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A Câmara Municipal de Penamacor requalificou a torre de menagem da vila, abrindo-a como miradouro e espaço museológico. O investimento permitiu a instalação de painéis informativos sobre a evolução histórica do concelho, uma maqueta sobre a antiga fortificação e uma montra que reúne alguns dos objetos descobertos nas escavações arqueológicas realizadas nos últimos anos.

Torre Menagem - Penamacor

O Castelo de Penamacor, entendido como toda a área amuralhada do antigo burgo medieval, continua a exercer sobre o visitante a atracção e o fascínio que emanam dos lugares históricos, seja por simples curiosidade, seja pela sensação aventurosa e romântica de um imaginado regresso ao passado que inspiram. A Torre de Menagem, singular monumento que impressiona pela sua extraordinária robustez, tornou-se de há muito na imagem que todo o visitante retém da vila. É, incontestavelmente, o símbolo de Penamacor.
A Câmara Municipal procedeu recentemente à beneficiação do seu interior, por forma a criar motivos adicionais de interesse ao visitante, procedendo a alguns apontamentos museográficos, baseados nos materiais levantados nas campanhas arqueológicas que decorreram nos últimos anos, bem como à implantação, no eirado, de um miradouro apoiado em painéis de leitura do horizonte e luneta telescópica. Na prática, estamos perante um centro de interpretação do antigo castelo, onde não falta uma maquete da vila medieval, tal como ainda se apresentava no século XVI.
Testemunhos arqueológicos indicam que houve em Penamacor uma ocupação romana, de natureza militar, para defesa da região e da estrada que de Alcântara (Espanha) passava pela Guarda em direção ao centro de Portugal. Não é de admirar que todos os povos que invadiram a Península conservassem a sua fortaleza.
Com o intuito de consolidar as suas vitórias sobre os muçulmanos, D. Sancho I doou Penamacor à Ordem do Templo, que ao que parece não fez o que se esparava, pois, 1187, D. Sancho I encontrou o lugar abandonado. Ordenou, então, a construção do castelo e da Torre de Menagem e a repovoação do lugar. Devido ao sucesso destas medidas, o rei concedeu-lhe foral, em 1189 ou 1199, promovendo-a a vila e cercando-a de uma forte muralha. o foral foi renovado em 1209 e confirmado por D. Afonso II, 1217.
Em 1300, D. Dinis mandou construir uma segunda muralha em redor da vila, para proteger a população que aumentara.
Durante os reinados de D. Fernando, D. João I e D. Manuel I foram feitas reparações, tendo este último concedido foral em 1510.
Aos poucos foi perdendo a sua importância defensiva, sendo afastada do serviço ativo no ano de 1834.
O que resta do castelo é uma extensão de muralha com uma porta de entrada fortificada a norte, agora transformada em museu; um pelourinho do século XVI em frente à entrada, no exterior da muralha; uma torre sineira, outrora, talvez, uma torre de menagem; e, uma torre de vigia imponente, construída por D. Manuel I.
No cimo do monumento encontra-se um miradouro equipado com painéis informativos e uma luneta, que proporciona uma vista de 360 graus.
No alto é possível observar Espanha, a aldeia histórica de Monsanto, Castelo Branco e as serras da Gardunha, Estrela e da Malcata.
A requalificação do espaço foi feita recorrendo a funcionários da Câmara Municipal de Penamacor e com um investimento de apenas 10 mil euros.
«Ainda há muito trabalho para fazer na zona histórica e neste momento estamos a delinear o acesso à própria torre», explica Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
Nos últimos anos, a autarquia reabilitou e transformou em posto de turismo a antiga casa da Câmara, recuperando ainda a torre do relógio e o mecanismo do mesmo.
Ao mesmo tempo patrocinou escavações arqueológicas que permitiram delinear a muralha, da qual restam apenas alguns vestígios.
Um dos golpes que a zona sofreu ao longo dos últimos séculos aconteceu em 1739, quando um raio atingiu o paiol junto à torre de menagem.
A explosão destruiu as construções em redor e, segundo relatos da época, deslocou a torre em dois palmos, sem que no entanto esta tivesse ruído até hoje.
Na base do monumento são ainda visíveis as brechas, que estão agora identificadas.
A violência da explosão foi tal «que uma trave foi cair a duas milhas daqui», explica Joaquim Nabais, técnico da Câmara Municipal de Penamacor.
Durante o mês de Agosto, a torre pode ser visitada gratuita e diariamente, às 11.00 e às 15.00 horas, independentemente do número de visitantes. Grupos de cinco ou mais pessoas podem solicitar visitas extraordinárias, devendo para isso dirigirem-se ao posto de informação turística, sito na rua se Santa Maria, 19, ao Cimo de Vila. A breve trecho, perspectiva-se um esquema de visitação pago e com guia.
jcl (com Gabinete de Imprensa da C.M. Penamacor)

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Do Sabugal Duarte de Armas, autor do afamado Livro das Fortalezas, desenhou uma planta da fortaleza e duas vistas panorâmicas, contendo pormenores e algumas notas explicativas.

Para além da planta da fortaleza (com dupla muralha) e do célebre castelo de planta pentagonal, Duarte de Armas posicionou-se em dois postos de observação, a norte e a nascente, desenhando a partir daí duas vistas panorâmicas da vila fortificada.
As panorâmicas do Sabugal contêm imensos pormenores interessantes, incluindo o desenho da ponte sobre o Côa, com um cavaleiro a atravessá-la e uma sentinela na extremidade, um moinho na margem direita do Côa, muitos afirmam que este desenho representa o próprio Duarte de Armas, a cavalo, e o seu criado.
Em ambos os desenhos é bem visível que o Sabugal quinhentista tinha uma dupla muralha, nalguns locais em derrocada, mas ainda assim geralmente conservada.
Também se identifica uma grande mancha de casario fora de muralhas, do lado nascente, preenchendo a encosta a partir da muralha.
Outro pormenor bem evidente é a existência de um pelourinho em forma de gaiola, desenhado com proporções exageradas para ser bem visível num pequeno largo em frente à Porta da Vila. O pelourinho encimado em forma de gaiola é portanto diferente daquele que foi recentemente reconstruído e instalado no Largo de São Tiago, com base num desenho de Joaquim Manuel Correia.
Sobre o rio Côa lá está a ponte de D. Dinis, além de dois moinhos, um em cada margem, a montante e a jusante da ponte.
Na encosta do castelo, ainda na panorâmica do lado norte, há outro pormenor interessante: um cruzeiro e um altar contendo dois santos protectores dos caminhos, e a legenda «Neste altar estão dois santinhos velhos de pau».
Paulo Leitão Batista

