Um dos péssimos atributos que nos trouxe este sistema, foi o individualismo levado ao extremo. Visto como uma auto-realização do indivíduo, esse individualismo está a destruir a família.

António EmidioOs seres humanos comportam-se na maior parte das vezes influenciados pelos valores que predominam à sua volta. Se por acaso predominam o irracionalismo, a desumanidade, o niilismo, e o egoísmo, isso também se reflecte na família e na sua decomposição cada vez mais rápida. A família é um reflexo da sociedade.
O individualismo esquece o relacionamento com o outro, e este comportamento causa tanto dano ao próprio, como à sua família. Também as relações sociais presentemente, que não passam de uma luta de todos contra todos, estão reflectidas na família, quantos lares haverá em que o homem e a mulher entram numa concorrência desenfreada para ver qual deles tem mais influência social? Há muito disto.
As mulheres ainda se vão dedicando mais à família, mas os seus empregos, as horas infinitas de trabalho e o stress, obrigam a que tenham cada vez menos filhos. A independência económica da mulher em relação ao homem, também joga contra a sua função de mãe e esposa. Claro! Não podemos esquecer que a independência económica da mulher, é a maior conquista dela até ao presente. Não há bela sem senão.
Presentemente o desemprego é uma das causas da não formação de família por parte dos jovens, e a destruição de outras.
O presidente da Junta da nossa cidade, estipulou dar duzentos euros aos casais por cada filho que tenham, é uma medida para aumentar a natalidade. Mas é um erro pensar-se que o problema da natalidade tem a ver com dinheiro. Não é um problema de números senhor Presidente, se olharmos para a história da Europa, veremos que o baby boom do pós Segunda Guerra Mundial se ficou a dever a vários factores, entre eles: o emprego seguro, a economia posta ao serviço dos cidadãos, paz, segurança e ENCORAJAMENTO ESTATAL (ordenados decentes, segurança social justa, e criação de emprego pelo próprio Estado).
Presentemente, o sistema político/económico tem única e simplesmente por meta o lucro das empresas. Se a única meta é o lucro, origina a perca de valores e destruição da dignidade do homem. A família é a principal vitima disto tudo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Em 11 de Março, os destacamentos territoriais da Guarda e da Covilhã, realizaram buscas em cinco domicílios da Covilhã, Boidobra e Teixoso, no âmbito de dois inquéritos relativos a diversos crimes de furto ocorridos nos últimos meses no concelho da Guarda. Na semana passada a GNR da Guarda esteve ainda envolvida na operação Transrail 2010, de nível europeu, numa operação fiscal e aduaneira e numa outra que teve por alvo diversos bares do distrito.

Guarda Nacional RepublicanaDas buscas em residências resultou a apreensão de diversos objectos relacionados com a prática dos crimes em investigação, documentos, produto estupefaciente e moeda de vários Países. Foram ainda constituídos três arguidos, todos homens com idades entre os 17 e os 38 anos, residentes no concelho da Covilhã. Na operação foi também detido um indivíduo de 18 anos por posse de arma proibida.
Em 9 e 12 de Março realizaram-se duas operações com incidência em veículos de transporte de mercadorias, para detecção de fraude nos domínios Fiscal e Aduaneiro. Na mesma foram fiscalizadas 285 viaturas, tendo sido elaborados 15 autos por infracções fiscais (IVA) e um auto por infracção aduaneira (Imposto sobre veículos). Em consequência da elaboração destes autos, foram apreendidas 13 viaturas no valor de 106 mil euros e mercadorias diversas no valor superior a 14 mil euros. Foram ainda elaborados 13 autos à Legislação Rodoviária.
Noutra operação, realizada em 12 de Março fiscalizaram-se 47 estabelecimentos de bebidas, com ou sem espaço de dança, tendo sido elaborados três autos por inobservância de preceitos legais específicos destes espaços e outros três por infracção à Legislação Rodoviária, bem como duas detenções por condução sob efeito do álcool.
ainda durante a semana realizou-se diariamente uma operação direccionada para o controlo e fiscalização de pessoas no comboio internacional «Sud-Expresso», bem como no interior das principais estações ferroviárias, com o objectivo de combater a criminalidade em geral e, fundamentalmente, a imigração ilegal. Nesta operação foi detido um passageiro por posse de arma proibida (arma branca) e haxixe. A um outro passageiro foi também apreendido haxixe.
Durante o período em apreço foi detido um total de 13 Indivíduos pela prática de vários crimes. Foram elaborados 312 autos de contra-ordenação por infracções à legislação rodoviária, natureza e ambiente e legislação policial.
Registaram-se 28 acidentes de viação, sendo 14 por colisão, sete por despiste, e sete por atropelamento. Dos mesmos resultaram três feridos graves e 12 feridos leves.
plb

O passado fim-de-semana foi negro para a equipa sénior do Sporting Clube do Sabugal, que não só perdeu na sua deslocação a Trancoso como viu os seus adversários directos vencerem os respectivos jogos e assim aumentar a distância para o Sabugal na luta pelo titulo de campeão.

Sporting Clube Sabugal - emblemaFoi um jogo onde o Sabugal não conseguiu pôr em pratica o futebol que vinha apresentando, permitindo ao Grupo Desportivo do Trancoso chegar com facilidade ao 2-0, devido a dois erros da defensiva sabugalense. Com a chegada do intervalo os jogadores do Sabugal assentaram ideias, tendo reentrado na partida com vontade de alterar o rumo dos acontecimentos. Manata conseguiu marcar e reduzir a desvantagem para 2-1, mas a partir daí a equipa regressou inexplicavelmente aos erros da primeira parte, o que permitiu ao Trancoso fazer o 3-1. Depois, com a quebra anímica do Sabugal, o Tancoso limitou-se a deixar «correr» o tempo de jogo, pois dificilmente os três pontos fugiriam à equipa local.
Uma última nota para a equipa de arbitragem, que deixou jogar, assim beneficiando o espectáculo.
Nas camadas jovens a registar o facto de os iniciados estarem a um ponto de s apurarem para o play-off de apuramento do campeão, quando faltam três jornadas para o fim da primeira fase.
Resultados dos restantes escalões do Sporting Clube do Sabugal:
Futebol feminino: Guarda 2000 – 1 Sabugal – 0.
Infantis: Sabugal – 1 Aguiar da Beira – 0.
Iniciados: Sabugal – 3 Foz Côa – 1.
Juniores: Sabugal – 3 São Romão – 0.
Carlos Janela

A última jornada não foi boa para as equipas do concelho, pois a Associação Desportiva do Soito também perdeu em casa com o segundo classificado, o Gouveia, por 3-4. No próximo domingo o Sabugal recebe os Vilanovenses (oitavo classificado) e o Soito desloca-se a Vila Cortez do Mondego (sétimo classificado).
plb

A ser verdade o que conta o jornal «Público» sobre o caso de um professor numa escola do concelho de Sintra que se suicidou por não aguentar mais os vexames a que era submetido pelos seus alunos, trata-se de um caso bastante chocante e a merecer uma análise politicamente incorrecta segundo o direito à opinião, consagrado na Constituição da República Portuguesa, que todo o cidadão português tem.

