamento de turistas em instalações muito bem enquadradas
e que permitem uma visita única a uma das reservas europeias mais rica em termos de biodiversidade (aliás considerada em 1987 como Reserva Biogenética do Conselho da Europa).
Numa visita recente à Reserva pudemos verificar o potencial das casas abrigo – sem uso mas em aparente bom estado de conservação – e das quais se juntam fotos (casa do Major e casa da Ventosa).
Todavia este tipo de alojamento não está a ser aproveitado, nem está licenciado (conforme é referido no portal do ICNB). Aqui.
Esta situação pode ser uma oportunidade para não só dotar aquela região de mais algum alojamento como pode ser considerada como um potencial de parceria entre serviços públicos que desta forma – e sem grandes acréscimos de custos – podem oferecer aos portugueses mais turismo aliás de características praticamente únicas no continente europeu.
Acresce a existência na serra da Malcata (junto à casa da Ventosa) de uma pista de aviação – actualmente utilizada apenas no combate aos incêndios – a qual pode ser também uma mais-valia num tipo de turismo cada vez mais procurado mas sempre em respeito da natureza.
A Fundação INATEL (que em Portugal tem um papel decisivo no turismo social) tem hoje na sua rede alguns equipamentos com estas características (nomeadamente no distrito de Bragança) e que são um bom exemplo no aproveitamento do turismo no Interior do país.
Independentemente do tipo de solução que se encontre para aquelas casas parece-nos contudo que a actual situação (de não aproveitamento e de praticamente abandono) é inaceitável pelo que apelamos a um entendimento entre os serviços públicos com potencial intervenção nas áreas do turismo e do ambiente e com a colaboração – sempre necessária –
das autarquias envolvidas.
Jorge Seguro Sanches
(Deputado do Partido Socialista pelo distrito de Castelo Branco)

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A editora Bizâncio acaba de lançar o livro «Lince-Ibérico», o qual aborda diferentes aspectos da biologia do felino mais ameaçado do mundo, ilustrados por fotos de animais em habitat natural onde a sua existência se encontra ameaçada.

Lince Ibérico da Serra da MalcataA publicação é o resultado de uma colaboração do jornalista Paulo Caetano, autor dos textos, e do biólogo Joaquim Pedro Ferreira, responsável pelas fotos, enriquecida também por ilustrações de Jorge Mateus.
Numa altura em que o projecto nacional de reprodução do lince-ibérico dá um passo decisivo com o acolhimento de linces para o repovoamento do seu habitat tradicional em Portugal, chega aos escaparates um livro-álbum muito elucidativo.
Trata-se de uma publicação que apresenta o felino mais ameaçado do mundo nos vários aspectos da sua biologia, que vão desde os hábitos alimentares à reprodução, sempre ilustradas com fotos do esquivo carnívoro obtidas em meio natural em momentos nunca capturados da sua vida quotidiana.
Continuam a chegar linces ao centro nacional de reprodução, situado em Silves, no Algarve, num processo que deverá estar concluído até ao final deste mês, altura em que o centro de reprodução português deverá acolher os 16 animais previstos.
plb

O presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, anunciou que o Ministro do Ambiente virá a Penamacor no 28 de Julho para assinar um protocolo que visa a instalação de um centro de aclimatação do lince ibérico na Reserva Natural da Serra da Malcata.

Nunes CorreiaSegundo a edição on-line do jornal Reconquista, de Castelo Branco, a novidade foi avançada pelo presidente da Câmara na inauguração da Feira das Actividades Económicas de Penamacor, que decorre até domingo.
Nunes Correia corresponde assim a um compromisso assumido aquando da decisão de instalar em Silves, no Algarve, o Centro de Reprodução do Lince Ibérico, facto que na altura motivou fortes criticas dos autarcas de Penamacor e do Sabugal.
Reagindo aos protestos, o ministro do Ambiente prometeu que Malcata receberia linces do Centro de Reprodução algarvio, sendo o agora anunciado centro de aclimatação o primeiro passo nesse sentido.
O protocolo será assinado com Espanha, país que cedeu animais ao centro de reprodução, assim garantindo que o Lince Ibérico voltará a viver no território português.
Tenha-se em conta que a Serra da Malcata, cujo território é repartido pelos Municípios do Sabugal e de Penamacor, foi o último habitat do lince em Portugal.
A escolha do Algarve para instalação do centro de reprodução foi porém justificada pelo governo com o facto de a mesma ter sido suportada pela empresa Águas do Algarve, como medida de compensação pela construção de uma barragem.
Domingos Torrão sente ter valido a pena protestar: «Nós não queremos que o lince nos fuja, nós queremos que o lince seja uma mais-valia para Penamacor», disse o autarca, citado pelo Reconquista.
plb

