Quando entrei nas Finanças, em 1953, tive de assinar a chamada declaração de honra: «Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição Política de 1933, com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas.»
A falta dessa declaração inviabilizaria a minha entrada no funcionalismo público, pelo que a assinei sem pestanejar, só mais tarde tomando consciência de que a «declaração de honra» era uma autêntica perversidade.
Ao tempo isso era levado muito a sério. Directores e chefes de serviços onde algum dos funcionários professasse as chamadas doutrinas subversivas, podiam ser imediatamente demitidos ou reformados compulsivamente.
Não se pense porém que as pessoas aceitavam isto de bons modos. Assinavam para garantirem o ganha-pão, mas tal não lhes condicionava a existência. Nas repartições por onde passei naquele tempo, eram comuns as graçolas ao António da Calçada, nome que dávamos a Salazar, ou ao Cardeal Cerejeira. Claro que primeiro se ganhava a confiança com os colegas interlocutores, pois o perigo de denúncia à PIDE era real, mas a verdade é que esta era uma prática comum.
Hoje vive-se em liberdade. Pode-se dizer, sem peias, o que aprouver, mas muitas vezes não se sabe usar a liberdade com a devida responsabilidade.
Ainda há dias fui a uma repartição pública, onde me queixei a um funcionário da burocracia excessiva em relação ao meu assunto. Ele, que não me conhecia de lado algum, desatou a dizer imprecações contra o governo e contra o ministro que tutelava o serviço, mimoseando-o com todos os nomes que lhe vinham à cabeça e declarando-o culpado pelas teias burocráticas de que eu me queixava.
Em nome da decência calei-me, para não alimentar a discussão, mas penso que isto é chegar ao extremo da depravação. Uma coisa é o que cada qual pensa e defende, porém algo diferente é ter a noção da forma e do local apropriados para exporem essas ideias.
Temo bem que uma boa parte dos funcionários públicos de hoje não saibam estar no lugar que ocupam.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis
Depois de António Robalo se apresentar aos eleitores através de um folheto distribuído à população, de que Capeia Arraiana deu a devida nota, surge agora António Dionísio a distribuir uma brochura.
O plano, que foi elaborado pela Associação de Municípios do Vale do Côa realiza, será apresentado no próximo dia 7 de Julho, no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
«“Artigo 19.º – Liberdade de expressão e de informação
Depois de todas as incidências da manhã, com a montagem do Forcão, a chegada dos touros, a preparação do Ringue do Clube Operário de Lisboa para receber os autocarros da Viúva Monteiro, o espectáculo abriu com o tradicional desfile, abrilhantado pelos Tamborileiros de A. Ponte, pela rapaziada, algumas Associações do Concelho, a jovem Banda de Benavente, os Bombeiros do Sabugal e do Soito, completados com o Rancho Folclórico de Vila Boa, não fugindo este desfile ao que tem sido habitual, ao longo dos anos.
Na prática, o que isto significa é que a Autoridade de Gestão do PORCentro delegou na COMURBEIRAS a gestão do processo de aprovação de candidaturas a apresentar pelos Municípios e que, de acordo com a Minuta do Contrato a que tive acesso, atinge um valor de 38,9 milhões de euros, dos quais 34,4 a aprovar entre 2008 e 2010.
A Festa da História foi organizada em 27 e 28 de Junho pela empresa municipal Trancoso Eventos, Câmara Municipal de Trancoso e pela AENEBEIRA-Associação Empresarial do Nordeste da Beira onde não faltaram torneios de armas, a reconstituição do recrutamento de homens para a defesa do burgo, o assédio e assalto por tropas castelhanas mas também os festejos da vitoria dos trancosanos com bailias, danças e folguedos.
O «Transblues – Festival de Blues», realiza-se nas cidades de Guarda e Béjar, tendo o seu programa sido hoje apresentado em conferência de imprensa pelos organizadores na delegação regional da Junta de Castilla y Léon, na cidade espanhola de Salamanca.
«Relativamente ao artigo publicado por V. Exa. em 08/06/09, com o título “Represália política na Câmara de Sabugal”, junto se remete com pedido de publicação extracto da minuta da Acta da Assembleia Municipal de 26/06/09, aprovada na mesma Assembleia.
A festa inicia-se na tarde do dia 30 de Julho com a inauguração das tradicionais tasquinhas, que estarão abertas todos os dias da festa. Nesse mesmo dia, pelas 22 horas, haverá um concerto musical, como o grupo, «Prós & Contras».
Os convivas começaram a chegar pelas 20 horas e desde logo se colocaram os assadores a postos, com as sardinhas devidamente alinhadas. Depois de prontas para serem degustadas, as inicialmente previstas revelaram-se poucas e tiveram de ser reforçadas, por fim, o caldo verde, bem no ponto e preparado por algumas das associadas.
Além da mostra de artesanato do concelho do Sabugal, está a participar também um artesão a trabalhar ao vivo.
Não discuto o valor das opiniões do Dr. Leal Freire (de quem curiosamente tive idêntico percurso académico – escola, seminário do Fundão e Direito), porque daria muito pano para mangas e para não sujeitar os leitores à brilhante e previsível contestação, à correspondente réplica e sucessivas tréplicas de ambos.
Para os interessados, divulgamos desde já o calendário das Touradas de 2009.
O «Interior Tv» é um projecto de Web Tv implementado em parceria pelo jornal «O Interior» e pela Rádio Altitude. Pretende fazer um novo tipo de jornalismo multimédia integrando as notícias da imprensa escrita, da rádio e da televisão.
Dentre os crimes verificados na área de actuação da GNR merecem destaque os furtos, que no total foram 18: cinco em estabelecimentos comerciais e em outros edifícios, dois de veículos, um em veículo, dois em residências e oito outros furtos.
Com o surgir do neoliberalismo apareceram grandes consórcios e multinacionais às quais o individuo se encontra submetido, ou seja, saiu da tutela do Estado, para ficar debaixo da tutela do privado. Não é por acaso que se ouvem citações destas vindas de grandes accionistas e executivos do capital financeiro e industrial: durante um longo período, as igrejas desempenharam um papel determinante nas nossas vidas, depois foram os Estados e actualmente é a vez das empresas.
A «Medida 1: Saúde e Segurança nas Instalações Desportivas» promovida pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e pelo Instituto do Desporto de Portugal, I.P., tem como prioridade a Saúde e Segurança dos praticantes desportivos e destina-se a apoiar a realização de obras de beneficiação nas instalações de apoio aos clubes e associações desportivas.
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