You are currently browsing jclages's articles.

A segunda edição da «Festa da Europa - Associações em Festa» decorre entre 25 de Julho e 3 de Agosto de 2008 no Sabugal. Muda de local, surge renovada e em outros moldes com o festival de acordeão e tocadores de realejo, actividades desportivas incluindo uma caminhada nocturna, tasquinhas e música variada mas mantém a organização da Câmara Municipal do Sabugal em parceria com a ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal.

Festa da Europa - Associações em FestaA «Festa da Europa» transfere-se este ano para o Largo do Rio Côa onde estará montado um palco para exibições e actuações musicais. Para tornar o ambiente mais alegre e festivo haverá, todas as noites, animações de rua.
A abertura da Festa no dia 25 de Julho estará a cargo de José Cid e a sua Banda que está de volta ao concelho do Sabugal após ter sido desmarcado em Maio passado, em consequência do mau tempo, o seu espectáculo previsto para a Festa do Mundo Rural no Soito.
No sábado, 26 de Julho, às 17 horas, os veteranos futebolistas do Sporting do Sabugal e da Desportiva da Guarda mostram que quem sabe nunca esquece num desafio que promete muitas paragens para recuperar forças.
Os adeptos dos passeios pedestres pela Natureza estão convidados para participar em mais uma edição das «Caminhadas Mensais pelo Interior» organizadas do município e que terá a particularidade de se realizar à luz do luar de Verão.
A partir das nove e meia da noite terá lugar mais uma edição do Festival de Acordeão e Tocadores de Realejo amadrinhado pela acordeonista Eugénia Lima e complementado com a actuação dos acordeonistas Rodrigo Maurício e José Cláudio.
A sétima edição consecutiva da iniciativa «Pintar Sabugal», integrada na Festa da Europa, decorre no Largo do Castelo no dia 27 de Julho apoiada por uma exposição retrospectiva no Museu do Sabugal.
O programa musical inclui o «Festival de Folclore» e o «Festival de Grupos Corais e de Cantares» e actuações do «Grupo Andarilhos» com música Folk e Tradicional, da orquestra espanhola «Direccion Sur», de «Gilberto Costa e o 5Teto de Jazz», o grupo «Republika» e as bandas «Prós&Contra» e «WrayGunn».
No sábado, 2 de Agosto, terá lugar a prova de atletismo entre o Baraçal e o Sabugal.
Muitos motivos de interesse na edição 2008 da «Festa da Europa» que contribuirão para promover e divulgar as riquezas patrimoniais e gastronómicas do concelho do Sabugal.
jcl (com Sector de Cultura, Desporto e Promoção Turística da Câmara do Sabugal)

Vila do Touro – É uma das cinco povoações acasteladas do concelho do Sabugal. Situa-se no alto de uma elevação entre o Cabeço de São Gens e o Alto do Castelo perto do vale da Ribeira do Boi no seu ponto de união ao Rio Côa. Lá do alto, entre-muralhas, avistam-se a Abitureira, Baraçal, Arrifana, Sabugal, Seixo do Côa, Pêga, Martim Pêga e Guarda.

A freguesia de Vila do Touro integra-se numa região de terrenos graníticos, de relevo suave, com os cabeços de São Gens e do Alto do Castelo a destacar-se na paisagem. Tem vestígios da presença humana desde a pré-história e têm sido encontrados inúmeros objectos arqueológicos como machados de pedra e bronze que permitem pensar que aqui tenha vivido uma comunidade desde a Idade do Bronze.
Os romanos deram-lhe o nome de Tauro pois a denominação aparece referida numa epígrafe encontrada perto da povoação da Abitureira. Este topónimo fica a dever-se à configuração topográfica elevada dos dois morros da Vila que se assemelham às protuberâncias de um touro.
São desse tempo e ainda hoje visíveis na povoação os troços de algumas calçadas que pertenceram a importantes vias de comunicação e ligação com as praças militares de Alfaiates, Sabugal, Sortelha e Guarda.
O foral de Vila do Touro foi-lhe concedido a 1 de Dezembro de 1220 por Dom Pedro Alvito que era mestre dos Templários mas, contudo, nunca foi possível alcançar um acordo com o concelho da Guarda que se opôs sempre à criação de concelho da Vila do Touro.
A construção inacabada do castelo de Vila do Touro, situado 800 metros acima do nível do mar, limitou-se às muralhas que apresentam uma forma poligonal irregular em consequência do terreno muito acidentado em que assentam. Integrada nas muralhas pode ser admirada a Porta de São Gens com o seu arco quebrado em estilo gótico, abobadada e parcialmente entaipada.
Durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), com a assinatura do Tratado de Alcanices (1297) a Vila do Touro perdeu a sua importância estratégica e a fortificação nunca foi terminada.
Vila do Touro foi sede de concelho entre o séc. XIII e o início do séc. XIX tendo sido extinto durante as Reformas Liberais em 1836 conjuntamente com o de Alfaiates.
A freguesia possui um vastíssimo património histórico e arqueológico como a Igreja matriz, o Pelourinho, a cadeia, o antigo edifício das repartições, os barrocos da forca, as fontes de Paio Gomes e das Patas, os chafarizes do Carvalho e do Churro, as capelas da Senhora do Mercado (séc. XIV nas fotos), de São Sebastião, de São Gens e de São Lázaro.
Algumas janelas da aldeia ostentam ainda molduras trabalhadas em pedra de influência renascentista.
Enfim… um museu que regista a céu aberto a história das gentes de Ribacôa.

Vila do Touro

Mas a história também se escreve com modernos investimentos. Destaque para o bom-gosto demonstrado pelo arranjo paisagístico e enquadramento numa elevação desafogada da novíssima sede da Junta de Freguesia de Vila do Touro, um bonito edíficio que reflecte com rara intensidade a luz do Sol.
Por intervenção do executivo da Junta de Freguesia aproveitando os fundos da delegação de competências, verbas de capital e o apoio complementar da Câmara Municipal do Sabugal foi construído de raiz uma funcional sede equipada com mobiliário moderno e computadores que serve igualmente de espaço polivalente.
A freguesia dispõe de dois lares apoiados pela Segurança Social e que contaram com um subsídio camarário no valor de 20 mil euros (metade durante a construção e a outra metade na fase de instalação). Existe igualmente um espaço associativo que contou com o apoio do município sabugalense.
Junto à zona de acesso às muralhas e muito perto da Porta de São Gens foi recuperada uma antiga casa rasteira em pedra. Foi adaptada para posto de Turismo e dá trabalho a uma jovem da freguesia. As características inclinadas do terreno permitiram incluir uma mezanine para exposições culturais temporárias.