É apenas uma curiosa curiosidade. A avaliação ambiental do Freeport de Alcochete foi a mais rápida de que há registo, desde 1995, na Agência Portuguesa de Ambiente. A segunda mais rápida de sempre – 65 dias – foi o processo n.º 1866/APA do Parque Eólico do Sabugal.

APA-Agência Portuguesa de AmbienteO Freeport de Alcochete que tem sido manchete na Comunicação Social, devido ao alegado envolvimento do primeiro-ministro José Sócrates, teve a mais rápida avaliação ambiental de que há registo, desde 1995, na Agência Portuguesa de Ambiente (APA). A sua aprovação, em 55 dias, foi a mais rápida entre 840 decisões que estão correctamente registadas na base de dados da APA. O empreendimento passou por três estudos de impacte ambiental. Foi chumbado em 2000 e 2001 e aprovado em menos de dois meses, em 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições em que os socialistas perderam o Governo.
Mas o mais curioso quando olhamos para a tabela da APA é ver que na segunda posição a aprovação em apenas 65 dias do Parque Éolico do Sabugal (concelhos do Sabugal, parque e linha e Penamacor, linha) e registado com o também curioso nome de SIC PTCON0004 – Malcata da Rede Natura 2000.
Os dados disponíveis no portal APA indicam que a maior parte das avaliações positivas nos últimos 14 anos teve um prazo de conclusão entre cinco e nove meses. Em média, as decisões favoráveis demoraram 228 dias a ser tomadas, ou seja, cerca de sete meses.
Apenas por curiosidade destacamos algumas condições para licenciamento ou autorização do projecto da Declaração de Impacte Ambiental da Direcção-Geral da Energia e Geologia e da APA. «Implementar medidas compensatórias para a população de abutre-preto, Aegypius monachus, que visem a gestão do seu habitat, através da instalação de plataformas de nidificação e da gestão da vegetação arbustiva e arbórea, tal como planeado na proposta apresentada» e «beneficiar somente um dos acessos ao Parque Eólico, por Norte, via Santuário de Nossa Senhora dos Prazeres, ou por Sul, via Fóios» porque «na escolha do acesso deverá ser analisado o impacte do acesso Norte na cumeada dos aerogeradores 1 e 2 considerada muito sensível para a avifauna» são alguns dos pontos expressos na declaração.

Veja a Declaração de Impacte Ambiental aqui e aqui.

E terminamos como começámos. É apenas uma curiosa curiosidade tal como é curioso que alguém vá preso num caso free.
jcl

Cientistas portugueses e espanhóis propõem a recuperação da diversidade genética do coelho como estratégia para salvar da extinção o lince ibérico da Serra da Malcata.

