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Faleceu na tarde desta sexta-feira, 19 de Outubro, no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado desde o início do Verão, o escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina.

MANUEL ANTÓNIO PINA era jornalista, cronista, escritor, poeta, dramaturgo, actividades em que se notabilizou.
Nasceu no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 e viveu a infância numa constante mudança de lugar, passando nomeadamente pela Sertã e Oliveira do Bairro, para depois se fixar no Porto. O pai era chefe de Finanças, cargo que acumulava com o de juiz das execuções fiscais, pelo que não podia estar mais do que certo tempo em cada terra, por imposição legal. Recordará sempre esse tempo da infância e adolescência como a época em que fazia amigos num lugar, que depois perdia para refazer novas amizades noutro local distante.
Após os estudos secundários, concluídos no Porto, licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, onde para além de estudar trabalhava para garantir a independência financeira. Embora cursasse Direito gostava mais e frequentar as aulas de Literatura, sobretudo as dos mestres Paulo Quintela e Vítor Aguiar Silva. Mesmo assim, seguiu Direito e, concluído o curso, foi advogado durante algum tempo, porém já escrevia no Jornal de Notícias desde 1971 e o apelo da escrita foi sempre mais forte.
No jornalismo notabilizou-se pela crónica, que, para ele é uma espécie de meio caminho entre o jornalismo e a literatura. No Jornal de Notícia, ao qual se manteve sempre ligado, ocupou o cargo de editor cultural, mantendo uma permanente ligação aos aspectos literários. Nas horas vagas poetava e escrevia contos infanto-juvenil, fazendo um percurso de escritor, onde sobretudo se notabilizaria, recebendo o reconhecimento do seu mérito com a atribuição de inúmeros galardões, entre os quais o Prémio Camões no ano 2011.
A sua poesia, algo hermética, foi sempre marcada por uma espécie de nostalgia, traduzida num sucessivo jogo de memórias entre a infância (parte dela passada no Sabugal) e o quotidiano. Os poemas de Pina são igualmente marcados pela inquietação e a melancolia, tocando por vezes no paradoxo. Nada do que escrevia ou pensava era definitivo, quando lhe perguntaram (JL, 31/10/2001) se fazia alterações aos seus poemas antigos quando os reeditava, respondeu que não, porque de certa forma um texto antigo, escrito por ele e editado, já não lhe pertencia: «quando leio textos que escrevi há algum tempo, tenho a sensação que não foram escritos por mim. E, de facto, foram escritos por outra pessoa, por aquele que eu era.» Esta mutação do ser que somos com o evoluir do tempo é explicada de forma comparativa: «A Ilíada é um dos meus livros de referência. Li-a pela primeira vez quando era jovem e a que leio hoje não é a mesma que li, nessa altura. Porque eu próprio já sou diferente. Os cabalistas dizem que há tantas bíblias quantos leitores da Bíblia. Eu acho que há mais, tantas quantas as leituras.»
Como escritor, foi autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia – Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde pousar a Cabeça, Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância; Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança; em novela – O Escuro; em texto dramático – História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez; no ensaio – Anikki – Bóbó; na crónica – O Anacronista; e, finalmente, na literatura infantil – O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, Os Piratas, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket, O Livro de Desmatemática, A Noite.
Embora afastado da sua terra natal desde menino, Manuel António Pina afirmava com orgulho ser sabugalense. Em 4 de Abril de 2009 a Junta de Freguesia do Sabugal homenageou-o colocando na casa onde nasceu uma placa com a seguinte epígrafe: «Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina»
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Em 10 de Novembro de 2011, no ano em que foi galardoado com o Prémio Camões, o escritor foi por sua vez homenageado pela Câmara Municipal do Sabugal, que lhe atribuiu a medalha de mérito cultural do Município.
Manuel António Pina foi eleito pelo blogue Capeia Arraiana a «Personalidade do Ano 2011».

Segue-se um poema de Manuel António Pina, que aborda um assunto recorrente na sua poesia – a morte:

Algumas Coisas

A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.

Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.

O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.

plb e jcl

Em 16 de Outubro de 2009 escrevi neste blogue estas palavras… «Por tanto, a tarefa do Senhor Eng.º Robalo vai ser dura, ingrata e frustrante, isto se tiver como objectivo salvar o Sabugal do desaparecimento nos próximos 4 anos. Assim não dou os parabéns ao Senhor Eng.º Robalo não porque não tenha consideração pela sua pessoa, que tenho, mas porque detestaria que me dessem os parabéns por assinar a certidão de óbito da minha terra, que é o que lhe vai acontecer.»

Kim Tomé (Tutatux)Hoje, 28 de Janeiro de 2012, vi na televisão a noticia de que o tribunal do Sabugal vai fechar.
A cada passo vejo uma permanente atitude de destruição patrimonial cometida por quem tem o dever e a obrigação de preservar.
Observo o que se passa na Câmara Municipal e apenas vislumbro compadrios, caciquismo, incompetência e ignorância.
Tenho falado com muitos empresários com passado de sucesso do concelho e percebo que, todos os com que falei estão com grandes dificuldades e a maioria em vias de fechar nos próximos meses.
Olho à volta e nos comércios, onde se sente o frio que gela os ossos, não vejo clientes, apenas os donos com cara de infelizes incapazes de ganhar para as despesas.
Todos os dias vejo mais gente a partir em busca de vida para França ou outras paragens.
Ando pelas ruas e vejo um vazio confrangedor enquanto oiço o sino da igreja tocar a finados.

Quando escrevi aquelas palavras ainda tinha uma secreta esperança de que o que escrevia não acontecesse, eram um grito de alerta tentando despertar consciências.
Infelizmente, o meu grito de alerta revelou-se uma certeza inevitável.

Os responsáveis políticos e os seus parceiros podiam ter invertido este processo, mas não o fizeram!
Antes pelo contrário.
E agora é tarde!!!
Chamaram para junto de si, mais incompetentes e incapazes, personagens que estão mais interessados em sugar o sangue deste nosso povo que em ressuscitar o moribundo.
Destruíram e continuam a destruir o nosso melhor património procurando com isso acumular mais riqueza à custa da destruição do que melhor temos.
Desbaratam verbas em atitudes absurdas, dizendo que têm preocupações culturais mas desprezam e destroem as mais valias culturais que no concelho poderiam criar riqueza.

Como César «ELES» tocam arpa enquanto o Sabugal sucumbe no braseiro que «ELES» próprios criaram e alimentam.