Há quanto tempo não visita Vila do Touro? As férias convidam ao descanso. Enquanto descansa aproveite para passear pelas freguesias com história do nosso concelho e descubra a qualidade de vida proporcionada pelos novos equipamentos sociais à disposição dos sabugalenses.
Aproveitamos para deixar um reparo aos responsáveis autárquicos do concelho da Guarda. Fica-lhes mal deixar ao abandono umas centenas de metros de estrada com o alcatrão num deplorável estado entre Vila do Touro e o cruzamento junto a Pêga. É uma forma terceiro-mundista de nos dizerem que não gostam de nós mas acreditem que ficam muito mal na fotografia. Senhores autarcas guardenses na próxima visita ao Sabugal passem por Vila Touro para perceberem melhor o meu lamento.
jcl

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data:Julho de 2008.
Local: Ponte da Ribeira do Boi.

Legenda: Limite do concelho do Sabugal na estrada Vila do Touro-Cruzamento de Pêga. O bom piso alcatroado dá lugar a um trilho para veículos todo-o-terreno.

Enviada por: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar

A ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal leva a efeito no domingo, 27 de Julho, mais uma edição do «Pintar Sabugal». A edição de 2008 inclui uma exposição e venda no Museu Municipal das obras do ano anterior.

«Pintar Sabugal»No sábado, 26 de Julho, pelas 19 horas, será inaugurada no Museu Municipal do Sabugal a exposição de pintura «Pintar Sabugal-2007» que poderá ser visitada até ao dia 17 de Agosto.
No domingo decorre ao vivo no Largo do Castelo a sétima edição consecutiva do «Pintar Sabugal» com a participação de crianças, artistas convidados e pintores do Grupo de Artistas e Amigos da Arte (GART).
O objectivo dos artistas plásticos presentes é seleccionar e retratar em aguarela, óleo ou carvão os diferentes locais do Sabugal.
A iniciativa é organizada pela ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal e conta com o apoio do Município do Sabugal, da empresa municipal «Sabugal+», da Junta de Freguesia do Sabugal e do GART.
jcl

Uma das mais activas associações do concelho do Sabugal tem a sua sede em Aldeia do Bispo. Falamos da Raiar uma associação que aproveita todos os anos o mês de Agosto para actividades culturais e ambientais.

Associação RAIARA Associação Raiar apresenta-se como uma associação com um «cunho marcadamente cultural que tem como objectivos mais vastos preservar o património herdado dos nossos pais, nos capítulos social, cultural, económico, arquitectónico, e transmiti-lo ampliado e enriquecido aos nossos filhos e para tanto, tentaremos envolver, neste movimento, o maior número possível de pessoas de Aldeia do Bispo, quer residentes em Portugal, quer no exterior».
A Raiar conta entre os seus membros com ilustres sabugalenses. Que nos desculpem os restantes mas nunca é demais destacar ilustres lagarteiros como o professor Adérito Tavares, o pintor Alcínio Fernandes Vicente, o padre Carlos Manso Fernandes e o master da página Internet Paulo Adão.
O plano de actividades para o próximo mês de Agosto contempla a Assembleia Geral da Raiar, o «Dia do Ambiente e do Património» e três passeios a pé pelos bonitos caminhos da raia.
No domingo, dia 3, caminhada entre Alfaiates e Aldeia do Bispo com passagem pela Sacaparte, Senhora dos Prazeres, Matança, Cabeço Vermelho, Barreiras e Tapada. A associação colocará à disposição dos participantes um autocarro entre Aldeia do Bispo e a Sacaparte.
Na sexta-feira, dia 8, caminhada no escuro desde Aldeia do Bispo até Aldeia Velha e regresso a Aldeia do Bispo.
Na quinta-feira, dia 14, estão todos convidados a participar no «Dia do Ambiente e do Património» com instalação dos postes em madeira com as setas de orientação, arranjo da zona envolvente da mesa de orientação na Matança, instalação do painel informativo com os mapas e dos marcos miliários, o arranjo do Largo da Fonte, a limpeza da Ribeiro entre a Fonte e o Poço, a recolha de lixo volumoso e a sensibilização dos jovens para a recolha de papéis e plásticos junto à ponte do quartel até à estação de elevação dos esgotos. A jornada completa-se com a plantação de árvores junto à mesa de orientação e à demonstração do toque dos sinos em diversas circunstâncias.
No feriado de 15 de Agosto será inaugurado o percurso «Rota do Malhão» com uma caminhada entre o Pocinho, Valongo, Matança, Nascente do Rio Côa, Cabeço Vermelho, Barreiras, Tapadas e Carrasqueiros. No final haverá um piquenique no Largo do Enxido.
jcl

GALERIA DE IMAGENS – 13-7-2008
Clique nas imagens para ampliar

«As bençãos não são para as pedras, são para as pessoas», exortou o Arcebispo de Évora, D. José Alves, após aspergir com o hissope a entrada da grande nave interior do Pavilhão Multiusos da Lageosa da Raia. O prelado, filho da terra, tinha tido momentos antes, o privilégio de cortar a fita que inaugurava o moderno e grandioso espaço coberto. O sábado, 12 de Julho, foi dia de festa para as gentes da terra. O orgulho e a satisfação do presidente da Junta de Freguesia da Lageosa, Francisco Sanches Pires, foi testemunhado por Manuel Rito Alves e António Robalo, respectivamente, presidente e vereador da Câmara Municipal do Sabugal, Rui Moreira, Director Regional de Agricultura e Pescas do Centro, alguns presidentes de Junta de Freguesia e por mais de três centenas de lageosenses.