Lince Ibérico da Serra da MalcataA proposta foi apresentada por cientistas das universidades de Évora, Málaga e da Estação Biológica de Doñana num estudo a publicar no início de 2009 na revista científica internacional «Diversity and Distribution», especializada em biogeografia da conservação.
O lince ibérico, o felino mais ameaçado de extinção em todo o mundo alimentava-se até ao século passado de duas linhagens genéticas de coelho com habitat em duas zonas distintas da Península Ibérica, uma situada no nordeste e outra no sudoeste.
Os dois animais surgiram aproximadamente ao mesmo tempo na península e evoluíram em conjunto ao longo do último milhão de anos, período durante o qual estabeleceram inter-relações complexas cuja preservação é agora defendida pelos cientistas.
A população de coelhos do nordeste sofreu nos anos 1980 uma redução drástica que foi acompanhada por uma diminuição de linces, tendo estes passado a ficar confinados ao sudoeste, numa área que abrange Espanha e Portugal e inclui a Serra da Malcata.As duas zonas geográficas estão separadas por uma diagonal situada entre Vigo e Múrcia, sendo que o lince foi ficando relegado à parte esquerda desta diagonal e, mais recentemente, ao sul desta área.
A equipa de investigadores universitários procurou saber se o declínio do lince seria apenas um problema de falta de coelhos ou também, como suspeitavam, de falta de diversidade desta presa.
Para testar esta possibilidade desenvolveram dois modelos matemáticos, um para cada espécie, em que relacionaram conjuntos de factores ambientais, como o clima e o estado dos solos, com a abundância da população.Os modelos foram depois usados para testar se a razão principal do declínio do lince eram variações ambientais ou variações nas populações de coelhos, tendo a conclusão apontado fortemente para a última hipótese.
A equipa constatou também uma associação negativa entre a linhagem de coelhos do sudoeste, a única actualmente ao dispor do lince, e as condições óptimas de vida do coelho, sugerindo que esta subespécie não está a prosperar, contrariamente à do nordeste, o que compromete ainda mais a situação do lince.
jcl com agência Lusa

A marca «Terras do Lince» está já em alguns produtos tradicionais de Penamacor, como mel, queijo e azeite, podendo em breve alargar-se também a produtos genuínos do concelho do Sabugal.

QueijoSegundo notícia do semanário «Reconquista», de Castelo Branco, a Câmara Municipal de Penamacor aproveitou a marca «Terras do Lince» para rotular alguns dos produtos originários do concelho. A estrear são três os produtos que já ostentam o novo rótulo: queijo, mel e azeite.
Duas empresas instaladas no concelho de Penamacor, Meimoacoop e Penazeites, beneficiaram de uma parceria firmada com o Município, que em breve poderá alargar-se a mais empresas e a outros produtos de origem local. Os enchidos poderão ser o próximo produto a usufruir da denominação, que aproveita a referência à imagem do lince, que até há pouco tempo povoou a Serra da Malcata, e onde está previsto ser re-instalado.
Segundo o semanário albicastrense o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, Domingos Torrão, diz que «a única forma de fixarmos gente é ter alguma coisa para produzir (…) nós não podemos pensar em grandes unidades fabris mas nas pequenas coisas todas somadas».
Também o presidente da Câmara do Sabugal, Manuel Rito, falou com o jornal «Reconquista», considerando a hipótese do seu concelho dar em breve o mesmo passo, considerando que a comercialização de produtos associados ao lince «pode trazer mais-valias a todos os produtores que por aqui resistem».
Em declarações ao Capeia Arraiana o presidente do Município do Sabugal declarou que «Terras do Lince é uma marca-chapéu conjunta dos dois territórios e que os produtores regionais e artesanais de produtos rurais vão poder usar o nome que passará a estar certificado com garantias de qualidade».
plb

