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O guarda-redes do Ebbsfleet, Preston Edwards, equipa dos campeonatos regionais ingleses, protagonizou uma das expulsões mais rápidas da história do futebol. Viu o cartão vermelho directo quando estavam cumpridos… dez segundos de jogo. Preston saiu furioso do campo.

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Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

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A alegria do futebol é o golo mas as perdidas de baliza aberta também fazem parte do folclore dos estádios. O vídeo que apresentamos selecciona as melhores (piores) 11 jogadas de golo feito em 2010.

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Foi à sexta jornada, no Estádio do Picoto em Vila Franca das Naves, frente à Associação Cultural e Desportiva local que o Sporting Clube do Sabugal perdeu os primeiros três pontos deste campeonato ao ser derrotado por duas bolas a uma.

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Na sexta jornada da 1.ª Divisão do Campeonato Distrital da Associação de Futebol da Guarda o guarda-redes Chucky voltou a ser o dono da baliza do Sporting do Sabugal. Para além dele alinharam como titulares Isidro (2), Janela (3), Batista (4), Tó-Zé (5), Pires (6), Vaz Alves (7), Jorgito (8), Manata (9), Nuno (10) e Pereira (11).
Durante a primeira parte, que se iniciou com 10 minutos de atraso, o marcador não sofreu alterações nem houve, por parte das duas equipas, grandes ocasiões de golo, o Sabugal apenas levou algum perigo à baliza adversária na sequência de um pontapé de campo, já equipa da casa também não teve oportunidades de grande perigo.
Mas… tudo aconteceu já na segunda parte, ao minuto 52, quando um atleta da equipa da casa na tentativa de fazer um centro, acabou mesmo por marcar o primeiro golo da partida, com alguma sorte à mistura, pois a bola bateu no poste direito da baliza acabando por ressaltar na perna do guarda-redes sabugalense e entrando na baliza.
Após o golo da equipa da casa o treinador Marco Capela dá imediatamente ordem a Tiago Dias para iniciar os exercícios de aquecimento. Entretanto ao minuto 53 Jorgito remata forte de fora da área, mas a bola acaba por sair sobre a barra da baliza à guarda de Aires. Dois minutos mais tarde Tiago Dias (19) entrava para o lugar de Pereira. A intenção das substituições levadas a cabo pelo técnico do Sabugal seria a de tornar a equipa mais ofensiva.
Ao minuto 58, as coisas complicaram-se pois o capitão do Vila Franca conseguiu ampliar a vantagem da equipa da casa para 2-0.
A equipa do Sabugal tenta ainda chegar ao golo e, ao minuto 60, com uma dupla substituição entram os regressados de lesão Ricardito e Sérgio, respectivamente, para o lugar de Vaz Alves e Pires. Ao minuto 81, Ricardito reduz a vantagem através de uma grande penalidade assinalada na sequência de uma mão na bola de um defesa adversário.
Neste jogo, a qualidade da equipa de arbitragem chefiada pelo árbitro Marco Bernardo deixou a desejar com muitas faltas e vários fora-de-jogo bastante duvidosos.
Com esta vitória a equipa da casa somou cinco pontos, pois foi a primeira vitória no campeonato. Para o Sporting Clube do Sabugal foi a primeira derrota. Como consequência a equipa raiana perdeu, nesta jornada, o primeiro lugar para o G.D.V.N. Foz Côa, que após o empate a uma bola frente ao S.C. Vilar Formoso está agora com mais um ponto que o S.C. Sabugal.
Cláudia Janela

Ditou o calendário que fosse à quinta jornada do Campeonato da 1.ª Divisão Distrital da Associação de Futebol da Guarda, o primeiro derby raiano da época. O Sporting Clube do Sabugal, a jogar em casa no Estádio Municipal, levou a melhor sobre a A. C. D. do Soito vencendo por 2 a 0.

