You are currently browsing the tag archive for the ‘incêndios’ tag.

Enquanto as festas pela raia vão decorrendo ao ritmo, muito próprio, desta vida arraiana, o país vai ardendo. Pode parecer um assunto, de tanto acontecer, banal. Repetido. Este é um dos problemas: de tanto se falar, de tanto se mostrar, o assunto torna-se indiferente.

Contudo, este assunto nunca pode ser indiferente, quando milhares e milhares de hectares vão ardendo todos os anos. Deixando um traço por Portugal a negro, um rasto de desgraça e de morte. Não tenho, infelizmente, nenhuma solução mágica para pôr termo a este flagelo. As causas são sobejamente conhecidas e as consequências mais ainda. Mas penso que pode ser menorizado. Quando todos os anos se passa a mesma coisa, alguma coisa está a falhar. Ora bem, sabemos que a mata portuguesa não está cuidada no que toca à limpeza, nem pelo estado nem pelos particulares, mesmo sendo obrigatório por lei. Também sabemos que a fiscalização, a vigilância, são pouca ou nenhuma. Todos os governos, repito, todos os governos, apressam-se a prometer mais meios e melhores para o combate aos incêndios florestais. Acho bem. Mas parece-me que o erro está no princípio: os governos devem dar mais e melhores meios para a prevenção. O papel da Direcção Geral das Florestas não é realizado, não é capaz de fiscalizar, ou por falta de meios ou de vontade. A GNR faz «uma perninha» e no momento do aperto, recorremos às equipas de Sapadores Florestais. Apresentado desta forma, parece ser muita gente! O problema é de organização. Tenho afirmado várias vezes que não existe um plano de ordenamento do território. É necessário um ministério que se ocupe de, efectivamente, apresentar ao país um plano de ordenamento do território. Constrói-se onde se quer, não importa se é zona Natura 2000, se é reserva natural, zona agrícola… não importa. Então se se tem dinheiro é um regabofe!
Sem um plano, sem uma organização que faça cumprir esse plano, não importa ter mais e melhores meios para combater os incêndios, eles vão continuar acontecer. Repito, é na prevenção que se deve apostar.
E, de repente, o fogo chega às fundações. Estas apareceram como cogumelos por esse país fora. Havia uma fundação para tudo! Não vale a pena enumera-las, até porque seria uma lista vasta. É verdade que o governo tinha prometido uma auditoria às fundações, no mínimo, saber quantas são. Ou por serem muitas ou por… conveniência, demorou mais de um ano para se saber quantas são. E, no entanto, estas fundações sugavam dinheiro ao estado todos os meses, todos os anos. Nada tenho contra as fundações, mas se a maioria delas são fundações a título particular, por que motivo há-de o estado estar a financiá-las? Se o regime jurídico das fundações já lhes permite uma série de benesses, parece-me abusivo que, ainda, tenha que ser o estado a suportar a vaidade de alguns figurões cá do burgo. Que cada um suporte à sua custa a sua vaidade! Já bastam as do estado para sugar dinheiro. O que espero é que o governo saiba, agora, cortar com o que deve cortar e separar o “trigo do joio”.
Com os incêndios e as várias sanguessugas do estado, se vai deixando em cinzas a riqueza do país.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Anúncios

O drama cíclico dos incêndios teve este ano a particularidade, nunca até agora observada, de deflagrarem diariamente mais fogos no Outono do que no Verão. O maior desses incêndios aconteceu na Bendada, no concelho do Sabugal, onde arderam 1.720 hectares de floresta e mato.

incendioSegundo uma notícia veiculada pelo Correio da Manhã, a estação que precede o Inverno, que ainda vai a meio, regista uma média diária de incêndios florestais superior à registada nos meses de Verão, inclusive Agosto, aquele em que é habitual haver mais ocorrências.
A maior parte da área ardida neste período situa-se a Norte. Foi aí que ocorreu a grande maioria dos grandes fogos e os distritos com maior número de ocorrências e área ardida. Os seis distritos mais atingidos, com áreas queimadas acima dos cinco mil hectares, estão a norte do Mondego, concentrando 44.717 dos 57.638 hectares ardidos a nível nacional.
De igual modo, é também a Norte que se encontram seis dos sete distritos com mais de mil ocorrências (ignições) desde o início do ano. Apenas Lisboa foge à regra (1291 ignições). No conjunto, registam 17.853 dos 22.392 fogos que deflagraram até ao passado sábado. O concelho de Torre de Moncorvo, com 2.760 hectares consumidos pelas chamas em apenas dois incêndios, é o que regista os piores resultados entre os dez municípios com fogos acima dos 600 hectares. Mas o incêndio de maior dimensão aconteceu no concelho do o Sabugal, onde as chamas destruíram, na Bendada, 1.720 hectares.
O número de ocorrências desde Janeiro supera em 1.478 as registadas no mesmo período do ano de 2010, mas a área ardida é inferior em 73.318 hectares.
plb

A Santa Casa da Misericórdia de Alfaiates, com a colaboração da Associação Humanitária Bombeiros Voluntários do Soito, irá por à prova os seus clientes e colaboradoras através de uma acção de formação sobre Situações de Incêndios: da prevenção à prática.

A acção formativa decorrerá no dia 12 de Outubro (quarta-feira), com uma sessão teórica para por à prova os conhecimentos das colaboradoras. No dia 15 de Outubro, durante toda a tarde, realizar-se-á uma acção prática, com simulações de pequenos incêndios e incidentes. Mais tarde, em data secreta, irá ser realizado um simulacro.
Tanto a Santa Casa da Misericórdia de Alfaiates, como os Bombeiros Voluntários do Soito, consideram estas iniciativas de elevada importância para se avaliarem questões de segurança; elucidar os participantes para situações de perigo e risco; preparar as colaboradoras e clientes para um perigo que poderá acontecer; minimizar medos e inseguranças em situações reais; e testar as capacidades de reacção dos clientes e colaboradoras.
Marina Crespo (Directora Técnica da SCM de Alfaiates)

Todos os anos, no tempo do calor, a Nação é atormentada pelos fogos, o que sucede por culpa do abandono dos campos e da leveza das leis penais vigentes. No meu tempo de mocidade praticamente não havia incêndios, por ser outra a responsabilidade das pessoas e por haver leis severas e disciplinadoras.

