You are currently browsing the tag archive for the ‘ps’ tag.

O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

:: ::
O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

A comissão política concelhia do Partido Socialista do Sabugal emitiu um comunicado em que torna pública a sua posição em relação à extinção/anexação de freguesias do concelho, que transcrevemos na íntegra.

PSConsiderando que:
• O Poder Local democrático, indissociável da existência de órgãos próprios eleitos democraticamente, é parte da arquitectura do Estado Português;
• As autarquias, em concreto as freguesias, constituem um dos pilares da democracia Portuguesa;
• Estas freguesias têm as suas gentes, a sua origem, a sua história, a sua identidade, os seus usos e costumes;
• As Juntas de Freguesia têm uma importância fulcral para a melhoria da qualidade de vida das populações locais, tanto pela proximidade com os seus munícipes, como pela capacidade de dar resposta célere e eficaz às suas necessidades;
• A identidade coletiva, a coesão social, a história secular das freguesias agora extintas/anexadas não pode ser simplesmente “apagada”;
• A Constituição da República Portuguesa prevê mecanismos de criação e extinção de Freguesias, mas não figuras como a agregação, a reunião ou a aglomeração;
• A agregação de qualquer Freguesia significa a sua perda de identidade, contribui para a desertificação e acentua a perda da relação de proximidade que até aqui tem existido, enfraquecendo a coesão local. Trará menos eficiência e qualidade às populações, eliminará mais um serviço público fulcral e de proximidade que provocará mais despovoamento e desertificação dos territórios;
• A reorganização administrativa imposta pelo Governo ignora a “realidade social e económica, a natureza dos territórios e o enquadramento regional” e atende sobretudo a critérios economicistas;
• A proposta concreta de reorganização administrativa da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), está a deixar revoltados os Srs. Presidentes das Juntas de Freguesias e a População em geral.
Defendemos, por tudo isto, a manutenção das freguesias agora extintas/anexadas.

Consideramos pois, que o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Robalo, deveria interpor de imediato, no Tribunal Administrativo uma providência cautelar contra o parecer já emitido pela UTRAT.

Consideramos também, que os Órgãos Autárquicos, Câmara Municipal e Assembleia Municipal (na qual têm assento todos os Srs. Presidentes de Junta de Freguesia), deveriam pronunciar-se, uma vez mais, contra este parecer já emitido pela UTRAT e adotar novas formas de luta contra esta posição que demonstra grande desprezo relativo às populações das freguesias atingidas.
A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

O Capeia Arraiana está em condições de avançar esta sexta-feira, 2 de Novembro, que a Comissão Política do Partido Socialista do Sabugal aprovou o nome de António José Vaz para cabeça de lista nas eleições à Câmara Municipal que estão previstas para Outubro de 2013.

António José Vaz - candidato PS Câmara SabugalO Capeia Arraiana soube de fonte segura que a escolha de António José Vaz como cabeça de lista às eleições autárquicas de 2013 da estrutura concelhia do Partido Socialista (PS) aconteceu no sábado, 27 de Outubro, tendo sido já comunicada à distrital da Guarda, para ser ratificada pelos órgãos do partido.
António José Gonçalves dos Santos Vaz é actualmente director do Departamento Administrativo e Financeiro do Município de Tábua, onde exerce funções desde há alguns anos, depois de ter passado igualmente pelo Município do Sabugal, onde colaborou como técnico superior.
O eleito pela estrutura local do PS para candidato a presidente da Câmara Municipal do Sabugal foi deputado da Assembleia Municipal, entre 2005 e 2009, eleito nas listas socialistas na altura em que o candidato à Câmara foi José Freire, que perdeu para Manuel Rito, eleito pelo PSD.
António José Vaz, que tem 46 anos, nasceu no Sabugal, onde cresceu e frequentou os diferentes graus de ensino até ir estudar para Coimbra, em cuja Universidade se licenciou em Economia.
Nos termos do regulamente interno do PS para a escolha dos cabeças de lista candidatos às câmaras municipais, sendo aprovado e apresentado apenas um nome – o que terá sido, ainda de acordo com fonte segura, o caso no Sabugal – não necessita de ir a sufrágio dos militantes, pelo que o nome de António José Vaz já é dado como certo na candidatura socialista às próximas autárquicas.
Recordamos que nas eleições de 2009 o PS apresentou como candidato António Dionísio, que obteve 3.499 votos, correspondentes a 36% dos sufrágios. António Dionísio ficou a escassos 285 votos do candidato do PSD, António Robalo, que obteve a presidência do Município ainda que sem maioria absoluta.

Em declarações ao Capeia Arraiana o presidente da Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, esclareceu que «o nome do candidato será confirmado depois da assembleia geral de militantes que ainda não tem data marcada».
jcl

O executivo da Câmara Municipal do Sabugal, reunido ontem, 26 de Setembro, aprovou as contas da empresa municipal Sabugal+ referentes ao exercício de 2011, pondo fim ao embaraço da sua sucessiva reprovação em reuniões anteriores. Outra decisão tomada foi a recondução do Conselho de Administração antes exonerado, mantendo-se contudo a reprovação ao relatório de gestão da empresa.

O vereador independente Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, viabilizou a aprovação das contas, justificando-se com o facto de as considerar uma questão contabilística que do ponto de vista técnico está correcta, segundo o parecer emitido pelo Revisor Oficial de Contas que as analisou. O mesmo não se passou porém em relação ao relatório do exercício a que as contas dizem respeito, que voltou a ser reprovado, alegando-se que o mesmo revela uma situação de manifesta má gestão, com a realização de gastos não autorizados pelo Município.
Por outro lado, o Conselho de Administração, que havia sido exonerado e se mantinha em funções de mera gestão corrente, voltou a ser reconduzido. Também aqui foi o vereador Joaquim Ricardo que viabilizou a decisão, alegando que a recondução permite à empresa voltar a ter uma administração com plenos poderes para fazer face às exigências criadas com a nova legislação que rege a actividade empresarial local.
Assim a administração da empresa volta a ser garantida sob a presidência de Delfina Leal, que ao mesmo tempo é vice-presidente da Câmara.
Os vereadores do PS mantiveram as votações anteriores, manifestando-se contrários à aprovação das contas e do relatório, que consideram indissociáveis, assim como da recondução do Conselho de Administração. Porém, apresentaram uma proposta fundamentada, defendendo uma rápida solução para o futuro da empresa, de modo a evitar a sua dissolução a breve trecho.
A proposta apresentada pela vereadora Sandra Fortuna (PS) começa por considerar que a Sabugal+ vive um momento delicado em consequência da entrada em vigor do novo regime jurídico da actividade empresarial local, o qual expressamente impõe a dissolução no prazo de seis meses, caso não revele ter viabilidade financeira.
Os vereadores socialistas consideram que a empresa, face às contas dos últimos três anos, entra claramente nos critérios da dissolução obrigatória, pelo que propõem, para o evitar, a sua transformação «numa Empresa local de gestão de serviços de interesse geral com o objetivo de promover, gerir equipamentos coletivos e prestar serviços nas áreas da educação, ação social, cultura, saúde e desporto». A proposta aponta ainda para a elaboração de um projecto de alteração dos Estatutos e de uma minuta de contrato-programa, no prazo de 60 dias.
Quanto ao conselho de administração a vereadora Sandra Fortuna defendeu «a manutenção da atual Administração em regime de gestão corrente, até à criação da nova entidade, momento em que o Acionista Município aprovará a nova Administração».
A proposta socialista foi porém rejeitada, com o voto contrário do vereador Joaquim Ricardo, que alegou ter de a estudar com maior pormenor, o que faz pressupor que a mesma proposta poderá voltar a ser analisada numa próxima reunião.

A recente aprovação do novo regime jurídico da actividade empresarial local, dita a dissolução da Sabugal+, o que tem que acontecer até ao dia 3 de Março de 2013. Nestes termos, a análise e votação definitiva da proposta apresentada pelos vereadores do PS deve acontecer quanto antes, pois ela poderá ser a via pela qual a empresa se salvará do fenecimento.
plb

Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal do Sabugal, requereram ao presidente informação acerca dos compromissos financeiros que terão reflexo em 2013, de modo a puderem apresentar propostas alternativas devidamente fundamentadas.

O requerimento foi apresentado na última reunião do executivo, realizada no passado dia 18 de Julho, pela vereadora Sandra Fortuna. No documento, a que o Capeia Arraiana teve acesso, alega-se que o pedido de informação tem por base a acusação sucessiva de que os vereadores socialistas votam contra as propostas do presidente, sem apresentarem alternativas.
Os vereadores afirmam que os documentos que vão a votação «têm sido elaborados e apresentados sem qualquer discussão prévia, nem fornecimento atempado de elementos essenciais, sendo as propostas finais entregues quase sempre na data limite». Esse facto é impeditivo de se fazer uma análise aprofundada e, em consequência, apresentar propostas alternativas.
Face ao alegado os vereadores socialistas requereram ao presidente «o fornecimento urgente dos seguintes dados:
1- Quais os compromissos assumidos em 2012 e com reflexos financeiros em 2013?
2- Quais os compromissos que pretende assumir ainda este ano e quais os reflexos financeiros em 2013?
3- Qual o montante da dívida a Instituições Bancárias e quais os encargos financeiros com o serviço da dívida em 2013?
4- Quais os projectos que se encontram em condições de ser submetidos a candidaturas a fundos comunitários e quais os reflexos financeiros da sua aprovação e concretização em 2013.»
O requerimento, a que o Capeia Arraiana teve acesso, termina com o aviso de que «este conjunto de informação agora requerido será complementado com novos pedidos a apresentar em momentos subsequentes, visando dotar os Vereadores do Partido Socialista com a informação necessária para a apresentação de propostas alternativas».
plb

Recebemos dos vereadores da oposição, Luis Sanches, Sandra Fortuna, Francisco Vaz (eleitos pelo PS) e Joaquim Ricardo (independente) um comunicado que transcrevemos na integra.

Câmara Municipal Sabugal

Os Vereadores do Partido Socialista e o Vereador independente Joaquim Ricardo, eleito nas listas do MPT, tornam público que, em reunião de Câmara realizada no passado dia 20 de junho, votaram favoravelmente a seguinte proposta:
a) Considerando que o Relatório de Gestão da Sabugal+ EM foi amplamente discutido pelo Executivo Municipal, e reprovado por maioria, com as justificações constantes das declarações de voto integrantes das respectivas actas;
b) Considerando que, em nossa opinião, o actual Conselho de Administração geriu a empresa de forma tão escandalosamente negativa e lesiva dos interesses do Concelho, de que são exemplo os resultados operacionais negativos apresentados, obrigando a transferência financeira adicional por parte do Município com vista a equilibrar os resultados;
c) Considerando, por outro lado, todas as pertinentes questões referidas pelo Fiscal Único, no seu relatório e que não mereceram esclarecimentos válidos por parte do actual Conselho de Administração.

Os vereadores que representam na Câmara Municipal do Sabugal a oposição, apresentaram e aprovaram por maioria as seguintes propostas:
a) «Emitir um voto de desconfiança no actual Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+ EM, nos termos do Artº 455º do Código das Sociedades Comerciais;
b) Responsabilizar o actual Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+, pelos resultados obtidos e propor a sua consequente e imediata destituição.»
Como se pode facilmente verificar pelo gráfico que a seguir se apresenta, a empresa municipal, desde a sua criação, tem vindo a apresentar todos os anos, com excepção do ano de 2010, prejuízos operacionais. Mas nunca tão volumosos como os agora apresentados, pelo actual conselho de administração que se aproximam perigosamente da soma de todos os apresentados anteriormente, não nos podendo deixar indiferentes tamanha má gestão.

