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Constituída, a loja maçónica elegeu um grão-mestre, tendo a escolha recaído num tal ANTHONY SAYER, que os historiógrafos classificam de pequeno burguês de mediocre inteligência e baixo índice cultural.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaSobressaíu, por isso, um simples irmão, pastor protestante francês, exilado em Londres, que deu à instituição o carácter de sociedade de PENSAMENTO LIVRE.
Este, de nome DESAGUILIERS, estabeleceu um código — AS REGRAS E PRECEITOS — que, exactamente pela nova estrutura da sociedade, basicamente de especulação sócio-filosófica, rompia com os antigos manuais da MAÇONARIA ESPECULATIVA, de base católica, consequentemente, à velha fórmula, «irmãos e respeitados e amados amigos, eu vos conjuro para honrar deus, a santíssima trindade e todos os santos, anjos, arcanjos, principados e potestades, na sua Santa Igreja sem jamais nos deixarmos aliar a qualquer heresia, cisma ou erro», contrapunha-se agora o princípio de não vincular os filiados a seguir qualquer religião, revelada ou não, pois visava-se criar uma verdadeira fraternidade de caracter universal.
Eivada das teorias do ainda recém aparecido PROTESTANTISMO, esta proclamada liberdade de pensamento dissimulava um ataque à IGREJA DE ROMA, CATÓLICA E APOSTOLICA,
No Reino Unido, o ambiente era-lhe cada vez mais propício até pela adesão da Casa Reinante ao LUTERANISMO.
A política dos HANOVERS coincidia, ponto por ponto, com o espírito que animava a GRANDE LOJA, na sua luta contra os BOURBONS, aliados do CATOLICISMO.
É assim fácil compreender que o trono e a maçonaria se prestam reciprocamente serviços.
Que a alta fidalguia se torna maçónica e que os GRÃO-MESTRES passam a ser Membros da FAMÍLIA REAL ou mesmo os próprios soberanos.
Relacionada com o poder, vem a ser também a Maçonaria Estadunidense, fundada pelos futuros presidentes Washington e Franklin, e cujas lojas se manifestaram sempre contra a Igreja Católica, tentando mesmo impedir o estabelecimento de relações diplomáticas com o Vaticano.
Enfim, na Comunidade Britânica, é perene a aliança TRONO-LOJAS, cantando-se nesta o DEUS SALVE O REI ou A RAINHA, consoante quem se senta no régio sólio.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