Por tudo isto, sei que os sinos, que quase todos os dias se fazem ouvir num toque de finados, se calarão porque não haverá mais ninguém para os tocar.
E, assim se finará a história deste povo, que foi capaz de prosperar nesta terra agreste e fria, onde um dia, alguns, tornaram a vida impossível e obrigaram todos a deixar as suas propriedades, amigos e familiares e ir para outra terra para poderem viver.
Assim está o Sabugal… À BEIRA DO FIM.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Realizou-se no dia 26 de Dezembro, na Casa do Castelo, uma tertúlia que teve por objectivo pensar o desenvolvimento do Sabugal com base no turismo cultural.

Com a recente adesão do Sabugal à Rede de Judiarias, uma nova oportunidade se abriu em termos de turismo cultural – este foi o mote para a tertúlia que juntou empresários do concelho cuja actividade se insere neste sector económico.
Depois de expostas as razões que motivaram esta iniciativa, iniciou-se uma discussão aberta onde surgiram várias ideias, entre as quais a de lançamento de um movimento de iniciativa empresarial local. Os presentes concluíram, que esta é uma oportunidade para lançar o concelho do Sabugal no mercado internacional, tendo por base a promoção do imenso património histórico e arquitectonico judaico existente no concelho.
Foram várias as ideias que surgiram, sendo de realçar a forte convicção de que se queremos enfrentar a crise em que vivemos e criar novas oportunidades de negócio. Sendo necessário um espírito de cooperação, felizmente os presentes reconheceram que nas presentes circunstâncias não existe concorrência entre eles mas sim complementariedade, sendo reconhecido pelos presentes que o trabalho em grupo pode trazer vantagens para todos.
O grupo de empresários presente, pode garantir estadia a mais de 200 pessoas em simultâneo, lugares em restaurantes superior a este número, guias turísticos com conhecimento do património e história, rotas de carácter cultural que podem ocupar turistas durante mais de cinco dias e qualidade de prestação de serviços que se pode equiparar ao que de melhor se faz no mundo.
Esperamos em breve contar com a aderência a este grupo de algumas empresas que virão, sem dúvida, colmatar algumas lacunas em termos de prestação completa de serviços aos turistas que nos visitem.
No final foi reconhecido unanimemente que temos um bom ponto de partida para estabelecer parcerias e colaborações entre os presentes, que em breve serão formalizadas e estrategicamente efectuadas.
Assim se deu início a uma dinâmica que se deseja que no futuro venha estimular o desenvolvimento do nosso concelho.
Kim Tomé

A arqueóloga Maria João Santos visitou Vilar Maior com o intuito de verificar no local uma referência constante num artigo da revista Sabucale e deparou-se com o que parece ser uma nova descoberta. Numa laje junto à entrada do castelo pode ser visto, gravado na pedra, um jogo que se denomina «Alquerque de Nove» que remonta à época medieval desta vila do concelho do Sabugal.

Junta-se o texto que a arqueóloga Maria João Santos teve a gentileza de elaborar sobre o assunto para o Capeia Arraiana, com o intuito de assim contribuir para dar a conhecer mais este achado arqueológico que, obviamente, vem acrescentar valor histórico à localidade. Pretende-se também alertar para a necessidade de proteger, não só esta gravura, mas todos os achados arqueológicos recentemente postos a descoberto pelos trabalhos realizados, de forma a permitir a sua preservação como objecto de estudo e testemunho de interesse histórico para Vilar Maior e para o Concelho do Sabugal.
Kim Tomé

O Alquerque de Nove de Vilar Maior: apontamento de uma vivência medieval
As recentes escavações realizadas junto ao Castelo de Vilar Maior, cujos resultados aguardamos que sejam publicados em breve pelo importante conjunto de novos dados que certamente proporcionarão, colocaram a descoberto, junto à entrada da porta principal da fortificação, um motivo quadrangular gravado no próprio afloramento granítico, que cremos interessante dar a conhecer, ao constituir mais um pequeno vislumbre da vivência passada deste sítio que importa preservar.
A breve visita que empreendemos, guiada pela Professora Delfina de Vilar Maior, foi motivada pelo interesse que suscitaram as gravuras rupestres recentemente publicadas por Osório e Pernadas (2011: 35-34) no último número da revista Sabucale. Ao determo-nos na observação das sondagens abertas pelos recentes trabalhos arqueológicos no local, foi possível identificar este outro motivo (fig. 1 e 2), gravado no afloramento granítico junto à Porta do castelo e relacionado com a vivência medieval desta fortificação.
Trata-se de um jogo, designado como «alquerque de nove». Derivado do árabe, «pedra pequena», o alquerque, diz respeito a uma família de jogos, diferentes entre si, mas que têm em comum a utilização, como fichas, de pequenas pedras ou inclusivamente fragmentos de cerâmica afeiçoados, que os jogadores movem ao longo das linhas marcadas.
O alquerque de nove, em concreto, remonta a sua origem à Antiguidade, sendo um dos passatempos favoritos dos soldados romanos, o ludus latrunculi, o que irá favorecer muitíssimo a sua difusão por todo o território europeu. Este tipo de jogos parece adquirir, porém, ainda mais popularidade durante a Idade Média (fig. 3), sendo gravados em praticamente todos os lugares onde o ócio o permitia.
Trata-se de um jogo de estratégia, ainda hoje com muitos adeptos e que encontramos mesmo em várias versões digitais on-line, sendo, por exemplo, conhecido em Espanha, Itália e Alemanha, como «jogo do moinho», em França por «marelles de neuf» e em Inglaterra, como «nine men’s morris». Cada jogador dispõe de nove peças e em cada jogada, coloca uma delas em qualquer ponto de intersecção vazio, com o objectivo de conseguir colocar três das suas peças em linha, ao mesmo tempo que deve evitar que o adversário consiga fazer o mesmo. Quando um jogador coloca três peças em linha, faz um «moinho» e adquire o direito de retirar uma peça ao adversário, impedindo-o assim de fazer a sua própria linha. Quando um jogador reduz o adversário a duas peças e consegue bloqueá-lo, ganha o jogo.
São numerosos os exemplos, semelhantes aos de Vilar Maior, gravados tanto em castelos e fortalezas medievais – como o Castelo de Mogueira, em Resende, onde se reconhecem inclusivamente dois conjuntos de covinhas, respectivamente de sete e de nove, seguramente destinadas à colocação das fichas de jogo (fig. 4) (Correia Santos, in prensa) o Monte Lobería, em Vilanova de Arousa, Pontevedra ou o Castelo da Raiña Loba, em Santiago de Covas, Ourense (fig. 5) –, como em edifícios religiosos, geralmente situados nas bancadas adossadas aos muros laterais, mais afastados do altar (Costas Goberna & Hidalgo Cuñarro, 1997: 32-37), aparentemente como forma de entretenimento enquanto se esperava o início da missa (fig. 6). Um dos exemplos mais paradigmáticos em território português será o claustro da igreja de Santa Maria de Oliveira de Guimarães, actualmente convertida no Museu Nacional Alberto Sampaio, com um total de 15 tabuleiros gravados.
Pelo que foi permitido observar poderemos acreditar que as escavações realizadas em Vilar Maior poderão trazer ao nosso conhecimento outros vestígios de importância relevante, sendo de todo o interesse cientifico, cultural e concelhio, dar a conhecer à comunidade, preservar e acautelar as descobertas que venham a ocorrer.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Correia Santos, in prensa:
Correia Santos, M. J. (in prensa) “ La arqueología, lo real y el imaginário: el caso del santuario rupestre de Mogueira”, Madrider Mitteilungen, 52
Costas Goberna, Hidalgo Cuñarro, 1997:
Costas Goberna, F. J., Hidalgo Cuñarro, J. M. (1997) Los juegos de tablero en Galicia. Aproximación a los juegos sobre tableros en piedra desde la antigüedad clásica hasta el medievo, Artes Gráficas Vicus, S.L. Vigo
Fernández Ibáñez, Seara Carballo, 1997:
Fernández Ibáñez, C., Seara Carballo, A. (1997) “Un “tablero de juego de época medieval grabado en “O Castelo da Raiña Loba” (Ourense)”, Castrelos, Museo Municipal “Quiñones de León” de Vigo, tomo 9-10 (1996-97), pp. 149-160
García Morengos, 1977:
García Morengos, P. (1977) Libro de ajedrex, dados y tablas de Alfonso X el Sabio, Publicaciones de Patrimonio Nacional, Madrid
Osório, Pernadas, 2011: http://coimbra.academia.edu/MarcosOsorio/Papers/1100543/Gravura_rupestre_em_rochedo_defronte_do_castelo_de_Vilar_Maior._Sabucale._3._Sabugal._2011_p._25-34
Maria João Correia Santos (Instituto Arqueológico Alemão)

