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Visto que nos Foios não se fez a recolha dos lixos – monstros – no dia vinte de Março, porque o mau tempo não o permitiu, e esperámos por melhores dias, foi na quarta feira, dia 7 do corrente mês de Abril, que desencadeámos a acção.

José Manuel Campos - Nascente do CôaA concentração deu-se, por volta das 9 horas, no Centro Cívico. As cerca das quarenta pessoas que participaram organizaram-se, previamente, tendo-se recolhido objectos que já estavam localizados e outros que foram aparecendo.
Depois de despejados na lixeira fez-se, em torno desta, uma profunda limpeza visto que havia imensos plásticos e papéis espalhados pelas giestas e pinhal que se encontram próximos.
Por volta das 13 horas todas as pessoas, que participaram nesta acção, foram para as instalações da Associação de Caça e Pesca, onde dois elementos da equipa de sapadores local apresentou um almoço a condizer com esta importante jornada.
Cabe aqui referir que o Nuno de Caria, que anda com máquinas e pessoal a fazer limpeza em terrenos de particulares, ofereceu dois borregos e uns garrafões de vinho. Obrigado Nuno.
Registámos com imenso agrado, tanto na recolha dos lixos como no almoço, a presença de três elementos – vigilantes – do ICN que pertencem à Reserva Natural da Serra da Malcata.
Participaram igualmente, em todas as acções, outros três elementos do SEPNA a quem também agradecemos a presença e pedimos-lhe que vão aparecendo, por estas bandas, sempre na perspectiva de educarem as populações nos mais variados aspectos ambientais.
Ficou combinado que no próximo domingo, depois da Missa, será promovida, no auditório do Centro Cívico, uma acção sobre a utilização do fogo. Compareçam às 11,30 horas.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Há já algum tempo que oiço falar na casa de turismo rural, existente em Quadrazais, que é propriedade do Sr. Rui Meirinho e sua filha Colete. Tinha, na verdade, alguma curiosidade pelo que decidi fazer a visita que se impunha. Gostei muito. Estão ambos de parabéns.

José Manuel Campos - Nascente do CôaA Laurinda Melchior, natural de Foios, casada e a residir em Quadrazais, serviu de cicerone visto, que é ela que arruma e organiza a casa sempre que necessário. Pediu autorização à menina Colete, que foi simpaticamente concedida. Obrigado às duas.
Quando já estávamos com a visita quase concluída eis que chegou o patrão, meu amigo Rui Meirinho, que se fazia acompanhar pelo simpático primo Henrique que, em tempos, teve também a feliz ideia de recuperar uma casa em Quadrazais. Comentou-me que, muito embora resida e trabalhe em Lisboa, sempre que pode vem à zona buscar algumas energias que facilmente se consomem lá pela capital.
A minha visita à «Casa do Manego», acompanhado da minha esposa, deveu-se também ao facto de responsáveis por um grupo de escuteiros me ter comunicado que pretendiam trazer até à pousada dos Foios cerca de quarenta jovens mas gostariam de saber se, por aqui na zona, haveria algumas casas onde alguns casais, pais dos jovens, pudessem ficar. Sabemos que é mesmo assim. Por onde andarem os filhos por perto andarão os pais.
A «Casa do Manego» outrora fábrica do sabão está, de facto, muito bem recuperada. Os quatro quartos estão muito bem dimensionados e sobretudo com muita higiene e óptima decoração. Nota-se, perfeitamente, que está ali o gosto e o dedo de uma Senhora como a Colete.
Tirei algumas fotos que pretendo compartilhar com o maior número de pessoas amigas porque, na verdade, muitas vezes não usufruímos destes benefícios por desconhecermos a sua existência.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Tal como estava previsto tiveram lugar as duas reuniões do AECT (Agrupación Europea de Cooperación Territorial Duero-Douro), na passada sexta-feira, dia 26, no Centro Cívico de Foios. A reunião que se realizou da parte da manhã foi do sector da saúde e acção social.

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José Manuel Campos - Nascente do CôaVisto que o dia surgiu muito chuvoso, alguns elementos chegaram um pouco atrasados e outros acabaram por não comparecer.
O Director do AECT, José Luís Pascoal, abriu a sessão por volta das 11 horas. Informou os presentes que durante a semana já se haviam realizado reuniões de outros sectores e que, no fundo, aquilo que se pretende é a sensibilização dos elementos dos respectivos sectores visto que os técnicos do AECT deverão vir para o terreno fazer o levantamento das necessidades das localidades que integram o Agrupamento.
Às 15 horas e 30 minutos deu-se início a mais uma sessão, que teve lugar no auditório, e que contou com a presença de vários Presidentes de Junta de Freguesia ou seus representantes. Compareceram também alguns Alcaldes de algumas localidades vizinhas espanholas.
O Director do AECT fez uma explanação do trabalho realizado. Falou de várias acções inter-escolares que têm sido levadas a efeito entre alunos dos dois lados da fronteira. A maior parte destas acções tiveram lugar na zona do Douro mas já estão outras programadas com escolas do Sabugal.
O José Luís foi claro e objectivo dizendo, como já muitas vezes lhe ouvi, que todos temos que ter calma e paciência porque, como é óbvio, não se semeia hoje para se colher amanhã ou para a semana. A sementeira está a ser feita e certamente que os resultados surgirão.
Transmitiu a todos os presentes quanto tem sido difícil e duro dar a conhecer o AECT nos dois países. Houve, e ainda há, pessoas e instituições que não vêm o Agrupamento com bons olhos porque receiam que este possa ser concorrente com regiões ou províncias já existentes.
A Direcção do Agrupamento não se tem poupado a esforços para dar a conhecer o Agrupamento. Já foram recebidos por diversos governantes dos dois países e as águas começam a ficar menos turvas.
O José Luís explicou em pormenor, no que consistem os projectos dos rebanhos comunitários que foram apresentados ao programa «Life» e que parece estarem bem encaminhados.
Durante o mês de Junho deverá ser convocada uma assembleia-geral onde tudo será convenientemente explanado. Será também nessa reunião que será analisada a hipótese de poderem entrar no agrupamento mais trinta autarquias dos dois lados da fronteira.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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O envido é um jogo de cartas que, tanto quanto sei, no nosso concelho, apenas se joga em Foios e em Malcata.

José Manuel Campos - Nascente do CôaDiz-se, nos Foios, que o envido foi importado da América do Sul, mais concretamente da Argentina, para onde emigraram alguns fojeiros nas décadas de quarenta e cinquenta. Foram alguns desses fojeiros que mais tarde lançaram o jogo do envido nas tabernas da terra, tendo pegado, até aos dias de hoje.
Quanto ao facto de também se jogar em Malcata foi-me dito, há pouco tempo, por um malcatenho, que o já falecido cabo Emílio Paulos, da extinta guarda fiscal, tendo estado largos anos a prestar serviços em Foios, acabou por ir mais tarde para Malcata e introduziu o envido nesta localidade.
Visto que os fojeiros sempre mantivemos um extraordinário relacionamento com os malcatenhos pretendemos reencontrar-nos para, em conjunto, podermos programar algumas actividades.
Baralho Cartas EnvidoQue saudades dos jogos de futebol e, principalmente, da terceira parte. Os cabritos e os queijos do Ti Joaquim Ruvino, de Malcata, e do Ti Chico da Clara, de Foios marcaram-nos a todos. Por fim surgiam as guitarras e todos cantávamos. Éramos todos artistas.
Para que nos possamos reencontrar, tal com já dissemos, os Presidentes de Junta e os Presidentes das respectivas Associações Culturais e Desportivas, combinámos uns joguinhos de envido quer em Malcata quer em Foios. Dentro de poucos dias combinaremos as datas e, provavelmente, nas férias da Páscoa três ou quatro equipas dos Foios, deslocar-se-ão a Malcata e, nesse mesmo dia, ficará acordada a visita dos malcatenhos aos Foios. Naturalmente que haverá também as terceiras partes. Recordar é viver.
O envido joga-se com cartas espanholas.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Manuel Dias Tavares, filho de José Tavares e de Conceição Dias, nasceu nos Foios no dia 25 de Janeiro de 1927 e faleceu no dia 25 de Fevereiro de 2010.

Como quase todos os do seu tempo, enquanto frequentava a escola primária ia guardar as vacas e ajudava os pais na lavoura.
A partir dos 14 anos andou no contrabando até que chegou o dia de ir cumprir o serviço militar onde permaneceu dezasseis meses e meio.
Casou aos 19 anos com Delfina Gomes Leal. Tiverem seis filhos estando todos vivos e de boa saúde. Vivem três em Portugal e três em França.
O Ti Lei foi a salto para França no ano de 1956 tendo deixado nos Foios a esposa com quatro filhos. Só em 1960 levou a esposa e o filho mais novo tendo levado os outros no ano seguinte.
Em França começou por trabalhar em Brive, como servente, numa exploração de areia. Mais tarde foi trabalhar nas linhas de caminho de ferro onde permaneceu cerca de dois anos. Passou ainda por Rouen e Versailles acabando, mais tarde, por ir para a região de Paris onde esteve cerca de 18 anos. Aí trabalhou na construção civil e mais tarde foi para o aeroporto Charles de Gaulle onde teve um trabalho mais leve até chegar à idade da merecida reforma. Esta chegou um pouco mais cedo, visto ter sofrido um acidente de trabalho.
Passado algum tempo decidiu regressar aos Foios onde passou um resto de vida feliz tendo sido frequentemente visitado pelos filhos e netos que sempre lhe demonstraram um enorme carinho. Curiosamente os netos nasceram todos, ou quase todos, em França e nutrem pelos Foios uma ardente paixão, e é para onde se escapam logo que tenham uns dias livres para não falar nas férias que são passadas, maioritariamente, nesta localidade. As festas, as capeias e o rio chamam-nos.
O Ti Lei foi, sem dúvida, um homem bom. Foi amigo de toda a família e da população em geral. A prova esteve no seu funeral que apesar da muita chuva e vento, autêntico temporal, teve muita gente quer dos Foios quer de outras localidades vizinhas.
Para melhor identificação digo que o Ti Lei Chão era pai também do Lei que durante muitos anos teve o restaurante «LEI» no Sabugal tendo-se também transferido para os Foios onde já possuía uma casa.
Interpretando fielmente o sentimento da população de Foios aqui ficam as sinceras e sentidas condolências.
José Manuel Campos

Uma caminhada começa num passo. Foios deu precisamente o primeiro passo para que a ideia de possuir uma Pousada para a Juventude seja dentro em breve uma realidade.

