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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

José Sócrates no Casteleiro - Sabugal - 2010
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Data: 23 de Janeiro de 2011.
Local: Ruvina, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Eleições para a Presidência da República. O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, votou às 17 horas na freguesia da Ruvina. «Agir positivo e pensar positivo», declarou o autarca junto de alguns conterrâneos após exercer o direito de voto.

Este acto de cidadania faz-me pensar como seria interessante saber onde votaram os outros intervenientes políticos e sociais sabugalenses. A minha curiosidade aumenta quando penso em algumas personalidades que estão sempre dispostas a apontar de forma indigna defeitos e problemas esquecendo-se das soluções e do respeito pelas pessoas.
jcl

O historiador Jorge Martins esteve presente na Casa do Castelo, no Sabugal, no dia 7 de Novembro, para uma sessão de apresentação do seu mais recente livro « A República e os Judeus».

Jorge Martins - Natália Bispo - Casa do Castelo - Sabugal

A sessão de lançamento da obra «A República e os Judeus», do historiador Jorge Martins, teve lugar na Câmara Municipal de Lisboa, no dia 9 de Outubro e foi apresentado pelo pensador e filósofo Miguel Real, autor do prefácio.
No dia 7 de Novembro o escritor deslocou-se propositadamente ao Sabugal para fazer a apresentação do livro na Casa do Castelo. Jorge Martins considera-se «filho adoptivo do Sabugal» porque aquando da apresentação de outro dos seus livros, também na Casa do Castelo, desabafou que «era de Lisboa e por isso não podia dizer que tinha terra» foi presenteado por Natália Bispo com um saco de batatas e cebolas para levar para a capital. Também agora voltou para casa com dois lindos sacos – de batatas e de cebolas – ofertados pela dona da Casa do Castelo mantendo, assim, esta relação de amor às terras raianas do Sabugal.
A apresentação do livro – onde estiveram presentes muitos amigos da Casa do Castelo e personalidades ligadas à cultura e às artes – contou com a dramatização de alguns textos pelo actor Jorge Sequerra.
No dia 11 de Novembro, Jorge Martins deslocou-se ao Parlamento para mais uma sessão de lançamento do livro «A República e os Judeus», na Biblioteca da Assembleia da República. «Não podia deixar de realizar na Assembleia da República o lançamento de “A República e os Judeus”, pois aqui se proferiram discursos importantes a favor dos judeus, aquando da discussão do projecto de Lar Judaico em Angola», disse na ocasião.
Recorde-se, ainda, que Jorge Martins foi o moderador (3.º painel) e orador (4.º painel) no Congresso do 1.º Festival da Memória Sefardita que decorreu no início do mês de Novembro no TMG-Teatro Municipal da Guarda organizado pela Turismo Serra da Estrela. A sua intervenção sob o título «Os Judeus da Serra da Estrela nos processos da Inquisição» versou, especialmente, os judeus do Sabugal desde o século XVI até aos nossos dias.

Parabéns ao escritor Jorge Martins e à Casa do Castelo por mais esta oportunidade cultural.
jcl

O historiador Jorge Martins esteve presente na Casa do Castelo, no Sabugal, no dia 7 de Novembro, para uma sessão de apresentação do seu mais recente livro « A República e os Judeus».

GALERIA DE IMAGENS – «A REPÚBLICA E OS JUDEUS»  –  CASA DO CASTELO – 7-11-2010
Fotos Capeia Arraiana  –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

A Implantação da República foi comemorada com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A organização dos eventos esteve a cargo da Comissão presidida pelo professor Adérito Tavares. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

«A República e os Judeus» é o mais recente livro do historiador Jorge Martins. Após o lançamento na Câmara Municipal de Lisboa o autor desloca-se ao Sabugal no dia 7 de Novembro para apresentar o livro na Casa do Castelo.

Jorge Martins - Casa do Castelo - Sabugal

«A República e os Judeus» é o mais recente livro editado pelo historiador Jorge Martins. A cerimónia de lançamento teve lugar na Câmara Municipal de Lisboa, no dia 17 de Outubro, com a apresentação a cargo de Miguel Real, autor do prefácio do livro e do actor Jorge Sequerra que fez a leitura dramatizada de textos da época da implantação da República.
«A capa de «A República e os Judeus» teve um percurso curioso» recorda Jorge Martins no seu blogue «Portugal e os Judeus» acrescentando que «o talentoso artista, Jorge Machado-Dias, que tem feito as capas dos meus livros editados na Vega, resolveu criar um blogue onde expõe o seu processo de criação, exibindo os projectos exploratórios até chegar à capa final». Como a ideia era associar os judeus à República a foto escolhida, publicada na revista Ilustração Portuguesa em 1915, mostra o presidente da República, Teófilo Braga e o seu secretário particular, o judeu Levy Bensabat (primeiro à direita).
O filósofo Miguel Real considerou no prefácio da obra: «Pelos seus livros publicados nomeadamente os 3 volumes de Portugal e os Judeus (2006) e a Breve História dos Judeus em Portugal (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo A República e os Judeus (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma “questão religiosa” na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma “questão religiosa” com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma “questão judaica” na I República.
Um livro de aconselhável leitura no ano do 100º aniversário da implantação da República.»
Cerca de um ano depois, no dia 7 de Novembro, o autor desloca-se ao Sabugal para apresentar mais um livro na livro na Casa do Castelo. Recorde-se que a 17 de Outubro de 2009 apresentou em sessão pública, também na Casa do Castelo, o livro «Breve História dos Judeus em Portugal» e lançou o desejo de juntar vontades para proporcionar o estudo e divulgação dos vestígios judaicos no Sabugal assim como o lançamento das bases de um roteiro judaico para o território raiano.
O historiador Jorge Martins é um dos congressistas do I Festival Internacional da Memória Sefardita organizado pela Turismo Serra da Estrela entre os dias 1 e 7 de Novembro. Na manhã de quinta-feira, dia 4, no TMG-Teatro Municipal da Guarda o especialista em história judaica será o moderador do 3.º painel intitulado «A fronteira da vida de Aristides de Sousa Mendes» e participará como orador no 4.º painel «O Impacto da herança Judaica no Turismo» onde falará dos Judeus do Sabugal.
jcl

A Comissão Municipal para a Celebração do Centenário da República incluiu no seu programa uma visita de estudo à Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça, destinada aos alunos do Curso Profissional de Conservação e Restauro, da Escola Secundária do Sabugal.

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Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaAcompanhados por um grupo de professores, pelo Director da Escola, Dr. Jaime Vieira, pelo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Robalo, e por mim próprio, esta visita efectuou-se no dia 26 de Outubro.
Porquê, no âmbito do Centenário da República, uma visita à Casa dos Patudos? Porque esta extraordinária mansão, recheada com uma também extraordinária colecção de obras de arte, foi residência de um dos maiores vultos da I República, aquele que a proclamou em 5 de Outubro de 1910 a partir da varanda da Câmara Municipal de Lisboa: José Relvas.
Lembremos, em breves palavras, José Relvas, essa notabilíssima figura de cidadão exemplar, político competente e mecenas generoso.
José de Mascarenhas Relvas nasceu na Golegã, em 1858 (curiosamente, no mesmo ano em que nasceu, na Ruvina, o «nosso» Dr. Joaquim Manuel Correia), no seio de uma abastada família. Era filho de Carlos Relvas, que se notabilizou, entre outras e muito diversificadas actividades, como pioneiro da fotografia em Portugal (merece uma visita a sua Casa-Estúdio na Golegã).
José Relvas licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, no ano de 1880, mas só tardiamente se interessaria pela vida política. Sendo um democrata convicto, demonstrou abertamente a sua discordância em relação ao governo ditatorial de João Franco e aderiu ao Partido Republicano, em 1908. A partir de então, dedicou-se de alma e coração à propagação e defesa dos ideais do republicanismo, tendo-se tornado um dos elementos mais activos do Directório Republicano.
Em 1882, o jovem José Relvas, então com 24 anos, mudou a sua residência para Alpiarça. Quando, em 1887, morreu a sua mãe, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas, reclamou a respectiva herança, dispondo assim de capitais suficientes para desenvolver os seus negócios agrícolas, sobretudo a produção vinícola. Foi a prosperidade resultante desses negócios que lhe permitiu construir a Casa dos Patudos.
Esta enorme casa familiar foi projectada, em 1904, por Raul Lino, nesta altura um jovem arquitecto, com apenas 25 anos. Sendo embora uma das suas primeiras obras, a Casa dos Patudos possui já as características fundamentais da obra de Raul Lino, que haveriam de marcar indelevelmente a arquitectura portuguesa da primeira metade do século XX: um sábio doseamento de tradição revivalista e de modernidade.
Inaugurada em 1909, a Casa de José Relvas e da sua família tornar-se-ia simultaneamente uma casa-museu, que, pouco a pouco, viria a albergar uma impressionante colecção de pintura, escultura e artes decorativas, e uma mansão cultural, onde Relvas reunia habitualmente numerosos amigos, sobretudo músicos e artistas plásticos. Ele próprio era um bom violinista (teve um Stradivarius) e o seu filho mais velho, Carlos, tocava piano. Eram, portanto, muito frequentes os serões musicais na Casa dos Patudos.
Sendo por natureza um homem sensível, amante das artes, dedicou boa parte da sua vida à «nobre arte da amizade»: teve a sorte de viver numa das épocas mais fecundas da cultura portuguesa e contava entre os seus amigos artistas como José Malhoa, Columbano, Silva Porto, Tomás da Anunciação, João Vaz, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro, Soares dos Reis e Teixeira Lopes, aos quais encomendou ou adquiriu numerosas obras. Nas suas estadias e viagens ao estrangeiro foi também adquirindo quadros de alguns dos mais notáveis pintores europeus de todos os tempos, como Zurbarán e Delacroix. Para além de pintura de grande qualidade, Relvas coleccionou também preciosas obras de escultura, cerâmica, azulejaria, joalharia, tapeçaria, mobiliário, etc.
A partir de 5 de Outubro de 1910, a vida de José Relvas sofreu uma transformação radical: passou a viver muito mais tempo fora de Alpiarça, longe dos seus quadros, do seu violino e dos seus livros. Foi nomeado ministro das Finanças do Governo Provisório, em substituição de Basílio Teles. Exerceu o cargo com grande empenho, competência e escrupulosa dedicação. Algo desiludido, porém, com os rumos da instabilidade política, aceitou o cargo de embaixador de Portugal em Madrid, onde permaneceu entre 1911 e 1914. Regressado ao país, foi depois senador e, em 1919, Presidente do Conselho de Ministros, num breve governo de apenas três meses, formado na sequência do assassinato de Sidónio Pais. Este foi um tempo particularmente funesto na vida de José Relvas: já anteriormente lhe haviam morrido dois filhos e, no ano devastador de 1919, suicida-se o filho mais velho (agora único), Carlos Relvas. Entre 1919 e 1929, ano da sua morte, José Relvas abandona definitivamente a política, refugiando-se na sua actividade de agricultor e na fruição da sua imensa e preciosa colecção artística.
Foi essa vasta e maravilhosa colecção que, de sala em sala, foi encantando os alunos e professores da Escola Secundária do Sabugal.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Na manhã do dia 6 de Outubro foi plantada a Árvore da República na Escola Secundária do Sabugal.


