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Os roteiros gastronómicos começaram no dia 19 e vão terminar hoje, dia 21 de Fevereiro de 2012.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaParecendo-me que os dias são muito poucos, e como também as visitas de familiares e amigos são também muito frequentes, o tempo não dá para podermos ir a todos os restaurantes que aderiram a tão interessante e importante iniciativa.
Naturalmente que não pude ir a todos os restaurantes que aderiram aos roteiros do corrente ano de 2012. Tive a oportunidade de estar em quatro casas e confesso que fiquei agradavelmente surpreendido.
Acompanhei, de perto, como é óbvio, tudo quanto aconteceu mais próximo de mim e confesso que que as expectativas excederam, de longe, tudo quanto era de esperar.
O restaurante ELDORADO esteve sempre muito bem composto, pra não dizer, quase sempre cheio e, em muitas ocasiões, a abarrotar. E atenção, o ELDORADO quando enche é com mais de cem pessoas.
Sei que alguns, e algumas, poderão estar a pensar ou a dizer: presunção e água benta cada um toma a que quer. Mas que importa isso? A verdade é que realidade é mesmo esta.
Para além do mais, e para dar mais brilho aos roteiros gastronómicos, pudemos contar com uma briosa delegação, de cerca de três dezenas de pessoas, comandada por Sua Ex.ª Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante – José Carlos Torrado Saldanha Lopes. Foi para nós uma enorme honra termos convivido com o Sr. Almirante e com outras importantes personalidades.
Os roteiros trouxeram também um elevado número de espanhóis que muito apreciam a excelente gastronomia do Município do Sabugal.
Tudo isto mexe com a economia local e regional.
Parabéns aos organizadores.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai homenagear, esta quinta-feira, dia 28 de Abril, os primeiros presidentes de câmara municipal do distrito eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974. A família de João A. Antunes Lopes, primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vai receber a título póstumo a condecoração.

Santinho Pacheco - Governador Civil - GuardaNo salão nobre do Governo Civil da Guarda vai ter lugar, às 21.00 horas desta quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos primeiros presidentes de câmara do distrito da Guarda.
A sessão solene vai contar com a presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, do primeiro governador civil da Guarda, Alberto Antunes (do concelho do Sabugal) e do actual, Santinho Pacheco.
Além de João A. Antunes Lopes (a título póstumo), primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vão ser homenageados os autarcas de Aguiar da Beira, António Raimundo Cunha (a título póstumo); Almeida, António José Sousa Júnior; Celorico da Beira, Carlos A. Faria de Almeida; Figueira de Castelo Rodrigo, José Pinto Lopes (a título póstumo); Fornos de Algodres, Francisco Paulo Almeida Menano; Gouveia, Alípio Mendes de Melo; Guarda, Victor Manuel Gonçalves Cabeço/Abílio Aleixo Curto; Manteigas, Homero Lopes Ambrósio (a título póstumo); Mêda, Luís E. Figueiredo Lopes (a título póstumo); Pinhel, António Luís Santos Fonseca; Seia, Jorge A. Santos Correia; Trancoso, António Almeida (a título póstumo) e Vila Nova de Foz Côa, José Costa Ferreira (a título póstumo).
«É tempo de a nível distrital se comemorar Abril da liberdade lembrando os primeiros presidentes de câmara eleitos nos 14 concelhos do nosso distrito, exaltando assim o papel insubstituível que o poder local desempenhou na construção desta segunda República e no arranque de um período de desenvolvimento e de modernização das nossas terras, sem paralelo em toda a nossa história secular», destacou Santinho Pacheco.
A cerimónia insere-se nas comemorações distritais do 25 de Abril.
jcl (com agência Lusa)

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Joaquim Valente - Gabriela Canavilhas - Santinho Pacheco - Américo Rodrigues - TMG
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Data: 25 de Abril de 2011.
Local: Café Concerto do TMG-Teatro Municipal da Guarda.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas entrega o Diploma e a Medalha de Mérito Cultural ao director do TMG, Américo Rodrigues, tendo por testemunhas o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente e o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco.
jcl

O presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Júlio Sarmento, foi eleito para presidente da Mesa da Assembleia Geral da Concelhia do PSD de Trancoso em eleições realizadas no dia 16 de Abril de 2011. A lista única incluiu António Manuel Santiago Oliveira da Silva que assumiu o cargo de presidente da concelhia.

Júlio Sarmento - TrancosoNas eleições, com lista única, para a secção política do PSD de Trancoso realizadas no dia 16 de Abril foi eleito Júlio Sarmento para presidente da Mesa da Assembleia Geral e António Manuel Santiago Oliveira da Silva para o cargo de presidente da concelhia.
António Oliveira é vice-presidente do município de Trancoso, presidente da AENEBEIRA- Associação Empresarial do Nordeste da Beira e director da EPT-Escola Profissional de Trancoso. Como vice-presidentes foram eleitos João António Figueiredo Rodrigues e João José Martins Campos de Carvalho (ambos vereadores do município de Trancoso).
A Assembleia Geral da Concelhia do PSD de Trancoso vai ser presidida por Júlio Sarmento (presidente do Município de Trancoso) e vai ter como vice-presidente, José Maximiano Cardoso Rodrigues, e secretário, Silvino Rodrigues.
A direcção da concelhia ficou assim constituída: António Manuel Santiago Oliveira da Silva (presidente), João António Figueiredo Rodrigues e João José Martins Campos de Carvalho (vice-presidentes), Manuel José dos Santos Costa (tesoureiro) e os vogais António Manuel Saraiva Sarmento, Maria José Guedes da Silva Botelho, Mário do Carmo Lopes Castela, João José Baptista de Sousa, José Augusto Soares Clemente, José dos Santos do Nascimento, Rogério Paulo Pires Tenreiro e Tomás Manuel Trigo Martins (presidente da concelhia da JSD). O representante dos TSD vai ser indicado pela estrutura.
jcl

A localidade de Trigais pertencente à freguesia da Bendada, concelho do Sabugal aparece nos Censos 2011 para ser recenseada na freguesia das Inguias, no concelho de Belmonte. Será caso único em Portugal?

Trigais - Bendada

Como é do conhecimento de todos, tiveram início, no passado dia 7 de Março, em todo o território nacional, os Censos 2011. É um processo que é feito de 10 em 10 anos, pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) e consiste na contagem das pessoas e dos edifícios em território nacional e se as pessoas estão presentes ou ausentes, no chamado momento censitário, bem como da verificação das condições das habitações em áreas previamente delimitadas pelo Instituto Geográfico Português, ou seja, por áreas geográficas das freguesias, ou, pelo menos, assim deveria ser. Como diz o ditado: «O seu a seu dono.»
Até aqui tudo certo. O insólito acontece quando a localidade de Trigais, que pertence à freguesia da Bendada, concelho do Sabugal, onde há sensivelmente dois meses os seus eleitores exerceram o direito de voto na secção de voto da freguesia da Bendada instalada neste local, aparece agora quase na sua totalidade para ser recenseada na freguesia de Inguías, concelho de Belmonte. Assim a maioria dos habitantes desta localidade, pertencentes à freguesia da Bendada vai contar para o número de habitantes de outra freguesia, de outro concelho e até, de outro distrito.
Penso que esta divisão tem como base um acordo que ocorreu nos censos de 2001, entre os Municípios do Sabugal e de Belmonte e das Freguesias de Bendada e Inguias, para ultrapassar um imbróglio que surgiu, quando os Trigais apareciam na cartografia das duas freguesias e também ao enorme anseio que Belmonte nutre para ver esta localidade pertencer ao seu território. Este acordo efectuado em 2001, entre Sabugal e Belmonte, a meu ver, foi um erro crasso, que pessoalmente sempre questionei, e fui alertando a quem de superior a mim tem responsabilidades no assunto, que tal situação poderia voltar acontecer.
Mas por ironia do destino em 2011 sou Presidente da Freguesia da Bendada e, como as autarquias participam activamente nos censos, por inerência do cargo que ocupo, fui chamado para coordenador de freguesia, iniciando a respectiva formação com os restantes colegas. Tudo corria bem até ao momento em que tive conhecimento que os limites da freguesia da Bendada, no que diz respeito à localidade de Trigais se encontrava no espaço correspondente à freguesia de Inguias, Concelho de Belmonte. De imediato manifestei o meu repúdio e descontentamento pela situação, demonstrando a minha indisponibilidade para coordenar estes trabalhos, com os quais eu não posso concordar, acatando tais limites. «Qual o pastor que gosta de ver as suas ovelhas levadas para outro rebanho?» Como Presidente de Junta eleito, tenho, não só o direito, como tenho muito mais o dever, de defender os interesses da minha freguesia, não podendo nunca compactuar com tais decisões, não podendo aplaudir ou, muito menos ajudar, a saída de pessoas da minha freguesia para outra. Por estas razões abandonei as funções de coordenador de freguesia para os Censos 2011. Caso este facto se concretize deve ser inédito no país, os habitantes de uma freguesia contarem para a população de outra freguesia de outro concelho e distrito diferentes, deixo o meu apelo a quem de direito, e tenha poder sobre tal corrija tal incoerência.
Jorge Manuel Dias
Presidente da Junta de Freguesia da Bendada

1 – A ampliação da pesquisa «Trigais» no Google Earth indica «Trigais, Belmonte, Portugal». Estranho e curioso.
2 – Convém recordar o artigo de Opinião de José Morgado Carvalho datado de 15 de Março de 2009.
Aqui.
jcl

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José Sócrates no Casteleiro - Sabugal - 2010
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Data: 23 de Janeiro de 2011.
Local: Ruvina, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Eleições para a Presidência da República. O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, votou às 17 horas na freguesia da Ruvina. «Agir positivo e pensar positivo», declarou o autarca junto de alguns conterrâneos após exercer o direito de voto.

Este acto de cidadania faz-me pensar como seria interessante saber onde votaram os outros intervenientes políticos e sociais sabugalenses. A minha curiosidade aumenta quando penso em algumas personalidades que estão sempre dispostas a apontar de forma indigna defeitos e problemas esquecendo-se das soluções e do respeito pelas pessoas.
jcl

TIMOR LESTE – DILI – Passeio TT pelos trilhos de Timor Leste com a presença do Presidente da República, Dr. Ramos Horta. Além da prova houve um convívio entre os participantes e os timorenses que apareceram junto das viaturas. Deste país do sol nascente me despeço para o frio da nossa Raia.

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Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
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Remetente: José Bispo

O Presidente da Mesa da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Matos, emitiu um comunicado sobre a Sessão Extraordinária do dia 29 de Outubro.

«COMUNICADO
Assembleia Municipal Extraordinária
29 de Outubro de 2010

1 – De acordo com o n.º 1 do Art.º 18.º do Regimento da Assembleia Municipal do Sabugal em vigor, convoquei extraordinariamente uma Sessão para o dia 29 de Outubro de 2010, após audição dos restantes Membros da Mesa.

2 – Embora não regimentalmente exigido, tomei a iniciativa de contactar os membros da Comissão Permanente, tendo todos os representantes dos Grupos Políticos dado o seu assentimento à realização desta AM extraordinária, à excepção do representante do Grupo Político do PSD.

3 – À hora fixada, e não havendo quorum (pelo menos 41 Srs. Deputados), considerei não estarem criadas as condições para a realização da referida Sessão Extraordinária, pelo que a mesma não se realizou.

4 – Entretanto, o Sr. Deputado Manuel Rito entregou-me um documento justificativo da não comparência de 31 Srs. Deputados, documento aliás igualmente assinado por uma cidadã que não é Deputada Municipal.

5 – O conteúdo do referido documento foi tornado público em, pelo menos, a edição “on-line” do Jornal Cinco Quinas e no Blogue “Capeia Arraiana”.

6 – Embora lamente que a AM não se tenha realizado, não me compete, enquanto Presidente da Assembleia Municipal, comentar as razões que levaram um grupo maioritário de Srs. Deputados a não comparecer na mesma.

7 – No entanto, são feitas no documento referido insinuações quanto à honorabilidade dos 34 Srs. Deputados que compareceram, às quais não posso deixar de responder.

8 – Em primeiro lugar, a convocatória para a realização da Sessão Extraordinária para o dia 29 de Outubro, obedeceu a três razões principais:
– Coincidia temporalmente com a realização, no dia 30 de Outubro, de um dos eventos integrados nas comemorações do Centenário da República;
– As Assembleias Municipais são sempre realizadas na última sexta-feira do mês respectivo, às 20h15;
– O período de discussão pública do PROT termina a 30 de Novembro, o que obrigaria sempre, caso a Assembleia pretendesse tomar uma posição, a que a mesma fosse tomada atempadamente, o que não aconteceria se se realizasse a Sessão na última sexta-feira de Novembro, dia 26.

