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A Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela (ADRUSE) organizou no domingo, 11 de Novembro, em São Paio, concelho de Gouveia, um festival com o objectivo de divulgar a gastronomia regional com especial destaque para as sopas.

Organizado pela ADRUSE o XIII Festival de Sopas da Serra da Estrela teve lugar em São Paio, concelho de Gouveia e recebeu cerca de 1.500 visitantes. No festival foram servidas 28 variedades de sopas confeccionadas por 24 particulares e instituições dos concelhos que integram a zona de intervenção da associação: Gouveia, Seia, Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algores e Guarda.
Os visitantes puderam provar, entre muitas outras, sopa da pedra com castanha, sopa de míscaros, aveludado de nabiça, sopa à moda do rancho e sopa de rabo de boi.
A Confraria da Urtiga, de Fornos de Algodres, foi uma das participantes, e apresentou uma sopa de cogumelos com urtiga. A cozinheira, Clara Paraíso, esclareceu que «a base da sopa leva batata, cebola, abóbora e boletos» sendo depois adicionada urtiga. «A urtiga é uma planta que tem muito potencial», explicou Rosa Costa, da confraria, acrescentando que «voltou a entrar na confecção das refeições de muitos habitantes da região».
O festival incluiu um concurso, cujo júri foi presidido por Justa Nobre, que distinguiu a «sopa da pedra», confeccionada pela Associação Musical Sampaense (Gouveia) como o galardão de «Melhor sopa do festival». A especialista defendeu o consumo de sopa por ser «sinónimo de saúde e de boa alimentação» e aconselhou as pessoas a comerem «sopa ao almoço e ao jantar». Foram também atribuídos os prémios «Sopa de castanhas», «Sopa de São Martinho», «Outro tipo de sopas» e «Profissionais de restauração».
O presidente da Câmara Municipal de Seia e presidente da ADRUSE, Carlos Filipe Camelo, valorizou a iniciativa hoje realizada por contribuir para a divulgação da gastronomia regional e por incentivar o aparecimento de novas sopas.
«Em cada festival que acontece há coisas novas que aparecem, utilizando produtos antigos que fizeram sempre parte daquilo que era a tradição de uma região como a da Serra da Estrela», disse na ocasião o autarca.
Muitos dos visitantes que passaram pelo recinto do festival deslocaram-se propositadamente ao concelho de Gouveia para degustarem as sopas tradicionais.
O Festival de Sopas da Serra da Estrela foi co-financiado pelo subprograma 3 do PRODER e contou com a colaboração do Município de Gouveia, da Junta de Freguesia de São Paio, entre outras entidades.
jcl (com agência Lusa)

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A Freineda, freguesia raiana do concelho de Almeida, recebeu no domingo, dia 16 de Setembro, um vistoso e colorido festival de pára-quedismo, ao qual assistiu um mar de gente. Tratou-se de uma iniciativa diferente que conferiu uma nova dinâmica à tradicional e muito apreciada festa de Santa Eufémia.

A arenonave levantava sucessivamente da pista da Dragoa, na Ruvina, levando a bordo quatro paraquedistas. Depois de ganhar altura aproximava-se da Freineda e largava os pára-quedistas, que primeiramente desciam em queda livre e depois accionavam os paraquedas, que logo coloriam o céu. Os primeiramente pontos minúsculos, lançados a três mil metros de altitude, ganhavam dimensão à medida em que se aproximavam do solo e, cada um de sua vez, faziam-se ao campo de futebol, em cujo centro estava instalado o ponto de aterragem, onde tentavam pousar demonstrando o controlo e a precisão do salto.
O imenso povo aplaudia os corajosos homens que desciam dos céus em vagas sucessivas. De manhã ocorreram três sessões de saltos, cada uma com quatro paraquedistas e á tarde tiveram lugar outras tantas sessões, assistindo-se no total a 24 saltos e sequentes chegadas ao solo.
A organização esteve a cargo da Comissão de Festas, auxiliada por José António Reis, um militar da Força Aérea, que se empenha em trazer à sua terra e à região novas dinâmicas que fazem a diferença. Desta vez a aposta foi o festival de pára-quedismo, que apenas foi possível dada a colaboração do Pára-Clube Boinas Verdes, contando ainda com outras preciosas colaborações, entre as quais as dos proprietários do aeródromo da Dragoa.
Capeia Arraiana esteve presente e testemunhou in loco o grande sucesso da iniciativa, que se desenvolveu a par com a festa e feira de Santa Eufémia.
plb

A Freineda, e toda a Raia, vão assistir pela primeira vez a um festival de pára-quedismo. Este domingo, dia 16 de Setembro, a Comissão de Festas de Santa Eufêmia 2012 da Freineda vai proporcionar momentos inéditos nos ares raianos. O avião vai estar estacionado no aérodromo da Dragoa, na Ruvina, concelho do Sabugal, e levantará voo para levar os pára-quedistas em duas vagas de manhã e duas da parte da tarde: os saltos sobre o Largo de Santa Eufêmea, na Freineda, com seis «páras» de cada vez estão marcados para as 11:00 e para as 11:45 e para as 16:00 e 16:45 horas.

Santa Eufêmea - Pára-quedismo - Freineda - Almeida

jcl

Os bravos e encorpados toiros da ganadaria José Manuel Duarte proporcionaram excelentes lides no festival Ó Forcão Rapazes, que se realizou no Soito, no dia 18 de Agosto.

Perante uma praça municipal completamente lotada, em que os bilhetes se esgotaram e muitos não puderam entrar, teve lugar uma expressiva demonstração da maior e mais viva tradição do concelho do Sabugal, a Capeia Arraiana, que se realizou dentro do espírito de amizade e alegria que caracterizam a festa dos rapazes que pegam ao forcão.
Os toiros estiveram à altura das exigências do festival. Todos investiram bem ao forcão proporcionando óptimas lides às diferentes equipas.
Depois do desfile das nove equipas representativas de outras tantas aldeias raianas onde a tradição taurina não despega, iniciou-se o espectáculo, sob a orientação do experiente Esteves Carreirinha, o orador de serviço.

A primeira equipa a pisar a arena foi a dos Fóios, equipando com camisola azul. Os perto de trinta jovens que pegaram ao forcão enfrentaram um toiro preto forte e pujante, talvez o melhor de toda a tarde, que investiu vigorosa e continuadamente. O aparelho, seguro firmemente e dirigido com mestria pelo rabeador, rodopiou ao sabor das investidas do animal. Por mais de uma vez se pensou que o toiro iria contornar o forcão, mas os pegadores foram velozes e exímios no seu trabalho de plena sincronia, evitando o pior. Foi uma óptima lide, e certamente uma das melhores da tarde, o que fez com que o Festival abrisse com chave de ouro.

Seguiu-se a lide da equipa de Aldeia do Bispo, que equipou de azul claro. Os rapazes enfrentaram um toiro castanho muito forte que saiu fulgurante do curro, embatendo com violência na galha. O forcão aguentou firme e volteou ao sabor da investida. Porém o animal não marrava com a insistência do primeiro, afastando-se por vezes, sendo necessário incitá-lo para novos acometimentos. Ainda assim proporcionou uma boa lide, devido ao trabalho notável dos rapazes que pegaram ao forcão com valentia conseguindo tirar partido de um toiro que tinha que ser chamado para investir com alma.

O terceiro toiro da tarde coube a Alfaiates, cujos pegadores, ostentando a cor laranja nas camisolas, aguentaram um primeiro embate fortíssimo, a que se seguiram outros de igual vigor. Os rapazes mostraram-se sempre atentos e trabalharam em perfeita sincronia. De tanto embater e rodopiar o touro cansou-se e ficou menos insistente. Depois da lide os moços agarraram o animal, feito apenas igualado pela rapaziada de Aldeia da Ponte. O tempo concedido à equipa foi bem aproveitado, nomeadamente por dois jovens, os irmãos Batista, que cometeram a proeza de saltar sobre o dorso do animal, nomeadamente o Frank que deu um moral, o que causou espanto entre os espectadores e valeu um longo e merecido aplauso.

A turma de Aldeia Velha, vestindo de verde, enfrentou um dos melhores toiros da tarde, um animal castanho muito forte, que teve uma entrada fulgurosa, atacando a galha esquerda do forcão com muita violência, fazendo estalar o madeirame. À descomunal força do toiro contrapôs-se o empenho total da equipa, que segurou firme o aparelho e volteou ao sabor das endiabradas investidas. Com o correr do tempo e face ao cansaço o toiro bateu mais a compasso, ainda que sempre com força, obrigado os pegadores a um empenho permanente. A lide de Aldeia Velha esteve entre as melhores da tarde, o que lhe valeu sucessivos aplausos do público que enchia as bancadas da praça.

Os rapazes dos Forcalhos equiparam com camisolas castanho-avermelhadas (bordô) e enfrentaram com o forcão um toiro preto que bateu bem inicialmente, mas que depois passou a hesitar. Numa das investidas na galha o toiro correu com vigor tentando contornar o aparelho, o que gerou um clamor nas bancadas, num momento em que se anteviu o pior. Porém o intrépido rabeador acelerou o movimento circular do forcão e evitou que o animal o contornasse. No final, face às sucessivas hesitações do toiro, valeu o incitamento dos rapazes para que continuasse as fortes investidas no aparelho.