Ventura Reis - TornadoiroOs campos, por falta de gente que os cultive, tornaram-se em matagal impenetrável, onde apenas as chamas são capazes de lavrar. Com o tempo tórrido do verão basta o riscar de um fósforo ou o abandono de uma beata de cigarro para que o mato seco se incandesça e arda sem parar.
Todos sabem que tanto é criminoso o que apicha o fogo como aquele que derrama o combustível, pelo que se torna difícil, nos tempos de agora, atribuir culpas. O erro foi deixarem-se as aldeias e os campos abandonados, sem gente e, por via disso, sem lavoura. O matagal invadiu tudo.
Há ainda a ter em conta que quase se despenalizou o acto de fogo posto, que ficou reduzido a uma simples pena de prisão, por poucos anos, e com possibilidade de pena suspensa. Ora isto não mete medo ao incendiário, que a todo o instante pega fogo.
Antigamente tudo piava fino, não havendo espaço para brincadeiras. Era o tempo da responsabilidade, em que se proibia o uso de acendedores ou de isqueiros. Para tal uso era preciso possuir uma licença fiscal, que apenas era emitida a quem comprovasse ser suficientemente responsável para manejar tais instrumentos. Os infractores, para além de sujeitos a uma multa de 250 escudos, perdiam os isqueiros a favor da Fazenda Pública. Porém se o prevaricador fosse funcionário do Estado, a multa seria elevada ao dobro, para além de ser sujeito a processo disciplinar. Isto segundo o decreto-lei nº.32.834, de 7 de Janeiro de 1943, que ainda tive oportunidade de estudar e aplicar quando entrei nas Finanças, pois era da competência das secções de finanças a instrução dos processos de transgressão.
Outra forma de contenção da prática dos fogos postos estava no Código Penal então vigente, que não era nada benevolente para com aquele que voluntariamente pusesse fogo. O incendiário sujeitava-se a oito anos de prisão maior celular, seguida de degredo por 12 anos, ou, em alternativa, à pena fixa de degredo por 25 anos.
Nesse tempo de bom senso não havia, nem de perto nem de longe, a grandeza de meios que hoje existem para combater os fogos, mas o Código Administrativo definia as competências das autoridades policiais e dos comandantes dos corpos de bombeiros para enfrentarem os incêndios. Em caso de necessidade podiam requisitar directamente os serviços de quaisquer homens válidos e as viaturas indispensáveis para o socorro de vidas e bens. Igualmente podiam utilizar quaisquer serventias para acesso aos locais em perigo e ordenar destruições ou demolições nos prédios contíguos aos sinistrados.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

A Junta de Freguesia do Casteleiro tomou recentemente uma decisão rara e corajosa que apoio: comprou uma viatura para combater um incêndio nos primeiros minutos. Foi importante esta compra.

Trata-se de uma carrinha mista (carroçaria e cabina), já com meia dúzia de anos ou mais, mas em bom estado.
Tem tracção adequada para os nossos campos – é uma Nissan Todo-o-Terreno – e vai agora ser equipada com instrumentos de combate aos pequenos incêndios.
Ou seja: só é útil nos primeiros momentos em que o fogo começa.
Exige-se pois muita vigilância, pessoal treinado e disponível para arrancar logo e agir.
Tal como outras terras do Concelho, o Casteleiro tem sido nos últimos anos fustigado sem dó nem piedade por esse drama dos incêndios de Verão.
Pessoas que nada mais têm para a sua sobrevivência do que as courelas que cultivam têm visto reduzidos os seus rendimentos a quase nada.
Ardem oliveiras, adeus azeite com que se temperam os alimentos e que se vende em parte, recebendo uma data de euros.
Ardem os pinhos, adeus lenha que aquece todo o Inverno, e adeus madeira que se pode vender e receber uns euros.
Bem-vinda pois a Nissan todo-o-terreno que agora estaciona no Casteleiro com o emblema da Junta nas portas.
Mais: é bom ver que é no Inverno que se prepara o Verão!
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

O comando territorial da Guarda da GNR relembra que o período crítico contra incêndios florestais vigora até 15 de Outubro, razão pela qual se mantêm atenta na vigilância da floresta.

Segundo o comunicado semanal da GNR da Guarda, na semana transacta registaram-se no distrito 41 ocorrências relacionadas com o uso do fogo, sendo elaborados 12 autos de contra-ordenação em matéria de defesa da floresta contra incêndios, nomeadamente por falta de extintores em máquinas agrícolas e florestais, por realização queimadas em terrenos agrícolas e florestais e por realização de fogueiras para simples queima de lixos e sobrantes de limpeza de terrenos.
«Os Posto Territoriais e as Equipas do Serviço da Protecção da Natureza e Ambiente deste Comando, mantiveram-se atentos, durante o mesmo período, aos trabalhos e a outras actividades executadas com máquinas em espaços rurais (e com eles relacionados), fiscalizando, nomeadamente, se as mesmas estavam dotadas de dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas, bem como de dispositivos tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés, e se também dispunham de um ou dois extintores. Dessa foram se identificaram potenciais agentes causadores de incêndios florestais e se dissuadiram comportamentos que poderiam propiciar a sua ocorrência.», refere o comunicado, assinado pelo comandante, coronel, José Manuel Monteiro Antunes.
A GNR recorda que «o período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios vigora até 15 de Outubro, continuando, até essa data, a ser proibida a realização de queimas (uso do fogo para queima de lixos e sobrantes de limpeza de terrenos) e queimadas (uso do fogo para queima de pastos e restolhos para renovação de pastagens), conforme o estipulado na Portaria 269/2010 de 17 de Maio». O comunicado recorda também que a coima mínima aplicável neste tipo de infracções é de 140 euros.
Durante a semana a GNR deteve 17 pessoas, das quais 11 em flagrante delito e 6 por mandado judicial. Foram ainda elaborados 220 autos de contra-ordenação, 198 dos quais por infracções ao Código da estrada.
Registaram-se 21 acidentes de viação, 11 dos quais por colisão e dois por despiste. Dos mesmos resultaram dois feridos graves e um ferido leve.Após análise sumária das causas dos acidentes registados, foi possível apurar como causa provável da sua maioria, o desrespeito de cedência passagem e a velocidade excessiva.
Em 22 de Setembro a GNR levou a efeito uma operação direccionada para a fiscalização geral do trânsito, com particular incidência no transporte de mercadorias em circulação, bem como intercepção de suspeitos da prática de crimes. Foram fiscalizados 87 veículos e condutores, tendo sido elaborados 15 autos de contra-ordenação.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas seis operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 161 veículos e elaborados cinco autos de contra-ordenação.
No período em apreço, os Núcleos de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais de Gouveia e Vilar Formoso realizaram 4 acções de sensibilização subordinadas ao tema «Regresso às Aulas em Segurança», nos concelhos da Seia, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. Estiveram presentes 73 encarregados de educação, tendo-lhes sido distribuídos panfletos informativos.
No dia 22 de Setembro, o Núcleo de Programas Especiais do Destacamento Territorial da Guarda participou nas acções desenvolvidas em Manteigas no âmbito do dia «Dia Europeu sem Carros». Para o efeito acompanhou e elucidou 42 alunos de escolas daquele concelho.
plb

Neste mês de Julho, em que, face ao calor verificado, aumentou o risco da ocorrência de fogos florestais, o Comando Territorial da GNR da Guarda programou para o concelho do Sabugal algumas acções de sensibilização dirigidas às populações, no sentido de evitarem procedimentos que possam potenciar o risco de fogos na floresta.