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O ano cinematográfico de 2011 começou mal. Duas mortes marcam os primeiros dias do ano: o actor Pete Postlethwaite e o realizador Peter Yates, ambos nascidos no Reino Unido.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaO primeiro a partir foi Pete Postlethwaite, actor nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário em 1993 pelo seu papel no filme «Em Nome do Pai», de Jim Sheridan, logo na primeira semana de 2011. Tal como grande parte dos actores britânicos, Pete Postlethwaite veio do Teatro, onde chegou a fazer parte da Royal Shakespeare Company durante os anos 1980. A sua estreia na Sétima Arte dá-se em 1977 no filme «O Duelo», de Riddley Scott, mas apenas 11 anos mais tarde, em 1988 que vê reconhecido o seu talento, ao participar em «Vozes Distantes, Vidas Suspensas», de Terence Davies.
Foi nesse ano que deu o salto para Hollywood e começa a acumular papéis em filmes de realizadores bastante diversos, como «Hamlet», de Franco Zeffirelli, «Alien 3», de David Fincher, «O Último dos Moicanos», de Michael Mann, «Os Suspeitos do Costume», de Bryan Singer, «Romeu + Julieta», de Baz Luhrmann, ou «O Mundo Perdido: Jurassic Park» e «Amistad», de Steven Spielberg.
Pete PostlethwaiteAs suas últimas aparições de relevo foram ainda em 2010 nos filmes «A Cidade», de Ben Affleck, e «A Origem», de Christopher Nolan. Para 2011 está prevista a estreia de «Killing Bono», uma comédia de Nick Hamm que será a sua interpretação. Faleceu aos 64 anos, vítima de cancro.
Já esta semana partiu Peter Yates. Vítima de doença prolongada o cineasta morreu em Londres aos 81 anos deixando como legado pelo menos um grande filme que fica na memória dos cinéfilos: «Bullitt», o policial protagonizado por Steve McQueen que tem uma das melhores cenas, se não mesmo a melhor, de perseguição automóvel da História do Cinema. Além de «Bullitt», realizado em 1968 e que foi apenas a sua quarta obra, recebeu quatro nomeações para os Óscares, ambas para Melhor Filme e Melhor Realizador: em 1980 com «Os Quatro da Vida Airada» e em 1984 com «O Companheiro».
Peter YatesA carreira de Peter Yates começou no final dos anos 1950, princípio dos anos 1960, quando foi realizador assistente em vários filmes, entre os quais «Os Canhões de Navarone», de J. Lee Thompson. A sua estreia na realização dá-se em 1963 com «Mocidade em Férias», musical interpretado por Cliff Richard. Até se tornar realizador de cinema a tempo inteiro, em 1967, Peter Yates realiza ainda episódios das séries de televisão «Danger Man» e «O Santo».
Em 1968 dá o segue para os EUA para filmar o já referido «Bullitt». A partir daí dirige nomes como Mia Farrow e Dustin Hoffman, Peter O’Toole, Robert Mitchum, Raquel Welch e Jacqueline Bisset, entre outros. Teve uma carreira de 28 títulos nas várias décadas, até 1999 quando filma «Curtain Call». Na primeira década deste século realiza apenas dois telefilmes: «Don Quixote» e «A Separate Peace».
Duas mortes que deixam o cinema mais pobre.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Esta semana morreu com 87 anos o Senhor Pires, filho do antigo proprietário da padaria e do cinema D. Dinis do Sabugal.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Tive o privilégio de ter convivido com a família Pires, enquanto criança com a Senhora Zézinha, ainda prima de minha avó Isabel, mas sobretudo nos anos 80, quando vindo estudar para Lisboa me acolheram em sua casa, onde vivi 6 anos. A toda a família o meu agradecimento, gratidão e o meu Bem-haja E foi como forma de homenagem ao Sr. Pires que esta crónica surgiu, até porque reencontrei os filhos (Tó Mané e Zé Quim) que não via há bastante tempo, e com quem nesta semana pude lembrar e relembrar tempos passados. Está claro, que o cinema nosso refugio nos finais dos anos 70 foi lembrado.
O edifício, localizado no ainda largo do cinema, foi construído segundo me foi dito, nos meados dos anos 40. Por ele passou muita da vida do Sabugal, das suas gentes, dos seus costumes. Tenho dele uma vaga ideia, da altura que ainda projectava filmes. Lembro-me da cortina vermelha (seria vermelha?) que separava a porta de entrada da sala. Lembro-me do Sr. David na figura de porteiro e lembro-me de ter lá visto alguns filmes, sem ter contudo, qualquer recordação exacta de quais.
O cinema morre.
Depois vem Abril e as recordações, estas sim já bem presentes, trazem-me de novo os hinos da revolução: são os encontros com o MFA, as sessões de esclarecimento dos partidos políticos, o despertar dos sabugalenses para a realidade política e social que se vivia.
Foi ainda naquela velha sala, já sem actividades regulares, que tive contacto com o teatro, eu, e provavelmente muitos dos jovens da minha idade quando um grupo de jovens sabugalenses, universitários em Lisboa, levou à cena a peça de Bernardo Santareno «O Crime da Aldeia Velha».
Ainda na década de setenta, a sala serviu para passar algumas fitas, mas acolheu igualmente os Bailes de Finalistas – foi lá que o baile de finalista do meu ano, se realizou e foi sala de ensaio do grupo musical «Stradivarius». Mas, as melhores recordações que tenho do edifício, foi quando uma parte dele se transformou no primeiro e único clube privado do Sabugal.
Uma tarde andávamos algures pelo Sabugal e o Zé Quim, lembrou-se que um dos espaços do cinema (ainda com condições de segurança) daria uma boa sala de estudo. Pensou e concretizou. Nessa mesma tarde fui a casa, onde tinhas umas latas de tinta, e começámos a pintar as paredes.
Não me lembro se a «sala de estudo» ficou pronta nessa tarde. Lembro-me sim, que esse espaço baptizado, por nós, de Bataclâ, rapidamente passou a ser a disco que não existia, o espaço dos amigos, o sítio das nossas vidas. Ainda hoje muitos se lembram das tardes lá passadas, dos amores por lá havidos, do tempo das descobertas.
Hoje do antigo cinema, restam memórias e no seu lugar, ergue-se um prédio de alguns andares. Era condição do licenciamento do Paliz Hotel, continuar a existir uma sala de cinema – nos primeiros anos, após a construção ainda existia a placa a identificar o cinema – hoje não sei se anda por lá. Mas, os compromissos nunca se concretizaram, e perdeu-se o espaço, construindo-se outro é verdade, mas sem o cheiro e a essência do passado.
São recordações de criança, recordações de adolescente, recordações de uma terra que é a nossa. Não tenho dúvida que aquele velho edifício, para muitos dos sabugalenses, faz parte do filme da sua vida.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Esta crónica, acompanhada de fotografia, refere-se ao (antigo) Cinema D. Dinis, que durante anos existiu na (então) vila do Sabugal.

