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A Marreca e a Amarela são duas mediáticas vacas do Jarmelo, na Guarda. O processo de reconhecimento da raça jarmelista iniciou-se há dez anos tendo-se concretizado há apenas dois. Logo aí os criadores da raça mirandesa entraram com uma acção judicial. Para eles tudo se parece resumir aos euros dos subsídios. Para Agostinho da Silva tudo se resume à sua crença na raça jarmelista e no desenvolvimento apoiado na divulgação das suas terras.

Raça Jarmelista

(Clique na imagem para ver o directo no programa «Nós Por Cá» da SIC.)

É digna de admiração a capacidade de «invenção» e «argumentação-espectáculo» em defesa da causa jarmelista do presidente da Junta de Freguesia do Jarmelo. No entanto, no ano passado, por altura das vindimas, o Agostinho da Silva surpreendeu tudo e todos quando declarou aqui no Capeia Arraiana que não ia recandidatar-se nas eleições autárquicas.
Depois do desaparecimento do Silva da Ima a causa pode ficar duplamente mais pobre. E subscrevemos o Américo Rodrigues quando este escreve no Café Mondego: «Contem comigo se precisarem de alguém para atirar bostas jarmelistas à cara de políticos que não percebem quanto o Agostinho é valioso.» Subscrevemos e acrescentamos: «Até porque os políticos adormecidos, incompetentes e de vistas curtas sempre tiveram muita necessidade de alcunhar e denegrir as atitudes proactivas (sem interesses adjacentes) de cidadãos empreendedores e descomprometidos».
Resta dizer que as jarmelistas Marreca e Amarela de Luís Pereira portaram-se muito bem em frente às câmaras de televisão durante o directo da jornalista Joana Latino para o programa «Nós por Cá» da SIC.

Nesta «guerra» não sou imparcial porque sou beirão, não sou imparcial porque sou amigo do Agostinho, mas, acima de tudo, não sou imparcial porque recordo da meninice as juntas de vacas jarmelistas que havia na minha aldeia. Nesses tempos a adrenalina subia até ao vermelho enquanto corriamos a pendurar-nos nos estadulhos do carro de vacas do Tio Germano quando este passava no Largo, em direcção ao caminho das «sortes» da Carvalheira. E com quatro ou cinco calções empoleirados a esvoaçar ao vento a junta jarmelista puxava o pesado carro, todo construído em madeira, seguindo em ritmo cadenciado aquela figura altiva, de aguilhão ao ombro, resguardada do sol e da poeira pelo chapéu de abas. Tenho dessas «vacas de trabalho» uma imagem perdida no tempo que ainda hoje recordo. Um dia assisti ao nascimento da bezerrinha de uma delas. Na loje escura, sempre com palha limpa, apresentava uma linda roupagem em tons claros de castanho e amarelo. Cheia de força estava sempre à espera que lhe desatasse a corda, presa à manjedoura, para ir mamar. Passados uns tempos acompanhei o meu tio ao «Mercado de Alfaiates» que se fazia, antes da subida, nos lameiros do vale junto à ribeira. Em cima do carro, guardada pelas sebes do estrume, ia a vitelinha que por lá ficou negociada por um dos muitos homens, sempre acompanhados de cajado, que a vieram examinar e regatear. No regresso os urrus da mãe-vaca a despedir-se (ou a chamar) a filha trespassaram-me a alma. E eu… nunca mais quis ir às feiras de gado com o meu tio.
jcl

«A minha vida não foi gasta! A minha vida foi vivida!», afirma com toda a certeza do mundo a menina Zézinha, uma das quatro solteiras da aldeia da Urgueira, na freguesia do Jarmelo. O carismático autarca Agostinho da Silva tudo faz para divulgar os fenómenos das suas terras.

As meninas solteiras da Ulgueira no Jarmelo

(Clique na imagem para ver a reportagem da SIC.)

Caros amigos, esta não é uma notícia, este foi um acontecimento, pelo qual todos passamos. O meu pai, companheiro de tantas lutas – forte na causa da vaca jarmelista, apoio até na execução da vacagalo –, disponível sempre que lá chegava com jornalistas, ou mesmo pessoas que queriam saber do Jarmelo e das suas coisas.