A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem sombra de dúvida o «Milagre das Rosas». Segundo a lenda portuguesa, numa manhã fria e geada de Inverno, a rainha saiu do castelo de Sabugal para fazer a caridade aos mais desprotegidos da sociedade, levando no seu regaço pedaços de pão e outros víveres. Foi, de imediato, interpelada pelo rei seu marido, que a questionou: «Que levais no regaço?» A rainha logo respondeu: «São rosas, Senhor!» Desconfiado D. Dinis inquiriu-a de novo: «Rosas de Inverno?» A rainha mostrou então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele só haviam rosas, ao contrário do pães que aí colocara.

Milagre das Rosas - Rainha Santa Isabel - D. Dinis - Castelo do SabugalIsabel de Aragão, mais conhecida pela Rainha Santa Isabel, beatificada e posteriormente canonizada nasceu no palácio de Aljaferia na cidade de Saragoça, no ano de 1271. Era filha de D. Pedro III e de sua mulher Dona Constança de Navarra. Era seu avô paterno D. Jaime I; por via materna era descendente de Frederico II do Sacro Imperador Romano-Germânico. Era a filha mais velha de uma prole de cinco irmãos, dos quais se destacam os que foram reis aragoneses Afonso III e Jaime II, e Frederico II rei da Sicília.
Teve uma educação palaciana, e desde tenra idade mostrava gosto pela meditação, rezas, jejuns, em contra ciclo com as jovens de então, que gostavam de exibir-se, vestindo-se luxuosamente com enfeites e jóias, ouvindo música, passeando e divertindo-se.
Dona Isabel era de uma formosura e de grandes virtudes, que lhe granjearam a cobiça da sua mão por parte de diversos príncipes. No ano de 1288 e com 17 anos de idade, Isabel casa-se por procuração com o rei D. Dinis, na cidade de Barcelona. Em Junho desse ano, a boda é celebrada na vila de Trancoso, acrescentando essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas, a chamada (Casa das Senhoras Rainhas). Recebeu como dote, além de Trancoso, as vilas de Alenquer, Óbidos, Abrantes e Porto de Mós; mais tarde foi detentora dos castelos de Portel, Montalegre, Monforte, Chaves, Gaia, Ourém, Sintra, Vila Viçosa, para além de rendas em numerário das vilas de Leiria e Arruda, nos anos de 1300, Torres Novas em 1304 e Atouguia da Baleia no ano de 1307, etc… Do seu casamento com D. Dinis, advieram dois filhos; primeiro Dona Constança que nasceu em 1290 e casou mais tarde com Fernando IV de Castela; e depois D. Afonso IV que nasceu no ano de 1291, e que mais tarde herdaria a coroa de Portugal por sucessão do seu pai.
Nos primeiros anos de casada acompanhava o marido por todo o país, dando dotes a raparigas pobres e educando os filhos de cavaleiros sem posses. Devido à sua bondade e saber, foi cativando a simpatia do povo. Segundo constam as crónicas da época, o seu marido humilhava-a profundamente com as conquistas extra-conjugais. Foi uma apaziguadora de ânimos exaltados entre o marido e o filho, futuro rei D. Afonso IV, que se guerrearam por este considerar que o pai demonstrava imenso afecto pelo filho bastardo Afonso Sanches.
Durante a sua vida e enquanto o marido foi vivo, esforçou-se por manter uma postura digna de rainha de alta linhagem e esmerada educação. Segundo a história, D. Dinis das diversas vezes que se deslocava para visitar as suas damas, e a rainha sendo sabedora dessas atitudes, respondia-lhe com esta evasiva «Ide vê-las, Senhor». D. Dinis faleceu no ano de 1325, tendo a rainha D. Isabel recolhido ao Convento de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, vestindo o hábito da Ordem das Clarissas. Após o ingresso, entregou-se inteiramente às obras de assistência que durante a vida de seu marido tinha fundado; mais tarde, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que tinha fundado, fez-se terciária franciscana, depondo a coroa real no Santuário de Santiago de Compostela e ofertou os seus bens aos mais necessitados.
Foi viver para Coimbra, onde fixou residência junto ao convento de Santa Clara, mandando edificar o hospital de Coimbra, o de Santarém e o de Leiria para recolher os enjeitados e abandonados.
Somente uma vez saiu do Convento, e isso aconteceu no ano de 1336, quando seu filho D. Afonso IV declarou guerra ao seu sobrinho, D. Afonso XI de Castela, neto da Rainha D. Isabel, porque segundo consta, se deveu aos maus tratos que infligia à sua mulher D. Maria filha do rei português. Mais uma vez a Rainha Santa Isabel usou da sua inteligência, saber e bondade, evitando a guerra entre os dois exércitos, colocando-se entre eles, proporcionando a paz.

