You are currently browsing the tag archive for the ‘Política’ tag.

É notório, só ainda não viu quem não quer ver, que em Portugal há uma estratégia de classe, banqueiros e grandes empresários estão a ultrapassar o Sistema Parlamentar. Quando isso acontece, a Democracia fica extremamente debilitada. Temo, que o tempo que vai de Spínola a António Guterres tenha sido mais um parêntese na História de Portugal…

António EmidioTambém é verdade que Portugal presentemente não está a ser governando por uma classe política, mas sim por tecnocratas a soldo do grande poder financeiro e empresarial. Estes tecnocratas estão a aproveitar-se da crise para lançar «reformas» que estão a debilitar o Estado Social, a precarizar o emprego e a entrarem num processo de subdesenvolvimento do País. Estas políticas beneficiam basicamente os grandes poderes económicos, não só portugueses mas também dos países centrais, como a Alemanha e a França. Impossível chamar-lhes políticos, um político guia-se por princípios, estes não os têm, para eles vale tudo, tudo está permitido. Passos Coelho e os seus ministros são a coisa mais parecida, em alguns aspectos, sublinho, em alguns aspectos, com aqueles ditadores sul-americanos que em finais dos anos 70 do século passado entregaram a riqueza dos seus países aos Estados Unidos e a uma oligarquia autóctone, deixando os seus povos na pior das misérias, tudo isto com o aval do FMI.
Quando por essa altura lia o que se passava na América Latina, ficava impressionado e, nunca me passou pela cabeça que um dia o meu País cairia presa de predadores internacionais. Visitei então um país da América do Sul, do muito que vi, e me contaram gravei isto: onde estava a verdadeira classe política desse país? Alguns homens e mulheres tinham sido assassinados pela ditadura, outros e outras, estavam presos, no exílio, ou votados ao silêncio. Tinham sido substituídos por uma classe de tecnocratas da estrita confiança dos Estados Unidos. Na Europa, presentemente têm que ser da confiança da Alemanha e do FMI.
Diz o primeiro-ministro Passos Coelho que é preciso retirar o Estado da economia e da política. Não deve ser assim, o papel do Estado é voltar já à política e à economia! Retomando as rédeas que abandonou ás mãos de gente incompetente que não é capaz de nos levar a lado nenhum, a não ser para o abismo. Como podemos pagar a dívida ilegítima com estas medidas económicas que são um travão ao crescimento? Para uma economia familiar, o rigor orçamental é motivo de satisfação e até de orgulho, mas para um estado significa a ruína de milhares e milhares de cidadãos, o que acontece em Portugal presentemente.
Se Passos Coelho fosse um político, dizia-lhe que a democracia vai muito mais além do acto eleitoral. A legitimidade dos governos vem da eleição democrática, mas esta legitimidade só se mantém com a fidelidade a um programa (o que não está a ser o caso dele, na campanha eleitoral disse todo o contrário) e com o serviço indiscutível a todos os cidadãos (o que também não é o caso dele). Se assim não for perde legitimidade.

Amanhã querido leitor(a) é dia 25 de Abril. É dia de mostrarmos a nossa insatisfação por toda esta maneira de governar, porque a razão moral e a razão política foram substituídas pala razão económica. Sabe-se que a União Europeia não exigiu uma reforma laboral tão radical como a que está a ser levada a cabo pelos actuais tecnocratas que nos governam, contrária ao Estado Social, Estado Democrático e Estado de Direito. Esses tecnocratas estão a receber ordens da classe financeira e empresarial portuguesa, é esta classe dominante que controla a economia e estabelece as normas segundo as quais actuarão os tecnocratas. Dentro do País a classe financeira e empresarial estão a aproveitar-se.

Quanto ao possível encerramento das Finanças no Concelho, só tenho a dizer o seguinte: quando o Estado abandona uma região, como é o caso do nosso Concelho, economicamente deprimido, com uma população envelhecida e com o êxodo dos mais jovens, alguém virá substituir o Estado. Esse alguém será um conservadorismo serôdio e inerte no pensamento, mas moderno no estilo de vida, o caciquismo e a corrupção. Nada me provocava uma imensa alegria, do que estar enganado…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Anúncios

Os Estados Unidos representavam, a meio do século passado, o éden das liberdades. Inversamente, a União Soviética – ainda não se adivinhava sequer a PERESTROICA e o estalinismo ainda era a regra – simbolizava o inferno de todas as opressões.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaE, no entanto, o congressista WAYNE MOSER, famoso pela sua análise dos problemas da grande política, não se coibiu de proferir na sua Câmara, esta sensacional declaração:
«A imprensa americana não leva ao conhecimento do povo americano senão aquilo que lhe interessa que o povo leia – situação que não difere do que se passa na Rússia com os leitores do Pravda.
