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A Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda, no concelho de Almeida, organiza um Festival de Pára-quedismo com quatro grupos de saltos no dia 16 de Setembro. Os pará-quedistas vão ser transportados por uma aeronave que levará voo do aeródromo da Dragoa, na Ruvina, para depois saltarem sobre o Largo de Santa Eufêmea na Freineda. A angariação de donativos para as populares festas da freguesia raiana tem decorrido ao longo do ano em diversos encontros de convívio e confraternização. O Capeia Arraiana esteve presente num desses momentos…

Santa Eufêmea - Pára-quedismo - Freineda - Almeida

A tarde daquele dia 11 de Agosto esteve mui caliente mas o pôr-do-sol trouxe consigo um ar fresco que aconselhava a alguns agasalhos. No Largo da Igreja Matriz da Freineda, junto à fachada da casa que, durante meses, serviu de quartel ao general Wellington, duque inglês que comandou as tropas que defendiam Almeida das invasões francesas, os panelões já estavam ao lume. Na mesa ao lado cerca de uma dezena de quilos de arroz alinhavam na formatura ao lado do sal e das latas do feijão.
«Temos por tradição organizar almoços e jantares para angariar dinheiro de forma a fazer face às despesas», começa por nos explicar José António Reis, um militar da Força Aérea que nunca vira a cara quando se trata de promover a sua terra. «Este jantar vai ser servido com carne de vitela oferecida pelo ganadero Emilio, de La Alamedilla, a quem estamos muito gratos porque já em diversas ocasiões fez questão de mostrar que é um grande amigo da nossa terra», acrescenta o nosso anfitrião. A seu lado Emilio ouvia atentamente e aproveita para meter a sua cucharada: «Já fui mordomo da Carroça. É mais uma fiesta inventada pelo Gonçalves que mete garrafón e paletas porque no dia 17 faltava qualquer coisa. A mi me gusta essa fiesta!»
Enquanto se acrescentavam mais umas mesas e uns bancos corridos porque, afinal, as previsões foram ultrapassadas e era necessário acomodar cerca de uma centena de freinedenses que aderiram à «prova da vitela do Emilio» era tempo do aperitivo numa adega mais conhecida por «Bodega do Reis». O espaço tornou-se apertado para tantos amigos que se sentaram em roda da mesa presidida pelo Pedro, filho do Jordão das Batocas. «Não falho um encerro. Ainda hoje estive em Vilar Formoso. Vivam as Capeias», brinda o Pedro secundado por todos os presentes.
A noite terminou com o jogo do galo onde os participantes de olhos vendados (mas pouco) tentavam acertara num ovo que dava direito a levar para casa um galo vivo oferecido pela Comissão de Festas. Os mordomos (casais) de Santa Eufêmea (de acordo com a grafia da Freineda) em 2012 são: Carlos Tavares, Mário Rocha, Edgar Gonçalves, Licínio Gonçalves, Carlos Pereira e João Pedro.
Mas… ainda falta falar dos pára-quedistas? Claro que sim. A Freineda, e toda a Raia, vão assistir pela primeira vez a um festival de pára-quedismo. No dia 16 de Setembro a Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda vai proporcionar momentos inéditos. O avião vai estar estacionado no aérodromo da Dragoa, na Ruvina, concelho do Sabugal, e levantará voo para levar os pára-quedistas em duas vagas de manhã e duas da parte da tarde: os saltos sobre o Largo de Santa Eufêmea, na Freineda, com seis «páras» de cada vez estão marcados para as 11:00 e para as 11:45 e para as 16:00 e 16:45 horas. As festas da Freineda obrigaram a antecipar para 8 e 9 de Setembro, em Vila Nova da Barquinha, a Taça de Portugal de Pára-quedismo com Precisão de Aterragem.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O Capeia Arraiana associa-se à Comissão de Festas de Santa Eufêmea 2012 da Freineda apoiando este momento inédito em terras raianas.
jcl

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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

José Sócrates no Casteleiro - Sabugal - 2010
Clique na imagem para ampliar

Data: 23 de Janeiro de 2011.
Local: Ruvina, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Eleições para a Presidência da República. O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, votou às 17 horas na freguesia da Ruvina. «Agir positivo e pensar positivo», declarou o autarca junto de alguns conterrâneos após exercer o direito de voto.