Milagre das Rosas no Largo do Castelo do Sabugal
A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem sombra de dúvida o «Milagre das Rosas». Segundo a lenda portuguesa, numa manhã fria e geada de Inverno, a rainha saiu do castelo de Sabugal para fazer a caridade aos mais desprotegidos da sociedade, levando no seu regaço pedaços de pão e outros víveres. Foi, de imediato, interpelada pelo rei seu marido, que a questionou: «Que levais no regaço?» De imediato respondeu: «São rosas, Senhor!» Desconfiado D. Dinis inquiriu-a de novo: «Rosas de Inverno?» A rainha mostrou então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele só haviam rosas, ao contrário do pães que aí colocara.
O primeiro registo escrito do milagre das rosas encontra-se na Crónica dos Frades Menores; no entanto com o passar dos tempos a tradição popular, introduziu variantes, como moedas de ouro que se transformaram em rosas e vice-versa. O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres. A sua imagem é venerada pela Igreja Católica. Foi beatificada no ano de 1516 pelo Papa Leão X e canonizada no ano de 1625 pelo papa Urbano VIII. O principal templo de veneração é a Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova em Coimbra e a capela do Castelo de Estremoz; a festa litúrgica realiza-se a 4 de Julho, sendo as suas atribuições – representada como rainha de Portugal, com rosas no regaço do vestido. Faleceu no dia 4 de Julho de 1336, deixando no seu testamento grandes legados a hospitais e conventos, visando sempre o amparo dos mais desprotegidos.
in «História de Portugal» de Manuel Pinheiro Chagas.
aps

Visitando há dias, na zona histórica da Vila do Sabugal, a célebre casa manuelina, intervencionada de forma pouco condigna com a sua traça original, à semelhança de outras – felizmente ainda poucas – na mesma zona envolvente, lembrei-me do que dizia Santo Agostinho há mil e quinhentos anos acerca das referências do passado e da importância que têm na formação da identidade individual e de uma comunidade.

Casa Judaica - Sabugal

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaDizia Santo Agostinho que a memória do ser humano é fundamental como parte fundadora da sua presença no mundo.
Isto é, sem o acto inteligente da memória, não haveria pessoa, mas apenas um acto de inteligência instantâneo, talvez eterno, mas sem auto-referência possível, pois esta auto-referência apenas pode ser dada por um padrão memorial, como se cada um de nós possuísse ou mesmo fosse fundamentalmente um protocolo actual de auto-identificação, em acto de auto-identificação constante, em que cada acto intuitivo é um acto intuitivo matriciado por aquele protocolo de auto identificação ontológico.
O Eu, a identidade individual, existe numa relação de referência com o outro, com o meio e com o seu passado. E o protocolo que liga o Eu com estas marcas ontológicas e relacionais do indivíduo é a memória.
É por essa razão que a personalidade é um acto de construção intergeracional, a ponto de Napoleão ter afirmado que «a educação de um indivíduo começa pelo menos cem anos antes do seu nascimento», e, sem acto de memória, não haver pessoa alguma.
Toda esta conversa arrevesada e aparentemente despropositada, por quê?
Porque, caro leitor, o que ficou dito para o microcosmo pessoal vale também, mutatis mutantis, para o macrocosmo das comunidades humanas.
Uma comunidade humana sem um acto de memória colectiva, partilhado pessoalmente, não pode simplesmente existir, pois nada há nela que relacione entre si os entes humanos.
Precisando melhor, uma comunidade humana não subsiste enquanto tal, se não houver uma memória colectiva que una as memórias individuais dos seus elementos.
Daqui a importância fundamental e pedagógica da historiografia e ciências afins como domínio da memória externa ou colectiva e também da memória interior do acto próprio de cada ser humano.
Estudar os elementos do passado de uma comunidade, ajuda a preservar a sua memória, sobretudo em relação ao seu futuro possível, cuja realidade se pode dominar preservando a linhagem ontológica a que esse possível futuro pertence. Concretizando: Faz-se a ponte entre o passado e o futuro de uma comunidade através da sua matriz cultural que a memória colectiva mantém no presente.
E sobretudo, garante-se que a identidade cultural, o «código genético» que diferencia e torna única uma comunidade passe às gerações futuras.
Enquadrado o assunto nestes termos, agora o verdadeiro objectivo deste texto:
A referida casa manuelina insere-se, pelas suas características arquitectónicas que vão muito para além do manuelino, num conjunto arquitectónico com características judaicas, comuns ao de muitas casas de algumas terras da Beira, como Belmonte, Medelim, Penamacor, Guarda e Trancoso.
No caso do Sabugal, dá-se a particularidade interessantíssima de o conjunto de casas onde esta se enquadra, formar uma pequena ilha habitacional permitindo a comunicação entre cerca de mais de uma dezena de outras casas por um quintal interior, o que aliado às características de certos elementos arquitectónicos, como as portadas «cegas», as cruzes nas ombreiras, inscrições nas fachadas, assimetria dos elementos das fachadas, uma porta de entrada e outra maior de oficina ou loja, o Aron Hakodesh da Casa do Castelo e o curioso armário manuelino (será também um Aron Hakodesh?) da referida casa manuelina, atestam a presença de uma significativa comunidade safardita na zona histórica da Vila do Sabugal e que a mesma casa seja também de arquitectura judaica.
Algumas destas casas e outras das proximidades ameaçam ruína, outras ainda, foram intervencionadas com total desrespeito pelas suas originais características arquitectónicas judaicas ou zona envolvente, sendo umas rebocadas e pintadas, ou revestidas a azulejo, ou reedificadas com traça moderna.
Inclusivamente, uma antiga casa de pedra no Largo do Castelo, além de ter sido recentemente subida em blocos, está a ser totalmente rebocada e foram-lhe aplicados «espelhos» em pedra polida nas janelas e portas (em forma de caixilho) em total desenquadramento com o largo envolvente, seu castelo, cruzeiro e restantes casas.
A Câmara Municipal certamente que, sabendo da sua importância, tem um plano de intervenção e preservação para esta casa manuelina e para o antigo arquivo municipal que lhe fica de fronte – o qual, pela vista magnífica sobre o rossio da vila, o rio e a Malcata, pode ser aproveitado para jardim ou largo panorâmico – mas também vai elaborar um plano de preservação, reabilitação e divulgação de toda a zona intra-muros, pelas características arquitectónicas únicas de todo o seu património edificado, que, embora sumariamente, aqui se enumeraram.
Seria até clamoroso que assim não acontecesse, porque estas características especiais de arquitectura e de ocupação judaica, fazem, queira-se ou não, parte da rica memória colectiva do concelho.
E é a memória colectiva do concelho que une as memórias individuais de todos os munícipes dando-lhe existência como comunidade humana, viva diferenciada, distinta de todas as outras.
Preservar e promover a zona intra-muros da vila na sua especificidade própria é pois, tão importante para identidade do concelho, como elevar a capeia arraiana à dignidade de património municipal, já não digo da humanidade, que seria pretensão a mais.
Meus amigos; sendo a capeia e a presença safardita na zona histórica duas realidades da nossa memória colectiva e, portanto, de igual importância na definição da nossa própria identidade quer no passado, quer no presente, quer no futuro, nem se compreenderia o motivo de um tratamento desigual entre elas!
Vocês, não acham?
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