Marco Capela - Treinador Sporting Clube Sabugal

Para defrontar os «vizinhos» da vila do Soito, quis o técnico do Sabugal, Marco Capela (na foto), que o onze titular fosse constituído por: Chucky (1), Isidro (2), Filipe (3), Batista (4), Tó-Zé (5), Pires (6), Vaz Alves (7), Jorgito (8), Tiago Dias (9), Nuno (10) e Paulo Alves (11).
Para o banco dos suplentes foram convocados Fábio (12), Janela (13), Pedro (14), Roberto (15), Igor (16), Pereira (18) e Motas (19). De salientar que na equipa do Sporting Clube do Sabugal a juntar às baixas que já existiam na jornada anterior – Ricardito e Sérgio – juntou-se ainda por lesão o guarda-redes Fred e a ausência de Manata. Perante este cenário o treinador Marco Capela chamoudois atletas do escalão júnior: o guarda-redes Fábio e Motas.
Deste derby de referir que a primeira grande oportunidade foi mesmo para a equipa que acabou por sair derrotada. João Rito atirou a bola ao poste da baliza à guarda de Chucky logo aos 2 minutos da partida. Na resposta, quatro minutos depois, foi a vez da equipa da casa rematar forte à barra da baliza do Soito. O golo inaugural acabaria por surgir ainda na primeira parte e foi Vaz Alves, o número 7 do Sabugal a abrir o marcador e a colocar a equipa visitada em vantagem. 1 a 0 era o resultado ao intervalo.
Quanto a substituições da equipa do Sabugal ainda na primeira parte Marco Capela viu-se obrigado a substituir Paulito por lesão, para ocupar o lugar entrou Pereira que acabaria por marcar o segundo golo já nos minutos finais da partida. Para além de Paulito saíram, já na segunda parte, Filipe e Vaz Alves para a entrada de Janela e Igor, respectivamente.
Apesar de, neste domingo o Sporting do Sabugal não ter mostrado um grande jogo de futebol, a partida valeu pelo resultado que alcançou. Com mais esta vitória – a quinta neste campeonato –, a equipa «constrói um pleno de vitórias» e continua assim em primeiro lugar da tabela classificativa com 15 pontos em cinco jogos os mesmos que o G. D. Vila Nova de Foz Côa.
Cláudia Janela

À terceira jornada do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol da Guarda, mais uma vitória para o Sporting Clube do Sabugal, a segunda em casa desta vez contra o Manteigas por três bolas a zero.

Sporting Clube SabugalNeste terceiro desafio Marco Capela continua a mexer no onze, frente ao Manteigas o Sabugal apresentou-se com o número 1 Fred, Pedro (2), Janela (3), Batista (4), Tó Zé (5), Pires (6), Jorgito (7), Ricardito (8), Manata (9), Nuno (10) e Tiago Dias (11). O técnico do Sabugal tinha ainda à sua disposição mais sete atletas, no banco tinha Filipe, Roberto, Pereira, Paulito, Isidro, Vaz Alves e ainda o guarda-redes Chucky.
Quanto aos 90 minutos de referir que, apesar do bom começo de campeonato que a equipa do Sabugal está a fazer, a primeira meia-hora do jogo pertenceu à equipa do Manteigas que nesse período de tempo dominou a partida, tendo mesmo havido um penalty aos 28
minutos a favor da equipa do Manteigas, um penalty algo duvidoso cometido pelo capitão Tó Zé, ainda assim o resultado manteve-se inalterado até ao fim da primeira parte uma vez que o jogador do Manteigas chamado a converter mandou a bola por cima da barra.
Já na segunda parte a equipa da casa mostrou-se mais aguerrida e quis «mandar no jogo» mas aos 62 minutos Batista é expulso por acumulação de amarelos e o Sabugal vê-se assim reduzido a 10 jogadores. Dois minutos depois Marco Capela vê-se forçado a fazer uma substituição visto que Ricardito teve que ser substituído devido a problemas musculares, para o seu lugar entrou Roberto. Estes factores que pareciam ser negativos parecem ter «acordado» a equipa do Sabugal pois logo aos 65 minutos Pires faz o primeiro de três golos para a equipa da casa. Os outros dois golos surgiram aos 27 e aos 43 minutos por intermédio de Manata e Pereira, respectivamente, Pereira tinha entrado minutos antes para o lugar de Tiago Dias.
Quanto à última substituição que o técnico Marco Capela fez na equipa foi a entrada de Paulito para o lugar de Nuno.
No final, pouco há a dizer apenas que o Sporting Clube do Sabugal está a entrar bem neste campeonato com três jogos, três vitórias e nove pontos o que faz com que continue no primeiro lugar da tabela classificativa.
Cláudia Janela

O Sporting do Sabugal soma três vitórias nas primeiras três jornadas do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda. «Voz-off» da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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Dois jogos. Duas vitórias. A equipa de futebol sénior do Sporting Clube do Sabugal, treinada por Marco Capela, lidera a classificação do Campeonato Distrital da Primeira Divisão da Associação de Futebol da Guarda.