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O canteiro do pátio da entrada da Escola Secundária do Sabugal tem mais uma árvore. Mas não é uma árvore qualquer. É a Árvore do Centenário da República e foi plantada na manhã do dia 6 de Outubro.
Participaram neste momento simbólico das Comemorações dos 100 anos da República em representação da Câmara Municipal do Sabugal o presidente António Robalo, a vice-presidente Delfina Leal e os vereadores Ernesto Cunha, Joaquim Ricardo, Luís Sanches, Sandra Fortuna e Francisco Vaz. O director, Jaime Vieira, os professores e alunos da Escola Secundária do Sabugal concentraram-se no largo da entrada e colaboraram na plantação da árvore que se pretende chegue, também ela, a centenária.
As primeiras Festas da Árvore iniciaram-se em Portugal na fase muito final da Monarquia por iniciativa de organizações republicanas. A 26 de Maio de 1907 realizou-se no Seixal a 1.ª Festa da Árvore, promovida pela Liga Nacional de Instrução, criada para promover a instrução nacional e principalmente o ensino primário popular.
Destacam-se na sua organização duas figuras ilustres da Maçonaria – António Augusto Louro (natural do Sabugal) que presidiu à Comissão que promoveu a Festa da Árvore e Manuel Borges Grainha da Liga Nacional de Instrução.
A Festa foi um enorme sucesso ao qual aderiram alunos, professores e população do Seixal mas também destacados cidadãos e populações das proximidades.
A implantação da República a 5 de Outubro de 1910 trouxe à sociedade portuguesa um conjunto de novos valores e símbolos. Entre estes destaca-se o culto da árvore que se associa a outros valores centrais do republicanismo como a fraternidade, a educação e o culto da pátria.
jcl

Na manhã do dia 6 de Outubro foi plantada a Árvore da República na Escola Secundária do Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –  PLANTAÇÃO DA ÁRVORE DA REPÚBLICA   –  6-10-2010
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«Os heróis do mar, o nobre povo, a nação valente e imortal celebra os 100 anos da República Portuguesa no concelho do Sabugal.» Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Comemorar os 100 anos da implantação da República, é comprometer-nos na construção de um Sabugal Melhor!

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Em primeiro lugar, lembramos a atitude de um punhado de portugueses que, transportando a vontade de todo um Povo, souberam dar-se pela causa pública, acreditando nos ideais progressistas e modernistas das ideias republicanas e por elas se dispondo a lutar com risco da própria vida.
Mas lembramos também, e sobretudo, os ventos de progresso, libertação e democratização da sociedade portuguesa que, todos acreditavam, a República transportava no seu seio.
A igualdade perante o Estado e os seus órgãos político-administrativos; o fim dos privilégios ligados às condições de nascimento; a liberdade de consciência e de crença; o fim das perseguições por motivos de religião; a universalidade do ensino primário obrigatório e gratuito; a total liberdade da expressão de pensamento e do direito de reunião e associação; o direito à assistência pública;
Eis todo um ideário de progresso e de modernidade que os republicanos traduzem de imediato na Constituição de 1911.
E no que ao Poder Local diz respeito, a mesma Constituição consagrava, pela primeira vez, o princípio da não ingerência do Poder Executivo na vida dos corpos administrativos locais.
É também na Constituição de 1911, que se definem como princípios a seguir pela legislação ordinária, no que ao Poder Local diz respeito:
A separação dos poderes distritais e municipais em deliberativo e executivo; o exercício do referendo; a representação das minorias nos corpos administrativos locais; a autonomia financeira dos corpos administrativos.
Lamentavelmente, não houve a coragem política para se ir mais longe no que diz respeito à total autonomia do Poder Local, mantendo-se os magistrados administrativos, subordinados ao Governador Civil.
Igualmente, e como isto nos é hoje familiar, a luta entre os «federalistas» e os «centralistas», levaria ao abandono das teses republicanas que defendiam uma forma de regionalização do País assente no tripé «Freguesia-Município-Província».
Mas comemorar o centenário da implantação da República tem hoje, e no contexto do Concelho do Sabugal, outra e fundamental razão.
Em 1911, o Concelho tinha 34.778 habitantes; hoje tem somente 13.261, quase um terço.
Em 1911 as maiores freguesias, todas com mais de 1.000 habitantes, eram 12, por ordem decrescente: Sabugal, Quadrazais, Vale de Espinho, Soito, Alfaiates, Aldeia Velha, Casteleiro, Aldeia da Ponte, Bendada, Pousafoles do Bispo, Sortelha e Santo Estêvão; em 2001 eram duas: Sabugal e Soito.
E no que dizia respeito às freguesias de menor dimensão, com população inferior a 300 habitantes, eram em 1911, Ruivós, Vale das Éguas, Lomba e Vale Longo; no último censo realizado, contavam-se 22 freguesias (mais de metade do total de freguesias do Concelho) com menos de 300 habitantes…
Este é um cenário que nos obriga àquilo a que chamo de «refundação do Concelho do Sabugal».
Os sabugalenses de cada lado do Côa, possuidores de uma história de milénios, caldeados pelo frio e pelo calor, pertencem à classe dos que «antes morrer que torcer», daqueles que, nas tempestades sabem escolher o seu rumo.
E por isso, lembrar a gesta heróica de mulheres e homens que fizeram o 5 de Outubro, estou certo que todos, independentemente da sua ideologia, perceberam já que esta é a hora.
É a hora de definir para onde queremos ir e como lá chegar;
É a hora de usar os recursos vastos que temos para tornar o Concelho mais competitivo e qualificado;
É a hora de afirmar o Concelho no quadro regional, mas também no quadro transfronteiriço;
É a hora para a qual todos somos chamados e na qual todos devemos participar!
E, permitindo-me parafrasear José Relvas na sua proclamação às 11 horas do dia 5 de Outubro de 1910 nas varandas dos Paços do Concelho de Lisboa:
«Unidos todos, numa mesma aspiração ideal» os sabugalenses vão reconstruir o Concelho do Sabugal tornando-o num território sustentável e competitivo, atractivo para viver, trabalhar e investir, preservando as memórias, as tradições e a natureza!

Nota: Esta crónica reproduz no essencial a intervenção feita no dia 5 de Outubro no Auditório Municipal, na qualidade de Presidente da Assembleia Municipal.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.

Centenário República - Sabugal

A sessão solene das comemorações do Centenário da Implantação da República no concelho do Sabugal, no dia 5 de Outubro de 2010, teve lugar no Auditório Municipal. A mesa foi constituída por António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, por Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, por Ramiro Matos, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, por Adérito Tavares, presidente da Comissão Municipal para as Comemorações e por Jaime Vieira, igualmente da Comissão Municipal.
A sessão solene foi aberta pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo. O autarca raiano deu as boas-vindas a todos os convidados e felicitou os membros da Comissão Municipal e todos os que colaboraram, nos serviços do município e da Sabugal+, para a organização das cerimónias dos 100 anos da República que decorrem até ao dia 30 de Outubro.
«Faz hoje 100 anos que foi implantada a República, na sequência de um processo revolucionário de republicanização progressiva do país. Finda a monarquia, institui-se a república, que mais não é que o regime político em que ainda, e felizmente, vivemos e em que os cidadãos exercem o poder por intermédio de representantes por si eleitos e em que não existem cargos hereditários», afirmou António Robalo no início do seu discurso. De seguida foram destacadas pelo autarca as principais medidas da República como a «expulsão do país das ordens religiosas, erradicação de qualquer conteúdo religioso do ensino público, na legislação ou nos órgãos do Estado, universalidade e obrigatoriedade do registo civil, mudança da unidade monetária, mudança dos símbolos nacionais (bandeira e hino), instituição do casamento civil obrigatório e do divórcio, igualdade perante a lei, livre expressão do pensamento, instrução obrigatória e gratuita para todas as crianças dos 7 aos 12 anos, autorização e regulamentação da greve, instituição do descanso semanal e obrigatório dos trabalhadores ou a limitação dos horários de trabalho».
Houve, contudo, no entendimento do autarca, «excessos» praticados pela revolução republicana «próprios de quem quer dar novos rumos ao País» mas que «permitiram implantar valores, princípios, ideiais e… a visão da República onde deve prevalecer o interesse público sobre os interesses particulares. O autarca sabugalense recordou o exemplo de Manuel de Arriaga que «não teve direito a habitação como primeiro Presidente da República e só ocupou o palácio de Belém mediante o pagamento de renda».
Para os tempos de crise que vivemos António Robalo aconselhou a «valorizar princípios que orientem a sociedade, a dar o nosso melhor, a trabalhar em prol da comunidade, a esquecer as diferenças e a reforçar o espírito de cooperação» e celebrar os valores republicanos como «igualdade, fraternidade, liberdade, solidariedade, austeridade e não ostentação, preocupação, sacrifício e dedicação ao bem comum».
O presidente sabugalense aproveitou para deixar alguns conselhos «locais»: «Quer a nível nacional quer a nível local que cada um sirva a sociedade. Como eleitos ou como eleitores, os ideais republicanos devem balizar o rumo que queremos para o País, para a região, para o município, para a freguesia. Privilegiar o interesse público acima dos interesses particulares, gerir a coisa pública com determinação, com visão, administrando com zelo o esforço dos contribuintes, dando o exemplo. Às oposições pede-se colaboração no sentido de promoverem o bem comum e não a satisfação dos interesses particulares, os interesses dos seus eleitores. Quantas vezes as oposições estão contra, entre outras razões, porque o poder está a favor? Ao celebrar o centenário da República são estes os valores que devemos celebrar, valores de igualdade, de fraternidade, de liberdade, de solidariedade, de austeridade e não de ostentação, de preocupação, sacrifício e dedicação ao bem comum».
A finalizar e antes do «Viva a República!» o presidente António Robalo recordou o grande Almeida Garret para quem «tudo o que se fizer há-de ser pelo povo e com o povo… ou não se faz».
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Discurso do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
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1 – As cerimónias do Centenário mereceram uma atenção especial por parte dos responsáveis municipais. O cartaz, da autoria de Manuel Morgado, é belíssimo e recebeu os parabéns de todos. Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, quando foi presenteado pelo artista com uma serigrafia surpreendeu com uma tirada soberba: «Daqui a cem anos ninguém se vai lembrar dos nossos nomes mas tenho a certeza que vão recordar o de Manuel Morgado.»