Silva do ImaSubimos os dois, até ao alto, subimos, muitas vezes com sacríficio e alguma dor (angústia), deixámos a causa da vaca jarmelista, mesmo ali no ponto de onde se pode partir para muito mais… ou cair ao mais fundo.
Levámos esta caminhada até ao tal ponto alto, do qual a ele já só lhe sobravam vertigens, a pressão de algumas angústias, forçaram-no a várias quebras de tensão (umas mais figuradas, outras mesmo reais) sendo que a última foi na sexta-feira, dia 17 de Abril, cerca de 40 anos depois de, ele também com sensivelmente a minha idade, ver partir seu pai e cerca de 30 anos depois, pela mesma época ver partir sua mãe.
Algumas coisas que estão destinadas aos sábios, acho que o «Silva da Ima», as tinha. Teve a lucidez de saber que o «tempo» estava próximo e como me disse no dia da partida (emocionados os dois, claro) – já vi partir o meu avô, o meu pai… não há nada de novo.
Ora citado nos jornais locais, ora falando nas rádios ou aparecendo nas TVs, o «Silva da Ima» teve sempre a preocupação de não dizer (principalmente sobre a vaca jarmelista), tudo o que lhe ia na alma, mas tão só aquilo que achava que poderia ajudar à estratégia de «salvar» as situações em que eu o metera.
Deixou-nos com grande lucidez, a tal que perturba os que presentem osacontecimentos.
Passou os últimos dias a falar com os amigos e a dizer-lhes as últimas coisas.
Quantas horas faltavam para a revisão do tractor, quando é que se tratavam as abelhas, a renda da lameira ou da regada, isto e aquilo.
Depois de 3 episódios de quebras de tensão, em 12 horas… visitas ao hospital… depois da primeira, disse-me, logo vi que me mandavam pra casa pra morrer.
Não foi da primeira, mas acabou por acontecer depois da última saída do hospital (3) em 12 horas, teve direito a um dia completo para voltar a falar das coisas que naquele momento eram importantes. O «Silva da Ima», era um «gracejador» e ainda disse, não tarda muito e estou a lavrar novamente no «Lameirinho» (terreno, onde
quarta-feira deu os últimos 10 regos com a charrua do “Massey Fergusson 135″). Depois destes últimos dez regos, ainda foi com a nossa mãe semear «gravanços»; aí deu-se o primeiro episódio de quebra de tensão e convulsões. A nossa Mãe (que é CORAGEM) assistiu-o com recurso a algumas dicas que lhe fomos ensinando, e todo o resto de força interior, não havendo por que pedir socorro, teve que o deixar, já consciente, mas deitado, para ir telefonar por apoio e trazer um cobertor.
O «Silva da Ima» andava a sismar com a morte dos pais (dele) que se dera há cerca de 40 e 30 anos respectivamente pai e mãe, ambos no mês de Abril, próximo da Páscoa… estas coisas vão marcando e às vezes fazem lei.
Para ele, guardou um dia que não sendo de páscoa, era ainda nos 8 dias após.
O «Silva da Ima» guardou para ele, que o funeral pudesse ser num sábado ou domingo. Acho que o que o traria perturbado, podia ser o facto de o filho mais velho ser camionista e não poder estar (até isso acertou, estva sem carga e perto do aeroporto de Milão na Itália). Não tivemos que faltar aos empregos para tratar de tudo.
O «Silva da Ima», acho eu que era vaidoso, pena que não tivesse visto o mar de gente que o acompanhou, o «Silva da Ima» não queria flores nem choros. Dizia em tom de brincadeira: o que me custa mais, Isablinha (nossa mãe) é deixar-te viúva.
AEUS PAI!!, conta connosco MÃE!!!
Agostinho da Silva

Faleceu hoje, 17 de Abril de 2009, Joaquim Monteiro da Silva, o «Silva do Ima», pai de Agostinho da Silva, presidente da Junta de Freguesia de São Pedro do Jarmelo.

