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A maioria PSD/CDS rejeitou na passada sexta-feira, 23 de Novembro, no Parlamento, projectos de resolução do PCP e Bloco de Esquerda para a abolição da cobrança de portagens nas antigas SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador) e manutenção das isenções.

Porticos A23No primeiro ponto do projecto de resolução do PCP, para a abolição da cobrança de portagens nas antigas SCUT, a maioria PSD/CDS e o PS votaram contra, mas sete deputados socialistas demarcaram-se da posição oficial da bancada e optaram pela abstenção.
Desses sete deputados do PS que se abstiveram, seis estão ligados a círculos eleitorais do interior do país: Fernando Serrasqueiro (Castelo Branco), Hortense Martins (Castelo Branco), André Figueiredo (Guarda), Acácio Pinto (Viseu), Elza Pais (Viseu) e Rui Santos (Vila Real).
O ex-líder da Juventude Socialista Pedro Delgado Alves também se absteve na votação.
Já o ex-secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos anunciou a apresentação de uma declaração de voto, afirmando concordar com as isenções de cobrança de portagens nas autoestradas do interior do país, mas demarcando-se no que respeita à extensão da gratuitidade a autoestradas do litoral do país.
No segundo ponto da resolução do PCP, referente à manutenção das isenções existentes no pagamento de portagens em antigas SCUT, PS, «Os Verdes» e Bloco de Esquerda votaram a favor, mas essa alínea também foi chumbada pela maioria governamental.
A resolução do Bloco de Esquerda, que recomendava ao Governo a manutenção do sistema de isenções e descontos em todas as ex-SCUT, teve o apoio do PS, PCP e «Os Verdes», mas chumbou com os votos contra da maioria PSD/CDS.
Nesta série de votações, com a abstenção do PS, foi ainda rejeitado pela maioria PSD/CDS um projeto de resolução do Bloco de esquerda a recomendar ao Governo a urgente abertura de concursos para financiamento do cinema e audiovisual do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual).
plb (com Lusa)

Na ideia de ligar o Sabugal à Auto Estrada da Beira Interior (A23), agora sujeita a portagens, o Município do Sabugal «esturrou» algumas centenas de milhares de euros na abertura de uma estrada por trancos e barrancos, que de um momento para o outro, já lá vão dois anos, mandou suspender.

«O que nasce torto tarde ou nunca se endireita», diz o povo na sua imensa sabedoria. O rifão aplica-se ao caso em apreço, que é um exemplo de lamentável delapidação de dinheiro público, comparável a tantos outros que contribuíram para a desgraça das finanças do Estado. Alguém sonhou e quando acordou avançou a colocar em prática os ditames do devaneio. Não tinha plano de acção nem promoveu a discussão prévia. Avançou de peito aberto, desprovido de qualquer estudo e absolutamente indiferente à necessidade de consensos.
Chamaram a Engenharia Militar para abrir a estrada, pensando que isso não comportaria custos dignos de registo. Porém coube ao Município arcar com as despesas de manutenção das máquinas, reparações, combustíveis, explosivos, deslocações. Quando se deu fé a factura de meses e meses a marcar passo já ia numa cifra incomportável. As verbas despendidas eram ademais irrecuperáveis por não sujeitas a qualquer programa de financiamento.
Face ao desperdício reconheceu-se o óbvio: o Município não possui meios para tal aventura.
As obras pararam e da dita estrada aberta por entre penedias, a poder de fogo e de caterpillar, não mais se ouviu falar. Impõe-se saber o que fazer, que rumo tomar, até por que há eleições à porta.
Damos a nossa opinião, como contributo para uma discussão que se deseja.
Ao invés de se navegar sem rumo nem horizonte, impõe-se colocar rigor na conduta. E o caminho é simples:
Elabore-se o projecto (com o devido rigor técnico). Cumpra-se a inclemência da lei, submetendo-o à avaliação do impacto ambiental. Remeta-se o processo ao governo, e solicite-se, fundamentando com o interesse regional e nacional, a inclusão daquela via no Plano Rodoviário Nacional. Só assim o Estado financiará a obra.
Entretanto, face ao impasse, há que definir outras prioridades para o concelho: a requalificação da estrada nacional para a Guarda (sede do distrito) e da estrada nacional para o Terreiro das Bruxas e dali para Caria (a nossa ligação actual à A23).
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Dois militares do Destacamento de Trânsito da Guarda, de 32 e 33 anos, faleceram ontem, dia 9 de Outubro, depois de atropelados por uma viatura, pelas 21h30, na A23 ao quilómetro 194, no sentido norte/sul – zona de Belmonte.

Segundo um comunicado divulgado pelo comando da GNR da Guarda, os militares sinistrados encontravam-se na berma da estrada, com uma viatura de serviço devidamente sinalizada, a regularizar o trânsito e a suprimir uma das vias, em virtude de um incêndio florestal que deflagrava junto àquele eixo rodoviário.
A viatura que os vitimou embateu na traseira da viatura da GNR, provocando a morte de dois militares e ferimentos graves num terceiro, de 30 anos, que foi evacuado para o Hospital Distrital da Covilhã e depois transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
O condutor da viatura que provocou o acidente, de 34 anos, também sofreu ferimentos graves, encontrando-se igualmente no Hospital de Coimbra.
As famílias dos militares falecidos estão a receber apoio psicológico promovido pela GNR.
Na missiva à comunicação social, assinada pelo Tenente Coronel Cunha Rasteiro, a GNR refere lamentar «de forma sentida» a perda dos dois militares.
plb

Continua a diminuir o número de veículos que passam nas antigas SCUT, em resultado da introdução de portagens. Na auto-estrada da Beira Interior (A23) a quebra de trafego foi de quase 40 por cento face ao mesmo período do ano passado.

Segundo o relatório do Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias (INIR), a que a Agência Lusa teve acesso, a concessão do Algarve registou um Tráfego Médio Diário (TMD) no primeiro trimestre de 2012 de 5.588 viaturas. No primeiro trimestre de 2011, ainda sem a aplicação de portagens, aquela SCUT registou um movimento diário de 12.889 viaturas. Face ao ano anterior, segundo os dados do INIR, a quebra do tráfego na A22 foi, assim de 56,7 por cento.
No caso da concessão da Beira Interior (A23), a quebra entre os primeiros trimestres de 2011 e 2012 foi de 39,8 por cento. No primeiro trimestre, aquela antiga SCUT, portajada desde Dezembro, registou um TMD de 6.194 viaturas, quando um ano antes esse tráfego era de 10.288.
Quanto à concessão Interior Norte (A24), o movimento diário nos primeiros três meses de 2011 foi de 6.071 viaturas mas, este ano, caiu para 3.684, ou seja menos 39,3 por cento.
Por último, a concessão das Beiras Litoral e Alta (A25), uma das cinco concessões ex-SCUT portajada desde Dezembro, passou de um TMD no primeiro trimestre de 2011, segundo o INIR, de 12.821 viaturas para, em 2012, cerca de 9.773 viaturas. A quebra, nesta concessão, foi de 23,8 por cento no primeiro trimestre de 2012.
plb

O tráfego médio diário nas auto-estradas nacionais teve uma quebra na ordem dos 11 por cento no último trimestre de 2011, segundo dados do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (INIR), porém nas ex-SCUT essa quebra foi numa percentagem muito superior – só na A23 a diminuição de tráfego foi de 30,9 por cento.

Segundo a agência Lusa, que analisou os dados do INIR, em Outubro de 2011 circularam em média por dia 16.428 veículos nas auto-estradas, enquanto no mesmo mês de 2010 tinham circulado 18.401.
Feitas as contas, regista-se uma descida de 10,7 por cento.
Em Novembro, a redução de veículos situou-se nos 10,6 por cento, tendo em 2011 circulado, em média diária, 15.397 carros, enquanto em 2010 esse número foi de 17.230.
No mês de Dezembro, registou-se uma diminuição do tráfego de 11,6 por cento (em 2011 circularam 15.154 veículos e m 2010 17.148).
As ex-SCUT, onde foram introduzidas portagens, foram as auto-estradas que mais quebra tiveram no tráfego.
A A22, no Algarve, teve em Dezembro uma quebra de 48,4 por cento, seguindo-se a A23, na Beira Interior, com 30,9 por cento e a A24, que liga Trás-os-Montes à Beira Interior, com 29,6 por cento.
Além das ex-SCUT, a maior quebra deu-se na A9 – Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), que teve menos 28,9 por cento de tráfego em Dezembro de 2011, quando comparado com o mesmo mês de 2010.
A A14, que liga Figueira da Foz a Coimbra Norte, teve uma quebra de 17,6 por cento no mesmo período e a A16 (Belas – Alcabideche) 17,2 por cento.
Na A13, que liga Almeirim à Marateca, a redução foi de 16,6 por cento, enquanto na A10 (Bucelas – Benavente) e a A15 (Caldas da Rainha – Almeirim) foi de 15,1 por cento.
Em Portugal existem 30 auto-estradas.
plb (com Lusa)

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 marcou acções de protesto para os próximos dias, que passam pela circulação em massa nas vias alternativas, realizar um buzinão e recolher assinaturas para fazer chegar aos órgãos de soberania.