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Como se sabe o Ministério da Educação desenvolveu uma campanha (essa sim, negra) contra os professores, no consulado de Maria de Lurdes Rodrigues, no anterior Governo.
Os professores eram os maiores malandros alguma vez encontrados em Portugal, não queriam trabalhar, só queriam faltar, não ensinavam nada, não queriam saber das «famílias» e se os alunos aprendiam alguma coisa (ao que se supõe) não seria por causa dos professores.
Essa campanha, de que foram responsáveis, entre outros, Valter Lemos, Jorge Pedreira (Secretários de Estado) e jornalistas e comentadores como Emídio Rangel e Miguel Sousa Tavares levou a opinião pública e, por arrastamento, os alunos, a achincalharem os professores, colocando todos no «mesmo saco» em defesa daquilo a que eles chamavam «as famílias».
Quer dizer, para esta gente, a escola inclui todos, sobretudo «as famílias», excepto os professores, que nada têm que mandar ou ser obedecidos.
Foram tantas, tantas as leis e decretos feitos por essa equipa do Ministério da Educação, quase todas, pretensamente, dirigidas a favor das «famílias» e contra os professores (o célebre Estatuto do Aluno é só um pequeno exemplo) e tanta a propaganda (sobretudo baseada na avaliação docente, facto que, pessoalmente, pouco me interessa) que a opinião pública passou a ver os professores como uma classe a abater.
Todo o “bicho careta” passou a opinar sobre a escola e os professores, sem que soubessem, na maior parte dos casos, do que estavam a falar.
Ainda há duas semanas foi noticiado que um aluno de 12 anos agrediu um professor com uma cadeira. Aliás, as agressões a professores, entre os próprios alunos e às auxiliares de acção educativa (agora chamadas em «modernês», assistentes operacionais) acontecem nas escolas portuguesas, sem que nada possa ser feito. Não significa isto que a indisciplina seja generalizada, mas é um caso que deve preocupar qualquer cidadão português. «A educação dá-se em casa» é uma máxima que hoje perdeu todo o sentido, dado que os pais se demitem de toda a função educativa e encarregam os professores dessa tarefa. Sabendo bem, como sabem, que o professor está «atado de pés e mãos», sem nenhuma autoridade. Perdeu-se o respeito pela figura do «mais velho» e, sobretudo pelo professor.
Ao contrário de Espanha, onde recentemente, na Comunidade Autonómica de Madrid, as agressões a professores foram consideradas como equivalentes a agressões à autoridade, em Portugal o que interessou (até há pouco tempo) foi dizer o pior dos professores para virar a opinião pública contra eles.
E para isso inventou-se tudo, até um iníquo (não encontro outra palavra para o definir) concurso de colocação de professores que levou docentes com quase 20 anos de serviço e quase 50 anos de idade a serem colocados em escolas a 120 Km de casa (e por 4 anos), como foi o meu caso. Facto que só acontece com esta profissão. Nenhum funcionário de nenhuma Repartição Pública é tratado desta maneira pelos poderes públicos. Haja um mínimo de respeito pela idade e pelo tempo de serviço!!! O concurso de colocação de professores do ano passado, em que professores com menos graduação foram colocados mais perto das suas residências do que outros mais graduados (só porque o foram em Agosto e os outros em Julho), foi das coisas mais vergonhosas que o Governo anterior praticou contra os professores, só para os desanimar. Este é só um exemplo do que tem sido feito em prol da desmotivação e desânimo dos professores.
Que, depois, surjam situações lamentáveis como a do suicídio do professor de Música (parece que os alunos já nem de Música gostam – do que gostarão?) não serão de admirar.
Quem apoiou, insistentemente, essa campanha contra os professores que ponha a mão na consciência e pense duas vezes se valerá a pena continuar a achincalhá-los
Nota: o Governo vai privatizar os CTT, uma Instituição que já vem do tempo da Monarquia (1520), tendo passado a Empresa Pública em 1969, antes do 25 de Abril de 1974. Nada escapa ao ataque feroz aos direitos dos cidadãos. Tenho a certeza que o serviço a prestar pelos privatizados CTT será pior e mais caro que é actualmente. E a Estação de Correios do Soito tem, portanto, os dias contados. Aos privados só interessa o lucro e não os serviços aos cidadãos.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Rádio Altitude - Uma Rádio com História - Guarda

A Rádio Altitude iniciou emissões regulares em 29 de Julho de 1948 na cidade da Guarda e é a rádio local mais antiga de Portugal.

O nascimento da Rádio Altitude remonta, no entanto, ao ano de 1946, quando José Maria Pedrosa, internado no Sanatório Sousa Martins (que funcionou na Guarda entre 1907 e 1975), instalou o primeiro emissor interno. E em 21 de Outubro de 1947 o director do Sanatório, o médico Ladislau Patrício, aprovou o regulamento da Rádio Altitude, que mencionava no Artigo 1: «A estação emissora da Caixa Recreativa denomina-se Rádio Altitude e destina-se a proporcionar aos doentes do Sanatório certas distracções compatíveis com a disciplina do tratamento».
in História da Rádio Altitude

O Capeia Arraiana inicia esta segunda-feira um destaque semanal da grelha de programas da Rádio Altitude que transmite em 90.9 fm e está disponível na Internet com a emissão on-line. As histórias de uma Rádio com história agora todas as semanas no Capeia Arraiana.


MEIAS PALAVRAS

O programa «Meias Palavras» da Rádio Altitude conta as estórias políticas da semana. Frente a frente Ana Manso e Fernando Cabral moderados por Rui Isidro. Todas as sextas-feiras de manhã com reposição no domingo à tarde na antena da rádio.