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No domingo, dia 17 de Outubro, realizou-se a segunda jornada do Campeonato Distrital da Primeira Divisão da Associação de Futebol da Guarda.
O Sporting Clube do Sabugal deslocou-se a Pena Verde, para defrontar a A. R. C. D. Penaverdense.
Para este segundo desafio o treinador Marco Capela fez, em relação ao jogo anterior, duas alterações. Desta feita o onze titular apresentado ao Penaverdense foi o seguinte, Fred (1), Pedro (2), Janela (3), Batista (4), Tó Zé (5), Pires (6), Sérgio (7), Jorgito (8), Manata (9), Nuno (10) e Ricardito (11). O técnico do Sabugal tinha ainda à sua disposição mais sete atletas. No banco sentaram-se com o número 12 Fábio, 13 Filipe, 14 Roberto, 15 Pereira, 16 Paulito, 18 Tiago Dias e 19 Vaz Alves.
O S. C. Sabugal continua no bom caminho pois somou a segunda vitória consecutiva, ao vencer o Penaverdense por 2-0 depois de bater em casa, na primeira jornada, o Gouveia por 2-1.
Da primeira parte não há muito a apontar num jogo bem jogado mas sem golos pois ao intervalo o resultado era ainda o nulo no marcador, de referir a alteração forçada que a equipa do Sabugal teve de fazer aos 29 minutos, após a lesão de Sérgio que fez um entorse no pé direito, devido ao mau estado do terreno junto à área de Fred, entorse esse que incapacitou o jogador tendo então que ser imediatamente substituído, para o seu lugar entrou com o número 15 Pereira.
Já na segunda parte o Sabugal entrou pressionando mais o adversário o os golos acabaram por surgir. O primeiro aos 58 minutos, um bom golo apontado pelo número 11 Ricardito, cinco minutos mais tarde nova alteração no marcador a passe de Nuno, Manata fixa então o resultado em 2 a 0.
Em suma, ao fim da segunda jornada o Sporting Clube do Sabugal encontra-se no primeiro lugar da tabela classificativa com 6 pontos, também com 6 pontos está o G. D. V. N. de Foz Côa e o C. F. Vilanovense.
Cláudia Janela

A equipa da Rapoula do Côa sagrou-se campeã do VIII Torneio de Futsal Inter-Freguesias do Concelho do Sabugal, edição 2010. Na final disputada no Pavilhão Municipal os novos campeões venceram, por 6-4, a equipa de Penalobo enquanto no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares o Soito bateu por 10-7 a Nave. A cerimónia de encerramento do torneio e entrega das taças e medalhas às 23 equipas participantes teve lugar nos jardins do Auditório Municipal onde se juntaram em confraternização árbitros, jogadores e apoiantes de todas as equipas. Para história deste domingo de campeões fica também a conquista do Campeonato do Mundo de Futebol pela selecção espanhola que venceu na final, por 1-0, a Holanda.

GALERIA DE IMAGENS  –  11-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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A equipa da Rapoula do Côa sagrou-se campeã do VIII Torneio de Futsal Inter-Freguesias do Concelho do Sabugal, edição 2010.

GALERIA DE IMAGENS  –  11-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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Homenagem à histórica selecção brasileira no Campeonato do Mundo de Futebol de 1982 que se realizou em Espanha.

Alinharam: 1, Valdir Peres; 2, Leandro; 3, Óscar; 4, Luizinho; 5, Toninho Cerezo; 6, Júnior; 7, Paulo Isidoro; 8, Sócrates; 9, Sérginho; 10, Zico; 11, Éder; 12, Paulo Sérgio; 13, Edevaldo; 14, Juninho Fonseca; 15, Falcão; 16, Edinho; 17, Pedrinho; 18, Batista; 19, Renato; 20, Roberto Dinamite; 21, Dirceu; e 22, Carlos. Treinador: Telê Santana.

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Portugal empatou 0-0 com o Brasil no Campeonato do Mundo de Futebol da África do Sul. Há quem diga que foi um óptimo resultado até porque em campo estavam 9 portugueses e 13 brasileiros.
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O Sporting Clube do Sabugal ainda pode ser campeão distrital de futebol. Vamos todos apoiar os jogadores do Sporting do Sabugal no desafio da última jornada contra o Vila Cortez no domingo, 16 de Maio, no Estádio Municipal do Sabugal.

O alemão Robert Enke, antigo guarda-redes do Benfica, morreu nesta terça-feira aos 32 anos em circunstâncias não totalmente esclarecidas. Os primeiros indícios, segundo a polícia germânica, apontam para suicídio.

Robert EnkeA notícia da morte do guarda-redes alemão, Robert Enke, supreendeu o mundo do futebol. Representou os «encarnados» entre 1999 e 2002, jogava actualmente no Hannover, clube da Bundesliga ao serviço do qual era o habitual titular.
Os primeiros indícios, de acordo com o assessor da polícia de Niedersachsen, apontam para suicídio. O corpo do internacional alemão foi encontrado junto a uma passagem de nível a 25 quilómetros de Hanover. Um dos seus amigos e conselheiros, Jorg Neblung, defendeu a mesma tese em declarações à agência alemã SID: «Posso confirmar que se tratou de suicídio. Os detalhes serão dados numa conferência de imprensa amanhã.»
O seleccionador germânico, Joachim Löw, já lamentou o sucedido: «Quando soubemos da morte de Enke foi um choque. Estamos sem palavras, estamos consternados.»
Robert Enke, conhecido igualmente por ser um activista na defesa dos direitos dos animais, representou sucessivamente o Carl Zeiss Jena, o Borussia Mönchengladbach, o Benfica, o Barcelona, o Fenerbahçe, o Tenerife e o Hannover. A primeira internacionalização «A» chegou tarde, aos 29 anos, num jogo com a Dinamarca.
Entre Agosto de 2008 e Agosto de 2009 fez mais sete jogos, cinco deles na fase de qualificação para o Mundial 2010, antes de um vírus no estômago o ter afastado dois meses da competição. Neste período, viu René Adler (Bayer Leverkusen) aumentar as suas hipóteses de ser o titular da baliza germânica no Mundial. Mas Joachim Löw já tinha dito que ele era um dos fortes candidatos a estar na África do Sul.
jcl (com agência Lusa)

A fotografia reproduzida nesta crónica, de que desconheço o autor, foi tirada na década de 1950, quando no Soito ainda não se tinha iniciado a grande vaga de emigração, sobretudo para terras de França.