O Soito, que equipou de cinza, lidou um toiro castanho bastante alto, mas algo menos encorpado que os demais. Saiu no curro e investiu forte à galha esquerda, da qual demorou a despegar, proporcionando um bom momento de faena. Depois continuou a investir numa e outra galha, sendo contudo mais frouxo no encontro com o aparelho. A equipa da casa não beneficiou porém da bravura indómita do toiro que outras equipas tiveram em sorte, mas conseguiu ainda assim uma óptima lide. Encostado o forcão, os cortadores do Soito depararam-se com o toiro colado às tábuas, sendo de difícil chamamento para o meio da praça, o que desagradou à malta que gosta de «atentar» o animal.

A Lageosa equipou de azul escuro e lidou um toiro também negro que, tal como os restantes, bateu bem à investida inicial, quando saiu do curro. Marrou na galha direita, fazendo com que os pegadores rodopiassem rapidamente, o que fez levantar uma expressiva nuvem de poeira. Passado esse primeiro momento da lide, foi necessário incitar o animal para que voltasse a investir, conseguindo-se ainda assim bons momentos, em que os capeadores mostraram a mestria com que pegam ao forcão. O pó que se levantava da arena levou a que os Bombeiros do Soito regassem o solo, o que foi imprescindível para a continuação do Festival.

O Ozendo, que vestiu de vermelho, enfrentou um toiro preto, que quando entrou na praça deu um enorme trabalho à equipa, valeu-lhe permaneceu unida, bem agarrada ao aparelho, movendo-se em plena sincronia ao sabor das tremendas investidas do animal. O toiro meteu por mais de uma vez a cabeça por baixo do forcão tentando levantá-lo, valendo para o evitar a intrepidez e a boa atenção dos homens das galhas. Com o andar da lide o animal foi manifestando desinteresse pelo forcão, porém bateu sempre forte e com alma, partindo até uma galha numa das investidas. A equipa do Ozendo proporcionou uma das grandes lides da tarde.

Coube a Aldeia da Ponte fechar o Festival. Os rapazes, com camisola verde alface, lidaram um toiro preto, que marrou violentamente no forcão, fazendo estalar as galhas, o que chegou a criar um sussurro nos espectadores. Contudo a bravura do toiro não assustou os corajosos pegadores, que se mantiveram firmes e ágeis no lidar do forcão. Com o evoluir da faena o animal desinteressou-se pelo forcão, sendo necessário estimulá-lo para novas investidas. Aldeia da Ponte tem bons cortadores, que na fase que se segue à lide com o forcão geram um bom espectáculo, quase sempre coroado com a pega do animal, porém desta feita o toiro colou-se demasiadamente às tábuas, o que dificultou o trabalho dos aldeiapontenses, que no entanto honraram os seus créditos consumando a pega.

Foi uma tarde de excelente promoção da capeia arraiana, que mais uma vez se revelou enquanto manifestação popular emocionante e viva, com condições para se continuar a afirmar com um dos grandes potenciais de promoção do concelho do Sabugal.
plb

Os encerros e as capeias arraianas na Raia sabugalense têm um novo protagonista. Chama-se José Manuel Monteiro Duarte mas todos o conhecem por «Fininho». O ganadero tem apresentado nos dois últimos anos excelentes curros com destaque para a recente Capeia de Aldeia do Bispo onde houve um reconhecimento unânime da qualidade dos toiros em praça. «No dia em que acabarem os encerros e as capeias a Raia perde a sua identidade», diz-nos quem sabe do que fala numa conversa descontraída onde confessou que agora o grande objectivo é fazer uma corrida no Campo Pequeno, em Lisboa.

Ganaderos José Manuel Duarte «Fininho» e Joaquina - Sabugal

José Manuel Monteiro Duarte, o «Fininho» como é conhecido na Raia sabugalense, nasceu há 41 anos na freguesia de Famalicão da Serra, concelho da Guarda.
«Comecei sozinho em 1994», lembra o ganadero no início da nossa conversa no Café do César, na Ruvina, onde chegou à hora marcada acompanhado da mulher Joaquina. A entrevista esteve inicialmente marcada para a quinta onde tem os toiros mas um calendário muito preenchido no mês de Agosto deixou essa visita para futura oportunidade. O terreno com muitos carvalhos vai desde o caminho agrícola da descida da Laje da Guarda até ao rio Côa contornando o cabeço da Senhora das Preces, local de romaria dos ruvinenses.
Voltando às memórias dos primeiros tempos diz-nos que aprendeu muito com o ganadero Manuel Rui, para quem trabalhou e a quem namorou uma filha. «Era o maior das touradas», diz com admiração.
– Qual foi a primeira capeia que realizou na Raia sabugalense?
– A primeira corrida, uma garraiada, com toiros meus teve lugar a 10 de Junho de 1994 numa praça desmontável em Famalicão da Serra. Fui comprar os animais ao Ribatejo e no primeiro ano e meio fiz 19 corridas. A minha primeira corrida na Raia foi em Aldeia do Bispo na tradição capeia do Carnaval. Nesse tempo ainda tinha os toiros a pastar em Famalicão mas tomei a melhor decisão da minha vida. Optei por vir sozinho para a terra dos toiros. Aqui é que é o Mundo das touradas e dos cavalos. Nesse tempo, no tempo do Emiliano e do Paco, os encerros tinham muito peso. Curiosamente, de há dez anos para cá, voltaram a ter muita participação e fui obrigado a comprar cabrestos. Os encerros trazem muita gente. No dia em que acabarem os encerros e as capeias a Raia perde a sua identidade.
– Considera-se um ganadero?
– Em vinte anos já realizei mais de 400 corridas em concelhos como o Sabugal, Guarda, Almeida, Bragança, Águeda, Aveira, Penamacor ou Castelo Branco. Fiz um enorme investimento nestes dois últimos anos para mudar a forma de trabalhar melhorando os pastos, a alimentação e o transporte dos toiros separados em gaiolas. Considero que tenho todas as condições para ser reconhecido como ganadero e tenho ganas de triunfar. Além disso faltava-me um braço direito que encontrei na minha mulher Joaquina com a qual faço uma equipa. Foi como encontrar uma agulha no palheiro. A Joaquim passou de guardadora de ovelhas para tratadora de toiros. Foi uma mudança radical mas que está a valer a pena. Tem evoluído muito rapidamente e de forma surpreendente na maneira de ver e perceber o que é bom para o forcão. Já vai a pé fechar os toiros e as vacas de quatro e cinco anos.
– Como aconteceu aquela colhida no encerro de Nave de Haver?
– Já apanhei cornadas valentes há cerca de 15 anos com um toiro em pontas. Já este ano, em Nave de Haver, levei umas cambalhotas valentes no encerro a cavalo. Acontece. Normalmente ando no meio dos toiros sem problemas. Eles têm muita sensibilidade e percebem se estamos com medo ou não mas temos de mostrar que quem manda somos nós. São animais que aprendem depressa e que sabem quem os traba bem. Há momentos em que me deito na majedouro onde comem mas também já tive de subir a correr para os carvalhos mais perto.
– Como se escolhe um toiro para o forcão?
– Para bater bem ao forcão o toiro tem de ser macio e meigo. Os que levei à Capeia de Aldeia do Bispo, na semana passada, eram todos perfeitos. Tenho as corridas separadas em cada parque porque não convém juntar animais de ganaderias diferentes. Cada toiro faz uma corrida ao forcão e depois vai para o matadouro. Prefiro o gado português e já estou a trabalhar com várias ganaderias para preparar as corridas do próximo ano. Para criação própria tenho vacas de ventre a parir desde há cerca de três anos.
– Há cuidados especiais para preparar uma corrida como o Festival «Ó Forcão Rapazes»?
– Foi a Joaquina que escolheu a ganaderia Ortigão Costa mas tivemos em conta o orçamento. Os nove toiros (mais um sobrero de reserva) para o Festival «Ó Forcão Rapazes» têm apresentação, idade, peso, terapio e qualidade para não falharem. A «Ortigão Costa» é uma ganaderia de muita tradição que manda toiros para o Campo Pequeno, para Espanha e para França. A responsabilidade e o número de corridas e encerros obrigou-me a aumentar a equipa com alguns amigos que me acompanham. No entanto ainda não dá para viver exclusivamente das corridas. Os alimentos estão muito caros e, por isso, fora da época alta trato dos animais e dedico-me à venda de lenha.
– A temporada de 2012 está a correr de feição…
– Está a correr muito bem. Um passo importante que dei para chegar aqui foi um encerro nos Fóios há três anos em que me deram muito valor porque já há mais de 40 anos que não encerravam o gado todo. Esta temporada destaco os encerros e capeias de Aldeia do Bispo, Rebolosa, Fóios e, claro, o Festival da praça do Soito. Outros momentos importantes foram o encerro de Nave de Haver e a corrida em Vale da Mula que está a ganhar muito peso na região. Em Vila Boa animaram-se e voltaram a fazer uma corrida após mais de 20 anos muito por culpa dos meus amigos Manuel António, do filho e do Manuel «Forneiro» que também me andam a ajudar. (Enquanto conversávamos ficou apalavrada com o mordomo Carlos Pina Solito a garraiada da Bismula para o dia 22 de Agosto).
A Joaquina foi uma espectadora atenta de toda a conversa e apenas interveio para destacar as qualidades do nosso entrevistado. «O Zé Manel nasceu para ser ganadero. Está-lhe no sangue. Às vezes para embolar um toiro senta-se em cima dele com um àvontade como se estivesse a lidar com gado manso.»
A terminar o «Fininho» confessou um desejo: «Agora tenho como grande objectivo fazer uma Capeia Arraiana na Catedral em Lisboa.»