Como já havia afirmado a Albufeira do Sabugal no rio Côa constitui uma importante janela de oportunidade no desenvolvimento do Concelho. No entanto, nem sempre é bom «molhar o pão no molho do coelho que o pai há-de matar para o ano que vem»…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Este blogue trouxe ao conhecimento público o resultado das reuniões da Câmara e Assembleia Municipais onde foi apresentado o projecto em epígrafe, o qual resultava de um Protocolo assinado entre o Município e o Grupo Existence, SA.
Do que venho escrevendo na minha rúbrica «Sabugal Melhor» resulta claro o meu total apoio a um projecto como o agora apresentado, que, a concretizar-se, seria uma alavanca fundamental para o desenvolvimento sustentável do Concelho.
No entanto, a verdade com que escrevo estas crónicas obriga-me a levantar algumas questões que, a não serem acauteladas poderão inviabilizar a concretização deste investimento.
1.ª Questão: Quem são os investidores com que foi estabelecido o Protocolo?
Estas iniciativas surgem no princípio deste ano, quando em finais de Fevereiro o grupo Existence, SA assina Protocolo idêntico com a Câmara Municipal de Abrantes, não havendo, no entanto, mais qualquer informação sobre este assunto, nem nos órgãos de informação nacionais e regionais, nem no próprio site da Câmara de Abrantes:
Curiosamente buscando na Internet referências a este Grupo, as mesmas limitam-se ao protocolo assinado e a declarações do seu Presidente António G. Reis, aquando da constituição em Junho de 2008, por uma Sociedade denominada Fundox SGFII, SA de dois fundos de investimento imobiliário fechados, denominados «Atlântida» e «Lusitânia», com capitais iniciais de 5 e 8 milhões de euros, respectivamente, e tendo como finalidade à constituição de uma carteira de residências assistidas/medicalizadas e de cuidados continuados.
Embora não dito, retira-se, desse momento que a Existence, SA terá ligações com aqueles Fundos, percebendo-se igualmente que o Grupo tem parcerias com entidades bancárias não identificadas e com o Grupo Hospital de Trofa. Não consegui encontrar quais os investimentos, se é que há alguns, que este Grupo tenha realizado.
Acredito que a Câmara Municipal esteja de posse de outras informações que lhe permitiram estabelecer sem reservas este Protocolo e anunciar o mesmo como não havendo dúvidas sobre a capacidade de investimento da Existence, SA.
Pessoalmente, ainda não cortei o pão…
2.ª Questão: Como se resolvem as questões do ordenamento do território?
Do conteúdo das notícias publicadas, retiro que este empreendimento se localizará em terrenos classificados no Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal como Espaço de Recreio e Lazer e como Área de Protecção Complementar.
Vejamos então o que diz o Plano de Ordenamento:
Espaço de Recreio e Lazer da Albufeira do Sabugal, localiza-se entre o aglomerado urbano da Malcata e o plano de água, onde poderão vir a ser instalados um estabelecimento hoteleiro e um aldeamento turístico os quais, na sua totalidade, não poderão ultrapassar as 300 camas, divididas pelos dois empreendimentos.
Espaço de Protecção Complementar, localiza-se na envolvente do perímetro urbano da Malcata, servindo de transição entre a área urbana – Malcata e área rural, regendo-se a edificação deste espaço pelo disposto no plano municipal de ordenamento – PDM do Sabugal, o qual na sua elaboração, alteração ou revisão deve atender a que é um objectivo prioritário a requalificação e consolidação do tecido urbano nomeadamente ao nível das funções, equipamentos, infra-estruturas e integração paisagística.
A questão que se coloca é como se compatibilizam estas normas com o investimento que se pretende concretizar.
Algumas informações que fui recolhendo levam-me a pensar que o investimento de Abrantes previsto ainda para este ano vai ser adiado, se se concretizar, para quando forem alteradas as questões de incompatibilidade entre o proposto e a classificação do território (parte rural, em Reserva Ecológica e em Reserva Agrícola).
E como vai ser no Sabugal, onde decorre o processo de revisão do PDM, sem data prevista para a sua conclusão e publicação em DR?
Vai-se avançar com a elaboração de um Plano de Pormenor? Vai-se propor uma alteração em regime simplificado do PDM (se possível)? Vai-se propor a suspensão parcial do PDM para a Malcata? E a compatibilidade com a Reserva Natural da Serra da Malcata está garantida?
Estas algumas das questões a que em termos de ordenamento do território deve ser dada resposta, antes de começarmos a molhar o pão…
3.ª Questão: Existe capacidade financeira para concretizar este investimento?
Esta questão prende-se com os valores em jogo – 45 milhões para o Sabugal, 60 milhões para Abrantes.
Tendo em atenção que os Fundos Imobiliários craidos só possuem um capital de 13 milhões de euros, como vai ser financiado este investimento? À Autarquia foram apresentadas as garantias necessárias para se perceber a solidez financeira do Projecto, questão ainda mais actual face ao tufão financeiro que vai por este mundo fora?
Como afirmei, este é um investimento demasiado importante para o Concelho do Sabugal para que sobre ele existam dúvidas.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Grande DestaqueAs novidades sucedem-se em catadupa no concelho do Sabugal. O presidente do município, Manuel Rito Alves, divulgou esta tarde na reunião do executivo camarário o «Projecto de Desenvolvimento Médico-Social & Habitacional» do grupo francês «Existence, SA». O empreendimento, integrado no Plano de Planeamento da Barragem do Sabugal, na freguesia da Malcata, prevê o investimento de 45 milhões de euros, a criação de cerca de 300 postos de trabalho e vai ocupar uma área de 360 mil metros quadrados.