A comissão apelou os utentes das ex-Scut agora portajadas, para que, no dia 8 de Fevereiro, empresas e cidadãos, em determinados percursos, circulem nas «desgraçadas alternativas que o Governo deixou aos distritos de Viseu, Castelo Branco, Vila Real e Guarda».
A comissão aponta os percursos onde se deverá concentrar a circulação: Viseu – Vouzela (pelo que resta do IP5); Guarda – Belmonte (pela EN 18); Alvendre – Guarda (pelo que resta do IP5); Castelo Novo – C. Branco (pela EN 18); Régua – Vila Real (pela EM 323); Chaves – Vidago (pela EN 2); Caçador – Mangualde (pela EN 16); Viseu – Castro Daire (pela EN 2).
No dia 24 de Fevereiro o protesto será través de um buzinão a realizar na cidade de Viseu.
A 8 de Março haverá uma acção de recolha de assinaturas, nos quatro distritos envolvidos, num livro de reclamações que a Comissão de Utentes Contra as Portagens elaborará para o efeito e que será enviado ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República.
Para 8 de Abril e 8 de Maio, a Comissão promete agendar outras iniciativas de protesto.
«Não pague portagens e afirme o seu protesto» é uma das palavras de ordem da Comissão, que reafirma querer reacender a luta contra as portagens.
plb

Os troços com pórticos na auto-estrada da Beira Interior (A23) perderam quase metade do tráfego automóvel nos primeiros 11 dias de portagens, em comparação com o mesmo período de 2010. No Sabugal também é notório o aumento de tráfego, sobretudo de camiões que fogem ao pagamento de portagens.

A informação foi divulgada pela Agência Lusa, que teve acesso a dados estatísticos referentes às passagens, entre 8 e 18 de Dezembro, nos lanços com pórtico entre Abrantes Oeste e o nó de Pinhel (concessão da Scutvias). Os números apontam para uma perda de 46% do tráfego em relação a 2010, enquanto no resto dos troços a queda foi menos acentuada: 34%.
Os números evidenciam uma fuga aos troços com pórticos como forma de evitar o pagamento de portagem, sendo a queda mais acentuada no troço entre Alcaria e Covilhã Sul, com uma diminuição de tráfego de 57%. Seguem-se os troços entre Alcains e Lardosa, com uma queda de 51%, e entre a Guarda e Benespera, com menos 50%.
Mesmo nos troços com pórtico onde as reduções de tráfego foram suaves, os cortes são sempre superiores a um terço do registado nos mesmos dias de 2010.
Nos troços gratuitos, a maior queda aconteceu entre Lardosa e Soalheira, com menos 44% do tráfego.
Os mesmos dados mostram que há menos veículos a circular na auto-estrada independentemente da introdução de portagens, tendo em conta a queda de 27% de tráfego no Túnel da Gardunha – gratuito e praticamente incontornável, dado que a alternativa é uma longa estrada de montanha.
Cerca de 60% dos veículos que circularam na A23 nos primeiros 11 dias de portagens já tinham identificador electrónico para pagamento de portagem, registando-se uma tendência para os carros sem dispositivo diminuírem.
No Sabugal é notório o aumento de tráfego de e para Vilar Formoso, nomeadamente de carros de mercadorias, que fogem ao pagamento de portagens.
plb

A chamada Auto-estrada da Beira Interior, a A23, que liga a Guarda a Torres Novas e à A1, vai custar ao utilizador 9 cêntimos por quilómetro, a partir de 8 de Dezembro, o que leva a concluir que será uma das auto-estradas mais caras do país.

Entre a Guarda e Torres Novas: a viagem, de pouco mais de 214 quilómetros, vai importar em 19,30 euros em portagens para veículos classe 1, o que corresponde a 9 cêntimos por quilómetro. O valor é maior do que o praticado na A1, que liga Lisboa e Porto, onde se pagam 7 cêntimos por quilómetro.
O valor a pagar por cada quilómetro percorrido na A23, para quem faça todo o seu percurso em veículo ligeiro, é portanto superior aos «0,082 euros» por quilómetro fixados no diploma legal que introduziu as portagens, publicado segunda-feira, dia 28 de Novembro em Diário da República.
A mais conhecida pela Via do Infante, a A22, no Algarve, passará a custar 11,60 euros, para um veículo classe 1 que faça o percurso completo (123 quilómetros), ou seja, igualmente 9 cêntimos por quilómetro.
A Norte do país, na A24, fazer o percurso de pouco mais de 130 quilómetros, entre Chaves e Vilar do Monte, passa a custar 14 euros a partir do próximo feriado. São quase 11 cêntimos por quilómetro percorrido.
Já para ir, por exemplo, de Albergaria-a-Velha até Vilara Formoso, pela A25, a portagem a pagar, para que faça o percurso na íntegra, será de 15,65 euros.
plb

O movimento Empresários pela Subsistência do Interior (ESI) vai avançar com acções para levar o Estado e membros do Governo a tribunal, exigindo indemnizações pelos prejuízos causados com a introdução de portagens nas auto-estradas.

ScutsSegundo informou a agência Lusa, a intenção do ESI foi anunciada pelo porta-voz do movimento, Luís Veiga, no final de um plenário que reuniu algumas dezenas de empresários na Covilhã para discutir o diploma que introduziu as portagens a partir do dia 8 de Dezembro, publicado na segunda-feira em Diário da República.
Segundo Luís Veiga, «os empresários vão avançar com uma acção administrativa comum contra o Estado, exigindo indemnizações pela frustração de negócios e lucros cessantes».
Na base da argumentação está «a expectativa de negócios que foi criada com o investimento em vias gratuitas apresentadas como ferramentas para promover o desenvolvimento, corrigindo assimetrias regionais».
O processo vai decorrer já em 2012 e iniciar-se com a elaboração de um parecer jurídico que sustentará a acção.
Por outro lado, «o movimento vai também avançar com acções de responsabilidade civil sobre cada um dos ministros que deliberou sobre o diploma que cria as portagens», que de acordo com o movimento são incomportáveis para as estruturas de custos das empresas.
Na reunião de hoje, os empresários consideraram «insuportável um custo acrescido de pelo menos 50 euros para uma simples viagem de ida e volta a Lisboa a partir da Beira Interior».
O diploma estabelece uma tarifa de referência para a classe 1 de oito cêntimos por quilómetro (já com IVA e com os arredondamentos previstos na lei), sendo que no caso dos veículos das empresas (classes 2 a 4) o valor chega a ser 2,5 vezes maior.
A situação «é claramente desmotivadora, vai implicar uma recessão económica profunda na região, acentuar a desertificação e provocar a falência de empresas, tal como alertamos num estudo apresentado ao anterior Governo», conclui Luís Veiga.
plb (com Lusa)

As concessões SCUT do Algarve, da Beira Interior, no Interior Norte e da Beira Litoral passam a estar sujeitas ao pagamento de portagens a partir de 8 de Dezembro, segundo foi publicado, esta segunda-feira, dia 28 de Novembro, no Diário da República. O diploma legal contém algumas medidas de descriminação positiva para as pessoas e as empresas residentes na proximidade das auto-estradas.

Porticos A23O decreto-lei agora publicado define a criação de «um regime de discriminação positiva para as populações e para as empresas locais, em particular das regiões mais desfavorecidas, que beneficiam de um sistema misto de isenções e de descontos nas taxas de portagem»
Em concreto, as pessoas singulares e colectivas que tenham residência ou sede na área de influência das auto-estradas agora portajadas «ficam isentas do pagamento de taxas de portagem nas primeiras 10 transacções mensais que efectuem na respectiva auto-estrada». Após 10 passagens sob os pórticos, os beneficiários têm direito a «um desconto de 15% no valor da taxa de portagem aplicável em cada transacção».
Os utilizadores que podem beneficiarem da isenção e do desconto, tem de comprovar periodicamente a sua morada de residência ou a sede da empresa, apresentando o título de registo de propriedade, o certificado de matrícula ou um documento do locador que identifique o nome e a morada da residência ou da sede do locatário.
Este regime de isenções e descontos estará em vigor até 30 de Junho de 2012. A partir desta data mantém-se apenas para as auto-estradas que servem regiões com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita inferior a 80% da média do PIB per capita nacional.
O sistema de cobrança é “exclusivamente electrónico” e o não pagamento de portagens está sujeito a sanções.
Para além da A23 e da A25, que servem a região da Guarda, as vias que passam a ter portagens são a A22, que integra a Concessão do Algarve, e a A24, integrada na Concessão do Interior Norte.
Entretanto as comunidades portuguesas no Reino Unido, França e Alemanha contestaram já a introdução de portagens nas antigas SCUT, afirmando que ponderam deixar de passar férias em Portugal por ficar mais caro do que outros destinos.
«Quem fica a perder é o país, porque as pessoas vão para outros destinos passar férias em vez de irem para Portugal», disse à agência Lusa Augusto Neves, representante da comunidade portuguesa no Reino Unido, acusando os ex-governantes e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de falhar as promessas de não colocar portagens nas SCUT, caso não existissem estradas alternativas dignas.
Segundo Augusto Neves, há emigrantes portugueses que colocam a hipótese de não passarem as férias de Natal, nem de verão, em Portugal.
«Há pessoas que dizem que dizem que vão para Espanha ou para outro lado, porque as férias já não ficam baratas. Nós regressamos a Portugal pelo patriotismo e pelos familiares, mas, se cada vez que nos deslocarmos de um lado para o outro, principalmente no interior do país, tivermos de pagar, se vamos ter que andar a pagar portagens, tudo se torna complicado», considera.
A comunidade portuguesa de emigrantes na Alemanha também «não está contente» com a introdução de mais portagens em Portugal e reclama o facto das tarifas serem «caras» e de nem haver informação suficiente sobre a forma de pagamento.
«Em algumas auto-estradas não se paga na hora e quem não está avisado, não sabe como se paga», lamenta Maria da Piedade Ascensão, representante da comunidade portuguesa na Alemanha, acrescentando, por outro lado, que são tarifas «caras».
A comunidade portuguesa em França reconhece que o país atravessa dificuldades económicas, mas também contesta a introdução de portagens em Portugal, sugerindo que deveria haver outras alternativas para o encaixe de verbas nos cofres do Estado.
«A comunidade sabe que há esforços a fazer por causa das dificuldades económicas. No entanto, nunca é agradável uma taxa de imposição suplementar, designadamente quando a emigração é uma mais valia para Portugal, quando vai visitar os seus», adiantou à Lusa Paulo Marques, representante da comunidade portuguesa em França.
plb

Luís Baptista-Martins (primeiro subscritor) e Francisco Almeida (porta-voz da comissão de utentes das A23, A24 e A25) levaram à Assembleia da República uma petição com milhares de assinaturas contra a introdução de portagens nas SCUT’s da Beira Interior.

