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Há muito tempo que o Capeia Arraiana tinha um «défice na especialidade». Ainda não tinha sido possível conversar com o autor de um dos mais importantes livros sobre a história da festa maior dos sabugalenses – a tourada com forcão. Vamos recuperar o atraso publicando um «à fala com…» o historiador Adérito Tavares, natural de Aldeia do Bispo, que investigou, compilou e editou o livro «A Capeia Arraiana».

Adérito Tavares

«Editado em 1985, o livro de Adérito Tavares continua a ser a maior referência bibliográfica acerca da tourada com forcão, cuja realização cabe por exclusivo ao povo das terras raianas do concelho do Sabugal», diz-nos o Paulo Leitão no seu artigo sobre o livro «A Capeia Arraiana» publicado neste espaço. Vamos dar a conhecer um pouco melhor o percurso deste estudioso raiano licenciado em História e autor da maior parte dos manuais de História do 3.º ciclo do Ensino Básico em Portugal, docente na Universidade Católica e referência-mor do estudo historiográfico da Capeia Arraiana. Resta dizer que ao longo da conversa limitei-me a ser aluno atento à aula do mestre.
– Considera que por ter ficado órfão de pai muito cedo esse facto influenciou de forma determinante a sua vida?
– Tenho 67 anos e sou filho de Justino Tavares e Maria Neves Nunes. Fiz a escola Primária em Aldeia do Bispo e depois segui o percurso de muitos jovens sabugalenses: o seminário. Filho de camponeses fiquei órfão aos quatro anos. O meu pai morreu muito novo com 29 anos. O meu pai veio a Lisboa em 1949 o que raramente acontecia nesses tempos. Deu-lhe uma dor no lado direito da barriga (apêndice) mas para azar dele (e nosso) o médico que o visitou em casa de amigos mandou aplicar-lhe sacos de água quente quando todos sabemos que devia ser precisamente o contrário, ou seja, deve ser aplicado gelo. A inflamação generalizou-se e a minha mãe foi chamada à pressa a Lisboa. Passados oito dias foi operado no Hospital da Estefânia mas já não havia nada a fazer e veio falecer – ou para sermos mais correctos esse médico matou-o – pouco tempo depois. A minha mãe regressou a casa dos meus avós e decidiram a minha ida para o seminário. Nesse tempo a maioria dos pequenitos do Sabugal iam para o seminário de Vila Viçosa mas eu, por influência de uma família amiga, fui para Santarém e estive por lá um ano. Depressa se percebeu que não tinha grande vocação para sacerdote e a minha mãe pediu a uma amiga – a dra. Margarida Silva, reitora do Liceu Filipa de Lencastre em Lisboa – que, como então se fazia, lá meteu uma «cunha» para eu ir para a Casa Pia.
– Actualmente não se fala da Casa Pia pelas melhores razões…
– Hoje fala-se por más razões. Ingressei na Casa Pia de Lisboa e a verdade é que eu dou graças a Deus por ter ido lá parar. O Colégio de Pina Manique – onde frequentei até ao quinto ano o curso comercial – ensinava profissões no ensino técnico-profissional como serralheiro, tipografo, etc., etc. Mais tarde já na minha vida académica escrevi livros e artigos sobre a Casa Pia e o seu fundador Pina Manique.
– Pina Manique tinha fama de ser duro e mau. Partilha desta opinião?
– Não é verdade. Pina Manique tinha um pensamento rousseauniano muito aberto em relação à educação, à cultura, mas era anti-liberal e, por isso, foi uma vítima historiográfica da maçonaria e dos historiadores maçónicos e liberais. Pina Manique frequentou o Colégio da Congregação do Oratório de São Felipe Néri, ou seja, os Oratorianos. Na Lisboa daquele tempo as pessoas ricas e remediadas tinham três hipóteses de fazer os estudos. O Real Colégio dos Nobres, fundado pelo Marquês de Pombal, o Colégio de Santo Antão dos Jesuítas ou os Oratorianos. Mas enquanto os Jesuítas defendiam um ensino muito tradicionalista, sem ciências experimentais e com predominância das humanidades à maneira antiga como o latim, os Oratorianos tinham um ensino muito mais aberto e experimental discutindo livremente o cartesianismo ou o pensamento galilaico. Como Pina Manique frequentou os Oratorianos e ficou sempre nele essa ideia do ensino actualizado, científico, moderno e modernizador. Quando funda a Casa Pia – uma escola para crianças abandonadas evitando assim que elas se transformassem em ladrões e assassinos – convida para primeiro director um antigo estudante dos Oratorianos de seu nome José Anastácio da Cunha que tinha sido professor na Universidade de Coimbra a convite de Pombal. Se analisarmos bem a personalidade de Pina Manique ele nunca pode ser considerado um reaccionário. Tinha opiniões políticas conservadoras mas do ponto de vista cultural era tudo menos um conservador. No Portugal moderno temos muitos políticos conservadores situados no CDS ou no PSD e no Partido Comunista actual há muitos deputados altamente conservadores como o líder da bancada que elogia a Coreia do Norte. Não tenho dúvidas nenhumas que a Casa Pia foi uma instituição notável e é, com excepção da Universidade de Coimbra, a escola mais antiga de Portugal. Atravessou períodos negros na sua história, renasceu das cinzas, e não merece nem de perto nem de longe a fama que tem actualmente. Eu orgulho-me muito de ter sido casapiano. Pertenci, durante quatro mandatos sucessivos, ao Conselho de Ex-Alunos, um órgão eleito pelo universo dos ex-casapianos.
– É um ex-casapiano que ainda participa na vida da instituição?