Escola Segura da GNRAtravés das Equipas de Protecção da Natureza e Ambiente e das Equipas de Protecção Florestal, o Comando Territorial da Guarda da GNR vem realizando um ciclo de acções de sensibilização e esclarecimento sobre a preservação da floresta e prevenção de fogos florestais, de modo próprio ou em parceria com Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e outros organismos.
Segundo um comunicado agora divulgado, a GNR chama a atenção de que, entrados num período crítico de incêndios, pretende continuar tal actividade de carácter pedagógico e de divulgação, assim se contribuindo para uma eficaz prevenção dos fogos florestais, que nos últimos anos têm destruído uma parte importante do património natural do País. Alerta-se também para comportamentos de risco que podem originar incêndios, sendo necessária uma maior consciência do problema.
Em parceria com a Câmara Municipal do Sabugal, foram planeadas para o corrente mês de Julho cinco acções de sensibilização. As duas últimas estão previstas para os dias 12 (Forcalhos) e 14 (Pousafoles do Bispo), ambas pelas 21 horas.
plb

O ministro da Agricultura, António Serrano, participou nas jornadas de reflexão sobre o mundo rural e o sector agrícola organizadas pelo Governo Civil da Guarda que decorreram esta segunda-feira no Sabugal.

António Serrano«A agricultura é um sector estratégico para o desenvolvimento sustentado de Portugal,» afirmou António Serrano aos jornalistas, à margem da jornada de reflexão sobre «Agricultura e Desenvolvimento Rural no distrito da Guarda», organizada esta segunda-feira, 26 de Abril, pelo Governo Civil da Guarda no Sabugal.
«A agricultura tem também uma valência fundamental na criação de emprego e é ela própria uma oportunidade para combater a crise económica internacional e nacional em que vivemos», considerou o titular da pasta da Agricultura acrescentando ainda que «a agricultura não é fonte de problemas, a agricultura é parte da solução e eu acho que esta é a consciência cívica que a sociedade tem que assumir também, procurando testemunhar o contributo que todos os agricultores têm para toda a sociedade».
Questionado sobre o processo de pagamento de subsídios aos agricultores que tiveram prejuízos com os incêndios registados no Verão do ano passado o ministro António Serrano informou que«o processo está praticamente encerrado e que das 115 candidaturas apresentadas apenas faltam pagar três que correspondem a cerca de três mil euros que serão regularizados na próxima semana». O governante acentou ainda que «não é com as verbas dos apoios, num total de 265 mil euros, que os agricultores vão indireitar a sua vida mas o que se pretendeu com esta medida foi compensar e tentar ajudar a recuperar a perda de rendimento que as pessoas tiveram com esse flagelo».
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, em declarações à agência Lusa lembrou que os incêndios do ano passado causaram prejuízos avaliados em «10 milhões de euros e afectaram mais de 100 agricultores, destruiram cerca de 12 mil hectares correspondentes a um sétimo da área do concelho» acrescentando que «houve agricultores que ficaram sem uma vida de trabalho».
«Foram apresentadas candidaturas para ajudas do Estado no valor de 600 mil euros mas apenas foi atribuída a verba de 265 mil euros que consideramos insuficiente apesar que não queremos andar constantemente na situação da subsídio dependência», declarou ainda o autarca sabugalense.
Um agricultor de Sortelha aproveitou a ocasião para recordar que ficou sem alimento para o gado e que não ocasião quem lhe valeu foi «a ajuda preciosa da Câmara do Sabugal que lhe forneceu feno para o gado».
No final dos trabalhos que reuniram cerca de três centenas de agricultores no Sabugal, o ministro da Agricultura anunciou que foi elaborado um plano estratégico de desenvolvimento agrícola para o distrito da Guarda.
A finalizar adiantou que o governador civil local, Santinho Pacheco, ficou mandatado para coordenar o plano e criar um grupo de trabalho «que vai projectar o futuro desta região e o seu desenvolvimento económico e social».
jcl (com agência Lusa e jornal «i»)

O programa «Jardineiros de Palmo e Meio» – Plantação de Áreas Ardidas da Câmara Municipal do Sabugal levou as crianças do Jardim de Infância e Escola EB1 de Aldeia de Santo António e de outros estabelecimento de ensino do concelho a participar numa acção de reflorestação nas áreas ardidas pelos incêndios do Verão do ano passado.

Clique nas imagens para ampliar

Decorreu na tarde de terça-feira, 23 de Março, na freguesia de Aldeia de Santo António o programa de reflorestação do município integrado na iniciativa «Jardineiros de Palmo e Meio».
Para esta iniciativa os responsáveis contaram com a participação de cerca de 40 crianças que frequentam as escolas da freguesia (Jardim de Infância e Escola EB1) e com mais 70 crianças que vieram de outros pontos do concelho.
Estiveram igualmente presentes técnicos da Câmara Municipal, jardineiros e uma equipa dos Bombeiros Voluntários do Sabugal, totalizando mais de 150 participantes.
Foram plantados cerca de 350 carvalhos, tendo o proprietário, para enorme satisfação dos organizadores, afirmado que iria completar a reflorestação daquela área ardida com cerca de um hectare, totalizando cerca de 1500 árvores.
Esperamos todos que esta iniciativa seja um pequeno impulso para a reflorestação das áreas consumidas pelos fogos no nosso concelho.
A Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António agradece a colaboração de todos os participantes especialmente dos mais pequenos.
Nuno Mota
Presidente da Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António

O ano de 2009 – que agora termina – foi vivido intensamente no concelho do Sabugal… durante dez meses, ou seja, até Outubro, até ao mês das eleições autárquicas. Depois foi tempo de «arrumar a casa» e consolidar as posições conquistadas. Em semana do tradicional balanço anual escolhemos como «Personalidade do Ano» – «engenheiro António Robalo» – pela conquista da cadeira de Presidente da Câmara Municipal do Sabugal e como «Acontecimento do Ano» – «Sabugal em Cinzas» – os incêndios que devastaram o território sabugalense entre 30 de Agosto e 2 de Setembro de 2009.