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jcl

A Presidência da República anunciou hoje, 25 de Novembro, a promulgação do diploma legal que prevê a cobrança de portagens nos lanços e sublanços das auto-estradas SCUT do Algarve, da Beira Interior, do Interior Norte e da Beira Litoral/Beira Alta.

O regime de cobrança de taxas de portagem nas SCUT «foi promulgado em 16 de Novembro, aguardando ainda publicação no Diário da República», lê-se numa nota divulgada no portal on-line da Presidência da República.
Prevê-se para os próximos dias a publicação do Decreto-Lei no Diário da República, de modo a entrar em vigor, dando início à cobrança das portagens.
A delonga na cobrança, que o governo em funções anunciou para breve, deveu-se a dúvidas de Cavaco Silva e respectivos pedidos de esclarecimento ao governo sobre o diploma em questão.
A promulgação presidencial motivou uma imediata reacção por parte da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23, que convocou para o dia 2 de Dezembro (sexta-feira) uma marcha lenta na A25, com partida de Viseu, às 17 horas.
Francisco Almeida, da Comissão, diz que o Presidente da República «fez mal e a sua decisão é frontalmente incoerente com os seus recentes discursos sobre a necessidade de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento do interior. É caso para dizer – “bem prega Frei Tomás” ou ainda “ olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço”».
Entretanto, a nível operacional, está tudo a postos para a cobrança através dos pórticos instalados nas auto-estradas.
As portagens nas ex-SCUT passarão a ser cobradas através de pagamento automático, o qual funciona nos mesmos termos que têm funcionando os identificadores Via Verde (que também servem para as novas auto-estradas a portajar). As passagens serão debitadas directamente na conta bancária do utilizador, sem necessidade de se deslocar para realizar pagamentos de facturas ou carregamentos.
Uma via alternativa ao pagamento automático é o pré-pagamento com identificação do proprietário do veículo, que consiste na criação de um pré-pago onde serão realizados pré-carregamentos de saldo, que serão utilizados aquando da passagem nos pórticos.
Uma terceira alternativa é o chamado pré-pagamento anónimo, que consiste na criação de um pré-pago associado a um dispositivo electrónico temporário. Neste sistema, serão realizados pré-carregamentos de saldo que posteriormente serão utilizados aquando da passagem nos pórticos das vias com cobrança electrónica. O pré-carregamento tem um prazo de validade de 90 dias.
Os veículos sem dispositivo electrónico também podem circular, devendo, nesse caso, a cobrança da taxa de portagem ser necessariamente realizada com recurso à imagem da matrícula do veículo, devendo ser regularizada no regime de pós-pagamento, junto dos balcões dos CTT e da rede Payshop até 5 dias úteis após a passagem. Esta alternativa não está disponível para os veículos com matrícula estrangeira.
plb

Nos últimos dias foram afixados, junto aos pórticos de portagem na auto-estrada A23 (Torre Novas – Guarda), os valores a cobrar, porém a empresa concessionária informou a Lusa de que os preços «não são definitivos, nem está a ser cobrado qualquer valor a quem passa».

Desde a última semana que a Scutvias tem vindo a colocar preços por troço, progressivamente, nos respectivos painéis, ao lado dos pórticos de portagem electrónica, mesmo antes de serem conhecidos esses valores.
Apesar de estarem tapados com redes, algumas destas protecções já voaram e os números que continuam cobertos tornam-se visíveis à noite por estarem pintados com tinta reflectora.
A situação tem motivado dúvidas dos condutores que têm contactado a Scutvias «através do número de apoio», sublinhou a mesma fonte.
Segundo fonte da empresa, os preços estão colocados «com um sistema amovível e os números podem ser alterados a qualquer momento».
Foram afixados para que a empresa não fosse apanhada de surpresa caso fosse necessário «iniciar a cobrança de portagens num curto espaço de tempo».
Para o efeito, os preços por troço foram calculados «partindo do pressuposto que será aplicado o valor médio de oito cêntimos por quilómetros», tal como nas outras vias ex-SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador). Não há porém qualquer indicação de que assim seja, pois logo que os preços sejam oficialmente fixados, serão feitas as alterações necessárias nos painéis.
A Comissão contra as portagens divulgou o valor provável a cobrar nos vários troços das SCUT, nomeadamente na A23 (Guarda – Torres Novas) e A25 (Vilar Formoso – Aveiro). Com base nesses valores, uma deslocação da Guarda a Torres Novas, em veículo ligeiro da classe 1, ficará em 16,70 euros. Quem pretenda vir a Lisboa e siga pela A1, pagará ainda 5,65 euros, o que leva a que o percurso até à capital importe em 22,35 euros. Assim, uma ida e volta a Lisboa custará a um guardense 44,70 euros.
plb

As novas portagens que passarão em breve a ser cobradas nas auto-estradas que servem a Beira Interior (A23 e A25) poderão afectar uma média diária superior de 21 mil automobilistas.

Segundo a edição on-line do Diário Económico, a introdução de portagens nas últimas quatro concessões SCUT (sem cobrança aos utilizadores), prometida pelo Governo até ao final do presente mês, vai afectar cerca de 42 mil utilizadores por dia, sem que metade desse número é comporto pelo tráfego diário das auto-estradas A23 e A25.
Citando dados divulgados pelo Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias, no primeiro semestre deste ano, o tráfego médio diário conjunto nestas quatro SCUT foi de 42.248 automóveis diários. Esse valor significativo verificou-se, mau grado as quebras gerais registadas em todas as concessionárias SCUT.
Será sobre este universo que vai incidir a medida anunciada na passada sexta-feira, na Assembleia da República, por Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, durante a apresentação das linhas orientadoras do Plano Estratégico de Transportes, para o período de 2011 a 2015.
No primeiro semestre deste ano, foi a SCUT do Algarve a que registou mais tráfego, com uma média diária de 14.548 veículos. É também sobre esta SCUT, que liga Lagos até à fronteira espanhola, em Vila Real de Santo António, que a contestação tem sido mais forte, não só em Portugal, mas também do lado de Espanha, uma vez que é muito utilizada por turistas espanhóis que visitam regularmente o Algarve.
A SCUT das Beiras Litoral e Alta, que vai de Aveiro a Vilar Formoso, apresentou um tráfego médio diário de 11.903 carros durante o primeiro semestre deste ano. A SCUT da Beira Interior, entre Abrantes e a Guarda, registou uma circulação diária de 9.470 veículos diariamente, e a SCUT do Interior Norte, ente Viseu e Chaves teve um tráfego diário de 6.327 viaturas.
Teme-se porém que a introdução das portagens afaste, pelo menos num período inicial, uma parte substancial do tráfego das auto-estradas, o que gorará em parte as expectativas criadas em torno da receita estimada pelo Governo e pelas estradas de Portugal.
plb

A empresa Estradas de Portugal (EP) está pronta para iniciar a cobrança de portagens nas SCUT do Algarve (A22), Beiras Litoral e Alta (A25), Beira Interior (A23) e Interior Norte (A24), assegurou ontem, 21 de Setembro, na Assembleia da República, a administradora da empresa Ana Tomaz.

A empresa aguarda apenas pela a conclusão do processo legislativo necessário para o início do pagamento, o que sucederá em breve. «Temos tudo preparado para começar com a cobrança de portagens», garantiu a administradora durante uma audição nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública e Economia e Obras Públicas sobre uma auditoria à EP, que conclui que a empresa corre o risco de insustentabilidade financeira a partir de 2014.
A administradora informou mesmo os deputados que os veículos com matrícula estrangeira já estão a pagar portagens. «Já há cobrança de veículos com matrícula estrangeira. Já temos brigadas de fiscalização na rua, que esclarecem sobre estas matérias», assegurou Ana Tomaz.
Entretanto a comissão contra as portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 anunciou ir desenvolver novas acções de protesto, a fim de evitar a efectiva cobrança de portagens nas auto-estradas do interior. A comissão considera que as alternativas não são viáveis, o que torna injusta a cobrança de portagens.
Para dar expressão ao protesto os jornalistas vão ser convidados para seguirem, em autocarro, um ou mais camiões pesados entre Viseu e Aveiro pela Estrada Nacional 16. «Assim ficará claro quando dizemos que não há alternativas», disse Francisco Almeida, da Comissão, numa conferência de imprensa realizada em Viseu. A comissão divulgou um modelo de carta a entregar a todas as autarquias próximas das auto-estradas, para que aprovam moções contra as portagens. Haverá ainda outras acções de protesto, como abaixo assinados, buzinões, marchas lentas e cartas individuais que os prejudicados poderão enviar ao primeiro-ministro.
plb

O coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco da CGTP, Luís Garra, apelou ontem, à desobediência civil face ao pagamento de portagens na auto-estrada da Beira Interior (A23).