Cinema D. Dinis - Sabugal

Joao Aristides DuarteO edifício foi concluído em 1945. Na sua construção participou o meu avô (José Francisco Duarte, já falecido) e o meu pai (Eugénio dos Santos Duarte, ainda vivo).
Ambos eram carpinteiros. Construíram o telhado, em madeira, colocaram as janelas e portas e forraram o tecto do Cinema.
O Cinema D. Dinis foi a única sala de espectáculos do Sabugal, durante muitas décadas.
Como se pode ver na fotografia, nesta época, não existia nenhum edifício contíguo ao Cinema D. Dinis.
Era no Cinema D. Dinis que se realizavam os mais variados espectáculos, da mais diversa índole (cinema, teatro, música, etc.).
Durante anos, no Cinema D. Dinis, efectuavam-se sessões de cinema, normalmente de reprise, já que na época, o hábito era que os filmes só chegassem à «província» passados uns anos, após a estreia em Lisboa. Na parte final da sua existência, as sessões de cinema já não eram da responsabilidade dos proprietários da sala, sendo apresentadas por um senhor que se dedicava ao cinema ambulante, e que vinha ao concelho.
Variadas récitas teatrais levadas a cabo no Sabugal, incluindo aquelas realizadas por estudantes do Externato Secundário do Sabugal, tiveram, também, lugar no Cinema D. Dinis.
Era, também, nesta sala de espectáculos que se realizavam os famosos Bailes de Finalistas, desde o final da década de 1960, até ao final da década de 1970.
Foi no Cinema D. Dinis que assisti a alguns dos concertos mais míticos de toda a minha vida. Desde os Faíscas (a primeira banda punk portuguesa), até aos Hosanna, passando pelos Ananga-Ranga, todas estas bandas passaram pelo Cinema D. Dinis.
Quando fui estudar para o Sabugal, em 1977, o Cinema estava já em condições precárias. Dizia-se que poderia ruir a qualquer altura, uma vez que não tinham sido feitas obras de recuperação, ao longo de muitos anos. No entanto, o edifício manteve-se até meados da década de 1980.
Foi no Cinema que assisti a muitos ensaios do conjunto sabugalense Stradivarius, no final dos anos 70, do século XX, que ensaiava no palco.
O último proprietário do Cinema D. Dinis foi o sr. Pires (que era proprietário, também, de uma padaria, no Sabugal).
O seu filho, Quim Tó (que era da minha turma), com a ajuda de alguns amigos, fez duma cave do Cinema, a primeira discoteca (dancing) da vila do Sabugal. O seu nome era Bataclã e a entrada era pela avenida que parte do (antigo) Grémio, em direcção ao tribunal.Com uma decoração toda psicadélica e umas luzes de espelhos, ficou pronta a funcionar. Não estava aberta ao público, mas apenas a convidados e amigos.
A partir de meados da década de 1980, o Cinema foi demolido e surgiu, no seu lugar, o Paliz Hotel, mais tarde transformado naquilo que é, hoje, o Raia Hotel.
O Largo onde se encontra o Raia Hotel ainda hoje é conhecido pelo nome de Largo do Cinema.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Escrever um título não é fácil. Que o diga quem o tem de fazer praticamente todos os dias. Mas no cinema é bastante comum encontrar títulos em português que pouco ou nada têm a ver com o original. Só na semana passada deparei-me com três.

