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A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal marcou presença no segundo Grande Capítulo da Confraria da Marmelada de Odivelas que se realizou este sábado, 24 de Novembro, no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo.

A cerimónia de entronização de novos confrades realizou-se este sábado, dia 24 de Novembro, em Odivelas, com a presença de muitas pessoas ligadas ao poder local e empresarial, bem como diversas confrarias gastronómicas vindas de todo o país, entre as quais ao do Bucho Raiano, que ali esteve representada por seis confrades.

Lição de História de Máxima Vaz da Igreja do ConventoPelas 11 horas, após a concentração dos convidados, iniciou-se uma visita ao Mosteiro de São Dinis e São Bernardo. A cicerone foi a Professora Máxima Vaz, natural da Abitureira, freguesia de Vila do Touro, Sabugal, e residente em Odivelas. Doutorada em História é uma das mais importantes individualidades odivelenses e condecorada por entidades como o Rotary Clube de Odivelas ou a Confraria da Marmelada. A Junta de Freguesia de Odivelas atribuiu-lhe o nome de uma rua e a Câmara Municipal fez o mesmo em relação a uma escola básica do concelho.
A historiadora que conhece como ninguém, ou como muito poucos, a história do Reinado de D. Dinis, cativou a audiência pela forma clarividente com que exibiu o seu extenso saber, sempre doseado com um humor bem oportuno. Começou por mostrar o átrio da Rainha Santa, a cozinha velha do mosteiro, os claustros, a sala do capítulo, tendo a aula de história e a visita acabado na igreja do Mosteiro, junto ao túmulo do Rei Dom Dinis.
Máxima Vaz explicou o papel de D. Dinis em Odivelas, onde mandou erigir o mosteiro alegando fazê-lo em resultado de uma promessa que fizera quando no momento em quue foi atacado por um urso quando andava a caçar. Admiradora da figura histórica do Rei Lavrador, explicou ainda o seu papel relevante na consolidação das fronteiras do país, no desenvolvimento da economia e a sua habilidade na política e diplomacia do reino perante os demais monarcas europeus.
Maria Máxima Vaz concluiu a sua viagem «dinisina» afirmando que «Odivelas deve a sua existência a D. Dinis porque se não tivesse sido este Rei esta Terra não teria passado da vulgaridade, não teria tido história alguma».

Confrades do Bucho Raiano em OdivelasA cerimónia de entronização dos novos confrades aconteceu na sala do capítulo do convento, que estava repleta de pessoas, entre convidados e assistentes.
Na cerimónia foram entronizados 22 novos confrades, que prestaram juramento e receberam as insígnias, entre os quais José Carlos Lages, vice-chanceler da Confraria do Bucho Raiano, que residindo em Odivelas quis pertencer à confraria local.
À cerimónia de entronização seguiu-se o almoço no refeitório do Instituto.
A representar a Confraria do Bucho Raiano estiveram, para além do vice-chanceler, o grão-mestre Joaquim Silva Leal, o chanceler Paulo Leitão Batista, o almoxarife Paulo Terras Saraiva, e ainda as confreiras Delfina Leal e Ana Paula Sousa.
plb

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As comemorações do Dia do Concelho, 10 de novembro, foram um momento alto da afirmação da identidade do Concelho do Sabugal, corporizado na valia dos sabugalenses e das instituições galardoadas.

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaComo sabugalense e como Presidente da Assembleia Municipal foi com grande orgulho que me associei à comemoração dos 716 anos da confirmação pelo rei D. Dinis dos foros do Sabugal.
Permito-me assim transcrever as breves palavras que dirigi aos sabugalenses presentes, com natural destaque para os galardoados:
«Foi em 10 de novembro de 1296 que o rei D. Dinis confirmou os foros do Sabugal, documento que reconhecia a importância que os monarcas portugueses atribuíam a estas terras fronteiriças.
Naturalmente não me cabe a mim tecer grandes considerações sobre a importância deste acontecimento, mas não posso deixar aqui de dizer o quão orgulhoso me sinto por pertencer a uma comunidade cujas raízes se perdem nos confins da história.
Já o disse em outras ocasiões e aqui o reafirmo: uma comunidade que assenta as suas raízes em tempos tão distantes e que ao longo dos anos soube resistir e prosperar, tem em si, os elementos necessários para fazer frente a estes tempos tão difíceis.
Estou convencido que a nossa existência centenária será o caldo da sabedoria onde encontraremos as soluções que permitirão aos nossos vindouros continuarem na senda do progresso!
E é por isso que esta forma singela de comemorar a data do primeiro foral, onde salientamos os que de nós se vão destacando, deve ser, sobretudo, um momento de exaltação da identidade e da força dos que no Concelho residem e trabalham, mas também dos milhares e milhares de sabugalenses que se espalharam um pouco por todo o mundo.
E o reconhecimento público do mérito das pessoas e entidades, traduzido numa simples medalha, é, por um lado, o nosso agradecimento público pela dedicação e entrega à causa sabugalense, mas deve ser também, um incentivo para que todos nos empenhemos na construção de um futuro melhor para o nosso Concelho do Sabugal.»

PS: «O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça» (C. Chanel).
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

O Centro Histórico de Trancoso acolhe nos dias 25 e 26 de Junho a Festa das Bodas Reais do rei D. Dinis e da então Infanta Isabel de Aragão numa cerimónia de recriação histórica.