9 – Os Srs. Deputados que decidiram não estar presentes fizeram-no, certamente, porque, em consciência, consideraram que não deviam estar presentes, posição que respeito e não comento.

10 – Mas essa decisão não lhes dá o direito de insinuarem motivos menos nobres para a presença dos Srs. Deputados que decidiram estar presentes e por isso, não posso deixar de repudiar essas insinuações que são atentatórias do bom nome dos mesmos. Em política não vale tudo e estar presente numa assembleia legalmente convocada não pode ser motivo para se ser acusado de desonesto ou oportunista!

11 – Quanto aos custos de funcionamento da Assembleia Municipal, segundo o Orçamento do Município aprovado para 2010, as despesas com os eleitos municipais à AM foram orçadas em 54.430,32 euros, o que corresponde a cerca de 0,19% do total do Orçamento.
Se se considera que a realização de uma Sessão Extraordinária constitui um desperdício que vai contra a “época de contenção”, então é porque não se percebeu ainda a importância da Assembleia Municipal…
Se se quer evitar o desperdício, haverá por certo outros itens do Orçamento Municipal para o fazer e com melhores resultados…

12 – Uma última nota, de carácter pessoal. Cheguei ao Sabugal no dia 29 de Outubro às 13h30; estive presente na AM extraordinária que não se realizou; participei, enquanto Presidente da AM e membro da Comissão Organizadora, no dia 30 de Outubro, na Sessão Comemorativa dos 100 anos da República, onde permaneci ate´às 20h15; saí do Sabugal no dia 31 de Outubro às 11h30 a caminho da Póvoa de Sta Iria onde resido. No que me diz respeito, penso ter provado que “o timing da realização (não pode) ser interpretado como fim-de-semana grande (segunda-feira é feriado) pago aos membros da Assembleia que vêm de fora (…)”, como se afirma no documento entregue pelo Sr. Deputado Manuel Rito.
E estou certo que o mesmo se aplica aos restantes 33 Srs. Deputados que comigo marcaram presença no Auditório Municipal no dia 29 de Outubro às 20h15.
Ramiro Matos»

O comunicado do Presidente da Assembleia Municipal foi publicado na íntegra.
jcl

O 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita decorre entre os dias 1 e 7 de Novembro de 2010 nas cidades Guarda, Trancoso e Belmonte. A iniciativa do Turismo Serra da Estrela conta com o alto patrocínio de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e inclui, no dia 3 de Novembro, uma visita a Sortelha e ao Sabugal.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A cerca de quatro meses do início do I Festival Internacional da Memória Sefardita, que terá lugar na Serra da Estrela, de 1 a 7 de Novembro de 2010, a organização recebeu o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva.
Este contributo demonstra a relevância deste evento para a divulgação de Portugal como país fortemente marcado pela Sefardita e sua herança ainda hoje presente em inúmeras localidades.
Um dos momentos altos do Festival será o Congresso que terá lugar no Teatro Municipal da Guarda, de 2 a 4 de Novembro de 2010.
A atestar a importância da temática do Congresso está confirmada a presença de oradores de renome nacional e internacional, focados no estudo do mundo Sefardita.
Alguns dos participantes: Tzvika Schaick, Curador e Director do Museu Dona Gracia em Tiberíades; Marques de Almeida, Coordenador Executivo e Científico da Cátedra de Estudos Sefarditas, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; José Alberto Rodrigues Tavim, Centro de História, Departamento de Ciências Humanas do Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa e membro da Comissão Executiva da Sociedade de Estudos dos Judeus Sefarditas e da Diáspora Sefaradi, Universidade Hebraica de Jerusalém; Dov Stuczynski, Universidade de Bar-Ilan, Tel Aviv; Antonieta Garcia, Universidade da Beira Interior; Elvira Mea, Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Herman Salomon, Professor Catedrático da Universidade de Albany, E.U.A.; e Yom Tov Assis, professor de História Judaica Medieval na Universidade Hebraica de Jerusalém e Presidente do Instituto Ben Zvi em Jerusalém.
A organização pertence ao Turismo Serra da Estrela, aos municípios da Guarda, Belmonte e Trancoso e à Alegretur. O lema da iniciativa é «Venha descobrir a Serra da Estrela e junte-se a nós no I Festival Internacional da Memória Sefardita!»

As inscrições podem ser feitas no portal oficial do Festival. Aqui.
Secretariado do Festival: secretariado@leading.pt
jcl (com Turismo Serra da Estrela)

António Robalo foi eleito presidente da Câmara Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009. Os sete lugares na vereação foram divididos entre o PSD com três (incluindo a presidência e vice-presidência), o PS (de António Dionísio) com três e o MPT (de Joaquim Ricardo) com um. As dificuldades de governar sem maioria absoluta levaram a que o presidente António Robalo chegasse a um entendimento com o vereador Joaquim Ricardo garantindo assim os quatro votos necessários nas votações do executivo camarário. O Capeia Arraiana publica estas segunda e terça-feiras uma grande entrevista com o engenheiro António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, sobre as grandes questões da actualidade e do futuro do concelho raiano. (Parte 2).

Grande Entrevista - António Robalo - Presidente - Câmara Municipal Sabugal - Capeia Arraiana

– Quais são as grandes parcerias do concelho do Sabugal?
– Actualmente não faz qualquer sentido trabalhar de forma isolada em investimentos que beneficiam, directa e indirectamente, toda uma região. Através da Associação de Municípios procuramos implementar estratégias consertadas para captar investimentos regionais. Em termos gerais o concelho está em várias plataformas, cada uma com os seus objectivos e isso por vezes confunde as pessoas e até a nossa gestão autárquica. Eu diria que por obrigação legal e por vontade e direito próprio estamos na entidade Turismo Serra da Estrela e queremos que seja o chapéu para aproveitarmos as suas potencialidades turísticas. Com o objectivo de potenciar Sortelha fazemos parte da Associação das Aldeias Históricas e estamos como parceiros de pleno direito na Associação de Municípios do Vale do Côa, na Associação das Terras de Portugal, Associação de Municípios da Cova da Beira, na Comurbeiras e na Pró-Raia. Na defesa da Serra da Malcata e do seu potencial integramos um projecto de cooperação transfronteiriça que integra o Sabugal, Penamacor e as mancomunidades espanholas de Sierra de Gata e Alto Águeda. Ainda nas parcerias transfronteiriças o concelho do Sabugal integra a Binsal – Comunidade de Trabalho Beira Interior Norte e Salamanca e, em breve, no Agrupamento Duero-Douro. São fóruns importantes de entendimento, de trabalho coordenado e de troca de informação e experiências. Procuramos pensar global não deixando de agir local.
– O que pensa da decisão do licenciamento do parque eólico no campo visual da Aldeia Histórica de Sortelha?
– Vou responder como Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Os processos dos aerogeradores do tipo torre eólica estão normalizados e quando entram nos serviços camarários obedecem, normalmente, a todos os requisitos legais e são de fácil aprovação. Desde que a empresa apresente no processo instrutório os documentos de todas as entidades exigidas por lei as autarquias não tem qualquer forma legal de impedir a aprovação e licenciamento dos projectos. Agora é evidente que no caso de Sortelha seria interessante saber se há pareceres adicionais de técnicos da área do Ambiente ou do IGESPAR ou de entidades ligados aos monumentos nacionais. De qualquer forma tive, recentemente, a excelente notícia da Tecneira, empresa que é responsável por dois parques eólicos no concelho – Soito e Malcata – que vão acrescentar mais 11 aerogeradores nas duas localidades. O processo foi-me entregue em mãos, chamei a directora de Planeamento e Urbanismo da Câmara que, depois de analisar os aspectos técnicos e se tudo estiver conforme despacha favoravelmente. Os acessos aos parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha.
– Como utilizam as autarquias as contrapartidas do licenciamento dos parques eólicos?
– O dono do terreno tem uma renda anual e os municípios recebem trimestralmente 2,5 por cento da produção. Essa contrapartida entra nos cofres da autarquia como receita extraordinária mas não é possível consignar esses valores para investimentos específicos. Aproveito para dizer que estão em fase adiantada as negociações onde reivindicamos os mesmos 2,5 por cento de rentabilidade na produção hidroeléctrica da água que sai da Barragem do Sabugal. Além disso as acessibilidades construídas para chegar às torres podem ser utilizadas em situações de prevenção e combate a incêndios.
– Muito se fala do fecho das escolas primárias. E no Sabugal como vai ser?
– Não há milagres. Cada vez temos menos miúdos. As conclusões da última reunião apontam para o encerramento das escolas de Alfaiates e de Vale de Espinho que no próximo ano teriam menos de dez alunos. Essa informação já foi transmitida ao agrupamento. Vamos criar centros com qualificações pedagógicas ao nível dos edifícios, recursos humanos e equipamentos. Temos uma carta educativa que foi aprovada pelo Ministério da Educação que contempla quatro centros educativas – Soito, Sabugal, Ruvina e Bendada – mas que se transformou num processo dinâmico. Para já avançam como prioridade o Sabugal e o Soito. A Escola Secundária do Sabugal e a EB 2,3 que estão lado a lado já chegaram a ter mais de mil alunos e registam actualmente um total de 500 alunos obrigam a tomar decisões com muito cuidado. As duas melhores apostas que se fizeram no concelho do Sabugal, nos últimos anos, em termos de ensino foi a extensão do ensino pré-escolar a todas as crianças do concelho e a entrada dos cursos profissionais públicos na Escola Secundária do Sabugal. É importante dizer que mesmo não sendo obrigatório a Câmara transporta os alunos do pré-escolar, entre os três os cinco anos, para as escolas e «ajudou» os adultos que já tinham deixado os estudos a retomar a formação.
– A Festa do Cavalo e do Toiro e a Artes do Alto Côa estão integradas numa nova atitude da Câmara do Sabugal?
– No fundo é uma estratégia global da promoção dos nossos produtos, da nossa gastronomia, dos enchidos como o bucho, a chouriça ou a farinheira, do rio Côa, das festas dos cavalos e dos toiros. O Sabugal é terra de gente afável no trato, que sabe receber e que se empenha a fundo nas causas e projectos. É gente disposta a dar muito antes de receber, gente que ama a sua terra, gosta de aqui viver e que procura soluções de progresso e desenvolvimento. Há muito que adoptámos o lema «Sabugal – Surpreenda os Sentidos». E é esse o nosso desafio a todos. Venham conhecer o Sabugal. Deixem-se surpreender pelo Sabugal. O objectivo final é a promoção das nossas marcas e do nosso concelho.
– Como está o investimento Ofélia Club na Malcata?
– A Câmara do Sabugal adquiriu e continua a adquirir terrenos junto à albufeira da Malcata para um aldeamento turístico. O objectivo é transformar todos aqueles terrenos num único artigo de cerca de 40 hectares que permita disponibilizá-lo a qualquer investidor que apareça. Vou aproveitar esta entrevista para clarificar todo o processo Ofélia Club que nunca foi bem explicado. Há um grupo francês com cerca de seis milhões de segurados, Existence, que tem investimentos em residências assistidas para a terceira idade na Europa. A empresa está presente em Espanha e delegou num português que é de origem sabugalense, António Reis, a gestão dos projectos em Portugal dando-lhe autonomia para contactar autarquias. António Reis criou um grupo de trabalho denominado Ofélia Club e inicou contactos com variadíssimas autarquias nos mais variados ramos, nomeadamente, hotelaria clássica para converter em hotéis de terceira idade, as termas de Nisa e Abrantes onde parecem ter surgido incompatibilidades. O Sabugal surge, naturalmente, porque António Reis nasceu e viveu no concelho até aos quatro anos. Na primeira reunião que tivemos disse-nos inclusivamente que a própria mãe lhe tinha pedido em França para tentar fazer alguma coisa pelo Sabugal. Depois de analisados os possíveis locais indicados pelo executivo anterior entendeu escolher a Malcata para o investimento que pretendia fazer. Juntou-se o útil ao agradável porque o planeamento municipal permitia construir naquele espaço ao contrário de outros que foram analisados…
– … entretanto já houve uma série de falsas partidas…
– A Câmara Municipal do Sabugal continua a cumprir com as suas obrigações, ou seja, adquirir os terrenos como previsto no plano de ordenamento turístico. Contudo estes processos estão dependentes dos licenciamentos de muitas entidades e há alguns que ainda estão em fase final de aprovação. Sobre o investidor ainda não tive nenhum sinal de que pretendia desistir. A situação nacional e internacional está economicamente difícil mas a Câmara tem a obrigação de se preparar para este ou outro investimento turístico na zona da Barragem do Sabugal.
– Como está a saúde económica da Câmara do Sabugal?
– Grande parte das receitas do município são encaminhados para serviços de proximidade como água e saneamento porque os valores reais estão muito acima das tarifas praticadas aos munícipes. O sistema de abastecimento de água, a recolha de lixos, o saneamento urbano, o sistema de transportes escolares que é ao mesmo tempo uma rede para todos os utentes, tudo isto é comparticipado pela Câmara Municipal do Sabugal. É muito dinheiro que nos permitiria fazer brilharetes em iniciativas de encher o olho. Os outros projectos que estão no terreno são para concluir mesmo que seja necessário arranjar fontes alternativas de financiamento. A autarquia é uma pessoa de bem. Para o futuro próximo é muito importante começar a preparar projectos para novas candidaturas no quadro do QREN e da Comurbeiras.
– As propostas municipais para atrair investimento têm sido bem promovidas?
– A aposta tem sido dirigida para a divulgação das nossas potencialidades através da realização de eventos e feiras temáticas que visem potenciar a procura do nosso património e dos produtos gastronómicos mais típicos e genuínos do nosso concelho. Outra das prioridades é dar-mos a conhecer as nossas belezas naturais como o Rio Côa e a barragem do Sabugal que aguarda investimento privado, a dinamização do potencial da Reserva Natural da Malcata, o Parque Termal do Cró e o Parque de Campismo. A maior parte das vezes as autarquias trabalham para ter concelhos bons para viver e para visitar. Eu gostaria de transformar o Sabugal num concelho bom para viver, para visitar e para investir.
– Que mensagem final quer deixar aos sabugalenses?
– A finalizar esta entrevista deixo um desejo. Cada sabugalense e cada amigo do Sabugal têm um papel muito importante no futuro da nossa região. Gostaria que cada um de nós, amando a nossa terra, conseguisse em cada momento e em qualquer lugar ser um embaixador do Sabugal, ser um angariador de vontades para o Sabugal, contribuindo para amplificarmos a nossa marca. Se não nos unirmos neste esforço colectivo tornar-se-á mais árdua a tarefa da promoção. Gostaria que os sabugalenses estivessem num patamar de desprendimento e união a favor desta causa comum. Gostaria que fosse criado um grande lobbie concelhio com todos os sabugalenses que estão espalhados pelo País em lugares de influência a que eu pudesse recorrer sempre que fosse necessário. Conto com todos. Com os sabugalenses que estão no concelho e com os sabugalenses que estão fora do concelho.
jcl

