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Faleceu na tarde desta sexta-feira, 19 de Outubro, no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado desde o início do Verão, o escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina.

MANUEL ANTÓNIO PINA era jornalista, cronista, escritor, poeta, dramaturgo, actividades em que se notabilizou.
Nasceu no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 e viveu a infância numa constante mudança de lugar, passando nomeadamente pela Sertã e Oliveira do Bairro, para depois se fixar no Porto. O pai era chefe de Finanças, cargo que acumulava com o de juiz das execuções fiscais, pelo que não podia estar mais do que certo tempo em cada terra, por imposição legal. Recordará sempre esse tempo da infância e adolescência como a época em que fazia amigos num lugar, que depois perdia para refazer novas amizades noutro local distante.
Após os estudos secundários, concluídos no Porto, licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, onde para além de estudar trabalhava para garantir a independência financeira. Embora cursasse Direito gostava mais e frequentar as aulas de Literatura, sobretudo as dos mestres Paulo Quintela e Vítor Aguiar Silva. Mesmo assim, seguiu Direito e, concluído o curso, foi advogado durante algum tempo, porém já escrevia no Jornal de Notícias desde 1971 e o apelo da escrita foi sempre mais forte.
No jornalismo notabilizou-se pela crónica, que, para ele é uma espécie de meio caminho entre o jornalismo e a literatura. No Jornal de Notícia, ao qual se manteve sempre ligado, ocupou o cargo de editor cultural, mantendo uma permanente ligação aos aspectos literários. Nas horas vagas poetava e escrevia contos infanto-juvenil, fazendo um percurso de escritor, onde sobretudo se notabilizaria, recebendo o reconhecimento do seu mérito com a atribuição de inúmeros galardões, entre os quais o Prémio Camões no ano 2011.
A sua poesia, algo hermética, foi sempre marcada por uma espécie de nostalgia, traduzida num sucessivo jogo de memórias entre a infância (parte dela passada no Sabugal) e o quotidiano. Os poemas de Pina são igualmente marcados pela inquietação e a melancolia, tocando por vezes no paradoxo. Nada do que escrevia ou pensava era definitivo, quando lhe perguntaram (JL, 31/10/2001) se fazia alterações aos seus poemas antigos quando os reeditava, respondeu que não, porque de certa forma um texto antigo, escrito por ele e editado, já não lhe pertencia: «quando leio textos que escrevi há algum tempo, tenho a sensação que não foram escritos por mim. E, de facto, foram escritos por outra pessoa, por aquele que eu era.» Esta mutação do ser que somos com o evoluir do tempo é explicada de forma comparativa: «A Ilíada é um dos meus livros de referência. Li-a pela primeira vez quando era jovem e a que leio hoje não é a mesma que li, nessa altura. Porque eu próprio já sou diferente. Os cabalistas dizem que há tantas bíblias quantos leitores da Bíblia. Eu acho que há mais, tantas quantas as leituras.»
Como escritor, foi autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia – Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde pousar a Cabeça, Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância; Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança; em novela – O Escuro; em texto dramático – História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez; no ensaio – Anikki – Bóbó; na crónica – O Anacronista; e, finalmente, na literatura infantil – O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, Os Piratas, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket, O Livro de Desmatemática, A Noite.
Embora afastado da sua terra natal desde menino, Manuel António Pina afirmava com orgulho ser sabugalense. Em 4 de Abril de 2009 a Junta de Freguesia do Sabugal homenageou-o colocando na casa onde nasceu uma placa com a seguinte epígrafe: «Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina»
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Em 10 de Novembro de 2011, no ano em que foi galardoado com o Prémio Camões, o escritor foi por sua vez homenageado pela Câmara Municipal do Sabugal, que lhe atribuiu a medalha de mérito cultural do Município.
Manuel António Pina foi eleito pelo blogue Capeia Arraiana a «Personalidade do Ano 2011».

Segue-se um poema de Manuel António Pina, que aborda um assunto recorrente na sua poesia – a morte:

Algumas Coisas

A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.

Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.

O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.

plb e jcl

Manuel António Pina, jornalista e escritor sabugalense, galardoado com o Prémio Camões, mantém-se internado no Serviço de Nefrologia do Hospital de Santo António, no Porto, onde recupera após uma cuidada intervenção cirúrgica.

O escritor está internado há várias semanas, desde que lhe foi diagnosticada uma doença muito grave, que levaria a uma melindrosa intervenção cirúrgica.
Por vontade de Manuel António Pina, a notícia da doença e do internamento hospitalar não foi divulgada, mas todos notaram a falta da crónica semanal do escritor na última página do Jornal de Notícias e noutros espaços onde amiudadamente escrevia.
As últimas notícias veiculadas pela família e amigos mais chegados são as de uma contínua recuperação.
Aqui deixamos ao prestigiado escritor sabugalense desejos de melhoras e que em breve regresse às lides literárias.
plb

No dia 9 de Junho (sábado), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro o espectáculo «Farfalle» (borboleta), pelo Teatro de Piazza o D’Occasione (Itália).