Bodas Reais D. Dinis e Santa Isabel

O passado torna-se presente e Trancoso engalana-se de forma singular para evocar a História e sobretudo o encontro e Bodas Reais do rei D. Dinis e a então Infanta Isabel de Aragão que viria a ser conhecida por Rainha Santa Isabel por graça da sua bondade e virtudes e a quem Trancoso foi doada em 1282.
Trancoso orgulha-se dos seus pergaminhos históricos desde os alvores dos tempos e foi, desde sempre, terra procurada e cobiçada, palco de pelejas e de paz, terras de interculturalidade onde ao longo dos séculos se cruzaram nas estreitas ruas do hoje Centro Histórico o clero, a nobreza e o povo, cristãos, judeus e mouros, poetas, profetas, literatos vários, pintores, escultores, físicos e médicos, almocreves, sapateiros, correeiros, tratantes, ferreiros, paneiros, barbeiros, cavadores e ceifeiros, monges e freiras, padres, rabinos e vizires, heróis de lança e espada mas também de enxada, beneméritos e filantropos, políticos, diplomatas, juristas. homens e mulheres de Estado e gente anónima.
É este tempo que a Festa da História revive por entre tendas onde, tal como no passado, se vendem pão e doces, arte e artesanato, rendas e bordados, adornos, licores e frutas, à mistura com tabernas, acampamentos militares, mesteirais medievais.
O evento, em cujo desfile (Cortejo Régio) participam habitualmente algumas centenas de figurantes, designadamente alunos do curso de Animação Sociocultural da Escola Profissional da cidade, elementos dos grupos de animação, associações e outros estabelecimentos de ensino da região, vem já tendo «um grande alcance económico, cultural, turístico e social que enriquece o programa de iniciativas que a Trancoso Eventos desenvolve tanto na cidade como no resto do concelho», afirma Júlio Sarmento, presidente da Câmara Municipal de Trancoso.
No que respeita aos trajes, são em Trancoso confeccionados e realizados na maioria e há seguramente uma dúzia de anos e graças ao empenhamento da professora Maria Emília Tracana, pela Escola Profissional, que chega inclusivamente a cedê-los a San Felices de los Gallegos, vila histórica medieval acastelada de Espanha geminada com Trancoso, próxima da fronteira no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e do rio Águeda, onde igualmente se recriam Bodas Reais.
No Centro Histórico de Trancoso, nesses dias de festa, à mesa, designadamente no âmbito da Ceia Medieval, não faltam, a aguçar o apetite, pratos de aves e javali, papas de milho e vinho, mas também assados, múltiplos petiscos e, é claro, licores, muitos licores.
Em tendas espalhadas pela Rua da Corredoura, a partir das Portas d’El-Rey, vendem-se artigos árabes (do Norte de África), adornos, decoração, artesanato, bordados, ourivesaria, ferrarias e armaduras, escudos e espadas, calçado, por entre malabarismos de fogo, reinações, folias e bailias.
As três principais religiões dominantes na época medieval (judaica, muçulmana e cristã) foram objecto, na última edição, de uma exposição com utensílios religiosos, indumentárias, objectos litúrgicos.
E não faltarão bailias, trovas e trovadores, folguedos, danças, desafios e torneios, saltimbancos e bobos, povo… muito povo!
jcl (com Gab. Comunicação e Imagem da C.M. Trancoso)

A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem sombra de dúvida o «Milagre das Rosas». Segundo a lenda portuguesa, numa manhã fria e geada de Inverno, a rainha saiu do castelo de Sabugal para fazer a caridade aos mais desprotegidos da sociedade, levando no seu regaço pedaços de pão e outros víveres. Foi, de imediato, interpelada pelo rei seu marido, que a questionou: «Que levais no regaço?» A rainha logo respondeu: «São rosas, Senhor!» Desconfiado D. Dinis inquiriu-a de novo: «Rosas de Inverno?» A rainha mostrou então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele só haviam rosas, ao contrário do pães que aí colocara.

Milagre das Rosas - Rainha Santa Isabel - D. Dinis - Castelo do SabugalIsabel de Aragão, mais conhecida pela Rainha Santa Isabel, beatificada e posteriormente canonizada nasceu no palácio de Aljaferia na cidade de Saragoça, no ano de 1271. Era filha de D. Pedro III e de sua mulher Dona Constança de Navarra. Era seu avô paterno D. Jaime I; por via materna era descendente de Frederico II do Sacro Imperador Romano-Germânico. Era a filha mais velha de uma prole de cinco irmãos, dos quais se destacam os que foram reis aragoneses Afonso III e Jaime II, e Frederico II rei da Sicília.
Teve uma educação palaciana, e desde tenra idade mostrava gosto pela meditação, rezas, jejuns, em contra ciclo com as jovens de então, que gostavam de exibir-se, vestindo-se luxuosamente com enfeites e jóias, ouvindo música, passeando e divertindo-se.
Dona Isabel era de uma formosura e de grandes virtudes, que lhe granjearam a cobiça da sua mão por parte de diversos príncipes. No ano de 1288 e com 17 anos de idade, Isabel casa-se por procuração com o rei D. Dinis, na cidade de Barcelona. Em Junho desse ano, a boda é celebrada na vila de Trancoso, acrescentando essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas, a chamada (Casa das Senhoras Rainhas). Recebeu como dote, além de Trancoso, as vilas de Alenquer, Óbidos, Abrantes e Porto de Mós; mais tarde foi detentora dos castelos de Portel, Montalegre, Monforte, Chaves, Gaia, Ourém, Sintra, Vila Viçosa, para além de rendas em numerário das vilas de Leiria e Arruda, nos anos de 1300, Torres Novas em 1304 e Atouguia da Baleia no ano de 1307, etc… Do seu casamento com D. Dinis, advieram dois filhos; primeiro Dona Constança que nasceu em 1290 e casou mais tarde com Fernando IV de Castela; e depois D. Afonso IV que nasceu no ano de 1291, e que mais tarde herdaria a coroa de Portugal por sucessão do seu pai.
Nos primeiros anos de casada acompanhava o marido por todo o país, dando dotes a raparigas pobres e educando os filhos de cavaleiros sem posses. Devido à sua bondade e saber, foi cativando a simpatia do povo. Segundo constam as crónicas da época, o seu marido humilhava-a profundamente com as conquistas extra-conjugais. Foi uma apaziguadora de ânimos exaltados entre o marido e o filho, futuro rei D. Afonso IV, que se guerrearam por este considerar que o pai demonstrava imenso afecto pelo filho bastardo Afonso Sanches.
Durante a sua vida e enquanto o marido foi vivo, esforçou-se por manter uma postura digna de rainha de alta linhagem e esmerada educação. Segundo a história, D. Dinis das diversas vezes que se deslocava para visitar as suas damas, e a rainha sendo sabedora dessas atitudes, respondia-lhe com esta evasiva «Ide vê-las, Senhor». D. Dinis faleceu no ano de 1325, tendo a rainha D. Isabel recolhido ao Convento de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, vestindo o hábito da Ordem das Clarissas. Após o ingresso, entregou-se inteiramente às obras de assistência que durante a vida de seu marido tinha fundado; mais tarde, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que tinha fundado, fez-se terciária franciscana, depondo a coroa real no Santuário de Santiago de Compostela e ofertou os seus bens aos mais necessitados.
Foi viver para Coimbra, onde fixou residência junto ao convento de Santa Clara, mandando edificar o hospital de Coimbra, o de Santarém e o de Leiria para recolher os enjeitados e abandonados.
Somente uma vez saiu do Convento, e isso aconteceu no ano de 1336, quando seu filho D. Afonso IV declarou guerra ao seu sobrinho, D. Afonso XI de Castela, neto da Rainha D. Isabel, porque segundo consta, se deveu aos maus tratos que infligia à sua mulher D. Maria filha do rei português. Mais uma vez a Rainha Santa Isabel usou da sua inteligência, saber e bondade, evitando a guerra entre os dois exércitos, colocando-se entre eles, proporcionando a paz.

