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A alegria do futebol é o golo mas as perdidas de baliza aberta também fazem parte do folclore dos estádios. O vídeo que apresentamos selecciona as melhores (piores) 11 jogadas de golo feito em 2010.

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Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaNo final do ano é tempo de fazer um balanço dos últimos meses. Estes foram, para mim, os 20 melhores filmes estreados em sala durante 2010. A única excepção é «Um Profeta», filme que estreou no último dia de 2009.

1 – Líbano, de Samuel Maoz
2 – Cópia Certificada, de Abbas Kiarostami
3 – O Escritor Fantasma, de Roman Polanski
4 – Um Lugar Para Viver, de Sam Mendes
5 – Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz
6 – Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen
7 – Parnassus – O Homem Que Queria Enganar o Diabo, de Terry Gilliam
8 – O Laço Branco, de Michael Haneke
9 – Lola, de Brillante Mendoza
10 – Um Profeta, de Jacques Audiard
11 – Louise-Michel, de Gustave de Kervern e Benoît Delépine
12 – Nas Nuvens, de Jason Reitman
13 – A Rede Social, de David Fincher
14 – Inside Job – A Verdade da Crise, de Charles Ferguson
15 – Scott Pilgrim Contra o Mundo, de Edgar Wright
16 – O Mágico, de Sylvain Chomet
17 – Mother – Uma Força Única, de Joon-ho Bong
18 – Tony Manero, de Pablo Larraín
19 – Wendy & Lucy, de Kelly Reichardt
20 – O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella

Aproveito também para desejar a todos os leitores do Capeia Arraiana um Feliz Ano Novo.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda – o território do Côa, da Estrela e do Douro – soube da escolha durante a grande entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil da Guarda - Capeia Arraiana

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O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, é a «Personalidade do Ano 2010» para o Capeia Arraiana.
António José Santinho Pacheco nasceu em Setembro de 1951 na Vila Franca da Serra, no concelho de Gouveia. Logo a seguir ao 25 de Abril foi eleito deputado municipal e posteriormente presidente da Assembleia Municipal. Em 1979 assumiu a presidência de Junta de Freguesia de Vila Franca da Serra e de vereador da Câmara Municipal de Gouveia após a vitória de Alípio de Melo em 1982. Entre 1985 e 2001 (durante quatro mandatos) exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Gouveia. Em 2001 perdeu para Álvaro Amaro e foi vereador até 2005. No currículo regista ainda uma breve passagem pela Assembleia da República durante a VIII Legislatura (1999-2002) como deputado do Partido Socialista pelo Círculo Eleitoral da Guarda na Assembleia da República.
No dia 19 de Novembro de 2009 Santinho Pacheco foi nomeado pelo Conselho de Ministros, por proposta do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para Governador Civil do distrito da Guarda sucedendo no cargo a Maria do Carmo Borges.
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– Quando assumiu o cargo de Governador Civil declarou que a sua principal preocupação seria a batalha do desemprego. Um ano depois mantém essa prioridade?
– Absolutamente. Vivemos um ano extremamente complexo. Os maiores especialistas mundiais em economia ainda não conseguem dizer se a luz que se vê no final do túnel é o fim ou um novo túnel que aí vem. Admito que o Governo se tenha enganado nas previsões até porque na política, muitas vezes, enganamo-nos mas para um homem com a craveira do prof. Cavaco Silva se ter deixado enganar pelo governo já acredito menos. Por isso considero que houve um conjunto de fenómenos novos na economia mundial que levaram a que tudo fosse imprevisível mesmo no curtíssimo prazo. Quando declarei que a batalha do desemprego era fundamental num território como o nosso de baixa densidade populacional não previa que as dificuldades fossem tão grandes. Nós tivemos – eu próprio e muitos autarcas deste distrito – na sequência do clima psicológico que se criou à volta da crise de tentar segurar as empresas que estão abertas. Somos um país muito dependente das exportações e do mercado interno. Apesar do fecho da Delphi ainda vai havendo poder de compra na Guarda mas as pessoas já pensam muito em poupar. Tivemos de lutar pela salvaguarda de postos de trabalho. Os empresários sabem que tiveram aqui uma porta aberta para os ajudar, para ir a Lisboa aos ministérios defender os postos de trabalho. O fecho da Delphi na Guarda não teve nada a ver com a produtividade dos trabalhadores. Foi uma decisão tomada a nível mundial pela administração da empresa nos Estados Unidos. Ouvi o secretário de Estado da Economia perguntar – «Mas o que é que eles querem para não sair?» – e não houve resposta a essa questão. O aumento de produção em Castelo Branco é uma situação meramente transitória. Por outro lado a multinacional Dura Automotive, que esteve para se deslocalizar da Guarda, vai ampliar as instalações da fábrica em Vila Cortez do Mondego. Mas temos de ser claros e não fazer demagogia. Nós não temos um tecido económico dinâmico. Nós não temos um mundo empresarial com vontade de arriscar. O ministro da Economia disse – e o NERGA sabe disso – «Que projectos é que têm na Guarda que nós vamos aprová-los com prioridade?» Na verdade temos algumas dificuldades porque, actualmente, tirando dois casos todas as negociações em curso são com empresários de fora. Se fizermos uma radiografia mental dos nossos concelhos e retirarmos os funcionários públicos e os que trabalham nas IPSS’s a capacidade empresarial é mínima. Assim temos que bater a outras portas e na actual conjuntura sabemos que não somos os únicos. Não podemos desistir e devemos apostar em «coisas novas».
– E que «coisas novas»?
– Dou-lhe os exemplos dos sectores agro-industrial e das carnes que estão mal explorados no nosso distrito. O matadouro da Guarda – que até interessa bastante à gente do Sabugal – está em sub-aproveitamento, com dificuldades de tesouraria. Em vez de só matar e entregar a carne desmanchada devia ser criada uma estrutura que poderia transformar, embalar e comercializar com uma marca nossa. Há produtos agrícolas que podem e devem ser industrializados e certificados criando uma mais-valia com a criação de marcas. Nós não podemos andar distraídos com um sector industrializado forte com projectos feitos não sei por quem e continuamos a ignorar aquilo que é verdadeiramente nosso. Eu não me canso de dizer que o distrito deve ter os pés bem assentes na terra mas para isso temos de convencer os autarcas e fazê-los acreditar que o mundo rural do distrito da Guarda é, sem sombra de dúvida, o nosso petróleo. É uma riqueza que deixou de ser explorada. O repovoamento, ou pelo menos, o combate à desertificação do nosso distrito passa pelo mundo rural. O turismo não pode ser a panaceia de todos os nossos males. O turismo tem de ser algo de complementar a uma boa exploração rural, à gastronomia, ao artesanato…
– A Comissão Executiva criada pelo Governo Civil já elaborou o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Rural do distrito da Guarda?
– Por vezes falamos de iniciativas onde nos faltam o capital ou os meios necessários mas quando falamos de desenvolvimento rural temos cá tudo. Até 31 de Dezembro vamos apresentar ao Ministério da Agricultura as primeiras propostas para o uso da terra. Não podemos continuar a permitir que as terras necessárias aos projectos para o mundo rural não estejam disponíveis. A propriedade tem um valor social e não apenas um valor patrimonial para o seu proprietário. As terras de quem não pode, não quer ou nem sequer cá está devem ser disponibilizadas recebendo em troca uma contrapartida. Há valores que estão acima do individualismo. Tal como é crime queimar uma nota de banco também sabemos que a floresta é uma riqueza de todos apesar de ter um dono. No nosso distrito há uma percentagem elevadíssima de propriedades que estão ao abandono e por isso temos de dar passos em frente e rapidamente para que o uso da terra e da criação do banco de terras com arrendamento rural ou outra fórmula que inclua os municípios ou as juntas de freguesia. Quando o Estado Novo criou a Colónia Agrícola Martim-Rei teve como objectivo o repovoamento do território e a criação de riqueza. Estou convencido que há pessoas nas áreas urbanas que aceitariam o desafio de vir para estas terras apostar na agricultura. Hoje uma grande percentagem do consumo faz-se através das grandes superfícies e, por isso, devemos investir numa bolsa de produtos de excelência que possam ser transaccionados por uma central distrital com uma marca certificadora. Precisamos de vender bem! O que é daqui ainda tem qualidade! As pessoas acreditam. As morcelas da Guarda, o bucho do Sabugal, as sardinhas de Trancoso, os queijos, as castanhas, a doçaria… estamos a desperdiçar uma riqueza que era fundamental para a fixação de pessoas e para que vivam mais e melhor. E falta falar da componente ambiental. Sem ocupação do território não há forma de travar os incêndios florestais. O combate aos fogos florestais custa todos os anos uma fortuna ao país. Mas chegamos sempre ao mesmo ponto. Tem de haver vontade política e em Portugal não tem havido vontade política para combater a interioridade.
(continua.)
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O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil Guarda - Capeia Arraiana

