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Dentro dos contributos para a história do Hospital do Sabugal, apresenta-se a derradeira transcrição do Bloco de Recordações do Sr. Dr. Francisco Maria Manso, onde fala da actividade do Hospital logo após a sua inauguração e descreve a sua acção enquanto médico.

Romeu Bispo«01.03.1940
Chegaram em meados de Fevereiro as Irmãs e abriu o Hospital com carácter definitivo. Nada de reclamo, nada de exibicionismo. Provisoriamente parece ter-se resolvido dentro da Comissão da Misericórdia que fizessem serviço os dois médicos do Hospital. Se houvesse concursos, com as respectivas condições, no Diário do Governo, ter-me-ia, talvez, resolvido a não concorrer, mas desta forma, sem saber se remunerado, se gratuito, não me pareceu razoável tomar deliberação contrária à opinião da Comissão da Misericórdia e assim entendeu também o Sr. Dr. José Batista Monteiro, que ficou fazendo serviço na enfermaria dos “homens”.
Quando os lugares sejam postos a concurso, a Comissão resolverá a escolha entre os concorrentes e até lá não se devem criar dificuldades a tão simpática e humanitária Instituição.

14.02.1945
Quasi cinco anos são passado sem escrever neste livro qualquer facto importante da história do Hospital da Misericórdia.
Manuscrito de Francisco Maria MansoDepois da nomeação provisória, minha e do Dr. José Batista Monteiro, entrou em acção a correspondência trocada entre a Misericórdia (Dr. Carlos Frazão) e a Direcção de Assistência de Lisboa
Para encurtar razões e discussões, a Direcção da Assistência informou que não podiam os médicos municipais serem nomeados para o Hospital, porque eram preferidos os médicos desempregados, isto é, sem lugar oficial. Não querendo de forma alguma ir de encontro a ideias tão “sociais” o Dr. José Batista e eu, resolvemos abster-nos de enviar os nossos documentos ao concurso e assim nos puseram termo a tantos trabalhos e canseiras. Da minha parte não sei se lucrei, se perdi. Amava o Hospital, que foi a dama dos meus pensamentos durante alguns anos. Ali, pensava executar operações cirúrgicas urgentes para as quais me considerava habilitado e nas quais me exercitei na técnica cirúrgica com o mestre Bissaia Barreto e donde saímos habilitados por cursarmos aquele, apenas 8 ou 10 estudantes e termos como programa toda a alta cirurgia. Pensei mesmo em voltar a cursar a cirurgia durante alguns meses para assim poder operar os doentes pobres, porque dos ricos não esperava ser cirurgião porque demais sabia que “Santos da porta não fazem milagres”.
Seja como for, a verdade é que muitos trabalhos me poupou a Direcção da Assistência recusando a nomeação.
Um dos primeiros doentes que foi morrer ao Hospital, foi o benemérito do mesmo Hospital, Sr. Pe. Joaquim Nabais Caldeira. Ali terminou os dias, não o podendo acompanhar na doença em virtude da minha exclusão, de médico, daquela casa.
O Concelho de Sabugal com 800 Kilómetros quadrados de superfície tem ainda poucos médicos e assim todos nos vemos assoberbados com trabalho, sendo o hospital uma forma de tratar doentes em conjunto que aumentariam ainda o nosso trabalho, para tratá-los cada um por sua vez, nos seus domicílios.
Actualmente e desde o início, por 1940, fazem serviço no Hospital os senhores Doutores Adalberto Pereira e José Gonçalves Pina
Os povos felizes não têm história e parece que sucede o mesmo ao Hospital.»
Romeu Bispo
(Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal)

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Dentro dos contributos para a história do Hospital do Sabugal, apresenta-se mais uma transcrição do Bloco de Recordações do Sr. Dr. Francisco Maria Manso, onde fala da actividade do Hospital logo após a sua inauguração e descreve a sua acção enquanto médico.