– O jornal «O Casapiano», no qual sou colaborador regular, foi fundado por um ilustre amigo, Augusto Poiares. É enviado aos assinantes em todo o mundo – há cerca de 20 mil ex-alunos vivos – e tem como director o meu colega e amigo, José dos Santos Pinto, natural da Malhada Sorda. Foi, aliás, a afinidade regional que fez nascer e consolidou a nossa amizade. O meu artigo deste mês, em «O Casapiano» – que recebi hoje mesmo – destaca a exposição de pintura de Fausto Sampaio que, entre Maio e Outubro, esteve no Museu do Oriente. Surdo-mudo, aluno da Casa Pia, natural da Anadia e pai de Teresa Costa Macedo, ex-secretária de Estado da Família, Fausto Sampaio recebeu na Casa Pia a utensilagem que lhe permitiu tornar-se um excelente pintor. Aliás, a Casa Pia orgulha-se ter formado muitos artistas famosos como, por exemplo, Domingos Sequeira, Vieira Portuense e Martins Correia ou, mais recentemente, os meus queridos amigos Gil Teixeira Lopes ou Francisco de Aquino. Colaborei na altura da inauguração do Centro Cultural Casapiano em Belém – que é simultaneamente museu, arquivo e biblioteca – numa obra colectiva intitulada «Casa Pia de Lisboa – 220 anos a educar, instruir e amparar» com um estudo sobre o pioneirismo educativo na Casa Pia de Lisboa. Por outro lado, todos os núcleos museológicos do Centro estão introduzidos por textos da minha autoria que situam a história da Casa Pia na história de Portugal. O património histórico e humano da Casa Pia é feito da dádiva de grandes homens a este País mas, alguns jornalistas e alguma comunicação social, de forma leviana dão um pontapé na escola sem terem o cuidado de se informar.
– Mas também é professor de jornalismo…
– De facto, enquanto professor de jornalismo na Universidade Católica, tive como alunos muitos dos actuais jornalistas espalhados pelos jornais, rádios e televisões. Quando rebentou o escândalo de que tanto se fala ligaram-me para recolher o meu depoimento sobre a Casa Pia. Eu disponibilizei-me para falar com eles sobre todos os temas mas avisei que não diria uma palavra sobre a questão da pedófilia que, aliás, não conhecia. E as conversas perderam interesse para os jornalistas. Teria sido interessante falar sobre os 42 cursos técnico-profissionais, desde o mais antigo curso do país de relojoaria, passando pela optometria ou pela escola de electrónica em parceria com a Bosch. Há, actualmente, espalhados pelo país milhares de técnicos especializados formados na Casa Pia. Isto é que era importante divulgar.
– Voltando um pouco atrás na nossa conversa, terminou o quinto ano, com 15 ou 16 anos e foi trabalhar ou continuou a estudar?
– Terminei o curso em 1958 com a nota mais alta e obtive o Prémio Pina Manique desse ano tendo-me sido concedida uma bolsa de estudo. No entanto como concorri e obtive uma das primeiras bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian que estava a iniciar-se por essa altura e como os valores eram maiores optei pela segunda e fui estudar para a Escola do Magistério Primário de Lisboa. E ficou, assim, definida a minha vida profissional. Quando terminei o curso do Magistério com apenas 18 anos quem é que me convida para professor? O doutor João António Nabais, de Aldeia do Bispo, que estava a iniciar a instalação do famoso Colégio Vasco da Gama em Meleças, Sintra, que faz este ano 50 anos e que além de fundar o Colégio foi vice-reitor do seminário de Évora e licenciou-se em pedagogia e psicologia na universidade de Lousanne. Aprendi muito com o doutor Nabais. Estávamos no início da década de 60 e durante dois anos fui professor primário no Colégio Vasco da Gama. Tive como alunos os filhos de alguns dos mais importantes homens deste País como, por exemplo, de Jorge de Melo (da CUF), de Champallimaud e um irmão de D. Duarte de Bragança. Fiz uma paragem porque o país estava em guerra e fui chamado para o serviço militar. Não estive lá muito tempo porque, como filho único e órfão, invoquei o estatuto de amparo de mãe. Sai e resolvi emigrar para França onde trabalhei como operário numa fábrica de cerâmica, em Digoin, perto de Lyon. O patrão depressa percebeu que eu era um emigrante diferente. Como, por razões evidentes, não tinha problemas com o castelhano e escrevia e lia francês bem contrataram-me para uma espécie de intérprete-intermediário entre a direcção da fábrica e os emigrantes portugueses e espanhóis. Aproveito para contar um episódio curioso. Os donos da fábrica concordaram em deixar sair meia-hora mais cedo os operários e eu fiz um pequeno curso de francês oral com uma hora diária frequentado por dezenas de portugueses e espanhóis que quiseram aprender francês ao final do dia.
– Com pouco mais de 21 anos regressou a Portugal…
– Voltei a Portugal e inscrevi-me na Faculdade de Letras onde fiz a minha licenciatura em História. Ao mesmo tempo voltei a dar aulas como professor do Ensino Primário. Apesar de ter uma das melhores classificações no Magistério resolvi escolher uma escolas «difícil», na Baixa da Banheira, frequentada por filhos dos operários da CUF. Foram tempos de puro idealismo. Tinha 22 ou 23 anos e foi colocado pelo director escolar de Setúbal, o meu amigo Carlos Monteiro, dos Forcalhos, como director numa escola com oito professores. Quando cheguei à escola não tinha um único vidro inteiro. Organizei uma associação de pais e «inventei» um lanche a meio da manhã e outro a meio da tarde. Quando fui transferido os pais fizeram um abaixo-assinado ao presidente da Câmara Municipal da Moita, Vítor Brito de Sousa, para tentar evitar a minha saída. Foi gratificante.
(Continua.)