Luís Garra considera a introdução de portagens nas SCUT como uma medida grave e dramática para a economia da região, podendo agravar o desemprego e criar maior instabilidade social. Perante a gravidade das possíveis consequências da medida, o dirigente sindical considera a possibilidade de recurso à desobediência civil como adequada. Se as portagens se tornarem uma realidade «não fica fora dos horizontes da União de Sindicatos, um apelo muito forte a desobediência civil, porque as medidas imorais e ilegítimas só podem ser combatidas com atitudes muito fortes e corajosas», disse o sindicalista.
A União de Sindicatos vai de resto apresentar aos partidos políticos representados na Assembleia da República uma proposta no sentido de manterem a A23 gratuita para os seus utilizadores, assim defendendo a região face à crise social e económica que vivemos.
O dirigente sindical proferiu estas palavras no decurso de uma acção de protesto contra as medidas de austeridade anunciadas pelo governo de Passos Coelho, declarando a abertura da «época oficial de caça ao Coelho», figura de estilo usada para vincar que o novo governo não vai ter tréguas. «Connosco não há estado de graça», afirmou Luís Garra.
Entretanto o presidente do Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão, também enviou uma carta ao primeiro-ministro, alertando para as consequências das portagens, que poderão colocar em causa 111,5 milhões de euros de investimentos em curso no sector do turismo da região serrana.
O início da cobrança nas SCUT (A22, A24, A23, A25) poderá avançar já em Setembro deste ano.
plb

A cobrança de portagens nas quatro auto-estradas SCUT (sem custos para o utilizador) «deverá avançar em Setembro», disse à agência Lusa fonte ligada às negociações da cobrança no interior do país.

Em causa estão portagens nas SCUT do Algarve (A22), Beiras Litoral e Alta (A25), Beira Interior (A23) e Interior Norte (A24)
Segundo a mesma fonte, o assunto está a ser tratado em reuniões das concessionárias com uma comissão de negociação dos respectivos contratos e nesses encontros «ainda não houve uma data definida».
No entanto, a perspectiva é de que até ao final do mês «sejam publicados em Diário da República os preços a praticar» nas quatro SCUT e que serão afixados nos placares que antecedem cada pórtico.
Depois da publicação, «as concessionárias deverão ter um mês para implementar a cobrança», acrescentou.
A cobrança chegou a estar prevista para 15 de Abril, mas o anterior Governo suspendeu a medida por considerar, com base num parecer jurídico, que seria inconstitucional um executivo de gestão aprovar um decreto-lei para introduzir novas portagens, respectivo regime de isenções e descontos.
plb

O início da cobrança de portagens nas auto-estradas da Beira Interior (A23), Beira Litoral e Alta (A25) e Algarve (A22) ficou adiada, cabendo ao Governo que sair das eleições de 5 de Junho a aprovação do Decreto-Lei que define as normas para as SCUT e o respectivo regime de isenções e descontos a aplicar. Entretanto na A23 já estão definidos os 16 locais onde vão ser feitas «cobranças virtuais» aos utilizadores.

Porticos A23O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) anunciou no passado dia 6 de Abril o adiamento da introdução de portagens na A23, A25 e A22, prevista para o dia 15 do mesmo mês, tendo em consideração um parecer do Centro de Estudos Jurídicos do Minho (CEJUR) que defendia que a aprovação de tal medida por um Governo de gestão seria «inconstitucional».
Segundo o comunicado do MOPTC, o CEJUR considerou que a aprovação pelo actual Governo de uma iniciativa legislativa para introduzir novas portagens seria «inconstitucional» já que um «Governo de gestão só pode praticar os actos estritamente necessário à gestão dos negócios públicos» e esse limite constitucional seria ultrapassado ao definir o regime de isenções e descontos e consequente alteração dos termos das concessões em vigor.
Apesar da suspensão temporária da introdução de portagens nestas SCUT a montagem dos pórticos de cobrança electrónica continua apesar dos protestos das comissão de utentes.

Localização dos 16 pórticos na A23
A A23 vai ter 16 «locais de pagamento automático» mas vão ficar isentos os troços em que a auto-estrada se sobrepõe ao Itinerário Principal 2 em Rodão e no túnel da Gardunha. A circulação sem pagamento vai ainda ser possível entre os concelhos de Mouriscas e Abrantes, Alcains e Castelo Branco e entre a Covilhã e Belmonte.
Assim a cobrança de portagens vai ser efectuada nos sublanços:
– Zibreira – Torres Novas;
– Entroncamento – Atalaia;
– Constância Centro – Montalvo – Abrantes;
– Abrantes Oeste – Abrantes Este;
– Mouriscas – Mação;
– Gavião – Envendos;
– Fratel – Perdigão;
– Alvaiade – Sarnadas – Retaxo;
– Sarnadas – Retaxo – Castelo Branco Sul;
– Hospital – Castelo Branco Norte;
– Alcains – Lardosa;
– Soalheira – Castelo Novo;
– Alcaria – Covilhã Sul;
– Belmonte Sul – Belmonte Norte;
– Belmonte Norte – Benespera;
– Benespera– Guarda.
jcl

A construção de uma circular externa ao Sabugal ganhou força face ao previsível aumento do tráfego na cidade em alternativa às portagens que serão introduzidas na A25 e na A23 e partir do dia 15 de Abril. O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, recebeu há cerca de um mês a garantia do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações (MOPTC) de que a construção da via circular à cidade do Sabugal será introduzida no Plano Rodoviário Nacional, a fim de ser assegurado o seu financiamento pelo Estado.

TIR

O mais que previsível aumento do tráfego de camiões TIR pelo interior da cidade do Sabugal preocupa seriamente o presidente, na medida em que as vias existentes não têm condições para suportar esse aumento de tráfego.
Entretanto a existência de um governo de gestão, na decorrência da dissolução da Assembleia da República, ontem anunciada pelo Presidente da República, poderá atrasar a solução que até agora foi considerada prioritária para o concelho do Sabugal e para a região.
A decisão da colocação de portagens nas SCUT’s, obrigou a estudos técnicos, encomendados pelo MOPTC à empresa F9Consulting. O concelho do Sabugal aparece destacado a vermelho pela falta de variante (e alternativa) à passagem pelo interior da sede do concelho. O novo trajecto que vai passar a ser utilizado pelos TIR aponta para a estrada Ciudad Rodrigo – Aldeia da Ponte e correspondente passagem pela cidade do Sabugal. Os valores apresentados apontam para uma alteração das actuais sete/oito passagens diárias, em média, para cerca de 200 travessias dos TIR.
«O regime SCUT enquanto instrumento de correcção de assimetrias regionais – estudo de critérios para aplicação de portagens em auto-estradas SCUT» é o título do estudo da F9Consulting.
Destacamos algumas das conclusões do estudo, a que o Capeia Arraiana teve acesso:
1 – A introdução de portagens nas SCUTS’s, não só garantirá uma maior equidade e justiça social como permitirá um incremento das verbas a aplicar noutras áreas fundamentais das infra-estruturas rodoviárias, como sejam a conservação e segurança, bem como o melhoramento da rede de estradas e a ampliação da rede rodoviária nacional. A identificação de um conjunto de indicadores que retratam de forma fidedigna a realidade socio-económica das várias regiões servidas pelas SCUT’s, bem como as respectivas vias alternativas, permitirão, através da aplicação de determinados critérios, implementar uma discriminação positiva mais justa e eficaz.
2 – Na análise de alternativas de oferta no sistema rodoviário foi tomado em consideração o tempo de percurso global associado a cada uma das SCUT’s relacionando-o com o tempo de percurso das vias alternativas que lhe correspondem tendo em consideração as fragilidades existentes nas redes viárias regionais e locais.
3 – O concelho do Sabugal pelas suas características de território fronteiriço teve uma atenção especial no estudo. O apuramento do valor dos indicadores que no entender da Estradas de Portugal permitem aferir a existência de alternativas de oferta no sistema rodoviário A25 / A23 no sentido Castelo Branco / Lisboa está identificada pela ligação entre Ciudad Rodrigo (em Espanha) e Aldeia da Ponte (no concelho do Sabugal) com continuação pela Estrada Nacional 332 até à cidade do Sabugal. Os dados estudados apontam para um forte incremento da passagem de camiões pesados. Assim este estudo sugere uma intervenção urgente no sentido de criar uma variante externa à cidade do Sabugal como forma de oferecer alternativas no sistema rodoviário e manter os níveis de segurança no interior da localidade.
plb

Os troços das auto-estradas A23 e A25 que contornam a cidade da Guarda não vão ter portagens pagas. Uma decisão tomada pelo Ministério das Obras Públicas por proposta do presidente da Câmara Municipal da Guarda.

ScutsUsando o argumento de que os troços da A23 e A25 funcionam como uma verdadeira «via de cintura externa» da cidade, Joaquim Valente convenceu o Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, a não colocar pórticos nesses troços.
A Câmara Municipal da Guarda, garante assim a circulação livre nos cerca de 10 quilómetros de auto-estrada que circulam a cidade, a começar no Alvendre, continuando pelo acesso ao Bairro de S. Domingos, pela rotunda do nó de Pinhel e a terminar na rotunda que faz a ligação para a cidade do Sabugal e para a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE).
Esses troços são de utilização constante por parte de quem vive na cidade ou aí trabalha, nas suas deslocações quotidianas, pelo que o presidente da Câmara considera inteiramente justa a decisão de isentar os veículos de pagamento de portagens nessa autêntica circular externa à cidade.
Entretanto os trabalhos de instalação dos pórticos continuam tendo em vista garantir a cobrança de portagens na A23 e na A25 já a partir do próximo dia 15 de Abril.
plb

Manuel Rito, ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não se conforma com a suspensão das obras de ligação do Sabugal à A23, decretada pela Câmara, e nem o argumento de que a autarquia não tem capacidade financeira para tal o convence. Vai daí puxa por um coelho da cartola: a obra faz-se através de uma parceria público-privada.