Agostinho da Silva com os paisJoaquim Monteiro da Silva, o «Silva da Ima», nasceu em 10 de Agosto de 1923 e faleceu esta sexta-feira, 17 de Abril, na sua aldeia natal.
A triste notícia chegou-nos pela voz do filho Agostinho que, de forma emocionada, pouco mais conseguiu dizer estando, ainda, por marcar a hora do funeral na freguesia do Jarmelo.
Foi por altura das vindimas que o Agostinho me levou ao encontro de seu pai, o senhor Joaquim da Silva. Acompanhado da esposa andava a tratar dos campos de milho na Ima do Jarmelo. Tinha sido o epílogo perfeito para uma longa jornada que teve por mote a vaca jarmelista pois nada melhor do que ouvir o maior especialista, uma verdadeira enciclopédia humana, relembrar algumas das muitas estórias sobre uma raça única no Mundo.
Em sua memória aqui vos deixamos umas palavras na primeira pessoa de Joaquim da Silva extraídas do livro «Vaca Jarmelista nas memórias do Silva da Ima»:
«Eu comecei a lavrar com 14 anos… foi no Cavaleiro a estravessar com a vaca Marreca que era boa de leite… Depois mais tarde, comecei eu a comprar vacas, comprei uma dos Alecrins… e trabalhava com outra vaca que cá foi criada… Essa vaca dos Alecrins, comprei-a cara… vendeu-a o Zeca, uma por três contos e oitocentos e eu comprei a tal por seis… foi a melhor vaca que tive!… As vacas aprendiam desde que a gente não as tratasse mal… as vacas andavam ao rego ou saíam quando a gente queria… as vacas tinham nome… a gente dizia – dá p’ra trás Formosa!… Cá Galante! e tocava com a aguilhada na que queria que saísse do rego… ou para virar mais p’rá direita ou mais p’rá esquerda… A vaca jarmelista além de ter a cabeça larga… tinha marrafa grande, que lhe chegava aos olhos… as vacas com o jugo não cortavam a marrafa… Os pastos… as pastagens tinham influência na produção de leite e na qualidade… dizia assim a minha avó p’ró meu avô. – Ó Manel, hoje as vacas andaram no lameiro dos Feixeiros… Atão como é que tu sabes? – Porque o queijo é muito melhor… a coalhada é mais macia quando estou a fazer o queijo…»
Faleceu Joaquim Monteiro da Silva, o Silva da Ima. A cultura beirã e a causa jarmelista ficaram mais pobres.
O funeral está marcado para 16 horas deste sábado, 18 de Abril, na freguesia do Jarmelo.

Para o nosso amigo Agostinho da Silva e restante família um abraço raiano de grande solidariedade.
jcl

Caros amigos, conforme vem sendo hábito, quando percebo que algum dos meus temas pode vir a ser «notícia» comunico-o.

Agostinho da Silva no JarmeloNão vejo em nenhum de vós gente capaz de ridicularizar as minhas notas, daí que aí vai:
Fruto de uns posts colocados na blogosfera, surgiu por parte de alguns órgãos de comunicação social regional, a vontade de falar comigo, mormente sobre o presumível facto de não me recandidatar à Junta de freguesia de S. Pedro do Jarmelo.
Acrescentarei mais: nem me recandidato à Junta, nem farei parte da organização da Feira-Concurso do Jarmelo.
Da Junta saio, depois de dois mandatos, em que o desgaste foi notório e os logros foram escassos. Não posso de forma alguma fazer um balanço positivo do meu desempenho, uma vez que as lutas que protagonizei em prol das condições básicas das populações, continuam, até à data, por resolver.
As aldeias que não tinham água, eram e são as mesmas: Donfins, Urgueira e Pereira.
As aldeias que não têm piso nas ruas (ou só têm em parte) são também as acima referidas.