Milagre das Rosas no Largo do Castelo do Sabugal
A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem sombra de dúvida o «Milagre das Rosas». Segundo a lenda portuguesa, numa manhã fria e geada de Inverno, a rainha saiu do castelo de Sabugal para fazer a caridade aos mais desprotegidos da sociedade, levando no seu regaço pedaços de pão e outros víveres. Foi, de imediato, interpelada pelo rei seu marido, que a questionou: «Que levais no regaço?» De imediato respondeu: «São rosas, Senhor!» Desconfiado D. Dinis inquiriu-a de novo: «Rosas de Inverno?» A rainha mostrou então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele só haviam rosas, ao contrário do pães que aí colocara.
O primeiro registo escrito do milagre das rosas encontra-se na Crónica dos Frades Menores; no entanto com o passar dos tempos a tradição popular, introduziu variantes, como moedas de ouro que se transformaram em rosas e vice-versa. O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres. A sua imagem é venerada pela Igreja Católica. Foi beatificada no ano de 1516 pelo Papa Leão X e canonizada no ano de 1625 pelo papa Urbano VIII. O principal templo de veneração é a Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova em Coimbra e a capela do Castelo de Estremoz; a festa litúrgica realiza-se a 4 de Julho, sendo as suas atribuições – representada como rainha de Portugal, com rosas no regaço do vestido. Faleceu no dia 4 de Julho de 1336, deixando no seu testamento grandes legados a hospitais e conventos, visando sempre o amparo dos mais desprotegidos.
in «História de Portugal» de Manuel Pinheiro Chagas.
aps

No dia 17 de Abril de 2010 escreveram-se mais umas linhas na história do concelho do Sabugal, das suas tradições e da sua gastronomia. O 1.º Capítulo e Cerimónia de Entronização da Confraria do Bucho Raiano merecem ficar documentados para mais tarde recordar. (Parte 1).

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA BUCHO RAIANO – 17-4-2010
Fotos Câmara Municipal do Sabugal – Clique nas imagens para ampliar

1 – Parabéns a todos! O entusiasmo e a dedicação dos participantes compensam todos os trabalhos e canseiras que antecederam este dia histórico.

2 – Correspondendo a vários pedidos que nos chegaram a oração de sapiência do escritor Célio Rolinho Pires vai ser publicada no Capeia Arraiana dividida em duas partes nos domingos, 25 de Abril e 2 de Maio.

3 – Os interessados em pertencer à Confraria do Bucho Raiano devem fazer o seu pedido de admissão junto dos confrades entronizados ou através do correio: confrariabuchoraiano@gmail.com

4 – O 2.º Capítulo está marcado para o dia 5 de Março de 2011, sábado de Carnaval, num restaurante do concelho do Sabugal a decidir em reunião de Chancelaria.

As raras vozes desalinhadas que cumprem o seu eterno papel de «estar contra tudo o que foge do ramerrão instalado» fizeram-nos, no entanto, recordar o Canto IV, estâncias 94-104, de «Os Lusíadas», de Luiz de Camões. Refiro-me, claro, ao episódio do «Velho do Restelo»…
jcl

Exposição «D. Dinis – entre a história e a lenda» no Centro Cultural da Malaposta em Odivelas.


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O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Esta crónica, acompanhada de fotografia, refere-se ao (antigo) Cinema D. Dinis, que durante anos existiu na (então) vila do Sabugal.

