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O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JULHO DE 2012

:: 03-07-2012 ::
Descrição: Gestão e coordenação de projetos e fiscalização das obras de construção e remodelação dos Centros Municipais de Emergência e Protecção Civil dos municípios pertencentes à AMCB. Sabugal e outros concelhos.
Adjudicante: AMCB – Associação Municípios Cova da Beira
Adjudicatário: EFS – Engenharia, Fiscalização e Serviços, Lda.
Preço Contratual: 45.455,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Aldeia de Santo António (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Aldeia de Santo António
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 76.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Ruivós (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Ruivós
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 29.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Vilar Maior (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Vilar Maior
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 55.000,00 €

:: 26-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Badamalos (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Badamalos
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 44.500,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

A Praça Municipal do Soito recebe no domingo, 4 de Julho, uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estão a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide são da Ganadaria de Aldeanueva. A corrida está integrada na Festa do Cavalo e do Toiro é organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

jcl

A Bertrand prevê abrir em meados de Novembro na cidade da Guarda no novo centro comercial Vivaci uma grande livraria que disponibilizará cerca de 25 mil títulos.

Livraria Bertrand«Vamos abrir em meados de Novembro no novo centro comercial Vivaci na cidade da Guarda uma livraria com 160 m2 e que irá disponibilizar cerca de 25 mil títulos», declarou à agência Lusa, Ernesto Damião, director comercial e de expansão da Bertrand.
«O investimento compreende alguns riscos mas apostámos numa cidade do Interior como a Guarda porque acreditamos nas potencialidades da região e porque temos como missão divulgar o gosto e o consumo pela leitura», acrescentou ainda o responsável da empresa livreira.
A nova livraria irá criar seis postos de trabalho directos e a empresa prevê vender mais de 50 mil livros no primeiro ano e aumentar esse valor nos anos seguintes.
Ainda segundo a agência Lusa o vereador da Cultura e da Educação da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento, considerou que «é importante passarmos a ter, finalmente, uma livraria como a qualidade da Bertrand porque o espaço vem colmatar uma falha que havia em termos culturais porque a Livraria Municipal está vocacionada para editar livros da autarquia e para promover os autores da Guarda ou ligados à Guarda ou relacionados com a história da região».
«As pequenas livrarias existentes na cidade da Guarda foram ao longo dos tempos desempenhando o seu importante papel na promoção dos livros mas agora, finalmente, a cidade vai poder ter uma livraria com a qualidade que tem a Bertrand», disse a concluir Virgílio Bento.
jcl

O direito à cidadania pode ser exercido de muitas formas. O voto é, em democracia, uma das formas de exercer esse direito. E o acompanhamento do trabalho (remunerado) dos autarcas eleitos com os nossos votos também… Vamos resumir para todos os sabugalenses as actas n.º 15 (11 de Julho de 2008) e n.º 16 (25 de Julho de 2008) da Câmara Municipal do Sabugal.

Câmara Municipal do SabugalActa n.º 15/2008 da Câmara Municipal do Sabugal
Antes da Ordem do Dia:
– O vereador Rui Nunes (PS) tomou a palavra para «referir que relativamente à Limpeza de Bermas e Valetas os sapadores estavam a fazer um bom trabalho. Relativamente a este assunto foi ainda referido que ao longo da E.N. a Direcção de Estradas também estava a proceder à limpeza do mato e foi dito que esta Câmara tinha sido a primeira do distrito a solicitar a execução deste trabalho.»
– Relativamente aos Centros Educativos a construir no Concelho o vereador António Robalo (PSD) respondeu que «já tinha solicitado à arquitecta Sílvia Gaião para desenvolver os procedimentos necessários com vista à abertura dos respectivos concursos públicos».
– O vereador Luís Sanches (PS) quis saber porque «determinados projectos simples de recuperação estarem a demorar dois a três meses para terem uma decisão» tendo o vice-presidente respondido que na próxima reunião daria uma resposta concreta. (Sem qualquer observação da oposição a resposta não se concretizou na acta n.º 16).
– 2.250 euros – «Carta do Grupo Cultural e Desportivo de Fóios e Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo» –Solicitar a atribuição de um subsídio para a realização do XXIII Festival «Ó Forcão Rapazes» a realizar no próximo dia 16 de Agosto de 2008 na Praça de Touros de Soito. Deliberado, por unanimidade, atribuir o subsídio.
– 80 mil euros + 20 mil euros – Deliberado, por unanimidade, transferir para a Coopcôa – Cooperativa Agrícola do Concelho do Sabugal a importância de 80 mil euros e para a Casa do Concelho do Sabugal de 20 mil euros conforme protocolo oportunamente celebrado.
Carta de Graficôa (jornal «Cinco Quinas») – Solicitar a concessão de um apoio financeiro consubstanciado no aumento do número de assinaturas de 150 para 200. Analisado o assunto foi deliberado, por unanimidade, renovar a assinatura nos moldes anteriores, devendo ser comunicado, pelo jornal, o facto aos beneficiários.
– 343,05 euros – Carta da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito a solicitar o pagamento das despesas relativas aos Sapadores Florestais referentes ao mês de Maio de 2008. Deliberado, por unanimidade.
– 91.000 euros (18 mil contos) – Informação do Serviço sobre a realização da «Festa da Europa –Associações em Festa» com a colaboração das ADES -Associação de Desenvolvimento do Sabugal, em que é feita a apresentação da programação para os dias 25/07 a 03/08, bem como a estimativa de custos no montante de 91 mil euros. Deliberado, por unanimidade, autorizar a realização do evento, bem como a respectiva despesa.
– 5.630 euros – Informação do Serviço sobre a realização do «X Festival de Acordeão e Tocadores de Realejo» e respectiva estimativa de custos no montante de 5.630 euros. Deliberado, por unanimidade, autorizar a realização do evento, bem como a respectiva despesa.
– 14.300 euros – «Execução de Calçadas na Freguesia de Aldeia Velha» – Protocolo de colaboração com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 14.300 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 38.191 euros – «Obras na Avenida Dr. João Nabais em Aldeia do Bispo» – Protocolo de colaboraão com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 38.191 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 7.633,97 euros – «Pavimentação de Arruamentos em Quadrazais» – Foi deliberado, por unanimidade, autorizar a substituição do reforço de garantia por garantia bancária à firma Socongo – Sociedade de Construções Gouveias, Ldª, no montante de 7.633,97 euros, com fundamento na informação prestada pelo respectivo serviço, acrescido dos juros entretanto vencidos.

– Deliberado, por unanimidade, adjudicar a execução dos seguintes Circuitos de Transportes Escolares:
– 331,50 Euros por Dia– Circuito nº 1-P (Casteleiro. Malcata – Amiais -Terreiro Bruxas, Moita, Alagoas e Santo Estêvão ) à firma Viúva Monteiro & Irmão Lda, pelo valor de 331.50 euros/dia, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
– 587 Euros por Dia – Circuito n.º 2-P ( Azenha, Aldª S. António, Dirão da Rua, Ozendo, Qtª Quintinhos, Ribeira da Nave, Sortelha,Torre, Qtª Stº António, Qtª Ribeira, Urgueira, Bendada) à firma Viúva Monteiro & Irmão Lda, pelo valor de 587,00 euros por dia acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

Acta n.º 16/2008 da Câmara Municipal do Sabugal:
– 10 Euros – Carta do Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios a solicitar apoio financeiro, consubstanciado na aquisição do livro «Frias Madrugadas» da autoria de Amélia Rei Dias. Deliberado, por unanimidade adquirir 50 exemplares ao preço de 10 euros cada.
– Carta de Zita Conceição Aleixo Fernandes Marques a solicitar isenção do pagamento dos tratamentos nas Termas do Cró, em virtude das dificuldades económicas sentidas. Analisado o assunto, foi deliberado, por unanimidade, indeferir o pedido.
– Carta da Empresa Águas do Zêzere e Côa sobre a repercussão no consumidor final da Taxa de Recursos Hídricos, nos termos do Dec.–Lei n.º 97/2008 de 11 de Junho. Analisado o assunto, foi deliberado, por unanimidade, deferir a repercussão da taxa.
– 54.984 euros – «Calcetamento de Ruas em Alfaiates» – Foi deliberado, por unanimidade, celebrar com a Junta de Freguesia de Alfaiates, um protocolo de colaboração para «Calcetamento de Ruas», com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 54.984 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 15.593 euros – «Colocação de Calçada em Cubos de Granito na Sobreira» – Foi deliberado, por unanimidade, celebrar com a Junta de Freguesia de Pousafoles do Bispo, um protocolo de colaboração com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 15.593,00 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 23.786 euros – «Execução de Pavimento em Tapete Betuminoso – da Rua que vai da Estrada Municipal até ao Centro de Dia de Aldeia de Santo António» – Foi deliberado, por unanimidade, celebrar com a Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António, um protocolo de colaboração com fundamento na delegação de competências oportunamente formalizada, sendo da responsabilidade da Câmara o encargo financeiro, no montante de 23.786 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor, bem como a fiscalização dos trabalhos.
– 12.622,63 euros – «Apoio financeiro para conclusão da construção do pavilhão multiusos» na Freguesia da Lageosa da Raia, nomeadamente um gradeamento que impeça a queda de pessoas na alçada lateral esquerda e a execução de pavimento em cubos de granito. Deliberado, por maioria, com a abstenção do vereador Rui Nunes por não ter sido convidado para a inauguração do recinto, atribuir um subsídio no montante de 12.622,63 euros.
– 5.922,00 euros – «Muro de Suporte em Pousafoles do Bispo» – Ofício da Junta de Freguesia de Pousafoles do Bispo autorizado por unanimidade.
– «Cedência da Escola Primária» – Deliberado, por unanimidade, deferir o pedido de cedência da Escola Primária para criação de espaços destinados a multimédia, biblioteca e convívio para os mais jovens à Junta de Freguesia de Quadrazais.

e ainda…
– 189.165,90 euros – «Abastecimento de Água e Saneamento à Ruvina» – Deliberado, por unanimidade, adjudicar por ajuste directo a obra à firma António José Saraiva, S.A. pelo montante de 189.165,90 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
– 41.670,21 euros – «Abastecimento de Água e Saneamento à Ruvina» – Informação do fiscal da obra sobre a necessidade de execução de trabalhos a mais, com fundamento no disposto no art. 26º do Dec. Lei n.º 59/99 de 2 de Março. Deliberado, por unanimidade, autorizar a execução destes trabalhos, como trabalhos a mais da empreitada, pelo montante de 41.670,21 euros acrescido de IVA à taxa legal em vigor e, a prorrogação do prazo proporcional ao valor dos trabalhos.
– 21.100 euros – Informação da Divisão de Obras Municipais sobre a execução de muro de suporte de um terreno propriedade da Câmara, contíguo à propriedade de Norberto Manso, sito na Rua Ismael Mota em Sabugal e cuja execução foi aprovada em reunião de 30/06/06. Analisado o assunto foi deliberado, por unanimidade autorizar a execução do muro, na modalidade proposta na informação nº 219-T/08 datada de 24/07/08, cujo encargo financeiro é de 21.100 euros.

