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O filme que Marcelo Rebelo de Sousa produziu para a visita da Chanceler Angela Merkel a Portugal chegou, através das redes sociais, a 139 países em apenas três dias. Segundo o Google Analytics são 250 mil visualizações só na versão principal. Mas há mais 27 versões, que incluem cópias com legendas em diferentes línguas, a ultrapassar o meio milhão de visualizações.

O filme português – de cerca de cinco minutos – apresenta à Europa a situação que se vive hoje em Portugal. Para desfazer o preconceito de que existe uma Europa forte que ajuda e outra que é ajudada, procura demonstrar a relação de dependência económica entre os países da União, apresentando os números da balança comercial entre Portugal e Alemanha, bem como alguns exemplos de negócios entre os dois países.
São 250 mil visualizações só na versão principal. Mas há mais 27 versões, que incluem cópias com legendas em diferentes línguas, a ultrapassar o meio milhão de visualizações. Segundo o Google analytics, o filme que Marcelo Rebelo de Sousa produziu para a visita da Chanceler Angela Merkel a Portugal chegou, através das redes sociais, a 139 países em apenas três dias.
No top5 das visualizações estão Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido e França. É em Portugal que o vídeo tem a mais alta taxa de aprovação, com 89 por cento, mas na Alemanha a taxa é muito próxima – 81 por cento.
No offline, além da cobertura em Portugal, o vídeo mereceu tratamento noticioso em Espanha, Brasil, Alemanha e França.
Após 24 horas, o primeiro resultado obtido ao pesquisar no YouTube «Ich bin ein berliner» era já a versão em Português do filme do Professor Marcelo e ultrapassava em número de visualizações o discurso proferido por John F. Kennedy em Berlim, em 1963, onde é originalmente proferida a frase «Ich bin ein berliner».
Para Marcelo Rebelo de Sousa, o principal objetivo foi cumprido: o filme «mostra que a solidariedade é fundamental entre os povos».
jcl (com Rodrigo Moita de Deus)

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Querido leitor(a), vou dizer-lhe uma coisa de que talvez já se tenha apercebido, se por acaso não é um fanático germanófilo, a Alemanha é o país mais visceralmente antidemocrático da Europa, e o seu povo é de um conformismo político impressionante, aceita tudo e não se rebela contra nada, é um povo seguidista, racista e com complexo de superioridade.