António Robalo - Personalidade do AnoCorrem rápidos os últimos dias de 2009 entre a azáfama familiar (e comercial) do Natal e a preparação da passagem de ano.
É tempo de os media seleccionarem os acontecimentos e personalidades nacionais e internacionais num ano que fecha a década. São escolhas importantes mas entendemos que devemos destacar o que mais se salientou no concelho do Sabugal no balanço ao ano de 2009.
Afinal o conformismo mudou. Afinal o Sabugal tem vida. Afinal o Sabugal é vivido pelos que ali trabalham e vivem todos os dias do ano – ou mesmo de segunda a sexta-feira – e pelos outros que coleccionam milhas na A23 quase todos os fins-de-semana. O ano foi pródigo em acontecimentos. Aliás o Sabugal consegue ser notícia todos os dias. E quase sempre pelas melhores razões. E ainda bem.
Ao longo dos 12 meses de 2009 muitos acontecimentos mereceram destaque como relata, e bem, o Paulo Leitão na sua análise. Mas seria incorrecto e mesmo injusto não escolher António Robalo para «Personalidade do Ano». Em entrevista à Rádio Altitude o então candidato do PSD fez questão de recordar que se candidatava na sequência do trabalho camarário desenvolvido há doze anos e durante três mandatos. Há ainda a juntar mais oito anos e dois mandatos como presidente da Junta de Freguesia da Ruvina.
António Robalo é eleito pelo Capeia Arraiana como «Personalidade do Ano» pela vitória alcançada contra dois adversários de respeito e pela capacidade que vai ter de demonstrar para governar o município sem maioria absoluta.
António Robalo é um político com uma personalidade metódica, paciente e discreta em tudo oposta ao seu antecessor e amigo que lhe deixou a enorme herança de utilizar a maior fatia do orçamento anual no pagamento de obras ou compromissos já assumidos.
Incêndios no SabugalInfelizmente pelos piores motivos o «Acontecimento do Ano» é indiscutivelmente «Sabugal em Cinzas», uma tragédia que reduziu a preto e cinzento grande parte do limite florestal e agrícola do concelho do Sabugal.
Entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro um incêndio de que não há memória devorou tudo à sua passagem. A primeira avaliação (não sabemos se já há alguma definitiva) da Câmara Municipal do Sabugal aos danos registados apontou para uma área ardida superior a 10 mil hectares e prejuízos estimados entre sete a dez milhões de euros. O relatório registava danos nas freguesias da Bendada, Casteleiro, Moita, Sortelha, Santo Estêvão, Aldeia de Santo António, Águas Belas, Quintas de São Bartolomeu, Rapoula do Côa, Vila do Touro, Vale de Espinho, Quadrazais, Fóios e Soito.
«Quero que as gentes do Sabugal sintam que não estão esquecidas, que não estão abandonadas, que podem ser apoiadas, que podem olhar para o futuro, que têm que arregaçar as mangas e terão apoios para continuar aqui na sua terra», afirmou o presidente Cavaco Silva na visita-relâmpago ao Sabugal onde ouviu os relatos dos agricultores e dos criadores de gado que viram as suas explorações reduzidas a cinzas.
«Não abandonem o Sabugal. Não podem deixar o mundo rural», pediu Cavaco Silva na Aldeia Histórica de Sortelha. Mas, por vezes, a solidariedade necessita de ir um pouco além das palavras.
As análises críticas sucederam-se após os trágicos acontecimentos. A resposta tardia e desorganizada do Município, o Plano Municipal de Emergência e o Serviço Municipal de Protecção Civil com existência teórico-protocolar, a actuação dos bombeiros e a actuação da autoridade de coordenação no terreno foram temas de conversa e discussão durante semanas. Um destes dias – lá mais para Abril/Maio – seria interessante ouvir os sete vereadores do executivo camarário explicarem a uma só voz as conclusões sobre o que correu mal, o que foi, entretanto, feito para ajudar os agricultores e criadores de gado e qual o investimento na prevenção futura.

O «Prémio Capeia Arraiana 2009» vai para todos os nossos amigos que visitam e participam neste espaço de livre opinião e nos «obrigam», todos os dias, a olhar só para a frente e a ser cada vez melhores.

O «Destaque Capeia Arraiana 2009» vai para a opinião do jornalista Joaquim Vieira, provedor dos leitores do Público, que assina uma das mais brilhantes análises ao jornalismo que me foi dado ler. Merecia ser caso de estudo nos cursos de jornalismo. Pode (e deve) ser lida. Aqui.

Aproveito para desejar a todos um excelente ano de 2010.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 11 de Setembro de 2009.
Local: Sortelha.
Legenda: Curiosa posição de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e de Manuel Rito Alves, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
Autoria: Joaquim Tomé (direitos reservados).
Clique na imagem para ampliar

Na sequência da tragédia provocada pelos recentes incêndios no concelho do Sabugal entendemos colocar, publicamente, aos candidatos duas questões. Depois da candidatura de António Dionísio (PS) e de Ana Isabel Charters (CDS-PP) é agora tempo de saber o que pensa o candidato da CDU, José Manuel Monteiro.

José Manuel Monteiro - CDU– Se estivessem no poder como actuariam para colmatar no imediato as dificuldades dos agricultores em arranjar alimentos para os seus animais?
– Em primeiro lugar o que haveria a fazer era a distribuição de alimentos para o gado pelos agricultores afectados, uma vez que o gado ficou sem alimentação. Julgamos saber que a Câmara Municipal do Sabugal já disponibilizou isso. Aqui está uma boa medida. Assim, os criadores de gado afectados poderão, no imediato, resolver a situação. Parece-nos também que a declaração de calamidade pública, solicitada pela Câmara Municipal deverá ser acatada pelo Governo e as verbas solicitadas, após um apuramento correcto, deverão ser entregues aos criadores de gado de forma célere.
A criação de um seguro agrícola público, financiado por fundos comunitários, que permita garantir um rendimento mínimo aos agricultores em casos de calamidades públicas como secas, temporais, granizo, incêndios, epizootias, etc. é, desde há muito, uma das propostas do PCP para colmatar estas situações catastróficas.
– Como pensam investir na reflorestação de videiras, oliveiras, carvalhos e outras árvores no concelho?
– A causa maior dos incêndios é a desertificação (humana e agrícola) a que as nossas aldeias estão votadas. E as consequências da política agrícola comum (PAC) e as políticas nacionais que lhe estão subjacentes e que têm causado a destruição da agricultura e abandono forçado dos campos por falta de rendimento e as dificuldades de escoamento das produções.
A Câmara Municipal poderá colocar os seus técnicos florestais a trabalhar, em parceria com as Juntas de Freguesia, no sentido de serem apuradas as árvores que melhor se enquadram na paisagem e para serem concedidos apoios dos fundos comunitários para as catástrofes. Mas, não se deve esquecer que o Governo tem também uma grande responsabilidade. O Governo PS não explica porque razão a floresta não é rentável ou é abandonada – nada diz, por exemplo, sobre a estagnação ao longo dos anos do preço da madeira.
Na reflorestação da área ardida, no concelho do Sabugal, poderá ver-se, também, a vontade do Governo no investimento público, uma das suas grandes bandeiras. Não basta investir em grandes obras. O investimento público num sector como o florestal, poderá ser de grande interesse nacional e é, com certeza, de grande interesse para o concelho do Sabugal.
jcl

O Presidente da República, Cavaco Silva, vai estar esta sexta-feira, 11 de Setembro, no concelho do Sabugal para avaliar a extensão da tragédia provocada pelos recentes incêndios. O encontro está marcado para Sortelha seguindo depois a comitiva «pelo meio do cinzento-preto» até ao Sabugal onde está previsto um almoço de trabalho. (em actualização.)

Cavaco Silva visita o SabugalAs notícias dos terríveis incêndios que dizimaram cerca de 11 mil hectares de áreas rurais em 15 freguesias do concelho do Sabugal chegaram ao Palácio de Belém. O Presidente da República, Cavaco Silva, entendeu visitar e analisar no terreno a dimensão dos estragos que deixaram na miséria muitos agricultores sabugalenses.
A comitiva presidencial chega às 11:30 horas desta sexta-feira, 11 de Setembro, à Aldeia Histórica de Sortelha onde será recebida pelo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, pelos presidentes das Juntas de Freguesia afectadas pelos incêndios, pelos representantes das corporações de bombeiros voluntários e pelos presidentes das associações florestais e agropecuárias da região raiana do Sabugal.
As vistas do alto do Castelo de Sortelha irão mostrar logo ali a Cavaco Silva a dimensão da área queimada deslocam-se, de seguida, as comitivas por estrada até ao Sabugal.
Para as 13 horas está marcado um almoço de trabalho entre o Presidente da República e o executivo camarário no Restaurante Robalo.