O espectáculo é uma extensão do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) e é apresentado em duas sessões: 16h00 e 21h30. Teatro e multimédia para toda a família.
Tudo é contado com música e imagens por dois bailarinos. A cenografia é formada por um tapete branco com duas asas. As imagens são projectadas em diferentes planos: o plano horizontal do tapete e o vertical das duas asas oblíquas. Alguns objectos estilizados decoram o cenário. O público é convidado a participar, a entrar dentro do cenário, a movimentar-se entre as imagens que reagem aos seus gestos, aos seus movimentos. As imagens envolvem-no.
Com «Farfalle», a TPO continua a experiência sobre as potencialidades expressivas relacionadas com a utilização de novas linguagens digitais (computação gráfica/tecnologias interactivas) associadas à dança, à música e ao movimento.
«Farfalle» tem a direcção de Francesco Gandi e Davide Venturini e a interpretação de Anna Balducci e Erika Faccini.
Esta actividade é apresentada no âmbito da Rede 5 Sentidos.

Canções de protesto dos novos tempos
Pedro Esteves Trio é a proposta musical do TMG para a noite do próximo dia 8 de Junho no Café Concerto. O músico Pedro Esteves vem apresentar o disco de estreia «Mais um dia», acompanhado por Filipe Raposo nos teclados e por António Quintino no contrabaixo. Uma fusão de baladas com canções de protesto dos novos tempos. Um espectáculo com boa música e cheio de bom humor e ironia.
A propósito do seu primeiro trabalho, o Jornal de Letras escreveu sobre Pedro Esteves: «Ele tem a timidez de Chico Buarque, a delicadeza de Fausto, o gosto pelos arranjos de José Mário Branco, o prazer da escrita de Sérgio Godinho (…) “Mais um dia” é um hino à arte de fazer canções, como sempre, como dantes».
O espectáculo está marcado para as 22h00 e a entrada é livre.

Cinema no Pequeno Auditório
A 13 de Junho (quarta-feira), o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «O tio Boonme que se lembra das suas vidas anteriores», de Apichatpong Weerasethakul. A sessão está marcada para as 21h30 no pequeno auditório.
Na história, tio Boonme resolve passar os seus últimos dias de vida no campo, rodeado das pessoas que ama. Esta é a quinta longa-metragem do tailandês Apichatpong Weerasethakul, o filme complementa o projecto Primitiv, ligado à ideia de extinção e da recordação de vidas passadas.
Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010.

Histórias de Manuel António Pina
Na quarta, dia 13 de Junho, o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo o espectáculo «Histórias que me contaste tu no país das pessoas de pernas para o ar», criadas a partir de livros escritos pelo sabugalense Manuel António Pina.
O espectáculo é apresentado em duas sessões: às 10h e às 14h30 na Sala de Ensaios e tem por destinatárias as crianças dos jardins-de-infância.
Os dois livros «Histórias que me contaste tu» e «No país das pessoas de pernas para o ar» de Manuel António Pina inspiraram as criadoras Tânia Cardoso e Joana Manaças, que fizeram este espectáculo onde uma é bailarina e a outra contadora de histórias. Os contos têm finais improváveis e o mundo às avessas domina todas as narrativas. Trata-se de uma produção do Teatro Maria Matos, apresentado no TMG através da Rede 5 Sentidos.
plb (com TMG)

A Câmara Municipal de Gaia presidida por Luís Filipe Menezes, condecorou no passado sábado, dia 14 de Abril, várias personalidades nacionais, entre elas o escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina.

Manuel António Pina - Luis Filipe Menezes - Vila Nova Gaia

O presidente do Município, Luís Filipe Menezes, antecipou a comemoração do 38.º aniversário do 25 de Abril, condecorando, como vem sendo hábito, várias personalidades e instituições com a medalha honorífica do concelho.
O vencedor do Prémio Camões 2011, Manuel António Pina, e o historiador Hélder Pacheco foram dois dos homenageados, a par do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e do presidente do conselho de administração da EDP, António Mexia, entre outros. Também foram homenageadas instituições como a empresa Barbosa e Almeida e a Rádio Renascença A título póstumo, foram ainda distinguidos a resistente antifascista Beatriz Cal Brandão, a defensora dos direitos das mulheres Teresa Rosmaninho e também Henrique Castro.
A mediatização do evento teve porém a ver com as palavras que Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, proferiu na ocasião, em nome das personalidades agraciadas na homenagem. Defendeu que «a grande oportunidade de afirmação do Norte é agora, mas não pela via do combate político administrativo e sim pela da afirmação empresarial e económica». O governador questionou ainda: «Onde estão as condições em termos de cultura empresarial? Onde é que há maior tecido de PME? É aqui. Onde é que há a maior distância em relação à administração central e como tal a maior independência? É aqui.» E concluiu: «Por isso, eu espero que o Norte dê um grande contributo para cumprir Abril.»
plb

A RTP2 transmite hoje, sábado, às 21 horas, o programa «Um sítio onde pousar a cabeça», que conta a história de vida do escritor sabugalense Manuel António Pina.