Existence, SAO presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, deu a conhecer aos restantes vereadores do executivo camarário esta sexta-feira, 26 de Setembro, o acordo com a multinacional francesa «Existence, SA», para um mega investimento privado de 45 milhões de euros na envolvente da Barragem do Sabugal.
O projecto prevê a criação de um complexo médico-social vocacionado para alojar adultos seniores em residências assistidas numa área de 36 hectares.
A concretização deste projecto de desenvolvimento turístico designado por «Ofélia Club» só é possível com o apoio da autarquia sabugalense que comparticipa com a venda do terreno a um preço simbólico com isenção de taxas.
O investimento será composto por edifícios satélites de uma unidade central ondem ficam instalados os serviços especializados de Alzheimer, Parkinson, Geriatria, Psiquiatria, Cuidados Continuados e núcleo central com clínica.

TIPO EDIFÍCIOS QUARTOS CAMAS
Alzheimer 2 120 240
Parkinson 1 60 120
Geriatria 2 120 240
Psiquiatria 1 60 120
Cuidados continuados 1 60 120
Núcleo central / Clínica 1 60 120
 Total 8 480 720

 

O projecto prevê, também, uma colónia para jovens deficientes mentais.

EQUIPAMENTOS NÚMERO CAPACIDADE
Salas de Aula 4 60
Refeitório 1 60
Dormitórios 12 60
Quartos acompanhantes 6 12

 

Entre os equipamento sociais estão incluídos um jardim de infância e equipamentos desportivos e de laser:

EQUIPAMENTOS NÚMERO CAPACIDADE
Berçário 5 60

 

EQUIPAMENTOS NÚMERO CAPACIDADE
Percurso de saúde 1 x
Piscinas 2 900
Parque infantil 1 x
Total 4 x

 

As habitações a construir são destinadas a activos independentes da terceira idade, podendo beneficiar de todos os serviços destacados na residência medicalizada:

T0 T1 T2 TOTAL
20 40 30 90

 

Apresentamos de seguida um dos quadros mais importantes. A criação de postos de trabalhos fixos tem a seguinte previsão:

CLASSIFICAÇÃO NÚMERO HORÁRIOS
Médico de Medicina Geral 7 3 x 8
Psicologia / Psiquiatria 5 2 x 8
Fisioterapeuta 6 2 x 8
Ginástica e Actividades Físicas 16 2 x 8
Actividades Gerais 15 8
Animações 10 8
Enfermeiros/as 18 3 x 8
Auxiliares de enfermagem 26 3 x 8
Auxiliares de limpeza 34 2 x 8
Administração 3 8
Secretariado / Contabilidade 4 8
Recepção / Controlo / Segurança 8 3 x 8
Cozinheiros 3 2 x 8
Ajudantes de cozinha 6 8
Serviços de quartos e salas 34 2 x 8
Manutenção 6 8
Total 201

 

O quadro seguinte especifica os profissionais intervenientes e os consultores necessários para apoiar e colaborar com os profissionais anteriormente descriminados.

CLASSIFICAÇÃO NÚMERO HORÁRIOS
Reumatologista 2 2 x 8
Ortopedista 3 8
Estomatologista 1 8
Dietista / Nutricionista 2 8
Oftalmologista 2 8
Dermatologista 2 8
Cardiologista 2 8
Gerontologista 6 2 x 8
Ortofonista 12 8
Dentista / Ortodentista 3 8
Farmacêutico 2 2 x 8
Manicure / Pedicure 2 8
Maquilhagem 2 8
Cabeleireiro 2 8
Total 43

 

O quadro final faz o resumo dos equipamentos, unidades, camas, postos de trabalho, intervenientes e área de construção dos edifícios de apoio.

EQUIPAMENTOS UNIDADES CAMAS EMPREGOS INTERV. ÁREA/CONST.
Multiserviços 8 720 201 43 28.800
Casas 3.ª Idade 90 240 8 7.100
Colónia / Deficientes 1 68 12 6 3.000
Jardim de Infância 1 60 6 4.200
Desporto / Lazer 4 3 4 1.400
Total 104 1088 230 53 44.500 m2

 

Com um investimento previsto de 45 milhões de euros e a criação de cerca de 300 postos de trabalho directos a aposta da Câmara Municipal do Sabugal na parceria a companhia «Existence, SA» é um investimento privado de grandes dimensões pouco habitual na Beira Interior que deverá estar concluído no prazo de dois anos.