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Para ouvir o programa «Meias Palavras» da Rádio Altitude. Aqui.


Emissão on-line da altitude.fm. Aqui.
jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 8 de Março de 2010.

Local: Guarda.

Autoria: Direitos Reservados.

Legenda: «Homenagem à Mulher da Guarda» Cerimónia de distinção de mulheres do nosso Distrito que se revelaram ou se destacam nos mais diversos domínios. O acto solene – organizado pelo Governador Civil da Guarda, António José Santinho Pacheco foi presidido pela Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz – e contou com a presença de Benedita Rito Dias, Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito.

Informação sobre a actividade da Confraria da Broa de Avintes enviada ao Capeia Arraiana pelo confrade-director Paulo Sá Machado.

Broa Avintes«Caros Confrades e Confreiras:
Estamos vivendo os meses dedicados à lampreia, um prato muito especial para muitos, e por outros odiado. A vida é assim feita de contrastes.
Como já vai sendo usual procurámos este ano saborear este requintado prato, nas suas mais variadas formas de ser cozinhado e apresentado.
A Confraria do Mar de Matosinhos, organiza todos os anos uma jantar dedicado à lampreia, e como seu confrade de Honra, não podíamos deixar de estar presente, apreciando uma primorosa e abundante confecção do Restaurante O Gaveto, propriedade do amigo Manuel Pinheiro, situado naturalmente na zona dos restaurantes de Matosinhos. Uma óptima recomendação que fazemos.
Uns dias mais tarde estivemos numa outra catedral de bem comer que é o Restaurante O bem-me-quer igualmente do nosso amigo José Dias, este situado no Campo das Hortas, em Braga, onde para além de ter um serviço impecável, sabe como poucos receber os seus clientes, e de uma simpatia inigualável. Para connosco tem sempre um «miminho» que nos enternece e cativa. Recomendámos a todos uma visita ao «O bem-me-quer» não soa para apreciar a lampreia, mas também muitas outras das suas especialidades. Não indicamos quais, para terem possibilidade de apreciarem as surpresas por que podem ser degustadas.
Por fim deslocámo-nos mais para o Norte e fomos até Ponte de Lima, gastronomicamente famosa pelo arroz de sarrabulho, onde também apreciámos uma lampreia no Restaurante Açude, que para além de uma óptima cozinha permite aos comensais uma vista extraordinária sobre a Vila mais antiga de Portugal e sobre o rio, onde até tivemos oportunidade de apreciar a captura do apreciado pitéu.
Paulo Sá Machado
(Confraria da Broa de Avintes)

A Broa de Avintes é um pão castanho-escuro muito denso, com um sabor agridoce distinto e intenso. Tem um processo de produção particularmente lento: coze cerca de cinco a seis horas no forno. Depois de cozido, é polvilhado de farinha. Feito com farinha de milho e centeio e mel tem o formato de uma torre sineira.
jcl

O Conselho Sectorial de Servicios Sociales da AECT-Agrupación Europea de Cooperación Territorial Duero-Douro difundiu uma convocatória para uma reunião no dia 26 de Março de todos os membros no Centro Cívico dos Fóios, no concelho do Sabugal.

AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-DouroOs membros do AECT-Agrupación Europea de Cooperación Territorial Duero-Douro, com sede em Trabanca, foram convocados para uma reunião ordinária do Conselho Sectorial de Servicios Sociales (Saúde, Serviços Sociais e Acção Social) marcada para o dia 26 de Março, às 15 horas no Centro Cívico dos Fóios.
A Ordem de Trabalhos, assinada pelo director-geral, Jose Luis Pascual, e pelo coordenador territorial, João Henriques, inclui os «relatórios sobre as acções realizadas pelo AECT até à data e projectos actualmente em andamento; informações sobre o programa operacional de cooperação transfronteiriça Espanha-Portugal, propostas de trabalho e projectos, pedidos e perguntas».
Além dos membros do Conselho Sectorial estarão presentes os representantes das freguesias do Sabugal pertencentes ao AECT Duero-Douro, a Associação de Freguesias da Raia e do Côa sediada na Freineda, e das localidade fronteiriças da Freineda, Navasfrías, El Payo, Peñaparda, Villasrubias, Robleda, El Sahugo, Herguijuela de Ciudad Rodrigo, El Bodón, Agallas, La Encina, Fuenteguinaldo, Ituero, Espeja, Morasverdes e Serradilla del Arroyo.
jcl (com Ana Belén Cerezo)

A partir de agora está disponível no mercado mais um produto «Terras do Lince». Trata-se de enchido feito de forma tradicional a partir de porco «Pata Negra». Os suínos são criados em Penamacor, em regime extensivo, em montados de sobro e azinho, a sul da Serra da Malcata, junto à fronteira. A montanheira em sub-coberto, sabiamente feita desde tempos imemoriais, num convívio sereno e ecológico e beneficiando reciprocamente árvores e animais, tem permitido a produção de uma carne suculenta, aromatizada e de sabor intenso.

Terras do Lince - Penamacor - Sabugal

António Cabanas - «Terras do Lince»A salsicharia, recentemente construída na vila raiana, no antigo matadouro municipal, pertence à empresa Vale do Alcaide e foi co-financiada pelo IEFP e pelo Penamacor Finicia. A Câmara cedeu o espaço em regime de comodato com prazo alargado, a empresa elaborou o projecto e executou as obras.
Os diversos tipos de paios e chouriços «Terras do Lince» poderão a partir de agora ser comprados em algumas cadeias de hipermercados nacionais, em França e na Suíça, juntando-se aos queijos, azeite, mel e doces já existentes. A estes produtos juntar-se-ão em breve azeitonas de mesa e outros produtos das terras do lince.
A marca, registada há dois anos pelo município de Penamacor, está disponível para produtos agro-alimentares e serviços e produtos turísticos dos concelhos integrantes da Serra da Malcata (Sabugal e Penamacor), e das regiões espanholas vizinhas Sierra de Gata e Alto-Águeda.
Os representantes destes quatro territórios reuniram-se recentemente em Hoyos para acertarem estratégias de cooperação transfronteiriça e lançarem projectos comuns aos instrumentos financeiros existentes. Há muito que os respectivos municípios cooperam nas áreas do turismo, da educação ambiental, da juventude e, genericamente, do desenvolvimento regional. As candidaturas ao programa POCTEP, antigo Interreg, estão agora abertas e as quatro regiões pretendem candidatar projectos nas áreas do Turismo, das energias renováveis, do emprego e em todas aquelas a que a cooperação possa conferir algum tipo de vantagem.
Um dos temas em discussão na reunião foi justamente a marca «Terras do Lince», em que a vontade de a aproveitar e potenciar foi consensual, para isso, deverá agora ser registada na União Europeia e apostar-se na sua promoção.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

Alguns «ilustres» juntaram-se ontem, 12 de Março, na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa. O pretexto foi o almoço com desgustação dos sabores tradicionais da raia, a amizade e o gosto pelas nossas terras.