Na Rússia, o governo fá-lo através dum único instrumento. O seu órgão oficial e oficioso. Entre nós, por uma multiplicidade de meios, manejados por um poder oculto, mas todo poderoso.
A nossa opinião pública está muito mais condicionada do que a russa, pois estes sentem que estão a ser enganados e naturalmente criam anticorpos de defesa.
E nos confiantes na liberdade de opinião não desconfiamos sequer que vivemos numa demoplutocracia, onde todo o poder reside em grupos de pressão, onde o dinheiro é todo-poderoso, o detentor mesmo de todos os poderes.»
Ora,o diagnóstico está desde há muito já feito.
Hoje, escrevia já há mais de meio século SERVAN SCHREIBER, na Inglaterra, na França, na Alemanha, países que se afirmam como perfeitamente democráticos, o principal factor de intervenção é o poder do dinheiro, nas suas múltiplas e multiformes modalidades – os grandes «trustes» industriais, os bancos, as petrolíferas, todas as estruturas monopolistas.
Fabricantes da opinião pública, fabricam obviamente os detentores dos orgãos de soberania, que, obviamente também só mandam porque lhes obedecem.
O «Big Brother», de GEORGES ORWELL, prova caricaturalmente como os media podem criar do nada uma personalidade que depois podem fazer eleger para qualquer cargo, de domínio universal, até…
A propaganda torna-se, por esta capilar acção, o elemento determinante da formação e deformação do espírito e das vontades.
Lançam-se políticos como se lançam vedetas do cine ou até marcas de iogurtes.
Prefabricada, a opinião pública cria uma vontade também prefabricada.
E lutar contra tão asfixiante corrente pressuporia que se dispusesse de armas iguais – igual domínio na imprensa, na rádio, na televisão…
Como isso requereria igualdade de meios financeiros, a luta só pode ganhar-se a nível da consciência de cada um, mantendo-a indemne a manobras de perversão.
A velha parábola evangélica de que a árvore se conhece pelos seus frutos é uma felicissima expressão da sabedoria das nações.
O empirismo organizador não é, queira-se ou não, mais do que o nome dado à experiencia, que, no caso, nos tem de levar a uma atitude fortemente crítica, do que se pretende fazer passar por opinião pública.
O vocábulo candidato radica em cândido.
A cor da túnica com que o pretendente a cargos públicos se pavoneava entre as multidões, fazendo-se passar por imaculado, ainda que tivesse alma de Catilina, era já prenúncio destas arremetidas de hoje.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Como as pessoas também as palavras têm o seu destino, engrandecendo-se umas, vilipendiando-se outras, mantendo a pureza e simplicidade iniciais a maioria.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaDe entre as caídas no turbilhão do descrédito, nenhuma terá sofrido mais tratos de polé que o lateronem, o grande escriba que assessorava os monarcas e deu o étimo para ladrão.
Inverso foi o caminho de minister, que à nascença referenciado a moço de recados, serviu de basse à alta dignidade que hoje são os ministros.
Hoje pretendemos ocupar-nos de terminologia política.
Quando o exseminarista georgiano, de nome DJOUGLAVITCH, ao tempo simples filiado num insipiente partido de base operária, onde era conhecido por camarada cartucheiro, alcunha devida à sua função de controlador de ficha, resolveu adoptar o epíteto de ESTALINE, ninguém imaginaria a enorme difusão do termo em todas as línguas do mundo, civilizado, incivil ou em vias de acesso à civilização.
Embora sua mãe, quando confrontada com o assombroso poder que ele detinha repetisse que seria bem melhor que ele tivesse sido padre, a verdade é que nenhum homem até agora dominou tão larga parte do Planeta Terra e teve tanta influência nos países fora da Cortina com que fechara a sua satrapia.
A palavra bolchevique teve, por igual, um nascimento discreto e até nunciador de pequenez, de grupo minoritário.
Tratava-se de uma discussão entre aparachiques, com duas propostas de cuja votação sairam vencedores, porque maioritários os mencheviques, e vencidos, porque minoritários, os bolcheviques.