O escritor António Cabanas, vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor, apresenta no dia 12 de Junho, às 16 horas, no Auditório Municipal do Sabugal a sua mais recente obra sobre a mais forte tradição raiana – a tourada com forcão – a que todos aprendemos a chamar Capeia Arraiana. A obra surpreende pela investigação e qualidade da escrita de António Cabanas e pelas fortíssimas fotografias do sabugalense Kim Tomé.

Forcão - Capeia Arraiana - António Cabanas

Apesar da absorvente actividade autárquica a que se tem dedicado nos últimos anos, António Cabanas vem publicando com regularidade o resultado do seu labor de investigador.
Licenciado em sociologia pela Universidade da Beira Interior, tem dedicado parte do seu tempo livre a estudar a problemática do mundo rural, com o qual se identifica. As vissicitudes de um interior em profunda transformação têm-no motivado para o estudo daquilo que mais duradouro tem a ruralidade, a sua cultura. Natural do concelho de Penamacor, nunca escondeu o seu entusiasmo pelos temas de Riba Coa, interesse a que não é alheio o tempo em que exerceu funções na Reserva da Malcata, primeiro como vigilante da natureza, mais tarde como técnico superior e director.
Tal como prometera, aí está o seu testemunho sobre a capeia arraiana. Um livro fascinante, magistralmente ilustrado por Joaquim Tomé, um estudo sério, bem escrito sobre a tradição raiana, documento que vem engardecer o património cultural sabugalense: uma bela prenda, para fruição dos amantes da capeia.

António Cabanas
«Duas décadas depois de andanças e contradanças por outras latitudes, voltei ao aconchego destas terras agrestes (raia) quando ingressei na Reserva da Malcata, com outros companheiros vigilantes do Lince, de Vale de Espinho, dos Fóios, de Malcata e do Meimão. O contrabando, a Espanha e os touros eram quase sempre os temas de conversa na hora da merenda. Daí à primeira Capeia Arraiana foi um salto: o convite do colega Armando, fojeiro, que pegava ao forcão, era irrecusável. Foi desde então que passei a considerar-me raiano, coisa que nem é muito habitual nas gentes da minha terra.
Há quem diga que a capeia arraiana decorre a três tempos, uma espécie de tércios da corrida espanhola: a espera, a lide ao forcão e a corrida do touro. Para nós é muito mais do que isso, e não pode nem deve resumir-se a cânones que a assemelhem a outras formas tauromáquicas. Ela é única, é sui generis. Motivo de catarse colectiva dos residentes, mas sobretudo dos que vivem em diáspora, são muitos os momentos da tauromaquia raiana: o encerro, o touro da prova, o desfile dos jovens, o pedido da praça, a lide ao forcão, a corrida dos cortadores, a bezerra das crianças, o desencerro… Mais do que um espectáculo de 3 ou 4 horas, a festa brava raiana ocupa um dia inteiro, a começar bem cedo ao nascer do sol. Além disso, a comunidade participa na sua organização, na montagem e desmontagem da praça, no corte e construção do forcão, na colocação das cancelas, na condução dos touros e até na sua lide. É muito mais do que um espectáculo para o qual se adquire o direito a assistir comodamente sentado na bancada.»

Kim Tomé (Tutatux)
«Na cidade aprendi a arte e as técnicas da imagem. A publicidade, a moda, o turismo, em suma, o cosmopolitismo, que no trabalho diário enchiam a objectiva, ganhavam força e renovada expressão perante uma parede de granito, uma truta saída do turbilhão do açude, a mansidão de um campo de giestas em flor, ou uma tradição. Não pude resistir ao fascínio dos touros, ampliado em cada encerro ou em cada Capeia Arraiana. Com entusiasmo, pus mão à obra. Calcorreei caminhos pedregosos e poeirentos atrás de cavaleiros altivos. Corri à frente dos touros, que por vezes ameaçavam investir no fotógrafo. A adrenalina deu-me a agilidade para galgar muros e ribeiros, não sem alguns trambolhões pelo meio. Tudo por mais um registo fotográfico que contivesse a emoção do acontecimento.»

António Robalo
«O presente contributo de António Cabanas, para além de contextualizar a lide do touro bravo no espaço e no tempo, sistematiza ideias sobre o forcão e a Capeia Arraiana tornando a presente investigação mais num porto de partida do que um porto de chegada. Assim, haja gente que queira estudar e investigar esta peculiar manifestação cultural, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo António Cabanas, ilustrado de forma excelente por Joaquim Tomé».