A declaração, feita numa entrevista ao mensário Cinco Quinas, surge no momento em que os contratos de parceria público-privada estão debaixo de fogo intenso, por os mesmos representarem custos incomportáveis para as gerações vindouras.
Acresce que a única forma conhecida para a concretização de uma parceria público-privada na construção de uma estrada é a da introdução de portagens. E essas portagens terão que ser pagas pelos utilizadores, a não ser que a estrada venha a ser mais uma SCUT, sendo então o pagamento suportado pelo Estado, que compensa o concessionário (parceiro) consoante o número de veículos que utilizam a via.
Sabemos que o governo vai introduzir portagens na A23, e custa-nos, aos que a utilizamos, vir a ter de pagar, por sabermos que isso acentua a interioridade da nossa região. Porém ficamos agora a saber que há quem não se importe de que até a futura ligação do Sabugal à A23 venha a ser portajada.
A ligação do Sabugal à A23 é necessária, mas a obra tem de ser financiada pelo poder central. E o Estado não fará um favor ao nosso concelho. Outros municípios e outras terras vêm sendo beneficiados com boas ligações rodoviárias. O Sabugal dá de borla a água do rio Côa para abastecer os municípios a jusante, para irrigar a Cova da Beira e até para que em Penamacor se produza electricidade. Não será tempo de também exigirmos algo em nosso benefício?
Sucede que o assunto da ligação directa à auto-estrada vem sendo tratado com amadorismo e de «cabeça no ar», quando antes se impõe rigor na condução do processo. Uma simples reflexão leva-nos a descobrir o caminho, que, numa primeira etapa, passa por elaborar o projecto com a devida exigência técnica, colocando-o no papel (sim, porque o projecto não existe, ou alguém já o viu?). Depois, cumprindo a inclemência da lei, deverá submeter-se esse projecto à Avaliação do Impacto Ambiental. Concluída esta etapa, o Presidente da Câmara, munido do processo, solicita uma audiência ao Ministro das Obras Públicas e coloca-lhe o projecto sobre a mesa (isto é diferente de ir a reuniões de mãos a abanar, dizendo apenas que era bom que o Estado nos financiasse uma estrada). Perante o governo o autarca junta ao processo um conjunto de argumentos capazes de o convencerem a incluir a via no Plano Rodoviário Nacional.
Este é o caminho lógico, porque legal. Ele pressupõe porém que, de uma vez, se deixem de parte «jogadas loucas», feitas ao arrepio da racionalidade e à margem da lei vigente.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Em reacção à posição assumida pelo PSD da Guarda acerca da introdução de portagens nas auto-estradas A23 e A25, que servem o distrito, o presidente da comissão política do Partido Socialista do Sabugal, Nuno Teixeira, desafia o PSD a apresentar na Assembleia da República uma proposta de suspensão das mesmas portagens. Publicamos, na íntegra, o comunicado que o PS do Sabugal nos fez chegar acerca deste assunto.

Scuts«O PSD Distrital, de vez em quando, tem de mostrar que existe e tudo serve de pretexto para, esporádicas, conferências de imprensa, a face visível de uma liderança ausente.
E como a questão das SCUT´S e das portagens são tema de movimentações e conversas, eis um bom mote para uma boa dose de demagogia.
Pegando na deixa dos seus Deputados pelo D…istrito, vêm “cavalgar a onda” de que o governo do PS é que governa e por isso a culpa das portagens na A23 e na A25, ser do PS e do Governo.
Está dito e redito, mil vezes escrito, que o PS e o seu Governo resistiram, quanto puderam, a introduzir portagens nas SCUT´s do Interior do País e que foi o líder do PSD, Passos Coelho, quem exigiu a universalidade dos pagamentos no todo nacional.
Se assim não fosse as portagens não seriam introduzidas por duas ordens de razões: Primeiro porque o Governo o não quer e, depois, porque o PSD e restante oposição, com larga maioria no Parlamento, caso fosse o PS a propô-lo, votariam contra e chumbariam a proposta como o já fizeram tantas vezes, noutras situações.
É pois fácil deduzir e concluir:
O PSD é o ÚNICO responsável pelas portagens.
Se assim não é, pois que o demonstre e prove agora.
Nesta fase e uma vez que a cobrança das portagens integra a Lei do Orçamento só o Parlamento pode inverter a situação.
Lançamos o desafio aos senhores Deputados do PSD/Guarda para que, no âmbito do respectivo Grupo Parlamentar, proponham um projecto de resolução e o PSD vote favoravelmente suspender o pagamento de portagens na A23 e na A25.
É na Assembleia da República e não em Conferências de Imprensa sem sentido que o Distrito pode ser defendido e é certo que se a proposta de abolir as portagens na A23 e A25 for a votação na AR, os Deputados do Partido Socialista votarão favoravelmente.
Se o PSD é mesmo contra as portagens tem aqui uma boa oportunidade para o demonstrar.
Ficamos à espera da iniciativa parlamentar do PSD.
Não fujam a esta responsabilidade.
Para o PSD/Guarda chegou a hora da verdade.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal»

«A saída é o poder central assumir a sua responsabilidade», disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, acerca da obra de ligação do concelho à auto-estrada A23, considerando que a edilidade não possui capacidade financeira para custear o empreendimento.

Ligação da auto-estrada ao SabugalAntónio Robalo considera que serão necessários «entre 10 a 15 milhões de euros» para a conclusão dos trabalhos iniciados pela Engenharia Militar e que agora se encontram suspensos, pelo facto do Município não ter renovado o protocolo assinado com o Exército.
Face ao problema, a Câmara Municipal do Sabugal quer que seja o Governo a levar por diante a construção da estrada, cujos trabalhos tiveram início em 2006, no âmbito de um acordo de cooperação que envolveu o Exército, através do Regimento de Engenharia de Espinho, e a Universidade da Beira Interior, que deu apoio técnico à execução da obra.
As obras estão paradas desde o final de 2010, tendo contudo o presidente reafirmado o carácter prioritário dessa ligação para o desenvolvimento do concelho
«Temos vindo a observar que outras situações idênticas são colocadas, pelo menos, na agenda do poder central», afirmou ainda o autarca, acrescentando que o assunto já foi apresentado ao Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, a quem António Robalo solicitou uma audiência para analisar a situação.
A obra aproveita alguns quilómetros de estrada já existente e implica ainda a construção de novos troços, com uma extensão de 14 quilómetros, estando prevista a ligação à A23 no nó de Belmonte.
A Câmara já gastou na obra um milhão e 200 mil euros, segundo a informação prestada pelo presidente na última Assembleia Municipal, valor contestado pelos vereadores da oposição que consideram que esse valor é apenas respeitante aos protocolos assinados com o exército, faltando contabilizar os trabalhos de «administração directa» que a câmara também executou.
plb

A introdução de portagens na A23, que está aqui ao nosso lado e que foi feita com dinheiros da então CEE para nos servir, está para breve. Faltam pouco mais de dois meses. Mas pouco ou nada se diz sobre esta violência descarada, sobre este escândalo, e muito menos se vê fazer qualquer coisa para contrariar este estado surreal.

Portagens nas ScutsUma ou outra autarquia vai aprovando esta ou aquela moção, mas tomadas de posição públicas conjuntas, a merecerem honras de telejornais, que pudessem esclarecer os senhores que nos governam, isso ainda não aconteceu com a veemência e a frontalidade que o caso, pela sua gravidade, merece.
Somos assim. Nada feito. Nem de pancada, nem de assaltos, estamos fartos.
Mas lá para Abril, ou Maio, quando o trânsito normal da A23, que era IP6, entrar dentro de Torres Novas, do Entroncamento, de Tancos, de Constância, de Abrantes e por aí a fora, é que vai ser o bom e o bonito. Nessa altura, os senhores que agora deveriam estar a esclarecer os seus companheiros, ou adversários de viagem, que tomaram esta vergonhosa decisão, certamente vão então fazer o papel de infelizes porque lhes estão a estragar as rotundas, as avenidas, as ruas, os passeios e até talvez, se venham a lembrar, que este bonito serviço estará a pôr em causa a segurança dos habitantes das suas terras de quem são os seus legítimos representantes.
Mas nessa altura já será tarde. Nessa altura, quando começarem os protestos a sério, quando os engarrafamentos entupirem a vida normal destas santas terrinhas, aqui d’el-rei, gritarão e ninguém os ouvirá. A não ser que um senhor, salvo erro Paulo Campos, os venha convencer que esta medida aberrante, até é boa e «que a introdução de portagens nas SCUTS obrigou a uma melhoria em termos ambientais e de segurança nas vias consideradas alternativas», como esse senhor disse, com a lata toda, e o JN publicou em 15.12.10. Ele é bem capaz de voltar a fazer esse papel, se continuar no posto onde tem estado.
Mas se o senhor cá vier e repetir este filme, há vários pormenores a considerar que merecem ser esclarecidos para o senhor perceba e aprenda alguma coisa:
– A A23, entre o nó da A1 até Abrantes, não é SCUT, e o senhor precisa de ser informado. Precisa de aprender com quem sabe.
– Neste espaço alargado de mais de 40 Kms, não há alternativas, e o senhor precisa de ser informado. Precisa de aprender com quem sabe.
– E essa coisa dessa grandessíssima confusão vir a melhorar em termos ambientais e de segurança as consideradas «alternativas», por amor de Deus, vou ali, já venho. Informem e esclareçam o senhor para ver se ele não diz mais disparates. Ele precisa mesmo de aprender com quem sabe, para poder botar alguma figura.
Para terminar só mais um desabafo: – Qualquer pessoa, com a cabeça ainda em cima dos ombros, esperaria que os senhores, e as senhoras, autarcas dos concelhos de Alcanena, Torres Novas, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Constância e Abrantes, concelhos mais prejudicados com esta medida surrealista, se soubessem unir e falar a uma só voz, para defenderem uma causa que é comum, que prejudica todos os munícipes e toda a economia desta região chamada Médio Tejo.
Mas perdoar-me-ão. Se estão a fazer alguma coisa em conjunto, isso estará ainda no segredo dos Deuses. E, convenhamos, casos destes que vão muito para além das fronteiras e interesses mesquinhos e bairrismos doentios, mereciam mesmo que a tomada de posição fosse forte, coesa e comum. A não ser que, por serem de partidos diferentes, PS, PSD e CDU, depois de 25 anos de democracia, ainda não se saibam entender e falar normalmente, sem atropelos, como pessoas crescidas. Mas entendam-se.
Os senhores para se encontrarem até nem precisam de ir a casa de uns ou de outros. Podem jogar no campo neutro que é de todos. A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, em Tomar. É um edifício tão bonito, onde foi gasto tanto dinheiro, e é de todos. Utilizem-no sempre que necessário, como é o caso, para fazerem coisas úteis às vossas populações. Mas terão que utilizar uma maior veemência do que a utilizada em 30 de Junho quando aprovaram uma moção de repúdio pela instalação das portagens, moção essa que deu em nada e que deve estar no fundo de qualquer gaveta.
E se desta vez evitarem este disparate, com a tal veemência e com a força da razão que a todos assiste, antes da instalação dos pórticos, que custarão para cima de uma pipa de massa, ainda podem vir fazer uma festa, porque pouparam muito dinheiro ao erário público.
Vá mexam-se, enquanto é tempo. Até porque ninguém já se lembra da tal moção aprovada em 30 de Junho.
A não ser que tenhamos que concluir mais uma vez, que cada povo só tem o que merece. E se calhar nós não merecemos mais.
Cá estaremos para ver o desenrolar dos próximos capítulos de mais esta trapalhada.
Carlos Pinheiro

Fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) confirmou esta semana em declarações à agência Lusa que as auto-estradas A23 e A25 que passam pela Beira Alta, a Via do Infante no Algarve e a auto-estrada A27 vão ter portagens a partir de 15 de Abril.

ScutsO pagamento de portagens nas autoestradas ainda sem custos para o utilizador (SCUT) entra em vigor a 15 de Abril de 2011, uma sexta-feira, disse à agência Lusa fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).
De acordo com a fonte o início da colocação dos novos pórticos de portagem electrónica «depende do calendário de cada concessionária».
A autoestrada A27, que liga Viana do Castelo a Ponte de Lima, e o troço norte da A28, entre Viana e Caminha, também vão ter portagens a partir de 15 de Abril. O alargamento da cobrança àqueles troços, incluídos na concessão Norte Litoral, vai acontecer na mesma data da entrada em vigor das portagens electrónicas nas SCUT Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve.
«Num esforço de compromisso procurado pelo Governo, adopta-se o princípio da universalidade na implementação do regime de cobrança de taxas de portagem», lê-se no comunicado do Conselho de Ministros difundido no dia 9 de Setembro aludindo ao alargamento do pagamento apenas às quatro concessões ainda em regime SCUT.
As antigas auto-estradas sem custos para o utilizador, mais conhecidas por SCUT, começaram por ser cobradas no Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata. Se já foram comprados mais de 222 mil identificadores de matrícula, também já foram enviadas 55 mil notificações aos automobilistas que circularam sem pagar a portagem.
Este número foi avançado à agência Lusa por fonte do MOPTC que revelou ainda que a receita total da cobrança de portagens nas ex-SCUT foi de «9,5 milhões de euros» só no primeiro mês e meio.
O Ministério ainda só dispõe dos valores globais até 1 de Dezembro, dado que «ainda não estão fechadas» as contas até ao final de 2010.

Tabelas com as tarifas para as portagens das SCUTs. Aqui.
jcl

A Assembleia Municipal do Sabugal aprovou, em sessão realizada ontem, dia 28 de Dezembro, o orçamento para 2011 e as grandes opções do plano, sem a presença do ex-presidente da Câmara, e agora deputado municipal Manuel Rito, que abandonou deliberadamente a sala durante a votação dos documentos, retomando seguidamente o seu lugar na assembleia.

A discordância para com a opção da Câmara de suspender as obras da ligação à auto-estrada A23, com reflexo no orçamento para 2011, que não prevê a afectação de verbas de vulto para com esta obra, terá levado Manuel Rito a abandonar a reunião de forma a não votar o documento, que foi aprovado pela maioria dos deputados.
O assunto foi de resto amplamente debatido no período «antes da ordem do dia», com vários membros da assembleia a pronunciarem-se contra e favor da continuidade das obras. Manuel Rito defendeu a ligação à A23, que considera essencial para o desenvolvimento do concelho, defendendo que a discussão acerca da execução ou não da obra não faz agora qualquer sentido, uma vez que a sua realização foi uma opção unânime da câmara.
Nuno Teixeira, deputado municipal e presidente da concelhia do PS, tomou a palavra para reafirmar a oposição dos socialistas à execução da obra, considerando acertada a decisão camarária de a suspender. Também Ramiro Matos, presidente da Assembleia, falando enquanto deputado, defendeu a suspensão da obra por considerar o traçado inadequado, afirmando ser necessário encontrar outras alternativas.
O presidente da Câmara, António Robalo, confirmou perante a assembleia a suspensão da obra, em decorrência da não renovação do protocolo assinado com o Regimento de Engenharia de Espinho, tal como o Capeia Arraiana noticiou no dia 9 de Dezembro. Disse porém defender a execução daquela ligação rodoviária e que irá lutar até ao final do seu mandato pela sua efectivação. O presidente informou ainda, em resposta à pergunta de um deputado, que até ao momento foram gastos na obra cerca de 1.200.000 euros.
plb

Recebemos da Comissão politica do Sabugal do partido Socialista um comunicado acerca da suspensão das obras de ligação do Sabugal à auto-estrada A23, há dias noticiado pelo Capeia Arraiana, que reproduzimos na íntegra.

PSEm período pré-natalício o Sr. Presidente da Câmara vestiu a farpela de Pai Natal e deu aos sabugalenses uma prenda de Natal!
Parece assim, ter-se acabado com uma obra cujo projecto global nunca existiu e que era um completo desastre e um erro colossal que custou, e vai continuar a custar, muitos milhões de euros aos cofres municipais.
A posição do Partido Socialista foi e continua a ser muito clara.
– É essencial estarmos ligados à A23, mas a opção assumida pelo PSD em mandatos anteriores (e não esquecemos que o actual Presidente era Vereador nos anteriores executivos), era errada;
– O Município tinha de honrar os compromissos já assumidos, custasse o que custasse, mas era urgente parar com novos investimentos.
E o Partido Socialista apresentou durante a campanha eleitoral e mantém hoje as suas propostas no que diz respeito às questões das Acessibilidades:
– Elaborar e concretizar o Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal da Guarda para o reperfilamento da EN233 entre o Sabugal e a Guarda, com ligação à PLIE, permitindo o acesso à A23 e à A25.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e com a Concessionária da A25 para a ligação da ER324 à A25 no Alto de Leomil.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Almeida para o reperfilamento da EN233-3 e da EN332 entre o Sabugal e a fronteira, aproveitando os troços já construídos ou em construção.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara de Belmonte para o reperfilamento da EN233 e ER18-3 entre o Sabugal e Caria.
– Iniciar o processo de concretização da Variante Norte à Cidade do Sabugal.
– Reanalisar, em parceria com as Estradas de Portugal a melhor opção para a ligação à A23.
– Estabelecer uma parceria com a Comarca de Ciudad Rodrigo para criar ligações de qualidade inter-aldeias fronteiriças.
– Definir um sistema integrado de acessibilidades internas, criando ligações de qualidade aos principais eixos viários e que facilitem as ligações entre freguesias e entre estas e a Sede do Concelho.
Cabe agora ao PSD e ao seu parceiro de coligação retirar as conclusões da decisão errada tomada anteriormente.
O Partido Socialista apresenta aqui uma base de entendimento para se definir uma verdadeira rede de acessibilidades rodoviárias que sirvam as populações e as empresas.
Pensamos que seria correcto começar pela elaboração do Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal, contratando uma entidade tecnicamente credível (e não uns pretensos académicos que de tanto se olharem ao espelho já nem conseguem ver que pouco ou nada sabem…), e discutindo politicamente nos locais apropriados (Câmara e Assembleia Municipal), as opções técnicas que venham a ser apresentadas.
Mas não estaremos disponíveis para “molhar o pão no molho de um qualquer coelho” que a maioria MPT/PSD volte a tirar da cartola.
As questões das acessibilidades do Concelho do Sabugal são demasiado importantes para se “descobrirem” à mesa, durante um repasto mais ou menos suculento!
As questões das acessibilidades do Concelho do Sabugal não podem ser definidas num “momento de inspiração” de um qualquer iluminado!
Já chegou de aventuras!
Comissão Política do Partido Socialista do Concelho do Sabugal

A Câmara Municipal do Sabugal não renovou o protocolo que mantinha com o Regimento de Engenharia de Espinho para a realização das obras da ligação do Alto do Espinhal ao nó de Belmonte da Auto-Estrada da Beira Interior (A23).