Mas os vencedores foram varridos da Historia e os seus chefes imolados nas sucessivas purgas do Cartucheiro, e a palavra BOLCHEVISMO passou a designar o comunismo oficial.
Aliás a revolução russa e as suas sequelas levaram à introdução no vocabulário comum de um elevado número de termos, inicialmente de muito reduzido significado.
De KERENSKI, governante moscovita que tomou o poder logo na sequência da queda dos czares, adveio o querenquismo, designativo de sistemas políticos de transição e transigência, que podem abrir — e muitas vezes abrem — a porta para inenarráveis tragédias.
E, já que falámos de czares, aproveitamos o ensejo para realçar a extraordinária difusão do terceiro nome de CAIO JÚLIO CÉSAR, que foi imperador de Roma, depois de uma extraordinária carreira militar e literária. O nome, que até teve reflexos nos partos de barriga aberta, tecnicamente chamados CESARIANAS, por César ter nascido assim, passou a designar, adaptado às diversas prosódias, os diversos titulos imperiais — o já referido czar ou ntzar para as Russias, Kaiser para as Alemanhas, cesário para as línguas latinas.
Ou cesarismo para o poder político em oposição ao religioso, ou fundindo-se com ele — cesarismo ou cesaro-papismo.
Voltando à Revoluçao Russa, diremos que raros acontecimentos, por si e as suas sequelas, terão tido tão grande impacto no léxico político.
A Revolução Francesa teve muito menor impacto. E a sua maior influência, nos domínios da linguística, foi certamente o significado atribuído aos termos esquerda e direita, que resultou do facto de, em Julho de 1789, os membros da Contituinte, defensores da autoridade real tomarem assento no lado direito da Assembleia, para o outro lado os seus adversários.
Mais tarde um outro termo nasce e se impõe, o BONAPARTISMO, radicado na autoridade de Napoleão, que tendo partido da revolução de botas e capacetes veio a significar autoridade baseada no poder militar.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

A concepção teocrática do poder é naturalmente a mais antiga e também a mais lógica.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaPara a Igreja Católica, o monarca, simples criatura de Deus, como qualquer outro homem, exerce legitimamente o poder enquanto servidor da mesma Igreja.
A soberania seria delegada por Deus na Igreja que, por seu turno, a delegava, numa casa reinante.
Assim se entendeu por toda a Europa Medieval, sendo indiscutivel que o Papa fora colocado por Deus acima dos reis e dos povos.
O conflito estalou quando Filipe-o-Belo, rei de França, declara que recebera o reino e o trono directamente de Deus, pelo que não reconhecia qualquer dependência face a Roma.
Bento VIII, que ao tempo se sentava no solio pontifício, lembrou-lhe que os reis só através da Igreja legitimam o poder, que só delegadamente exercem.
Esta divergência de concepções que se agitou nos anos de transição entre os séculos doze e treze da nossa era, passou a marcar, perturbando-o, o clima de relações entre as duas autoridades.
E sem vantagens para qualquer delas.
Mas, concitando a atenção de santos e sábios, São Tomás de Aquino ensina que se deve distinguir entre a essência do poder e o uso que dele se faça.
A essência é divina, o uso é do homem, que o pode exercitar bem ou mal, sendo certo, acrescenta o santo doutor, que só obriga a obediência o poder exercido com vista ao bem comum – em prol do comum, passou a consignar-se nos textos.
E, porque o pecado original nos tornou naturalmente maus e tendentes à desobediência ou mesmo à anarquia, torna-se necessário erigir um poder que assegure a ordem e proteja o fraco contra o forte.
Daí a necessidade dum governo.
Que governo?
A MONARQUIA
Dirão uns, porque:
I – é o regime mais natural – o mundo começou por ser governado por monarcas;
II – é o mais duradouro – as repúblicas só muito tarde se conseguiram afirmar e habitualmente por períodos curtos;
III – é o mais estável – durando toda a vida do soberano;
IV – é o mais barato, dispensando eleições e o pagamento de reformas, que têm de ser dignas da condição de ex-chefe de estado e portanto vultosas;
V – o que melhor e coaduna com o poder espiritual da Igreja Católica, praticamente a única com implantação em Portugal;
VI – os monarcas, educados catolicamente, têm uma mais perfeita noção do bem comum.
Poderá fazer-se a abordagem do problema por outras vias.