Equipa de Futebol do Soito nos anos 50

Joao Aristides DuarteJulgo que a fotografia foi tirada nas Eiras, o local onde existiu durante muitos anos o campo de futebol.
Na época ainda não existia o clube (Associação Cultural e desportiva do Soito) que só seria fundado em 1977 e que este ano vai disputar o Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda.
Os jogos que se organizavam, por estes anos, eram mais informais, bem como as equipas que se formavam. Jogava-se, normalmente, com equipas de terras próximas ou, no máximo, com alguma equipa de localidades como Navasfrias, em Espanha.
Esta equipa é constituída pelos seguintes elementos:
Atrás (da esquerda para a direita) – João Nabais, Zé Nabais, Zé Manel Cardepe, Mingo Cardepe, João Rambóia e Romeu Tolda.
À frente (da esquerda para a direita) – Manuel Lopes, Maurício da Ti Maria Neta, Fernando Carrilho, Fausto Carrilho e Jeremias Carrilho.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Craques portugueses e brasileiros participam em anúncio publicitário da Nike.

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O F.C. Porto sagrou-se este domingo campeão nacional de futebol pela 24.ª vez, ao derrotar o Nacional da Madeira, por 1-0, na 28.ª jornada da Liga. É o quarto campeonato consecutivo dos dragões, sendo também o 17.º campeonato desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do clube em 1982. Jesualdo Ferreira fez história ao tornar-se o primeiro treinador português a conquistar três campeonatos nacionais de futebol consecutivos.

F.C. Porto Campeão

jcl

O Sporting Clube do Sabugal comemora 70 anos de existência no próximo dia 25 de Março. Para uma região pouco atreita a entusiasmos pelo desporto-rei, na modalidade de futebol de 11, séniores masculinos, é caso para admirar tão longa sobrevivência, sem grandes apoios ou patrocinios.

José MorgadoComo todos os clubes de futebol e principalmente agora, têm altos e baixos, quando não a extinção e o Sporting Clube do Sabugal (SCS) não foge à regra.
O período mais negro de que me lembre, foi há dez anos, quando o Sporting sabugalense, desistiu do Campeonato da 1.ª Divisão, na época 1998/99, ficando sujeito a uma sanção disciplinar, não podendo, durante dois anos, participar em qulquer prova federada e numa altura em que o municipio construiu o novo estádio.
No entanto o Conselho Disciplinar da Associação de Futebol, decidiu aplicar a Lei da Amnistia ao SCS e a todos os árbitros envolvidos em processos disciplinares, permitindo ao clube, regressar com a sua equipa senior ao Campeonato Distrital da 2.ª Divisão.
Em boa hora foi readmitido, porque nesse mesmo ano, sagrou-se campeão na época 2000/2001 e consequentemente à subida à 1.ª Divisão Distrital.
Mas uma das melhores épocas foi a de 1988/89, ao sagrar-se campeão da 1.ª Divisão Distrital.
Na presente época e após a 16.ª jornada em que participam 16 equipas do distrito da Guarda, o SCS encontra-se com os mesmos pontos (34) do Aguiar da Beira e do Mêda, embora o primeiro com menos um jogo.
O futebol, quer se queira quer não, arrasta multidões e é um polo dinamizador de outras actividades locais. O Sabugal bem precisa que eventos destes com carácter permanente, sejam uma realidade.
Sporting Clube do SabugalParabéns à actual equipa dirigente, nas pessoas do seu presidente, Carlos Janela, treinador, José Carvalho, treinador-adjunto-Manuel Barbosa, director desportivo, Carlos Capela e todo o plantel.
Que a comemoração da efeméride, não passe ao largo e que não seja por falta de lembrança.
Não posso terminar sem fazer uma referência muito elogiosa a uma outra equipa de futebol do concelho, que pugna e muito bem pela subida à 1.ª Divisão Distrital, a Associação Cultural e Desportiva do Soito. No conjunto de oito equipas do Campeonato Distrital da 2.ª Divisão Série A, o clube do Soito continua invencível e a liderar o grupo com 24 pontos, após a oitava jornada, seguida pela Guarda D F C, com19 pontos.
Neste domingo, vai ao campo da ACD Castanheira, que está em penúltimo com 4 pontos.
Não deixem os créditos por mãos alheias!
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

As conquistas do Sporting dos anos 40 e 50 – que o transformaram no mais poderoso clube de futebol em Portugal – valeram-lhe, portanto, grande capacidade de mobilização um pouco por todo o país, conquistando o clube uma dimensão claramente nacional e cada vez mais populista.