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Ao longo de 2010 homenageou as mulheres da Guarda, reuniu entidades para tratar da problemática da sinistralidade rodoviária, apoiou os pedidos de novos quartéis na Guarda para a PSP e GNR, opinou sobre os IC’s na Serra da Estrela, protocolou em conjunto com a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação os apoios às IPSS’s do distrito, apoiou a visita à Guarda durante uma semana dos oficiais do Instituto de Altos Estudos Militares, esteve em Vilar Formoso a receber os emigrantes com o programa «Verão Seguro», liderou o pacto de regime sobre as «desavenças» entre os municípios e a Águas do Zêzere e Côa, criou o dia distrital anual do tratorista reunindo centenas de agricultores em Pinhel, realizou o primeiro governo civil aberto na freguesia dos Fóios… Estas são algumas das muitas iniciativas que protagonizou no primeiro ano de Governador Civil…
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– Como reage a algumas críticas que consideram que vai havendo muitas iniciativas mas poucas conclusões?
– Não sou um calculista no exercício do cargo nem exerço as minhas competências com reservas. Normalmente os políticos quando ainda estão numa determinada idade têm medo de cometer erros ou deslizes e são muito politicamente correctos mas eu considero que no distrito da Guarda temos que ir além de dois ou três eventos anuais ou então perdemos visibilidade nacional. Entendo que é necessário levar a cabo um conjunto de acções com toda a franqueza e abertura independentemente de não atingir rapidamente resultados. Vou pegar no exemplo da reunião dos tractoristas em Pinhel. Podíamos ter reunido separadamente em todos os concelhos mas sei que as iniciativas passavam despercebidas aos olhos da comunicação social, do poder, da autoridade nacional de segurança rodoviária, da GNR e ao fim e ao cabo gastávamos muito mais do que concentrar toda a gente em Pinhel. Estiveram presentes 1500 tractoristas que sentiram o reconhecimento das autoridades e do povo anónimo. Foi muito importante reconhecer o contributo dos tractoristas para não deixar morrer a agricultura e até para evitar males maiores com incêndios. Podemos falar, também, sobre o centro de limpeza de neve. Sempre nevou na Guarda. Tem sido típico antes de falar no tema analisar todos os aspectos políticos da questão. É esse «tacticismo» que eu não tenho. Entendo que a Guarda merece um centro de limpeza próprio para não estar sempre a pedir favores às Estradas de Portugal, à Scutvias ou outra qualquer. Foi mais tarde do que as minhas previsões? Foi, sim senhor, mas vai concretizar-se. Outro exemplo. Tomei conhecimento em Salamanca com o Centro Superior de Educação Vial que coordena os cartazes, os sinais e as campanhas rodoviárias para toda a Espanha. Na primeira oportunidade propus ao senhor ministro a criação de um centro idêntico na Guarda com o apoio do IPG. O meu dever é lutar mesmo não sabendo se vou concretizar este desejo. Recentemente, após o grande nevão, entendi falar sobre as correntes para a neve. Há sinalética própria para essas situações. É só colocá-la e responsabilizar os automobilistas que não cumprirem. Sem problema nenhum. Não estou a medir consequências. Apenas estou preocupado em fazer. O único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever. Cumprir o dever é inovar, procurar concretizar as ideias e lutar até à exaustão pela sua concretização.
– A «interioridade» do distrito da Guarda é de extremos. O calor seco do Verão e os rigores da neve no Inverno. Acha que o poder central reconhece estas especificidades?
– Na generalidade dos distritos a Protecção Civil está preparada para o grande desafio dos fogos florestais e depois o Inverno é uma época de «pousio», de descanso para os bombeiros. Nós aqui não. Este ano houve fogos até final de Outubro e depois começamos a ter os primeiros nevões e geadas. A área dos nevões até é maior do que a dos incêndios. O concelho do Sabugal teve um dos nevões mais intensos de que há memória. O maciço central da Serra da Estrela, a Guarda, Manteigas, Aguiar da Beira, Trancoso e Seia e Gouveia tiveram neve durante vários dias. A necessidade de combater a desertificação do Interior devia ser estratégica a nível nacional. O país está perigosamente inclinado para o mar. Os problemas sociais que vemos nas áreas metropolitanas de cidades como Paris são muito graves e de um momento para o outro podem acontecer também em Portugal. É importante voltar a indireitar o país. Um distrito como a Guarda que elege apenas quatro deputados faz com que estas terras sejam esquecidas. Os dois partidos já foram herdeiros e já deram heranças e por isso são os dois responsáveis.
– Somos poucos mas temos excelentes recursos naturais como, por exemplo, a água…
– Exacto. Veja a questão da água. Os municípios afirmam que estão a ficar com prejuízos porque estamos a pagar a água muito mais cara. Só há uma maneira de resolver o problema e fazer justiça ao Interior. A Assembleia da República deve tabelar o preço da água como faz com a electricidade ou o cimento. O problema é que há prédios em Lisboa com mais habitantes do que muitas freguesias do distrito da Guarda. No mapa das 20 freguesias mais pequenas de Portugal há 11 no distrito da Guarda. Todos estes problemas do Interior deviam ser encarados quase como de salvação nacional. Devíamos substituir as politiquices. Não devemos ordenhar uma vaca quando esta não tem leite. Estamos a maltratar o animal. Na política é a mesma coisa. Devemos ser justos para distribuir o pouco que temos. Se fossemos verdadeiros a falar e não estivéssemos sempre com um discurso politicamente correcto para agradar aos nossos líderes. Dou-lhe outro exemplo. O meu último desafio aos autarcas foi no sentido de abrir uma oficina de turismo em Salamanca para promover o distrito da Guarda. O Governo Civil patrocina em colaboração com os 14 municípios. Mesmo que não seja possível uma candidatura não chega a dar um mês de renda a cada um. Na Rádio Altitude ouvi espanhóis na Feira Eco-Raia, em Salamanca, dizer que é mais fácil saber pormenores de Óbidos ou da Nazaré do que do nosso território. O distrito da Guarda está dividido em três regiões de turismo e por isso é muito difícil coordenar estas entidades todas. Temos de nos unir e trabalhar em conjunto. Estou a trilhar um caminho do qual já não há retorno e quero exercer o cargo de forma muito presente porque como já afirmei o único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever.
(Continua.)
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O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Adérito Tavares - Santinho Pacheco - António Robalo