Este acto de cidadania faz-me pensar como seria interessante saber onde votaram os outros intervenientes políticos e sociais sabugalenses. A minha curiosidade aumenta quando penso em algumas personalidades que estão sempre dispostas a apontar de forma indigna defeitos e problemas esquecendo-se das soluções e do respeito pelas pessoas.
jcl

Subjacente a cada projecto de investimento deve existir uma filosofia, um fio condutor devendo neste momento ser priorizado o investimento em equipamentos capazes de por si criar postos de trabalho. E acreditar que nenhum fracasso é definitivo e que devemos continuar a lutar pelos nossos ideais.

«Pain is only temporary. Victory is forever.»
(A dor é passageira. A vitória é para sempre.)

José Robalo – «Páginas Interiores»Foi com este mote que o número um do ténis mundial pisou a relva de Wimbledon, torneio que o tenista suíço Roger Federer já venceu cinco vezes; pronunciou estas palavras, depois de ter sido humilhado na terra batida de Roland Garros em Paris por Rafael Nadal, o especialista do momento neste tipo de piso e líder da armada espanhola.
Nesta operação de marketing, Roger Federer afirma-se como um grande campeão que é recordando que Roland Garros foi a dor e que Wimbledon será a vitória para sempre que o fará esquecer o fracasso anterior. Exemplarmente este grande campeão recorda-nos que nenhum fracasso é definitivo e que devemos lutar sempre pelos ideais em que acreditamos.
Alarmante é o nível de desertificação humana do concelho do Sabugal onde se pode começar a questionar a existência de duas escolas públicas atendendo à quebra galopante da população escolar dos últimos anos.
É urgente «dar uma pedrada no charco», tomar medidas e políticas que estanquem e invertam esta tendência de despovoamento, criando postos de trabalho, fixando pessoas, porque assim a vitória é para sempre.
Não podemos continuar a esbanjar os nossos dinheiros em investimentos que não tenham capacidade de criar riqueza e capacidade de criar emprego, depauperando o erário municipal em investimentos que não tenham capacidade de criar um único posto de trabalho directo ou indirecto. Subjacente a cada projecto de investimento deve existir uma filosofia, um fio condutor devendo neste momento ser priorizado o investimento em equipamentos capazes de por si criar postos de trabalho.
Casa de Cristo-Rei na Ruvina e Irmã Felicidade RamosA Casa de Cristo-Rei da Ruvina, é uma instituição que ao longo de décadas tem desenvolvido um trabalho meritório no campo social e no apoio à infância e que concomitantemente criou uma dezena de postos de trabalhos directos.
Na definição da Carta Educativa do Concelho, esta instituição vai ser parceira na implementação na Ruvina de um centro educativo, tendo em consideração as crianças da instituição, mantendo assim aberta a escola onde aprendi a ler e a escrever.
Penso que essas instalações poderiam ser ampliadas e melhoradas, aumentando o número de crianças, com o correspondente incremento de postos de trabalho directos. Esta é uma mais valia que deveria ser explorada, aproveitando e potenciando este know-how, com pergaminhos de décadas na área do apoio à infância desprotegida.
A Directora da instituição, a irmã Felicidade Ramos, mergulhada na dor e luto pelo desaparecimento de mais um membro da comunidade, a irmã Otília, lisonjeia-me com a sua perene amizade e confidencia-me: «Estamos à espera que nos batam à porta. Temos crianças de todo o País e até cá temos umas meninas guineenses e estamos sempre disponíveis para receber, qualquer criança necessitada. A Liga dos Servos de Jesus vive como no tempo dos primeiros cristãos. Esta instituição foi fundada no dia 13 de Maio de 1934 e já chegou a ter 60 crianças em regime de internato.»
Será assim tão difícil potenciar a criação de novos postos de trabalho nesta instituição?