Sabugal Mais

A gestão dos dinheiros públicos, numa época de crise como é a que estamos a atravessar, requer por parte dos gestores contenção nos gastos e o que se verificou aqui foi exactamente o contrário: gastou-se (e sem autorização!) o que se não tinha e assim impediu-se de os aplicar em medidas que trouxessem mais desenvolvimento ao nosso concelho.
A Empresa Municipal Sabugal +, EM, não pode viver como se o dinheiro fosse inesgotável.
Assim, parece-nos ter chegado o momento de repensar a existência desta empresa e, desde já, «travar» a gestão profundamente censurável do actual Conselho de Administração, em nome do futuro do Concelho do Sabugal.
Os vereadores da Oposição

Recebemos dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista na Câmara do Sabugal um comunicado, com o título em epígrafe, que publicamos na íntegra.

PSA 21 de Fevereiro de 2012, a Assembleia da República aprovou a Lei nº 8/2012 definindo as regras aplicáveis à assunção de compromissos e aos pagamentos em atraso das entidades públicas, a que os Municípios também estão obrigados.
De acordo com esta Lei nenhuma entidade pública pode assumir novos compromissos se os mesmos ultrapassarem os fundos disponíveis a curto prazo (3 meses).
Para que não haja dúvidas quanto ao cumprimento desta regra, nenhum compromisso pode ser assumido sem que tenham sido cumpridas as seguintes condições:
a) Verificada a conformidade legal e a regularidade financeira da despesa, nos termos da lei;
b) Registado no sistema informático de apoio à execução orçamental;
c) Emitido um número de compromisso válido e sequencial que é refletido na ordem de compra, nota de encomenda ou documento equivalente.
No entanto, e segundo declaração política proferida pelos Vereadores do Partido Socialista na Reunião de Câmara de 20 de Junho, isto não está a acontecer, o que, a confirmar-se, e de acordo com a lei, as decisões já tomadas e que envolvam compromissos financeiros, podem vir a ser consideradas nulas, e os membros do Executivo Municipal sujeitos a penalizações por tomadas de decisões ilegais.
Por este motivo, e na sua Declaração Política, os vereadores do PS declaram que «votarão contra qualquer assunção de novos compromissos, sempre que as propostas apresentadas não sejam acompanhadas pela informação dos técnicos responsáveis de que o compromisso financeiro a assumir tem cobertura pelos fundos disponíveis, bem como da inclusão do número de compromisso válido e sequencial».
Os Vereadores do PS

Erros insanáveis no projecto, descobertos poucos dias após o início dos trabalhos, levaram à suspensão da obra camarária designada «execução de percurso de interpretação ao longo da margem esquerda da albufeira do Sabugal», situação que levou os vereadores da oposição a responsabilizar pelo facto o presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

A obra fora consignada em Maio de 2011 à empresa Albino Teixeira Lda, e os trabalhos iniciaram-se a 21 de Janeiro de 2012, logo que foi aprovado o respectivo plano de segurança pela Câmara Municipal do Sabugal.
A suspensão aconteceu por decisão camarária tomada da reunião do executivo do passado dia 14 de Fevereiro, numa altura em que os trabalhos já estavam em pleno andamento, nomeadamente ao nível da remoção de terras.
Só após o avanço desses trabalhos se verificou que os mesmos não poderiam continuar porque parte do percurso a executar estava afinal projectado para terrenos submersos ou em terrenos particulares. A necessidade de proceder a alterações significativas no projecto levarou os serviços de fiscalização da Câmara a proporem a imediata suspensão dos trabalhos.
As falhas detectadas tornaram evidente a necessidade de mais estudos, de modo a corrigir as falhas detectadas no projecto que o empreiteiro iria executar.
O vereador independente Joaquim Ricardo, mostrou-se indignado com a «falha monstruosa e quiçá ridícula», que manifestaram os técnicos que elaboraram o projecto, da qual considera primeiro responsável o presidente da Câmara. O vereador defendeu a abertura imediata de um inquérito.
Já os vereadores eleitos pelo PS consideram que este caso vem confirmar «o desnorte e a incapacidade do presidente e vereadores do PSD em gerir o Município».

Declaração de voto do vereador Joaquim Ricardo:
«Durante mais de um ano procedeu-se à elaboração do projecto que depois de feita a respectiva apresentação (com toda a pompa e circunstância) abriu-se o respectivo procedimento concursal (em 2010) que terminou com a apresentação do Plano de Segurança em 18 de Janeiro de 2012, pelo adjudicante. Durante todo este espaço de tempo foram vários os técnicos responsáveis (externos e da câmara) que acompanharam o respectivo processo. Passados mais de três anos que durou todo este procedimento e depois de garantido o respectivo financiamento e iniciados os trabalhos, eis que recebemos a notícia de que os trabalhos teriam que ser suspensos porque o percurso projectado está submerso pelas águas da albufeira. Confesso que fiquei incrédulo com a notícia! Isto é, nenhum dos técnicos envolvidos no projecto e no seu acompanhamento detectou esta falha monstruosa e quiçá, até ridícula, digna de divulgação pública para que o exemplo não se repita noutras paragens.
E agora, brevemente, iniciar-se-á uma outra telenovela: Ao adjudicante será lícito solicitar indemnização financeira e mais tarde teremos aqui uma proposta de aprovação de mais uns tantos milhares de euros para trabalhos a mais. Este é só mais um exemplo, entre muitos, que infelizmente acontecem regularmente na nossa autarquia.
Senhor Presidente, o mal está feito e infelizmente não temos outro remédio senão ultrapassar mais este obstáculo. Mas a “culpa não há-de morrer solteira”. Por isso, proponho que seja aberto imediatamente um inquérito para que se apurem responsabilidades. Mas seja qual for o resultado desse inquérito, o responsável máximo está já identificado: É o senhor!»

Declaração de voto dos vereadores do Partido Socialista:
«A proposta de suspensão de uma empreitada consignada em Maio e apenas iniciada em Janeiro, demonstra mais uma vez o que os vereadores do Partido Socialista vêm dizendo sobre o desnorte e a incapacidade do Sr. Presidente e os senhores vereadores do PSD em gerir o Município do Sabugal.
As razões invocadas para se suspender os trabalhos são tantas, que não percebemos como desde o momento em que se iniciou a elaboração do Projecto, passando pelo concurso e consignação, e, ainda, nos nove meses que decorreram até ao início das obras, não houve ninguém que tenha percebido coisas tão evidentes como são, por exemplo, mandar reparar caminhos que estão abaixo do nível do NPA da Albufeira, ou, pior ainda, são propriedade particular!
As razões da suspensão, e as alterações a que a empreitada vai ser sujeita, coloca-nos ainda a dúvida sobre se o que realmente vai ser executado tem alguma coisa a ver com o que foi concursado inicialmente.
Seria assim bom que o Sr. Presidente mandasse os Serviços Jurídicos analisar esta situação, para não se cair, mais uma vez, na situação de serem colocados à aprovação deste Executivo Municipal propostas feridas de ilegalidade!
Por tudo isto, e não deixando mais uma vez de lamentar a forma menos rigorosa com o que a maioria relativa do PSD traz os assuntos para discussão e votação, abstemo-nos, e estaremos atentos às alterações que venham a ser decididas, para, mais uma vez, não sermos coniventes com qualquer tipo de ilegalidade.»
plb

O Casteleiro, concelho do Sabugal, foi a derradeira etapa da visita do secretário-geral do Partido Socialista ao distrito da Guarda, onde defendeu que deve haver um novo o olhar para este território, sob pena do Interior vir a morrer.

Ontem, 25 de Fevereiro, António José Seguro jantou no restaurante Casa da Esquila, no Casteleiro, na companhia de uma centena de militantes e simpatizantes.
A atenção do líder socialista esteve voltada para a situação vivida nas terras que visitou ao longo do dia. «Se não olharmos para o interior com olhos de ver, a prazo, o interior morrerá e não aceito que o interior do país venha a morrer», declarou aos jornalistas.
O interior «tem sido prejudicado pelas políticas nacionais», defendendo ser necessário fazer política «de outra forma, olhar mais às pessoas e à sua dignidade e menos a critérios economicistas».
Seguro criticou o anúncio feito pelo governo relacionado com a extinção da Entidade Regional de Turismo, que «tem como objectivo promover o melhor que existe na Serra da Estrela». E concluiu: «era muito importante que pudesse continuar a existir uma unidade que valorizasse as capacidades e o turismo em volta da Serra da Estrela».
Outra ideia marcante defendida pelo secretário-geral do PS foi a da manutenção de todos os tribunais que o governo anunciou ir fechar, propondo que sejam os magistrados a deslocarem-se para a realização de julgamentos. «A proposta que faço é muito simples: é serem os magistrados a deslocarem-se aos locais, quando é necessário fazer os julgamentos», declarou aos jornalistas.
«A justiça tem que ser um bem a que todos os portugueses devem aceder e devem aceder independentemente dos seus recursos, dos seus rendimentos». E acrescentou: «Ora, se vamos pôr a justiça do país mais longe, mais distante das populações, isso significa que mais gente fica com dificuldades de acesso a esses tribunais».
Em sua opinião, em vez de o governo encerrar tribunais e «obrigar as pessoas a deslocarem-se às centenas e aos milhares» para concelhos vizinhos, originando «custos e mais dificuldade no aceso à justiça», propõe que sejam mantidos «níveis mínimos de funcionamento em todos os tribunais actualmente existentes».
O novo mapa judiciário, proposto pelo governo, prevê o encerramento de 47 tribunais, quatro no distrito da Guarda, em Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres e Sabugal.
A jornada em Defesa do Interior começou em Seia, passou por Linhares da Beira (Celorico da Beira), Guarda e Manteigas.
Na visita a Manteigas, na Serra da Estrela, viu as obras de instalação da área de localização empresarial e de criação de um centro de energias renováveis e de sensibilização ambiental, da responsabilidade da câmara municipal.
plb

O presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, Nuno Teixeira, apresentou no início dos trabalhos da última Assembleia Municipal, realizada no dia 24 de Fevereiro, uma declaração onde critica o facto do presidente da Câmara ter enviado para a Ordem de Trabalhos um só assunto de somenos importância, lamentando, face ao facto, o «descrédito em que cai o poder local perante a sociedade sabugalense». Transcrevemos, na íntegra, a declaração lida na sessão.