José Manuel Campos - Nascente do CôaMesmo à entrada de Foios, e junto do complexo desportivo, encontra-se um bonito edifício por onde, durante mais de quatro décadas, passaram largas centenas de alunos. É a chamada «Escola».
Desde que o número de alunos começou a decrescer e se começou a falar nos centros escolares comecei a imaginar uma pequena pousada para a juventude – e nem só – no dito edifício.
Sonhei e fiz os meus cálculos. Comecei por pedir o preço dos beliches e verifiquei que eram bastante caros para as nossas possibilidades. Tudo é caro quando se tem pouco ou nenhum dinheiro. Mas desistir nunca!
Porque gosto de compartilhar as minhas ideias e ambições com os bons amigos, porque sou democrata e nem sempre o dono da razão, um dia, aquando de uma visita dos meus amigos da Freineda ao Centro Cívico de Foios, procurei expor as minhas ideias relativamente ao ex-edifício escolar.
Disse que sonhava com uma pequena pousada para a juventude mas que as camas eram bastante caras e a Junta de Freguesia não poderia dispor de tanto dinheiro.
O amigo António Reis, que é militar na Força Aérea, perguntou-me se tinha um telefone por perto. Abri a porta do gabinete, mostrei-lhe o telefone e disse-lhe que estivesse completamente a vontade, enquanto fui conversar com os outros amigos.
Passados dois minutos abeirou-se e disse-me:
– Já ficaram guardadas trinta camas numa unidade da Força Aérea e, se não forem suficientes, verei mais tarde se poderei arranjar mais algumas. Fiquei, naturalmente, muito feliz e cheguei à conclusão que se às vezes se perde por se falar demais também outras se perde por se estar calado.
Passado algum tempo fui informado que as ditas camas chegariam a Penamacor, num determinado dia, e solicitei à Câmara Municipal o fornecimento do transporte que prontamente me foi concedido.
As camas – beliches em ferro – chegaram aos Foios e ficaram guardadas no pavilhão cultural. Nos dias em que nevou e choveu aproveitei a equipa de sapadores e os dois elementos do Centro de Emprego, que trabalham para a Junta, para pintarem todas as estruturas.
Depois de secas foram transportadas para o edifício e fizeram-se as montagens. Entretanto foram retiradas dos colchões as coberturas que, por sua vez, foram transportadas e entregues numa lavandaria do Sabugal para a respectiva lavagem e desinfecção.
Mas, atenção. O muito que já conseguimos e fizemos ainda não é tudo. Agora necessitamos lençóis, cobertores e até sacos cama. Se das muitas pessoas que lerem esta notícia alguma(as) entender(em) poder ajudar-nos agradecemos, muito sinceramente. Se não lhes for possível oferecerem-nos lençóis ou cobertores informe-nos, se souberem, onde os poderemos adquirir, por bom preço.
Para além de tudo aquilo que já referi teremos que mandar colocar estores, nas grandes janelas do edifício, adaptar e equipar o hall, de cada sala, a espaço cozinha onde os utentes possam preparar um lanche ou um pequeno-almoço.
Com mais ou menos ajudas, melhor ou pior, a pousada vai ser mesmo realidade e pretendemos inaugurá-la já na próxima Primavera.
Foios, e nem só, é, sem dúvida, uma localidade com imensas potencialidades no âmbito do turismo e até mesmo sem condições somos procurados e visitados por muitos grupos. E tudo isto já pesa e já se nota na economia local.
Por aqui o progresso e o desenvolvimento passam mesmo pelo turismo. Vamos então promovê-lo. As sementes estão lançadas.
Agradecemos as boas informações e a colaboração de todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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A convite do Sr. Presidente de Junta da Freguesia de Vale de Espinho, Sr. José Manuel Lucas Mendes, participei no almoço convívio que teve lugar no salão do edifício da Junta de Freguesia, no passado sábado, dia 19 de Dezembro.

José Manuel CamposConfesso que gostei. Gostei do javali e gostei igualmente de ver muita gente, sobretudo da Freguesia, com um ar simpático e feliz. Foi uma verdadeira festa de Natal.
Participaram também neste convívio os Senhores Presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal, Ramiro Matos e António Robalo, respectivamente. Tive a oportunidade de os ver e ouvir a analisar e a discutir assuntos relacionados com o Município. É assim mesmo, Senhores novos autarcas. É, de todo, necessário e conveniente, que todos nos saibamos envolver em torno do progresso e do desenvolvimento do Concelho.
Agradeço o convite ao novo Presidente da Junta de Freguesia de Vale de Espinho. Durante a conversa que travámos tive a oportunidade de lhe manifestar a minha total disponibilidade para tudo quanto necessário e possível. É importante saber praticar a política da boa vizinhança.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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O Destacamento Territorial da GNR de Pinhel deteve no dia 18 de Dezembro, sete romenos (três homens e quatro mulheres) pela prática de crimes de furto e burla num estabelecimento na localidade de Soeima, concelho de Alfandega da Fé e distrito de Bragança. No mesmo dia a GNR deteve em Vilar Formoso três argelinos residentes em Espanha que se dedicam a roubar em Portugal.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaOs suspeitos actuam em grupo, havendo indicações de que poderão ter praticado vários crimes nos últimos dias e em diferentes pontos do país.
A GNR informou em comunicado que a detenção dos sete romenos ocorreu nas proximidades de Almendra, concelho de Vila Nova de Foz Côa, após perseguição policial, em virtude de por diversas vezes terem desrespeitado a «ordem de paragem». Após abandonarem a viatura refugiaram-se numa mata, tendo sido capturados após cerco policial ao local desenvolvido por 30 militares dos Destacamentos Territoriais de Pinhel e Vilar Formoso, apoiados por dois cães pisteiros.
Durante a operação foram efectuados disparos de advertência, não se registando feridos.
A GNR procedeu à apreensão de mil euros em numerário e diversos artigos de mercearia furtados na localidade de Soeima.
Os indivíduos, com idades compreendidas entre os 20 e os 60 anos, tinham consigo uma criança de 1 ano de idade, filha de uma das detidas.
Na mesma data o Destacamento de Vilar Formoso procedeu à detenção de três argelinos quando abandonavam Portugal no interior de um táxi, na posse de cerca de 300 peças em ouro, que a GNR suspeita serem fruto de diversos furtos a residências em Portugal. Os detidos residem em Zamora, e são titulares de autorizações de residência em Espanha. Os investigadores da GNR crêem que este grupo de argelinos é responsável por um conjunto de furtos na zona centro e que usam nas suas acções carros roubados que depois abandonam. Além das peças em ouro são ainda suspeitos de furtarem relógios, telemóveis e elevadas quantias em dinheiro. Embora não lhe tenham sido detectadas armas, a GNR pensa que se pode tratar de um grupo violento.
Capeia Arraiana falou com o Major Cunha Rasteiro, oficial de relações públicas do Comando Territorial da Guarda e responsável pela investigação criminal, que informou ser novidade a detenção de argelinos que se dedicam a assaltos, o mesmo não se passando como os romenos, que desde há algum tempo actuam em grupo em todo o território nacional.
plb

O Presidente do Município do Sabugal, António Robalo, convocou os quarenta presidentes de Junta de Freguesia para uma reunião de trabalho que teve lugar no Salão Nobre do dito Município. A referida reunião teve início às 16 horas, da passada segunda feira, dia 7 do corrente mês de Dezembro.

José Manuel CamposO Presidente António Robalo começou por agradecer a comparência de todos e fez votos para que o mandato que agora se inicia possa ser importante para todo o Município.
Aos novos presidentes de Junta dirigiu também umas palavras de incentivo pedindo-lhes que se aproximem daqueles que já andam no poder local há mais anos e disse-lhes que a presidência do Município estará sempre disposta a colaborar com todos e em todas as situações.
Falou da criação de um serviço de proximidade à população rural, bem como das acções de procedimentos nos mais variados aspectos.
Depois da exposição feita pelo presidente usaram da palavra vários presidentes de Junta e, por fim, foi anunciado, pela Mesa das Juntas, que no mês de Janeiro, provavelmente num sábado, realizar-se-á um colóquio, no auditório municipal, onde estarão algumas personalidades para poderem falar dos variadíssimos projectos de que tanto se fala e dos quais tão pouco se vê.
Pretende-se um esclarecimento claro e exaustivo de modo a que possamos ir buscar algumas migalhas já que a fatias sabemos não ter direito. Pretende-se divulgação, trabalho, organização e justiça.
O concelho do Sabugal tem pernas para andar. Empenhemo-nos todos e ao fim dos quatro anos veremos os resultados. Assim seja.
Os presidentes de Junta não pretendem ser os criados das Câmaras para apenas afixarem os editais, passarem as mais diversas informações e as licenças dos cães. É necessário e conveniente reconhecer que o poder local não se esgota nas Câmaras Municipais. O poder local deve ser extensivo às Juntas de Freguesia na sua plenitude. Só com a descentralização de poderes, responsabilidades e competência se poderá dignificar o poder local. Sem dinheiro, não há poder, entusiasmo e vontade de trabalhar.
O presidente Robalo referiu várias vezes as delegações de competências desde que assumidas de uma forma séria e responsável. Venham as delegações de competências e os presidentes de Junta saberão assumir as suas responsabilidades. Para que tudo corra bem, como se deseja, é necessário e conveniente que o Município disponibilize os técnicos que serão sempre o suporte de um trabalho que se pretende sério útil e pedagógico.
Finalmente pretendo felicitar o Sr. Presidente António Robalo pela iniciativa e é de todo conveniente que essas reuniões de trabalho aconteçam com alguma frequência. É que poder local local somos todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Segunda-feira, dia 19 de Outubro, fui tirar umas fotografias a um local, do Ribeiro Picoto, afluente do Côa, onde pretendemos recuperar um grande açude de modo a que os helicópteros, os carros dos bombeiros e dos sapadores florestais possam abastecer em caso de incêndio.

José Manuel CamposVisto que o leito estava quase seco caminhei como se de um caminho de pedras se tratasse. Apenas um pequeno poço com alguma água, como convém, para que as espécies cinegéticas e os passarinhos possam matar a sede.
Acontece, porém, que hoje dia 20, acordei com a chuva a bater fortemente nas vidraças do meu quarto. Levantei-me e fui tomar um café com uns amigos que já haviam apanhado umas sacas de castanhas. Disseram-me que a chuva só começou a cair ao romper do dia. Desloquei-me ao Ribeiro Picoto, em cujo leito ontem havia passeado, e fiquei pasmado. Quase nem dava para acreditar. A natureza tem mesmo destas coisas. Tantos dias e tantos meses a clamar pela água e hoje veio em tão grande abundância. Só é pena que não tenhamos meios para a poder segurar. Já nem peço barragens mas ajudem-nos, por favor, a restaurar e a desassorear alguns açudes do rio Côa.
ribeiro1É uma vergonha falar-se em tanto dinheiro, proveniente da União Europeia, e não chegar um euro a esta região para se poder dar uma lufada de ar fresco ao querido e amado rio Côa. Amado(?), ignorado e desprezado pelos maus tratos que tem levado.
Noutro tempo ainda havia os guarda-rios que iam olhando pela fauna e flora, aí existente, mas depois da extinção destes Senhores tudo piorou.
Durante as campanhas, para as autarquias locais, todos os candidatos falam no rio Côa mas, na verdade muito pouco se tem feito. Será desta? Espero bem que sim.
Ribeiro2Voltando ao Ribeiro Picoto pretendo informar que tem o nascente, no planalto do Lameirão, próximo do nascente do Côa, mas seguem percursos diferentes até que mais tarde se juntam no sítio do Cascalhal, a um quilómetro da parte Sul da povoação.
Ao Ribeiro Picoto também lhe poderemos chamar bazófias tal como ficou provado e comprovado num tão curto espaço de tempo.
Anexo fotografias tiradas às 10 horas de hoje, dia 20. Às seis da manhã quando começou a chover este mesmo leito estava praticamente seco.
Parece mentira mas é verdade.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Na tarde de terça feira, dia 8 do corrente mês de Setembro, as equipas de sapadores do concelho do Sabugal não tiveram mãos a medir. Como se não bastassem os fogos criminosos também a mãe natureza foi madrasta. Em vez da chuva, bem caída, que tanta falta nos faz, surpreendeu-nos com fortes trovoadas e raios assustadores.