:: :: PARA LER :: ::
«Em busca do tempo perdido», de Marcel Proust.

:: :: PARA OUVIR E DANÇAR :: ::
«Laurent Wolf, Wash my world», nomeadamente «No stress Columbia».
«Dizzy Gillespie, Live at the Village Vanguard», acompanhado ao piano por Chick Corea e Elvin Jones na bateria, da Blue Note.

:: :: PARA VER :: ::
«Concerto de Piano e Saxofone», dia 21 de Julho de 2008, pelas 21.30 horas, no Auditório Municipal do Sabugal, com a presença dos seguintes músicos, alguns deles jovens sabugalenses, Domenico Ricci, Rita Lourenço, João Cunha e João Nunes. A não perder.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Tudo voltou ao normal nas ruas da Ruvina. Terminaram as obras de construção da estação elevatória e da colocação de saneamento básico na freguesia que obrigaram a algum desconforto da população durante cerca de ano e meio.

RuvinaAgora é outro luxo. As estradas municipais que atravessam a freguesia da Ruvina e fazem a ligação à Nave, à Rapoula do Côa e a Ruivós receberam um alcatifado tapete de alcatrão. Os arruamentos no interior da aldeia foram todos requalificados e calcetados com o granito próprio da nossa região.
As obras a cargo da empresa António José Saraiva decorreram durante cerca de ano e meio. A prazo alongado deveu-se às características graníticas do solo da Ruvina e que obrigaram a que cada vala demorasse mais tempo a ser aberta.
A intervenção contemplou a renovação integral da rede de fornecimento de água aos domicílios, o saneamento básico inexistente até aqui e a requalificação de todos os arruamentos da aldeia.
Nos terrenos junto ao campo da bola foi construído um novo depósito elevatório devido a problemas de pressão de água detectados nas zonas altas da Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas.
A Ruvina com a cara lavada, recomenda-se e está finalmente apresentável para a chegada dos seus emigrantes no mês de Agosto.
jcl

O trabalho individual de Diogo Antunes, aluno da EB1 da Ruvina, no concelho do Sabugal, venceu o 1.º Prémio da categoria «3.º e 4.º anos – Texto Original» do concurso «Uma Aventura… Literária 2008» da Editorial Caminho.

A edição do ano lectivo 2007/2008 do concurso «Uma Aventura… Literária» da Editorial Caminho teve um vencedor especial na categoria «3.º e 4.º anos – Texto Original». O aluno da EB1 da Ruvina, Diogo Antunes, alcançou o primeiro lugar com o seu trabalho individual.
Os trabalhos de «Texto Original», «Crítica» e «Desenho» foram divididos por quatro graus de ensino: 1.º, 2.º e 3.º Ciclos e Ensino Secundário.
No 1.º Ciclo houve três prémios para os alunos do 1.º e 2.º ano e três para os alunos do 3º e 4º ano. Os trabalhos premiados (três por cada grau de ensino e por cada modalidade) irão ser publicados com o nome e com a fotografia dos autores, bem como o nome da escola que frequentam, num livro da colecção «Uma Aventura».
O Diogo Antunes terá direito a um cheque-livro da Editorial Caminho no valor de 50 euros e os seus professores recebem, igualmente, um cheque-livro no valor de 25 euros.
O número de participações atingiu, este ano, o número record de 9316 trabalhos individuais e de grupo de muitas centenas de escolas de Norte a Sul do continente, ilhas e alunos de português no estrangeiro.
Em consequência do elevado número de participações e à excepcional qualidade dos trabalhos apresentados a concurso, o júri optou por contemplar separadamente os trabalhos individuais e os colectivos.