Um governo de sábios, preconizado pela Maçonaria, que abriu a porta, numa primeira fase á democracia igualitária de Rousseau, depois ao sectarismo jacobino, depois às varias utopias, a mais terrível de todas foi o marxismo-leninismo.
O problema de base é sempre o mesmo – a melhor concatenação do poder com a natureza humana – não o homem inocente, de Voltaire, nem o homem lobo de Hobbes.
Ora, a História mostra-nos que, no tocante a formas e métodos de governo se oscila indefinidamente entre a necessidade de reforçar o Estado para submeter o indivíduo ao interesse geral, e uma necessidade, igualmente imperiosa, de proteger o indivíduo dos abusos de autoridade, cometidos por outros indivíduos, alçapremados ao poder.
O perigo, o grande perigo, é a prevalência duma força, não controlada por razões morais, vício de que não podem sofrer as monarquias católicas.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Presentemente a política deixou de ser serviço à comunidade nacional, regional e local, não passa de uma luta de interesses entre grupos de pressão (lobbys) que abundam no Mundo e, como é lógico, também em Portugal.

António EmidioÉ degradante e humilhante a imagem que os governos europeus e, também o dos Estados Unidos dão quando se trata de negociar com as agências de qualificação e os senhores do capital mundial, essa imagem de impotência dada pelos governos leva o comum dos cidadão a pensar o seguinte: «Que interesse tem o meu voto e para que serve? Quem manda? Os homens e as mulheres que elegemos ou os mercados financeiros?». Isto é devastador para a Democracia. Há governantes ditos democratas, ditos de esquerda e eleitos pelos seus povos, que passam a vida a falar na necessidade de cortar nos gastos para a protecção social, nos salários, nas pensões, lançar no desemprego trabalhadores e funcionários, para ficarem bem vistos pela Moody`s e pela Standard & Poor, conseguindo assim créditos mais vantajosos.
Para que servem os políticos? Presentemente são lacaios das multinacionais e do grande capital, não representantes dos seus eleitores, estes estão indignados ao vê-los actuarem como actuam. Com isto tudo, a Democracia está sequestrada e manietada, só tem um fim espúrio: legitimar o Neoliberalismo, o mercado livre e a economia de mercado.
O político neste sistema é uma mercadoria a vender, quem os elege são as agências de publicidade que decidem o discurso, a maneira de vestir, e os slogan`s para os « consumidores ».
Os partidos políticos e as campanhas eleitorais cada vez exigem mais dinheiro, os bancos, as multinacionais, as grandes empresas e os lobbys, emprestam, só que depois as dívidas exigem grandes favores…Compram-se governantes!
Ainda existem homens e mulheres que estão na política com o nobre e sincero propósito de servir a comunidade e de não se servirem dela, mas infelizmente abundam os que se fazem políticos para se servirem a eles próprios, vê querido leitor(a) uma das principais razões do desprestigio da classe política e, da distância cada vez maior entre esta e o cidadão?

Não há nenhum oligarca nem nenhum lobby que financie eleições pelo amor à Democracia e ao sistema representativo. Dão dinheiro para receberem favores, contratos, privilégios, decisões administrativas favoráveis e legislação também favorável.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A minha formação académica começou na filosofia e teologia, passou pelo direito e, só depois, chegou à economia. Por isso, a visão que tenho da economia é heterodoxa, mais próxima da escola personalista Austríaca de Hayks, que da escola tradicional, keynesiana, assente em modelos matemáticos.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaAssim, ao homo economicus da corrente ortodoxa e clássica, das relações económicas de troca e de pura justiça comutatitva, contraponho o homo viator, um homem em permanente interrogação da sua origem, do seu papel e do seu futuro na sociedade, no seio da qual procura a sua realização na sua dupla dimensão material e espiritual. Em consequência, a economia não é tanto uma ciência de obtenção e afectação de recursos, mas um instrumento para eliminação da pobreza, porque só com acesso a um conjunto mínimo de bens o homem tem garantia de um minimo conforto material, que lhe permita também desenvolver o seu lado espiritual e cultural; a sua dupla dimensão interior e exterior (pneuma/sarx).