É uma boa, muito boa, notícia. Desejamos que este mega-interesse francês se concretize e tenha um efeito multiplicar de fixação de activos válidos e qualificados e impulsionador de valores económicos e sociais para o concelho do Sabugal.
jcl

A 26.ª edição do Raid Transportugal Accenture vai percorrer os tesouros naturais da Beira Alta e da Beira Baixa nos dias 20 e 21 de Setembro. A Serra da Malcata, o Sabugal e a aldeia histórica de Sortelha, com paragem para almoço, fazem parte do itinerário deste ano.

26 TransportugalAs paisagens raianas vão servir de cenário à passagem dos participantes na 26.ª edição do Transportugal Accenture que decorre no sábado e domingo, 20 e 21 de Setembro, organizado pela Megre Motorsport e pelo Clube Aventura.
A edição de 2008 apresenta um percurso mais curto dividido em duas etapas de 200 quilómetros com três exercícios de regularidade e um de navegação e inclui a passagem por dois troços todo-o-terreno (um rápido e outro trialeiro de montanha) que têm sido utilizados no Rali Transibérico. Transposição de obstáculos e diversos obstáculos de campo farão também parte da ementa desta expedição.
No sábado o almoço será em Sortelha depois de 100 quilómetros de pistas com partida de Monfortinho e passagem por Aranhas, Penamacor, Meimoa, Meimão, Malcata, Sabugal e Sortelha. Na parte da tarde os concorrentes passam por Proença-a-Velha, Idanha-a-Velha e chegada a Monfortinho.
No domingo, segundo dia da competição, o percurso está marcado entre Monfortinho, Penha Garcia, Salvador, Penamacor e aldeia de Águas com paragem para almoço. Antes do regresso a Monfortinho por Medelim e Monsanto os participantes terão oportunidade de visitar em Águas a Feira do Coleccionismo e do Veículo Antigo da Beira Baixa e a exposição de viaturas clássicas, miniaturas, brinquedos e vários outros objectos coleccionados por José Megre.
jcl

Malcata – A freguesia aparece sempre associada à sua Reserva Natural. Mas Malcata tem vida para além do orçamento, perdão… para além do lince. Do lince convertido em deus que muito poucos viram mas que todos adoram mesmo que fale espanhol ou tenha sotaque algarvio.

Malcata

O Capeia Arraiana tem vindo a percorrer o concelho do Sabugal sob a forma de reportagem analisando e dando a conhecer os investimentos e as intervenções que foram feitos desde 2001 nas freguesias sabugalenses. Malcata é o sétimo capítulo do roteiro intitulado «Equipamentos Sociais nas Freguesias do Sabugal».
O viajante que sair do Sabugal em direcção a Santo Estêvão pela estrada nacional 233 encontra um cruzamento à esquerda com a indicação «Malcata» e «Reserva Natural da Serra da Malcata». É a porta de entrada para uma paisagem que se transforma com efeitos únicos. Até o piso da estrada faz a diferença porque, agora, para chegar à freguesia deslizamos por um excelente tapete de alcatrão.
A barragem do Sabugal veio acrescentar beleza à beleza natural daquela região protegida. É agradável aos sentidos avistar ao longe para lá do pontão e do espelho de água o casario típico de uma aldeia raiana. Aconselhamos vivamente um passeio pela qualidade natural dos cerca de 22 quilómetros quadrados da freguesia.
Na área do Apoio Social foi recuperada a antiga escola primária bem lá no alto da freguesia. Remodelada e equipada com cozinha e salão de festas é agora utilizada pela associação cultural e desportiva local para festejos e convívios. Por debaixo do telheiro uma relíquia de um passado recente: um carro de vacas equipado com as sebes que protegiam o carrego.
No centro da freguesia as instalações da nova escola primária são vizinhas da sede da Junta de Freguesia. Com instalações bem cuidadas, moderno equipamento informático e mobiliário de qualidade tem disponível uma sala para as consultas que periodicamente os médicos ali dão às populações.
A recuperação e melhoramento destes equipamentos sociais, onde se inclui um forno comunitário com uma localização privilegiada no largo central, foram executados pela Junta de Freguesia da Malcata por delegação de competências, atribuição de verbas e comparticipação dos valores em falta pela Câmara Municipal do Sabugal.
Gostámos muito de ver o trabalho de recuperação do chafariz e respectivos pios de apoio junto ao campanário por parte da Junta local.
Inicie no largo central da Malcata uma visita pela paisagem única da Reserva Natural e refresque-se nas águas raianas da barragem do Sabugal que regista neste mês de Junho de 2008 a cota 790, sinónimo de limite máximo em pleno armazenamento das águas da albufeira.
Com ou sem lince… o futuro passa, obrigatoriamente, pelo aproveitamento para lazer e desportos náuticos das águas da barragem apoiados por um parque de campismo.