:: (em actualização.) ::
«Não abandonem o Sabugal. Não podem deixar o mundo rural», pediu Cavaco Silva na Aldeia Histórica de Sortelha depois de ouvir os relatos dos agricultores e dos criadores de gado que viram as suas explorações reduzidas a cinzas. A freguesia de Sortelha foi uma das mais afectadas pelos incêndios tendo ficado com 95 por cento da vegetação completamente destruída.
Na sequência de críticas que têm sido dirigidas aos bombeiros os responsáveis pela Protecção Civil aproveitaram para dar ao Presidente da República explicações sobre as demoras na extinção do fogo que consumiu cerca de 11 mil hectares entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro.
«Eu tive ocasião de testemunhar o grau de destruição que atingiu o concelho do Sabugal neste trajecto que fiz desde a A23 até Sortelha», disse o chefe de Estado aos jornalistas, junto das muralhas de Sortelha, onde o fogo também chegou.
Cavaco Silva referiu que «os números da área ardida e dos prejuízos são impressionantes».
«A área ardida é de cerca de 12 mil hectares (olival, floresta, pastagens, vinha, lameiros), e não podemos esquecer que o Sabugal é um concelho do interior em que as gentes vivem, em boa parte, da agricultura e os prejuízos foram enormes», afirmou.
O Presidente da República também dirigiu «uma palavra de grande apreço, em primeiro lugar aos bombeiros, às populações, pela forma como reagiram e como lutaram para combater um fogo terrível».
Cavaco Silva elogiou também «a resposta célere que foi dada pela Câmara Municipal, pelas autoridades regionais, na tentativa de apoiar as populações, manter o ânimo e levá-las a pensar no futuro, para que não tenham a tentação de abandonar o Sabugal».
O Sabugal é um concelho que tem sido muito atingido pela desertificação e «não podemos esquecer o mundo rural pelo que é preciso que as populações não abandonem estas terras e a agricultura é uma parte fundamental da subsistência».
«Quando ardem 12 mil hectares num concelho como este temos que compreender um certo desânimo que pode apoderar-se das populações, daí que a resposta tenha que ser dada. Desde logo, uma resposta solidária e essa é a razão porque estou aqui», disse.
O Presidente revelou que, quando leu o comunicado da Câmara e tomou conhecimento dos números, ficou «verdadeiramente impressionado» e por isso decidiu «hoje fazer esta deslocação».
O objectivo é «que as gentes do Sabugal sintam que não estão esquecidas, que não estão abandonadas, que podem ser apoiadas, que podem olhar para o futuro, que têm que arregaçar as mangas e terão apoios para continuar aqui na sua terra», afirmou Cavaco Silva, acompanhado pelos secretários de Estado da Protecção Civil, José Medeiros, e da Agricultura, Luís Vieira.
Questionado pelos jornalistas sobre a circunstância da visita ser feita em tempo de pré-campanha eleitoral, Cavaco Silva minimizou a oportunidade, salientando que o objectivo foi que a «visita fosse o mais informal possível».
jcl com agência Lusa

Noticiário da TSF.
Declarações de Cavaco Silva em Sortelha.
:: ::

É a primeira visita do Presidente Aníbal Cavaco Silva ao concelho do Sabugal onde foi eleito com 5133 votos correspondentes a 63,33% da votação total nas eleições de 22 de Janeiro de 2006.
jcl

Na tarde de terça feira, dia 8 do corrente mês de Setembro, as equipas de sapadores do concelho do Sabugal não tiveram mãos a medir. Como se não bastassem os fogos criminosos também a mãe natureza foi madrasta. Em vez da chuva, bem caída, que tanta falta nos faz, surpreendeu-nos com fortes trovoadas e raios assustadores.

Trovoada nos FóiosFoi uma trovoada, quase seca, que provocou, nada mais nada menos, que oito fogos só na zona da raia sabugalense.
Valeu a união existente entre todas as equipas bem como os meios de comunicação de que fazem uso.
Hoje desloquei-me com os elementos da equipa de Foios para tirar umas fotos a um carvalho que ficou completamente destruído, por um raio, seguindo-se, de imediato, o respectivo incêndio.
Os elementos da equipa de sapadores da ACRISABUGAL, que estavam a combater noutra frente, comunicaram que havia fogo na direcção de Aldeia do Bispo. A equipa dos Foios encontrava-se a tentar apagar um fogo na Lageosa e, depois da extinção deste, correram para ver onde tinha deflagrado o da zona de Aldeia do Bispo. Penetraram mato dentro e deparam com um incêndio junto da raia mas na área geográfica de Navasfrias. España.
Combateram as chamas, que dominaram, tendo chegado, entretanto, um helicóptero espanhol, que transportava sete profissionais. Estes já pouco mais fizeram que o rescaldo tendo, mais tarde, surgido um carro dos bombeiros para espalharem a água achada por conveniente com medo de um possível reacendimento.
Tanto quanto me foi dito as equipas de Aldeia Velha e a de Malcata encontravam-se a lutar em outras frentes.
Fiquei satisfeito porque, há poucos dias, escrevi um artigo a reconhecer o trabalho realizado pelos bombeiros espanhóis aquando do fogo entre Vale de Espinho e Soito, mais propriamente na quinta do Daniel Nabais.
Terminei dizendo que amor com amor se paga e se um dia os espanhóis necessitassem da nossa ajuda que compareceríamos tão breve quanto possível. Não tardou, na verdade, que lhe tivéssemos pago com a mesma moeda.
Ainda há, às vezes, alguns ignorantes e mal formados a dizer que as equipas de sapadores não fazem nada. Que os acompanhem no terreno e verão como se comportam.
Já tive oportunidade de dizer ao Sr. Ministro da Agricultura que, nos Foios – e nem só – já se verificou algum progresso e desenvolvimento, depois do 25 de Abril de 1974 mas que, para mim, as equipas de sapadores também constituem e representam um enorme progresso a nível do nosso Município.
Quando falo das equipas de sapadores é sem desprestígio para os admiráveis Bombeiros que, naturalmente, com outros meios e com outra organização, têm desempenhado, a nível nacional, um trabalho sério que é digno do nosso apreço e sincero reconhecimento.
Todos, de mãos dadas, vão procurando fazer o melhor pelo Município e pelo País.
Anexo algumas fotos onde se pode ver o estado em ficou o carvalho onde caiu o raio.
José Manuel Campos (Foios)

Na sequência da tragédia provocada pelos recentes incêndios no concelho do Sabugal entendemos colocar, publicamente, aos candidatos duas questões. Depois da candidatura de António Dionísio é agora tempo de saber o que pensa a candidata do CDS-PP, Ana Isabel Charters.