Cinema D. Dinis - Sabugal

Joao Aristides DuarteO edifício foi concluído em 1945. Na sua construção participou o meu avô (José Francisco Duarte, já falecido) e o meu pai (Eugénio dos Santos Duarte, ainda vivo).
Ambos eram carpinteiros. Construíram o telhado, em madeira, colocaram as janelas e portas e forraram o tecto do Cinema.
O Cinema D. Dinis foi a única sala de espectáculos do Sabugal, durante muitas décadas.
Como se pode ver na fotografia, nesta época, não existia nenhum edifício contíguo ao Cinema D. Dinis.
Era no Cinema D. Dinis que se realizavam os mais variados espectáculos, da mais diversa índole (cinema, teatro, música, etc.).
Durante anos, no Cinema D. Dinis, efectuavam-se sessões de cinema, normalmente de reprise, já que na época, o hábito era que os filmes só chegassem à «província» passados uns anos, após a estreia em Lisboa. Na parte final da sua existência, as sessões de cinema já não eram da responsabilidade dos proprietários da sala, sendo apresentadas por um senhor que se dedicava ao cinema ambulante, e que vinha ao concelho.
Variadas récitas teatrais levadas a cabo no Sabugal, incluindo aquelas realizadas por estudantes do Externato Secundário do Sabugal, tiveram, também, lugar no Cinema D. Dinis.
Era, também, nesta sala de espectáculos que se realizavam os famosos Bailes de Finalistas, desde o final da década de 1960, até ao final da década de 1970.
Foi no Cinema D. Dinis que assisti a alguns dos concertos mais míticos de toda a minha vida. Desde os Faíscas (a primeira banda punk portuguesa), até aos Hosanna, passando pelos Ananga-Ranga, todas estas bandas passaram pelo Cinema D. Dinis.
Quando fui estudar para o Sabugal, em 1977, o Cinema estava já em condições precárias. Dizia-se que poderia ruir a qualquer altura, uma vez que não tinham sido feitas obras de recuperação, ao longo de muitos anos. No entanto, o edifício manteve-se até meados da década de 1980.
Foi no Cinema que assisti a muitos ensaios do conjunto sabugalense Stradivarius, no final dos anos 70, do século XX, que ensaiava no palco.
O último proprietário do Cinema D. Dinis foi o sr. Pires (que era proprietário, também, de uma padaria, no Sabugal).
O seu filho, Quim Tó (que era da minha turma), com a ajuda de alguns amigos, fez duma cave do Cinema, a primeira discoteca (dancing) da vila do Sabugal. O seu nome era Bataclã e a entrada era pela avenida que parte do (antigo) Grémio, em direcção ao tribunal.Com uma decoração toda psicadélica e umas luzes de espelhos, ficou pronta a funcionar. Não estava aberta ao público, mas apenas a convidados e amigos.
A partir de meados da década de 1980, o Cinema foi demolido e surgiu, no seu lugar, o Paliz Hotel, mais tarde transformado naquilo que é, hoje, o Raia Hotel.
O Largo onde se encontra o Raia Hotel ainda hoje é conhecido pelo nome de Largo do Cinema.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

O concelho de Trancoso engalanou-se para receber em festa sua majestades reais D. Dinis e D. Isabel de Aragão e seus séquitos, nobres e povo numa recriação do esposamento dos monarcas que aconteceu nesta cidade em 1282.

D. Dinis e D. Isabel em TrancosoA Festa da História foi organizada em 27 e 28 de Junho pela empresa municipal Trancoso Eventos, Câmara Municipal de Trancoso e pela AENEBEIRA-Associação Empresarial do Nordeste da Beira onde não faltaram torneios de armas, a reconstituição do recrutamento de homens para a defesa do burgo, o assédio e assalto por tropas castelhanas mas também os festejos da vitoria dos trancosanos com bailias, danças e folguedos.
Pelas ruas do centro histórico, vaguearam mendigos, guerreiros, judeus e mercadores, pregoeiros, taberneiros, cavaleiros e infantes, conferindo um colorido ao perímetro amuralhado na antiga «vila» agora cidade de Bandarra.
No centro da praça, o trono real acolheu os monarcas que assistiram com todas as honrarias, à pelejas e confrontos de cristãos e mouros, a danças e bailias.
O Cortejo Régio foi o momento mais visível destas celebrações anuais que atraem forasteiros e autarcas de varias paragens que, na praça central intra-muros, assistem aos torneios de armas a cavalo, venda de escravos, investidura de novos cavaleiros e por fim o «juízo eclesiástico de heréticos e relapsos e seus castigos».
Não faltou a Ceia Medieval para Fidalgos de moa agasalho, em ambiente que fez recuar aos tempos medievais e aos odores e sabores de antanho, onde não faltaram as animações e exibições de artistas e do povo.
Trancoso fez mais uma vez jus aos seus pergaminhos de um passado glorioso que se quer projectar na modernidade do presente para construir um futuro promissor.

É, sem dúvida, mais glorioso fazer uma festa para exaltar D. Dinis e D. Isabel do que comemorar a Europa que ninguém quer.
jcl (com C.M. Trancoso)

Chegado ao reino do pensamento, da linguagem e das palavras, cedo compreendi que o nosso primeiro rei não foi D. Afonso Henriques. A quem nasceu em terras de Ribacôa e sempre ouviu e leu, que estas apenas foram integradas no território que é hoje Portugal no reinado de D. Diniz, sempre se dirá que foi este o nosso primeiro rei.

José Robalo – «Páginas Interiores»Ter como primeiro rei um poeta, lavrador das letras e fundador dos Estudos Gerais, sempre preocupado com a cultura e o ensino, neto de Afonso X, «O Sábio», é de facto motivo de orgulho, até porque este rei sempre teve preocupações intelectuais, razão pela qual é ainda hoje uma figura incontornável da nossa História.
É consabido que o tratado de Alcañices que definitivamente definiu as fronteiras do nosso território, onde se reconheceu a integração das terras da Ribacôa no território que é hoje Portugal, teve a intervenção de D. Fernando de Leão e Castela e de D. Diniz de Portugal e dos Algarves e foi assinado no dia 12 de Setembro de 1297; antes de mais Alcañices foi um acordo de paz, apesar do seu texto não referir em momento algum, que com a sua assinatura se colocou fim a um estado de guerra, sendo certo que é expresso o reconhecimento de que com a sua assinatura terminaram as escaramuças de ambos os lados da fronteira.
Em nosso modesto entender, está assim definitivamente afastada a tese muito mais romântica e que se adequa melhor à imagem de um rei lavrador das letras e por isso poeta, de que as terras da Riba-Côa fizeram parte de um dote de casamento do nosso rei D. Diniz com Isabel de Aragão, como circula na transmissão oral e popular. D. Diniz apesar da sua áurea de intelectual, também foi um rei guerreiro quando tal se tornou necessário, para afirmação da nossa soberania.
Castelo do SabugalO lugar que é hoje o Sabugal foi habitado em tempos pré-históricos, como o demonstram os materiais encontrados, recomendando-se por isso uma visita ao museu da cidade, onde se pode apreciar um trabalho de louvar e saudar da empresa municipal e município com a colaboração dos seus técnicos. Nós que sempre nos lamentamos do nosso destino com algum pessimismo e masoquismo, temos tempo para visitar estas jóias da pré-história?
É de aceitar a tese de que quando os Romanos chegaram ao Sabugal, terão construído um castro para a sua afirmação, que visigodos e árabes não alteraram.
Foi D. Diniz que depois de prolongada guerra contra D. Fernando IV de Leão e Castela, conquistou diversas praças ao longo da linha de fronteira, nomeadamente na Ribacôa, sendo que nas mais importantes para garantir a defesa desse novo território, decidiu construir ou reconstruir os castelos e que tal decisão contemplou o Castelo de Sabugal. Tivemos mais sorte com este PIDDAC do D. Diniz do que com os do Eng. Sócrates.
Durante muito tempo ainda se acreditou que nas abóbadas que ostentam o escudo das Quinas, o brasão de Portugal, se encontrasse esta inscrição que se transmite oralmente, mas que nunca se confirmou:

Esta fez El-Rei D. Diniz,
Que acabou tudo que quis;
Pois quem dinheiro tiver,
Fará quanto quiser.

A jóia arquitectónica que é o nosso castelo, é assim uma obra da total responsabilidade deste nosso primeiro rei.

:: :: PARA LER :: ::
«O tratado de Alcanices e a importância histórica das terras de Riba Côa.»
«Actas do congresso histórico Luso-espanhol de 12-17 de Setembro de 1997», da Universidade Católica.
«Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e monumentos nacionais, n.º 57, de Setembro de 1949», do Ministério das Obras Públicas, dedicado ao Castelo do Sabugal.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«Cantigas compostas por reis e príncipes da Idade Média», interpretadas pelo Emsemble Perceval, sob a direcção de Guy Robert e com etiqueta da Arion, referência ARN6803.
«Cantigas da corte de D. Diniz, do Theater of Voices», dirigido por Paul hilliers, etiqueta da Harmonia Mundi, referência 907129.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

A mais importante data histórica dos povos de Ribacôa – 12 de Setembro de 1297 – é hoje recordada. A assinatura do Tratado de Alcanices entre o Rei de Portugal, D. Dinis (1279-1326), e o rei de Leão e Castela, Fernando IV (1295-1325) decidiu há 711 anos na povoação leonesa de Alcanices e até à actualidade os limites fronteiriços mais antigos da Europa.

D. DinisO Tratado de Alcanices delimitou, em definitivo, as fronteiras portuguesas até aos dias de hoje. São as fronteiras mais antigas do continente europeu.
O Rei D. Dinis assinou um acordo muito favorável para Portugal renunciando a Valência de Alcântara e à faixa de Aracena e Aiamonte e satisfazendo a sua grande pretensão: os lugares de Ribacôa e respectivos castelos, a saber: Sabugal, Alfaiates, Almeida, Castelo Rodrigo, Vilar Maior, Castelo Bom, Castelho Melhor, assim como as restantes povoações da comarca.
A longevidade do Tratado de Alcanices prova que a história e o progresso de uma nação não se pode construir com políticas de curto prazo.
Pela sua importância publicamos, de seguida, o discurso de Joaquim Veríssimo Serrão, presidente da Academia Portuguesa de História, nas comemorações dos 700 anos do Tratado.