2 – Excelente trabalho da Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário presidida pelo professor Adérito Tavares. A exposição no Museu é historicamente valiosa. E o que falta cumprir do programa promete…

3 – A República «paga» para ter ao seu serviço centenas de mulheres e homens eleitos para representar o povo. O concelho do Sabugal tem 40 freguesias. As juntas de freguesia são constituídas por três elementos (executivos). A Assembleia Municipal tem, além dos 40 presidentes de Junta, 41 deputados (ou membros). Mas… estiveram presentes na sessão solene no Auditório Municipal do Sabugal, no dia 5 de Outubro, salvo melhor contagem um total de: 3 presidentes de Junta de Freguesia e menos de 10 deputados municipais. É simplesmente lamentável a falta de sentido de responsabilidade de alguns eleitos.

4 – Entre a insustentável leveza e ligeireza da indiferença de uns e as obscuras e bafientas tentativas de tudo tentar manter na mesma de outros há coisas que são difíceis de perceber no republicano concelho do Sabugal.
jcl

5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.

Adérito Tavares

A oração de sapiência na sessão solene no Auditório Municipal do Sabugal esteve a cargo do ilustre historiador Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal. Adérito Tavares preside à Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República e é responsável pela recolha e classificação de muitos e valiosos documentos disponíveis na exposição sobre a história da República no Museu.
«No dia 12 de Maio de 2010 assisti no Largo da República, no Sabugal, à representação de um jovem que da varanda dos Paços do Concelho encarnou José Relvas e gritou – Está proclamada a República. Viva Portugal!», recordou Adérito Tavares no início da sua oração de sapiência que vamos reproduzir na íntegra.

«Intervenção na sessão solene de comemoração do Centenário da República no Sabugal
Na manhã de 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, José Relvas e Eusébio Leão, membros do Directório Republicano, anunciavam o estabelecimento do regime republicano e a composição do Governo Provisório, enquanto as suas palavras eram vibrantemente aplaudidas por uma multidão delirante.
Poucas horas depois, um suplemento do Diário do Governo «oficializava» a revolução: «Hoje, 5 de Outubro de 1910, às onze horas da manhã, foi proclamada a República de Portugal no salão nobre dos Paços do Município de Lisboa, depois de terminado o movimento da revolução nacional.»
No dia seguinte, o rei e a família real embarcavam na Ericeira a caminho do exílio.
O triunfo do levantamento republicano deveu-se menos aos méritos das diferentes forças empenhadas no derrube da Monarquia e mais às fragilidades desta. As condições objectivas eram extremamente favoráveis aos republicanos: o País encontrava-se mergulhado numa profunda crise económica, financeira, social e institucional. Por outro lado, a «republicanização» de vastas camadas da população urbana tinha também criado as condições subjectivas para a mudança de regime: a alternativa desenhada pelos ideais republicanos apontava para uma sociedade mais progressiva e mais justa, criando enormes expectativas na população. Mas seria justamente a frustração de muitas dessas expectativas que haveria de criar grandes dificuldades ao novo regime implantado em 1910.
No Sabugal, as notícias da proclamação da República chegaram depressa. Uma semana depois, um grupo de respeitados cidadãos republicanos formou um executivo camarário provisório, presidido pelo Doutor Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos, Morgado de Sortelha. No livro de actas da Câmara podemos ler:

Acta de instalação da Câmara Municipal Republicana, no dia 12 de Outubro de 1910
Presidência do cidadão Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos.
Presentes os senhores vogais João dos Santos Forte, Aníbal Esteves, José Augusto Rodrigues, Manuel António da Mota, José Casimiro da Costa Quintela e Alexandre Lourenço Leitão.
Sendo duas horas da tarde, o senhor Presidente abriu a sessão.
E, um pouco mais adiante:
[A Câmara] deliberou, finalmente, que se enviassem [telegramas] aos Excelentíssimos Presidente Provisório da República e ao Governador Civil deste Distrito, felicitando-os pela proclamação da República e dando-lhes conhecimento de que [esta Câmara] tomou hoje [posse] da Administração Municipal.
No dia seguinte, 13 de Outubro de 1910, voltou a reunir o novo executivo municipal republicano. O entusiasmo com que a República foi recebida transparece na seguinte passagem da acta dessa sessão:
… pedindo e obtendo a palavra, o cidadão vereador [José Casimiro da Costa] Quintela […] disse que se sentia muito à vontade no seu lugar, orgulhoso de pertencer à nova Câmara Republicana deste concelho, composta de cidadãos de uma envergadura moral acima de toda a suspeita e presidida por um dos [cidadãos] mais distintos que conhece.
Pouco tempo depois, em 27 de Outubro de 1910, o Governador Civil da Guarda, Dr. Arnaldo Bigotte de Carvalho, nomeou José Casimiro da Costa Quintela Presidente da Câmara Municipal do Sabugal e o Doutor Aurélio de Vasconcelos Administrador do Município. Lembro que o Administrador do concelho, que existia nos últimos tempos da Monarquia e continuou a existir durante os primeiros anos da República, era o representante do Governo central, o equivalente concelhio ao Governador Civil distrital.
Vale a pena determo-nos ainda noutro destes interessantes documentos, que ilustram bem os acontecimentos ocorridos há cem anos: na sessão do dia 17 de Outubro, ainda sob a presidência do Doutor Aurélio de Vasconcelos, encontramos estas palavras:
A Câmara deliberou que, na acta desta sessão, se lançasse um voto de profundo pesar pelo falecimento dos grandes democratas Doutor Miguel Bombarda e Vice-Almirante Cândido dos Reis, e das demais vítimas que houve para a proclamação da República.
A morte trágica destes dois líderes carismáticos da Revolução cobriu de luto o país republicano e impressionou vivamente as novas autoridades municipais. Por isso, as vilas e cidades de Portugal se encheram de ruas e praças com os nomes do Almirante Reis e do Doutor Miguel Bombarda. A começar, desde logo, pela grande Avenida Almirante Reis, em Lisboa, que até então se chamara Avenida Rainha D. Amélia.
Porque nestas breves palavras não se pode falar de tudo e de todos, detenhamo-nos um pouco sobre estes dois notáveis chefes do movimento republicano.
Miguel Bombarda foi um eminentíssimo médico psiquiatra, professor e ensaísta de renome internacional. Os seus ideais humanistas levaram-no a fundar, em 1906, a Junta Liberal. Impulsionada pelo ardor combativo do Professor Bombarda, esta Junta haveria de se destacar na luta contra a ditadura de João Franco e contra o clericalismo, particularmente contra o jesuitismo. Miguel Bombarda foi igualmente membro proeminente da Maçonaria. No entanto, a sua actividade política só se tornaria verdadeiramente empenhada e comprometida quando aderiu, em 1909, ao Partido Republicano.
O almirante Carlos Cândido dos Reis, a mais alta patente militar comprometida no movimento revolucionário, foi um membro activo da Carbonária e um dos mais empenhados conspiradores republicanos. Na madrugada de 4 de Outubro foi incorrectamente informado por um subordinado, que dava por perdida a batalha em terra. Tendo concluído que a revolução falhara, o almirante suicidou-se. Morreu ingloriamente.
Também Miguel Bombarda teve uma morte trágica, nas vésperas da revolução. Na manhã de 3 de Outubro foi procurado por um antigo doente, Aparício Rebelo dos Santos, oficial do Exército, que sobre ele disparou vários tiros de pistola. Atingido no ventre, foi levado para o Hospital de S. José, onde seria operado pelo prestigiado cirurgião Francisco Gentil, seu colega e amigo. Ao fim da tarde, porém, o seu estado piorou. À mesma hora que a revolução republicana estava na rua ia Miguel Bombarda a enterrar. Herói da República, mártir da ciência.
Nas ruas, a República foi aclamada porque prometia muito. Alguns dias depois da Revolução, um jornal noticiava: «Isto está bom! O feijão já desceu um vintém!» Infelizmente, porém, o caminho não era tão fácil, num país pobre, endividado e quase analfabeto.
No plano ideológico, a República trazia consigo a revalorização dos ideais democráticos, defendendo que o homem só se tornaria verdadeiramente livre quando quebrasse os grilhões da ignorância e da superstição. A herança da Revolução Liberal Francesa encontrava-se ainda no cerne do republicanismo, com a sua trilogia «liberté, egalité, fraternité». Lembremos, no entanto, que, apesar das sucessivas revoluções ocorridas um pouco por toda a Europa durante o século XIX, em 1910 apenas existiam duas repúblicas: na França e na Suíça. Portugal era a terceira.
Para além da consolidação do novo regime e da criação de um clima de pacificação nacional e de ordem pública, o governo provisório e os governos que se lhe seguiram procuraram dar cumprimento a algumas das promessas do Partido Republicano. Foram convocadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1911. Procedeu-se à publicação de alguma legislação extremamente corajosa mas polémica, com vista à laicização do Estado, como a Lei de Separação da Igreja do Estado, o estabelecimento do registo civil obrigatório e a legalização do divórcio. No entanto, se a laicização do Estado, em si mesma, constituía um passo positivo no caminho da modernização da sociedade portuguesa, os excessos anticlericais e o desrespeito pelas tradições e convicções da maioria da população, profundamente católica, geraram um perigoso e escusado clima anti-republicano. O objectivo anunciado por Afonso Costa, de erradicar o catolicismo do País em duas gerações, apenas serviria para criar uma questão religiosa. Na exposição que hoje mesmo iremos inaugurar podemos ver duas cartas de D. Manuel Vieira de Matos, Bispo da Guarda, dirigidas ao Presidente da República Manuel da Arriaga. Escritas em 1911, numa linguagem serena e inteligente, denunciam desde cedo o clima de intolerância que o anticlericalismo jacobino estava a semear por todo o País e que apenas se atenuaria a partir dos anos da Grande Guerra.
No plano social, os governos republicanos procuraram também satisfazer muitas das reivindicações mais prementes, através da autorização e regulamentação da greve, da instituição do descanso semanal obrigatório e da limitação dos horários de trabalho; mas deixaram vastas camadas sociais descontentes, sobretudo o operariado. Sucederam-se as greves, muitas vezes reprimidas com bastante violência, o que criaria condições favoráveis ao crescimento do anarco-sindicalismo e do comunismo.
Foi, porém, no domínio da educação que a acção dos primeiros governos republicanos se revelou mais eficaz e duradoura. No dealbar do século, a taxa de analfabetismo, em Portugal, andava pelos 78%, fazendo do País um dos mais atrasados culturalmente. A República decretou a instrução obrigatória e gratuita para todas as crianças entre os 7 e os 12 anos, tendo também procedido à reforma do ensino superior, nomeadamente através da fundação do Instituto Superior Técnico e de duas novas universidades, em Lisboa e no Porto. Os governos republicanos colocaram igualmente entre as suas prioridades as questões da saúde pública, procedendo a uma profunda reforma do ensino médico.
Em síntese: o que hoje celebramos não é apenas uma mudança de regime, é também o começo de uma mudança de mentalidade. Não existem revoluções perfeitas nem regimes perfeitos. E, se a República trouxe consigo excessos e retrocessos, trouxe também indiscutíveis avanços para a modernização de Portugal.
A eclosão da I Guerra Mundial, em 1914, e a intervenção de Portugal no conflito, em 1916, travaram esse processo evolutivo. A participação na Grande Guerra foi um processo suicidário. Se o País se tivesse mantido afastado dos campos de batalha europeus, tudo poderia ter sido bem diferente. Mas a história contrafactual não é senão isso: imaginarmos aquilo que poderia ter acontecido mas que não aconteceu. Em história não há ses. E a verdade é que a Guerra contribuiu pesadamente para acentuar o desequilíbrio financeiro e os desentendimentos políticos, abrindo as portas ao messianismo de Sidónio Pais, essa espécie de “ensaio geral” da Ditadura Militar de 1926 e do Estado Novo salazarista.
Para além da instabilidade política e da incapacidade dos sucessivos governos de equilibrar as contas do Estado, que outras razões ajudam a explicar a queda da I República? A frustração das esperanças do operariado e das classes médias; a militância anti-republicana dos saudosos da Monarquia; o descontentamento da Igreja Católica, provocado pelos excessos do jacobinismo anticlerical; a instalação de um persistente clima de violência urbana, de que a tenebrosa “noite sangrenta” foi o clímax. Foi a conjugação de todos esses factores que acabou por lançar o País nos braços dos militares, em 28 de Maio de 1926. Chegava deste modo ao fim a I República, nascida faz precisamente hoje cem anos.
Pouco depois, em Dezembro de 1928, escrevia Fernando Pessoa:

«Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer.
[…]
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro.»

Também hoje o País parece mergulhado numa cerrada neblina. Saiamos do nevoeiro, sem esperar por D. Sebastião. E o melhor caminho para sair é o da Escola e dos centros de investigação científica. Sabiam-no todos os grandes republicanos. E sabia-o também o poeta João de Deus, que dizia que todas as revoluções, para triunfarem, deveriam começar pelo a, e, i, o, u. Era esse, do mesmo modo, o lema de um notável republicano sabugalense, o Doutor António Augusto Louro, que foi autarca, homem de ciência e pedagogo: ele acreditava também devotadamente nas potencialidades da educação e da cultura como forma de libertação do Homem. Termino com as suas palavras:
«Não há democracia sem liberdade. Não há liberdade sem educação.»
Adérito Tavares»

O Capeia Arraiana destaca o enorme trabalho dos profissionais da Câmara Municipal do Sabugal e da empresa municipal Sabugal+ que tornaram possível celebrar o Centenário da República com muita dignidade e valor histórico. Ao ilustre professor e historiador Adérito Tavares aqui deixamos um grande bem-haja pelo «brilho» da exposição e o «peso» do programa das comemorações.
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5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.

GALERIA DE IMAGENS  –   COMEMORAÇÕES DA REPÚBLICA   –  5-10-2010
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«O Governo Republicano é legitimado pela prossecução do interesse geral. Nele aflora também ideologia positivista que propugna o governo científico e aponta como inevitável o advento do Estado Positivo, em substituição dos Estados anteriores, Teólogo e Metafísico», Joaquim Manuel Correia.

António EmidioHoje, 5 de Outubro de 2010, comemoram-se em todo o País os cem anos da implantação da República. Aqui, na cidade do Sabugal, a Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República, irá falar-nos dos ideais republicanos e da história da Primeira República. Serão também homenageados os republicanos ilustres deste Concelho.
Com todo o respeito que me merecem, quero dizer aos órgãos de comunicação social do Concelho que irão estar presentes, o seguinte: a cultura e a história pertencem a todos, não são feudo de ninguém. Dai-lhe o mesmo tratamento, no mínimo, ou elevai-o muito mais, do que já foi feito à história e à cultura privadas.
Não irei falar (ou escrever, como queiram) da história da República, nem das causas que lhe deram origem Falarei de aspectos diversos, das coisas boas e menos boas dos 16 anos da Primeira República. Antes disso, quero dizer que o republicanismo tem uma natureza social e política, não foi um fenómeno conspiratório, subversivo e maçónico, como nos querem fazer crer alguns historiadores. O republicanismo é a ideologia preponderante das camadas sociais urbanas excluídas e marginalizadas do sistema monárquico. É a arma dos pobres e dos fracos desse mundo urbano, para uma Revolução Republicana que os emancipe. Esta é a ideologia da República.
Querido leitor(a), o único que existe é a história concreta feita pelo homem, logicamente que está condenada a ser o mesmo que o homem é. Por isso, Carlos da Maia, um oficial da armada do 5 de Outubro, teve esta frase: «Uma revolução pode mudar as instituições, mas em nada altera o carácter dos homens. Eles continuaram a ser o que eram: perversos e imbecis». Começarei pelas partes menos boas da República, que também as teve.
As «púrrias», esses grupos violentos pertencentes aos partidos e que eram o seu sustentáculo. Chegaram a boicotar a posse de um governo. Foi o efémero governo de Fernandes Costa (1920). A população comandada por dois «púrrias», conhecidos, um, pelo «Ó Ai Ó Linda» e outro pelo «Pintor», ameaçaram de morte o novo Presidente do Governo e os seus colegas que se encontravam reunidos no edifício da Junta de Crédito Público, para irem a Belém tomar posse. Já não foram. Foi chamada a Guarda Republicana, mas não compareceu…
Outro episódio, este dramático, foi a «Noite Sangrenta», em que foram mortos António Granjo, Machado dos Santos, o herói da Rotunda e, Carlos da Maia, entre outros.
Para bem, ou para mal, de 5 de Outubro de 1910 a 28 de Maio de 1926, a I República conheceu 45 governos e 29 intentonas revolucionárias.
Foi a segunda República Moderna da Europa, depois da francesa, era natural que suscitasse as atenções internacionais. Consideravam-na no estrangeiro, como populista, dogmática e adepta da política pela política.
Tudo foi suplantado, a parte mais negativa, pela nova estética, pelas artes, pela moda, pelos novos costumes, pelos novos ideais, pelo anticlericalismo, e pelo nacionalismo. As mulheres invadem campos exclusivamente masculinos, surgem as primeiras funcionárias do Estado. Muda também o traje delas, a mulher, principalmente a urbana, abraça a moda de Paris, simplifica o vestuário, substitui o espartilho pelo soutien. Adquire autonomia com os homens na frente de guerra, conquistam novas ocupações, passeiam sozinhas e, já frequentam cafés. Mas os republicanos impedem-nas de votar…
Protege-se a natureza, o dia da árvore tornou-se celebração obrigatória.
Veneram-se símbolos, bandeira e hino.
Glorificam-se heróis.
Surgem os valores da educação, cria-se o ensino infantil, o ensino primário tornou-se obrigatório, criam-se escolas técnicas, agrícolas, comerciais e industriais. Formam-se professores.
Criam-se as Universidades de Lisboa e do Porto.
O campo das letras e das artes vê surgirem pintores como Columbano Bordalo Pinheiro e José Malhoa. Escultores, Caricaturistas, músicos como Viana da Mota e Luís Freitas Branco.
Foi criado o Concelho de Arte Nacional que inculcou uma cultura humanista. O primeiro passo do modernismo literário surge com a revista Orpheu, à qual pertencem Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro.
Foram também tomadas medidas para proteger trabalhadores, como um dia de descanso semanal, oito horas de trabalho diárias, seguro social, etc.
Valeu a pena a República, foram e, são ainda ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Laicismo e Democracia.
Querido leitor(a), ainda somos um País soberano, embora alguns homens ligados à governação vejam nisso um factor negativo para Portugal. E a nível axiológico – de valores – não atingimos a alienação, algo de bom e verdadeiro está na alma de muitos portugueses.
Um bem-haja à Comissão Municipal para as comemorações do Centenário da República.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

As comemorações do Centenário da República no concelho do Sabugal têm vindo a ser preparadas pela Comissão Municipal e incluem um conjunto de actividades que se prolongam por todo o mês de Outubro. A sessão solene, no dia 5, inclui uma oração de sapiência pelo professor Adérito Tavares, a inauguração de uma exposição alusiva à República, a plantação da Árvore do Centenário e a apresentação da serigrafia de Manuel Morgado.

Comemorações Centenário República Sabugal
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A Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República, constituída por Adérito Tavares (presidente da Comissão), por António Robalo (presidente da Câmara Municipal do Sabugal), por Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal do Sabugal), por Jaime Vieira (director da Escola Secundária do Sabugal) e por João Vila Flor (director do Agrupamento de Escolas do Sabugal) preparou um conjunto de actividades destinadas a comemorar o Centenário da República.
No dia 5 de Outubro, às 15.30 horas, terá lugar no Auditório Municipal do Sabugal a sessão solene com uma oração de sapiência de Adérito Tavares, professor e historiador de Aldeia do Bispo, que será seguida da inauguração de uma exposição temporária alusiva à República, da plantação da Árvore do Centenário na Escola Secundária do Sabugal e a apresentação de uma serigrafia comemorativa da autoria do artista sabugalense Manuel Morgado.
No dia 6, no Auditórioa Municipal, será apresentada a peça de Teatro «Os Republicanos» (às 15.30 horas para os alunos das escolas e às 21.30 horas para o público em geral).
No dia 9, sábado, o fim-de-tarde será dedicado às «Músicas da República» e incluirá uma palestra por Rui Vieira Nery e um concerto pela Banda Filarmónica Bendadense.
No dia 26 de Outubr um grupo de alunos da Escola Secundária do Sabugal fará uma visita de estudo a Alpiarça à «Casa dos Patudos», residência do republicano José Relvas transformada em museu.
No dia 30 as comemorações terão um dos seus pontos altos com «As Jornadas da República». A abertura dos trabalhos, às 14.30 horas, contará com a presença de Adérito Tavares (presidente da Comissão), António Robalo (presidente do Município), Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal), Santinho Pacheco (governador civil da Guarda) e D. Manuel Felício (bispo da Guarda).
As conferências das «Jornadas» contam com as intervenções de Manuel Braga da Cruz (Reitor da Universidade Católica), «A Igreja e o Estado na I República», de Francisco Manso, «O Sabugal e a República» e de Adriano Moreira.
No final nas «Jornadas» será apresentada, por Natália Correia Guedes (neta de Joaquim Manuel Correia) a 5.ª edição do livro «Memórias sobre o Concelho do Sabugal» do escritor natural da Ruvina a que se seguirá uma intervenção de Júlio Louro, neto do ilustre republicano sabugalense António Augusto Louro.
jcl

O historiador Jorge Martins publicou em tempos de comemorações centenárias mais um livro intitulado «A República e os Judeus». O autor recorda no jornal «Público» que com a República «os judeus tinham vida pública e não se escondiam na sinagoga como seres exóticos e marginais».