António Robalo foi eleito presidente da Câmara Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009. Os sete lugares na vereação foram divididos entre o PSD com três (incluindo a presidência e vice-presidência), o PS (de António Dionísio) com três e o MPT (de Joaquim Ricardo) com um. As dificuldades de governar sem maioria absoluta levaram a que o presidente António Robalo chegasse a um entendimento com o vereador Joaquim Ricardo garantindo assim os quatro votos necessários nas votações do executivo camarário. O Capeia Arraiana publica estas segunda e terça-feiras uma grande entrevista com o engenheiro António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, sobre as grandes questões da actualidade e do futuro do concelho raiano. (Parte 1).

Grande Entrevista - António Robalo - Presidente - Câmara Municipal Sabugal - Capeia Arraiana

– Já passaram cerca de nove meses desde as eleições autárquicas. Como foi gerir a Câmara Municipal do Sabugal sem a chamada maioria absoluta dos vereadores?
– Por um lado tive sempre consciência que devia respeitar o voto popular e arranjar uma forma que permitisse a governabilidade da Câmara e por outro sabia que estaria em causa a minha capacidade pessoal para gerir essa realidade. Ao longo da minha vida sempre tive alguma facilidade de relacionamento e gestão de recursos humanos. Por isso sabia que mais tarde ou mais cedo as pessoas iriam perceber que seria necessário dar as mãos pelo Sabugal. O Sabugal é uma casa comum. Compreendo que aqueles que são eleitos pela primeira vez, em especial os vereadores da oposição, também querem marcar presença e mostrar serviço. Eu sentia nas reuniões do executivo essa vontade exacerbada de querer fazer tudo de uma vez. Pouco a pouco foram percebendo que a gestão de um município obedece a timings e, tal como disse no comunicado onde expliquei o acordo com o vereador Joaquim Ricardo, fui analisando as suas posturas pessoais e a melhor forma de alcançar uma acalmia governativa.
– O acordo com Joaquim Ricardo resulta de uma análise de personalidade ou porque seria a aliança natural…
– É um misto. A verdade é que todos sabemos que as duas grandes forças políticas em confronto no Sabugal – e na alternância do poder em Portugal – são o PSD e o PS. Também por isso seria sempre uma aliança improvável. O vereador do MPT mostrou disponibilidade e eu percebi que é uma mais-valia para a equipa. Aproveito esta entrevista para fazer uma afirmação que nunca fiz nem antes nem depois da campanha. Somos um território isolado e deprimido onde falta quase tudo apesar de todos os executivos anteriores, cada qual à sua maneira, muito terem feito para modernizar o concelho e estancar a saída de pessoas. Passadas as eleições, falar de partidos num território como o nosso é um discurso divisionista e apenas serve para deitar areia para os olhos dos sabugalenses. Não quero com isto dizer que defenda as unanimidades até porque nas campanhas eleitorais estão em confronto os estilos próprios de cada candidato mas… depois das eleições todos devemos saber ocupar o nosso lugar e colaborar com serenidade na defesa dos interesses desta casa comum que é o Sabugal.
– A maioria das infra-estruturas concelhias e nas freguesias – água ao domicílio, saneamento, calçadas, acessos – estão realizadas. Quais são agora as principais apostas? O futuro passa pelo resultado de iniciativas como, recentemente, as da Pró-Raia na Feira da Agricultura e na loja do Mundo Rural ou o encontro com o ministro da Agricultura e agricultores no Sabugal? O futuro passa pela produção nesta região que sempre foi rural?
– Vamos comparar um concelho urbano – por vezes com excesso de pessoas – e um concelho rural – desertificado e envelhecido – como o nosso. Para os senhores dos ministérios as competências destes dois concelhos são as mesmas. Não há diferença nenhuma na atribuição de verbas e subsídios. O concelho do Sabugal não gere receitas próprias. Praticamente sem actividade económica e consequentemente sem empresas e pessoas a pagar impostos cerca de 90 por cento das receitas vêm do Orçamento de Estado. No entanto, teoricamente, as competências são as mesmas. Os campos de actividade de uma câmara como a do Sabugal não podem ser idênticos aos de uma grande urbe. A autarquia é o maior empregador do concelho mas deve ir além das competências reguladoras, fiscalizadoras e de prestação de serviços aos cidadãos. A câmara tem uma responsabilidade muito importante na dinamização da economia criando formas de apoio ao investimento privado que o funcionalismo público não está habituado a tratar bem. Este é o meu grande paradigma. Chegar a uma autarquia e gerir os serviços no dia-a-dia apenas para garantir a aplicação dos decretos-lei não é o papel do presidente e do executivo. Tenho que ir mais além. A Câmara tem que ser dinamizadora e potenciadora do investimento económico.
– Como é que se passa da teoria à prática neste apoio ao investimento privado?
– É fundamental a identificação dos sectores económicos onde podemos ser mais produtivos e mais competitivos e apostar na dinamização dessas potencialidades com as pessoas que temos. Sabemos os pontos fortes e pontos fracos nessa matriz e estamos, pouco a pouco, a encontrar soluções para a grande aposta: incentivar e apoiar a produção rural no nosso concelho. Gostaria de promover o mês da truta, o mês do cabrito, o mês do mel, o mês dos cogumelos e da castanha, o mês do bucho… o mês do património, ou seja, desenvolver e potenciar a nossa produção ao longo do ano. E não tem que ser necessariamente sempre com dinheiro. Podemos apoiar com estruturas de apoio, recursos humanos, meios materiais e promocionais ou redução das burocracias nos serviços camarários agilizando e simplificando os regulamentos processuais que são elaborados pela própria câmara e aprovados em assembleia municipal. Vou apostar no apoio às várias actividades agro-pecuárias – caprinicultura, silvicultura, plantação de castanheiros – porque tal como afirmei durante a visita do senhor ministro da Agricultura ao Sabugal, temos terra e água para a produção agrícola… Para os investimentos industriais privados há vários tipos de incentivos que a Câmara do Sabugal oferece aos empresários dependendo apenas da análise às necessidades de cada caso. Os incentivos podem passar pela venda de lotes a preços acessíveis, pela cedência de direitos de superfície, pelo apoio nas infra-estruturas, pela integração de projectos em estratégias de eficiência colectiva no território, pela isenção do pagamento de taxas de licenciamento ou pelo apoio técnico. Para congregar estas ofertas vamos criar uma estrutura de apoio ao investidor denominada SabugalInvest…
– …a Câmara do Sabugal está a oferecer, num processo quase inédito a nível nacional, terrenos agrícolas a quem os quiser cultivar. Qualquer pessoa pode-se candidatar? Mesmo que seja de fora do concelho?
– Eu disse: temos terra, temos meios de produção mas… falta-nos gente. Estamos por isso a desenvolver o projecto, no sentido de captar gente que venha viver para o território e esteja disposta a trabalhar na produção agrícola. A Câmara do Sabugal, per si, não tem terrenos para dar ou emprestar. É um processo que estamos a desenvolver em colaboração com as Juntas de Freguesia e as associações de produtores locais. Há Juntas no concelho para já criaram as suas «bolsas de terras» para disponibilizar a potenciais interessados. Não quero dar o exemplo simplista dos «sem terra» no Brasil mas sim dizer que gostaria que nos batessem à porta pessoas interessadas em vir tratar as nossas terras. Há poucos dias tive uma reunião no Salão Nobre com um grupo de caprinicultores e indiquei-lhes os funcionários camarários disponíveis para os apoiar neste projecto. Temos, felizmente, nos serviços camarários uma série de jovens técnicos ligados à floresta, à produção e higiene alimentar, formação, distribuição e comercialização. O meu grande objectivo é ter na Câmara equipas de encaminhamento para todas as áreas da produção, antes, durante e depois. Neste momento se alguém chegar à Câmara para se candidatar a este projecto já vai ser encaminhada para as Juntas de Freguesia de Quadrazais, Bendada e Fóios que estão a trabalhar nesse campo porque já sentiram que por aí pode ser o caminho. Todos estes sectores de economia podem, em conjunto, concertar esforços uns com os outros. Estamos a colocar no terreno grandes actividades industriais que não impedem o desenvolvimento de outras economias. Estamos a colocar no terreno produtos potenciadores de gastronomia, gastronomia potenciadora de turismo, turismo potenciador da promoção dos patrimónios natural e construído. Eu gostava que o Sabugal fosse um pólo de excelência rural com toda a carga que isto representa. Pólo de excelência rural, marca e símbolo de produção de qualidade, de preservação histórica, cultural e ambiental. Vamos potenciar estas realidades com lógicas realistas que permitam realizar receitas para a autarquia. O mundo é feito de equilíbrios. Se a balança só pender para um lado… Salvaguardando o equilíbrio ambiental e social do concelho temos de desenvolver a sustentabilidade do nosso ambiente e da nossa economia.
– Há grandes projectos municipais que absorvem a maior fatia do orçamento camarário. A balança está, neste momento, muito desequilibrada…
– Está. Aquele que mais rapidamente nos pode trazer retorno é o das Termas do Cró. A minha preocupação é encontrar o parceiro privado certo e conseguir manter elevada a ocupação no complexo termal. Tenho vontade de planificar o concelho para a terceira idade. Neste momento os maiores empregadores do concelho são os centros de dia e os lares. A estratégia passa por promover o território como «concelho amigo da terceira idade». Qualificámos as acessibilidades, as freguesias, estamos a qualificar o rio Côa, desde a nascente até Badamalos, como ponto de concentração de actividades e pessoas. Há cerca de 13 anos que tenho responsabilidades na Câmara Municipal do Sabugal. Quando comecei – e isto não é uma desculpabilização – não havia estádio municipal relvado, pistas de atletismo, pavilhão, piscinas, auditório ou museu. As nossas aldeias não estavam tão qualificadas como estão agora… mais vias de comunicação… evidentemente que se voltássemos atrás todas as estradas são importantes mas… e não estou a falar daquela que mais se fala… mas houve alguns erros e a aposta em algumas vias que não seriam tão prioritárias mas foram opções políticas. Tenho alertados as Juntas de Freguesia para a lógica da prioridade dos investimentos e a maioria ainda não entendeu este paradigma. Eu fui presidente de Junta de Freguesia e sei que numa aldeia há sempre qualquer coisa que pode ser feita. Nem que seja limpar um caminho onde ninguém passa ou alargá-lo mais meio metro. Mas a vida tem de ser feita de opções. Tenho sentido resistências dos colegas autarcas de freguesia neste processo de captação de investimento, na ajuda à produção local, nomeadamente, agricultura, pecuária e floresta… Temos que inverter esta atitude que nos impuseram de Bruxelas estes anos todos. «Não produzam nada, arranquem a vinha, arranquem a oliveira, deixem-se estar quietos que nós damos subsídios para não fazerem nada» e agora o dinheiro ficou caro e a solução é voltar à produção agrícola.
– Fica a sensação que os autarcas se esqueceram das potencialidades do rio Côa. Temos praias fluviais de muita qualidade sem qualquer promoção. É só sensação?
– A requalificação do rio Côa é uma obra da Câmara Municipal que envolve cerca de 800 mil euros. É um projecto que não tem avançado por causa da burocracia e que está integrado na construção do Parque de Campismo de altíssima qualidade estratégico em dois eixos – Vale do Côa e Serra da Estrela – e por isso está a ser mimado e acompanhado pela Associação de Municípios do Vale do Côa, pelo Turismo Serra da Estrela e pelo Turismo de Portugal. Se conseguirmos concretizar o projecto como está previsto passaremos a dispor de um parque de campismo de topo em Portugal que vai dinamizar toda a actividade e potencialidades do rio Côa…
– …até há muito pouco tempo o Sabugal sempre se recusou a integrar a Região Turismo Serra da Estrela…
– Há cada vez mais uma necessidade de concertação regional. Ao longo destes anos as Câmaras e Juntas de Freguesia faziam investimentos que não contemplavam parcerias com as suas vizinhas. Cada uma fazia o que entendia resultando por vezes em obras desgarradas e sem qualquer lógica regional. A necessidade aguça o engenho. A União Europeia obriga à concertação regional e privilegia projectos transfronteiriços numa tentativa de acabar com a fórmula «cada um para seu lado». Aproveito para dizer nesta entrevista ao Capeia Arraiana que a Guarda não tem contribuído em nada para esta unidade territorial regional. E dou dois exemplos: o trajecto, com dois túneis, da A23 prejudicou claramente o concelho do Sabugal. Se o traçado contornasse a montanha pelo lado da Bendada não estaríamos agora a discutir a ligação à A23. A ligação natural, com passagem por fora de Pêga e do Adão, seria em Santana da Azinha na zona da discoteca Nova Dimensão. O segundo exemplo é o Hospital da Guarda. Devemos ter orgulho num parque de saúde que devia ser referência ibérica na especialidade de pneumologia. Mas quando temos uma excelente localização na confluência entre a A23 e a A25 e uma ambulância quando vai do Sabugal, de Almeida ou de Celorico tem que demorar mais 10 minutos para subir até à Guarda, apenas com o objectivo de dinamizar o centro da cidade… é claro prejuízo para todo o distrito.
(Final da primeira parte. Continua amanhã, terça-feira.)
jcl