Malcata preenche todos os requisitos para integrar, em conjunto com Sortelha, Termas do Cró, Vilar Maior e Nascente do Côa, um circuito pentagonal de cinco pontos de turismo de muita qualidade no concelho do Sabugal.
jcl

A linha aérea de 60 Kv de ligação ao parque eólico do Sabugal da responsabilidade da empresa Tecneira está a provocar «alta tensão» em alguns proprietários de terrenos na Serra da Malcata. Em causa estão eventuais ilegalidades no contrato de implantação da torre n.º 28.

Torre N.º 28Junto a Quadrazais, na zona da Machoca, destacam-se na paisagem algumas das sapatas que irão suportar as torres da linha de média (alta!?) tensão de transporte da energia eléctrica produzida pelas torres eólicas em construção nos limites do Soito e dos Fóios.
Este tipo de linhas necessita de uma marcação praticamente em linha recta o que provoca e obriga a cuidados redobrados na sua execução.
O empresário apícola António Moura, gestor da TerraMel com colheitas de mel e pólen em 500 colmeias em regime de transumância, acompanhou-nos na visita que fizemos à zona onde está prevista a passagem da linha da Tecneira. Num alinhamento rectilíneo a olho nu na estrada de Quadrazais salta à vista a proximidade ao perímetro urbano da aldeia.
«Estamos em terrenos da Rede Natura 2000 e da Reserva Natural da Serra da Malcata mas esta linha tem um parecer positivo de impacto ambiental do ICN. A Câmara Municipal do Sabugal tem repetidamente publicado em pareceres que as linhas aéreas de energia eléctrica devem ser afastadas o mais possível dos perímetros urbanos. O presidente da Junta de Freguesia de Quadrazais pretende igualmente que seja evitado o perímetro urbano mas a tentativa de construção da linha continua», vai esclarecendo António Moura enquanto avançamos no todo-o-terreno pelo caminho rural que leva à propriedade da sua mãe.
A herança do avô materno foi partilhada por três irmãos. A sua mãe e dois tios passaram a ser proprietários de uma razoável área de carvalhos negrais e um imenso lameiro pintado de verde e regado por cristalina água corrente. À beleza da paisagem alia-se um calmo silêncio decorado com os sons das aves e do vento que passa.
Mas a passagem da linha de transporte de energia da Tecneira está a provocar «alta tensão» na família de António Moura…
«O terreno está registado nas Finanças, indivisível e em nome de duas pessoas mas o meu tio sem conhecimento da minha mãe fez um contrato com a Tecneira, recebeu uma verba e ausentou-se do País, possivelmente para França. O problema é que a minha mãe não assinou nada e agora anda por aqui o senhor Paulo a fazer marcações no nosso terreno para implantação da torre n.º 28. Contactei a Tecneira e garantiram-me que têm um contrato assinado para utilização do terreno. Agora quero que me mostrem onde está a assinatura da minha mãe», concluiu António Moura garantindo que não vai desistir facilmente.
A linha de transporte de energia eléctrica segue dentro de momentos…
jcl

O deputado Luís Carloto Marques solicitou esclarecimentos ao Governo sobre o porquê da localização do centro para reprodução do lince ibérico fora da Serra da Malcata. A resposta do Ministério do Ambiente já chegou…