«A República e os Judeus» - Jorge Martins

O historiador Jorge Martins dispensa apresentações. Escritor e cronista no Capeia Arraiana fez coincidir o lançamento de mais um livro sobre a história dos judeus com as comemorações do Centenário da República que vão acontecendo um pouco por todo o País.
No jornal «Público» escreveu, recentemente, um artigo intitulado «A 1.ª República – A conquista da cidadania» do qual publicamos um excerto:
«A Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) obteria a sua legalização a 9 de Maio de 1912, através de um alvará do Governo Civil de Lisboa. Como o regime republicano facilitava a reorganização da CIL, foram criadas várias instituições: o Boletim (1912); a Associação de Estudos Hebraicos Ubá-le-Sion (1912), organização cultural sionista; a Biblioteca Israelita (1914); o Albergue Israelita (1916), antecessor do Hospital Israelita; a Federação Sionista de Portugal (1920); a associação Malakah Sionith (1915), fundada por Barros Basto no Porto; a Escola Israelita (1922), obra de Adolfo Benarus; o Hehaver (1925), organização juvenil sionista, que desempenharia importante acção de apoio aos refugiados durante a 2.ª Guerra Mundial.
A República também veio criar condições favoráveis à descoberta do fenómeno criptojudaico nas Beiras e Trás-os-Montes. Foi o judeu polaco e engenheiro de minas Samuel Schwarz, contratado em 1915 para vir trabalhar em Portugal, quem desencadeou a chamada «Obra do Resgate», dirigida, a partir de 1926, pelo capitão Barros Basto, republicano “dos quatro costados”, o responsável pelo ressurgimento e legalização da Comunidade Israelita do Porto em 1923, a construção da sinagoga Mekor Haim («Fonte da Vida»), inaugurada em 1938 e a fundação de várias comunidades judaicas (27 entre 1924 e 1934).» (excerto do artigo de Jorge Martins no jornal «Público».)
O excelente prefácio do livro, assinado por Miguel Real, aconselha à leitura da obra pela importância das suas investigações históricas:
«Pelos seus livros publicados, nomeadamente os três volumes de «Portugal e os Judeus» (2006) e a «Breve História dos Judeus em Portugal» (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo «A República e os Judeus» (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma questão religiosa na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma questão religiosa com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma questão judaica na I República.
Um livro de aconselhável leitura nos 100 anos do aniversário da implantação da República.» (Prefácio de Miguel Real.)

Jorge Martins é professor, investigador do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE e cronista no Capeia Arraiana.

O Capeia Arraiana dá os parabéns a Jorge Martins por mais uma obra indispensável na História de Portugal.
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Invasões Francesas, Liberalismo e República, muito se tem falado este ano sobre estes acontecimentos históricos. Para o ano, aqui no nosso Concelho, iremos comemorar os 200 anos sobre a batalha do Gravato, que se travou aqui bem perto da cidade do Sabugal, na margem direita do Côa em 3 de Abril de 1811.

António EmidioAcredito que a Câmara Municipal do Sabugal e a Junta de Freguesia também do Sabugal, não irão deixar passar esse dia, sem pelo menos, singelamente, homenagear todos aqueles que participaram nesse combate. Aliás, tanto a Câmara como a Junta, já nos habituaram durante o período democrático de trinta e seis anos, a honrar este povo e a sua história.
No nosso Concelho não foi só a batalha do Gravato que marcou a passagem dos exércitos franceses. Aldeia da Ponte, Soito e Quadrazais, ficaram quase em ruínas, as terras agrícolas junto a Malcata foram saqueadas, levando os seus produtos e, queimando as matas.
Este Artigo é para quem o ler, é público, mas vou escrever agora para todas as mulheres e homens do nosso Concelho que estão dedicados à causa pública, aquelas e aqueles que nós eleitores, democraticamente pusemos no poder.
A história do nosso Concelho confunde-se com o Mundo, o há bem pouco tempo falecido Tony Judt, o historiador mais lúcido da Social Democracia, no seu volumoso livro intitulado Pós-Guerra, a história da Europa desde 1945, diz o seguinte numa das suas páginas: «Num município português, Sabugal, no norte rural, a emigração reduziu a população local de 43.513 em 1950 para unicamente 19.174 trinta anos depois». Isto faz parte da história da Europa. As carências de toda a ordem obrigaram a partir, a responder à chamada de De Gaulle, milhares de habitantes do Concelho.
Todas as manhãs bem cedo, antes de ir para o trabalho, vou beber um café, quem se cruza comigo a essa hora também a caminho do trabalho? Búlgaros, ucranianos e sérvios. Quem me serve o café? Uma romena. O Sabugal e o seu Concelho também foram apanhados pela onda de choque causada pela queda do Muro de Berlim, a história está novamente presente.
Falei somente um pouco da história contemporânea, por uma questão de disciplina de espaço.
Presentemente o que poderá acontecer? Há quem por razões comerciais, interesses espúrios e sórdido autocentrismo, poderá querer apoderar-se da história do nosso Concelho, porque nesta sociedade em que infelizmente vivemos, predomina mais o consumo do que a cultura e o consumo traz lucro e prestigio social, a partir daí a história poderá ser deturpada, se com isso alguém tirar dividendos económicos ou políticos. Esta época é cínica, perdeu todo o pudor e guia-se por essa lei do tudo é permitido, para isso lá estão os «mass media» e a publicidade.
Termino com um apelo aos eleitos, não deixem privatizar a história do nosso Concelho.
E nós, cidadãos, não podemos ser uma massa amorfa e manipulável, temos uma história a defender. Eu, já a estou a defender.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Madrugada de 24 de Agosto de 1820 (há precisamente 190 anos), o Coronel Sebastião Drago de Brito Cabreira, reuniu as suas tropas no campo de Santo Ovídeo, no Porto, juntando-se-lhe outras guarnições da mesma cidade. Foi o início da Revolução Liberal em Portugal. A partir daí começam as lutas liberais, uma guerra entre portugueses que durou alguns anos, uma guerra caseira. É nesta Revolução Liberal que se encontram as raízes mais profundas do 5 de Outubro de 1910, da implantação da República.

António EmidioA Revolução teve o apoio do povo e a adesão das forças vivas da cidade, que se juntaram na Câmara Municipal do Porto. Foram militares e juristas os principais chefes rebeldes, como o brigadeiro António da Silva Pinto da Fonseca, o coronel Drago Cabreira, o desembargador Manuel Fernandes Tomás e o jurista José Ferreira Borges, entre outros.
Uma revolução não surge de um dia para o outro, esta já tinha tido o seu prólogo em 1817, mas nessa altura foi neutralizada pela Regência do Reino. Também em 1817 se dá a revolta de Pernambuco, no Brasil. Terá uma coisa a ver com a outra? As ideias liberais começavam a ter muita força e a serem aceites na sociedade portuguesa de então.
Por mais estranho que pareça, foram as invasões francesas com o seu cortejo de morte e destruição que deixaram a marca do liberalismo. Em 1820, Portugal estava num impasse político, D. João VI e a Corte estavam no Brasil, com essa ausência, havia um vazio de poder em Portugal. Também no exército português a supremacia de Inglaterra era notória, já durava pelo menos há uma década, o povo via isso como uma tutela política, como uma humilhação. A Inglaterra significava para os liberais uma barreira ao progresso das novas ideias. Convém recordar que tanto em Inglaterra como em França, era o liberalismo que dominava, mas em França era radical, jacobino, em Inglaterra era um liberalismo conservador. O liberalismo português era de origem francesa.
No plano externo, foi a Constituição de Cádis em Espanha, chamada a «Revolução de Espanha», cujo artigo 2º dizia: «A Nação Espanhola é livre e independente não é património de nenhuma família nem pessoa», vê-se aqui um ataque ao absolutismo real, que influenciou depois a Constituição Portuguesa saída das Cortes.
Só em 1821, depois das Cortes legislarem é que foi extinto o Conselho Geral do Santo Ofício e as Inquisições, a Revolução Liberal terminou com essa instituição diabólica que durava há trezentos anos!!!.
Lisboa aderiu à revolução passados uns dias.
Porquê o Porto baluarte do liberalismo? A Inglaterra tirava grandes vantagens de ordem política e comercial na protecção que dava ao País. O tratado anglo-luso foi muito favorável a Inglaterra. Esta situação prejudicou a burguesia a partir de 1815, especialmente o comércio duriense, isto também foi uma das causas da Revolução. Antes disso, no século XVIII, a exportação de vinhos finos pela barra do Douro trouxe riqueza à cidade, abrindo-a também à cultura das luzes, chegavam lá ilustrações de França e Inglaterra, havendo muitos assinantes da imprensa estrangeira. No Porto havia também muitos clubes jacobinos que fomentavam a revolta.
Este pequeno artigo, é uma também pequena homenagem, mas sincera, que quis prestar ao Exército Português. Foi em 1820, pela primeira vez, que a força das armas impunha o destino político. A partir daí, até Abril de 1974, o Exército teve muita influência no desenrolar político de Portugal.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A freguesia da Miuzela, do concelho de Almeida, vai comemorar o centenário da Implantação da República e o bi-centenário das Invasões Francesas, tendo já delineado um programa comemorativo que inclui diversas iniciativas de interesse.

A acção partiu da Associação Casa de Cultura Professor Doutor José Pinto Peixoto, sedeada na freguesia, e vai em grande parte desenrolar-se no próximo fim-de-semana.
No sábado, dia 7 de Agosto, a Associação, de parceria com a Câmara Municipal de Almeida, realiza uma conferência na Biblioteca Municipal, haverá uma sessão evocativa da República e das Invasões Francesas. Aí se homenagearão algumas almeidenses que se distinguiram na luta pela República, sendo conferencistas Augusto Monteiro Valente e António Sousa Júnior.
No domingo, 8 de Agosto, haverá uma conferência a cargo do professor universitário Amadeu Carvalho Homem, especialista em história contemporânea, que abordará o tema: «As Invasões Francesas e o Republicanismo». A intervenção deste professor da Universidade de Coimbra está prevista para as 15 horas, seguindo-se a entrega de prémios aos vencedores de um concurso de trabalhos sobre as temáticas evocadas, a que concorreram os alunos da escola básica da Miuzela.
A população da Miuzela, tal como a de outras terras da região, sofreu grandemente com as Invasões Francesas, sobretudo com a terceira invasão, que se iniciou em 23 de Julho de 1810. Os soldados franceses, assolados pela fome, prestaram-se a actos de extrema violência sobre as populações, quer para lhes confiscarem alimentos, quer para se vingarem quando nada encontravam capaz de lhes servir.
plb

Os republicanos mais convictos consideravam o clero o maior inimigo da República. A Afonso Costa, talvez o mais convicto de todos, atribui-se esta frase, dita na Sede do Grémio Literário em Lisboa (maçonaria), a 21 de Março de 1911: «O povo está admiravelmente preparado para receber essa lei (Lei da Separação entre a Igreja e o Estado), e a acção da medida será tão salutar que em duas gerações Portugal terá eliminado completamente o catolicismo que foi a maior causa da desgraçada situação em que caiu».