O documentário passa naturalmente pelo Sabugal, terra de nascimento do poeta, onde de resto há meses o mesmo se dirigiu com uma equipa de reportagem para a realização das filmagens.
«Um sítio onde pousar a cabeça» conta a história de Manuel António Pina, poeta, romancista, cronista e escritor de livros infantis. Trata-se de um trabalho de Alberto Serra, com a realização de Ricardo Espírito Santo e a produção da Terra Líquida. Neste documentário, Manuel António Pina é retratado na primeira pessoa, através de testemunhos de amigos, familiares e especialistas da sua obra.
Quatro realizadores, quatro personalidades, quatro diferentes documentários são apresentados pela RTP2 aos sábados, durante o mês de Fevereiro.
«Saudade Burra» de Fernando Assis Pacheco foi o primeiro dos documentários a ser transmitido, no passado sábado, 4 de Fevereiro. Uma longa metragem da autoria de Nuno Costa Santos que conta a vida de Fernando Assis Pacheco, o escritor e jornalista português que faleceu em 1995.
No dia 18 de Fevereiro é a vez de Zé da Guiné ser homenageado. «Zé da Guiné», Crónica dum africano em Lisboa retrata Zé, um jovem africano que chega a Lisboa nos anos 70 e muda o conceito das noites da cidade. Uma produção, realização e autoria de José Manuel de S. Lopes.
O último sábado fica marcado por «O meu avô Jolly», uma longa-metragem dedicada a Joly Braga Santos, o avô que Francisco Belard nunca conheceu. Uma viagem pelas encontrar imagens e memórias do Joly, para tentar chegar à sua personalidade e percurso de vida. Um documentário realizado por Pedro Caldas, pela produtora Luz e Sombra.

O documentário sobre Manuel António Pina passará obrigatoriamente pelo chafariz da Praça da República, vizinho à casa onde nasceu e onde existiam umas árvores muito antigas que há dias um pobre imbecil mandou abater – a foto que ilustra este texto mostra precisamente MAP no momento das filmagens, ao lado do chafariz e das árvores da sua infância.
plb

O escritor sabugalense Manuel António Pina, Prémio Camões em 2011, está entre os 59 escritores portugueses que subscreveram um abaixo assinado em protesto contra a projectada decisão do Governo de encerrar a Livraria Camões no Rio de Janeiro, considerando tratar-se de um acto «deplorável».

Homenagem a Manuel António Pina (Foto by Kim Tomé - www.tutatux.com)«O encerramento da Livraria Camões, no Rio de Janeiro, ao cabo de 40 anos de uma atividade que se impôs pelos critérios culturais e adequação a um contexto peculiar, constituiria um ato deplorável do decisor político», adverte o manifesto a que agência Lusa teve acesso.
Para os subscritores, cujo primeiro nome é o de Manuel Alegre, «desconsiderando uma casa cujos méritos nunca deixaram de ser reconhecidos, designadamente na relação que promove entre os países dos dois lados do Atlântico, atinge-se o valor estratégico que é a difusão da língua e cultura portuguesas, bem como as dimensões simbólicas projetadas pelo poeta celebrado no nosso Dia Nacional, que sempre encontrou no Brasil alguns dos seus estudiosos e cultores maiores».
«Portugal não deve nem pode, a nosso ver, prescindir de uma das suas armas de afirmação fundamental, a língua de Camões e quanto nela se exprime, para além de juízos conjunturais e da muito duvidosa racionalidade que os incita», sustentam os subscritores do abaixo assinado, que inclui os nomes de Maria Teresa Horta e de José Manuel Mendes, Almeida Faria, Ana Luísa Amaral, Ana Marques Gastão, António Cândido Franco, António Carlos Cortez, António José Borges, António Osório, Armando Silva Carvalho, Baptista-Bastos, Cândido de Oliveira Martins, Casimiro de Brito, Clara Rocha, Fernando J.B. Martinho, Fernando Pinto do Amaral, Francisco Duarte Mangas, Gastão Cruz, Hélder Macedo, Helena de Vasconcelos, Hélia Correia, Inês Pedrosa e Isabel Pires de Lima, Isabel Ponce de Leão, Jacinto Lucas Pires, Jaime Rocha, João Barrento, João Luís Barreto Guimarães, João de Melo, João Rui de Sousa, José Carlos Seabra Pereira, José Jorge Letria, José Manuel da Costa Esteves, Julieta Monginho, Leonor Xavier, Lídia Jorge, Manuel Gusmão, Manuela Parreira da Silva, Margarida Vale de Gato, Maria Alzira Seixo, Maria Isabel Barreno, Maria João Cantinho, Maria João Reynaud, Maria Luisa Malato, Maria Teresa Dias Furtado, Mário de Carvalho, Mário Cláudio, Miguel Real, Nuno Júdice, Patricia Reis, Pedro Tamen, Teresa Salema, Tolentino Mendonça, Urbano Tavares Rodrigues, Valter Hugo Mãe, Vanda Anastácio e Yvette Centeno.
plb (com Lusa)

A escolha da personalidade do ano 2011 foi muito fácil e evidente. A silhueta de um nome destaca-se na paisagem raiana pelo mérito e reconhecimento que recebeu durante o ano que agora termina. Estamos a falar do poeta, escritor, jornalista e cronista Manuel António Pina. Quis o destino que este ilustre português, nascido em terras raianas do Sabugal, fosse galardoado, em 2011, com o Prémio Camões, a mais importante distinção para autores de língua portuguesa. «A vida é um rio que corre para a nascente», destacou Manuel António Pina, no Sabugal, na apresentação do seu mais recente livro «Como se desenha uma casa».

Manuel António Pina - Sabugal

Os homens temem as longas viagens,
os ladrões da estrada, as hospedarias,
e temem morrer em frios leitos
e ter sepultura em terra estranha.