O presidente da Câmara Municipal (António Robalo), o presidente da Asssembleia Municipal (Ramiro Matos), o director do Turismo Serra da Estrela (Jorge Patrão), o secretário-geral do INATEL (Carlos Luís), o ex-deputado Alberto Antunes, foram alguns dos ilustres que ontem visitaram a Casa do Concelho do Sabugal à hora de almoço. Embora em grupos separados, houve coincidência na marcação dos dois encontros para a mesma data e hora.
Capeia Arraiana «apanhou» o momento em que se deu o casual e oportuno encontro, e testemunhou a cordialidade havida de parte a parte. Em cada mesa falou-se no Sabugal e no seu desenvolvimento. Um grupo comeu bucho e outros enchidos, vindos de Aldeia do Bispo, na outra mesa houve cabrito guisado, vindo de Malcata.
Para além das duas mesas com os grupos referidos, as restantes estavam igualmente preenchidas, com muitos naturais e amigos do Sabugal degustando os sabores da gastronomia raiana que a Casa do Concelho continua a disponibilizar aos que a visitam.
plb

O livro «Até Amanhã Camaradas», de Manuel Tiago, narra a organização do Partido Comunista Português num período difícil e apaixonante para os que sentiam o espírito revolucionário. A ditadura estava possante, sucedendo-se contudo as greves, manifestações, reuniões clandestinas, distribuição de imprensa subversiva. Tudo, ou quase tudo, em resultado da acção do partido que, a ocultas, semeava a revolta.

Estas acções, historicamente verídicas, revelam a responsabilidade, a disciplina e a coragem dos heróis comunistas que, na penumbra e sujeitos a mil perigos, divulgavam as iniciativas partidárias. São relatos de vidas inseguras, onde o alento e o sentido de uma causa, não conseguem excluir a angústia e as sucessivas apreensões.
Cada um dos personagens é diferente dos outros, pois são seres humanos que, para além da disciplina partidária, têm a sua própria personalidade e os seus sentimentos. É assim que no livro têm lugar o ódio e a traição, o amor e a amizade, o ciúme e a inveja, compondo um enredo que evolui.
«Até Amanhã Camaradas» não é apenas o romance político que para alguns se afigura, é também um romance que nos embrenha no mosaico social e nos sentimentos de pessoas que lutam por um projecto comum.
Sabemos hoje que Manuel Tiago é, afinal, Álvaro Cunhal, o histórico secretário-geral do partido. Assim, temos ainda maior tendência de colar o livro ao projecto político, mas a leitura do romance revela-nos, afinal, um livro singular, repleto de paixões que o indicam como um grande romance da literatura portuguesa.
A um dado passo fala-se de Paulo, um militante que vive na clandestinidade, trabalhando junto dos comités locais. Paulo era nome encoberto, próprio da organização, que sob identidades diferentes colocava no terreno uma rede de comunistas empenhados na expansão da ideologia e na subversão à ditadura. Paulo é, afinal, um homem comum, provindo de famílias pobres, que a todo o instante recorda os prazeres da sua infância. Atentamos ao momento em que a sua mente evoca os trabalhos no forno, na cozedura do pão, alimento essencial em todas as épocas:
«Esse cheiro a pão cozido (apenas mais ácido) era o cheiro característico do lar de seus pais.
A mãe escaldava o pão, amassava-o e, fazendo uma cruz na massa, punha-lhe no centro um dente de alho e recitava:
Marta cozinheira
filha de Jesus Cristo,
pelo caminho que andaste
com Jesus Cristo te encontraste.
Assim como cresceu a graça
de Deus pelo mundo todo,
assim cresça este pão
até ao cimo do forno.
Depois abafava a massa com uma toalha, punha por cima todas as mantas da casa, acrescentava umas calças de homem viradas do avesso, quando desconfiava da massa e punha-se a aquecer o forno com ramada seca, animada com a esperança numa boa fornada: «Até ao cimo do forno!» Ele ia buscar ao quintal a pá e o varredouro, sempre encostado à chaminé da casa. Ao voltar, varria o forno, enquanto a mãe tendia o pão com uma tigela polvilhada de farinha e o ia colocando sobre as folhas de conteira estendidas na pá. Com o pão já a cozer, a mãe dizia-lhe:
- Chico – nesse tempo também Paulo não era ainda Paulo. – Acorda os pães filho!
Ele abria a porta do forno e, com uma varinha, batia em cada pão para ficar bem favado:
- Deus te acorde e te abra os olhinhos! Deus te acorde e te abra os olhinhos! Deus te acorde e te abra os olhinhos!
Como tudo isto ia longe. E como tudo isto estava vivo na sua memória despertada pelo cheiro a pão cozido que se espalhava cada vez mais intenso por toda a casa.»
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Está marcado para esta sexta-feira, 12 de Março, no Palácio da Independência, em Lisboa, o lançamento do 5.º número da revista «Nova Águia» com a presença, entre outros, do filósofo e pensador sabugalense Jesué Pinharanda Gomes.

Nova Águia - Pinharanda GomesA apresentação do 5.º número da Revista Nova Águia, dedicado aos «100 Anos d’A Águia e a Situação Cultural de Hoje» está marcada para o Palácio da Independência em Lisboa, com a presença de Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira e Manuel Ferreira Patrício.
A revista «Águia» foi uma das mais importantes publicações do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da cultura portuguesa, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A «Nova Águia» pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu «espírito», adaptado aos nossos tempos, ao século XXI, como se pode ler no seu Manifesto. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a Nova Águia assume-se como um órgão plural.
jcl (com Poetícia e Zéfiro)

Teresa Duarte ReisA mulher foi em tempos vista como ser inferior. Hoje, em certas culturas, isto ainda acontece. E, não julgando a mulher mais valiosa que o homem ou vice-versa, sempre considerei a importância de ambos, precisamente porque são diferentes e é na diferença que a sociedade e todos nós nos podemos enriquecer. Aproveito a semana do dia da Mulher para publicar um excerto do poema «Mulher» retirado do livro «Ecos do Meu Pensar».