Trovoada nos FóiosFoi uma trovoada, quase seca, que provocou, nada mais nada menos, que oito fogos só na zona da raia sabugalense.
Valeu a união existente entre todas as equipas bem como os meios de comunicação de que fazem uso.
Hoje desloquei-me com os elementos da equipa de Foios para tirar umas fotos a um carvalho que ficou completamente destruído, por um raio, seguindo-se, de imediato, o respectivo incêndio.
Os elementos da equipa de sapadores da ACRISABUGAL, que estavam a combater noutra frente, comunicaram que havia fogo na direcção de Aldeia do Bispo. A equipa dos Foios encontrava-se a tentar apagar um fogo na Lageosa e, depois da extinção deste, correram para ver onde tinha deflagrado o da zona de Aldeia do Bispo. Penetraram mato dentro e deparam com um incêndio junto da raia mas na área geográfica de Navasfrias. España.
Combateram as chamas, que dominaram, tendo chegado, entretanto, um helicóptero espanhol, que transportava sete profissionais. Estes já pouco mais fizeram que o rescaldo tendo, mais tarde, surgido um carro dos bombeiros para espalharem a água achada por conveniente com medo de um possível reacendimento.
Tanto quanto me foi dito as equipas de Aldeia Velha e a de Malcata encontravam-se a lutar em outras frentes.
Fiquei satisfeito porque, há poucos dias, escrevi um artigo a reconhecer o trabalho realizado pelos bombeiros espanhóis aquando do fogo entre Vale de Espinho e Soito, mais propriamente na quinta do Daniel Nabais.
Terminei dizendo que amor com amor se paga e se um dia os espanhóis necessitassem da nossa ajuda que compareceríamos tão breve quanto possível. Não tardou, na verdade, que lhe tivéssemos pago com a mesma moeda.
Ainda há, às vezes, alguns ignorantes e mal formados a dizer que as equipas de sapadores não fazem nada. Que os acompanhem no terreno e verão como se comportam.
Já tive oportunidade de dizer ao Sr. Ministro da Agricultura que, nos Foios – e nem só – já se verificou algum progresso e desenvolvimento, depois do 25 de Abril de 1974 mas que, para mim, as equipas de sapadores também constituem e representam um enorme progresso a nível do nosso Município.
Quando falo das equipas de sapadores é sem desprestígio para os admiráveis Bombeiros que, naturalmente, com outros meios e com outra organização, têm desempenhado, a nível nacional, um trabalho sério que é digno do nosso apreço e sincero reconhecimento.
Todos, de mãos dadas, vão procurando fazer o melhor pelo Município e pelo País.
Anexo algumas fotos onde se pode ver o estado em ficou o carvalho onde caiu o raio.
José Manuel Campos (Foios)

O jogo da petanque, desde há meia dúzia de anos a esta parte, faz parte das actividades que o Grupo Cultural e Desportivo de Foios leva a efeito por altura das festas de Verão.

Petanque nos FóiosEsta modalidade é incluída, tal como muitas outras, na programação das festas e são já muitas as equipas que se inscrevem, com particular destaque para gente de Quadrazais e Vale de Espinho.
O Zé Tavares, Presidente do Grupo Cultural e Desportivo de Foios lançou esta actividade na escola onde é professor, «Quinta Nova da Telha» – Barreiro – e acabou por entusiasmar a maioria dos alunos a ponto da escola ter adquirido cerca de 50 conjuntos de bolas.
No torneio que se realizou nos Foios, no dia 21 do corrente mês de Agosto, inscreveram-se vinte e duas equipas. Confesso que fiquei surpreendido e feliz quando cheguei ao campo de futebol e vi um enorme entusiasmo quer a nível dos intervenientes quer a nível da assistência. Participaram pessoas desde os oito aos oitenta anos de idade.
O torneio foi muito bem organizado e disputado com bastante desportivismo.
Para quem desconhecer, por completo, o jogo da petanque informo que é constituído por um par de adversários que, cumprindo as regras, vão lançando as bolas e perdendo ou ganhando pontos, até aos treze, tornando-se vencedora a equipa que primeiro totalizar este número. Veja as fotos.
Não deixa de ser curioso que nos Foios, para além da petanque, outro jogo foi introduzido pelos emigrantes que residem em França. É o caso do jogo de cartas, designado por «Belota» que é um pouco parecido com a sueca e que por aqui muito se pratica. Para além de todos os dias o ver jogar nos bares dos Foios é também organizado um torneio, por altura do Natal, no qual participa um elevado número de equipas.
Da Argentina foi, há muitos anos, importado um outro jogo «Invido» que, ao que julgo saber, apenas se joga nos Foios e em Malcata.
Mas voltando ao torneio da petanque pretendo informar que foi ganho por uma equipa de Quadrazais que, aliás, já não é a primeira vez que o ganham. São eles Amândio Nabais Baldo e José Manuel Tomé.
Curioso é que após terem recebido as medalhas disseram, de imediato, ao Zé Tavares, que para o próximo ano cá estarão de novo, se Deus lhes der sorte e saúde.
Assim o esperamos.
José Manuel Campos

No passado ano de 2008 o Ricardo Paulouro escreveu uma crónica sobre a capeia de Foios com o seguinte título «Quando os toiros invadem a aldeia». Relativamente à capeia de 2009, que teve lugar no passado dia 18 do corrente mês de Agosto, escrevo a presente crónica com o título em epígrafe, tendo em conta que os largos e as ruas da aldeia foram poucos e pequenos para estacionar tanta viatura.

José Manuel CamposPor volta das 9 horas desloquei-me ao planalto do Lameirão que se situa em pleno coração da Serra das Mesas.
Aí tinha o Zé Nói os toiros encurralados com algumas centenas de pessoas a espreitar e fazer as fotos da praxe. Outros grupos tomavam um abundante pequeno almoço junto das carrinhas ou até nos barrocais que servem de mesa nestas alturas.
Por volta das 10,30 horas chegou o Zé Nói, a esposa Henriqueta e os dois filhos. Depois de terem descarregado os cavalos, colocaram as respectivas celas, e preparam-se para soltar os toiros que pretendiam concentrar no centro do Lameirão. Apenas abriram as portas dos currais os toiros e os cabrestos começaram a dar sinais de desconfiança e nervosismo. Os muitos cavaleiros que se encontravam no local tentavam controlar o gado, para que parasse, mas um toiro tresmalhado iniciou uma corrida que, pese os bons serviços dos cavaleiros, não foram capazes de o travar. Durante cerca de dez minutos correu, como um javali, até que se perdeu através da linha do horizonte.
Entretanto o Zé Nói deu ordens para que o gado iniciasse a caminhada até à praça, improvisada, de Foios.
Este percurso demora, aproximadamente, uma hora quando tudo decorre normalmente. Ontem, porém, demorou um pouco mais visto que estava muito calor e os toiros entravam facilmente no mato o que complicou, em parte, os movimentos. Mesmo à entrada da povoação os cabrestos entraram no mato e dois acabaram por lá ficar fazendo-se o encerro com os restantes.
Capeia Arraiana nos FóiosA avenida do Chapatal bem como os parames da praça encontravam-se repletos de gente. Portugueses, espanhóis e franceses constituem uma moldura humana que é verdadeiramente impressionante.
O toiro da prova entrou na praça por volta das 12 horas. Marrou bem ao forcão e a rapaziada divertiu-se imenso.
É costume dizer-se, na região, que quando o toiro da prova é bom a capeia promete e de tarde todo o mundo regressa para ver a capeia. Se este toiro falhar a maioria das pessoas dizem que não valerá a pena voltar porque a capeia não irá valer grande coisa. Tal não aconteceu desta vez. As ruas estavam repletas de carros e a praça tornou-se pequena para acolher alguns milhares de pessoas que se deslocaram até aos Foios.
Acontece também que a maioria das pessoas não são apenas atraídas pelos toiros. Muitas pessoas, especialmente, cavalheiros, vêm às capeias porque estas são verdadeiros locais de convívio. Dão-se fortes abraços e bebem-se umas minis, uns finos ou até mesmo umas águas fresquinhas.
Os mordomos da capeia e o ganadeiro Zé Nói estão de parabéns. A capeia constituiu, na verdade, um verdadeiro sucesso. O Zé Nói apresentou um curro de se lhe tirar o chapéu.
Mas, naturalmente, que tal não se verificou apenas nos Foios. Estive nas capeias anteriores, que se realizaram em outras freguesias vizinhas, e também foram muito boas. Reconheço que na zona raiana toda a malta é excelente ao forcão e a correr os bichos.
Para o ano haverá mais.
Viva a Raia!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

«Com a Raia a seus pés!» O ganadeiro «Zé Nói» é orgulho para toda a raia sabugalense. José A. Bárbara Basílio é natural da freguesia de Forcalhos no concelho do Sabugal. Vive numa casa de campo com a sua esposa Henriqueta e com o filho João. É uma família simpática e todos amigos do gado bravo.

José Manuel CamposO Zé Nói começou do nada e hoje é um ganadeiro de sucesso, de quem todos os arraianos muito nos orgulhamos.
É de inteira justiça que os mordomos das capeias raianas o contactem, e lhe dêem prioridade, aquando do ajuste dos toiros. É natural que não procuremos fora aquilo que temos perto de nós.
Há muita gente da raia que sente um agradável prazer ao dar uma voltinha, de fim de tarde, pela quinta do Zé Nói. Ele não gosta muito que as pessoas lhe perturbem o gado pelo que é aconselhável falar com ele e evitar males maiores. O Zé Nói é uma pessoa afável e simpática mas não gosta nem permite abusos relativamente aos toiros. Tem razão ao não permitir que ninguém visite a herdade, sem a sua presença, porque o gado fica perturbado, podendo fugir e extraviar-se. Poderá ainda acontecer uma colhida sobretudo àqueles que se consideram mais afoitos e mais valentões.
Há poucos dias tive a oportunidade de visitar a quinta e fiquei assombrado com a quantidade e qualidade de toiros aí existentes. Fiquei satisfeito quando vi um lote de toiros que dias antes também havia visto tourear na praça de toiros do Campo Pequeno. O Zé Nói comprou o lote que transportou, nessa mesma noite, para a sua quinta.
É já mesmo a sério, meus senhores! O Zé Nói está de parabéns e nós orgulhosos por se desenvolver uma actividade, desta natureza, na nossa bonita zona raiana. Nem quase fazia sentido que sendo a maioria da população, das nossas freguesias, apaixonada pelos toiros que não houvesse uma boa ganadaria na zona.
Para finalizar digo ainda que o Zé Nói exerce também a actividade de empreiteiro da construção civil, actividade que desempenha igualmente com sucesso. E às vezes ainda há quem tenha inveja e diga que a vida a alguns corre melhor que a outros! Vem tudo do trabalho e da dedicação. O Zé Nói é disso um bom exemplo.
Julgando interpretar fielmente o sentimento de todos os arraianos desejo os maiores sucessos e as maiores felicidades ao Zé Nói e respectiva família.
Boas Capeias.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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No dia 7 de Julho, foi apresentado, no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, o plano estratégico de promoção turística do Vale do Côa. Fiquei satisfeito com o conteúdo das exposições e como sou homem de fé e de esperança quero acreditar que esse plano estratégico possa contribuir, significativamente, para o progresso e desenvolvimento do turismo do Vale do Côa.