Inauguração do Pavilhão Multiusos da Lageosa da RaiaA cerimónia de inauguração do Pavilhão Multiusos da Lageosa da Raia estava marcada para o meio-dia de sábado, 12 de Julho. Após a celebração litúrgica na Igreja presidida por um lageosense muito especial, D. José Alves, Arcebispo de Évora, rumaram todos até junto do moderno e enorme pavilhão. No ar já se sentia o cheiro dos marranos que estavam a ser assados ali perto nos fogareiros com espeto do Restaurante «O Ver da Serra» de Castelo Branco.
«As bençãos não são para as pedras, são para as pessoas. Em primeiro temos a obrigação de bendizer quem nos ajudou a construir o edifício não esquecendo que Deus também teve o seu papel decisivo e em segundo abençoar quem idealizou, projectou e construiu o edifício e para todos aqueles que o vão utilizar no futuro. Aquilo que construímos é nosso e dos outros e deve ser colocado ao serviço de todos», lembrou com sapiência D. José Alves após ter cortado a fita inaugural e aspergido as instalações.
Visivelmente orgulhoso o presidente da Junta de Freguesia da Lageosa da Raia, Francisco Sanches Pires, cumprimentou o Arcebispo de Évora, D. José Alves, do Director Regional da Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), Rui Moreira e do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves e aproveitou para «agradecer os apoios e contributos financeiros, técnicos e administrativos de Rui Moreira, director regional da agricultura e pescas, da Câmara Municipal do Sabugal nas pessoas do presidente Manuel Rito Alves, engenheiro Tavares, engenheiro Correia e Dona Teresa e restantes funcionários camarários». Lembrou igualmente «a ADES, o autor do projecto, Tózé Chispas, e Vítor Gonçalves que ofereceu as cadeiras para o pavilhão» e reforçou o seu agradecimento pela presença dos «presidentes de Junta, dos alcaldes espanhóis e dos seus conterrâneos».
«Apesar de viver fora a Lageosa é e sempre será sempre a minha terra. As obras que prometi para o meu mandato estão concluídas: o parque de merendas, o ringue desportivo, o arranjo dos caminhos rurais e do pontão, a criação da equipa de sapadores florestais em conjunto com mais três freguesias vizinhas e… o pavilhão multiusos, a obras mais desejada e mais sentida», lembrou o presidente Francisco Sanches Pires. Depois, com mais abrangência, enumerou diversos problemas das freguesias e do concelho como «a falta de fixação dos nossos jovens ou o problema da recolha dos lixos inorgânicos» apontado como solução «a criação de um pólo industrial que inclua Aldeia Velha, Aldeia do Bispo, Forcalhos e Lageosa». Finalizou com um desejo: «Que todos façam um bom aproveitamento da infra-estrutura agora disponibilizada!»
Rui Moreira (DRAPC) «denunciou» a sua amizade com o presidente da Junta e lembrou que «foi difícil trazer este investimento para aqui por parte do meu amigo Francisco Pires mas é hoje um motivo de alegria também para mim e hoje, a Lageosa está de parabéns porque há, aqui, obra feita.»
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, discursou de seguida e aproveitou para responder aos «reptos» de Francisco Pires: «Cumpre-se hoje mais um sonho das gentes desta terra. A Câmara Municipal do Sabugal apoiou administrativamente e fez um esforço financeiro de cerca de 130 mil euros. Mas a obra merece e estamos todos de parabéns. É agora tempo de fazer com que esta casa não seja mais um espaço fechado. Ouvi com muita atenção as palavras do senhor presidente da Junta mas considero que não é o pólo industrial que faz falta. Fazem falta é investidores, portugueses ou estrangeiros, porque se aparecerem os projectos o município apoia com a oferta de infra-estruturas ou de terrenos. Quanto à recolha de lixos inorgânicos está em causa, também, a irresponsabilidade dos cidadãos que resolvem levar os seus electrodomésticos velhos para o meio do campo prejudicando a Natureza e o Ambiente. A Câmara tem um serviço que, através de uma simples chamada telefónica, os aparelhos obsoletos são recolhidos à porta de casa sem custos. Primeiro individualmente e depois colectivamente temos todos de fazer o melhor pelas nossas terras.»
E porque o último orador foi D. José Alves e este já tinha avisado que «este almoço pagava-se com o silêncio com que se ouviam os discursos» foi com respeito que os presentes escutaram a sua intervenção.
«É um desafio saber utilizar e tirar partido dos equipamentos. Hoje sozinhos pouco ou nada podemos fazer. Precisamos de dar as mãos aos nossos vizinhos. Se as terras ficarem abandonadas são terras de ninguém. E aqui deixo uma sugestão: recuperar as casas da Rua do Meio e fazer delas um museu para recolha das nossas alfaias agrícolas que pouco a pouco vão desaparecendo. A Igreja e o Estado temos um objectivo comum: o bem das populações. Vamos dar as mãos e pensar nos nossos projectos», finalizou D. José Alves.

Iniciou-se, de seguida, o almoço-convívio que incluiu a açorda na bem confeccionada ementa. Em homenagem, possivelmente, aos hábitos alimentares do prelado lá por terras alentejanas.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal celebrou na passada quinta-feira, 10 de Julho, em Lisboa, um protocolo de cooperação com a Universidade Aberta (UAb) com vista à criação de um Centro Local de Aprendizagem (CLA).