Os sabugalenses desfrutam já do campo desportivo que a Junta de Freguesia do Sabugal construiu na margem direita do rio Côa, na Devesa, onde se podem praticar diversas modalidades desportivas.

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A obra custou pouco mais de 93 mil euros, inteiramente suportados pela Junta de Freguesia do Sabugal. Incluiu a construção de um ringue ao ar livre, com relva sintética, bancada e vedação exterior, pronto para a execução de diversas modalidades desportivas. Ao lado foram colocados três contentores adaptados para balneários, com óptimas condições para acolherem duas equipas e ainda os árbitros.
Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia, está satisfeito com a obra, executada num terreno cedido pela Câmara Municipal, mas pretende introduzir-lhe ainda algumas melhorias. «Vamos preparar um espaço para a prática de jogos tradicionais e instalar grelhadores, para que as famílias e os grupos de amigos possam vir para aqui conviver», disse-nos o autarca, que serviu de cicerone, mostrando-nos a sua mais recente obra na cidade do Sabugal.
O campo de jogos e os balneários já estão em pleno funcionamento, com uma ocupação quase permanente. Sobretudo nos fins-de-semana.
«Ainda há dias aqui esteve uma equipa de futebol vinda de Peniche, que jogou com uma equipa do Sabugal. E os jovens vêm para cá todas as tardes para jogarem futebol ou praticarem o ténis», revelou o presidente, que acrescentou que o usufruto é gratuito, sendo tudo controlado por um funcionário que ali está em permanência. «Com a colaboração do IEFP trouxemos para aqui um rapaz que estava no desemprego, e é ele que zela pelas instalações e controla o uso do equipamento».
Mesmo à beira do açude, a que no Sabugal chamam o «Muro», os habitantes e os visitantes do Sabugal possuem agora um motivo acrescido para irem até à praia fluvial do rio Côa. Para além de um banho e de um passeio nas canoas que a Câmara disponibiliza, há agora um equipamento desportivo pronto a utilizar.
plb

«Não há soluções perfeitas mas não tenho dúvidas de que esta é aquela que melhor traduz os interesses do Concelho», afirma, a determinado passo, António Robalo, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, num comunicado que transcrevemos na íntegra sobre a decisão de nomear um novo conselho de administração da empresa municipal «Sabugal+». O texto termina com uma certeza executiva em jeito de mandamento: «Nunca confundirei autoridade com rejeição do compromisso e do consenso. Nunca deixarei de unir. Fracos são os que temem as virtudes da humildade democrática e que gastam energias a dividir.»

António Robalo - Presidente - Câmara Municipal Sabugal«Comunicado
Os resultados das eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009 definiram um executivo municipal com 3 eleitos do PSD, 3 eleitos do PS e 1 eleito do MPT. Resultou um executivo, que embora dando-me a Presidência, não me deu uma maioria absoluta, vista sempre como sinónimo de estabilidade política, de governabilidade e facilitadora da coerência na aplicação de medidas necessárias para ultrapassar dificuldades, condições básicas a uma gestão consistente, eficiente e responsável.
Sei também que a governação com maioria relativa tem a virtude de exigir mais diálogo, mas igualmente maior responsabilidade e sensatez de todos os quadrantes, pois, como é sabido, os eleitores exigem responsabilidade política de todos os partidos, em nome da estabilidade governativa.
A conveniente fundamentação das suas posições, a credibilidade das alternativas apresentadas e o contributo para a criação de condições de governabilidade autárquica nunca poderão ser esquecidos por uma oposição que se quer reconhecida pelos munícipes como séria e responsável.
Convirá nunca esquecer que cabe a quem ganha governar. E foi em nós que os sabugalenses depositaram a sua confiança, que irá prestar contas do trabalho efectuado durante o mandato, deixando aos munícipes o julgamento final.
Não me julgo com o monopólio da representação! Uma maioria não é uma totalidade e cedo percebi que a forma como os eleitores distribuíram os seus votos deveria ser traduzida na forma de governação.
Cedo manifestei a minha total disponibilidade para, com todos os vereadores e as diferentes forças políticas que representam – sem qualquer excepção –, encontrarmos uma solução de governabilidade para o executivo camarário. Em 6 de Novembro solicitei autorização para nomeação de 2 vereadores a tempo inteiro, que me foi recusada! Quero sublinhar que essa autorização me foi concedida em 19 de Maio, num sinal de colaboração e de grande responsabilidade manifestada por todo o executivo, digno de todo o elogio.
Até aqui, caminho bastante foi percorrido, com muito indefinição à mistura, que exigiu de mim a da Sra. Vice-Presidente um esforço acrescido, com adiamento de soluções relativas a questões importantes, como a Sabugal+, EM um processo que me ocupou muito tempo, e que resultou na nomeação de um Conselho de Administração de compromisso em 21 de Janeiro de 2010!
A governação autárquica, a urgência na decisão, a procura permanente de soluções, a agilidade na acção, não se compadecem com a hesitação nem com a indefinição. Não podemos adiar o nosso Concelho! A necessidade de constituir uma equipa de trabalho operacional para dar resposta eficaz em tempo útil às novas exigências e competências, quer da Câmara, quer da Empresa Municipal, levaram a conversações com os restantes elementos do executivo, desenvolvidas sempre num clima de respeito e convivência democrática, tendo como objectivo valores de lealdade, de bem servir o nosso Concelho, de procura da necessária estabilidade e governabilidade que reconheci no Vereador Joaquim Ricardo e me permitiram comunicar na reunião de Câmara de 16 de Junho de 2010, a sua nomeação como vereador a tempo inteiro e propor para aprovação a nomeação do novo Conselho de Administração da Sabugal+, EM, a saber:

Presidente: Joaquim Ricardo.
Vogais: Victor Proença e Fernanda Cruz.

Estão assim reunidas as condições para que as novas equipas possam desenvolver com empenho, dedicação e zelo as funções para as quais estão agora mandatados.
Não há soluções perfeitas mas não tenho dúvidas de que esta é aquela que melhor traduz os interesses do Concelho.
Quero no entanto fazer votos de continuação na sã convivência democrática e cooperação institucional quer da oposição no executivo, quer da Assembleia Municipal.
O combate político frontal e leal é um valor acrescentado da democracia: O confronto de concepções e perspectivas só poderá ser benéfico para o futuro do nosso Concelho.
Nunca confundirei autoridade com rejeição do compromisso e do consenso. Nunca deixarei de unir. Fracos são os que temem as virtudes da humildade democrática e que gastam energias a dividir.
António dos Santos Robalo
Presidente da Câmara Municipal do Sabugal».

O comunicado da Presidência da Câmara Municipal do Sabugal resume o histórico «do caminho percorrido» pelo Executivo camarário desde as eleições de 11 de Outubro de 2009 e confirma as nomeações de Joaquim Ricardo como segundo vereador em permanência e como Presidente do Conselho de Administração da Sabugal+ onde terá como vogais Victor Proença e Fernanda Cruz.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal está a preparar a candidatura de elevação da capeia arraiana, tourada que inclui a lide dos touros com recurso ao «forcão», a património imaterial da humanidade.

Presidente António Robalo - Sabugal«A candidatura da capeia arraiana está em fase de preparação por parte da Câmara, através da Empresa Municipal Sabugal Mais», explicou à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo.
O processo «está em andamento há cerca de um ano e meio e a Empresa Municipal tem feito recolhas de vídeos, de textos, de testemunhos orais, fotográficos e escritos alusivos à capeia arraiana», acrecentou.
«A Empresa Municipal está a fazer o trabalho de recolha de informação e neste momento está a compilar informação para o processo» que será apresentado ao Instituto dos Museus e da Conservação que, aceitando a candidatura, «dará conhecimento à UNESCO», disse o autarca.
António Robalo adiantou que o processo deverá ficar concluído «o mais rapidamente possível», admitindo a possibilidade de ficar pronto ainda este ano.
O autarca justifica a candidatura pela importância cultural que aquela tradição tauromáquica tem para o seu concelho.
«É uma tradição que vem de tempos imemoriais e faz com que, apesar da emigração e do abandono dos campos, o território concelhio se encha de gente no mês de Agosto, que vem puxada por essa tradição», assinalou.
Disse tratar-se de um costume que «anima o concelho raiano nos meses de verão e faz com que as pessoas continuem ligadas à terra onde nasceram».
As touradas tradicionais da zona do Sabugal, conhecidas por capeias arraianas, têm a particularidade de incluir a lide dos touros com recurso ao «forcão» e atraem milhares de pessoas até à região fronteiriça.
As touradas têm como atractivo principal o «forcão», uma estrutura de madeira feita à base de carvalho, em forma de triângulo, no interior da qual se colocam cerca de trinta homens e rapazes que enfrentam o touro em praças improvisadas nos largos das localidades.
O «forcão» tem por objectivo «cansar» o touro para que, posteriormente, os homens mais corajosos o possam agarrar.
Entretanto, há um conjunto de eventos programados para o mês de Agosto em várias aldeias do concelho, nomeadamente em Foios, Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Lageosa da Raia, Forcalhos, Aldeia Velha, Alfaiates, Rebolosa, Soito e Ozendo.
A tradição anual culminará a 21 de Agosto com o concurso «ao forcão rapazes», a realizar na vila do Soito, onde equipas das várias aldeias procurarão conseguir a melhor lide.
jcl com agência Lusa

Intervenção do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia de despedida no dia 14 de Maio de 2010, no Porto, a Sua Santidade o Papa Bento XVI, por ocasião da sua visita a Portugal. O discurso teve lugar na tarde do dia 14 de Maio de 2010, no Aeroporto de Pedras Rubras, na cidade do Porto.

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jcl

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal reúne em Assembleia Geral na sede social no próximo dia 21 de Maio, pelas 21.00 horas. A convocatória é assinada por Ramiro Matos, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação.

Câmara Municipal do SabugalEdital da sessão ordinária da Assembleia Municipal marcada para o dia 30 de Abril, às 20.15 horas, no Auditório Municipal do Sabugal.