José Manuel CamposNa sessão de abertura interveio o Prof. Baptista Ribeiro, Presidente da Assembleia Intermunicipal da AMVC, e o Dr. Emílio Mesquita, Presidente do Conselho Directivo da mesma associação.
Por volta das 16 horas o Prof. Dr. Augusto Mateus fez a apresentação do plano estratégico de promoção turística do Vale do Côa.
Do Sabugal deslocámo-nos meia dúzia de Presidentes de Junta, acompanhados do vereador António Robalo e Dr. Norberto Manso em representação da empresa Sabugal +.
Prestámos, naturalmente, a maior atenção aos Senhores que usaram da palavra e só foi pena que, no final, não tivessem dado a oportunidade aos membros da assembleia de poderem intervir, quer questionando quer expondo alguns pontos de vista que muito teriam contribuído para o enriquecimento da sessão.
Já tenho participado em sessões deste género e quando me dão a oportunidade de poder intervir começo por dizer: «Cantas bem mas não me alegras».
Confesso que se me têm dado a oportunidade de poder intervir pretendia dizer:
«Cantaram bem e alegraram-me».
Mas, meus Senhores, não se esqueçam que o Vale do Côa começa em Vila Nova de Foz Côa e termina em Foios. Felizmente que já houve gente de bom senso a conceder-nos algumas migalhas do bolo que nós, gente de Foios, poderemos considerar uma saborosa fatia.
Na verdade, através da A.I.B.T do Côa, conseguimos que tivesse sido construído o caminho para a nascente do querido e amado rio Côa bem como um bonito edifício que baptizámos de CENTRO CÍVICO NASCENTE DO CÔA.
E que dinheiro tão bem empregue, meus Senhores. Só poderão criticar, estas obras, alguns ignorantes e invejosos.
Estas infra-estruturas já começaram a dar vida e esperança aos Foios e à região. É verdade que muito embora ainda estejamos carenciados de alguns equipamentos e de recursos humanos, têm sido bastantes as actividades levadas a efeito no Centro Cívico. Os muitos grupos que nos têm visitado são sempre recebidos no auditório do Centro Cívico onde lhes são exibidas algumas peças alusivas à Serra das Mesas, ao contrabando, às capeias e, finalmente, visita-se a nascente do Côa e alguns aspectos graníticos da serra das Mesas.
foiosVisto que mantemos um extraordinário relacionamento com o Ayuntamiento de Navasfrias nas pessoas do Alcalde e Teniente Alcalde, Celso Ramos e Florêncio Ramos, respectivamente.
São muitos os grupos que fazem a rota do contrabando de Foios a Navasfrias. Nesta localidade quase sempre os espera o Celso ou Florêncio para lhes fazerem uma visita guiada ao parque de campismo El Bardal, ao Centro de Interpretação da Natureza ou mesmo às minas de volfrâmio, aí existentes.
Não tenho dúvidas de que este é o caminho. Mas sem ovos não se fazem omoletes. Continuo a afirmar que o muito que já fizemos ainda é pouco em relação a tudo quanto temos para fazer.
Mas as coisas, em Portugal, são muito complicadas e muito difíceis. Há muita má vontade por parte de algumas pessoas. Por vezes em vez de ajudarem emperram. E quantas pessoas não desistem dos seus projectos por estas razões? Cansam-se de tanta burocracia, de tantas más vontades e acabam por desistir.
Felizmente que, modéstia à parte, eu não sou assim.
Não me deixo vencer pelo desânimo e se tiver que denunciar e enfrentar não tenho problemas em o fazer, quando a razão me assiste. Quando peço não peço para mim. Peço para o meu povo. E quando peço também não peço nada daquilo que é dos Senhores que representam as instituições. Peço ou reivindico aquilo a que julgo ter direito, enquanto autarca.
Quem me conhece sabe bem que sou uma pessoa séria, educada e responsável. Também não sou, por natureza, pessoa vingativa ou de maus instintos. Mas fico do avesso quando vejo injustiças, más vontades, cinismo e incompetência.
Confesso que estou muito feliz com o trabalho que vamos desenvolvendo na nossa santa terrinha. São muitas as pessoas que nos visitam e que têm uma grande importância na economia local e regional.
Queremos continuar a crescer mas não queremos crescer sozinhos. Pretendemos que o Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, CCDRC e outras instituições se lembrem de todos os municípios e de todas as freguesias. Pretendemos mais dinheiro e mais responsabilidade para as Juntas de Freguesia. Tenham sempre presente que sem dinheiro não há autoridade, não há progresso e não há desenvolvimento. Lembrem-se igualmente que as Juntas de Freguesia fazem muito com pouco dinheiro e outros com o mesmo dinheiro ficam muito aquém das Juntas de Freguesia.
Não queremos continuar a ser o parente pobre do poder local. Não queremos ser os criados das Câmaras só para lhes afixarmos os editais, passar as informações relativas a obras, vendermos as campas nos cemitérios e outras coisas do género. Queremos, mais meios mais competências e mais responsabilidades.
Este poder local não nos serve. Se alguém tiver dúvidas venha ter comigo e terei muito gosto em os levar a alguns Ayuntamientos de localidades vizinhas espanholas, algumas mais pequenas que as nossas, e verão como tudo é diferente para melhor.
Naturalmente que este meu desabafo não tem nada a ver com os executivos municipais. Pretendo apenas, e tão-somente, contestar a Lei que limita e restringe as acções das Juntas de Freguesia que continuam a ser o parente pobre do poder local.
A ANAFRE que não se esqueça de reivindicar junto dos Senhores Governantes. Terão que lhe manifestar o nosso descontentamento e, se necessário, que nos mobilizem para podermos bater o pé em Lisboa ou até mesmo um boicote aos actos eleitorais. Unidos seremos uma grande força.
Basta de poder local sem dinheiro e sem recursos humanos.
Confesso que fugi ao tema mas o entusiasmo e a revolta foram mais fortes.
Aproveito para informar que o nosso bonito auditório está à disposição de todas as pessoas que pretendam utilizá-lo. Tem capacidade para cerca de uma centena de pessoas.
Aqui também se pratica uma gastronomia de excelência. Enchidos, truta, cabrito e javali.
Visitem-nos e não se arrependerão.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Professores e alunos do colégio Vasco da Gama sedeado em Meleças, Sintra, homenagearam o seu fundador com uma visita de dois dias a Aldeia do Bispo, terra natal do Ilustre Dr. Nabais.

José Manuel CamposO professor José Manuel Cobrado, natural de Vale de Espinho, escreveu-me, há cerca de dois meses, a solicitar a minha colaboração numa visita que tinham prevista à Serra das Mesas e Nascente do Côa. Acedi com muito agrado ao pedido tendo-me disponibilizado para poder servir de guia tal como, na verdade, aconteceu.
Por volta das 16 horas chegámos à portela do lameirão onde os dois autocarros ficaram estacionados. Logo que os alunos saíram os professores pediram para se sentarem no barrocal ali existente. Prestaram a maior atenção às informações prestadas e, de seguida, visitou-se a casa dos contrabandistas, que é um enorme barroco com uma cavidade, onde estes se abrigavam em dias de temporal e quando fugiam dos guardas-fiscais ou dos carabineiros. Parte dos alunos entraram na referida cavidade e outros subiram ao ponto mais alto para fazerem fotografias para um dia poderem recordar. De seguida fez-se o percurso, cerca de trezentos metros, até à Nascente do Côa. Alguns alunos encheram as garrafas vazias para depois beberem durante o restante percurso.
Alunos do Colégio Vasco da GamaPor volta das 17.30 regressou toda a gente aos autocarros com destino à praça dos Foios. Entrou toda a gente no Centro Cívico e, no Posto de Turismo, foram distribuídos muitos postais e outros folhetos, alusivos ao concelho, para os alunos e professores levarem para Lisboa.
Passados alguns minutos fez-se a caminhada até ao parque de merendas onde toda a gente lanchou. No final nova caminhada até ao Centro Cívico em cujo auditório foram proferidas palavras de agradecimento. Aí o presidente de Junta dos Foios ofereceu umas lembranças e um pequeno carvalho (da amizade) para ser plantado no jardim do Colégio Vasco da Gama.
As cerca de setenta pessoas da delegação animaram e deram vida à freguesia, pelo menos por umas horas. A malta estava muito animada tendo alguns alunos dado uns passos de dança ao som da música que é emitida através do centro cívico.
Na qualidade de professor posso avaliar a postura dos alunos que me deixaram deveras sensibilizado com o comportamento demonstrado.
Estão, na verdade, de parabéns professores e alunos do Colégio Vasco da Gama. Venham sempre.
Para terminar presto também a minha justa e sincera homenagem ao Ilustre Pedagogo Dr. Nabais que muito embora já nos tivesse deixado, o colégio que ele fundou continua a formar os homens do futuro.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Foi com imenso prazer que participei na revitalização do espaço multimédia e da biblioteca de Alfaiates. Já, em outras ocasiões, havia visitado esses locais de cultura mas agora encontram-se mais enriquecidos a todos os níveis.

José Manuel CamposFelicito os homens e algumas senhoras, porque ao lado de um bom homem há sempre uma boa senhora, pelo trabalho e dedicação em prol de tão nobre causa.
Permitam-me que destaque alguns senhores porque já me habituei a lidar com eles e a quem tiro, efectivamente, o meu chapéu. O Manuel Paulos, o Pedro Santos, o François, presidente da Junta, o Horácio Botelho, entre outros, são, na verdade, homens que qualquer outra terra gostaria de ter.
Tenho tido, como referi, alguns contactos com eles e confesso que já aprendi bastante com todo o seu dinamismo e dedicação à sua bonita terra.
Já estamos a envidar esforços para podermos dinamizar algumas acções entre Alfaiates e os Foios.
Pela parte que me diz respeito estou totalmente aberto para que nos possamos juntar, planificar e desenvolver as mais diversas iniciativas. Este é de facto o caminho.
Biblioteca Multimédia de AlfaiatesVocês, alfaiatenses, em vez de criticarem reconhecem, colaboram e estimulam. A maioria dos senhores já visitaram o Centro Cívico de Foios. Gostaram e começaram a pensar, de imediato, em actividades conjuntas.
Outros, porventura, mais ignorantes, optam pela crítica do bota abaixo. Esse nunca foi nem nunca será o caminho certo. É que sempre se ouviu dizer que a inveja é irmã da incompetência. Os senhores de Alfaiates, que acima referi, não são invejosos.
No dia 23 de Maio vou acompanhar um grupo, de meia centena de espanhóis, que vêm de Hoyos, e terei imenso prazer, depois de uma visita ao castelo, em os levar a visitar esses nobres espaços que, no fundo, se encontram em Alfaiates mas que são do concelho e do país e do mundo.
Parabéns amigos de Alfaiates. Desejo-vos as maiores felicidades.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Como já vem sido habitual, o Grupo Cultural e Desportivo de Foios, sempre com a colaboração da Junta de Freguesia, levou a efeito uma série de actividades durante as férias de Páscoa.