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Todas as declaração nesta grande entrevista são importantes mas não resistimos a destacar parte de uma resposta de Santinho Pacheco: «O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que ali vá de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar.»
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– Tem sido alvo de várias homenagens e os cidadãos do distrito da Guarda começam a ver a figura do Governador Civil com outros olhos. Neste caso podemos dizer que é a pessoa que faz o cargo…
– Há uma ideia errada do que é o Governo Civil. O Governador Civil é nomeado pelo Conselho de Ministros e representa globalmente o Governo, ou seja, todos os ministérios. Esta representação obriga a um esforço muito grande do titular do cargo quando o quer exercer bem. Claro que é muito fácil receber um convite e responder que, por questões de agenda, não é possível estar presente ou enviar um representante. Eu gosto de estar presente e quando não vou fico triste. Vivo estas funções com o mesmo entusiasmo como quando fui a primeira vez para a Câmara de Gouveia. Independentemente de ter uma cor política as minhas competências não me permitem entrar em jogos partidária. Quando tomei posse afirmei com convicção que nunca admitirei que façam pouco de um presidente de câmara qualquer que seja o partido que o elegeu apesar de ter sentido na pele ser desautorizado só porque não era do partido que estava no Governo. Eu não acho que isso seja correcto. Quem é eleito tem a confiança das populações e merece respeito de todos os democratas. No distrito da Guarda o Governador Civil é visto como uma personalidade em fim de carreira política…
– … mas não é o seu caso…
– … Não. É o meu caso. Apenas estou preocupado em cumprir bem o meu papel. É o meu maior defeito. Sou incapaz de guardar na cabeça momentos menos bons. Posso ser objecto daquilo a que se costuma chamar uma sacanice mas no dia seguinte já esqueci tudo. Neste momento não quero pensar em mais nada. No protocolo de Estado um deputado ou um general estão acima do Governador Civil mas as populações sempre tiveram, no distrito da Guarda, um grande respeito pelo cargo. Desde 1976 que exerço cargos políticos e já conheci 11 ou 12 governadores civis, começando pelo Alberto Antunes, da Aldeia de Santo António do concelho do Sabugal, Marília Raimundo, Adriano Vasco Rodrigues (um cavalheiro, um senhor), Fernando Lopes, Fernando Cabral ou o dr. Lacerda. Todos tinham uma estilo muito pessoal e aprendi com eles todos. Tenho um grande orgulho no clima de amizade, de proximidade que durante este primeiro ano construí com todos os presidentes de câmara do distrito. Eu sei muito bem as dificuldades por que passam e que se estão a viver neste momento e devemos ajudar-nos uns aos outros. Quando as populações locais estão satisfeitas encaram o futuro com mais optimismo e o governador civil também tira partido desse clima positivo e favorável. A política de terra queimada nunca trouxe lucros a ninguém. A política pró-activa pelo engrandecimento de uma terra beneficia sempre os seus autores. Enganam-se todos aqueles que pensar ser no bota-abaixo que se tiram proveitos políticos.
– O Centenário da República foi bem tratado nos concelhos do distrito da Guarda?
– Em todos os concelhos do distrito houve uma dignidade muito grande nas cerimónias do Centenário da República. No Sabugal, em Gouveia, em Celorico e em todos os concelhos houve excelentes iniciativas. Aqui na Guarda «aconteceram» momentos incríveis. A Guarda foi verdadeiramente republicana.
– No passado mês de Agosto na capeia arraiana de Aldeia do Bispo afirmou com toda a convicção que o «Sabugal era uma nação». Porquê?
– O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que vá ali de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar. É extraordinária a lição de amor à terra que nos é dada pelos emigrantes quer estejam em Lisboa, na França, na Suíça ou em qualquer outro lugar que vêm para ser mordomos, para gastar dinheiro naquelas festas que são na verdade únicas. E já disse algumas vezes: «Como é possível um homem andar toda a vida na política distrital, ter sido presidente da Câmara durante 20 anos, ter sido amigo de muitos presidentes de câmara do Sabugal – recordo-me de ter sido testemunha de um presidente que já faleceu e que era de outro partido que não o meu – e como é que nunca olhei com olhos de ver para as potencialidades daquele concelho.» Tenho a certeza que o Sabugal é uma terra com grande futuro na próxima década. Vai ser um concelho surpreendente.
– Tem tempo para a Internet e para as redes sociais?
– Não. Absolutamente. Eu lido directamente com as pessoas. Gosto de falar com todos mas no mundo real.
– O Capeia Arraiana elegeu-o como personalidade do ano 2010. Quer fazer algum comentário?
– É uma honra que me cria uma enorme responsabilidade. Quanto maior é a subida maior é o tombo. Procurarei ser fiel às razões que vos levaram a tomar essa decisão e não vos desiludir. Gosto de dizer que um dos meus objectivos na política é nunca desiludir aqueles que, por uma ou outra razão, e a maior parte das vezes por amizade têm alguma consideração e respeito por mim. Por isso aquilo que eu irei procurar, enquanto estiver no desempenho do cargo de governador civil é tudo fazer para no futuro me possam dizer: «Não nos desiludiu.» E gostaria de dirigir através do Capeia Arraiana uma saudação de Natal e Ano Novo a todos os que partilham este espaço. No distrito da Guarda partilhamos memórias comuns e respeitamos valores que nos unem e isso é que é a nossa força. Terras com história, povo com alma, o futuro é forçosamente o seu destino. A todos Boas Festas e vamos acreditar que 2011 vai ser um ano de mudança efectiva. Nestas terras sempre aprendemos o valor do dinheiro. O dinheiro que vem do suor do rosto das pessoas, daqueles que para terem dignidade tiveram de emigrar um dia. Eu que sou filho de emigrantes não esqueço nunca isso e acredito que tendo um nível de vida de acordo com as nossas possibilidades o país pode caminhar no rumo certo. Para este ciclo se completar é fundamental que a nível nacional tenhamos juízo relativamente a uma questão fulcral para o distrito da Guarda – o apoio à agricultura. O mundo rural precisa de sobreviver a esta crise.
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Acontecimentos importantes para o concelho do Sabugal muitos foram durante o ano que agora finda. A nossa escolha para «Acontecimento do Ano 2010» recai nas «Jornadas do Mundo Rural» que decorreram no dia 26 de Abril no Auditório Municipal do Sabugal presididas por António Serrano, ministro da Agricultura, do desenvolvimento rural e das pescas e com a participação de cerca de três centenas de agricultores de todo o distrito. O Sabugal foi o local escolhido para o maior acontecimento do distrito da Guarda no ano que agora finda e que pretendeu recolocar o mundo rural e a agricultura dos territórios beirões no centro das atenções regionais e nacionais. O Capeia Arraiana está em condições de adiantar que o concelho do Sabugal vai integrar o projecto piloto do Plano Estratégico de Desenvolvimento Agrícola do Ministério da Agricultura.

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O maior acontecimento no distrito da Guarda foi, sem sombra de dúvidas, recolocar o mundo rural e a agricultura no centro das atenções regionais e nacionais. O ministro da Agricultura, António Serrano, viajou desde o Terreiro do Paço, em Lisboa, para incentivar os agricultores do distrito da Guarda a valorizar a ruralidade raiana e beirã sem ter vergonha de ser do mundo rural. A imitação das grandes cidades não tem sustentabilidade nem razão de ser nestes territórios que sempre produziram produtos agrícolas de excelência e agora têm as terras ao abandono vítimas de forte desertificação. Não se pede a ninguém que pratique uma agricultura de subsistência, pobre e violenta, que sacrificou as gerações que nos antecederam. A aposta passa por fazer a diferença com investimentos modernos em produtos de qualidade, certificados, produzidos, transformados e colocados directamente no consumidor final. Os objectivos são ambiciosos mas «falta pouca coisa». Apenas «falta» empreendedorismo porque os apoios locais e nacionais parecem estar disponíveis.
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Questionado pelo semanário «Nova Guarda» durante as Jornadas de Reflexão sobre o Mundo Rural o ministro António Serrano justificou a escolha do Sabugal: «Há uma vontade muito forte de reconstruir e desenvolver este território e quisemos fazer aqui estas jornadas de reflexão sobre o futuro deste concelho e do distrito da Guarda no domínio da agricultura e do desenvolvimento rural. Precisamos discutir em conjunto – municípios, governo civil, associações, sociedade civil – uma estratégia comum. Não pode ser cada a fazê-lo por sua iniciativa de forma isolada e descoordenada.» O ministro aproveitou para anunciar a criação de um grupo de trabalho distrital com a missão de ser promovido um plano de desenvolvimento do distrito a médio prazo.
«A agricultura é um sector estratégico para o desenvolvimento sustentado de Portugal. A agricultura tem uma valência fundamental na criação de emprego e é uma oportunidade nacional para combater a crise económica em que mergulhou todo o mundo. Precisamos de uma nova agricultura e de gente nova para implementar novas práticas agrícolas numa lógica de desenvolvimento rural. Muita gente saiu deste concelho (Sabugal) e desta região e necessitamos de redefinir o que podemos fazer, em conjunto, no domínio das novas culturas, da produção animal e florestal. A agricultura não é fonte de problemas, a agricultura é parte da solução e eu acho que esta é a consciência cívica que todos devemos assumir reconhecendo o contributo que os agricultores dão a toda a sociedade. Se os consumidores optassem pela compra de produtos nacionais estavam a ajudar a agricultura portuguesa e a criar condições para que recupere o papel que já teve no passado», afirmou, ainda, o ministro da Agricultura António Serrano.
O concelho do Sabugal é um dos concelhos escolhidos para o projecto piloto do Ministério da Agricultura. Santinho Pacheco em declarações ao Capeia Arraiana adiantou que o Ministro da Agricultura está verdadeiramente interessado em que este plano estratégico de desenvolvimento agrícola dê resultado. «No plano que vamos apresentar até ao final do ano – e se não for possível todos – vamos indicar três ou quatro concelhos com grandes potencialidades agrícolas para que sejam considerados municípios piloto para aplicar um conjunto de princípios que, no nosso entender, vão inverter por completo as ideias sobre o mundo rural e o seu desenvolvimento. A aposta no concelho do Sabugal, com uma grande diversidade muito grande, seria na área da pecuária (pequenos ruminantes e gado vacum); em Figueira de Castelo Rodrigo nas amendoeiras, olival, vinhas e ligação ao Douro; no concelho da Guarda ou eventualmente de Celorico da Beira têm o parque natural da Serra da Estrela, o queijo da Serra e áreas de minifúndio. Levaremos com espírito aberto ao senhor Ministro.» Como nota final defendeu que «a zona da Raia pode ser no presente o que o Alentejo foi no século passado onde todos queriam ter um monte».