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Num fim-de-semana de Setembro a Casa do Castelo convidou dois casais de pintores, habituados a participarem no «Pintar Sabugal», Álvaro e Helena Mendes, Zenovy Klimco e Maria da Fé Meirelles, a «criarem» uma visão natalícia sobre o Castelo do Sabugal.

Pintores

No meio da curiosidade de quem passava, estes pintores fizeram uma recolha de pinturas do nosso Castelo e da sua envolvente, trabalho esse já perspectivando a ideia de se criarem originais e uma colecção de postais acessíveis à maioria das pessoas.
Assim o espírito natalício chegou à Casa do Castelo, os postais ajustaram-se ao nosso ex-libris e os trabalhos estão a ser assim apresentados ao público.
Além deste tema e noutro completamente diferente, mas tentando preservar a nossa história está a ideia de se pintarem cenas da Batalha do Gravato.
Pela importância no contexto desta Batalha nas invasões francesas, estamos já a apresentar réplicas baseadas nesta temática.
Em 2011 fará 200 anos, data que não deve passar despercebida.
A Casa do Castelo aproveita para desejar ao Capeia Arraiana a toda a equipa de colaboradores e aos leitores em geral, tudo o que há de melhor no Mundo… Saúde, Paz e Amor.
Natália e Romeu Bispo

Estes três desenhos do castelo do Sabugal, da autoria de Duarte d’Armas, fazem parte da obra «Livro das Fortalezas que são situadas no extremo de Portugal e Castela» (c. 1509), editada a pedido de D. Manuel I. O rei encarregou o autor de fazer o levantamento de todas as fortificações que faziam fronteira com Castela, desde Caminha a Castro Marim.

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Jorge MartinsO cartógrafo Duarte d’Armas, nascido cerca de 1465 em Lisboa, escudeiro da Casa Real, desenhou os castelos solicitados em duas panorâmicas e uma planta. As suas anotações, onde se pode ver a localização da vila do Sabugal, constituem um precioso contributo para o estudo da vila medieval e da sua evolução. Este exemplar, tratado pelo historiador António Baião, encontra-se depositado no Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo.
A publicação pelo Capeia Arraiana destes três desenhos do Castelo do Sabugal, pouco conhecidos dos sabugalenses, é um modesto contributo para a história do concelho e um primeiro passo para futuras investigações sobre a história da comunidade judaica local que, já se pode afirmar hoje, sobreviveu à expulsão dos judeus de Portugal em 1496 e ao estabelecimento da Inquisição em 1536. Há provas documentais de que os judeus do Sabugal resistiram à Inquisição até meados do século XVIII, ou seja, até ao seu funcionamento efectivo, em boa hora interrompido pelo Marquês de Pombal.
Proximamente, daremos a conhecer no Capeia Arraiana os resultados preliminares desses estudos em curso.
Jorge Martins

Na parte mais alta do Sabugal, num planalto da Serra da Malcata, está edificado um castelo imponente e de rara beleza, provavelmente construído nos séculos XII-XIII, sob o domínio leonês e formado por um enorme perímetro muralhado. Remodelado e ampliado por D. Dinis, devendo-se a este monarca a edificação em 1297 da torre de menagem, de 30 metros de altura, recebendo depois obras de beneficiação no reinado de D. Manuel e ainda na época das Guerras da Restauração, por volta de 1640.

José MorgadoFoi moradia real e terá sido aqui que se realizaram as bodas de casamento da Infanta Dona Maria, filha de D. Afonso IV.
Um dos episódios mais relevantes da vida do castelo, deu-se em 1811, quando os guerreiros lusos combateram e derrotaram o Exército francês.
Para além da sua função militar, o Castelo do Sabugal também passou parte da sua existência como prisão. Aqui esteve encarcerado o poeta e cavaleiro Brás Garcia de Mascarenhas.
Por volta do ano de 1846 o seu interior foi transformado em cemitério, demolindo-se as construções ali existentes.
Foi a Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais que, a partir da década de 1940 que salvou o castelo da deterioração total.
A sua beleza deve-se, não só á sua arquitectura, mas também á sua localização, isolado num planalto, sobranceiro ao Rio Côa e fronteiro ao terreiro, onde anteriormente se encontrava a Igreja de Nossa Senhora do Castelo.
Castelo de Cinco Quinas - SabugalAs muralhas graníticas interiores têm um longo adarve acessível por quatro escadas e três torres de ângulo, de planta quadrada. A Sudeste, situa-se a torre de menagem, de planta pentagonal, reforçada por mata-cães e com três pisos, num dos quais está o escudo com as cinco quinas. De grandes dimensões, domina toda a fortaleza.
Podem ver-se ainda a Porta da antiga vila e Torre do Relógio, anexa e um troço de muralha a Oeste, adossado à cidadela, integrande barbacã de traçado rectangular irregular, unida ás torres da cintura exterior e apresentando nos ângulos dois cubelos cilíndricos. A cintura muralhada exterior é em traçado pentagonal irregular, possuindo um pequeno troço desmoronado a Norte. Tem duas portas a Este e a Sul em arco pleno no interior, cobertas com abóbada de berço.
A cintura muralhada interior tem traça pentagonal irregular, integrando cinco torres de planta quadrada adossadas pelo exterior. No interior do recinto, subsistem estruturas de compartimentos.
O interior tem uma fabulosa cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, polinervada.
Com típica arquitectura militar, é uma edificação de estilo gótico, que apresenta afinidades com outros castelos portugueses tais como os de Beja, Estremoz e Montalegre.Contudo é o único castelo de cinco quinas em Portugal.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A reportagem televisiva sobre a Feira Franca do Largo do Castelo do Sabugal tem a assinatura da LocalVisãoTv um dos Media Partners da iniciativa da «Casa do Castelo», do CyberCafé «O Bardo» e do Município do Sabugal. A ideia de revitalizar o Largo do Castelo foi um enorme êxito e está aprovadíssima. A partir de agora – no último domingo de cada mês – visite e participe na Feira Franca do Sabugal.