Contactos: Telemóvel: 963 912 967. Facebook: Ganaderia José Manuel Duarte Fininho.

Os toiros do Festival Ó Forcão Rapazes podem ser vistos Aqui.

Camião do Ganadero José Manuel Duarte Fininho - Sabugal

O José Manuel Duarte surpreende por manter uma expressão quase inalterável ao longo da conversa. Transmite convicção, gosta de pormenorizar os factos e percebe-se que tem as ideias arrumadas.
jcl

A Câmara Municipal de Penamacor vai promover, de 24 de Outubro a 5 de Novembro, o 1º Festival do Borrego Churro, espécie ovina autóctone que tem o seu solar no Concelho de Penamacor. O principal objectivo deste festival é promover a ovelha churra em termos gastronómicos, como mais uma iguaria da cozinha regional da Beira Interior.

A iniciativa destina-se somente aos restaurantes do concelho de Penamacor, podendo os interessados solicitar o regulamento e enviar a inscrição para o e-mail: gab.cultura@cm-penamacor.pt, até ao próximo dia 14 de Outubro.

A defesa da ovelha churra do campo por parte do Município de Penamacor iniciou-se em 2003, quando se propôs reabilitá-la aos olhos dos produtores por ser um património único que interessava valorizar. O projecto, comparticipado pelo Programa Interreg, contou com as colaborações da Escola Superior Agrária de Castelo Branco e da Cooperativa Agrícola e Desenvolvimento Rural da Meimoa, à qual foi confiada a criação do Registo Zootécnico da Raça.
Conseguido o primeiro grande objectivo, o de salvar a raça da extinção, é agora urgente afirmar a ovelha churra como uma aposta certa no caminho da genuinidade e da superior qualidade dos seus atributos, quer no que respeita à carne como ao leite, contra a lógica da maior produtividade que as raças exóticas vieram proporcionar. Associada a estes atributos, a majoração conferida nos apoios comunitários vem também contribuir para a salvaguarda e viabilização deste importante património genético, fruto da evolução gerada na resistência às difíceis condições ambientais da região.
A ovelha churra caracteriza-se por apresentar uma cabeça pequena, revestida de lã no frontal e em grande parte dos queixos; orelhas curtas e horizontais; zonas deslanadas com pigmentação castanha. Tem pescoço curto e bem coberto de lã, tronco volumoso, peito estreito e costelas pouco arqueadas; dorso e rins curtos e de reduzida largura; garupa de pequenas dimensões e ligeiramente descaída; barriga revestida de lã.
plb (com CM Penamacor)

O Turismo da Serra da Estrela divulgou o programa actualizado do II Festival Internacional da Memória Sefardita, que se realiza de 18 a 21 de Setembro, na Guarda, Trancoso e Belmonte.

Jorge Martins no 1º. Festival Sefardita

Nesta edição de 2011 serão tratados dois temas de fundo, ligados ao judaísmo e a momentos decisivos da História da Humanidade: «Os Justos Portugueses da II Guerra Mundial» e «A Obra do Resgate do Capitão Barros Basto»
O programa completo actualizado é o seguinte:

Dia 18, domingo
BELMONTE
15h00 – Mercado de produtos Kosher em Belmonte, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas
21h00 – Concerto de Mor Karbasi – Teatro Municipal Guarda (TMG)

Dia 19, segunda-feira
GUARDA
09h30 – Sessão de Abertura no TMG, pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas
10h00 – Apresentação da Rede Nacional de Judiarias:
Turismo Serra da Estrela, Câmara M. Trancoso, Câmara M. Castelo de Vide, Câmara M. Torres Vedras, Câmara M. Guarda
11h00 – Coffee Break
11h30 – Continuação dos trabalhos
13h00 – Almoço
15h00 – Os Justos Portugueses da II Guerra Mundial: A Ação de Carlos Sampayo Garrido e Alberto Branquinho na Hungria
Oradores:
Salvador S. Reis (neto Embaixador Sampayo Garrido), Marina Pignatelli (Profª. Universidade Técnica de Lisboa), Pedro Cordeiro (jornalista do Expresso), Sofia Leite (jornalista da RTP), Lumena Raposo (jornalista do DN).
16h00 – Coffee Break
16h30 – Continuação de trabalhos
21h30 – Exibição do filme «O Cônsul de Bordéus» no Teatro Municipal da Guarda

Dia 20, terça-feira
TRANCOSO
09h30 – Inauguração da exposição do espólio do Capitão Barros Basto no Convento dos Frades.
10h00 – «A Obra do Resgate do Capitão Barros Basto» – Convento dos Frades.
Oradores:
Isabel Lopes (neta do Capitão Barros Basto), Jorge Martins (historiador), Elvira Mea (Prof. Faculdade de Letras Porto e autora livro sobre obra do Capitão), Miriam Assor (jornalista), Ferrão Filipe (presidente da Comunidade Israelita do Porto), Francisco Almeida Garrett (advogado), Marinho Pinto (bastonário da ordem dos advogados), Elisah Salas (rabino da comunidade judaica Belmonte).
11h00 – Coffee Break
11h30 – A Obra do Resgate do Capitão Barros Basto – a questão jurídica.
Oradores:
Francisco Almeida Garret (advogado), Marinho Pinto (Bastonário da Ordem dos Advogados).
12h30 – Almoço
15h00 – Continuação dos trabalhos

Dia 21, quarta-feira
10h00 – Visitas temáticas
Encerramento do Festival
plb (com Turismo Serra da Estrela)

Realizou-se em Aldeia da Ponte mais uma edição do festival «Ó Forcão Rapazes», onde os pegadores de nove povoações do concelho do Sabugal com tradições tauromáquicas arreigadas mostram como se lida o toiro com o forcão, perante uma praça a abarrotar de gente.

A tarde acalorada e abafada de 20 de Agosto ficou marcada nas terras raianas pela excelente exibição na lide dos toiros com forcão, num espírito de rivalidade e de competição entre as diferentes aldeias, onde o convívio e a amizade entre os povos raianos também teve lugar. A força dos toiros de Zé Nói, ficou desde logo evidente com a forte investida do primeiro deles no forcão de serviço, cuja trave fronteira foi literalmente partida, deixando o instrumento inoperacional. O forcão suplente sofreu também com as imponentes investidas, com as galhas de carvalho a quebrarem-se sucessivamente, o que motivou a intervenção dos «especialistas», que, munidos de galhas novas e ferramentas apropriadas, consertaram o forcão em plena arena.
A evidente força dos touros, não deixou de motivar queixas de uma ou outra equipa que viu quedar-lhe em sorte um boi com menor sentido em investir nas galhas do forcão. No geral assistiu-se a boas intervenções, que cumpriram o objectivo de demonstrarem a espectacularidade da capeia arriana, enquanto diversão tauromáquica num ano em que o Município sabugalense avançou com a candidatura desta tradição a património imaterial da humanidade.
Para além dos touros e do forcão a tarde tórrida de Agosto proporcionou momentos de confraternização entre os povos das aldeias, malgrado a rivalidade e a disputa pela melhor pega. A solidariedade esteve exemplarmente à vista quando um elemento da equipa de pegadores de Aldeia da Ponte se sentiu mal durante a lide, num momento em que o toiro investia rijo. Face ao percalço, de que muitos mal se aperceberam, os rapazes de outras equipas saltaram para a arena, desviando a atenção do touro e retirando em ombros o jovem indisposto para a trincheira, onde foi prontamente assistido pelos bombeiros voluntários do Soito.
O festival «Ó Forcão Rapazes», é um excelente momento de divulgação da tradição raiana e de demonstração da bravura e coragem das suas gentes. Muitos vieram de longe para assistirem à excelente demonstração, o que traz à evidência a potencialidade da capeia arraiana como promoção do concelho do Sabugal.

A importância do festival na divulgação da capeia exige uma mais cuidada organização do evento. O ritual associado a esta tradição tem que ser mais bem cuidado e o orador de serviço (o nosso estimado amigo Esteves Carreirinha) deveria seguir um guião mais formal, no sentido de dizer apenas o que era necessário e no momento adequado. Os tempos mortos poderiam ser ocupados com alguma animação. É necessário fazer algo mais pelo Festival, dando-lhe outra dinâmica, numa altura em que o mesmo pode ser aproveitado como um dos grandes pólos de divulgação da Capeia Arraiana face à candidatura a património da humanidade.
plb

Tal como estava previsto realizou-se, em Foios, no sábado, dia 27, o primeiro festival de sopas. Não vamos dizer que ultrapassou todas as expectativas como muitas vezes se costuma dizer. Apenas dizemos que correu muito bem e que é para continuar.

(Clique nas imagens para ampliar.)