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Prémio Capeia Arraiana 2010
CÂMARA MUNICIPAL E ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO SABUGAL – O «Prémio Capeia Arraiana 2010» vai para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal do Sabugal.
Em Maio o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, informava que «a candidatura da capeia arraiana está em fase de preparação por parte da Câmara, através da empresa municipal Sabugal+ que tem feito recolhas de vídeos, de textos, de testemunhos orais, fotográficos e escritos alusivos à capeia arraiana para apresentar a candidatura ao Instituto dos Museus e da Conservação que, depois de aceite, dará conhecimento à UNESCO».
Reunidos no dia 24 de Setembro de 2010 os membros da Assembleia Municipal deliberaram, por unanimidade, classificar a capeia arraiana, tourada que inclui a lide dos touros com recurso ao forcão, como «património cultural imaterial de interesse municipal».
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Destaque Capeia Arraiana 2010
COMISSÃO DO CENTENÁRIO – O «Destaque Capeia Arraiana 2010» vai para a Comissão do Centenário da República presidida pelo prof. Adérito Tavares.
5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.
A sessão solene das comemorações do Centenário da Implantação da República no concelho do Sabugal, no dia 5 de Outubro de 2010, teve lugar no Auditório Municipal. A mesa foi constituída por António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, por Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, por Ramiro Matos, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, por Adérito Tavares, presidente da Comissão Municipal para as Comemorações e por Jaime Vieira, igualmente da Comissão Municipal.
«Não há democracia sem liberdade. Não há liberdade sem educação.»
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A I Feira Eco-Raia decorreu no fim-de-semana de 11 e 12 de Dezembro de 2010 no Recinto de Feiras de Salamanca. A organização pertenceu à organização da Comunidade de Trabalho BIN-SAL (Beira Interior Norte – Salamanca) constituída pelos Municípios do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso e pela Diputación de Salamanca.

GALERIA DE IMAGENS  – ECO-RAIA 2010  –  SALAMANCA  –  11 e 12-1-2010
Clique nas imagens para ampliar

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor. Reportagem de Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

Rota das Adegas 2010 - Ruivós

Há momentos da nossa vida que ficam registados para sempre. A Rota das Adegas 2010 agendada para sábado, 4 de Dezembro, reuniu em Ruivós cerca de uma centena de amigos que quiseram passar um dia diferente.
Tudo começou no Sabugal no bar do Tó de Ruivós com uma conversa sobre chocalhos que derivou para uma contagem de quantas adegas tinham aberto a porta na última vindima. «Humm! Ora conta-as lá. Foram cerca de 20», afirmou com aquele ar de certeza absoluta. Ideia puxa ideia e tudo fica logo ali decidido. «Vamos fazer a rota das adegas e proporcionar uma alegria aos velhotes que andam sempre a dizer que agora a malta nova já não bebe vinho», acrescentou o Tó.
A ideia foi apresentada ao Manuel Leitão, alcalde de Ruivós, que desde logo a «apadrinhou» e acrescentou mais alguns pormenores para engrandecer o encontro.
O tempo pregou uma partida aos organizadores. O forte nevão da noite de quinta e madrugada de sexta-feira cobriu com um imenso manto branco a freguesia e invalidou a concentração de cavaleiros preocupados com o gelo que apareceu um pouco por todo o lado. Igualmente o desfile do mundo rural foi remarcado para a segunda edição em 2011.
Ao salão de festas e sede da Associação dos Amigos de Ruivós foram chegando, pouco a pouco, os participantes. Por volta do meio-dia, junto aos assadores, foi içado o marrano preso pelo chambaril e logo ali foi desmanchado com mestria pelo Amândio do Talho do Mini Preço.
Após o almoço teve início a primeira edição da Rota das Adegas de Ruivós ao som da concertina e dos bombos de Badamalos. Com as canecas baloiçando penduradas no pescoço os rotistas visitaram as adegas de Manuel Leitão, Mário Martins, José Caramelo, Amadeu Filipe, Joaquim Pires, Manuel Leitão Caramelo, Joaquim Neves, José Carlos Lages, Joaquim (Quim da Zézinha), José Aurélio Caramelo, Francisco da Rapoula, Lourenço Caramelo, Francisco Vasco, Porfírio Leitão e finalmente Maximino Leitão. A meio do percurso um telefonema de Paris de Gabriel Martins convidava todos os participantes a passarem, também, pela sua adega entretanto aberta por um familiar.
Ao longo do percurso muitos foram os momentos de animação e de camaradagem entre todos numa salutar e bem-disposta atitude de desprendimento e união.
«Pertencemos a uma região de contrabandistas, no entanto, não temos nenhuma região demarcada. É chegado o tempo de fazer contrabando com o nosso vinho e promovê-lo directamente no consumidor», defendeu António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, na adega de Mário Martins, a segunda do mapa da rota.
O anterior presidente do município sabugalense, Manuel Rito, congratulou-se com a iniciativa e defendeu «a realização em 2011 da segunda edição».
António Morgado que foi, igualmente, presidente da autarquia raiana considerou que «há ideias simples que se transformam em momentos bem passados» acrescentando que deu «o tempo passado em Ruivós por bem empregue».
Registe-se ainda a presença de mais de uma dezena de presidentes de junta de freguesia do concelho do Sabugal e a participação especialíssima de Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, que correspondeu com muita simpatia ao convite que lhe foi feito durante o Encontro de Tractoristas que decorreu em Pinhel.
A Rota das Adegas tinha um grande objectivo que foi alcançado: recordar e homenagear os que já partiram e que tantas vezes passaram as umbreiras das portas das adegas que agora voltaram a abrir para cumprir um ritual tantas vezes repetido na aldeia. A Rota das Adegas servia em tempos que já lá vão como desculpa para tardes (e noites) de boa disposição, amizade e união em Ruivós.
E agora resta esperar pela segunda edição. Com ou sem neve.

1 – Um bem-haja muito grande a todos os produtores de vinho caseiro de Ruivós que «alinharam» na Rota das Adegas recebendo todos os participantes com muita simpatia.
2 – Um bem-haja a todas as senhoras que colaboraram na cozinha na feitura das refeições.
3 – É tempo de apostar neste vinho caseiro e transformá-lo numa oportunidade. Considero até que a melhor forma de inverter esta desgraçada desertificação do nosso concelho é investir numa agricultura de qualidade. O futuro e a saída da crise passam pela aposta honesta e corajosa na produção agrícola adaptada ao século XXI.

jcl

No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

GALERIA DE IMAGENS  – ROTA DAS ADEGAS  –  4-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

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No sábado, 4 de Dezembro de 2010, recordaram-se em Ruivós todos os antigos agricultores da aldeia retomando a Rota das Adegas para provar o vinho novo. Há memórias que nunca devem acabar num concelho conhecido pelo contrabando e pela excelência dos seus produtos agrícolas. A solução para o futuro do concelho do Sabugal pode estar na aposta numa agricultura de qualidade com produtos «de contrabando» directamente do produtor para o consumidor.

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No sábado, 4 de Dezembro, todos os caminhos vão dar às adegas de Ruivós. A «Rota das Adegas 2010» vai proporcionar aos participantes a prova do vinho novo em 16 produtores locais.