Mulher

Mulher que entra
Nas histórias
Notícias
Anúncios
Passerelles
Orgias do harém.
A matriarca dos clãs
Bruxa ou benzedeira
Adivinha ou Feiticeira
Fada ou Cinderela
Branca de Neve ou a Bela
Alcoviteira
Ama ou tratadeira…
…Julieta de Romeu.
É a mulher do campo
Mulher da limpeza ou mulher-a-dias…
…Mulher espancada
Traída ou maltratada
A despromovida
A rameira, a de má vida.
A adúltera, prostituta ou marafona
A meretriz
Mulher fatal
A Primeira Dama
Ou a infeliz.

Na História
A mulher operária
Escolhedora de lãs
Urdideira…
…Numa estratégia patronal
Em aumento de produção
Mas redução de salários
Prolongamento excessivo de horários…
… Na Bíblia
Rainha Santa Isabel, a Grande mulher.

A MULHER e Mãe
A conselheira em Caná
Colaboradora de Deus,

Segundo os escritos sagrados dos Hebreus…
… Isabel, mãe de João Baptista.
A viúva do templo
Que deu tudo quanto tinha
A maior esmola referida então…
… A Samaritana do belo fado
E com sede de Infinito.
A Maria Madalena
Que os pés do Mestre banhou de lágrimas.
As duas Marias
Uma ligeira, activa,
Outra espiritual e meditativa…
… As duas mães do episódio de Salomão
História para comover…
… Ester a salvadora do seu povo
Inspiradora de Racine
E as Santas Mulheres
Que a Cristo seguiram.

Na Cultura, Sophia
De Mello Breyner, na escrita
Dos contos e da Poesia.
Ou Natália Correia
Censurada e contrariada
Mas sensível…
…E de Espanca recordamos
Seus poemas e seus ais
Lídia Jorge
Ou Lobato Faria
São tantas mulheres escritoras
Estudantes ou doutores
E na política?
A Maria de Belém
Calma e sempre sorridente
E a Lurdes Pintassilgo
Que foi Ministra também…
… Helena Roseta
Tão conhecida, abordada
Ou a Lurdes Rodrigues
Que foi muito contestada
Ana Jorge
Ferreira Leite…
E que mais serás mulher?
Tu que sempre serves
Ou te abates
Te entregas
Te repartes
Tanto dás no teu lidar
Que mais te fará a história
Para ficar na memória
O teu longo partilhar?
«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis

netitas19@gmail.com

Foi apresentado esta semana aos partidos políticos e aos parceiros sociais o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que o governo português irá apresentar a Bruxelas. Neste Programa vão constar as medidas propostas, por Portugal, para combate ao défice e sua consequente redução até 2013. É objectivo que em 2013 o défice se situe em 2,8 por cento, abaixo dos 3 por cento imposto por Bruxelas.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Do que se conhece as medidas propostas passam essencialmente:
• Pela Privatização ou venda da participação do Estado em empresas, designadamente EDP, GALP, REN, TAP, CTT – que amortizará a Divida Pública;
• Congelamento ou actualização inferior ao valor da inflação dos salários da Função Pública;
• Redução de benefícios fiscais e redução das deduções em sede de IRS, nomeadamente despesas com Saúde e Educação e consequente aumento fiscal para a grande maioria de contribuintes portugueses;
• Cortes nos apoios sociais;
• Adiamento de alguns investimentos públicos.
Muito se tem discutido, muito se tem comentado. Existem contudo duas ou três reflexões que eu gostaria de fazer.
Em primeiro lugar gostava de perguntar qual a justificação técnica para que o défice tenha que ser inferior a 3 por cento. Nunca houve uma justificação técnica para se impor um défice inferior a 3 por cento.
Em segundo lugar devemos questionar se um défice inferior a 3 por cento garante um desenvolvimento económico dos países pertencentes à União Europeia ou se este número não terá somente como objectivo esvaziar o Estado, de funções importantes, naquilo que chamam «Emagrecimento do Estado».
Em terceiro lugar a razão por que as questões financeiras se sobrepõem às questões económicas.
Das medidas propostas, neste PEC, interessa-me, neste momento, reflectir e fazer reflectir, de uma forma simples, sobre a redução do rendimento liquido das famílias portuguesas, por via da politica fiscal e do congelamento dos salários na função pública e o seu impacto nas empresas e economia. Já agora que reflexo terá no sector privado o congelamento dos salários na função pública.
Todos sabemos que o tecido empresarial português é constituído em mais de 90% por empresas de pequena e média dimensão – as PME, tão em moda. Todos sabemos que, salvo raras excepções, estas empresas produzem para o mercado interno. Todos sabemos o que acontece a essas empresas quando sem rendimentos as famílias deixam de consumir. Não é necessário ser economista para aceitarmos, que sem vendas, sem escoamento da produção ou dos serviços, as empresas começam a ter dificuldades económicas e financeiras, começam a dispensar (tão suave para dizer despedir) os seus colaboradores (novo vocábulo para dizer trabalhadores), acabam por encerrar – falir. Diminuem as empresas, aumenta o desemprego.
E depois do défice ter diminuído como o vamos manter?
Continuando a congelar salários na função publica, adoptando e adaptando o slogan de um partido de esquerda de há uns anos – «Os funcionários públicos que paguem a crise»?
Aumentando a carga fiscal diminuindo os serviços prestados pelo Estado?
Parece que o défice se combate, e considero necessário que ele seja o mais baixo possível, com o crescimento da economia. Duvido é que a economia cresça de uma forma sustentável com a maioria das medidas agora propostas neste PEC.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Porque assim se faz o presente e o futuro do Concelho do Sabugal…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»1. Cimeira Transfronteiriça – A Alcaidesa de Valverde del Fresno, o Alcaide de Navasfrias e o Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios reúnem-se esta quinta-feira numa mini-cimeira para discutirem assuntos comuns.
Eis uma boa notícia, e que mostra que no Concelho e na raia espanhola há autarcas que entendem a importância de congregar esforços para definir os trilhos do futuro.
Entusiástico defensor desta estratégia de aproximação transfronteiriça, não posso deixar de saudar os três responsáveis, permitindo-me salientar o papel que o Zé Manel tem vindo a assumir neste campo.
2. Maravilhas Naturais de Portugal – A divulgação dos 21 sítios finalistas a este «concurso» mostra que nem o rio Côa nem a Serra da Malcata foram seleccionados. Nunca me atraiu este tipo de concursos onde as pessoas votam por telefone ou pela Internet, mas é claro que me agradaria muito ter nos 21 finalistas um dos sítios maravilhosos do nosso Concelho.
Não posso, no entanto, deixar de salientar o pouco ou nenhum empenho com que este assunto foi tratado, a nível concelhio. E não falo só da Câmara Municipal ou das Juntas de Freguesia, falo do conjunto da sociedade sabugalense, dos jornais e dos blogues da nossa terra, da Empresa Municipal «Sabugal+», das Associações, das Escolas, da Casa do Concelho do Sabugal, etc., etc.
Penso que ninguém, e aí me incluo também, assumiu este assunto como importante para o Concelho…
3. A saúde do Toni – A semana que passou foi ainda marcada pela questão da saúde do candidato à Câmara Municipal e actual vereador António Dionísio. Felizmente, e após algum receio, a intervenção cirúrgica correu bem e o Toni está em franca recuperação.
Ao Toni, de quem sou amigo desde que nasceu e com quem tive a honra de partilhar a campanha eleitoral, um abraço de solidariedade e desejos de rápidas melhoras, pois o Sabugal precisa de ti…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Esta quinta-feira, 11 de Março, no programa «Você na Tv!» da TVI marcam presença alguns quadrazenhos para falar da gíria e do contrabando. A não perder!