Por isso os seus passos os levam
de regresso a casa
às veredas da infância,
ao velho portão em ruínas; à poeira
das primeiras, das únicas lágrimas…

Manuel António Pina é a escolha (natural) do Capeia Arraiana para «Personalidade do Ano».
O jornalista, cronista, escritor e poeta nasceu a 18 de Novembro de 1943 na vila do Sabugal, terra de origem da família materna enquanto o pai é oriundo de Aldeia Viçosa, no concelho da Guarda. Por força da profissão do pai, que tinha de mudar de serviço e de localidade cada seis anos, Manuel António Pina saiu do Sabugal ainda menino, precisamente aos seis anos de idade, passando a andar de terra em terra e de escola em escola. Do Sabugal foi para Castelo Branco, depois para a Sertã, Cernache de Bonjardim, Santarém, de novo Cernache do Bonjardim, Oliveira do Bairro, Aveiro e Porto, onde acabou por se fixar aos 17 anos. Entretanto licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e dedicou-se à escrita e ao jornalismo. 
Em 1971 ingressou no Jornal de Notícias onde foi editor e chefe de redacção. Actualmente publica diariamente na última página do diário portuense uma coluna de opinião com profundo sentido crítico sobre os grandes temas da actualidade nacional e internacional.
A sua obra, traduzida em várias línguas, divide-se entre a poesia, a literatura infanto-juvenil, o teatro, a crónica e a ficção. Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos com um estilo único onde «brinca» com as palavras e os conceitos num permanente trocadilho aliado ao «jogo da imaginação».
O Prémio Camões, criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa, foi-lhe atribuído por unanimidade do júri hoje reunido no Rio de Janeiro.
«A decisão foi consensual e unânime, numa reunião que durou menos de meia hora», diz o comunicado do júri que atribuiu a Manuel António Pina o Prémio Camões, o maior galardão literário de língua portuguesa.
«É a coisa mais inesperada que poderia esperar. Nem sabia que estava hoje a ser discutida a atribuição do prémio», disse Manuel António Pina quando tomou conhecimento da atribuição do Prémio Camões.
O presidente da República, Cavaco Silva, felicitou o escritor Manuel António Pina pela atribuição do Prémio Camões 2011, principal distinção no meio literário lusófono. «A atribuição deste Prémio é o reconhecimento da relevância nacional e internacional que a sua obra representa na literatura em língua portuguesa e é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho para todos os que apreciam a sua escrita», refere a mensagem de Cavaco Silva, também divulgada no site da Presidência da República. O chefe de Estado sublinhou que esta distinção «honra a literatura Portuguesa».
Em entrevista ao Capeia Arraiana, em Março de 2009, confessa que «a recordação mais antiga que tenho de mim mesmo é uma criança de dois ou três anos, de chapéu de palha na cabeça, ao pé de uma fonte, acho que uma fonte de mergulho, circular, num largo talvez em frente de minha casa. Outra criança tira-me o chapéu da cabeça e atira-o à água. Eu – acho que sou eu essa criança – exijo-lhe que o vá buscar e mo devolva. O outro miúdo não o faz, e afasta-se rindo. Então, cheio de orgulho ferido, eu regresso a casa». Um pouco mais à frente acrescenta que todas as outras memórias que tem do Sabugal «são imagens confusas do passado, misturadas com sentimentos presentes de que falo em outros poemas: «Lugar» (de «O caminho de casa») «[Lugares da infância]» (de «Um sítio onde pousar a cabeça»), e ainda «O quarto cor-de-rosa» (sobre a casa onde nasci, que é hoje da mãe da Natália), «Branco», «Forma, só forma» e «Um casaquinho preto» (sobre o casaco, na verdade uma pequenina casaca de cerimónia, feita pela minha «ti Céu», que ainda tenho e que vesti aos dois ou três anos numa festa de Carnaval no Sabugal)».
«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal teve lugar no dia 4 de Abril de 2009. Os actos da homenagem a Manuel António Pina centraram-se no Auditório Municipal do Sabugal, onde teve lugar uma palestra de Arnaldo Saraiva e a peça de teatro do grupo portuense «Pé-de-Vento». O programa incluiu, ainda, o descerrar de uma placa e visita à casa onde nasceu, troca de lembranças e oferta de livros do escritor à biblioteca municipal no salão nobre da Câmara do Sabugal, e a finalizar um porto de honra com uma mesa de luxo repleta de iguarias na Casa do Castelo.
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Galardões: 1978, Prémio de Poesia da Casa da Imprensa («Aquele que quer morrer»); 1987, Prémio Gulbenkian 1986/1987 («O Inventão»); 1988, Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália («O Inventão»); 1988, Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil); 1993, Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas; 2002, Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários («Atropelamento e fuga»); 2004, Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004); 2004, Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros); 2005, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros); 2011, Prémio Camões.
jcl

«Um lugar vazio à mesa», é o título da memória de Natal que o escritor sabugalense Manuel António Pina enviou à Rádio Renascença no âmbito da iniciativa «Era uma vez… no Natal», que aquela emissora de rádio tomou e em que participam outras cinco figuras conhecidas: a fadista Carminho, o poeta Tolentino Mendonça, o ex-presidente Jorge Sampaio, o treinador de futebol Fernando Santos e o padre Hermínio Rico. O texto de Manuel António Pina consta no portal da Rádio Renascença e pode ser lido ouvindo ao mesmo tempo o segundo andamento do concerto nº 2 para piano e orquestra de Brahms.