As deliberações foram aprovados por unanimidade, ou seja, com os votos favoráveis de todos os vereadores do PSD e do PS. E ainda…

Na votação do apoio financeiro de 12,622,63 euros (cerca de 2500 contos) para a construção de uma grade exterior de protecção no pavilhão multiusos da Lageosa da Raia o vereador do Partido Socialista, Rui Nunes, absteve-se por não ter sido convidado para a inauguração do recinto.

E abstendo-nos de outros pormaiores interessantes… Será erro? Circuito n.º 2-P dos Transportes Escolares – 587 EUROS por Dia + IVA (cerca de 600 contos por semana) (?!?).

Fonte: Newsletter n.º 29 da Câmara Municipal do Sabugal

O Capeia Arraiana irá, sempre que lhe for possível, reproduzir as actas da Câmara Municipal do Sabugal.
jcl

Vila do Touro – É uma das cinco povoações acasteladas do concelho do Sabugal. Situa-se no alto de uma elevação entre o Cabeço de São Gens e o Alto do Castelo perto do vale da Ribeira do Boi no seu ponto de união ao Rio Côa. Lá do alto, entre-muralhas, avistam-se a Abitureira, Baraçal, Arrifana, Sabugal, Seixo do Côa, Pêga, Martim Pêga e Guarda.

A freguesia de Vila do Touro integra-se numa região de terrenos graníticos, de relevo suave, com os cabeços de São Gens e do Alto do Castelo a destacar-se na paisagem. Tem vestígios da presença humana desde a pré-história e têm sido encontrados inúmeros objectos arqueológicos como machados de pedra e bronze que permitem pensar que aqui tenha vivido uma comunidade desde a Idade do Bronze.
Os romanos deram-lhe o nome de Tauro pois a denominação aparece referida numa epígrafe encontrada perto da povoação da Abitureira. Este topónimo fica a dever-se à configuração topográfica elevada dos dois morros da Vila que se assemelham às protuberâncias de um touro.
São desse tempo e ainda hoje visíveis na povoação os troços de algumas calçadas que pertenceram a importantes vias de comunicação e ligação com as praças militares de Alfaiates, Sabugal, Sortelha e Guarda.
O foral de Vila do Touro foi-lhe concedido a 1 de Dezembro de 1220 por Dom Pedro Alvito que era mestre dos Templários mas, contudo, nunca foi possível alcançar um acordo com o concelho da Guarda que se opôs sempre à criação de concelho da Vila do Touro.
A construção inacabada do castelo de Vila do Touro, situado 800 metros acima do nível do mar, limitou-se às muralhas que apresentam uma forma poligonal irregular em consequência do terreno muito acidentado em que assentam. Integrada nas muralhas pode ser admirada a Porta de São Gens com o seu arco quebrado em estilo gótico, abobadada e parcialmente entaipada.
Durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), com a assinatura do Tratado de Alcanices (1297) a Vila do Touro perdeu a sua importância estratégica e a fortificação nunca foi terminada.
Vila do Touro foi sede de concelho entre o séc. XIII e o início do séc. XIX tendo sido extinto durante as Reformas Liberais em 1836 conjuntamente com o de Alfaiates.
A freguesia possui um vastíssimo património histórico e arqueológico como a Igreja matriz, o Pelourinho, a cadeia, o antigo edifício das repartições, os barrocos da forca, as fontes de Paio Gomes e das Patas, os chafarizes do Carvalho e do Churro, as capelas da Senhora do Mercado (séc. XIV nas fotos), de São Sebastião, de São Gens e de São Lázaro.
Algumas janelas da aldeia ostentam ainda molduras trabalhadas em pedra de influência renascentista.
Enfim… um museu que regista a céu aberto a história das gentes de Ribacôa.

Vila do Touro

Mas a história também se escreve com modernos investimentos. Destaque para o bom-gosto demonstrado pelo arranjo paisagístico e enquadramento numa elevação desafogada da novíssima sede da Junta de Freguesia de Vila do Touro, um bonito edíficio que reflecte com rara intensidade a luz do Sol.
Por intervenção do executivo da Junta de Freguesia aproveitando os fundos da delegação de competências, verbas de capital e o apoio complementar da Câmara Municipal do Sabugal foi construído de raiz uma funcional sede equipada com mobiliário moderno e computadores que serve igualmente de espaço polivalente.
A freguesia dispõe de dois lares apoiados pela Segurança Social e que contaram com um subsídio camarário no valor de 20 mil euros (metade durante a construção e a outra metade na fase de instalação). Existe igualmente um espaço associativo que contou com o apoio do município sabugalense.
Junto à zona de acesso às muralhas e muito perto da Porta de São Gens foi recuperada uma antiga casa rasteira em pedra. Foi adaptada para posto de Turismo e dá trabalho a uma jovem da freguesia. As características inclinadas do terreno permitiram incluir uma mezanine para exposições culturais temporárias.

Há quanto tempo não visita Vila do Touro? As férias convidam ao descanso. Enquanto descansa aproveite para passear pelas freguesias com história do nosso concelho e descubra a qualidade de vida proporcionada pelos novos equipamentos sociais à disposição dos sabugalenses.
Aproveitamos para deixar um reparo aos responsáveis autárquicos do concelho da Guarda. Fica-lhes mal deixar ao abandono umas centenas de metros de estrada com o alcatrão num deplorável estado entre Vila do Touro e o cruzamento junto a Pêga. É uma forma terceiro-mundista de nos dizerem que não gostam de nós mas acreditem que ficam muito mal na fotografia. Senhores autarcas guardenses na próxima visita ao Sabugal passem por Vila Touro para perceberem melhor o meu lamento.
jcl

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 10 de Julho de 2008.
Local: Salão Nobre da Universidade Aberta (Lisboa).
Legenda: O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, assina o protocolo de adesão ao Centro Local de Aprendizagem.

Enviada por: Capeia Arraiana.
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Decorre esta quinta-feira, 10 de Julho, no Salão Nobre da Universidade Aberta (UAb), em Lisboa, a cerimónia de assinatura dos protocolos de cooperação com vista à criação de Centros Locais de Aprendizagem (CLA) nos concelhos do Sabugal, Mêda, Peso da Régua, Ponte de Lima, Abrantes, Coruche, Grândola, Silves e Ribeira Grande nos Açores. O Capeia Arraiana aproveita para destacar a grande importância deste acto solene com uma entrevista ao Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis.

Carlos Reis– A Universidade Aberta é uma universidade pública de ensino a distância vocacionada para um público adulto e com actividade profissional. Quantos alunos e quantos cursos tem actualmente?
– Actualmente temos cerca de 10 mil alunos, 15 licenciaturas e 19 mestrados.
– O que pretende a Universidade Aberta com os Centros de Aprendizagem Local?
– Os Centro de Aprendizagem Local destinam-se, antes de mais, a reajustar a estrutura de centros de apoio da UAb que, por razões diversas, foram perdendo algumas das suas funcionalidades ao longo dos anos. Não menos importante do que isso, todavia, é fazer dos CLAs estruturas de contacto directo com as populações e, naturalmente, também com os nossos estudantes, numa óptica de aprofundamento da missão social da universidade.
– Qual é o critério para a instalação de um Centro de Aprendizagem Local?
– Procuramos localidades que, dispondo de boas acessibilidades, estejam desprovidas de oferta de ensino superior. Ao mesmo tempo vamos privilegiando locais às vezes situados em espaços de interioridade, por isso mesmo disponíveis para projectos de intervenção académica e cultural como estes.
– Como têm decorrido as conversações entre a Universidade Aberta e a Câmara Municipal do Sabugal?
– O meu Pró-Reitor, Prof. Domingos Caeiro, conduziu as conversações. E pelo que sei, elas transcorreram num clima de grande abertura e espírito de entendimento. A lógica da parceria que subjaz à instalação dos CLAs está a ser integralmente cumprida no Sabugal, graças ao espírito de abertura da Câmara Municipal.
– Já está definida a data de arranque do Centro no Sabugal?
– Em princípio, o Centro do Sabugal abrirá, tal como os restantes, em meados de Setembro, a tempo do início do ano lectivo de 2008-2009.
– O Processo de Bolonha alterou as estruturas dos cursos superiores. Quantas cadeiras vão ser disponibilizadas no Sabugal?
– Não se trata de disponibilizar cadeiras nos CLAs; as nossas unidades lectivas estão todas elas disponíveis para quem procura a UAb. O que o CLA do Sabugal pode (e deve) propiciar é o estímulo e o acompanhamento dos nossos alunos. Os presentes e os futuros.
– E para terminar gostaríamos de saber se conhece as Terras de Ribacôa?
– Confesso que não. Quem sabe se a inauguração formal do CLA do Sabugal não será a oportunidade para colmatar esta lacuna?
jcl

Aldeia de Santo António – «Agora há outras pontes, mas esta, do Sabugal, é mítica: abriu as portas de Portugal a Ribacôa e as portas de Ribacôa a Portugal.» Assim pensava e escrevia recentemente mestre Pinharanda Gomes na sua crónica dominical. De facto quando se fala de Aldeia de Santo António é obrigatório falar da ponte que une e… divide como nenhuma outra as duas margens da Côa porque… para lá da ponte mandam os que lá estão. Mais do que uma rivalidade ou uma guerrilha é o orgulho do «Bairro da Ponte» que vai passando de geração em geração ao jeito de sentido de vida.