«Por indicação do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Manuel Lopes de Matos e a fim de dar conhecimento a todos os interessados, venho pelo presente solicitar a divulgação da realização da Assembleia municipal no próximo dia 30 de Abril do corrente ano, pelas 20.15 horas, no Auditório Municipal de Sabugal, sendo a ordem de trabalhos a seguinte:

SESSÃO ORDINÁRIA DE 30 DE ABRIL DE 2010

Ordem de Trabalhos

ANTES DA ORDEM DO DIA
1- Discussão e votação das actas das Sessões Ordinárias realizadas nos dias 29.12.09 e 26.02.2010;
2 – Expediente;
3 – Assuntos Diversos.

ORDEM DO DIA
1. Apreciação e votação das contas relativas ao ano 2009 e aplicação dos resultados líquidos.
2. Autorização para integração no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial entre os Municípios da Beira Interior Norte e a Diputación Provincial de Salamanca e aprovação dos respectivos estatutos.
3. Repartição de encargos da obra de requalificação das margens do rio Côa entre a ponte do açude e a Praia Fluvial.
4.Constituição dos Grupos Parlamentares, nos termos do regimento.
5.Discussão e votação do Plano de acção, da Assembleia Municipal para 2010.
6. Discussão e Votação do artigo 41.º do Regimento da Assembleia Municipal.
7. Actividade Municipal.

PERÍODO DE INTERVENÇÃO DO PÚBLICO

Com os melhores cumprimentos
O Presidente da Assembleia Municipal
Ramiro Manuel Lopes de Matos»

Fiquei muito feliz quando ontem, sábado, dia 9 de Abril, recebi um telefonema do Manel Rito a dar-me conta de uma visita ao alcalde e amigo de Navasfrias, Celso Ramos.

Enquanto o Manel Rito foi Presidente da Câmara do Sabugal quantas viagens fizemos a Navasfrias para tratar de assuntos relacionados com «las carreteras» de cujos projectos a Câmara do Sabugal foi chefe de fila? Quantas reuniões com a Mancomunidad do Alto Águeda ou com a Presidente e Técnicos da Diputación de Salamanca?
As «carreteras» já estão feitas e não caíram do Céu! E que importância têm para a economia da região! Mas não foram só as «carreteras». Houve e haverá muito mais. É que a Europa é para lá, meus Senhores.
Os problemas de saúde que afectaram o amigo Manel Rito preocupavam-me e cheguei a recear que estas incursões, por España, se tornassem raras ou deixassem de se verificar. Por isso mesmo o dia de ontem foi um dia especial. Conheço, muito bem, a amizade entre o Manel Rito e o Celso Ramos e foi com imenso prazer que ontem os fotografei de novo.
Depois de em casa do Celso termos tomado um café, «charlado» um pouco sobre a saúde do Manel, e também sobre o progresso e desenvolvimento da zona, deslocámo-nos ao local onde o Ayuntamiento de Navasfrias possui um parque cinegético. Foi com agrado que observámos algumas espécies, sobretudo coelhos e lebres, que aí se vão reproduzindo para mais tarde poderem ser distribuídos pelas zonas mais convenientes, incluindo o lado de cá.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, tem mantido de há longo tempo uma dura batalha contra a doença que o afecta e os últimos meses foram particularmente difíceis, passando a maior parte do tempo internado no hospital. As boas novas quanto à sua recuperação enchem-nos de satisfação. O Capeia Arraiana associa-se ao Zé Manel, desejando a Manuel Rito continuadas melhoras.
plb

Junta de Freguesia de Ruivós recupera «tronco», Largo de São Paulo e Fonte Romana.

GALERIA DE IMAGENS – RUIVÓS
Fotos Capeia Arraiana  –  Clique nas imagens para ampliar

Junto à capela de São Paulo o largo com o mesmo nome foi recuperado com supervisão paisagística qualificada. O descampado deu lugar a três «ilhas» ocupadas por barrocos e guardadas por tranquilas oliveiras. A Fonte Romana voltou a ficar à vista e os pilares do «tronco» onde eram ferrados ou curados os animais – à sombra da histórica amoreira – voltaram à sua posição original. O espaço público de Ruivós está a renascer com muito cuidado e bom-gosto.

Manuel Leitão - Presidente Junta Freguesia Ruivós

Em Ruivós a eleição dos membros da Junta é feita em plenário cumprindo a regra das freguesias com menos de 150 eleitores. Em Outubro do ano passado «apareceu a votos» uma única lista encabeçada pelo actual presidente Manuel Leitão que não perdeu tempo e tem vindo a fazer uma notável obra de recuperação e qualificação dos espaços e caminhos públicos.
Em Novembro a Junta apelou à participação de toda a população e durante todo o mês os fins-de-semana foram ocupados com a recuperação e limpeza dos caminhos rurais.
«Tinha como grande objectivo iniciar o meu mandato com a recuperação do espaço histórico do Largo de São Paulo», começou por nos dizer Manuel Leitão, presidente da Junta de Freguesia de Ruivós. «Pedimos a colaboração da Câmara Municipal do Sabugal e os trabalhos de recuperação e arranjos paisagísticos do largo foram acompanhados pela eng.ª Cláudia. Plantámos por toda a freguesia cerca de três dezenas de oliveiras que fomos buscar a Longroivo. As que estão plantadas no Largo de São Paulo foram oferecidas pelo senhor Manuel Joaquim Rito do Soito. Os barrocos estavam em terrenos onde, em criança, guardava as vacas dos meus pais», esclarece-nos o empreendedor autarca.
A cerca de 500 metros da actual povoação de Ruivós no Largo de São Paulo e encostada ao cemitério ergue-se a Capela de São Paulo catalogada com grande antiguidade e que pode ter sido inicialmente uma mesquita. Está situada no vale de Valdeiras também conhecido como vale da ribeira da Nave reconhecido como um dos caminhos de Santiago certificado pela concha decalcada na pedra da janela da igreja matriz.
Na capela de São Paulo uma estela de granito embutida na parede virada a Norte tem uma inscrição romana, em latim, descodificada pelo arqueólogo Marcos Osório da Silva e que diz: «(A ???c) a Alfídia Ama, filhos de Lúcio Ânio Cipiano. Aos seus filhos, o pai mandou fazer esta memória».
Ainda de acordo com o estudo de Marcos Osório «Ruivós – Antiguidade de uma Freguesia» durante o domínio romano toda a região em torno de Ruivós «dada a sua referida riqueza agrícola, voltou a ser densamente povoada e no lugar onde se situa a capela de São Paulo, ter-se-á implantado uma unidade habitacional/agrícola, denominada nos tempos romanos de villae. (…) A sul da capela, existe uma nascente chamada de fonte romana que poderá corresponder a um local de tradição no abastecimento de água ao local».
«A fonte romana há muito que estava escondida pelas silvas e pelas giestas», recorda Manuel Leitão quando chegamos à portaleira de um lameiro onde se notam as paredes em pedra recolocadas, recentemente, no lugar. Ao fundo uma espécie de anta protege uma pequena presa de água arrimada a um cristalino ribeiro de geladas águas que corre com imponência nestes chuvosos tempos de Março. «Aqui está ela! Limpámos o lameiro e a fonte romana e queremos fazer aqui um parque de merendas», diz-nos com orgulho o presidente.
A visita guiada terminou nas traseiras da igreja matriz de Ruivós junto ao antigo «tronco» com seis pedras graníticas verticais onde os animais eram ferrados ou curados quando tinham pernas partidas ou estortegadas. Ao lado do «tronco» mantém-se imponente a velhinha amoreira testemunha silenciosa da brincadeira de gerações de crianças e que em todas deixou a sua marca colorida. Nas mãos, no corpo, na roupa. As amoras são daquelas que crescem até ficar enormes e vermelhas e depois amadurecem para preto. É a amoreira do povo. É a velhinha amoreira que merecia ser podada, tratada, revitalizada e condecorada com a ordem de monumento da freguesia de Ruivós. Aqui fica o desafio ao dinâmico presidente Manuel Leitão.
jcl

O Presidente da República, Cavaco Silva, é recebido esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, na Câmara Municipal de Penamacor. A passagem pelo distrito de Castelo Branco é inserida no Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras e inclui ainda diversas visitas no próximo sábado.

Cavaco Silva visita PenamacorPara esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, está marcada para as 17 horas uma visita ao concelho de Penamacor, sendo recebido em sessão solene de boas-vindas, no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde proferirá uma intervenção, inaugurando de seguida a Via Estruturante Sul à Vila de Penamacor que passa a designar-se Avenida da República.
O primeiro dia da visita presidencial tem início às 9.30 horas no Parque Industrial de Castelo Branco com a inauguração do Centro de Apoio Tecnológico Agro-alimentar seguido de uma visita à empresa Danone. A comitiva segue para Alcains onde, às 11.30, será a vez de conhecer a Fábrica Lusitana. Em Alpedrinha, perto do Fundão, visita à empresa BeiraBraga e no Parque Industrial do Fundão à empresa Damar. Para as 17 horas está marcada a visita à Fábrica Paulo de Oliveira em Boidobra na Covilhã e hora e meia mais tarde será o momento para a inauguração do H2otel Termal em Unhais da Serra. O primeiro dia do «Roteiro» termina com uma visita ao Centro Interpretativo À Descoberta do Novo Mundo no Museu dos Descobrimentos em Belmonte marcado para as 21.30 horas.
A segunda jornada está marcada para o dia 6, sábado, com a visita às 9 horas ao Centro de Interpretação do Parque Natural do Tejo Internacional em Castelo Branco. De seguida o Presidente rumará a Idanha-a-Nova para visitar a Unidade de Cuidados Continuados do Hospital Aprígio Meireles da Santa Casa da Misericórdia e meia-hora mais tarde será recebido na Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa na Zona Industrial local.
Às 11.30 horas a comitiva visita o Centro de Interpretação da Rota dos Fósseis no Geopark Naturtejo em Penha Garcia.
O programa inclui às 13.30 horas uma visita à Aldeia de Janeiro de Cima, na Aldeia do Xisto no Fundão e às 15.30 a visita à Empresa Pinorval em Orvalhos no concelho de Oleiros.
A tarde de sábado inclui ainda às 16.30 horas a visita à Central Termoeléctrica a Biomassa Florestal (Palser) na Sertã e às 17.30 a visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta em Proença-a-Nova.
O Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras do Presidente da República por terras de Castelo Branco termina às 19.30 horas com a cerimónia de encerramento e reconhecimento do mérito dos agentes inovadores na sala Amato Lusitano, no Hotel Colina do Castelo em Castelo Branco.
jcl

No passado mês de Outubro, de 2009, deslocaram-se aos Foios três técnicos da televisão da Extremadura espanhola. Tiveram conhecimento das boas relações entre Foios/Eljas/Valverde del Fresno/Hoyos e outras localidades da Sierra de Gata. Pediram-me, nessa altura, se seria possível marcar uma data para, na primeira quinzena de Janeiro, de 2010, se poder deslocar uma equipa aos Foios para a realização de uma grande reportagem sobre as relações transfronteiriças. Essa equipa veio e trabalhou, durante dois dias, nesta simpática freguesia raiana. O grupo hospedou-se no hotel «La Palmera», sito em Valverde del Fresno, e deslocou-se aos Foios no passado sábado, dia 8.