«Quando D. Dinis, em 16 de Fevereiro de 1279, subiu ao trono de Portugal, a fronteira com Leão e Castela não correspondia ainda ao traçado actual. Na zona setentrional não havia diferendos em aberto, uma vez que o rio Minho, desde a foz até Melgaço, era uma fronteira natural com Galiza. A raia tomava depois a direcção nor-sudoeste até ao Lindoso e seguia na direcção de Chaves, envolvendo no Nordeste de Trás-os-Montes a região onde se edificou Bragança. Dali a fronteira encurtava para a zona em que o rio Douro penetra em Portugal e que passou a ser o limite setentrional do Reino português.
Na fronteira lusa com Leão e Castela, havia porém duas zonas em litígio.
A primeira situava-se na zona do Guadiana, em torno das vilas de Mourão, Serpa, Moura e Noudar, que os cavaleiros da Ordem de Santiago haviam conquistado nas campanhas de D. Sancho II (1240-1245). A definição territorial do novo Reino não prescindia desses castelos que constituíam a defesa natural do baixo Alentejo. Acresce a circunstância de a tomada do Algarve no tempo de D. Afonso III (1249-1254) exigir a cobertura dos quatro castelos da margem esquerda do Guadiana. O monarca aceitou, pois, o domínio útil dessa região, como garantia da nova fronteira meridional do reino.Por morte do rei Afonso X, o Sábio, os castelos de Mourão, Serpa, Moura e Noudar foram doados a sua filha D. Beatriz, rainha de Portugal. Mas o rei Sancho IV considerou nula essa doação e autorizou o mestre da Ordem dos Hospitalários a recuperar aquelas vilas. Foi o bastante para D. Dinis declarar guerra a Sancho IV, que faleceu em 1295 sem que o litígio estivesse solucionado. E foi já com o rei Fernando III que, nos fins desse ano, aceitou a integração das terras a oriente do Guadiana em Portugal: “Essas villas e castellos son e deven ser de derecho del señorio de Portugal.”
O segundo ponto em litígio situava-se mais ao norte, na vizinha fronteira de Castelo Rodrigo e Salamanca. Dizia respeito à região de Riba-Côa, ou seja, as terras que abrangiam uma faixa entre os rios Côa, Águeda e a ribeira de Tourões. Era uma zona de forte radicação portuguesa, visto D. Afonso Henriques a haver ocupado. Depois, o genro Fernando II, rei de Leão e Castela, ocupou algumas povoações de Riba-Côa, o que explica que nelas tenham sobrevivido traços linguísticos análogos aos de Castelo Rodrigo. à região de Riba-Côa algumas povoações de Riba-Côa. Situada numa área em que a autoridade da coroa portuguesa nunca se fizera plenamente sentir, devido à política militar a sul de D. Sancho II e D. Afonso III, nem por isso Riba-Côa perdeu os antigos vínculos com Portugal.
Para tal contribuiu o papel religioso de Santa Maria de Aguiar, mosteiro da Ordem de Cister, cujos frades ajudaram a populção a tornar-se portuguesa face à influência regional de Leão e Castela.
Por outro lado, desde o tempo de D. Sancho I que a coroa de Portugal fizera edificar o castelo da Guarda, com sentinela de defesa contra as incursões vindas do reino de Leão. Outras fortalezas foram erguidas nas cercanias de Riba-Côa, tal o caso de Belmonte, Sortelha e Trancoso, que constituíam antes de D. Dinis a fronteira portuguesa da Beira.
Numa palavra: a obtenção das terras de Riba-Côa era, para o mencionado rei, uma condição indispensável para traçar a nova raia lusa ao sul do rio Douro.
O rei de Portugal estabeleceu um pacto com Sancho IV de Castela, mediante o qual este casaria com a princesa D. Constança, filha dos reis de Portugal, e o herdeiro da coroa lusa D. Afonso casaria com a princesa D. Beatriz, irmão de Fernando IV. Mas Sancho IV desfez o projecto matrimonial e fomentou a guerra na zona de Riba-Côa, invadindo Portugal e ocupando os castelos da Guarda e de Pinhel. Foi então, no ano de 1294, que D. Dinis pôs em execução o projecto de invadir o reino de Leão e Castela, para o que obteve o apoio do rei de Aragão. Penetrou nas comarcas de Ciudad Rodrigo e Ledesma, prosseguindo até Simancas, com o fim de cercar o adversário em Valladolid. Não o conseguindo, tomou depois o Castelo de Passaldes, na região de Medina del Campo, onde houve retaliações contra as igrejas e a população. Não pôde D. Dinis evitar que, em resposta, as tropas castelhanas de D. Alfonso Pérez de Guzmán atacassem a província do Alentejo, saldando-se a guerra, que durou longos meses, em perseguições e danos mútuos para os dois reinos.
Já com Fernando IV no trono, a acção da Rainha Santa Isabel congraçou as duas coroas e conduziu à assinatura de um tratado de paz que decorreu na vila de Alcanices, em 12 de Setembro de 1297. Previa-se uma paz de 40 anos, de amizade e defesa mútuas, comprometendo-se os signatários a ser “verdadeiros amigos de amigos e inimigos de inimigos”, não permitindo que os vassalos em desgraça pudessem acolher-se, de um lado e do outro, no reino vizinho. O acordo, que poderia chamar-se hoje de “alto nível”, teve a presença das duas famílias reais — com excepção do infante D. Afonso, herdeiro da coroa portuguesa —, que aguardou em Trancoso. Do lado português estavam D. Martinho, arcebispo de Braga, D. João, D. Sancho e D. Vasco, respectivamente, bispos de Lisboa, Porto e Lamego.O Tratado de Alcanices previa ainda o escambo de terras e o consórcio, já por diversas vezes anunciado, de D. Afonso de Portugal, com a princesa D. Beatriz de Castela, irmã de Fernando IV; e deste com a infanta D. Constança, filha do rei D. Dinis. No que respeita à troca de povoações na fronteira, Castela recebia a praça de Arronches, que havia pertencido aos reis Afonso X e Sancho IV, dando em troca os castelos de Olivença e Campo Maior, a par de Badajoz e S. Félix dos Galegos, junto a Alcântara.Quanto a D. Dinis, recebia na província do Alentejo o lugar de Ouguela, com os seus termos, direitos e pertenças, salvo a jurisdição religiosa que continuava anexa ao prelado de Badajoz.
Mas a grande pretensão do rei de Portugal era satisfeita: os lugares de Riba-Côa e respectivos castelos, a saber: Sabugal, Alfaiates, Almeida, Castelo Rodrigo, Vilar Maior, Castelo Bom, Castelho Melhor, assim como os restantes lugares dessa comarca.
As grandes vantagens do Tratado de Alcanices resultavam da fixação da fronteira portuguesa que, com excepção de Olivença, ocupada pela Espanha em 1801, correspondia então ao seu traçado actual. A província da Beira constituía a zona nevrálgica do reino de Portugal, por ser esse o local corrente das invasões castelhanas. D. Dinis tratou de imediato da fortificação dos lugares de Riba-Côa, com os seus pontos mais salientes em Castelo Rodrigo e no Sabugal, tendo a defendê-las o castelo da Guarda. Tal foi a base do acordo luso-castelhano de que agora se celebram os 700 anos da sua história.»

E assim deixámos, nós os transcudanos, definitivamente, de ser castelhanos.
jcl

«Só somos dignos do nosso presente e do nosso futuro se não esquecermos o nosso passado.» O Tratado de Alcanices foi assinado em 12 de Setembro de 1297 entre D. Diniz (Rei de Portugal) e D. Fernando IV (Rei de Leão e Castela) na povoação fronteiriça espanhola de Alcañices perto de Miranda do Douro.

O pacto definiu os limites definitivos do território português e estabeleceu, também, os casamentos de D. Fernando IV com D. Constança (filha de D. Dinis) e do futuro rei D. Afonso IV com D. Beatriz, irmã do rei castelhano. O texto tem a data «Era de miltrezentos trinta e cinco annos» e não o ano de 1297. A assinatura do Tratado decorreu quando vigorava a Era de César, baseada no calendário juliano que iniciara a contagem em 1 de Janeiro do ano 38 a.C. Este sistema de datação vigoraria em Portugal até 1422, ano em que por Carta Régia de 22 de Agosto, viria a ser substituído pela Era de Cristo, cuja contagem se iniciava no ano 1 do Nascimento de Jesus. Transcrevemos, de seguida, o texto original do Tratado de Alcanices.