Posto isto, a minha abordagem das questões económicas, designadamente da actual crise económica, é também heterodoxa, feita portanto, do ponto de vista filosófico, moral, ético e político, como o leitor, se tiver paciência em acompanhar-me, poderá constatar:
Karl Marx no seu Das Kapital já previra que «todos os povos do mundo se vêm cada vez mais intricados na rede do mercado mundial» e que o carácter internacional do capitalismo se haveria cada vez mais de tornar evidente (in Kapital, p.18) e no manifesto do Partido comunista em 1848, que as indústrias tradicionais, especialmente as de recorte local e produtos locais, haveriam de ser gradualmente ser substituídas por outras de nível internacional e novos produtos, dependendo de matérias primas provenientes de zonas remotas do mundo, e cujos produtos não serão mais de consumo trans-regional. (Karl Marx e Federich Engels; in Manifesto do Partido Comunista, Londres, 1848).
Esta previsão de Marx aconteceu pela globalização dos mercados. A consequência é que, ganhando dimensão internacional e global, a economia e o capital já não podem ser fiscalizados, como no liberalismo económico, pelo poder político de cada estado, exigindo antes, uma concertação e regulamentação inter-regional e mundial.
A livre iniciativa económica, que fazia sentido em mercados locais ou nacionais, que os respectivos estados podiam fiscalizar e regulamentar, também já não é aceitável, sob pena de conduzir a graves distorções de mercado.
A globalização da economia teve também outras consequências, que Bento XVI explica na sua encíclica Caritas in Veritate: «O mercado, à medida que se foi tornando global, estimulou antes de mais nada, por parte dos países ricos, a busca de áreas para onde deslocar as actividades produtivas a baixo custo a fim de reduzir os preços de muito bens, aumentar o poder de compra e deste modo acelerar o índice de desenvolvimento centrado sobre um maior consumo pelo próprio mercado interno. Consequentemente, o mercado motivou as novas formas de competição entre estados procurando atraír centros produtivos de empresas estrangeiras através de variados instrumentos, tais como impostos favoráveis e a desregulamentação do mundo do trabalho. Estes processos implicaram a redução das redes de segurança social em troca de maiores vantagens competitivas no mercado global, acarretando grave perigo para os direitos dos trabalhadores, os direitos fundamentais do homem e a solidariedade actuada nas formas tradicionais do Estado social.» (Caritas in Veritate, nr. 25, pp. 36-37).
É isto a que hoje assistimos; a destruição, em consequência da cada vez maior globalizaçao da economia, do estado-benificiente inventado por Bismark para subornar o proletariado com benefícios sociais, e evitar a revolução socialista.
A consequência é o retorno gradual, que já se faz sentir noutros países europeus a partir da segunda metade do século XX, enquanto em Portugal e Espanha só aconteceu na viragem do séc. XX para o XXI, ao modelo de estado liberal do século XIX e a perca das regalias sociais garantidas pelo moderno estado providência.
Marx também previu que a acumulação crescente de lucros e a concentração monopolísta do capital, com os grandes capitalistas a «comerem» os mais pequenos, levaria a tal situação de desigualdade na distribuição de riqueza, que fomentaria a revolução das massas e o fim do capitalismo.
Marx tem razão nesta análise; de facto, o maior perigo para a estabilidade política é a desigualdade social. Não chega a liberdade e a garantia formal de direitos que o sitema capitalista e burguês proporciona a todos os cidadãos, se a criação de riqueza não for acompanhada da satisfação das necessidades elementares de cada indivíduo, da erradicação da pobreza, e a igualdade de direitos estiver longe dos factos.
E também acertou, além da sua previsão da globalização dos mercados, na concentração do capital e na gritante e desigual distribuição de riqueza do sistema capitalista, potenciadora de instabilidade política e social.
De facto, a realidade mundial actual é de 40% da riqueza mundial estar na mão de 2% dos indivíduos; um bilião e meio de pessoas viverem com menos de 1€; cerca de três biliões viverem com menos de 2€, sendo que esta fatia da população dispõe apenas 1% da riqueza mundial.
A revolução das massas desfavorecidas é uma realidade histórica. Os acontecimentos das civilizações passadas e da europeia, e os do actual Magreb, demonstram-no.
Como dizia Horst kohler, antigo director do FMI e presidente da República Federal da Alemanha, não há maior ameaça para a estabilidade política e económica no mundo do que qualquer forma extrema de desigualdade na distribuição do bem-estar (citado por Reinhard Marx, arcebispo de Munique, in Das Kapital, Munchen, 2008, pág.23)
O modelo económico que conduziu a estes resultados, está por isso errado. A economia não devia, numa linha de pensamento económico moderno que vem já desde a Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smith, (antes do economista na célebre obra da «Riqueza Das Nações», excelente professor de filosofia moral), ser mais a economia convencional, anacrónica, alheia aos problemas de desenvolvimento, mais preocupada com a criação de riqueza das nações e orientada para o crescimento indeferenciado e consumismo, com nenhum efeito na erradicação dos níveis de pobreza.