José Manuel Campos - Nascente do CôaAs pessoas cumpriram aquilo que lhes havia sido pedido. Às 17 horas começaram a chegar, ao Centro Cívico, as 14 panelas de sopa que as pessoas, previamente, confeccionaram nas suas casas. De imediato foram distribuídas as tijelas e as colheres para dar início às provas.
As cerca de 70 pessoas que se dignaram comparecer certamente que não deram o tempo por mal empregue.
Depois da prova das sopas o Presidente da Junta usou da palavra para agradecer a todas as pessoas que se dignaram ter participado neste convívio com particular destaque para quem de mais longe se deslocou como foi o caso do Sr. Rui, proprietário do restaurante «O Esquila» sedeado em Sabugal.
De seguida usou da palavra o Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda, Dr. Santinho Pacheco. Agradeceu o convite que lhe havia sido dirigido tendo dito que era sempre com muito gosto que participa em iniciativas de índole popular quer em Foios ou em qualquer outra localidade do distrito que representa.
Lançou um repto à Associação de Freguesias da Raia Sabugalense para que pegue a sério no festival de sopas, em sistema de rotatividade, pelas dez freguesias que integram a A.F.R.S.
Ainda se estava entretido nas sopas quando a equipa de sapadores colocou lume às carquejas que haviam de assar os 30 quilos de castanhas que, no final, foram degustadas e acompanhadas por uns copitos de jeropiga.
Após o magusto e já com a malta bem animada, deu-se início à ronda pelas capelinhas da localidade. Antes, porém, a animadora do convívio a Prof.ª Ilda Manso, distribuiu uma dezena de instrumentos musicais, por alguns elementos do grupo e com a sua concertina toca todos a marchar até às já referidas capelinhas.
A música popular e algumas espanholadas, que a maioria das pessoas sabem cantar, estiveram sempre presentes.
Pretendo agradecer a colaboração que nos foi prestada pela Empresa Municipal Sabugal+ que se fez representar pelo Sr. Victor Proença, membro do Conselho de Administração da mesma.
Também um agradecimento especial à acordeonista Ilda Manso que, apesar de ter sido contratada para actuar apenas uma hora, teve que nos aturar cinco ou seis tendo ido ainda tocar umas modinhas ao Lar da 3.ª Idade que é sempre um gesto digno do reconhecimento de todos.
Ela já nos habituou a bons serões e nós também temos plena consciência de que ela se sente muito bem neste ambiente fojeiro. O pedido das janeiras já está combinado.
Foi uma tarde e uma noite bem passadas a fazer esquecer a tão badalada crise de que tanto se tem falado mas que, felizmente, por estas bandas pouco ou nada se faz sentir.
A nossa crise reside, como todos sabemos, na desertificação. As populações cada vez mais envelhecidas e os novos partem para os grandes centros à procura dos empregos que por cá escasseiam e que por lá também não abundam.
Mas como somos um concelho com enormes potencialidades, em muitos sectores, temos que ser ambiciosos, imaginativos, ter fé e esperança para que o nosso concelho possa dar o salto que sinceramente ambicionamos e merecemos.
«Dar Vida à Vida»
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Os congressistas da área do turismo do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorreu na Guarda defenderam a criação de uma rede nacional de judiarias. A iniciativa, onde participou o historiador Jorge Martins, foi promovida pela entidade regional de Turismo Serra da Estrela juntou no TMG judeus e especialistas nacionais e estrangeiros.

GALERIA DE IMAGENS – FESTIVAL SEFARDITA –  1 A 7-11-2010
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jcl

«A República e os Judeus» é o mais recente livro do historiador Jorge Martins. Após o lançamento na Câmara Municipal de Lisboa o autor desloca-se ao Sabugal no dia 7 de Novembro para apresentar o livro na Casa do Castelo.

Jorge Martins - Casa do Castelo - Sabugal

«A República e os Judeus» é o mais recente livro editado pelo historiador Jorge Martins. A cerimónia de lançamento teve lugar na Câmara Municipal de Lisboa, no dia 17 de Outubro, com a apresentação a cargo de Miguel Real, autor do prefácio do livro e do actor Jorge Sequerra que fez a leitura dramatizada de textos da época da implantação da República.
«A capa de «A República e os Judeus» teve um percurso curioso» recorda Jorge Martins no seu blogue «Portugal e os Judeus» acrescentando que «o talentoso artista, Jorge Machado-Dias, que tem feito as capas dos meus livros editados na Vega, resolveu criar um blogue onde expõe o seu processo de criação, exibindo os projectos exploratórios até chegar à capa final». Como a ideia era associar os judeus à República a foto escolhida, publicada na revista Ilustração Portuguesa em 1915, mostra o presidente da República, Teófilo Braga e o seu secretário particular, o judeu Levy Bensabat (primeiro à direita).
O filósofo Miguel Real considerou no prefácio da obra: «Pelos seus livros publicados nomeadamente os 3 volumes de Portugal e os Judeus (2006) e a Breve História dos Judeus em Portugal (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo A República e os Judeus (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma “questão religiosa” na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma “questão religiosa” com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma “questão judaica” na I República.
Um livro de aconselhável leitura no ano do 100º aniversário da implantação da República.»
Cerca de um ano depois, no dia 7 de Novembro, o autor desloca-se ao Sabugal para apresentar mais um livro na livro na Casa do Castelo. Recorde-se que a 17 de Outubro de 2009 apresentou em sessão pública, também na Casa do Castelo, o livro «Breve História dos Judeus em Portugal» e lançou o desejo de juntar vontades para proporcionar o estudo e divulgação dos vestígios judaicos no Sabugal assim como o lançamento das bases de um roteiro judaico para o território raiano.
O historiador Jorge Martins é um dos congressistas do I Festival Internacional da Memória Sefardita organizado pela Turismo Serra da Estrela entre os dias 1 e 7 de Novembro. Na manhã de quinta-feira, dia 4, no TMG-Teatro Municipal da Guarda o especialista em história judaica será o moderador do 3.º painel intitulado «A fronteira da vida de Aristides de Sousa Mendes» e participará como orador no 4.º painel «O Impacto da herança Judaica no Turismo» onde falará dos Judeus do Sabugal.
jcl

O Museu Judaíco de Belmonte foi o cenário escolhido para a conferência de Imprensa de apresentação do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorre entre os dias 1 e 7 de Novembro na região da Serra da Estrela.

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«São esperados cerca de 500 participantes no 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que vai ter lugar, entre os dias 1 e 7 de Novembro, nos concelhos de Belmonte, Guarda e Trancoso», anunciou esta quinta-feira, 7 de Outubro, no Museu Judaíco de Belmonte o presidente da Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão.
Na mesa estavam presentes os presidentes Jorge Patrão (Turismo Serra da Estrela), António Mendes (comunidade Judaíca de Belmonte), Amândio Melo (Belmonte), Joaquim Valente (Guarda), Júlio Sarmento (Trancoso) e António Robalo (Sabugal).
O presidente da comunidade judaica de Belmonte, António Mendes, confessou nunca pensar que fosse possível a realização de um festival sobre judaismo como o que estava a ser ali apresentado. «Os judeus sempre se esconderam», lembrou.
Este festival vai permitir aos descendentes de judeus sefarditas, originários de Portugal e Espanha e espalhados pelo Mundo, ouvirem falar sobre as suas raízes numa região que tem uma grande herança judaica.
Jorge Patrão considerou que «o Museu Judaico de Belmonte, onde se mantém uma comunidade activa com a respectiva sinanoga, as rotas de antigas judiarias na vila, na Guarda e em Trancoso, o azeite, o vinho e queijos Kosher, alimentos que obedecem à lei judaica, produzidos nas Beiras permitem apostar num turismo durante todo o ano alternativo à sazonalidade da neve da serra da Estrela».
«O Sabugal começa agora a dar os primeiros passos a fazer um levantamento de uma história muito importante ocorrida nesse concelho. Os primeiros levantamentos intra-muralhas, e não só, já foram feitos e um deles foi posto a descoberto e está aberto ao público numa casa muito próximo do castelo que fazia parte da antiga judiaria – a Casa do Castelo – onde foi preservado durante as obras um Aron Hakodesh, um local dedicado à oração de uma casa sefardita, de um habitante judeu, que o manteve escondido com taipas ou portadas por causa da Inquisição. Quando descobrimos peças destas estamos a descobrir o nosso passado. Penso que foi isso, também, que deu motivação à Câmara do Sabugal para integrar as rotas judaicas da serra da Estrela», divulgou durante a conferência de Imprensa Jorge Patrão.
Em resposta a uma questão da Rádio Caria o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, esclareceu que «o concelho do Sabugal ainda não está no patamar destes três municípios que participam no primeiro festival sefardita mas a minha presença é uma manifestação de solidariedade com a criação de uma rede temática pelos municípios presentes – destaco a capacidade do Turismo Serra da Estrela de concretizar este iniciativa – e a minha convicção, na sequência de estudos e a actividade que alguns particulares têm desenvolvido no concelho, que esta é uma área que temos de trabalhar com a ajuda de todos contribuindo para esta causa e para a promoção desta rede» porque em consequência do fluxo turístico que vai gerar «a região e a serra da Estrela vão ficar mais conhecidos e mais promovidos».
O autarca sabugalense aproveitou ainda para dizer que «há empenho da Câmara em coordenação com o belo gabinete de arqueologia e o pelouro da cultura e o apoio de outras entidades que já têm um trabalho mais avançado e mais experiência nesse ramo e estamos a equacionar as opiniões dos especialistas que recentemente visitaram o centro intra-muralhas do Sabugal e identificaram mais algumas casas judaicas de grande valor histórico».
O primeiro evento em Portugal focado na memória sefardita inclui um congresso que decorre nos dias 2, 3 e 4 de Novembro no TMG-Teatro Municipal da Guarda. As palestra contam com a presença, entre outros, do ilustre historiador Jorge Martins (cronista no Capeia Arraiana) nos painéis «A fronteira da vida de Aristídes de Sousa Mendes» e «O impacto da herança judaica no turismo» onde vai falar sobre a presença dos judeus no Sabugal e o Aron da Casa do Castelo. O programa inclui ainda visitas culturais (com possível passagem pelo Aron Hakodesh na Casa do Castelo no Sabugal) e concertos evocativos do passado judaico.
O programa do congresso destaca a presença de personalidades de renome nacional e internacional. Na Guarda está prevista a apresentação da Casa da Memória, Identidade e Património Aristídes Sousa Mendes, visitas à sé catedral, antiga judiaria e igreja de São Vicente.
No dia 2, em Belmonte, os participantes são recebidos na Comunidade Judaica de Belmonte, com palestra do Rabino Elisha Salas e dirigentes da Shavei Israel com visita à sinagoga, bairro judaico, castelo, museu judaico e museu à descoberta do Novo Mundo.
Em Trancoso, no dia 4, vai ser apresentado o Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso, feita a aposição de carimbo e lançamento de selos comemorativos da Memória Sefardita e um concerto de encerramento pelo coro misto da Beira Interior.
De referir ainda que o 1.º Festival Internacional da Herança Sefardita tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva e do Alto Comissário para os Refugiados, António Guterres.