António EmidioDiz a história que não há nenhuma prova, nem relato da imprensa onde isso viesse, foi uma orquestração dos monárquicos clericais. Fosse como fosse, o ódio a Afonso Costa por parte do clero, vem da separação entre a Igreja e o Estado, decretada a 20 de Abril de 1911 e da qual ele foi o autor.
Essa lei desencadeou uma luta terrível entre a jovem República e a Igreja. Essa guerra religiosa fez-se sentir em todo o País. O Sabugal e o seu concelho não ficaram alheados dela. Vou contar um episódio passado aqui na então Vila em Junho de 1912. Esta história foi-me contada há uns bons trinta anos, ou mais, por alguém que assistiu a tudo. Posteriormente venho lê-la num livro que versa sobre a Guerra Religiosa na Primeira República.
Junho de 1912, foi autorizada uma procissão na Vila do Sabugal, por parte das autoridades republicanas, a lei passou a obrigar que fosse pedida autorização para a realização de qualquer acto religioso. Mas os republicanos, mais convictos dos seus ideais do que as próprias autoridades, contactaram com o ministro da justiça, contando-lhe o que se estava a passar. O ministro interveio e não autorizou a procissão. A população não quis abandonar as suas crenças e as suas tradições, veio para a rua, foi a casa do então pároco, padre Manuel Nabais, e pediram-lhe, ou obrigaram-no, a fazer a procissão. Algumas pessoas estavam armadas de paus, principalmente as mulheres que os traziam debaixo dos xailes e, com vivas à República e à Liberdade, com morras à maçonaria (vejam a destrinça) realizou-se a procissão. As autoridades retiraram-se para uns moinhos junto ao Côa (já era noite quando a procissão percorreu as ruas da Vila) porque o povo quando se mobiliza, lutando pelo conservadorismo ou pelo progressismo, às vezes excede-se…
Lembrei-me desta história porque outro dia vi num placard colocado numa das paredes da Igreja de S. João do Sabugal, o nome do padre Manuel Nabais que paroquiou aqui entre 1911 e 1935, anos nada recomendáveis para a profissão de padre em Portugal.
A guerra religiosa no concelho não se ficou só pela então Vila , problemas houve na Rebolosa (1912) e Vilar Maior (1915).
Convém também recordar que os professores do concelho do Sabugal, numa reunião realizada em Novembro de 1910, aderiram à República contribuindo cada um com doze mil reis para a amortização da dívida externa do País.
Querido leitor(a), Portugal entra o século XX (1910) com uma Revolução.
Portugal entra o século XXI (2010) com uma Contra-Revolução.
Um exemplo de que os movimentos da história são vaivéns entre o progresso e o retrocesso.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

António Augusto Louro, nascido no Sabugal em 22 de Outubro de 1871, foi um proeminente republicano, a cujo movimento aderiu antes da implantação da República, assumindo-se também como maçónico e carbonário, em cujos movimentos ganharia especial notoriedade. Foi sucessivamente administrador dos concelhos de Torres Novas, Coruche e Alcanena e esteve especialmente ligado ao desenvolvimento do ensino em Portugal.

Filho de António Correia Louro e de Maria José Correia Louro, António Augusto Louro ficou órfão ainda criança, o que o levou a trabalhar desde muito jovem como praticante de farmácia. Do Sabugal seguiu para o Porto e depois para Lisboa, onde ingressou na Escola Médico Cirúrgica. Em 1891, apenas com vinte anos, sai diplomado em Ciências Farmacêuticas e casa no ano seguinte, o que o levou a viver para o Seixal, na margem sul do Tejo, instalando uma farmácia na Amora. Dali vai para Barrancos, no Alentejo, onde abre uma segunda farmácia e inicia actividades de natureza politica e cultural.
De regresso ao Seixal, em 1897, abre um laboratório e novas farmácias na Arrantela e na própria vila do Seixal. Embora de início tivesse aderido ao Partido Regenerador, tornou-se depois num republicano assumido. António Louro preocupava-se especialmente com o problema do analfabetismo, o que o levou a criar as chamadas Escolas Móveis e cursos para adultos. Em 1901 escreveu uma Cartilha Nacional e uma Gramática e Fonologia Portuguesa, pelos quais muitos adultos aprenderam a ler e a escrever. A sua preocupação e dedicação para com a instrução pública foram uma constante na sua intervenção social, que se prolongou após a implantação da República e se manteve nas diversas localidades por onde passou.
Escreveu artigos em diversos jornais da época e empenhou-se no movimento associativo, fundando o Montepio dos Operários e participando nas actividades da Sociedade Filarmónica Timbre Seixalense.
A sua farmácia do Seixal era um pólo importante da luta republicana, realizando-se ali reuniões frequentes, em que participaram figuras republicanas proeminentes como Afonso Costa, António José de Almeida, Manuel de Arriaga, Miguel Bombarda, Brito Camacho e Luz de Almeida.
Presidiu à comissão que organizou a primeira Festa da Árvore em Portugal, realizada no Seixal, em 26 de Maio de 1907, na qual participaram centenas de crianças que cantaram hinos à Natureza e plantaram árvores.
António Augusto Louro esteve ligado à proclamação da República no dia 4 de Outubro no Seixal, Almada, Moita e Barreiro, onde aliás a mesma se assumiu um dia antes do que sucedeu em Lisboa e no resto do país.
Ainda antes da Revolução, António Louro ingressou na Maçonaria Portuguesa, onde ganhou notoriedade. Empenhado na expansão do movimento, fundou uma loja maçónica no Seixal, à qual agregou muitos «obreiros» de grande prestígio. Também se assumiu como Carbonário, lutando pelo ideal revolucionário e republicano e defendendo a separação do Estado e da Igreja.
Após a implantação da República António Augusto Louro foi viver para Alcanena, no distrito de Santarém. Em 1912 tomou posse como administrador do concelho de Torres Novas, com o apoio do Partido Republicano, do qual era militante activo. Em 1913 passa a exercer essas mesmas funções no concelho de Coruche, mas mantém a ligação a Torres Novas, onde funda o Centro Republicano Guerra Junqueiro.
Em 1918 lidera um movimento cívico e político em defesa da criação do concelho de Alcanena. A acção teve pleno êxito, sendo logo no ano seguinte criado o novo concelho, tornando-se António Augusto Louro no seu primeiro administrador. Fortemente dedicado a Alcanena, criou aí um corpo de bombeiros voluntários e a Associação de Beneficência e Instrução Autonómica através da qual se fundaria o Hospital de Alcanena. Em 1922 passa a exercer as funções de Conservador do Registo Civil de Alcanena.
Após a implantação da ditadura, em 1926, passa a fazer oposição ao regime. Integra vários movimentos oposicionistas e participa nas actividades do Movimento de Unidade Democrática (MUD) e na campanha eleitoral do general Norton de Matos.
O ilustre sabugalense, republicano convicto e defensor da democracia, António Augusto Louro, faleceu em 1 de Agosto de 1949 em Alcanena.
Em homenagem ao grande defensor da instrução pública foi dado o seu nome à Escola Básica do 2º e 3º Ciclos do Seixal, agora sede de um Agrupamento Escolar. Foi ainda criado o Prémio Dr. António Augusto Louro, para destacar o aproveitamento e o comportamento de alunos, que pelo seu esforço e dedicação, empenho, exercício de cidadania e espírito de solidariedade, merecem ser alvo de distinção pela comunidade escolar.
Também em Alcanena e em Paio Pires (concelho do Seixal) há ruas com o nome António Augusto Louro, em homenagem ao ilustre republicano natural do Sabugal.
Paulo Leitão Batista

Foi o sabugalense José Dias, proprietário do restaurante Adega Típica Quarta-feira, em Évora, que me elucidou acerca da importância de António Augusto Louro, cedendo-me uma cópia de um artigo publicado pelo Grande Oriente Lusitano por ocasião de uma exposição temporária ocorrida no Museu Maçónico Português em 2005, designada «António Augusto Louro – um maçon há cem anos». Foi nesse artigo que colhi elementos para o texto que acima editei.
plb

A Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República reuniu no dia 29 de Maio na sede da Casa do Concelho do Sabugal para analisar e aprovar as propostas de actividades do presidente da Comissão, Adérito Tavares. É um programa ambicioso onde se destaca um ciclo de conferências com personalidades como Adriano Moreira e Manuel Braga da Cruz sob o alto patrocínio do Governador Civil da Guarda.

Reunião da Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República

A Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República foi aprovada em reunião do executivo municipal a 17 de Março deste ano e tomou posse no dia 12 de Maio. É presidida pelo historiador e professor universitário Adérito Tavares e inclui o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, o presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Matos, o presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária do Sabugal, Jaime Vieira e por João Vila Flor, do Agrupamento de Escolas do Sabugal.
O pontapé de saída para as Comemorações do Centenário da República foi dado no passado dia 12 de Maio no Sabugal com a recriação da proclamação da República frente aos Paços do Concelho do Sabugal seguida de conferência no Auditório Municipal com a presença de muitos – e atentos – jovens estudantes.
A reunião realizada no dia 29 de Maio na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, teve como ponto único da ordem de trabalhos a «análise e aprovação de propostas para as Comemorações do Centenário da República».
Após a apresentação pelo presidente da Comissão, Adérito Tavares, de um conjunto de propostas de actividades os elementos presentes (João Vila Flor faltou por motivos pessoais) acordaram num ambicioso e prestigioso plano de acção para as comemorações no concelho do Sabugal.
Entre as muitas actividades aprovadas a Comissão – em coordenação com o Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco – vai agendar um ciclo de conferências com personalidades como Adriano Moreira ou Manuel Braga da Cruz.
Os momentos altos das comemorações estão marcados para o dia 4 com a plantação, à tarde, de uma árvore no espaço da Escola Secundária integrada na iniciativa «A Árvore do Centenário» da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e uma palestra, à noite, a cargo de Rui Vieira Nery, seguida de concerto da Banda Filarmónica Bendadense (homenagem comemorativa dos 140 anos). No dia 5 terá lugar a cerimónia oficial comemorativa do centenário da República, com a inauguração no Museu Municipal da exposição documental, fotográfica, iconográfica, alusiva a factos e personalidades republicanas sabugalenses como Joaquim Manuel Correia e Luís Capelo e o toque do Hino «Maria da Fonte» na abertura da cerimónia e do Hino «A Portuguesa» no encerramento.
Para a história destas comemorações ficará, ainda, a edição de catálogo da exposição, de medalha comemorativa da autoria do artista sabugalense Manuel Morgado e da visita de estudo dos alunos do Curso de Assistente de Conservação e Restauro da Escola Secundária do Sabugal à Casa dos Patudos, Museu José Relvas, em Alpiarça. Recorde-se que José Relvas, um dos mais antigos do directório do Partido Republicano, foi o escolhido para proclamar a República, a 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

«A Árvore do Centenário». Aqui.