Ana Isabel Charters - CDS-PP - Sabugal– Se estivessem no poder como actuariam para colmatar no imediato as dificuldades dos agricultores em arranjar alimentos para os seus animais?
– A Câmara Municipal tem obrigação de ajudar neste caso concreto: ou pede a declaração de calamidade e obtém apoios a nível central, ou é solidária directa com os prejudicados e «abre os cofres» até à chegada do Inverno e das novas pastagens. Não sei se a Câmara está em condições legais de recorrer a um crédito bancário ou se tem outra solução, mas o dever de solidariedade entre o poder e os cidadãos tem de funcionar bem e depressa. A questão da desertificação animal por falta de alimento é um problema de cada proprietário, mas é, igualmente e num grau mais elevado, um problema da Câmara e do País.
– Como pensam investir na reflorestação de videiras, oliveiras, carvalhos e outras árvores no concelho?
– Não faltam estruturas no Ministério da Agricultura vocacionadas para a reflorestação. E há os fundos comunitários que o actual Ministro tanto tem desprezado. Estamos em campanha eleitoral: pode ser que o Ministério da Agricultura queira dedicar um pouco do seu tempo ao concelho do Sabugal. As ajudas serão bem-vindas.

O Capeia Arraiana publica esta terça-feira uma «Grande Entrevista com… Ana Isabel Charters» onde vamos ficar a conhecer melhor a candidata do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Sabugal.
jcl

A minha posição como Presidente da Direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Sabugal (AHBVS) que no contexto anterior (antes da criação do extinto SNBPC e agora Autoridade Nacional de Protecção Civil, e do SIOPS – Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro) teria comandado as operações, aconselha-me a ser, para já, comedido em quaisquer afirmações ou comentários que aqui possa fazer.

Luís CarriçoAntes de mais uma palavra de solidadariedade para com as vítimas desta calamidade, em que houve quem perdesse todos os bens de que dependia a parca sobrevivência. Alguns são familiares de Bombeiros que andaram no terreno. Não acreditam por isso que os Bombeiros (que andaram no terreno) não tenham feito o possivel para salvar tudo. Infelizmente são limitados sobretudo em número para acudir a tanto chamamento.
E aqui entram as colunas e a coordenação das operações efectuada por alguém enviado pela ANPC-Autoridade Nacional de Protecção Civil (CDOS Guarda – Comando Distrital de Operações de Socorro), logo que no terreno se encontrem Bombeiros de duas ou mais Corporações.
No caso presente pelo 2.º Comandante do referido CDOS na maior parte do tempo, substituido de vez em quando por um Comandante de Corporação do distrito e nos últimos momentos pelo 1.º Comandante Distrital.
Mas…
Que essa coordenação não existiu, é evidente.
Que competia a um posto de comando montado no terreno, que apenas lá esteve para show off, também infelizmente verificámos.
Que o Comando operacional e os Comandantes que acompanharam as colunas que vieram ajudar não saem bem na fotografia, também me parece evidente.
O PC (Posto de Comando) não emanava ordens mas, também me parece, que os Comandantes no terreno não as tenham procurado.
Sei que quando se atribuem culpas aos Bombeiros se fala em Instituição, estrutura, e não propriamente nos homens anónimos que combatem no terreno. A estes não posso deixar que atribuam quaisquer responsabilidades porque a sua função é combater sob a coordenação de quem está legalmente mandatado para a fazer. E fizeram-no: Os locais, que conhecem o terreno, combatendo por sua própria iniciativa ao sabor dos pedidos pontuais e visão própria (às vezes ilegalmente) já que as frentes que foram controladas o foram com contra-fogo agora proibido a não ser que por técnico credenciado – e os bombeiros, segundo a lei não o são – e as colunas aguardando ordens que tardavam em chegar ou eram ao sabor do correr dos acontecimentos.
Para além de ajudar a pensar a estrutura de organização e coordenação das operações de socorro, cuja alteração legal tanto tem sido pedida pelas estruturas dos bombeiros, que localmente, esta calamidade sirva para renovação correcta do tecido florestal e pastoríceo, para além da implementação eficaz de um Plano Municipal e Defesa da Floresta que, de acordo com a Lei n.º 124/2006 alterada pelo Decreto-Lei n.º 17/2009 devia estar em vigor a 31 de Março de 2009, mais do que para assacar responsabilidades que todos temos, desde os proprietários que não limpam, ao Município que não fiscaliza, à Protecção Civil (da qual os Bombeiros fazem parte) que não tem planos eficazes para o combate.
Um agradecimento (que será feito em local próprio quando tudo estiver apurado) a todos os que com géneros ou outras formas quiseram ajudar os bombeiros neste combate inglório.
Luís Carriço (Presidente da Direcção da AHBVS)

Todos nós sabemos que o Concelho do Sabugal esteve assolado por incêndios florestais nos últimos dias do mês de Agosto e o primeiro dia de Setembro. Digo todos, porque a comunicação social a nível nacional, cobriu todos os acontecimentos inerentes a esses incêndios.

António EmidioComo começaram? Simples capricho da natureza? Não creio. Acredito que foi mão criminosa.
No dia 31 de Agosto pelas 16 horas, havia vários focos de incêndio à volta da cidade. Dizia uma habitante já idosa: «são as muchanas que andam no ar que deitam os fogos.» Pura inocência… O que pretendiam, a mão, ou as mãos criminosas, que os atearam? Arranjar pastos para animais? Madeira? Lucro que o fogo lhes viesse garantir por uma qualquer razão? Aterrorizar populações indefesas, criando insegurança e depois revolta?
Seja o que seja, praticaram-se actos de terrorismo, não só contra as pessoas, mas também contra a natureza e o meio ambiente. O fogo não perdoou, o verão tem sido severo com temperaturas altíssimas, e cada vez vai ser mais, tudo devido à mudança climática. Mãos criminosas e temperaturas elevadas são caldo de cultivo para incêndios florestais. Perdeu-se muito da nossa diversidade natural, perdeu a já pobre economia do Concelho, perdeu-se ainda mais o futuro, e serviu para aumentar a desertificação. Terrorismo não é só atentar contra um sistema político-económico. Terrorismo, e puro, foi o que sucedeu no nosso Concelho. Não se atentou contra pessoas inocentes e humildes? Não se aterrorizaram populações? Não lhes queimaram os haveres? E muitos!
Se isto não é terrorismo, o que é terrorismo? É só pegar em armas contra tiranos?
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Impressionante reportagem fotográfica de Joaquim Tomé (Tutatux) durante os trágicos incêndios no concelho do Sabugal. Memórias visuais que irão ficar para sempre na alma de todos os que olharam horrorizados durante mais de 50 horas as chamas infernais que tudo destruiram.

GALERIA DE IMAGENS – 5-9-2009
Fotos Joaquim Tomé (Tutatux) – Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

A candidatura de António Dionísio emitiu, esta sexta-feira, um comunicado analisando a situação provocada pelos incêndios no concelho do Sabugal que reproduzimos na íntegra.