Romeu Bispo«Hospital – 20-11-1938
Poucos dias depois de inaugurado o Hospital, foi internado o menor Francisco Monteiro Ferreira, com febre tifóide. O doente deu entrada no hospital depois de tratado duas semanas em sua casa. O estado do doente inspirava sérios cuidados e colhi o sangue para confirmação do diagnóstico de Widal. O diagnóstico foi confirmado e principiou-se com abalneoterapia fria. Deram-se dois banhos por dia. As temperaturas ao fim de uma semana fizeram uma descida em lisis e actualmente podemos considerar o doente livre de perigo. A temperatura de manhã está normal e à tarde tem um acréscimo para 37 º. Parece pois que o Hospital se iniciou bem, se atendermos a que o doente foi internado por temor de morte próxima.
Manuscrito de Francisco Maria MansoUm facto que desejo exarar é o do primeiro doente morto no hospital. Sucedeu ontem, dia 19 de Novembro de 1938. Pelas 7 horas da noite fui procurado em minha casa para ir ao hospital ver um homem que ficou debaixo de uma camioneta e estava em perigo de vida. Fui imediatamente e encontrei sobre a mesa de observações do consultório um homem de 28 anos, robusto, com o fácies cadavérico, as extremidades frias, sem pulso e proferindo com frequência que estava morto. Dei uma injecção de cafeína. Mandei dar outra de óleo canforado, passados instantes e verifiquei a realidade terapêutica. Pela palpação notei a fractura da 4º costela direita, dando crepitação óssea quando o doente mudava de posição. Mandei que se despisse o doente e ao voltá-lo sobre o lado esquerdo notei uma deformidade do osso “sacrum” que estava fracturado com uns oito centímetros de saliência da região direita para a esquerda. A perna direita encontrava-se assim sem movimentos e a fractura da bacia trouxe ao doente um estado de dor muito acentuado. Deviam existir grandes lesões dos órgãos abdominais. O doente sucumbia uns 30 minutos depois da sua entrada no hospital, depois de o ter mandado deitar sobre a primeira cama do lado esquerdo da enfermaria à direita (quando se entra para o corredor). Este pobre homem era do Meimão e deixou três filhitos. Era extremamente pobre. Mandei que fosse levado para a capela do cemitério e ali esperasse pela vinda da família.
Foi este o primeiro óbito havido no Hospital de Sabugal. O pobre homem vinha numa camioneta e pretendeu descer sem avisar o chaufeur, descendo em movimento. Perdeu o equilíbrio e a roda de traz passou resvalando pelo tórax, abdómen, para passar por cima dos ossos da bacia que fracturou internamente».
Romeu Bispo
(Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal)

Os irmãos da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal apresentaram, em carta, a sua demissão ao Presidente da Assembleia Geral da instituição. As eleições previstas para o final do presente ano serão, assim, antecipadas, para data a indicar oportunamente.

Hospital do SabugalNa «Memória Paroquial do Sabugal, São João, 1758», ANTT., Dicionário Geográfico, Vol. 33, Doc 10 (A), P. 79, encontramos a referência que passamos a citar: «Tem Caza da Mizericordia fundada na Igreja de S. Miguel, que algum dia foy parochial desta vila, cuja instituição hé do tempo de El Rei o Senhor D. Manoel, que lhe deu o Cumpromisso, assignado pella sua Real Mão no ano de 1526; e tem renda annual commumente, 200.000 reis.» (…) «Tem Caza de Hospital, administrada pella Mizericordia…» (…)
As Misericórdias apareceram nos finais do século XV, por acção directa da Rainha Dona Leonor. Apesar da dificuldade de comunicações, ainda mal tinha passado um quarto de século, nascia, com intervenção directa do rei, uma instituição que desde sempre esteve virada para a acção social. Mas o papel das Misericórdias era mais vasto, chegando a funcionar como instituições financeiras, daí que ainda hoje existam Caixas Económicas em algumas Misericórdias.
Desde o ano de 1526 a Misericórdia do Sabugal passou por muitas dificuldades nunca chegando a desaparecer porque ficou sempre a igreja de S. Miguel, a que nós chamamos de igreja da Misericórdia, como principal testemunho.
O ano de 2010 para a Misericórdia de Sabugal vai ser um marco na história da sua evolução.
Após a morte do Provedor, Sr. Dr. José Diamantino dos Santos, e das alterações entretanto havidas, sente-se a necessidade de uma Mesa Administrativa sólida e estável para tomar decisões difíceis em benefício da instituição.
Por estas razões e antecipando as eleições do final do ano a actual Mesa apresentou a sua demissão ao Presidente da Assembleia Geral. As eleições serão marcadas e os irmãos da Misericórdia elegerão novos corpos gerentes que levarão mais longe o nome da Misericórdia do Sabugal.
Romeu Bispo
(Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal)

Dentro dos contributos para a história do Hospital do Sabugal, apresenta-se mais uma transcrição do Bloco de Recordações do Sr. Dr. Francisco Maria Manso que acaba por ser um texto descritivo da Inauguração do Hospital.