Aldeia de Santo António

Fomos até Aldeia de Santo António para dar continuidade ao tema «Equipamentos Sociais nas Freguesias do Sabugal» recuperados ou construídos, desde 2001, pelas Juntas de Freguesia ao abrigo das delegações de competências, atribuição de verbas e apoio suplementar da Câmara Municipal.
Encostado ao cajado enquanto olhava de soslaio para o carro que acabava de parar a poucos metros o pastor aguardou para perceber ao que vinhamos. As ovelhas e as cabras fizeram, também, uma pausa na escolha das ervas que iam petiscando no verde lameiro junto a um bonito fontanário empedrado.
Estávamos junto ao edifício da sede da Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António, presidida por Maria Delfina Alves. Aldeia de Santo António é uma das 40 freguesias do concelho do Sabugal e inclui as localidades de Urgueira, Alagoas e Ameais.
O edifício rasteiro, cor de cal, está «escondido» pelo arvoredo verdejante e fresco. Observado exteriormente apresenta-se com bom aspecto. Recuperado pela Junta de Freguesia serve actualmente como auditório, posto médico (dependendo da afluência de utentes) e como assembleia de freguesia.
Não muito longe crianças a brincar provocam um som cada vez mais raro nos tempos que correm. São os miúdos de Aldeia de Santo António, Sortelha e Bairro da Ponte que utilizam um moderno infantário construído de raiz na sequência de uma candidatura ao POCentro3.
«Tivemos a capacidade de ir buscar cerca de 20 milhões de euros ao QCA3-POCentro que incluía sub-programas e eixos comunitários para infra-estruturas de saneamento básico», esclareceu-nos, depois, o Presidente Manuel Rito Alves a propósito do Jardim de Infância.
E porque o Bairro da Ponte tem a sua identidade própria foi construído na estrada de acesso à Senhora da Graça um pavilhão cultural que serve para reuniões, para torneios de sueca e como secção de voto nas eleições.

A freguesia de Aldeia de Santo António tem muitos «bairros» e identidades. O Bairro da Ponte do Ti Zé Ricardo, o Bairro da Sacor do meu amigo Paulo Leitão, a estrada da Senhora da Graça, a estrada para Santo Estêvão ou a estrada para Sortelha. Todos diferentes e todos iguais até porque nos permitem avistar em inúmeras perspectivas (qual delas a melhor) o castelo que há só um em Portugal.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal e a Universidade Aberta (UAb) vão celebrar um protocolo de cooperação com vista à formalização de uma parceria que permita criar um Centro Local de Aprendizagem (CLA) no concelho.

A UAb vai celebrar no dia 10 de Julho protocolos de cooperação com as câmaras municipais do Sabugal, Abrantes, Coruche, Grândola, Mêda, Pêso da Régua, Ponte de Lima, Ribeira Grande (Açores) e Silves, com vista à formalização de parcerias que permitam criar Centros Locais de Aprendizagem (CLA) da UAb nestes concelhos.
A cerimónia de assinatura dos acordos conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, do Reitor da UAb, Carlos Reis, dos presidentes das restantes câmaras e vai decorrer no dia 10 de Julho no Salão Nobre da UAb, em Lisboa.
A ocasião será aproveitada para a apresentação do conceito de e-learning, dos objectivos e dos modos de funcionamento dos CLA que irão proporcionar de acordo com a explicação do Reitor «o desenvolvimento de uma rede local de apoio à aprendizagem a distância, vocacionada para os novos ambientes virtuais».
Através da criação desta Rede, a UAb tem como objectivo desenvolver uma adequada inter-relação Universidade/Sociedade, estendendo o serviço público de ensino superior a sectores da população que de outra forma se veriam privados dele.
Os Centros garantirão, no seu âmbito geográfico, o apoio a todas as formações e estudos e à dinamização de acções educativas de âmbito formal, não-formal e informal, dirigidas para o aumento de competências académicas, profissionais, culturais e cívicas e nas áreas técnica, artística, cultural, científica e económica.

Depois da assinatura do protocolo com a Universidade Aberta, instituição universitária de referência nacional, é preciso agarrar «com unhas e dentes» esta oportunidade de excelência para o concelho do Sabugal.
jcl

As eleições estão à porta. E o que importa? Importa sim, senhor. Importa que nos preocupemos com o desenvolvimento da nossa cidade, vila e freguesias. Importa que lutemos contra a maldita desertificação que muito nos preocupa e assusta.

José Manuel Campos - «Nascente do Côa»Sendo o Município do Sabugal um todo e um dos maiores do País, importa olhar pelas suas quarenta freguesias e cerca de cem anexas. Aqueles que dizem que não se deve investir nas aldeias e anexas não deverão merecer o voto do cidadão comum. O que seria do nosso concelho sem um desenvolvimento sério e responsável das nossas freguesias e anexas? Pretendemos que o futuro nos traga o progresso e o desenvolvimento que sinceramente merecemos. O que seria da nossa cidade e da nossa vila se as aldeias e as anexas deixassem de progredir? O que seria da nossa cidade se a Viúva Monteiro não despejasse todos os dias tanta gente na central de camionagem que, por sua vez, se espalham pelas mais diversas ruas? O que seria da cidade sem as largas centenas de estudantes das aldeias? E os mercados e repartições públicas?
Conheço muito bem a realidade do nosso concelho e atrevo-me a firmar que o progresso e o desenvolvimento têm sido uma realidade que todos poderemos constatar. Cego é aquele que vê e não quer ver. Apontar erros e deficiências é, na verdade, muito fácil. Nos últimos dois mandatos autárquicos verificaram-se obras de vulto no nosso concelho. Verificou-se progresso e desenvolvimento nas freguesias e, mais concretamente, na cidade e na vila. Mas não se fez tudo. Mas onde está o faz tudo? E se tudo estivesse feito o que fariam os vindouros? Poderia enumerar as muitas obras que foram levadas a efeito (e outras que estão a decorrer) mas não o vou fazer até porque seria fastidioso. E nada caiu do Céu. Foi necessária competência, coragem, acção e determinação. As obras estão aí. São obras do presente e de um passado recente. Não foram feitas todas quando as necessárias e ambicionadas pelo cidadão comum mas deram-se passos gigantescos no sentido do progresso e do desenvolvimento.
É necessário e conveniente continuar a investir mais e melhor na maioria das freguesias e anexas para que o progresso seja feito de uma forma justa e harmoniosa. Agora que o essencial está feito vamos começando a alindar. Uns jardinzitos, uns passeios, plantação de árvores, boa iluminação, caixas multibanco, cabines de telefone público, parques de merendas já se vão vendo em muitas freguesias. A próxima fase terá que ter a ver, forçosamente, com o emprego. Não deveremos sonhar com grandes unidades empresariais mas poderemos sonhar com pequenas empresas familiares. Poderemos sonhar com queijarias, enchidos, cogumelos, mel, castanhas, gado, floresta, exploração de pedra, parques eólicos, turismo, gastronomia, caça, pesca e muitas outras actividades.
Os presidentes de Junta fomos eleitos, democraticamente, e exigimos ser parte activa do poder local. Não admitimos que nos ignorem nas Assembleias Municipais como alguém se preparava para fazer. Os Presidente de Junta não deverão ser apenas os criados do povo. Não pretendemos apenas passar atestados e afixar editais. Queremos mais competências e mais dinheiro. É que os Presidentes de Junta com pouco fazem muito. Temos o nosso peso e saberemos usá-lo quando e onde for necessário. Quem ousará candidatar-se a pensar que as Freguesias são para ignorar ou esquecer? Venham para cá e verão. Nós, Presidentes de Junta, estamos atentos e, na hora certa, saberemos dizer presente.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)

jmncampos@gmail.com

«A memória do povo é curta», diz o ditado… se «a História for incorrectamente escrita» acrescentamos nós. O que está em causa a uma distância de cerca de 480 dias (!?) não são, não podem ser, os candidatos a candidatos mas julgar e ajuizar o que foi e vai ser feito durante este mandato autárquico. E, claro, dar voz aos vereadores da Oposição para perceber aquilo que não foi ou foi mal feito. Mas… há uma personalidade incontornável quando tivermos que escrever a história da primeira década do século XXI do nosso concelho: Manuel Rito Alves, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