É um programa intenso e ambicioso subscrito por uma comissão com elementos de reconhecida competência e mérito.
jcl

Reportagem da LocalVisãoTv Guarda sobre as comemorações do Centenário da República Portuguesa no concelho do Sabugal. A imagem e edição têm a assinatura da jornalista Paula Pinto.

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Intervenção do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia de despedida no dia 14 de Maio de 2010, no Porto, a Sua Santidade o Papa Bento XVI, por ocasião da sua visita a Portugal. O discurso teve lugar na tarde do dia 14 de Maio de 2010, no Aeroporto de Pedras Rubras, na cidade do Porto.

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jcl

O Presidente da República, Cavaco Silva, é recebido esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, na Câmara Municipal de Penamacor. A passagem pelo distrito de Castelo Branco é inserida no Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras e inclui ainda diversas visitas no próximo sábado.

Cavaco Silva visita PenamacorPara esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, está marcada para as 17 horas uma visita ao concelho de Penamacor, sendo recebido em sessão solene de boas-vindas, no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde proferirá uma intervenção, inaugurando de seguida a Via Estruturante Sul à Vila de Penamacor que passa a designar-se Avenida da República.
O primeiro dia da visita presidencial tem início às 9.30 horas no Parque Industrial de Castelo Branco com a inauguração do Centro de Apoio Tecnológico Agro-alimentar seguido de uma visita à empresa Danone. A comitiva segue para Alcains onde, às 11.30, será a vez de conhecer a Fábrica Lusitana. Em Alpedrinha, perto do Fundão, visita à empresa BeiraBraga e no Parque Industrial do Fundão à empresa Damar. Para as 17 horas está marcada a visita à Fábrica Paulo de Oliveira em Boidobra na Covilhã e hora e meia mais tarde será o momento para a inauguração do H2otel Termal em Unhais da Serra. O primeiro dia do «Roteiro» termina com uma visita ao Centro Interpretativo À Descoberta do Novo Mundo no Museu dos Descobrimentos em Belmonte marcado para as 21.30 horas.
A segunda jornada está marcada para o dia 6, sábado, com a visita às 9 horas ao Centro de Interpretação do Parque Natural do Tejo Internacional em Castelo Branco. De seguida o Presidente rumará a Idanha-a-Nova para visitar a Unidade de Cuidados Continuados do Hospital Aprígio Meireles da Santa Casa da Misericórdia e meia-hora mais tarde será recebido na Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa na Zona Industrial local.
Às 11.30 horas a comitiva visita o Centro de Interpretação da Rota dos Fósseis no Geopark Naturtejo em Penha Garcia.
O programa inclui às 13.30 horas uma visita à Aldeia de Janeiro de Cima, na Aldeia do Xisto no Fundão e às 15.30 a visita à Empresa Pinorval em Orvalhos no concelho de Oleiros.
A tarde de sábado inclui ainda às 16.30 horas a visita à Central Termoeléctrica a Biomassa Florestal (Palser) na Sertã e às 17.30 a visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta em Proença-a-Nova.
O Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras do Presidente da República por terras de Castelo Branco termina às 19.30 horas com a cerimónia de encerramento e reconhecimento do mérito dos agentes inovadores na sala Amato Lusitano, no Hotel Colina do Castelo em Castelo Branco.
jcl

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Autoria: Presidência da República posted with Galeria Vídeos Capeia Arraiana

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 2 de Janeiro de 2010.
Local: Herdade dos Salgados.

Legenda: O Capeia Arraiana aproveita para endereçar, novamente, cumprimentos de Feliz Ano 2010 ao Senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Autoria: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar

Numa pequena vila do Interior vivia um velho médico, que totalmente abstraído da vida social, se converteu em recluso. A sua prática médica não era muito extensa, porque ao longo da vida se limitou a curar umas febres sazonais, a fazer uns partos e pouco mais. Escreveu contudo um livro, um manual de medicina natural, cujo título aqui não vem ao caso, em que expunha, além das terapias para um extenso rol de maleitas, uma estranha e curiosa teoria…

João ValenteDizia ele, que era possível, uma pessoa de boa saúde poder prognosticar a sua morte com precisão, até um ano antes de ela acontecer.
E dava exemplos concretos em que tinha feito os seus prognósticos acertados; e de pessoas que advertiu do eminente decesso e que morreram no prazo fixado, sem causa conhecida.
Pois um dia, o bom do médico recebeu a visita de um conterrâneo, homem de idade também, que lendo o seu livro, o foi consultar sobre os sintomas, do que julgava ser o decesso eminente.
Ouviu o bom médico atentamente os queixumes do homem. Depois ficaram ambos calados.
Deu-te alguma coisa hoje – perguntou o médico – alguma coisa que te fizesse suspeitar da morte?
O homem olhou-o fixamente e não respondeu.
Talvez – continuou o médico – algum gesto, um sinal, qualquer coisa, porque conhecesses o sinal da morte…
O homem ficou impaciente, um pouco nervoso.
– Sim. Li o seu livro e tratei um familiar durante três anos com as suas mesinhas. Morreu…
O médico deu umas passadas, visivelmente incomodado, pela sala e sentou-se.
Doutor – continuou o homem – o que me diz, como médico? Vou morrer?
– Não! És a pessoa mais saudável que conheço. Volta para casa. Lembro-me que tocavas concertina como ninguém. Toca uma coisa alegre e divertida e esquece este maldito assunto da morte.
Uma semana depois, o homem, que vivia numa comprida rua desabitada, foi encontrado morto em casa, a concertina no colo. Tocara um corridinho. A seguir, na Antena2, dera a marcha fúnebre de Chopin.
E no jornal sabugalense onde saiu a notícia necrológica, vinha em primeira página, que no largo principal da vila, o executivo camarário decidira erguer uma estátua à República!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A pintura sabugalense Helena Liz, radicada em Madrid, inaugurou na passada sexta-feira, 16 de Outubro, a exposição «Helena Liz – Memórias da Infância» integrada no ciclo «Um olhar sobre o Palácio» organizado por Isabel Silveira Godinho no Palácio Nacional da Ajuda. A sala ficou repleta de personalidades da sociedade portuguesa com especial destaque para o Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro.

O Palácio Nacional da Ajuda iluminou-se para receber as dezenas de convidados que fizeram questão de estar presentes na inauguração da exposição «Helena Liz – Memórias da Infância». Nas arcadas junto ao estacionamento a guarda de honra era feita por militares da GNR. Após as imponentes escadarias que levam ao primeiro piso longos corredores decorados com enormes pinturas de figuras monárquicas levam os visitantes por deslumbrantes quartos e salas recheados de rico e bem cuidado mobiliário. À entrada da antiga capela do Palácio uma simpática Helena Liz, acompanhada pelo marido António, recebia os convidados. A pouco e pouco o salão ficou repleto de personalidades portuguesas e espanholas. Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, Rui Machete, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Maria Barroso, João Cravinho e Edite Estrela foram algumas das muitas personalidades que admiraram as telas da artista nascida no Sabugal.
A pintora partiu para mais uma aventura com telas, tintas e pincéis dedicado ao tema da infância dos príncipes D. Carlos e D. Afonso, filhos de D. Luís e D. Maria Pia, que viveram no «território mágico deste ambiente palaciano», como gostou de frisar Helena Liz.
«Un palacio es na casa encantada donde la realidad exterior e la interior se confunden. Un lugar de comunicación donde conviven reys e sirvientes, gobernantes y decapitados, deleites y torturas, vivos e muertos. Un lugar con una parte maldita.
Helena Liz no pinta el palacio de los reyes sino el de los niños. Los palacios de los reyes tienen que ver con el poder; los de los niños con lo que no conocemos. Asi es la vida para ellos, un palacio misterioso, lleno de estancias encantadas y de lugares malditos. Y Helena Liz nos habla en sus cuadros del deambular de los niños por esos corredores, de lo que hacen cuando se quedan solos de sus temores y de sus deseos. No hay melancolia en sus cuadros. La infancia no aparece en ellos como un tiempo de canastillas e ilusas fantasias, sino como un tiempo de enigmas que tienem que ver con la muerte.», pode ler-se no depoimento de Gustavo Martín Garzo no bem trabalhado catálogo da exposição.
Para Helena Liz esta série de quadros representa memórias da infância em que «quase todos nós estamos marcados pela criança que fomos, criança essa que depois se esconde no adulto em que nos tornámos, e que emerge às vezes quando menos se espera, à superfície do que somos para jogar com o trabalho do tempo e da memória e tecer um novo imaginário do mundo – onde a vida não é apenas um prazer mas uma espécie de estranho privilégio».
jcl

O Partido Socialista (PS) venceu as eleições para a Assembleia da República no distrito da Guarda com 36.825 votos que correspondem a 35,97% do total dos eleitores votantes enquanto o Partido Social Democrata (PSD) obteve 36.419 votos (35,57%). No concelho do Sabugal os socialistas venceram também, com 2.924 votos (35,67%) tendo os social-democratas alcançado 2.857 votos (34,85%). Na terceira posição ficou o CDS-PP, que obteve 1.008 votos (12,3%).

O PS e o PSD (separados por 406 votos) foram os dois partidos mais votados nas 336 freguesias dos 14 concelhos do distrito da Guarda. Foram às urnas 102.380 eleitores (58,33%) num universo de 175.522 votantes. Os resultados provocaram a repetição da divisão (dois para cada lado) dos quatro deputados do círculo eleitoral da Guarda. O PS elegeu os candidatos Francisco José Pereira de Assis Miranda e José Albano Pereira Marques e o PSD assegurou António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto e João José Pina Prata.
Nas 40 freguesias do concelho do Sabugal votaram 8197 eleitores (50,28%) num total de 16304 inscritos nos cadernos eleitorais.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
DISTRITO DA GUARDA CONCELHO DO SABUGAL
Total – 14 Concelhos Total – 40 Freguesias

(Clique nas imagens para ampliar.)

No concelho do Sabugal o Partido Social Democrata (PSD) venceu em 23 freguesias contabilizando 2857 votantes (34,58%). O Partido Socialista (PS) obteve o primeiro lugar em 16 freguesias com 2924 votos (35,67%): Aldeia da Ponte, Aldeia de Santo António, Bendada, Bismula, Casteleiro, Fóios, Malcata, Moita, Quadrazais, Quintas de S. Bartolomeu, Rebolosa, Sabugal, Santo Estêvão, Sortelha, Vila Boa e Valongo. Em Badamalos houve um empate entre os dois partidos, ambos obtendo 13 votos.