Homenagem a Manuel António Pina (Foto by Kim Tomé - www.tutatux.com)A memória de Natal que me é pedido que partilhe é, não de um, mas de 11 dolorosos natais, os de 1963 a 1974.
Em 1963, meu irmão mais novo, em desacordo com a Guerra Colonial, recusou-se a comparecer à inspecção militar e fugiu clandestinamente para França. Meus pais e eu pensámos que nunca mais o veríamos. O regime de Salazar parecia eterno e as guerras nas colónias africanas constituíam o centro, praticamente exclusivo, da política do país. Daí que a deserção (a situação de meu irmão não era rigorosamente de deserção, pois não chegara a ser incorporado mas, em termos militares, era afim) fosse o mais grave dos crimes, punível mesmo, se em teatro de operações, com a pena de morte.
Além disso, a deserção lançava uma sombra de permanente suspeita política sobre a própria família do desertor, pelo que meus pais receavam nunca vir a ser autorizados a sair de Portugal para visitar meu irmão. Eu próprio, quando, em 1972 ou 1973, depois de cumpridos quase quatro anos de serviço militar e já jornalista, fui encarregado de um trabalho de reportagem na Alemanha, encontrei dificuldades quase insuperáveis para obter passaporte, o que só acabou por ser possível após responsabilização pessoal do director do “JN”, Pacheco de Miranda, pelo meu regresso.
Esse primeiro Natal sem o meu irmão (de quem não tivemos, durante meses, notícias senão uma vez, através de um emigrante de Braga seu conhecido que, tendo vindo de férias, nos procurara para nos dizer que ele encontrara trabalho como “voyeur de nuit” e pedia que lhe enviássemos comida e algum dinheiro) foi, por isso, triste e sem palavras. Minha mãe levantava-se de vez em quando da mesa e ia chorar longamente para a cozinha; meu pai esperava um pouco e, depois, levantava-se também e ia buscá-la, regressando ambos em silêncio.
Minha mãe pôs o prato e os talheres de meu irmão e, quando trouxe o bacalhau e as batatas, serviu-lhos. Tudo aquilo se me afigurava patético e doentio, mas também eu chorava por dentro. A certa altura, como a cadeira vazia de meu irmão se encontrava um pouco afastada, minha mãe levantou-se para aproximá-la da mesa e, nesse momento, fingi que precisei de ir à casa de banho e deixei correr livremente as lágrimas.
Nos 10 anos seguintes, na nossa ceia de Natal houve sempre um prato e talheres na mesa para uma ausência presente. Até 1974.
«Um lugar vazio à Mesa», de Manuel António Pina

A Câmara Municipal de Matosinhos agraciou o escritor sabugalense Manuel António Pina com a Medalha de Mérito Dourada, por ocasião da sétima edição da Festa da Poesia, em cerimónia realizada no dia 8 de Dezembro.

Dezenas de amigos e admiradores da obra literária de Manuel António Pina marcaram presença na homenagem que a Autarquia lhe prestou.
Segundo uma nota divulgada pelo Município, o vencedor do Prémio Camões 2011, que foi aplaudido de pé, enalteceu o carinho com que foi acolhido. «É bom sermos amados», disse o escritor e jornalista.
Ao lado do presidente da Câmara, Guilherme Pinto, Manuel António Pina agradeceu a homenagem: «Todos nós gostamos de ser conhecidos, é uma forma de sermos amados. Agradeço, por isso, esta homenagem e fico particularmente feliz por ser neste local, ou seja, na Biblioteca Florbela Espanca, e nesta altura, na Festa da Poesia».
O poeta nascido no Sabugal em 1943 recordou que estamos a passar por tempos difíceis, «tempos de prosa, a pior das prosas». Por isso considerou que é um verdadeiro milagre a existência, desde há sete anos, da Festa da Poesia promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos. «Esta sobrevivência da Festa da Poesia é algo misterioso e o facto de a Autarquia de Matosinhos não a considerar apenas “gordura” é, no mínimo, admirável», confessou. «Nesta Câmara, não se fala de poesia. Faz-se! E não dá votos, não dá lucro… Então porquê? É admirável e por isso mais me honra e mais me torna feliz este reconhecimento nesta casa», concluiu.
O presidente da Câmara agradeceu as palavras elogiosas de Manuel António Pina, mas discordou da ideia de que a poesia não dá «lucro». O autarca explicou que a Cultura é uma das estratégias mais poderosas para fomentar o desenvolvimento de Matosinhos, terra de mar, que é, cada vez mais, o porto das artes: «Este é o porto das artes, o porto onde chega quem gosta de teatro, de arte, de música, de cultura», explicou Guilherme Pinto, que seguidamente elogiou Manuel António Pina, destacando o seu olhar arguto e a sua «escrita acerada, atenta e rigorosa».
plb

A Câmara Municipal de Matosinhos vai prestar homenagem ao poeta sabugalense Manuel António Pina, por ocasião da sétima edição da Festa da Poesia, que se realiza nos dias 7 e 8 de Dezembro.