Manuel Rito e Carlos Reis - Assinatura do ProtocoloA Câmara Municipal do Sabugal, representada pelo Presidente Manuel Rito Alves e pelo vereador da Cultura e Educação António Robalo, e a Universidade Aberta (UAb), representada pelo Reitor Carlos Reis e pelo Pró-Reitor Domingos Caeiro, assinaram na quinta-feira, 10 de Julho, um protocolo de cooperação com vista à criação de um Centro Local de Aprendizagem (CLA). Com o mesmo objectivo estiveram presentes os representantes das câmaras municipais da Mêda, Abrantes, Coruche, Grândola, Pêso da Régua, Ponte de Lima, Ribeira Grande (Açores) e Silves.
No discurso de abertura com uma tranquila postura de catedrático o Reitor Carlos Reis defendeu uma cerimónia sem formalidades excessivas saudando em especial os presidentes de Câmara presentes e considerou que o acto tinha importantes consequências para a UAb e para as autarquias.
«Esta cerimónia tem um significado formal e um significado simbólico: a construção de parcerias e clarificar a concepção e motivação dos CLAs através do Plano Estratégico para 2006-2010 da Universidade Aberta», disse o Reitor da UAb acrescentando uma nota pessoal dando conta de «uma carta que recebeu do Presidente da Câmara da Mêda que coincidia com os projectos da Universidade de expansão para locais sem ensino superior».
Carlos Reis acentuou a ideia de que as universidades devem estar ligadas à sociedade civil com «aprendizagem ao longo da vida e uma ligação mais estreita às expectativas dos cidadãos». E deixou a todos um projecto em primeira mão destacando o papel privilegiado das autarquias como parceiros: «Já foram dados, através de escritura pública, os primeiros passos para a criação de uma associação denominada Associação Portuguesa de Educação à Distância.»
A apresentação dos CLAs coube ao Pró-Reitor e responsável pelos assuntos académicos de extensão universitária, Domigos Caeiro, que aproveitou para ilucidar os presentes sobre a rede da UAb, o conceito do centro de aprendizagem (âmbito formal e não formal), o protocolo de optimização de recursos sociais e humanos e os CLAs como novas vias de aprendizagem para pessoas adultas. «Diversificar as vias de comunicação, divulgar as ofertas da UAb e sistematizar a validação de competências» são, de acordo com Domingos Caeiro, alguns dos objectivos da UAb.
Em nome dos municípios presentes falou a presidente de Silves, Maria Isabel Soares, que se mostrou agradada com o projecto e considerou que a cooperação «irá permitir estaber as assimetrias regionais e as diferenças entre o litoral e o Interior.»
jcl

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Julho de 2008.

Local: Rebolosa (Sabugal).

Legenda: «Talefe» que faz parte do meu imaginário da infância vivida nas terras da raia seca

Autoria: João Frango.
Clique na imagem para ampliar

As estradas do concelho do Sabugal estão a ficar mais bonitas e seguras. A Câmara Municipal e os Bombeiros do Sabugal celebraram um protocolo para limpeza das bermas das rodovias municipais.

Bombeiros limpam bermas das estradas no SabugalNo cumprimento de um protocolo celebrado entre a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal (AHBVS) e a Câmara Municipal do Sabugal, iniciou-se a limpeza das bermas das estradas municipais.
O investimento de cerca de 63 mil euros feito pela Associação num tractor e dois desmatadores (de braço para as bermas e de rectaguarda para outros trabalhos), vai permitir, não só a limpeza das bermas como quaisquer outros trabalhos no âmbito da prevenção, nomeadamente no âmbito da Portaria 124/2006, que define a obrigatoriedade de limpeza da floresta.
Por outro lado, poderá vir a ser uma importante fonte de financiamento para a Associação, no âmbito da silvicultura preventiva.
Luís Carlos Carriço
Presidente da Direcção da AHBVS

Realizou-se no dia 5 de Julho de 2008 no Pavilhão Desportivo da Escola do Ensino Básico da Sequeira (Guarda) a primeira vez dos exames de graduação para os atletas da Escola Karate do Sabugal, desde que esta escola está filiada na AEKS e na UDKS.

KarateEstiveram presentes 16 atletas de várias escolas pertencentes á Academia Egitaniense Karate Shotokan dos quais cinco representaram a Escola Karate do Sabugal: Diogo Rafael, Bernardo Pires, João Augusto, Pedro Augusto e Pedro Pires.
Todos eles ultrapassaram este grande desafio, assim obtendo uma classificação positiva que lhes permitiu a passagem de graduação (cinto) com evidente satisfação para todos.
Parabéns a todos os karatecas da Escola Karate do Sabugal por mais um desafio ultrapassado na vossa vida!
Eduardo Rafael
(Treinador do Sabugal)

GALERIA DE IMAGENS
Clique nas imagens para ampliar

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 10 de Julho de 2008.
Local: Salão Nobre da Universidade Aberta (Lisboa).
Legenda: O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, assina o protocolo de adesão ao Centro Local de Aprendizagem.

Enviada por: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 10 de Julho de 2008.

Local: Casa do Concelho do Sabugal.

Legenda: Visita dos ilustres deputados Jorge Seguro Sanches (PS por Penamacor) e João Carloto Marques (MPT por Setúbal).

Enviada por: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar

No dia 14 de Agosto, em Vale de Espinho, na Casa do Povo, pelas 17 horas, será feito o lançamento do livro «Viagens na minha infância – Lembranças romanescas», escrito por Joaquim Tenreira Martins, natural desta terra raiana, em presença de familiares, personalidades portuguesas e espanholas e de amigos provenientes de várias regiões do país.

Joaquim Tenreira MartinsPela mesma ocasião, será apresentada a criação da editora Côa-Águeda, com sede provisória no Centro Cívico de Fóios, que, em parceria com a editora O Progresso da Foz, do Porto, pretende dar uma achega ao desenvolvimento desta zona raiana portuguesa e espanhola, através da edição de livros escritos pelas gentes de valor dispersas um pouco por toda a parte.
O livro «Viagens na minha infância – Lembranças romanescas» de Joaquim Tenreira Martins, com o prefácio de João Fatela, será o primeiro das edições Côa-Águeda, esperando que outros autores naturais ou adoptivos desta zona raiana portuguesa e espanhola possam publicar nela as suas obras no capítulo da escrita, seja ela de ficção ou ensaística.
A publicação interessará certamente jovens e pessoas de mais idade. Em companhia calorosa de seu pai, o autor descreve-nos o ambiente fascinante de uma aldeia de há 50 anos, através do olhar admirativo e maravilhado de uma criança.
Os mais idosos recordarão tradições horizontes, lugares, pessoas que nos moldaram ao longo da nossa vida e que continuam a viver connosco onde quer que estejamos.
Para os mais novos a história leva-os para uma ambiente digno de Harry Potter. Não faltam histórias de bruxas, de lobisomens, de anjos maléficos, de senhoras da má-hora, de lobos e de outros medos de carácter universal que também perpassavam naquela aldeia.
O autor, juntamente com o editor, Joaquim Pinto da Silva, escolheram esta altura de Verão em que naturais de Vale de Espinho, provenientes dos mais variados cantos de Portugal e do estrangeiro, se encontram na terra. É o momento de lembrar tradições, que, quer queiramos quer não, construíram o nosso imaginário e nos ajudaram a viver.
No final do livro o autor insere um glossário de perto de mil palavras típicas desta aldeia do interior raiana que ou não se encontram ainda no dicionário ou têm aqui um sentido diferente.