José Manuel CamposDurante a manhã andaram pelas ruas a filmar e a entrevistar a maioria das pessoas que iam encontrando, sobretudo aquelas que tinham feito contrabando.
As sete pessoas envolvidas no projecto, incluindo um jovem português, almoçaram no restaurante «El Dorado» e por volta das 15 horas acompanhei-os até ao planalto do Lameirão para aí termos conversado sobre os mais diversos aspectos do contrabando, mesa dos quatro bispos e também dos projectos que temos em mente no âmbito do turismo.
O frio que se fazia sentir, em plena Serra das Mesas, não permitiu que pudéssemos visitar alguns locais de interesse turístico pelo que passado uma hora regressámos ao povoado em cujo Centro Cívico continuaram com as entrevistas e, sobretudo, para filmar a aparelhagem e o sistema sonoro que faz com que a música, muitas vezes espanhola, se oiça no largo da praça animando e recebendo bem quem chega à dita praça. Esse aspecto da música espanhola na praça foi, sem dúvida, o facto que mais surpreendeu o grupo a ponto de terem dançado durante algum tempo, na via pública.
Tal como estava combinado com a associação de cavaleiros de Valverde del Fresno os técnicos da televisão extremenha acompanharam hoje, domingo, os cinquenta cavaleiros que fizeram o percurso Valverde-Foios, via Piçarrão. Por volta das 12 horas começou a ouvir-se o barulho das ferraduras dos cavalos. Os cavaleiros concentraram-se, durante dez minutos, no Largo da Praça onde foram filmados e apreciados por muitas pessoas dos Foios que saem sempre à rua para apreciar o espectáculo.
FóiosPor volta das 13 horas as cerca de setenta pessoas, alguns familiares deslocaram-se através das viaturas particulares, entraram no restaurante «El Dorado» onde lhes foi servido, como sempre, um saboroso almoço onde, naturalmente, o bacalhau também esteve presente.
Logo após o almoço o grupo (re)organizou-se e lá partiram, de novo para Valverde, enquanto a luz do Sol ainda os aquecia e iluminava.
Foi, na verdade, um fim de semana muito animado e bastante proveitoso para a economia local. Fico muito feliz quando vejo meia dúzia de jovens a trabalhar no restaurante.
Apesar de me encontrar satisfeito com tudo o que por cá se vai verificando continuo a dizer que ainda temos muito trabalho pela frente. É caso para dizer que o muito que já fizemos ainda é pouco. Faltam-nos casas de turismo, falta-nos a marcação e sinalização dos mais diversos percurso pedestres, faltam-nos documentos de divulgação e algo mais. Ideias não nos faltam mas cabe aqui recordar uma pessoa dos Foios que dizia: «Como se prepara um indivíduo sei eu, ando é mal de roupas.»
Dentro de poucos dias vou reunir, aqui nos Foios, com o Alcalde Celso Ramos, de Navasfrias, e com a Ana Perez, Alcaldesa de Valverde para podermos analisar e discutir os mais variados aspectos que se prendem com o turismo.
Fiquei muito agradado quando, há poucos dias, dias o Presidente da Câmara, António Robalo, me comunicou a intenção de, muito brevemente, poder reunir com alguns alcaldes da Sierra de Gata e do Alto Águeda para, com eles poder analisar as mais diversas hipóteses de cooperação.
Parabéns, Presidente, pela iniciativa. É excelente e dará, certamente, frutos a curto prazo. Se entender poder contar comigo não hesitarei em dar o meu contributo.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

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Autoria: Presidência da República posted with Galeria Vídeos Capeia Arraiana

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 2 de Janeiro de 2010.
Local: Herdade dos Salgados.

Legenda: O Capeia Arraiana aproveita para endereçar, novamente, cumprimentos de Feliz Ano 2010 ao Senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Autoria: Capeia Arraiana.
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O ano de 2009 – que agora termina – foi vivido intensamente no concelho do Sabugal… durante dez meses, ou seja, até Outubro, até ao mês das eleições autárquicas. Depois foi tempo de «arrumar a casa» e consolidar as posições conquistadas. Em semana do tradicional balanço anual escolhemos como «Personalidade do Ano» – «engenheiro António Robalo» – pela conquista da cadeira de Presidente da Câmara Municipal do Sabugal e como «Acontecimento do Ano» – «Sabugal em Cinzas» – os incêndios que devastaram o território sabugalense entre 30 de Agosto e 2 de Setembro de 2009.

António Robalo - Personalidade do AnoCorrem rápidos os últimos dias de 2009 entre a azáfama familiar (e comercial) do Natal e a preparação da passagem de ano.
É tempo de os media seleccionarem os acontecimentos e personalidades nacionais e internacionais num ano que fecha a década. São escolhas importantes mas entendemos que devemos destacar o que mais se salientou no concelho do Sabugal no balanço ao ano de 2009.
Afinal o conformismo mudou. Afinal o Sabugal tem vida. Afinal o Sabugal é vivido pelos que ali trabalham e vivem todos os dias do ano – ou mesmo de segunda a sexta-feira – e pelos outros que coleccionam milhas na A23 quase todos os fins-de-semana. O ano foi pródigo em acontecimentos. Aliás o Sabugal consegue ser notícia todos os dias. E quase sempre pelas melhores razões. E ainda bem.
Ao longo dos 12 meses de 2009 muitos acontecimentos mereceram destaque como relata, e bem, o Paulo Leitão na sua análise. Mas seria incorrecto e mesmo injusto não escolher António Robalo para «Personalidade do Ano». Em entrevista à Rádio Altitude o então candidato do PSD fez questão de recordar que se candidatava na sequência do trabalho camarário desenvolvido há doze anos e durante três mandatos. Há ainda a juntar mais oito anos e dois mandatos como presidente da Junta de Freguesia da Ruvina.
António Robalo é eleito pelo Capeia Arraiana como «Personalidade do Ano» pela vitória alcançada contra dois adversários de respeito e pela capacidade que vai ter de demonstrar para governar o município sem maioria absoluta.
António Robalo é um político com uma personalidade metódica, paciente e discreta em tudo oposta ao seu antecessor e amigo que lhe deixou a enorme herança de utilizar a maior fatia do orçamento anual no pagamento de obras ou compromissos já assumidos.
Incêndios no SabugalInfelizmente pelos piores motivos o «Acontecimento do Ano» é indiscutivelmente «Sabugal em Cinzas», uma tragédia que reduziu a preto e cinzento grande parte do limite florestal e agrícola do concelho do Sabugal.
Entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro um incêndio de que não há memória devorou tudo à sua passagem. A primeira avaliação (não sabemos se já há alguma definitiva) da Câmara Municipal do Sabugal aos danos registados apontou para uma área ardida superior a 10 mil hectares e prejuízos estimados entre sete a dez milhões de euros. O relatório registava danos nas freguesias da Bendada, Casteleiro, Moita, Sortelha, Santo Estêvão, Aldeia de Santo António, Águas Belas, Quintas de São Bartolomeu, Rapoula do Côa, Vila do Touro, Vale de Espinho, Quadrazais, Fóios e Soito.
«Quero que as gentes do Sabugal sintam que não estão esquecidas, que não estão abandonadas, que podem ser apoiadas, que podem olhar para o futuro, que têm que arregaçar as mangas e terão apoios para continuar aqui na sua terra», afirmou o presidente Cavaco Silva na visita-relâmpago ao Sabugal onde ouviu os relatos dos agricultores e dos criadores de gado que viram as suas explorações reduzidas a cinzas.
«Não abandonem o Sabugal. Não podem deixar o mundo rural», pediu Cavaco Silva na Aldeia Histórica de Sortelha. Mas, por vezes, a solidariedade necessita de ir um pouco além das palavras.
As análises críticas sucederam-se após os trágicos acontecimentos. A resposta tardia e desorganizada do Município, o Plano Municipal de Emergência e o Serviço Municipal de Protecção Civil com existência teórico-protocolar, a actuação dos bombeiros e a actuação da autoridade de coordenação no terreno foram temas de conversa e discussão durante semanas. Um destes dias – lá mais para Abril/Maio – seria interessante ouvir os sete vereadores do executivo camarário explicarem a uma só voz as conclusões sobre o que correu mal, o que foi, entretanto, feito para ajudar os agricultores e criadores de gado e qual o investimento na prevenção futura.

O «Prémio Capeia Arraiana 2009» vai para todos os nossos amigos que visitam e participam neste espaço de livre opinião e nos «obrigam», todos os dias, a olhar só para a frente e a ser cada vez melhores.

O «Destaque Capeia Arraiana 2009» vai para a opinião do jornalista Joaquim Vieira, provedor dos leitores do Público, que assina uma das mais brilhantes análises ao jornalismo que me foi dado ler. Merecia ser caso de estudo nos cursos de jornalismo. Pode (e deve) ser lida. Aqui.

Aproveito para desejar a todos um excelente ano de 2010.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

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O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, endereçou através do portal da autarquia a sua primeira mensagem de Natal e Ano Novo a todos os sabugalenses.

António Robalo - Presidente Câmara Municipal SabugalA primeira mensagem de Natal e Ano Novo do recém-eleito Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António dos Santos Robalo, começa por referir que a época natalícia é o momento propício para uma reflexão pessoal sobre a vida de cada um e sua relação de ajuda a quem mais precisa. O autarca aproveita para alertar para a necessidade de, em 2010, «rejuvenescer e acreditar que é possível ser melhor e fazer mais pela nossa Terra!»
O espírito da época festiva «da família e da solidariedade entre todos os Homens» deve ser, também aproveitada «para uma reflexão individual e colectiva sobre um conjunto de valores» dos sabugalenses «como agentes da promoção e valorização da nossas terras, do nosso concelho».
O discurso destaca, também, os valores do amor, da fraternidade e da solidariedade na união e na ajuda aos mais desprotegidos, às crianças, aos idosos, aos deficientes, às famílias sem habitação condigna e à necessidade de os jovens se prepararem para o futuro.
Ao jeito de desafio a reflexão de Natal e Ano Novo de António Robalo é dirigida a… «todos os cidadãos que respiram este concelho e a todos aqueles, que mesmo não vivendo diariamente o concelho, o sentem na ausência e no imaginário».
A mensagem termina com uma promessa: «Da minha parte e de todos os funcionários e colaboradores da Autarquia, acreditem que tudo vamos fazer para que em 2010 o nosso concelho seja mais solidário, mais empreendedor, mais atractivo, mais acolhedor.»

Mensagem, na íntegra, do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
jcl

Ramiro Matos é o novo Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal. O cabeça-de-lista do Partido Socialista venceu por 39 votos contra 38 (com três brancos e um nulo) as eleições realizadas no primeiro plenário após as autárquicas de 11 de Outubro. O Capeia Arraiana foi até Alverca ao encontro deste sabugalense que pensa e sente, activamente, o presente e o futuro do Sabugal… de um Sabugal Melhor.