Manuel Rito AlvesO concelho do Sabugal entrou numa espiral de faz-de-conta. Num território com uma área (826 km2) maior que a ilha da Madeira (740 km2), com 40 freguesias e cerca de 100 aglomerados populacionais, contabilizando quintas e anexas, já tudo deixou de fazer sentido.
Deixaram de ser importante as obras da Câmara Municipal, deixaram de ser importantes as obras das Juntas de Freguesia, deixou de ser importante o mais importante. Ainda falta cerca de um ano e quatro meses – será que disse bem? – sim, mais coisa menos coisa faltam cerca de 16 meses ou se preferir 480 dias com muita água a correr por debaixo das pontes da Côa.
E qual é a preocupação dos sabugalenses? De todos? De alguns? A resposta que é em si mesma uma questão é evidente. Quem vão ser os candidatos à Câmara Municipal do Sabugal?
E já agora, pergunto eu porque é igualmente importante. Quem vão ser os candidatos às Juntas de Freguesia? Aqueles que, pela sua proximidade, defendem mais de perto os verdadeiros interesses das envelhecidas populações do nosso concelho? E por falar de população envelhecida. Seria muito interessante saber quem se quer candidatar à Direcção das IPSS (lares de idosos) do nosso concelho. Ou se calhar não…
Quem é o candidato à Câmara Municipal de Lisboa? Não sabemos. E do Porto? Ainda não está assumido. E das outras grandes metrópoles? «O corno do homem? Logo se bê!» como gostava de dizer o Manuel Falcão quando na minha meninice – nos anos 80 do século passado –, me dava boleia até ao Sabugal na sua velha camioneta depois de carregarmos cimento e ferro em Alverca. Aproveito para destacar com muita amizade a Dona Isabel Cerdeira e o carismático sabugalense Manuel Falcão que muito têm contribuído para o desenvolvimento do nosso concelho.
Falta fazer obra no concelho. Falta acabar obra. As eleições «julgam» o que se fez e o que ficou por fazer. A seu tempo teremos que avaliar grandes obras deste mandato. A recuperação das Termas do Cró, a ligação à A23 e… o arriscado desafio do Centro Transfronteiriço de Negócios do Soito que vai ficar concluído durante o presente mês de Junho, cerca de três meses antes da data prevista graças ao grande profissionalismo e competência da equipa de construção civil liderada pelo empresário Manuel Augusto.
Mas será importante dar voz aos vereadores da Oposição para todos percebermos aquilo que não foi ou foi mal feito.
Assumo hoje publicamente, pela primeira vez, a minha admiração pela personalidade e carácter de Manuel Rito Alves, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
O homem de quem, alguns, já não querem falar. A memória dos homens é curta, todos o sabemos, mas a História do concelho do Sabugal vai passar a incluir obrigatoriamente mais um nome: Manuel Rito Alves. Pelo muito que tem feito pelo concelho e pela sua capacidade aglutinadora de consensos.
Constatei, ao vivo, o à-vontade com que lida com as populações. É reconhecido em todo o lado («nada de especial» dirão alguns) e reconhece pelo nome a grande parte daqueles que se lhe dirigem («nada de especial» dirão outros).
Surpreende quem o acompanha porque sabe e reconhece (sem papéis) em cada freguesia os investimentos da «sua» Câmara, os valores, os objectivos e as obrigações a que se comprometeram os que tomaram posse das obras. Aqui deixo uma «pergunta difícil»: Quantos habitantes tem a Retorta? A resposta foi-me dada, recentemente, por Manuel Rito à vista desse pequeno presépio encrustado na encosta do vale entre Penalobo e Quarta-Feira.
Vive um mandato com dificuldades pessoais mas quando questionado na ruas das nossas aldeias respondeu, invariavelmente, com um sorriso no rosto: «Nem vale a pena falar disso!»
Não me cabe a mim neste momento, enquanto jornalista e em respeito pela minhas fontes, dizer se ele é novamente candidato. Mas cabe-me a mim enquanto repórter e opinador assumir publicamente o imenso carisma desta personalidade sabugalense.
Muito fica por dizer. Talvez numa próxima oportunidade. Mas aqui fica, PUBLICAMENTE, a minha grande admiração pelo sabugalense, pelo político e pelo empreendedor Manuel Rito Alves.
Se a minha independência fica beliscada? Só na boca daqueles que nunca souberam assumir frontalmente o que pensam. Estou e ficarei de consciência tranquila.
Termino com uma frase do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, na cerimónia de apresentação do livro «Celestina»:
«Só somos dignos do nosso futuro se soubermos respeitar o nosso passado!».
Obrigado Senhor Presidente.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

Foi recentemente assinado no Sabugal o protocolo entre a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola que irá permitir concretizar a abertura de uma loja de produtos raianos sabugalenses em Lisboa.

Loja de Produtos Regionais Raianos do SabugalOs produtores agrícolas do Sabugal há muito que vêem repetindo o mesmo lamento. A falta de escoamento dos seus produtos que depois de muitos trabalhos e canseiras apenas servem para alimentar os animais. A vontade de desistir está, quase sempre, presente nas suas conversas e desabafos. A qualidade dos seus produtos é inquestionável e utilizando um termo que é moda nas cidades podemos falar em verdadeira agricultura biológica.
Surge, agora, uma tentativa de inverter a situação. Vai, finalmente, avançar a loja de venda de produtos raianos do concelho do Sabugal em Lisboa.
Após várias reuniões preparatórias foi aprovado por unanimidade em reunião ordinária do executivo camarário o protocolo de parceria entre três entidades do Sabugal: a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola. Estavam presentes pelo município o presidente Manuel Rito Alves, o vice-presidente Manuel Fonseca Corte, e os vereadores António dos Santos Robalo, Ernesto Cunha, José Santos Freire, Luís Manuel Nunes Sanches e Rui Manuel Monteiro Nunes, o presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas e o presidente da Direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal (acumulando como presidente da Junta de Freguesia do Sabugal) João Luís Batista.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, aproveitou para dizer que «tinha solicitado aos representantes da Casa do Concelho do Sabugal, da Cooperativa Agrícola do Sabugal e da Junta de Freguesia do Sabugal para estarem presentes na reunião afim de discutirem as cláusulas do protocolo a celebrar entre a Câmara e as entidades por eles representadas com o objectivo de concretizarem o projecto de promoção da produção agrícola e pecuária do concelho arranjando formas alternativas de escoamento, em parceria com outras instituições».
Manuel Rito aproveitou ainda para lembrar que o protocolo pretende «preservar e valorizar o património natural e cultural, promovendo e dinamizando actividades turístico-culturais capazes de criar emprego e gerar riqueza».
O projecto prevê a inscrição, legalização e licenciamento dos produtores do concelho do Sabugal que farão chegar batatas, castanhas, queijos, mel, fruta, hortaliça, buchos, enchidos, etc., a um armazenamento inicial no Sabugal para posterior transporte até Lisboa.
Na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, irá funcionar uma loja de encomenda e venda aberta a todos os interessados dos produtos raianos sabugalenses.
O sucesso do projecto que envolve um investimento de 100 mil euros suportado pela Câmara Municipal do Sabugal irá depender do querer e boa-vontade de todos. Produtores, entidades envolvidas e especialmente dos sabugalenses que vivem na grande Lisboa. Vamos acreditar na iniciativa porque por um lado escoamos os produtos do concelho e por outro consumimos na «grande cidade» qualidade comprovada.
Parabéns às três entidades por terem passado o projecto da teoria à prática.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

A Câmara Municipal do Sabugal e a Pró-Raia organizam nos dias 24 e 25 de Maio a quarta edição da Festa do Mundo Rural e da Mostra Agro-alimentar do Alto Côa. A iniciativa conta com várias actividades e decorre este ano em paralelo com os «Circuitos Gastronómicos Raianos».

Festa do Mundo RuralA 4.ª Festa do Mundo Rural Raiano (também denominada Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa) está marcada para os dias 24 e 25 de Maio aproveitando, este ano, a proximidade do feriado do Corpo de Deus que se festeja a 22 de Maio.
A mostra é organizada pela Câmara Municipal do Sabugal e pela Pró-Raia no recinto próximo da Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer da vila do Soito e tem como como objectivo divulgar o que de melhor se produz e existe na região raiana, promovendo as tradições e potencialidades do concelho sabugalense.
A exibição, ao vivo, das artes e ofícios tradicionais representativos dos costumes e trad
Os visitantes poderão admirar uma mostra de animais (Bovinos, Ovinos, Caprinos e Equinos), uma exposição dos vários sectores do mundo rural (agrónomo, florestal, pecuário, alimentar, ambiental, turístico) e os stands de máquinas e alfaias agrícolas.
A programação da festa inclui demonstração hípica, insufláveis, animação de rua e uma Tourada à Portuguesa com os cavaleiros António Ribeiro Telles e António d´Almeida, os Grupos de Forcados Amadores de Coruche e de Coimbra e o matador espanhol Javier Castaño.
No noite de sábado, 24 de Maio, um concerto com o cantor José Cid e a Big Band fará as delícias de todos os seus admiradores.
Em paralelo decorrerão, entre 21 e 25 de Maio, os «Circuitos Gastronómicos Raianos» a que aderiram vários restaurantes do concelho do Sabugal e um de Navasfrias que incluem nos seus menus os melhores pratos da tradicional gastronomia raiana sabugalense.

Uma semana para surpreender os sentidos nas terras raianos do Sabugal. A iniciativa é positiva e merece a participação (possível) de todos. Na análise pós-evento a organização devia ter em conta que nem sempre o calor de Maio rima com bucho arraiano e… discutir a hipótese de organizar os circuitos gastronómicos apenas ao sábado e domingo e durante vários fins-de-semana. Facilitava a vida aos forasteiros que não podem ter uma semana completa de férias em Maio. Para reflectir…
jcl

O Sporting venceu este domingo por 2-0, após prolongamento, o F.C. Porto na final da Taça de Portugal disputada no Estádio Nacional. Os leões arrecadam o 15.º troféu e pelo segundo ano consecutivo graças a dois golos do brasileiro Rodrigo Tiuí que substitui Abel no início do prolongamento.

Sporting vence Taça de PortugalO Sporting chegou ao relvado do Estádio Nacional disposto a defender o troféu conquistado na época passado.
O momento do jogo aconteceu aos 69 minutos. Lizandro Lopes cai por duas vezes na grande área, o árbitro Olegário Benquerença nada assinala e logo de seguida João Paulo vê o árbitro mostrar-lhe o vermelho directo numa entrada duríssima sobre João Moutinho.
O destaque vai para Rodrigo Tiuí que entrou no início do prolongamento (91 minutos) a substituir Abel e marcou, já na segunda parte do prolongamento (aps 110 m e 117 m) os dois golos sportinguistas da final da Taça de Portugal.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, recebeu os jogadores nos Paços do Concelho e congratulou-se pelo significado da vitória para a cidade e para os lisboetas. O autocarro sportinguista dirigiu-se depois para o Estádio José Alvalade onde os esperavam em ambiente de festa muitos adeptos leoninos.
Os titulares das duas equipas:
F.C.Porto – Nuno, João Paulo, Bruno Alves, Pedro Emanuel (cap.), Fucile, Mariano, Lucho González, Paulo Assunção, Raúl Meireles, Ricardo Quaresma, Lisandro López e Mariano González.
Sporting – Rui Patrício, Abel, Tonel, Polga, Grimi, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli, João Moutinho (cap.), Derlei e Yannick Djaló.
O encontro foi dirigido pela equipa chefiada pelo árbitro Olegário Benquerença.
Os eleitos de Paulo Bento foram superior ao campeão nacional desde o primeiro minuto do jogo e jogaram em vantagem numérica a partir do minuto 70. Mas foi preciso esperar pela segunda parte do prolongamento quando, com dois golos de Tiuí, o vencedor ficou definido numa altura em que a equipa do Dragão já não tinha forças para mais.
Depois de ter derrotado o Belenenses, na final da temporada passada, e o F.C. Porto, este domingo, Paulo Bento tornou-se o sexto treinador a conquistar o troféu duas vezes consecutivas. Os outros técnicos foram Janos Biri, pelo Benfica, em 1942/43 e 1943/44, Mário Lino, pelo Sporting (1972/73 e 1973/74), José Maria Pedroto, pelo Boavista (1974/75 e 1975/76), John Mortimore, pelo Benfica (1985/86 e 1986/87) e Fernando Santos, ao serviço do F.C. Porto, nas épocas 1999/00 e 2000/01.
Em quatro finais disputadas entre os dois clubes, os dragões conquistaram o troféu por duas vezes, em 1994 e em 2000, e os leões levaram a melhor em 1978 e, agora, em 2008.
jcl

«Olá avó! Estás muito jolie hoje!», «Olá neto! Já cresceste muito desde Agosto!» – podem ser alguns dos diálogos trocados muito em breve nos lares do Sabugal. O projecto «avósn@net» resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal do Sabugal e a Pró-Raia e vai ser apresentado no dia 20 de Maio.