1 – Adérito Tavares é um extraordinário comunicador e a conversa (apesar de revista e resumida) ficou, deliciosamente, longa. Continua no próximo domingo.
2 – Aproveito para recordar, com saudade, a memória de um amigo comum. O Padre Albino Cândido Lopes, capelão da Casa Pia e pároco da Picheleira, em Lisboa. Nasceu no Pinhal Novo e faleceu em Lisboa em 1998.
3 – Adérito Tavares inicia este domingo no Capeia Arraiana a publicação semanal de um artigo de opinião na rúbrica «Na Raia da Memória». As crónicas assinadas pelo ilustre professor de Aldeia do Bispo procurarão estabelecer sempre uma relação entre o presente e o passado. O nosso grande bem-haja pela sua disponibilidade.
jcl

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«São Nuno de Santa Maria – Nuno Álvares Pereira» é o título do mais recente livro do filósofo e pensador Jesué Pinharanda Gomes. A obra resume a pesquisa que efectuou entre 2003 e 2009 como membro da Comissão Histórica do Processo da Causa da Canonização do Beato Nuno de Santa Maria que o povo apelidou de Santo Condestável. Esta segunda-feira, 20 de Abril, às 18.30 horas, o programa «Ecclesia» da RTP-2 vai apresentar uma entrevista com mestre Jesué Pinharanda Gomes. A cerimónia da canonização está marcada para o dia 26 de Abril na Praça de São Pedro, em Roma.