Reserva Natural da Serra da MalcataApesar de todo o investimento efectuado na Serra da Malcata para proteger o habitat do lince ibérico o centro para reprodução do lince ibérico foi localizado noutra região.
O deputado independente Luís Carloto Marques (Movimento Partido da Terra), eleito por Setúbal, informou o Capeia Arraiana da recepção da resposta do Ministério do Ambiente ao seu pedido de esclarecimentos sobre o assunto e por nós noticiado em 6 de Janeiro último.
O documento contém explicações importantes sobre a decisão política de levar o centro de reprodução do lince ibérico para o Algarve e ficámos a saber que «foi por uma questão de oportunidade e de máximo aproveitamento de recursos disponíveis» porque apenas será instalado um destes centros em Portugal estando em causa pressupostos (que a Malcata parece não ter) como acessibilidades, tranquilidade e garantia de financiamento a longo prazo.
Traduzido por miúdos o ministro do Ambiente esclarece que apareceu uma empresa que faz a barragem e o centro e o Estado não gasta um cêntimo contrariando as suas declarações no dia do lançamento em que falou de avultados investimentos por parte das finanças públicas.
Mas, curiosamente, o Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal define estratégias de acção visando recuperar os núcleos históricos da espécie e identifica as acções e as áreas prioritárias para intervenção, onde está incluída a Reserva Natural da Serra da Malcata.
«A Serra da Malcata está conectada com as áreas de Granadilla e Cedilol (CA de Extremadura), o que lhe garante uma considerável prioridade, em termos de reintrodução, implicando deste modo que se continuem a executar as políticas de conservação até aqui aplicadas e cujos resultados são evidentes» esclarece o documento ministerial acrescentando que «o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico terá como função produzir animais viáveis para reintrodução, que poderão ser utilizados em quaisquer áreas seleccionadas para o efeito, nomeadamente na Serra da Malcata».

Veja aqui a resposta do Ministério do Ambiente ao Requerimento do deputado Luís Carloto Marques.
jcl

As Câmaras Municipais do Sabugal e de Penamacor, a empresa municipal Sabugal+ e a Junta de Freguesia de Penamacor em cooperação com a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem e a Reserva Natural da Serra da Malcata promovem três concursos (fotografia, prosa e poesia) abertos a todos.

Concursos sobre a Serra da MalcataCom o objectivo de divulgar e promover a Serra da Malcata, a sua riqueza natural, os seus valores culturais e incentivar a visita turística à região foram criados três concursos (fotografia, prosa e poesia) abertos à participação de todos.
Os desafios aos poetas e aos artistas anónimos contam com o apoio das Câmaras Municipais e de Penamacor, a empresa municipal Sabugal+ e a Junta de Freguesia de Penamacor em cooperação com a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS) e a Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM).
O concurso de poesia/prosa «Serra da Malcata em palavras», organizado pela unidade de educação ambiental da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem em colaboração com a Reserva Natural da Serra da Malcata tem como objectivo promover as capacidades de expressão escrita e estimular a sua ligação à natureza promovendo, através das palavras, a beleza e a riqueza naturais da Serra da Malcata classificada como Rede Natura 2000.
O concurso de fotografia «Serra da Malcata – Instantes» pretende descobrir novos talentos entre os participantes e promover a divulgação através da imagem das belezas naturais das áreas classificadas da Serra da Malcata.
A Câmara Municipal do Sabugal aproveita também, para nos deixar uma mensagem: «Deixe-se seduzir pela beleza natural das áreas protegidas da Serra da Malcata, percorra os trilhos e inspire-se nas paisagens, nos rios, na topografia, descubra os mistérios, as espécies, sinta a natureza e transforme a beleza destas paisagens naturais em palavras ou capte com o seus olhar todas essa sensibilidade, despertando o artista e o poeta que há em si.»
As inscrições estão abertas até 15 de Fevereiro e o Capeia Arraiana disponibiliza para cópia os ficheiros da inscrição.

Concursos de Poesia e de Prosa «Serra da Malcata em Palavras»
Faça aqui o download
Concursos de Fotografia «Serra da Malcata – Instantes»
Faça aqui o download

jcl

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