José Manuel CamposNo dia 10 de Abril, sexta-fra, aconteceu no auditório do Centro Cívico a apresentação de um livro do ilustre fojeiro Manuel Dias, entre nós conhecido pelo Lei do Ti Zé Mateus. O livro tem como título «Não Morras até ao Verão». É um bonito romance, cuja leitura se aconselha.
Estiveram presentes no lançamento da nova publicação cerca de cinquenta pessoas, que certamente deram o tempo por bem empregue. A apresentação foi feita pela prima do autor, Clara Dias, que de uma forma brilhante, tal como já havia acontecido em outras ocasiões, falou do livro e de quem o escreveu. O autor agradeceu as presenças e explicou as razões de ter escrito e editado com esta obra.
A família Dias está de parabéns, visto que, para além do Manuel Dias, já outros(as) se dignaram escrever. Oxalá surjam mais obras escritas pela família Dias e por outros ilustres fojeiros que também têm veia poética.
No dia 11, sábado, realizou-se um torneio de sueca, no pub Ganguilhas tendo-se inscrito vinte e duas equipas. O torneio desenrolou-se num verdadeiro espírito de amizade tendo, vencedores e vencidos, passado uma noite que agradou a todos.
Já a tarde de domingo, dia 12, foi dedicada aos mais pequenos. Por volta das 15 horas cerca de vinte crianças participaram e divertiram-se na caça ao ovo. É uma actividade a que já se habituaram e na qual participam com enorme entusiasmo.
O espaço internet continua a receber um elevado número de jovens. Aí se divertem e aprendem a lidar com as novas tecnologias que são cada vez mais necessárias e úteis.
A exposição, sobre o mítico Che Guevara, levada a cabo pelo José António, tem tido um elevado número de visitantes. Portugueses e espanhóis tem feito imensas visitas. No próximo dia 21, terça-feira vai ter honras de televisão. A RTP vai emitir um directo de vinte minutos desde Foios. Serão filmados e divulgados os aspectos mais significativos da nossa simpática localidade. Não te esqueças de ver e divulgar junto de outros fojeiros e amigos. O programa, em directo, vai acontecer entre as 18 e as 19 horas. É nossa intenção poder continuar com este tipo de animação. Deste modo fazemos com que a garotada tenha sempre vontade de vir até aos Foios. E onde vão os filhos aí estão também os pais.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Criar emprego para aumentar a população e dar oportunidades para que os jovens se fixem na zona da raia portuguesa e espanhola é um dos grandes objectivos do AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – Duero/Douro.

José Manuel CamposConstituída no sábado, em Trabanca (Espanha), a Assembleia Geral do AECT Duero/Douro deu a conhecer os seus estatutos e os principais objectivos de uma entidade com personalidade jurídica, que une zonas de dois países da União Europeia (UE). No texto, é possível ler-se que este é o quarto agrupamento formado no seio da UE, um exemplo para a Europa a 27, dado que é o primeiro agrupamento constituído em zonas rurais.
O director-geral do AECT, José Luís Pascual Criado, alcalde de Trabanca, explica que «este agrupamento é formado por 169 entidades de Espanha e Portugal. Tem mais de 2500 quilómetros quadrados e de 123 mil habitantes. Em Portugal, é toda a zona de Vinhais ao Sabugal». Como o próprio nome indica, o rio Douro é a espinha dorsal de um agrupamento que reúne autarquias e alcaldarias de Trás-os-Montes à Beira Interior, de Salamanca e de Zamora, no lado espanhol.
Depois da constituição dos órgãos do AECT, José Luís Pascual revela que «esperamos, para o futuro, um trabalho conjunto de portugueses e espanhóis. Esta entidade permite um desenvolvimento sustentável, a criação de [vários tipos] de serviços, emprego e aumentar as oportunidades dos nossos povos». Além disso, acrescenta o director geral, «permite-nos trabalhar com os fundos europeus. Antes estávamos alienados, mas agora estamos no centro da política europeia».
Entre as metas a perseguir pelo Duero/Douro encontram-se as políticas de emprego. A este propósito, José Luís Pascual comenta que «o principal objectivo é criar emprego nesta região, para aumentar a população. Queremos redireccionar os jovens e criar-lhes oportunidades que lhes permitam viver aqui».
Outros dos objectivos traçados são a criação de uma rede de transportes públicos para todos os cidadãos, o desenvolvimento de uma política de educação, formação e emprego, a cooperação no sector da saúde, a criação de medidas para o emprego rural, o uso da investigação, inovação e desenvolvimento e ainda a criação de um plano de turismo, sem esquecer a modernização da administração local. O AECT poderá também criar organismos e empresas, ou, pelo menos, auxiliar a sua implementação.

Eleições
Em pleno rio Douro, onde decorreu a reunião da Assembleia Geral, realizou-se a eleição dos membros de cada órgão. O presidente do AECT Duero/Douro é Vítor Sobral, de Vila Nova de Foz Côa, tendo como vice-presidente José Maria Martín Patino. O director geral é José Luís Pascual, sendo João Manuel Santos Henriques o coordenador territorial. De notar que, nestes órgãos, se um dos membros for português, o outro será obrigatoriamente espanhol e vice-versa.
No que toca aos membros dos conselhos sectoriais, encontram-se alguns autarcas sabugalenses. O Conselho Sectorial de Igualdade de Oportunidades, Desenvolvimento Económico, Investigação, Inovação e Desenvolvimento tem como presidente o alcalde de Roelos. Vila Boa pertence aos eleitos. O Conselho Sectorial de Desenvolvimento Local, Novas Tecnologias, Educação, Formação e Emprego tem na frente ao alcalde de Espeja. Joaquim Matos, presidente da Junta de Freguesia da Cerdeira do Côa, também pertence a esta entidade. Villaseco del Pan está no comando do Conselho Sectorial de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Agricultura e Ganadaria, ao qual também pertence Quadrazais. Já o Conselho Sectorial de Saúde, Serviços Sociais e Acção Social é comandado pelo autarca de Fóios, José Manuel Campos. O Conselho Sectorial de Turismo, Cultura, Património, Desporto, Ócio e Tempos Livres fica a cargo e Miranda do Douro, ao qual também pertence Malcata. Por fim, o Conselho Sectorial de Administração Local, Transportes e Comunicações fica sob a alçada da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, com colaboração de Quintas de São Bartolomeu.

170 entidades
Além das autarquias, nos AECT’s podem ainda participar áreas metropolitanas e outros agrupamentos territoriais. No caso do Duero/Douro participam 170 entidades, em especial Juntas de Freguesia e alguns municípios.
O Sabugal faz-se representar pelas Juntas de Freguesia de Águas Belas, Aldeia da Ponte, Aldeia Velha, Alfaiates, Baraçal, Bendada, Cerdeira do Côa, Fóios, Lomba, Malcata, Moita, Nave, Penalobo, Quadrazais, Quintas de São Bartolomeu, Rendo, Santo Estêvão, Soito, Sortelha, Vila Boa, Vila do Touro e Vilar Maior.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Cento e setenta e cinco autarcas, portugueses e espanhóis, estiveram presentes, no passado dia 14 do corrente mês de Março de 2009, em Trabanca, España, para votar e eleger os órgãos sociais do AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial.

José Manuel CamposOs trabalhos tiveram início por volta das 10 horas até cerca das 13. Continuaram pela tarde fora tendo sido encerrados cerca das 20 horas.
Elegeram-se o presidente e vice-presidente, o coordenador territorial, o director geral bem como os membros que para os seis conselhos sectoriais que passo a enunciar:
1 – Igualdade de oportunidades, desenvolvimento económico, investigação e inovação.
2 – Desenvolvimento local, novas tecnologias, educação, formação e emprego.
3 – Meio ambiente, agricultura e ganadaria.
4 – Saúde, serviços sociais e acção social.
5 – Turismo, cultura, património, desporto e tempos livres.
6 – Administração local, transportes e comunicações.
O concelho de Sabugal tem um representante em cada conselho sectorial e preside ao de saúde, serviços sociais e acção social.
AECTApós a eleição os elementos dos conselhos sectoriais, quatro portugueses e quatro espanhóis, reuniram para se conhecerem e trocar os números de telefone e e-mails.
Dentro de pouco tempo haverá nova reunião para cada um poder apresentar as suas ideias e, de seguida, passar-se à acção.
É verdade que estamos em fase de aprendizagem mas com algumas expectativas. Todos esperam que o Agrupamento possa contribuir para o progresso e desenvolvimento desta enorme zona raiana que foi muito desprezada pelos governos dos dois países.
O Agrupamento foi homologado pelos governos dos dois países e os respectivos secretários de estado comprometeram-se, nos discursos que proferiram, a prestar a melhor atenção ao AECT.
Temos plena consciência de que não iremos resolver todos os nossos problemas mas com trabalho e organização poderemos atingir bons resultados.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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No passado sábado, dia 7 de Março, teve lugar, em Miranda do Douro, a apresentação do AECT – Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial. Foi num local paradisíaco. O dia, de um sol esplêndido, deu mais brilho às cerimónias.

José Manuel CamposOs Presidentes das Juntas do Município de Sabugal, aderentes ao A.E.C.T., foram transportados num autocarro da empresa «Viúva Monteiro», contratado pelo Município, já que o autocarro da Câmara estava comprometido para esse dia.
Agradecemos o gesto visto que através das viaturas particulares seria bastante mais difícil e complicada a deslocação.
Chegámos por volta das onze horas e as cerimónias apenas se iniciaram um pouco depois do meio-dia. Durante essa hora de espera deu para fazer umas bonitas fotos e admirar o Douro que corre num desfiladeiro digno de uma visita mais demorada.
Pouco antes do meio-dia começaram a chegar as entidades oficias com especial destaque para os dois Secretários de Estado, Deputados, Presidentes de Câmara e outras.
Abriu os trabalhos o Sr. Presidente da Câmara de Mogadouro visto que foi neste Município que mais se trabalhou para a constituição do A.E.C.T. De seguida usou da palavra o homem que mais tem trabalhado para que o agrupamento se tivesse constituído. José Luís, Alcalde de Trabanca.
Presidentes de Junta de Freguesia do concelho do SabugalChegou o momento de usarem da palavra os Secretários de Estado, de Portugal e España. Tanto um como o outro manifestaram o reconhecimento do A.E.C.T, por parte dos dois governos, tendo felicitado os seus promotores e todos os responsáveis pelas instituições aderentes. Câmaras, Juntas de Freguesia e Ayuntamientos.
Depois dos discursos as entidades deslocaram-se até ao cais onde se encontrava um barco turístico que, num gesto simbólico, se deslocou até ao meio das águas do rio Douro tendo aí assinado os documentos respectivos.
De realçar a actuação de um jovem grupo de pauliteiros que abrilhantou a festa num verdadeiro dia de Primavera. Ou não estivéssemos em Miranda do Douro.
As cerimónias terminaram já perto das 15 horas tendo todos os participantes feito uma viagem até à simpática localidade de Trabanca, España, onde foi servido um abundante e saboroso almoço numas deslumbrantes instalações.
Faço votos para que o A.E.C.T possa contribuir para o progresso e desenvolvimento das duas regiões que, tal como foi dito e redito, durante os discursos, são as mais atrasadas e desfavorecidas de toda a Europa Comunitária.
Assim seja.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Por voltas das 12,30 horas de hoje, quinta feira, dia 26 de Fevereiro, fui contactado por um elemento da equipa de sapadores florestais dos Foios para me dizer que tinha avistado bastante fumo para os lados do sítio das Colesmas, na área geográfica da freguesia.

sapadores-foiosPedi-lhe que contactasse, de imediato, os restantes elementos da equipa e que se deslocassem para o local. Assim aconteceu. Passados cinco minutos estavam-me a dizer, via telemóvel, que o caso estava bastante sério e que poderia alastrar a outras áreas plantadas.
Os elementos da equipa de sapadores dos Foios pediram ajuda aos colegas da equipa de Aldeia Velha que não tardaram em comparecer. Fez-se o mesmo em relação aos bombeiros do Soito que também, e na medida do possível, disseram presente.
O fogo foi dominado mas, entretanto, outros fogos deflagraram noutras zonas do nosso concelho. Verificaram-se dois na zona de Quadrazais e Ozendo, zona de Aldeia do Bispo e outro entre o Soito e Aldeia Velha.
Houve quem tivesse falado em queimadas. Mas será que se fizeram tantas queimadas no mesmo dia e quase à mesma hora? Não acredito. Acredito mais em mãos criminosas e em pessoas mal intencionadas.
Estes passaram e que outros não venham. De qualquer modo penso que nos devemos tornar todos vigilantes e combatentes porque o nosso concelho tem um razoável potencial florestal que urge cuidar e proteger.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Em Aldeia do Bispo, Sabugal, o Carnaval é tradição. O desfile carnavalesco aconteceu no domingo, dia 22, a partir das 14 horas. Foram momentos emotivos com protagonistas e assistentes a divertirem-se como manda a tradição.