José GuilhermeEm todas as regiões de Portugal cresceram núcleos numerosos de simpatizantes e sócios do Sprting, surgindo inúmeras filiais. Espalhava-se a «identidade sportinguista», Zonas como o Alentejo e as Beiras tornaram-se «bastiões» particularmente fortes desta identidade. As vitórias da equipa de futebol catapultaram o clube definitivamente para uma dimensão popular, afastando-se assim o espectro elitista dos primeiros anos. Para este crescendo de popularidade muito ajudou a humildade e a qualidade humana e futebolística de muitos dos jogadores sportinguistas que formaram a fabulosa equipa dos anos 40 e 50. As origens sociais humildes de muitos destes jogadores permitiram o aproximar do clube ao povo amante do futebol. E não tivesse sido o imparável Benfica dos anos 60 e 70, o Sporting poderia hoje ser o maior clube português em termos de simpatlzantes.
Apesar da hegemonia «encarnada» dos anos 60 e 70, os «leões» conseguiram manter uma assinalável regularidade competitiva, alcançando mesmo uma extraordinária vitória no plano europeu, com a conquista da prestigiada Taça das Taças, em 1964. Foi um momento único na história do clube. Nessa gloriosa campanha europeia, o Sporting foi um conjunto eminentemente ofensivo, marcando 36 tentos em 12 partidas … Num só jogo, contra o Apoel Nicósia, os «leões» marcaram 16 golos. Na equipa brilhavam nomes como Carvalho, Fernando Mendes, João Morais, Mascarenhas (melhor goleador do Sporting na prova, com 11 golos) ou Hilário, entre muitos outros. Mas o que fez realmente a diferença foi o «todo» e não as individualidades, com a equipa a apresentar sempre uma forte coesão defensiva, eficácia no ataque e uma grande determinação. Para a história ficou a eliminatória dos quartos-de-final frente ao Manchester United, em que depois de uma pesada derrota por 1-4 em Inglaterra, os «leões» conseguiram uma reviravolta extraordinária em Lisboa, vencendo por 5-0. A «raça leonina» ficava assim comprovada, com os jogadores a assumirem em campo uma postura combativa, aliada a um grande talento, acreditando sempre na vitória. Essa mística era assegurada por jogadores como Fernando Mendes (o «capitão» de equipa) ou Hilário da Conceição.
No plano nacional, o Sporting sofreu então os efeitos da hegemonia benfiquista, tendo apenas conseguido amealhar cinco títulos nacionais nas décadas de 60 e 70. Mas soube sempre resistir e lutar contra o enorme poderio «encarnado». Registe-se que apenas em 1965 o Benfica ultrapassou definitivamente o Sporting em número de títulos nacionais conquistados. Até aí, a superioridade fora quase sempre do Sporting, que em 1954 liderava por 9-7 (sendo que estamos a contabilizar os três títulos benfiquistas na I Liga). A identidade do clube está também grandemente ligada à aposta na formação, «nascendo» nas escolas do Sporting grandes talentos do futebol português e internacional, como foram os casos dos históricos Jorge Vieira e Adolfo Mourão, ou, mais recentes, de Vítor Damas, Paulo Futre, Luís Figo e Beto. O clube tentou desta forma criar e manter sempre um espirito muito próprio, o que nem sempre foi alcançado nas duas últimas décadas do século, marcadas pela passagem, muitas vezes em catadupa, de treinadores pelo «banco» do Sporting. Esta instabilidade em nada contribuiu para a manutenção e reforço dessa mística «leonina», tantas vezes maltratada pelos erros de gestão directiva que conduziram a um largo periodo dominado pelo insucesso desportivo.

Atravessar o deserto com galhardia
Não foram nada agradáveis os tempos vividos então pelo Sporting. A partir de 1982 (ano em que se sagrou campeão e vencedor da Taça de Portugal), o clube entrou no periodo mais negro da sua história desportiva, somando 18 longos anos sem conseguir conquistar qualquer título de campeão nacional (repetindo o que tinha sucedido ao FC Porto entre 1959 e 1978), e apenas ganhando uma Taça de Portugal, em 1995.
Mas na derrota, como na vitória, os sportinguistas souberam, então, mostrar por que é que costumam afirmar que são um clube diferente dos outros: não deixaram de apoiar as diferentes equipas que tentaram inverter a situação, encheram muitas vezes o Estádio José de Alvalade quando tudo parecia correr mal, enfim, demonstraram que o Sporting não queria «ganhar a todo custo» (como os outros, afirmam). Talvez nesta postura viva ainda algum do elitismo característico do nascimento do clube. Uma espécie de herança «genética» dos seus fundadores e mentores.
Para o Sporting, a «travessia do deserto» resultou na custosa perda do segundo lugar no «campeonato dos campeonatos nacionais» para o FC Porto, mas acabou por ser também uma prova de resistência e de força moral, além de que o segundo lugar em número de adeptos continua a ser «verde-e-branco», apenas superado pelo incontável universo «encarnado».
Como não há bem que sempre dure, (os «cinco violinos») nem mal que, não acabe (a década de 90), também o fim do deserto de vitórias sportinguistas no futebol surgiu em 2000, para comemorar o final de um século em que o clube deixou marca indelèvel no desporto português.
E da mesma forma que raramente se pode acusar os «leões» de não saberem perder, ninguém pode dizer que o Sporting de 1999/2000 não soube ganhar … O mesmo se pode dizer da equipa 2001/02, que chegou à «dobradinha» 20 anos depois.
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