Parabéns à EB1 da Ruvina e em especial ao Diogo Antunes e aos seus professores.
jcl

O historiador Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, deu no Auditório Municipal do Sabugal uma brilhante lição de História de Portugal. Muito lhe ficou por dizer apesar de o ilustre docente da Universidade Católica se ter limitado ao período em que viveu Joaquim Manuel Correia.

Adérito TavaresAdérito Tavares ilustrou a sua apresentação com imagens projectadas no grande ecrã do Auditório Municipal que ajudaram a melhor perceber o período conturbado de passagem da Monarquia para a República.
Como já tocou está na hora de entrar na «sala de aulas»…
«Vamos iniciar esta análise histórica na chamada segunda parte da Dinastia de Bragança onde reinaram D. Maria II (1834-53) e D. Pedro V (1853-1861) que assistiram entre 1851 e 1887 ao movimento político que procurou restaurar a tranquilidade em Portugal.
Em 1884 dá-se a Patuleia (revolução da Maria da Fonte) com o Duque de Saldanha (regeneração) a conseguir impor uma certa acalmia no País. Mas D. Pedro V morre em 1861, com apenas 24 anos, e D. Luís sucede ao irmão.
As freguesias do concelho do Sabugal apresentam no Censo de 1864: Aldeia da Ponte, Aldeia Velha e Alfaiates com mais de 1000 habitantes. Quadrazais com 1654 habitantes e Soito 1226 são as freguesias com mais habitantes. O Sabugal regista 1550 habitantes. A Ruvina com 180 habitantes e cerca de 180 habitantes (50 fogos) e Ruivós com 165 são as menos populosas.
Por essa altura aparece António Maria Fontes Pereira de Melo, o grande visionário que faz a modernização de Portugal no século XIX. Surgem o telégrafo, os correios (o primeiro selo em Portugal data de 1853 e regista a morte da rainha embora o selo postal já existisse desde 1840 em Inglaterra) e o telefone.
O surgimento do caminho-de-ferro vai dar o grande contributo para a modernização do País. Em 1856 é inaugurado o primeiro troço entre Lisboa e o Carregado. A Estação do Rossio é inaugurada a 18 de Maio de 1890 em conjunto com o túnel que ainda hoje existe.
Em 1879 foi inaugurada a Avenida da Liberdade por iniciativa de Ressano Garcia formado na escola de Paris.
A praça do Rossio recebeu, por essa altura, o edifício do Teatro Nacional de Almeida Garrett e depois rebaptizado de D. Maria.
A Praça do Comércio ou Terreiro do Paço foi construída após o terramoto de 1755. No centro, em lugar de destaque, a estátua de D. José alinhado com o arco da Rua Augusta que foi concluído no reinado de D. Luís.
Em 1855 (ano da morte de D. Luís) dá-se o ultimato inglês para impedir que Portugal una Angola a Moçambique. O poderio de Inglaterra face à fraqueza portuguesa impõe-se reivindicando a ligação entre a cidade do Cabo e o Cairo.
Quando o ministro dos negócios estrangeiros português pergunta ao homólogo inglês porque não respeitam a velha aliança este responde-lhe com a célebre afirmação: Não há alianças eternas. Eternos são os interesses de sua magestade.
Rafael Bordalo Pinheiro aproveita para caricaturar um catético Portugal que vive do passado perante a vitalidade da Inglaterra que reivindica a posse das colónias portuguesas.
Os republicanos culpam a monarquia do estado a que chegou Portugal e passam a governar em regime de alternância entre o partido progressista e o partido relativista. O Partido Republicano aparece, entretanto, para colocar em causa a alternância no poder entre os dois partidos. A República consolida a sua caminhada mas o Rei D. Carlos reage e confia a João Franco um governo de ditadura com o parlamento encerrado.
Joaquim Manuel Correia referencia nos seus escritos que o infante D. Manuel visitou o Sabugal em 1906.
Nesta época o país tem a população a crescer. As estatísticas indicam um aumento de quatro mihões para seis milhões de habitantes. Nas eleições apenas votam os cidadãos do sexo masculino.