Tratado de Alcanices«En o Nome de Deos, Amen.
Sabham quanto esta Carta virem, e leer ouvirem, que como fosse contenda sobre Vilhas, Castelos, e Termos e partimentos, e posturas, e preitos antre nós Dom Fernando pela graça de Deos Rey de Castella, de Leon, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Cordova, de Murça, de Jaen, do Algarve, e Senhor de Molina de hua parte, e Dom Diniz pela graça de Deos Rey de Portugal, do Algarve da outra, e por razon destas contendas de suso ditas nacessem antre nós muitas guerras, e omizios e eixessos en tal maneira, que nas terras dambos foron, muitas roubadas, e quiemadas, e astragadas, en que se fez hi muito pezar a Deos por morte de muitos homeez; veendo, e guardando,que se adiante fossem estas guerras, e estas discordias, que estava a nossa terra dambos en ponto de se perder pelos nossos pecados, e de vir a maãos dos inimigos da nossa fé, A acyma por partir tão grão deservisso de Deos, e da Santa Heygreja de Roma nossa Madre, e Tão grandes danos, e perdas nossas, e da Christandade por ajuntar paz, e amor, e grão serviço de Deos, e da Heygreja de Roma,eu Rey Dom Fernando sobredito con consolo, e com outurgamento, e per outuridade da Rainha Dona Maria Minha Madre e do Infante Dom Anrique meu Tio, e meu Tutor, e Guarda de meus reinos, e de Dom Diego de Haro Senhor de Biscaia, e de Dom Joham Fernandes Adeantado aior de Galiza, e Dom Fernão Fernandez de Limha, e de Dom Pedro Ponço, e de Dom Garcia Fernandes de Villa Mayor, e de Dom Affonso Pires de Gosmão. e de Dom Fernão Pires Maestro de Alcantara, e de Dom Stevão Pires, e de Dom Telo Justiça Mayor de minha Caza, e de outors Ricos Homees, e Homees boos de meus reinos, e da germaydade de Castella, e de Leon, e dos concelhos desses reinos, e de minha Cortee eu Rey Dom Diniz de susso dito com conselho, e com outorgamente da Rainha dona Izabel minha Molher, e do Infante Dom Affonso mei Irmão e de Dõ Martyinho Arcebispo de Bragaa, e de Dom Joham o bispo de Lisboa, e de Dom Sancho o Bispo do Porto, e de Dom Vaasco o bispo de Lamego, e dos Mestres do Templi, e de Aviz, e de Dom Johão Affonso, meu Moordomo Mayor Senhor de Alboquerque, de Dõ Martim Gil meu Alferez, e de Dom Joham Rodriguees de Briteiros, e de Dom Pedro Eanes Portel, e de Lourenço Soares de Valladares. e de Martim Affonso, e de João fernandes de Lima, e de Johane Meendes, e de Fernão Pires de Barbosa meus Ricos Homees, e de Johão Simhom Meirinho Mayor de minha aza, e dos Concelhos de meus Reinos, e de minha Corte,ouvemos acordo de nos aviarmos, e fazemos aveença antre nós e esta maneira que se segue, convém a saber; que eu Rey Dom Fernando sobredito entendendo, e conocendo, que os Castellos, e as Villas de Terra Arouche, e de Aracena, com todos seus Termos, e com todos seus direitos com todas sas pertenças, que erão de direito de Portugal, e seu Senhorio, e que os ouve El Rey Dom Affonso meu Avoo de El Rey Dom Affonso nosso Padre contra sá voontade, sendo estes Lugares de direito de El Rey Dom Sancho meu Padre, e eu,e por esso pusi com vosco em Cidade, que vos desse, e vos entregasse essas Villas, e esses Castellos, ou cambho por elles a par dos nossos Reinos, de que vós vos pagassedes des dia de Sam Miguel, que passou da Era de Mil, e trezentos, e trinta, e quatro annos atáa sex mezes; e por que volo assi nom compri, dou vos por essas Villas, e por esses Castellos, e polos seus Termos, e polos fruitos, delles, que onde ouvemos meu Avoo El Rey Dom Affonso, e meu Padre El Rey Dom Sancho, e eu outro si atáa o dia de oje, convem a saber, Olivença, e Campo Mayor, que som apar de Badalouci e Sans Fins dos Galegos com todos seus Termos, e com todos swus directos, e com todas sas pertenças, e com todo Senorio, e jurisdiçom Real, que ajades vós, e vossos successores por herdamento pera sempre tambem a possissom, come a propriedade, e tolho de mim, e do Senorio dos Reinos de Castella, e de Leon os ditos lugares, e todo direito que eu hi hey, e devia aaver, o douvolo, e ponhoo em vós, e em vossos sucessores, e em no Senorio do Reino de Portugal para sempre,e outro si meto em vosso Senorio, e de todolos vossos successores, e do Reino de portugal para sempree o lugar, que dizem Ougella, que he cabo Campo Mayor de suso dito com todos seus Termos, e com todos seus Direitos, e com todas sás perteenças, e dou a vóz e a todos vossos successores, e ao Senorio de Portugal toda a jurisdiçom, e o direito, e o Senorio Real, que hi eu hey, e devo aaver de direito de Castella. e de Leom, e ponhoo en vós, e en todos vossos successores, e en no Senorio de Reino de Portugal para sempre, salvo o Senorio, e os Direitos, e as Herdades, e as Heyugrejas deste Lugar d’Ougella, que as aja o Bispo, e a Heygreja de Badalouci, e todalas outras couzas, que em en este Lugar, segundo, como s ouveron atá aqui,e todas estas couzas de suso ditas vos faço, por que vos quitades vós dos ditos Castellos, e Villas de Arouche, e de Aracena, e de seus Termos, e dos fruitos, que ende ouvemos El rey Dom Affonso meu Avoo, e El Rey Dom sancho meu padre, e eu. E outro si eu El Rey Dom Fernando, entendendo, e conocendo, que vós aviades direito en aluns Lugares dos Castellos, e Villas de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor. e de Monforte, e dos outros Lugares de Riba Coa, que vós Rey Dom Diniz teendes agora en vossa mão, e por que me vós