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O ano de 1906 foi o primeiro da existência de um dos mais significativos emblemas da história do futebol em Portugal, o Sporting Clube de Portugal. Representando a essência da própria origem do futebol no país, o Sporting Club de Portugal nasceu em «berço de ouro», no seio da aristocracia lisboeta do inicio do século.

José GuilhermeOs primeiros estatutos do clube não esquecem a referência a uma agremiação formada por pessoas da boa sociedade e dão a prioridade ao ténis como desporto a ser praticado no clube. Um dos traços identitários do Sporting ficava desde logo esboçado, embora muitas coisas viessem a mudar, principalmente a partir dos anos 40, graças a muitas e gloriosas vitórias e exibições dos célebres «Cinco Violinos», que tornaram o Sporting extremamente popular um pouco por todo o país e em todas as camadas sociais. Nos primórdios do clube, a situação social e financeira privilegiada dos seus mentores e sócios, principalmente de José Roquette e do seu tio, o Visconde de Alvalade, ajudou a reunir condições físicas e humanas para a prática do futebol, algo sem paralelo nos outros clubes da altura. A equipa do Sporting dispunha de um dos melhores recintos da época e contava com exímios jogadores vindos do Sport Lisboa (formação que esteve na origem do SL Benfica), que não tinha onde treinar. Esta solução encontrada pelos «leões» para juntarem uma boa formação, acabaria por dar origem aos primeiros passos de uma rivalidade quase centenária, entre o Sporting e o BenfIca, e que ocupa lugar destacado na história do desporto português.

O ciclo dourado dos «famosos cinco»
O Sporting começou a criar fama de equipa «grande» na disputa do Campeonato de Lisboa, prova em que exerceu um domínio quase avassalador, entre 1922 e 1947, vencendo 16 em 25 títulos possíveis, sendo que 6 deles, foram consecutivos (entre 1934 e 1939). Esta hegemonia futebolística dos «leões» em Lisboa alargou-se ao plano nacional durante toda a década de 40 e 50. Entre 1947 e 1954, o Sporting conquistou sete campeonatos nacionais em oito possíveis, alcançando ainda o primeiro «tetra» da história, entre 1951 e 1954. Eram os tempos dos inesquecíveis «Cinco Violinos», provavelmente a maior referência da identidade sportinguista até aos nossos dias. Pena foi que nesta altura ainda não existissem as competições europeias, pois se tal acontecesse com certeza que Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano (acompanhados por outros excelentes praticantes) teriam brilhado e deslumbrado por essa Europa fora. Curiosamente, o Sporting ficaria ligado ao nascimento dessas mesmas competições europeias. Quando em 1956, na primeira edição da Taça dos Campeões, Martins foi o marcador do primeiro golo da competição, no jogo inaugural da prova, que opôs Sporting e Partizan Belgrado, no Estádio Nacional. Nesta altura, o Sporting era a equipa portuguesa com mais prestígio a nível internacional, não sendo de estranhar por isso o convite para o clube «leonino» participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, quando quem tinha vencido o Campeonato Nacional (1954/55) fora o Benfica. Alguns anos antes, em 1949, o Sporting tinha ido à final da Taça latina, perdendo com o Barcelona por um escasso 2-1.

Uma identidade cada vez mais nacional
Como seria de esperar, o sucesso e a fama do Sporting dos «Cinco Violinos», que dominou o futebol em Portugal durante tantos anos, acabaria por redundar num processo de popularização do clube, tanto no sentido do aumento do número de adeptos em todo o país, como no sentido da expansão social do próprio clube, que progressivamente foi chegando a outras camadas sociais. Um bom indicador deste processo de difusão social foi o facto de apenas na década de 50 deixar de ser obrigatória a exposição pública da proposta de sócio durante uma semana, na sede do clube, para assim ser possivel contestar a idoneidade ou a irrepreensibilidade da conduta do candidate a sócio «leonino». Assim, ser sócio do Sporting era sinónimo de respeitabilidade e honorabilidade.
(Continua na próxima semana.)
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

O FC Porto, originalmente fundado em 1893, mas cuja vida regular se inicia em 1906, sempre «catalisou» poderosamente uma identidade social iminentemente local: a cidade e a região a que pertence.