José Manuel CamposDa parte da tarde os toiros animaram e divertiram as muitas pessoas que mataram saudades do mês de Agosto. Passados dois dias, terça-feira, aconteceu nova largada de toiros com a rapaziada a correr muito e animada ao forcão. Os toiros, apropriados para a época, cumpriram e desempenharam bem a função. Bravos e ágeis não davam descanso aos muitos jovens que animadamente demonstraram que a capeia, à moda da raia, está para durar.
Centenas ou milhares de pessoas não deram, por certo, o tempo por mal empregue. Apesar de os toiros serem de pequeno porte, mas afinados, dá para o pessoal se afoitar um pouco mais. Facilita-se e elas acontecem. Duas ou três situações menos agradáveis aconteceram. Um moço foi colhido quando o toiro saiu sem que ele se tivesse apercebido. Ficou bastante magoado com fractura da clavícula e do úmero tendo sido socorrido pela Dr.ª Eduarda e enfermeiro José de Aldeia Velha. Foi transportado para
o hospital da cidade do Sabugal e espero e desejo que não tivesse passado de um grande susto e de um curto incómodo, temporariamente.
São 20 horas e trinta e cinco minutos de terça – feira, dia de Carnaval, e a SIC acaba de transmitir uma pequena reportagem da capeia de Aldeia do Bispo. Vi, com atenção, e confirmou-se tudo quanto estava a escrever e que vou continuar.
A animação aconteceu dentro e fora da praça. Alguns amigos depois de darem uma espreitadela colocaram a chouriça, o queijo e o garrafão em cima da carrinha e vai de convidar os muitos amigos que estavam por perto. É mais um pormenor que registei com muito agrado. É uma característica do pessoal da raia. Todas as terras recebem de braços abertos os amigos que se deslocam para desfrutarem desta linda festa raiana.
Parabéns à organização que tão bem soube organizar as festas carnavalescas.
Viva a Raia.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

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Há uns dias, durante a manhã, recebi um telefonema, em minha casa, que me deixou a pensar seriamente no assunto que me havia sido apresentado. O telefonema foi-me feito pela Amélia Manso de Aldeia do Bispo, de todos conhecida por Belinha. Ela trabalha no hospital da Guarda onde sei que desenvolve um trabalho altamente meritório.

José Manuel CamposDisse-me o seguinte: «Dirijo-me a si, na qualidade de Presidente de da Junta de Freguesia de Foios, para fazer o favor de me ajudar a contactar com os restantes Presidentes de Junta, do nosso concelho do Sabugal, para os poder sensibilizar para uma causa que, no fundo é de todos».
Prosseguiu a Belinha: «Trabalho no serviço de sangue do hospital da Guarda e posso dizer-lhe que não temos reservas nenhumas de sangue. Se acontecer um acidente grave no nosso distrito não poderemos salvar as vítimas por falta desse precioso líquido».
Fiquei também muito preocupado porque pensei que um acidente pode acontecer a um de nós ou a um dos nossos.
Eu disse à Belinha que, pela parte que me diz respeito, vou procurar fazer chegar a mensagem a toda a população que represento. Vou pedir ao Sr. Padre para que leia na Missa um documento de sensibilização e vou afixar também nos locais do costume.
Disse-me ainda a Belinha que «poderão dar sangue pessoas entre os 18 e os 65 anos». Confesso que vou procurar sensibilizar a população. Vou fazer uma lista, de hipotéticos dadores, e o meu nome surgirá logo à cabeça, como exemplo.
A Amélia, através dos seus serviços, vai entrar em contacto com os 40 Presidentes de Junta do nosso Município para que, em conjunto, possamos desenvolver um trabalho sério e responsável.
Aconselhei a Amélia a solicitar à Câmara do Sabugal os contactos dos quarenta Presidentes de Junta e, enquanto escrevia este artigo, recebi um telefonema da Amélia a dizer-me que os serviços da Câmara já lhe haviam enviado, via fax, os contactos de todos.
Ventilou-se a hipótese de se estabelecerem unidades de recolha, móvel, em zonas estratégicas e com a colaboração das carrinhas dos lares e Câmara Municipal poderem deslocar todas as pessoas que voluntariamente queiram dar um pedacinho de sangue que à grande maioria não faz diferença e que poderá salvar algumas vidas.
No primeiro sábado de Março a maioria dos Presidentes de Junta vamos reunir na Freguesia de Quadrazais e certamente que iremos debater este tema, entre outros.
Finalmente pretendo informar que a Amélia Manso apenas me contactou pelo facto de nos conhecermos bastante bem e julgar que lhe poderia dar pistas e sugestões. É precisamente isso que fiz e é precisamente isto que estou a fazer.
Compartilho com todos Vocês uma causa que é de todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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Por volta das 9,30 horas de sábado, dia 7 de Fevereiro, chegaram as primeiras personalidades responsáveis pelo encontro transfronteiriço promovido pela Cáritas que, por causa da neve, já havia sido adiado duas vezes. Mas como à terceira é de vez, e visto que o tempo ajudou, realizou-se o desejado encontro.

José Manuel CamposConfesso que me agradou imenso a entrega de todos os participantes. A vontade de fazer coisas boas em prol do próximo e, sobretudo, dos mais desfavorecidos agradou-me de sobremaneira.
Muito embora já algumas vezes tivesse ouvido falar da Cáritas a verdade é que desconhecia, quase por completo, a acção desta Instituição. O levantamento que fizeram da zona raiana deixou-me deveras satisfeito. É absolutamente necessário e conveniente que façam chegar às mais diversas entidades e instituições os resultados dos referidos trabalhos.
Tenho em meu poder os resultados e já lhes dei imensas voltas. Leio, releio e comparo. Chego sempre à triste conclusão que se de um lado da fronteira as coisas correm mal no outro lado também não correm muito melhor.
Encontro da Cáritas nos FóiosA desertificação e o despovoamento das freguesias da raia assustam-nos e atormentam-nos. Todos os anos morrem, nas nossas localidades, cerca de duas dezenas de pessoas e nasce uma ou duas de dois em dois ou de três em três anos. E todos sabemos que de onde se tira e não se põe falta faz.
Vivemos na zona mais atrasada e mais desfavorecida da Península Ibérica ou de toda a Europa comunitária. Quem nos poderá acudir?
Parabéns Senhoras e Senhores responsáveis pela Cáritas. Coragem, força e determinação. Água mole em pedra dura tanto dá até que fura. Assim seja.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Desde há cerca de trinta anos que uma Senhora de nome Gracia Gentil Jorge, natural da ilha da Sicília – Itália – casada com Porfírio Martins Jorge, natural de Foios, onde residem, que tem uma agência de pensões designada por IMIFRANCE.

José Manuel CamposQuando se entra nos Foios, vindo de Vale de Espinho, mesmo em frente do edifício escolar, encontra-se a casa da Gracia e a agência IMIFRANCE, à qual alguns, com ironia, chamam consulado. Encontramos, com muita frequência, carros estacionados de pessoas que procuram arranjar a pensão da emigração ou melhorar a existente.
A Graça Gentil Jorge exerce quase uma acção missionária. É verdade que cobra aquilo que entende ser justo mas também é verdade que a Gracia se desloca, muitas vezes, à Segurança Social Francesa, onde ainda tem muitas amigas e onde também, aliás, trabalhou.
Gracia GentilÉ do conhecimento geral que muitas pessoas da freguesia, do concelho, do distrito e de outros pontos do país, têm procurado a Graçia para que lhes possa analisar e (re)organizar o processo relacionado com as mais diversas actividades desenvolvidas no estrangeiro, com particular destaque para a – Mãe França – de onde provêm a maioria das pensões. De uma maneira geral as pessoas ficam satisfeitas visto que a Graçia busca e rebusca todos os cantinhos de modo a que aos seus clientes sejam atribuídos os euros e os cêntimos a que têm direito.
A Graçia é uma Senhora simples, discreta e muito competente. Reside na Avenida 25 de Abril – 6320-141 – Foios – e tem o seguinte número de telefone: 271496402
A Gracia Gentil Jorge merece o nosso inteiro reconhecimento, admiração e estima.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Quinze deputados e técnicos da «Deputación» de Salamanca jantaram no restaurante Eldorado, em Foios, onde degustaram a nossa gastronomia e deixaram o sentido desejo de voltarem em breve para conhecerem todo o conselho do Sabugal.

José Manuel CamposQuando há cerca de um mês foram visitados os trabalhos da «carretera» Navasfrias – Aldeia do Bispo, por políticos e técnicos da «Diputación» de Salamanca, aconteceu um almoço no restaurante Eldorado, em Foios. Nuestros hermanos comeram, gostaram e prometeram voltar. Passado algum tempo foi-me enviado um e-mail, pelo amigo Carlos Cortes, a pedir que marcasse almoço para quinze pessoas. Correspondi, naturalmente, ao pedido.
Às 15 horas do dia 12 chegava ao Largo da Praça de Foios um pequeno autocarro, que transportava quinze importantes personalidades da monumental cidade de Salamanca. A fina-flor dessa histórica cidade, posso afirmar. Durante duas horas degustaram os produtos regionais que todos deliciaram.
deputados esoanhóis nos FóiosVisto que, nesta época, a noite chega muito cedo já não deu para visitar a cidade do Sabugal e a vila de Sortelha. Mas ficou combinado que, na próxima Primavera, voltariam, mais cedo, num sábado, e com um programa previamente estabelecido. Nessa altura far-se-á uma visita guiada pelo concelho, o que certamente os irá encantar.
Não me restam dúvidas de que este é o caminho certo. Quando recebemos bem as pessoas voltam e trazem sempre mais um familiar ou um amigo.
Durante o almoço falou-se, como é costume, das relações transfronteiriças. Também não me restam dúvidas de que as estradas que estão a ser construídas muito irão contribuir para o progresso e desenvolvimento das localidades dos dois lados da fronteira. Todas as hipóteses são apresentadas na perspectiva do desenvolvimento. É importante que nos juntemos e que se discuta a região. Há, na verdade, muito para fazer mas é importante que se levante a caça para depois se poder abater.
Noto que quando «ablamos con nuestros hermanos» muitas ideias surgem. É, por isso, importante continuar a dialogar e muito mais importante podermos passar à acção.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Domingo, dia 7 do corrente mês de Dezembro, deu-se o primeiro passo para a criação de uma «Zona de Intervenção Florestal» (ZIF) na Freguesia de Foios. A população foi avisada, na missa dominical, para que comparecesse, às 14 horas, no auditório do Centro Cívico para lhes poder ser explicado, pelos Técnico Florestais, no que consiste uma ZIF.