«O FUTURO DO CONCELHO DO SABUGAL PASSA PELA FLORESTA

António DionísioCaros conterrâneos
O momento difícil vivido por todos nós, nos últimos dias de Agosto, quando tudo parecia arder e o trabalho esforçado e, muitas vezes, heróico das populações e dos Bombeiros para salvar vidas e bens se revelava insuficiente face à violência do fogo, obriga-me a dirigir-me a todos vós, num abraço de solidariedade com todos os que perderam os seus bens e viram os seus terrenos, culturas e árvores destruídos pelo fogo.
Quero, por outro lado, afirmar que, sabendo tirar lições do que correu mal, me mantenho na posição que sempre assumi de não me limitar a fazer queixas e a solicitar apoios da Administração Central.
Claro que é com grande satisfação que vejo a atitude do Ministério da Agricultura no pronto apoio aos agricultores do Concelho afectados, demonstrando que, pelo menos desta vez, souberam estar atentos e responder àquilo que era uma situação de catástrofe que exigia uma resposta imediata.
Mas quero dizer-vos também que acredito que esta desgraça que se abateu sobre o Concelho pode e deve tambem ser vista como uma oportunidade de ouro para criar um sector florestal sustentável e rentável na nossa terra.
E para isso, e levantando o véu sobre o meu Programa Eleitoral embora não tendo ainda sido divulgado publicamente, posso desde já adiantar que considero a Agricultura e a Floresta como uma prioridade política e que após a minha eleição, me proponho concretizar as seguintes Medidas para o Sector:
1 – Criar, em parceria com as Associações do Sector, o Gabinete Municipal de Apoio à Agricultura;
2 – Elaborar o “Plano de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura do Concelho do Sabugal”, em parceria com as Associações do Sector Agrícola;
3 – Aprofundar o Protocolo existente com o Ministério da Agricultura para transformar as instalações da Colónia Agrícola de Martim Rei num instrumento fundamental de apoio à actividade agrícola do Concelho e da Região;
4 – Criar o Programa “Sabugal, Terra de Floresta”, apoiando o desenvolvimento de um sector florestal e criar uma Empresa de capitais mistos (públicos e privados) de Gestão Florestal;
5 – Criar o Programa “Sabugal, Terra de Gado”, apoiando o desenvolvimento de um sector agro-pecuário e silvo-pastorício e criar uma Empresa de capitais mistos (públicos e privados) de Gestão de Espaços de Pastagem;
6 – Criar o Programa “Sabugal, Terra da Castanha”;
7 – Criar o Programa “Sabugal, Terra da Oliveira”.

Estas são algumas medidas que fazem parte do Meu Programa Eleitoral que brevemente apresentarei a todos os habitantes do concelho. No entanto considero que desde já devem ser tomadas medidas de emergência por forma a minimizar os graves prejuizos que os nossos agricultores tiveram com a passagem do fogo:
Tudo deverá ser feito para que os apoios disponibilizados pela Administração Central cheguem a todos os agricultores afectados para que possam refazer as suas vidas.
Assim, os elementos da Câmara e das Juntas de Freguesia que acompanharão os tecnicos do Ministério da Agricultura no levantamento exaustivo das situações devem actuar como “advogados” dos agricultores, tudo fazendo para que nada fique por registar.
Considero igualmente que o trabalho da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia só deverá terminar quando todos os apoios forem concedidos, o que quer dizer que a Câmara e as Juntas deverão igualmente apoiar os agricultores no preenchimento de toda a papelada que for exigida.
Por último, e complementando os apoios já anunciados pelo Ministério da Agricultura, considero que cabe à Câmara Municipal definir de imediato formas de ajuda monetária, técnica e psicológica, complementando as ajudas governamentais, para a compra forragens para os animais, aquisição de oliveiras para plantar, limpeza das áreas ardidas, recuperação de vedações, aquisição de sementes, reconstrução de palheiros e abrigos, etc. para todos aqueles que ficaram sem o seu meio de subsistência.
Esta é uma medida que de imediato deve ser implementada, não esquecendo que as as constantes do meu programa eleitoral serão medidas para implementar por forma que no futuro estas calamidades sejam atenuadas.
Deverá tambem ser revisto o Plano de Emergência em caso de catástrofe – fogo, inundação, seca, etc. – que deverá ser dado a conhecer a toda a população, onde, com o apoio de todos, se deverá referenciar os pontos onde a intervenção do homem pode ser mais eficaz no seu combate.
Assumo igualmente o compromisso que, após a minha tomada de posse como Presidente da Câmara, e tendo em atenção o levantamento das situações que entretanto terão sido feitas pelos Serviços Municipais e pelas Juntas de Freguesia, proporei a isenção do pagamento de IMI referente às propriedades cujo revestimento florestal tenha sido destruído por estes incêndios.
António Dionísio»


n.d.a.
Ontem, quinta-feira, o Capeia Arraiana deixou um repto aos cinco candidatos à presidência à Câmara Municipal do Sabugal com duas questão que gostariamos de ver respondidas publicamente:
– Se estivessem no poder como actuariam para colmatar no imediato as dificuldades dos agricultores em arranjar alimentos para os seus animais?
– Como pensam investir na reflorestação de videiras, oliveiras, carvalhos e outras árvores no concelho?

Consideramos que a resposta está dada por parte de António Dionísio. Acreditamos que os restantes candidatos estão, igualmente, interessados em explicar aos eleitores sabugalenses o que pensam das duas questões.
jcl e plb

A tragédia do Sabugal tem sido, esta sexta-feira, notícia de abertura na rádio TSF. Em declarações à estação radiofónica o ministro do Agricultura, Jaime Silva, anunciou a abertura de uma linha de apoio com 50 por cento a fundo perdido para candidaturas individuais de agricultores das 15 freguesias atingidas.

Agricultores do Sabugal combatem os incêndios - Foto Joaquim Tomé (Tutatux)

O desespero deu origem à luta pela sobrevivência nem que para isso seja necessário ir buscar alimentos a Espanha. Os agricultores do Sabugal precisam da ajuda de todos e em especial das associações vocacionadas para o desenvolvimento e para a agricultura que devem seguir o exemplo da ADAG-Associação Distrital de Agricultores da Guarda que já veio exigir ajudas imediatas do Governo.
O Ministério da Agricultura vai apoiar com 50 euros por ovino e 100 euros por bovino a alimentação dos animais. A reposição das vinhas e olivais que arderam têm um subsídio a 50 por cento a fundo perdido. O levantamento vai ser feito caso a caso, agricultor a agricultor e vão ser necessárias candidaturas individuais prévias ao Proder-Programa de Desenvolvimento Rural.
O inventário actual e provisório indica que foram 15 as freguesias do Sabugal afectadas pelos incêndios. O fogo queimou mais de 11 mil hectares de terreno o que equivale a um prejuízo entre 7 a 10 milhões de euros.
«Por aqui ainda ninguém veio oferecer ajuda tão-pouco para conhecer tamanha aflição», pode ouvir-se na reportagem da TSF.

Noticiário da TSF.

Por favor ajudem os agricultores do Sabugal.
jcl

271 751 045. A Câmara Municipal do Sabugal disponibilizou esta quarta-feira, 2 de Setembro, no portal oficial na Internet uma linha telefónica de apoio para emergências relacionadas com os incêndios.