Esta economia convencional fracassou porque, além dos resultados que são conhecidos, se desligou do fundo ético da antiga economia política, cuja preocupação é a justiça distributiva e não apenas a justiça comutativa da economia convencional.
Os programas de microcréditos de Mohamed Yunus (prémio Nóbel da Paz, quando o devia antes ter sido da economia) e Ela Bahatt, são insuficientes, mas bons exemplos de iniciativas de uma nova economia ética, preocupada mais com a pobreza, do que com a riqueza.
A globalização dos mercados exige um novo movimento internacional, como defende Jeffrey Saches no seu livro El fim de la pobreza, de cooperação entre países e regiões, em que os países ricos ajudem financeiramente os países pobres que não podem gerar a poupança por si próprios.
As empresas não deviam ter apenas como fim o lucro fácil e especulativo para satisfazer os accionistas e remunerar princepescamente os gestores.
A empresa, como elemento da sociedade, que aloca recursos sociais à sua actividade, vive da sociedade e na sociedade. Por isso a sua actividade não afecta só os que investiram nela o seu capital e trabalho.
Existe, à semelhança das relações humanas, que se pretendem de respeito mútuo, um contrato moral em que a empresa se obriga a agir com responsabilidade social, não defraudando as expectativas da sociedade num comportamento prudente e justo; isto é de boas decisões.
A moral e a ética não é só uma questão individual e pessoal. As organizações, como as empresas, são grupos humanos que também se orientam por valores, além de normas.
Como o homem virtuoso se orienta com prudência, no sentido clássico de adequar a sua acção em cada caso entre o excesso e o defeito (Aristóteles in Ética a Nicómaco, Livro VI, cap. 5), também uma empresa que se preocupa com o bem-estar social é uma empresa ética, preocupada com as boas decisões; um bem público, um daqueles bens que não só beneficiam as pessoas que investiram o seu esforço em produzi-lo, mas também quantos são afectados pela sua actividade, mesmo que não tenham contribuído para cria-lo (Amartya Sen in Desenvolvimento e Liberdade, Barcelona, 2000, pp 39-54).
E a riqueza do bem criado por uma empresa ética, responsável socialmente, é o clima de confiança, a boa sociedade, que tem valor económico incalculável, porque não contabilizável.
Resumindo:
A globalização dos mercados, a visão convencional da economia, a cultura empresarial institucional, levaram à destruição do estado social, concentração da riqueza, à não resolução dos problemas de pobreza, às desigualdades sociais, à actividade económica visando apenas a produção de riqueza e lucro.
Consequência disto, é a multidão de excluídos do bem-estar social, que clamam por uma maior justiça distributiva e acesso aos bens essenciais, a que só uma minoria da população mundial tem acesso.
A terra é a casa de todos nós, e os seus recursos naturais, independentemente da sua forma de apropriação, devem aproveitar, como defende, desde Leão XIII, a doutrina social da Igreja, a toda a humanidade, e não a um pequeno grupo.
Para isso temos de mudar o paradigma de desenvolvimento através de uma nova economia hermeneutica-filosófica que analise os fenómenos de exclusão e encontre soluções para a erradicação da pobreza.
É urgente uma cultura empresarial baseada na ética e na responsabilidade social, como ferramenta de gestão e de justiça social; uma economia do desenvolvimento.
Em suma, uma civilização ética, focada na inclusão social e na dignificação da pessoa humana; uma civilização da pessoa e para as pessoas.
Só que todos os governos, independentemente dos regimes, são oligárquicos e não cedem os privilégios de poder pacificamente; e quando caem pela força, outra oligarquia sucede á anterior. Por isso, nunca acontecerá esta mudança de paradigma económico!
Por mais mudanças e revoluções que haja, o egoísmo e a ganância humanas nunca desaparecerão. O individualismo, a que alguns filósofos da economia chamam liberdade-igualitária, prevalecerá sempre sobre o personalismo.