Ramiro Matos e esposa

– Assina no Capeia Arraiana, desde Setembro de 2007, a crónica semanal «Sabugal Melhor» que já ultrapassou as 100 publicações. Nas últimas eleições autárquicas apoiou António Dionísio e integrou como cabeça-de-lista a candidatura socialista à Assembleia Municipal. Este percurso «opinativo» teve como objectivo criar notoriedade?
– Não. Em primeiro lugar devo dizer que a minha ligação às questões do Sabugal não nascem com o Capeia Arraiana. Escrevo e penso o Sabugal desde 1968. Escrevi no «Amigo do Sabugal», fui correspondente no Sabugal do «Jornal do Fundão» e antes do 25 de Abril integrei um grupo de sabugalenses que, em Lisboa, pensávamos o Sabugal, como o João Leitão, o José Correia do Baraçal (que não vejo há muito tempo), o Álvaro Corte (que vive em Faro) e outros. Quando se deu o 25 de Abril tinha 21 anos e como pertencia à Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico fizemos lá a primeira reunião. Eu, o João Leitão e o José Gonçalves Sapinho. E assim nasceu a Casa do Concelho do Sabugal. A minha participação no Capeia Arraiana é quase como uma continuidade desta minha maneira de pensar o Sabugal. Mas na altura não se equacionava a minha participação activa na campanha eleitoral para a Câmara Municipal do Sabugal. Sou independente, não sou militante do Partido Socialista, mas desde há muito tempo que sou «compagnon de route» desse partido.
– Influenciou a escolha do nome do candidato socialista à presidência da Câmara sabugalense?
– Quando me perguntaram quem eu achava que devia ser o candidato socialista à Câmara do Sabugal nunca me veio à cabeça o nome do Toni. A primeira vez que me falaram nessa hipótese disse imediatamente que ele era o rosto indicado para uma estratégia de mudança para o concelho. É uma questão de confiança pessoal e de projecto político. Conheço o Toni desde sempre. As nossas famílias iam passar férias juntas para a praia da Nazaré. Apoiei publicamente o Toni desde a primeira hora – numa crónica muito comentada no Capeia Arraiana – e não estou arrependido.
– Mas António Dionísio não ganhou…
– Não ganhou mas o projecto que o Toni encabeçou mantém-se e apenas ficou atrasado por quatro anos. A não ser que as pessoas sejam suicidas muitas das propostas que o Toni tinha no seu programa vão ter de ser implementadas.
– O poder está no executivo camarário ou a Assembleia Municipal também tem um papel importante nas decisões sobre o futuro do concelho?
– O poder está, essencialmente, na Câmara. Há decisões do executivo que não passam pela Assembleia Municipal que não pode ser vista como oposição. Além dos 41 deputados municipais eleitos directamente há ainda os 40 presidentes de Junta de Freguesia que podem deliberar e orientar as propostas políticas do Partido Socialista, do Partido Social Democrata e do Joaquim Ricardo no sentido correcto. Digo Joaquim Ricardo porque o MPT não existe no Sabugal. O MPT é uma figura surrealista no concelho.
– Quando chegou à primeira reunião da Assembleia Municipal achava que ia ganhar?
– A Assembleia Municipal tem uma primeira questão que devia ser esclarecida. Durante a campanha eleitoral eu fui o número um da lista socialista. Quem elege a Mesa e o Presidente da Assembleia Municipal não são os eleitores. Mas, se me permite, não são… mas são. O Toni apresentou-me sempre, em todos os comícios, como o candidato a presidente à Assembleia Municipal. E… o primeiro nome da lista à Assembleia Municipal do PSD, por coerência e honestidade perante o eleitorado, deveria ser o candidato Manuel Rito. O meu opositor do PSD foi o número dois da respectiva lista. E ninguém percebeu porquê. Faltou uma explicação. Os senhores presidentes de Junta de Freguesia são figuras autónomas que apenas devem responder perante que os elege. Sobre a questão que me coloca é um facto que à partida era muito difícil definir uma vitória. Mas – recordo que concorri em conjunto com Vítor Neto (MPT) e Manuel Nabais (PS) – e para surpresa de muitos aconteceu a nossa vitória.
– Sente alguma inibição ao ocupar o cargo por não viver no Sabugal?
– Nos dias de hoje, com as novas tecnologias, é tudo muito relativo. Mas permita-me que deixe uma pergunta – a Assembleia Municipal do Sabugal teve anteriormente presidentes que não viviam no concelho e será que isso contribuiu para a menorização do papel da Assembleia? – eu considero que não.
– Como «sente» as novas responsabilidades?
– Para começar fiquei abismado. Não me passava pela cabeça que o órgão de soberania, Assembleia Municipal, não tivesse instalações próprias. O Presidente não tem um gabinete para desenvolver a sua actividade. Não tem um telefone, não tem um fax, não tem um email. Neste momento se um cidadão se quiser dirigir à presidência ou à mesa da Assembleia Municipal tem que se dirigir à secretaria da Câmara. É uma indignidade que tem de ser alterada. Vou apenas dar tempo ao novo executivo para que se instale. Depois é necessário marcar até ao final de Dezembro a Assembleia Municipal para debater o Orçamento para 2010. Enquanto Presidente da Mesa e da Assembleia Municipal vou defender uma cooperação institucional e estratégica com o Presidente da Câmara. A Mesa vai apresentar – na primeira oportunidade – alterações ao Regimento como, por exemplo, o período «antes da ordem do dia» onde não está previsto que os deputados apresentem moções, requerimentos ou petições e, por isso, tem que ser modificado. Por outro lado penso que é importante que a Assembleia Municipal reúna fora do Sabugal. Sei que implica arranjar freguesias com salas para cerca de 120 pessoas mas é uma proposta pessoal que quero pôr em prática. A finalizar quero alterar o Regimento no ponto em que não permite a um grupo de cidadãos apresentar petições. Se, por exemplo, um grupo de cidadãos resolver apresentar uma petição para que o Sabugal volte a ser vila ela deve poder ser analisada e votada na Assembleia Municipal.
– As actas são disponibilizadas, oficialmente e publicamente, muito tempo depois de as reuniões acontecerem. Que pensa sobre isto?
– Enquanto eu for Presidente da Mesa e da Assembleia Municipal os órgãos de informação vão ter livre acesso às reuniões. Contudo, legalmente, as actas são aprovadas pelos deputados na reunião seguinte e, por isso, a Mesa da Assembleia não pode disponibilizar publicamente uma acta que ainda não foi aprovada.
– Tem experiência autárquica em Vila Franca de Xira. É uma vantagem?
– Gostaria de deixar uma clarificação. Vou «ocupar» dois lugares. O de Presidente – institucionalmente igual para todos – e de deputado municipal onde estarei a defender as posições do PS. É claro que por ter sido vereador na Câmara de Vila Franca de Xira onde assisti, mensalmente, às assembleias municipais – no Sabugal reúne-se cinco vezes por ano – possibilita-me uma maior experiência na abordagem política às questões que vão ser apresentadas. A partir de meados de Novembro vou começar a marcar com os Presidentes das Juntas de Freguesia do Sabugal as minhas visitas para ver e debater os problemas das populações.
– Considera que há alguma incompatibilidade entre ser Presidente da Assembleia Municipal e ter uma participação pública de opinião no Capeia Arraiana?
– Incompatibilidade não. Como cidadão não me sinto impossibilitado mas há algumas restrições. Vou ter alguma contenção responsável até porque há assuntos que, por inerência do cargo, devem ser debatidos em privado.
– Acredita no futuro do concelho?
– Tenho 56 anos. O momento mais crítico para o Sabugal foi nos anos 60 quando mais de metade da população teve de fugir do concelho e migrar para França, Lisboa, etc. Hoje temos é que encontrar os caminhos para que os vivem no Sabugal fiquem e «convençam» os outros a voltar. Vale a pena acreditar no futuro do concelho do Sabugal. Vale a pena acreditar num Sabugal Melhor.
jcl

GALERIA DE IMAGENS – 14-9-2009
Fotos Joaquim Tomé – Todos os direitos reservados – Clique nas imagens para ampliar

jcl

O Presidente da República, Cavaco Silva, vai estar esta sexta-feira, 11 de Setembro, no concelho do Sabugal para avaliar a extensão da tragédia provocada pelos recentes incêndios. O encontro está marcado para Sortelha seguindo depois a comitiva «pelo meio do cinzento-preto» até ao Sabugal onde está previsto um almoço de trabalho. (em actualização.)

Cavaco Silva visita o SabugalAs notícias dos terríveis incêndios que dizimaram cerca de 11 mil hectares de áreas rurais em 15 freguesias do concelho do Sabugal chegaram ao Palácio de Belém. O Presidente da República, Cavaco Silva, entendeu visitar e analisar no terreno a dimensão dos estragos que deixaram na miséria muitos agricultores sabugalenses.
A comitiva presidencial chega às 11:30 horas desta sexta-feira, 11 de Setembro, à Aldeia Histórica de Sortelha onde será recebida pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, pelos presidentes das Juntas de Freguesia afectadas pelos incêndios, pelos representantes das corporações de bombeiros voluntários e pelos presidentes das associações florestais e agropecuárias da região raiana do Sabugal.
As vistas do alto do Castelo de Sortelha irão mostrar logo ali a Cavaco Silva a dimensão da área queimada deslocam-se, de seguida, as comitivas por estrada até ao Sabugal.
Para as 13 horas está marcado um almoço de trabalho entre o Presidente da República e o executivo camarário no Restaurante Robalo.

:: (em actualização.) ::
«Não abandonem o Sabugal. Não podem deixar o mundo rural», pediu Cavaco Silva na Aldeia Histórica de Sortelha depois de ouvir os relatos dos agricultores e dos criadores de gado que viram as suas explorações reduzidas a cinzas. A freguesia de Sortelha foi uma das mais afectadas pelos incêndios tendo ficado com 95 por cento da vegetação completamente destruída.
Na sequência de críticas que têm sido dirigidas aos bombeiros os responsáveis pela Protecção Civil aproveitaram para dar ao Presidente da República explicações sobre as demoras na extinção do fogo que consumiu cerca de 11 mil hectares entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro.
«Eu tive ocasião de testemunhar o grau de destruição que atingiu o concelho do Sabugal neste trajecto que fiz desde a A23 até Sortelha», disse o chefe de Estado aos jornalistas, junto das muralhas de Sortelha, onde o fogo também chegou.
Cavaco Silva referiu que «os números da área ardida e dos prejuízos são impressionantes».
«A área ardida é de cerca de 12 mil hectares (olival, floresta, pastagens, vinha, lameiros), e não podemos esquecer que o Sabugal é um concelho do interior em que as gentes vivem, em boa parte, da agricultura e os prejuízos foram enormes», afirmou.
O Presidente da República também dirigiu «uma palavra de grande apreço, em primeiro lugar aos bombeiros, às populações, pela forma como reagiram e como lutaram para combater um fogo terrível».
Cavaco Silva elogiou também «a resposta célere que foi dada pela Câmara Municipal, pelas autoridades regionais, na tentativa de apoiar as populações, manter o ânimo e levá-las a pensar no futuro, para que não tenham a tentação de abandonar o Sabugal».
O Sabugal é um concelho que tem sido muito atingido pela desertificação e «não podemos esquecer o mundo rural pelo que é preciso que as populações não abandonem estas terras e a agricultura é uma parte fundamental da subsistência».
«Quando ardem 12 mil hectares num concelho como este temos que compreender um certo desânimo que pode apoderar-se das populações, daí que a resposta tenha que ser dada. Desde logo, uma resposta solidária e essa é a razão porque estou aqui», disse.
O Presidente revelou que, quando leu o comunicado da Câmara e tomou conhecimento dos números, ficou «verdadeiramente impressionado» e por isso decidiu «hoje fazer esta deslocação».
O objectivo é «que as gentes do Sabugal sintam que não estão esquecidas, que não estão abandonadas, que podem ser apoiadas, que podem olhar para o futuro, que têm que arregaçar as mangas e terão apoios para continuar aqui na sua terra», afirmou Cavaco Silva, acompanhado pelos secretários de Estado da Protecção Civil, José Medeiros, e da Agricultura, Luís Vieira.
Questionado pelos jornalistas sobre a circunstância da visita ser feita em tempo de pré-campanha eleitoral, Cavaco Silva minimizou a oportunidade, salientando que o objectivo foi que a «visita fosse o mais informal possível».
jcl com agência Lusa

Noticiário da TSF.
Declarações de Cavaco Silva em Sortelha.
:: ::

É a primeira visita do Presidente Aníbal Cavaco Silva ao concelho do Sabugal onde foi eleito com 5133 votos correspondentes a 63,33% da votação total nas eleições de 22 de Janeiro de 2006.
jcl

A minha posição como Presidente da Direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Sabugal (AHBVS) que no contexto anterior (antes da criação do extinto SNBPC e agora Autoridade Nacional de Protecção Civil, e do SIOPS – Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro) teria comandado as operações, aconselha-me a ser, para já, comedido em quaisquer afirmações ou comentários que aqui possa fazer.

Luís CarriçoAntes de mais uma palavra de solidadariedade para com as vítimas desta calamidade, em que houve quem perdesse todos os bens de que dependia a parca sobrevivência. Alguns são familiares de Bombeiros que andaram no terreno. Não acreditam por isso que os Bombeiros (que andaram no terreno) não tenham feito o possivel para salvar tudo. Infelizmente são limitados sobretudo em número para acudir a tanto chamamento.
E aqui entram as colunas e a coordenação das operações efectuada por alguém enviado pela ANPC-Autoridade Nacional de Protecção Civil (CDOS Guarda – Comando Distrital de Operações de Socorro), logo que no terreno se encontrem Bombeiros de duas ou mais Corporações.
No caso presente pelo 2.º Comandante do referido CDOS na maior parte do tempo, substituido de vez em quando por um Comandante de Corporação do distrito e nos últimos momentos pelo 1.º Comandante Distrital.
Mas…
Que essa coordenação não existiu, é evidente.
Que competia a um posto de comando montado no terreno, que apenas lá esteve para show off, também infelizmente verificámos.
Que o Comando operacional e os Comandantes que acompanharam as colunas que vieram ajudar não saem bem na fotografia, também me parece evidente.
O PC (Posto de Comando) não emanava ordens mas, também me parece, que os Comandantes no terreno não as tenham procurado.
Sei que quando se atribuem culpas aos Bombeiros se fala em Instituição, estrutura, e não propriamente nos homens anónimos que combatem no terreno. A estes não posso deixar que atribuam quaisquer responsabilidades porque a sua função é combater sob a coordenação de quem está legalmente mandatado para a fazer. E fizeram-no: Os locais, que conhecem o terreno, combatendo por sua própria iniciativa ao sabor dos pedidos pontuais e visão própria (às vezes ilegalmente) já que as frentes que foram controladas o foram com contra-fogo agora proibido a não ser que por técnico credenciado – e os bombeiros, segundo a lei não o são – e as colunas aguardando ordens que tardavam em chegar ou eram ao sabor do correr dos acontecimentos.
Para além de ajudar a pensar a estrutura de organização e coordenação das operações de socorro, cuja alteração legal tanto tem sido pedida pelas estruturas dos bombeiros, que localmente, esta calamidade sirva para renovação correcta do tecido florestal e pastoríceo, para além da implementação eficaz de um Plano Municipal e Defesa da Floresta que, de acordo com a Lei n.º 124/2006 alterada pelo Decreto-Lei n.º 17/2009 devia estar em vigor a 31 de Março de 2009, mais do que para assacar responsabilidades que todos temos, desde os proprietários que não limpam, ao Município que não fiscaliza, à Protecção Civil (da qual os Bombeiros fazem parte) que não tem planos eficazes para o combate.
Um agradecimento (que será feito em local próprio quando tudo estiver apurado) a todos os que com géneros ou outras formas quiseram ajudar os bombeiros neste combate inglório.
Luís Carriço (Presidente da Direcção da AHBVS)