«Avós na Net»Depois do wireless para utilizadores com computadores portáteis é agora a vez dos idosos dos lares do Sabugal terem acesso à Internet.
Nesta segunda vida virtual é caso para dizer que ninguém fica de fora ou esquecido. «Avós na Net» é um projecto desenvolvido pela Câmara Municipal do Sabugal em parceria com a Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte) e vai proporcionar que os avós dos lares sabugalenses possam comunicar visualmente com os seus familiares migrantes espalhados por Portugal e estrangeiro.
O Município do Sabugal em parceria com a Pró-Raia apresentou uma candidatura ao Programa LEADER+, visando estreitar o contacto com familiares ausentes do concelho do Sabugal, combatendo a solidão e o isolamento social, dos idosos utentes das valências de Lar ou Centro de Dia.
Tal necessidade encontra-se bem patente nos instrumentos de planeamento da Rede Social, tendo sido uma das problemáticas associadas ao envelhecimento identificadas no Diagnóstico Social deste programa, de combate à pobreza e à exclusão social.
Em termos operativos o «Avós na Net» tem por objectivo disponibilizar às 24 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) com valência de Lar e Centro de Dia, equipamentos informáticos (computadores com ligação à Internet e colocação de dispositivos com câmaras de videos «webcam»), permitindo visionar o utente e o familiar, por forma a minorar as distâncias físicas que os separam.
Com este projecto procura-se ainda fortalecer os laços intergeracionais, estimular alegria entre os idosos e familiares e fomentar a prática das novas tecnologias nos jovens com 65 e mais anos.
A sessão solene de assinatura de protocolos entre a Câmara Municipal do Sabugal, a Pró-Raia e as IPSS envolvidas no projecto, realizar-se-á às 15 horas de 20 de Maio de 2008, no Salão Nobre do município sabugalense.
O projecto está integrado no «Programa Rede Social» do Sector de Acção e Social e Educação do Sabugal.

A candidatura ao «Leader+» integra dois projectos – «avósn@net» e «bricosolidário» – que pretendem apoiar e dinamizar a vida activa dos idosos. A comunicação com os familiares distantes e o arranjo de pequenas avarias domésticas contribui de forma decisiva para a melhoria da qualidade de vida dos nossos menos jovens. Iniciativa louvável das câmaras do Sabugal e da Guarda e da Pró-Raia.
jcl (com Ana Morgado e Tânia Alves)

A doação da colecção de arte de António Piné a uma instituição sedeada em Lisboa, em detrimento de Pinhel, terra natal do coleccionador, diz bem do estado em que está o Interior em matéria de sensibilidade cultural.

Arte contemporâneaO pinhelense António Piné, coleccionador de arte contemporânea cujo espólio está avaliado em cinco milhões de euros, doou a sua colecção à Associação Nacional de Farmácias. O legado reúne 140 obras de arte, incluindo quadros de Vieira da Silva, Picasso, Joaquim Rodrigues, Arpad Szènes, Júlio Pomar, Cargaleiro e Batarda, bem como uma escultura de Rui Chafes.
Ao que consta foi com muita mágoa que o coleccionador, farmacêutico de profissão, anunciou a sua decisão. Isto porque esperou 12 anos para que a Câmara Municipal de Pinhel, a quem pretendia doar a colecção, encontrasse um local para sua instalação. Farto de esperar, cansado da falta de sensibilidade da edilidade para a questão, e talvez ciente da verdade do adágio de que ninguém é profeta na sua própria terra, António Piné decidiu oferecer a obra a quem a valorize e dela se orgulhe.
A indiferença do edil de Pinhel para com o espólio artístico de António Piné é o exemplo do laxismo militante que importa combater para que as nossas terras tenham melhor futuro.
Esta história de Pinhel, concelho próximo do Sabugal, revela bem a falta de sensibilidade dos nossos autarcas para com as questões da cultura. Um festival de realejo, uma garraiada, um concurso de tunas, uma festa de comes e bebes, enchem-lhes melhor as medidas. Foi assim que a Bienal de Artes do Sabugal, uma iniciativa única na região, que na década de 1990 se realizou em três edições, teve o seu ocaso. O certame foi substituído pela festa da concertina, que entretanto também se finou.
Será tempo de se olhar para os valores da nossa terra, procurando uma acção concertada e estruturada que garanta a realização de iniciativas culturais de prestígio, revelando sensibilidade para o que de bom se produz nesse domínio.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

As comemorações dos 150 anos do nascimento do escritor ruvinense Joaquim Manuel Correia reservaram lugar na história do concelho do Sabugal. As cerimónias decorreram durante a manhã com palestras no Auditório Municipal e durante a tarde no Museu com o lançamento do romance «Celestina», um inédito que, finalmente, pode (e deve) ser lido por todos os sabugalenses. Extraordinário e preocupante foi o alheamento dos alunos e professores do Sabugal que primaram pela ausência e indiferença perante a qualidade e o valor indiscutível dos oradores presentes.

Joaquim Manuel CorreiaFoi uma jornada repleta de ensinamentos sobre a vida e obra de Joaquim Manuel Correia, a história do Sabugal e de Portugal.
Norberto Manso, pela «Sabugal+», Natália Correia Guedes, neta do homenageado, e Manuel Rito Dias, presidente da Câmara Municipal do Sabugal abriram as comemorações e deram as boas-vindas aos presentes.
Moderados pelo vereador António Robalo, natural e residente na Ruvina, participaram no primeiro painel João Serra (professor e historiador das Caldas da Rainha) com o tema «Os trabalhos de Joaquim Manuel Correia», mestre Jesué Pinharanda Gomes (pensador e filósofo de Quadrazais) com «Joaquim Manuel Correia: aspectos da sua vida e obra» e Manuel Leal Freire (poeta e escritor da Bismula) que falou de «Aspectos de uma família na Ruvina nos finais do séc. XIX».
O segundo painel foi constituído por Adérito Tavares (professor e historiador de Aldeia do Bispo) que resumiu «O País e o Sabugal: Enquadramento Histórico – 1858-1974» e Manuel Meirinho Martins (politólogo do Soito) finalizou com «O Sabugal de hoje».
No final o moderador António Robalo concluiu e encerrou os trabalhos da manhã lendo excertos de um texto que um ruvinense passou à prosa nas «Páginas Interiores» deste blogue. Aqui deixamos a excelência do seu pensamento e do seu sentir sobre a Ruvina: «Na Ruvina tomei consciência do mais importante da vida tendo aprendido a gostar das pessoas e a valorizá-las pelo que são. Quando falo da Ruvina as emoções assaltam-me e embarga-se-me a voz. O meu pensamento treme, quando falo da minha aldeia.
Foi na Ruvina que me cortaram o cordão umbilical, porque na altura não havia maternidades e tudo ficava longe. Foi aqui que aprendi a rir, a chorar, andar, a falar, a ler e a escrever.
Acredito como Rilke, que a nossa pátria é a nossa infância. A minha infância é a minha aldeia. A Ruvina sempre foi e será para mim uma lição de vida e por isso, sempre que posso retorno às origens. Em pensamento nunca a abandono e a ela regresso diariamente. A sua ausência é uma coisa que trago sempre comigo.»

Na parte da tarde decorreu no Museu Municipal a inauguração da exposição sobre o homenageado e a apresentação e lançamento do romance «Celestina».
Entre outros marcou presença o padre António Souta que levou consigo um exemplar autografado pela neta do escritor. Com aquela tranquilidade que lhe é peculiar confessou enquanto Natália Correia Guedes lhe autografava o exemplar de «Celestina»: «Quanto tinha que ir visitar uma freguesia do concelho lia primeiro o livro de Joaquim Manuel Correia, Memórias do Concelho do Sabugal, para melhor me preparar para a homília.»
Extraordinário e preocupante é a ausência de alunos e professores que muito teriam a aprender com todas as sábias apresentações de todos os conferencistas. Ou, então, é porque já sabem tudo…
(fim)
jcl

O historiador Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, deu no Auditório Municipal do Sabugal uma brilhante lição de História de Portugal. Muito lhe ficou por dizer apesar de o ilustre docente da Universidade Católica se ter limitado ao período em que viveu Joaquim Manuel Correia.