Rota Adegas 2010 - Ruivós - Sabugal

Ruivós foi terra de agricultores. Ruivós foi terra de agricultura de subsistência. Em Ruivós, terra com cerca de 100 eleitores, resistem, ainda, mais de 20 adegas onde de forma artesanal e ancestral é produzido vinho. Pela primeira vez vai ser dinamizada a «Rota das Adegas» nas ruas e ruelas da velha aldeia proporcionando a visita a 16 adegas que vão estar todo o dia de porta aberta para os forasteiros provarem o vinho novo.
A «Rota das Adegas 2010» em Ruivós vai servir para prestar homenagem aos antepassados da terra e aos mais de 20 produtores de vinho «à moda antiga».
A ideia surgiu numa conversa entre dois naturais de Ruivós e foi desde logo apadrinhada por Manuel Leitão, presidente da Junta de Freguesia local.
No sábado, 4 de Dezembro, todos os caminhos vão dar ao Salão de Festas e Sede da Associação dos Amigos de Ruivós. Os participantes devem adquirir uma caneca em inox (5 euros) – pessoal e intransmissível – para colocar ao pescoço e que vem acompanhada por um passaporte para «carimbar» nas 16 adegas participantes.
A concentração de cavaleiros está marcada para o meio-dia e o almoço com grelhados de carne de porco para as 13 horas. Às 14.30 tem lugar um desfile rural com algumas surpresas e meia-hora mais tarde, às 15 horas é tempo de pegar no passaporte e iniciar a «Rota das Adegas» para prova do vinho novo. Ao final do dia (19 horas) é tempo de saborear um caldo verde acompanhado por alguns petiscos.
As terras do planalto do Côa têm um micro-clima propício à produção de vinho com bom sabor e grau moderado mesmo nos anos em que as geadas teimam em aparecer já fora de horas nos meses de Abril ou Maio.
Todos os anos os proprietários das vinhas (alguns a viver em Lisboa ou na França) cavam, descavam, podam, deitam as «caldas» e fazem a vindima nos primeiros dias de Outubro.
Na semana das vindimas durante a fermentação das uvas – em dornas de madeira que foram passando de pais para filhos – e antes de passar o mosto para os barris é feita a geropiga e algumas semanas mais tarde a aguardente de bagaço nas alquitarras caseiras ou nos lagares licenciados das redondezas.
Fazer vinho é uma arte nobre e intemporal e desde sempre o «néctar dos deuses» desempenha um papel relevante em quase todas as civilizações com Dionísio (deus grego) e Baco (deus latino) e em especial nos rituais cristãos onde simboliza o «sangue de Cristo».
Em Ruivós os antigos diziam que as vinhas gostam de ver a sombra e ouvir o assobio do dono mas, infelizmente, isso vai acontecendo cada vez menos.
Nas adegas da aldeia tem sido tempo de procurar as chaves e limpar as teias de aranha para receber todos os amigos que se vão encontrar e «beber para… recordar». Recordar com alegria episódios vividos em comum e onde acontecem sempre peripécias com piada para alegrar as conversas.

E já agora que o tempo ajude…
jcl

No dia 14 de Agosto foi a vez da Nave mostrar a todos a sua grandiosa Capeia Arraiana, que contou sobretudo com a população habitante como todos os de fora, que se juntarão na praça para assistir à sua maior admiração pelos touros, num dia em que todas as estradas se encontravam nesta aldeia, pois mais nenhum evento se realizou.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Com cinco touros e uma bezerra da ganadaria Francisco Cairrão, e festa começou com o pedido da praça à imensa população da Nave, que ficou ainda mais viva. Todos os touros foram bem esperados na praça, estando sempre presente o famoso forcão repleto de gente da aldeia e amigos de fora.
Como em todas as Capeias há um momento de mais alegria, o momento da bezerra entrar na praça e bater com todo o entusiasmo no forcão este cheio de jovens da terra que se preparam para daqui a uns anos pegarem ao touro. No final da Capeia todos comentavam alegres o sucesso da mesma, onde tudo correu bem sem acidentes.
A noite começava a cair mas a festa só ainda estava no princípio pois o bailarico ainda se esperava, já perto da meia-noite uma das surpresas saiu com os seus pequenos cornos, batendo novamente no forcão, cheio de miúdos e graúdos, debaixo do alumiar das diversas luzes da discoteca móvel que animava a malta. E para finalizar a noite depois de uns trambolhões com a bezerra, é que está na hora da espuma vadiar na praça e apanhar os mais desprevenidos lá para dentro com alegria à mistura.
Toda a população da Nave agradece aos mordomos 2010: Frederico Silva, Nelson Tavares, Antony Pereira, Delphine Pereira, Charlotte Vicente, Vera Antunes e os pequenos mordomos da bezerra: Miguel Tavares, Henrique Barbosa, Tiago Alves e a todas as pessoas que ajudaram a organizar a Capeia 2010. Para o ano cá nos encontraremos novamente para viver esta nossa tradição.

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Ver ou rever os melhores momentos da «Capeia Arraiana Nave 2010». Aqui.
Edgar Fernandes (Nave)

SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal! Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

A 72.ª Volta a Portugal em Bicicleta, edição 2010, tem dez etapas e um prólogo em Viseu percorrendo 1613,9 quilómetros durante os 11 dias de competição. A 6.ª etapa entre Moimenta da Beira e Castelo Branco, tem uma meta-volante ao quilómetro 109,3 na passagem pelo Sabugal. A edição 2010 tem início no dia 4 de Agosto e termina no dia 15 de Agosto com uma etapa em linha de 154,2 kms entre Sintra e a Avenida da Liberdade em Lisboa.

Volta Portugal Bicicleta - 6.ª Etapa - Sabugal
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O espanhol David Blanco, da Palmeiras Resort-Prio-Tavira, foi o vencedor do ano passado e o grande favorito à vitória final, em 2010, na 72.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta. O corredor espanhol já conquistou por três vezes a Volta a Portugal e aproxima-se perigosamente de Marco Chagas, que segue isolado na tabela com quatro triunfos.
Os 144 ciclistas das 16 equipas inscritas na «Volta 2010» vão percorrer 1613,9 quilómetros, divididos por dez etapas e um prólogo que tem Viseu como cenário. A chegada está marcada para a Avenida da Liberdade, em Lisboa, após uma última etapa em linha de 154, 2 kms com início em Sintra.
A 6.ª etapa, no dia 11 de Agosto, liga Moimenta da Beira a Castelo Branco numa distância de 221,1 kms e inclui uma meta-volante na passagem pelo Sabugal.
A organização prevê os seguintes horários de passagem para a 6.ª etapa:
Trancoso (meta volante), 12.45 horas; Celorico da Beira, 13.13 h; Porto da Carne, 13.27 h; Guarda, 13.48 h; Catraia do Sortelhão, 14.07 h; Adão, 14.12 h; Pêga, 14.18 h; SABUGAL (meta volante), 14.33 h; Santo Estêvão, 14.47 h; Terreiro das Bruxas, 14.52 h; Meimoa, 15.05 h; Castelo Branco (meta volante), 16.37 h.
Etapas (1613,9 kms) – 4/08 – Prólogo: Viseu – Viseu, 5,5 kms; 5/08 – 1.ª etapa: Gouveia – Oliveira de Azeméis, 188 kms; 6/08 – 2.ª etapa: Aveiro – Santo Tirso (Sra. Assunção), 152,3 kms; 7/08 – 3.ª etapa: Santo Tirso – Viana do Castelo, 173,7 kms; 8/08 – 4.ª etapa: Barcelos – Mondim de Basto (Sra. Graça), 175,8 km; 9/08 – Descanso; 10/08 – 5.ª etapa: Fafe – Lamego, 172,4 kms; 11/08 – 6.ª etapa: Moimenta da Beira – Castelo Branco, 221,1 kms; 12/08 – 7.ª etapa: Idanha-a-Nova – Seia (Torre), 168 kms; 13/08 – 8.ª etapa: Oliveira do Hospital – Oliveira do Bairro, 169,9 kms; 14/08 – 9.ª etapa: Pedrógão – Leiria, 32,6 kms (CRI); e 15/08 – 10.ª etapa: Sintra – Lisboa, 154,6 kms.
Equipas – ProTour: Lampre-Farnese Vini (ITA). Continental Pro: Andalucia-Cajasur (ESP), Xacobeo-Galicia (ESP), BBOX Bouygues Telecom (FRA), Saur Sojasun (FRA), Carmiooro NGC (GRB), ISD-NERI (ITA). Continental: Barbot-Siper (POR), CC Loulé-Louletano-Aquashow (POR), LA Aluminios-Rota dos Móveis (POR), Madeinox Boavista (POR), Palmeiras Resort-Prio-Tavira (POR), Caja Rural (ESP), Rabobank (HOL), Amore & Vita-Conad (UCR). Selecções: Portugal.

A tradicional subida à Torre e o contra-relógio individual na penúltima etapa serão os momentos decisivos desta 72.ª edição da maior prova do ciclismo português que teve início em 1927 e é uma das competições ciclistas por etapas mais antigas do mundo.
jcl

 

Falar dos «Trabalhadores do Comércio» é falar de uma banda que começou em 1979, fundada por dois nomes míticos do Rock português: Sérgio Castro (que foi dos Rocka, Síntese, Psico e Arte & Ofício) e Álvaro Azevedo (que pertenceu aos Pop Five Music Incorporated e aos Arte & Ofício).