José Manuel CamposApesar do dia ter estado bastante chuvoso as pessoas compareceram em grande número.
O Presidente da Junta deu as boas vindas a todas as pessoas de Foios e agradeceu aos Senhores Técnicos, Eng.ª Cláudia Salgueiro, Eng.ª Graça Ribeiro e Eng.º Rafael Neiva, o facto de se terem deslocado aos Foios apesar de ser num domingo. De seguida foi feita a apresentação da ZIF, através do «Power Point», pela Eng.ª Graça Ribeiro. No final deu-se a oportunidade às pessoas para tirarem algumas dúvidas tendo-se, de seguida, passado ao preenchimento e assinatura de um documento que a Junta de Freguesia tinha preparado para o efeito.
Como é do conhecimento geral a Freguesia de Foios possui uma área de baldio bastante considerável. As matas de pinheiro são bastante extensas e necessitam ser cuidadas como quem cuida jardins. Para além das matas do baldio existem mais 480 hectares que foram plantados, há cerca de doze anos, através de um projecto PAF (Plano de Acção Florestal). São matas muito extensas e praticamente abandonadas. A maioria dos proprietários são já pessoas de idade avançada e outros nem sequer por cá vivem. É absolutamente necessário e urgente acudir a essas matas sob pena de poder surgir um fósforo que nos deixe a todos a chorar lágrimas de crocodilo. A Junta de Freguesia de Foios já tomou a decisão de não deixar plantar mais floresta sem que primeiro se cuide da existente.
foiosEstamos contentes e felizes com a criação da ZIF, que irá permitir uma melhor organização e evitar que os fogos provoquem desgraças como é do conhecimento de todos. É necessário criar mais pontos de água, melhorar caminhos e limpar aceiros. Apraz-me registar, com agrado, que nos últimos dois anos não tem havido fogos como aconteceu noutros tempos. As equipas de sapadores – e outras equipas de vigilância temporária – muito têm contribuído para afastar os fogos das nossas matas. Os Serviços Florestais estão também muito bem organizados. As comunicações e a inter-acção são também hoje importantíssimas. O Gabinete Florestal da Câmara Municipal, Serviços Florestais da Guarda, Corpos de Bombeiros e Guarda Nacional Republicana tem, igualmente, evitado grandes males. Mas, apesar de tudo, continuo a dizer que o muito que já foi feito ainda é pouco. Pela parte que me toca tudo farei para que as nossas matas estejam tão limpas e tão protegidas como as matas dos pueblos de nuestros hermanos.
Quando vou a Navasfrias, a El Payo, S. Martin de Trevejo ou Valverde del Fresno, farto-me de tirar fotografias às matas para depois mostrar aos Técnicos portugueses. Os dinheiros existem. Temos que exigir que cheguem também à nossa região. É que a floresta também poderá e deverá contribuir para ajudar a travar a maldita desertificação.
Assim seja.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Terça feira, dia 2 de Dezembro, as equipas de sapadores de Foios e de Aldeia Velha iniciaram uma acção de limpeza e corte de pinheiros, no baldio de Foios, que irão ser distribuídos, à população do concelho de Sabugal, como árvore de Natal.

José Manuel CamposO Núcleo Florestal da Guarda, Gabinete Florestal da Câmara Municipal, Grupo de escuteiros do Soito e Junta de Freguesia de Foios acordaram desenvolver uma acção louvável.
A Engenheira Graça Ribeiro, do Núcleo Florestal da Guarda, é uma técnica atenta e responsável pelo Perímetro Florestal do Alto Côa. Nunca os baldios de Malcata, Quadrazais, Foios e Aldeia Velha mereceram tanta atenção como a que agora lhes está a ser prestada pela Engenheira Graça Ribeiro, Engenheira Cláudia Salgueiro, Chefe do Núcleo Florestal, Dr. Carlos Santos, Guarda Leal e os técnicos do Gabinete Florestal da Câmara Municipal, coordenado pelos Engenheiros Carla, Alberto e Sónia.
pinheiros-natalEstas são as pessoas com quem temos trabalhado e que merecem a nossa consideração e estima. Acontece, porém, que o muito que já foi feito ainda é pouco em relação a tudo quanto há para fazer. Continuamos a acreditar e a trabalhar com estas pessoas na esperança de que, em conjunto, possamos ordenar os nossos baldios que durante muitos anos foram, praticamente, votados ao abandono.
Os pinheiros que estão a ser cortados, de forma ordenada e responsável, vão chegar a muitos lares e evitar que outros sejam sacrificados.
Uma palavrinha de apreço às equipas de sapadores que desenvolvem uma acção altamente meritória. Parabéns também aos escuteiros da vila do Soito uma vez que aderiram a esta bela iniciativa e que vão fazer a distribuição dos pinheiros.
Para todos um Bom Natal.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Sábado, dia 30 de Novembro, os cavalos de Valverde del Fresno, encheram algumas ruas próximo da praça dos Foios. Por volta das 12,30 horas chegaram cerca de quarenta cavaleiros que previamente haviam marcado o almoço no restaurante «Eldorado». Um pouco antes haviam chegado, de automóvel, alguns familiares e amigos para também poderem participar no almoço convívio.

José Manuel CamposPara além deste grupo muitas outras pessoas haviam marcado lugar para almoçar. Eu próprio dei conta de um telefona a marcar mesa para almoçar tendo o gerente do restaurante respondido já não ser possível visto estar cheio. E cheio leva cerca de cento e vinte pessoas.
Por outro lado registei também, com muito agrado, que o restaurante do viveiro de trutas, o «Trutalcôa», também esteve completo com os condutores dos porsches, e acompanhantes, que durante o fim-de-semana andaram por terras sabugalenses.
Sempre é verdade que o turismo poderá, desde que devidamente apoiado, contribuir para o progresso e desenvolvimento do nosso concelho.
cavalos1Espero e desejo que o Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) possa trazer novidades no que respeita a hipotéticos apoios. Se não vierem as fatias que venham, pelo menos, as migalhas.
Os Senhores responsáveis pelo Município estarão certamente atentos e dispostos a esclarecer, convenientemente, os Presidentes de Junta para que possam surgir alguns projectos no nosso concelho. Se turismo é futuro, como todos sabemos, vamos programar e projectar para que possamos dar passos no sentido do progresso e bem-estar.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

No âmbito da geminação entre Foios e Eljas, realizou-se mais um magusto anual, desta vez, em Foios. Cerca de quatrocentas pessoas participaram no convívio que se realizou no Largo da Praça, no dia 8 do corrente mês de Novembro.

José Manuel CamposA Fanfarra do Grupo dos Escuteiros do Soito deu o mote. Fizeram a apresentação com dois números brilhantes. Como o dia estava um pouco caloroso, deu para o tocador do bombo gigante, ainda ter transpirado.
Seguiu-se o içar das bandeiras, por volta das 15 horas, sob o toque do mesmo grupo. Passada meia hora foi o grupo de Vila Boa que deliciou todos os presentes com danças e cantares de âmbito regional e nacional. De realçar o grupo dos pequeninos que, bem treinados, fizeram coisas bonitas que encantaram todos os presentes.
Depois do rancho de Vila Boa foi a vez do grupo folclórico de Cória que tem por nome «Sábia Viva». Os adultos começaram com unas Jotas que são muito apreciadas em toda a zona raiana.. Passado algum tempo foi a vez dos mais pequenos españolitos que também, já com algum engenho e arte, provocaram alegria aos muitos assistentes.
Já muito depois das 17 horas deitou-se lume ao monte da caruma a esconder trezentos quilos de castanhas que levaram cerca de uma hora a assar. Foi a equipa de sapadores local que se incumbiu desta tarefa. Visto ser uma quantidade tão grande, ficaram algumas mal assadas. A assistência, sobretudo os espanhóis, também não tiveram paciência para esperar mais tempo. Aproximaram-se do lume e vai de retirar aquelas que lhes pareciam já prontas para saborear.
magusto-foios11De referir que, para além dos dois autocarros espanhóis, vieram muitas outras pessoas em viaturas particulares que ficaram estacionadas nos largos e ruas próximo da praça já que este espaço foi vedado ao trânsito ficando apenas para as cerimónias relacionadas com o magusto. Houve quem afirmasse que parecia dia de capeia. Temos plena consciência de que o comércio local muito lucra também com actividades desta natureza.
Para além do povo das Eljas estiveram presentes outros alcaldes e amigos de terras vizinhas espanholas e portuguesas a quem também agradecemos por terem vindo. Agradecemos igualmente ao S. Pedro por nos ter proporcionado um dia tão bonito.
Para que nada faltasse o Alcalde das Eljas deslocou-se aos Foios, três dias antes, para entregar quarenta quilos de azeitonas enlatadas, cinco quilos de mel, cartazes e painéis da Serra de Gata.
Por último, agradecemos à Câmara Municipal, ao Rancho de Vila Boa e Fanfarra do Grupo de Escuteiros da Vila do Soito que muito contribuíram para que este convívio tivesse estado tão animado. Estes agrupamentos fazem falta no concelho pelo que as entidades oficiais, sobretudo a Câmara Municipal, devem continuar a apoiá-los com os meios financeiros necessários para que possam sobreviver. É bonito termos no nosso concelho aquilo que muitas vezes temos que ir procurar fora.
Ficou combinado com os autarcas das Eljas que dentro de poucos dias realizar-se-á uma reunião para fazer o ponto da situação e podermos começar a programar o magusto de 2009 que terá lugar na Plaza Mayor das Eljas.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A jornada micológica, uma reunião de balanço do Festival do Forcão realizado este ano e uma sessão de esclarecimento sobre incêndios florestais, animaram a freguesia dos Fóios, que acolheu as diversas iniciativas no Centro Cívico «Nascente do Côa».