PSA realização desta Sessão da Assembleia Municipal deixou o Grupo Político do Partido Socialista atónito e incrédulo face a uma Ordem do Dia que, para além do ponto obrigatório «Actividade Municipal», apenas contem um outro ponto.
Colocámos até a questão de propor ao Sr. Presidente da Assembleia Municipal para que não se realizasse a Sessão, mas fomos confrontados com a lei que expressamente diz que «A Assembleia Municipal tem anualmente cinco sessões ordinárias, em Fevereiro, Abril, Junho, Setembro e Novembro ou Dezembro (…)».
A não solicitação de agendamento por parte do Sr. Presidente da Câmara de quaisquer outros assuntos conduziu-nos a dois tipos de raciocínio:
Num primeiro momento, e embora nos custasse a acreditar em tal, pensámos que o Sr. Presidente da Câmara tomava esta atitude de forma deliberada numa tentativa de diminuir a importância que o regular funcionamento da Assembleia tem para o Concelho do Sabugal.
Mas, por muitas críticas que façamos ao Sr. Presidente, ainda acreditamos no seu apego à democracia e no seu respeito pelas Instituições, pelo que rapidamente abandonámos esta hipótese.
E assim, hoje estamos certos que a razão duma Ordem do Dia como esta, mais não é que o resultado da inoperância do Sr. Presidente da Câmara o que conduz, cada vez mais, à paralisia dos Serviços Municipais, logo, ao não desenvolvimento de qualquer proposta, capaz de vir a esta Assembleia.
E não havia nada para agendar?
Havia, se o Sr. Presidente compreendesse a importância das Sessões da Assembleia Municipal, mas, e sobretudo, a importância de um Município activo e preocupado com o desenvolvimento do Concelho.
Estão em discussão pública alguns regulamentos municipais com eficácia externa que têm de ser aprovados por esta Assembleia.
Mas o Sr. Presidente deixou que os prazos de discussão pública se arrastassem para além desta data, o que provocará, a não ser que a bancada do PSD venha agora pedir uma Sessão Extraordinária, que os mesmos só entrarão em vigor em Maio.
Por tudo isto, o Grupo Político do Partido Socialista não pode deixar de lamentar o descrédito em que cai o poder local perante a sociedade sabugalense, quando se reúne quase uma centena de eleitos municipais, para discutir quase nada.
Em Dezembro a maioria PSD gritou bem alto que o mais importante da Assembleia era a sua Ordem do Dia.
Dois meses depois, o Sr. Presidente da Câmara responde-lhes à letra!
Para além do dinheiro dos contribuintes gastos hoje, para além deste vazio na Ordem do Dia, o que nos preocupa verdadeiramente é que o Sr. Presidente da Câmara já nem para as Sessões da Assembleia encontra assuntos!
A Câmara do Sabugal está parada e esta Ordem do Dia é o seu reflexo!
Perante esta situação e porque a minha maneira de ser e de estar na política não me permite compactuar com situações destas. Porque sempre ouvi dizer que «quem não trabuca, não manduca», não posso aceitar que me seja paga uma senha de presença por ter feito, nada!!
Uma vez que a lei não me permite prescindir do referido pagamento, tal como referi em Assembleia, irei doar o valor da senha desta sessão à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista

O líder do Partido Socialista, António José Seguro visita o distrito da Guarda no próximo sábado, dia 25 de Fevereiro, numa jornada que terminará no Casteleiro, Concelho do Sabugal, onde jantará com militantes socialistas.

A vinda do secretário-geral socialista ao distrito da Guarda insere-se na iniciativa «Jornadas pelo Interior», na qual António José Seguro contacta com os militantes e com a população das terras do interior do país.
A jornada começará em Seia e passará depois pela aldeia histórica de Linhares da Beira (Celorico). Dali segue para a Guarda, onde visitará a Quinta da Maunça e o Parque do Rio Diz. Segue-se o Parque Natural da Serra da estrela, em Manteigas, vindo a terminar a jornada no Casteleiro, concelho do Sabugal, onde o principal tema a abordar com os militantes será o apoio aos idosos. A secretário-geral socialista e a sua comitiva jantarão de resto no Casteleiro, pelas 19h30.
Na visita ao distrito o secretário-geral do PS deverá voltar a criticar o projecto governamental de reforma do poder local, que, nas suas palavras recentes, não pode ser feita a «régua, esquadro e calculadora em um qualquer gabinete do Terreiro do Paço».
António José Seguro sustentou na convenção da FAUL, no fim-de-semana, que o governo «quer impor às populações, às freguesias, a cada concelho, a sua própria concepção do que deve ser a reorganização administrativa», defendendo que o país precisa de uma reforma administrativa, «mas não precisa de uma má reforma administrativa», que não tem com conta das realidades sociais ou a acessibilidade aos serviços.
Outro assunto que deverá ser abordado é projecto do Governo para a reforma da Justiça, que aponta para o encerramento de tribunais em algumas sedes de concelho, entre os quais o do Sabugal.
plb

Os vereadores do executivo municipal do Sabugal eleitos do PS e pelo MPT uniram os votos para chumbar a proposta do presidente da Câmara que pretendia aumentar o quadro de pessoal do Município no próximo ano, criando lugares para mais 15 funcionários.

Conjuntamente com a proposta de orçamento para 2012, que foi aprovada, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, levou para a reunião do executivo do dia 7 de Dezembro um novo mapa de pessoal para o ano que vem, tendo porém o mesmo sido reprovado pela oposição, que considerou não se justificar o aumento dos gastos em pessoal numa altura de forte contenção orçamental.
Seriam mais 15 os postos de trabalho a ocupar na Câmara, nas áreas de Relações Públicas (1), Geografia (1), Economia e Gestão (1), Gestão de Recursos Humanos (1), Assessoria Jurídica (1), Sociologia (1), Secretariado e Comunicação (1), Assistente Técnico Administrativo (3), Encarregado Geral (1), Assistente Operacional (3) e Coordenador Técnico de Informática (1).
Os vereadores Sandra Fortuna, Francisco Vaz e Luis Sanches (eleitos pelo PS) e Joaquim Ricardo (eleito pelo MPT) criticaram fortemente a proposta apresentada, que equivaleria a um agravamento nas despesas com pessoal muito significativo, assim se explicando a razão pela qual o orçamento continha uma rubrica designada «recrutamento de pessoal para novos postos de trabalho» a qual tem previstos gastos que rondam os 90 mil euros. A oposição aventou ainda tratar-se possivelmente de garantir lugares seguros a pessoal que já trabalha na câmara em cargos de nomeação politica e outros seriam para «pagar» promessas de emprego a apoiantes políticos, pois só assim se pode explicar querer aumentar os quadro do pessoal da autarquia numa altura de forte contenção orçamental e quando a Câmara Municipal vive uma situação dificílima do ponto de vista financeiro.
Os quatro vereadores da oposição (os três do PS e Joaquim Ricardo) votaram contra a proposta, tendo votado favoravelmente os três eleitos pelo PSD.
plb

Apenas com os votos favoráveis do PSD, as propostas de orçamento e de Grandes Opções do Plano (GOP) para 2012 da Câmara Municipal do Sabugal foram aprovadas, dada a abstenção do vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, tendo os eleitos do PS optado pelo voto contra. Tanto Joaquim Ricardo como os vereadores do PS apresentaram documentos elencando as razões que justificaram as opções de voto tomadas na reunião o executivo municipal realizada no dia 26 de Dezembro.

Joaquim Ricardo, embora optando pela abstenção, teceu fortes críticas ao documento e apresentou algumas propostas de alteração que foram aprovadas por unanimidade por todos os elementos do executivo. O contributo foi apresentado em nome do «Movimento Independente que tenho a honra de liderar», disse o vereador, que teceu fortes críticas às opções contidas nas propostas de orçamento apresentado.
Para Joaquim Ricardo o desequilibro nas tendências entre receitas e despesas previstas levam-no a concluir que «caminhamos a passos largos para uma situação de bancarrota se não forem tomadas medidas do lado da despesa de molde a diminui-la e ao mesmo tempo implementar outras do lado da receita, de molde a aumentá-la». As receitas próprias enfermam de problemas de subfacturação, nomeadamente no serviço de abastecimento de água ao domicílio, devido aos desperdícios verificados e que tardam em ser resolvidos. Por outro lado há receitas irreais, como as provenientes do parque eólico, a que corresponde uma receita prevista de 958 mil euros, quando em 2011 essa mesma receita foi de apenas 217 mil. Quanto às despesas correntes o vereador critica a sua estrutura, notando o facto de ser cada vez maior o peso relativo das despesas com o pessoal e das aquisições de serviços como a compra de água, tratamento de afluentes e consumo de electricidade para iluminação pública.
Joaquim Ricardo criticou especialmente as GOP para 2012, que, em sua opinião, ficam muito aquém das reais necessidades do concelho. «Precisamos urgentemente é de pessoas e estas só se fixarão se houver empregos que sustentem as suas famílias», afirmou na sua declaração, considerando que a falta de população é o «maior flagelo» que o concelho enfrenta. «Olhando para as GOP´s de 2012 no valor de cerca de 12 milhões de euros, não detectamos uma única iniciativa potenciadora da criação de empregos», declarou o vereador na sua apreciação.
Com vista a melhorar as opções estratégicas que sustentam o orçamento, apresentou um conjunto de propostas, nomeadamente o «Sabugal 2020 – Plano Prospectivo e Estratégico para o Concelho», instrumento de apoio essencial para a tomada de decisões para um «rumo seguro». Outra proposta foi a da execução do «Plano para o Uso Eficiente da Água», elaborado por uma equipa por si liderada enquanto esteve na Câmara com funções executivas, e já aprovado pelo executivo, mas que ainda não foi implementado. O vereador independente propôs ainda a elaboração e execução de um plano de «poupança energética» para o concelho com vista a reduzir substancialmente a despesa corrente, a opção por um novo traçado em perfil de via rápida para as ligações Sabugal–Guarda (A25) e Sabugal–Covilhã (A23), a requalificação da avenida de S. Cristóvão no Soito, a construção de um pavilhão multiusos, o avanço da segunda fase da requalificação das margens do Côa e a requalificação da entrada sul da cidade do Sabugal.
Os socialistas, pela voz da veradora Sandra Fortuna, criticaram igualmente o documento, usando como mote a frase «este nunca seria o nosso orçamento». Consideraram que se verifica um corte insuficiente nas despesas correntes, de apenas de 4% face ao orçamento de 2011, o que é incompreensível quando se sabe que a Câmara não vai pagar os subsídios de férias e de natal aos funcionários por imposição do Orçamento do Estado, o que por si só geraria uma redução mais significativa. Por outro lado as despesas correntes são quase metade das despesas do Município (47,64%), seguindo uma tendência de aumento do peso relativo deste tipo de despesa em detrimento das despesas de capital, «numa espiral que só demonstra o desnorte a que chegou esta Administração PSD», dizem os socialistas no documento que apresentaram para justificarem o seu voto contrário à proposta do presidente.
Os socialistas enumeram um conjunto de opções vertidas no orçamento para 2012 que nunca tomariam se tivessem a responsabilidade da gestão da Câmara, como o aumento em 14,4% das despesas com o funcionamento da Assembleia Municipal, sem qualquer justificação plausível, e a redução das despesas de pessoal em apenas 5,2%. Outra opção que os socialistas afirmaram que não tomariam é a do aumento em 32,5% nas despesas de consumo em energia eléctrica, assim como o aumento em 40,4% nas despesas com «juros e outros encargos». Outro erro apontado é o do decréscimo em 16% nas despesas de capital, o que demonstra a incapacidade para a aplicação criativa dos recursos disponíveis, o mesmo se passando com a previsão de 2,5 milhões de euros de despesa na rúbrica «outros», o que revela «uma atitude reiterada de falta de transparência democrática». Alertam ainda para a falta de preocupação social e a muito fraca aposta na promoção do concelho, acção tida por estratégica no discurso do presidente, mas que não se traduz na preposta de orçamento que apresentou. Em resumo, os socialistas falam em «orçamento fictício», que é «fruto da imaginação de quem, não tendo nada para apresentar, constrói castelos na areia», sendo ao mesmo tempo um «Orçamento de quem já desistiu de construir um Concelho do Sabugal melhor». Os socialistas concluem a sua declaração de voto lamentando a «forma secreta e tardia como elaboraram este Orçamento».
O Orçamento do Município e as GOP, que foram aprovados na reunião do executivo, serão agora apreciados e votados na reunião da Assembleia Municipal, que se realizará no dia 30 de Dezembro.