Adérito Tavares
Conheci António Cabanas em 2006, no Sabugal, durante as I Jornadas do Contrabando. Ambos participávamos neste importante evento cultural, promovido pela Sabugal+, sobre uma temática marcante do percurso colectivo das gentes sabugalenses, sobretudo raianas. Foi, aliás, pouco tempo antes destas Jornadas que foi lançado um outro livro de António Cabanas, “Carregos”. Desde então, ficou-lhe (ou acentuou-se) o gosto pelo estudo dos temas dominantes da história e da antropologia ribacudense e passámos a cruzar-nos com regularidade noutras manifestações culturais, das “Jornadas da Emigração” à “Homenagem a Joaquim Manuel Correia”, das celebrações republicanas à recente evocação da Batalha do Gravato, passando por uma tribuna que nos é comum, o blogue “Capeia Arraiana”.
Foi por isso sem surpresa que recebi a notícia de que se encontrava no prelo mais um estudo de António Cabanas, desta vez abarcando um tema que me é caro: as práticas da tauromaquia popular na raia do Sabugal. E foi com agrado que aceitei o convite para prefaciar esta obra.
O livro de António Cabanas, com fotografia de Joaquim Tomé, é uma excelente síntese que recoloca e actualiza o tema das capeias. Todavia, embora as capeias com forcão constituam o cerne deste trabalho, ele vai mais longe, contextualizando as práticas taurinas no espaço e no tempo, lançando um amplo olhar sobre as sociedades taurológicas. É uma obra destinada ao grande público, mas suficientemente rigorosa para interessar também o investigador e o estudante de Etnologia ou de Antropologia. E possui vários méritos: porque soube fugir ao tradicionalismo sem cair nos clichés habituais; porque, em “tempos de servidão”, soube tratar com honestidade um tema que facilmente conduz a exageros panegíricos ou a excessos bairristas; e, finalmente, porque a ilustração ultrapassou em muito o habitual, constituindo um trabalho de reportagem aprofundado, completo, de grande qualidade, que valoriza sobremaneira este livro.»

«Forcão – Capeia Arraiana» simboliza a alma raiana. O pensamento escrito de António Cabanas e a transposição fotográfica do real para o eterno de Kim Tomé junta-se, assim, na galeria de excelência da literatura raiana ao «Capeia Arraiana» de Adérito Tavares. Parabéns.
jcl

O bom político tem interesse em que a sua mensagem chegue ao maior número possível de cidadãos. O mau político não está interessado na mensagem, apenas pretende impor a sua vontade, tentando esmagar a vontade dos cidadãos. Assim temos os bons políticos e os maus políticos e o amor e o ódio pelos media.

Kim Tomé (Tutatux)O bom político governa em prol dos cidadãos, protegendo e valorizando o património cultural do seu povo.
O bom político convencido de que as soluções que pretende implementar, são as mais válidas tenta comunicá-las usando para isso todos os meios ao seu alcance, buscando obter apoios e colocando a debate a solução que apresenta. Assim, pode auscultar as opiniões que a sua abertura ao diálogo promove. Resulta daí que o Bom político encontra soluções de consenso que serão mais justas e adequadas.
O bom político colabora com os meios de comunicação pois sabe que estes são seus parceiros privilegiados para informar, ele sabe que ao informar os média das soluções que pretende implementar estes farão chegar a sua mensagem ao destino, contribuindo assim para convencer os cidadãos das suas melhores ideias.
O mau político governa em prol de si próprio e dos seus compinchas, pouco lhe interessando o património cultural do seu povo.
O mau político sabe que as medidas que pretende implementar são contra os interesses dos cidadãos, por isso tenta esconde-las ou adulterar a verdade usando para isso todos os meios ao seu alcance, tentando calar as vozes dissonantes. Resulta daí que o Mau político aplica soluções inadequadas e provocadoras de discórdia e injustiças que apenas são caladas muitas vezes à custa de perseguições e intimidações.
O mau politico boicota os meios de comunicação independentes e utiliza os meios de comunicação por si controlados para ocultar a verdade aos cidadãos, divulgando noticias que tem em vista enganar os cidadãos ocultando a verdade, promovendo e protegendo os seus lacaios mesmo que não haja mérito pois são eles que lhes dão suporte.
Partindo deste raciocínio, será que pelo modo como um político se relaciona com os média, podemos perceber quais são os bons e os maus políticos?
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

O repórter fotográfico Kim Tomé (Tutatux) está em Sortelha. Mais palavras para quê?…

GALERIA DE IMAGENS – SORTELHA – 10-10-2010
Fotos Joaquim Tomé – Todos os direitos reservados – Clique nas imagens para ampliar

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


Clique na imagem para ampliar

Data: 10 de Janeiro de 2010.

Local: Aldeia Histórica de Sortelha.

Autoria: Joaquim Tomé (Tutatux).

Legenda: A neve transformou em cenário dos filmes de Walt Disney o casario granítico do interior das muralhas do castelo de Sortelha. O virtuosismo (e sentido de oportunidade) deste fotógrafo raiano fica mais uma vez demonstrado neste clique. Brilhante.
jcl

Solstício de Inverno - Sortelha

«Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em Dezembro e em Junho. O dia e hora exactos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.» (in wikipedia.org)

Kim Tomé (Tutatux)Em todas as ancestrais culturas humanas houve desde as suas mais remotas origens o culto do Sol.
O Sol que nos aquece e dá a vida.
Na região do Concelho do Sabugal muitas terão sido também as tribos que na Pré-história assinalaram os Solstícios com festejos e celebrações.
Com o intuito de relembrar esse nosso passado histórico, onde as tribos viviam ao ritmo da Natureza, juntaram-se vontades e algumas entidades para realizar a celebração da «Noite Mais Longa» do ano em Sortelha.
Pretende-se assim homenagear esses nossos antepassados remotos relembrando nesta festa que também eles estão na origem da nossa cultura.
Na noite de 21 para 22 de Dezembro no interior das muralhas de Sortelha ocorrerá a celebração do Solstício de Inverno colocando Sortelha na rota dos «Adoradores do Sol» a par de «Stonehenge» em Inglaterra e muitos outros locais que nessa noite se unirão nesta celebração.
O programa será composto por uma primeira parte de fados e musica tradicional, seguido-se a actuação de vários DJs que irão animar a madrugada com musica electrónica.
Durante a noite haverá fogareiros, churrascos, pão quente e bebidas.
Ao nascer do Sol do dia 22 será realizada uma cerimónia na torre mais alta do Castelo de Sortelha, onde uma Queimada e um Esconjuro darão as boas vindas ao novo Sol.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Um Sabugal diferente. Um Sabugal vanguardista. O Cyber Café «O Bardo» do Kim Tomé é um ponto de passagem (paragem) obrigatório no Sabugal. O futuro – em código aberto – reinventa-se todos os noites nas tertúlias bardianas. Incontornável e igualmente merecedor de destaque é o constante serviço de divulgação do Sabugal protagonizado pela redacção da Guarda da LocalVisãoTv. A excelente peça televisiva «Sabugal vanguardista» é assinada pelas jornalistas Paula Pinto e Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano.