Para que isso não sucedesse, teriamos que ter uma sociedade, já não digo de homens nobres, interiores, que refere a doutrina paulina na carta aos Gálatas, mas pelo menos de homens honrados e bons cidadãos de que falava Benjamim Franklin, no seu pequeno opúsculo sobre os deveres de um cidadão. Uma sociedade constituída por indivíduos conscientes da sua liberdade responsável e de que a realização do bem comum é o melhor caminho para a realização e bem-estar de cada um.
Se assim não for, como dizia C. J. H. Hayes, a propósito da revolução francesa, «Plus ça change, plus c’est la même chose» (in estudos sociais, 1936, pág. 79).
Sem uma nova economia politica, filosófica e ética, e cultura de cidadania, não iremos a lado nenhum!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Este é o 100º artigo de João Valente no «Capeia Arraiana». Parabéns ao autor da coluna «Arroz com Todos», que intervém sempre pleno de oportunidade e imbuído de saber e de espírito crítico
Administração do Capeia Arraiana

Conversámos com António Gata, que durante vários mandatos foi presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Agora algo afastado da política concelhia mantém-se porém atento, sobretudo aos assuntos referentes à sua terra, aldeia histórica do concelho do Sabugal que considera desprezada e desaproveitada. O mote da conversa foi a decisão recente do povo de Vilar Maior em manter a festa do Senhor dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, cumprindo a tradição. Nessa espécie de referendo António Gata bateu-se por opção diferente, defendendo que a festa deveria ocorrer em dois momentos distintos, o primeiro em Agosto e o segundo em Setembro, na data tradicional.

António GataDefende que a festa de Vilar Maior poderá acabar com a manutenção da mesma na sua data tradicional. O que o leva a pensar assim?
A manter-se a festa nos moldes em que se vem realizando considero que ela pode acabar um dia. A festa religiosa não duvido que se mantenha mas o restante, como o arraial, o fogo preso e a presença da banda filarmónica, pode de facto vir a acabar. O arraial leva largas centenas de pessoas a Vilar Maior, que ali vão sobretudo para assistir ao fogo de artifício, que é um momento fabuloso. Toda essa gente, quando acaba o espectáculo, debanda em direcção às suas terras, muitas sem sequer beberem algo no bar da festa. Esse enorme gasto com o fogo de artifício bem poderia ser aplicado num programa musical ou de variedades, que levasse a que as pessoas permanecessem na aldeia durante várias horas.
Mas não vale a pena cumprir a tradição?
Claro que vale a pena e as pessoas optaram por isso, o que deve ser respeitado. Mas temos de ponderar até onde podemos aguentar, porque a capacidade para isso esgota-se ao comportar elevadíssimos custos que um dia poderemos não ser capazes de suportar. Estou sempre com muito gosto na festa e gosto muito de ali rever amigos que não vejo durante a maior parte do ano, mas também tenho pena de não poder ver muitas pessoas que estão longe da terra e cuja vida não lhes permite estarem presentes.
O Capeia Arraiana referiu-se há algum tempo a uma casa recuperada para museu que agora está ao abandono, por alegada incúria das entidades locais. Na altura manifestou-se contra essa ideia, dando a entender que a responsabilidade não era da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Quer esclarecer?
O edifício em questão nunca foi recuperado para museu, aliás Vilar Maior tem um museu instalado noutro local. Mas a questão é que o edifício de que se fala é propriedade da Câmara Municipal, pelo que a responsabilidade pelo seu estado nunca pode ser da Junta de Freguesia. Aliás a recuperação desse edifício tem uma história. Ele era propriedade particular e eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia convenci o então presidente da Câmara, que era o José Freire, a adquiri-lo. A Câmara comprou-o ao particular e ficou registado como sua propriedade, sendo depois recuperado e passando a existir ali um forno comunitário, um espaço destinado a posto de turismo e outro a ponto de venda de produtos locais.
Mas a Câmara Municipal não se considera responsável pelo estado de degradação a que o edifício chegou.
Está tudo ao abandono e num estado lastimável, com o telhado em perfeita degradação. E face a isso então eu também pergunto: sendo o edifício propriedade da Câmara Municipal, quem é que deve responsabilizar-se pela sua conservação e pela sua funcionalidade?
Disse que Vilar Maior tem um museu instalado noutro edifício, mas esse também tem estado encerrado.