Declaração de voto dos vereadores socialistas. Aqui.
Declaração de voto do vereador Joaquim Ricardo. Aqui.
plb

A federação distrital da Guarda do Partido Socialista (PS) remeteu aos quatro deputados da nação eleitos pelo círculo da Guarda duas petições, pedindo-lhes que se empenham em minorar as dificuldades sentidas pelas populações que residem no interior.

Electricidade

As petições assumem a forma de propostas, uma no sentido da harmonização e consequente redução das tarifas da água e outra defendendo a redução do preço da água e do gás natural para os habitantes do distrito.
As missivas endereçadas aos três deputados eleitos pelo PDS (Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra) e ao que foi eleito pelo PS (Paulo Campos), têm a pretensão de expressar as preocupações crescentes da população do distrito.
A harmonização das tarifas da água em todo o território nacional foi um assunto muito ventilado na campanha eleitoral, altura em que o PS colocou on-line uma petição pública em defesa dessa ideia e contra o facto dos habitantes do distrito da Guarda pagarem tarifas mais elevadas do que aquelas que são cobradas em muitas cidades do Litoral.
Quanto á defesa de uma significativa diminuição no preço da electricidade e do gás natural, trata-se de uma discriminação positiva justificada pelo contexto de crise económica e social que o país atravessa e do agravamento do preço destes bens de primeira necessidade decorrente da decisão governamental de aumentar-lhes a taxa do IVA de 6% para 23%. Na petição do PS sobre este tema defende-se que a mudança na taxa do IVA cria uma situação extraordinariamente difícil para as famílias que residem no interior do país, nomeadamente devido ao clima rigoroso no Inverno, que obriga a um gasto extremamente alto de energia.
plb

Os militantes do Partido Socialista do Sabugal, reunidos em plenário, repudiaram o Documento Verde para a Reforma da Administração Local, apresentado pelo Governo, no que respeita à proposta de diminuição do número de freguesias.

Na reunião, realizada na tarde do dia 30 de Outubro, na Junta de Freguesia do Sabugal, esteve presente o presidente da Federação Distrital da Guarda do PS, José Albano, que afirmou que o documento verde era «um atentado ao bom senso». «Nas nossas aldeias fecham escolas, postos médicos, postos dos correios, e agora o que faltava era fecharem também as juntas de freguesia», disse o dirigente distrital do PS, que considerou que se isso acontecer «a seguir virá o esquecimento total das aldeias do interior».
Os socialistas sabugalenses teceram fortes críticas ao projecto do governo, manifestando-se dispostos a lutar contra a sua efectivação, especialmente no que toca à agregação de freguesias. A estratégia acertada passa por relançar o debate, que o governo iniciou mas que seguidamente travou. Os autarcas do partido ponderam apresentar nas assembleias de freguesia, assembleia municipal e no executivo camarário moções de repúdio ao projecto de fundir ou agregar freguesias no concelho do Sabugal.
A excepção que os socialistas admitem resume-se a casos em que as próprias populações aceitem a agregação, nomeadamente em freguesias com pouca população, sendo porém isso muito difícil de se verificar no concelho do Sabugal.
Das vinte freguesias a agregar no concelho, nos termos do projecto governamental, apenas duas delas têm juntas presididas pelo PS (Águas Belas e Moita).
plb

Publicamos seguidamente, na íntegra, um comunicado emitido pela Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, que tem por tema o debate político gerado na última Assembleia Municipal do Sabugal, realizada no dia 23 de Setembro de 2011.

PSO Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal deu a entender na última Assembleia Municipal que o PS fazia discursos derrotistas, negativos e críticos a troco de nada.
Queremos afirmar e provar que essa conclusão não podia estar mais errada.
O tom do discurso do PS chegou onde chegou por desespero, pois qualquer pedido de esclarecimento da nossa parte, resulta sempre numa trapalhada e em meias-verdades escandalosas.
E para que o concelho saiba disso, vamos pegar em factos, relativos à questão formulada, sobre as chefias que tinha nomeado na Câmara.
O Sr. Presidente disse na Assembleia que estas novas chefias serviriam para repartir responsabilidades de avaliação dos trabalhadores, então como explica o facto de nomear gente para avaliar 1, 2, 5 trabalhadores e outros avaliarem mais de 70 trabalhadores? (in Ordem de Serviço do Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública Ano 2011).
O Sr. Presidente disse na Assembleia que relativamente aos ordenados, «havia gente que até tinha ficado a ganhar menos», esqueceu-se de mencionar que era apenas 1 dos casos (e apenas relativamente ao salário base, pois todos ganham despesas de representação), os restantes 6, não lhe interessou mencionar (1 ganha aproximadamente mais 1000€, 3 aproximadamente 450 € e 2 aproximadamente 400€).
Queremos deixar claro que em todas estas situações salvaguardamos a posição dos funcionários afectados, pois eles não são os decisores.
Para nós, para muitos esta é a prova, que o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Sabugal apenas nos esclarece no que lhe convém. Avaliando este exemplo, verificamos que apenas diz o que lhe interessa nos assuntos em debate, escondendo do partido da oposição e até da Assembleia Municipal dados que poderiam fazer toda a diferença, levando alguns casos a ter desfechos bem diferentes.
Terminamos dizendo que contra factos, não há argumentos.
PS Sabugal

A vereadora socialista da Câmara Municipal do Sabugal, Sandra Fortuna, natural e residente no Casteleiro, foi eleita pelo congresso do PS para a Comissão Nacional do partido.

O congresso do Partido Socialista, reunido no fim-de-semana em Braga, elegeu ontem, dia 11 de Setembro, a Comissão Nacional, à qual concorreram duas Listas, uma afecta ao secretário-geral, António José Seguro, e outra a Francisco Assis.
A lista de António José Seguro, que tinha à cabeça Alberto Martins, obteve 65% dos votos, elegendo 170 mandatos, dentre os quais a sabugalense Sandra Fortuna e o ex-presidente da federação distrital da Guarda, Fernando Cabral, que assim regressa à politica activa. Já a lista encabeçada por Francisco Assis obteve 31,2% dos votos, elegendo 81 elementos para o órgão nacional do PS.
A comissão nacional é o órgão deliberativo máximo do partido entre congressos, competindo-lhe estabelecer as linhas de actuação política e velar pela sua aplicação.
Para além dos 251 elementos eleitos directamente no congresso, fazem parte da comissão nacional, por inerência, o secretário-geral, o presidente do partido, 20 representantes da Juventude Socialista, os presidentes das federações, os directores dos órgãos oficiais do partido o presidente da Tendência Sindical Socialista, o presidente da Associação Nacional dos Autarcas Socialistas, e a presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas.
plb

Os socialistas do Sabugal, reunidos ontem, dia 5 de Julho, no salão da Junta de Freguesia do Sabugal, manifestaram o apoio ao candidato a secretário-geral do partido António José Seguro.

Os militantes sancionaram a posição da comissão politica concelhia, que apontava para uma manifestação pública de apoio ao candidato natural de Penamacor que no dia 22 vai a votos para o lugar de secretário-geral, defrontando Francisco Assis.
A assembleia de militantes analisou também os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas, que se realizaram a 5 de Junho e que no Sabugal e no distrito da Guarda significaram uma manifesta derrota para os socialistas que ficaram reduzidos a um único deputado por este circulo na Assembleia da República.
Os militantes socialistas, bem como os simpatizantes do partido e os que foram eleitos para os órgãos autárquicos concelhios nas suas listas, terão no próximo dia 17 de Junho (domingo) o já habitual convívio, ou sardinhada, na praia fluvial do Sabugal.
«Neste momento, em que os recentes resultados eleitorais não foram os mais animadores, temos de levantar a cabeça e continuar o nosso trabalho, mostrando união e força, pensando já nas próximas eleições e trabalhando para que o resultado seja o que nós desejamos», disse o presidente da concelhia do PS, Nuno Teixeira, numa mensagem distribuída pelos militantes socialistas do Sabugal.
plb

José Albano Marques, presidente da Federação Distrital da Guarda do Partido Socialista deu, em nome da estrutura partidária, o apoio à candidatura de António José Seguro na corrida à liderança do partido.

Em declarações à Lusa José Albano considera que «António José Seguro será o secretário-geral que poderá relançar o partido no caminho das vitórias», destacando a «determinação» e a «força de vontade» do candidato. O líder distrital socialista refere ainda que Seguro «reúne critérios únicos».
António José Seguro, embora natural de Penamacor (distrito de Castelo Branco), é militante do PS na Guarda e já desempenhou as funções de líder distrital, na altura em que António Guterres era secretário-geral do partido e primeiro-ministro.
Francisco Assis, o outro candidato assumido a secretário-geral, foi deputado pela Guarda, tendo liderado a lista de candidatos pelo distrito nas legislativas de Outubro de 2009, porém não mereceu a o apoio da distrital da Guarda, que assim se junta à grande maioria das federações do PS, que estão com Seguro na corrida.
plb

O PSD alcançou um resultado histórico no distrito da Guarda elegendo três dos quatro deputados e alterando o tradição equilíbrio (2 e 2) entre os PSD e o PS. O PSD venceu em todos os concelhos do distrito da Guarda tendo alcançado no concelho do Sabugal 3472 votos (48,20%) contra 2004 (27,82%) do PS.

No círculo eleitoral da Guarda o Partido Social Democrata elegeu três deputados – Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra – e o Partido Socialista apenas um deputado – Paulo Campos – ficando de fora, como grande derrotado da noite, José Albano que se posicionava em segundo lugar. O distrito da Guarda elege quatro deputados e tradicionalmente têm sido divididos entre os sociais-democratas e os socialistas.
Manuel Meirinho em declarações à agência Lusa considerou que a candidatura do PSD alcançou «um resultado histórico». O Partido Social Democrata, liderado pelo politólogo independente, alcançou 46,32 por cento dos votos, elegendo três deputados. Já o PS conseguiu 28,31 por cento dos votos e elegeu apenas um deputado, o que já não ocorria desde 1995, altura em que os dois partidos passaram a eleger dois deputados cada.
«É um resultado histórico para o distrito, que expressa o esforço feito numa campanha de proximidade junto das pessoas, séria e serena, muito transparente e muito sóbria», afirmou à Lusa Manuel Meirinho, eleito deputado pelo distrito da Guarda, tal como Carlos Peixoto e Ângela Guerra. Segundo Manuel Meirinho, os eleitores do distrito «preferiram a seriedade a uma campanha feita de forma agressiva e com algum vazio do ponto de vista das ideias» e garantiu que o partido trabalhou para obter «uma grande vitória».
Quanto ao facto de a lista distrital ter sido liderada por um independente, disse que a «mistura» de militantes e de independentes «mostra aos eleitores que os partidos são estruturas abertas».