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

A minha visita ao Sabugal aconteceu na sequência do convite que enviei para a sessão de lançamento em Lisboa do meu último livro «Breve História dos Judeus em Portugal». Entre as respostas recebidas uma ex-aluna lamentava não poder estar presente por razões profissionais, mas enviava-me o link de uma página electrónica onde alguém se tinha referido a um dos meus anteriores livros da trilogia «Portugal e os Judeus». Cliquei e deparei com o Capeia Arraiana. Tratava-se de um post do Kim Tomé sobre a descoberta de uma alegada Arca Sagrada (Aron HaCodesh) na Casa do Castelo.

Jorge Martins - Casa do Castelo - Sabugal

Tendo ficado admirado por não ver os poderes locais divulgarem e integrarem o achado nos seus roteiros turísticos e/ou culturais, resolvi fazer um comentário e oferecer-me para ajudar quem estava a tentar divulgar o achado e a bela ideia defendida pelo Kim Tomé da criação de um Roteiro Judaico do Sabugal. É uma ideia que muito me agrada, pois tenho trabalhado em Roteiros da Lisboa Judaica. Foi o meu primeiro contacto com o Sabugal.
Já nem me recordo de como começou o contacto entre mim e a Natália Bispo, a proprietária da Casa do Castelo, mas, e-mail para lá e e-mail para cá, ficou agendada uma sessão de lançamento do meu livro no Sabugal para dia 17 do corrente mês de Outubro. Pensei: serão uns duzentos e tal quilómetros, não há problema!
Entretanto, as maiores surpresas estavam para vir. Recebo um e-mail da Natália a dizer-me que o mundo é pequeno e que nada acontece por acaso. Pois é, um dos amigos da Casa do Castelo era um colega e amigo Carlos Alberto, que tinha umas lojas na Pontinha, onde vivo. À primeira tentativa não vislumbrei tal colega. Mas, logo de seguida, recordei-me do Carlos Gomes. Ficaria acordado que seria ele a apresentar o meu trabalho.
Mas, a coisa não ficou por aqui. Uns dias após a divulgação dessa sessão no meu blogue, recebo um e-mail do meu amigo Albino Silva a perguntar se sabia onde era o Sabugal. Respondi-lhe que fora ver ao mapa e que teria muito gosto em levá-lo comigo. Aceitou o desafio, porque tinha uma casa em Penamacor, na freguesia de Aranhas. E assim lá fui eu com o Albino Silva e a Maria Helena, a sua esposa, a caminho do Sabugal. Eu, que sou um fervoroso admirador do Interior do país, exultei com esta série de circunstâncias e juntei o útil ao agradável.
Para além da deliciosa e intimista sessão na Casa do Castelo, onde me senti em casa, pude banquetear-me, na companhia de uma série de amigos da Natália Bispo, que se esmerou para oferecer o que de melhor têm os sabugalenses: a hospitalidade e o orgulho pela sua terra… e um manjar irrepreensível. Claro que, feitas as apresentações, numa mesa de arqueólogos, escritores, professores, figuras locais e os meus amigos Albino e Helena, logo após o almoço fomos ao Bardo do Kim Tomé beber um jazz de todo inimaginável e, já agora, uma cafezinho para rematar. Depois de tudo isto, pensei se seria indispensável fazer a apresentação do meu livro. Obviamente, o Carlos não perdeu tempo e pôs a cereja em cima do bolo: levou-me ao Castelo de Cinco Quinas, orgulho maior dos sabugalenses. Simplesmente inesquecível!
Para os forasteiros, devo informar que, ao sair da Casa do Castelo, viramos à esquerda e estamos no Bardo, que tem um ambiente de fazer inveja a muitos bares de Lisboa. Uns poucos metros à frente fica o imponente castelo. Já imaginaram um largo como este – o Largo de St.ª Maria do Castelo –, onde se realiza uma imperdível Feira Franca? Na próxima escapadinha, ou nas próximas férias, não deixem de dar uma saltada ao Sabugal, com paragem obrigatória na Casa do Castelo, para adquirir lembranças regionais e no Bardo, para se refrescarem, a olhar para o castelo. Conseguem mesmo imaginar? Não? Então, vão lá confirmar.
E ainda havia a sessão de apresentação do livro, que correu muito bem. No pequeno espaço, da maior dimensão humana possível, amontoavam-se algumas dezenas de pessoas. Há sessões que têm mesmo que ser assim: conferencista e assistência face a face. Ainda por cima, tínhamos a celebrada Arca Sagrada a um palmo de distância. No fim da sessão era indisfarçável a satisfação de todos os presentes. Um judeu de Belmonte orou frente à Arca, fechando com chave de ouro a cerimónia.
Faço aqui uma interrupção na narração, para criar ainda mais a água na boca daqueles que estarão a cogitar uma visita ao Sabugal. Não é que os meus amigos Albino e Helena andaram a fazer de cicerones por terras das Beiras? Levaram-me a Penamacor, a Penha Garcia, a Monsanto, às Termas de Monfortinho, a Idanha-a-Nova, a Idanha-a-Velha e a Constância, em cujas redondezas comi uns bolinhos de «queijo» (uma partida em que caí redondo), gulosos até mais não. Fiquei a saber que, no primeiro fim-de-semana de Novembro há uma festa em Idanha-a-Velha. E, não sei não, mas talvez me vejam por lá, se a vida profissional mo permitir.
Regressemos às despedidas da Casa do Castelo. Propositadamente, não vos contei que costumo repetir a todos os amigos que não nasceram em Lisboa que tenho desgosto de não ter terra e uma inveja de todos os que a têm para visitar na Páscoa e trazer a bagageira do carro cheia de cebolas e batatas. Lisboa, onde nasci, é bonita, mas não cumpre este desiderato. Disse isso mesmo à Natália Bispo e ela desafiou-me a ser adoptado pelo Sabugal. Aceitei o desafio. Na despedida da Casa do Castelo, a Natália pegou em dois sacos e disse-me: «Aqui tem as batatas e as cebolas! Agora, já tem terra.»
Fiquei desarmado e convencido: tornei-me sabugalense. Subi ao piso de cima e assinei o livro dos Amigos da Casa do Castelo. A partir do dia 17 de Outubro de 2009 passei a ter uma terra adoptiva: o Sabugal. E por lá me continuarão a ver. Até porque me comprometi a ajudar a Casa do Castelo a divulgar o património que possui e a colaborar na feitura de um Roteiro Judaico do Sabugal.
Não quero terminar sem um detalhe. Uns dias antes de ir ao Sabugal fui entrevistado pelo José Carlos Lages para o Capeia Arraiana. A empatia com os sabugalenses, que já existia à distância, cimentou-se logo ali, tal foi a conversa animada em que se transformou a entrevista. O meu entrevistador só dizia: «E eu que não trouxe o gravador!»
Haverá maiores motivos para me sentir adoptado como sabugalense?
Pontinha, 22 de Outubro de 2009
Jorge Martins