José GuilhermeSignificativo, ainda, é o facto de cronicamente se apresentar como principal presentante de uma identidade marcada por uma auto-imagem baseada em representações sociais que afirmam a injustiça e a discriminação de que a mesma se sente vítima, provocando uma situação de confronto regionalista de que o clube é o mais importante símbolo. A isto não será estranho, com certeza, a situação histórica do Porto como segunda cidade do país.
O caso do FC Porto, e dos seus adeptos, é particularmente feliz no que toca à relação entre a identidade local e a paixão pelo futebol, ao demonstrar como o jogo e a equipa de futebol surgem como ocasião é motivo privilegiado para afirmar os principais valores do colectivo e a sua identidade própria.
O futebol, como qualquer facto cultural, é apropriado de diferentes formas consoante os contextos sociais. É sentido e significa coisas diferentes em locais diversos. Por isso os clubes de futebol são diferentes uns dos outros; possuem culturas distintas. São os elementos-tipo dessa cultura do clube de futebol que aqui se pretende categorizar, com referência ao caso da identidade «portista».

Contra Lisboa
Algumas das principais auto-representações da comunidade em que se insere transformam o FC Porto numa identidade de resistência ao que é considerado como o poder centralista no país. O futebol parece constituir o mais poderoso instrumento desse descontentamento expresso. Entre os habitantes da cidade, o campo desportivo foi sempre encarado como terreno propício à expressão do sentimento (mais vasto) de discriminação e injustiça, relativamence à capital, de que sempre se sentiram vítimas, contribuindo para o agravamento desse sentimento o facto dos resultados obtidos, até aos anos 80, serem nitidamente inferiores aos dois principais «rivais» de Lisboa (apenas cinco titulos nacionais contra 23 do Benfica e 15 do Sporting).
Não admira, pois, que os resultados da equipa sempre tenham sido vividos e sentidos como muito significativos e fundamentais pelos adeptos do cIube. As vitórias servem para afirmar a identidade de resistência, em que a autovalorização se processa sempre em oposição aos «inimigos» de Lisboa, seguindo diversas formas de denúncia e regionalismo. Expressões como «O Porto é uma nação» ou «O Porto deu o nome a Portugal», surgem como resposta à velha maxima lusitana criada por Eça de Queiroz, «Portugal é Lisboa, e o resto é paisagem», e marcam bem este tipo de atitudes e discursos.
As vitórias portistas no futebol são, afinal, novos elementos a juntar ao vasto e continuo processo de afirmação e de autovalorização da comunidade, em contraposição às identidades a que esta se opõe. Assim foram recebidas as grandes vitórias do clube nos anos 20 e 30, como seriam depois festejados os triunfos obtidos em catadupa mais para o final do século, que incluíram a afirmação internacional de 1987 e o «penta» dos anos 90.
No que diz respeito aos significados atribuídos às derrotas (e é importante notar que durante largos períodos de tempo, de 1940 a 1956 e de 1959 a 1978, o FC Porto foi um clube «perdedor»), estas são caracteristicamente vistas como a comprovação da injustiça e discriminação regionalista, já que por norma são associadas a más decisões dos árbitros, à manipulação de resultados por parte dos adversários, ou ainda aos infortúnios do destino.
(Continua na próxima semana.)
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

Em 1904 surgiu o primeiro dos clubes assentes numa base popular em Portugal: o Sport Lisboa. Num tempo em que o desporto era actividade selecta, este facto assume grande importância social. Curiosamente o carácter popular do Sport Lisboa (depois, SL Benfica) marcaria toda a sua longa existência, transformando-se na sua imagem de marca, na sua identidade própria.

José GuilhermeConvém perceber, e muitas vezes tal não acontece, que a vida de um clube de futebol possui significados e simbolismos sociais vastos e complexos (transpostos, ou transferidos se preferirem, para a esfera pessoal), que ultrapassam em muito os meros resultados das competições desportivas. O futebol, como qualquer facto cultural, é apropriado de diferentes formas consoante os contextos sociais. É sentido e significa coisas diferentes em locais diversos. Por isso os clubes de futebol são diferentes uns dos outros: possuem culturas, histórias e identidades distintas. Tracemos, então, alguns dos elementos principais da identidade «Benfica».
Na sua origem, o Sport Lisboa juntou pessoas oriundas de diferentes estratos sociais, principalmente do bairro de Belém, o que lhe conferiu um cunho muito popular, eclético e democratico.
Estas características, felizmente. nunca se perderam. Bem pelo contrário. expandiram-se ao longo dos anos, e estenderam-se, já não só a Belém (de onde o clube saiu em 1908, aquando da fusão com o Sport de Benfica), já não só a Lisboa, mas a todo país. A massa impressionante de adeptos do SLB explica-se por vários factores, sendo o primeiro deles o facto de ter sido o primeiro clube português a desalojar os ingleses do Carcavellos da liderança do futebol lisboeta, tornando-se a mais bem-sucedida formação dos anos 10, em Portugal.
Além disso, o próprio carácter popular do clube, traduzido nos recursos financeiros limitados, que impediam, por exemplo, o aluguer de um campo de jogos adequado, ou o papel preponderante na vida do clube de homens oriundos de camadas sociais menos favorecidas, como Manuel Goularde (o empregado da Farmácia Franco que, juntamente com Cosme Damião, foi a primeira «alma» da agremiação, lutando pela sobrevivência do clube nos piores momentos da «infância» deste) ou a ascensão de um operário, Manuel da Conceição Afonso, a presidente de uma Direcção nos anos 30, transformou-se num factor de atracção de adeptos oriundos das camadas menos favorecidas.
Por isso se pode afirmar que o Benfica dispôs sempre da maior riqueza: a popularidade.