José Manuel CamposNo sábado, dia 25 de Outubro, realizou-se uma jornada micológica, subordinada ao tema «Aprender a conhecer mais e melhor os cogumelos». De manhã aconteceu um passeio pelo campo tendo sido recolhidas algumas variedades de cogumelos, que foram estudadas na parte da tarde, no Centro Cívico.
O almoço, confeccionado pelos elementos da equipa de sapadores florestais dos Fóios, teve lugar na sede dos caçadores, antigo posto da Guarda Fiscal. Comeram-se várias espécies de cogumelos que haviam sido recolhidos durante a manhã.
Também sábado, mas à noite, reuniram no Centro Cívico «Nascente do Côa» os representantes das aldeias raianas que participam no Festival do Forcão, a quem foram apresentadas as contas relativas ao evento, que teve lugar na Praça Municipal da vila do Soito, no passado mês de Agosto.
A organização, que este ano coube aos Fóios e Aldeia do Bispo, apresentou as contas e entregou o cheque com a quantia sobrante a cada uma das Juntas de Freguesia. a cada uma couberam dois mil e 466 euros.
Jornada MicológicaPara além da distribuição dos dinheiros sobrantes analisou-se a acção das Juntas organizadoras tendo sido feitas algumas chamadas de atenção para que alguns erros verificados não venham a ser repetidos no futuro. Seguiu-se um jantar convívio no restaurante do viveiro de trutas, onde todos participaram, dentro dum verdadeiro espírito raiano.
A Associação «Côaflor», sedeada na cidade do Sabugal, realizou uma sessão de esclarecimento que teve também lugar no Centro Cívico, pelas 17 horas do domingo, dia 26.
Para além dos engenheiros João e Artur, da «Côaflor», sentaram-se na mesa o engenheiro Alberto, do gabinete florestal do Município de Sabugal, bem como dois militares do SEPNA da Guarda Nacional Republicana.
Todos os técnicos abordaram temas relacionados com os procedimentos relativos a queimadas, protecção das habitações, palheiros e barracões agrícolas.
Depois das exposições feitas pelos técnicos houve algum tempo para perguntas e respostas.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Há cerca de dois meses fui contactado pelo João Carvalho – Jonito – do Soito dizendo-me que lhe parecia que na área geográfica de Foios deveria haver algum local onde se pudesse saltar e voar em parapente.

José Manuel CamposMesmo sendo eu leigo na matéria prontifiquei-me a dar com ele umas voltinhas pelos locais que me pareciam mais apropriados de acordo com as descrições que ele me ia fazendo. Deste gosto, aquele também não me parece mau mas vamos até lá mais à frente para melhor ficar a conhecer os hipotéticos locais que pretendo dar a conhecer ao Victor Baía, da Guarda, visto ser ele uma pessoa com larguíssimos conhecimentos na matéria.Passados alguns dias recebi um e-mail do Jonito dizendo-me que já tinha mostrado os locais ao Victor Baía e que, pelo menos dois, lhe pareceram interessantes. Depois de tudo isso recebi um e-mail através do qual o Fonseca se manifesta satisfeito com o local. Entretanto posso adiantar que têm vindo com frequência e dizem que o local promete. No passado dia 9 de Julho andaram, por lá, a voar.
Pretendo ainda dizer-vos que já tive conhecimento que um grupo almoçou no restaurante do viveiro e também já vi outro grupo na Ramitos. Aproveito para deixar a todos os praticantes da modalidade as dicas de C. Fonseca sobre o local:
Parapente nos Foios«Olá a todos,
Vocês lembram-se do Victor Baía vos ter dito uma vez aqui neste fórum «Azinha, fixem este nome…» Pois bem, agora fixem mais este: Fóios. O Vitor Baia descobriu mais um excelente local de voo, potente!
Para chegar a Fóios vai-se pelo Sabugal. E para chegar a descolagem, sobe-se por um estradão que começa antes do cemitério à entrada da aldeia. Lá em cima, há um marco geodésico, português, e a descolagem fica num corta-fogo à esquerda do marco abaixo de um promontório de pedra onde está um manga provisória.
A descolagem neste momento está muito radical, é sem mantinha e a asa estende-se por cima do mato e dos calhaus. Infla-se com muito cuidadinho para evitar prisões ou roturas dos suspentes e siga. Marrecar é missão quase impossivel com algum vento!
A orientação mais favoravél com vento é de SE – S – SW. Contudo, com vento fraco e com a brisa térmica de vale outros W´s podem funcionar bem.
A aterragem de recurso fica num corta-fogo à direita da descolagem. É largo e sem vegetação e está testado. Em alternativa o top landing no plateau também já foi testado e é fácil.
O voo é térmico ou dinâmico. O dinâmico funciona em toda a parede da descolagem incluindo a crista da Serra da Gata já testado pelo Vitor Baia. O térmico é subir e bazar para Espanha de aldeia em aldeia.
É local para se fazerem muitos quilómetros!
1) No Soito, aldeia que fica antes de Fóios, está o Jónito (João Carvalho) que é o piloto local e ex-aluno do Vitor. Ele pode dar todas as informações no local ou mesmo subir com a malta, se tiver disponibilidade. O bar-restaurante de que é proprietário, fica no centro da aldeia e chama-se «Cópus Bar» e como não podia deixar de ser toda a malta é bem recebida. A bifana que o Jónito serve é a maior que vi até hoje!
2) O Vitor já está em campo e conversações com as Juntas de Freguesia para se fazerem obras nas descolagens.
Bons voos para todos.»

Alguma coisa por cá fica.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

Como é do conhecimento geral a AIBT do Côa aprovou um projecto para construção do Centro Cívico de Foios. Em boa hora o fez. O Centro Cívico tem feito deslocar imensas pessoas aos Foios e no seu auditório já foram levadas a efeito diversas actividades. Colóquios, lançamento de livros, projecção de fotos, projecção de filmes, etc. etc.

José Manuel CamposO «Espaço Internet» e a Biblioteca têm tido igualmente muita frequência. A Amélia Rei Dias, na qualidade de assessora cultural, tem desenvolvido um trabalho simplesmente notável.
Espera-se, com alguma ansiedade, a instalação do Museu de Arte Rupestre que está a ser preparado pelos arqueólogos de Vila Nova de Foz Côa e o arquitecto Paulo, do Município de Sabugal.
No balcão, que fica no hall da entrada há sempre divulgação turística de Foios, do concelho em geral e de parte da Espanha.
Estão também instaladas uma caixa multibanco e uma cabine de telefone público que também dão muito jeito à população de Foios e às muitas pessoas que nos visitam.
Também a Junta de Freguesia e o Grupo Cultural e Desportivo têm os seus espaços neste bonito edifício que se situa no Largo da Praça ou seja no coração da Freguesia. É, de facto, um espaço que muito irá contribuir para o progresso e desenvolvimento de Foios e de toda a Zona.
Centro Civico Nascente do Coa nos FoiosO Centro Cívico, muito embora esteja implantado nos Foios, é um espaço de todos e para todos. É do concelho.
Pena é que nem todas as pessoas assim o entendam. Algumas por inveja e outras com dor de cotovelo têm criticado esta obra. Mas todos sabemos que a inveja é irmã da incompetência. Eu, Zé Manel dos Foios, passo por muitas freguesias e, felizmente, muito embora não veja Centros Cívicos vejo outros melhoramentos que também gostaria de ter nos Foios. É que o muito que já fizemos ainda é pouco em relação a tudo quanto temos em mente. É com obras que se combate a desertificação e não com invejas. Nós não pretendemos ser únicos. Pretendemos que o Concelho se desenvolva de uma forma harmoniosa, sem guerras e sem invejas. O poder central tem que ter em conta o Interior do País e nós teremos que ser cada vez mais persistentes e reivindicativos. Portugal não pode ser só Lisboa e o resto paisagem. Pela parte que nos diz respeito não deixaremos de gritar, bem alto, que existimos e que queremos justiça.
Boas férias para todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A propósito do lançamento do livro «Frias Madrugadas» da autora Amélia Rei, ocorrido no passado 22 de Junho, em Foios e ao qual o escritor Sérgio Paulo da Silva não pôde assistir, é com todo o orgulho e prazer que publicamos aqui o texto por ele enviado para a ocasião, cujo conteúdo, para além da riqueza de ideias e beleza literária, é digno de reflexão.

José Manuel CamposRetomo as palavras de Agustina Bessa Luís, sobre Camilo em Ceide, de que me servi no encontro de escritores celebrado este ano nos Fóios: «As pequenas terras assustam os homens pequenos; vêm nelas solidão e fastio, e, como intolerável perspectiva, a sua própria imagem desprovida do auxílio dos minutos e das horas. Dão ali de rosto com o tempo, e o tempo é dimensão exclusiva do que não se fragmenta.»…
Fóios é uma terra pequena como Ceide era então e qualquer outra o poderia ser para a dimensão de Camilo. Pela àrea, pelo número de habitantes se avaliam as terras. Mas algumas ganham outra dimensões se avaliadas pelos valores da ternura ou do sonho.
A inicial, a primeira, continuamente a primeira, uma só gota de àgua numa localidade pequena chamada Fóios liberta-se das entranhas rudes da terra e enceta a viagem, alcançando o Douro, o oceâno e alojar-se-à por fim na universalidade cósmica de qualquer nuvem. Se a fantasia for desmesurada de igual modo será desmesurada a dimensão humana de quantos a moldem. E para
esses nenhuma terra terá a asfixiante dimensão exígua das terras pequenas.
A mim estas terras pequenas da raia jamais me limitaram o ser. Pelo contrário, engrandeceram-me de valores e horizontes e, nos meus devaneios cinegéticos pela serra, deram-me um grande sentido de liberdade inicial.
Mas, simultâneamente, revelaram-me o peso dos vazios que a vida tece. Foi disso que falei aproveitando palavras do espanhol Mariano Aguayo e doutra coisa não trara a minha histórinha d’A Mula Encantada. Todos estes montes carecem da presença humana que lhes prolongue o ser.
A presença de crianças dá-me réstias de esperança e a chegada de forasteiros é-me sempre reconfortante. Não importa que sejam os que chegam a cavalo vindos de Valverde como os que vêm caçar ou descobrir o frémito das capeias. Estes montes estão ávidos de vozes, estes montes estão ávidos de passos e, por muito que haja rostos fechados, os horizontes abrem-se de encanto e de mistério como quem franqueia as portas da sua casa rasgando o coração.
E se me é reconfortante a chegada de forasteiros, confesso que o regresso dos filhos, mesmo que pródigos, são igualmente para mim de sentimentos de júbilo.
Conheci a Professora Amélia Rei numa noite (véspera de caça) em que jantava com um companheiro na Ramitos. Calhou da nossa mesa ficar ao lado duma mesa cheia de gente vinda de Espanha. Já lá estavam quando chegamos, falando muito entre si, cantando, contagiando com a sua alegria e assim acabaram por nos envolver. A Professora Amélia disse poesia: assim a conheci.
Alguns anos passaram já e ocasionalmente nos fomos encontrando, conversando a espaços. Para além da amizade que se cimentou, devo dizer que me tem entusiasmado o facto da pequenez da terra não ter sufocado a alma desta fojeira, de não ter anquilosado a poesia que dentro de si fermentou por
outras terras, outras ambiências. O desmesurado da sua alma agiganta-a também na mesma aldeia que lhe abriu o coração – como uma mãe faria a uma filha pródiga – e que a mim, mero passante, me perfilhou (suprema honra) pelo tempo em que a serra se doira no cantar dos cucos, no incubar das
perdizes e no dia-a-dia de quem a prolonga na eternidade.
No momento em que aos seus e ao mundo franqueia de novo a sua sensibilidade, saúdo-a como leitor e amigo desejando para a sua poesia o mesmo que se deseja a todas as águas iniciais.
Uma saudação muito amiga do Sérgio Paulo Silva.»

Ao escritor Sérgio Paulo da Silva o nosso bem-haja e é para nós também uma suprema honra tê-lo como filho desta terra.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

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