As aldeias que não têm saneamento são ainda Donfins, Urgueira, Pereira, Ima e Devesa.
Estamos pois na presença de uma magistratura de influências que não conseguimos exercer (nego-me a considerar-me incompetente, mas tão só, considero que foram estas populações vítimas dos constrangimentos económicos).
Em diversas ocasiões, por diferentes meios, alertei para estas realidades, daí que não conseguindo, não posso admitir a qualquer «poder» que um dia tenha o «desplante» de chegar ao Jarmelo e dizer, que mais não se fez, porque mais não foi pedido.
Ao passo que outras freguesias já se preocupavam, com jardins e espaços de diversão, as nossas gentes amarguraram, supostamente, a pena de um dia ter aqui nascido um dia um dos assassinos de Inês de Castro.
Confio que aparecerão pessoas que tenham outra forma mais eficaz para levar a cabo estas «empresas». Não posso acreditar que um dia por um cálculo per capita se conclua que já não vale a pena. Pelo que me é dado observar, algumas pessoas, embora poucas, já vão ter água – não sendo todas na mesma aldeia, ao menos algumas… talvez por um critério sui generis, depois de uns, virão os outros (embora na mesma aldeia).
O futuro, será certamente muito melhor, é esta a vantagem de se ter batido no fundo: saindo de lá, só para cima. O PIAZAR, ou um outro programa de coesão, virá suprir estas mágoas e transformar de uma vez por todas a realidade desta gente.
Seja qual for a equipa que se apresente na Junta, fará certamente melhor trabalho, pois as condições parecem-me forçosamente melhores face ao futuro. Talvez o método e a forma sejam eficazes e daí resultem verdadeiras melhorias para todos. Pelo menos é essa a minha certeza.
Quanto à Feira-Concurso, que também vou deixar de coordenar/colaborar, é mais uma das «guerras» que levei demasiado a peito, com os eventuais prejuízos que daí advieram para a causa.
Percebi que muitas vezes o método e a forma foram longe demais, trazendo dissabores ao conjunto do evento. Mais uma vez, neste tema também estou certo que os verdadeiros jarmelistas, não deixarão o tema acabar de forma inglória.
Certo de que nos últimos anos alertámos até à exaustão, para a necessidade de se dignificar este evento e de uma vez por todas ser assumido como referência estratégica regional, certos disso, achamos que as entidades que têm o «dever», dele não se demitirão.
Não considero esta minha retirada um acto de cobardia, tão só uma saída para o lado, para que outros protagonistas tomem lugar. Ao que tudo indica os constrangimentos económicos, não se farão sentir, pelo menos nos próximos anos, dado que estamos em pleno QREN.
Uma vez que durante vários episódios, se percebeu que havia interesse em apoiar este evento, é chegada a hora de outra entidades agarrarem com mais firmeza este evento.
Este projecto deve e tem que ser definitivamente catapultado a interesse regional e local, devendo todas as entidades que super-entendem o tema, agarrá-lo e referenciá-lo, ou de uma vez por todas dizer às gentes do Jarmelo, que afinal o que se passou até agora foi mesmo um erro de casting.
Este evento não tem que forçosamente ser coordenado pela Junta, mas dado o histórico recente, talvez deva continuar a ser um parceiro a ter em conta.
Quanto a mim já tive protagonismo em exagero sobre este tema..
Disponível par outras «conversas».
Jarmelo, Fevereiro de 2009.
Agostinho da Silva