Alguns dados sobre o autor
Joaquim José Tenreira Martins nasceu em 1945, em Vale de Espinho, Concelho de Sabugal, zona raiana, perto da nascente do Côa e da Serra da Malcata.
Fixou-se na Bélgica em 1972 onde fez estudos de Assistente Social. Concluiu a Licenciatura em Ciências Políticas (Universidade Católica de Lovaina) e posteriormente a Maîtrise em Direito (Universidades de Lovaina e de Lille). Foi Professor de português, durante dez anos no ISCID (Institut Supérieur de Commerce International de Dunkerke, Universidade do Litoral, França).
Trabalha no Serviço Social e Jurídico da Embaixada de Portugal em Bruxelas, mas o seu ambiente familiar é essencialmente belga.
Casado, pai de 3 filhas, foi a sua mulher, belga, que lhe sugeriu a ideia de transpor em livro o ambiente da sua infância, esperando que a língua paterna possa também ser transmitida e saboreada pelos seus, na falta de serões, como nos seus tempos de menino.
Joaquim Tenreira Martins

Decorre esta quinta-feira, 10 de Julho, no Salão Nobre da Universidade Aberta (UAb), em Lisboa, a cerimónia de assinatura dos protocolos de cooperação com vista à criação de Centros Locais de Aprendizagem (CLA) nos concelhos do Sabugal, Mêda, Peso da Régua, Ponte de Lima, Abrantes, Coruche, Grândola, Silves e Ribeira Grande nos Açores. O Capeia Arraiana aproveita para destacar a grande importância deste acto solene com uma entrevista ao Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis.

Carlos Reis– A Universidade Aberta é uma universidade pública de ensino a distância vocacionada para um público adulto e com actividade profissional. Quantos alunos e quantos cursos tem actualmente?
– Actualmente temos cerca de 10 mil alunos, 15 licenciaturas e 19 mestrados.
– O que pretende a Universidade Aberta com os Centros de Aprendizagem Local?
– Os Centro de Aprendizagem Local destinam-se, antes de mais, a reajustar a estrutura de centros de apoio da UAb que, por razões diversas, foram perdendo algumas das suas funcionalidades ao longo dos anos. Não menos importante do que isso, todavia, é fazer dos CLAs estruturas de contacto directo com as populações e, naturalmente, também com os nossos estudantes, numa óptica de aprofundamento da missão social da universidade.
– Qual é o critério para a instalação de um Centro de Aprendizagem Local?
– Procuramos localidades que, dispondo de boas acessibilidades, estejam desprovidas de oferta de ensino superior. Ao mesmo tempo vamos privilegiando locais às vezes situados em espaços de interioridade, por isso mesmo disponíveis para projectos de intervenção académica e cultural como estes.
– Como têm decorrido as conversações entre a Universidade Aberta e a Câmara Municipal do Sabugal?
– O meu Pró-Reitor, Prof. Domingos Caeiro, conduziu as conversações. E pelo que sei, elas transcorreram num clima de grande abertura e espírito de entendimento. A lógica da parceria que subjaz à instalação dos CLAs está a ser integralmente cumprida no Sabugal, graças ao espírito de abertura da Câmara Municipal.
– Já está definida a data de arranque do Centro no Sabugal?
– Em princípio, o Centro do Sabugal abrirá, tal como os restantes, em meados de Setembro, a tempo do início do ano lectivo de 2008-2009.
– O Processo de Bolonha alterou as estruturas dos cursos superiores. Quantas cadeiras vão ser disponibilizadas no Sabugal?
– Não se trata de disponibilizar cadeiras nos CLAs; as nossas unidades lectivas estão todas elas disponíveis para quem procura a UAb. O que o CLA do Sabugal pode (e deve) propiciar é o estímulo e o acompanhamento dos nossos alunos. Os presentes e os futuros.
– E para terminar gostaríamos de saber se conhece as Terras de Ribacôa?
– Confesso que não. Quem sabe se a inauguração formal do CLA do Sabugal não será a oportunidade para colmatar esta lacuna?
jcl

GALERIA DE IMAGENS
Clique nas imagens para ampliar
GALERIA DE IMAGENS
Clique nas imagens para ampliar

Baraçal – Originalmente pertencia a Vila Touro mas foi constituída freguesia por decreto de 9 de Setembro de 1904 na sequência de um movimento que ficou conhecido por «Apartação». Por resolução do Presidente do Conselho de Ministros, Ernesto Rodolpho Hintze Ribeiro, o Baraçal, a Quinta das Vinhas, a Moita e Roque Amador separaram-se da freguesia de Nossa Senhora da Assunção do Touro como era então conhecida a Vila Touro. A freguesia do Baraçal inclui três anexas: Quinta do Roque Amador, Quinta dos Moinhos e Quinta das Vinhas. Dista cerca de sete quilómetros do Sabugal e tem como vizinhas a Rapoula do Côa, Rendo, Quintas de São Bartolomeu e a atrás citada Vila Touro.

Baraçal

Uma das intervenções recentes (depois de 2001) protagonizadas pela Junta de Freguesia, presidida por Luís Carlos Carreto Lages, incluiu o recinto de festas da aldeia localizado junto a mais um bonito fontanário do concelho.
Sofreram, igualmente, obras de melhoramentos os edifícios da Junta de Freguesia e da antiga escola primária transformada em sede da associação com balneários e afins. As intervenções foram geridas pelo executivo da Junta por delegação de competências, atribuição de verbas e comparticipação da Câmara Municipal do Sabugal. O destaque vai inteirinho para a reabertura do ensino básico da freguesia com 10 alunos. É a grande notícia num concelho onde infelizmente a normalidade está no encerramento dos estabelecimentos de ensino.
Aproveitámos para conhecer o Centro de Dia do Baraçal inaugurado àcerca de cinco anos e a funcionar na antiga sede da Junta de Freguesia. As três colaboradoras do Centro prestam apoio domiciliário aos idosos da freguesia mas «os que podem vêm aqui para se distrairem uns com os outros» esclarece-nos a dona Josefina. «Tratamos da roupa e fornecemos entre 15 e 20 almoços e jantares diariamente», acrescenta ainda.
Um moderno equipamento informático destaca-se no mobiliário modesto. «É o computador da Pró-Raia que faz parte do projecto avósn@net» elucida-nos a funcionária.
Por perto estava um dos utentes do Centro, Joaquim Martins, de 47 anos, que deu «o nome para a tropa» no mesmo ano do Presidente Manuel Rito, que nos acompanhou nesta vista ao Baraçal. Logo ali se criou uma grande empatia entre os dois recordando momentos que lhes ficaram gravados na memória.
Sentimos, contudo, a desertificação das nossas aldeias. As ruas estão desertas, as soleiras das portas não têm ninguém e até o «vivo» parece ter desaparecido. Estranhas e perturbantes sensações reflectidas nas frias paredes de pedra que escondem as lareiras há muito apagadas.