Aqui deixamos um grande abraço raiano a Jorge Martins. E uma certeza: ainda tem muito para descobrir no concelho do Sabugal. O nosso bem-haja por aceitar ser embaixador de uma terra que, apesar de adoptiva, também já considera sua.
jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: 17 de Outubro de 2009.
Local: Casa do Castelo no Sabugal.
Legenda: Escondido, desqualificado e esquecido durante séculos o HARON HAKODESH da Casa do Castelo no Sabugal, afirma-se como um dos mais importantes vestígios históricos da comunidade judaica que existiu na região do Sabugal.
Este é um momento de grande significado para a cidade do Sabugal e para toda a comunidade Judaica pois neste Sabbath pela primeira vez em (talvez) centenas de anos, voltou-se a rezar perante o HARON HAKODESH da Casa do Castelo na antiquíssima Judiaria do Sabugal.
Autoria: Joaquim Tomé (Tutatux).
Clique na imagem para ampliar

Ao ler o livro «Portugal e os judeus» cedido por uma amiga, lembrei-me do Sabugal e do facto cada vez mais evidente, de estarmos a desperdiçar uma parte importantíssima da nossa História. Os judeus já por cá andavam antes da fundação da nacionalidade, formavam comunidades importantíssimas e a do Sabugal era uma delas.

Kim Tomé (Tutatux)«…a questão judaica em Portugal tem permanecido numa acentuada penumbra, sem que se consiga explicar cabalmente como é possível fazer-se a História de Portugal, obliterando os judeus e o judaísmo da nossa memória colectiva.»
(Jorge Martins, Portugal e os Judeus, vol. 1, p. 19)

Ao percorrer as ruas da «Vila» – nome ainda hoje dado pelos locais à zona histórica do Sabugal – são inúmeros os sinais da presença dos judeus.
Se tivermos em consideração que os judeus foram perseguidos, os seus objectos destruídos e a sua cultura condenada durante mais de 300 anos, poderíamos pensar que nada iria restar como testemunho dessa importante comunidade.
Contudo não é assim.
São muitos os sinais que ainda hoje se podem sentir naquela que poderá ter sido uma das mais importantes comunidades judaicas desta região da Ibéria.
JudeusO valor da Judiaria do Sabugal tem sido menosprezado por quem devia ter mais atenção relativamente a este assunto, atendendo aos sinais observáveis no exterior das edificações ainda hoje (cruzes e outros), mas também a muitos sinais existentes no interior destas (como exemplo o imponente aron ha codesh da «Casa do Castelo»), poderemos admitir que não são apenas restos de uma cultura que foi reprimida e destruída ao longo de séculos, o que hoje nos é dado observar são vestígios que apesar de toda a destruição nos chegaram, representando a ponta de um enorme Iceberg que foi a importante Judiaria do Sabugal.
Para alguns isto poderá parecer um absurdo, contudo os documentos que se vão descobrindo vêm-nos obrigar a reconhecer que a «Vila do Sabugal» foi em determinado momento uma das mais importantes judiarias da Ibéria.
Para nós Sabugalenses, esta certeza reveste-se da maior importância, pois este facto permite um enriquecimento em termos históricos e culturais capaz de gerar conteúdos que atrairão à Judiaria do Sabugal milhões de turistas, turistas que aqui poderão aprender a enorme importância que a comunidade judaica teve na história desta cidade e na da Ibéria.
Recusar esta realidade é desvalorizar o diamante em bruto que temos nas mãos.
É tempo de olhar para a Judiaria do Sabugal como um factor histórico e Cultural capaz de gerar um enorme valor acrescentado em termos de turismo cultural, ou corremos o risco de deitar fora um diamante valiosíssimo apenas porque a ignorância ou o preconceito impedem de reconhecer o seu valor.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 14-9-2009
Fotos Joaquim Tomé – Todos os direitos reservados – Clique nas imagens para ampliar

jcl

GALERIA DE IMAGENS – 14-9-2009
Fotos Joaquim Tomé – Todos os direitos reservados – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Impressionante reportagem fotográfica de Joaquim Tomé (Tutatux) durante os trágicos incêndios no concelho do Sabugal. Memórias visuais que irão ficar para sempre na alma de todos os que olharam horrorizados durante mais de 50 horas as chamas infernais que tudo destruiram.

GALERIA DE IMAGENS – 5-9-2009
Fotos Joaquim Tomé (Tutatux) – Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

O executivo da Câmara Municipal do Sabugal fez esta sexta-feira, 4 de Setembro, uma primeira avaliação dos danos registados no concelho pelos incêndios florestais da última semana. «As freguesias mais afectadas devem ser Sortelha e a Moita e os prejuízos totais estão estimados entre sete a dez milhões de euros», disse à agência Lusa o presidente da autarquia.