partades do direito, que aviedes en Vallença, e em Ferreira, e en no Sparagal, que agora tem a Ordem d’Alcantara asá maão, e que aviades en Ayamonte, e en outros Lugares dos Reinos de Leon e de Galiza.E outro si por que me vós partades das demandas que me faziades sobre razon dos termos, que som antre meu Senorio, e vosso por esso me vos parto do ditos Castellos, e Villas, e Lugares de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Maior, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor e de Monforte, e dos outors Lugares de Riba Coa que vós agora teendes à vossa maãao, com todas seus Termos, e Direitos, e perteenças, e partome de toda demanda, que eu hei, ou poderia aver contra vós, ou contra vossos successores per razom destes Lugares sobreditos de Riba Coa, e de cada hum delles. E outo si me parto de todo o Direito, ou jurisdiçom, ou, Senorio Real tambem en possissom come em propriedade, come en outra maneira qualquer, que eu hi avia, e toloo de mim todo, e dos meus successores, e do Senorio dos Reinos de Castella, e de Leom, e ponoo en vós, e em vossos Successores, e no Senorio do reino de Portugal pera sempre.E mando, e outorgo, que se per ventura alguus Privilegios, ou Cartas, ou Estrumentos parecerem, que fossem feitos antre os Reys de Castella, ou de Leom, e os Reys de Portugal sobre estes Lugares sobreditos, d’aveenças, ou de posturas, ou demarcamentos, ou em outra maneira qualquer sobre estes Lugares, que sejão contra vós, ou contra vossos Successores, e me voss o dano,ou em dano do Senorio do Reino de Portugal, que daqui em diante nom valham, nem tenham, nem ajam fermidoim, nem me possa ajudar dellas, eu, nem meus Successores, e revogoos todos para sempre.E eu El Rey Dom Diniz de suso dito por Olivença e por São Felizes dos Galegos. que vós amim dades, e por Ougela que metedes a meu Senorio, segundo sobre dito hé, parmotivos dos Castellos, e das Villas d’Arouche, e da Aracena, e de todos seus Termos, e de todos seus Direitos, e de todas sas pertenças, e de toda a demanda, que eu hei, ou poderia aver contra vós, ou contra vossos Successores per razom destes Lugares sobreditos, e de cada hum delles, ou dos fruitos delles, que El Rey Dom Affonso vosso Avoo, e El Rey Dom Sancho vosso Padre, e vós ouvetses, e recebestes destes Lugares e dou a vós, e a vossos Successores todo o direito, e jurisdiçom, e Senorio real que eu hei, e de direito devia aaver em esses Castellos, e Villas d’Arouche e da Aracena por quealquer maneira, que o eu hi ouvesse, e tolhoo de mim, e de meus Successores, e no Senorio do Reino de Castella, e de Leom pera sempre.Outro si eu Rei Dom Diniz de suso dito, por que mi vós vos quitades dos Castellos, e de Villas do Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villar Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor, e de Monforte; e dos Lugares de Riba Coa, com seus termo; que eu agora teno á minha maão, assi como de susso dito he, quimotivos, e partomivos de todo o direito, que eu hei en Vallença, e em Ferreira, e no Esparregal, e em Ayamonte; Outro si mi vosparto de outros Lugares de todolos vossos Reinos em qual maneira quer; Outro si mi vos parto de todolas demandas, que eu havia contra vós per razom dos Termos, que som antre o meu Senorio, e o vosso, sobre que era contenda.E nós Rainha Dona Maria, e o Infante Dom Anrique se suso ditos, outorgamos tosa estas couzas, e cada huma dellas, e damos poder, e autoridade a El Rey Dom Fernando pera fazellas, e prometemos em boa fé por nós, e polo dito Rey Dom Fernando, e juramos sobreolhos Saantos Avengelos, sobreolhos quaaes pozemos nossas maãos, e fazemos menagem a vós Rey Dom Diniz, que El Rei Dom Fernando, e nós tinhamos, e complamos, e guardemos, e façamos teer, e cumprir, e guardar todalas couzas sobreditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca virmos contra ellas per nós, nem per outro defeito, nem de direito, nem de conselo, e se o assi nom fazessemos, que fiquemos por prejuros, e por traedores assi como mata Senhor, ou traae Castello.
E eu Rey Dom Dinis por mim, e pola Rainha Dona Izabel minha Mulher, e polo Infante Dom Affonso meu Filho, primeiro, e herdeiro, e por todos meus successores, prometo a boa fé, e jura sobreolhos Santos Avangelos, sobreolhos,quaaes pono minhas maãos, e fasso menagem a Vós Rey Dom Fernando por v´s, e por vossos successores, e a vós Rainha Dona Maria, e a vós Infante Dom Anrique de teer, e aguardar, e cumprir todas estas couzas de suso ditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca vir contra ellas per mim, nem per outrem defeito, nem de dereito, nem de conselo, e se o assi nom fezer, que fique por prejuro, e por traedor come quem mata Senhor, ou traae Castello.
E por todas estas couzas sejão firmes, e mais certas, e nom possão vir em duvida, fazemos ender fezer duas Cartas em hum teor, tal ahuma come a outra, seelladas com nossos sellos do Chumbo d nós ambos los Reyes e dos seellos das Raynhas, e do Infante Dom Anrique em testemonio de verdade. Das quuaes Cartas cada huum de nós Reys devemos ateer senhas. Feita em Alcanizes sexta feira doze dias do mes de Setembro.»

O documento mais importante da História e da Cultura das gentes das Terras de Ribacôa fica aqui recordado 711 anos depois.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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