«Mas que os há, há» é o que me apraz dizer perante o reconhecimento unânime da importância da herança histórica das comunidades judaicas no Sabugal. Este reconhecimento público do Aron da Casa do Castelo e das casas judaicas intra-muralhas é, também, o reconhecimento do trabalho e da persistência de Natália e Romeu Bispo na preservação dos seus achados arqueológicos e judaicos. Chegou tarde mas chegou.
jcl

O 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita decorre entre os dias 1 e 7 de Novembro de 2010 nas cidades Guarda, Trancoso e Belmonte. A iniciativa do Turismo Serra da Estrela conta com o alto patrocínio de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e inclui, no dia 3 de Novembro, uma visita a Sortelha e ao Sabugal.

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A cerca de quatro meses do início do I Festival Internacional da Memória Sefardita, que terá lugar na Serra da Estrela, de 1 a 7 de Novembro de 2010, a organização recebeu o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva.
Este contributo demonstra a relevância deste evento para a divulgação de Portugal como país fortemente marcado pela Sefardita e sua herança ainda hoje presente em inúmeras localidades.
Um dos momentos altos do Festival será o Congresso que terá lugar no Teatro Municipal da Guarda, de 2 a 4 de Novembro de 2010.
A atestar a importância da temática do Congresso está confirmada a presença de oradores de renome nacional e internacional, focados no estudo do mundo Sefardita.
Alguns dos participantes: Tzvika Schaick, Curador e Director do Museu Dona Gracia em Tiberíades; Marques de Almeida, Coordenador Executivo e Científico da Cátedra de Estudos Sefarditas, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; José Alberto Rodrigues Tavim, Centro de História, Departamento de Ciências Humanas do Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa e membro da Comissão Executiva da Sociedade de Estudos dos Judeus Sefarditas e da Diáspora Sefaradi, Universidade Hebraica de Jerusalém; Dov Stuczynski, Universidade de Bar-Ilan, Tel Aviv; Antonieta Garcia, Universidade da Beira Interior; Elvira Mea, Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Herman Salomon, Professor Catedrático da Universidade de Albany, E.U.A.; e Yom Tov Assis, professor de História Judaica Medieval na Universidade Hebraica de Jerusalém e Presidente do Instituto Ben Zvi em Jerusalém.
A organização pertence ao Turismo Serra da Estrela, aos municípios da Guarda, Belmonte e Trancoso e à Alegretur. O lema da iniciativa é «Venha descobrir a Serra da Estrela e junte-se a nós no I Festival Internacional da Memória Sefardita!»

As inscrições podem ser feitas no portal oficial do Festival. Aqui.
Secretariado do Festival: secretariado@leading.pt
jcl (com Turismo Serra da Estrela)

O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.

GALERIA DE IMAGENS –  4-8-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.

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jcl

O Festival das Confrarias Gastronómicas está marcado para os dias 4 e 5 (sábado e domingo) de Setembro no Mercado da Ribeira, em Lisboa. A Confraria do Bucho Raiano e o concelho do Sabugal estarão presentes nas áreas da restauração, tapas e artesanato.

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A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal participa activamente no evento com um espaço de restauração (com trutas de escabeche da TrutalCôa e Buchos do Adérito da Rebolosa), um espaço de tapas (com enchidos raianos) e um espaço de artesanato e gastronomia (com produtos da Casa do Castelo, Doces Bela Caroça do Soito, queijos de Quadrazais-Serra de Malcata, mel do Mouramel da Malcata, chocolates gourmet da Xocôa do Chiado e outros).
No fim-de-semana visite o Mercado da Ribeira (ao Cais do Sodré) e participe nesta jornada de promoção do concelho do Sabugal.
jcl

SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal! Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

O Festival das Confrarias Gastronómicas a ter lugar nos próximos dias 4 e 5 de Setembro (sábado e domingo), no Mercado da Ribeira, em Lisboa, terá segundo estimativas da Câmara Municipal lisboeta, mais de 5 mil visitantes. A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal é responsável por um dos quatro espaços de restauração atribuídos pela organização.

Festival Confrarias Gastronómicas - Mercado Ribeira - Lisboa

A Chancelaria da Confraria do Bucho Raiano desafia todos os sabugalenses e amigos do Sabugal a passarem pelo Mercado da Ribeira no primeiro fim-de-semana de Setembro (dias 4 e 5) para degustarem a qualidade e a excelência da gastronomia regional portuguesa e, em especial, o bucho e os enchidos raianos que serão servidos ao almoço e jantar de sábado e almoço de domingo.
A organização entendeu atribuir quatro espaços de restauração no primeiro andar do Mercado da Ribeira às Confrarias da Chanfana, Confraria Gastronómica de Almeirim (sopa da pedra), Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões (vitela) e Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.
O Festival das Confrarias Gastronómicas tem início no sábado, às 10.30 horas na Praça dos Paços do Concelho da cidade de Lisboa com um desfile de confrades de todas as confrarias até ao Mercado da Ribeira. Para este desfile estão convidados todos os confrades do bucho raiano que se deverão apresentar devidamente trajados.
A animação musical do Festival conta com a presença da Bandinha da Amizade (Vila Nova de Poiares), Grupo Bombrando (Amadora), Grupo de Cantares Os Almocreves (Évora), Rancho Folclórico de Soito da Ruiva (Arganil), Rancho Folclório de Benfica do Ribatejo (Almeirim), Rancho Folclórico da Casa do Concelho da Pampilhosa da Serra, Grupo da Confraria dos Ovos Moles (Aveiro) e Grupo de Cantares de Tentúgal.
O horário do certame com entrada livre é o seguinte:
– Sábado – 10.30 até às 23 horas, exposição e venda de produtos de artesanato e gastronomia; entre as 12.00 e as 23 horas (degustação e restauração);
– Domingo – 10.30 até às 17.30 horas, exposição e venda; entre as 12.00 e as 17.30 horas (degustação e restauração).
O 1.º Festival das Confrarias Gastronómicas conta com a participação de mais de 40 Confrarias Gastronómicas e é uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa, Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Turismo de Lisboa, Turismo Lisboa e Vale do Tejo, Escola de Comércio de Lisboa e EGEAC-Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da CML.
jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 21 de Agosto de 2010.
Local: Praça Municipal no Soito.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Na Capeia de todas as Capeias – o Festival «Ó Forcão Rapazes» – a Ganadaria Zé Nói apresentou poderosos toiros para delírio de uma assistência que encheu por completo as bancadas da Praça Municipal no Soito. Após finalizar a lide da equipa do Ozendo e já com os cabrestos em praça para que o toiro recolhesse aos curros aconteceu um intenso momento de adrenalina e frisson. O toiro (com mais de 500 quilos) entendeu saltar para dentro da trincheira e «passear» à volta da praça.
Sabugal – Capital Mundial da Capeia Arraiana e do Forcão.
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XXX Festival de Folclore na Guarda com organização de Agostinho da Silva. Reportagem da jornalista Andreia Marques e imagem de Sérgio Caetano da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

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A segunda edição do festival de sabores gastronómicos «Tapiscos» está marcada para os dias 9, 10 e 11 de Julho, em Gouveia.