O museu de Vilar Maior está instalado no edifício da antiga Câmara Municipal. Fui eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia, que o recuperei para esse efeito, tendo em conta que era urgente acautelar as peças que a professora Delfina tinha no edifício da escola. Foi aliás um projecto pioneiro ao nível das juntas de freguesia, porque representou uma grande responsabilidade dado o tipo de projecto e os encargos financeiros envolvidos, o que, ao tempo, não era comum ser assumido pelas juntas de freguesia. Para além da recuperação do edifício a Junta arranjou ainda e instalou o espólio exterior. Mas o museu está hoje também votado ao abandono e este Verão foi um claro exemplo disso, pois esteve sempre encerrado.
E, neste caso, de quem é a culpa?
Quero deixar claro que a culpa não é de certeza da professora Delfina, que pouco ao nada pode fazer. Também não considero que seja da Junta de Freguesia, que foi arredada disso. E sobre o assunto mais não digo.
Sendo Vilar Maior uma aldeia histórica, o que se poderá fazer para se tornar num destino turístico?
Alguns criticam-me por eu falar sempre em Vilar Maior, mas a verdade é que eu falo da minha terra no contexto do concelho do Sabugal. Considero que Vilar Maior pode e deve complementar Sortelha. Ambas as aldeias históricas estão em extremidades do concelho. A aposta na recuperação e dinamização de Vilar Maior poderia fazer com que as pessoas, para visitarem as duas aldeias, tenham de cruzar o concelho, seguindo percursos que lhes podem ser sugeridos, beneficiando com isso todo o concelho do Sabugal. Mas no que particularmente se refere a Vilar Maior, espero que a Junta de Freguesia avance com o projecto dos trilhos, em que de resto colaborei. O projecto prevê a recuperação de alguns caminhos antigos ao redor da aldeia. Alguns foram já limpos pela população, faltando apenas sinalizá-los e divulgá-los. Os trilhos, além de proporcionarem e possibilidade de se praticarem saudáveis caminhadas, permitem conhecer Vilar Maior numa perspectiva diferente, observando as diferentes paisagens, as sepulturas antropomórficas, o antigo falcoal e muitos outros locais de interesse histórico.
Como homem atento à politica concelhia, e elemento do PSD há muito descontente com as opções do partido para o concelho, o que acha da escolha de António Dionísio por parte do PS para candidato a presidente da câmara nas próximas eleições?
Somos amigos e dou-me muito bem com ele, mas neste momento não tenho qualquer decisão tomada sobre a minha posição. Apenas o farei quando conhecer todos os candidatos.
plb

O candidato a líder da autarquia que se comprometa com os seus eleitores na criação de novos postos de trabalho, nos próximos dez anos, terá o meu voto e certamente também o de todos os sabugalenses.

Joaquim RicardoNo final do mês de Agosto, os partidos políticos habituaram-nos, desde há alguns anos a esta parte, a fazerem a sua reentrada na cena política nacional.
Todos os partidos, sem excepção, fazem questão em apresentar-se novamente aos portugueses, alertando-os para os desafios («combates») políticos do novo ano «político». Este ano, as próximas eleições autárquicas são tema obrigatório para todos.
A escolha dos futuros autarcas, para quem ainda não o fez, vai ser a sua principal preocupação. Todos, mas mesmo todos, esmeraram-se em escolher aquele que melhor irá representar a autarquia e claro defender o interesse do partido. Por isso, espera-se que o próximo Outono e Inverno sejam estações anormalmente quentes, politicamente falando. E o concelho do Sabugal não será excepção e os motores das máquinas partidárias concelhias já começaram a aquecer no que diz respeito aqueles que ainda não escolheram os seus candidatos à liderança da autarquia.
São vários os problemas que o concelho do Sabugal enfrenta mas o principal a resolver, na minha opinião, será o combate cerrado à desertificação da região e tentar inverter a tendência que grassa no concelho. É um problema de difícil resolução mas que valerá a pena colocá-lo como principal objectivo a atingir nos próximos tempos. Quem não levar este problema a sério e comprometer-se com ele não deverá ter a ousadia de deixar escrever o seu nome na lista dos candidatos por qualquer partido.
Com efeito, o maior desafio para o concelho nos próximos anos será a criação de postos de trabalho estáveis e a adopção de medidas que levem os jovens a fixar-se neste imenso e agradável território. Por isso, o candidato a líder da autarquia que se comprometa com os eleitores na criação de novos postos de trabalho, nos próximos dez anos, terá o meu voto e certamente também o de todos os sabugalenses.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 836 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Maio 2019
S T Q Q S S D
« Fev    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.139.450 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES

Anúncios