O mais português…
Outra razão fundamental para a popularidade do Sport Lisboa e Benfica foi a tradição de apenas utilizar jogadores portugueses. Assim foi sempre até 1978, altura em que uma Assembleia Geral do Clube aprovou a possibilidade de utilização de jogadores estrangeiros. Os tempos haviam mudado, designadamente porque terminara o acesso facilitado a jogadores das colónias portuguesas, entretanto independentes (desde 1974). Curiosamente, o Benfica foi o clube em Portugal que mais recorreu a este «mercado», tendo construído muito do seu sucesso através desta inteligente politica de aquisições.
Nomes cruciais da história do Benfica, como Eusébio, Coluna, José Águas, Costa Pereira, entre tantos outros, eram oriundos das então possessões ultramarinas. Igualmente interessante é o facto de apesar de jogar apenas com portugueses durante quase 75 anos, o Benfica apenas ter tido um treinador português campeão nacional neste periodo, Mário Wilson (1976). Mesmo depois disso só Toni (1989 e 1994) conseguiu repetir o feito.
Todos estes factores contribuíram largamente para que durante muito tempo se dissesse que o Benfica era o «mais português» de todos os clubes portugueses, até como forma de marcar a diferença e a superioridade sobre os outros «grandes» do futebol luso que sempre promoveram a utilização de estrangeiros nas suas equipas. Daqui terá resultado, em grande parte, a génese desta identidade benfiquista de foro eminentemente nacional, ao contrário de outras identidades clubistas: local no caso do FC Porto, elitista no do Sporting ou bairrista no do Belenenses. Este estado de coisas «agravou-se» na década de 60 com o grande sucesso internacional do Benfica, aprofundando-se a ligação clube-nação, já que os êxitos das «águias» eram sentidos como êxitos portugueses, ainda para mais numa altura em que era grande a pressão política internacional sobre o país, devido à Guerra Colonial.
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
(Continua na próxima semana.)

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

Iniciamos hoje, segunda-feira, 2 de Junho, uma nova coluna de opinião coincidindo com a chegada da Selecção Nacional de Futebol a Neuchatel para participar no Campeonato da Europa de Futebol Suíça-Áustria-2008. O futebol é a paixão do povo e a comprová-lo está a apoteótica recepção dos emigrantes portugueses aos craques escolhidos por Luiz Felipe Scolari.
O José Guilherme (que conheço desde os tempos de «A Bola») é especialista em estatísticas dos jogos e dos jogadores, correspondente da IFFHS-Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, passou pela «A Bola» e actualmente colabora no diário desportivo «Record». É, igualmente, administrador de um blogue «recordesdabola.blogspot.com» que divulga a arqueologia do futebol português. Bem-vindo!
jcl

O campeonato de futebol da primeira divisão distrital da Guarda teve este fim-de-semana a quinta jornada, onde o Sporting Clube do Sabugal goleou o Grupo Desportivo e Cultural dos Açores, com cinco golos sem resposta.

Sportingo Clube do SabugalO Sporting Clube do Sabugal ocupa actualmente a quarta posição da tabela classificativa, com nove pontos, a apenas três do Gouveia, que é líder do campeonato. Mas o mais surpreendente é o goal-average dos sabugalenses, que já marcaram um total de 15 golos, tendo sofrido apenas três.
Até ao momento a equipa do Sabugal ainda não conheceu a derrota. Obteve duas vitórias e três empates, sendo as vitórias muito expressivas, goleando em ambas os adversários. Porém note-se que esses adversários foram o NDS e os Açores, equipas que ocupam os derradeiros lugares da tabela classificativa, pelo que restam ainda muitos jogos para os sabugalenses provarem o seu real valor.
A quinta jornada, disputada neste último domingo, dia 21 de Outubro, teve os seguintes resultados: Mileu 2 – Gouveia 4; Almeida 0 – Meda 1; Açores 0 – Sabugal 5; NDS 2 – Manteigas 4; Fornos 1 – Vila Cortez 0; Aguiar da Beira 1 – Lageosa 1; Vilanovenses 0 – V. Formoso 0; Foz Côa 0 – Trancoso 0.
No próximo domingo, dia 28, o Sabugal recebe o Almeida.
plb

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