Aproveito, também, para recordar um episódio da minha infância. Um dia cai de uma cerejeira, desloquei o ombro e não conseguia mexer o braço. A minha mãe pegou em mim e levou-me até ao Roque Amador a um dos mais afamados «indireitas» que o concelho já teve e de que, infelizmente, não recordo o nome. Fez-me umas manigâncias ao braço, colocou-me uma vima cor-de-vinho com buracos e mandou-me embora não sem antes nos dar uma recomendação. A viagem de volta devia ser feita a pé porque os movimentos do burro não ajudavam à cura. O povo dizia que tinha dons especiais. E devia ser verdade porque a vima descolou pouco a pouco e… pouco a pouco o meu ombro voltou ao normal.
jcl

Morreram mais duas cegonhas electrocutadas num poste de alta tensão em Vila Boa. O acidente deu-se no dia 7 de Julho, segunda-feira, e a Junta de Freguesia contactou a Reserva Natural da Serra da Malcata, que tomou conta da ocorrência e removeu os corpos das pobres aves.

Cegonhas electrocutadas em Vila BoaTodos os anos, cegonhas morrem na freguesia de Vila Boa e quase sempre no mesmo poste de alta tensão, só porque são incautas, teimosas, irresponsáveis e nunca mais aprendem. Insistem em empoleirar ali. Por que motivo será?
É evidente que as cegonhas não têm nenhuma ideia de quais são os locais onde é perigoso pousar. Como não têm competência para identificar os perigos do progresso, descansam, a caminho dos ninhos, no sítio mais elevado, provavelmente, porque se julgam aí mais seguras ou porque têm uma perspectiva mais alargada do espaço.
É assim que as cegonhas procuram a morte e, às vezes, até provocam apagões, com todos os prejuízos que isso tem para as próprias aves, para a espécie, que até está protegida por lei, para a EDP e para os consumidores de energia eléctrica.
Mas então, não há forma de evitar ou, pelo menos, reduzir estes danos? Talvez os cabos eléctricos estejam a ser colocados demasiado próximos uns dos outros, o que permite a estas aves de maior envergadura contactarem com dois em simultâneo, provocando-lhes a electrocussão imediata. Talvez se pudessem isolar os cabos, nos locais de maior afluência desta espécie, talvez fosse possível afastar mais os cabos, talvez…
As soluções não serão fáceis nem economicamente baratas, mas elas existem, com certeza. Cabe a quem de direito procurar as medidas adequadas.

Veja também a página oficial de Vila Boa: www.vilaboa.juntafreguesia.com
António Dinis

Aldeia de Santo António – «Agora há outras pontes, mas esta, do Sabugal, é mítica: abriu as portas de Portugal a Ribacôa e as portas de Ribacôa a Portugal.» Assim pensava e escrevia recentemente mestre Pinharanda Gomes na sua crónica dominical. De facto quando se fala de Aldeia de Santo António é obrigatório falar da ponte que une e… divide como nenhuma outra as duas margens da Côa porque… para lá da ponte mandam os que lá estão. Mais do que uma rivalidade ou uma guerrilha é o orgulho do «Bairro da Ponte» que vai passando de geração em geração ao jeito de sentido de vida.

Aldeia de Santo António

Fomos até Aldeia de Santo António para dar continuidade ao tema «Equipamentos Sociais nas Freguesias do Sabugal» recuperados ou construídos, desde 2001, pelas Juntas de Freguesia ao abrigo das delegações de competências, atribuição de verbas e apoio suplementar da Câmara Municipal.
Encostado ao cajado enquanto olhava de soslaio para o carro que acabava de parar a poucos metros o pastor aguardou para perceber ao que vinhamos. As ovelhas e as cabras fizeram, também, uma pausa na escolha das ervas que iam petiscando no verde lameiro junto a um bonito fontanário empedrado.
Estávamos junto ao edifício da sede da Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António, presidida por Maria Delfina Alves. Aldeia de Santo António é uma das 40 freguesias do concelho do Sabugal e inclui as localidades de Urgueira, Alagoas e Ameais.
O edifício rasteiro, cor de cal, está «escondido» pelo arvoredo verdejante e fresco. Observado exteriormente apresenta-se com bom aspecto. Recuperado pela Junta de Freguesia serve actualmente como auditório, posto médico (dependendo da afluência de utentes) e como assembleia de freguesia.
Não muito longe crianças a brincar provocam um som cada vez mais raro nos tempos que correm. São os miúdos de Aldeia de Santo António, Sortelha e Bairro da Ponte que utilizam um moderno infantário construído de raiz na sequência de uma candidatura ao POCentro3.
«Tivemos a capacidade de ir buscar cerca de 20 milhões de euros ao QCA3-POCentro que incluía sub-programas e eixos comunitários para infra-estruturas de saneamento básico», esclareceu-nos, depois, o Presidente Manuel Rito Alves a propósito do Jardim de Infância.
E porque o Bairro da Ponte tem a sua identidade própria foi construído na estrada de acesso à Senhora da Graça um pavilhão cultural que serve para reuniões, para torneios de sueca e como secção de voto nas eleições.

A freguesia de Aldeia de Santo António tem muitos «bairros» e identidades. O Bairro da Ponte do Ti Zé Ricardo, o Bairro da Sacor do meu amigo Paulo Leitão, a estrada da Senhora da Graça, a estrada para Santo Estêvão ou a estrada para Sortelha. Todos diferentes e todos iguais até porque nos permitem avistar em inúmeras perspectivas (qual delas a melhor) o castelo que há só um em Portugal.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal e a Universidade Aberta (UAb) vão celebrar um protocolo de cooperação com vista à formalização de uma parceria que permita criar um Centro Local de Aprendizagem (CLA) no concelho.

A UAb vai celebrar no dia 10 de Julho protocolos de cooperação com as câmaras municipais do Sabugal, Abrantes, Coruche, Grândola, Mêda, Pêso da Régua, Ponte de Lima, Ribeira Grande (Açores) e Silves, com vista à formalização de parcerias que permitam criar Centros Locais de Aprendizagem (CLA) da UAb nestes concelhos.
A cerimónia de assinatura dos acordos conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, do Reitor da UAb, Carlos Reis, dos presidentes das restantes câmaras e vai decorrer no dia 10 de Julho no Salão Nobre da UAb, em Lisboa.
A ocasião será aproveitada para a apresentação do conceito de e-learning, dos objectivos e dos modos de funcionamento dos CLA que irão proporcionar de acordo com a explicação do Reitor «o desenvolvimento de uma rede local de apoio à aprendizagem a distância, vocacionada para os novos ambientes virtuais».
Através da criação desta Rede, a UAb tem como objectivo desenvolver uma adequada inter-relação Universidade/Sociedade, estendendo o serviço público de ensino superior a sectores da população que de outra forma se veriam privados dele.
Os Centros garantirão, no seu âmbito geográfico, o apoio a todas as formações e estudos e à dinamização de acções educativas de âmbito formal, não-formal e informal, dirigidas para o aumento de competências académicas, profissionais, culturais e cívicas e nas áreas técnica, artística, cultural, científica e económica.

Depois da assinatura do protocolo com a Universidade Aberta, instituição universitária de referência nacional, é preciso agarrar «com unhas e dentes» esta oportunidade de excelência para o concelho do Sabugal.
jcl

O artista plástico Kim Prisu, natural de Aldeia da Dona, inaugurou este domingo, 6 de Julho, no Museu do Sabugal, uma exposição de pintura que integra criações de vários anos.

O artista que deu origem ao conceito Nuklé-Art e que quis transformar a «sua» Aldeia da Dona numa aldeia cultural está de volta ao concelho do Sabugal.
Joaquim António Gonçalves Borregana que assumiu o nome artístico de Kim Prisu inaugurou no passado domingo, 6 de Julho, uma exposição retrospectiva que inclui obras de diferentes anos.
A descrição do artista e da sua obra por Xavier Silva Rodrigues tem algumas afirmações desconcertantes e deixa alguns avisos aos visitantes. «Para assimilar a obra de Kim Prisu necessita-se sacholar a essência original numas distintivas inextinguíveis do urbano e do campo no qual ele viu a luz pela primeira vez. (…) A sua obra evolui num discernimento que o levam ao início da Dona Aldeia de onde ribombam linguagens, aromas e pigmentações no mundo inconcebível de Kim Prisu.»
É um artista único com um estilo único. Sabugalense, emigrante em França para onde foi levado com apenas nove meses, vive há nove anos no Pinhal Novo, junto ao Montijo.
A sua exposição estará patente no Museu do Sabugal até ao dia 3 de Agosto, de terça a sexta-feira, das 9 às 12.30 e das 14 às 17.30 horas e aos fins-de-semana das 14.30 às 18.30 horas.
Antes da visita aproveite para reler a excelente crónica de José Robalo publicada nas «Páginas Interiores» sobre Kim Prisu intitulada:
«Aldeia da Dona – Museu a céu aberto» Aqui
E também: «A arte do Kim Prisu de Aldeia da Dona» Aqui.

Mesmo assumindo a nossa amizade de sempre com o Kim consideramos que a «Sabugal+» concretizou uma das mais importantes exposições do seu historial.
De visita obrigatória…
jcl

A aldeia histórica de Sortelha foi o ponto de partida para o passeio comemorativo do primeiro aniversário do Porsche Fans Portugal. Os membros participantes concentraram-se com as suas potentes máquinas na manhã do dia 5 de Julho, no Largo do Castelo e seguiram após o almoço para a Serra da Estrela.

O Porsche Fans Portugal, presidido por José Luís Jacob, comemorou o primeiro aniversário no fim-de-semana de 5 e 6 de Julho com um passeio turístico pela Serra da Estrela.
A concentração dos membros e proprietários das potentes máquinas deu-se em terras do Sabugal na aldeia história de Sortelha a partir das 9 horas da manhã. Para os que preferiram chegar de véspera a organização reservou alojamentos nas casas de turismo de habitação.
Os participantes tinham à sua espera uma recepção organizada pelo presidente da Junta de Freguesia de Sortelha, Luís Paulo, que aproveitou para promover a sua «jóia» com uma visita guiada pelas ruelas do interior das muralhas do castelo.
Entre as 11 e as 12.30 horas os motores das máquinas fizeram-se ouvir em competição cronometrada desde o cruzamento da Bendada até Sortelha devorando a rampa ladeada de barrocos do lado Norte.
O troço de estrada utilizado tem todas as condições, com curvas apertadíssimas e beleza natural, para se transformar num prémio anual de automobilismo denominado «Rampa de Sortelha» contribuindo para a promoção turística da nossa região. A pensar…
O almoço-convívio com diversos pratos da gastronomia raiana decorreu em Sortelha no Restaurante D. Sancho. A partida da caravana deu-se pelas duas e meia da tarde para o kartódromo de Seia, com passagem por Tortosendo, Unhais da Serra e Sabugueiro.
No fim-de-semana de 13 e 14 de Setembro as belíssimas máquinas voltam ao concelho do Sabugal numa organização conjunta do Porsche Fans Portugal e do Capeia Arraiana.
O programa inclui a concentração no sábado de manhã no Largo do Castelo do Sabugal, uma prova cronometrada de perícia durante a tarde, uma visita ao Centro Cívico Nascente do Côa à noite, uma passagem pelas freguesias acasteladas durante a manhã de domingo e muitas surpresas.
jcl

As conquistas do Sporting dos anos 40 e 50 – que o transformaram no mais poderoso clube de futebol em Portugal – valeram-lhe, portanto, grande capacidade de mobilização um pouco por todo o país, conquistando o clube uma dimensão claramente nacional e cada vez mais populista.