Jesué Pinharanda GomesMestre Pinharanda Gomes descreve a sua mais recente obra sobre pesquisa que efectuou, entre 2003 e 2009, como membro da Comissão Histórica do Processo da Causa da Canonização do Beato Nuno de Santa Maria como «uma antologia que contempla Nuno de Santa Maria in specie» porque «não cuidamos de uma escolha de textos relativos à integral personalidade de Nuno – o militar, o patriota, o guerreiro, o monge, o santo – que são facetas inerentes aos nomes em que o identificamos: Conde de Ourém, Nuno Álvares Pereira, Condestável…, cuidamos sobretudo de Frei Nuno de Santa Maria, da sua espiritualidade, dos carismas e das virtudes (cardeais e teologais) segundo os testemunhos, ou de quem o conheceu, ou de quem o estudou». A apresentação é muito breve dando relevo à Cronologia Fundamental evitando, assim, «escrever um esboço biográfico, pois há muitos, e deveras excelentes, e facultamos ao leitor uma visão sequencial e sinóptica das datas mais apelativas – por um lado, as da sua vida, e, por outro lado, as subsequentes e consequentes à morte e projecção na história da Igreja e da Pátria, chamando a conclave as diversas ocasiões em que se pugnou pela beatificação (que muito demorou) e se tem pugnado pela justa canonização» esclarece o filósofo.
O processo de elevação de Nun’Álvares Pereira aos altares encontrou inúmeras dificuldades no tempo. O Santo Condestável nasceu a 24 de Junho de 1360 em Cernache de Bonjardim e faleceu no dia 1 de Novembro de 1431. Foi general e na qualidade de Condestável do Reino defendeu a independência nacional contra Castela e a unidade católica da Igreja.
São Nuno de Santa Maria por Jesué Pinharanda GomesA antologia, da autoria de Pinharanda Gomes, está organizada em três módulos. Memórias e Estudos é uma compilação de textos que salientam como Nuno Álvares foi visto pelos do seu tempo e como tem sido visto pelos exegetas modernos que ao Beato Nuno dedicaram ascéticas e litúrgicas vigílias que oferecem excelentes entendimentos do espírito condestabriano. O segundo módulo, Hinos e Poemas privilegia as letras das chacóinas medievais e os hinos litúrgicos ou para-litúrgicos, entre eles o que o Padre Moreira das Neves compôs para a Peregrinação Nacional das Relíquias, o de Manuel Nunes Formigão e o ensaio de Fernando Pessoa. O último módulo contém a Documentação Canónica seleccionada pelo autor visto ser impossível incluir todos os documentos publicados durante a complexidade processual da beatificação e canonização.
Mestre Pinharanda Gomes recorda com sapiência que «Nuno Álvares Pereira motivou e motiva poetas (Junqueiro, Corrêa d’Oliveira, Afonso Lopes Vieira, Augusto Casimiro, Fernando Pessoa, Couto Viana, Moreira das Neves…) desde Luís de Camões; e também músicos, que produziram variedade de cânticos e de hinos (Manuel Nunes Formigão, Venceslau Pinto, Inácio Aldossoro, M. Pacheco, Luiz Gonzaga Mariz, José Ferreira…) desde as remotas chacóinas ou músicas com que os habitantes da zona saloia de Lisboa abrilhantavam as suas peregrinações ao túmulo do Conde Santo na Igreja do Convento do Carmo».
O Presidente da República, Cavaco Silva, recebeu, em audiência, no dia 14 de Abril, uma delegação da Comissão S. Nuno de Santa Maria, da Ordem do Carmo em Portugal que o informou da conclusão do processo e da cerimónia da canonização que está marcada para o dia 26 de Abril, na Praça de São Pedro, em Roma.