Pedro Miguel Fernandes - Série BConfesso que por vezes não sei o que se passa pela cabeça de quem escreve os títulos de filmes em português, mas às vezes gostava de saber.
Na semana passada, durante as minhas viagens cinéfilas, encontrei três títulos que se encaixam na categoria de «mas afinal onde é que estes tipos o foram buscar». E todos os três de décadas bem distantes.
Vejamos:
Exemplo número 1:
Ano – 1925; filme – «Pretty Ladiess», qualquer coisa como as senhoras bonitas em português; título do filme adoptado – «A Mosca Negra».
Exemplo número 2:
Ano – 1981; filme – «Chariots of Fire», em português literal, quadrigas de fogo (de facto, este título se calhar não ficaria muito bem…); título adoptado – «Momentos de Glória».
Exemplo número 3:
Ano – 2008; filme – «Married Life», vida de casado; título adoptado – «Casamentos e Infidelidades».
Lost in TranslationE a lista podia continuar infinitamente, pois os exemplos são às dezenas, se não às centenas. Estes são apenas os mais recentes e os que mais me deixaram apalermado na hora de decidir em qual dos dois acredito. É que no caso do filme «Pretty Ladies», uma comédia muda sobre uma actriz de enorme talento cuja falta de beleza afasta os pretendentes, o título em português mais parece o de um filme de terror ou série B.
Mas não queria deixar de passar esta crónica sem deixar passar um dos exemplos que mais me tocou, pois este deixou-me à rasca para encontrar as salas onde o filme estava em exibição. Falo de «Lost in Translation», de Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola (realizador que acaba de mostrar a sua mais recente obra em Cannes), que foi traduzido com o hermético título de «O Amor é um Lugar Estranho».
Pois bem, na altura da estreia eu bem tinha vontade de ver o filme, como vi e é um dos meus favoritos, mas ao procurar o título num jornal, não havia modo do encontrar. E ele estava lá algures, eu sabia. Apesar de ser um filme mais alternativo, as nomeações aos Óscares tinham dado uma boa publicidade à fita e acabou por estrear num bom número de salas. Só depois de algumas passagens na página dos cinemas é que me lembrei daquela bizarria e consegui ver onde o podia.
É caso para dizer, que quem ficou perdido na tradução fui eu.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O cinema português ficou mais pobre na semana passada com a morte de João Bénard da Costa, vítima de cancro aos 74 anos e uma vida inteira dedicada à Sétima Arte.

Pedro Miguel Fernandes - Série BUma das figuras de proa do cinema que se faz em Portugal, apesar de nunca ter realizado nenhum filme, João Bénard da Costa deixa saudades a todos os que gostam de cinema e aprenderam a ver filmes na Cinemateca com a ajuda das míticas folhas escritas por ele. Figura incontornável da cultura nacional e reconhecido internacionalmente, Bénard da Costa liderou a Cinemateca desde 1991 até ao início deste ano, quando abandonou o cargo por problemas de saúde. No seu lugar ficou Pedro Mexia, que agora deverá passar a comandar a instituição nos próximos tempos.
Não tive oportunidade de privar com esta autêntica lenda viva do cinema, como vários frequentadores mais habituais da Cinemateca Portuguesa, mas ainda consegui assistir a algumas apresentações de ciclos feitas por Bénard da Costa no final de 2008, quando comecei a ir com mais regularidade a esta sala. Recordo-me de um homem simpático que se notava ter um gosto extraordinário quando falava sobre os filmes que ia apresentar, mesmo os que já tinha visto inúmeras vezes.
João Bénard da CostaNuma das últimas vezes que o vi, já no final do ano passado, foi durante o ciclo dedicado a Manoel de Oliveira, que contou com a presença dos dois gigantes e já se notava uma certa debilidade, tendo mesmo comentado com alguém que o realizador centenário estava com melhor aspecto que o director da Cinemateca. Desde essa altura, poucas vezes apareceu em qualquer uma das duas salas do edifício da Barata Salgueiro, onde tantas vezes assistia aos filmes com o público.
Para a história fica um homem que deu tudo ao cinema, trouxe a Lisboa vários nomes da Sétima Arte e grandes ciclos de cinema e chegou mesmo a aparecer como actor em alguns filmes de Manoel de Oliveira ou de João César Monteiro, com o nome de Duarte de Almeida.
Um legado que dificilmente será difícil de esquecer e que deve ser respeitado para sempre como uma das grandes figuras culturais da segunda metade do século XX e início do século XXI.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Ir ao IndieLisboa (Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa) é já uma tradição. Como este texto está a ser escrito antes do final do evento, aproveito para falar das edições passadas. Para a semana um resumo da edição deste ano.