O Festival de Sabores «Tapiscos» foi realizado a primeira vez em 2009 por iniciativa do Município de Gouveia e da AssociaSãoJulião. O sucesso da iniciativa levou a que o Município de Gouveia e a AssociaSãoJulião, se associassem novamente, para concretizar mais uma edição gastronómica.
O festival gastronómico que decorre durante três dias (sexta, sábado e domingo) tem a participação de 14 estabelecimentos de restauração: Verde Água, O Flor, Trave Velha, Parró, Cruzeiro, Lá emCasa, O Cunha, Quinta das Cegonhas, Gouveia em Petisco, Alfátima, Gouviquente, ABM, Bazar Serrano e O Italiano.
Os restaurantes aderentes são reconhecidos pela sua arte «petisqueira» e prometem satisfazer os gostos mais requintados dos apreciadores desta componente gastronómica.
Na entrada no recinto do Festival será cobrada o valor simbólico de 1 Euro, que permitira a entrada durante os três dias dos «Tapiscos», mediante a apresentação de uma pulseira que será entregue a todos os utentes do Festival.
Como complemento ao programa, o Instituto de Gouveia fará nos três dias do certame provas de degustação com produtos regionais, onde irão predominar os vinhos, queijos e fumados.
A abertura oficial deste Festival está marcada para esta sexta-feira, dia 9 de Julho às 19,00 horas. No sábado e domingo a abertura será às 12.00 e o encerramento às 24.00 horas.
jcl

O Largo da Fonte, no Sabugal, recebeu no domingo, 20 de Junho, o 16.º Festival Internacional de Folclore integrado nas Festas de São João. Para além dos anfitriões – Grupo Etnográfico do Sabugal – actuaram o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, o Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos do Minho», o Grupo Folclórico «A Convenção de Evoramonte» e o grupo espanhol de Danzas e Cantares de Torrejoncillo.

GALERIA DE IMAGENS   –   20-6-2010
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Fotos de ANGEL HERNANDEZ GOMEZ   –   Direitos Reservados
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Angel Hernandez Gomez

O Capeia Arraiana orgulha-se de editar a excelência do trabalho fotográfico de Angel Hernandez Gomez. Gracias.
jcl e plb

O Largo da Fonte, no Sabugal, recebeu no domingo, 20 de Junho, o 16.º Festival Internacional de Folclore integrado nas Festas de São João. Para além dos anfitriões – Grupo Etnográfico do Sabugal – actuaram o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, o Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos do Minho», o Grupo Folclórico «A Convenção de Evoramonte» e o grupo espanhol de Danzas e Cantares de Torrejoncillo.

GALERIA DE IMAGENS   –   20-6-2010
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jcl

O Largo da Fonte, no Sabugal, recebeu no domingo, 20 de Junho, o 16.º Festival Internacional de Folclore integrado nas Festas de São João. Para além dos anfitriões – Grupo Etnográfico do Sabugal – actuaram o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, o Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos do Minho», o Grupo Folclórico «A Convenção de Evoramonte» e o grupo espanhol de Danzas e Cantares de Torrejoncillo.

GALERIA DE IMAGENS   –   20-6-2010
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Ao longo de um ano o realizador suíço Diran Noubar acompanhou o piloto português Tiago Monteiro para todo o lado, mostrando em detalhe as rotinas (e a ausência delas) do maior nome do desporto automóvel em Portugal. O resultado é um filme surpreendente, que mostra um lado desconhecido do piloto, numa abordagem criativa que poderá ser vista em estreia na edição deste ano do festival de Cannes, que começa no próximo dia 12 de Maio.

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Tiago Monteiro faz questão de sublinhar a dificuldade e a importância deste trabalho: «É um documento incrível. Fiquei muito surpreendido com o resultado e com o que o Diran conseguiu fazer. Foi um trabalho que exigiu dele grande esforço, persistência, e já agora alguma paciência para me aturar. Para mim foi um privilégio que um realizador se interessasse em fazer um documentário sobre a minha actividade e é também uma honra poder estrear o documentário num evento tão importante na indústria audiovisual, como é o Festival de Cannes. Foi também uma forma de fazer um resumo da minha carreira até agora e espero que o resultado impressione o público tal como me impressionou a mim.»
jcl

Decorreu sábado, dia 17, no Sabugal, o Dia Diocesano da Juventude da Diocese da Guarda, no qual teve destaque o Festival Diocesano Jovem da Canção de Mensagem.

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Cerca de meio milhar de jovens deslocaram-se à bela cidade do Sabugal, num dia que prometia chuva, para se juntarem a outros jovens e passarem uma jornada de fé e convívio. Este dia foi possível graças à colaboração incansável de diversas instituições do Sabugal, como a Câmara Municipal, Junta de Freguesia, a paróquia, Agrupamentos 727 do Sabugal e 732 do Soito, Associação de Pais do Sabugal (APEES), «Preso por um fio», IPJ e ainda uma série de Media Partners, Jornal «A Guarda», Jornal «Amigo da Verdade», Jornal «Cinco Quinas» e «Capeia Arraiana».
O dia teve início às nove e meia da manhã em quatro pontos distintos do Sabugal, onde acompanhados por diversas colectividades do concelho do Sabugal, nomeadamente, Banda Filarmónica da Bendada, Fanfarra dos Escuteiros do Soito e Coiros de Cabra de Badamalos, percorreram as ruas da cidade até ao Largo da Fonte onde foram dadas as boas-vindas a todos os participantes e onde alguns grupos puderam fazer uma apresentação para os jovens.
O ponto alto do dia teve lugar ao meio-dia, com o início da Eucaristia, presidida pelo Sr. Bispo D. Manuel Felício, na igreja paroquial do Sabugal.
Após a eucaristia, foi a hora de almoço, onde muitos jovens se concentraram na central de camionagem do Sabugal, almoçando em contínuo convívio e abrigados da chuva que se fazia sentir àquela hora na cidade.
Na parte da tarde, a actividade prevista foi o Festival Diocesano Jovem da Canção Religiosa que teve lugar no salão da junta de freguesia, e que acolheu centenas de pessoas com vontade de ver e ouvir os grupos que se apresentavam a concurso, oriundos de todos os cantos da diocese.
Após a apresentação das músicas a concurso, houve um concerto com a banda JM, de Avanca, vencedores do «Teu palco» da edição de 2009 do Festival Jota.
Depois de muita animação e todo o público ter aplaudido a banda convidada, foi a hora de entregar os prémios do festival. Muitas foram as vozes (júri, organização e apoios) que passaram pelo palco, manifestando a qualidade das canções a concurso e deixando sempre o conselho, que o importante é participar e partilhar o que cada um faz, em detrimento do prémio que se ganha.
Assim, depois da votação do júri, em 1.º lugar ficou a canção «Firmes no Amor», do grupo Trovadores de Deus, oriundos de Celorico da Beira, os quais também receberam o prémio de melhor música; em 2.º lugar ficou a canção «Hino à Fé» de Fernão Joanes, que também arrecadou o prémio de melhor interpretação; em 3.º lugar ficou o grupo «+ Jovem» de Santa Marinha, o qual recebeu igualmente o prémio de melhor letra. Foram ainda destacados com o prémio Público os jovens de Folhadosa com o tema «E a Ti seguir»; com o prémio Atitude o grupo «Nova Esperança», da Covilhã.
A salientar que o vencedor do festival irá representar a diocese no Festival Nacional Jovem da Canção Religiosa que decorrerá dia 5 de Dezembro de 2010 em Fátima.
O dia de festa terminou com a subida ao palco do grupo Trovadores de Deus, de Celorico da Beira, para cantar a música que venceu a presente edição.
No final a organização do DPJG manifestou a sua alegria pelo balanço positivo da actividade. Agora estão empenhados no «Fátima Jovem», no Festival Jota 2010 e começam a divulgar as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) que vão ocorrer em Madrid em Agosto de 2011.
Tânia Marques (DPJG)

A freguesia da Carrapichana no concelho de Celorico da Beira, recebeu a III edição do Festival do Borrego. Este ano o evento fica marcado pela criação da Confraria do Borrego Mé-Mé. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O Capeia Arraiana acompanhou, a par e passo, a edição deste ano do festival «Oh Forcão Rapazes», que aconteceu na praça de touros de Aldeia da Ponte no dia 22 de Agosto.

Jovens de Alfaiates revêm actuação

Touros fortes e combativos proporcionaram excelentes lides às equipas representativas das aldeias da raia. Todas pegaram ao forcão com brio e determinação e os melhores desempenhos das lides resultaram apenas da melhor qualidade dos touros que lhes couberam em sorte.
No final do festival todos sentiram que cumpriram o seu dever e possibilitaram que o público vivesse horas de grande entusiasmo, para além de uma excelente divulgação na nossa tradição raiana.
Não foram apenas ou touros e o forcão a prender as atenções. Capeia Arraiana esteve atenta ao que se passou nos bastidores. Em ano de eleições autárquicas, os principais candidatos estiveram na praça, distribuindo cumprimentos, falando com as pessoas, convivendo com os protagonistas da tarde, quiçá passando até mensagens de campanha. Dessa atenção saiu a fotografia da semana que apresentámos já, e que tem merecido uma imensidade de comentários: um dos candidatos acompanhado pelo ex-presidente da Câmara, António Morgado. Essa foi a constatação da tarde, o que não esmoreceu os restantes candidatos, que igualmente falaram, beberam e conviveram com a população.
No final do Festival, estivemos no restaurante O Pelicano, em Alfaiates, onde três equipas da raia jantavam: Alfaiates, Forcalhos e Lageosa. Acompanhámos em particular a equipa de Alfaiates que nos convidou a jantar com os bravos que pegaram ao forcão essa mesma tarde.
Foram momentos de comoção, com os jovens alfaiatenses contando os pormenores da sua lide, e falando com orgulho na origem de todos os jovens que ali acorreram: Uns vivem da aldeia, outros vieram de fora, porque residem longe: de Lisboa e de França, sobretudo.
Foi bom conhecer por dentro este espírito bairrista e de irmandade dos bravos jovens de Alfaiates. A coroar esse mesmo espírito esteve a atitude dos alfaiatenses após o jantar: juntos, rumaram para o centro da aldeia e depois iniciaram uma longa ronda por bares, cafés e adegas, bebendo e convivendo com alegria. Assim terminaram o dia de festa, mostrando que a Raia está bem viva e unida, juntando os «de dentro» e os «de fora», porque todos, perto ou longe, são raianos e amam a sua terra.
plb

O Festival Imaginarius, em Santa Maria da Feira, é um excelente meio para explorar abordagens fotográficas ousadas e alternativas.