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Todas as cidades tem um espaço que as representa e cuja imagem se proteja como icone para o exterior. Nada de mais, este é um conceito adquirido pelo mundo fora. Lisboa com a sua majestosa Praça do Comércio, Paris com a Torre Eiffel e «les Champs-Elysees» ou Londres com o Big Ben, etc. etc.

Kim TutatuxClaro que este não é um conceito novo, já na Antiguidade era utilizado. Mesmo antes da escrita ser inventada, sabemos pelos registos arqueológicos, que este conceito existiu e foi posto em pratica desde muito cedo nas sociedades humanas.
No concelho do Sabugal existem muitos monumentos e locais de interesse, alguns de enorme valor histórico-cultural. Mas há um que se destaca, pela sua história, imponência, arquitectura e pela sua envolvente: O Castelo do Sabugal.
Sendo assim, parece não haver grande dificuldade em reconhecer O Castelo do Sabugal como o icone que pode projectar a imagem do Sabugal além fronteiras.
Por essa razão não se percebe porque razão a bonita praça envolvente e próprio castelo tem ao longo dos anos permanecido esquecidos e arredados da cidade.
Não é difícil reconhecer toda a zona do Castelo como a Sala de Visitas por excelência do Sabugal.
Da parte dos operadores privados, parece ter havido uma tomada de consciência deste facto muito mais cedo que das autoridades locais.
Para o facto de esta excelente sala de visitas estar sub-aproveitada e esquecida, têm os privados alertado frequentemente desde há muito.
Até agora, parecia que estes alertas tinham «caído em saco roto» contudo, parece que há finalmente um entendimento novo (velho) no que diz respeito a esta matéria. Foi com agrado para todos que se pôde ver o Cortejo de Carnaval junto ao Castelo.
As pessoas pareceram ganhar um ar mais feliz ao sentir este imponente monumento ali ao lado, e os garotos erguiam os queixos com ar de admiração.
Este é o espírito!
Pois que esta iniciativa continue e que se transforme esta belíssima Sala de Visitas do Sabugal, num local onde os eventos se sucedam, atraindo cada vez mais gente a esta nossa belíssima região.
Temos um potencial, em termos de imagem, capaz de projectar a o Sabugal pelo mundo, só falta apoiarmos essa Imagem num conteúdo histórico-cultural e, aí temos uma receita capaz de contribuir efectivamente para o desenvolvimento do Sabugal.
Que o empenhamento das autoridades locais demonstrado nesta iniciativa de levar o Carnaval ao Castelo do Sabugal dê frutos, e que cada vez mais tenhamos abertura e capacidade para a criação de conteúdos capazes de trazer ao Sabugal turistas, que contribuam para a possibilidade de nós Transcudanos sermos felizes na terra onde os nossos antepassados criaram uma cultura única.
Joaquim Tomé (Tutatux)

O rio Côa, o Castelo, o casario, têm sempre um encanto muito especial. O grandioso nevão destes dias decorou a paisagem raiana e proporcionou imagens eternas ao Kim Tutatux. As terras do Sabugal são de beleza sem igual!

GALERIA DE IMAGENS – 10-1-2009
Fotos Kim Tutatux – Clique nas imagens para ampliar

Chegado ao reino do pensamento, da linguagem e das palavras, cedo compreendi que o nosso primeiro rei não foi D. Afonso Henriques. A quem nasceu em terras de Ribacôa e sempre ouviu e leu, que estas apenas foram integradas no território que é hoje Portugal no reinado de D. Diniz, sempre se dirá que foi este o nosso primeiro rei.

José Robalo – «Páginas Interiores»Ter como primeiro rei um poeta, lavrador das letras e fundador dos Estudos Gerais, sempre preocupado com a cultura e o ensino, neto de Afonso X, «O Sábio», é de facto motivo de orgulho, até porque este rei sempre teve preocupações intelectuais, razão pela qual é ainda hoje uma figura incontornável da nossa História.
É consabido que o tratado de Alcañices que definitivamente definiu as fronteiras do nosso território, onde se reconheceu a integração das terras da Ribacôa no território que é hoje Portugal, teve a intervenção de D. Fernando de Leão e Castela e de D. Diniz de Portugal e dos Algarves e foi assinado no dia 12 de Setembro de 1297; antes de mais Alcañices foi um acordo de paz, apesar do seu texto não referir em momento algum, que com a sua assinatura se colocou fim a um estado de guerra, sendo certo que é expresso o reconhecimento de que com a sua assinatura terminaram as escaramuças de ambos os lados da fronteira.
Em nosso modesto entender, está assim definitivamente afastada a tese muito mais romântica e que se adequa melhor à imagem de um rei lavrador das letras e por isso poeta, de que as terras da Riba-Côa fizeram parte de um dote de casamento do nosso rei D. Diniz com Isabel de Aragão, como circula na transmissão oral e popular. D. Diniz apesar da sua áurea de intelectual, também foi um rei guerreiro quando tal se tornou necessário, para afirmação da nossa soberania.
Castelo do SabugalO lugar que é hoje o Sabugal foi habitado em tempos pré-históricos, como o demonstram os materiais encontrados, recomendando-se por isso uma visita ao museu da cidade, onde se pode apreciar um trabalho de louvar e saudar da empresa municipal e município com a colaboração dos seus técnicos. Nós que sempre nos lamentamos do nosso destino com algum pessimismo e masoquismo, temos tempo para visitar estas jóias da pré-história?
É de aceitar a tese de que quando os Romanos chegaram ao Sabugal, terão construído um castro para a sua afirmação, que visigodos e árabes não alteraram.
Foi D. Diniz que depois de prolongada guerra contra D. Fernando IV de Leão e Castela, conquistou diversas praças ao longo da linha de fronteira, nomeadamente na Ribacôa, sendo que nas mais importantes para garantir a defesa desse novo território, decidiu construir ou reconstruir os castelos e que tal decisão contemplou o Castelo de Sabugal. Tivemos mais sorte com este PIDDAC do D. Diniz do que com os do Eng. Sócrates.
Durante muito tempo ainda se acreditou que nas abóbadas que ostentam o escudo das Quinas, o brasão de Portugal, se encontrasse esta inscrição que se transmite oralmente, mas que nunca se confirmou:

Esta fez El-Rei D. Diniz,
Que acabou tudo que quis;
Pois quem dinheiro tiver,
Fará quanto quiser.

A jóia arquitectónica que é o nosso castelo, é assim uma obra da total responsabilidade deste nosso primeiro rei.

:: :: PARA LER :: ::
«O tratado de Alcanices e a importância histórica das terras de Riba Côa.»
«Actas do congresso histórico Luso-espanhol de 12-17 de Setembro de 1997», da Universidade Católica.
«Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e monumentos nacionais, n.º 57, de Setembro de 1949», do Ministério das Obras Públicas, dedicado ao Castelo do Sabugal.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«Cantigas compostas por reis e príncipes da Idade Média», interpretadas pelo Emsemble Perceval, sob a direcção de Guy Robert e com etiqueta da Arion, referência ARN6803.
«Cantigas da corte de D. Diniz, do Theater of Voices», dirigido por Paul hilliers, etiqueta da Harmonia Mundi, referência 907129.

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Outubro de 2008.

Local: Sabugal.

Legenda: Seja qual for a perspectiva o Castelo do Sabugal fica sempre bem na fotografia.

Autoria: Capeia Arraiana.
Clique na imagem para ampliar

Este artigo é apenas a declaração pública da indignação e ultraje que neste momento nós os comerciantes da zona do Castelo do Sabugal sentimos.

Roulote no Largo do Castelo do SabugalNós comerciantes, conscientes do nosso dever, trabalhamos duro para:
– Apoiar os turistas e visitantes da área histórica do Castelo do Castelo dando as informações necessárias e motivando-os a permanecer no concelho, procurando trazer mais valias para todos;
– Promover, criar e apoiar às nossas custas eventos que tragam beneficio para o concelho, tentando dinamizar culturalmente a cidade, recuperando tradições perdidas;
– Prestar um evidente serviço publico ao disponibilizar as instalações sanitárias aos visitantes do castelo, com os consequentes custos económicos que deste facto resulta, isto porque castelo não há sanitários a funcionar;
– Manter o negócio com sacrifício, lutando contra as dificuldades impostas pela crise chegando a trabalhar mais de 18 horas por dia.
Do lado das instituições recebemos, boicotes, dificuldades, desconsideração, perseguições despropositadas e para cumulo, a instalação de uma rulote à nossa porta a vender exactamente os mesmos produtos que nós vendemos, numa clara e evidente atitude de concorrência desleal a nós, os que diariamente aqui exercemos a nossa actividade e nos esforçamos por vencer as dificuldades tentando com todo o nosso empenho e saber prestar um bom serviço aos da terra e aos que nos visitam.
Lamentavelmente, estamos sujeitos a estas atitudes que para alem de nos dificultarem os negócios nos destroem a nós como a muitos outros antes de nós, a vontade de continuar a investir os nossos bens, o nosso saber e o nosso trabalho nesta terra de onde vejo todos os dias partir gente com as lágrimas nos olhos, por ser impossível aqui viver devido às perseguições e ou atitudes como estas de quem detem o poder.
O Sabugal, foi considerado o pior concelho para viver num estudo independente recentemente publicado. Depois de tudo o que tenho passado e o que vi outros passar, já percebo onde se podem encontrar as razões para este resultado, razões que levaram um conterrâneo meu a dizer com as lágrimas nos olhos «sou obrigado a partir porque eu amo o Sabugal mas o Sabugal não me ama».
Até quando vamos continuar a aguentar estes actos de quem devia defender a nossa terra e faz exactamente o contrário?
Quantos mais filhos da terra, vão ter que partir com as lágrimas nos olhos por ser impossível viver nesta terra?
Quantas mais empresas vão ter que encerrar as suas portas ou partir para outros locais devido a estas atitudes que beneficiam alguém, que não os que aqui procuram honestamente fazer a sua vida e contribuir para o desenvolvimento do Concelho.
Responda quem quiser…

obs: As imagens provam que eles estavam a vender os mesmos produtos até a tabela de preços é visível e quanto ao local também não há dúvida.
Um comerciante sabugalense
(com conhecimento da identidade por parte da administração do Capeia Arraiana)

O Rio Côa vai ser o palco natural do 16.º Campeonato do Mundo de Pesca à Truta com isco natural que vai decorrer entre os dias 18 e 22 de Setembro entre a nova Ponte Açude e a Praia Fluvial do Sabugal.