Ontem, noite fria, deu-se a já anunciada morte do galo do entrudo. Ontem, procedeu-se ao seu julgamento, na praça pública. Conforme vinha sendo preparado, aconteceu. Morreu de morte queimada.

Vacagalo do JarmeloO povo em algazarra, reuniu-se com um único intuito: comer a canja do galináceo. A organização serviu-se das associações para criar um ambiente algo hostil e quiçá influenciando/balanceando a populaça para o desfecho final.
Uns poucos resistentes, que fariam a defesa, reparámos que esbracejavam desalmadamente no cimo de uma «padiola» de fardos de palha, na iludida tentativa de apaziguar a fome de canja das gentes que de todas as ruas apareciam com ânsias de assistir ao terrífico espectáculo. Houve mesmo quem no final de um momento de desepero, ali mesmo junto à Igreja da Misericórdia, fizesse o próprio: MISERICÓRDIA!! Não se sabe a certeza se gritou, se implorou aos confrades da mesma que já partiram. Certo é que para espanto geral, num raro momento de flagelo purgante dos males que imputavam sobre o acusado, ali mesmo se atirou da referida «padiola» em que iam as testemunhas de acusação e defesa. O que certas personagens fazem pelas suas causas!?
Quando já todos pensavam que a defesa ia ali baquear, eis que da morte sai sempre vida e com trejeitos algo estranhos, devolve o «epíteto» que a acusação lhe atirara e qual renascido, faz-se novamente à causa até à grande praça.
Podemos aqui afirmar que a organização tentou por todas as artimanhas inebriar as gentes, imagine-se! distribuindo vinhaça gratuitamente, como se fosse necessário: todos sabemos que nestes dias o povo é uma borracheira colectiva mesmo sem vinho.
Pese embora a noite, dava para perceber nos olhares o brilho da ansiedade por presenciar o horrendo ( as gentes querem sangue).
Já na praça, deu-se início às «funções». Pelo aspecto dos «meliantes», cedo se percebeu o que estaríamos ali a fazer. Em surdina, ia a defesa passando a mensagem de que o galináceo estava inocente. O grande trunfo da defesa, era a vacagalo, prima do dito, vinda do Jarmelo. Lá do palanque da defesa, tentámos vislumbrar a falange de apoio, numa réstea de esperança que a mobilização consertada, viesse a resultar pela primeira vez no inédito: Julgamento e glorificação do Galo.
Pelo que foi possível observar, a prima jarmelista vacagalo, foi mais uma vez estrategicamente relegada para segundos planos (mais uma vez, aqui foi visível qual a in tenção da «festa», dado que a defesa consertara uma estratégia «limpa», sem qualquer atropelo ao segredo de justiça, mas tão só assente em verdades e inevitáveis momentos de visibilidade, como aliás ao que parece, sempre foram os métodos de trabalho do estratega, que «maquiavelizou» o plano).
Quando, ao que foi possível apurar, esta falange de apoio, composta por mais de duas dezenas de convictos «fiéis» (soberbamente caracterizados, com indeléveis marcas de personalidade na cabeça) se aproximavam, foram literalmente abafados e estrategicamente colocados na sombra numa analogia que passo a descrever: O meritíssimo Juiz, estava sentado num plano central, sobre o qual era natural que incidissem fortes projectores de luz (sabe-se da física, que quanto mais potente for o foco, mais acentuada torna a sua sombra. Ora este foi o lugar que «por acaso» tocou àquela que durante duas semanas se preparara para dar visibilidade à inocência de seu primo da Guarda). A luz que deveria pois trazer clarividência, serviu pois para colocar em desvantagem toda a estratégia visual da defesa.
Quando do outro lado da praça, passaram a voz à acusação, logo se deu conta que se tratava de um ilustre (a julgar pelos penachos que luzia nos ombros) jurista da capital. Logo que tomou a palavra, se começaram a ouvir em surdina, que receberia mais este por duas palavras, que algum dia nos poderia chegar a todos de algum presunto FREEAIRPORT, mas retirando estas «tiradas» só permitidas em ajuntamentos nocturnos e dias como este de desvarios, cedo se percebeu que a acusação tinha a situação controlada, nomeadamente até pela, suposta, postura (mais uma vez acentuada pelas gentes anónimas) do Meritíssimo Juiz, com uma certa inclinação visual prá esquerda.
Acareações e arrazoados (nada de confundir com arroz de cabidela), infâmias e campanhas negras, tudo espremido, estaria pronta a sentença, mas num gesto «Ponçopilateano», o meritíssimo Juiz, quis saber da «verdade» da populaça. Para surpresa, a reacção foi de VIVA O GALO, durante três vezes (fruto da surdina que a defesa conseguiu fazer passar, quer durante a semana, quer no próprio momento).
Ao meritíssimo, não restava outra alternativa, senão… cumprir o guião: MORTE AO GALO!
Concedeu-se, ainda assim, um último desejo, ao infortunado. Eis que para surpresa geral, o galináceo, pediu o impensável: que numa terra de gente ilustrada e punhos nas camisas, fosse-lhe permitido ouvir a «contra-argumentação», pela voz dessa grande representante da chamada «esquerda plebeia»: ODETE SANTOS.
Percebemos das suas palavras que afinal o veredicto popular estava certo: o Galo, não era afinal o causador, mas tão só o bode expiatório.
Seguiu-se a expiação, pela imolação de um fogo purificador, dispensando ao acusado esse ritual da reconciliação.
A populaça, que antes defendera o galo, corre agora, em atropelo em prol da canja que acabara de se fazer, a memória é curta e o oportunismo caracteriza-nos.
Quando todos pensavam que iria haver caldeirada, nem sequer arroz de cabidela tivemos, quando todos gritaram vida ao galo, veio a canja.
Mais uma vez, aqui enquanto familiar infortunado, a prima do Jarmelo, reafirma, que ele nunca recebeu luvas a não ser por causa da neve, recebeu sim uns cachecóis… mas que mal tem isso? O cachecol, até ajuda a manter a cabeça erguida, e pode dar-nos aquela postura de esquerda chique, nuns, e noutros, sim de grosseiros sujeitos e sujeitas.
Agostinho da Silva, no dia seguinte em representação da Vacagalo

A Vacagalo, apareceu no meu «espírito» no «desfile» do ano passado. Seria uma forma graciosa de mais uma vez chamar a Vaca jarmelista para a visibilidade.