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Arrancou na passada quinta-feira, 28 de Maio, a 9.ª Edição do Festival Internacional de Teatro de Rua – IMAGINARIUS – em Terras de Santa Maria da Feira.
A diversidade de espectáculos e instalações que companhias nacionais e internacionais apresentam, em simultâneo, nas ruas e praças da cidade, transformada num palco gigantesco representam um manancial de oportunidades fotográficas.
Explorar conceitos com baixas velocidades de obturação ou até mesmo «congelar» movimentos, permite-nos abordar concepções ousadas e bastantes alternativas. Um festival cheio de cor, pirotecnia e formas abstractas que certamente faz encher muitos cartões de memória.

«A Objectiva de…», galeria fotográfica de Pedro Afonso
pmiguelafonso@gmail.com

Há quem não acredite em milagres. Eu às vezes acredito e na semana passada tive a oportunidade de assistir a um: a chegada às salas de cinema de «Chacun son Cinéma», a mais bela homenagem à Sétima Arte jamais feita.

Pedro Miguel Fernandes - Série BFoi com bastante agrado que na semana passada vi estrear numa sala de cinema lisboeta o filme colectivo «Chacun son Cinéma», uma encomenda feita em pelos organizadores do Festival de Cannes, que também arrancou na semana passada, para comemorar os 60 anos daquele que será talvez o festival de cinema mais conhecido do mundo. Para esta encomenda foram convidados alguns dos maiores cineastas vivos, dos mais variados países, para contarem em apenas três minutos uma história sobre uma sala de cinema. Tão simples como isto.
E o resultado é fabuloso. Das 35 curtas-metragens que compõem o filme, todas fazem uma homenagem ao cinema de uma forma bela e não se pode dizer que haja uma que seja má. Mesmo as que são mais fraquinhas, se é que se pode dizer isso destas pequenas obras-primas, são boas. Digo isto pois tive já a oportunidade de vê-las todas no final do ano passado, no âmbito de um ciclo da Cinemateca dedicado a Manoel de Oliveira, um dos cineastas convidados e a única presença lusa. Curiosamente o mestre português faz uma homenagem cómica ao cinema mudo, com entretítulos e tudo, onde recria um encontro imaginário entre o Papa João XXIII, interpretado por João Bénard da Costa, e Nikita Krutchev.
Chacun son CinémaAo longo das restantes curtas temos oportunidade de assistir a obras de cineastas tão conhecidos como David Lynch (EUA), Takshi Kitano (Japão), Nanni Moretti (Itália), Alejandro Gonzalez Iñarritu (México), Abbas Kiarostami (Irão), Walter Salles (Brasil), Wong Kar-wai (Hong Kong), entre muitos outros, naquilo que é quase umas Nações Unidas da Sétima Arte.
Para quem gosta de cinema este é um filme a não perder. Estreou na passada quinta-feira nos cinemas do Corte Inglês, em Lisboa e terá distribuição em DVD pela Midas, uma produtora recente que tem apostado no lançamento de filmes de culto, inicialmente apenas em DVD, mas que tem vindo a estrear algumas fitas do seu catálogo também em sala. São estes os pequenos milagres que por vezes acontecem no universo do cinema em Portugal.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Decorreu no dia 16 de Agosto de 2008, o XXIII Festival do Forcão, realizado na Praça Municipal, localizada na Vila do Soito.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaComo é habitual acontecer, todas as equipas participantes das Freguesias compareceram ao desfile inicial na arena, antes das palavras da praxe do Vice-Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. Dr. Manuel Corte, que deu as boas vindas, saudando as equipas, bem como todos os arraianos presentes.
A Organização esteve a cargo de Aldeia do Bispo e Foios, com as formações a desfilar pela ordem do sorteio, como sempre, debaixo dos aplausos da assistência, principalmente das suas claques, incentivando os seus representantes na espera do touro ao Forcão.
Também aqui, tal como referi no artigo sobre as Capeias de 2008, é subjectivo designar algum vencedor, embora seja de somenos importância este aspecto, há muitos anos a esta parte, pois o que se pretende com este espectáculo é uma jornada de propaganda, acrescido de um convívio alargado entre as Aldeias, reforçando o Festival com esta tradição bem característica da região arraiana do Concelho de Sabugal.
Calhou em sorte à equipa dos Forcalhos abrir a faena, seguindo-se Alfaiates, Lageosa, Aldeia Velha, Soito, Ozendo, Aldeia do Bispo, Foios, cabendo no final, à equipa de Aldeia da Ponte o encerramento deste Festival.
Festival «Ó Forcão Rapazes-2008De um modo geral, todas as equipas estiveram à altura do acontecimento, esperando bem os touros, que foram marrando ao Forcão, cumprindo a sua parte no Festival, fornecidos para esta Capeia pelo amigo Romeu de Aldeia Velha, destacando-se nas restantes lides, as equipas do Soito e Aldeia da Ponte, culminando ambas, com o agarrar do seu touro em plena arena, debaixo dos fartos aplausos da assistência.
Outras habilidades nas lides aconteceram, com os habituais especialistas destes momentos, a darem nas vistas, recortando bem os touros, arrancando, também eles, algum merecido aplauso das bancadas.
Para o ano, mais outro Festival estará na calha, como vem sendo hábito, ao longo destes últimos 23 anos, colorindo a raia, com mais esta manifestação genuína da «espera» dos touros ao Forcão.
Terminado o Festival, foi a hora do convívio continuar nas imediações da Praça, seguindo-se o merecido jantar das diferentes equipas participantes, comentando-se, como não podia deixar de ser, as incidências do Forcão e das lides, cientes do dever cumprido em mais uma jornada de boa disposição, que todos os momentos das Capeias sempre proporcionaram, ao longo dos tempos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

O Municipio de Castelo Branco, a Junta de Freguesia da Lardosa e a Associação de Desenvolvimento Amato Lusitano organizam no primeiro fim-de-semana de Outubroentre 3 e 5 de Outubro, a III Feira do Feijão-Frade, na Lardosa.

Feira do Feijão-Frade na LardosaCom o objectivo de divulgar o feijão-frade (os chícharos dos sabugalenses) que já foi rei da gastronomia na região raiana já lá vão uns bons anos a Junta de Freguesia da Lardosa, a Associação de Desenvolvimento Amato Lusitano e a Câmara Municipal de Castelo Branco organizam entre entre 3 e 5 de Outubro a III Feira do Feijão-Frade.
O programa inclui o concurso de gastronomia «feijão-frade: pratos e sabores» e não faltará a prova de produtos regionais (feijão-frade, enchidos, queijo, azeite e vinho), animação musical, exposições e conferências.
Um passeio de bicicletas antigas (pasteleiras) e um passeio pedestre (rota do feijão) irão dar um colorido diferente à Feira do Feijão-Frade. Para além das pasteleiras é preciso ter em atenção a indumentária, onde a boina é um adereço obrigatório.
E para aqueles que gostam do bailarico nada melhor do que assistir ao III Festival de Folclore da Lardosa… depois de provar o feijão-frade.
aps

Decorre entre 9 e 12 de Outubro, na Covilhã, o 1.º Festival da Cherovia com um vasto programa cultural, educativo e gastronómico. A organização é da Banda da Covilhã em parceira com a autarquia local.