«Carregos» de António Cabanas«Se perguntas onde eu moro
Vivo ao fundo da serra
Sou de ao pé de Vale de Espinho
Quadrazais é a minha terra»

(Manuel Leal Freire, in «Por Terras do Sabugal»)

«E aí começam ambos a trabalhar, ele em armas de fogo, que vai buscar a Vigo, e ela em cortes de seda, que esconde debaixo da camisa, enrolados à cinta, de tal maneira que já ninguém sabe ao certo quando atravessa o ribeiro grávida a valer ou prenha de mercadoria.»
(Miguel Torga, in «Novos Contos da Montanha»).

«Todas as aldeias raianas sentem orgulho na vida do contrabando, mas nenhuma o sente tão fortemente como Quadrazais. As aldeias disputam entre si o título de bastião do contrabando. Algumas arvoram-se de terem possuido as maiores sociedades de contrabando e de terem sido palco das maiores transacções das últimas décadas. Penha Garcia no concelho de Idanha-a-Nova e o Soito no concelho do Sabugal, foram talvez aquelas onde a actividade atingiu maiores dimensões nos últimos tempos, mas foi Quadrazais, também no concelho do Sabugal, que mais fama granjeou ao longo dos anos.»
(António Cabanas, in «Carregos»)

O património cultural de Quadrazais (e de todos os sabugalenses) – a gíria dos contrabandistas quadrazenhos – vai estar esta quinta-feira, 11 de Março, entre as 10 e as 13 horas, no programa «Você na TV!» transmitido nas manhãs da TVI. Em directo, com Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha, vão estar presentes alguns irredutíveis quadrazenhos, para mais uma vez dar um ar da sua graça, com histórias e linguajares do contrabando na primeira pessoa.
As singularidades da dureza das terras raianas onde «Galo» era «Cantante», «Carro de Bois» um «Charriante», a «Noite» se transformava em «Choina», «Guarda Fiscal» era «Fusco», os «Sapatos» se transformavam em «Calcos» e a «Perna» em «Gambia».
Aqui ficam, por curiosidade, mais alguns exemplos de vocábulos da gíria quadrazenha: Alâmpio, azeite; amatriz, amanhã; assuquir, comer; briol, vinho; porco, grunhante; cambalache, negócio; cosco, tostão; esgueirante, ladrão; esquilona, hora; facho, guarda; fuganta, pistola; galhal, muito dinheiro; moienes, eu; paivante, fumador; e vunhir, vir».
jcl (com António Moura)

O meu compadre, que faz a manutenção de alarmes em bancos, foi há dias fazer um trabalho numa pequena vila do Alentejo. Como necessitasse de algum material para concluir a obra, entrou na tasca lá da terra a perguntar por uma loja de ferragens.

João ValenteOs únicos clientes, dois velhotes nos seus setenta e picos bem medidos, à pergunta do meu compadre, entreolhando-se, responderam em uníssono:
– Uiiii, amigo…
– Mas não existe cá na terra uma loja de ferragens… É?
– Uiii…
– Não há!… É isso?
– Uiii… O amigo está de carro?
– Sim… Estou. Porquê? é longe?
– Uiii…
– Longe… Quanto?
– Uiii…
– Indo de carro… Quantos metros?… Quilómetros?
– Uiii…
Aqui, um dos velhotes lá se «descoseu»:
– Bem amigo… Siga por esta rua abaixo, depois, andando um bocado, o melhor é perguntar…
– Mas – insistia o meu compadre – é longe?… Muito tempo de carro?
– Uiii…
Agradeceu e entrou no carro. Desengatou-o, deu à ignição, outra vez à ignição, meteu a primeira, «arranhou» a segunda, seguindo pela rua indicada, e quando já se preparava para meter a terceira, viu a meio da rua um toldo encarnado que dizia: «loja de ferragens».
Tinha percorrido uns escassos 50 metros; não mais!  
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O Departamento de Investigação Criminal da Guarda, da Polícia Judiciária, deteve ontem, dia 9 de Março, em flagrante delito, quatro mulheres e três homens, presumíveis autores da prática de um crime de sequestro.