Vacagalo do JarmeloNeste momento, depois de apresentada a ideia à coordenação deste espectáculo – TMG-Teatro Municipal da Guarda – avançámos para a execução, com gente devidamente «certificada», sejam eles: Mateus Miragaia (o tal das tesouras de tosquia), na soldadura; Elsa Miragaia (produtora cultural/espectáculos), nos adereços dos acompanhantes do «bicho»; arquitectos Isidro Almeida e António Trindade e o designer Agostinho da Silva na execução (este último, acumulou, indevidamente outros cargos pomposos de coordenação executiva, ideia e mais tachos – ainda assessorado por Joaquim Monteiro da Silva nas especificações morfológicas da vaca).
Trata-se de uma figura que mistura a vaca (jarmelista) e o galo (do entrudo), poderíamos considerá-la como a prima do Jarmelo, que vem visitar o galo da cidade no dia do seu infortúnio.
Esta vaca, ao que parece, esárá a sofrer um plano mais abrangente de adaptação a dias melhores, daí que se transvista em outras roupagens, na tentativa de de alguma forma despertar o ineresse da região para as suas sine die, questões, de resolução sem fim à vista.
Claro!! estes sujeitos, e sujeitas, esquerdistas plebeus e também chiques, fazem parte da Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo, que por eles será representada, mais uns quantos que se inscreveram na página na Internet do Jarmelo.
Agostinho da Silva

Durante a visita à freguesia de São Pedro do Jarmelo tivemos o privilégio de ter como guia Agostinho da Silva, ilustre autarca e defensor da raça jarmelista. A ronda terminou na terra das forjes, Donfins do Jarmelo, na oficina do último fazedor de tesouras de tosquia, Mateus Filipe Miragaia, o ferreiro que começou a aprender a arte «com 15 ou 16 anos» e nos diz que apesar de ser o último «já é tempo de apagar a forje e de me reformar».