Fernando Sobral é um respeitado e reconhecido opinion maker português que assina uma coluna de opinião no «Jornal de Negócios». Esta quinta-feira, 3 de Setembro, escreveu sobre «A pobreza e a riqueza». Como eu gostaria de poder substituir a palavra «Sabugal» por uma outra qualquer…

Fernando Sobral«A pobreza e a riqueza
Enquanto a classe política discute animadamente o TGV como se ele fosse uma linha ideológica determinante ou se devemos ter um Estado um bocadinho mais anémico ou com um pouco mais de músculo, olha-se para o País e descobre-se aquilo que não faz…

Enquanto a classe política discute animadamente o TGV como se ele fosse uma linha ideológica determinante ou se devemos ter um Estado um bocadinho mais anémico ou com um pouco mais de músculo, olha-se para o País e descobre-se aquilo que não faz cócegas aos líderes partidários. É a pobreza que se contrapõe à riqueza urbana. É o silêncio que os fogos vão ampliando no Interior. É a desertificação feita pelo vento forte do fecho das fábricas que sustentavam concelhos e onde só ficam os mais velhos, presos a um mundo que desaparece e não deixa mais ilusões. Quando se olha para o que sucedeu no Sabugal, um concelho praticamente dizimado pelo fogo, pensa-se sobre o verdadeiro peso dos debates entre líderes partidários que agora vão aquecer as noites nas televisões. No Sabugal foram homens e mulheres, muitos sem segurança social e sem riqueza própria, que perderam tudo: as colheitas, as cabras, os palheiros. Perderam o que restava da ilusão neste País que esquece quem vive nos grandes centros urbanos. É um País arruinado este que vive, como o “CM”, há dias referia, com 273 euros de pensão média em Bragança, com 288 euros de pensão média Guarda, com 297 euros de pensão média em Viseu. Quando se olha para os fogos do Sabugal percebe-se melhor o que Portugal e as suas elites fizeram ao Interior: desprezaram-no para sempre. Isto não tem a ver com recuperação económica, equilíbrio financeiro da segurança social, com auto-estradas ou aeroportos. Tem a ver com um País esquecido pelas suas elites.
Fernando Sobral (fsobral@negocios.pt)»

Infelizmente a nossa terra é notícia pelos piores motivos. É um Sabugal desiludido que ficou muito mais pobre em Setembro de 2009. Com estes trágicos incêndios percebemos todos que terminou o tempo de governar só a olhar para dentro.
O próximo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal deverá ter capacidade para reinvindicar junto das «elites políticas» – referidas por Fernando Sobral – aquilo a que temos tanto ou mais direito que as populações urbanas do litoral.
O próximo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal não vai ter tempo para se sentar na cadeirão do gabinete da presidência.
O próximo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal deverá estar disposto a fazer milhares de quilómetros na A23 de ida e volta à capital do Império.
O próximo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal deverá pedir o apoio de todos os sabugalenses que ocupam lugares de destaque na função pública e nas empresas privadas por todo o país e na emigração.
O próximo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal deverá convidá-los a assinar um compromisso de honra de disponibilidade em defesa do concelho do Sabugal. Assim o futuro Presidente da Câmara Municipal do Sabugal o queira e deseje. Antes que seja tarde de mais…
jcl

O presidente da Câmara do Sabugal não afasta a hipótese de pedir ao Governo a declaração do estatuto de calamidade pública, devido à vaga de incêndios no concelho nos últimos dias.

incendioEsta tarde, em declarações à estação de rádio TSF, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito, disse que os prejuízos ainda não foram totalmente contabilizados, mas mostrou-se convicto de que serão bastante elevados: «Os principais prejuízos são na agricultura, arderam principalmente pastos, palheiros, olival e vinha». Mas para se ter uma ideia da dimensão do problema é necessário deitar contas aos prejuízos: «Tudo será equacionado em função da avaliação que vamos fazer», concluiu o autarca.
Desde a madrugada de domingo que o concelho tem sido atingido por vários incêndios de grande dimensão, os quais causaram avultados prejuízos à população.
Manuel Rito espera que ainda esta semana se conclua a avaliação dos prejuízos em todo o concelho, para então decidir se pede ao Governo a declaração do estatuto de calamidade pública, via necessária para que o concelho receba apoios públicos para fazer face à catástrofe.
plb

«Senhor presidente, às vezes não basta fazer e nem sempre fazer muito. É preciso que se faça bem. É que também há doentes que morrem da cura… E o Sabugal morre mesmo, se não lhe acodem com o remédio certo!»

João ValenteSenhor Presidente da Câmara,
Fizeram-se muitas obras no concelho. As estradas arranjadas, saneamento e vários equipamentos urbanos em muitas freguesias, recuperação das Termas do Cró e um novo Centro Empresarial, entre outras, que o senhor presidente já enumerou num post anterior publicado aqui no Capeia Arraiana.
Para quem o conteste, as obras estão no terreno, são realidade que não se pode varrer para debaixo do tapete; o efeito pelo menos, já que mais não seja, reflecte-se no orçamento camarário, com o encargo na rubrica dos empréstimos contraídos para o efeito.
Nunca um executivo camarário foi tão dinâmico e deixa tanta obra feita. «Contra facta non rimenda!» [Contra factos, não há argumentos!]
O problema é que não há consenso sobre a vantagem das obras que o executivo fez, porque não resolvem os problemas estruturais do concelho; a saber: Desertificação, desaparecimento do sector produtivo tradicional, envelhecimento da população.
Refém do seu isolamento geográfico como terra de fronteira, o concelho apresenta esta patologia crónica persistente, que se vem inexoravelmente agravando e se revela impossível de travar.
Lembra um paciente, cujo diagnóstico sendo pacífico, mas que estando gravemente doente, não tem cura fácil.
Chama-se o médico à cabeceira do moribundo e o sábio esculápio toma-lhe o pulso onde a custo apalpa um fraco latejar da vida que não quer despedir-se; observa-lhe a língua esbranquiçada; ausculta-lhe a farfalheira dos brônquios; examina-lhe com vagares científicos o bacio; a cor anormal das fezes, a espessura vermelha da urina.
Encolhe os ombros resignado. O quadro é complicado: Anemia, fraqueza geral, apatia, prostração; Falham os sinais vitais; a morte aproxima-se, inevitável. Para justificar a deslocação e os honorários, receita cataplasmas, sangria e caldos de galinha.
Pois, senhor presidente, receio bem que as obras que este executivo fez, não tenham sido mais que cataplasmas, sangrias e caldos de galinha para as maleitas que afligem o concelho.
Não fixam população; não invertem a desertificação e envelhecimento da população; não atraem investimento para transformar e renovar o tecido produtivo.
V. Exa. trata a caldos de galinha quando devia prescrever vitaminas. Erra na terapêutica; morre-lhe o paciente.
As estradas, o centro empresarial, as termas e o saneamento não estimulam a iniciativa num concelho sem pessoas qualificadas, empreendedoras e sem pólos de atracção.
As obras de saneamento e urbanização de mais de um milhão de euros em Vilar Maior, por exemplo, não evitam que em dez anos a população residente esteja reduzida, pela lei natural da vida, a uma vintena de habitantes. Este exemplo é paradigmático.
Quem partiu já não volta; quem ficou acaba por morrer um dia; e ainda ninguém descobriu a forma de transformar giestas e barrocos em gente…
Concelhos com os mesmos problemas do Sabugal já não fazem estas obras, pela mesma razão de que já ninguém receita cataplasmas, sangrias e caldos de galinha a um anémico. Definem vários clusters sustentados no património histórico, cultural e natural do território, que servindo de pólos de atracção urbana, estabilizam a população e fomentam a iniciativa empresarial pela criação de novas oportunidades de negócio.
O vizinho concelho de Belmonte, por exemplo, criando os museus judaico e do azeite, e recuperando o centro histórico ligado aos descobrimentos, tem anualmente 275.000 visitantes, susteve a desertificação, aumentou a população residente e obteve um crescimento económico de 8%.
Senhor presidente, às vezes não basta fazer e nem sempre fazer muito. É preciso que se faça bem.
É que também há doentes que morrem da cura… E o Sabugal morre mesmo, se não lhe acodem com o remédio certo!
Atentamente,
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Visto que a memória é curta, junto se reproduz ipsis verbis a minha resposta a um artigo do Sr. Paulo Leitão Batista, publicado no blogue «Capeia Arraiana», em 19 de Novembro de 2008, com o título «A Ligação à A23».

Manuel Rito AlvesDiz o Sr. Paulo Leitão que os signatários de poder autárquico Sabugalense estão há onze anos a marcar passo.
E a marcar passo foi possível financiar 60 projectos no âmbito do QCA III.
Desde logo na sede do concelho as mais emblemáticas serão o pavilhão e as piscinas municipais e o auditório e museu, ambas com utilização intensa e diária com financiamento total de 2,898.308€, e os acessos à ponte açude com a respectiva requalificação urbana com financiamento de 938,520.51€, para não falar da envolvente ao cemitério, do antigo colégio, do campo de futebol, pista de atletismo, dos diversos jardins, etc.
A Infra-estruturação do Cró, depois de resolvido todos os problemas burocráticos/legais relativos à concessão, foi financiada em 1,213.665€. O balneário que está adjudicado e em fase de arranque custará 4.600.000€. Tem boas hipóteses de vir a ser financiado pelo QREN, cuja entrada em vigor efectivo deveria ter ocorrido em Janeiro de 2007, mas que os signatários do poder central (da cor do Sr. Paulo Leitão Batista) têm protelado até hoje.
Foram executados saneamentos novos em 20 freguesias e concluídas em outras três, com pavimentação incluídas, tendo já sido financiados os de Bendada (365.528,51€), Baraçal (204.185,87€), Casteleiro (334.020,69€), Bismula (332.357,30€), Rendo (307.912,45€), Rapoula (204.155,76€), Aldeia do Bispo (146.241,35€), Vila Boa (324.419,95€), Pousafoles (144.204,11€), Vila do Touro (113.480,44€), Quintas de S. Bartolomeu (289.986,17€), Aldeia de Santo António e anexas (286.405,39€), Forcalhos (296.336,77€), Vilar Maior, com enterramento das infra-estruturas eléctricas e telefónicas (696.974,00€), Aldeia da Ribeira (72.976,25€), Rebolosa (306.817,00€), Penalobo (128.203,64€), Ruvina (245.116,88€), Moita e Terreiro das Bruxas (241.071,01€).
Aguarda-se ainda a homologação do saneamento de Águas Belas e Espinhal e não se pode esquecer que em todas as outras freguesias (com excepção da Lomba, Ruivós, Vale das Éguas, Badamalos e algumas anexas, onde não foi feito o saneamento porque não entrou em vigor o QREN e logo não há financiamento), foram executadas todas as pavimentações. Ou seja a infra-estrutura básica do concelho está quase concluída.
No âmbito da floresta, além da constituição de duas equipas de Sapadores e financiamento de outras seis (40 postos de trabalho, que quase acabaram com os incêndios no Sabugal) houve intervenção ao nível do melhoramento de caminhos, pontos de água e silvicultura preventiva e a constituição da Reservas Municipais de Caça.
Foram feitas e/ou apoiadas estradas, intervenções em polidesportivos, fornos comunitários e açudes, alargamentos ruas ou estradas, zonas de localização empresariais e Centros de Negócios, Jardins-de-infância, requalificações urbanas, requalificações de monumentos, etc, etc.
Com a intervenção directa do estado ou dos seus organismos, foi requalificado o Centro de Saúde, recuperado o Castelo do Sabugal, repavimentadas todas as Estradas Nacionais (Terreiro das Bruxas-Casteleiro; Sabugal-Guarda; Sabugal-Penamacor-Sabugal-Cerdeira e Sabugal-Vilar Formoso, excepto nas travessias de povoações, tendo sido garantida a sua requalificação ainda não executadas), regadio do Sabugal e baixa de Alfaiates e há um contrato-Programa assinado com o INAG, para financiamento da obra de requalificação do Rio entre pontes que brevemente será lançada a concurso.
Foi possível garantir com as águas do Zêzere e Côa o tratamento de todo o concelho (cerca de 35.000.000€ de investimento), etc, etc. O passo que temos marcado é passo acelerado.
Quanto à ligação A 23-Fronteira, o troço da variante e Aldeia da Ponte, foi financiado pelo Interreg (539.563,64€).
A ligação Soito-Alfaiates, idem (240.340,70€). A variante ao Soito e ligação Sabugal-Soito fêm financiamento garantido pelo PO centro via contratualização com a Comurbeiras. Sobre a variante ao Sabugal e a ligação Sabugal-A23, além da intervenção do exército poderá a breve prazo haver boas notícias.
Aguardemos a marcar passo.
Manuel Rito Alves
Presidente da Câmara Municipal do Sabugal

JOAQUIM SAPINHO

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