Esta segunda-feira, dia 20 de Abril, às seis e meia da tarde o programa «Ecclesia», da RTP-2, vai apresentar uma entrevista sobre Nuno de Santa Maria (biografia e canonização de Nuno Álvares Pereira), com dois convidados especiais: Frei Agostinho Castro e Jesué Pinharanda Gomes.
jcl

Estivemos à conversa com o jovem Diácono Hélder Lopes, que dentro de dias irá ser ordenado sacerdote. Falámos do seu percurso enquanto religioso, as suas expectativas futuras e as impressões com que ficou do Sabugal, a terra que desde Setembro de 2007 o acolhe enquanto auxiliar do Padre Manuel Igreja Dinis.

à fala com Cónego Hélder LopesHélder Lopes nasceu no Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, em 27 de Junho de 1983, no seio de uma família do povo. Filho de um serralheiro e de uma operária têxtil, teve uma educação cristã, que incluiu o ingresso no Seminário Menor do Fundão, onde fortaleceu a fé e sentiu o chamamento da vocação sacerdotal. Pelo percurso, que depois incluiu a passagem pelo Seminário Maior da Guarda e pelo Instituto Superior de Teologia, sentiu momentos de dúvida e até de crise vocacional, mas tudo superou. «Hoje considero que essas crises foram bênçãos, pois quando as ultrapassei senti que a vida ficou mais bela, fiquei melhor esclarecido e a vocação saiu reforçada», afirmou-nos o jovem religioso.
No próximo domingo, dia 29 de Junho, pelas 16 horas, acontecerá a sua ordenação sacerdotal na Sé da Guarda, pela mão do prelado egitaniense D. Manuel Felício. Aguarda o momento com expectativa, mas com a necessária serenidade. «Sei que serão momentos comoventes, mas de maior exigência para mim serão as missas solenes que acontecerão a seguir à ordenação, a primeira no dia 13 de Junho, na minha terra (Colmeal da Torre), e a segunda no dia 20 no castelo do Sabugal».
Antevê que a Sé da Guarda seja pequena para acolher as inúmeras pessoas que aí acorrerão para assistirem à cerimónia. «Do Sabugal vão dois autocarros, da minha terra seguem outros dois, e irá também muita gente pelos seus próprios meios», revelou-nos, indicando que aos seus familiares e amigos se juntarão os do padre e do diácono que também serão ordenados na mesma cerimónia.
Como assistente do padre Manuel Dinis cabe-lhe auxiliar o pároco do Sabugal nas tarefas paroquiais da sede de concelho, Torre, Aldeia de Santo António, Rapoula do Côa e Ruvina. «Foi para mim uma grande surpresa ser colocado aqui no Sabugal, pois não tem sido costume a vinda de estagiários para estas terras, mas tem sido uma óptima experiência», disse.
Conheceu o Padre Dinis enquanto director espiritual no Seminário do Fundão e trabalhar com ele numa paróquia que o próprio padre agarrou pela primeira vez, foi uma tarefa muito exigente, mas também muito enriquecedora. «Vir para o Sabugal teve desde logo como aspecto positivo, o facto de entrar aqui no mesmo dia do novo pároco. Tivemos conhecimento em conjunto da realidade das paróquias, tomando o pulso da situação. Porém também houve um aspecto negativo, que foi o inevitável desconhecimento da realidade da vida paroquial». Em termos da avaliação ao trabalho desenvolvido nestes meses, considera que a adaptação foi muito boa e que se fez muito trabalho positivo para as paróquias.
Hélder Lopes destaca algum do trabalho realizado: «Desde logo a reestruturação da catequese, seguindo as indicações do Senhor Bispo, que valoriza a catequese de adultos, enquanto actividade nova para as paróquias. Os adultos é que são a base da vida cristã e esclarecer a sua fé é um dos pilares fundamentais para que os mais novos recebam bons ensinamentos no seio das famílias. Formámos 18 catequistas e lançámos as festas da catequese, dirigidas às crianças. Além do mais arranjou-se um novo espaço para a catequese, transformando a garagem da casa paroquial em três salas equipadas para actividades didácticas, e uma outra para acolhimento e reuniões.»
Noutra perspectiva o jovem diácono falou-nos das actividades dirigidas aos jovens, que no geral se encontram algo afastados da vida religiosa. Foi reactivado o agrupamento de escuteiros do Sabugal, tendo-se formado 8 dirigentes, a que se juntaram outros 3 que já tinham essa formação. «Hoje o Sabugal tem 12 dirigentes que frequentam o estágio prático e estão já inscritos 45 crianças e adolescentes para o agrupamento de escuteiros, estando reunidas as condições para que em Setembro se iniciem as actividades do grupo.»
O Diácono Lopes ficou muito surpreendido com o carácter das gentes raianas: «Não conhecia minimamente as pessoas do Sabugal, mas elas têm sido para mim uma agradável surpresa, na medida em que são muito simples e muito acolhedoras.»
Quanto ao futuro, não faz antevisões: «Desconheço onde serei colocado como padre, mas há a certeza de que serei pároco na diocese, a não ser que o Senhor Bispo decida enviar-me a estudar, o que será improvável, já que conclui agora o curso Superior de Teologia.» Tem porém a certeza de que permanecerá no sabugal até Setembro, continuando a ajudar o Padre Dinis. Além disso terá que organizar o «Festival J» de 2008, que acontecerá em Julho no Paúl. «É um grande encontro de juventude, organizado pela Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda, estando previstas muitas actividades, desde música, oração e desportos.»
Quanto ás dificuldades dos párocos nos dias de hoje, Hélder Lopes conhece bem o problema, sentindo-o já no quotidiano enquanto auxiliar de pároco no Sabugal. «Devido à falta de padres os párocos estão sobrecarregados com o serviço litúrgico, faltando-lhes tempo para a reorganização da vida paroquial e para a dedicação a outras actividades de dinamização da vida cristã. O problema agrava-se ainda mais quando a maior parte dos padres são idosos, fazendo um imenso sacrifício para manter o essencial da vida litúrgica, mas sem forças e motivação para muito mais.»