O Capeia Arraiana publica de seguida os resultados finais das eleições para a Assembleia da República nas freguesias do concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16304. Votantes: 8197 (50,28%).
Em Branco: 109 (1,33%). Nulos: 176 (2,15%).
jcl e plb

GALERIA DE IMAGENS – 14-9-2009
Fotos Joaquim Tomé – Todos os direitos reservados – Clique nas imagens para ampliar

jcl

O Presidente da República, Cavaco Silva, vai estar esta sexta-feira, 11 de Setembro, no concelho do Sabugal para avaliar a extensão da tragédia provocada pelos recentes incêndios. O encontro está marcado para Sortelha seguindo depois a comitiva «pelo meio do cinzento-preto» até ao Sabugal onde está previsto um almoço de trabalho. (em actualização.)

Cavaco Silva visita o SabugalAs notícias dos terríveis incêndios que dizimaram cerca de 11 mil hectares de áreas rurais em 15 freguesias do concelho do Sabugal chegaram ao Palácio de Belém. O Presidente da República, Cavaco Silva, entendeu visitar e analisar no terreno a dimensão dos estragos que deixaram na miséria muitos agricultores sabugalenses.
A comitiva presidencial chega às 11:30 horas desta sexta-feira, 11 de Setembro, à Aldeia Histórica de Sortelha onde será recebida pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, pelos presidentes das Juntas de Freguesia afectadas pelos incêndios, pelos representantes das corporações de bombeiros voluntários e pelos presidentes das associações florestais e agropecuárias da região raiana do Sabugal.
As vistas do alto do Castelo de Sortelha irão mostrar logo ali a Cavaco Silva a dimensão da área queimada deslocam-se, de seguida, as comitivas por estrada até ao Sabugal.
Para as 13 horas está marcado um almoço de trabalho entre o Presidente da República e o executivo camarário no Restaurante Robalo.

:: (em actualização.) ::
«Não abandonem o Sabugal. Não podem deixar o mundo rural», pediu Cavaco Silva na Aldeia Histórica de Sortelha depois de ouvir os relatos dos agricultores e dos criadores de gado que viram as suas explorações reduzidas a cinzas. A freguesia de Sortelha foi uma das mais afectadas pelos incêndios tendo ficado com 95 por cento da vegetação completamente destruída.
Na sequência de críticas que têm sido dirigidas aos bombeiros os responsáveis pela Protecção Civil aproveitaram para dar ao Presidente da República explicações sobre as demoras na extinção do fogo que consumiu cerca de 11 mil hectares entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro.
«Eu tive ocasião de testemunhar o grau de destruição que atingiu o concelho do Sabugal neste trajecto que fiz desde a A23 até Sortelha», disse o chefe de Estado aos jornalistas, junto das muralhas de Sortelha, onde o fogo também chegou.
Cavaco Silva referiu que «os números da área ardida e dos prejuízos são impressionantes».
«A área ardida é de cerca de 12 mil hectares (olival, floresta, pastagens, vinha, lameiros), e não podemos esquecer que o Sabugal é um concelho do interior em que as gentes vivem, em boa parte, da agricultura e os prejuízos foram enormes», afirmou.
O Presidente da República também dirigiu «uma palavra de grande apreço, em primeiro lugar aos bombeiros, às populações, pela forma como reagiram e como lutaram para combater um fogo terrível».
Cavaco Silva elogiou também «a resposta célere que foi dada pela Câmara Municipal, pelas autoridades regionais, na tentativa de apoiar as populações, manter o ânimo e levá-las a pensar no futuro, para que não tenham a tentação de abandonar o Sabugal».
O Sabugal é um concelho que tem sido muito atingido pela desertificação e «não podemos esquecer o mundo rural pelo que é preciso que as populações não abandonem estas terras e a agricultura é uma parte fundamental da subsistência».
«Quando ardem 12 mil hectares num concelho como este temos que compreender um certo desânimo que pode apoderar-se das populações, daí que a resposta tenha que ser dada. Desde logo, uma resposta solidária e essa é a razão porque estou aqui», disse.
O Presidente revelou que, quando leu o comunicado da Câmara e tomou conhecimento dos números, ficou «verdadeiramente impressionado» e por isso decidiu «hoje fazer esta deslocação».
O objectivo é «que as gentes do Sabugal sintam que não estão esquecidas, que não estão abandonadas, que podem ser apoiadas, que podem olhar para o futuro, que têm que arregaçar as mangas e terão apoios para continuar aqui na sua terra», afirmou Cavaco Silva, acompanhado pelos secretários de Estado da Protecção Civil, José Medeiros, e da Agricultura, Luís Vieira.
Questionado pelos jornalistas sobre a circunstância da visita ser feita em tempo de pré-campanha eleitoral, Cavaco Silva minimizou a oportunidade, salientando que o objectivo foi que a «visita fosse o mais informal possível».
jcl com agência Lusa

Noticiário da TSF.
Declarações de Cavaco Silva em Sortelha.
:: ::

É a primeira visita do Presidente Aníbal Cavaco Silva ao concelho do Sabugal onde foi eleito com 5133 votos correspondentes a 63,33% da votação total nas eleições de 22 de Janeiro de 2006.
jcl

A decisão dos deputados da Assembleia da República de deixarem de chamar autistas aos seus pares foi a primeira a ser tomada no Parlamento português em consequência de uma observação suscitada por uma cidadã no Twitter. O deputado socialista de Penamacor, Jorge Seguro, reencaminhou o «desafio» para outros deputados que também usam o Twitter e seria Luís Carloto Marques (MPT-Partido da Terra) a formalizar a proposta ao presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, que a levaria à conferência de líderes parlamentares onde seria aprovada por unanimidade.

Luís Carloto Marques, Jorge Seguro, José Carlos Lages, José Morgado e Luís AntunesAna Martins, de 45 anos, autora de livros e textos vários sobre autismo, utilizou o Twitter para perguntar ao deputado socialista Jorge Seguro se «quando os senhores deputados se estão a mimosear entre pares seria possível não se denominarem autistas». A questão foi colocada, no dia 25 de Março, pela mãe de um autista numa conversa através daquela chamada «ferramenta» social – onde se pode escrever 140 caracteres de cada vez que ficam imediatamente disponíveis – com o deputado Jorge Seguro a 25 de Março.
Luís Carloto Marques, deputado do Movimento Partido da Terra eleito nas listas do PSD, revelou à agência Lusa que há alguns meses vinha recolhendo exemplos de utilização no Parlamento de termos depreciativos e concluiu que nos últimos quatro anos as palavras «autista» e «autismo» constavam em 157 páginas de 123 edições do Diário da Assembleia da República. O facto do «desafio» ter sido feito próximo do dia 2 de Abril, Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, veio acelerar a iniciativa que Carloto Marques disse ter previsto.
Jorge Seguro, que diz ter sido o primeiro deputado a aderir ao designado micro-blogging, há apenas três meses, considerou que este caso inédito em Portugal é um «bom exemplo de como as novas tecnologias podem funcionar ao serviço da cidadania» e Carloto Marques acrescentou que «se trata de mais uma forma de aproximação entre os cidadãos e os deputados que os representam». O deputado do MPT-Partido da Terra defendeu, ainda, que o Twitter é o «método mais rápido que existe para, entre outras situações, os cidadãos poderem fazer chegar propostas, ideias, críticas ou só acompanhar as iniciativas dos deputados aderentes que no Parlamento português» diz «serem, actualmente, cerca de 60 dos 240 eleitos».
Apesar deste exemplo da «utilidade social» do Twitter, o jornalista Paulo Querido lamentou que «só alguns deputados e raros políticos, principalmente de pequenos partidos e movimentos, o utilizem para chegar junto dos cidadãos» acrescentando que «num ano em que vão realizar-se três eleições (europeias, legislativas e autárquicas) no País, a campanha dos políticos ainda não chegou ao Twitter».

Na foto os deputados Luís Carloto Marques e Jorge Seguro durante uma visita à Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa.
jcl

A deputada social-democrata eleita pelo círculo da Guarda, Ana Manso, já saiu do Hospital de Santa Maria onde esteve internada em consequência de um desfalecimento em pleno plenário na Assembleia da República na passada sexta-feira. A parlamentar guardense já teve alta hospitalar mas ainda se encontra a recuperar na casa de familiares em Lisboa.

Ana Manso«Foi fulminante. Estava sentada ao lado da colega de Leiria que ia iniciar uma intervenção e apenas me lembro de lhe ter dito – Parece que me estou a sentir mal – e depois já não sei o que aconteceu», recordou ao Capeia Arraiana a deputada Ana Manso esta terça-feira, ao final da tarde, depois de ter tido alta do Hospital de Santa Maria onde esteve internada desde sexta-feira após um desfalecimento enquanto decorria a sessão plenária da Assembleia da República.
A parlamentar destacou a necessidade que sentiu em questionar a equipa médica sobre o que lhe aconteceu. «O nosso corpo é uma máquina perfeita que, normalmente, nos avisa quando algo não está bem e nos dá sinais de alerta, mas eu não me apercebi de nada. Tudo aponta para um conjunto de factores acumulados com cansaço e stress. O doutor José Ferro disse-me que estas situações acontecem uma vez na vida», esclareceu Ana Manso.
«Aproveito para agradecer o trabalho excepcional da equipa médica do Hospital de Santa Maria orientada pelo doutor José Ferro. Foram extraordinários», destacou Ana Manso acrescentando que «gostaria, igualmente, de agradecer a todos os que se preocuparam comigo gerando uma cadeia de solidariedade que não vou esquecer e me tocou muito».

Aproveitamos, também, para desejar à deputada guardense Ana Manso uma rápida recuperação sabendo, contudo, que é uma mulher de armas e que lhe vai ser muito difícil manter um ritmo moderado em ano de grandes desafios eleitorais.
jcl

Onda de criminalidade chega a casa de Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República (PGR) em Porto de Ovelha, a sua terra natal. Os larápios aproveitaram a ausência da maioria dos habitantes da aldeia que estavam numa festa na freguesia vizinha para entrar em várias casas. (Actualização.)

Porto de OvelhaNem a casa de Fernando Pinto Monteiro consegue escapar à onda de assaltos.
Segundo a «SIC Notícias» a moradia do PGR não foi a única a ser roubada na pacata aldeia de Porto de Ovelha no distrito da Guarda.
A GNR não descobriu ainda como é que os assaltantes entraram em casa de Fernando Pinto Monteiro porque não são visíveis quaisquer sinais de arrombamento.
A estação televisiva de Carnaxide está a avançar que apenas se sabe que no interior da casa de férias da família Pinto Monteiro as gavetas foram remexidas mas não se dá pela falta de nada. Uma outra casa situada na mesma rua foi, igualmente alvo de furto.
Na pacata aldeia beirã de Porto de Ovelha não se fala noutra coisa e a população maioritariamente idosa mostra-se muito assustada com estes assaltos. Os assaltos aproveitaram o facto de a aldeia estar quase vazia porque os habitantes participavam numa festa popular na freguesia de Malhada Sorda.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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