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS  –  5-6-2011
DISTRITO DA GUARDA

CONCELHO DO SABUGAL  –  FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

jcl

O comício do Partido Socialista em Évora contou com uma participação multicultural e multiracial. A destoar apenas a cor laranja do turbante do indiano. Ele há coisas!

Vodpod videos no longer available.

Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

Paulo CamposO secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, lidera a lista do Partido Socialista pelo círculo eleitoral da Guarda.

Foram hoje aprovados os cabeças de lista do PS às eleições de 5 de Junho, em reunião da Comissão Nacional, que aconteceu em Lisboa. A Comissão Política, reúne no dia 20, quarta-feira, para aprovar as listas completas de candidatos a deputados por cada círculo.
A reunião de hoje da Comissão Nacional, a primeira a seguir ao congresso do último fim-de-semana, serviu também para a eleição dos novos órgãos directivos do PS.
Os cabeças de lista por cada círculo são os seguintes:
Lisboa – Ferro Rodrigues
Porto – Francisco Assis
Aveiro – Helena André
Leiria – Basílio Horta
Santarém – António Serrano
Viana do Castelo – Fernando Medina
Braga – António José Seguro
Portalegre – Pedro Marques
Guarda – Paulo Campos
Viseu – José Junqueiro
Castelo Branco – José Sócrates
Setúbal – Vieira da Silva
Vila Real – Pedro Silva Pereira
Bragança – Mota Andrade
Coimbra – Ana Jorge
Évora – Carlos Zorrinho
Faro – João Soares
Açores – Ricardo Rodrigues
Madeira – Jacinto Serrão
Europa – Paulo Pisco
Fora da Europa – Carolina Almeida

Paulo Campos nasceu em Coimbra em 1965. É licenciado em Economia, e é Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, cargo que ocupa desde 2005. antes de ter funções governativas foi administrador de diversas empresas do Grupo Águas de Portugal.
Com a escolha de Paulo Campos pelo PS, ficaram a conhecer-se os nomes dos cabeças de lista dos principais partidos no círculo eleitoral da Guarda. Os restantes são: Manuel Meirinho (PSD), José Branco (CDU), António Baptista (BE) e Emília Bento (CDS).
plb

Em reacção à posição assumida pelo PSD da Guarda acerca da introdução de portagens nas auto-estradas A23 e A25, que servem o distrito, o presidente da comissão política do Partido Socialista do Sabugal, Nuno Teixeira, desafia o PSD a apresentar na Assembleia da República uma proposta de suspensão das mesmas portagens. Publicamos, na íntegra, o comunicado que o PS do Sabugal nos fez chegar acerca deste assunto.

Scuts«O PSD Distrital, de vez em quando, tem de mostrar que existe e tudo serve de pretexto para, esporádicas, conferências de imprensa, a face visível de uma liderança ausente.
E como a questão das SCUT´S e das portagens são tema de movimentações e conversas, eis um bom mote para uma boa dose de demagogia.
Pegando na deixa dos seus Deputados pelo D…istrito, vêm “cavalgar a onda” de que o governo do PS é que governa e por isso a culpa das portagens na A23 e na A25, ser do PS e do Governo.
Está dito e redito, mil vezes escrito, que o PS e o seu Governo resistiram, quanto puderam, a introduzir portagens nas SCUT´s do Interior do País e que foi o líder do PSD, Passos Coelho, quem exigiu a universalidade dos pagamentos no todo nacional.
Se assim não fosse as portagens não seriam introduzidas por duas ordens de razões: Primeiro porque o Governo o não quer e, depois, porque o PSD e restante oposição, com larga maioria no Parlamento, caso fosse o PS a propô-lo, votariam contra e chumbariam a proposta como o já fizeram tantas vezes, noutras situações.
É pois fácil deduzir e concluir:
O PSD é o ÚNICO responsável pelas portagens.
Se assim não é, pois que o demonstre e prove agora.
Nesta fase e uma vez que a cobrança das portagens integra a Lei do Orçamento só o Parlamento pode inverter a situação.
Lançamos o desafio aos senhores Deputados do PSD/Guarda para que, no âmbito do respectivo Grupo Parlamentar, proponham um projecto de resolução e o PSD vote favoravelmente suspender o pagamento de portagens na A23 e na A25.
É na Assembleia da República e não em Conferências de Imprensa sem sentido que o Distrito pode ser defendido e é certo que se a proposta de abolir as portagens na A23 e A25 for a votação na AR, os Deputados do Partido Socialista votarão favoravelmente.
Se o PSD é mesmo contra as portagens tem aqui uma boa oportunidade para o demonstrar.
Ficamos à espera da iniciativa parlamentar do PSD.
Não fujam a esta responsabilidade.
Para o PSD/Guarda chegou a hora da verdade.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal»

Concluídas as eleições presidenciais, que ditaram a reeleição de Cavaco Silva, podemos traçar algumas considerações, olhando para os resultados eleitorais do concelho do Sabugal, onde há uma freguesia que luta abnegadamente contra a maré.

Nas terras raianas ganhou Cavaco Silva, com uma votação superior a 63 por cento. Outra coisa não era de esperar, tendo em conta o voto tradicional dos eleitores do concelho do Sabugal.
Contudo houve uma terra que contrariou claramente esse sentido de voto, o que também não surpreendeu, atendendo à forma como sempre vota em eleições de carácter nacional. Falamos da freguesia dos Fóios. Aqui Cavaco não atingiu os 42 por cento e Manuel Alegre andou perto dos 37 pontos percentuais, com Fernando Nobre perto dos 12. Significa isto que, se fossem os fojeiros a decidir, o algarvio teria de disputar uma segunda volta, onde seria inapelavelmente batido.
Na Moita o candidato da direita também não obteve a maioria, mas a expressão dessa realidade tem menos impacto. Já na Bismula e em Águas Belas o presidente reeleito obteve metade dos votos mais um, o que significaria uma reeleição garantida, ainda que por curta margem. No mais das freguesias Cavaco foi vencedor absoluto.
A conclusão é que Fóios é a terra de esquerda do concelho do Sabugal, ainda que incrustada entre freguesias conservadoras, onde o Partido Socialista e os demais partidos da esquerda não conseguem colher bons frutos eleitorais.
Os Fóios têm porém uma particularidade: em eleições autárquicas voltam as costas ao PS e votam nos candidatos do PSD, contribuindo decididamente para a sua vitória. Dirão que, ao invés, outras terras que votam PSD em eleições nacionais, expressam-se massivamente pelo PS em eleições autárquicas. Isso é verdade e uma coisa pode bem compensar a outra, porém, quem tem tirado vantagem dessas discrepâncias é o PSD, que há 13 longos anos gere o Município.
Os responsáveis concelhios do PS devem analisar estes resultados e em particular a forma de votar dos fojeiros e tirar ilações ao que verdadeiramente dá motivos para que a terra mais socialista do concelho do Sabugal volte as costas ao PS nas eleições locais.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Recebemos da Comissão politica do Sabugal do partido Socialista um comunicado acerca da suspensão das obras de ligação do Sabugal à auto-estrada A23, há dias noticiado pelo Capeia Arraiana, que reproduzimos na íntegra.

PSEm período pré-natalício o Sr. Presidente da Câmara vestiu a farpela de Pai Natal e deu aos sabugalenses uma prenda de Natal!
Parece assim, ter-se acabado com uma obra cujo projecto global nunca existiu e que era um completo desastre e um erro colossal que custou, e vai continuar a custar, muitos milhões de euros aos cofres municipais.
A posição do Partido Socialista foi e continua a ser muito clara.
– É essencial estarmos ligados à A23, mas a opção assumida pelo PSD em mandatos anteriores (e não esquecemos que o actual Presidente era Vereador nos anteriores executivos), era errada;
– O Município tinha de honrar os compromissos já assumidos, custasse o que custasse, mas era urgente parar com novos investimentos.
E o Partido Socialista apresentou durante a campanha eleitoral e mantém hoje as suas propostas no que diz respeito às questões das Acessibilidades:
– Elaborar e concretizar o Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal da Guarda para o reperfilamento da EN233 entre o Sabugal e a Guarda, com ligação à PLIE, permitindo o acesso à A23 e à A25.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e com a Concessionária da A25 para a ligação da ER324 à A25 no Alto de Leomil.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Almeida para o reperfilamento da EN233-3 e da EN332 entre o Sabugal e a fronteira, aproveitando os troços já construídos ou em construção.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara de Belmonte para o reperfilamento da EN233 e ER18-3 entre o Sabugal e Caria.
– Iniciar o processo de concretização da Variante Norte à Cidade do Sabugal.
– Reanalisar, em parceria com as Estradas de Portugal a melhor opção para a ligação à A23.
– Estabelecer uma parceria com a Comarca de Ciudad Rodrigo para criar ligações de qualidade inter-aldeias fronteiriças.
– Definir um sistema integrado de acessibilidades internas, criando ligações de qualidade aos principais eixos viários e que facilitem as ligações entre freguesias e entre estas e a Sede do Concelho.
Cabe agora ao PSD e ao seu parceiro de coligação retirar as conclusões da decisão errada tomada anteriormente.
O Partido Socialista apresenta aqui uma base de entendimento para se definir uma verdadeira rede de acessibilidades rodoviárias que sirvam as populações e as empresas.
Pensamos que seria correcto começar pela elaboração do Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal, contratando uma entidade tecnicamente credível (e não uns pretensos académicos que de tanto se olharem ao espelho já nem conseguem ver que pouco ou nada sabem…), e discutindo politicamente nos locais apropriados (Câmara e Assembleia Municipal), as opções técnicas que venham a ser apresentadas.
Mas não estaremos disponíveis para “molhar o pão no molho de um qualquer coelho” que a maioria MPT/PSD volte a tirar da cartola.
As questões das acessibilidades do Concelho do Sabugal são demasiado importantes para se “descobrirem” à mesa, durante um repasto mais ou menos suculento!
As questões das acessibilidades do Concelho do Sabugal não podem ser definidas num “momento de inspiração” de um qualquer iluminado!
Já chegou de aventuras!
Comissão Política do Partido Socialista do Concelho do Sabugal

Recebemos da comissão política concelhia do Partido Socialista um comunicado acerca da polémica criada com a demissão do vereador Joaquim Ricardo da presidência da empresa municipal Sabugal+, que publicamos na íntegra.