Apesar das limitações financeiras o município matosinhense programou uma iniciativa ao nível das edições anteriores, voltada para diversos públicos. A grande novidade da edição deste ano é a homenagem a um nome sonante da Literatura Portuguesa, recentemente galardoado com o Prémio Camões.
Exposições, debates, leitura de poemas, são algumas das iniciativas previstas para a realçar a obra do autor sabugalense Manuel António Pina.
Do primeiro dia da Festa da Poesia, a 7 de Dezembro, haverá a iniciativa «Nota a Nota», que se trata de uma «Oficina de música para crianças», a realizar na Sala do Conto.
No mesmo dia, à tarde, realiza-se uma oficina prática, designada «A sublimação do real a partir da poesia de Manuel António Pina», no Espaço Adulto e Ciências. Seguidamente falar-se-á de Florbela Espanca, num retrato psicológico, a traçar numa conferência proferida por Manuela Rocha dos Santos, no Fundo Local/Adultos.
Na iniciativa «Poesia Reunida», Manuel António Pina volta a estar presente, na performance musical com José Jorge Letria (voz), Laura Ferreira (voz), José Soares (guitarra) e Gustavo Roriz (contra-baixo), a realizar no Átrio.
No segundo dia, 8 de Dezembro, terá lugar, pelas 15 horas, a inauguração da exposição «Manuel António Pina – Homenagem», também no Átrio, a que se seguirá uma intervenção por parte do Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, que homenageará o poeta vencedor do Prémio Camões de 2011.
A Festa da Poesia continuará no auditório, com a apresentação do documentário «Um sítio onde pousar a cabeça», produzido da autoria de Alberto Serra e Ricardo Espírito Santo.
Haverá depois um debate com o autor homenageado, Manuel António Pina, e o também escritor Germano Silva.
A terminar será lançado o novo livro de Manuel António Pina, «Como se desenha uma casa», seguido de leitura de poemas do autor e uma conversa com Luís Miguel Queirós.
plb

«A vida é um rio que corre para a nascente», destaca o sabugalense Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011, na apresentação do seu mais recente livro «Como se desenha uma casa». Reportagem e edição da jornalista Paula Pinto com imagem de José Loureiro da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

O escritor Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011, disse hoje no Sabugal que sente «uma honra muito particular» por ter recebido a medalha de mérito cultural do Município da terra de onde é natural.

A distinção autárquica foi hoje entregue ao escritor e poeta, no decorrer da sessão solene comemorativa do Dia do Município, no mesmo dia em que foi anunciado o lançamento da nova obra do escritor, «Como se desenha uma casa».
Manuel António Pina, de 67 anos, poeta e autor de livros para crianças, é natural do Sabugal, onde viveu até aos seis anos. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista durante muitos anos e actualmente é tradutor, professor e cronista.
Em declarações à agência Lusa, o homenageado mostrou-se honrado com a medalha e destaca-a, entre as várias distinções que já recebeu.
«Entre todas as homenagens que tenho recebido, esta toca-me muito particularmente, porque se trata de uma distinção que me foi feita pela terra onde eu nasci», disse.
O escritor lembrou que deixou o Sabugal muito cedo e, por isso, ter regressado para receber a medalha de mérito cultural municipal, constitui um momento «muito importante e muito significativo».
Manuel António Pina disse que a memória mais antiga que tem da cidade é a de uma fonte, situada em frente da casa onde nasceu, no largo da actual Câmara Municipal, que «tinha a ideia que era um lago muito grande, mas que, afinal, era pequena».
Na lembrança tem um certo dia em que «alguém atirou para lá [para a fonte]» o seu chapéu e recusou «ir buscá-lo».
Actualmente, da casa onde nasceu, continua a receber, de quando em vez, no Porto, onde reside, pão-de-ló com um «um sabor especial», confeccionado pela actual proprietária do imóvel que carinhosamente chama de «avó Lulu», contou.
Durante a sessão de entrega da medalha de mérito cultural ao vencedor do Prémio Camões 2011, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, disse que, com este gesto, realizado pela primeira vez, a autarquia pretendeu reconhecer «a importância» do escritor e da sua obra.
Reconheceu tratar-se de «um acto de justiça e de reconhecimento» em relação à vida e à obra de Manuel António Pina «que tem amor à terra que o viu nascer».
O homenageado assegurou que é «alguém que tem estado fora do Sabugal» mas «tem o Sabugal no coração».
Além de Manuel António Pina, a medalha de mérito cultural do Sabugal foi igualmente entregue à Sociedade Filarmónica Bendadense, pelos seus 141 anos de existência.
A câmara também homenageou as Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito com medalhas de mérito cívico e condecorou trabalhadores com 15, 25 e 35 anos de serviço.
O Dia do Município do Sabugal assinala os 715 anos da atribuição do foral pelo rei D. Dinis.
plb (com Lusa)

O Concelho do Sabugal celebra, dia 10 de Novembro de 2011, 715 Anos da atribuição do Foral de D. Dinis. Para marcar a efeméride a Câmara Municipal delineou um programa com actividades variadas.

Os oito séculos de História Autárquica serão evocados com o hastear das Bandeiras do Concelho, Nacional e União Europeia, ao som do Hino Nacional, pelas 9h00, na Praça da República. Quarenta crianças, representando cada uma das freguesias do Concelho do Sabugal, hastearão as Bandeiras das suas Freguesias.
Pelas10h00 dar-se-á início à Sessão Solene Comemorativa, no Auditório Municipal, com a condecoração dos Trabalhadores da Autarquia com 15, 25 e 35 anos de Serviço Efectivo no Município, seguida da atribuição da Medalha de Mérito Cívico às Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito e da Medalha de Mérito Cultural à Sociedade Filarmónica Bendadense e ao Escritor Manuel António Pina.
Ainda no decorrer do programa de festejos do Dia do Concelho, será proferida intervenção subordinada ao tema «D. Dinis e o Sabugal», pelo Prof. Doutor João Luís Inês Vaz. As actividades culturais prosseguem com o Lançamento/Apresentação do Livro de Manuel António Pina. Paralelamente decorrerá na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal uma exposição evocativa dos Homenageados.
A jornada comemorativa encerra com o concerto, pela Sociedade Filarmónica Bendadense, pelas 21h30, no Auditório Municipal, com entrada gratuita.
plb (com CMS)

A Fundação Cidade de Guimarães anunciou que o escritor, galardoado com o Prémio Camões, Manuel António Pina, está entre as «personalidades da cultura» cooptadas pelo conselho geral da instituição.