Foi obra de muita doação e muito querer principalmente do seu primeiro benemérito porque além do terreno para a construção foi dando outras valiosas contribuições, da Comissão da Misericórdia, da Câmara Municipal, do Sr. Dr. Manso que também colaborou pessoalmente e de todos aqueles que colaboraram directa ou indirectamente. Foi necessário quase uma década para se inaugurar uma obra necessária a todo o Concelho, mas fica demonstrado que a persistência acaba por vencer.

Outubro de 1934«09-10-1938
Acabo de chegar da inauguração do Hospital, ou melhor dito da sessão de abertura.
Presidiu sua Exª. Reverendíssima o Sr. Bispo auxiliar da Guarda – D. João.
Falou em primeiro lugar sua Exª. R.ª, depois o Sr. Dr. Carlos Frazão que fez um belo discurso elogiando a obra do Sr. Pe. Manuel e mostrando as vantagens do Hospital para os doentes pobres. Seguidamente li algumas palavras e referências a este livro. Falou em seguida o Sr. Cónego “Alvaro” que fez uma bela oração ligando a caridade dos hospitais à religião.
O Sr. Bispo declarou finalmente que é costume dizer-se “está encerrada a sessão”, mas que neste caso ele diria que está aberto o hospital e que ele precisa do carinho de todos.
Passou-se à sala das sessões onde a filhita do Sr. José Maria Baltazar descerrou o “retrato” do SR. Pe. Manuel Nabais Caldeira, tendo usado, nesse momento, a palavra o Sr. Dr. César Louro que elogiou calorosamente a acção do Sr. Pe. Manuel.
O Sr. “Abade Fatela” desta vila tomou a palavra e num discurso entusiasta elogiou também a bela acção do Sr. Pe. Manuel, relacionando a formação dos hospitais com a crença religiosa.
Padre Joaquim Nabais CaldeiraOs bombeiros fizeram ouvir o seu Clarim tocando a sentido e o Sr. Pe. Manuel comovidamente agradeceu pronunciando as únicas palavras, belas e inspiradas, que um homem bom de coração pode pronunciar: “Estou velho pouco mais já posso fazer, mas depois da minha morte peço-lhes que olhem por isto”. Estas palavras são um poema de bem e pronunciar mais seria tirar todo o merecimento a quem as pronunciou, pois delas nasce um infinito de pensamentos e de considerações.
Teve lugar a sessão na enfermaria da esquerda que se encontrava inteiramente repleta pela assistência, vendo-se não só as pessoas de mais representação na Vila, mas ainda muito povo principalmente raparigas que volitavam por todos os cantos para satisfazer a sua curiosidade.
As salas estavam limpas e a impressão colhida por todas pareceu boa.
Como estou de serviço este mês procurarei dar início à obra para que foi destinado, tratando o melhor que posso e sei, os doentes que ali forem internados, ainda que provisoriamente pois não se montou a cozinha e apenas fica um enfermeiro para receber algum doente e vir avisar de que é preciso ir ao Hospital. Se forem necessárias dietas ficou determinado pela “Comissão” encomendar essas dietas em qualquer das pensões, enquanto a enfermagem pelas Irmãs da Caridade se não fizer.»
Romeu Bispo
(Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal)

Quando a história se mede por milhões ou milhares de anos, oitenta anos nesta visão global do Universo não tem grande significado, mas para os humanos significa uma vida e sabemos que não são todos os que atingem tal provecta idade. No sabugal contam-se pelos dedos aqueles que viveram e se lembram deste ano. Foi o ano do início da construção do Hospital da Misericórdia que funcionou muitos anos como Hospital concelhio.