PSEm Reunião de Câmara realizada a 21 de Janeiro de 2010 foi decidido nomear um novo Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+.
Surpreendentemente, a 16 de Junho de 2010, e numa “manobra” de pura “politiquice partidária” a maioria MPT/PSD decide destituir o Conselho de Administração daquela empresa e nomear um novo Conselho de Administração, sendo seu Presidente o Vereador do MPT, Joaquim Ricardo que havia, entretanto, e como o tínhamos dito e redito durante a campanha eleitoral, assumido o seu papel histórico de garante das políticas imobilistas dos Executivos Municipais do PSD.
Não pactuando com este tipo de manobras, os vereadores do Partido Socialista abandonaram a Reunião de Câmara no momento da votação, pelo que, não podendo o vereador do MPT votar nele mesmo, não havia quorum para aquela votação.
Mas à maioria MPT/PSD, no seu afã de concluir o acordo estabelecido, não importavam essas questões legais, pelo que se auto-elegeram.
Logo nessa altura, os vereadores do Partido Socialista emitiram um comunicado em que se afirmava:
“Em conclusão, entendemos que a eleição do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+, assenta numa deliberação nula e de nenhum efeito, não podendo portanto ser considerada legal, pelo que aconselhamos a que tal conste na acta nos termos que aqui enunciamos.”
A maioria MPT/PSD não atendeu publicamente aos argumentos dos vereadores do PS, mas, talvez por que as dúvidas eram muitas, o Sr. Presidente da Câmara solicitou o parecer da CCDR-Centro e da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.
A vinda dos pareceres solicitados, tinha naturalmente que dar razão ao Partido Socialista.
Assim, e se no que diz respeito à ANMP, esta se limita a transcrever a legislação sem retirar quaisquer conclusões, já o parecer da CCDR-Centro é claro, concluindo:
“Ora, no caso em análise, o vereador em causa estava efectivamente impedido de participar na votação, dado que nele tinha interesse directo, alínea a)do CPA, competindo ao Presidente da Câmara, o impedimento (…).
Os actos ou contractos em que tiverem intervindo titulares de órgãos ou agente impedido são anuláveis(…)”
E chega-se assim à Reunião de Câmara de 9 de Dezembro, onde o Vereador do MPT, numa manobra de antecipação, se demite antes de ser demitido!
E, ainda mais espantoso, o Sr. Presidente da Câmara, após esta renúncia, propõe um novo Conselho de Administração do qual expurga o Vereador do MPT mas mantém os restantes membros!
Desta situação, a Comissão Política do Partido Socialista do Concelho do Sabugal retira as seguintes conclusões:
1. Em política não vale tudo e congratulamo-nos por vivermos num regime com leis e regras que defendem a legalidade democrática.
2. O Partido Socialista regeu-se, desde o princípio, pelo cumprimento integral da lei, como a evolução recente o demonstrou.
3. A maioria MPT/PSD tem de compreender que há regras democráticas que têm de ser seguidas. Possuem a maioria absoluta e governam mal, em nosso entender, o Município numa “santa aliança” com pés de barro, mas devem aprender que ter a maioria não os isenta de cumprir a lei.
4. Reposta a legalidade, importa agora acautelar o futuro próximo da Sabugal+.
Na verdade e como diz o parecer da CCDR-Centro, “Os actos ou contractos em que tiverem intervindo titulares de órgãos ou agente impedido são anuláveis”, pelo que se exige da nova Administração que acautele possíveis pedidos de anulação por parte de terceiros.
5. Mas há ainda uma última conclusão de carácter político a retirar.
É que o Vereador do MPT numa tentativa de justificar a sua saída ataca tudo e todos, colocando-se na posição de “jovem pura e imaculada”.
Não. O Vereador não se demitiu, o Vereador foi obrigado a demitir-se porque a sua eleição era ilegal mas, mesmo que assim não fosse, ter-se-ia demitido porque já toda a gente chegou à conclusão da gestão desastrosa da Sabugal+, imposta desde a sua tomada de posse.
Não. O Vereador não é uma “jovem pura e imaculada”. É um político profissional da velha guarda, isto é, alguém que não se importou de, à primeira oportunidade, rasgar e esquecer tudo o que dissera durante a campanha eleitoral, para se sentar à mesa do poder!
Não. O Vereador até pode bater no peito como o fariseu do Novo Testamento. Mas o que o Vereador tem de revelar é quais as razões porque aceitou coligar-se com o PSD, e quais as propostas alternativas ao PSD apresentadas em campanha eleitoral que foram aceites por este Partido e que poderiam justificar a aliança.
O que o Vereador do MPT tem de explicar é o que justifica o seu apego ao poder, pois, queira ou não queira, a sua saída do Conselho de Administração é uma prova de como os seus parceiros de coligação aproveitaram o primeiro ensejo para o afastar de um lugar que, parece, tem de ser da máxima confiança política.
O que o Sr. Presidente da Câmara tem e deve explicar, é porque mantém a confiança no Vereador do MPT, mantendo-o como Vereador a tempo inteiro, quando o deixou cair como Presidente da Sabugal+.
O resto, como diz o Povo, são “desculpas de mau pagador”!
Comissão Política Concelhia do Partido Socialista

Eis que o Plano Regional de Ordenamento do Território do Centro (PROT-Centro) se tornou falado no Sabugal e no distrito da Guarda, sendo agora muitos os que o criticam por finalmente verificarem que o mesmo não serve os interesses das regiões fronteiriças, que aliás são nele completamente ignoradas.

Demorou alguns meses até que o presidente da Câmara Municipal do Sabugal se pronunciasse publicamente acerca de um documento que conhecia mas que realmente ignorava. Digo que o conhecia porque participara em algumas reuniões preparatórias, e tinha a chave de acesso ao projecto que estava disponível na Internet, no sítio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro. Mas também afirmo que o ignorava porque não se apercebia que o dito projecto de plano não incluía o Sabugal no mapa das dinâmicas a desenvolver no futuro.
Para dizer a verdade, quem descobriu o famigerado projecto de PROT foi Ramiro Matos, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, que deu o alerta aos eleitos do Partido Socialista, fazendo com que estes avisassem em reunião do executivo camarário o mal que estava a ser feito ao Sabugal.
E foi o cabo dos trabalhos! O presidente explicou o inexplicável: tinha a situação sob controlo, e o mal era alguém ter vindo a público falar num documento de acesso reservado. O que importava era evitar que o assunto viesse para a praça pública, porque era uma espécie de Segredo de Estado, e falar dele era cometer um crime de lesa-majestade.
Entretanto, após mil peripécias, convoca-se a Assembleia Municipal para debater o assunto e aí a irresponsabilidade falou mais alto. Se o presidente já demonstrava compreender a importância de discutir o plano, alguém no seu partido lhe minou o terreno, dando ordem ao colectivo para não comparecer na reunião, assim a inviabilizando.
Há dias foi o Governador Civil da Guarda que, notando que os autarcas se demitiam do dever de discutir o problema, tomou a iniciativa de os convidar para com ele e demais interessados analisarem o projecto de PROT. Lá foi também António Robalo, mostrar a sua profunda indignação pela elaboração de um documento em Coimbra, longe das vistas e das vozes dos autarcas e nas costas do povo da raia. «Temos de olhar para os territórios de montanha e de fronteira, considerados envelhecidos e deprimidos, não os deixando ao abandono, a morrer lentamente», disse o nosso autarca aos microfones da rádio Altitude.
Não posso deixar de dar uma palavra de apreço para os eleitos nas listas do PS que, mau grado o plano ser da responsabilidade de um órgão governamental, portanto seus pares no campo político, não hesitaram em o criticar frontalmente, numa afirmação de que a nossa terra deve estar sempre em primeiro lugar.
Demorou, mas afinal todos concordam que o PROT-Centro merece ser reprovado.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A vereadora socialista Sandra Fortuna defendeu em reunião do executivo municipal do Sabugal que a construção da estrada de ligação do Sabugal à A23 é uma obra utópica, cujos trabalhos devem parar imediatamente, pondo termo a um gasto de verbas exorbitantes que pode colocar a câmara perante grandes dificuldades financeiras.

A vereadora do Casteleiro, defendeu a medida numa reunião realizada em 27 de Outubro, em que se debateu uma alteração ao orçamento municipal face à necessidade de reforçar as verbas para custear os trabalhos naquela obra. Os eleitos do PS votaram contra a proposta, que recebeu os votos favoráveis dos vereadores do PSD e obteve a abstenção do vereador do MPT, Joaquim Ricardo, o que obrigou o presidente António Robalo a fazer uso do voto de qualidade para aprovar a proposta.
Após a votação Sandra Fortuna fez uma declaração de voto justificativa da posição tomada: «Os vereadores do Partido Socialista votam contra por não concordarem com as verbas exorbitantes para a referida obra. Como já foi dito por nós, trata-se de uma obra utópica, com gastos excessivos e capaz de levar a câmara a grandes dificuldades financeiras. Como temos responsabilidade política e já demonstrámos por várias vezes, é nosso entendimento que a obra pare imediatamente.»
Joaquim Ricardo, que tem sido um adversário da obra, optou pela abstenção, viabilizando assim a aprovação da sua continuidade. Porém no final da votação fez também uma declaração de voto, afirmando que se abstivera porque esperava por uma análise aos trabalhos e aos correspondentes gastos entretanto realizados. Mesmo assim não deixou de criticar a obra: «Entendo e sempre entendi que este projecto, para além dos custos previsíveis serem insuportáveis para o executivo, a sua realização não traz ao território valor acrescentado justificável».
Capeia Arraiana falou com Sandra Fortuna que disse que a posição agora assumida pelos elementos do PS era coerente com o que sempre defenderam. «O mesmo não se passa com Joaquim Ricardo que de crítico assumido da execução da obra passou a tolerá-la ao optar pela abstenção nas votações sobre o assunto», disse a vereadora socialista.
Considera que a obra é uma aventura muito mal planeada e indevidamente suportada pela câmara, não tendo sido feito o necessário para que a mesma fosse assumida pelo governo. Sobre o que deve ser decidido face aos gastos necessários para a continuidade dos trabalhos, a vereadora do Casteleiro mantém-se peremptória: «Ou o poder central assume a obra ou, caso contrário, a mesma tem de parar, já que a câmara não tem condições financeiras para a manter».
plb

O Partido Socialista do Sabugal fez chegar à Comissão de Coordenação para o Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) propostas de alteração ao projecto de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), que genericamente consideram ser um documento que não serve a Beira Interior e muito menos o Concelho do Sabugal.

PSPara os responsáveis do PS do Sabugal a aprovação do plano nos moldes em que se encontra elaborado conduzirá, a breve prazo, «ao esvaziar das aldeias destes concelhos, sendo as pessoas atraídas/induzidas a se fixarem nas sedes de concelho ou nas grandes cidades, onde encontrarão resposta facilitada para as suas necessidades pessoais e profissionais». Defendem que o documento ignorou completamente o Concelho do Sabugal: «já nem se trata de estratégias, trata-se de apagar do mapa o nosso Concelho».
A proposta apresentada à CCDRC defende haver uma alternativa que adopte «políticas voluntaristas de funcionamento em rede dos diferentes territórios da Beira Interior, mais ou menos densamente ocupados» e que conjugue as fortes dinâmicas de desenvolvimento das cidades principais com as dinâmicas de desenvolvimento local de menor amplitude, mas de importância fundamental para as populações que lá residem e trabalham. No fundo, «uma alternativa que entendesse as relações transfronteiriças locais como oportunidades de desenvolvimento».
Por acreditarem que ainda é possível alterar esta situação, os Vereadores e os Deputados Municipais do Partido Socialista enviaram para a CCDRC duas propostas.
A primeira propõe, pura e simplesmente, que se anule o que está feito e se elabore um novo documento. A segunda, por não acreditarem que a CCDRC aceite anular o documento colocado à discussão pública, propõe um conjunto de alterações às Normas Orientadoras que permitiriam melhorar o documento.

Documento para download. Aqui.
plb

A Concelhia do Partido Socialista do Sabugal emitiu com pedido de publicação no Capeia Arraiana um comunicado de Imprensa que reproduzimos na íntegra.