Incêndio no Sabugal - Foto Joaquim Tomé (Tutatux)

Na reunião de hoje do executivo municipal foi discutida uma «primeira avaliação» dos danos registados no concelho, que estão, sobretudo, relacionados com «a agricultura e a floresta».
O documento analisado, elaborado pela autarquia em colaboração com os serviços regionais do Ministério da Agricultura, não traduz um «levantamento exaustivo» dos prejuízos, sendo que o relatório final só deverá ficar pronto «na próxima semana».
«Ainda não temos o registo de todos os proprietários que foram afectados pelas chamas», adiantou Manuel Rito, presidente da Câmara sabugalense, contando que «todas as freguesias atingidas têm gente com a agricultura afectada e parece que as mais afectadas serão Sortelha e Moita».
«Há agricultores «que perderem cem por cento das pastagens para o gado», daí que a autarquia também tenha deliberado, em colaboração com a Acrisabugal-Associação de Criadores de Ruminantes do Concelho do Sabugal «a aquisição de forragens para distribuição gratuita aos criadores de gado do concelho».
Na habitual reunião das sextas-feiras foi, também, decidido que na Zona de Caça Municipal a caça ficará apenas permitida «a proprietários» e foram pedidos apoios para que os habitantes tenham subsídios para «aquisição de lenha».
A autarquia também vai pedir ao Governo «que possa implementar no concelho o cadastro geométrico da propriedade, para que a Câmara possa implementar o agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) aos proprietários que não limpem os terrenos, para que se possa pensar em emparcelamento no futuro», adiantou o autarca que se mostrou satisfeito pelo facto de o Ministério da Agricultura ter hoje anunciado medidas de apoio aos agricultores da região.
O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas anunciou em comunicado ter decidido «com base num primeiro inventário realizado por técnicos no dia seguinte à extinção do fogo, criar um conjunto de medidas de apoio aos agricultores lesados».
A nota adianta que «haverá um apoio extraordinário para os agricultores afectados, destinado à alimentação animal, que será de cinquenta euros por cabeça de ovino e caprino e de cem euros por cabeça de bovino».
O Governo também vai «conceder ajudas à reposição do potencial produtivo (medida inscrita no PRODER-Programa de Desenvolvimento Rural) no máximo de apoio legalmente previsto, ou seja, cinquenta por cento a fundo perdido».
«Este apoio permitirá reparar, por exemplo, situações de perda de olival, de vinhas, de animais mortos, de colmeias e também de equipamentos agrícolas, caso de motores de rega e tubagens», salienta a nota ministerial.
O primeiro inventário realizado detectou prejuízos nas freguesias de Bendada, Casteleiro, Moita, Sortelha, Santo Estêvão, Aldeia de Santo António, Água Belas, Baraçal, Quintas de S. Bartolomeu, Rapoula, Vila do Touro, Vale de Espinho, Quadrazais, Foios e Soito.
jcl (com agência Lusa)

No seguimento da minha sugestão de candidatar a Capeia Arraiana a Património Cultural da Humanidade na UNESCO tornada publica no dia 1 de Fevereiro de 2009, muitas tem sido as contribuições e ideias entretanto recolhidas.

Kim Tomé (Tutatux)Quando em Janeiro lancei a ideia publicamente aqui no Capeia Arraiana, já por diversas vezes a tinha abordado em privado com algumas pessoas com responsabilidades nestes eventos que a consideraram como inútil e desprezível.
Contudo, foi a minha crónica que em Janeiro sensibilizou efectivamente algumas pessoas para esta possibilidade, tendo desde então realizado o que se tem revelado um trabalho exaustivo de recolha de dados.
Com a recente crónica de Ramiro Matos, aumentou significativamente o número de pessoas que nos tem contactado com o objectivo de contribuir.
E assim, vai crescendo o número de apoiantes desta ideia que contribuem com dados, imagens, histórias que nos tem ajudado a constituir o processo de candidatura.
Nos últimos anos, muitas têm sido as fotografias que tenho realizado com o intuito de documentar esta tradição, disponibilizando algumas sob licença CC, nos meus sites de partilha e que agora se juntam às contribuições que nos vão chegando.
Com o trabalho já vai avançado e a certeza de que a Capeia Arraiana pode ser reconhecida pela UNESCO como património da Humanidade, estão reunidas todas as condições para tornar pública a esta iniciativa de carácter privado.
Este grupo de pessoas que se disponibilizaram para encetar esta tarefa é constituído por alguns Sabugalenses nomeadamente, eu Joaquim Tomé como autor da ideia, D. Natália Bispo a primeira pessoa a acreditar neste projecto e a sugerir um sem número de coisas (difícil é segui-la com o seu dinamismo), José Carlos Lages e Paulo Leitão Batista na qualidade de dinamizadores do órgão de informação (Capeia Arraiana) que primeiro acolheu a ideia e a decidiu divulgar e Ramiro Matos que com a sua experiência a lidar com estas coisas tem desde a primeira hora estado atento aos pormenores legais.
Este grupo de trabalho está agora na fase de compilar toda a informação disponível, como acreditamos que com a contribuição e empenho de todos podemos realizar uma melhor candidatura, vimos convidar os leitores deste blogue que porventura tenham algum documento, fotografia, filme ou alguma história relacionada com a Capeia Arraiana a enviar esse material para o email:
capeiaarraianaunesco@gmail.com

«O Bardo», opinião de Kim Tomé
kimtome@gmail.com

O meu caro amigo e conterrâneo Kim Tomé vem defendendo de forma veemente a classificação da Capeia Arraiana enquanto Património Cultural Imaterial, posição com a qual estou de acordo e que agora pode e deve avançar.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Na verdade foi publicado no Diário da República, de 15 de Junho, o Decreto-Lei n.º 139/2009 que estabelece o regime jurídico de salvaguarda do património cultural, de harmonia com a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, adoptada na 32.ª Conferência Geral da UNESCO, em Paris em 17 de Outubro de 2003.
Lendo o conteúdo deste decreto, percebe-se de imediato que a Capeia Arraiana pode vir a ser integrada no conceito de Património Cultural Imaterial, pois de acordo com o Artigo 1.º são consideradas como candidatáveis, entre outras, as práticas sociais, rituais e eventos festivos, classificação que, claramente, engloba a Capeia.
O processo de inventariação é naturalmente complexo e muito exigente, podendo ser apresentado pelo estado, pelas Autarquias Locais ou por qualquer comunidade, grupo ou indivíduo ou organização não governamental de interessados.
Está assim aberta a janela legal que permitirá classificar a Capeia Arraiana como Património Cultural Imaterial, com as vantagens em termos de preservação e sobrevivência desta forma de cultura popular das nossas terras, mas igualmente como um contributo importante para o desenvolvimento do Concelho do Sabugal.
Ao Kim Tomé a aos meus conterrâneos arraianos só posso dizer que podem contar comigo para integrar qualquer Grupo que queiram constituir para a preparação da Candidatura, colocando desde já ao vosso dispor, naturalmente de forma gratuita, a minha experiência profissional nestas áreas.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 23-4-2009

Ao visitar a Casa do Castelo pela primeira vez, numa conversa com a proprietária D. Natália tomei conhecimento da existência de um «Ehal» na casa. Para os judeus o «Ehal» é o sitio onde se guardam os objectos de maior significado religioso e para onde todos se voltam nos momentos de oração e devoção ao seu Deus, que neste caso é um «Armário» onde se guardam as palavras sagradas a Torah que para o Judeus é o objecto mais sagrado.