Ligação da auto-estrada ao SabugalCapeia Arraiana soube que a Câmara Municipal do Sabugal comunicou hoje, dia 9 de Dezembro, aos militares a a decisão de não renovação do protocolo, que terminara em 31 de Outubro. Uma avaliação da situação ditou esta decisão, que teve também em conta a situação financeira da autarquia.
A Câmara há algumas semanas que tentava marcar uma reunião com os comandantes militares, com vista à avaliação do protocolo, sem contudo o ter conseguido.
Esta comunicação fez suspender as obras por tempo indeterminado, desconhecendo-se se está prevista para breve alguma reavaliação da situação.
Na reunião do executivo que aconteceu hoje nos Paços do Concelho, este assunto não foi abordado, contudo esta decisão é o culminar de uma disputa política, com a oposição socialista a exigir a imediata suspensão das obras, e com o vereador do MPT, Joaquim Ricardo, a garantir que também se opunha à sua continuação. Também o presidente António Robalo dissera na última reunião do executivo que não havia condições para a execução da obra, a não ser que fosse a Administração Central a suportá-la.
As obras desta estrada iniciaram-se há alguns anos, estando ainda longe de estar concluídas.
plb

A notícia relativa à proposta da imediata suspensão da obra da estrada Sabugal-A23, defendida pelos eleitos do PS no executivo municipal, levou a uma reacção do vereador Joaquim Ricardo que afirma nunca ter mudado de opinião nesta matéria, sendo frontalmente contra a continuidade da obra a expensas da Câmara.

Joaquim RicardoA vereadora socialista Sandra Fortuna afirmou-nos que o PS sempre foi coerente em relação à obra em questão, o mesmo não se passando com Joaquim Ricardo, que «de crítico assumido da execução da obra passou a tolerá-la ao optar pela abstenção nas votações sobre o assunto».
«Sempre fui crítico da ligação do Sabugal à A23, a custas da nossa Autarquia: disse-o em voz bem alta na campanha eleitoral, escrevi-o por diversas vezes e não mudei a minha opinião», garantiu ao Capeia Arraiana Joaquim Ricardo.
O vereador do MPT, que agora exerce funções a tempo inteiro na autarquia, sustenta que se absteve numa votação recente acerca da alteração ao orçamento para enquadrar gastos com essa obra, assim a viabilizando, por respeito a um compromisso assumido no seio do executivo. «No dia 19 de Maio de 2010, face aos pagamentos em falta ao Regimento de Engenharia de Espinho, pelos trabalhos já realizados, aprovámos (ou ratificámos!), por unanimidade, repito, por unanimidade, o protocolo com o Regimento, com validade até Outubro de 2010, altura em que seria reavaliada a participação dos militares», sustentou-nos Joaquim Ricardo. Com base nessa posição, conclui: «Ora, tendo assumido um compromisso o que tenho feito daí para a frente foi respeitá-lo, viabilizando os pagamentos daí resultantes.»
O vereador do MPT quis ainda deixar claro que aguarda apenas pela apresentação de uma análise aos gastos já efectuados, para expressar no executivo a sua firme oposição à continuidade do projecto a expensas da Câmara.
Como alternativa à ligação do Sabugal à A23, diz defender há muito tempo – «também aqui não mudei!», afirmou-nos – a requalificação das estradas para a Guarda, a Norte, e para Caria, a Sul, ambas «a custas do Governo Central, por ser esta a solução que melhor serviria os interesses do concelho».
plb

A vereadora socialista Sandra Fortuna defendeu em reunião do executivo municipal do Sabugal que a construção da estrada de ligação do Sabugal à A23 é uma obra utópica, cujos trabalhos devem parar imediatamente, pondo termo a um gasto de verbas exorbitantes que pode colocar a câmara perante grandes dificuldades financeiras.

A vereadora do Casteleiro, defendeu a medida numa reunião realizada em 27 de Outubro, em que se debateu uma alteração ao orçamento municipal face à necessidade de reforçar as verbas para custear os trabalhos naquela obra. Os eleitos do PS votaram contra a proposta, que recebeu os votos favoráveis dos vereadores do PSD e obteve a abstenção do vereador do MPT, Joaquim Ricardo, o que obrigou o presidente António Robalo a fazer uso do voto de qualidade para aprovar a proposta.
Após a votação Sandra Fortuna fez uma declaração de voto justificativa da posição tomada: «Os vereadores do Partido Socialista votam contra por não concordarem com as verbas exorbitantes para a referida obra. Como já foi dito por nós, trata-se de uma obra utópica, com gastos excessivos e capaz de levar a câmara a grandes dificuldades financeiras. Como temos responsabilidade política e já demonstrámos por várias vezes, é nosso entendimento que a obra pare imediatamente.»
Joaquim Ricardo, que tem sido um adversário da obra, optou pela abstenção, viabilizando assim a aprovação da sua continuidade. Porém no final da votação fez também uma declaração de voto, afirmando que se abstivera porque esperava por uma análise aos trabalhos e aos correspondentes gastos entretanto realizados. Mesmo assim não deixou de criticar a obra: «Entendo e sempre entendi que este projecto, para além dos custos previsíveis serem insuportáveis para o executivo, a sua realização não traz ao território valor acrescentado justificável».
Capeia Arraiana falou com Sandra Fortuna que disse que a posição agora assumida pelos elementos do PS era coerente com o que sempre defenderam. «O mesmo não se passa com Joaquim Ricardo que de crítico assumido da execução da obra passou a tolerá-la ao optar pela abstenção nas votações sobre o assunto», disse a vereadora socialista.
Considera que a obra é uma aventura muito mal planeada e indevidamente suportada pela câmara, não tendo sido feito o necessário para que a mesma fosse assumida pelo governo. Sobre o que deve ser decidido face aos gastos necessários para a continuidade dos trabalhos, a vereadora do Casteleiro mantém-se peremptória: «Ou o poder central assume a obra ou, caso contrário, a mesma tem de parar, já que a câmara não tem condições financeiras para a manter».
plb

Continuo hoje o meu roteiro gastronómico, falando dos locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Hoje saímos do Sabugal, seguimos pela antiga estrada de Penamacor, paramos no Santuário da Sra da Póvoa (relembrando mais uma vez a nossa Sacaparte), atravessamos Meimoa onde, em querendo, se pode parar na Cooperativa e comprar os seus bons queijos, sobretudo o de cabra.
Já não se entra em Penamacor, mas também não haveria tempo pois queremos chegar cedo a Castelo Branco, cidade que vem sofrendo intervenções de requalificação urbana de grande qualidade.
Chegados a Castelo Branco, visite-se o antigo Largo da Devesa, hoje uma grande e bela Praça Pública, palco muitas vezes de espectáculos e onde se pode ocupar uma mesa nas esplanadas criadas, saboreando um café.
Mas aproveitemos e vamos até ao Jardim do Paço, alvo também de intervenção requalificadora, e entremos no Museu Tavares Proença onde, para além do rico espólio exposto, se podem ver exemplares extraordinários do bordado de Castelo Branco, e ver as bordadeiras que ainda hoje ali tecem os bordados que, aliás, se podem encomendar.
É a altura de voltar ao Centro Histórico, visitar a Sé e rumar à Praça Velha, bem no Centro antigo da Cidade. Dali, 50 metros andados, visite-se o Museu Cargaleiro, onde se podem apreciar, num espaço maravilhoso, peças deste grande artista português ainda vivo, bem como da sua colecção.
Agora, e sendo perto da uma da tarde, é a altura de entrar no restaurante «Praça Velha», ali mesmo na praça do mesmo nome. Construído numa casa senhorial antiga, os seus proprietários souberam preservar os granitos e as madeiras antigas e é neste espaço que vamos almoçar.
Aconselho ir num dia de semana (excepto às segundas que está encerrado), e a escolher o menu do dia.
Comecemos por nos deliciar com uns bocadinhos de queijo curado em azeite, ou num pedaço de pão embebido em azeite de boa qualidade.
Gosto de um restaurante onde nos colocam de imediato água nos copos sem nos trazerem as habituais e pagas «garrafinhas de água». Se se quiser vinho, aceite-se a sugestão do pessoal de serviço.
Eis que chega um «petit amuse bouche» (traduzido à letra, um pequeno agrado de boca), oferta do cozinheiro e que nos prepara para uma boa e quente sopa.
Segue-se o prato de carne ou de peixe conforme tivermos escolhido.
A mesa das doces e fruta chama-nos a atenção e dali podemos escolher a sobremesa que quisermos, após a escolha que os olhos e o apetite tiverem feito. Termine-se com um bom café.
O serviço e o ambiente são do melhor que há. A cozinha opta claramente pelos produtos tradicionais e pela forma tradicional de os cozinhar.
E, como disse na semana passada, estamos prontos(!) para rumar à A23, aconselhando-se a dar o volante a quem não tenha bebido…
Preço da refeição? Uma surpresa total, pois se se optar por este tipo de refeição, pagar-se-á apenas doze euros e meio por pessoa, sem o vinho, chamando a atenção para que este menu só funciona ao almoço dos dias de semana, pelo que ao jantar e ao fim de semana o custo da refeição sobe e muito…
Na próxima viagem vamos almoçar em Rio de Moinhos, mas isso fica para a semana.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Sempre fui um adepto convicto do utilizador pagador, não apenas nas portagens, mas na generalidade dos bens públicos. Fosse essa prática habitual talvez se pagasse menos por cada bem ou serviço, não estaria o património tão abandonado e os espaços de lazer tão mal cuidados. Naturalmente, haverá sempre que ressalvar as situações excepcionais em que o indivíduo não possa ou não deva pagar, como a invalidez, a deficiência, a velhice, a pobreza ou que quer que impute à restante comunidade o dever de pagar por si.

