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O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

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Respondendo a um desafio feito pelo José Carlos Lages e pelo Paulo Leitão inicio hoje a minha colaboração no blogue «Capeia Arraiana» assinando o «Largo de Alcanizes».

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Devo começar por referir desconhecer a existência deste blogue, até há relativamente pouco tempo. A minha participação nas últimas eleições autárquicas, para além de liderar um projecto político com o qual me identifico e acredito, foi do ponto de vista pessoal importante. Importante pela descoberta de algumas coisas (este blogue por exemplo) e pela redescoberta do sentir e da vivência sabugalense ou simplesmente pelo avivar de memórias adormecidas.
E por considerar a existência deste espaço, como espaço livre de partilha seja de memórias ou opiniões e ser catalisador do encontro de sabugalenses independentemente de viverem no Sabugal, aceitei colaborar nele.
Agora que aceitei em frente do computador tento escrever. Não sendo guarda-rede, nem estando sem emprego só me lembra do título do livro «angústia do guarda-rede antes do penalty», de Peter Handek, depois adaptado ao cinema por Wim Wenders.
Angústia por não saber sobre que escrever, angústia pelo medo de não saber dar coerência e continuidade às crónicas a enviar. Contudo, porque a dureza do granito me faz lembrar que os medos só são ultrapassados com coragem e determinação, procurei um nome – sim porque tudo tem um nome – e encontrei. As crónicas passarão a chamar-se «Largo de Alcanizes» e nelas escreverei memórias (quando do colectivo se tratarem), opiniões, críticas. Escreverei sobre o Sabugal – suas gentes, suas terras, suas riquezas e pobrezas. Escreverei sobre o mundo, sobre a política sobre leituras e cinema, sobre a vida e a morte. Sobre a terra e os céus, deuses e demónios, porque afinal escrever não tem que ser um acto de coerência temática.
«Largo de Alcanizes» – largo onde nasci e me transporta a uma infância e adolescência com cheiros e sabores tão próprios do Sabugal.
«Largo de Alcanizes» – largo onde o adulto regressa e onde nas férias, nas noites quentes de verão tenta, com os filhos, reproduzir jogos e brincadeiras do seu tempo de criança e adolescente, tentando esquecer por minutos, que as playstations e os computadores existem e que as motivações e interesses das crianças e adolescentes de hoje, podem não ser os interesses de outros tempos.
«Largo de Alcanizes» – largo, cuja toponímia nos faz recordar que já pertencemos a Castela e nos tempos globais que hoje vivemos, nos faz reflectir sobre os nacionalismos, os povos e as nações.
Tantos assuntos, afinal, para explorar.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Para o José Manuel Monteiro, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Sabugal nas últimas eleições autárquicas, as nossas boas-vindas ao espaço de opinião do Capeia Arraiana. É mais um sabugalense que, embora não vivendo todos os dias no concelho, se disponibiliza para contribuir com as suas ideias para um futuro melhor das nossas terras.
jcl e plb

A margem direita do Côa só foi «de jure» encorporada em Portugal após o tratado de Alcanizes.