Adérito TavaresAdérito Tavares ilustrou a sua apresentação com imagens projectadas no grande ecrã do Auditório Municipal que ajudaram a melhor perceber o período conturbado de passagem da Monarquia para a República.
Como já tocou está na hora de entrar na «sala de aulas»…
«Vamos iniciar esta análise histórica na chamada segunda parte da Dinastia de Bragança onde reinaram D. Maria II (1834-53) e D. Pedro V (1853-1861) que assistiram entre 1851 e 1887 ao movimento político que procurou restaurar a tranquilidade em Portugal.
Em 1884 dá-se a Patuleia (revolução da Maria da Fonte) com o Duque de Saldanha (regeneração) a conseguir impor uma certa acalmia no País. Mas D. Pedro V morre em 1861, com apenas 24 anos, e D. Luís sucede ao irmão.
As freguesias do concelho do Sabugal apresentam no Censo de 1864: Aldeia da Ponte, Aldeia Velha e Alfaiates com mais de 1000 habitantes. Quadrazais com 1654 habitantes e Soito 1226 são as freguesias com mais habitantes. O Sabugal regista 1550 habitantes. A Ruvina com 180 habitantes e cerca de 180 habitantes (50 fogos) e Ruivós com 165 são as menos populosas.
Por essa altura aparece António Maria Fontes Pereira de Melo, o grande visionário que faz a modernização de Portugal no século XIX. Surgem o telégrafo, os correios (o primeiro selo em Portugal data de 1853 e regista a morte da rainha embora o selo postal já existisse desde 1840 em Inglaterra) e o telefone.
O surgimento do caminho-de-ferro vai dar o grande contributo para a modernização do País. Em 1856 é inaugurado o primeiro troço entre Lisboa e o Carregado. A Estação do Rossio é inaugurada a 18 de Maio de 1890 em conjunto com o túnel que ainda hoje existe.
Em 1879 foi inaugurada a Avenida da Liberdade por iniciativa de Ressano Garcia formado na escola de Paris.
A praça do Rossio recebeu, por essa altura, o edifício do Teatro Nacional de Almeida Garrett e depois rebaptizado de D. Maria.
A Praça do Comércio ou Terreiro do Paço foi construída após o terramoto de 1755. No centro, em lugar de destaque, a estátua de D. José alinhado com o arco da Rua Augusta que foi concluído no reinado de D. Luís.
Em 1855 (ano da morte de D. Luís) dá-se o ultimato inglês para impedir que Portugal una Angola a Moçambique. O poderio de Inglaterra face à fraqueza portuguesa impõe-se reivindicando a ligação entre a cidade do Cabo e o Cairo.
Quando o ministro dos negócios estrangeiros português pergunta ao homólogo inglês porque não respeitam a velha aliança este responde-lhe com a célebre afirmação: Não há alianças eternas. Eternos são os interesses de sua magestade.
Rafael Bordalo Pinheiro aproveita para caricaturar um catético Portugal que vive do passado perante a vitalidade da Inglaterra que reivindica a posse das colónias portuguesas.
Os republicanos culpam a monarquia do estado a que chegou Portugal e passam a governar em regime de alternância entre o partido progressista e o partido relativista. O Partido Republicano aparece, entretanto, para colocar em causa a alternância no poder entre os dois partidos. A República consolida a sua caminhada mas o Rei D. Carlos reage e confia a João Franco um governo de ditadura com o parlamento encerrado.
Joaquim Manuel Correia referencia nos seus escritos que o infante D. Manuel visitou o Sabugal em 1906.
Nesta época o país tem a população a crescer. As estatísticas indicam um aumento de quatro mihões para seis milhões de habitantes. Nas eleições apenas votam os cidadãos do sexo masculino.
O povo português é maioritariamente pobre e anda descalço. Portugal foi um povo de pé descalço quase até aos anos 60. O romance de Aquilino Ribeiro Quando os lobos uivam foi apreendido pela PIDE (Polícia Política de Salazar) porque o escritor afirma na obra que Portugal é um povo de pé descalço. Eramos um País de pobres e entre 1861 e 1910 para fugir a essa pobreza emigraram quase um milhão de portugueses.
Mas também havia riqueza. António Carvalho Monteiro, um dos mais ricos do País, era conhecido pelo Monteiro dos Milhões. Foi ele quem mandou construir a Quinta da Regaleira.
Os empresários Francisco Grandella e Alfredo da Silva (CUF) vivem nos fins do séc. XIX e princípios do séc. XX e através das suas iniciativas a indústria portuguesa dá os primeiros passos. Mas Portugal é um país rural. Seis em cada dez portugueses vivem da agricultura. A grande maioria dos agricultores vive para comer. Os registos desse tempo apontam a mortalidade infantil e a tuberculose como a principal causa de morte em Portugal.
A taxa de analfabetismo é grande nos anos 20 com cerca de 60 em cada 100 portugueses sem saberem ler nem escrever. Nesse tempo a educação significa poder, um poder exclusivamente masculino.
Em 1900 o Sabugal tem 89 freguesias, 33 mil habitantes dos quais 86 por cento são analfabetos.
Outro homem contemporâneo de Joaquim Manuel Correia é o dr. Sousa Martins que ficou ligado à cidade da Guarda tendo morrido, em 1904, vítima da tuberculose.
Os republicanos portugueses estão em ebulição e dá-se o regicídio em 1908. Por toda a Europa e em especial na imprensa francesa a morte do Rei D. Carlos é considerada um assassinato bárbaro. Recorde-se que a rainha era francesa. O funeral de D. Carlos é feito no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.
D. Manuel é muito jovem mas os seus apelos à acalmia popular resultam apenas por dois anos. Liderada pelos militantes da Carbonária a proclamação da República faz-se da varanda da Câmara Municipal de Lisboa por José Relvas. O escudo, a bandeira e o hino (composto para protestar contra o ultimato inglês) transformaram-se em símbolos da República.
O republicano Afonso Costa é um anti-clerical. Também em Aldeia da Ponte havia um colégio jesuíta que foi fechado em 1910. A revista Ilustração Portuguesa desse tempo traz uma reportagem em que aparece o administrador-delegado do Sabugal a encerrar o colégio de Aldeia da Ponte.
Quando Portugal está mergulhado na I Guerra Mundial (Batalha de La Lys em 1918) dão-se os acontecimentos de Fátima.
É implantada uma nova ditadura em que a cara visível é Sidónio Pais assassinado após um ano de governação. Sucede-lhe António José de Almeida (1919-1923) tendo sido o único presidente que cumpriu o seu mandato na sua totalidade. em clima de grande estabilidade.
Entra em cena o jovem Salazar que, como ministro das Finanças, consegue eliminar o défice crónico do País.
No discurso de tomada posse como presidente do Conselho de Ministros aparece acompanhado por Duarte Pacheco (ministro das obras públicas) e António Ferro (imagem de Salazar). Ficou célebre a lição de Salazar: Deus, Pátria, Família (a trilogia da educação nacional). Nós queremos um estado forte. Votai a nova constituição’ podia ler-se no cartaz da Almada Negreiros encomendado pela União Nacional.»
A finalizar Adérito Tavares deixou, ainda, alguns dados sobre o concelho do Sabugal em 1930: «Casamentos, 351 e divórcios, 1. Nasceram 1323 crianças legítimas e apenas 3 por cento nasceram fora do casamento. A natalidade regista 34 por mil e a mortalidade 24 por mil.»
Brilhante lição de História protagonizada por Adérito Tavares que incidiu em especial sobre o período da vida de Joaquim Manuel Correia.
(continua)
jcl

Os painéis moderados pelo vereador António Robalo contaram com ilustres convidados sabugalenses da área da cultura e da história. O filósofo e pensador mestre Pinharanda Gomes, o professor e historiador Adérito Tavares, o escritor e poeta Leal Freire, o professor e historiador João Serra e o politólogo Manuel Meirinho.

João SerraO vereador António Robalo, natural e residente na Ruvina, abriu a palestra agradecendo à família de Joaquim Manuel Correia e a todos os participantes pela sua presença e fez a introdução ao primeiro palestrante o professor e historiador João Serra. Passamos ao resumo da sua intervenção:
«A vida de Joaquim Manuel Correia está dividida em duas partes» começou por dizer João Serra separando «uma parte entre 1858 e 1905 em que a vida se processa entre o Sabugal, Guarda e Coimbra e uma segunda metade 1905-1945 que decorre basicamente nas Caldas da Rainha e Óbidos. Peniche onde viveu entre 1888 e 89 mudou a história da sua vida. Aqui conheceu a sua mulher mas tiveram que ir viver para a Columbeira, Bombarral quando o sogro, médico, morreu.
Por essa altura deve ter conhecido os irmãos Bordalo Pinheiro. Um grupo de rendilheiras (renda de bilros) de Peniche eram orientadas por Augusta Bordalo Pinheiro e na edição da obra do escritor sabugalense encontramos um desenho que representa o escritor (com a nota «precisa de ser melhorado») feito por Rafael Bordalo Pinheiro e datado de 26-9-1889.
Entre 1905 e 1945, Joaquim Manuel Correia estabeleceu-se nas Caldas da Rainha, na Praça Maria Pia, (Praça da República depois de 1910) e passou a residir na Rua Nova que foi rebaptizada de Rua Rafael Bordalo Pinheiro. Tinha um percurso intelectual e percebeu-se, localmente, que não era uma pessoa qualquer. Em 1907 o Partido Republicano das Caldas convidou-o para uma paletra que teve um enorme êxito e em Novembro de 1908 o partido convidou-o a encabeçar a lista à Câmara.
Foi Presidente da Comissão Republicana e o primeiro presidente republicano das Caldas da Rainha e administrador do concelho (representante do Governo).
Dois momentos marcantes – No dia 7 de Outubro de 1910 dirige-se a todos os habitantes do concelho para que colaborem na concretização da implantação da nova ordem, a República Portuguesa, proclamando o fim da monarquia e aclamando o progresso de um novo regime assente na razão e nos operários da razão que são capaz de ir além da religião porque é necessário separar o Estado da religião.
Um levantamento popular invade o convento franciscano e dá ordem prisão dos frades. Considerou, como administrador do concelho, não haver justificação e devolve aos frades as suas terras o que lhe causa alguns dissabores no partido republicano. Na sequência de um conflito entre o professor e o padre na freguesia de Santa Catarina o edifício público da escola foi apedrejado. Outubro era o mês do rosário e o início do ano lectivo. O administrador do concelho, Joaquim Manuel Correia, foi chamado a intervir e fez então um apelo histórico: todos têm direito à sua fé mas o fanatismo é prejudicial à estabilidade social.
Um depois demitiu-se e não mais regressou à vida política activa.
Foi fundador da «Gazeta das Caldas» e fez parte da rede de sábios dos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX. A acumulação de saberes locais levou a proferir um dia uma frase lapidar. «A unidade de Portugal é feita de enorme riqueza de diversidades regionais.»
(continua)
jcl

As comemorações dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia organizadas pela Câmara Municipal do Sabugal e a empresa municipal Sabugal+ em colaboração com a família do autor arrancaram no dia 5 de Abril no Auditório Municipal do Sabugal com uma palestra e o lançamento editorial do romance inédito «Celestina» escrito em 1904. Completa-se assim a triologia de romances raianos, escritos nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX e que inclue a «Rosa da Montanha», de António José de Carvalho (1871) e «Maria Mim», de Nuno de Montemor, publicado em 1939.