Concelho do SabugalMais vale tarde do que nunca. A linha telefónica de apoio para emergências de incêndios agora disponibilizada pela Câmara Municipal do Sabugal no portal oficial na web tem o número 271 751 045.
Um comentário editado no Capeia Arraiana na terça-feira, 1 de Setembro, às 13:30 horas e assinado por Elvira Rebelo dizia o seguinte:

«Até agora os responsáveis pela Câmara ainda não tiveram uma palavra de aconselhamento às populações. Porquê?
Até agora ainda não foi disponibilizada nenhuma linha telefónica de emergência para as populações. Porquê?
Será que já ouviram falar em Gabinete de Crise?
O site da Câmara continua alegremente a falar da festa da europa e das capeias arraianas. Porquê?
No entanto ouvi dizer que vai ser pedida uma indemnização ao Governo.
Definitivamente estes responsáveis não estavam preparados e não sabem lidar com uma crise desta grandeza.
Elvira Rebelo»

Os responsáveis acordaram (foram empurrados) para a realidade e disponibilizaram, agora, uma linha telefónica depois do rescaldo do incêndio. «Depois de casa roubada, trancas na porta» diz um velho ditado português. Não queremos (não quer concerteza a nossa leitora Elvira Rebelo) os louros em momento tão trágico mas também não aceitamos que alguns (os do costume) se preparem para os habituais comentários de que nada se pode dizer para não ser carimbado com um cunho político em tempo de eleições.
Estas linhas estão a ser escritas no dia 3 de Setembro de 2009 mas podiam, igualmente, ser escritas no dia 3 de Setembro de 2008 ou, se Deus quiser, no dia 3 de Setembro de 2010.
Muita coisa correu mal na derrocada que vitimou, recentemente, alguns cidadãos na praia no Algarve. Com ou sem responsabilidade o Governo vai ser chamado para dar explicações e defender-se no Parlamento.
E muito ainda falta explicar sobre o Plano Municipal de Emergência do Sabugal. Tranquilamente e sem pressões eleitorais até porque não há vítimas humanas a lamentar.
E já agora transmitam ao senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal (que não lê o Blogue Capeia Arraiana e só governou para os que vivem no Sabugal 365 dias por ano) que diga aos sabugalenses o que pensa sobre esta imensa desgraça. Aqui ficam algumas perguntas públicas:
– Qual foi a área ardida no concelho do Sabugal desde as duas horas da manhã de domingo, 30 de Agosto?
– Quem é o responsável pelos serviços municipais de protecção civil no Sabugal?
– Porque é que o Plano Municipal de Emergência só foi activado na madrugada (1:43 horas) de terça-feira, 1 de Setembro de 2009?
– Em que consiste o Plano Municipal de Emergência? Quando foi aprovado?
– Quantas reuniões comuns já tiveram os elementos responsáveis pelas diferentes áreas?
e…
– Porque não foi divulgada (comunicada, «emeilada», berrada) de modo visível e publicamente uma linha telefónica de emergência para as populações desde as primeiras horas do trágico incêndio?

Aos cinco candidatos à presidência à Câmara Municipal do Sabugal apenas deixo duas questão que gostaria de ver respondidas publicamente:
– Se estivessem no poder como actuariam para colmatar no imediato as dificuldades dos agricultores em arranjar alimentos para os seus animais?
– Como pensam investir na reflorestação de videiras, oliveiras, carvalhos e outras árvores no concelho?

1 – A desculpa de que devemos ficar calados porque estamos em tempo de eleições só pode ser utilizada por acomodados ou comprometidos. Mesmo em tempo de eleições os cargos públicos continuam a ser remunerados ou será que foram todos de licença sem vencimento?
2 – Os que pagam a contribuição autárquica sobre casas e terrenos, o contador da água e a taxa do «lixo» 12 meses por ano apesar de não viverem no concelho os tais 365 dias também podem ser considerados sabugalenses? Ou não?
3 – Sobre projectos, projectos e projectos que já são uma realidade antes de o serem nós aqui no Capeia Arraiana tentamos, sempre que possível, dar apenas… notícias verdadeiras.
4 – A declaração do senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal de que, e passamos a citar, «só governei para os que vivem 365 dias por ano no Sabugal» foi proferida no RaiaHotel durante a apresentação dos elementos da lista do candidato António Robalo à Câmara Municipal do Sabugal. É um declaração politicamente incorrecta que não se deve pensar e muito menos se deve dizer em público. Estive presente na sala e uma declaração desta gravidade causou-me um enorme desconforto pessoal. No melhor pano cai a nódoa e fui obrigado a rever o que pensava do político e governante Manuel Rito. O meu pai ensinou-me que «na vida não vale tudo».

«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

Vodpod videos no longer available.

Segundo informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) deu-se uma reactivação do incêndio da Quinta do Anascer com o combate a evoluir favoravelmente. Foram activados o Plano Municipal de Emergência, o Comandante das Operações de Socorro (COS) e o Comandante Operacional Distrital. O Posto de Comando Operacional (PCO) está situado junto ao depósito de água no Alto do Espinhal. Estão a combater o incêndio da Quinta do Anascer 340 bombeiros, 113 viaturas e sete meios aéreos – dois helicópteros, dois aviões de ataque inicial e três aviões bombardeiros, dois deles Canadair espanhóis.

MAPA DO INCÊNDIO – SABUGAL – 31-8 / 1-9-2009
QUINTA DO ANASCER – NÃO CIRCUNSCRITO
1-9-2009
10:15 Accionados 2 aviões bombardeiros pesados Canadair espanhóis
9:30 Accionado 1 helicóptero bombardeiro pesado Kamov
7:30 Accionados 2 aviões bombardeiros pesados Canadair
2:48 Incêndio circunscrito
2:22 Veículo de planeamento, comando e comunicações no local
2:15 Grupo de reforço para combate a incêndios florestais
de Castelo Branco no local
2:14 Grupo de reforço para combate a incêndios florestais
de Portalegre no local
Grupo de reforço para combate a incêndios florestais
de Évora no local
2:13 Grupo de reforço para combate a incêndios florestais
de Santarém no local
0:43 Activado o Plano Municipal de Emergência
do Município do Sabugal
0:16 Comandante das Operações de Socorro (COS)
Comandante do Corpo de Bombeiros de Belmonte
31-8-2009
21.50 Veículo de planeamento, comando e comunicações no local
21:33 Incêndio com duas frentes activas
12:11 Comandante das Operações de Socorro (COS)
2.º Comandante Operacional Distrital de Castelo Branco
11:10 Incêndio com duas frentes activas
11:09 Comandante das Operações de Socorro (COS)
2.º Comandante Operacional Distrital de Castelo Branco
11:07 Posto de Comando Operacional (PCO) situado junto
à Barragem de Escarigo
9:15 Veículo de planeamento, comando e comunicações a caminho

jcl

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 836 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Agosto 2019
S T Q Q S S D
« Fev    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.144.309 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES

Anúncios