O povo português é maioritariamente pobre e anda descalço. Portugal foi um povo de pé descalço quase até aos anos 60. O romance de Aquilino Ribeiro Quando os lobos uivam foi apreendido pela PIDE (Polícia Política de Salazar) porque o escritor afirma na obra que Portugal é um povo de pé descalço. Eramos um País de pobres e entre 1861 e 1910 para fugir a essa pobreza emigraram quase um milhão de portugueses.
Mas também havia riqueza. António Carvalho Monteiro, um dos mais ricos do País, era conhecido pelo Monteiro dos Milhões. Foi ele quem mandou construir a Quinta da Regaleira.
Os empresários Francisco Grandella e Alfredo da Silva (CUF) vivem nos fins do séc. XIX e princípios do séc. XX e através das suas iniciativas a indústria portuguesa dá os primeiros passos. Mas Portugal é um país rural. Seis em cada dez portugueses vivem da agricultura. A grande maioria dos agricultores vive para comer. Os registos desse tempo apontam a mortalidade infantil e a tuberculose como a principal causa de morte em Portugal.
A taxa de analfabetismo é grande nos anos 20 com cerca de 60 em cada 100 portugueses sem saberem ler nem escrever. Nesse tempo a educação significa poder, um poder exclusivamente masculino.
Em 1900 o Sabugal tem 89 freguesias, 33 mil habitantes dos quais 86 por cento são analfabetos.
Outro homem contemporâneo de Joaquim Manuel Correia é o dr. Sousa Martins que ficou ligado à cidade da Guarda tendo morrido, em 1904, vítima da tuberculose.
Os republicanos portugueses estão em ebulição e dá-se o regicídio em 1908. Por toda a Europa e em especial na imprensa francesa a morte do Rei D. Carlos é considerada um assassinato bárbaro. Recorde-se que a rainha era francesa. O funeral de D. Carlos é feito no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.
D. Manuel é muito jovem mas os seus apelos à acalmia popular resultam apenas por dois anos. Liderada pelos militantes da Carbonária a proclamação da República faz-se da varanda da Câmara Municipal de Lisboa por José Relvas. O escudo, a bandeira e o hino (composto para protestar contra o ultimato inglês) transformaram-se em símbolos da República.
O republicano Afonso Costa é um anti-clerical. Também em Aldeia da Ponte havia um colégio jesuíta que foi fechado em 1910. A revista Ilustração Portuguesa desse tempo traz uma reportagem em que aparece o administrador-delegado do Sabugal a encerrar o colégio de Aldeia da Ponte.
Quando Portugal está mergulhado na I Guerra Mundial (Batalha de La Lys em 1918) dão-se os acontecimentos de Fátima.
É implantada uma nova ditadura em que a cara visível é Sidónio Pais assassinado após um ano de governação. Sucede-lhe António José de Almeida (1919-1923) tendo sido o único presidente que cumpriu o seu mandato na sua totalidade. em clima de grande estabilidade.
Entra em cena o jovem Salazar que, como ministro das Finanças, consegue eliminar o défice crónico do País.
No discurso de tomada posse como presidente do Conselho de Ministros aparece acompanhado por Duarte Pacheco (ministro das obras públicas) e António Ferro (imagem de Salazar). Ficou célebre a lição de Salazar: Deus, Pátria, Família (a trilogia da educação nacional). Nós queremos um estado forte. Votai a nova constituição’ podia ler-se no cartaz da Almada Negreiros encomendado pela União Nacional.»
A finalizar Adérito Tavares deixou, ainda, alguns dados sobre o concelho do Sabugal em 1930: «Casamentos, 351 e divórcios, 1. Nasceram 1323 crianças legítimas e apenas 3 por cento nasceram fora do casamento. A natalidade regista 34 por mil e a mortalidade 24 por mil.»
Brilhante lição de História protagonizada por Adérito Tavares que incidiu em especial sobre o período da vida de Joaquim Manuel Correia.
(continua)
jcl

Homem de cultura e etnógrafo, jurista de profissão, Joaquim Manuel Correia nasceu em 1858, na Ruvina, concelho do Sabugal. No dia 5 de Abril terão início as comemorações dos 150 anos do seu nascimento com diversas iniciativas no Museu e Auditório Municipal do Sabugal.