Hélder Lopes é um jovem simpático, que rapidamente captou a atenção dos paroquianos sabugalenses. Decerto que não ficará entre nós, seguindo algures o seu rumo enquanto sacerdote. Desejarmos-lhe felicidades, assim como às comunidades cristãs que lhe caberá pastorear.
plb

O diácono Hélder Lopes, que tem coadjuvado o padre Manuel Igreja Dinis, no Sabugal, vai ser ordenado padre pelo Bispo da Guarda, em cerimónia a realizar na Sé da Guarda, às 16 horas do dia 29 de Junho.

Padre Hélder LopesA diocese da Guarda vai ter dois novos padres, e um deles é o jovem diácono que tem prestado serviço eclesiástico no Sabugal.
Helder José Tomás Lopes é natural de Colmeal da Torre, concelho de Belmonte. Tem 24 anos, mas no dia da ordenação terá já 25, pois nasceu a 27 de Junho. Estudou nos seminários diocesanos do Fundão e da Guarda e tirou o curso de Teologia no Instituto Superior de Teologia, filiado no Pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa. No dia 7 de Outubro de 2007 foi colocado no Sabugal, como auxiliar do padre Manuel Dinis, que entretanto substituíra na paróquia o padre António Souta. Passados poucos dias, a 21 de Outubro, foi ordenado diácono, também na Sé da Guarda, ficando a exercer funções nas paróquias do Sabugal, Aldeia de Santo António e Rapoula do Côa.
Para além de Hélder Lopes, haverá ainda a ordenação de um novo sacerdote que passará a prestar serviço na diocese. Trata-se de Gilberto Joaquim Roque Antunes, que é natural da paróquia de Almaceda, concelho e distrito de Castelo Branco e diocese da Guarda. A cerimónia servirá também para ordenar como diácono Valter Tiago Salcedas Duarte, que é natural da paróquia de S. Pedro, concelho da Covilhã.
O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, está especialmente feliz com as novas ordenações, dada a escassez de vocações na diocese. Os novos ministros da Igreja poderão ajudar a colmatar a falta de religiosos junto das comunidades cristãs, onde uma boa parte dos sacerdotes já são idosos. Talvez há uma décadas atrás uma ordenação sacerdotal fosse uma cerimónia banal, mas hoje qualquer ordenação comove a comunidade diocesana, devido à manifesta falta de padres nas paróquias.
plb