À fala com... Mateus MiragaiaMateus Filipe Miragaia nasceu a 25 de Outubro de 1941 na terra dos ferreiros, na Donfins do Jarmelo, no seio de uma família de agricultores. Mas, por influência dos Augustos dos Monteiros, passou a mexer nas alfaias antes de elas serem «butadas a uso», ou seja, passou a produzi-las nas forjes de ferreiro.
O último artesão fazedor de tesouras de tosquia do País, recebeu-nos à entrada da sua oficina, «da sua forje», como gosta de lhe chamar. Homem de bigode farfalhudo e sorriso fácil cumprimentou-nos com um aperto de mão. De mão de ferreiro que o tempo foi queimando com a cor do ferro e das faúlhas de fuligem.
Disparou logo em direcção ao Agostinho da Silva. «Então ouvi dizer que não queres recandidatar-te à Junta de Freguesia. E que estória é essa de quereres ser presidente da Câmara da Guarda?» E o Agostinho, naquele seu jeito tranquilo, lá foi obrigado a desvendar-lhe o seu «marketing político».
«Uma senhora cá da terra, casada com um ferreiro, teve oito ou nove filhos, e um deles saiu um pouco mais escuro. A partir daí ficou aquela expressão que aos ferreiros até os filhos saem pretos», começou por nos dizer em tom de brincadeira mestre Mateus.
Noutros tempos havia bastos agricultores e faziam-se no Jarmelo enxadas e machados, em ferro e aço. Mas para fazer seis ou sete enxadas era preciso muito material e dois homens a trabalhar durante todo o dia. As tesouras, com menos investimento, eram vendidas mais caras. A feitura obedece a um segredo. «Não é bem um segredo. Tem que ser bem feita do princípio ao fim. E bem amolada. A roçadoira ou qualquer outra peça de ferramenta se não corta à primeira, corta à segunda. A tesoura se fica mal feita nunca mais corta. Tem que fazer um arco porque se estiver encostada uma contra a outra começa a mastigar a lã e já não corta. A tesoura é uma peça de arte que exige muita perfeição.» Afia as tesouras «de ouvido» pelo toque. O certificado final de qualidade é dado com um corte num pedaço de lã.
– Quanto tempo leva a fazer uma tesoura de tosquiar?
– Costumo dizer que quando vivia para trabalhar fazia uma por hora mas como agora já trabalho para viver faço umas dez por dia. Mas quase não há encomendas. Os poucos pastores que ainda por aí andam utilizam máquinas eléctricas e os tosquiadores, que também vão minguando, já poucas tesouras compram.
– E como é que sabemos se a tesoura é sua?
– Em primeiro sou o único a fazê-las no País. Mas há várias marcas. A minha marca é «Augusto Jarmelo». Não sou eu. É o senhor com quem eu comecei a trabalhar aos 15, 16 anos e depois fiquei-lhe com a oficina. Se for para a zona de Mangualde encontra tesouras destas com a marca «Verdugo». São encomendas que eu tenho e onde coloco o cunho do meu cliente. As «JAP» (José Augusto Pires) de Coimbra também são feitas por mim. No início eram três irmãos e todos cunhavam o pé de pito ou folha de oliveira. Dois dos irmãos seguiram outra vida e apenas ficou o JAP. Já faleceram todos.
À fala com... Mateus MiragaiaNoutros tempos não havia aços laminados e a tesoura era feita de pedaços de ferro e uns bocadinhos de aço, denominados calços. Um bom mestres e um aprendiz jeitoso conseguiam tirar cinco calços com o calor de uma única ida ao lume. «A tempra é o aquecimento com arrefecimento rápido. Como o aço tem muito carbono e o ferro tem pouco é possível ligá-los a quente e à martelada. As tesouras vergam mas não partem. A liga é importante porque permite aos tosquiadores afiar várias vezes as tesouras», esclarece Ti Mateus.
– Mas os ferreiros e os serralheiros trabalham com as mesmas ferramentas…
– Parece a mesma coisa mas é muito diferente. Hoje em dia qualquer pessoa é serralheiro. As máquinas são tão perfeitas que basta saber tirar medidas e cortar. Mas os ferreiros trabalham «à martelada». É preciso saber martelar. A tesoura leva muita mão-de-obra. O ano passado fiz 400 tesouras para o cabaz de Natal de uma empresa de Lisboa que faz projectos de pontes metálicas.
Mateus Miragaia reconhece que foi difícil iniciar-se na arte. A primeira peça que fez foi uma machada. A tesoura foi mais tarde. «Alguns andaram vários anos a aprender e nunca foram capazes de fazer uma tesoura que tosquiasse», lembra com rigor acrescentando que «depois de estar bem forjada e martelada a tesoura vai ao desbaste nos esmeris, ou seja, à pedra de amolar e também aí é preciso muita arte».
No pátio da sua residência, brinquedos em ferro enferrujado são testemunhas das brincadeiras dos cinco filhos e dos outros meninos da aldeia. Mateus Miragaia construiu baloiços, o cavalo mecânico e um escorrega em ferro para que todos as crianças do Jarmelo pudessem brincar depois da escola. «Eram cinco e tive de lhes inventar brincadeiras», diz-nos enquanto carrega num botão para fazer funcionar electricamente os gingarelhos.
Do outro lado da casa um terreno em terra batida enquadra duas balizas de futebol. «Fiz aqui grandes jogatanas com os filhos do Ti Mateus», recorda com prazer Agostinho da Silva.
Terminamos a visita num antigo lagar transformado em adega saboreando uma excelente geropiga. Mateus Miragaia, o último fazedor de tesouras de tosquiar de Portugal, deixa-nos uma última tesourada: «Portanto, como vê, a martelada ainda tem algum valor.»

Um bem-haja ao Agostinho da Silva pela amizade e pela disponibilidade para nos levar à descoberta das suas terras e das suas gentes.
jcl

As diabruras do tempo tinham-no feito crescer e por consciência aprendida havia confirmado que esse crescimento era directamente proporcional à distância que fora cavando entre tudo aquilo que ia conseguindo ser, e tudo o que lhe tinha servido de berço.