Romeu BispoNum caderno de Notas/Memórias do Sr. Dr. Francisco Maria Manso encontrámos o relato de uma empresa que, à data, envolveu praticamente todo o Concelho: «No espírito de todos estava a construção de um hospital, mas para a realização desta obra era preciso dinheiro e não existia”. “A assistência neste Concelho mal existia e algum dinheiro era gasto em presentes aos pobres, no dia de Natal, ou data solene, sendo esses presentes constituídos por arrôs, assucar etc…».
Fazendo parte da Comissão de Assistência Municipal foi o Dr. Manso que propôs a entrega das verbas sobrantes à Comissão da Misericórdia para constituição do fundo de construção do hospital: «Todos os membros da Mesericordia e lembramo-nos sobre tudo do sr. Joaquim Monteiro, José Augusto dos Santos e Afonso Dias, abraçaram a ideia com enthusiasmo a guardar religiosamente todas as migalhas da Mesericórdia para esse fim».
Colaborou com a Misericórdia o «Sr. Ismael Mota que como secretário da Câmara a todas as reuniões assistia e com grande enthusiasmo desejava também ver realizada a obra que a todos interessava».
Foi o Sr. Dr. Manso que emprestou 160$00 (cento e sessenta escudos) de uma vez e 200$00 (duzentos escudos) de outra para que as plantas fossem feitas pelo Sr. Antonio Braga Calheiros, posteriormente copiadas no Porto e mais uma vez alteradas na Guarda.
«Outra dificuldade foi saber onde e quem deveria aprovar a planta. Enviada ao Exmo. Sr. Mangas para Lisboa, este nosso conterrâneo e grande amigo do Sabugal, foi ao Ministério do Comércio com a respectiva planta e memorial e ali informaram que era com as obras públicas da Guarda. Fomos às obras públicas da Guarda e ali informaram que não era ali e não sabiam onde era! Seguimos para o Governo Civil e ali o Sr. Governador (Dr. Filipe) assumiu toda a responsabilidade e que se desse começo à obra.
Publicaram-se anúncios no «O Século» e «Diário de Notícias» e apareceram dois arrematantes, o Sr. Engenheiro do Fundão (Lobo) e o Sr. Francisco Dias, de Rebelhos.
O Sr. Engenheiro Lobo só tomaria conta da obra por 99 contos (paredes) e o Sr. Francisco Dias faria a obra por 100 contos pondo o telhado. Foi adjudicada ao último e feita a escritura de responsabilidade.
Deu-se início à obra em fim de 1929».
As dificuldades são de todos os tempos, porém veremos que as dificuldades daqueles tempos, tendo em conta os condicionalismos políticos e sociais da época, pareciam insuperáveis. Em próximo artigo poderemos compreender a razão da data de 1930 que está no frontispício do edifício.
Romeu Bispo
(Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal)

Romeu Bispo, natural do Sabugal, funcionário bancário, é o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, sucedendo no cargo a José Diamantino dos Santos, falecido no início do ano. Tem sobre os ombros uma grande responsabilidade, pois a instituição cresceu muito nos últimos anos e desempenha hoje um papel incontornável no apoio social às famílias sabugalenses. Rumores acerca de uma situação financeira muito difícil da Misericórdia, levaram-nos à fala com o novo provedor, que esclareceu a conjuntura actual e falou nos projectos de futuro.

