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Era tarde, quase noite e o sol apresentava-se palidamente frio para a época de Verão. Surgia-me, uma vez mais, a urgência de escalar o meu Monte, o Monte do Jarmelo. Assolava-me a tal vontade incontida de verificar as encostas com ervas expostas, de confirmar as moitas desordenadas e as margens das múltiplas regueiras secas a sulcar o chão, embora impotentes e inofensivas. Era mais uma subida, mais uma visita a somar a milhentas outras.

Martírio de Inês de Castro representado no alto do Jarmelo

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»No espaço lá em cima, naquele espaço coincidente com a Antiga Vila, lá onde, em tempos, as velhas ruas se encruzilhavam, irrompem agora rodeiras verdes que ziguezagueiam por entre a ingremidade das rochas.
É um o velho hábito, este, de aqui vir rever o Monte, para o saudar na sua quietude, para, junto com ele, imaginar tempos idos e para lhe averiguar a mutação do revestimento vegetativo.
Lá, nas alturas, um pouco abaixo do enorme marco geodésico persiste, ainda, alguma urbanidade. Para além das novas instalações da Junta de Freguesia e da Casa da Câmara, resiste ao tempo um velho campanário que continua a convidar os fiéis a entrar nas duas igrejas, convictas, onde os jarmelistas continuam a rezar. Os naturais do atual Jarmelo mantêm, no essencial, as mesmas características dos naturais do antigo Jarmelo. São gente que sempre se persignou numa fé sem dúvidas e é detentora de uma devoção e de um respeito isento de qualquer desconcerto.
Para além dos ténues sinais urbanos, quase tudo são ruínas. Mantêm-se restos de paredes destruídas, algo altivas e tristemente medievais, que impõem o silêncio da pedra e a perfusa dispersão da solidão. Mas nutrem-se, ainda, neste local alguns sentimentos anacrónicos dos escassíssimos habitantes da base do Monte completamente dados a efemérides.
O Jarmelo, acabou por sucumbir, ao lado de um passado histórico que continua a servir de pretexto para metáforas e alegorias. Na recordação dos amores de Pedro e Inês relembra-se a possibilidade de amores impossíveis.
As velhas casas, quase desfeitas, inundam-se de silêncios rudes e de ásperos esquecimentos ainda que deixando transparecer escassos sinais de uma Vila antiga, alta, volátil e trágica que, agora, se expõe em ruínas e recordações patrióticas, envolta numa melancolia amadurecida pela resignação dos séculos. São, sim, vestígios que não querem nem podem desistir da altura do monte, intrometido no céu, com um cimo aclarado pelo marco geodésico. De resto o cume do monte é esbelto, moldurado à imagem de dois seios de mulher, muito belo e sensual.
Este sítio testemunhou caçadas e estadias reais, numa terra com tradição de caça. Presentemente é um lugar de palavra pouco ouvida, virado para dentro dos seus próprios limites serracenos num território abençoado por história e lendas.
Por aqui se crê no milagre do sol em tardes de Inverno. Por aqui se grita verde até às securas do Verão e, sendo embora sítio de olvido, ainda é possível acreditar que algo de bom ou de mau possa acontecer.
Povoam ,ultimamente, o Monte, um conjunto de estátuas alusivas ao assassínio de Inês de Castro. Lá no cimo, à entrada da Vila, num quase paraíso para o olhar mas vencendo infernos de calor estival ou resistindo a invernos gélidos e ventosos as estátuas parecem conversar entre elas, em pose lenta, ensaiando a explicação do sucedido há vários séculos. Elas ligam o Monte a ele próprio através da história, trazem o passado ao presente e reforçam o carisma destes sítios provando, também, a arte, a criatividade e a sensibilidade jarmelistas visto que o escultor é natural do Jarmelo.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

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A Banda Filarmónica de Pínzio – 1888-2012 – comemora, este ano, 124 anos de existência.

As comemorações dos 124 anos de existência da Banda Filarmónica de Pínzio decorreram nos dias 13, 14 e 15 de julho com grande adesão da população.
Nos dias 13 e 14, decorreu o 1.º Estágio de Orquestra Juvenil de Sopros e Percussão da Associação Cultural de Pínzio em que participaram elementos das bandas filarmónicas de Bendada, Covilhã, Malhada Sorda, Pinhel, Pínzio e Vale de Azares. Ainda no dia 14, teve lugar a audição dos alunos da Escola de Música e o Concerto da Orquestra Juvenil de Sopros e Percussão. Foram momentos de grande qualidade aqueles a que pudemos assistir.
No dia 15 a Banda anfitriã recebeu as Bandas de Santana (Figueira da Foz) e Charneca do Lumiar (Lisboa). Foi o reencontro de bandas amigas que há muito se conhecem. As três tiveram prestações de excelente nível.
As comemorações constituíram uma manifestação de grande vitalidade da Banda e da associação a que pertence: a Associação Cultural de Pínzio.
A todos os que contribuíram para o evento, aos convidados e aos executantes, a Banda Filarmónica de Pínzio e a Associação Cultural de Pínzio deixam o seu profundo e sentido agradecimento.
José Dinis

A Sociedade Filarmónica Bendadense, eleva às suas gentes uma responsabilidade acrescida sobre a forma de fazer cultura e história na sua terra, a freguesia da Bendada, no concelho do Sabugal. E foi com todo o espírito social e com muita vontade desta gente, que em 1870 se fundou a Sociedade Filarmónica Bendadense.