Em reunião de 28 de Setembro o conselho geral da Fundação, presidido pelo ex-presidente da república Jorge Sampaio, aprovou a entrada de nomes prestigiados da cultura portuguesa, como Miguel von Hafe Pérez, diretor do Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela, Manuel António Pina, escritor e jornalista, Francisco Seixas da Costa, embaixador em Paris, e António Mega Ferreira, escritor e presidente do conselho de administração do Centro Cultural de Belém.
A Fundação Cidade de Guimarães e a entidade responsável pela programação cultural da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012.
No ano 2012 a cidade de Guimarães acolhe um grande encontro de criadores e criações, como música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitectura, literatura, pensamento, teatro, dança, artes de rua. A iniciativa proporciona o cruzamento de produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade. Ao longo de todo o ano, a cidade será promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.
Trata-se de um projecto catalisador do desenvolvimento da cidade e da região envolvente, que visa aumentar a qualidade de vida, contribuindo para a regeneração urbana, social e económica, promovendo transversalmente o acesso à cultura e valorizando o território e o património colectivo.
A presença do escritor sabugalense Manuel António Pina no conselho geral da Fundação, advém do prestígio que esta presença pode proporcionar a uma iniciativa que se concretiza num vasto e ambicioso programa cultural.
plb

Manuel António Pina, Mia Couto, José Luís Peixoto, Alice Vieira e Mário de Carvalho, são alguns dos escritores consagrados que vão editar livros proximamente.

O sabugalense Manuel António Pina, galardoado recentemente com o Prémio Camões, vai editar em Outubro, através da Assírio & Alvim, Como se Desenha Uma Casa, um livro de poesia inédita.
O escritor moçambicano Mia Couto, vai editar o romance A Confissão da Leoa, enquanto que Alice Vieira publica Os profetas, outro romance, e José Luís Peixoto lança o livro Abraço, todos com a chancela da editora Caminho.
Dulce Maria Cardoso vai editar O Retorno, através da Tinta-da-China, que é um romance sobre a experiência dramática da chegada dos retornados de África nos anos 70 do século passado. Pela mesma editora conheceremos ainda o novo romance de Mário de Carvalho, Quando o Diabo Reza.
António Lobo Antunes publica, ainda em Setembro, mais um romance, Comissão das Lágrimas, através da D. Quixote, que fala da guerra colonial em Angola, um tema recorrente neste autor.
Valter Hugo Mãe tem também novo romance, intitulado O Filho de Mil Homens, que sai nos próximos dias pela Alfaguara. Uma Mentira Mil Vezes Repetida é o título do novo romance de Manuel Jorge Marmelo que a Quetzal edita em Setembro, tratando-se de uma história narrada por um homem que, para escapar ao anonimato, inventa uma obra monumental.
Mas a maior expectativa gira à volta da promessa da Caminho, que se propõe editar até ao final do ano o livro Clarabóia, o romance que José Saramago quis deixar inédito, embora não se tenha oposto a que fosse publicado após a sua morte.
Boas leituras não faltarão nos escaparates das livrarias nos próximos meses.
plb

A Assembleia Municipal do Sabugal decidiu por unanimidade atribuir ao escritor sabugalense Manuel António Pina a medalha de mérito cultural do Município.

A proposta foi apresentada pela Câmara Municipal à Assembleia que se realizou do dia 24 de Junho, na passada sexta-feira, nos termos do regulamento das distinções honoríficas recentemente publicado.
Nos termos do regulamento, a Medalha de Mérito Cultural é atribuída a pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, que se tenham destacado em qualquer forma de expressão cultural, designadamente na literatura, nas artes plásticas, no teatro, na música, no cinema, na investigação histórica, na divulgação e preservação do nosso património, na valorização das gentes do Município, ou que, de qualquer forma, tenham promovido a cultura.
Foi precisamente o que sucedeu com o sabugalense Manuel António Pina, que se destacou no âmbito da escrita, enquanto escritor e jornalista, cuja obra literária o levou de resto a ser recentemente agraciado com a maior distinção da literatura de língua portuguesa: o Prémio Camões.
Nascido no Sabugal em 1943, Manuel António Pina, foi, ainda criança, levado para outras terras, vindo mais tarde a fixar-se no Porto. Foi jornalista durante várias décadas e estreou-se na poesia em 1974 com o livro «Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde». No ano anterior publicara o seu primeiro livro para crianças, «O País das Pessoas de Pernas para o Ar». Consensualmente reconhecido como um dos melhores cronistas de língua portuguesa, publicou dezenas de livros de poesia e de literatura para crianças, mas só em 2003 se aventurou na ficção «para adultos», com «Os Papéis de K.».
Os seus livros de poesia estão traduzidos em várias línguas, incluindo «Os Livros», publicação que venceu os prémios de poesia da Associação Portuguesa de Escritores e a da Fundação Luís Miguel Nava.
Em Abril de 2009, numa iniciativa da Junta de Freguesia do Sabugal, realizou-se um acto de homenagem a Manuel António Pina, que passou pelo descerrar de uma placa na casa onde o escritor e jornalista nasceu há 67 anos e onde viveu parte da infância. Realizou-se também uma palestra sobre a vida e a obra do homenageado e foi exibida uma peça teatral da autoria do escritor.
Nos termos regulamentares a medalha de mérito cultural será entregue a Manuel António Pina em cerimónia pública e solene, que provavelmente acontecerá em 10 de Novembro, Dia do Concelho do Sabugal.
plb