romeu– Como se processou a substituição do Dr. Diamantino enquanto provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal?
– Dentro do que estipulam os Estatutos eu, sendo vice-provedor, passei a desempenhar as funções de provedor, tendo entretanto assumido as funções na Mesa um outro irmão que figurava como suplente. Actualmente a Misericórdia é gerida por cinco elementos. Para além de eu próprio fazem parte da Mesa: Manuel Nunes, António Janela, António Freitas e Maria Rosária Batista. Temos reunido periodicamente e constituímos uma equipa unida, pois estamos todos conscientes do trabalho que há a fazer. Não é fácil substituir uma figura impar como a do Dr. Diamantino e os restantes elementos da Mesa, sabendo disso, têm-me dado todo o apoio.
– Tem havido rumores de que o Dr. Diamantino deixou a Santa Casa numa situação financeira insustentável, o que levou à tomada de medidas drásticas. O que há de verdade nisto?
– A situação financeira da Misericórdia não é de facto famosa. Apresentámos as contas relativas a 2008 na última Assembleia Geral e a verdade é que houve um saldo contabilístico negativo de mais de 180 mil euros, porém o resultado operacional foi na ordem dos 90 mil euros. Perante isto alguma coisa tinha de ser feita. De qualquer forma a verdade é que o próprio Dr. Diamantino há muito nos dizia que a situação era difícil e que teríamos de tomar medidas.
– Mas como vice-provedor não sabia o que se passava?
– O Dr. José Diamantino dedicava praticamente todo o seu tempo à obra e nós comparecíamos nas reuniões e acompanhávamo-lo sempre que era necessário. Sabíamos do que se passava, porque ele nada nos escondia, e falava-nos das dificuldades que se atravessavam e que era necessário ultrapassar. Mas como estávamos habituados ao rigor da sua gestão não vivíamos numa grande preocupação porque contávamos sempre com ele para superar os problemas, que foi de resto o que ele sempre fez nos anos em que esteve à frente da instituição.
– E a que se deve a situação difícil em que a Misericórdia se encontra?
– Fomos visitados por várias inspecções que detectaram anomalias, pois as leis estão sempre a mudar e isso obriga a constantes readaptações. Isso implicou muitas despesas em obras e aquisições para suprir as falhas apontadas. Mas sobretudo houve o investimento na creche, que importou em mais de 200 mil euros, totalmente suportados pela instituição, pois os fundos comunitários prometidos nunca chegaram. As verbas eram do anterior Quadro Comunitário da Apoio e houve algum desentendimento entre as unidades gestoras, Coimbra e Lisboa, o que contribuiu para que a Misericórdia não tivesse recebido qualquer verba. O Dr. Diamantino ficou muito desanimado com isso, falando mesmo em problemas políticos que impediram a concretização do financiamento.
– E que medidas em concreto estão agora a ser tomadas para sanear financeiramente a instituição?
– Tivemos que aumentar as mensalidades dos utentes, quer das crianças quer dos idosos, que estavam inalteradas desde 2005. Esta era de resto uma ideia que o falecido provedor nos dizia que era necessário tomar. Outra medida é avançarmos com a criação da Unidade de Cuidados Continuados, fundamental para servir melhor a população idosa e também para rentabilizar o futuro da instituição.
– E há disponibilidade financeira para se avançar agora com esse projecto?
– Apenas avançaremos se obtivermos financiamento e temos boas perspectivas de o conseguir. Estes projectos são financiados pelo Ministério da Segurança Social, havendo porém a supervisão técnica do Ministério da Saúde, a quem cabe dar o sinal verde para se avançar. E aqui as coisas estão bem encaminhadas porque reunimos recentemente com o Dr. Fernando Girão, que é o administrador da Unidade Local de Saúde da Guarda, que nos elucidou acerca dos passos a dar na nossa candidatura e nos garantiu que o Sabugal terá direito a esse serviço.
– E como é que isso se processou?
– Bem, quem nos deu conhecimento da possibilidade de se avançar com a instalação de uma Unidade de Cuidados Continuados no Sabugal e intercedeu no sentido de se fazer a reunião foi o António Dionísio.
– O Toni, candidato do PS à presidência da Câmara?
– Sim.
– Mas quem andava a falar num hospital de retaguarda para o concelho era o presidente da Câmara, Manuel Rito…
– Sim, isso é verdade, até porque o Sr. Presidente da Câmara também nos falou acerca desse assunto, na reunião de apresentação que tivemos na Câmara, mas a verdade é que a reunião que tivemos com o Dr. Fernando Girão foi patrocinada pelo Toni, que fez com que as coisas avançassem. Eu limitei-me a, em nome da instituição, aproveitar uma oportunidade que penso que o Sabugal não pode perder.
– E para quando está prevista construção da Unidade de Cuidados Continuados?
– Agora esperamos pela conclusão do projecto, que está a cargo de um gabinete de arquitectura, e que nos deve ser apresentado ainda esta semana. De qualquer forma o novo projecto terá de ser analisado e aprovado pelos Ministérios envolvidos, e só então avançarão as obras. Mas estou confiante que no início de 2010 a construção irá avançar.
– Esse também era um objectivo do Dr. José Diamantino?
– Sem dúvida, até porque o novo projecto baseia-se num outro que elaborámos há oito anos, a que chamámos Unidade de Apoio Integrado, que a Misericórdia tentou fazer avançar, mas que apesar de termos o projecto aprovado não foi possível construí-lo porque não reunimos os apoios necessários.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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