140 anos - Sociedade Filarmónica Bendadense - Bendada - Sabugal

Filipe Fernandes - Banda BendadaApesar destes 140 anos sem qualquer interrupção, esta permanência acentuada ao longo dos tempos só foi possibilitada por uma enorme força de vontade de algumas pessoas que criaram e desenvolveram a Escola de Música, incutindo nos jovens o gosto pela música e consequente aprendizagem para o ingresso na Banda Filarmónica.
«Não existe nenhuma banda filarmónica que possa resistir se não tiver uma escola de música que permita renovar constantemente os seus quadros de pessoal, sob pena de se extinguir, uma vez que, nesta região as condições de fixação da população são bastante reduzidas, o que está na base de fenómenos de emigração. O papel da Escola de Música é fundamental neste apoio e suporte de formação que concede à banda. Antes de se aprender a tocar um instrumento, existem alguns conteúdos teóricos que é necessário apreender e sem os quais é impossível executar qualquer tipo de instrumento.»
Ao longo destes anos todos muita gente vestiu o uniforme da banda. Este número aparentemente elevado de instrumentistas apresenta duas perspectivas de análise: por um lado, demonstra o gosto das pessoas em pertencer à Banda; por outro, evidencia os imensos obstáculos à fixação das pessoas em terras do interior, que imigram em busca de melhores condições de vida.
«Tivemos elementos que passaram pela Escola de Música e, posteriormente, integraram a banda. No entanto, quando conseguiam atingir um patamar mais elevado na formação e se assumiam como executantes de qualidade, tinham que abandonar a banda porque não tinham condições de fixação no concelho: uns iam estudar para fora, outros emigravam à procura de melhores condições de vida, o que faz deste aspecto a maior dificuldade da banda.»
Tem sido ao longo destes anos, a Escola de Música da Banda, um impulso e uma forma saudável de considerar a Banda um elemento cultural de elevado nível de qualidade. É certo que essa qualidade singular lhe tem dado grandes possibilidades de participar em inúmeras festividades culturais e religiosas, pelos mais diversos pontos do País, sobretudo na região, que é suficientemente esclarecedor quanto à importância de actuar noutras terras: «Já tivemos anos de fazer entre 20 e 25 actuações, distribuídas por várias regiões. Isto é bom porque quanto mais longe formos, mais somos conhecidos, assim como a nossa terra, porque a Banda é um autêntico veículo transmissor da cultura, da música, dos hábitos e dos costumes da nossa terra.»
A Banda Musical da Bendada apresenta-se, actualmente, com cerca de 30 elementos, com idades compreendidas entre os nove e os 50 anos, o que faz dela uma Banda relativamente jovem.
Os jovens acabam por ser seleccionados gradualmente, a sua participação e assiduidade nos ensaios é fundamental para a sua formação e possível ingresso na Banda. Contudo, as desistências aparecem ao longo dos anos, e são efectivamente uma das grandes preocupações do grupo, uma vez que depois do instrumentista estar habilitado para desenvolver um trabalho correcto, desiste, por questões particulares ou profissionais.
É certo que as dificuldades são grandes, no entanto a Banda tem conseguido sobreviver à desertificação e, de certa forma, tem desenvolvido em muitas crianças o gosto pela música e, ao mesmo tempo, tem contribuído, não só para o desenvolvimento cultural do concelho e região, como também contribuiu e continua a contribuir para a formação integral de quem executou e executa um instrumento, como também para quem a escuta nas várias actuações realizadas ao longo destes anos.
Representa, com toda a certeza, as gentes da Bendada, dignifica o nome da sua terra, onde tem sido muito acarinhada, e é com grande espírito de sacrifício que se tem caracterizado como uma forma de desenvolvimento cultural e integral das pessoas desta terra ao longo da sua existência.
«É de salientar que representa um motivo de orgulho para todos os habitantes da Aldeia e do concelho visto ser a única, principalmente para aqueles que trabalharam e se sacrificaram e para todos aqueles que hoje continuam a trabalhar e a sacrificar-se, para que a banda pudesse atingir o nível em que se encontra.»
Filipe Fernandes
(Presidente da Direcção)

Que grande festa na Bendada! No dia 11 de Agosto de 2010 a aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.

140 Anos da Banda Filarmónica Bendada

Esteve tudo muito bem, as bandas convidadas, a banda aniversariante, que nos encantaram com uma bela arruada seguido de um jantar volante.
Após o repasto fomos brindados por um concerto de todas as filarmónicas, pautado por um intervalo para a troca de presentes e lembranças, seguidamente cantaram-se os parabéns acompanhado de um saboroso bolo de aniversário.
Esteve muita gente, mesmo muita gente, como há muito tempo não se via na Bendada.
Mais uma vez parabéns e obrigado por nos proporcionarem esta festa.
Como autarca da Freguesia agradeço a todos os que nos deram o prazer da sua presença, um obrigado especial ao Sr. Governador Civil que na impossibilidade de estar presente se dignou fazer representar, ao Sr. Presidente do Município do Sabugal, bem como todo o executivo presente.
Quero enaltecer mais uma vez o trabalho e dedicação da direcção e músicos da Sociedade Filarmónica Bendadense por nos proporcionar estes magníficos momentos, quer musicais quer de convívio e não esquecendo nunca de elevar e dignificar o nome da Bendada.
Os 140 anos já fazem parte do passado. Vamos caminhar para comemorar com muita música os 150 anos.
Jorge Manuel Dias
(Presidente da Junta de Freguesia da Bendada)

Que grande festa na Bendada! No dia 11 de Agosto de 2010 a aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.

GALERIA DE IMAGENS  –  140 ANOS BANDA DA BENDADA   –   11-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Que grande festa na Bendada! No dia 11 de Agosto de 2010 a aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.

GALERIA DE IMAGENS  –  140 ANOS BANDA DA BENDADA   –   11-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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