Pedro Miguel Fernandes - Série BO IndieLisboa foi criado em 2004 pela organização «Zero em Comportamento», uma associação cultural ligada ao cinema que durante algum tempo programou ciclos de cinema bastante interessantes no Cine-Estúdio 222. Esta foi também uma sala que me ajudou muito a gostar de cinema, apesar de não ter ido lá muitas vezes e as condições não serem as melhores. Por lá passaram ciclos dedicados aos mais variados realizadores e temas, desde Tim Burton aos irmãos Coen, passando pelo mítico Ed Wood, considerado como o pior realizador de sempre.
Um dos filmes que mais me agradou foi um documentário sobre os Sex Pistols, que retratou aquela época sob a perspectiva de uma banda que não queria nada a não ser protagonismo. Foi a desmistificação de uma das bandas mais faladas dos anos 70, nem sempre pelos melhores motivos.
Na sequência destes ciclos, com alguma popularidade entre os fãs de cinema que não gostam apenas das estreias comerciais, surge o Indie. Primeiro numa edição mais pequena, apenas no São Jorge, e posteriormente aumentando de dimensão, ocupando diversas salas e tornando-se actualmente um dos maiores festivais de cinema de Lisboa.
IndieLisboa 2009Este evento foi também palco para grandes descobertas para mim. Logo na primeira edição fiquei a conhecer o realizador de Hong Kong Johnie To, alvo de uma retrospectiva na edição de 2008, que nunca teve direito a estreia em salas portuguesas, infelizmente. Mesmo tendo realizado alguns dos melhores filmes de acção que eu já vi. Não me posso esquecer de cenas como um tiroteio no lobby de um hotel, entre gangsters e mercenários no excelente Exiled, que dura o exacto momento em que uma lata é atirada ao ar. Simplesmente genial.
Através do Indie conheci cinemas dos mais variados pontos do globo, da Europa de Leste à América Latina, passando pela Ásia. Além de realizadores como o já citado To ou Errol Morris, um documentarista com uma grande notoriedade lá fora e que poucos conhecem por cá. Foi com ele que conheci as ideias de Robert McNamara, uma personalidade histórica que esteve envolvida em eventos como o lançamento das bombas atómicas no Japão ou na própria guerra do Vietname, sempre por detrás da cortina.
E como o artigo já vai longo, as minhas andanças pelo Indie ficam por aqui. Para a semana fica prometido, um resumo sobre a edição deste ano.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

«Série B» é uma visão muito pessoal do cinema que irá falar da experiência na primeira pessoa do visionamento de filmes, desde os clássicos dos clássicos, aos mais alternativos e independentes, passando pelas estreias e pela programação da Cinemateca.