Anunciado, há poucos anos atrás, foi agora publicado um álbum de quase meio milhar de páginas – «Salmos Responsoriais harmonizados em Coro misto com acompanhamento a órgão», salmos esses próprios das missas dos Domingos e das Festas.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalSeu autor é o Padre Bernardo Terreiro do Nascimento, natural, e agora residente em Almeida. Padre há mais de 50 anos, toda a sua vida foi dedicada ao ensino da música, nos Seminários e nas Escolas e, por fim, na Escola Superior de Educação da Guarda. Regeu vários coros da nossa região, incluindo o Coro Etnográfico de Almeida. Aliás, a sua dedicação à música popular levou-o a efectuar a recolha e a harmonização do cantos populares de Riba Coa, num outro álbum, com letras e músicas – «Património Musical de Riba Coa» (1999).
O álbum com os Salmos para as missas em vernáculo, contendo a letra conforme ao Missal em uso em Portugal e a música harmonizada pelo Padre Terreiro, foi apresentado no passado dia 13 de Janeiro, no salão da Igreja Paroquial de São Domingos de Benfica. Trata-se de uma excelente obra musical e gráfica, muito ilustrada com reproduções de telas da pintora Evelina Coelho, algumas delas já expostas em igrejas das nossas terras.
Padre Bernardo TerreiroCoube-nos, por insistência do Padre Bernardo, proceder à apresentação da obra, à assembleia que por completo enchia o salão, mas a verdadeira apresentação decorreu quando o Coro Laudate, dirigido pelo Maestro José Vieira, interpretou 20 dos salmos constantes da obra e, também da interpretação a instrumental pelo Trio Surpresa do Professor Cassiano Pereira, que foi o copista das pautas para impressão. Música litúrgica, sagrada, pronta para servir às paróquias que disponham de um grupo coral, seja amador, seja regular, e seja pequeno ou grande, podendo o coro ser substituído pelos fiéis, desde que ligeiramente ensaiados, e desde que haja um solista que entoe o salmo para que os fiéis possam responder com o refrão.
Obra notável da nossa música litúrgica, numa época em que ainda se fazem necessárias experiências para criar músicas destinadas aos textos litúrgicos em língua portuguesa, pois o canto gregoriano serve muito bem ao latim, mas é complicado vergá-lo às línguas vernáculas.
Cantem, pois, as Paróquias as melodias sacras do Padre Terreiro, já glória da Raia.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

No passado dia 22 de Setembro, faleceu o Padre Amadeu Augusto Leal, natural da Bismula, que estava internado no Lar de Idosos do Rochoso desde que deixara o sacerdócio activo.

Padre Amadeu faleceu no RochosoO Padre Amadeu Leal foi sepultado no cemitério de Pousade, freguesia onde foi pároco durante muitos anos. A cerimónia fúnebre foi presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, que concelebrou com D. António dos Santos e muitos outros sacerdotes da diocese, que se associaram à cerimónia.
Ao funeral compareceram centenas de pessoas, grande parte provenientes da sua terra natal de das várias paróquias que o sacerdote falecido teve a seu cargo.
O padre Amadeu Augusto Leal nasceu na Bismula, concelho do Sabugal, em 1 de Dezembro de 1918. Sendo filho de Manuel Leal Vaz e de Maria da Natividade Leal. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Setembro de 1941, na Guarda, pelo então bispo da diocese, D. José Alves Matoso.
Iniciou as funções de pároco na localidade de Torroselo, passando depois a Vila Cova à Coelheira e a Folhadosa, no concelho de Seia. Em 1946 ficou pároco da Castanheira e dos Gagos, no concelho da Guarda, passando em 1950 a pároco de Pousade e do Albardo, no mesmo concelho. Manteve-se 47 anos nestas paróquias, onde era muito respeitado pela população. Em 1997, devido à idade e a problemas de saúde, foi dispensado do sacerdócio activo, passando a residir no Lar do Rochoso, propriedade da Liga dos Servos de Jesus.
Desde há muito que a artéria principal de Pousade se chama Avenida Padre Amadeu Augusto Leal, o que prova o carinho que a população local tem pelo padre bismulense, que se dedicou com generosidade aquele povo durante os muitos anos em que ali pastoreou.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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