Joaquim Manuel CorreiaAs comemorações da passagem dos 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia arrancam no sábado, 5 de Abril, organizadas pela empresa municipal «Sabugal+», Museu Municipal e Câmara Municipal do Sabugal.
A sessão de abertura (nove horas da manhã) está marcada para o Auditório Municipal, com as intervenções do presidente do município sabugalense, do presidente do conselho de administração da «Sabugal+» e de Natália Correia Guedes, neta do homenageado.
As palestras da manhã, com a participação de ilustres intervenientes, serão preenchidas com a sapiência de João Serra (Os trabalhos de Joaquim Manuel Correia), mestre Pinharanda Gomes (Aspectos da vida e obra de Joaquim Manuel Correia), Manuel Leal Freire (A vida de uma família na Ruvina nos meados do século XIX), Adérito Tavares (O país e o Sabugal – Enquadramento Histórico – 1858-1974) e Manuel Meirinho Martins (O Sabugal de Hoje).
Da parte da tarde, pelas 16 horas, será inaugurado no Museu do Sabugal uma exposição comemorativa e terá lugar uma sessão de lançamento do livro «Celestina» de Joaquim Manuel Correia.

Joaquim Manuel Correia nasceu a 21 de Março de 1858 na freguesia da Ruvina, concelho do Sabugal. Formou-se em Direito no ano de 1888 na Universidade de Coimbra e veio a falecer nas Caldas da Rainha no dia 10 de Outubro de 1945.
Exerceu como advogado no Sabugal e nas Caldas da Rainha, foi conservador do Registo Civil de Leiria e presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Homem de cultura é autor de vários livros sobre as gentes e as terras raianas com destaque para «Terras de Ribacôa – Memórias sobre o Concelho do Sabugal». Alguns dos mais importantes achados arqueológicos do Sabugal foram por si recolhidos, catalogados e enviados para o Museu Nacional de Arqueologia.
Aqui deixamos aos nossos leitores um excerto do livro «Celestina»:
«O dia estava belo e tudo preparado para a romaria. Todos os casados desse ano, da aldeia de Ruvina, no concelho do Sabugal, estavam já prontos para a partida, uns a pé, outros a cavalo. A família Calamote resolveu ir de carro (de bois), que ficara armado na véspera com alvos lençóis de linho, ligados fortemente aos estadulhos. Faltava só cobri-los com colchas. Sobre isso houvera divergências em casa. A Brízida queria que se enfeitasse o carro com uma colcha amarela, as filhas com uma linda colcha bordada a frouxo, em pano de alvíssimo linho, embora grosseiro, na qual, entre ramos caprichosos, havia correctas figuras em posições extravagantes.
Venceu a Brízida, alegando, e com razão, ser mais vistosa a colcha amarela e que, ainda que se estragasse, havia muitas iguais à venda.
Resolvida desse modo tal contenda, teve o ganhão ordem de cobrir o carro com a coberta amarela, logo que nascesse o sol, e de lhe estender dentro os melhores cobertores para atenuar o choque e a trepidação na
marcha. Eram sete horas da manhã quando a Domingas e o marido foram saber se já estavam prontos.
– Vou já vestir as meninas e encher as cuncas de merenda, enquanto o ganhão põe os bois no carro e o meu homem enche a borracha de vinho e albarda a égua nova.
– Não sabia que tinham uma égua nova!
– Pois temos, trocámos pela russa e vamos hoje experimentá-la à Senhora da Póvoa.»

Excelente iniciativa com ilustres intervenientes. Um momento superior de cultura e de defesa da nossa história.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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