Polícia JudiciáriaAs investigações tinham-se iniciado na manhã do dia anterior, após a PJ ter tomado conhecimento de que estaria em curso a prática de um crime de sequestro e de quem seriam os seus autores. O sequestro terá sido praticado por pessoas da mesma família e a vítima era um jovem de 20 anos, o qual foi libertado em resultado da acção policial que foi de imediato executada.
Os sequestradores e a sua vítima foram interceptados numa rua da Guarda-Gare, quando seguiam no interior de um automóvel. A PJ optou por não informar quaisquer outros pormenores acerca da operação.
Os detidos, com idades compreendidas entre os 24 e os 72 anos, foram presentes à autoridade judiciária do Tribunal da Guarda para aplicação de medidas de coação.
plb

A Junta de freguesia de Aldeia de Santo António, em parceria com a Câmara Municipal, vai simbolicamente «reflorestar» uma área queimada pelo grande incêndio registado no verão passado, que consumiu mais de 60 por cento da floresta existente nesta freguesia. A iniciativa integra-se no programa municipal denominado «Jardineiros de Palmo e Meio».

Sabugal - Concelho LimpoA iniciativa vai decorrer durante o mês de Março mas começou a ser preparada logo após os incêndios com a plantação simbólica de uma semente por cada criança do concelho nos viveiros.
A Junta de freguesia da Aldeia de Santo António, logo se associou a esta iniciativa que visa contribuir para a alteração de comportamentos menos correctos em termos ambientais e sensibilizar os mais jovens para a problemática dos incêndios. Foi para isso disponibilizado um terreno queimado com cerca de um hectar, o qual está a ser preparado, pela Junta, para que as crianças possam fazer a sua acção de reflorestação.
Esperamos que com esta iniciativa se consiga convencer os proprietários que viram as suas plantações e terrenos ser consumidos pelas chamas, a curto prazo, possam fazer o mesmo nestas áreas ardidas, pois é um triste cenário aquele que agora encontramos nestes locais.
Nuno Mota
(Presidente da Junta de Freguesia de Aldeia de Santo António)

8 de Março. Dia Internacional da Mulher. Desde 1975, em sinal de apreço pela defesa de melhores condições de trabalho e direito de voto da mulher iniciada com uma greve em 8 de Março de 1857, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher. O Capeia Arrraiana associa-se a esta data destacando o papel fundamental da mulher no desenvolvimento e progresso das sociedades actuais.

Dia Internacional da Mulher - Capeia Arraiana

AS MODERNICES – Portugal é um país cheio de modernices. E, depois, essa é uma coisa que «pega de estaca». Quando a gente se dá conta, já está tudo a seguir essas modernices, apresentadas como as coisas mais importantes que existem e ai de quem não as siga que é logo um «bota-de-elástico».

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Já Rui Veloso, em 1983, no LP «Guardador de Margens» cantava um poema de Carlos Tê, intitulado «Dança dos Modernos», que terminava assim:

Você assim vai vencer
Se viver de prego a fundo
Você até vai deixar de ser
Cidadão do Terceiro Mundo

Esta mania de ser moderno e das modernices tem sido levada ao extremo, sobretudo nos meios de comunicação social. Surgem os maiores disparates, mas tudo continua na mesma, que o que interessa são as aparências.
Por isso aparecem os mídia (quando se deveria dizer media- sem acento porque é uma palavra latina), as imagens não editadas (quando deveriam ser as imagens não montadas – afinal a montagem – que em inglês é edition, existe na actividade cinematográfica e no vídeo), os clientes dos Hospitais e Centros de Saúde (antes eram os utentes), o público (como já ouvi na TV para significar povo) e outras coisas assim do género. Coisas perfeitamente dispensáveis que só demonstram na minha opinião, um subjugar a tudo o que vem de fora, que é, simplesmente, lamentável.
Tal como eu referi em comentários à minha última crónica neste blogue, os portugueses, a começar pelos «heróis» da selecção de futebol (tendo à cabeça o sr. Queiroz) não valorizam o que é nosso.
Há uns tempos apareceram os colaboradores (já não há trabalhadores, funcionários ou empregados, mas sim colaboradores). Esta é demais para mim, uma vez que eu me considero um colaborador deste blogue ou do jornal «Nova Guarda» (para o qual escrevo há 12 anos), mas sei bem distinguir entre a colaboração e um emprego ou trabalho, uma vez que como colaborador não aufiro qualquer remuneração. Será isso que os tais que chamam colaboradores aos seus empregados, também, queriam? Não lhes pagar nenhum ordenado e tê-los sempre subjugados?
Agora a última moda são as agências de rating. Confesso que não sei bem o que isso é. Sei é que esse papão das agências de rating é usado pelo Governo e por economistas que lhe são muito próximos para pedir mais sacrifícios aos mesmos de sempre. Os banqueiros, esses, continuam a ir à televisão apresentar os fabulosos lucros dos seus bancos, quando ainda há bem pouco tempo, pediam ajuda ao Estado para se salvarem (há até um bom vídeo no youtube, do programa de TV «Os Contemporâneos» intitulado «Salvem os Ricos» que faz ironia com isso). Logo, não são esses que irão pagar a crise, apesar de terem sido eles que a provocaram.
Outra modernice que anda por aí é a de considerar o regime do Estado Novo (que vigorou até ao 25 de Abril de 1974) como apenas autoritário e não ditatorial. Já não são só os saudosistas desse regime (que os há) que dizem isso: António Barreto, considerado um grande cientista social (mais outro nome moderno), numa recente entrevista ao «Expresso» referiu que a maioria das pessoas que pretendem comemorar os 100 anos da implantação da República, em Portugal, têm que dizer mal do regime do Estado Novo e ele acha que não devem fazer isso. António Barreto esteve exilado na Suiça, entre 1963 e 1974, mas, entretanto, aburguesou-se. Como já se safou, toca a dizer que já não é necessário dizer mal do regime do Estado Novo.
Neste país há jornalistas, então, que não percebem nada de nada. António Manuel Ribeiro (líder dos UHF) contou-me uma vez que uma jornalista o tinha entrevistado quando lançou um disco chamado «Sierra Maestra» e lhe perguntou se essa serra não era aquela, em Espanha, onde havia muita neve. E tem esta gente tempo de antena…
Já esse fenómeno do bullying (violência física e psicológica praticado entre alunos) me deixa mais preocupado como cidadão e como professor. Nunca me lembro de isso existir, enquanto eu fui criança ou adolescente. Portanto é outra coisa moderna. Eu, até, era daqueles alunos que poderia sofrer com esse fenómeno, uma vez que era um pouco inibido e havia algumas coisas que eu não tinha em comum com os meus companheiros de escola, apesar de viver numa aldeia: não tinha vacas ou outros animais, nem terrenos para cultivar, os meus pais não estavam ligados à agricultura.
Parece que quem pratica essas agressões não gosta que os seus colegas (mais uma modernice – no meu tempo de escola éramos, todos, companheiros) sejam diferentes.
Como professor sei bem que os docentes não têm qualquer autoridade para poder separar alunos que praticarem essas agressões. Ainda pode vir o pai de algum deles tirar satisfações com o professor. Safa!! Safa!! Como cidadão, acho essa situação tão lamentável, que nem tenho palavras para a descrever.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Não me vou referir a obras feitas ou por fazer, aliás não é essa a minha vocação, vou escrever no feminino, vou dizer que as mãos dessas mulheres que têm cargos políticos no Concelho do Sabugal, e também a sua inteligência, demonstram que não é só no trabalho e nas lides domésticas, que são eficazes e produtivas.
(Por hoje ser o Dia Internacional da Mulher pedi para anteciparem a publicação do minha colaboração semanal, que normalmente é editada à terça-feira).