 

Trabalhadores do Comércio - Sabugal - 2010

Em 1979, ao mesmo tempo que mantinham os Arte & Ofício, Sérgio e Álvaro, fundam os Trabalhadores do Comércio, cantando em português, com sotaque do Porto. A voz do grupo era a do sobrinho de Sérgio Castro, João Luís Médicis, então com 7 anos. Miguel Cerqueira também era membro da banda. As letras das músicas têm um certo humor. O seu disco de estreia, editado em 1980, foi o single intitulado «Lima 5», cujo refrão reza: «Eu só paro lá no Lima 5, Sou um meu de grabatinha e brinco». «Chamem a Pulíssia» tornou-se, no entanto, o seu maior sucesso. Este tema estava incluído no LP «Trips à Moda do Porto».
Outros temas conhecidos da banda são: «A Cançõm Quiu Abô Minsinoue» (traduzindo: A Canção Que o Avô Me Ensinou), «Atom Messiu, Comantalê Bu», «Paunka Roque», «Sim, Soue Um Gaijo do Porto» e «Quem Dera», «Haxixa na Braza», «Taquetinho Ou Lebas No Fucinho» e «Fado, Sexo e Vacalhau» (versão se «Sex and Drugs and Rock’n’Roll», de Ian Dury).
Actualmente a banda é constituída por Sérgio, Álvaro, Miguel Cerqueira, Jorge Filipe Santos, João Luís Médicis (agora já não puto com 7 anos, mas com 37 anos) e as vozes femininas de Marta Ren (uma das mais carismáticas vozes portuguesas, tendo-se afirmado enquanto voz principal do grupo Sloppy Joe, com uma energia imparável e uma presença inconfundível) e Diana Basto (que dispensa apresentações, sendo a maior Diva do Rock nacional que saltou para o estrelato com o seu impressionante trabalho com Pedro Abrunhosa. Inestimável. Única. Insubstituível.
O concerto dos «Trabalhadores do Comércio» irá acontecer no dia 31 de Julho, na Festa da Europa/Artes do Alto Côa. Uma hora e meia de Rock para animar as hostes…

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Por João Aristides Duarte

 

Surgidos em 2005 e constituídos por quatro músicos, que são: Alex Van True, Jorge Sousa, Zé Fusco e Mário Duarte, os «One Vision» são a banda portuguesa de tributo aos Queen.

 

One Vision - Sabugal - 2010

O que têm para oferecer os «One Vision» ao público da Festa da Europa/Artes do Alto Côa, no dia 29 de Julho no Sabugal?
Pois, nada mais nada menos que isto:
– Uma energia interminável e uma voz extraordinariamente parecida com a de Freddie Mercury;
– Um fantástico som de guitarra eléctrica com todo o feeling e calor de Brian May;
– O grave que nos faz bater o coração, nota por nota, como criou o grande John Deacon;
– A bateria levada ao mais ínfimo pormenor, os falsettos levados ao extremo, como nos habituou Roger Taylor;
– O sentimento e expressão dos teclados como se de um piano de cauda se tratasse.

Desde a mais curta nota de baixo ao mais longo solo de guitarra. Desde o mais agudo vibrato vocal, até à nota mais à esquerda no piano, tudo é recriado na perfeição.
«Bohemian Rhapsody», «The Show Must Go On», «Radio GaGa», «We Are The Champions», «Crazy Little Thing Called Love», «Another One Bites The Dust», ou «I Want to Break Free», entre muitas outras canções do Queen, farão parte do alinhamento do concerto, que terá a duração mínima de uma hora e meia.
Segundo eles próprios costumam dizer: «Nós também somos fãs (dos Queen, claro)… e divertimo-nos tanto ou mais que vocês, público. Os Queen serviram-nos a nós quando éramos crianças. Agora que somos adultos, é a nossa vez de os servir a eles, com esta homenagem.»
O que seria de esperar dos «Queen» é transmitido na perfeição pelos «One Vision».
A banda anda em digressão desde o início do ano e já passou (ou irá passar) por palcos de Moura, Fundão, Cartaxo, Sesimbra, Trancoso, Alpalhão, Leiria, Abrantes, Óbidos, Mirandela, etc. Chegou, agora, a vez do Sabugal apreciar esta banda ao vivo. A não perder…

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Por João Aristides Duarte

 

Formados em 2004, os «The Cadillacs» vão animar a noite de 30 de Julho, na Festa da Europa/Artes do Alto Côa. Este grupo pretende recriar, o mais rigorosamente possível, os shows que se praticavam nos Estados Unidos da América, nos anos 50 e 60 do século XX.

 

As músicas que compõem o espectáculo são atenciosamente escolhidas para envolverem o público na magia do Rock’n’Roll, do Shake e do Boogie Woogie.
A banda apresenta-se vestida à moda da época e executa o seu «show» com microfones, amplificadores e instrumentos típicos do Rock’n’Roll, para assim, toda a audiência viajar no tempo e sentir que está realmente nos anos de ouro. Quem quiser pode dançar à vontade, já que a música dos «The Cadillacs» convida mesmo a isso.
Foram inúmeras as vezes que os The Cadillacs tocaram no Casino Estoril, animando as passagens de ano e outros eventos.
O grupo tem contrabaixo (em vez de guitarra-baixo) e as guitarras eléctricas são iguais às que usavam os pioneiros do Rock’n’Roll.
A banda é composta por cinco elementos: Rui Miranda – Contrabaixo (com vasta experiência em bandas do género), Sérgio Real – Piano (com curso do Conservatório, exactamente em piano), Nélson Caetano – Bateria (fez digressão Internacional com banda de originais, tocou com os Tantra, banda mítica do Rock português- no seu regresso no início do século XXI- e é professor de bateria na Escola Interartes, em Lisboa), Marco Cunha – Guitarra (solista), Fernando Messias – Voz e Guitarra (várias experiências musicais, semi-finalista do programa «Ídolos» da SIC/2003).
Os concertos divulgam o Rock’n’Roll e o Rockabilly, recriando artistas como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Buddy Holly, Bill Halley, Richie Valens, Ben E. King, Ray Charles, Little Richard, Eddie Cochran, entre outros! Concerteza que poderemos ouvir temas como «Johnnie B. Good», «Grease Lightnin», «Roll Over Beethoven», «Good Golly Miss Molly», «Hippy Hippy Shake», «You Never Can Tell», entre outras, num concerto que demora 1 hora e meia.
Perder o concerto dos The Cadillacs, no Sabugal, só por a banda não ser muito conhecida é imperdoável.
Depois não me venham dizer que ficaram arrependidos de não os ter visto ao vivo… Quem avisa, amigo é.

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Por João Aristides Duarte

A oitava edição da Gala Empresarial do Distrito da Guarda – Prémios Estrela-Côa 2010 promovida pelo jornal «Nova Guarda» está marcada para sexta-feira, 23 de Julho, na Quinta de Santo António, em Maçainhas, no concelho da Guarda.

Gala Nova GuardaPelo oitavo ano consecutivo, o semanário «Nova Guarda» promove a realização da Gala Empresarial do Distrito da Guarda – Prémios Estrela-Côa 2010. Com esta iniciativa, que em 2010 se vai realizar no dia 23 de Julho, sexta-feira, na Quinta de Santo António, Largo da Fumagueira, Maçaínhas, Guarda, o NG pretende contribuir para a promoção e desenvolvimento do tecido socioeconómico do distrito da Guarda, numa actividade que conta com a já habitual colaboração das diversas associações empresariais e organismos públicos.
A Gala engloba um jantar, seguido de cerimónia de entrega de distinções às empresas e empresários e ainda um espectáculo de variedades, finalizando com um espectáculo pirotécnico multimédia.
Simultaneamente é editado o especial Magazine Empresas 2010 (15.000 exemplares a quatro cores) onde são apresentadas as empresas concorrentes e se faz a análise de aspectos relacionados com o desenvolvimento empresarial do distrito da Guarda, além da opinião de especialistas.
O magazine será distribuído gratuitamente por todo o distrito da Guarda através das caixas de algumas superfícies comerciais, junto das empresas e associações empresariais e com o «Nova Guarda».
jcl (com jornal Nova Guarda)

Os mordomos das Festas de São João 2010, no Sabugal, apresentam publicamente contas da sua mordomia. Os mordomos deste ano merecem todo o apreço e consideração porque, como se sabe, foi um voluntariado de recurso após a recusa dos mordomos inicialmente indigitados – com excepção de um – de servirem na organização dos festejos. A receita totalizou cerca de 33 mil euros e a despesa um pouco mais de 31 mil euros com um saldo positivo de 2.196 euros.