«COMUNICADO DE IMPRENSA

“BOICOTE AO DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO”

PSOs deputados municipais que integram o Grupo Político do Partido Social Democrata demonstraram no dia 29 de Outubro que não estão interessados em defender os interesses do Concelho do Sabugal, ao faltarem em bloco à Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal assim inviabilizando a sua realização!
E o que é que se ia discutir nessa Assembleia?
Em primeiro lugar, a proposta de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro em discussão pública até 30 de Novembro.
Um Plano que tal como está elaborado, conduzirá:
– Ao reforço da importância subregional da Guarda, Covilhã-Fundão e Castelo Branco, onde se irão concentrar os grandes investimentos e, portanto, aumentando a sua atractividade concorrencial face aos restantes concelhos;
– Ao reforço dos movimentos migratórios das populações dos restantes concelhos que se sentirão atraídos para viver, trabalhar e investir naquele eixo;
– À perda de peso subregional das restantes sedes de concelho face àquelas cidades, das quais serão subsidiárias em quase tudo – desde o comércio ao ensino, à saúde e aos serviços públicos;
– Ao esvaziar das aldeias destes concelhos, sendo as pessoas atraídas/induzidas a se fixarem nas sedes de concelho ou nas grandes cidades, onde encontrarão resposta facilitada para as suas necessidades pessoais e profissionais.
Mas também:
– um Plano que retira as Termas do Cró, a Serra da Malcata ou a Albufeira da Barragem enquanto destinos turísticos;
– um Plano que não considera como estruturantes as ligações dos Concelhos da Beira Interior à A23 e à A25, nem aos Municípios espanhóis raianos;
– um Plano que não define uma filosofia de localização territorial descentralizada das infraestruturas de base tecnológica e das áreas de localização empresarial certificada, antes apontando para a sua localização na Guarda, Covilhã ou Castelo Branco;
– um Plano que não integra o Concelho do Sabugal, na rede de regadio da Cova da Beira;
– um Plano que não considera a importância do Concelho do Sabugal enquanto pólo de saúde gerontológica;
– um Plano que não considera como valências turísticas o turismo de saúde e bem-estar e turismo náutico, ambas de grande importância para o Concelho do Sabugal;
– um Plano que não integra o Sabugal no conjunto das centralidades urbanas turísticas, nem considera as aldeias integradas na Reserva Natural da Serra da Malcata no conjunto dos núcleos urbanos de turismo de lazer.
Foi tudo isto que o PSD se recusou a discutir, inviabilizando assim uma tomada de posição da Assembleia Municipal, a qual, naturalmente tinha outro peso junto da CCDR-Centro.
Esta atitude do PSD é a atitude natural de quem, não tendo qualquer estratégia para o desenvolvimento do Concelho do Sabugal, já baixou os braços, como aliás decorre das posições de capitulação que o Presidente da Câmara assumiu em reunião havida em Coimbra nos finais do mês de Julho.

Mas a situação que já de si era grave, assume depois o aspecto de uma trágico-comédia, quando os deputados do PSD se recusam a ouvir o que o Presidente da Câmara, eleito nas listas do próprio PSD, tinha para dizer sobe o novo Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal (PDES) (se é que algum dia existiu outro…).
O que é que tal significa?
Que afinal o Sr. Presidente da Câmara nada tinha para dizer e a falta dos deputados foi uma forma de salvar a face do “seu” presidente?
Que nem os deputados do PSD estão para ouvir o que o “seu” presidente tem para lhes dizer?

Mas que o PSD não pense que, não se realizando a Assembleia Municipal, o PS, através dos seus Vereadores e dos seus Deputados Municipais, vai esquecer as questões do PROT e do PDES.
Como o Partido Socialista vem dizendo, o Concelho do Sabugal perdeu há um ano a oportunidade de encontrar o rumo certo para o seu desenvolvimento.
E por isso o Partido Socialista continuará, como sempre, a lutar para transformar o Concelho do Sabugal num território sustentável e competitivo, atractivo para viver, trabalhar e investir, preservando as memórias, as tradições e a natureza!
O Grupo de Deputados Municipais do Partido Socialista,
em conjunto com os seus Vereadores eleitos.»

Comunicado de Imprensa do Partido Socialista sobre a não realização da Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal do Sabugal.
jcl

Carlos Luís, natural de Vila do Touro, concelho do Sabugal, é o actual Secretário-Geral da Fundação INATEL. Na verdade este sabugalense dispensa apresentações: foi durante anos sucessivos deputado à Assembleia da República, eleito pelo Partido Socialista, mantendo-se sempre ligado ao Sabugal, onde já desempenhou as funções de presidente da Assembleia Municipal. Conversámos sobre a sua nova actividade, onde vieram à tona os seus conhecimentos sobre termalismo.

– Depois de tantos anos deputado, como é ser agora secretário-geral da Fundação Inatel? Trata-se de uma nova experiência, que o levou a deixar a política em definitivo?
– É de facto uma nova experiência, mas a política julgo que só a deixarei quando morrer, pois entendo que devo continuar a ter uma participação cívica e ética na sociedade. Essa é de resto uma obrigação de todos os cidadãos, que devem dar o melhor que sabem, no quadro das causas públicas.
– Na Inatel acaba por estar envolvido numa causa em que sobrevém o interesse público, dada a história e o papel importantíssimo que essa instituição tem na sociedade portuguesa…
– Penso que sim, porque a Fundação Inatel abrange um espaço de intervenção muito vasto. Desde logo o da cultura popular portuguesa. Por ali passaram grandes vultos da etnografia, como Michel Giacometti, Tomás Ribas, e outros, na recolha do cancioneiro tradicional português, indo ao encontro da essência da alma do nosso povo, que está plasmada em várias obras. Ao longo de 75 anos, homens e mulheres conseguiram realizar trabalhos com o apoio da Inatel, o que é uma riqueza incomensurável. Ainda no campo cultural a Fundação tem o Teatro da Trindade, e tem peças itinerantes que percorrem todo o país. Também temos a área da formação, em variados campos, como o teatro, o folclore, e a cultura popular em geral. No que concerne ao turismo sénior, a fundação movimenta por ano cerca de 65 mil pessoas, que correm o país de norte a sul. Se não fosse a Fundação Inatel não teriam essa possibilidade. Para além do turismo sénior, a fundação movimenta-se noutras áreas, como o termalismo, com duas estâncias termais, em Manteigas e Entre-os-Rios. Há ainda a contar com 22 unidades hoteleiras espalhadas pelo país. Temos o programa «Termalismo Solidário», através do qual 2.500 pessoas fazem termalismo a um preço simbólico, consoante os rendimentos que possuem, tendo direito a estadias e a tratamentos. Temos depois o chamado «Turismo Solidário», que abrange cerca de 10 mil pessoas com parcos recursos, que se encontram num quadro de pobreza ou muito próximo disso. Outro programa é o «Abrir as portas à diferença», que abrange pessoas com incapacidade superior a 75 por cento, com apoio governamental. Outra componente é o desporto amador, com a organização de campeonatos concelhios, distritais e nacionais.
– Os campeonatos desportivos amadores da Inatel são muito conhecidos…
– Sem dúvida, e abrangem um leque enorme de modalidades, desde a pesca desportiva, o pingue-pongue, bilhar, futebol, voleibol, basquetebol, enfim as mais variadas actividades. Temos dois complexos desportivos, o do Estádio 1º de Maio em Lisboa e o Complexo do Ramal do Porto, para além de vários pavilhões gimnodesportivos espalhados pelo país.
– Tendo em conta a experiência da Inatel ao nível termal, o que pensa do projecto de abertura das Termas do Cró no concelho do Sabugal? Considera que tem viabilidade, ou acha que é investir numa área já saturada e onde é difícil singrar?– Pode haver neste momento uma saturação do mercado, isto é, haverá, em termos globais, mais oferta do que procura. Mas em cada ano que passa o termalismo conquista centenas, ou milhares, de novos aderentes. Basta olhar para o caso das termas de S. Pedro do Sul, que é o de maior sucesso no país. Neste momento é o complexo termal melhor equipado a nível europeu, em termos técnicos e humanos. Teve ali lugar o Congresso Europeu de Termalismo, onde grandes especialistas e responsáveis por grandes estâncias termais europeias, que ali se reuniram, reconheceram o valor das termas de S. Pedro do Sul, ficando admirados com aquele complexo termal, que é uma realização conseguida em Portugal através de uma empresa municipal, que tem criado sinergias e uma riqueza enorme, com a criação de emprego na região em que se insere, ultrapassando todas as expectativas. Neste momento frequentam aquelas termas cerca de 50 mil pessoas, que de resto são as únicas do país que estão abertas durante todo o ano. Penso pois que o projecto das termas do Cró no concelho do Sabugal é um projecto do presente, que me parece ter garantias de futuro. Saúdo de resto essa iniciativa do meu concelho, que, segundo sei, obteve recentemente o direito a uma comparticipação financeira dentro dos programas de apoio ao termalismo, juntamente com o que também sucedeu com as termas de Manteigas, da Fundação Inatel.
– Pensa que o modelo de exploração das termas de S. Pedro do Sul, através de uma empresa municipal, pode ser seguido com sucesso nas termas do Cró?
– Não sei se pudemos fazer essa comparação. As termas de S. Pedro do Sul têm uma longa história. Consta que D. Afonso Henriques, tendo fracturado uma perna, foi ali para ser tratado. Ainda são visíveis as termas romanas, com o casco histórico muito impressionante. O balneário que lhe possibilitou maior expansão foi inaugurado pela rainha Dona Amélia, tornando-se a partir daí num espaço termal de referência, a que mais tarde o poder local deitou a mão, dado que era uma riqueza inesgotável da terra, com propriedades terapêuticas extraordinárias. Eu próprio sou termalista e um adepto dessas termas e noto que há uma adesão crescente dos cidadãos ao termalismo, até como alternativa à massificação do litoral. S. Pedro do Sul tem tirado partido desta tendência por ter condições de exploração já consolidadas, o que não é o caso das Termas do Cró, que estiveram fechadas durante décadas e que agora se pretendem reabrir.
– Considera então que só através de uma parceria privada é possível dar viabilidade ao projecto?
– Sobre isso digo o seguinte: dezenas de câmaras municipais ofereceram-nos parcerias, nomeadamente para sermos nós a explorar as estâncias termais, dado o nosso conhecimento nessa área. Mas a questão é que é necessário ir muito mais longe. É preciso haver um centro de informação muito bem montado, a nível nacional, para se captarem aderentes, porque isso não se faz de um dia para o outro. Tem que haver uma adesão consolidada. No termalismo, o melhor que se pode fazer é «passar a palavra», em que os que apreciaram umas termas, as aconselham depois a outros tendo em conta a sua própria experiência. O Município do Sabugal encontrará o melhor caminho para viabilizar a exploração, mas não pode deixar de ter em conta esses aspectos fundamentais.
– No Cró a construção do balneário está quase concluída. A partir daqui a exploração das termas pode avançar, ou acha que há outros factores essenciais a garantir previamente?
– Não conheço em pormenor o estado do projecto. Há muitos anos estive pessoalmente envolvido na compra do alvará das Termas do Cró à instituição do Dr. Dinis da Fonseca, mas neste momento confesso não estar suficientemente informado sobre o estado do projecto da Câmara para a sua exploração. Acredito que a Câmara e outras forças do concelho, bem como os cidadãos, estarão de braços abertos para a defesa deste projecto. Pelo que oiço os resultados dos tratamentos experimentais que têm sido levados a cabo são muito positivos, ou seja, os utentes que ali vão com problemas de saúde têm sentido melhoras. Assim sendo, há condições para a exploração ter viabilidade. Conjugando as termas com outras riquezas que o concelho dispõe, como a caça, a pesca, a realização de circuitos de montanha, e tendo em conta outras potencialidades endógenas, o termalismo, embora considerado sazonal, pode dar um fortíssimo contributo para o desenvolvimento do nosso concelho.
– Sendo um sabugalense que amiudadamente vai ao concelho, qual a ideia que tem da necessidade de uma ligação do Sabugal à A23, projecto que aliás a Câmara custeia por inteiro, mas que não há forma de conhecer a luz do dia?
– Nunca estivemos tão distantes e tão perto. Distantes porque o interior continua a desertificar-se, com as aldeias em declínio, sem conseguirem manter a vida activa que tiveram em tempos. A própria sede de concelho perde dinamismo, porque lhe falta juventude. Por outro lado estamos mais perto dos grandes centros urbanos, porque nos passam ao lado duas importantes auto-estradas. A meu ver a ligação à A23 e à A25, resolve-se melhorando a estrada nacional que liga o Sabugal à sede de distrito, pois as duas auto-estradas unem-se na Guarda. Por outro lado, haveria também uma melhor ligação a duas vias-férreas, a da Beira Alta e a da Beira Baixa, pese embora esta esteja interrompida, ou assegurada apenas por uma automotora entre a Guarda e a Covilhã. Mas a linha da Beira Alta está activa e com a crise que atravessamos o comboio ganha novamente grande importância, pois teremos de voltar a utilizar os transportes colectivos e o comboio é um transporte de excelência. Eu continuo a utilizar o comboio quando vou à Guarda, nomeadamente o inter cidades, que oferece um óptimo serviço. Penso portanto que a grande melhoria para o Sabugal em termos de acessibilidades seria a requalificação da ligação à Guarda, até porque não podemos andar a construir em duplicado. Os tempos são de crise e temos de racionar os gastos.
plb