Festival da Cherovia da CovilhãMas e o que é a Cherovia? A cherovia é uma raiz que tem a forma de uma cenoura e a cor do nabo. O seu sabor é uma mistura única e extremamente agradável de ambos os legumes. A cherovia representa um tubérculo com o qual se identifica o concelho e a cidade da Covilhã. A vasta produção só possível nas «Terras da Covilhã» fazem dela um ex-líbris da gastronomia local.
A cherovia, chirívia, cherivia, cheruvia ou pastinaga (Pastinaca sativa) é uma raiz que se usa como hortaliça, relacionada com a cenoura, embora mais pálida e com sabor mais intenso do que esta. O cultivo remonta a tempos antigos na Eurásia: antes do uso da batata, a cherovia ocupava o seu lugar. Em Portugal, é cultivada na região da Serra da Estrela. Foi identificada cientificamente em 1837.
Com o objectivo de criar uma marca e de lhe dar um lugar de destaque no panorama regional e nacional a Banda da Covilhã lança o 1º Festival da Cherovia – Covilhã 2008 que tem como objectivo a divulgação cultural, gastronómico e educacional da região serrana.
O 1.º Festival decorre numa tenda gigante no Jardim Público. Em termos de Gastronomia a organização terá no local uma demonstração ao vivo de como cozinhar as cherovias, bem como a possibilidade de as poder saborear.
Estão previstos dois concursos: um para o maior exemplar e outro para o melhor prato confeccionado, contando este último com a colaboração dos restaurantes e outras entidades da cidade. Quanto ao programa educacional está previsto um colóquio e haverá, no recinto do Festival, uma exposição sobre a biologia e cultivo da cherovia, bem como a tradição covilhanense na utilização desta raiz.
Uma banca de venda ao público irá permitir à associação musical angariar verbas para a compra de instrumentos para os alunos da Escola de Música, Valores e Talentos da Banda da Covilhã.
O Festival conta com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã e os ingressos terão o valor de 1.50 euros com direito a uma bebida. As crianças até aos 12 anos terão entrada livre.

– E como cozinhar a cherovia? Dadas as suas características, devem ser cozidas em água e sal e cortadas em fatias finas, no sentido longitudinal, temperando-se com sal e sumo de limão. Em seguida, passam-se por um polme, feito com ovo e farinha, fritas em azeite ou óleo e servem-se. Bom apetite!
aps

Fomos a Sortelha no passado fim-de-semana, ao III Iberfolk, onde conversámos com Carlos Alexandre, o principal organizador deste festival de expressão tradicional, onde a música, dança e aprendizagem marcaram presença. Natural de Lisboa, mas filho de Sabugalenses, frequentou no Sabugal a instrução primária, e aqui voltou a assentar arraiais quando acabou a licenciatura em História. Desde que o festival Iberfolk surgiu que está ligado à sua organização, lutando para manter viva uma realização diferente e assim contribuindo para que muita gente visite o concelho do Sabugal.

Que balanço é possível fazer destes três dias de Iberfolk em Sortelha?
Correu muito bem. No primeiro dia, na sexta-feira, a chuva parecia querer estragar o festival, mas nós fomos mais fortes e contornámos a adversidade mudando-nos para o salão do Rancho Folclórico, onde o programa musical se cumpriu. Nos restantes dias tudo correu normalmente, pelo que estamos satisfeitos.
E veio muita gente até Sortelha?
Não tenho ainda uma ideia concreta acerca do número de participantes, mas posso afiançar que vieram muitos mais do que no ano passado. Há aqui muita gente jovem, vinda de todo o país, e também muitos espanhóis que se juntaram a nós, além dos que passaram ao acaso, visitando a aldeia histórica e que, dando conta do que aqui se passava, optaram por ficar connosco.
E a população local com tem reagido a este acontecimento?
Reagiu bem. As pessoas gostam de assistir às diversas actividades e algumas inserem-se facilmente no espírito do festival. Por exemplo, alguns artesãos locais montaram bancas na rua para venda dos seus produtos e os comerciantes adaptaram os seus negócios às necessidades dos participantes no festival. A restante população do concelho também tem aderido mais. A mensagem foi passando e as pessoas compareceram e inseriram-se no ambiente.
Mas o festival, ao que se sabe, foi muito mal divulgado, na medida em que apenas à última hora se confirmou a sua realização.
Por estranho que pareça, só conseguimos confirmar a realização desta edição do Iberfolk há um mês atrás. Começamos a divulgar o festival logo em Janeiro, através de um press release que colocámos no nosso site, mas entretanto demo-lo como morto, porque os apoios não chegavam e assim era-nos impossível garantir a sua realização, já que se trata de um festival gratuito e nós queríamos manter esta matriz. À última hora a Câmara Municipal decidiu dar-nos apoio financeiro e então o festival ficou garantido, tendo porém que colocar tudo em pé em muito pouco tempo, o que apenas foi possível graças à colaboração de muitos amigos. Claro que assim a divulgação ficou prejudicada.
Mas este festival, que já vai na terceira edição, não deveria tentar garantir logo no final de uma edição as condições primordiais para sua realização seguinte, sem estar em absoluto dependente de subsídios?
Isso seria o ideal, mas a verdade é que este festival não se consegue realizar sem apoios. O acesso ao mesmo é gratuito e isso é uma das suas características essenciais que queremos manter. Além do mais ele não vive apenas dos apoios oficiais, que nos são prestados pela Câmara e pela Junta de Freguesia de Sortelha. Como se pode verificar, há aqui muito voluntariado e a ajuda de muitos amigos, sem os quais isto seria completamente impossível. Logo em Janeiro pedimos os apoios através da associação Transcudânia, que é a principal organizadora do evento, mas a verdade é que apenas a um mês do festival esse apoio foi prestado mediante a assinatura de um protocolo entre a câmara e a associação. Penso que realizações como esta deveriam ser devidamente apoiadas. Este festival é marcado pela livre adesão e pelo voluntariado, que talvez não possa durar sempre. Temos aqui amigos vindos de todo o país para nos ajudarem a manter isto em pé e a organização apenas lhes garante o alojamento e a alimentação. Sem eles isto não seria possível, mas não sei até que ponto poderemos manter este verdadeiro milagre com o orçamento reduzindo que temos.
Há então o risco do festival desaparecer?
Estou em crer que isso não vai acontecer, porque há sempre gente nova disposta a dar uma mão para que o festival se mantenha em pé.
E vai continuar a realizar-se em Sortelha?
Vai de certeza ficar aqui em Sortelha. Encontrou aqui o seu espaço apropriado, com a simbologia histórica do local e com condições ideais para a sua realização a todos os níveis, merecendo aqui uma palavra de destaque o presidente da Junta de Freguesia, o Luís Paulo, que tudo tem feito para que as coisas corram bem. A nossa ideia é um dia alargá-lo a outras terras, com a realização de algumas actividades. Também gostaríamos que se estendesse por cinco dias, em vez dos actuais três, que são claramente insuficientes para que as pessoas possam ter a oportunidade de percorrer o concelho.
Estás também à frente da iniciativa Ciência Viva, pela qual se têm promovido viagens de estudo no concelho do Sabugal durante este Verão. Que balanço é possível fazer dessa iniciativa?
Está a correr bem, porque ainda não acabou, embora não adere muita gente, o que é pena. É verdade que tem havido mais aderentes do que no ano passado, mas mesmo assim em número insuficiente para se poder dizer que foi um êxito. Eu fico um pouco triste por não haver mais gente do concelho a participar. A maior parte dos que são do Sabugal, estão cá em férias, mas os que aqui habitam todo o ano aderem muito pouco.
E a quê que isso se deve?
Sobretudo à falta de divulgação. O orçamento não dá para mais, mas tenho a certeza que com uma boa divulgação a população aderia mais, sobretudo os jovens. Nestes meses de verão há muita juventude nas aldeias, que poderia aproveitar melhor a sua estada participando nesta e em outra iniciativas interessantes.
plb

Tudo começou em 1986 com a primeira edição do Concurso «Ó Forcão Rapazes». A festa das festas com forcão nasceu por iniciativa conjunta da Associação dos Amigos de Aldeia da Ponte e da Associação Recreativa e Cultural dos Forcalhos. No primeiro ano participaram, por convite, as freguesias com mais tradição nas capeias arraianas: Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Aldeia Velha, Alfaiates, Fóios, Forcalhos, Lageosa da Raia e Soito.

O regulamento escrito elaborado pela Comissão Organizadora constituída por Tó Chorão (Aldeia da Ponte), Zé Beira Manso e Zé Gusmão (Forcalhos) definia que devia ser declarada vencedora a equipa que averbasse mais pontos na votação do júri constituído pelos oito presidentes de Junta de Freguesia participantes.
Após alguns desentendimentos por desacordo com a classificação final e a equipa vencedora foi decidido que deixava de haver vencedores e vencidos. O concurso deu lugar ao «Festival Ó Forcão Rapazes» e, em 2005, foi organizado pela primeira vez na Praça Municipal do Soito iniciando uma alternância anual com a Praça de Aldeia da Ponte.
A edição de 2008 do «Festival Ó Forcão Rapazes» realizou-se no dia 16 de Agosto na vila do Soito e provocou, como sempre, momentos espectaculares. Aqui ficam, em destaque, algumas imagens da coragem e destreza raiana na jornada-mor de todas as esperas com forcão.

Pedro Balhé (equipa do Soito)

Data: 16 de Agosto de 2008.
Local: Praça de Touros do Soito
Legenda: O «cortador» Pedro Balhé (Soito) salta por cima do touro
Autoria: João Nabais

Pedro Loto (equipa do Soito)

Data: 16 de Agosto de 2008.
Local: Praça de Touros do Soito
Legenda: Valente pega de caras de Pedro Loto (Soito)
Autoria: João Nabais

O Festival «Ó Forcão Rapazes» e a espera com forcão denominada «Capeia Arraiana» com origem nas Terras de Ribacôa são demonstrações colectivas de uma «gente muito especial». As capeias arraianas são uma tradição que simbolizam muito do que fomos, somos e queremos continuar a ser enquanto povo com uma identidade própria e única no Mundo.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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