Pedro Miguel Fernandes - Série BEm primeiro lugar as apresentações. Este escriba é um jornalista que trabalha na área das tecnologias, mas com um gosto muito especial pelo cinema, a Sétima Arte.
Os textos que vou publicar no blogue Capeia Arraiana resultam de um desafio proposto pelo meu caro amigo José Carlos Lages, que me sugeriu utilizar esta página para falar de cinema, o que muito me agradou, devido à minha grande paixão por esta matéria.
Nesse sentido, o que pretendo é apresentar uma visão muito pessoal do cinema, falando da minha experiência pessoal do visionamento de filmes, desde os clássicos dos clássicos, aos mais alternativos e independentes, passando pelas estreias.
E já que começamos pelas apresentações, aproveito para contar como começou esta paixão. Desde muito cedo que gostei de ver filmes, mas nunca lhes dei atenção até entrar para a universidade, no já longínquo ano de 2001. Foi nessa altura que um dos meus colegas de então me fez outro desafio: ver pelo menos um filme por semana no cinema.
Apesar de alguma preguiça e falta de tempo inicial, lá conseguimos criar uma rotina e a primeira de muitas sessões que se seguiram acabou por ser a primeira parte da série «O Senhor dos Anéis», no cinema Quarteto. Sala que entretanto encerrou portas, mais uma das muitas salas míticas de Lisboa.
Desde então praticamente não parámos e mesmo com caminhos profissionais diferentes, lá continuamos a passar longas horas em salas escuras, onde toda a magia é possível, a ver clássicos na Cinemateca, um dos mais recentes vícios, até às principais estreias da semana. São estas e outras fitas que vos proponho apresentar, uma vez por semana. Espero que gostem e pouco mais me resta do que vos desejar boas sessões.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

«Série B» é um espaço de opinião sobre as fitas e a magia do cinema com crónicas semanais assinadas por Pedro Miguel Fernandes, jornalista do portal iGov e colaborador do semanário «Sol». Sejas bem-vindo Pedro à magia das terras e das gentes raianas.
jcl

Vasco Nunes, cujos pais são de Aldeia do Bispo e fixou residência nos Estados Unidos, tem triunfado enquanto realizador e produtor de cinema. Há dias viu novamente o seu trabalho premiado no mundo da sétima arte, com o filme We Live in Public, tendo sido distinguido na edição de 2009 do Sundance Film Festival com o galardão «Grand Jury Prize: U.S. Documentary». (Actualização.)

Vasco NunesVasco Alves Henriques Lucas Nunes é um cineasta português nascido em Lisboa, descendente de Aldeia do Bispo, freguesia raiana do concelho do Sabugal, mas há muito radicado nos Estados Unidos da América. Para além de realizador de cinema também é produtor, e director de fotografia.
Em 2003 completou o mestrado no conservatório do American Film Institute, mas começou a trabalhar em cinema e televisão no princípio da década de 1990. É um dos sócios da Interloper Films, uma conhecida produtora de Los Angeles.
Vasco Nunes é sobejamente conhecido pelo seu trabalho documental, em especial com a realizadora Ondi Timoner, com destaque para o filme «DIG!». Já recebeu diversos prémios de cinematografia. O maior destaque vai para um «Grand Jury Prize» no festival «Sundance». Também merece referência a sua presença em festivais de cinema mundiais, incluindo Cannes, Londres, e Sundance.
plb

Actualização pela irmã de Vasco Nunes
A Patrícia Lucas Nunes e Melo, irmã de Vasco Nunes, pediu-nos para fazer uma actualização ao texto. Aqui fica com o nosso agradecimento pelo «retocar» dos factos:
«Aproveito para fazer uma pequena correcção porque os nossos pais não são naturais de Aldeia do Bispo, Sabugal, mas apenas o pai.
É verdade que o meu irmão vive faz alguns anos nos EUA, mas apenas agora pediu cidadania.
Ele tem triunfado nos EUA e trabalha como Director de Fotografia, Produtor e Realizador, por essa ordem.
O Vasco faz trabalhos relacionados com música, telediscos, DVD’s e não só; e documentários, com os quais tem tido maior visibilidade e já tem também trabalhado com publicidade e séries, nomeadamente para a MTV, Coca-Cola entre outros.
E para além dos filmes que ganharam no Sundance, «Dig» e «We live in public» também já ganhou outros prémios como:
– Permanent Collection – Museum of Modern Art (MoMA) NYC – DIG!;
– Peabody Award – Nimrod Nation (2008);
– Grand Jury Prize – Sundance Film Festival 2004 – DIG!;
– Special Jury Prize – IDFA 2007 – Planet BBoy;
– Special Jury Prize – Sidewalk Film Festival 2007 – Join Us;
– Sustainability Award – Media That Matters Film Festival 2006 – Recycle;
– Best Cinematography – International Cinematographer’s Guild 2004 – Recycle;
Se quiserem mais informações sobre o meu irmão vejam aqui
Patrícia Lucas Nunes e Melo

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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