Ver documento original. Aqui.
jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 4 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: O empresário António Morgado apresentou um cartel de luxo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório numa praça que merecia estar mais composta.
jcl

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Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 4 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: António Robalo e Vítor Proença com a primeira das crias de raça Serra da Estrela que vão ser entregue aos pastores de rebanhos de ovelhas do concelho do Sabugal.
jcl

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Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 4 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Maria Benedita Rito Alves, Joaquim Portas, António Robalo e Santinho Pacheco.
jcl

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Festa do Cavalo e do Toiro - Sabugal - 2010
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Data: 3 de Julho de 2010.
Local: Praça Municipal do Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: António Robalo, António Marques, Fernanda Cruz e Joaquim Ricardo.
jcl

Na Raia Sabugalense o mês de Agosto rima com Encerros e Capeias Arraianas. Já falta pouco!

Calendário 2010 - Capeias Arraianas - Encerros - Sabugal

Os mordomos das Festas de São João 2010 no Sabugal foram apanhar rosmaninho, bem cedo, lá para os lados das Batocas. A «equipa» teve um participante especial: António Robalo, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, que andou de enxada na mão pelos campos raianos.

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jcl

As Festas de São João 2010 no Sabugal tiveram bandeirada de partida no passado dia 6 de Junho na Pista da Galgueira com uma prova de Autocross e terminam no domingo, dia 27, com a tradicional queima do «Carvalho» decorado com rosmaninho.

Festas São João 2010 - Sabugal
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A animação musical é o principal ingrediente do programa das Festas de São João.
Dia 20 (domingo) – Desfile e Festival de Ranchos Folclóricos, actuação das bandas sabugalenses «Os Men’s», «Los K.O. Jones» e baile com o acordeonista raiano Filipe Nunes.
Dia 24 (quarta-feira) – Baile com a banda «Uskad Kasa».
Dia 25 (sexta-feira) – Banda «Tuse» e Grupo «Ondas».
Dia 26 (sábado) – Grupo Musical «Rilufe» e orquestra espanhola «Dirección Sur».
Dia 27 (domingo) – Grupos Musicais «J & V» e «Republica» e… à uma hora da manhã a Queima do Carvalho.
A entrada no recinto do Largo da Fonte é livre com restaurante e bar permanente, animação para crianças e uma Feira de Artesanato.
Colaboração e apoios: Câmara Municipal do Sabugal, Junta de Freguesia do Sabugal, Bombeiros Voluntários do Sabugal e ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal.
Mordomos das Festas São João 2010: António Luís Monteiro (Rochita), António Manuel Ferreira (Tó Mané), Celso Vinhas, Daniel Simão, Jaime Pinto, Joaquim Carreto, Luís Carlos Duarte, Rogério Martins e Vítor Proença.
jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: 13 de Junho de 2010.

Local: Largo na Fonte, Sabugal.

Legenda: O Carvalho das Festas de São João 2010, no Sabugal, já tem a «seus pés» um enorme monte de rosmaninho que vai ser colocado nos «mini-ramos» postiços que têm vindo a ser colocados com a ajuda do andaime que parece levar em direcção ao azul do céu. Entretanto, depois do bailarico de sábado à noite o encontro foi marcado pelos mordomos para bem cedo, às 5 horas da manhã nas Batocas. O objectivo foi recolher o rosaminho para o Carvalho das Festas de São João no Sabugal.

Autoria: Capeia Arraiana.
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O Capeia Arraiana publica mais um resumo editado das reuniões ordinárias da Câmara Municipal do Sabugal. É, sem dúvida, merecedora de análise atenta a Acta n.º 14/2010, de 7 de Abril de 2010.

Camara Municipal do SabugalO conteúdo resumido da acta 14/2010, de 7 de Abril, da reunião ordinária da Câmara Municipal do Sabugal realizada no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho é da responsabilidade editorial do Capeia Arraiana.
A consulta das actas oficiais pode ser feita no endereço que indicamos no final.

Acta n.º 14/2010 (7 de Abril)

Estiveram presentes o presidente António Robalo e os vereadores António Bernardo Morgado Gomes Dionísio, Joaquim Fernando Ricardo, Luís Manuel Nunes Sanches, Ernesto Cunha e Sandra Isabel Santos Fortuna tendo faltado por motivo justificado a vice-presidente Maria Delfina Gonçalves Marques Leal. O Presidente declarou aberta a reunião às 10 horas da manhã de quarta-feira.

Antes da Ordem do Dia
– O Presidente da Câmara entregou aos Vereadores ( na sequência de pedido formulado pelo Vereador Joaquim Ricardo) um mapa relativo à Implantação dos Lotes da Zona de Localização Empresarial do Sabugal (iniciais – 7), tendo informado que ainda se estavam a adquirir mais terrenos para inserir no Plano de Pormenor e que no documento constavam os que já tinham sido cedidos e os pedidos que tinham dado entrada na Câmara.
– O Vereador Luís Sanches tomou a palavra para dizer que tinha recebido uma carta do Presidente da Associação de Solidariedade de Malcata, enviada à Câmara em 20/01/2010, referente ao Pavilhão Multiusos, pretendendo saber qual a disponibilidade da Câmara em apoiar com um subsídio a referida obra uma vez que estava quase concluída. Em resposta o Presidente da Câmara disse que, o assunto (pedido de 100.000 euros) já tinha sido analisado em executivo anterior, tendo sido indeferido, por falta de disponibilidades financeiras para o efeito. Contudo, disse não ter qualquer problema em rever a situação, revogando a anterior deliberação de atribuição de um subsídio de 7.500,00 euros. (Apoio concedido a Associações).
– A Vereadora Sandra Fortuna disse que não tinha conhecimento de nenhuma outra estrutura com aquela dimensão e qualidade no Concelho, com um projecto muito bem elaborado, podendo ser lá colocada informação sobre a Serra da Malcata. Disse ainda que se deveria ter em conta o projecto que executado e a freguesia onde está construído. Disse ainda que deveria ter sido dada resposta à carta enviada.
– O Vereador Luís Sanches propôs que se agendasse uma reunião com a Associação de Solidariedade de Malcata para visitar o Pavilhão e aferir da possibilidade de atribuição de um apoio, tendo o Presidente da Câmara dito que o pedido deveria ser reformulado.
(…)
– O Vereador Joaquim Ricardo tomou a palavra para dizer que as regras de atribuição de apoios a conceder às Associações tinham de ser respeitadas. Contudo deveria ter sido dada uma resposta à carta enviada pela Associação de Solidariedade de Malcata. Continuou dizendo que segundo uma notícia do Capeia Arraiana, o Sabugal estava ligado às invasões Francesas através da Batalha do Gravado ocorrida em 03/04/1811, que decisivamente impediu que estas se concretizassem. Assim e porque no próximo ano fará 200 anos, propôs «Uma vez que precisamos de datas importantes que marquem o concelho do Sabugal, esta poderia ser uma data marco do Concelho do Sabugal, e que poderia envolver outras Entidades, de forma a divulgar o concelho».
– Em resposta o Presidente da Câmara disse que enquanto não tinha dados concretos relativamente a projectos não os transmitia para o exterior. Salientou, no entanto, o óbvio, ou seja, estava a programar as actividades que o Bicentenário merecia. Queremos que do outro lado da margem da albufeira seja visto o Memorial colocado no Sítio do Gravato, tendo eles considerado esse elemento para o projecto. Havia um pré acordo com a Universidade Aberta para a realização de dois encontros temáticos
sobre as invasões francesas, no Auditório Municipal, no próximo ano, estando a prepará-los com pessoas com formação em história e afins. Nesse acordo com a Universidade Aberta estavam também incluídas, algumas iniciativas relativas aos Forais de Sortelha, Vilar Maior e Alfaiates, estando a preparar conferências. Tinha a obrigação de ir gerindo a Câmara e de programar, não podendo estar a falar de coisas que só iriam decorrer daqui a um ano. Era evidente que o Gravato
era uma referência porque tinha sido falada nos livros, tendo dito que já tinha falado com um escultor para pensar no Memorial do Gravato, a colocar no dia 03/04/2011.

Ordem do Dia
– Carta da Empresa ITV – Inspecção Técnica de Veículos, S.A, representada por Fernando Tavares Pereira, a solicitar autorização de alteração do uso do pavilhão sito na Zona Industrial do Sabugal, sob o art. 2375.º, onde se encontra a unidade fabril de Móveis Ramos & Neca, Lda., para Centro de Inspecção Periódica Automóvel, por parte do Grupo Tavfer, S.G.P.S, S.A. Deliberado, por unanimidade, deferir o pedido.
– Deliberado, por unanimidade, aprovar o Protocolo a celebrar com o Centro Social da Rapoula do Côa, tendo como objectivo a «Gestão de Recursos Humanos Auxiliares para funcionamento das Termas do Cró» (…)

Consulte, na íntegra, a Acta n.º 14/2010 da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.