António EmídioVejamos o comportamento de alguns alemães célebres:
Hegel, hierarquizou a História, para ele todos os povos foram inferiores desde os egípcios aos persas, passando pelos gregos, em contrapartida a Alemanha era a culminação do espirito universal, e o único homem livre era o homem alemão.
Hengels, disse que o destino dos países de Leste Europeu era serem colonizados pela Alemanha. Isto foi dito por um senhor que apregoava o internacionalismo operário…
Marx, segundo consta não era um grande patriota, da Alemanha não gostava muito, mas durante a guerra Franco-Germânica, que foi a Alemanha a provocá-la, disse que a França necessitava de uma sova, porque se a Alemanha vencesse, as ideias marxistas expandir-se-iam melhor.
Os seus líderes desencadearam a I Guerra Mundial, com isso provocaram 18 milhões de mortos.
Hitler, desencadeou a II Guerra Mundial, causou essa guerra 60 milhões de mortos, a mente alemã criou Auschwitz, Dachau e outros campos de concentração. Ainda só foi tudo isto, todo este horror, morte e violência, há pouco mais de sessenta anos, sessenta anos na História é um tempo ínfimo, é tão ínfimo que ainda está presente a vontade de domínio na mente desse povo…
Raynhard Heydrich, o carniceiro de Praga, sofreu um atentado feito pelos resistentes checos durante a II Guerra mundial, não morreu, mas ficou ferido, não permitiu que nenhum médico local o tratasse, mandou ir um da Alemanha, enquanto chegou e não, morreu ele! Este Nazi devia «adorar» professores, digo isto porque num discurso saiu-se com esta: «temos de ajustar contas com os professores checos, porque o corpo docente é um viveiro de oposição».
Fim da Segunda Guerra Mundial, com a Alemanha dividida o perigo de um novo confronto bélico desapareceu, anos 90, com a Alemanha unida regressou a sua ambição desmedida e a sua arrogância. Esta nova ambição, vontade de domínio e racismo estão concentrados em Angela Merkel, tornou-se dona e senhora da Europa, da burocracia e dos senhores de Bruxelas que se limitam única e simplesmente a obedecer-lhe. O que é que ela quer? A nível económico reformas estruturais nos países do Sul da Europa, Grécia, Itália, Espanha e Portugal e, como quem não quer a coisa deitando os olhos para a França e Bélgica. Em seis pontos condensarei essas reformas que ela deseja:
1º – Venda de empresas estatais, ou seja, privatizações dos sistemas de saúde, ensino, transportes e segurança social.
2º – Destruição dos direitos e protecção do emprego, leis laborais injustas para o trabalhador.
3º – Baixos salários para quem trabalha e redução no valor das pensões de reforma, reduções escandalosas.
4º – Leis feitas simplesmente para proteger empresários. (grandes empresários e multinacionais principalmente alemãs)
5º – Destruição do Estado Social.
6º – Formação de Zonas Económicas Especiais, as chamadas Z.E.E.
Se por acaso a senhora Merkel conseguir isto tudo, assistiremos na Europa à exploração de quem trabalha nos mesmos moldes da China e do resto dos países asiáticos. As Z.E.E., são zonas onde as empresas multinacionais, e não só, não pagam impostos, não respeitam as leis de protecção do meio ambiente e as quase inexistentes leis laborais, pode chegar-se a este paradoxo, um trabalhador ser chamado de «boca», não contratado porque os contratos não existirão, no dia 1 de um qualquer mês para começar a trabalhar, e no dia 20 do mesmo mês ser posto na rua sem nada receber, a lei laboral estará feita de maneira que o salário ou outra prestação qualquer só serão recebidas depois de 30 dias de trabalho, antes disso não há direito a qualquer compensação. A lei não diz isso! Isso é um exagero! O senhor é um radical! Chame-me o que quiser querido leitor(a), mas as leis são feitas pelos homens, e conforme as fazem, assim as desfazem. Actualmente o partido do Governo aqui em Portugal não está a preparar um Golpe de Estado Palaciano importando-se pouco com o que a Constituição da República diz! Ou seja com as suas leis? Aí nem precisa de as mudar, passa por cima delas! Resultado disto tudo, querem reduzir quem trabalha a um escravo empobrecido.
Como pôr cobro a isto? Só com os trabalhadores europeus mobilizados contra esta ofensiva da Alemanha e dos seus mercados, exigindo programas verdadeiramente social- democratas, programas socialistas, do Socialismo Democrático, e Trabalhistas (ingleses). Alguns inocentes ainda pensam que se Merkel perder as eleições as coisas mudarão para melhor. Pura ilusão! Os social-democratas irão perder as eleições, mas se por acaso ganhassem, a política para a Europa seria a mesma. O problema é que por trás do egoísmo alemão está a vontade de poder que sempre caracterizou a Alemanha. E agora que os mercados alemães e os seus banqueiros, juntamente com os de outros países ricos movimentam 7 biliões de euros das dívidas dos estados da Zona Euro, a vontade de domínio e poder aumentam!
Dizem os germanófilos que a Alemanha é o país das vitórias, do trabalho, da riqueza, do progresso económico e tecnológico, o país que está acima de tudo e de todos, não a invejo, foi ela que até agora mais derrotas teve nesta Europa, e tudo devido à sua ambição desmedida. Penso que não há-de tardar muito que não sofra outra.

Não posso passar sem comentar isto: aqui na nossa então Vila do Sabugal, durante a Segunda Guerra Mundial, contam-me os mais velhos, só se falava na Alemanha e em Hitler, era a propaganda do Estado Novo a trabalhar, diziam alguns que se Hitler viesse ao Sabugal o levavam para casa!! Desconfio que há por aí alguns que presentemente levavam Frau Merkel, para quê? Eles lá saberão…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

«Se observarmos a Alemanha em finais de 2011 desde o exterior com os olhos dos nossos vizinhos, tanto os directos como os mais afastados, veremos que, desde há uma década, Alemanha provoca mal-estar e, ultimamente, também inquietude política (…) a confiança na fiabilidade da política alemã está danificada (…) e quando recentemente vozes estrangeiras maioritariamente estadunidenses (…) exigem à Alemanha um papel de líder europeu, tudo isto também desperta nos nossos vizinhos, mais suspicácia e receios. Desperta más recordações.» (Pequeno extracto de um discurso de Helmut Schmidt a 4 de Dezembro de 2011, no Congresso do SPD – Partido Social Democrata Alemão).

António EmidioA Alemanha tem uma horrível carga histórica atrás dela, comecemos em Bismark com as suas guerras no século XIX e passemos ao século XX com as duas guerras mundiais, a primeira de 1914 a 1918 e a segunda de 1939 a 1945, só estas duas deixaram perto de 80 milhões de mortos! Tragédias difíceis de esquecer aos povos europeus que passaram estas barbáries causadas pela Alemanha.
Na Europa querido leitor(a), existe medo da Alemanha, o seu «milagre económico», uma das economias nacionais mais potentes da actualidade no aspecto tecnológico, político-financeiro e sócio-político, traz grande preocupação. Essa preocupação no momento presente nada tem a ver com uma possível tentativa do domínio da Europa pela Alemanha através das armas como nos séculos passados, isso é impossível nos dias de hoje, não é potência militar para isso, nem as potências militares europeias e os Estados Unidos lhe permitiam uma veleidade bélica. Hoje domina, mas com o esmagamento económico e da Democracia de muitos países da Europa, os países do Leste e do Sul, entre eles Portugal.
Houve uma altura em que o receio dos países europeus em relação à Alemanha se atenuou, e esta passou a ter uma boa imagem internacional, foi na altura dos grandes estadistas alemães como Willy Brandt, Helmut Schmidt, Helmut Kohl, entre outros. A reunificação obriga a abandonar esse «estado de graça», porque enquanto dividida o seu poder político estava limitado, mas unida daria origem a uma grande potência hegemónica, assim é. Não é por acaso que a maior parte dos governos europeus e não só europeus, da altura da reunificação, receberam esta com uma certa frieza, o caso de Thatcher, Mitterrand e Andreotti. A frieza tinha razão de ser, eis que surge Merkel, saída das profundezas de um Estalinismo de Leste, misturado com Calvinismo, que está a levar muitos países europeus, entre eles o nosso, economicamente a um beco sem saída. Desta actual crise económica é ela a única beneficiada, tem crédito barato e fácil, usa de uma brutal usura para com os países seus devedores, Grécia, Portugal e Irlanda, e goza de todas as oportunidades que o Euro lhe traz.
Churchill em 1946 pediu aos franceses para se reconciliarem com os alemães e formar uma espécie de Estados Unidos da Europa. Queria com isto, em primeiro lugar, a defesa comum em relação à União Soviética, depois integrar a Alemanha numa associação ocidental mais ampla, Churchill já previa um ressurgimento alemão. A União Europeia não nasce com o propósito de solidariedade entre os povos europeus, mas sim para diminuir o perigo de uma confrontação bélica novamente causada pela Alemanha. Os Estados Unidos estiveram em todos este processo, por isso se dizia na altura que a Comunidade Europeia seria alemã, debaixo da supervisão dos Estados Unidos. O que é hoje a união Europeia senão o poder alemão? Porque é que os Estados Unidos estão a exigir á Alemanha que assuma o papel de líder europeu? Porque estes querem que o poder político, económico, tecnológico e militar a nível mundial esteja no eixo Washington – Berlim. Não devia ser Washington – Bruxelas? Devia ser, mas isso são outros pormenores…
E a França? Essa não cederá um milímetro da sua soberania a Berlim, nem aceita com bons olhos a liderança da Alemanha, a recordação da II Guerra Mundial, e não só, ainda condiciona a política francesa em relação à União Europeia e à Alemanha. Há quem diga que será impossível uma União Europeia sem o directório Berlim – Paris, mas o problema é que a Alemanha nasceu para mandar, só aceitará esse directório se dela partirem todas as iniciativas político/económicas, Sarkozy foi um exemplo disto. A Europa para solucionar este problema de liderança será dividida em duas? A Alemanha dominará o Leste e a França o Sul? O futuro o dirá.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Como português e europeu, estou a ficar cada vez mais preocupado com esta hegemonia alemã que está a caracterizar a União Europeia.

António EmidioNos anos cinquenta do século passado, o ministro dos negócios estrangeiros francês Robert Schuman concebeu um plano que ficou conhecido pelo «Plano Schuman» e que consistia em reintegrar a Alemanha no seio das nações ocidentais. É a partir desse plano que também começa a ser concebida a União Europeia. Nessa altura, nos meios políticos e intelectuais europeus, dizia-se que esse plano não passava de um projecto de construção de uma Europa Alemã, debaixo do controlo dos Estados Unidos. Não se enganaram! É o que acontece presentemente.
E o papel da França? Também quer ter hegemonia, esta pretensão já vem desde o início, mantém uma «guerra» surda com a Alemanha desde há muito tempo. Berlim e Paris estão representados presentemente pela senhora Merkel e Nicólas Sarkozy, dois ultra-liberais que têm em mente dar um grande impulso á União Europeia dos 27. Duas pessoas de uma ambição desmedida e que só procuram protagonismo, duas pessoas com muita falta de ética e, cínicos. No meio de tantos abraços e beijos que dão um ao outro, e na convergência politica de ambos, segundo os corifeus da comunicação social, existe um antagonismo, os seus planos políticos não são tão convergentes como dizem ser. Existe uma tentativa por parte da França, penso que ideia de Nicólas Sarkozy, de controlar os países do Sul da Europa, os países mediterrânicos, isto não é mais nem menos do que uma tentativa de equilíbrio de poder na Europa, já que a Alemanha exerce um poder quase absoluto a Leste deste continente. Hitler caracterizava como as «Colónias» os países de Leste, como vê querido leitor(a), este domínio não é casual…Mas o problema é que a Alemanha não irá permitir a liderança francesa no Mediterrâneo, o que poderá sair daqui? A história o dirá.
A União Europeia, presentemente é uma união vertical, à cabeça tem a Alemanha com o seu egoísmo, o seu racismo e a tendência para dominar tudo e todos. Voltando a Hitler, este afirmou muitas vezes que o povo alemão era uma «Raça de Senhores», Merkel diz que a Alemanha é o «País das Ideias». Não tenhamos dúvidas, se nós portugueses cairmos nas mãos da Alemanha, aliás, já começamos a estar, não passaremos de um povo escravizado, tudo nos será retirado, desde a nossa riqueza à nossa dignidade, à nossa Democracia e à Liberdade. A Alemanha unificada, fora das suas fronteiras, mostra-nos a história que só destrói, tanto militar, como economicamente. Helmut Schmidt, ex-chanceler alemão e antigo oficial dos exércitos hitlerianos, disse um dia que os verdadeiros responsáveis dos males da Alemanha, eram os estrangeiros. Merkel tem essa ideia fixa, ou não fosse alemã, está a culpar do não avanço rápido da União Europeia (dos interesses alemães), Portugal, a Grécia, a Espanha, a Irlanda e outros, ela quer dominar rapidamente tipo Blitzkrieg, como fazia Hitler quando invadia os países durante a Segunda Guerra Mundial, a guerra não é só militar, também há guerra económica…E quando tudo se desmoronar, irá culpar os povos europeus do descalabro da União Europeia.

Fait divers
Um rapaz amigo, numa conversa disse-me que o que está a acontecer em Portugal se deve à falta de capacidade politica, irresponsabilidade e monumentais erros dos nossos políticos desde a implantação da Democracia (1974). Concordei com algumas coisas, discordei de outras, disse-lhe inclusive que presentemente os partidos políticos não passam de máquinas eleitorais, importando-se pouco com o que possa acontecer aos cidadãos. Mas neste momento, além disso tudo, é do estrangeiro que «orientam» a nossa politica e a nossa economia perdemos portanto a nossa autonomia. Um exemplo vai demonstrar o que eu escrevi: François Mitterrand, o último Presidente Socialista da França, quis ter uma política autónoma para o seu país, não conseguiu, teve de se sujeitar aos acordos e leis internacionais, vindo tudo como é lógico dos Estados Unidos e já da Alemanha. A Globalização a que o Mundo está sujeito só criará novos imperialismos, até à guerra inevitável. Guerra? Quem fala nisso! Falo eu, e pergunto se já chegámos ao fim da História.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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