Familia de Joaquim Manuel CorreiaAs comemorações dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia no dia 5 de Abril, no Auditório Municipal do Sabugal, foram abertas por Norberto Manso, presidente da Sabugal+ que deu as boas-vindas a todos os presentes.
«Estamos aqui para recordar o homem, a obra e alguns aspectos da vida do homenageado. Vamos ouvir durante a manhã as intervenções dos ilustres palestrantes convidados aos quais aproveito para agradecer a sua disponibilidade e na parte da tarde estamos todos convidados para o lançamento da edição do livro Celestina, um romance inédito de Joaquim Manuel Correia», salientou Norberto Manso no seu discurso de abertura finalizando com a apresentação da neta do autor, Natália Correia Guedes, a quem deu a palavra.
«É um dia muito importante para a família. A figura do meu avô não teria tido relevo se o seu filho Fernando Correia não tivesse contribuído para isso. A família sente-se muito honrada com a homenagem que a Câmara Municipal do Sabugal, a quem saudo na pessoa do seu presidente, lhe faz», começou por dizer Natália Correia Guedes recordando de seguida o percurso da família e do avô que «tinha paixão pela Ruvina, pelo Sabugal e de um modo geral pela Beira. Depois de se formar em Coimbra foi colocado no Litoral, em Peniche, teve uma breve estadia no Sabugal e voltou novamente ao Litoral para as Caldas da Rainha. Toda a minha vida houve um corte com o Sabugal. O regresso às origens deu-se agora com o regresso da família com o herdo da Quinta da Telhada na Ruvina. O meu avô emigrou para o Litoral e agora nós emigrámos para o Sabugal.»
A neta do escritor considerou ainda que a interioridade é qualidade de vida e descoberta para as novas gerações do prazer do campo. «As gerações urbanóides nunca ouviram matar um enxame de abelhas nem um javali bater à porta», poetizou.
«Felicito-vos por todos aqueles ficaram e que nos transmitem. Já começámos a recuperar as casas e os moinhos da quinta e tivemos o prazer de conhecer novos primos que não sabíamos que existiam. Queria agradecer em especial à Irmã Felicidade que nos recebeu no Colégio de Cristo-Rei, na Ruvina, como se fosse a nossa casa. É nosso desejo que actas desta conferência sejam publicadas em breve», disse a terminar.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, tomou a palavra para dar as boas-vindas, em nome do município, a todos os prelectores e à família do homenageado.
– Um concelho sem história não pode ter futuro! Não há dúvida que o autor escreveu o livro das memórias para que o castelo e o Sabugal nunca fosse esquecido. Joaquim Manuel Correia amava o concelho e pretendia acima de tudo dá-lo a conhecer. Conheci «pessoalmente» o autor ruvinense no Liceu da Guarda pelo livro Terras de Ribacôa apesar de ser muito difícil de consultar porque estava esgotado em todo o lado. Recordo que em 1988 o município sabugalense reeditou o livro. Em boa-hora, acrescento!
O presidente aproveitou, ainda, para destacar o «seu» concelho…
– Há algum tempo atrás fiquei a saber de um romance sem título definitivo que falava sobre os usos e costumes da nossa região. A família mostrou a sua disponibilidade para conversar e estamos em condições de afirmar que, por protocolo, houve uma cedência dos direitos dos livros Terras de Ribacôa e de Celestina a favor do património municipal. O concelho do Sabugal sendo um concelho do Interior é esquecido porque não aparece nas televisões mas… somos um concelho com muita qualidade de vida.
O período introdutório das comemorações terminou, assim, com a intervenção de Manuel Rito Dias, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

(Continua.) (Este trabalho de reportagem, dividido em seis partes, obrigou a uma preparação cuidada e vai ser publicado por fases e de acordo com a disponibilidade temporal do autor. A sequência completa e seguida pode ser lida na categoria «Cultura» / «Joaquim Manuel Correia».)
jcl

Homem de cultura e etnógrafo, jurista de profissão, Joaquim Manuel Correia nasceu em 1858, na Ruvina, concelho do Sabugal. No dia 5 de Abril terão início as comemorações dos 150 anos do seu nascimento com diversas iniciativas no Museu e Auditório Municipal do Sabugal.

Joaquim Manuel CorreiaAs comemorações da passagem dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia arrancam no sábado, 5 de Abril, organizadas pela empresa municipal «Sabugal+», Museu Municipal e Câmara Municipal do Sabugal.
A sessão de abertura (nove horas da manhã) está marcada para o Auditório Municipal, com as intervenções do presidente do município sabugalense, do presidente do conselho de administração da «Sabugal+» e de Natália Correia Guedes, neta do homenageado.
As palestras da manhã, com a participação de ilustres intervenientes, serão preenchidas com a sapiência de João Serra (Os trabalhos de Joaquim Manuel Correia), mestre Pinharanda Gomes (Aspectos da vida e obra de Joaquim Manuel Correia), Manuel Leal Freire (A vida de uma família na Ruvina nos meados do século XIX), Adérito Tavares (O país e o Sabugal – Enquadramento Histórico – 1858-1974) e Manuel Meirinho Martins (O Sabugal de Hoje).
Da parte da tarde, pelas 16 horas, será inaugurado no Museu do Sabugal uma exposição comemorativa e terá lugar uma sessão de lançamento do livro «Celestina» de Joaquim Manuel Correia.

Joaquim Manuel Correia nasceu a 21 de Março de 1858 na freguesia da Ruvina, concelho do Sabugal. Formou-se em Direito no ano de 1888 na Universidade de Coimbra e veio a falecer nas Caldas da Rainha no dia 10 de Outubro de 1945.
Exerceu como advogado no Sabugal e nas Caldas da Rainha, foi conservador do Registo Civil de Leiria e presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Homem de cultura é autor de vários livros sobre as gentes e as terras raianas com destaque para «Terras de Ribacôa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal». Alguns dos mais importantes achados arqueológicos do Sabugal foram por si recolhidos, catalogados e enviados para o Museu Nacional de Arqueologia.
Aqui deixamos aos nossos leitores um excerto do livro «Celestina»:
«O dia estava belo e tudo preparado para a romaria. Todos os casados desse ano, da aldeia de Ruvina, no concelho do Sabugal, estavam já prontos para a partida, uns a pé, outros a cavalo. A família Calamote resolveu ir de carro (de bois), que ficara armado na véspera com alvos lençóis de linho, ligados fortemente aos estadulhos. Faltava só cobri-los com colchas. Sobre isso houvera divergências em casa. A Brízida queria que se enfeitasse o carro com uma colcha amarela, as filhas com uma linda colcha bordada a frouxo, em pano de alvíssimo linho, embora grosseiro, na qual, entre ramos caprichosos, havia correctas figuras em posições extravagantes.
Venceu a Brízida, alegando, e com razão, ser mais vistosa a colcha amarela e que, ainda que se estragasse, havia muitas iguais à venda.
Resolvida desse modo tal contenda, teve o ganhão ordem de cobrir o carro com a coberta amarela, logo que nascesse o sol, e de lhe estender dentro os melhores cobertores para atenuar o choque e a trepidação na
marcha. Eram sete horas da manhã quando a Domingas e o marido foram saber se já estavam prontos.
– Vou já vestir as meninas e encher as cuncas de merenda, enquanto o ganhão põe os bois no carro e o meu homem enche a borracha de vinho e albarda a égua nova.
– Não sabia que tinham uma égua nova!
– Pois temos, trocámos pela russa e vamos hoje experimentá-la à Senhora da Póvoa.»

Excelente iniciativa com ilustres intervenientes. Um momento superior de cultura e de defesa da nossa história.
jcl

O PRACE prevê o fecho de 121 repartições de Finanças por todo o País e coloca mais de dois mil funcionários na situação de excedentários. O processo de «emagrecimento» da máquina fiscal prevê reduzir de nove para três as repartições da Beira Interior.

Loja do CidadãoO PRACE-Programa de Reestruturação da Administração Central propõe a concentração de vários serviços públicos através da concentração e fusão das tesourarias das Finanças, das Câmaras e da Segurança Social num só local apoiadas pelas facilidades de acesso pela Internet de todos os contribuintes às obrigações fiscais.
O encerramento de 121 repartições de Finanças (actualmente chamam-se serviços locais do fisco) provocará a dispensa de mais de dois mil funcionários tributários excedentários que serão transferidos para as lojas do cidadão da segunda geração.
O relatório aponta exemplos concretos. A Beira Interior, actualmente com nove repartições passará a ter apenas «três serviços locais» contribuindo ainda mais para a desertificação da região. Em Trás-os-Montes os 14 serviços existentes serão «fundidos» em apenas cinco.
Toda a estrutura da máquina fiscal será mexida. As 21 direcções distritais passam para 12 regionais e, numa segunda fase, para apenas cinco direcções regionais coincidindo com o plano nacional das cinco regiões administrativas defendido pelo movimento cívico «Regiões, Sim».
Haverá «deslocalizações» em todas as zonas do País com os funcionários das Finanças a terem que escolher entre três alternativas geográficas mais próximas ou, se não aceitarem nenhuma, serão colocados na mobilidade especial.
Como benefício para os cofres do Estado, o estudo refere que a extinção de serviços locais de cobrança «irá ocasionar uma importante redução do número de pessoal da carreira de chefia tributária», estimado no final de 2005 em 1229 efectivos.
Os cofres do Ministério das Finanças beneficiam com a implementação do plano que irá ocasionar uma importante redução do número de pessoal da carreira de chefia tributária estimado no final de 2005 em 1229 efectivos.

Números e estatísticas para brilhar na Europa é o que importa e interessa ao Governo. A percentagem de desempregados em Portugal e de portugueses que continuam a ter que emigrar para arranjar trabalho não entra nas grandes opções e nas preocupações do executivo.
jcl

A partir de hoje as obras em casa deixam de precisar de licença camarária, porém quem assinar os projectos e violar as regras urbanísticas pode ficar quatro anos sem exercer.

Obras no interior das residênciasA nova lei responsabiliza os promotores e os técnicos responsáveis pelos projectos, prevendo-se suspensões de funções até quatro anos e coimas que podem ir até aos 450 mil euros. Esta foi a forma que o governo encontrou para contrabalançar a redução do controlo administrativo dos licenciamentos, segundo o novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, que entra hoje em vigor.
As mudanças incluem a possibilidade de apresentação dos projectos por via electrónica, cria-se um gestor de procedimento, a quem se podem pedir informações e responsabilidades pelo andamento do processo. A maior novidade é porém a dispensa de licença para as obras em casa, desde que as mesmas não alterem a estrutura do edifício. Os trabalhos de preservação de fachadas ou a construção de piscinas em moradias carecem tão só de uma comunicação à câmara.
Para o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, «Passa-se de um clima de desconfiança e de um sistema burocrático responsável pela má construção e por atrasos enormes em projectos importantes para um sistema de controlo diferente».
plb

Comunicado da Presidência da Câmara Municipal do Sabugal sobre as grandes opções estratégicas para o desenvolvimento do município.