O Partido Socialista, pela voz de Nuno Teixeira, deputado municipal e presidente da concelhia sabugalense do PS, atacou frontalmente a execução autárquica ao fim de quase um ano de mandato, defendendo que apenas se tem feito uma gestão corrente. A Assembleia ficou ainda marcada pelas críticas dos socialistas ao projecto do PROT-Centro e pela intervenção do deputado Manuel Rito, que fez um aviso à navegação apontando qual o rumo certo a seguir.

Para Nuno Teixeira a dinâmica anunciada pelo PSD há um ano na campanha, não passou de uma «artimanha eleitoral», e enumerou os erros da governação do PSD: «A Câmara do Sabugal é hoje conhecida como uma mera agência festiva e com muita competência na atribuição de subsídios», disse o deputado, que considerou ainda verificar-se uma inteira dependência face ao anterior executivo, uma incapacidade de tratar e fazer avançar dossiers e, referindo-se ao vereador do MPT Joaquim Ricardo, «ter uma maioria à custa de um vereador a quem ninguém reconhece qualquer competência específica ou trabalho realizado».
O deputado lançou depois uma bateria de perguntas ao presidente António Robalo, tendo por base as suas promessas eleitorais:
Onde estão a SabugalInvest, a qualificação do Mercado do Sabugal, o Centro Nacional de Micologia da Colónia Agrícola, o Ofélia Club, o Centro Náutico, a melhoria da rede social, o funcionamento das comissões inter-freguesias, a construção dos Centros Educativos, o reforço de meios tecnológicos nas escolas, o Fórum Jovem, os espaços informais de desporto, convívio e lazer e o apregoado Parque Temático de atractividade internacional? Questionou.
Sobre outros assuntos denunciou: «O Parque Campismo não avançou um metro», «a requalificação do Rio Côa é uma miragem», «a ligação à A23 continua um sorvedouro dos dinheiros públicos».
«Foi um ano inteiramente perdido para o Concelho do Sabugal», considerou, tendo em conta que «não foi desenvolvido, tão pouco apresentado, qualquer projecto estruturante para o Concelho em nenhuma das áreas fundamentais» e «não se conhecem projectos ou propostas que identifiquemos como mais-valias para o desenvolvimento sustentado do Concelho».
Seguidamente elogiou o desempenho dos vereadores socialistas, que pautaram «a sua intervenção por uma oposição atenta mas construtiva, apresentando um numeroso conjunto de propostas», mau grado a falta de condições para trabalharem. «Aliás, o Sabugal será porventura a única Câmara do País, onde aos vereadores da oposição não foi disponibilizado qualquer espaço para trabalhar, tão pouco a possibilidade de receber e ouvir os Munícipes», atitude que considera revelar «uma faceta de democraticidade duvidosa e totalmente à revelia do consignado no Estatuto do Direito de Oposição».
Nuno Teixeira deixou uma conclusão: «A verdade nua e crua, é que a acção da Câmara durante este ano, se resume a uma simples gestão corrente».
Um outro deputado do PS, Carlos Alberto Morgado Gomes, relançou a questão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), já apresentada pelos vereadores socialistas no executivo autárquico.
O deputado considerou que o PROT-Centro «não só não serve os interesses do Concelho do Sabugal, como, mais grave ainda, contribuirá para agravar a situação com que hoje o Concelho se defronta, ou mesmo, a colocar em risco a própria sobrevivência da nossa terra», enumerando de seguida um conjunto de erros e omissões que o plano contém e que manifestamente prejudicam o concelho. Acaba porém concluindo que «face à gravidade do que conhecem, este não é nem pode ser um momento de luta político-partidária, exigindo-se que todos contribuam para que a versão final do PROT-Centro contribua para a inversão da actual situação do nosso Concelho e o integre nas dinâmicas de desenvolvimento da Beira Interior».
O presidente António Robalo lamentou que o documento andasse já a provocar polémica, porquanto o mesmo apenas agora, no final do mês, entrará em discussão pública.
A reunião da Assembleia Municipal foi também protagonizada por Manuel Rito, ex-presidente da Câmara e agora deputado municipal, que numa critica implícita ao desempenho do presidente António Robalo, fez uma intervenção de fundo apontando o rumo concreto a seguir no futuro pelo Município.
plb

Os eleitos do Partido Socialista no executivo municipal do Sabugal, pela voz da vereadora Sandra Fortuna, contestaram o facto de não terem sido convidados a estar presentes na recepção oficial à Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação Social, Idália Moniz, que visitou o concelho no dia 21 de Agosto, por ocasião do Festival do Forcão.

Foi na reunião do executivo municipal de 25 de Agosto que a vereadora socialista pediu a palavra antes de se entrar na ordem de trabalhos, para expressar o seu veemente protesto pelo facto dos vereadores da oposição terem ficado completamente à margem da referida visita oficial.
«Os vereadores socialistas não foram informados, tão pouco convidados, a participar neste acto oficial», disse Sandra Fortuna, que acrescentou considerar esta «atitude do Senhor Presidente da Câmara um facto político de extrema gravidade e atentatório do estatuto de direito de oposição consagrada na lei». A vereadora transcreveu mesmo na sua declaração o artigo 6º do Estatuto de Oposição, que consagra «o direito de presença e participação em todos os actos e actividades oficiais».
Para os socialistas, o facto de não terem sequer sido informados da vinda ao concelho da governante é um comportamento «revelador do pensamento e da prática política que o presidente da Câmara pretende imprimir ao seu mandato».
Em resposta a estas criticas o presidente, António Robalo, disse que apenas tinha correspondido a uma solicitação do Governador Civil da Guarda para «bem receber» a governante, que também pretendia assistir à manifestação cultural designada por Festival do Forcão, realizada na Praça Municipal do Soito.
A explicação do presidente não convenceu porém os socialistas que consideram ter sido marginalizados pelo presidente, que era a quem cabia informá-los da vinda da secretária de estado ao concelho.
Idália Moniz esteve no concelho no dia 21 de Agosto, tendo almoçado no Soito com o presidente da Câmara, o governador civil, o bispo da Guarda e os vereadores da câmara que exercem funções em permanência na edilidade. A comitiva dirigiu-se depois para a praça de touros, onde assistiu ao espectáculo taurino.
plb

Recebemos da Comissão Política Concelhia do Sabugal do Partido Socialista um comunicado referente à reunião de executivo da Câmara Municipal do Sabugal realizada esta quarta-feira, 14 de Julho.

PS - Partido Socialista - Sabugal«Afinal há Conselho de Administração ou não?

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Sabugal vem publicamente congratular-se por ter sido hoje assumida pelo executivo municipal a ilegalidade do acto de nomeação de um novo Conselho de Administração da Sabugal+ EM. na reunião de Câmara realizada no passado dia 16 de Junho.
Conforme declaração oportunamente divulgada, a nulidade era evidente face à inexistência de quórum, de acordo com o que estatuem, quer o art. 89.º, n.º 1 da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro (os órgãos das autarquias locais só podem reunir e deliberar quando esteja presente a maioria do número legal dos seus membros), quer o artigo 116, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (as deliberações dos órgãos colegiais são tomadas com a presença da maioria do número legal dos seus membros).
Ao ser proposta hoje a destituição do Conselho de Administração da Sabugal+ presidido pelo Sr. Presidente da Câmara e composto pelos vogais Sandra Fortuna e Teresa Marques, proposta aprovada com os votos contra dos Vereadores do Partido Socialista, fica implícito que era este o Conselho de Administração em funções até ao momento da votação.
Assim, a Empresa Municipal Sabugal+ encontra-se a partir de hoje sem Conselho de Administração, sendo considerados nulos e sem efeito todos os actos praticados desde o dia 1 de Julho pelos elementos que, entretanto, assumiram ilegalmente funções na Empresa.

Sabugal, 14 de Julho de 2010

Comissão Política Concelhia do Partido Socialista»

A declaração foi publicada na íntegra.
jcl

O Partido Socialista do Sabugal realizou no passado domingo, dia 11 de Julho, a sua tradicional sardinhada, reunindo junto ao rio Côa militantes e simpatizantes do partido.

Durante a tarde de domingo juntaram-se na praia fluvial do Sabugal largas dezenas de pessoas, vindas de diversas freguesias do concelho. Militantes, simpatizantes e autarcas eleitos nas listas do partido, marcaram presença no convívio, que todos os anos se realiza no Verão.
A deputada Rita Miguel esteve presente, assim como o governador civil do distrito da Guarda, Santinho Pacheco, e ainda o presidente da federação distrital do partido e agora director da Segurança Social da Guarda, José Albano. António Dionísio, o candidato do PS nas autárquicas de 2009, que, por motivo de doença, suspendeu o mandato de vereador, também esteve entre os convivas, dando assim um sinal de que continuará atento e empenhado na luta política, mau grado a situação em que se encontra.
O momento de convívio serviu de tónico aos eleitos do concelho do Sabugal, numa altura em que o acordo entre o PSD e o MPT na Câmara Municipal garante uma maioria e coloca claramente o PS na situação de oposição.
O encontro deste ano foi organizado pela nova estrutura concelhia do partido, agora presidida por Nuno Teixeira, que sucedeu a Manuel Barros.
plb

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 832 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Março 2017
M T W T F S S
« Fev    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 2,994,919 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES