Quando entrei nas Finanças, em 1953, tive de assinar a chamada declaração de honra: «Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição Política de 1933, com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas.»

Ventura Reis - TornadoiroA falta dessa declaração inviabilizaria a minha entrada no funcionalismo público, pelo que a assinei sem pestanejar, só mais tarde tomando consciência de que a «declaração de honra» era uma autêntica perversidade.
Ao tempo isso era levado muito a sério. Directores e chefes de serviços onde algum dos funcionários professasse as chamadas doutrinas subversivas, podiam ser imediatamente demitidos ou reformados compulsivamente.
Não se pense porém que as pessoas aceitavam isto de bons modos. Assinavam para garantirem o ganha-pão, mas tal não lhes condicionava a existência. Nas repartições por onde passei naquele tempo, eram comuns as graçolas ao António da Calçada, nome que dávamos a Salazar, ou ao Cardeal Cerejeira. Claro que primeiro se ganhava a confiança com os colegas interlocutores, pois o perigo de denúncia à PIDE era real, mas a verdade é que esta era uma prática comum.
Hoje vive-se em liberdade. Pode-se dizer, sem peias, o que aprouver, mas muitas vezes não se sabe usar a liberdade com a devida responsabilidade.
Ainda há dias fui a uma repartição pública, onde me queixei a um funcionário da burocracia excessiva em relação ao meu assunto. Ele, que não me conhecia de lado algum, desatou a dizer imprecações contra o governo e contra o ministro que tutelava o serviço, mimoseando-o com todos os nomes que lhe vinham à cabeça e declarando-o culpado pelas teias burocráticas de que eu me queixava.
Em nome da decência calei-me, para não alimentar a discussão, mas penso que isto é chegar ao extremo da depravação. Uma coisa é o que cada qual pensa e defende, porém algo diferente é ter a noção da forma e do local apropriados para exporem essas ideias.
Temo bem que uma boa parte dos funcionários públicos de hoje não saibam estar no lugar que ocupam.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

A candidatura de António Dionísio à Câmara do Sabugal distribuiu um folheto de campanha contendo uma mensagem do candidato, que promete apresentar um programa eleitoral com promessas concretas para a construção de um concelho moderno, desenvolvido e atractivo.

folhetoDepois de António Robalo se apresentar aos eleitores através de um folheto distribuído à população, de que Capeia Arraiana deu a devida nota, surge agora António Dionísio a distribuir uma brochura.
Num grafismo dominado pela cor azul em diferentes tons, evidenciam-se um castelo estilizado e o rosto do candidato, acompanhando o lema: «Sabugal 2009 – Concelho com Futuro!».
Neste primeiro panfleto de campanha dos socialistas para as autárquicas enumeram-se as razões do apelo à mudança e elencam-se os desafios a que o candidato se propõe: definir o concelho que queremos, afirmar o concelho num contexto regional, criar um concelho qualificado, desenvolver a economia, desenvolver o turismo, gerir a imagem do concelho e definir um novo modelo de governação local.
O documento apresenta também um texto assinado pelo candidato, subordinado ao tema: «A interioridade e a desertificação». No texto António Dionísio caracteriza o concelho facultando dados estatísticos que comprovam o decréscimo populacional, para depois defender que nem todos os males se devem ao poder central: «Não quero dizer que a Administração Central não tem uma quota-parte significativa no estado a que chegámos. Mas afirmo, sem qualquer dúvida, que não compete ao litoral definir o nosso rumo para um Concelho desenvolvido.» Depois, no referente às soluções para os nossos males, o candidato deixa claro que «a Administração Central pode dar uma boa ajuda, mas somos nós que temos de construir este Concelho moderno, desenvolvido e atractivo».
Defende ainda a união dos sabugalenses: «Todos a puxar para o mesmo lado, unidos por uma estratégia comum de desenvolvimento eis a condição primeira para destruir a nossa interioridade e marginalização face às regiões mais desenvolvidas.»
Para António Dionísio terminou o «discurso do desgraçadinho», devendo antes todo o sabugalense apostar no ditado popular «Ajuda-te e serás ajudado», prometendo contudo para o momento da divulgação do programa eleitoral a transformação da mensagem em pospostas concretas.
plb

Vila Nova de Foz Côa será palco da apresentação do Plano Estratégico de Promoção Turística do Vale do Côa, numa sessão pública que reunirá membros do governo e autarcas do Vale do Côa.

Rio Coa incluido na Rota do Turismo ActivoO plano, que foi elaborado pela Associação de Municípios do Vale do Côa realiza, será apresentado no próximo dia 7 de Julho, no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
O documento define os termos em que se desenvolverá o turismo nos municípios do Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Mêda, Almeida, Pinhel e Sabugal.
A Sessão Pública conta com a participação de governantes, de autarcas.
A apresentação dos resultados alcançados e a estratégia de promoção turística estará a cargo do economista Augusto Mateus, que coordenou a equipa técnica que elaborou o Plano. Nele consta a análise e o diagnóstico da região a que se refere, dos recursos e produtos turísticos e das capacidades de desenvolvimento das actividades do sector do Turismo. Inclui também um aprofundada análise das potencialidades do Vale do Côa enquanto destino turístico de referência.
O Plano Estratégico de Promoção Turística é um dos instrumentos que a Associação de Municípios do Vale do Côa está a promover, no sentido de lançar as bases de um novo ciclo de desenvolvimento desta região, no qual as actividades relacionadas com o Turismo desempenharão um papel fundamental.
A Associação de Municípios do Vale do Côa tem como Presidente do Conselho Directivo Emílio Mesquita, presidente da Câmara de Foz Côa, e como Presidente da Assembleia-Geral António Baptista Ribeiro, presidente do município de Almeida.
plb

O presidente da Junta de Freguesia da Bismula, José Agusto Vaz, entendeu clarificar as afirmações que foram motivo de pedido de explicações por parte de Manuel Rito, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, durante a última Assembleia Municipal realizada no passado dia 26 de Junho.

José Augusto Vaz«Artigo 19.º – Liberdade de expressão e de informação
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.

Para clarificar um pouco a situação, vou tentar separar as peças de fruta nesta salada mista:
– Na recepção que o Sr. Presidente da Câmara me concedeu nos finais de Maio passado, no seu gabinete, a que assistiu o Sr. Dias, não é verdade que me tenha referido que “as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado”. Puxando pelo jornal “Nordeste da Bismula, n.º 108”, uma publicação legal inscrita no ICS, e do qual sou seu director está escrito:
“No início do ano escolar, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. António Robalo, achou por bem fechar a escola da Bismula, transferindo os alunos para a Ruvina. Não nos foi fácil aceitar o encerramento da nossa escola, mas sendo-nos apresentado o facto consumado, fizemos o possível e o impossível para que as portas da escola continuassem abertas. Em vão. De nada valeram as nossas razões apresentadas. Tivemos que aceitar a força da evidência. É a triste sina das aldeias que uma após outra envelhecem e ficam sem crianças, sem renovação, caminhando para o seu despovoamento.”
Esclareço que no ano lectivo 2007/08 esta escola funcionou com 12 alunos e em 2008/2009 já não chegaria à dezena e nem todos eram da Bismula. Mas, então, Sr. Vereador? Não houve em 2008, no concelho, escolas a funcionar, como o Sr. disse “a titulo excepcional”, com menos de 10 alunos? Ou será que, tendo o Senhor Vereador Robalo decidido ser candidato à Câmara quis, com este gesto, demonstrar o seu interesse pela sua terra, a Ruvina, onde não têm nascido crianças? Mais palavras para quê?… Se é Senhor Vereador Robalo ou a Administração Central a ordenar o fecho das escolas, nada disso me interessa, mas que foi o Sr. vereador Robalo a dar-me a notícia numa reunião de Presidentes de Junta havida na Biblioteca, é um facto indesmentível!
Mais afirmou o Sr. Presidente da Câmara nessa recepção que este assunto não era relevante, e que me ia mandar fazer a Delegação de Competências.
Quando eu na minha réplica à censura da minha opinião por parte do Sr. Presidente da Câmara, na Assembleia Municipal, referi que “o cerne da questão não está aí … que era preciso definir se havia ou não delegação de competências”, referia-me a um texto que eu publiquei no blogue do candidato do Partido Socialista, Sr. António Dionísio (Toni), no passado dia 1 de Junho com o titulo:
“A Importância de um Candidato…” e “O Toni é mesmo uma grande opção para Câmara Municipal do Sabugal”…
Foi este texto que, nesse mesmo dia, me foi citado na Câmara como sendo o móbil da oposição por parte do Sr. Vereador Robalo à concessão da Delegação de Competências, pois para me ser dada teria de o apoiar… é assim que a coisa funciona. Disseram-me. Triste método que fiquei a saber, mas que comigo, deixei logo bem claro, não colava.
Não está escrito nem implícito no meu texto escrito no dia seguinte a esta informação, com o titulo “Uma Represália politica na Câmara Municipal de Sabugal“, que eu tenha acusado o Sr. Presidente da Câmara de me negar algo. Não! Essa questão é uma questão falsa. Se acha estranho que não seja consigo, Sr. Presidente, aconselho-o a ler novamente o texto. Mas não podemos ir para além do conteúdo semântico dos signos linguísticos.
Ainda na minha tréplica na Assembleia Municipal, o substantivo “desculpa” que eu referi não foi qualquer sinal de desculpas da minha parte, e muito menos a exigida abjuração do que escrevi, mas e tão só a minha educação a vir à tona, porque entendi que o Sr. Presidente da Câmara não estava a perceber nada do assunto a que eu me referia. Isso aconteceu noutros tempos remotos com Galileu que para além das insídias e perseguições de que foi alvo teve de abjurar das suas certezas. O cerne da questão está, de facto, no texto que escrevi para o blogue de apoio do Candidato à Câmara pelo Partido Socialista, Sr. António Dionísio, que o Sr. Presidente não teria lido! E que foi objecto da estranha reacção do Sr. vereador Robalo.
Não me venham com esses factos, razões ou argumentos não provados e mesmo improváveis. Isso comigo não dá.
Deixe que lhe diga, Sr. Presidente. Isso é deprimente, não o julgava capaz descer essa escada!
Quanto à Assembleia Municipal: a julgar por aquilo que ali se viu e ouviu: desde a imposição clara da censura por parte do executivo às politiquices e politiqueiros que nada resolvem; a mesma ética baixa para com o Presidente da Câmara que foi novamente acusado de não falar verdade; o voto contra do Sr. Presidente da Assembleia, curiosamente a pessoa que deu a mão ao actual Presidente e o colocou na cadeira do poder, algo vai mal no reino de Sua majestade. Todavia, mantenho, um pouco absurdamente, a expectativa de que um dia a alegre mediocridade reinante na Assembleia dê lugar à verdadeira discussão de ideias e projectos necessários ao concelho, em estreita relação com a responsabilidade social que nos rodeia, questão ligada à área do dever, das obrigações morais e legais, cruzando-se com o conceito de Ética e de cidadania. Onde estas reacções espaventosas não tenham lugar e afastem este ilusionismo eleitoral.
Enfim… venha a salada de fruta… e que bem que sabia!!!
José Agusto Vaz (Presidente da Junta de Bismula)
vasto@sapo.pt

Decorreu, como todos bem sabem, a XXXI Capeia da C.C.Sabugal no Campo Pequeno, em Lisboa, no passado dia 6 de Junho. Já algo foi escrito e comentado sobre este acontecimento, que serve, de certa maneira para ajudar a promover o Concelho, as tradições, os produtos regionais, bem como proporcionar um grande encontro entre os sabugalenses, tanto de Lisboa, como os que se deslocam do Concelho ou de outras regiões do País e, não foram poucos.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaDepois de todas as incidências da manhã, com a montagem do Forcão, a chegada dos touros, a preparação do Ringue do Clube Operário de Lisboa para receber os autocarros da Viúva Monteiro, o espectáculo abriu com o tradicional desfile, abrilhantado pelos Tamborileiros de A. Ponte, pela rapaziada, algumas Associações do Concelho, a jovem Banda de Benavente, os Bombeiros do Sabugal e do Soito, completados com o Rancho Folclórico de Vila Boa, não fugindo este desfile ao que tem sido habitual, ao longo dos anos.
Estamos seguros, que é um belo momento, que todos apreciam e dá algum colorido à festa no Campo Pequeno. A felicidade estampada no rosto de quem desfila, principalmente os mais pequenos, é prova evidente do que acabamos de referir, nunca é demais referi-lo.
Alinhados todos na Praça, teve lugar o pedido da Praça a Sua Ex.ª o Presidente da Câmara Municipal de Sabugal, Sr. Manuel Rito, depois das habituais palavras de boas vindas do Presidente da Casa do Concelho, Sr. José Lucas.
Esteve previsto, nesta altura, uma saudação aos novos candidatos à Câmara Municipal de Sabugal, como não os conseguimos descortinar a todos, apesar de presentes na Capeia, não parece, mas é bastante difícil, da arena descobrir alguém na bancada, no meio de tanta gente, optámos por não o fazer, com alguma pena, pois achamos que mereciam uma palavra pública de estimulo pela sua disponibilidade em concorrer às Eleições Autárquicas.
Feita este referência, a Capeia decorreu mais ou menos como todas as outras, com a valentia dos rapazes demonstrada na arena, esperando os touros ao Forcão, bem como no agarrar os touros em plena arena, sem incidentes por aí além, apenas um ou outro susto, como sempre acontece.
No final, a Direcção da Casa presenteou a Administração do Campo Pequeno, nas pessoas de Rui Bento Vasques e Vasco Cornélio, com a oferta de uma salva, servindo como pequena homenagem, pelo bom acolhimento a todos os Sabugalenses.
Pelo meio, temos que estar gratos aos Tamborileiros, aos Bombeiros do Concelho, às exibições da Banda de Música de Benavente durante a Capeia, ao Zé Manel Ferreira com as demonstrações dos seus magníficos cavalos e à meritória actuação do Rancho Folclórico de Vila Boa, que nos brindou com belas danças e cantares. A todos eles, o bem-haja tradicional das nossas terras, dos Corpos Sociais da C. C. Sabugal, extensivo também para todos os espectadores presentes, que não regatearam os merecidos aplausos a todos os intervenientes nesta Capeia.
Terminada a dita cuja, o convívio continuou no Ringue do Clube Operário de Lisboa, como no ano passado, a quem a Direcção da Casa também está grata, saciando os estômagos com os bons enchidos do Concelho, numa animação característica das nossas gentes.
É hora, de os diversos autocarros encetarem a viagem de regresso ao Concelho, com uma ou outra buzinadela, aplaudida pelos que ficaram, de despedida alegre, que será curta.
As férias, festas e Capeias da Raia aproximam-se a uma velocidade estonteante.
Por lá nos encontraremos, se não for antes, sendo mais certo que seja nessa altura.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

O Ministro da Economia foi demitido pelo Primeiro-Ministro José Sócrates durante o debate da nação na Assembleia da República. Um gesto provocatório com dois dedos na testa em forma de cornos dirigido à bancada do PCP ficou para a história dos debates parlamentares. Depois do «PapaMaizena» e do rasgar de programas em directo na SIC Notícias só faltava simular uma investida no forcão…

O gesto fatal de Manuel Pinho foi feito numa fase acalorada da tarde, em que Francisco Louçã (BE) lembrava as promessas de José Sócrates e de Vital Moreira sobre a viabilização das minas de Aljustrel e a manutenção de 100 postos de trabalho. O Ministro da Economia, desnorteado, respondeu com os dedos em forma de cornos a uma provocação paralela de Bernardino Soares (PCP) sobre a oferta de um cheque da EDP à colectividade aljustrelense. Só faltou mesmo o incentivo raiano… Ó Forcão Rapazes.

Em tempo de anormal e maniqueista nervosismo politico-popular será que é de bom tom sugerir o registo do incentivo «Ó Forcão Rapazes» ??? (Interrogação)
jcl

Em finais do ano passado foi celebrado entre a Autoridade de Gestão do Programa Operacional da Região Centro e a Associação Intermunicipal baseada nas NUT III Beira Interior Norte e Cova da Beira, a que o Concelho do Sabugal pertence, um Contrato de Delegação de Competências com Subvenção Local, tendo como base um Plano Territorial de Desenvolvimento da COMURBEIRAS.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Na prática, o que isto significa é que a Autoridade de Gestão do PORCentro delegou na COMURBEIRAS a gestão do processo de aprovação de candidaturas a apresentar pelos Municípios e que, de acordo com a Minuta do Contrato a que tive acesso, atinge um valor de 38,9 milhões de euros, dos quais 34,4 a aprovar entre 2008 e 2010.
Uma análise da distribuição das verbas contratualizadas, permite perceber quais as prioridades da COMURBEIRAS. Assim:
– 20,9M€, 54% do total destinam-se a investimentos em projectos enquadrados no Eixo III – Consolidação e Qualificação dos Espaços Subregionais;
– 8,9M€ (23%), no Eixo I – Competitividade, Inovação e Conhecimento;
– 6,1M€ (16%) no Eixo IV – Protecção e Valorização Ambiental;
– 1,7M€ (4%) no Eixo V – Governação e Capacitação Institucional; e,
– 1,1M€ (3%) no Eixo II – Desenvolvimento das Cidades e dos Sistemas Urbanos.

Mas a leitura do Contrato permite detalhar um pouco mais a repartição das verbas disponibilizadas e perceber quais as mais significativas. Assim tem-se:
– Sistema de Apoio a Áreas de Localização Empresarial – 7,8M€ (20%);
– Mobilidade territorial (que inclui as estradas) – 7,5 M€ (19%);
– Equipamentos para a coesão local – 5,7M€ (15%);
– Acções de valorização e qualificação ambiental – 4,8M€ (12%);
– Requalificação da Rede Escolar de 1º Ciclo do Ensino Básico e da Educação Pré-Escolar – 3,8 M€ (10%);
– Património Cultural – 2,9M€ (7%);
– Sistema de Apoio à Modernização Administrativa – 1,7M€ (4%);
– Mobilidade territorial (mobilidade sustentável) – 1,1M€ (3%): e,
– Rede de equipamentos culturais – 1,1M€ (3%).

As informações de que disponho, permitem-me dizer que o Município do Sabugal contratualizou com a COMURBEIRAS a apresentação das seguintes candidaturas, no valor global de 3,6M€:
– Áreas de Acolhimento Empresarial e Logística – Ampliação do parque industrial do Sabugal – 0,24M€ (7%);
– Economia Digital e Sociedade do Conhecimento – Equipamento para o Pólo de Especialização Tecnológico – Níveis III e IV e Centro de Estudos de Jesué Pinharanda Gomes – 0,27M€ (8%);
– Mobilidade Territorial – Ligação da A23 à fronteira (passando por Sabugal e Soito) – 2,7M€ (75%); e,
– Acções de Valorização e Qualificação Ambiental – Requalificação de espaços ambientais públicos no concelho do Sabugal: Arborização da Av. 25 de Abril e da Av. Infante D. Henrique no Sabugal; Requalificação ambiental e paisagística do lugar do Calvário e do Largo de S. Sabastião e Recuperação Ambiental da Quinta da Colónia Agrícola Martim Rei (quinta pedagógica e campo de férias) – 0,34M€ (10%).

Ficamos assim a saber quais as prioridades que o conjunto dos Municípios da COMURBEIRAS apresentaram e, mais importante, as prioridades do Município do Sabugal.
Palavras para quê…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O concelho de Trancoso engalanou-se para receber em festa sua majestades reais D. Dinis e D. Isabel de Aragão e seus séquitos, nobres e povo numa recriação do esposamento dos monarcas que aconteceu nesta cidade em 1282.

D. Dinis e D. Isabel em TrancosoA Festa da História foi organizada em 27 e 28 de Junho pela empresa municipal Trancoso Eventos, Câmara Municipal de Trancoso e pela AENEBEIRA-Associação Empresarial do Nordeste da Beira onde não faltaram torneios de armas, a reconstituição do recrutamento de homens para a defesa do burgo, o assédio e assalto por tropas castelhanas mas também os festejos da vitoria dos trancosanos com bailias, danças e folguedos.
Pelas ruas do centro histórico, vaguearam mendigos, guerreiros, judeus e mercadores, pregoeiros, taberneiros, cavaleiros e infantes, conferindo um colorido ao perímetro amuralhado na antiga «vila» agora cidade de Bandarra.
No centro da praça, o trono real acolheu os monarcas que assistiram com todas as honrarias, à pelejas e confrontos de cristãos e mouros, a danças e bailias.
O Cortejo Régio foi o momento mais visível destas celebrações anuais que atraem forasteiros e autarcas de varias paragens que, na praça central intra-muros, assistem aos torneios de armas a cavalo, venda de escravos, investidura de novos cavaleiros e por fim o «juízo eclesiástico de heréticos e relapsos e seus castigos».
Não faltou a Ceia Medieval para Fidalgos de moa agasalho, em ambiente que fez recuar aos tempos medievais e aos odores e sabores de antanho, onde não faltaram as animações e exibições de artistas e do povo.
Trancoso fez mais uma vez jus aos seus pergaminhos de um passado glorioso que se quer projectar na modernidade do presente para construir um futuro promissor.

É, sem dúvida, mais glorioso fazer uma festa para exaltar D. Dinis e D. Isabel do que comemorar a Europa que ninguém quer.
jcl (com C.M. Trancoso)

O Teatro Municipal da Guarda e a Junta de Castilla y Léon (Espanha) organizam conjuntamente e um festival de música blues, entre 24 de Julho e 01 de Agosto.

TMG-Teatro Municipal da GuardaO «Transblues – Festival de Blues», realiza-se nas cidades de Guarda e Béjar, tendo o seu programa sido hoje apresentado em conferência de imprensa pelos organizadores na delegação regional da Junta de Castilla y Léon, na cidade espanhola de Salamanca.
Sengundo a Lusa, o festival arranca no dia 24 na Guarda, com Eugene Hideaway Bridges (Estados Unidos da América).
Bob Stroger & The European Band (EUA) actuam dia 25, Roland Tohakounte (República dos Camarões), dia 26, Minnemann Blues Band (Portugal), dia 29, e o grupo Bluedays (Espanha), dia 30.
Para Béjar (Espanha), estão agendados concertos por Nobody´s Bizzness (29), Bob Stroger & The European Band (30), Ângela Brown & The Might e Mageo Parker (31). Eugene Hideaway Bridges, Sugarblue, Wentus Blues Band + Eddie Kirkland e Wentus + Barrenge Whithfield fecham o festival dia 01 de Agosto.
O Transblues envolve custos globais de 175 mil euros, sendo 35 mil suportados pela organização portuguesa.
Este evento, segundo Américo Rodrigues, director artístico do Teatro Municipal da Guarda (TMG) surge no âmbito de uma parceria entre a Junta de Castilla y Léon e a Culturguarda, que apresentaram uma candidatura comum a fundos comunitários, denominada «Redes».
plb

A Presidência da Câmara Municipal do Sabugal entendeu publicar extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal realizada no passado dia 26 de Junho relativamente ao pedido de retratação pública ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula pelas afirmações constantes do artigo publicado no Capeia Arraiana.

Assembleia Municipal«Relativamente ao artigo publicado por V. Exa. em 08/06/09, com o título “Represália política na Câmara de Sabugal”, junto se remete com pedido de publicação extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09, aprovada na mesma Assembleia.
As actas após aprovadas fazem fé em Juízo.

Extracto da Minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09
O Presidente da Câmara tomou a palavra para dizer que a actividade Municipal estava distribuída por escrito mas que não podia deixar de referir o seguinte: Foi deliberado, por maioria com 3 abstenções na reunião do executivo de 12-06-09 (como consta na respectiva acta) comunicar ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Bismula que se não se retratar publicamente por escrito das afirmações que fez ao Blogue “Capeia Arraiana”, que não haveria mais delegações de Competências na Junta de Freguesia da Bismula. Entre outros comentários, o Presidente da Junta dizia que em reunião com o Presidente da Câmara tinha solicitado uma delegação de competência para pavimentação de diversas ruas, e esta lhe tinha sido negada, por apoiar um candidato do Partido Socialista. Ora na referida reunião o que tinha sido dito ao Presidente da Junta foi que as delegações de competências pressupunham uma relação de confiança entre delegante e delegado que, no caso, tinha sofrido um abalo porque o Presidente da Junta tinha escrito no Jornal “Nordeste”, que é editado e distribuído na sua freguesia, que “no início do ano escolar o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Sabugal, Sr. António Robalo, achou por bem fechar a escola de Bismula, transferindo os alunos para a Ruvina”, o que é mentira visto que quem fechava ou não as escolas é a Administração Central.
Referiu que nunca como Presidente da Câmara tinha usado o cargo para pedir votos fosse a quem fosse e o Presidente da Junta de Freguesia da Bismula mente quando o diz.
Portanto não pode admitir que o Sr. Presidente o trate como o tratou e, repete, que foi deliberado por maioria, com 3 abstenções e nenhum voto contra, que sem o Sr. Presidente da Junta de Freguesia se retratar, por escrito, não haverá mais delegações de competência na Junta de Freguesia da Bismula, e que como por causa do Sr. Presidente da Junta, a Freguesia da Bismula não pode ser prejudicada, as Ruas em falta serão executadas pela Câmara Municipal de Sabugal, após projecto e inclusão em orçamento.
De seguida foi dada a palavra ao Presidente da Junta de Freguesia da Bismula.
O Presidente da Junta disse «para já quero referir apenas o seguinte quanto ao assunto que o Sr. Presidente da Câmara apresentou: efectivamente aconteceu como disse o Sr. Presidente. O Presidente mostrou-me o Jornal. O Sr. Vereador Robalo sabe bem que foi ele que me disse na reunião que tivemos com os Sr. Presidentes de Junta, na Biblioteca, que as crianças iriam sair da Bismula. O cerne da questão não está aí, o cerne da questão está em que o tempo passa a correr e era preciso de facto definir se havia ou não delegação de competência, e quando eu vou saber da delegação de competência, não falei com o Sr. Presidente da Câmara, mas alguém falou comigo e me disse que o Sr. Vereador Robalo se tinha oposto a que me dessem a delegação de competências, e isso saiu da Câmara, mas não foi nada com o Senhor Presidente da Câmara. Peço-lhe desculpa mas não foi esse o motivo porque escrevi.»
Em resposta o Sr. Presidente da Câmara: «Estranho que não seja comigo o que o Sr. Presidente da Junta da Bismula escreveu mas, uma vez que é assim, solicito que o serviço de apoio à Assembleia mandem cópia da acta, no que a este assunto respeita, para o Blogue “Capeia Arraiana” onde foi publicado o artigo referido.»
jcl

De 30 de Julho a 2 de Agosto, o Largo do Rio Côa, na cidade do Sabugal, recebe a terceira edição da Festa da Europa, onde haverá música, artesanato, gastronomia, caminhadas e provas desportivas. Os UHF são o grande destaque do programa.

UHFA festa inicia-se na tarde do dia 30 de Julho com a inauguração das tradicionais tasquinhas, que estarão abertas todos os dias da festa. Nesse mesmo dia, pelas 22 horas, haverá um concerto musical, como o grupo, «Prós & Contras».
No segundo dia subirá ao palco «Rita Redshoes».
No dia 1 de Agosto, às 15 horas, realiza-se o IV Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa, que incluirá provas e prémios para todos os escalões (organizado pelo Município do Sabugal e Associação Cultural e Desportiva do Baraçal).
Nesse mesmo dia, pelas 19 horas, realiza-se uma caminhada, que se iniciará defronte ao Palácio da Justiça.
Pelas 22 horas subirá ao palco da festa o grupo musical UHF.
Na tarde do dia 2 de Agosto, designado pelo «Dia das Associações», haverá a exibição das associações musicais e etnográficas do concelho do Sabugal que aderiram à festa.
Ao longo dos dias da Festa da Associação ocorrerá também uma Feira de Artesanato, com diversos pavilhões de artesãos frente ao Palácio da Justiça. A organização da feira resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Sabugal e a Associação de Desenvolvimento Local do Sabugal (ADES).
plb

Na noite do dia 21 de Junho de 2009, a Associação Cultural e Recreativa da Torre (ACRT) celebrou o S. João com uma sardinhada oferecida aos sócios e amigos da colectividade.

Associação Cultural e Recreativa da TorreOs convivas começaram a chegar pelas 20 horas e desde logo se colocaram os assadores a postos, com as sardinhas devidamente alinhadas. Depois de prontas para serem degustadas, as inicialmente previstas revelaram-se poucas e tiveram de ser reforçadas, por fim, o caldo verde, bem no ponto e preparado por algumas das associadas.
Outrora a Torre tinha por tradição fazer a fogueira do S. João, fogueira essa com reminiscências nas festas pagãs do solstício do Verão (que coincide com o começo da Estação), a queima era de rosmaninho, e esta também era realizada nas várias habitações, era uma forma de purificar as casas depois do longo Inverno e o fumeiro associado ao mesmo.
A ACRT tem ainda como novidade a instalação da internet, na sede da Associação, iniciativa desta com a colaboração levada a cabo pela Junta de Freguesia do Sabugal, o que permite aos associados estarem em comunicação com o mundo, nomeadamente com os vários associados residentes em muitos países estrangeiros (desde a França, Alemanha, Canadá e até Angola). Está para breve a criação de uma página da ACRT e ainda um e-mail à mesma associado, um grande bem haja à Junta de Freguesia que permitiu este benefício.
Há ainda que salientar a construção de um pequeno parque infantil, junto da sede da Associação, parque esse que se destaca pelas suas cores vivas e que permitirá às crianças tempo de divertimento, ainda que sejam escassas as habitualmente residentes.
Para melhoria do espaço ocupado pela Associação, a mesma recuperou uma nora que existia no «terreiro» da antiga escola primária, nora essa que foi colocada em destaque num pedestal em forma de poço com iluminação própria.
Continuamos a contar com todos os associados e amigos para fazer mais e melhor pela Torre, muito obrigado
José Amaral Marques

A ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal promove, com o apoio do Município do Sabugal e empresa municipal Sabugal +, de 26 de Junho a 5 de Julho, o artesanato do concelho do Sabugal em Aveiro na FARAV`09 – Feira de Artesanato de Aveiro.

FARAV'09Além da mostra de artesanato do concelho do Sabugal, está a participar também um artesão a trabalhar ao vivo.
A ADES irá representar os artesãos do concelho e suas peças de artesanato, promovendo os seus trabalhos e dinamizando a cultura e tradições locais.
Dia 27 (sábado), o evento contou também com a actuação do Rancho Folclórico de Sortelha, promovendo também a etnografia do nosso concelho.
Para além do artesanato, pretende-se dinamizar e promover os produtos locais, como o queijo, o mel, os licores, entre outros produtos.
A promoção do turismo do concelho do Sabugal, também irá estar representado no espaço afecto ao concelho do Sabugal, promovendo-se e divulgando-se através de material promocional e de videos com filmes a história, gastronomia, património histórico, tradições, restauração e alojamento.
Pretende-se assim «vender o concelho», através da promoção do concelho do Sabugal enquanto destino turístico.
Jorge Esteves (ADES)

Há dias lançaram-me um desafio para uma crónica sobre as opiniões do Dr. Leal Freire a respeito do Estado Novo; o qual, sendo novo, não tinha novidade alguma, porque era salazarento e bolorento.

João ValenteNão discuto o valor das opiniões do Dr. Leal Freire (de quem curiosamente tive idêntico percurso académico – escola, seminário do Fundão e Direito), porque daria muito pano para mangas e para não sujeitar os leitores à brilhante e previsível contestação, à correspondente réplica e sucessivas tréplicas de ambos.
O que aqui está em causa não é tanto o demérito das convicções do Dr. Leal Freire, mas a razão de ser das mesmas, porque o que motivou o repto é o absurdo delas num homem tão inteligente e culto. Este é pois o objecto deste breve post; não outro.
Mutatis mutantis, a boa impressão que tem o Dr. Leal Freire do regime Salazarista no período longínquo da segunda guerra, lembra-me a analepse temporal que o meu avô Lourenço Martins, nos seus 92 anos de cãs alvíssimas, fez a partir de certa altura da sua vida, regressando às memórias da meia-idade, que foi o período da segunda grande guerra e da exploração do volfrâmio.
A diferença entre Dr. Leal Freire e o meu avô analfabeto sobre a segunda grande guerra diverge apenas pelo grau de instrução de cada um; o Dr. Leal faz uma elaborada análise política, o meu avô reduzia-a aos efeitos na economia familiar.
Esclareço que aquele estádio de regressão do meu avô no tempo foi cada vez mais longe, à medida que envelhecia, a ponto de se alienar completamente do presente.
Na verdura dos meus anos, atribuiu aquela obsessão do meu avô pela segunda grande guerra à senilidade dos seus 92 anos, mas hoje que penso maduramente, vejo que tinha uma causa mais profunda: todos nós à medida que envelhecemos e sentimos aproximar o desenlace natural da vida, somos tomados por uma cada vez maior nostalgia do passado. «Que há saudades nos homens, é evidente; que há homens saudosos não pode negar-se», já o afirmava José Marinho na sua Teoria do Ser e Da Verdade.
Toda a Saudade parte da morte que é por antonomásia a suma ausência. E a partir dela diferenciam-se dois caminhos: Uma promoção que a ultrapasse pela negação do espaço e do tempo futuro; ou retorno, que supere a morte pela fuga ao espaço e ao tempo presente.
O primeiro caminho é o da generalidade da ficção literária e foi seguido por Bernardim Ribeiro, Francisco Manuel de Melo e António Patrício, entre outros.
A Saudade do fim da vida é um exemplo do segundo caminho; um desejo de superação da morte pelo regresso ao passado, dominando o tempo com estados de ausência ao presente em que as lembranças agradáveis do passado dão sentido e consistência aos passos que a Saudade foi gravando sobre a vida.
Foi também este segundo caminho o seguido na Mensagem de Pessoa e obra de Pascoais, os poetas mais genuínos da portugalidade.
É este binómio Lembrança/desejo que caracterizando a Saudade, provoca prazer/dor numa sucessão de momentos diferentes, «um estado de saudade»(Marnos) permanente, nas palavras de Teixeira de Pascoais, que também é válido para as nações antigas e por isso serve para caracterizar a alma portuguesa, como tão bem fez Cunha Leão em O Enigma Português.
A alienação do tempo presente deu-se precisamente, parafraseando o Leal Conselheiro de D. Duarte (o nosso rei – filósofo que estudou a saudade), quando a razão do meu avô se deixou afectar pelo «rijo desejo de voltar ao estado de ausente». Foi também a época mais dolorosa e insensata da vida dele.
Por isso a Saudade, é um fenómeno de sensibilidade; parte do coração e nada tem a ver com a razão; nasce da lembrança do tempo feliz que se viveu e do desejo de regresso a ele, são fenómenos psicológicos e de estado de alma.
«A suydade nom descende de cada uma destas partes (nojo, pezar, desprazer e aborrecimento) mas é um sentido que vem da sensibilidade e não da razão», ainda D. Duarte no Leal Conselheiro.
Ou como dizia Leonardo Coimbra, as saudades «são como pombas de sonho que povoam o nosso entendimento», bastará procurá-las, mesmo que subtilmente, para elas levantarem voo perdendo-se daquele pombal, tão firme no seu ser, como disponível e vazio na sua realidade.
A opinião do Dr. Leal Freire sobre o Estado Novo, explica-se pela mesma Saudade que tinha o meu avô, comum aos homens no fim de vida e que seguem o caminho da fuga ao presente. Possivelmente nem corresponde ao sentimento verdadeiro do Dr. Leal Freire, mas ele nem se apercebe!
É que, segundo Francisco Manuel de Melo, às vezes «a Saudade lembra-nos coisas que antes de ela aparecer nunca amaríamos».
Provindo da Saudade que pertence ao coração, a opinião do Dr. Leal Freire não pode contradizer-se pela lógica. Sentimento e Razão não se tocam…
«E para entender esto não cumpre ler per outros livros, mas cada um considere o seu coração o que já por feitos desvairados tem sentido», ainda D. Duarte no Leal Conselheiro.
Assim, a opinião do Dr. Leal Freire sobre o Estado Novo, é uma extravagância da Saudade que dá aos homens naquela idade. Um derradeiro bater de asas do sonho que lhe povoa o entendimento…
E que podemos nós, contra o infinito intangível do sonho?
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Com o mês de Agosto chega a época grande das Capeias Arraianas nas terras junto à Raia no concelho do Sabugal. Cumprindo a tradição, as touradas com recurso ao forcão, precedidas do também tradicional encerro, trarão alegria e emoção às nossas aldeias.

DIA FREGUESIA EVENTO
19-07 Aldeia da Ponte Cartel de Variedades
06-08 Lageosa da Raia Capeia Arraiana
07-08 Soito Capeia Arraiana (nocturna)
08-08 Ruivós Capeia Arraiana (nocturna)
09-08 Soito Exibição de recortes
09-08 Aldeia da Ponte Tourada à Portuguesa
10-08 Aldeia do Bispo Capeia Arraiana
10-08 Seixo do Côa Garraiada
11-08 Soito Capeia Arraiana
12-08 Ozendo
Rebolosa
Capeia Arraiana
14-08 Nave Capeia Arraiana
15-08 Aldeia da Ponte Capeia Arraiana
17-08 Alfaiates
Forcalhos
Vale de Espinho
Capeia Arraiana
18-08 Fóios Capeia Arraiana
20-08 Vale das Éguas Capeia Arraiana (nocturna)
22-08 Aldeia da Ponte Festival «Ó Forcão Rapazes»
25-08 Aldeia Velha Capeia Arraiana

 

Festival «Ó Forcão Rapazes-2008Para os interessados, divulgamos desde já o calendário das Touradas de 2009.
Comecemos pelas Capeias (touradas com forcão) que, como é costume, abrem na Lageosa e encerram em Aldeia Velha:
Lageosa da Raia, dia 6.
Ruivós, dia 8 (nocturna).
Aldeia da Ponte, dia 9.
Aldeia do Bispo, dia 10.
Soito, dia 11.
Ozendo e Rebolosa, dia 12.
Nave, dia 14.
Aldeia da Ponte, dia 15.
Alfaiates, Forcalhos e Vale de Espinho, dia 17.
Fóios, dia 18.
Vale das Éguas, dia 20 (nocturna).
Aldeia Velha, dia 25.
No Seixo do Côa, a 10 de Agosto, realiza-se uma também tradicional garraiada, mais propriamente chamada «tourada à vara larga»:
A Praça de Touros de Aldeia da Ponte recebe também alguns espectáculos tauromáquicos.
Ainda em Julho, no dia 19, haverá Variedades Taurinas com cavaleiros praticantes e amadores, assim como novilheiros e forcados.
A 9 de Agosto a mesma praça de touros recebe a sempre muito aguardada Tourada à Portuguesa, com cavaleiros profissionais, organizada pela Associação «Amigos de Aldeia da Ponte».
Momento muito aguardado todos os anos é o Festival «Ó Forcão Rapazes», que na tarde do dia 22 de Agosto se realiza também na Praça de Aldeia da Ponte, onde 9 equipas representativas das aldeias raianas (Alfaiates, Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Aldeia velha, Fóios, Forcalhos, Lageosa da Raia, Ozendo e Soito) exibirão a melhor arte de pegar ao forcão.
plb

O jornal «O Interior» em colaboração com a Rádio Altitude apresentou a sua Web TV. O projecto foi desenvolvido com tecnologia da empresa guardense Dom Digital.

O Interior TvO «Interior Tv» é um projecto de Web Tv implementado em parceria pelo jornal «O Interior» e pela Rádio Altitude. Pretende fazer um novo tipo de jornalismo multimédia integrando as notícias da imprensa escrita, da rádio e da televisão.
O projecto foi bem recebido pela comunidade política, empresarial e jornalística da cidade tendo sido comentado positivamente por várias personalidades da região.
João Queiroz, o novo reitor da Universidade da Beira Interior (UBI), em entrevista ao «O Interior TV» afirmou: «Pareceu-me um projecto ambicioso e um projecto muito inovador. Eu acho que é importante para a região e pode captar outro tipo de públicos que os jornais e a rádio normalmente não captam.»
O projecto inovador na Beira Interior apresenta uma excelente qualidade gráfica e de layouts e uma muito aceitável velocidade de emissão em tempo real.

Veja o canal televisivo online. Aqui.
jcl (com jornal «O Interior»)

Na semana transacta o Comando Territorial da Guarda da GNR registou um total de 66 ocorrências criminais, efectuou 12 detenções, levantou 312 autos de contra-ordenação e registou 38 acidentes de viação.

GNR-Guarda Nacional RepublicanaDentre os crimes verificados na área de actuação da GNR merecem destaque os furtos, que no total foram 18: cinco em estabelecimentos comerciais e em outros edifícios, dois de veículos, um em veículo, dois em residências e oito outros furtos.
Segundo o comunicado semanal da GNR foram também detidos 11 indivíduos em flagrante delito, pelos seguintes motivos: sete por condução sob o efeito do álcool, três por condução ilegal, um por ameaças e coação a militares da GNR. Foi ainda efectuada uma detenção através do cumprimento de mandado judicial.
Durante a semana em referência, de 22 a 28 de Junho, foram elaborados 312 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 291 à Legislação Rodoviária, 16 à Legislação da Natureza e Ambiente, cinco à Legislação Policial Geral.
Nos dias 26 e 27 de Junho, o Comando Territorial da Guarda, levou a efeito três operações destinadas à fiscalização rodoviária e abordagem de indivíduos suspeitos da prática de crimes. Nesse âmbito foram fiscalizados 162 veículos, elaborados 19 autos de contra-ordenação ao Código da Estrada e efectuadas 2 detenções por condução sob efeito do álcool.
Foram ainda realizadas sete operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, na zona de fronteira com Espanha, tendo sido fiscalizados 252 veículos e elaborados 13 autos de contra-ordenação.
Registaram-se 38 acidentes de viação. Desses, 16 ocorreram por colisão, 21 por despiste e um por atropelamento, dos quais resultaram um morto, um ferido grave e 20 feridos leves. Registou-se também um acidente de trabalho, com tractor agrícola, do qual resultou um morto.
No dia 27 Junho, o Núcleo Escola Segura (NES) do Destacamento Territorial de Gouveia, realizou uma acção de sensibilização e demonstração de valências da GNR com Patrulhas de Cavalaria e Equipas Cinotecnicas, no Estádio Municipal de Seia inserida na V Exposocial, promovida pela Câmara Municipal. Nas actividades estiveram presentes cerca de 300 pessoas, maioritariamente idosas.
plb

A iniciativa privada é um atributo básico do Estado de Direito moderno. Foi uma reacção ao absolutismo e ao centralismo estatais nas suas diversas variantes. Mas infelizmente aconteceu uma mutação ou deformação do privado, que para mim é uma autêntica perversão.

António EmidioCom o surgir do neoliberalismo apareceram grandes consórcios e multinacionais às quais o individuo se encontra submetido, ou seja, saiu da tutela do Estado, para ficar debaixo da tutela do privado. Não é por acaso que se ouvem citações destas vindas de grandes accionistas e executivos do capital financeiro e industrial: durante um longo período, as igrejas desempenharam um papel determinante nas nossas vidas, depois foram os Estados e actualmente é a vez das empresas.
Leitor(a) a história avança, mas nunca caminha só, acompanha-a sempre o passado, e com adaptações às novas épocas, ele faz a sua aparição de vez em quando. O que acontece presentemente é a coisa mais parecida com o Feudalismo. Não manda a igreja nem a nobreza, manda o dinheiro, e os trabalhadores são os novos servos.
Este paralelismo que se traçou entre o capitalismo e o feudalismo, é cada vez mais evidente. O poder dessas empresas, consórcios e multinacionais é de tal ordem, que os governos e parlamentos eleitos pelos povos, são simples títeres nas suas mãos. Qual é o objectivo deste capital financeiro e industrial? Nunca esqueça leitor(a), não é criar postos de trabalho, melhorar as condições de vida do homem, e respeitar o meio ambiente, mas sim multiplicar lucros da empresa para satisfazer os seus accionistas. E sempre consegue. Por isso, a insegurança de quem trabalha, no receio de perder o posto de trabalho, e também o medo do futuro.
Qual é o governo que não receia uma Wal-Mart, cadeia de distribuição comercial, que a seu cargo tem um milhão e trezentos mil empregados? É a maior do Mundo. Não quer nenhum trabalhador sindicalizado, e é a que mais mal paga a nível salarial.
Que dizer de uma General Motors, com seiscentos mil empregados à volta do Mundo?
O que será uma Smithfield Foods, a terceira companhia mais poderosa na produção de alimentos, principalmente de carne de porco? Tem uma cifra de negócios de doze mil milhões de dólares. Foi aí, numa das suas enormíssimas granjas de criação de porcos, no México, que surgiu a gripe A (H1 N1) – um conselho leitor(a), nunca diga gripe porcina, isso aborrece os grandes industriais de carne de porco.
Eu, pessoalmente, não aceito este tipo de iniciativa privada, porque destrói a Democracia, para dar lugar à oligarquia, às elites ricas e poderosas que vão dominando o Mundo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A Agência da Fundação INATEL na Guarda e a Agência para a Promoção da Guarda inauguram, no dia 2 de Julho, na Guarda, a Exposição do Concurso de Fotografia António Correia subordinada ao tema «A pedra na Beira». As imagens estarão espalhadas pelas montras comerciais do centro histórico da Guarda.

Inatel da Guarda

A cerimónia de inauguração da Exposição do Concurso de Fotografia António Correia terá lugar no dia 2 de Julho, pelas 18.30 horas, junto à Mediateca, na Praça Luís de Camões, na Guarda e será seguida de uma visita pelas obras expostas
A Exposição do Concurso de Fotografia António Correia estará espalhada até 2 de Agosto por 60 montras comerciais da cidade da Guarda, apresenta aproximadamente uma quinta parte das fotografias submetidas a concurso no final de 2008 e subordinadas ao tema «A Pedra na Beira».
Estarão expostas 60 fotografias, representando 42 concorrentes. Os quatro premiados deste concurso foram José Esteves Barreto, de Gouveia (1.º), António Costa Pinto, de Condeixa-a-Nova (2.º), Jorge Humberto Solano, da Guarda (3.º) e João Azevo, de Lisboa (4.º). Mereceram menção honrosa César Prata, José António Pereira e João Pedro Ferreira. O júri do concurso foi constituído por António Saraiva, director da Agência para a Promoção da Guarda, Arménio Bernardo, fotógrafo e Daniel Palos, fotógrafo.
O concurso, cuja edição 2009 será lançada no próximo Outono, pretende levar os fotógrafos amadores a experimentar a fotografia artística, descobrindo a realidade do distrito a partir de um tema aglutinador, que foi neste ano a pedra na natureza e nas construções.
Joaquim Igreja
(coordenador cultural do Inatel da Guarda)

O Sporting Clube do Sabugal (SCS), através da sua secção de Judo, viu ser aprovada a sua candidatura à «Medida 1: Saúde e Segurança nas Instalações Desportivas» do IDP-Instituto de Desporto de Portugal que irá permitir a realização de obras de beneficiação na sede do clube sabugalense.

Sporting Clube do SabugalA «Medida 1: Saúde e Segurança nas Instalações Desportivas» promovida pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e pelo Instituto do Desporto de Portugal, I.P., tem como prioridade a Saúde e Segurança dos praticantes desportivos e destina-se a apoiar a realização de obras de beneficiação nas instalações de apoio aos clubes e associações desportivas.
O contrato-programa entre o SCS e o IDP-Instituto de Desporto de Portugal, IP, será assinado no dia 6 de Julho em cerimónia a realizada no Governo Civil da Guarda, na qual estará presente Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
Este contrato programa vem assim ajudar o SCS a realizar obras na sua Sede onde á mais de uma década se pratica Judo, e cujas instalações se têm vindo a deteriorar. O local de treino dos judocas Raianos ficará assim dotado de melhores condições adequadas para a prática da modalidade, visto a secção de Judo do clube sabugalense ter treinado grande parte do ano em «casa emprestada», no pavilhão da Junta de Freguesia do Sabugal, à qual a secção e os seus praticantes agradecem.
O início dos treinos em Setembro irá reiniciar portanto nas renovadas instalações que garantirão melhor conforto para os seus utilizadores, aproveitando este periodode férias para realizar as obras.
djmc

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19 de Julho de 2009

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