José GuilhermeEm todas as regiões de Portugal cresceram núcleos numerosos de simpatizantes e sócios do Sprting, surgindo inúmeras filiais. Espalhava-se a «identidade sportinguista», Zonas como o Alentejo e as Beiras tornaram-se «bastiões» particularmente fortes desta identidade. As vitórias da equipa de futebol catapultaram o clube definitivamente para uma dimensão popular, afastando-se assim o espectro elitista dos primeiros anos. Para este crescendo de popularidade muito ajudou a humildade e a qualidade humana e futebolística de muitos dos jogadores sportinguistas que formaram a fabulosa equipa dos anos 40 e 50. As origens sociais humildes de muitos destes jogadores permitiram o aproximar do clube ao povo amante do futebol. E não tivesse sido o imparável Benfica dos anos 60 e 70, o Sporting poderia hoje ser o maior clube português em termos de simpatlzantes.
Apesar da hegemonia «encarnada» dos anos 60 e 70, os «leões» conseguiram manter uma assinalável regularidade competitiva, alcançando mesmo uma extraordinária vitória no plano europeu, com a conquista da prestigiada Taça das Taças, em 1964. Foi um momento único na história do clube. Nessa gloriosa campanha europeia, o Sporting foi um conjunto eminentemente ofensivo, marcando 36 tentos em 12 partidas … Num só jogo, contra o Apoel Nicósia, os «leões» marcaram 16 golos. Na equipa brilhavam nomes como Carvalho, Fernando Mendes, João Morais, Mascarenhas (melhor goleador do Sporting na prova, com 11 golos) ou Hilário, entre muitos outros. Mas o que fez realmente a diferença foi o «todo» e não as individualidades, com a equipa a apresentar sempre uma forte coesão defensiva, eficácia no ataque e uma grande determinação. Para a história ficou a eliminatória dos quartos-de-final frente ao Manchester United, em que depois de uma pesada derrota por 1-4 em Inglaterra, os «leões» conseguiram uma reviravolta extraordinária em Lisboa, vencendo por 5-0. A «raça leonina» ficava assim comprovada, com os jogadores a assumirem em campo uma postura combativa, aliada a um grande talento, acreditando sempre na vitória. Essa mística era assegurada por jogadores como Fernando Mendes (o «capitão» de equipa) ou Hilário da Conceição.
No plano nacional, o Sporting sofreu então os efeitos da hegemonia benfiquista, tendo apenas conseguido amealhar cinco títulos nacionais nas décadas de 60 e 70. Mas soube sempre resistir e lutar contra o enorme poderio «encarnado». Registe-se que apenas em 1965 o Benfica ultrapassou definitivamente o Sporting em número de títulos nacionais conquistados. Até aí, a superioridade fora quase sempre do Sporting, que em 1954 liderava por 9-7 (sendo que estamos a contabilizar os três títulos benfiquistas na I Liga). A identidade do clube está também grandemente ligada à aposta na formação, «nascendo» nas escolas do Sporting grandes talentos do futebol português e internacional, como foram os casos dos históricos Jorge Vieira e Adolfo Mourão, ou, mais recentes, de Vítor Damas, Paulo Futre, Luís Figo e Beto. O clube tentou desta forma criar e manter sempre um espirito muito próprio, o que nem sempre foi alcançado nas duas últimas décadas do século, marcadas pela passagem, muitas vezes em catadupa, de treinadores pelo «banco» do Sporting. Esta instabilidade em nada contribuiu para a manutenção e reforço dessa mística «leonina», tantas vezes maltratada pelos erros de gestão directiva que conduziram a um largo periodo dominado pelo insucesso desportivo.

Atravessar o deserto com galhardia
Não foram nada agradáveis os tempos vividos então pelo Sporting. A partir de 1982 (ano em que se sagrou campeão e vencedor da Taça de Portugal), o clube entrou no periodo mais negro da sua história desportiva, somando 18 longos anos sem conseguir conquistar qualquer título de campeão nacional (repetindo o que tinha sucedido ao FC Porto entre 1959 e 1978), e apenas ganhando uma Taça de Portugal, em 1995.
Mas na derrota, como na vitória, os sportinguistas souberam, então, mostrar por que é que costumam afirmar que são um clube diferente dos outros: não deixaram de apoiar as diferentes equipas que tentaram inverter a situação, encheram muitas vezes o Estádio José de Alvalade quando tudo parecia correr mal, enfim, demonstraram que o Sporting não queria «ganhar a todo custo» (como os outros, afirmam). Talvez nesta postura viva ainda algum do elitismo característico do nascimento do clube. Uma espécie de herança «genética» dos seus fundadores e mentores.
Para o Sporting, a «travessia do deserto» resultou na custosa perda do segundo lugar no «campeonato dos campeonatos nacionais» para o FC Porto, mas acabou por ser também uma prova de resistência e de força moral, além de que o segundo lugar em número de adeptos continua a ser «verde-e-branco», apenas superado pelo incontável universo «encarnado».
Como não há bem que sempre dure, (os «cinco violinos») nem mal que, não acabe (a década de 90), também o fim do deserto de vitórias sportinguistas no futebol surgiu em 2000, para comemorar o final de um século em que o clube deixou marca indelèvel no desporto português.
E da mesma forma que raramente se pode acusar os «leões» de não saberem perder, ninguém pode dizer que o Sporting de 1999/2000 não soube ganhar … O mesmo se pode dizer da equipa 2001/02, que chegou à «dobradinha» 20 anos depois.
Extracto de «A Paixão do Povo - História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Junho de 2008.

Local: Soito (Sabugal).

Legenda: Cerimónia de comemoração do 27.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários do Soito.

Autoria: Josué Rito Dias.
Clique na imagem para ampliar

O ano de 1906 foi o primeiro da existência de um dos mais significativos emblemas da história do futebol em Portugal, o Sporting Clube de Portugal. Representando a essência da própria origem do futebol no país, o Sporting Club de Portugal nasceu em «berço de ouro», no seio da aristocracia lisboeta do inicio do século.

José GuilhermeOs primeiros estatutos do clube não esquecem a referência a uma agremiação formada por pessoas da boa sociedade e dão a prioridade ao ténis como desporto a ser praticado no clube. Um dos traços identitários do Sporting ficava desde logo esboçado, embora muitas coisas viessem a mudar, principalmente a partir dos anos 40, g