1 – Seria interessante que os sete elementos do executivo camarário explicassem a todos os sabugalenses o que se alterou desde que o anterior Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, atribuiu um terreno ao empresário José Eduardo Lucas para a implantação de um Centro de Inspecções Periódicas (ver Acta n.º 18, de 21 Agosto de 2009) e que é agora aprovado por unanimidade (de todos os vereadores) em nome da empresa ITV-Inspecção Técnica de Veículos com sede em Elvas. O Grupo Tavfer, pertence ao empresário de Tábua, Fernando Tavares Pereira, que possui 48 empresas e desenvolve negócios em áreas como inspecção de automóveis, construção civil, hotelaria, turismo, agricultura, vinhos ou biomassa.

2 – Foi interessante ficar a saber-se que ainda é muito cedo para se falar das comemorações da Batalha do Gravato mas… que já estava tudo a ser tratado com a Universidade Aberta. Pormenores para os vereadores (e restante povo) só lá mais para a frente…

3 – É interessante ficar a saber-se que muitas das sugestões e propostas de iniciativas da cidadania já foram pensadas antes pelos poderes políticos. Até porque como defendeu Maquiavel no seu livro «O Príncipe»: «Todas as pessoas são movidas exclusivamente por interesses egoístas e ambições de poder pessoal e o governante deve manter-se alerta com todos.»
José Carlos Lages

A Junta de Freguesia do Sabugal há semelhança dos anos anteriores, vai continuar a celebrar o 25 de Abril com um programa virado para a participação de todos os sabugalenses, iniciando-se às nove e meia da manhã com uma caminhada peddy paper, seguida de um almoço convívio, às 13.00 horas. O período das 15.00 às 19.00 horas, será preenchido com jogos tradicionais e para finalizar com uma sardinhada comunitária, no Largo do Rio Côa.

José Morgado Carvalho - «Terras entre Côa e Raia»Já é por mim recorrente, referir anualmente neste Blogue as iniciativas desta Junta de Freguesia neste dia (vide crónica de 25 de Abril de 2009).
O registo, deste acontecimento memorável, não deve ser esquecido, porque à Revolução dos Militares de Abril aderiu de imediato todo um Povo e permitiu a formação de partidos políticos e saída da clandestinidade do PCP.
Passados 36 anos, chega-se à triste conclusão de que a realização dos sonhos de Abril estão cada vez mais distantes.
Face à realidade actual, são os próprios Presidentes da Republica, pós-25 de Abril, que são unânimes em considerar que temos uma democracia portuguesa, sem qualidade e que o maior responsável tem sido o comportamento dos partidos políticos, que nasceram á sombra da Revolução e é também a convicção de muitos portugueses, crescendo cada vez mais associações cívicas apartidárias e independentes.
Só que são uma gota no Oceano, pois a partidocracia vigente, continua a ter os fiéis seguidores, infra-estruturas, máquinas partidárias e gordos financiamentos.
Como diz o poeta «o sonho comanda a vida e sempre que um homem sonha o mundo pula e avança», só que no estado em que se encontra o mundo e em especial Portugal cada vez temos menos sonhadores
Que a recordação de Abril, não deixe que se apague em nós a esperança.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

O documentário «Há Tourada na Aldeia», do realizador Pedro Sena Nunes, é um dos grandes destaques da edição 2010 do Festival de Cinema «Indie Lisboa». A estreia está marcada para as 19 horas do dia 30 de Abril no Grande Auditório da Culturgest em Lisboa.

No texto de promoção do documentário do realizador Pedro Sena Nunes pode ler-se que «Há Tourada na Aldeia é um filme onde as pessoas saem à rua, vestem as suas melhores roupas, os filhos da terra voltam e num misticismo renasce a união de uma aldeia de uma tradição comum, que os alimenta a todos a alma. Conscientes que desenvolvem uma tourada única no mundo, a Capeia Arraiana, uma tradição com raízes ancestrais, esta é aguardada ansiosamente pelos seus habitantes. Mas mais que um espectáculo é uma forma de ser, de estar, de viver. Há Tourada na Aldeia, é apenas um pequeno gesto numa cultura que se afirma de massas, no presente e no futuro».
A Capeia Arraiana é, de facto, um espectáculo único no mundo. Mas é mais do que um espectáculo. Simboliza a identidade de um povo que desde sempre viveu num território muito especial atravessado pelo Rio Côa e delimitado pela Raia. Simboliza a tradição, a saudade, os dias de festa na aldeia, os emigrantes, o contrabando e a dureza das terras frias. Simboliza a coragem de um povo que, unido e agarrado à galha, é invencível. Simboliza a alma raiana das terras do forcão. Viva a Capeia Arraiana!
O «Capeia Arraiana» associa-se como media partner a esta estreia em Lisboa do documentário «Há Tourada na Aldeia» no próximo dia 30 de Abril. Os sabugalenses a residir na capital têm uma boa oportunidade para se encontrarem e saborearem as sensações fortes das capeias na tela do Grande Auditório da Culturgest, na sede da Caixa Geral de Depósitos, junto ao Campo Pequeno.
Durante a próxima semana vamos oferecer – aqui no Capeia Arraiana – alguns convites para a estreia. Fique atento.

Página Oficial de «Há Tourada na Aldeia». Aqui.
jcl

O Grupo Parlamentar de «Os Verdes» emitiu um comunicado sobre o Orçamento do Estado para 2010 alertando para a redução do investimento público no distrito da Guarda. O PIDDAC 2010 não prevê a transferência de qualquer verba para quatro concelhos: Sabugal, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo e Trancoso.

Grupo Parlamentar Os VerdesComunicado do Grupo Parlamentar de «Os Verdes:
«O que o Governo propõe, através da proposta de Orçamento de Estado para 2010, é reduzir o investimento público para o distrito a Guarda a 0,3% do investimento nacional. Esta proposta é manifestamente escandalosa, face, sobretudo, ao nível e ao efeito da interioridade a que este distrito é permanentemente sujeito e à situação que o país enfrenta de momento, que torna preocupante qualquer opção política de redução do investimento público, o qual é determinante para a revitalização das actividades económicas e, consequentemente, para a criação de emprego.
O PIDDAC 2010 (Plano de Investimentos do Estado), se comparado com o de 2009, relativo ao distrito da Guarda, apresenta uma redução de investimento de 87,4%. O Governo alega, contudo, que os dois PIDDAC não são comparáveis, na medida em que foram sujeitos a critérios diferentes de apresentação de investimento. Ainda assim, se formos comparar apenas os números e os valores que o Governo considera que são comparáveis, o distrito da Guarda assiste a uma redução de investimento de 57,9 por cento, o que é escandaloso e bem demonstrativo que, numa situação de gravidade económica e social que se vive no país, o Governo abandona nitidamente o distrito da Guarda.
Há inclusivamente 4 concelhos do distrito que não vêem contemplada qualquer verba em sede de PIDDAC, a saber: Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal e Trancoso.
Consciente da necessidade de introduzir na discussão da especialidade do Orçamento de Estado a matéria das graves assimetrias regionais que se vivem no país, que leva ao desperdício de uma vasta área do nosso território, ao despovoamento do interior, à concentração abusiva de população no litoral, e a um agravamento dos níveis de empobrecimento, o Grupo Parlamentar “Os Verdes” apresentou na Assembleia da República um grupo de propostas de aditamento ao PIDDAC com incidência concreta no distrito da Guarda, as quais publicamente enunciamos, e que esperamos possam contribuir para que os diferentes Grupos Parlamentares e o Governo reflictam e discutam sobre estes fracos níveis de investimento que atrás relatámos. As propostas apresentadas pelo PEV são:
– Criação de marca regional que promova a valorização dos produtos regionais e a dinamização da actividade económica do distrito da Guarda.
– Electrificação da linha da Beira Baixa, entre Castelo Branco e a Guarda.
– Reactivação do troço ferroviário entre o Pocinho e Barca d’Alva na linha do Douro.
– Construção de uma residência para estudantes em Seia.
– Requalificação das instalações do Instituto Politécnico da Guarda.
– Implementação da Escola Superior de saúde do Instituto Politécnico da Guarda.
– Apoio à construção da biblioteca municipal de Manteigas.
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”»
jcl (com Gabinete de Imprensa de «Os Verdes»)

GALERIA DE IMAGENS – 14-2-2010
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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