A Federação Portuguesa de Pesca Desportiva (FPPD) escolheu o Rio Côa para a realização do 16.º Campeonato Mundial de Pesca à Truta com isco natural. A organização tem confirmadas as presenças de concorrentes de Andorra, Bulgária, Croácia, França, Itália e Portugal.
A competição decorrerá entre a nova Ponte Açude e a Praia Fluvial do Sabugal à sombra do Castelo das Cinco Quinas entre os dias 18 e 22 de Setembro.
Na quinta-feira, dia 18, às 16 horas, será feita a recepção das delegações na Albergaria Santa Isabel e a despedida está marcada para a manhã de segunda-feira, dia 22.
Programa oficial da competição:
Sexta-feira, 19 – Pequeno-almoço (7.00 horas), treino (8.30-11.30), almoço (12.30), reunião de capitães e sorteio dos grupos para a primeira prova (16.00), cortejo (17.00), cerimónia de abertura (18.00) e jantar (20.00).
Sábado, 20 – Pequeno-almoço (7.00 horas), sorteio dos sectores (8.00), início da primeira prova (9.00), final da primeira prova (12.00), almoço (13.00), reunião de capitães e sorteio dos grupos para a segunda prova (18.00) e jantar (20.00).
Domingo, 21 – Pequeno-almoço (7.00 horas), sorteio dos sectores (8.00), início da segunda prova (9.00), final da segunda (12.00), almoço (13.00), cerimónia de encerramento e classificação final (17.00) e jantar de gala (20.30).
Sobre o acontecimento o Presidente da FPPD, Carlos Baptista, considera que «a pesca desportiva tem o privilégio de viver dias especiais com mais este grandioso evento que decorre em Portugal» e aproveita para «expressar a todos os participantes as mais cordiais boas-vindas estando convicto que cada um irá recordar estes dias em Portugal».
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, agradece em comunicado à FPPD a escolha do Sabugal para «a realização deste importante evento» e realça o «património riquíssimo, vasto e diverso de toda a região de Ribacôa que decerto surpreenderá os visitantes».
O Campeonato do Mundo de Pesca é organizado pela Câmara Municipal do Sabugal com a colaboração da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva. A autarquia conta ainda com o apoio da Federação Internacional de Pesca, a Associação Regional de Pesca Desportiva das Beiras, o Instituto do Desporto de Portugal e a Caixa de Crédito Agrícola (Região do Fundão e Sabugal).
jcl

A «Casa do Castelo – Monumenta» e o Bar «O Bardo» promovem um concerto de música tradicional ao vivo na noite de sábado, 30 de Agosto, no Largo do Castelo do Sabugal.

Ventos da LiriaA noite de sábado promete ser de animação no Largo do Castelo do Sabugal. A «Casa do Castelo – Monumenta» e o bar «O Bardo» promovem um concerto de música tradicional ao vivo a partir das 21 horas do dia 30 de Agosto.
Os organizadores têm como objectivo «contribuir com o nosso empenho, esforço e investimento, para a requalificação e dinamização, daquela que consideramos ser a sala de visitas do Concelho do Sabugal. Assim promovemos este concerto de música tradicional para que se redescubra a zona mais histórica de toda a cidade».
E pedem a todos que «partilhem connosco o que de melhor se faz por cá em termos de música tradicional com os Ventos da Liria. Cá vos esperamos».
Página na Internet do Grupo Musical Ventos da Liria»: ver aqui.
Página na Internet do Bar «O Bardo: ver aqui.
Natália Bispo

No Lifecooler escrevem sobre Portugal e para Portugal. Dão a conhecer centenas de sítios onde dormir e outros tantos locais onde comer bem. Até final de Agosto lançam um desafio: fotografar Portugal a partir dos melhores miradouros seleccionados pela colaboradores da redacção. E a torre de menagem que há só uma em Portugal e fica à beira do Rio Côa foi uma das escolhidas.

LifecoolerO Lifecooler é, provavelmente (há uma marca de cerveja que utiliza o termo «provavelmente» porque, segundo os seus responsáveis, ainda não conseguiram provar todas as outras), o melhor «portal-guia» português de turismo, lazer e viagens na Internet. Dormidas, comidas, bebidas, passeios, experiências, património, etc., encontram-se catalogados, descritos e ilustrados com mais de 50 mil registos.
E para quem tem dúvidas aqui fica o seu cartão de visita: «Tratamos da saúde aos portugueses. Aconselhamos passeios a pé, a experimentar shiatsu e a relaxar num spa. E como estamos atentos às novas tendências e espreitamos em todo o lado que nos soe a inovação, qualidade e aventura até à bruxa nós fomos. Mas… a nossa última palavra é pois, para si, caro leitor, que nos procura e incentiva a fazer cada vez mais e de forma mais exigente. Nesta lógica a sua participação tem um papel central. Bem-haja por participar.»
A Redacção do Lifecooler lança um desafio até 4 de Setembro. Subiram aos pontos mais altos de Portugal para revelar as melhores vistas e paisagens, seleccionaram os melhores miradouros do país entre cabos, faróis, colinas, montes, serras e castelos. E incluiram o nosso. O Castelo do Sabugal que tem, provavelmente, a melhor paisagem de Portugal e arredores.
E agora dedo no clique. Fotografem perspectivas radicais do Castelo do Sabugal e enviem-nas até ao dia 1 de Setembro para a Redacção do Lifecooler. As imagens mais interessantes serão publicadas numa foto-reportagem especial, identificando devidamente o nome do autor e do local.
Recepção das fotos pela caixa do correio: redaccao@lifecooler.pt
Veja a selecção final a partir de 4 de Setembro aqui: Lifecooler.

E tinha piada ser seleccionada uma foto tirada no Castelo do Sabugal.
jcl

Vila do Touro – É uma das cinco povoações acasteladas do concelho do Sabugal. Situa-se no alto de uma elevação entre o Cabeço de São Gens e o Alto do Castelo perto do vale da Ribeira do Boi no seu ponto de união ao Rio Côa. Lá do alto, entre-muralhas, avistam-se a Abitureira, Baraçal, Arrifana, Sabugal, Seixo do Côa, Pêga, Martim Pêga e Guarda.