JarmeloEm primeiro, ainda regressara a casa nas festas, ainda viera às ceifas e às malhas, mas lá para o depois, aqueles rituais de andar agachado sobre a terra, como se precisasse de mendigar alguma coisa, e a escassez de água na bacia com que lavava a cara, o pescoço, os sovacos e os braços despersuadiram-lhe os afectos e a cidade ganhou.
Decerto que lhe agradava regressar, de quando em vez, até porque em nenhum outro lugar a sua distinção académica lhe luzia sobre o pêlo como naquele lugar. Mas mal a noite assomava desorbitava-se dali com a cumprida desobriga de ver os velhos, sem que agora alguém lhe censurasse a escassez da visita ou a fidalguia de já não poder dormir entre cobertores de papa.
Uma e outra vez regressara com a intempestividade das razões fúnebres e com essas mesmas fechou o ciclo de abandono, intervalado apenas com as notícias de que, lá para os seus lados, caíra neve ou um incêndio consumira mato.
Anos e anos a ver o mundo girar sobre o seu eixo e ele a espreitar, clandestino, para dentro de si como pelo buraco de uma fechadura, sem que ninguém suspeitasse que o fazia, com os filhos a enfeitarem as suas casas de árvores com bolas, luzes e fitas e atarefados já na marcação do reveillon nalguma cidade da Europa.
E foi assim que, num dia em que espreitou com mais intensidade, deu por si no outro lado da fechadura, com o carro a galgar as escassas centenas de Kms e com a cabeça a percorrer cada metro do caminho tão igual e tão diferente.
O frio, marcado no termómetro do carro, era intenso mas desta vez não era uma notícia de rádio ou de televisão e por isso aguentava-se perfeitamente, porque o frio das notícias, por não ter de ser suportado por quem as ouve, pode ser sempre maximizado pela imaginação até ao exagero que nos convém.
Saiu da auto estrada e esta outra já tinha o sentido familiar das tabuletas avisadoras das povoações, o contorno sabido das curvas e declives e a previsão dos lugares de gelo, que foi soletrando até chegar ao entroncamento que assinalava o monte.
Estava tudo branco e a visão de um nevoeiro espesso era apenas a ilusão da neve que caía em farrapos generosos enquanto ele subia, devagar, sentindo as rodas quebrar o intacto da tarde.
Lá em cima parou o carro e aquilo que viu desafogou-o de comoção e quentura.
Mesmo a pegar à única edificação deixada de pé por um rei desviado da sua rota, e que ainda assim se mantinha como sinal de uma história de compromisso entre a memória e o futuro, alguém se lembrara de fazer um presépio de proporções dignas e que agora, coberto de neve, podia ser apreciado em todo o seu esplendor, pois quanto menos forem visíveis as feições das imagens mais possível é colocarmos a nossa na que mais nos convier.
Sim senhor, belíssima ideia a de quem se tinha lembrado de aproveitar a altura monte e a cercania dos castanheiros para ali fazer semelhante presépio, com figuras de tamanho porte deixando a quem dele se aproximasse a sensação de ser mais um pastor ou rei mago.
Olhava atento, de dentro do carro, cada uma das figuras mas alguma coisa começava a não fazer sentido.
Que os reis magos fossem três e permanecessem de pé, batia certo. Que se tivessem omitido as figuras do burro e da vaca, não era mal que viesse ao mundo. Mas que Nossa Senhora fosse apresentada de joelhos, com um pastorito agarrado ao pescoço enquanto um outro se agarrava a São José que por sua vez segurava também num braço da Virgem, parecia-lhe uma ousadia despropositada e uma inovação sem jeito que lhe fez imprecar todos aqueles que haviam tido a ideia de recriar ao seu jeito uma coisa séria e tão tradicional como o Presépio.
Sim, o presépio para o ser teria não apenas de conter todas as figuras de preceito mas também que cada uma delas ocupasse o lugar que ao longo dos anos a tradição lhe destinara e não havia meio de que os pastores se pudessem atrever a abraçar Nossa Senhora da mesma maneira que não havia motivo para que esta se apresentasse de joelhos perante os reis magos enquanto estes, de pé, ostentavam uma realeza e império que ninguém se atreveria ao pé do menino recém nascido, que pelo volume que a neve oferecia às formas parecia estar deitado no chão à direita de sua mãe.
Não. Aquilo não estava nada bem.
E porque uma plaqueta vertical parecesse assinalar um qualquer comentário junto do presépio, talvez explicando as ousadias do artista, saiu do carro e atreveu-se no frio, que já não na neve, que entretanto parara, se calhar de tanta e tão semelhante estupefacção.
Leu atentamente e com a mão libertou de neve a foto que constava da tabuleta informadora confirmando em cada figura cada elemento da foto e percorrendo aquilo que por um momento julgara ser um presépio voltou para o carro e pensou esclarecidamente que quando um homem deserta de forma tão gratuita as suas memórias, deixando de procurar no lugar delas a água que lhe lave o destino, fica de tal modo carecido de um berço, que todas as imagens colocadas em cima de um monte lhe parecem um presépio capaz de o deixar menos órfão de si.
Por Mimganço (Manuel Capelo)

O Largo da Igreja de Cima, a pedra de montar para o cavalo de Inês de Castro, a Fonte de Santa Maria, o Redondel, o conjunto escultório em ferro, a pedra das medidas dos feirantes, os pais de Agostinho da Silva e… aquelas de quem se fala: as vacas jarmelistas.

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