Câmara Municipal do Sabugal«O concelho do Sabugal tem, todos sabemos, problemas de competitividade em relação à integração na economia de mercado de consumo, que hoje é considerada a solução ideal para a organização da vida em sociedade.
E não admira que assim seja, já que este modelo é completamente diferente do que aqui vigorava até finais da década de 60 do século XX, pobre e baseado na solidariedade, na partilha e na organização do trabalho colectivo em prol de comunidade e que foi o responsável último da fuga para a Europa e para o litoral de dois terços da população do concelho, em busca de melhor vida.
Porém, o investimento público municipal e Estatal, nas últimas três décadas, dotou o concelho de condições satisfatórias em diversos domínios, casos do abastecimento de água, de saneamento, de rede viária, de equipamentos escolares, de saúde, de segurança, desportivos, de cultura e lazer, de outros serviços públicos (tribunais, finanças, conservatória, central de camionagem, etc.) e de reestruturação urbana (pavimentações, iluminação pública, jardins, etc.).
A curto prazo a Câmara Municipal pretende concluir a requalificação do Cró, a ligação A23-Fronteira e construir o parque de campismo.
O dinamismo associativo criou lares e centros de dia, cooperativas e associações agrícolas, associações florestais, associações de bombeiros voluntários, associações de desenvolvimento, de caça e pesca, culturais, desportivas, etnográficas, musicais, de teatro, enfim…
O nosso território, onde vivem cerca de quinze mil pessoas é vasto, diverso e ambientalmente qualificado. (62% Rede Natura/2000).
Tem um património histórico e monumental representativo de cinco antigos concelhos, e vestígios arqueológicos desde a pré-história.
Tem o Côa, Malcata e Sortelha, (3 marcas nacionais).
Tem uma cultura e sabe fazer únicos que não podem ser imitadas por produção em série (capeias, enchidos, queijos, mantas, compotas, etc. …)
Tem o maior efectivo pecuário da Beira Interior e a ruralidade, a tranquilidade e o ar puro que nos caracterizam.
E o que temos é precisamente o que falta nas grandes cidades da sociedade de consumo.
Como o que faz falta é que “vende” a nossa estratégia tem que passar por transformar o que temos em produto vendável, mantendo a nossa forma diferente de viver e as nossas especificidades. No fundo, a nossa cultura e a nossa dignidade.
Temos que nos convencer que o que temos é bom, muito bom! Temos que rentabilizar as infra-estruturas, os produtos que são únicos e que atraem consumo por serem diferentes e de qualidade e a maneira diferente que temos de viver em sociedade.
Temos que rentabilizar a caça e a pesca.
Temos que tentar organizar a estrutura fundiária de modo a organizar unidades pecuárias e florestais viáveis.
Ou seja temos que produzir e vender o que temos nosso, os enchidos, o queijo, as mantas de farrapos ou de ourelos, as aguardentes e jeropiga, as castanhas, os cogumelos, o azeite, o vinho, e outros produtos artesanais, agrícolas ou autóctones, e além disso temos que angariar estadias turísticas que incluem restauração, dormida e fruição do nosso património ambiental e monumental, e das nossas tradições, com orgulho em ser o que somos e ter o que temos!
Só é possível se todos trabalharmos em conjunto.
A Câmara Municipal, as Juntas de Freguesias, as diversas associações, nomeadamente as IPSS, as empresas e as pessoas são responsáveis, cada um com a sua quota-parte pelo bem-estar colectivo.
Este é na opinião da Presidência da Câmara o principal desafio a vencer para o “desenvolvimento” do concelho.
Organizados podemos fazê-lo.
Manuel Rito Alves
Presidente da Câmara»

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, abordou connosco as mais recentes iniciativas do executivo camarário. As propostas aos lares e centros de dia e as acessibilidades foram os dois temas da primeira entrevista concedida pelo líder da autarquia ao Capeia Arraiana.

À fala com… Manuel Rito AlvesEstivemos à fala com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves sobre as grandes decisões para 2008. Natural da vila do Soito, onde nasceu em 1961, foi vice-presidente de António Morgado em 1997-2001 e 2001-2005 e eleito presidente em 2005.
Com muito pragmatismo e uma postura decidida esclareceu-nos sobre a actualidade e os desenvolvimentos de alguns dos grandes temas do município.
«A Câmara Municipal do Sabugal propôs às direcções dos 29 Lares de Idosos e Centros de Dia do concelho a candidatura ao QREN para a constituição de uma sociedade com o objectivo de construir um Hospital de Cuidados Continuados no Município. Sabe quantas adesões tivemos? Três! Três direcções mostraram interesse em analisar a nossa proposta!», enfatiza o presidente. Sem se deter e em tom de desafio continua: «Quer outro exemplo? Apresentámos por escrito a todas as instituições, em finais de 2007, a Central de Compras. Registámos zero interessados».
A interrupção impunha-se para clarificar o significado da Central de Compras. Aproveitámos para observar que as ideias que são evidentes para o executivo por vezes passam mal ou não passam para a população.
Resumindamente a Central de Compras proposta pela autarquia consiste na elaboração de uma lista «top-ten» dos 10 produtos mais utilizados no dia-a-dia dos lares e centros de dia como, por exemplo, leite, pão, produtos de limpeza e de higiene ou roupa. Negociados, em quantidade, por uma única entidade teriam custos mais baixos e mais vantajosos para todos reduzindo as despesas mensais de cada uma das instituições. «Não houve ninguém interessado», repetiu o presidente.
Manuel Rito não tem dúvidas: «O problema é sempre o mesmo. Qualquer iniciativa esbarra sempre na falta de consciência que a união faz a força. Há um sentimento generalizado de desconfiança quando falamos em gestão colectiva.»
O segundo grande tema desta entrevista era incontornável e inevitável. As acessibilidades da A23 ao concelho do Sabugal interrompidas quando os militares do Regimento de Engenharia foram «desviados» para o Líbano.
– A estrada de ligação à A23 vai ficar eternamente parada?
– Estive em Lisboa reunido com as Estradas de Portugal no sentido de analisar possíveis alternativas que tardam em ser desbloqueadas. Decidimos avançar com uma consulta a seis entidades bancárias para contrair um empréstimo que será utilizado na ligação A23-Fronteira em Aldeia da Ponte, nas Termas do Cró e em outras estradas municipais.
– Podemos saber quais são as outras estradas?
– Vamos lançar o concurso da variante do Soito e da estrada Guarda-Alto de Pousafoles. As outras intervenções são a variante de Aldeia da Ponte, a estrada Soito-Alfaiates, a variante de Penalobo, a ligação Alto do Cardeal-Estrada do Ozendo-Soito, a variante do Sabugal e a ligação de Penalobo ao limite do município em Maçaínhas, Belmonte.

O executivo camarário já analisou a proposta tendo-se registado na votação quatro votos a favor, duas abstenções e um voto contra.
O Capeia Arraiana aproveita para transcrever as declarações de voto constantes da acta municipal:
«Vereador Rui Nunes: Voto contra, essencialmente, porque a Câmara ficará muito próxima do endividamento máximo de cerca de 7 milhões de euros e o empréstimo ser de 6.620.000. Por outro lado os 2.700 milhões de euros propostos para a execução da ligação Sabugal-A23-Fronteira dizem respeito a uma terceira fase, quando a segunda A23-Sabugal, além de não estar ainda prevista a data da finalização, não está devidamente dotada.
Vereador Luís Sanches: Abstenho-me porque estaria de acordo com um novo empréstimo até ao seu limite se fosse neste momento votado o projecto para conclusão da obra de ligação Sabugal-A23, no entanto isso não acontece e continua-se a votar apenas pequenos projectos de ligação Sabugal-Fronteira.
Presidente Manuel Rito: Colocaremos a concurso três troços nomeadamente, a variante ao Soito, a 1.ª fase da Via Estruturante da Raia e a Estrada Municipal Guarda-Alto de Pousafoles, ficando a execução do troço Penalobo-Limite do Concelho e a Variante a Penalobo a cargo do Regimento de Engenharia de Espinho que regressa em Junho, sendo possível num prazo relativamente curto concluir toda a ligação.»

O momento decisivo desta proposta está marcado para o dia 29 de Fevereiro com a votação final na Assembleia Municipal.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal está incluída numa lista de sete autarquias que pagam as dívidas das obras públicas em menos de dois meses como está legalmente estabelecido. Os dados do inquérito divulgado esta semana analisam 283 autarquias e destacam a câmara lisboeta como uma das piores pagadoras.

Câmara Municipal do SabugalA câmara sabugalense voltou a ficar bem na fotografia. O relatório semestral de Outono de 2007 da Federação Portuguesa dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (Fepicop) analisa 283 autarquias (92 por cento do total) e conclui que apenas cinco por cento (sete no total) pagam a menos de dois meses cumprindo o legalmente estabelecido.
O Sabugal está acompanhado por Albufeira, Lagos, Lagoa, Alcácer do Sal, Castelo de Vide e Pampilhosa da Serra referindo também o relatório que apenas 38 câmaras cumprem os seus compromissos financeiros num prazo inferior a três meses.
Ainda segundo a Fepicop cerca de metade das autarquias portuguesas paga num prazo superior a seis meses. A lista dos maus pagadores é encabeçada com as câmaras de Lisboa, Cabeceiras de Basto, Castelo de Paiva, Figueira da Foz, Santa Maria da Feira e São Pedro do Sul que demoram mais de 15 meses a acertar as contas com as empresas de construção.
Verificou-se, no entanto, pela primeira vez desde a Primavera de 2005 uma redução de 15 dias nos prazos médios declarados na liquidação das dívidas às construtoras.

As notícias são para se dar. As más e as boas. A opinião crítica negativa sempre foi mais fácil de emitir mas… nos tempos que correm até já o cumprimento de acordos e prazos deixou de ser «o normal» para se transformar em destaque pela positiva. E é bom falar do nosso concelho pela positiva. No entanto (defendem uns) as boas notícias «já não vendem». No entanto (defendem outros) as más notícias «não são para se dar». Sinais dos tempos.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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