A freguesia de Vila do Touro integra-se numa região de terrenos graníticos, de relevo suave, com os cabeços de São Gens e do Alto do Castelo a destacar-se na paisagem. Tem vestígios da presença humana desde a pré-história e têm sido encontrados inúmeros objectos arqueológicos como machados de pedra e bronze que permitem pensar que aqui tenha vivido uma comunidade desde a Idade do Bronze.
Os romanos deram-lhe o nome de Tauro pois a denominação aparece referida numa epígrafe encontrada perto da povoação da Abitureira. Este topónimo fica a dever-se à configuração topográfica elevada dos dois morros da Vila que se assemelham às protuberâncias de um touro.
São desse tempo e ainda hoje visíveis na povoação os troços de algumas calçadas que pertenceram a importantes vias de comunicação e ligação com as praças militares de Alfaiates, Sabugal, Sortelha e Guarda.
O foral de Vila do Touro foi-lhe concedido a 1 de Dezembro de 1220 por Dom Pedro Alvito que era mestre dos Templários mas, contudo, nunca foi possível alcançar um acordo com o concelho da Guarda que se opôs sempre à criação de concelho da Vila do Touro.
A construção inacabada do castelo de Vila do Touro, situado 800 metros acima do nível do mar, limitou-se às muralhas que apresentam uma forma poligonal irregular em consequência do terreno muito acidentado em que assentam. Integrada nas muralhas pode ser admirada a Porta de São Gens com o seu arco quebrado em estilo gótico, abobadada e parcialmente entaipada.
Durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), com a assinatura do Tratado de Alcanices (1297) a Vila do Touro perdeu a sua importância estratégica e a fortificação nunca foi terminada.
Vila do Touro foi sede de concelho entre o séc. XIII e o início do séc. XIX tendo sido extinto durante as Reformas Liberais em 1836 conjuntamente com o de Alfaiates.
A freguesia possui um vastíssimo património histórico e arqueológico como a Igreja matriz, o Pelourinho, a cadeia, o antigo edifício das repartições, os barrocos da forca, as fontes de Paio Gomes e das Patas, os chafarizes do Carvalho e do Churro, as capelas da Senhora do Mercado (séc. XIV nas fotos), de São Sebastião, de São Gens e de São Lázaro.
Algumas janelas da aldeia ostentam ainda molduras trabalhadas em pedra de influência renascentista.
Enfim… um museu que regista a céu aberto a história das gentes de Ribacôa.

Vila do Touro

Mas a história também se escreve com modernos investimentos. Destaque para o bom-gosto demonstrado pelo arranjo paisagístico e enquadramento numa elevação desafogada da novíssima sede da Junta de Freguesia de Vila do Touro, um bonito edíficio que reflecte com rara intensidade a luz do Sol.
Por intervenção do executivo da Junta de Freguesia aproveitando os fundos da delegação de competências, verbas de capital e o apoio complementar da Câmara Municipal do Sabugal foi construído de raiz uma funcional sede equipada com mobiliário moderno e computadores que serve igualmente de espaço polivalente.
A freguesia dispõe de dois lares apoiados pela Segurança Social e que contaram com um subsídio camarário no valor de 20 mil euros (metade durante a construção e a outra metade na fase de instalação). Existe igualmente um espaço associativo que contou com o apoio do município sabugalense.
Junto à zona de acesso às muralhas e muito perto da Porta de São Gens foi recuperada uma antiga casa rasteira em pedra. Foi adaptada para posto de Turismo e dá trabalho a uma jovem da freguesia. As características inclinadas do terreno permitiram incluir uma mezanine para exposições culturais temporárias.

Há quanto tempo não visita Vila do Touro? As férias convidam ao descanso. Enquanto descansa aproveite para passear pelas freguesias com história do nosso concelho e descubra a qualidade de vida proporcionada pelos novos equipamentos sociais à disposição dos sabugalenses.
Aproveitamos para deixar um reparo aos responsáveis autárquicos do concelho da Guarda. Fica-lhes mal deixar ao abandono umas centenas de metros de estrada com o alcatrão num deplorável estado entre Vila do Touro e o cruzamento junto a Pêga. É uma forma terceiro-mundista de nos dizerem que não gostam de nós mas acreditem que ficam muito mal na fotografia. Senhores autarcas guardenses na próxima visita ao Sabugal passem por Vila Touro para perceberem melhor o meu lamento.
jcl

A campanha publicitária da Knorr «A Melhor Sopa do Mundo» foi integralmente filmada na Aldeia Histórica de Sortelha. O anúncio conta com a participação de residentes na aldeia que foi virtualmente apelidada pelos publicitários de «A-das-Sopas».

Os cenários únicos de Sortelha foram palco das filmagens do anúncio da campanha da Knorr que teve início a nível nacional no dia 21 de Fevereiro em diferentes suportes publicitários.
A promoção «Melhor Sopa do Mundo» apresenta o lançamento das novas sopas frescas da marca fundada em 1838 pelo alemão Carl Henrich Knorr.
Os anúncios foram integralmente filmados na aldeia histórica de Sortelha e tiveram a participação de habitantes locais.
O enredo da criação publicitária conta a história de uma remota aldeia portuguesa denominada «A-das-Sopas» que se orgulha de ter «A Melhor Sopa do Mundo» até que um dia os sinos tocam a rebate para que no largo da aldeia o regedor anuncie: «Dizem que chegou aí uma sopa tão boa como a nossa.»
As imagens com a aldeia de Sortelha (que durante dois dias se transformou num estúdio ao ar livre) vão estar presentes em televisão, outdoor, imprensa e internet até final de Março.
Idealizada pela dupla criativa Tiago Cruz e Issac Almeida para a JWT conta com a direcção criativa de João Oliveira e Jorge Barrote e foi produzida pela Tangerina Azul.
O património e a superior beleza das nossas terras raianas e em especial da freguesia presidida por Luís Paulo é um cartão de visita turístico que a todos nos enche de orgulho. Naturalmente natural e com muita qualidade de vida.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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