João ValenteEsta faixa de território foi sempre região de fronteira; primeiro da nação lusitana, depois do reino suevo, depois do condado Portucalense, reino de Leão e de Portugal. Daí que tenha sofrido várias influências e conservado várias particularidades nos costumes e língua.
A Língua falada foi um misto entre o leonês e galaico, que vários filólogos (Lindley Cintra, Leite de Vasconcelos, etc.) estudaram e que, sendo falado para além da fronteira, ainda tem remeniscências no malaguenho do Vale do Elges e no falar característico de Almedilha e da Bouça, que são mais parecido com o português do que com o castelhano.
No entanto, a linguagem tabeliónica do território, pelo menos dos documentos que se conhecem, sempre foi o Galaico, pela razão de que o leonês raramente era utilizado na escrita (o próprio Afonso X escreveu as «Cantigas de Santa Maria» em Galaico) e assim continuou depois da reunião de Leão com Castela a partir de 1230.
Existem alguns documentos do período de dominação leonina, como os forais e cartas de povoação e doações dos quais os mais conhecidas são as do cartório do convento de Santa Maria de Aguiar, que exerceu durante muito tempo grande influência cultural no território de Riba-Côa, e se encontram actualmente na Torre do Tombo.
Um desses documentos em galaico é interessante porque é anterior ao tratado de Alcanizes e refere muitos locais da actual Riba-Côa (como Caria Talaia na Ruvina, Alfaites, Vila Bôa, Vilar Maior, Castelo Bom, Caria, Vila Bôa, Freineda, Sabugal e Castelo Rodrigo) atestando o seu florescente e antiquíssimo povoamento, porque se refere a uma mesma família com bens em todo o território de Riba-Côa e revelando que a influência portuguesa em Riba-Côa é anterior ao tratado de Alcanizes; trata-se da partilha da meação de Maria Gonçalves com seus filhos (1266), que, resumidamente, transcrevo:
«Conoçuda cousa a todolos que esta Carta ujrē Como eu maria Gonçaluez fiz tal particiõ com meos filos e com esteuā suarez meo gĕro A meo pagamēto e a seu deles. Recebj por mja mejade nas herdades que aujia… meeo marido dō Mēedo. Coujē A saber quanto aujamos em Sabugal e en seu termjno. Saluo de Caria Talaya. E quanto aujamos en Alfayates e em seu termjno e a torre com seu termino. Esto sobredito receby eu Maria gonçalues por mya meyade. E por esto quito a meus filos. E recebē na outra sa meyade quanto al eu auya com meo marido dō Mēedo en Caria talaya e en termjno de ujlar mayor e de Castello bóó e as fresnedas com todo seu termjno e com quanto a ellas pertence e quanto aujamos en Castell rodrigo e en seu termjno e com todalas outras cosas que aujamos en Portugal e quanto aujamos desde vilar Major ata nas aguas de doyro en Regno de Leō…» […] Esta partila e esta cōnposiciō sobredita foy feyta.iiij feyra.iiij.dias andados de Mayo nos palacios de vila bōa a pagamento danbalas partes. Perdante Martin Domingez de Sabugal e perdante Pasqual perez canonigo de badaloz e perante Pedro esteuanez dalfayates que forō ties desta partició e desta conposiciō e desta Auenencia asi como sobredito e per mandado dos alcaldes de Sabugal. Ts…», Mosteiro de Santa Maria de Aguiar, Maço X, n.º 18.
Um pormenor delicioso nesta escritura, atesta a fertilidade e disseminação das famílias entre o território de Riba-Côa e de Portugal:
«… e eu Maria Gonçalves outorgo sou pēa de .C. mareuedis pólos meos filos que nō son de edade e por Maria mēedez meã fila que os faça outorgar esta particiō quando forē de edade. E eu esteuā suarez me obligo e outorgo so pea destes .C. mareuedis sobreditos que eu faça outorgar a mīa moler Chamoa mēedez esta particiō ata dia de San Martino primeiro que uē per ella ó per carta aberta Seelada do selo de Celorico e depoys que chegar Chamoa mēedez a otorgar esta particiō seer quite desta pea destes .C. mareuedis e darē me mya cart […]E en outro dia .v. feyra .v.dias andados de Mayo Eu Meen Gonçalves com meo filo fernā mēedez e por meos filos aqueles nō son edade e com Esteuā suarez meo gēro uēmos a Sabugal e nas mias cajsas outorgamos esta particō…»
Da escritura depreende-se que a família se encontrava espalhada por Riba-Côa e Portugal, pelo que se reuniu no Sabugal, onde Maria Gonçalves tinha casas, para acordarem na partilha.
Da escritura depreende-se ainda, que Maria Gonçalves e o marido D. Mendo, tinham património disseminado por toda a Riba-Côa e vários filhos menores e três maiores; Maria Mendes, que ficou por fiadora dos menores, Fernando Mendes e Chamoa Mendes, casada com Estevão Soares e a residir em Celorico da Beira.
Mas sobretudo o que se depreende desta escritura, é que a fronteira entre Portugal e Riba-Côa era apenas uma linha imaginária, tal como o passou a ser depois a fronteira entre esta e Espanha.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

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