Kim TutatuxEsclarecimento prévio:
– Não possuo quanto a este assunto qualquer interesse ideológico, financeiro e ou pessoal;
– Não sou simpatizante das politicas seguidas pelos actuais políticos representantes do estado Judaico, muito antes pelo contrário, sou um acérrimo critico;
– Não possuo também qualquer preconceito contra a religião Judaica, assim como não possuo em relação a qualquer outra religião;
– Não estou sujeito ao rigor cientifico que outras pessoas estão.

Posto isto, tudo o que aqui se segue é apenas o raciocínio livre de uma pessoa que pensa e analisa a questão de uma forma desprendida dando relevo apenas à lógica das coisas. Estou disponível para aceitar outras perspectivas sem dramas pois não havendo comprometimentos nem enfeudamentos e estando a questão no plano restritamente intelectual, é para mim aceitável que haja outras ideias sobre o assunto, sendo o contraditório entendido como um estimulo e uma contribuição, para a descoberta de algo que com certeza será uma aproximação da verdade histórica.
Postas as coisas neste patamar vamos lá à questão que me move a escrever estas linhas.
Ao visitar a Casa do Castelo pela primeira vez, numa conversa com a proprietária D. Natália tomei conhecimento da existência de um «Ehal» na casa.
Para quem não sabe o que é o «Ehal», podemos comparar ao que na religião católica hoje se chama o altar, digamos que é o sitio onde se guardam os objectos de maior significado religioso e para onde todos se voltam nos momentos de oração e devoção ao seu Deus, que neste caso é um «Armário» onde se guardam as palavras sagradas a Torah que para o Judeus é o objecto mais sagrado.
Não sendo um especialista na matéria achei interessantíssima a questão, que de facto não me parecia estranha, pois sabia que Judeus e Cristãos para além de partilharem as raízes religiosas (o Antigo testamento é comum às duas religiões), viveram em comum nesta região sem dramas, até às perseguições realizadas pelos Católicos a esta religião irmã.
A atestar esta realidade estão a Judiaria da Guarda a de Belmonte e muitas outras que há na região do Sabugal.
Assim, a situação não me pareceu desenquadrada muito antes pelo contrário tudo encaixava numa lógica que não exigia esforço.
Essa lógica está resumidamente descrita nos meus anteriores artigos «Testemunhos do culto judaico».
Ora chegou-me agora ao conhecimento que no Jornal de Notícias, de 21 de Julho de 2008, foi publicado um artigo onde se dá a conhecer que foi classificada pelo IGESPAR a Sinagoga do Porto.
Ao observar a fotografia que ilustra o artigo, não pude deixar de encontrar similitude entre o Ehal do Porto e o Ehal da Casa do Castelo no Sabugal, o que se pode facilmente constatar observando as imagens.
De facto não me surpreendeu a parecença muito antes pelo contrário, apenas veio reforçar e adicionar mais certeza à minha convicção de que a Casa do Castelo possui um dos mais antigos vestígios da presença da cultura Judaica na região.
Pelo que, agora com mais convicção e certeza, me atrevo a afirmar que a Casa do Castelo possui o mais antigo vestígio da comunidade Judaica na região mas que tem uma outra particularidade, a Casa do Castelo está situada onde foi a Sinagoga do Sabugal.
Este facto que tenho agora com muito mais convicção, de que a Casa do Castelo foi a Sinagoga do Sabugal, apenas vem trazer ao Sabugal uma enorme mais valia em termos de enriquecimento histórico e turístico.
De facto, com esta descoberta, o Sabugal salta para a dianteira em termos de rota histórico-turística no que ao assunto diz respeito, colocando o Sabugal num lugar de destaque relativamente a outros destinos actualmente com mais notoriedade.
Resta-nos a nós Sabugalenses com sangue Arraiano, saber tirar o devido partido desta significativa descoberta e fazer com que este nosso património seja preservado e divulgado, apoiando o trabalho meritório da família da D. Natália, que souberam preservar o melhor que puderam, este importante vestígio dessa comunidade que aqui prosperou ao ponto de construir um edifício de tão grandes dimensões para adorar o seu Deus.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal ficou registada na excelência do trabalho do repórter fotográfico Kim Tomé (Tutatux). O Capeia Arraiana aproveitou para seleccionar, entre mais de 200 imagens, alguns cliques especiais de um dia histórico.

Veja o álbum completo da reportagem de Kim Tomé (Tutatux) Aqui.

GALERIA DE IMAGENS – 4-4-2009

A propósito do turismo e do valor que a cultura local tem para o desenvolvimento do concelho do Sabugal, venho aqui lançar uma ideia que não sei se já foi considerada ou ponderada, mas que no meu entender poderia contribuir de forma significativa para a manutenção de algumas tradições inserindo-as nos roteiros de maior divulgação no mundo.

Capeia Arraiana

Kim Tomé (Tutatux)A UNESCO tem uma convenção para a conservação do Património Oral e Imaterial da Humanidade que pretende contribuir de forma significativa para o reconhecimento e preservação do património imaterial da humanidade.
Em 1999, o Conselho Executivo da Organização decidiu criar uma distinção internacional intitulada Proclamação das Obras Primas do Património Oral e Imaterial da Humanidade, para distinguir os exemplos mais notáveis de espaços culturais ou formas de expressão popular e tradicional tais como as línguas, a literatura oral, a música, a dança, os jogos, a mitologia, rituais, costumes, artesanato, arquitectura e outras artes, bem como formas tradicionais de comunicação e informação. Foram realizadas três edições de Proclamações em 2001, 2003 e 2005.
Todos temos consciência que na voragem dos tempos se está a perder muitas das características e tradições deste povo Arraiano. Outras há que apesar de vivas necessitam de ser reconhecidas e divulgadas como é o caso da Capeia Arraiana, do Forcão, do Bucho, entre muitas outras que seria impossível enumerar aqui.
Esta Cultura Arraiana é um património cultural imaterial notável que importa e urge salvaguardar e preservar. Ora, é isso mesmo que se pretende com esta convenção.
Penso que apresentar uma candidatura à UNESCO para o reconhecimento deste nosso rico património cultural seria, sem sombra para duvida, um forte empurrão para a divulgação e manutenção das tradições, obtendo com isso uma importante fonte de divisas atendendo a que o Sabugal seria colocado nas internacionais rotas culturais da UNESCO.
É apenas uma sugestão que espero não seja considerada como irrelevante, pois todos sabemos o que representa o reconhecimento por parte da UNESCO de um património.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

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