António EmidioVi-as falar ao povo que as elegeu sempre numa postura de respeito e verdade, vi-as falar nas assembleias, não tendo outro objectivo senão o bem das suas Freguesias. Pessoalmente, não vejo nestas atitudes um acto de rebeldia e de emancipação em relação ao homem, vejo uma vontade e dedicação ao bem público, e também uma rejeição ao poder central, uma demonstração de vontade e de querer transformar este Concelho do interior abandonado pelos políticos de Lisboa.
E quantos sacrifícios não fazem! Com o trabalho e os problemas da governação, não descuram a educação dos seus filhos, não descuram o carinho de esposas que devem aos seus maridos, e a diário vão para o trabalho. Tudo isto com a lide da casa. É preciso muita fortaleza interior, podemos dizer que é um heroísmo silencioso que têm no interior da alma. Não são figuras decorativas, são exemplos de coragem e valor. Atrevo-me a dizer que todas elas são seguidoras desse coração nobre, que assumiu o preço que se exige viver na verdade, na moral e na ética, que foi a Lucinda do Casteleiro. Como ela, praticam o bem, que é a coisa verdadeiramente grande e excelsa.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Sporting Clube do Sabugal recebeu e venceu por um golo sem resposta a equipa do Figueira de Castelo Rodrigo, alcançando assim a segunda posição da tabela classificativa, a dois pontos do líder, que é o Aguiar da Beira.


Hoje, dia 7 de Março, foi disputada a 17ª jornada do campeonato distrital da primeira divisão, tendo o Sporting do Sabugal recebido a equipa que então ocupava a sexta posição na tabela classificativa, com os mesmos 29 pontos que a equipa caseira (então na 5ª posição). O Ginásio Clube Figueirense saiu do Municipal do Sabugal derrotado por uma bola a zero.
Para alcançar mais esta vitória que fez com que o Sabugal se desloca-se para o 2º lugar na tabela, com 32 pontos, a 2 do líder. a A.D.R.C. de Aguiar da Beira, a equipa técnica, constituída por Manuel Barbosa e José Carvalho, apostou no seguinte onze: Fred (guarda-redes), Batista, Sérgio, Janela, Tó Zé (capitão), Pires, Faneca, Jorgito, Manata, Ricardo e Paulito.
O jogo começou com um indício de quem seria o vencedor da partida, com uma oportunidade desperdiçada por Ricardito. Ainda assim foi na primeira parte que surgiu o único golo da partida, por intermédio de Paulito, com um excelente golo de «chapéu» que deixou impotente o guardião oponente.
Na segunda parte, de salientar a bola na trave, já nos minutos finais, por parte da equipa visitante que fez tremer os adeptos da casa. Quanto à equipa de arbitragem, temos de questionar o porquê de 6 minutos de compensação.
Cláudia Janela

A Junta de Freguesia de Foios, a equipa de Sapadores, o Grupo Cultural e Desportivo, a Associação de Caça e Pesca e os Vigilantes da Reserva Natural da Serra da Malcata acordaram aceder e envolver-se na acção «Sabugal Concelho Limpo». A iniciativa vai ser levada a efeito no próximo dia 20 de Março tal como a Câmara Municipal do Sabugal divulgou através de cartazes que foram distribuídos por todo o concelho.

Sabugal - Concelho LimpoJá foi feito o levantamento dos locais onde irão decorrer as mais diversas acções.
Para além das instituições acima referidas aceita-se a participação de todas as pessoas que se queiram associar a esta bela iniciativa.
Se não quiser ou não puder participar mas se souber de objectos que estejam depositados no limite goegráfico de Foios agradecemos que nos informem para podermos ir recolhe-los e depositá-los na lixeira que está por detrás do cemitério.
Por falar em cemitério também pretendemos pedir às pessoas que vão tratar das sepulturas dos seus entes queridos que não atirem com nada para fora dos muros. Isso é uma autêntica vergonha. Depois lá têm que ir os elementos da Junta, Sapadores ou outros funcionários a apanhar esse lixo. Acha isso bem feito? Claro que não.
Dessas acções nem os próprios defuntos devem gostar.
Se vir alguém deitar o lixo para fora do cemitério diga-lhe, imediatamente, que tem um contentor à entrada. Então tanto pediram o contentor e continuam (só algumas pessoas) a deitar o lixo para onde muito bem lhes apetece?
Sejam correctos, educados e asseados.
Bem-hajam.
A Junta de Freguesia de Foios

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) abriu as inscrições, até 30 de Abril, para a frequência de cursos superiores para candidatos maiores de 23 anos.

IPGEstá aberto, no Instituto Politécnico da Guarda o prazo de inscrição para a frequência do dos cursos superiores, leccionados nas Escolas que integram o IPG por parte dos candidatos maiores de 23 anos.
Os interessados devem preencher um formulário que será facultado pelos serviços académicos e que deverá ser entregue até ao dia 30 de Abril.
A afixação e divulgação das datas da entrevista e provas ocorrerá a 7 de Maio e a realização das entrevistas está agendada para o período de 12 a 20 de Maio.
De acordo como o calendário divulgado pelo Instituto Politécnico da Guarda, a realização das provas teóricas ou práticas terá lugar entre 25 de Maio e 18 de Junho.
A divulgação da lista definitiva de seriação será efectuada a 21 de Julho de 2010.

Mais informações na página do IPG. Aqui.
jcl

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