O escritor Manuel António Pina é o vencedor do Prémio Camões 2011 o mais importante galardão de língua portuguesa. Manuel António Pina nasceu na vila do Sabugal no dia 18 de novembro de 1943 e sucede, entre outros, a Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Jorge Amado, José Saramago, Eduardo Lourenço, Pepetela, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís e António Lobo Antunes.

Jornalista, escritor e tradutor, Manuel António Pina nasceu no Sabugal, a 18 de novembro de 1943. A sua obra, traduzida em várias línguas, divide-se entre a poesia, a literatura infanto-juvenil, o teatro, a crónica e a ficção.O Prémio Camões, criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa, foi-lhe atribuído por unanimidade do júri hoje reunido no Rio de Janeiro.
«A decisão foi consensual e unânime, numa reunião que durou menos de meia hora», diz o comunicado do júri que atribuiu a Manuel António Pina o Prémio Camões, o maior galardão literário de língua portuguesa.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, integrou de 1971 a 2011 a redação do «Jornal de Notícias», desempenhando funções de editor e chefe de redação. Foi também professor da Escola de Jornalismo do Porto, cidade onde reside.
A Câmara Municipal da Guarda criou, em 2010, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário anual com o seu nome.
«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal teve lugar no dia 4 de Abril de 2009. Os actos da homenagem a Manuel António Pina centraram-se no Auditório Municipal do Sabugal, onde teve lugar uma palestra de Arnaldo Saraiva e a peça de teatro do grupo portuense «Pé-de-Vento». O programa incluiu, ainda, o descerrar de uma placa e visita à casa onde nasceu, troca de lembranças e oferta de livros do escritor à biblioteca municipal no salão nobre da Câmara do Sabugal, e a finalizar um porto de honra com uma mesa de luxo repleta de iguarias na Casa do Castelo.
O presidente da República, Cavaco Silva, felicitou esta quinta-feira o escritor Manuel António Pina por ter recebido o Prémio Camões 2011, principal distinção no meio literário lusófono. «A atribuição deste Prémio é o reconhecimento da relevância nacional e internacional que a sua obra representa na literatura em língua portuguesa e é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho para todos os que apreciam a sua escrita», refere a mensagem de Cavaco Silva, também divulgada no site da Presidência da República. O chefe de Estado sublinhou que esta distinção «honra a literatura Portuguesa».

Vencedores do Prémio Camões
O Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, instituído pelos governos de Portugal e do Brasil em 1988, é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.
Manuel António Pina recebeu o Prémio Camões 2011 e sucede a Miguel Torga (1989), João Cabral de Melo Neto (1990), José Craveirinha (1991), Vergílio Ferreira (1992), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Pepetela (1997), António Cândido de Mello e Sousa (1998), Sophia de Mello Breyner (1999), Autran Dourado (2000), Eugénio de Andrade (2001), Maria Velho da Costa (2002), Rubem Fonseca (2003), Agustina Bessa-Luís (2004), Lygia Fagundes Telles (2005), José Luandino Vieira (2006), António Lobo Antunes (2007), João Ubaldo Ribeiro (2008), Arménio Vieira (2009) e Ferreira Gullar (2010).

A atribuição do Prémio Camões a Manuel António Pina veio confirmar (aos mais distraídos) que foi justíssima e visionária a homenagem que foi feita a 4 de Abril de 2009 no Sabugal. Depois disso veio o Prémio Manuel António Pina atribuído pela Câmara Municipal da Guarda, o Festival Internacional de Teatro da Câmara Municipal de Famalicão dedicado a Manuel António Pina, a homenagem na Casa da Beira Alta no Porto, a homenagem da 80.ª Feira do Livro do Porto (2010) que o elegeu como escritor em destaque, a distinção com o Prémio Literário da Fundação Bissaya Barreto e muitos outras merecidas homenagens.
O Capeia Arraiana aproveita para saudar e congratular-se com a atribuição do Prémio Camões 2011 a tão ilustre sabugalense.

jcl (com agência Lusa)

O Prémio Camões 2011 foi atribuído ao escritor Manuel António Pina. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A obra «A Divina Pestilência» do escritor João Rasteiro venceu o Prémio Manuel António Pina. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 21 de Janeiro de 2010.

Local: Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda).

Autoria: Lucília Monteiro (JL/Visão).

Legenda: Ciclo Manuel António Pina na Guarda.
jcl

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) deu a conhecer o cartaz cultural para o primeiro trimestre de 2010. O director, Américo Rodrigues, surpreendeu mais uma vez na apresentação das novidades pela criatividade e por ser «irreverente, arrojado e insólito» como explica a reportagem da LocalVisãoTv editada pela jornalista Paula Pinto.

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jcl

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