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia Arraiana

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia ArraianaNo que respeita a auto-estradas, os sucessivos governos criaram nos portugueses a ilusão que era possível manter tais equipamentos de forma gratuita e com isso nos confundiram anos a fio. A confusão iniciou-se com a famosa via cavaquista do Infante, a começar na fronteira e terminar perto de Boliqueime, terra do seu autor. Foi a primeira borla. A desculpa até era convincente: a CEE é que pagara a construção e não autorizava que aquela via fosse portajada. A seguir vieram os planos rodoviários nacionais que ainda hoje estão por cumprir, mas avançaram as Crils, as Crels e as Vcis, os ICs e os Ips, muitos à volta de Lisboa, outros em redor do Porto. Depois um primeiro-ministro que «não esquecia o Interior», após muitas outras auto-estradas no litoral, lá fez a primeira scut do Interior, a passar naturalmente na sua terra! Nada de novo a não ser a fabulosa invenção de fazer obras sem dinheiro. O país encheu-se de auto-estradas, mais nuns sítios que noutros, em alguns casos aos pares, e noutros em triunvirato, sem outro critério além do peso político do território onde se construíam.
Estas e outras ilusões que custaram muitos milhões ao erário público, despejados à pazada no litoral, impediram que algumas migalhas caíssem em territórios deprimidos. E não foram apenas os pequenos municípios que ficaram a ver navios, há também capitais de distrito que ficaram encravadas, como Bragança ou Portalegre, por exemplo.
Como não há almoços grátis, não se paga em portagens, paga-se em impostos!
Bem alertaram os pregadores do deserto para a factura que havia de vir, em duplicado, cara demais, talvez quando a não pudéssemos pagar. Infelizmente, tinham razão antes de tempo. É justamente numa altura em que a economia necessita de ajuda, quando os impostos sobem e os ordenados descem que o governo se vê obrigado a cobrar as scuts, dificultando ainda mais a vida aos cidadãos e às empresas, não apenas às empresas de transportes, pois fatalmente, a factura repercutir-se-á nas matérias-primas, nas mercadorias e na nossa vida em geral.
Além de virem na pior altura, as portagens não resolverão o problema do país que mais do que financeiro, é um problema económico, de falta de produtividade, onde a sanguessuga do estado, para quem não há dinheiro que baste, quase proíbe que se faça o que quer que seja.
Este é o resultado da leviandade e da irresponsabilidade dos governantes e da política imediatista que tem pautado os destinos do país nas últimas décadas. Leviandade ainda vigente, aliada agora à pressa de fazer dinheiro a todo o custo. Sabe-se que a pressa é má conselheira, mas a necessidade urgente de dinheiro está a desnortear um governo à beira de um ataque de nervos, dando uma no cravo, outra na ferradura. A proposta de isentar de portagens os residentes e as empresas dos concelhos que são atravessadas por scuts é a emenda pior que o soneto! Então e os que não têm auto-estrada, que vivem no interior do interior, além de não beneficiados, devem ser castigados? Terão os residentes de Idanha e de Penamacor que mudar para junto das scuts?! Deverão as empresas transportadoras do Sabugal sediar-se em Belmonte, na Guarda ou na Covilhã?!
É o que dá a governação de cabotagem, com a costa à vista, acaba sempre por tornar o percurso mais longo, tanto mais longo quanto mais sinuosa for a costa. E a costa da nossa política é muito sinuosa e corporativa.
Não houve em devido tempo discernimento para avaliar o impacto futuro de decisões irreflectidas, nem coragem para dizer não aos grupos de pressão. Mas a História teima em repetir-se e mais uma vez não haverá coragem para afrontar os que gritam mais alto.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

A Câmara Municipal de Manteigas, presidida por Esmeraldo Carvalhinho, aprovou no dia 23 de Junho uma moção opondo-se à introdução de portagens na A23 e na A25.

Esmeraldo Carvalhinho - Presidente - ManteigasO Executivo da Câmara Municipal de Manteigas em reunião ordinária do dia 23 de Junho de 2010 e na presença das notícias divulgadas pela comunicação social, que apontam para a cobrança de portagens na A23 e A25, deliberou apresentar junto do Primeiro Ministro e Ministro das Obras Públicas a seguinte moção:
«A cobrança de portagens na A25 e na A23, afectará irreversivelmente a mobilidade que Manteigas necessita para o seu efectivo desenvolvimento e sustentabilidade da sua população.
Esta medida, a ser implementada, discriminaria pela negativa os cidadãos de Manteigas, bem como de todo o Interior Norte.
A situação socio-económica do Concelho de Manteigas, é já demasiado frágil e preocupante para ter que sofrer mais esta «machadada». Somos infelizmente o Concelho do Distrito da Guarda com maior índice de desemprego.
Somos um Concelho periférico e isolado no Coração da Serra da Estrela, cuja esperança assenta no incremento da actividade turística que as nossas particularidades propiciam.
A falta de alternativas condignas e viáveis, penaliza e contraria a estratégia de desenvolvimento económico da região e deste Concelho em particular, o que contribuirá necessariamente para o aumento da desertificação dos territórios do interior.
O espírito de solidariedade nacional e a coesão social tão badalada e discursivamente defendida, deve estar presente na ponderação das decisões que tão negativamente nos afectam.
Assim sendo, o Executivo da Câmara Municipal de Manteigas discorda, opõe-se e contraria a pretensão de cobrança de portagens nas estradas supracitadas nomeadamente A23 e A25».
jcl (com C. M. Manteigas)

Para que não digam que não entrei na época de Verão…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Os meses de Julho e Agosto são habitualmente objecto de algum aligeiramento dos temas tratados na imprensa e, naturalmente, nos próprios blogues, tendência a que não me quero furtar.
Muitas vezes conterrâneos nossos me perguntam onde costumo almoçar no trajecto entre o Sabugal e Lisboa.
E esta pergunta repetida levou-me a escrever três ou quatro crónicas de locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.
Perdoar-me-ão se alguns dos restaurantes que vou indicar não são baratos, embora nem sempre o caro seja o melhor…
Perdoar-me-ão ainda que não fale dos restaurantes do Concelho do Sabugal, por razões óbvias.
Partamos então cedo do Sabugal a caminho da A23.
E proponho-vos um trajecto alternativo que, fugindo à estrada habitual, nos leve por terras do Concelho como Quarta-Feira e Sortelha e nos leve até Belmonte, primeira e última paragem antes da A23.
Belmonte é hoje um local de visita obrigatória, pela sua história e monumentalidade, mas igualmente pela oferta turística que possui.
Visite-se o Castelo, a Igreja de Santiago onde estão os restos mortais de Pedro Álvares Cabral, a judiaria, a sinagoga, e os cinco museus abertos, dos quais destaco o museu judaico. Percorra-se lentamente as ruas e ruelas da sua zona antiga, de casas nem sempre muito bem recuperadas, mas onde começa a predominar o granito e, sobretudo, a profusão de aromas e de cores oriundas dos canteiros floridos que praticamente todas as casas possuem.
E é altura de rumar para um dos locais mais lindos de Belmonte, a sua Pousada. Antigo convento de Nossa Senhora da Esperança, as edificações inserem-se num parque natural de rara beleza onde apetece passear, um local quase ermo, de paisagens de cortar a respiração.
Entre-se no restaurante, que foi o que ali nos levou, e aceitemos as sugestões do chefe da cozinha, pois ficaremos verdadeiramente fascinados.
Trata-se de uma cozinha trabalhada, utilizando de forma original produtos tradicionais das Beiras (prove-se a manteiga de farinheira…), tudo apresentado de uma forma que, de imediato, cativa os olhos e os paladares.
Beba-se um vinho das Beiras, seja da Quinta dos Termos, seja Almeida Garret, seja o da Pousada que é igualmente muito bom.
Termine-se com uma sobremesa doce (o leite creme servido em pedra é divinal…).
O serviço, naturalmente, é de elevada qualidade e simpatia.
E estamos prontos(!) para rumar a Caria e à A23, aconselhando-se a dar o volante a quem não tenha bebido…
Preço da refeição? Depende do que se comer e se beber, podendo ir dos 30 euros aos 50 euros por pessoa. Claro que é caro, mas dias não são dias e comer num bom restaurante é um acto de verdadeira cultura…
Na próxima viagem vamos almoçar a Castelo Branco, mas isso fica para a semana.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, anunciou que o Governo vai avaliar a introdução de portagens em todas as SCUT até final do ano, incluindo portanto a A23 e a A25, que servem a Guarda.

Paulo Campos - Secretário de EstadoEm conferência de imprensa, realizada ontem, dia 14 de Junho, Paulo Campos, revelou que o Governo vai arrancar com estudos que visam avaliar a introdução de portagens em mais quatro vias que actualmente não têm custos para o utilizador.
Em causa estão a concessão da Via do Infante no Algarve (gerida pelos espanhóis da Ferrovial), a da Beira Litoral e Alta (ao encargo da Mota-Engil), da Beira Interior (sob a alçada da Soares da Costa) e a da Interior Norte (nas mãos da Effage e da Sonae).
Tudo depende dos resultados da avaliação que será feita no segundo semestre de 2010, disse o secretário de Estado.
«Se os critérios, que têm a ver com as condições socio-económicos das zonas em que estão as vias e com a existência de estradas alternativas, estiveram cumpridos, avançaremos com a aplicação do princípio do utilizador-pagador», disse Paulo Campos.
Ladeado por responsáveis das empresas concessionárias das SCUT, da Brisa e da Estradas de Portugal, o secretário de Estado tentou explicar como vai montar o pagamento automático das portagens.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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